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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mooc-sobre-o-tempo">
    <title>Intercontinental Academia lança curso online sobre o tempo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mooc-sobre-o-tempo</link>
    <description>Curso online "Off the Clock: The Many Faces of Time", produzido por participantes da primeira Intercontinental Academia, será lançado no dia 14 de abril, na plataforma Coursera.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logo-ica-e-ubias/@@images/6fedeccc-f587-4c04-ae90-cb8f5378139c.jpeg" alt="Logo ICA e Ubias" class="image-right" title="Logo ICA e Ubias" />O IEA e o <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/eng/">Instituto de Pesquisa Avançada (IAR)</a> da Universidade de Nagoya lançam no <strong>dia 14 de abril</strong> o curso <i><a class="external-link" href="https://www.coursera.org/learn/offtheclock?utm_campaign=opencourse.qDaZPFzDEeq2MgoCzrWDhw.launch&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=other">Off the Clock: The Many Faces of Time</a></i>, um massive open online course (Mooc) que ficará disponível na plataforma <a class="external-link" href="https://www.coursera.org">Coursera</a>.</p>
<p>O lançamento ocorrerá durante a 6ª Conferência de Diretores da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias (University-Based Institutes for Advanced Study)</a>, rede internacional de institutos de estudos avançados vinculados a universidades de todos os continentes. A disponibilização online do curso será possível graças à <a class="external-link" href="https://www.coursera.org/usp">parceria</a> entre a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e a Coursera.</p>
<p>O Mooc é resultante dos debates empreendidos por 13 jovens pesquisadores de várias áreas e diversos países participantes da primeira edição da <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Intercontinental Academia (ICA)</a>, em 2015 e 2016. Organizada pelo IEA e pelo IAR de Nagoya, a edição teve por tema o “Tempo”.</p>
<p>A ICA é um projeto da Ubias no qual dois institutos de estudos avançados de diferentes continentes organizam períodos de imersão em conferências e debates sobre um tema interdisciplinar. A quarta edição será realizada este ano, com o tema “Inteligência e Inteligência Artificial”.</p>
<p><strong>Faces do tempo</strong></p>
<p>O objetivo do curso é apresentar um panorama abrangente das principais formulações sobre o tempo nas ciências, na filosofia e nas artes. As questões discutidas vão do tempo dinâmico ou estático dos pré-socráticos à fenomenologia de Heidegger, da discussão sobre a flecha do tempo em direção ao futuro à inexistência do conceito de tempo na gravidade quântica, do tempo geológico aos ciclos circadianos que controlam o organismo humano.</p>
<p>Durantes os períodos de imersão no IEA (abril de 2015) e no IAR (março de 2016), os participantes da ICA tiveram a oportunidade de participar de dezenas de conferências de pesquisadores seniores sobre a concepção e importância do tempo em antropologia, filosofia, física, neurobiologia, cronobiologia, psicanálise, ciências ambientais e outras áreas.</p>
<p>Para que uma síntese dos debates suscitados por essas conferências e por reuniões de trabalho pudesse atingir um público amplo, os pesquisadores foram encarregados de produzir o Mooc agora disponível na Coursera.</p>
<p>O diretor do IEA à época da ICA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, também integrante do Comitê Sênior do projeto, lembra que a ideia de produção do Mooc partiu do cronobiologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/till-roennenberg" class="external-link">Till Roenneberg</a>, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha, em reunião do Comitê Sênior da primeira ICA no Instituto de Estudos Avançados de Freiburg, Alemanha, em setembro de 2014.</p>
<p>Constituído de 17 aulas em vídeo divididas em quatro módulos, com duração total de 5 horas e meia, o curso foi produzido por seis dos 13 jovens pesquisadores participantes da ICA.</p>
<p>A coordenação de conteúdo foi de <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/nikki-moore">Nikki Moore</a>, da <span>Wake Forest University</span>, EUA, <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/marius-muller">Marius Müller</a>, da Universidade Federal de Pernambuco, e <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, da Universidade de Turku, Finlândia. Também participaram como criadores e expositores <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP, <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/david-gange">David Gange</a>, da Universidade de Birmingham, Reino Unido, e <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, do Instituto de Biociências (IB) da USP.</p>
<p>As filmagens do Mooc, sob a direção audiovisual de Priscila Lima, aconteceram em Ubatuba (SP), em março de 2017, na Base de Pesquisa Clarimundo de Jesus do Instituto Oceanográfico (IO) da USP.</p>
<p>Segundo Grossmann, o Mooc atendeu aos objetivos da ICA, uma vez que “as expectativas em relação aos resultados eram bastante amplas e não muito bem definidas”.</p>
<p>Ele considera que o Mooc se tornou ainda mais relevante em função das exigências da atualidade: “A posição dos professores, que ainda atribuem aos Moocs um papel secundário na educação, tende a mudar diante da realidade do ensino online durante a pandemia”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-do-mooc-off-the-clock/image" alt="Gravação do Mooc 'Off the Clock'" title="Gravação do Mooc 'Off the Clock'" height="400" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Preparativos para gravação de uma das aulas do Mooc</dd>
</dl>Grossmann afirmou que considerava o formato dos Moocs bastante limitado, por procurarem reproduzir a fórmula da sala de aula, "mas o resultado atingido pelo trabalho dos pesquisadores me surpreendeu.”</p>
<p>Para ele, o Mooc é um curso introdutório interdisciplinar sobre o tempo e, logicamente, influenciado pelo universo cultural e científico dos jovens pesquisadores da ICA. “Não há a ambição de dar conta dos temas de forma mais assertiva.”</p>
<p>Ele considera difícil definir o público do Mooc. Acredita que o curso vai atrair pós-graduandos de diferentes áreas, além de graduandos “inquietos, com necessidade de se aventurar em diferentes campos”.</p>
<p>De acordo com Grossmann, o Mooc também deixa como legado a confirmação de que a Ubias pode trabalhar com iniciativas desse tipo e propor outras similares futuramente.</p>
<p><strong>Experiência dos participantes</strong></p>
<p>Dois dos seis pesquisadores envolvidos na produção do Mooc, Eduardo Almeida e Marius Müller, atuarão como coordenadores pedagógicos do curso na Coursera.</p>
<p>Almeida classifica como “incrível” a experiência de produzir o curso, por ter exigido “a conciliação de visões, conhecimentos e interpretações de áreas tão distintas como literatura, matemática, história, psicologia, biologia, física, bioinformática, artes e filosofia, em uma discussão que fizesse um mínimo de sentido para todos os envolvidos”.</p>
<p>Para Müller, foi um processo<i> </i>difícil, “não apenas em relação ao tema, mas também quanto à interação intercultural”. Apesar das dificuldades, ele considera que o trabalho “foi uma grande aprendizagem e bem gratificante”.</p>
<p>A escolha do tema “Tempo” foi uma vantagem, segundo Almeida, “por ser uma dimensão da existência que perpassa qualquer área do conhecimento e é desafiadora em todas as disciplinas”.</p>
<p>Duas dificuldades se destacaram na execução do trabalho, em sua opinião. Uma delas é o fato de quanto maior a especialização em uma área acadêmica mais difícil a compreensão das perspectivas (base conceitual, aspectos problemáticos, questões teóricas, história) das demais áreas, apesar de “a filosofia às vezes atuar como uma ponte entre algumas dessas ilhas de conhecimento”.</p>
<p>Outra dificuldade são as diferenças entre linguagens de áreas distintas (“mesmo com o inglês como idioma de comunicação”), que “tornam a compreensão dos próprios conceitos muito difícil”. Para ele, isso se dá pela adoção de jargões típicos das disciplinas “e, creio, até mesmo por modos de pensar e argumentar que diferem entre pessoas que representam essas áreas”.</p>
<p>Todos os temas abordados pelo Mooc foram desafiadores, disse. Em seu caso, foram especialmente desafiadores os temas que não integram sua atuação como cientista da área biológica. “A discussão sobre a natureza física do tempo é difícil porque a base matemática ou a própria abstração das teorias são contraintuitivas à primeira vista; a perspectiva do tempo em uma obra de arte segue princípios ainda mais distintos daqueles que tenho como razoáveis para minha perspectiva como cientista.”</p>
<p>Ele relatou que sua participação na ICA e na produção do Mooc causou um misto de curiosidade e ceticismo (“creio que algo enigmático até”) entre seus colegas de departamento, por ser algo diferente da atuação usual dos pesquisadores.</p>
<p>“Fiz um seminário sobre o tema no departamento e vários colegas tiveram curiosidade em saber um pouco mais. Na época, o Mooc ainda não havia sido concluído. Será interessante descobrir se o curso poderá gerar reflexões interessantes nos colegas que o assistirem.”</p>
<p>Almeida afirmou que o Mooc foi sua primeira experiência em divulgação científica numa escala de maior porte, pois sua atividade comum na área se dá por meio de palestras, cursos de extensão e pequenas feiras. Müller também disse já ter feito divulgação científica, “mas a produção de um Mooc foi bem específica e, no total, uma experiência valiosa”.</p>
<p>Segundo Almeida, as discussões entre os participantes da produção do Mooc evidenciaram a sensação de que todos tiveram suas atividades acadêmicas influenciadas pelo trabalho.</p>
<p>Em seu caso, disse que ficou mais cético quanto a algumas certezas e mais atento às perspectivas que disciplinas variadas trazem sobre alguns assuntos. Também acredita ter se tornado mais cuidadoso quanto à comunicação de ideias e à capacidade de falar para um público maior do que seu círculo mais próximo.</p>
<p>Para Müller, a participação na ICA e na produção do Mooc influenciou sua mente acadêmica e “abriu o interesse em trabalhar e atuar em diferentes áreas acadêmicas no futuro”.</p>
<p>A ICA sobre o “Tempo” e a produção do Mooc foram patrocinados pelo Itaú Cultural (no âmbito da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>), com apoio de Fapesp, CNPq, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, Frias (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Freiburg, Alemanha), Wias (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Waseda, Japão) e CAS-LMU (Centro de Estudos Avançados da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>curso</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-03-26T21:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-video-da-fase-nagoya-da-intercontinental-academia">
    <title>Intercontinental Academia lança documentário da fase Nagoya da edição sobre o 'tempo'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-video-da-fase-nagoya-da-intercontinental-academia</link>
    <description>Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya lança vídeo da fase japonesa da primeira edição da Intercontinental Academia, realizada em parceria com o IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a class="external-link" href="http://ica.usp.br/nagoya/nagoya"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/video-da-fase-nagoya-da-intercontinental-academia-sobre-o-tempo" style="float: right; " title="Vídeo da fase Nagoya da Intercontinental Academia sobre o &quot;tempo&quot;" class="image-inline" alt="Vídeo da fase Nagoya da Intercontinental Academia sobre o &quot;tempo&quot;" /></a>O <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/nagoya">documentário da fase Nagoya</a> da primeira edição da <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a> foi publicado recentemente no site do projeto.</p>
<p>As fases de imersão dos 13 jovens pesquisadores participantes aconteceram em abril de 2015, no IEA, e em maio de 2016, no <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/">Instituto de Pesquisa Avançada</a> (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya, quando se pesquisou o tema "tempo" sob diversas perspectivas da ciência. O <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/media-center/videos/intercontinental-academnia-first-phase-documentary">documentário da fase São Paulo</a> também está disponível no site. Ainda será lançado um terceiro filme que compila as duas edições.</p>
<p>Com 12 minutos de duração, o vídeo de Nagoya apresenta depoimentos da maioria dos jovens pesquisadores sobre a importância do diálogo interdisciplinar a respeito dos conceitos de "tempo". Eles também falam da produção de um Mooc (Massive Open Online Course) sobre o tempo como produto final da iniciativa. Os outros depoimentos são de Hisanori Shinohara, diretor do IAR, e Martin Grossmann, diretor do IEA quando da fase São Paulo do projeto, ambos integrantes do Comitê Sênior dessa primeira edição do projeto.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/terceira-edicao-da-intercontinental-academia-tera-representante-do-iea" class="external-link">3ª Edição da Intercontinental Academia terá pesquisadora indicada pelo IEA</a></li>
</ul>
<hr />
<p><i> <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link"><br />Leia outras notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Edições</strong></p>
<p>A Intercontinental Academia é uma iniciativa da rede de <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Institutos de Estudos Avançados Baseados em Universidades</a> (Ubias, na sigla em inglês). A parceria entre o IEA e o IAR para a inauguração do projeto teve patrocínio do Itaú Cultural e apoio de cinco instituições: Fapesp, CNPq, Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Freiburg (Alemanha), Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Waseda (Japão) e Centro de Estudos Avançados da Universidade Ludwig-Maximilians de Munique (Alemanha). A edição também contou com a Coursera (onde o Mooc sobre o tempo estará disponível em breve) como parceira.</p>
<p>Atualmente o projeto está nos preparativos finais para o início da terceira edição, cujo tema é "Leis: Rigidez e Dinâmica", com períodos de imersão em março de 2018, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade Tecnológica de Nanyang, Cingapura, e em março de 2019, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Birmingham, Reino Unido.</p>
<p>A segunda edição teve como tema "Dignidade Humana" e aconteceu em março de 2016, no Instituto de Estudos Avançados de Israel da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, e em agosto do mesmo ano, no Centro de Pesquisa Interdisciplinar da Universidade de Bielefeld, Alemanha.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-01T15:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-em-saude-podem-melhorar-a-partir-de-inovacoes-metodologicas-na-captura-de-dados">
    <title>Estudos em saúde podem melhorar com inovações na captura de dados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-em-saude-podem-melhorar-a-partir-de-inovacoes-metodologicas-na-captura-de-dados</link>
    <description>Em encontro realizado no IEA, Christopher Small, geofísico da Universidade de Columbia, e Marcos Rosa, geógrafo da FFLCH-USP, apresentaram pesquisas sobre a morfologia urbana.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/remote-sensing-mesa" alt="Remote Sensing - mesa" class="image-inline" title="Remote Sensing - mesa" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Da esquerda para direita: Marcos Rosa, Ligia Barrozo, Reinaldo Machado e Christopher Small durante a conferência</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Extensos quarteirões, edifícios altos, áreas verdes. Todos estes são aspectos urbanos comuns no ambiente da cidade que podem afetar a saúde dos moradores de diversas maneiras.</p>
<p dir="ltr">Na conferência <i>Remote Sensing, Urban Morphology and Studies on Health</i>, realizada no dia 2 de junho, no IEA, foram apresentados dados e inovações metodológicas na captura de informações a partir de imagens de satélite em áreas urbanas, os quais  podem contribuir para entender como a morfologia urbana afeta a saúde humana. O encontro foi organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a> e pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/espaco-urbano-e-saude" class="external-link">Grupo de Estudos Espaço Urbano e Saúde</a>, ambos do IEA.</p>
<p dir="ltr">Ao abordar o crescimento vertical tridimensional, relativo a grandes edifícios, o geofísico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christopher-small" class="external-link">Christopher Small</a>, da Universidade de Columbia, EUA, comentou o efeito que essas construções têm na transferência de energia, no fluxo de energia solar que envolve a cidade e como isso pode afetar o microclima. Seu trabalho relaciona a morfologia urbana e a reflexão da energia solar com variações na temperatura do ar.</p>
<p dir="ltr">O pesquisador apresentou imagens de satélite da Grande São Paulo em diferentes datas: 1975, 2000 e 2017. Elas evidenciam o crescimento urbano e destacam as áreas com maior número de construções. As diferentes tonalidades de cores nas imagens representam a quantidade de luz solar refletida na área observada.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/remote-sensing-urban-morphology-and-studies-on-health" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/remote-sensing-urban-morphology-and-studies-on-health-02-de-junho-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Eventos semelhantes:</p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/use-of-geographic-methods-to-characterize-social-inequalities" class="external-link">Use of Geographic Methods to Characterize Social Inequalities</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/reflexao-solar-1975" alt="Reflexão solar 1975" class="image-inline" title="Reflexão solar 1975" /></th>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/reflexao-solar-2017" alt="Reflexão solar 2017" class="image-inline" title="Reflexão solar 2017" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>A intensidade da cor rosa mostra a quantidade de luz solar refletida na Grande São Paulo em 1975 e 2017, respectivamente</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">De acordo com Small, o crescimento vertical aumenta a quantidade de sombra e, consequentemente, afeta a temperatura, mesmo que seja uma alteração aparentemente pequena, como expandir uma casa de um andar para dois.</p>
<p dir="ltr">Costuma-se pensar que as áreas com mais vegetação sejam mais frias, mas, comparando a imagem que mostra os reflexos da luz solar com outra que mostra a temperatura, Small evidencia que a área mais fria é a região onde existem mais sombras. “A mesma quantidade de energia solar está indo para os dois lugares, mas se uma sombra for projetada de um prédio alto, ela cobrirá outros prédios. Esses prédios não serão iluminados”, explica o pesquisador.  Segundo Small, isso altera o fluxo de energia, já que a luz solar será absorvida pela lateral do prédio ou entrará no prédio maior, sendo irradiada metros acima da superfície do solo. Assim, uma vez que a superfície do solo não é aquecida o suficiente no período da tarde, ele não é capaz de manter calor na parte da noite.</p>
<p dir="ltr">Estudos como este podem contribuir para as pesquisas relacionadas à saúde. Segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-vizeu-barrozo" class="external-link">Ligia Vizeu Barrozo</a>, coordenadora do grupo de estudos e professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, já existem dados ligando a temperatura do ar e o microclima a algumas doenças infecciosas na cidade. É o caso das epidemias de dengue, por exemplo, identificadas principalmente nas partes mais quentes da área urbana de São Paulo.</p>
<p dir="ltr">Outros estudos mostram que algumas doenças respiratórias estão associadas às populações mais vulneráveis, como idosos e crianças. “Também existem estudos tentando descobrir como a morfologia urbana pode promover ou inibir a prática de atividades físicas e como isso afeta pessoas com hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e obesidade”, completou Barrozo.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/christopher-small" alt="Christopher Small" class="image-inline" title="Christopher Small" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Christopher Small comentou o efeito das construções na temperatura do ar</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Small comenta que no ambiente construído, ou seja, o ambiente urbano, há a possibilidade de utilização de modelos de construções que gerem menos impactos para o ambiente como um todo e até favoreçam a saúde humana: “Se levarmos em consideração o efeito das sombras e da iluminação solar, conseguiremos, por exemplo, construir ou reconstruir prédios com dispositivos capazes de capturar a radiação em uma parte do ano e refleti-la em outros meses. Isso pode fazer diferença”, exemplificou.</p>
<h3>Inovações metodológicas</h3>
<p dir="ltr">Estudos mais detalhados da morfologia urbana estão mais fáceis de serem realizados graças a novas formas de pesquisa. O cloud process methodology – metodologia que utiliza o armazenamento de dados em nuvem – é uma delas.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-reis-rosa" class="external-link">Marcos Reis Rosa</a>, geógrafo da FFLCH, explica que, na metodologia tradicional é preciso escolher uma área, selecionar os dados das imagens, baixá-las, calibrar corretamente todos os parâmetros, fazer processos digitais e classificar imagem a imagem para, só então, ter o produto final. No sistema de armazenamento em nuvem, os passos são os mesmos, porém, é possível programar todos eles no começo da pesquisa. Logo que se obtém os resultados, já é possível iniciar um novo processo, simplesmente alterando os parâmetros, locais e datas. “O pesquisador pode focar seu tempo em analisar as informações e em buscar novos parâmetros”, explicou Rosa.</p>
<p dir="ltr">Exemplo de plataforma que oferece tais possibilidades é o Google Earth. Utilizando processamento de nuvem, ele possui um catálogo de dados de diversas imagens de satélite, além de ferramentas para analisar todos esses dados.</p>
<p dir="ltr">De acordo com o pesquisador, outras vantagens do processamento em nuvem incluem a facilidade em produzir imagens sem nuvens do céu, durante vários dias em um mesmo horário, e, também, facilidade em produzir índices usando todas as imagens de um espaço de tempo específico ou até mesmo de um ano todo.</p>
<p dir="ltr">As falas de Rosa e Small foram comentadas por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/reinal-perez-machado/view" class="external-link">Reinaldo Pérez Machado</a>, do Departamento de Geografia FFLCH.</p>
<p dir="ltr"><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans - IEA/USP. Mapas: Arquivo - Christopher Small</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Espaço Urbano e Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-07-12T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/filmagens-de-curso-sobre-o-tempo">
    <title>Pesquisadores da 1ª Intercontinental Academia iniciam filmagens de curso sobre o “tempo”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/filmagens-de-curso-sobre-o-tempo</link>
    <description>Cinco dos 13 jovens pesquisadores que participam do projeto ficarão imersos em base de pesquisa do IO-USP para gravar as aulas que irão compor o Massive Open Online Course (Mooc)</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/base-clarimundo-de-jesus-io-usp" alt="Base Clarimundo de Jesus - IO/USP" class="image-inline" title="Base Clarimundo de Jesus - IO/USP" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Base de pesquisa do IO-USP em Ubatuba</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Começaram nesta segunda-feira, 6 de março, as filmagens do curso online que os participantes da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) estão produzindo sobre o tema “tempo”. Em Ubatuba, na Base de Pesquisa “Clarimundo de Jesus” do Instituto Oceanográfico (IO) da USP, cinco jovens pesquisadores que integram o projeto ficarão imersos até o dia 10 de março para gravar as aulas das quatro seções que comporão o Massive Open Online Course (Mooc). Com um total de duas horas de duração, o curso deverá ficar hospedado na base da <a class="external-link" href="https://pt.coursera.org/">Coursera</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/projetos/intercontinental-academia-filmagem-mooc-sobre-o-tempo" class="external-link">Fotos das filmagens do Mooc</a></p>
<p>1º encontro em São Paulo</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-relatorio" class="external-link">Participantes da Intercontinental Academia apresentam resultados do encontro</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading">2º encontro em Nagoya</p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-detalham-curso-online-sobre-o-tempo" class="external-link">Pesquisadores da Intercontinental Academia detalham curso sobre o tempo</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" style="text-align: right; "><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Todas as notícias</a></i></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-mooc-ubatuba" alt="Gravação Mooc Ubatuba" class="image-inline" title="Gravação Mooc Ubatuba" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Bastidores da gravação do Mooc</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-mooc-ubatuba-2" alt="Gravação Mooc Ubatuba - 2" class="image-inline" title="Gravação Mooc Ubatuba - 2" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Nikki Moore se prepara para iniciar a filmagem</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os jovens pesquisadores estão sendo representados por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/david-gange">David Gange</a>, da University of Birmingham, Inglaterra; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a> e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, ambos da USP; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/nikki-moore">Nikki Moore</a>, da Rice University, Estados Unidos; e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, da University of Turku, Finlândia. Durante esta semana, eles terão a supervisão dos membros do Comitê Sênior da ICA <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/copy_of_martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/regina-markus">Regina Markus</a>, do Instituto de Biociências (IB) também da USP.</p>
<p>A ICA é um programa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">University-Based Institutes for Advanced Study</a> (Ubias), rede que congrega 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/">Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya</a> (IAR), no Japão, são os responsáveis pela primeira edição. O encontro em São Paulo aconteceu de 17 a 30 de abril de 2015, e a segunda fase, em Nagoya, de 6 a 18 de março do ano passado.</p>
<p>O projeto reúne 13 jovens pesquisadores de diferentes nacionalidades e áreas do conhecimento para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. Sua realização foi possível graças à parceria e apoio das Pró-Reitorias de Pesquisa da USP e da Universidade de Nagoya e do <a class="external-link" href="http://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a>, que financia boa parte dos custos por meio do programa Redes Globais de Jovens Pesquisadores da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>.</p>
<p>Durante todas as etapas da ICA e mesmo após os encontros presenciais, os jovens trabalharam na criação do roteiro do Mooc e chegaram a Ubatuba com os textos prontos do que será filmado por uma produtora de vídeo. <span>Após as gravações, a expectativa é que o curso fique completamente pronto para ir ao ar em junho.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Foto 1 - Divulgação IO-USP; Fotos 2 e 3: Richard Meckien - IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-06T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/jovem-pesquisador-da-intercontinental-academia-e-eleito-membro-da-abc">
    <title>Jovem pesquisador da Intercontinental Academia é eleito membro da ABC</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/jovem-pesquisador-da-intercontinental-academia-e-eleito-membro-da-abc</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/helder-nakaya-1" alt="Helder Nakaya - Perfil" class="image-left" title="Helder Nakaya - Perfil" /><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, um dos 13 jovens pesquisadores da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/home-sao-paulo">Intercontinental Academia</a> (ICA), foi eleito membro afiliado da <a class="external-link" href="http://www.abc.org.br/rubrique.php3?id_rubrique=1&amp;recalcul=oui">Academia Brasileira de Ciências</a>. A categoria, criada em 2007, reúne pesquisadores de excelência com menos de 40 anos para mandatos de cinco anos de duração. <a class="external-link" href="http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=8255">Os escolhidos</a> são jovens que atuam em “áreas de fronteira e têm demonstrado, por seus trabalhos, um grande potencial científico”. Nakaya integrará, <span>até 2020,</span> o grupo da região de São Paulo ao lado de mais quatro pesquisadores.</p>
<p>Bacharel em ciências biológicas e com doutorado em bioquímica e biologia molecular, ambos pela USP, Nakaya fez pós-doutorado de 2008 a 2011 na Emory University, em Atlanta (EUA), onde pesquisou o mecanismo de atuação de vacinas em células do sistema imune com técnicas em larga escala. Após a conclusão, tornou-se professor assistente do Departamento de Patologia da Emory University, utilizando a biologia de sistemas para prever e entender a resposta imune a diferentes vacinas. Dois anos depois, foi contratado como docente do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas do Instituto de Ciências Farmacêuticas da USP.</p>
<p>Em 2014, Nakaya foi um dos escolhidos para participar da primeira edição da Intercontinental Academia, que tem como tema o 'tempo'. Realizada de 19 a 29 de abril de 2015 em São Paulo e de 6 a 18 de março de 2016 em Nagoya, no Japão, a ICA é uma iniciativa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">rede Ubias</a> (University-Based Institutes for Advanced Study), que reúne 36 institutos de estudos avançados baseados em universidades de todos os continentes. Esta edição foi organizada pelo IEA-USP e pelo Instituto para Estudos Avançados da Universidade de Nagoya. Em março de 2017, os jovens se reunirão novamente em São Paulo para concluir um Mooc (Massive Open Online Course) sobre o tempo, principal produto da ICA.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-12-06T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-tempo-da-fisica-e-o-tempo-das-ciencias-sociais">
    <title>O tempo na física e o tempo vivido</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-tempo-da-fisica-e-o-tempo-das-ciencias-sociais</link>
    <description>Discussão final do Workshop de Física da Fase Nagoya da International Academia ocorreu no dias 9 de março, com a participação dos expositores, outros conferencistas, pesquisadores participantes do projeto e integrantes da coordenação do projeto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>O TEMPO NA RELATIVIDADE</strong></p>
<p><strong>Conferência de Naoshi Sugiyama — 9 de março de 2016</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-relatividade-do-tempo" class="external-link">A relatividade do tempo</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Duas questões dominaram a discussão final do Workshop de Física da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Fase Nagoya da International Academia</a> no dia 9 de março:  a diferença entre a concepção do tempo na física e a percepção do tempo pelos organismos vivos; os aspectos invariáveis do tempo na relatividade.</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eliezer-rabinovici-3" alt="Eliezer Rabinovici" class="image-inline" title="Eliezer Rabinovici" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-align: right; "><strong>Eliezer Rabinovici</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para o físico <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_eliezer-rabinovici">Eliezer Rabinovici</a>, da Universidade Hebraica de Jerusalém e integrante do Comitê Sênior do projeto, quem fala a linguagem físico-matemática vê com clareza o que significa adicionar o tempo como dimensão extra e as implicações de haver quatro dimensões. "A dimensão do tempo possui características diferentes, mas pode ser chamada de dimensão, que é um termo matemático. Mas se se torna confuso falar de quarta dimensão na linguagem comum, então é melhor não usar a expressão.”</p>
<p>O fisico <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/naoshi-sugiyama">Naoshi Sugiyama</a>, diretor associado do Instituto de Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya, comentou que dimensões são números necessários para especificar a existência de algo. Como analogia para as quatro dimensões do espaço-tempo, disse que se alguém precisa dizer a um amigo como encontrá-lo, dirá o endereço do edifício, o andar e quando estará lá.</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naoshi-sugiyama-1" alt="Naoshi Sugiyama" class="image-inline" title="Naoshi Sugiyama" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Naoshi Sugiyama</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Sobre a discussão a respeito da percepção do tempo e o tempo na física, o físico <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/peter-goddard">Peter Goddard</a>, pesquisador do Institute for Advanced Study, de Princeton, do qual foi diretor, disse que é<span> confuso relacionar a experiência diária com o que acontece além dela: "Não podemos, como seres humanos, ter a experiência da Relatividade Especial, pois não podemos viajar à velocidade da luz".</span></p>
<p><span>Outro erro, segundo ele, é dizer que </span><span>algo existe independente do observador. "Na estrutura de pensamento newtoniana o espaço era considerado uniforme e o tempo também. Não é possível colocar nessa estrutura a relatividade. O que existe em determinado tempo? A resposta a isso depende do observador".</span></p>
<p>O químico <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/hisanori-shinohara">Hisanori Shinohara</a>, diretor do IAR, lembrou que a 2º Lei da Termodinâmica prevê o aumento da entropia num sistema isolado e perguntou se o tempo ainda fará sentido quando a entropia do Universo como um todo cessar de aumentar, com ele atingindo um perfeito estado de equilíbrio e, consequentemente, morrendo.</p>
<p>Em resposta, Sugiyama, afirmou que não se pode prever a temperatura e o tempo do Universo se pensamos num futuro infinito. Além disso, "s<span>e houver energia escura, o Universo expandirá para sempre e nesse sentido nunca chegará a um final". Por outro lado, "se não houver energia escura e o Universo for achatado, ele vai parar de se expandir em algum momento, mas isso será num futuro infinito".</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/hisanori-shinohara-1" alt="Hisanori Shinohara" class="image-inline" title="Hisanori Shinohara" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Hisanori Shinohara</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Rabinovici também comentou a questão apresentada por Shinohara. Ele disse que, de fato, a entropia aumenta permanentemente, mas isso depende do sistema analisado.  Segundo ele, até mesmo no Universo deve-se considerar a existência de longos período de aumento da entropia e outros de diminuição: "E num tempo muito, muito distante, o Universo voltará a ser o que já foi. Mas costumo dizer aos jovens estudantes que esse tipo de questão é muito profunda e é melhor deixá-la de lado por enquanto e nos concentrarmos em questões mais simples".</span></p>
<p>Sugiyama disse que há uma analogia famosa sobre o retorno do Universo a uma condição anterior: "Um macaco bate em teclas de uma máquina de escrever. Se ele fizer isso por muito, muito tempo, dará origem a Shakespeatre, por mero acaso".</p>
<p><span>O antropólogo Naoki Nomura, da Universidade de Nagoya, também participou da discussão. Em sua opinião, a ideia de relatividade não pertence apenas à física, sendo também uma questão da epistemologia. Ele questionou inclusive a coerência da Teoria da Relatividade: "Quando ela prevê apenas uma natureza para o tempo deixa de ser relativa e torna-se contraditória". </span></p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naoki-nomura-1" alt="Naoki Nomura" class="image-inline" title="Naoki Nomura" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Naoki Nomura</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ao responder aos comentários de Nomura, Rabinovici disse que um dos perigos daquele tipo de workshop "é o uso das palavras, pois elas significam coisas diferentes para cada pessoa". <span>Acrescentou que o termo relatividade foi incorporado ao nome da teoria erroneamente: "Ela não é uma teoria da relatividade, é uma teoria da invariância. Busca-se o que não é relativo e se encontra. Nesse processo, descobre-se que muitas coisas que se pensava fossem invariáveis não o são. Toma-se como certo que algumas coisas são absolutas, como Newton pensou, e elas não são, são relativas. Mas nem tudo é relativo. A ordem no tempo, que uma coisa deve acontecer depois de outra, isso não se negocia. Se duas coisas são simultâneas ao se medir ou não o tempo, isso é negociável, isso depende de certos fatores".</span></p>
<p><span>Goddard também comentou a afirmação de Nomura: "A experiência pessoal do tempo é uma coisa e o tempo na física é outra. A Teoria da Relatividade é consistente e não tem nada a ver com a experiência subjetiva. É muito importante manter essas coisas separadas”.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/peter-goddard" alt="Peter Goddard" class="image-inline" title="Peter Goddard" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-align: right; ">Peter Goddard</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, ex-diretor do IEA e integrante do Comitê Sênior do projeto, quis saber se Goddard considera impossível relacionar o tempo na forma como ele é pensando na física com a maneira como ele é visto pelas ciências sociais e humanidades.</p>
<p><span> </span></p>
<p>Goddard disse que não julga isso impossível, mas que é preciso ser cuidadoso com as palavras, como disse Rabinovici. Em sua opinião, as confusões no uso de termos de uma área em outra são em parte culpa dos físicos, que "gostam de utilizar linguagem figurada, pois metáforas podem ser bastante produtivas ao se fazer ciência".</p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/valtteri-arstila">Vatterli Arstila</a>, da Universidade de Turku, quis saber a opinião de Goddard sobre comentário em <a href="https://einstein.stanford.edu/SPACETIME/spacetime2.html">texto</a> a respeito do espaço-tempo publicado no site da Universidade Stanford. De acordo com o texto, a Teoria da Relatividade Geral torna o espaço-tempo menos relativo do que previsto na Relatividade Especial:  “O espaço e tempo absolutos de Newton são mantidos. Eles são meramente amalgamados e enriquecidos com o esqueleto matemático mais flexível”.</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/valtteri-arstila" alt="Valtteri Arstila" class="image-inline" title="Valtteri Arstila" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span style="text-align: right; ">Vatterli Arstila</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Goddard não concordou com essa afirmação presente no texto de Stanford. Para ele, o tempo não deixa de ser relativo na Teoria da Relatividade Geral pelo fato de haver uma "simetria entre massa e geometria do espaço-tempo, por Einstein conceber o espaço-tempo intensamente relacionado com a matéria".</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-30T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tempo-preciso">
    <title>Em busca do tempo preciso</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tempo-preciso</link>
    <description>Masao Takamoto, pesquisador do Laboratório de Metrologia Quântica, do Japão, fez exposição sobre os relógios atômicos de grade ótica durante o Workshop de Física da Fase Nagoya da Intercontinental Academia, no dia 9 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/masao-takamoto" alt="Masao Takamoto" class="image-inline" title="Masao Takamoto" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Masao Takamoto, pesquisador do Laboratório de Metrologia Quântica, Japão<br /></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um quintilionésimo de segundo. Com esse grau de precisão, um relógio atrasaria ou adiantaria no máximo um segundo num período de 30 bilhões de anos, mais de duas vezes a idade do Universo. <span>Um candidato a esse grau de exatidão é um novo tipo de relógio atômico em desenvolvimento desde 2003. Seu nome é relógio de grade ótica.</span></p>
<p>O estado da arte na construção desse tipo de relógio foi apresentado <span>por </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/masao-takamoto">Masao Takamoto</a><span>, pesquisador do </span><a class="external-link" href="http://www.riken.jp/en/research/labs/chief/qtm_metrol/">Laboratório de Metrologia Quântica</a><span> do Instituto de Pesquisa em Física e Química (Riken, na sigla transliterada do japonês), </span><span>no Workshop de Física da </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Fase Nagoya da Intercontinental Academia</a><span> </span><span>, no dia 9 de março.</span></p>
<p><span>Na conferência </span><i>Metrologia de Precisão com Relógios de Grade Ótica</i>,<span> Takamoto destacou que os relógios atômicos são referência para medições precisas com 15 dígitos (1 quadrilionésimo de segundo) e ressaltou sua importância para setores de infraestrutura, já que permitem maior acurácia em serviços como os Sistemas de Posicionamento Global (GPS)  e a sincronização de redes de alta velocidade. Acrescentou que eles também são muito importantes nas medições em experimentos físicos, como na </span><span>espectroscopia de precisão na física quântica.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>O TEMPO NA RELATIVIDADE</strong></p>
<p><strong>Conferência de Naoshi Sugiyama — 9 de março de 2016</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-relatividade-do-tempo" class="external-link">A relatividade do tempo</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O padrão internacional de duração do segundo é definido desde 1967 por relógios atômicos de césio. O Tempo Atômico Internacional (TAI) é estabelecido pela média entre relógios desse tipo interligados. Segundo Takamoto, os melhores resultados em termos de precisão até agora foram obtidos pelos relógios de césio do <a class="external-link" href="https://syrte.obspm.fr/spip/?lang=fr">Syrte</a> (Sistema de Referência Tempo-Espaço), da França, e do <a class="external-link" href="http://www.nist.gov/">Nist</a> (National Institute of Standards and Technology), dos EUA, que atingiram 3 décimos de quadrilionésimo de segundo (3 x 10<sup>-16</sup><span> s).</span></p>
<p><span>A busca de precisão ainda maior e maior estabilidade motivou os pesquisadores a projetar relógios atômicos óticos. Há dois tipos deles candidatos a ocupar o papel de referência na medição do segundo, conforme Takamoto:</span></p>
<ul>
<li>relógio de íon-único preso num campo elétrico (proposto por <span>Hans Dehmelt</span> em 1982), com capacidade de atingir precisão de 10<sup>-18</sup> s;</li>
<li>relógio de grade ótica (proposto por Hidetoshi Katori em 2001), no qual o potencial da grade ótica confina cerca de 1 milhão de átomos em "armadilhas" separadas; é capaz de atingir a precisão de 10<sup>-18</sup> s e sua estabilidade é proporcionada pela simulação de 1 milhão de relógios de íon-único em paralelo.</li>
</ul>
<p>O Riken e o <a class="external-link" href="http://www.amo.t.u-tokyo.ac.jp/e_index.html">Laboratório Katori</a> da Escola de Engenharia da Universidade de Tóquio desenvolvem relógios de grade ótica. Takamoto é pesquisador do primeiro e diretor assistente de pesquisa do segundo.</p>
<p><span> </span>A primeira demonstração de relógio de grade ótica aconteceu em 2003. Em 2005, foi medida a frequência absoluta de um deles. Em 2006, a medição da frequência foi feita por três grupos: Syrte, <a class="external-link" href="http://jila.colorado.edu/research/precision-measurement/precision-time-transfer">Jila</a><a class="external-link" href="http://jila.colorado.edu/"> </a>(nos Estados Unidos) e <a class="external-link" href="https://www.nmij.jp/english/">Instituto Nacional de Metrologia do Japão</a>. A partir desses resultados, foi proposta uma nova definição para o segundo, afirmou Takamoto.</p>
<p><span>Em 2008 e 2009 foram feitos experimentos de medição da frequência absoluta do relógio de grade ótica de estrôncio usando fibra ótica entre Tóquio e Tsukuba (distância real de 50 km; 120 km por fibra ótica). "</span><span>Esse e outros experimentos internacionais mostraram uma concordância excelente entre os relógios, com grau de precisão próximo de 6 x 10</span><sup>-16</sup><span> s", afirmou Takamoto.</span></p>
<ul>
</ul>
<p><span>Em setembro de 2006, o Comitê Consultivo Internacional para Tempo e Frequência (CCTF, na sigla em inglês) adotou quatro tipos de relógios óticos como “representações secundárias do segundo”, de acordo com o pesquisador: o de </span><span>grade ótica de estrôncio e os de íon-único de estrôncio, mercúrio e itérbio.</span></p>
<p>A <a class="external-link" href="http://www.bipm.org/metrology/time-frequency/">Área de Tempo e Frequência</a> do Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM, na sigla em francês), responsável pelo TAI, discutirá critérios para a redefinição do segundo nos próximos 5 a 10 anos, informou Takamoto. Os relógios atômicos candidatos a servir de referência deverão:</p>
<ul>
<li>estar completamente descritos e com a pesquisa sobre eles "saturada";</li>
<li>ser desenvolvidos por vários grupos e laboratórios;</li>
<li>poder ser comercializados, de preferência.</li>
</ul>
<p><span>O elemento químico e o esquema do relógio serão escolhidos a partir da performance dos vários tipos existentes.</span></p>
<p><span>No entanto, depois que o segundo for redefinido por meio de um relógio com grau de precisão de 10</span><sup>-18</sup><span> s, será preciso encontrar um meio para compartilhar o tempo com 18 dígitos sob a influência do potencial gravitacional na Terra: "</span><span>De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, o tempo anda mais rápido em lugares mais altos. </span><span>A diferença de altura de um 1 cm faz diferença entre dois relógios de 10</span><sup>-18 </sup><span>s. </span><span>Isso é um problema do ponto de vista do estabelecimento de um padrão."</span></p>
<p>Entre as aplicações que esse tipo de relógio permitirá com extrema precisão, Takamoto citou:</p>
<ul>
<li>produção de prova precisa para o potencial gravitacional por meio da Teoria da Relatividade Geral;</li>
<li>demonstração da geodésia relativística pela comparação entre relógios conectados por fibra ótica muito longa;</li>
<li><span>mapeamento de geopotencial para a busca de recursos minerais;</span></li>
<li><span>monitoramento da variação no tempo do potencial gravitacional devido aos efeitos das marés</span></li>
<li><span>detecção de movimentos da crosta terrestre e da atividade vulcânica</span></li>
</ul>
<p><span> </span><span>Para o uso na medição do potencial gravitacional, as pesquisas buscam o desenvolvimento de </span><span>relógios transportáveis com operação estável de longo prazo e de relógios</span><span> </span><span>com fibra de cristal fotônico de núcleo oco.</span></p>
<p><span> </span><span>Atualmente, nove países possuem relógios de grade ótica: o Japão possui os de estrôncio, itérbio, mercúrio e cádmio; os Estados Unidos e a Itália possuem os de estrôncio e itérbio; a França conta com os de estrôncio e mercúrio; a Alemanha possui os de estrôncio e magnésio; </span><span>Reino Unido e China têm apenas o de estrôncio; e </span><span>Coreia e Austrália apenas o de itérbio.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-24T12:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/como-chegamos-as-notacoes-de-anos-meses-horas-e-dias">
    <title>Como chegamos às notações de anos, meses, horas e dias</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/como-chegamos-as-notacoes-de-anos-meses-horas-e-dias</link>
    <description>A prudência nos registros e na articulação do tempo era algo indispensável na criação de narrativas históricas, numa época em que não havia um calendário unificado.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Y-Suto.jpg" alt="Yoshiyuki Suto" class="image-inline" title="Yoshiyuki Suto" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Yoshiyuki Suto, da <span>Nagoya City University.</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O mundo helenístico, tido como a era mais antiga de globalização na história da humanidade, foi abordado na conferência <i>Articulating Time in the Hellenistic World</i>, ministrada pelo professor de história antiga e docente do Centro do Patrimônio Cultural e de Textos da Nagoya University, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/yoshiyuki-suto" target="_self">Yoshiyuki Suto</a>.</p>
<p>Foi durante o florescimento de uma sociedade multicultural que se impôs a necessidade de sincronizar calendários, bem como padronizar registros documentais e a datação de eventos históricos. “O ajuste do tempo esteve estreitamente relacionado com o senso de estabilidade social”, disse Suto, durante a  <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya" target="_blank">Intercontinental Academia</a> (ICA).</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Vídeo:</strong></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-thursday-march-10-lecture-by-yoshiyuki-suto">Articulating Time in the Hellenistic World</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><i>Mais informações:</i></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Programação completa Fase Nagoya</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></strong></p>
<p><strong>Site:</strong></p>
<p><strong> </strong><strong><i><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Realizada de <strong>6 a 18 de março</strong> em Nagoya, Japão, a segunda fase da ICA reuniu cientistas de diversas áreas e 13 jovens pesquisadores selecionados para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. O conteúdo das pesquisas subsidiará os estudos dos jovens participantes da ICA na criação de um Massive Open Online Course (Mooc).</p>
<p>Suto participou das exposições do dia 10 de março, dedicadas à área de Humanidades e Ciência Sociais. Nesse dia também participaram <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/yasuhira-kanayama" target="_self">Yasuhira Kanayama</a>, da Nagoya City University, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_sami-pihlstrom" target="_self">Sami Pihlström</a>, da University of Helsinki, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/chun-chieh-huang" target="_self">Chun-chieh Huang</a>, da National Taiwan University, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/kirill-ole-thompson" target="_self">Kirill O. Thompson</a>, da National Taiwan University. As mesas foram presididas por <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/takaho-ando-2" target="_self">Takaho Ando</a>, Chubu University.</p>
<p>“Convencionamos usar unidades de tempo como horas, minutos, segundos, dias, para expressar o tempo. Mas nem sempre paramos para pensar sobre a origem desses marcadores”, disse Suto.</p>
<p>A partir da observação das estrelas, os egípcios foram os primeiros a contar períodos anuais e também pioneiros em criar 12 subdivisões de tempo baseadas nas estações. O historiador e geógrafo grego Heródoto escreveu no ano 3 a.C. sobre essa habilidade dos chamados “mestres do tempo”.</p>
<p>“Seus cálculos são mais precisos que os dos gregos; os gregos adicionaram um mês intercalar a cada dois anos, de modo que as estações coincidissem. Mas os egípcios contaram 30 dias para cada um dos 12 meses, adicionando cinco dias ao total de cada ano e, assim, o círculo completo das estações coincide com o calendário”, escreveu Heródoto.</p>
<p>Estudioso da Grécia e Egito antigos, o palestrante vem se especializando na história do Egito sob o domínio ptolomaico. “Chama a atenção não apenas os conhecimentos avançados dos egípcios, mas também a característica única daquele momento. Durante o helenismo aconteceu a primeira era da globalização na história da humanidade.  A criação dos enormes impérios e a divisão em grandes reinos caracteriza um momento totalmente diferente do anterior”, lembrou.</p>
<p>Durante esse período, marcado pelas expedições de Alexandre, o Grande, para a Ásia, ou pela primeira invasão de Roma na Grécia do Leste, bem como pela difusão da língua grega, os anúncios públicos e eventos históricos precisavam ser registrados, muitas vezes, em mais de um tipo de grafia ou língua e com os calendários adotados por diferentes povos, disse Suto.</p>
<p>Eram comuns documentos públicos referenciando reinados, bispados e outros fatos históricos, e trazendo notações de calendários sumério e egípcio, ou grego e egípcio, por exemplo, para que não houvesse engano sobre a data ou o fato que se queria retratar.</p>
<p>Assim, a sincronização do tempo se impunha. Para datar documentos, alguns pontos de referência importantes foram usados, como a Guerra de Troia, o Dilúvio de Deucalião (o Noé grego), ou o Retorno dos Heráclidas. Uma série cronológica mais explícita foi criada a partir dos Jogos Olímpicos de Atenas.  “O novo benchmark era baseado na lista dos vencedores olímpicos”, disse Suto.</p>
<p>Para mostrar como evoluiu a sincronização do tempo entre os diferentes povos da antiguidade, Suto introduziu dois conceitos básicos relacionados ao tempo na história. O primeiro conceito contrapõe tempo progressivo e tempo recorrente, sendo o primeiro ligado a uma cadeia linear de eventos entre o passado, o presente e o futuro; o outro, marcado por um ciclo de eventos repetidos de períodos em períodos, como as colheitas, as celebrações e assim por diante, disse.</p>
<p>O segundo conceito de tempo contrapõe tempo natural e tempo humano, sendo o primeiro relacionado aos fenômenos astronômicos e da natureza e o outro, às articulações culturais e à própria interpretação do tempo natural.</p>
<p>Mesmo nas sociedades antigas, o tempo natural coincidia com as celebrações e necessidades humanas como colheita e plantio, por exemplo. Mas foi durante o período helenístico que ocorreu a definição do começo e do fim de unidades cronológicas básicas, bem como a sincronização dos diversos tempos humanos e a formas de denotar o tempo humano na vida diária, disse.</p>
<p>Não havia uma forma de articular uma unidade de tempo que compreendesse mais de um ano. Além disso, havia dificuldades de diferenciar um ano do outro num tempo cronologicamente progressivo. Inicialmente, a forma que os antigos encontraram de fazer isso foi dando a determinado ano o nome de um magistrado ou de um padre eleito. “Isso certamente evitou muitas confusões, mas não era prático, pois essas referências não davam uma noção de sequência relativa em relação aos fatos”, contou.</p>
<p>Mas essa notação felizmente progrediu nos reinos helenísticos e em especial no Egito ptolomaico, o mais próspero e duradouro dos reinos helenísticos. Um sistema alternativo se tornou mais conhecido, que  convencionou contar o ano a partir da sucessão do trono de cada rei. Por exemplo, o ano da coroação de Ptolomeu I (305-4 AC) ficou chamado de Ano I de Ptolomeu do Egito.</p>
<p>O estabelecimento do conceito de anos regulares não apenas contribuiu para a identificação de um determinado ano, mas também para a articulação de períodos mais longos. “Permitiu articular o tempo progressivo com o respectivo período dominado por cada rei”, disse.</p>
<p>Isso ficou demonstrado na lista de reis grafada sobre um longo papiro, com os nomes de 300 reis. O documento, intitulado <i>Turin Royal Canon</i>, data da época de Ramses II e traz o exato período de duração de cada reino. Mas não se sabe por que, trata-se da única lista de reis do período faraônico.</p>
<p><span>Ptolomeu II, co-regente do pai, Ptolomeu I Sóter, introduziu mudanças no calendário de então. Tentou prolongar o ano de seu reinado, considerando o período que foi co-regente. “A razão disso é desconhecida, mas acredita-se que foi uma tentativa de prolongar também a sua autoridade sobre os legisladores de outros reinados”, disse Suto.</span></p>
<p>Afinal, o sistema de anos regulares contados a partir do ano em que um novo rei sucedia o anterior  resultou numa forma conveniente de determinar o início e o final de cada período, disse Suto.</p>
<p>A característica marcante da fase helenística, portanto, não foi só a integração estrutural e cultural do reino. Houve também a importante sincronização do tempo que, em períodos anteriores, era localmente separado nas diversas partes do reino, disse.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Astronomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-22T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-holografia-como-metafora-para-a-emergencia-do-espaco-tempo">
    <title>A holografia como metáfora para a emergência do espaço-tempo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-holografia-como-metafora-para-a-emergencia-do-espaco-tempo</link>
    <description>O físico Tadashi Takanayagi falou sobre a emergência do espaço-tempo na Teoria das Cordas durante o Workshop de Física da Fase Nagoya da Intercontinental Academia, no dia 9 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>O espaço-tempo pode expandir-se, contrair-se e ser criado. A matéria pode mudar e ser criada. A concepção teórica desses eventos pode ser explicada pela Teoria das Cordas, a única capaz de unificar as quatro forças da matéria (eletromagnetismo, interações fraca e forte e gravidade) em condições microscópicas.</span></p>
<p>Em exposição no Workshop de Física da Fase <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Nagoya da Intercontinental Academia</a>, no dia 9 de março, o físico <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/tadashi-takayanagi">Tadashi Takanayagi</a>, do Instituto Yukawa de Física Teórica da Universidade de Kyoto, disse que um bom modelo de análise para essas concepções são os buracos negros, com o auxílio do Princípio Holográfico, uma metáfora para a análise de realidades 3D a partir das informações observáveis em superfícies (2D).</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/hasannori-shinohara" alt="Tadashi Takanayagi" class="image-inline" title="Tadashi Takanayagi" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O físico teórico Tadashi Takanayagi</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ele explicou que o Modelo Padrão, abordagem tradicional da física de partículas, funciona perfeitamente para três forças da matéria: eletromagnetismo, interação forte (força nuclear) e interação fraca (decaimento beta, neutrinos), mas não descreve a ação da quarta, a força gravitacional. “No campo microscópico, do não tamanho, a gravidade se comporta totalmente diferente das outras três forças.”</p>
<p>Essa dificuldade levou à Teoria das Cordas, segundo Takanayagi. Ao vibrarem rápido, as cordas dão origem às partículas pesadas; ao vibrarem lentamente, produzem as partículas leves. “Com essa abordagem, as teorias sobre a matéria ficam consistentes, com a unificação das quatro forças: a corda aberta descreve o eletromagnetismo e as interações forte e fraca; simultaneamente, a mesma corda fechada descreve a gravidade.”</p>
<p>Para verificar se a teoria das cordas é real, é preciso encontrar um fenômeno que só possa ser explicado por ela, afirmou Takanayagi. A<span>lguns aspectos dos buracos negros são bons casos para a pesquisa, especialmente do ponto </span><span>de vista microscópico: “Queremos usar um microscópio teórico para ampliar um buraco negro e ver o que há dentro dele.”</span></p>
<p>Ele disse que essa preocupação acabou resultando no desenvolvimento da Teoria Holográfica, “um dos mais importantes avanços nesse campo teórico nos últimos 20 anos”.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>A HISTÓRIA CÓSMICA E A FLECHA DO TEMPO</strong></p>
<p><strong>Conferência de Matthew Kleban — 21 de abril de 2015</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-hideyo-kunieda" class="external-link">Mattew Kleban discute a flecha do tempo e a evolução do Universo</a></li>
</ul>
<p><strong>Multimídia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-matthew-kleban" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O conceito de espaço-tempo é definido por um sistema tetradimensional de coordenadas (x, y e z para as dimensões do espaço e t para o tempo). A Teoria da Relatividade Geral de Einstein assume esse conceito. “A questão é se esse sistema de descrição do espaço-tempo é real, se é o melhor quadro para entender o Universo”.</p>
<p>Talvez a análise de estruturas bastante microscópicas indique que o espaço é emergente, e talvez até o tempo também seja emergente, adverte Takanayagi. Para ele, esse tipo de consideração conduz à ideia de que o espaço-tempo seja equivalente à informação da matéria.</p>
<p>Uma vez que objetos massivos formam um buraco negro, a informação dentro dele não é acessível a observadores externos. A quantidade de informação não acessível é chamada entropia, explica o físico, acrescentando que a Teoria das Cordas pode resolver o problema desempenhando o papel de microscópio para extrair informação do buraco negro. “Entre as partículas massivas há cordas abertas e pode-se extrair informações do comportamento delas. Com isso é possível explicar a entropia do buraco negro.”</p>
<p>Takanayagi exibiu a formula que define a quantidade de entropia de um buraco negro, elaborada Jacob Bekenstein e Steven Hawking, e ressaltou que um de seus termos, representado pela letra A, corresponde à área da superfície do buraco negro.</p>
<p>“Isso não é comum. Se observamos qualquer aglomerado de matéria (gás, líquido ou sólido), a entropia é proporcional ao volume, não à superfície. Mas a informação parece estar na superfície de um buraco negro. Isso é parecido com o que acontece num holograma, onde uma imagem 3D é codificada numa superfície 2D, mas o mecanismo é totalmente diferente, é apenas uma analogia.”</p>
<p>Ele disse que dois físicos (Gerard ‘t Hooft e Leornard Susskind) conjecturaram que as teorias gravitacionais são equivalentes a teorias microscópicas de “certa matéria” na fronteira desta.</p>
<p>Segundo ele, essa ideia é bastante popular e intuitiva, mas a Teoria das Cordas propõe algo além disso. Comentou que Juan Maldacena, em 1997, propôs que o Princípio Holográfico deve ser compreendido como uma Dualidade Gauge/Gravidade na Teoria das Cordas, ou seja, nele há uma equivalência entre gravidade (cordas fechadas) e matéria (cordas abertas).</p>
<p>Ao mesmo tempo, o Princípio Holográfico informa que, na gravidade, espaços podem emergir da matéria.  A gravidade funcionaria como uma série de peneiras com diferentes tamanhos de trama, permitindo a passagem de informação de acordo com a granulação aceita por cada peneira, comentou Takanayagi.</p>
<p>Ele disse que os físicos, num modelo bastante simplificado, expressam a informação oculta num buraco negro simplesmente com uma bolinha branca ou uma bolinha negra (similar ao 0 ou 1 na computação). A unidade de informação baseada nessas “moedas” é chamada de 1 qubit.</p>
<p>Na totalidade do sistema, deve-se considerar a possibilidade de tanto a bolinha branca quanto a preta estarem dentro e fora do buraco negro, com 50% de probabilidade para cada ocorrência. “Daí decorre que se dentro do buraco negro há uma bolinha branca, então fora dele sempre haverá uma bolinha branca (e vice-versa). Se não podemos observar o interior do buraco negro, então não podemos conhecer o lado externo dele (a informação escondida, por exemplo).”</p>
<p>Esse fenômeno é chamado de emaranhado quântico e se diz que “o interior e o exterior estão emaranhados”. A quantidade de “moedas” (ou qubits) presente é chamada de entropia do emaranhado (Sent), que mede a quantidade de informação oculta.</p>
<p>Graças à holografia, verifica-se que a entropia do buraco negro é igual à entropia do emaranhado. Na verdade, acrescenta Takanayagi, a entropia do emaranhado é igual à área de uma superfície qualquer, mesmo sem nenhum buraco negro. A fórmula que Takanayagi elaborou com <span>Shinsei </span><span>Ryu</span>, em 2006, implica que o espaço-tempo consiste de qubits de informação.</p>
<p>O Princípio Holográfico informa que os espaços na gravidade emergem da matéria (ou informação). Na Teoria das Cordas, a holografia permite dizer que a gravidade no Universo em 3D é igual à matéria no espaço-tempo em 2D. Na gravidade do Universo em 3D, o espaço-tempo pode expandir-se, contrair-se e mesmo ser criado. Considerada a matéria no espaço-tempo em 2D, o espaço-tempo não é dinâmico, mas a matéria pode mudar e ser criada.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-21T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-relatividade-do-tempo">
    <title>A relatividade do tempo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-relatividade-do-tempo</link>
    <description>Naoshi Sugiyama, físico da Universidade de Nagoya, falou sobre o tempo segundo as Teorias da Relatividade Restritra e Geral de Einstein no Workshop de Física da Intercontinental Academia Fase Nagoya, no dia 9 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/naoshi-sugiyama" alt="Naoshi Sugiyama" class="image-inline" title="Naoshi Sugiyama" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Naoshi Sugiyama: didatismo para<br />explicar por que o tempo é relativo</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No Workshop de Física da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia Fase Nagoya</a>, no dia 9 de março, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/naoshi-sugiyama">Naoshi Sugiyama</a>, físico da Universidade de Nagoya, falou sobre o tempo segundo as Teorias da Relatividade Restritra e Geral de Einstein.</p>
<p>A abordagem de Sugiyama foi simplificada e didática, para a devida compreensão pelos participantes provenientes das ciências humanas e sociais.</p>
<p>Ele explicou que a Teoria da Relatividade Restrita (1905) se baseia em dois princípios:</p>
<ul>
<li>Princípio da Relatividade, segundo o qual todos os referenciais inerciais (movendo-se em velocidade constante) são iguais;</li>
<li>Princípio da Invariabilidade da Velocidade da Luz, que é a mesma para todos os referenciais inerciais.</li>
</ul>
<p>Segundo ele, a compreensão desses princípios torna fácil entender porque o tempo é relativo e não absoluto, como tinha sido considerado até as teorias de Einstein, que ele citou: “Se o observador está parado, o relógio de um sistema em movimento bate mais devagar.”  Isso é a chamada diluição ou retardo do tempo, disse Sugiyama.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>CONSTRUINDO O TEMPO NA FÍSICA — TENTATIVAS</strong></p>
<p><strong>Conferência de Eliezer Rabinovici — 20 de abril de 2015</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eliezer-rabinovici-ica" class="external-link">As tentativas da física de compreender o tempo</a></li>
</ul>
<p><strong>Multimídia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-eliezer-rabinovici" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ele acrescentou que, na Teoria da Relatividade Geral (1915), Einstein inclui o efeito da gravidade na teoria (“com a presença de gravidade forte, o tempo também é retardado”) e estabeleceu o Princípio da Equivalência, pela qual gravidade e força inercial não podem ser distinguidas.</p>
<p>Em relação à vida prática, Sugiyama demonstrou como essa diluição do tempo precisa ser considerada no funcionamento de um Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês). “São necessários no mínimo quatro satélites para a determinação de x, y, z e t (as três dimensões espaciais e o tempo) e o cálculo da distância a partir deles por meio de medição bastante precisa do tempo.”</p>
<p>Essa precisão quanto ao tempo é importante pois se houver um erro de um segundo, como a velocidade da luz é de 300 mil km/s, o local será situado a uma distância de 300 mil km de onde ele realmente está, explicou o físico.</p>
<p>Para que o local seja identificado com margem de 10 cm de erro, o tempo precisa ser medido com uma tolerância de no máximo 3 décimos de bilionésimo de segundo.</p>
<p>O efeito da diluição do tempo pela relatividade implica na identificação de pontos na superfície terrestre fora de sua localização real: “No caso da relatividade especial, como os satélites viajam em alta velocidade (4 km/s), a cada segundo a localização estimada está 25 cm afastada da posição real. No caso da relatividade geral, como a gravidade a 20 mil km de altura é mais fraca que aquela na superfície terrestre, a diferença entre a localização presumida e a real é de 160 cm.”</p>
<p>Para ser preciso, o GPS tem de lidar com a diluição do tempo causada pela velocidade do satélite e a fraca gravidade na altura de sua órbita, comentou Sugiyama.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-15T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-fase-da-intercontinental-academia-comeca-dia-6-no-japao">
    <title>Segunda fase da Intercontinental Academia começa dia 6 no Japão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-fase-da-intercontinental-academia-comeca-dia-6-no-japao</link>
    <description>Projeto vai até o dia 18 de março, em Nagoya e Tóquio. Atividades serão transmitidas ao vivo e incluem conferências com dois vencedores do Prêmio Nobel, o físico Toshihide Maskawa e o químico Ryoji Noyori. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Aviso: Devido a questões de direitos autorais, as conferências de Ryoji Noyori e Toshihide Maskawa não serão transmitidas on-line.</strong></p>
<p>Os participantes da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia</a> se reunirão de <strong>6 a 18 de março</strong> em Nagoya, no Japão, para a segunda fase do projeto. Quase um ano depois do <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">encontro em São Paulo</a> organizado pelo IEA, os treze jovens pesquisadores se preparam para concluir os estudos sobre o tema “tempo” e o conteúdo para um Massive Open Online Course (Mooc).</p>
<p>Esta fase é organizada pelo<a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/~iar/?lang=en"> Institute for Advanced Research (IAR)</a> da Nagoya University, mas conta com o apoio e suporte técnico do IEA. Além do ex-diretor do Instituto, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, que integra o comitê científico do projeto, dois funcionários do IEA estarão em Nagoya. Rafael Borsanelli e Sérgio Bernardo foram convidados pelos japoneses a integrarem a equipe técnica do evento.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Maskawa-Noyori.jpg" alt="Maskawa e Noyori" class="image-inline" title="Maskawa e Noyori" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><strong>Maskawa e Noyori, vencedores do Nobel de física e química em 2008 e 2001</strong></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A programação no Japão inclui conferências com dois ganhadores do Prêmio Nobel, ambos da Nagoya University: o físico <a class="external-link" href="http://en.nagoya-u.ac.jp/people/nobel/toshihide_maskawa/index.html">Toshihide Maskawa</a> e o químico <a class="external-link" href="http://en.nagoya-u.ac.jp/people/nobel/ryoji_noyori/index.html">Ryoji Noyori</a>. Maskawa dará aula magna no <strong>dia 7 de março, às 13h30</strong>, seguido por Noyori, que falará<strong> às 15h</strong>. Maskawa e Noyori integram um roll de seis vencedores do Nobel provenientes da mesma universidade.</p>
<p>Em 2008, <span>Maskawa e seu colega Makoto Kobayashi levaram o prêmio pelo trabalho que previu a existência de pelo menos três famílias de <i>quarks </i>(uma das três partículas hipotéticas que constituiriam a base de todas as partículas atômicas conhecidas) na natureza. Noyori, que foi homenageado com o Nobel em 2001, dividiu o prêmio com o <span style="text-align: -webkit-center; ">americano </span><span style="text-align: -webkit-center; ">William Knowles</span><span style="text-align: -webkit-center; "> pelo estudo da produção de moléculas catalisadoras para a síntese assimétrica de moléculas </span><i style="text-align: -webkit-center; ">quirais </i><span style="text-align: -webkit-center; ">em reações de hidrogenação.</span></span></p>
<p>Além de <span>Maskawa e Noyori</span>, cerca de 30 expoentes da biologia, física, humanidades, ciências sociais e artes farão conferências ao longo dos 12 dias de encontro. O grupo de jovens também participará de atividades com o reitor da Nagoya University, Michinari Hamaguchi, para discutir o ensino superior e a pesquisa acadêmica no Japão (dia 7 de março, às 18h30, horário do Japão), e com o ex-diretor do Institute for Advanced Study de Princeton, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/peter-goddard">Peter Goddard</a>, para falar sobre o desenvolvimento e o papel dos institutos de estudos avançados (dia 11 de março, às 13h, horário do Japão). As atividades acontecerão no campus da Nagoya University e da Waseda University, em Tóquio. <strong>Veja a <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme">programação completa</a>.</strong></p>
<p>Todas as conferências serão transmitidas <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA e da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia</a>. Os vídeos também serão disponibilizados no site do IEA posteriormente.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><strong>O projeto</strong></span></p>
<p><span></span>A Intercontinental Academia é um programa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">University-Based Institutes for Advanced Study</a> (Ubias), rede que reúne 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o IAR-Nagoya são os responsáveis pela primeira edição. A fase realizada no Brasil está inserida no programa Redes Globais de Jovens Pesquisadores da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, sediada no IEA e que tem o apoio do Itaú Cultural.</p>
<p>A <a class="external-link" href="http://www.as.huji.ac.il/content/human-dignity">segunda edição da Intercontinental Academia</a>, com início marcado para o dia 7 de março em Israel, terá como tema a dignidade humana. Os organizadores são o Instituto Israel para Estudos Avançados da Universidade Hebraica de Jerusalém e o Centro para Pesquisas Interdisciplinares (Zentrum für interdisziplinäre Forschung - ZiF) da Universidade de Bielefeld. <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-intercontinental-academia" class="external-link">Akemi Kamimura</a>, advogada e militante dos direitos humanos, será um dos 21 jovens pesquisadores integrantes do projeto. Ela foi indicada pelo IEA para participar da segunda edição, que terá 17 mulheres entre os jovens pesquisadores.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Astrofísica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Química</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-02T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/politica-estrategica-de-longo-prazo-para-questoes-da-agua-e-do-clima">
    <title>Política estratégica de longo prazo para questões da água e do clima</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/politica-estrategica-de-longo-prazo-para-questoes-da-agua-e-do-clima</link>
    <description>Panorama de incerteza das alterações climáticas e recursos hídricos foram tema do primeiro encontro do ciclo temático A Caminho da COP 21.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/30092015-1.jpg" alt="Eduardo Mário Mediondo, Stela Goldstein, Newton de Lima Azevedo, Sonia Chapman e Pedro Jacobi" class="image-inline" title="Eduardo Mário Mediondo, Stela Goldstein, Newton de Lima Azevedo, Sonia Chapman e Pedro Jacobi" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A partir da esq.: Eduardo Mendiondo, Stela Goldenstein, Newton Azevedo, Sônia Chapman e Pedro Jacobi.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Planejamento existe, mas falta entender que planejar não é produzir documentos que se sobrepõem a novos documentos em diferentes gestões. Planejamento é um processo que deve envolver movimentos sociais, consensos, corresponsabilidades, monitoramento, ajustes periódicos, fiscalização. Sobretudo, deve atender a um plano de Estado de longo prazo, e não a partidos. Planejamento também precisa de conceitos estruturados e de uma orientação política estratégica, “para não trilharmos sempre o mesmo caminho de burro velho”.</p>
<p>As ideias de Stela Goldenstein, diretora-executiva da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) <a class="external-link" href="http://aguasclarasdoriopinheiros.org.br/expedicao/quem-somos/">Águas Claras do Rio Pinheiros</a>, foram apresentadas durante o debate <i>As Mudanças Climáticas e a Crise Hídrica,</i> realizado pelo IEA no dia 30 de setembro.</p>
<p>Com a curadoria de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/newton-de-lima-azevedo-jr" class="external-link">Newton de Lima Azevedo</a>, membro do <a class="external-link" href="http://www.worldwatercouncil.org/">Conselho Mundial de Água</a>, o debate reuniu especialistas em recursos hídricos como parte do ciclo temático <i>A Caminho da COP 21: Preparando o Terreno até Paris – Mudanças Climáticas, Adaptações, Soluções e Oportunidades.</i> Os próximos eventos trazem uma <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/preparacao-para-a-cop-21" class="external-link">programação </a>sobre temas como energia, segurança alimentar, negociações internacionais, mobilidade e planejamento urbano.</p>
<p>Com a organização do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/meio-ambiente-e-sociedade">Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</a> , do IEA, e do <a href="http://www.incline.iag.usp.br/data/index_BRA.php" target="_blank"> Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Mudanças Climáticas</a> (INCLINE), da USP, os encontros consolidarão um documento que pretende levar contribuições ao governo brasileiro e seus negociadores para a <a class="external-link" href="http://www.cop21paris.org/">Conferência das Partes</a> (COP21) sobre Mudanças do Clima, que ocorrerá em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro.</p>
<p>Especialista em políticas setoriais, em especial projetos de recursos hídricos, planejamento ambiental e saneamento, Goldenstein lembrou que a expansão territorial rumo à região do<a class="external-link" href="http://agua.org.br/"> PCJ</a> (bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), “é fruto de planejamento, uma vez que na Região Metropolitana de São Paulo já não havia água”.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eduardo-mario-mediondo-e-stela-goldstein" alt="Eduardo Mário Mediondo e Stela Goldstein" class="image-inline" title="Eduardo Mário Mediondo e Stela Goldstein" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Mendiondo e Goldenstein: financiamentos carecem de reflexão</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Os planos e políticas não se conversam e disso decorrem muitos problemas. Da mesma forma, é possível argumentar que temos tecnologia. Mas elas dependem de estratégias, sistemas e métodos. Qualquer tecnologia pode servir ou não, dependendo da estratégia que se quer adotar”, disse a diretora.</p>
<p>Os financiamentos para políticas de recursos hídricos também carecem de reflexão. “O que deve ser pago pelo consumidor e o que deve vir de subsídios? Deve haver subsídios cruzados? Qual <i>benchmark </i>adotar? E a questão do saneamento, da ocupação do território, do reflorestamento e da despoluição? Tudo isso deve ser considerado e a sociedade precisa se apropriar dessa discussão, saber o que está sendo decidido”, defendeu Goldenstein.</p>
<p><strong>O clima como complicador</strong></p>
<p>As mudanças climáticas não permitem mais “olhar no retrovisor” e planejar o futuro. “Não é mais possível se basear apenas em séries históricas. As mudanças climáticas nos obrigam a repensar completamente o que é planejamento. Temos que lidar com a situação do imponderável, do desconhecido”, disse Goldenstein.</p>
<p>A continuidade de planos e políticas com o comprometimento no longo prazo também foi lembrada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/copy_of_sonia-chapman" class="external-link">Sônia Chapman</a>, especialista em planejamento estratégico na párea de desenvolvimento sustentável da Brasken.</p>
<p>“Quando selamos os <a class="external-link" href="http://www.itamaraty.gov.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=134&amp;catid=100&amp;Itemid=433&amp;lang=pt-BR">Objetivos do Desenvolvimento Sustentável</a> (ODS), todos foram consultados na Rio+20 e houve um apelo global às atitudes do cidadão. Olhar o futuro é uma atitude cidadã, em que cada um deve ser parte da solução”, disse.</p>
<p>Para a analista, a mudança de postura e de atitudes depende de todos. “Faltam iniciativas que todos sabemos ser necessárias. Parece que quando há uma pequena melhora em determinado quadro, todos acabam se esquecendo do que é necessário”.</p>
<p>Chapman lembra que num cenário de mudanças climáticas, cada vez mais serão necessárias parcerias complexas. “As mudanças climáticas não têm limite geográfico”, afirmou.</p>
<p>Planejamento integrado pode ser a solução para atacar os constantes episódios de crise hídrica que abatem São Paulo desde o século 19, na visão de Newton Azevedo, que além de curador foi também moderador do debate.</p>
<p>O papel do Estado também foi lembrado por Azevedo. “Precisamos pensar qual modelo de investimento queremos para o Brasil. A gestão e a governança dependem de um planejamento integrado”, defendeu.</p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/as-mudancas-climaticas-e-a-crise-hidrica-ciclo-tematico" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/as-mudancas-climaticas-e-a-crise-hidrica-ciclo-tematico-30-de-setembro-de-2015" class="external-link">Fotos</a></p>
<hr />
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-de-lezama" class="external-link">José Luis Lezama: 'Resultados da COP 21 não beneficiarão a maioria nem a natureza'</a></p>
<hr />
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-clima" class="external-link">Mais conteúdos sobre clima</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Governança</strong></p>
<p>O Brasil atingirá o seu auge populacional em 30 ou 40 anos e haverá problemas com ocupação do território e uma maior demanda de recursos naturais. O cenário dependerá de uma governança eficaz e eficiente, o que apenas será possível melhorando a capacidade de comunicação dos técnicos e o monitoramento de dados ambientais e sociais, defendeu o subcoordenador do NAP <a class="external-link" href="http://www.incline.iag.usp.br/data/index_BRA.php">INCLINE</a>, professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/eduardo-mario-mendiondo" class="external-link">Eduardo Mario Mendiondo</a>.</p>
<p>“O estado da Califórnia, nos Estados Unidos, é muito organizado e lá eles já estão com problemas de monitoramento. O planejamento estratégico depende de monitoramento, pois é um instrumento para decisões políticas baseado em questões técnicas”, disse Mendiondo.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/30092015-2.jpg" alt="Sonia Chapman e Pedro Jacobi" class="image-inline" title="Sonia Chapman e Pedro Jacobi" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Sônia Chapman e Pedro Jacobi: governança integrada e corresponsabilização</strong>.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/pedro-roberto-jacobi" class="external-link">Pedro Jacobi</a> também enfatizou a importância de monitoramento e governança. “Como é possível a precaução sem o monitoramento? Os diagnósticos são importantes para atribuir custos à sociedade e para otimizar recursos”, disse.</p>
<p>Para Jacobi, as mudanças climáticas obrigam a uma leitura mais prospectiva sobre diferentes cenários. “Isso depende de monitoramento e de uma governança integrada, com a participação de atores diversos e não apenas técnicos”.</p>
<p>A governança integrada leva à corresponsabilização e à mudança cultural, acredita Jacobi. “Precisamos de uma aprendizagem social que leve a mudanças, mesmo que sejam incômodas. A dimensão cultural é importante para fortalecer o diálogo de governanças”, afirmou.</p>
<p><strong>Ações emergenciais</strong></p>
<p>O cenário de incerteza projetado pelas mudanças climáticas é incompatível com a engenharia, segundo o professor Eduardo Porto, da Escola Politécnica (Poli) da USP. “Há um <i>gap</i> que precisa ser resolvido. Nossa ciência ainda não chegou lá”, afirmou.</p>
<p>Por isso, a falta de água em São Paulo precisa de ações emergenciais, dada a situação de crise, acredita. “O paciente está enfartado e requer solução urgente, que no caso é mais interligação e mais adutoras. Mas é claro que alternativas para ajudar a resiliência das cidades devem ser consideradas, como o reuso e a aplicação de instrumentos de incentivo econômico, além de soluções estruturais”, citou.</p>
<p>O ciclo de debates tem organização geral de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/weber-amaral">Weber Amaral</a>,  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/tercio-ambrizzi">Tércio Ambrizzi</a> e Pedro Roberto Jacobi, com apoio do <a href="http://arqfuturo.com.br/" target="_blank">Arq. Futuro</a>, <a href="http://www.cpfl.com.br/Paginas/default.aspx" target="_blank">CPFL Energia</a> e <a href="http://www.pactoglobal.org.br/" target="_blank">Pacto Global. Rede Brasileira (UNGC)</a>.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Água</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ONU</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-02T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-massimo-canevacci">
    <title>A dimensão do espaço-tempo na cultura digital </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-massimo-canevacci</link>
    <description>Na última conferência da Intercontinental Academia, o antropólogo Massimo Canevacci apresentou o conceito de "ubiquitempo", neologismo que define as relações de espaço-tempo no âmbito da comunicação digital contemporânea. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias/talk%20canevacci-27abril2015.jpg/@@images/d45a1534-b97c-4fba-98ed-8d6375ead51b.jpeg" alt="Conferência de Massimo Canevacci - 27 de abril de 2015" class="image-inline" title="Conferência de Massimo Canevacci - 27 de abril de 2015" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Massimo Canevacci, professor visitante do IEA</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo o antropólogo <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/massimo-canevacci">Massimo Canevacci</a>, a cultura digital desafia a clássica distinção entre espaço e tempo ao promover o sincretismo entre essas duas dimensões e romper com o pensamento dualista hegemônico. O professor visitante do IEA falou sobre o tema na última conferência da <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a> (ICA), realizada no dia 27 de abril.</p>
<p>A exposição se concentrou na noção de "ubiquitempo", neologismo criado por Canevacci para definir, do ponto de vista etnográfico, "as experiências descentradas e não-lineares de espaço-tempo" favorecidas pela comunicação digital contemporânea.</p>
<p>UbiquidadeDe acordo com ele, a concepção de ubiquitempo combina três conceitos centrais: simultaneidade, "uma estética feita de fragmentos entre metrópole e tecnologia", tal como defendia o movimento artístico futurista; cronotopo, elaborado pelo filósofo Mikhail Bahktin para demarcar a relação dialógica entre o horizonte espacial e o temporal, que "se tornou essencial no desenvolvimento da polifonia literária"; e ubiquidade, metáfora que expressa a possibilidade de estar em qualquer lugar ao mesmo tempo graças ao potencial de conexão em escala global das redes digitais.</p>
<p>A definição de caráter metafórico proposta por Canevacci estende o alcance da ubiquidade para o mundo material da vida cotidiana, expandindo "a presença de todos os seres humanos ou divinos a todos os lugares". Na avaliação do antropólogo, a ubiquidade é um conceito-chave na cultura digital, pois "caracteriza as relações humanas e não-humanas de espaço-tempo na Internet". Ele lembrou que a definição tradicional do termo tem matriz teológica e está ligada à ideia de uma divindade onipresente, invisível e inescapável, que observa tudo e todos: "Deus sabe tudo e julgará você", resumiu.</p>
<p>Para o antropólogo, os indivíduos ubíquos podem transitar entre diversas identidades, espaços e tempos, dando origem ao multivíduo. Trata-se, afirmou, da multiplicação de subjetividades para além das identidades fixas: "A ubiquidade desafia a identidade, que se torna mais flexível. O sujeito ubíquo da experiência etnográfica é multidividual".</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><strong><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de<br /> Massimo Canevacci</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-massimo-canevacci" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos<br /><br /></a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/concepcao-de-tempo-em-diferentes-sociedades-e-tema-de-conferencia-da-ica" class="external-link">Concepção de tempo em diferentes sociedades é tema de conferência da Intercontinental Academia</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Casos empíricos</strong></p>
<p>Canevacci tratou de quatro casos empíricos que exemplificam a experiência de ubiquitempo em diferentes culturas, começando pela divindade mitológica grega Kairós, que simboliza "um momento de um período indeterminado no qual algo especial acontece".</p>
<p>Diferentemente de Chronos, Deus do tempo cronológico, de natureza quantitativa, Kairós representa uma temporalidade não mensurável, que remete à ideia do <i>Carpe Diem</i> — viver intensamente o momento — e ao poder de tomada de decisão. Segundo o antropólogo, o conceito de Kairós "não cabe em definições fechadas porque está situado entre dois conceitos: a ação e o tempo, a competência e a habilidade."</p>
<p>Ele afirmou que a dimensão do ubiquitempo em Kairós está relacionada com o que define como "estupor metodológico" ou "vagar metodológico indisciplinado" — postura de abertura ao desconhecido, a partir da qual o "etnógrafo gira e se move, desloca-se e caminha com lentidão abandonada e atenta aos mínimos detalhes", sempre disposto a observar e agarrar objetos de estudo espontâneos e casuais.</p>
<p>O segundo caso mencionado por Canevacci foi a arquitetura pós-euclidiana de Zaha Hadid. De acordo com o antropólogo, Hadid constrói formas híbridas, que rompem com as regras clássicas da composição e da representação do espaço-tempo. "Ela transforma a geometria não-normativa em formas geométricas misteriosas, distorcidas e impuras", destacou.</p>
<p>O funeral dos Bororo, povo indígena estudado por Canevacci, foi o terceiro caso empírico abordado na conferência. O ritual é longo e complexo: envolve o enterro do corpo numa vala rasa, a espera pela decomposição dos tecidos e a limpeza do crânio, seguida da ornamentação típica para a cerimônia final.</p>
<p>Canevacci explicou que, neste último estágio, com duração de três dias, o tempo fica suspenso. "É um período em que não há período; só há a celebração do ritual para reafirmar a não distância entre a vida e a morte, entre o espaço e o tempo."</p>
<p>O último exemplo, também relacionado aos Bororo, foi a "subjetividade multividual" do nativo Kléber Meritororeu. Para Canevacci, Meritororeu personifica a ideia do multivíduo ao transitar entre diversas identidades: é, ao mesmo tempo, um indígena que vivencia sua cultura cotidianamente e professor da Escola Estadual Indígena "Sagrado Coração de Jesus", da Aldeia Meruri, no município de General Carneiro (MT).</p>
<p>"Ele tem duas identidades: é Bororo e professor", disse, ressaltando que Meritororeu enfrenta o desafio não só de conectar essas duas identidades, como também de se auto-representar com o auxílio das tecnologias digitais, sem abrir mão das tradições de seu povo, aliando cultura digital e cultura bororo.</p>
<p>"O uso da tecnologia por parte dos nativos facilita o desenvolvimento de uma rede descentralizada incomparável à existente na rede analógica", destacou o antropólogo. "A relação dicotômica entre tecnologias e culturas, ciências e artes, é obsoleta", completou.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><strong>Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</strong></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Etnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-27T20:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/eliezer-rabinovici-ica">
    <title>As tentativas da física de construir o tempo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/eliezer-rabinovici-ica</link>
    <description>O físico Eliezer Rabinovic, da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, falou na Intercontinental Academia sobre as tentativas da física de compreender o tempo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eliezer-rabinovici-2" alt="Eliezer Rabinovici" class="image-inline" title="Eliezer Rabinovici" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O físico Eliezer Rabinovici, da Universidade Hebraica de Jerusalém</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A maior amplitude de tempo medida é de 13,7 bilhões de anos, a partir do Big Bang. A menor é de 10s elevados a -18, o que corresponde a um milionésimo de milionésimo de milionésimo de segundo, medido na excitação atômica. A partir desse espectro temporal, os físicos tentam entender a experiência e o fluxo do tempo.</p>
<p>Em sua conferência <i>Construindo o Tempo na Física – Tentativas</i>, no dia 20 de abril, na <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia (ICA)</a><span>, o físico </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/eliezer-rabinovici">Eliezer Rabinovici</a><span>, da Universidade Hebraica de Jerusalém (HUJI na sigla em inglês), tratou de alguns conceitos descobertos e desenvolvidos para estudar as escalas grandes e pequenas de tempo, sobretudo aqueles envolvidos nas explicações sobre a constituição da matéria presentes nas teorias unificadas e na teoria das cordas.</span></p>
<p>Especialista em física de partículas, Rabinovici foi diretor do <a class="external-link" href="http://www.as.huji.ac.il/">Instituto de Estudos Avançados de Israel</a><span> da HUJI e idealizador da proposta que resultou na Intercontinental Academia.</span></p>
<p><strong>Teoria unificada</strong></p>
<p>"O maior de nós tem entre 1 e 2 metros e temos a pretensão de explicar todo o Universo, dos maiores aos menores aspectos. Queremos explicar e reduzir tudo ao mais simples. Acreditamos que podemos colocar todas as equações que descrevem a matéria no universo em uma página. Isso é surpreendente". O comentário de Rabinovici parece indicar que ele vê no mínimo com alguma reserva a possibilidade de a física chegar a uma teoria unificada, que conjugue as forças intervenientes na matéria (eletromagnetismo, gravidade, interação fraca e interação forte).</p>
<p>Ele disse que nos anos 20 os cientistas conheciam duas interações da matéria, o eletromagnetismo e a gravidade,  que em baixas energias ocorrem em quatro dimensões: as três espaciais e a quarta sendo o tempo. "Quando a energia passou a ser elevada em acelerados de partículas, verificou-se que há uma interação básica, a gravidade, e cinco dimensões. Isso foi um grande salto na compreensão da matéria."</p>
<p>Segundo Rabinovici, para escaparmos da ideia de que uma equação onipotente possa unificar todas as forças intervenientes na matéria e explicar integralmente sua constituição, basta dar à equação um número infinito de soluções: "Na teoria das cordas, na qual as cordas (constituintes da matéria) se movem em dez dimensões, acontece isso: temos uma equação com, pelo que sabemos até agora, infinitas soluções".</p>
<p><strong>Dualidades</strong></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><strong><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de<br />Eliezer Rabinovici</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-eliezer-rabinovici" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/matthew-kleban-ica" class="external-link"><span class="external-link">Matthew Kleban discute a flecha do tempo e a evolução do Universo</span></a>"</li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Rabinovici comentou que o trabalho dos físicos atualmente está impregnado por muitas coisas misteriosas, que parecem dualidades. "Inicialmente, todos os princípios matemáticos que conhecemos se tornam ambíguos ou possuem a mesma teoria. Um desses conceitos trata do número de dimensões existentes. A teoria das cinco dimensões tem a mesma descrição da teoria das dez dimensões. E uma das dualidades é a teoria do Big Crunch [colapso do Universo devido a contração provocada pela gravidade], que seria um evento terrível para uns e magnífico para outros, com cada explicação sendo tão boa quanto a outra."</p>
<p><strong>Relatividade</strong></p>
<p>Atualmente todos dizem que tudo é relativo. Isso não é verdade, segundo Rabinovici. "Uma dos piores representações de teorias é o fato de a teoria da relatividade ser chamada de ‘da relatividade’. Einstein sabia que a palavra não era adequada. Quando perguntado cinco anos depois se não era o caso de mudar o nome, respondeu: 'É muito tarde'."</p>
<p>De acordo com Rabinovici, a teoria da relatividade é uma tentativa de isolar o que não é relativo, de ser a teoria sobre o que todo observador concordaria. "O tempo possui aspectos relativos, mas faz parte de algo que não é relativo. Relações de causa e efeito não são relativas. O tempo de decaimento de uma partícula (o nêutron decai em 14 minutos) não é relativo."</p>
<p><strong>Simetria</strong></p>
<p>Ele afirmou que leis da física são, grosso modo, as mesmas em ambas as direções do fluxo do tempo, mas há uma pequena "quebra do tempo" medida na simetria reversa. Mesmo que as leis da física sejam simétricas, por que a manifestação delas não é simétrica, pois algo que é destruído não pode voltar a ser o que era? A essa questão, Rabinovici respondeu que não é bem assim que as coisas acontecem, pois com o decorrer de muito tempo ("zilhões de vezes a idade do Universo") essa reconstituição pode acontecer, com aquele algo se tornando bastante similar ao que era.</p>
<p><strong>Tempo-espaço</strong></p>
<p>Rabinovici comentou que todos aprendem no colégio ou em leituras populares que o tempo funde-se com o espaço e há apenas tempo-espaço, sendo impossível pensar em cada um deles separadamente. "Tempo e espaço realmente se fundem, mas há invariâncias, segundo o físico. "O espaço-tempo e a gravidade estão estreitamente ligados e o tempo e o espaço são quantidades médias; no então, não são fundamentais, pois emergem de alguma outra coisa."</p>
<p>Devido ao fato de o ser humano estar sujeito a uma gravidade extremamente fraca (se comparada a outras situações no Universo, como no caso dos buracos negros), temos uma percepção do tempo relativamente estável: "Como o Universo se expande, ele tem um raio. Podemos dizer onde estamos em função do tamanho desse raio. Esse é o nosso relógio".</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-26T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-hideyo-kunieda">
    <title>As relações entre tempo e astronomia na Teoria da Relatividade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-hideyo-kunieda</link>
    <description>Hideyo Kunieda, vice-reitor de Pesquisa da Universidade de Nagoya, Japão, falou sobre o tema em conferência da Intercontinental Academia, realizada no dia 21 de abril. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias/talk12jpg.jpg/@@images/9311d377-519c-44a7-991c-074aa1b19684.jpeg" alt="Conferência de Hideyo Kunieda - 21 de abril de 2015" class="image-inline" title="Conferência de Hideyo Kunieda - 21 de abril de 2015" /><br /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O astrônomo Hideyo Kunieda,<br />da Universidade de Nagoya</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Tempo na Astronomia</i> foi o tema da conferência de <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/hideyo-kunieda">Hideyo Kunieda</a>, vice-reitor de Pesquisa da Universidade de Nagoya, Japão, na <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA), no dia 21 de abril.</p>
<p>Kunieda, que é também professor do Departamento de Física da Universidade, tratou particularmente dos avanços no âmbito da observação de Núcleos Ativos de Galáxia com o auxílio de telescópios de raios X, sua área de expertise.</p>
<p>De acordo com o professor, essa área de pesquisa vem contribuindo substancialmente para a compreensão de fenômenos astronômicos previstos na Teoria da Relatividade, como é o caso da deformação do espaço-tempo na presença de objetos supermassivos, dos buracos negros e da curvatura da luz.</p>
<p><strong>Ecos do passado</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>"A luz dos corpos celestes que vemos hoje foi emitida há muito tempo. Olhar o espaço é como olhar para o passado", afirmou Kunieda, ressaltando que isso ocorre devido à amplitude da escala do universo: "A propagação da luz no espaço é medida em anos", completou.</p>
<p>Para o professor, um dos pontos positivos desse "atraso" da luz é a possibilidade de estudar a evolução do universo ao longo do tempo, desde o Big Bang até os dias de hoje.</p>
<p>Segundo a teoria do Big Bang, dominante entre os cientistas, o universo foi criado há 13,7 bilhões de anos a partir de uma grande explosão. Planetas, estrelas e galáxias seriam como estilhaços que progressivamente se afastam do centro de denotação, fazendo o universo se expandir continuamente.</p>
<p>"O universo era bastante uniforme logo depois do Big Bang. Mas então os fragmentos aumentaram e as estrelas e galáxias foram criadas. Atualmente estamos olhando para uma grande variedade de objetos", avaliou o professor.</p>
<p>De acordo com ele, observar objetos de luz fraca no espaço, com pouco brilho, é como observar o estágio inicial do Big Bang, quando os estilhaços começavam a tomar forma. "E olhar galáxias distantes é ver como eram as galáxias no início do universo."</p>
<p>A ideia de um universo em movimento e em expansão, que está por trás da teoria do Big Bang, foi fortemente influenciada pela Lei de Hubble, segundo a qual há uma relação entre distância de uma galáxia da Terra e a velocidade com que ela se afasta: quanto mais longe, mais rápida.</p>
<p>A lei foi formulada a partir da observação de um fenômeno conhecido como "desvio para o vermelho", caracterizado pela alteração na frequência das ondas que compõem o espectro de luz em função da velocidade relativa entre o observador e a fonte emissora. Se o objeto se afasta do observador em alta velocidade, as ondas de baixa frequência ficam mais visíveis e sua cor é deslocada para o vermelho; e se o objeto se aproxima, as ondas de alta frequência tornam-se mais nítidas e a cor é deslocada para o violeta.</p>
<p>Verificou-se, assim, que a maior parte das galáxias apresentava um desvio para o vermelho e que, quanto maior esse desvio, maior a distância entre as galáxias e a Terra. "Pela lei de Hubble, o eixo do tempo é convertido em profundidade no espaço", sintetizou Kunieda.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático: Tempo</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />Hideyo Kunieda</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-hideyo-kunieda" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/matthew-kleban-ica" class="external-link">A flecha do tempo e a evolução do universo são temas de Matthew Kleban</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Buraco negro</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Previsto pela Teoria da Relatividade, o desvio para o vermelho também ocorre devido à influência de um campo gravitacional forte. Os estudos de Kunieda sobre os Núcleos Ativos de Galáxia (AGN, na sigla em inglês) baseiam-se na observação desse fenômeno a partir de imagens captadas por telescópios de raio X.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Os AGN são corpos supermassivos e muito luminosos: chegam a ter uma massa 1 bilhão de vezes maior e a ser 100 bilhões de vezes mais brilhantes que o sol.</p>
<p>Segundo o professor, observações astronômicas realizadas a partir de diferentes técnicas sugerem que os AGN abrigam buracos negros — regiões do espaço no qual a gravidade é tão forte que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar. Formados a partir do colapso gravitacional de uma estrela, conhecido como supernova, os buracos negros são resultado da curvatura do espaço-tempo, sistema de coordenadas que fundamenta a Teoria da Relatividade.</p>
<p>"Perto de um buraco negro, o espaço-tempo é mais curvo. Por causa disso, o tempo parece mais lento e a luz que vem dele parece mais avermelhada", afirmou Kunieda, fazendo referência ao fenômeno do desvio gravitacional para o vermelho.</p>
<p>Ele explicou que o brilho dos AGN não provêm dos buracos negros em si, que são invisíveis, mas da radiação produzida pelo disco de acreção — aglomerado de partículas e gases que circunda objetos supermassivos. Como apresentam campo de gravidade muito alto, os buracos negros sugam toda a matéria do seu entorno. Ao ser sugada, essa matéria não cai no buraco em linha reta, mas de forma espiralada, como num redemoinho, dando origem a um disco que pouco a pouco acrescenta massa ao objeto central.</p>
<p>De acordo com Kunieda, o calor produzido pelo movimento da matéria em direção ao corpo gravitacional irradia na superfície do disco, essa, sim, visível. O deslocamento para o vermelho acontece devido à atuação da gravidade, que provoca um aumento no comprimento das ondas de luz. Ele afirmou que se trata do fenômeno da curvatura da luz sob o efeito da gravidade, tal como previsto na Teoria da Relatividade.</p>
<p>As observações do professor voltam-se justamente para os discos de acreção no centro das galáxias hospedeiras. De acordo com ele, imagens obtidas por ele e outros pesquisadores apontam para a existência dos objetos supermassivos — no caso, de buracos negros — conforme determina a Teoria da Relatividade.</p>
<p><strong>Via Láctea</strong></p>
<p>Na avaliação de Kunieda, imagens da própria Via Láctea oferecem evidências de que os buracos negros existem. Obtidas a partir de radiação infravermelha ou raio X, as imagens a princípio mostram uma galáxia comum, sem um objeto central brilhante e, portanto, desprovida de um núcleo ativo.</p>
<p>No entanto, ressaltou o professor, uma nuvem de partículas em uma das extremidades da galáxia apresenta um padrão de luminosidade incomum, como se fosse iluminada de baixo para cima e refletisse a luz emitida por um objeto no entorno. De acordo com ele, trata-se do que os astrônomos denominam como "nebulosa de reflexão".</p>
<p>"Pela distância entre o reflexo e a fonte de luz, é possível calcular há quanto tempo a luz foi emitida. O centro da galáxia foi 10 milhões de vezes mais luminoso há 350 anos", disse, destacando que a nebulosa de reflexão oferece indícios de que o centro da Via Láctea já foi um AGN.</p>
<p>"É um tipo de arqueologia na astronomia. Nós podemos olhar para o passado da atividade do centro da galáxia", comparou. "Nesse caso, o eixo do tempo é convertido numa distribuição bidimensional."</p>
<p><strong>Supernova </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Segundo Kunieda, a observação das supernovas, explosões que marcam o início da morte das estrelas, também vem contribuindo para a compreensão da história do universo.</p>
<p>O professor explicou que as estrelas, assim como o sol, são brilhantes devido à fusão nuclear do hidrogênio em hélio, processo que resulta na perda de massa e na formação de um núcleo cada vez mais denso.</p>
<p>Quando o combustível acaba, o núcleo da estrela se contrai e se transforma num objeto maciço, com um campo gravitacional extremamente forte. A estrela passa, então, a atrair toda a matéria para o seu centro, até o ponto em que a alta densidade se torna insustentável e o corpo supermassivo colapsa, expandindo a matéria numa grande explosão, a supernova. O que resta desse colapso dá origem aos buracos negros.</p>
<p>Kunieda ressaltou que "os registros dessas explosões são muito úteis para entender a evolução das remanescentes da supernova que nós vemos atualmente". As remanescentes são nebulosas formadas pelo material ejetado no colapso gravitacional, que se afastam do núcleo em alta velocidade. "Nesse caso, o eixo do tempo é convertido em uma distribuição bidimensional de intensidade", concluiu.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
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      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Ciências Exatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-26T15:15:00Z</dc:date>
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