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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-110">
    <title>Edição 110 de Estudos Avançados dedica dossiê aos impactos da tecnologia digital na sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-110</link>
    <description>A nova edição (110) da Revista Estudos Avançados traz o dossiê "Implicações Humanas das Tecnociências" e as seções "Presenças", "Evolução, Memória e Discriminação" e "Resenhas". </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-110" alt="Capa da revista Estudos Avançados 110" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 110" /></p>
<p>"Os atuais patamares de desenvolvimento tecnológico recolocam, sob novas perspectivas, os velhos dilemas entre os efeitos positivos ou perversos do emprego de tecnologias em todos os campos da existência social”, afirma o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, ao apresentar o dossiê "Implicações Humanas das Tecnociências" da edição 110 da publicação quadrimestral do IEA, já disponível online, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n110/">Scientific Electronic Library Online (SciELO</a>).</p>
<p>Ele frisa que o artigo de abertura do dossiê, “Diagnósticos da Contemporaneidade”, da semióloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-santaella" class="external-link">Lucia Santaell</a>a, ex-titular da Cátedra Oscar Sala (parceria do IEA com o CGI.br), ressalta as características da chamada segunda era da internet, “caracterizada pelos big data, pela explosão de dados, pela datificação”. A autora identifica cinco atributos dessa era: hibridismo, emaranhado temporal, interatividade onipresente, aceleração e estilhaçamento discursivo.</p>
<p><strong>Fragmentação</strong></p>
<p>De acordo com Santaella, “as consequências políticas, culturais e psíquicas dessas dirupções são muitíssimas e profundas, incluindo a fragmentação e dispersão dos antigos conceitos de povo, populismo, espaço público, debate público etc.”. Para ela, “o sensacionalismo mal-informado, retórico e saudosista em nada ajuda a enfrentar os desafios”. Como militante para o avanço do conhecimento ao longo de toda sua trajetória, defende o lema “do bem entender para melhor agir, por mais que isso implique o engajamento na ética do intelecto que custa em tempo, dedicação e muito estudo aquilo que vale contra as farsas intelectuais que procriam no gregarismo autocomplacente".</p>
<p><strong>Consumo e hipervigilância</strong></p>
<p>Adorno afirma que os outros seis artigos do dossiê buscam dialogar com a perspectiva teórica-empírica de Santaella por meio da análise de vários temas. Um deles é a articulação entre a vivência do consumo como experiência de subjetividade e as transformações nos mercados globais nos últimos 40 anos, assunto de “Capitalismo de Dados e Guerras Estéticas”, de Abel Reis e Silvia Piva.</p>
<p>Em “Silenciamento Sociotécnico e os Limites do <i>Poder Instrumental</i>”, Alcides Peron e Anderson Röhe discutem como os recursos eletrônicos possibilitam não apenas a hipervigilância, mas também a classificação de risco e dispositivos preditivos. Eles alertam que esses sistemas, apesar de atuarem na predição do crime e gestão de riscos, possibilitam ao Estado uma forma de poder não violenta focada em moldar comportamentos e decisões dos indivíduos.</p>
<p>No entanto, as tecnologias digitais também possibilitam perspectivas educacionais inovadores. Um exemplo disso é debatido no artigo “Estética, Jogabilidade e Narrativa para o Antropoceno”, no qual Clayton Policarpo, Guilherme Cestari e Luiz Napole estudam dois videogames que, mediante imersão, premissas e cenários críticos propostos, relacionam os impactos ambientais e perspectivas distópicas para o futuro da espécie humana, uma perspectiva em que estão presentes “alguns dos desafios epistemológicos, éticos e identitários do Antropoceno”.</p>
<p><strong>Carro voador</strong></p>
<p>Uma questão de momento é o contexto tecnológico de desenvolvimento do chamado carro voador, cujos modelos já desenvolvidos e futuros tende a ser autônomos, sem piloto. Magaly Prado e Gustavo Galbiatti são os autores de “No Ar: Carro Voador como Máquina Autônoma sem Emissão em Análise de Viabilidade”. Com base em entrevistas com especialistas e na literatura da área, eles analisam questões técnicas, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica do novo veículo.</p>
<p>Adorno comenta que o dossiê também retoma “velhas questões a respeito do impacto da tecnologia digital no contexto brasileiro, focalizando suas virtudes decorrentes da ampliação do compartilhamento e acesso a informações para maior número de cidadãos, mas também seus perigos quanto a possíveis efeitos de dominação”.</p>
<p>O artigo final do dossiê, “O Tecnototalitarismo e os Riscos para a Democracia e para os Sujeitos”, de Eder Van Pelt, trata dos riscos de legitimidade do exercício do poder com o uso das novas tecnologias, em uma possível tecnocracia que faz uso político das tecnologias enquanto instrumentos de controle das atividades dos indivíduos. Ele defenfe a necessidade de pensar em meios efetivos para a integração entre os sistemas especializados em tecnologia e a democracia, que leve a possibilidades concretas de um debate público mais consistente e participativo, especialmente com a inclusão de todos os que estão afetados por esses novos dispositivos de controle.</p>
<p><strong>Literatura</strong></p>
<p>A edição contém ainda dois conjuntos de textos. Um deles é seção "Presenças", uma coleção de "sugestivos e ricos ensaios de crítica literária”, segundo Adorno, além de artigos sobre questões de gênero. Os ensaios sobre literatura têm como temas uma autocrítica de Euclides da Cunha quanto ao significado da revolta de Canudos; precariedade e memória na ficção de Nélida Piñon e Ana Teresa Torres; a edição de um poema inédito de Caldas Barbosa; a decomposição do gênero romance policial em um conto de Machado de Assis; as origens da poesia em língua francesa de Sérgio Milliet; e a cena teatral na Bahia em 1551/1552 produzida por grupo jesuítico ligado ao padre Manuel da Nóbrega.</p>
<p><strong>Participação da mulher</strong></p>
<p>Os sentidos e as transformações psicológicas que acompanham a participação política das mulheres são discutidos a partir da trajetória de vida de uma das participantes da Marcha Mundial das Mulheres (movimento iniciado em 2000), a militante feminista e antirracista Helena Nogueira, morta em 2020 aos 64 anos. A partir de “O Capital”, de Karl Marx, e “Fetichismo – Colonizar o Outro”, de Vladimir Safatle, outro texto discute o “fetichismo do igual, um dos desdobramentos do fetichismo da mercadoria”, a partir das relações entre as personagens do filme “Que Horas Ela Volta”, dirigido por Anna Muylaert. A seção termina com texto sobre a emancipação da mulher e a presença das ciências e da matemática no jornal O Quinze de Novembro do Sexo Feminino, “revista quinzenal, literária, recreativa, noticiosa e política” publicada na cidade do Rio de Janeiro em 1889 e 1890, por Francisca Senhorinha de Motta Diniz.</p>
<p><strong>Evolução humana</strong></p>
<p>A seção “Evolução, Memória e Discriminação” apresenta três artigos: o primeiro, com participação do paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, traz uma síntese da evolução humana com especial atenção às questões do Pleistoceno Médio, período quando surgiu o <i>Homo sapiens</i>, os avanços da área e a contribuição brasileira sobre o tema; o segundo analisa criticamente como o legado dos professores da Missão Francesa na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP tornou-se aspecto relevante da memorialística entre os participantes do curso de história. O terceiro tema da seção é a escassez de conservadores no meio acadêmico estadunidense, com uma avaliação da força relativa de quatro hipóteses para isso: meritocracia (menos aptidão acadêmica), discriminação, conversão (o meio induzindo à esquerda) e autosseleção (opção voluntária em não ingressar na academia).</p>
<p>A edição é completada com resenhas de quatro livros: “Arrabalde: Em busca da Amazônia, de João Moreira Salles; “Pacto da Branquitude”, de Cida Bento; “As Margens da Ficção”, de Jacques Rancière; e “Administração de Conflitos e Justiça: As Pequenas Causas em um Juizado nos EUA”, de Ann Arbor.<strong> </strong></p>
<p><i>Os exemplares impressos da edição 110 de <strong>Estudos Avançados</strong> estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong>Implicações Humanas das Tecnociências</strong></p>
<ul>
<li>Diagnóstico do Contemporâneo - <i>Lucia Santaella</i></li>
<li>Capitalismo de Dados e Guerras Estéticas - <i>Abel Reis e Silvia Piva</i></li>
<li>Silenciamento Sociotécnico e os Limites do <i>Poder Instrumental </i>- <i>Alcides Eduardo dos Reis Peron e Anderson Röhe</i></li>
<li>Estética, Jogabilidade e Narrativa para o Antropoceno - <i>Clayton Policarpo, Guilherme Henrique</i></li>
<li><i>de Oliveira Cestari e Luiz Felipe Napole</i></li>
<li>No Ar: Carro Voador como Máquina Autônoma sem Emissão em Análise de Viabilidade - <i>Magaly Prado e Gustavo Galbiatti</i></li>
<li>Consumo, Cidadania e Vigilância: Reflexões sobre a Expansão Tecnológica e seus Impactos no Contexto Brasileiro - <i>Bruno Pompeu, Eneus Trindade </i><i>e Silvio Koiti Sato</i></li>
<li>O Tecnototalitarismo e os Riscos para a Democracia e para os Sujeitos - <i>Eder Van Pelt</i></li>
</ul>
<p><strong>Presenças</strong></p>
<ul>
<li>A <i>Loucura das Multidões</i> - Crítica e Autocrítica em Euclides da Cunha - <i>Ulysses Pinheiro</i></li>
<li>Ficções do Despojo: Precariedade e Memória na Escrita de Nélida Piñon e Ana Teresa Torres - <i>Jesús Arellano</i></li>
<li>Um Inédito de Caldas Barbosa: Introdução, Edição e Comentário - <i>Caio Cesar Esteves de Souza e Leonardo Zuccaro</i></li>
<li>Machado de Assis e a Paródia do Romance Policial - <i>Cleber Vinicius do Amaral Felipe</i></li>
<li>No Início era Serge: A Poesia em Língua Francesa de Sérgio Milliet - <i>Valter Cesar Pinheiro</i></li>
<li>Manuel da Nóbrega e a Performance da Mercadoria - <i>Sérgio de Carvalho</i></li>
<li>Tomando a Palavra: Helena Nogueira e o <i>Falar </i>como Conquista Política e Psicológica - <i>Mariana Luciano Afonso</i></li>
<li>O Mecanismo do Fetiche do Igual e os seus Desvelamentos no Fime "Que Horas Ela Volta?", de Anna Muylaert - <i>Camila Franquini Pereira</i></li>
<li>A Emancipação da Mulher e a Presença das Ciências e da Matemática no Periódico O Quinze de Novembro do Sexo Feminino - <i>Zaqueu Vieira Oliveira </i><i>e Victoria Maria Lopes Corrêa</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Evolução, Memória e Discriminação</strong></p>
<ul>
<li>O Pleistoceno Médio na Evolução Humana - <i>Walter Neves e </i><i>e Gabriel Rocha</i></li>
<li>A Missão Francesa na História (USP): Relato Inaugural e Monumentalização (1949-1971) - <i>Diego José Fernandes Freire</i></li>
<li>Quatro Hipóteses para a Escassez Conservadora no Meio Acadêmico Norte-Americano - <i>Pedro Franco</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Novas Palavras na Literatura Amazônica - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>"Pacto da Branquitude": Racismo Institucional e Desigualdades no Trabalho - <i>Raul Gomes de Almeida</i></li>
<li>O Espaço-Tempo da Literatura Contemporânea: Sobre "As Margens da Ficção"<i> </i>de Jacques Rancière - <i>João Arthur Macieira</i></li>
<li>Sobre Fairness, Ritos Legais e Barganhas: O Juizado de Pequenas Causas dos Estados Unidos numa Leitura Antropológica - <i>Eduardo C. B. Bittar</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulher</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-24T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-109">
    <title>Saúde, nutrição e cidades são os temas da revista Estudos Avançados 109</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-109</link>
    <description>A edição 109 da revista Estudos Avançados, lançada em outubro, traz os dossiês "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-109" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 109" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 109" /></a></p>
<p>Os três dossiês da <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n109/">edição 109 de <i>Estudos Avançados</i></a>, lançada este mês, mantêm a tradição da revista em "abordar temas de relevância social e de inquestionável atualidade, aliando a comunicação de resultados de pesquisa ao debate público", nas palavras de seu editor, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Os temas desta vez são "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias". A intenção, como sempre, é colaborar com a "formulação e implementação de políticas governamentais voltadas para a superação de problemas que afetam a qualidade de vida e para redução das desigualdades sociais".</p>
<p>A interdisciplinaridade das análises é demonstrada logo no artigo de abertura do dossiê “Promoção da Saúde”, intitulado “Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo Importante Travado nos Assentamentos Precários de São Paulo”. De autoria de especialistas em geografia, urbanismo e patologia, o estudo analisou dados de moradores da cidade de São Paulo que morreram, de 2010 a 2016, por doenças do aparelho circulatório ou foram internados (pelo SUS), de 2011 a 2016, pelas mesmas doenças. Foram considerados o tipo de assentamento de moradia dos indivíduos (aglomerado subnormal, precário ou regular), idade e sexo.</p>
<p>A diferença da saúde cardiovascular entre os três tipos de assentamentos, avaliada por meio das proporções de internações hospitalares e pelas taxas de mortalidade, evidencia que quase 1,7 milhão de pessoas em São Paulo estão em grande desvantagem em relação aos restantes 85% da população.</p>
<p>Apesar de a habitação precária ser “a causa ou um fator determinante de muitas patologias físicas e mentais”, outro estudo do dossiê demonstra que “o marco legal da saúde no Brasil restringe ou mesmo proíbe o uso de recursos da saúde em questões habitacionais, delimita a composição das equipes de saúde a profissões médico-hospitalares, bem como não considera o uso de recursos de outras funções orçamentárias na provisão habitacional para fins específicos de saúde”.</p>
<p>Tais delimitações deveriam ser removidas em situações em que houver evidência científica de que a questão habitacional seja um determinante social da saúde, recomenda o artigo “Por Que o Investimento e Foco em Questões Habitacionais É também uma Medida de Saúde”.</p>
<p><strong>Vulnerabilidade</strong></p>
<p>Há de se considerar também o quadro de múltiplas vulnerabilidades dos territórios periféricos, o que torna a intervenção nesses espaços um desafio que precisa ser encarado a partir da lógica dos problemas complexos, pois “não dispõem de uma solução única e linear para a sua superação”, alerta um terceiro estudo. Baseando-se em trabalhos desenvolvidos pela Fundação Tide Setubal na periferia de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo, o artigo “Intersetorialidade e Melhorias Urbanas em Territórios Periféricos: O Caso de São Miguel Paulista” propõe que a intersetorialidade seja promovida a partir do orçamento público, da mensuração de impacto e do protagonismo das comunidades.</p>
<p>O dossiê também apresenta um estudo sobre história das ideias quanto as condições para o desenvolvimento dos indivíduos. O artigo “Educação, Saúde e Progresso: Discursos sobre os Efeitos do Ambiente no Desenvolvimento da Criança (1930-1980)” mostra como no período estudado havia uma “forte associação entre a promoção do desenvolvimento dos indivíduos e o progresso social".</p>
<p>“Entendia-se que os investimentos públicos na criação de melhores condições de saúde e educação para as crianças favoreceria o avanço do país.” A escola era vista como “um ambiente propício ao desenvolvimento saudável e à civilização das crianças.”</p>
<p>Essa perspectiva de desenvolvimento transformou-se, quanto à saúde, em vulnerabilidade em muitas áreas periféricas onde o controle do território é exercido pelo crime organizado. A situação é exemplificada em estudo de unidade básica de saúde situada em área dominada pelo tráfico de drogas.</p>
<p>Baseado em diário de campo e entrevistas abertas com diferentes interlocutores do território de uma unidade de saúde periférica de um município de médio porte do estado de São Paulo, o trabalho apontou que, “diante da ausência ou insuficiência do Estado em territórios de vulnerabilidade social, o tráfico pode funcionar tanto como agente de precarização das relações de trabalho entre equipes de saúde e a comunidade quanto como provedor de mecanismos de suporte e proteção para a população, mediação e gerenciamento das relações cotidianas da população, incluindo sua relação com os equipamentos de saúde”.</p>
<p><strong>Promoção da saúde</strong></p>
<p>Mesmo diante de inúmeras vulnerabilidades sociais, é preciso encontrar meios para a promoção da saúde. Torna-se relevante, então, compreender as diferentes interpretações sobre a promoção da saúde, em que pese o fato de o campo estar passando por um processo de institucionalização e fortalecimento. Artigo de sanitaristas discute essas interpretações, cuja diversidade demonstra a necessidades de aprofundar alguns temas, como o papel do setor de saúde, a mudança comportamental e a abordagem individuais, afirmam os pesquisadores.</p>
<p>Em seu estudo, eles apresentam outras formas de compreensão destes temas, por meio da contribuição de trabalhadores, gestores da atenção básica e de especialistas na questão, de forma a "ampliar as possibilidades da prática da promoção da saúde na atenção básica".</p>
<p>A metodologia do trabalho incluiu a realização de entrevista semiestruturada com especialistas e consulta a gestores e trabalhadores municipais da atenção básica por meio do formulário eletrônico FormSUS. Foram entrevistados 13 especialistas, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, do Grupo de Trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GTPSDS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), "grupo que defende a atuação na determinação social e não se restringe aos fatores de risco e proteção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)".</p>
<p>Outro estudo do dossiê analisou o impacto da implantação de ciclovias na cidade de São Paulo na prática de atividades físicas no lazer por um grupo 1.431 pessoas, moradoras no máximo a 1 km de ciclovias, e as correlações dessa prática com os índices de hipertensão arterial. O trabalho aponta a necessidade de melhoria das condições ambientais (implantação de ciclovias, por exemplo) nas áreas de maior carência socioeconômica da cidade, para maior oportunidade de prática de atividade física e a consequente redução nas taxas de hipertensão arterial e outras doenças crônicas.</p>
<p><strong>Bem viver</strong></p>
<p>A melhoria na qualidade de vida também é tema de outro artigo, que reúne a articula noções de bem viver em quatro matrizes principais: a das visões de mundo indígenas; a do pensamento utópico latino-americanista; a estatal; e a socioambiental. Segundo os autores, essas matrizes "guardam entre si aspectos convergentes, formando um núcleo comum emulador de novas propostas filosóficas, econômicas e políticas, enquanto alternativas ao modelo de vida, trabalho e relação com o ambiente produzido pelo capitalismo neoliberal".</p>
<p>A autonomia de pessoas em situação de curatela também é discutida no dossiê. Estudo de pesquisadores da área do direito examina a possibilidade de consentimento substitutivo no âmbito da saúde em casos de pessoas em situação de curatela, para averiguar se seria permitido ao representante legal de pessoas com deficiência decidir também sobre aspectos existenciais.</p>
<p>O dossiê se encerra com trabalho sobre a realidade socioambiental da implementação da logística reversa de medicamentos para minimizar a contaminação por fármacos, de maneira a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável pertinente. O estudo destaca as ações de controle, monitoramento e educação ambiental para redução dos impactos dos resíduos farmacêuticos e promoção da sustentabilidade.</p>
<p><span><strong>Nutrição</strong></span></p>
<p><strong> </strong>O primeiro artigo do dossiê “Segurança Alimentar” visa contribuir para a análise do cenário atual sobre insegurança alimentar no Brasil, a partir dos estudos feitos por dois grupos de pesquisa do IEA (Nutrição e Pobreza; Saúde Planetária) em parceria com o Eixo AgriBio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP.</p>
<p>A contribuição da produção agrícola nas cidades para a melhoria desse cenário é explicitada em artigo sobre  os resultados do debate Agricultura Urbana e Segurança Alimentar e Nutricional: O Alimento Orgânico na Alimentação Escolar, ocorrido no 11º Seminário Serviço, Pesquisa e Política Pública. O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza e pelo Grupo de Estudos de Agricultura Urbana, também do IEA.</p>
<p>O conjunto de textos inclui a análise de projeto prático de cuidado em saúde e alimentar de famílias com crianças e adolescentes em situação de má nutrição. O trabalho tratou da “cadeia curta de produção-comercialização” de alimentos para a sustentação das ações de projeto envolvendo famílias com crianças e adolescentes atendidas pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren).</p>
<p>Um tema recente do espectro de hábitos alimentares, o flexitarianismo, também está presente no dossiê, com um estudo sobre os fatores que levam os flexitarianos a diferentes níveis de redução no consumo de carne.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>Em 2009, por meio de uma lei municipal, foram estabelecidas estratégias de adaptação às mudanças climáticas e gestão de desastres na cidade de São Paulo. O artigo inicial do dossiê “Cidades e Tecnologias”, analisa a efetividade do quadro legal dessa política, sua articulação com outras normas relevantes e com o direito ambiental e como vem sendo construída sua governança.</p>
<p>As mudanças climáticas e outros fatores, como o El Niño, têm impacto direto na disponibilidade de água, como demonstra a atual seca que afeta diversos municípios na Amazônia, carentes de políticas e estrutura para enfrentar o problema. Daí a importância de os municípios terem maior participação no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), alertam os autores do artigo "A Governança das Águas no Brasil: Qual o Papel dos Municípios?".</p>
<p>Além de fraca participação no sistema, os pesquisadores indicam que, em geral, os municípios não possuem uma política sobre recursos hídricos. Outro problema, apontam, é o fato de as reformas legais incidentes sobre os recursos hídricos tenderem a fragilizar ainda mais o papel dos municípios no Singreh.</p>
<p>As soluções baseadas na natureza também estão presentes no dossiê, em artigo que trata da integração desse tipo de solução num projeto de revitalização de brownfield (área urbana subutilizada e degradada cuja transformação propicia benefícios à população).</p>
<p>O processo evolutivo das cidades é abordado em duas vertentes no dossiê: filosófica e tecnológica. Um artigo discute alguns conceitos criados pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), como disciplina e biopoder, e os aplica à história do urbanismo brasileiro, especialmente nos casos do Rio de Janeiro e São Paulo. Outro texto examina as tecnologias que têm levado a uma revolução urbana, com o surgimento das cidades inteligentes, em função da proliferação de equipamentos eletrônicos conectados ininterruptamente, que permitem gerenciar a estrutura urbana de forma mais eficiente e otimizada, afirmam os autores.</p>
<p><strong><strong><i>Os exemplares impressos da edição 109 de </i>Estudos Avançados <i>estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><i>estavan@usp.br</i></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3><span> 
<hr />
<br />Sumário</span></h3>
<p><span><strong>Promoção da Saúde</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo I</span><span>mportante Travado nos Assentamentos P</span><span>recários de São Paulo - </span><i><span>Ligia Vizeu Barrozo, Carlos Leite, Edson </span><span>Amaro Jr. e Paulo Hilário Nascimento Saldiva</span></i></li>
<li><span>Por Que o Investimento e Foco em Questões H</span><span>abitacionais É também uma Medida de Saúde - </span><i><span>Eduardo Castelã Nascimento, </span><span>Wesllay Carlos Ribeiro e Suzana Pasternak</span></i></li>
<li><span>Intersetorialidade e Melhorias Urbanas </span><span>em Territórios Periféricos: O</span><span> Caso de São Miguel Paulista - </span><span><i>Mariana Almeida</i></span></li>
<li><span>Educação, Saúde e Progresso: D</span><span>iscursos sobre os Efeitos do Ambiente </span><span>no Desenvolvimento da Criança (1930-1980) - </span><span><i>Ana Laura Godinho Lima</i></span></li>
<li><span>Atenção Básica em Saúde em um Cenário </span><span>de Vulnerabilidade: Produção de Saúde </span><span>e Governança Informal do Tráfico - </span><i><span>Amanda Dourado Souza Akahosi Fernandes, </span><span>Sabrina Helena Ferigato, Massimiliano Minelli </span><span>e Thelma Simões Matsukura</span></i></li>
<li><span>A Promoção da Saúde na Atenção Básica: O</span><span> Papel do Setor Saúde, a Mudança C</span><span>omportamental e a Abordagem Individual - </span><i><span>Fabio Fortunato Brasil de Carvalho, </span><span>Marco Akerman e Simone Cynamon Cohen</span></i></li>
<li><span>Ciclovias, Atividade Física no Lazer </span><span>e Hipertensão Arterial: Um Estudo Longitudinal - </span><i><span>Alex Antonio Florindo, Guilherme Stefano - </span><span>Goulardins e Inaian Pignatti Teixeira</span></i></li>
<li><span>Entre Utopias Desejáveis e Realidades Possíveis: N</span><span>oções de Bem Viver na Atualidade - </span><i><span>Gabriel Castro Siqueira, Bruno Simões </span><span>Gonçalves e Alessandro de Oliveira dos Santos</span></i></li>
<li><span>Os Limites da Curatela e o Consentimento Livre </span><span>e Esclarecido da Pessoa com Deficiência - </span><i><span>Jussara Maria Leal de Meirelles </span><span>e Ana Paula Vasconcelos</span></i></li>
<li><span>Logística Reversa de Medicamentos no Brasil: U</span><span>ma Análise Socioambiental - </span><i><span>Sara Raquel L. B. de Lima, Viviane Souza </span><span>do Amaral e Julio Alejandro Navoni</span></i></li>
</ul>
<p><strong><span> </span><span>Segurança alimentar</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Segurança Alimentar: Reflexões </span><span>sobre um Problema Complexo - </span><span><i>Semíramis Martins Álvares Domene et al.</i></span></li>
<li>Alimentação Saudável, Agricultura Urbana e Familiar -<i> </i><i>Ana Lydia Sawaya et al.</i></li>
<li><span>Nas Brechas do Cotidiano: Construindo R</span><span>eflexões sobre Práticas e Saberes Profissionais </span><span>a partir da Comida do Território - </span><i><span>Giulia de Arruda Maluf, Maria Paula </span><span>de Albuquerque, Maria Fernanda Petroli </span><span>Frutuoso e Bernardo Teixeira Cury</span></i></li>
<li><span>O Que Influencia os Flexitarianos </span><span>a Reduzir o Consumo de Carne no Brasil? - </span><i><span>Mariele Boscardin, Andrea Cristina Dorr, </span><span>Raquel Breitenbach e Janaína Balk Brandão</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><strong><span> </span><span>Cidades e Tecnologias</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Adaptação às Mudanças Climáticas e Prevenção </span><span>a Desastres na Cidade de São Paulo - </span><i><span>Ana Maria de Oliveira Nusdeo, Andresa </span><span>Tatiana da Silva e Fernanda dos Santos Rotta</span></i></li>
<li><span>A Governança das Águas no Brasil: Q</span><span>ual o Papel dos Municípios? - </span><i><span>Valérie Nicollier, Asher Kiperstok </span><span>e Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes</span></i></li>
<li><span>Soluções Baseadas na Natureza em Projetos </span><span>de Revitalização de Brownfields Urbanos: N</span><span>ovos Paradigmas para Problemas Urbanos - </span><i><span>Evandro Nogueira Kaam </span><span>e Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo</span></i></li>
<li><span>Sobre Foucault e o Urbanismo Brasileiro: U</span><span>ma Genealogia do Planejamento </span><span>(c. 1850s-1945) - </span><span><i>Joel Outtes</i></span></li>
<li><span>Cidades Cognitivas: Utopia Tecnológica </span><span>ou Revolução Urbana? - </span><span><i>Marcio Lobo Netto e João Francisco Justo</i></span></li>
<li><span>Intraempreendedorismo e Inovação </span><span>em Organizações Públicas: C</span><span>aso do Censo no Brasil - </span><i><span>Roberto Kern Gomes </span><span>e Magnus Luiz Emmendoerfer</span></i></li>
</ul>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>
<p><span> </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-23T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109">
    <title>Saúde, nutrição e cidades são os temas da revista Estudos Avançados 109</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-109</link>
    <description>A edição 109 da revista Estudos Avançados, lançada em outubro, traz os dossiês "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-109" alt="Capa de 'Estudos Avançados' 109" class="image-right" title="Capa de 'Estudos Avançados' 109" /></a></p>
<p>Os três dossiês da <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n109/">edição 109 de <i>Estudos Avançados</i></a>, lançada este mês, mantêm a tradição da revista em "abordar temas de relevância social e de inquestionável atualidade, aliando a comunicação de resultados de pesquisa ao debate público", nas palavras de seu editor, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Os temas desta vez são "Promoção da Saúde", "Segurança Alimentar" e "Cidades e Tecnologias". A intenção, como sempre, é colaborar com a "formulação e implementação de políticas governamentais voltadas para a superação de problemas que afetam a qualidade de vida e para redução das desigualdades sociais".</p>
<p>A interdisciplinaridade das análises é demonstrada logo no artigo de abertura do dossiê “Promoção da Saúde”, intitulado “Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo Importante Travado nos Assentamentos Precários de São Paulo”. De autoria de especialistas em geografia, urbanismo e patologia, o estudo analisou dados de moradores da cidade de São Paulo que morreram, de 2010 a 2016, por doenças do aparelho circulatório ou foram internados (pelo SUS), de 2011 a 2016, pelas mesmas doenças. Foram considerados o tipo de assentamento de moradia dos indivíduos (aglomerado subnormal, precário ou regular), idade e sexo.</p>
<p>A diferença da saúde cardiovascular entre os três tipos de assentamentos, avaliada por meio das proporções de internações hospitalares e pelas taxas de mortalidade, evidencia que quase 1,7 milhão de pessoas em São Paulo estão em grande desvantagem em relação aos restantes 85% da população.</p>
<p>Apesar de a habitação precária ser “a causa ou um fator determinante de muitas patologias físicas e mentais”, outro estudo do dossiê demonstra que “o marco legal da saúde no Brasil restringe ou mesmo proíbe o uso de recursos da saúde em questões habitacionais, delimita a composição das equipes de saúde a profissões médico-hospitalares, bem como não considera o uso de recursos de outras funções orçamentárias na provisão habitacional para fins específicos de saúde”.</p>
<p>Tais delimitações deveriam ser removidas em situações em que houver evidência científica de que a questão habitacional seja um determinante social da saúde, recomenda o artigo “Por Que o Investimento e Foco em Questões Habitacionais É também uma Medida de Saúde”.</p>
<p><strong>Vulnerabilidade</strong></p>
<p>Há de se considerar também o quadro de múltiplas vulnerabilidades dos territórios periféricos, o que torna a intervenção nesses espaços um desafio que precisa ser encarado a partir da lógica dos problemas complexos, pois “não dispõem de uma solução única e linear para a sua superação”, alerta um terceiro estudo. Baseando-se em trabalhos desenvolvidos pela Fundação Tide Setubal na periferia de São Miguel Paulista, na cidade de São Paulo, o artigo “Intersetorialidade e Melhorias Urbanas em Territórios Periféricos: O Caso de São Miguel Paulista” propõe que a intersetorialidade seja promovida a partir do orçamento público, da mensuração de impacto e do protagonismo das comunidades.</p>
<p>O dossiê também apresenta um estudo sobre história das ideias quanto as condições para o desenvolvimento dos indivíduos. O artigo “Educação, Saúde e Progresso: Discursos sobre os Efeitos do Ambiente no Desenvolvimento da Criança (1930-1980)” mostra como no período estudado havia uma “forte associação entre a promoção do desenvolvimento dos indivíduos e o progresso social".</p>
<p>“Entendia-se que os investimentos públicos na criação de melhores condições de saúde e educação para as crianças favoreceria o avanço do país.” A escola era vista como “um ambiente propício ao desenvolvimento saudável e à civilização das crianças.”</p>
<p>Essa perspectiva de desenvolvimento transformou-se, quanto à saúde, em vulnerabilidade em muitas áreas periféricas onde o controle do território é exercido pelo crime organizado. A situação é exemplificada em estudo de unidade básica de saúde situada em área dominada pelo tráfico de drogas.</p>
<p>Baseado em diário de campo e entrevistas abertas com diferentes interlocutores do território de uma unidade de saúde periférica de um município de médio porte do estado de São Paulo, o trabalho apontou que, “diante da ausência ou insuficiência do Estado em territórios de vulnerabilidade social, o tráfico pode funcionar tanto como agente de precarização das relações de trabalho entre equipes de saúde e a comunidade quanto como provedor de mecanismos de suporte e proteção para a população, mediação e gerenciamento das relações cotidianas da população, incluindo sua relação com os equipamentos de saúde”.</p>
<p><strong>Promoção da saúde</strong></p>
<p>Mesmo diante de inúmeras vulnerabilidades sociais, é preciso encontrar meios para a promoção da saúde. Torna-se relevante, então, compreender as diferentes interpretações sobre a promoção da saúde, em que pese o fato de o campo estar passando por um processo de institucionalização e fortalecimento. Artigo de sanitaristas discute essas interpretações, cuja diversidade demonstra a necessidades de aprofundar alguns temas, como o papel do setor de saúde, a mudança comportamental e a abordagem individuais, afirmam os pesquisadores.</p>
<p>Em seu estudo, eles apresentam outras formas de compreensão destes temas, por meio da contribuição de trabalhadores, gestores da atenção básica e de especialistas na questão, de forma a "ampliar as possibilidades da prática da promoção da saúde na atenção básica".</p>
<p>A metodologia do trabalho incluiu a realização de entrevista semiestruturada com especialistas e consulta a gestores e trabalhadores municipais da atenção básica por meio do formulário eletrônico FormSUS. Foram entrevistados 13 especialistas, entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018, do Grupo de Trabalho em Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável (GTPSDS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), "grupo que defende a atuação na determinação social e não se restringe aos fatores de risco e proteção das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)".</p>
<p>Outro estudo do dossiê analisou o impacto da implantação de ciclovias na cidade de São Paulo na prática de atividades físicas no lazer por um grupo 1.431 pessoas, moradoras no máximo a 1 km de ciclovias, e as correlações dessa prática com os índices de hipertensão arterial. O trabalho aponta a necessidade de melhoria das condições ambientais (implantação de ciclovias, por exemplo) nas áreas de maior carência socioeconômica da cidade, para maior oportunidade de prática de atividade física e a consequente redução nas taxas de hipertensão arterial e outras doenças crônicas.</p>
<p><strong>Bem viver</strong></p>
<p>A melhoria na qualidade de vida também é tema de outro artigo, que reúne a articula noções de bem viver em quatro matrizes principais: a das visões de mundo indígenas; a do pensamento utópico latino-americanista; a estatal; e a socioambiental. Segundo os autores, essas matrizes "guardam entre si aspectos convergentes, formando um núcleo comum emulador de novas propostas filosóficas, econômicas e políticas, enquanto alternativas ao modelo de vida, trabalho e relação com o ambiente produzido pelo capitalismo neoliberal".</p>
<p>A autonomia de pessoas em situação de curatela também é discutida no dossiê. Estudo de pesquisadores da área do direito examina a possibilidade de consentimento substitutivo no âmbito da saúde em casos de pessoas em situação de curatela, para averiguar se seria permitido ao representante legal de pessoas com deficiência decidir também sobre aspectos existenciais.</p>
<p>O dossiê se encerra com trabalho sobre a realidade socioambiental da implementação da logística reversa de medicamentos para minimizar a contaminação por fármacos, de maneira a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável pertinente. O estudo destaca as ações de controle, monitoramento e educação ambiental para redução dos impactos dos resíduos farmacêuticos e promoção da sustentabilidade.</p>
<p><span><strong>Nutrição</strong></span></p>
<p><strong> </strong>O primeiro artigo do dossiê “Segurança Alimentar” visa contribuir para a análise do cenário atual sobre insegurança alimentar no Brasil, a partir dos estudos feitos por dois grupos de pesquisa do IEA (Nutrição e Pobreza; Saúde Planetária) em parceria com o Eixo AgriBio do Centro de Inteligência Artificial (C4AI) da USP.</p>
<p>A contribuição da produção agrícola nas cidades para a melhoria desse cenário é explicitada em artigo sobre  os resultados do debate Agricultura Urbana e Segurança Alimentar e Nutricional: O Alimento Orgânico na Alimentação Escolar, ocorrido no 11º Seminário Serviço, Pesquisa e Política Pública. O evento foi organizado pelo Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza e pelo Grupo de Estudos de Agricultura Urbana, também do IEA.</p>
<p>O conjunto de textos inclui a análise de projeto prático de cuidado em saúde e alimentar de famílias com crianças e adolescentes em situação de má nutrição. O trabalho tratou da “cadeia curta de produção-comercialização” de alimentos para a sustentação das ações de projeto envolvendo famílias com crianças e adolescentes atendidas pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren).</p>
<p>Um tema recente do espectro de hábitos alimentares, o flexitarianismo, também está presente no dossiê, com um estudo sobre os fatores que levam os flexitarianos a diferentes níveis de redução no consumo de carne.</p>
<p><strong>Urbanismo</strong></p>
<p>Em 2009, por meio de uma lei municipal, foram estabelecidas estratégias de adaptação às mudanças climáticas e gestão de desastres na cidade de São Paulo. O artigo inicial do dossiê “Cidades e Tecnologias”, analisa a efetividade do quadro legal dessa política, sua articulação com outras normas relevantes e com o direito ambiental e como vem sendo construída sua governança.</p>
<p>As mudanças climáticas e outros fatores, como o El Niño, têm impacto direto na disponibilidade de água, como demonstra a atual seca que afeta diversos municípios na Amazônia, carentes de políticas e estrutura para enfrentar o problema. Daí a importância de os municípios terem maior participação no Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), alertam os autores do artigo "A Governança das Águas no Brasil: Qual o Papel dos Municípios?".</p>
<p>Além de fraca participação no sistema, os pesquisadores indicam que, em geral, os municípios não possuem uma política sobre recursos hídricos. Outro problema, apontam, é o fato de as reformas legais incidentes sobre os recursos hídricos tenderem a fragilizar ainda mais o papel dos municípios no Singreh.</p>
<p>As soluções baseadas na natureza também estão presentes no dossiê, em artigo que trata da integração desse tipo de solução num projeto de revitalização de brownfield (área urbana subutilizada e degradada cuja transformação propicia benefícios à população).</p>
<p>O processo evolutivo das cidades é abordado em duas vertentes no dossiê: filosófica e tecnológica. Um artigo discute alguns conceitos criados pelo filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), como disciplina e biopoder, e os aplica à história do urbanismo brasileiro, especialmente nos casos do Rio de Janeiro e São Paulo. Outro texto examina as tecnologias que têm levado a uma revolução urbana, com o surgimento das cidades inteligentes, em função da proliferação de equipamentos eletrônicos conectados ininterruptamente, que permitem gerenciar a estrutura urbana de forma mais eficiente e otimizada, afirmam os autores.</p>
<p><strong><strong><i>Os exemplares impressos da edição 109 de </i>Estudos Avançados <i>estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><i>estavan@usp.br</i></a><strong><i>.</i></strong></p>
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<br />Sumário</span></h3>
<p><span><strong>Promoção da Saúde</strong></span></p>
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<li><span>Saúde Cardiovascular e Habitação: Um Diálogo I</span><span>mportante Travado nos Assentamentos P</span><span>recários de São Paulo - </span><i><span>Ligia Vizeu Barrozo, Carlos Leite, Edson </span><span>Amaro Jr. e Paulo Hilário Nascimento Saldiva</span></i></li>
<li><span>Por Que o Investimento e Foco em Questões H</span><span>abitacionais É também uma Medida de Saúde - </span><i><span>Eduardo Castelã Nascimento, </span><span>Wesllay Carlos Ribeiro e Suzana Pasternak</span></i></li>
<li><span>Intersetorialidade e Melhorias Urbanas </span><span>em Territórios Periféricos: O</span><span> Caso de São Miguel Paulista - </span><span><i>Mariana Almeida</i></span></li>
<li><span>Educação, Saúde e Progresso: D</span><span>iscursos sobre os Efeitos do Ambiente </span><span>no Desenvolvimento da Criança (1930-1980) - </span><span><i>Ana Laura Godinho Lima</i></span></li>
<li><span>Atenção Básica em Saúde em um Cenário </span><span>de Vulnerabilidade: Produção de Saúde </span><span>e Governança Informal do Tráfico - </span><i><span>Amanda Dourado Souza Akahosi Fernandes, </span><span>Sabrina Helena Ferigato, Massimiliano Minelli </span><span>e Thelma Simões Matsukura</span></i></li>
<li><span>A Promoção da Saúde na Atenção Básica: O</span><span> Papel do Setor Saúde, a Mudança C</span><span>omportamental e a Abordagem Individual - </span><i><span>Fabio Fortunato Brasil de Carvalho, </span><span>Marco Akerman e Simone Cynamon Cohen</span></i></li>
<li><span>Ciclovias, Atividade Física no Lazer </span><span>e Hipertensão Arterial: Um Estudo Longitudinal - </span><i><span>Alex Antonio Florindo, Guilherme Stefano - </span><span>Goulardins e Inaian Pignatti Teixeira</span></i></li>
<li><span>Entre Utopias Desejáveis e Realidades Possíveis: N</span><span>oções de Bem Viver na Atualidade - </span><i><span>Gabriel Castro Siqueira, Bruno Simões </span><span>Gonçalves e Alessandro de Oliveira dos Santos</span></i></li>
<li><span>Os Limites da Curatela e o Consentimento Livre </span><span>e Esclarecido da Pessoa com Deficiência - </span><i><span>Jussara Maria Leal de Meirelles </span><span>e Ana Paula Vasconcelos</span></i></li>
<li><span>Logística Reversa de Medicamentos no Brasil: U</span><span>ma Análise Socioambiental - </span><i><span>Sara Raquel L. B. de Lima, Viviane Souza </span><span>do Amaral e Julio Alejandro Navoni</span></i></li>
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<p><strong><span> </span><span>Segurança alimentar</span></strong></p>
<ul>
<li><span>Segurança Alimentar: Reflexões </span><span>sobre um Problema Complexo - </span><span><i>Semíramis Martins Álvares Domene et al.</i></span></li>
<li>Alimentação Saudável, Agricultura Urbana e Familiar -<i> </i><i>Ana Lydia Sawaya et al.</i></li>
<li><span>Nas Brechas do Cotidiano: Construindo R</span><span>eflexões sobre Práticas e Saberes Profissionais </span><span>a partir da Comida do Território - </span><i><span>Giulia de Arruda Maluf, Maria Paula </span><span>de Albuquerque, Maria Fernanda Petroli </span><span>Frutuoso e Bernardo Teixeira Cury</span></i></li>
<li><span>O Que Influencia os Flexitarianos </span><span>a Reduzir o Consumo de Carne no Brasil? - </span><i><span>Mariele Boscardin, Andrea Cristina Dorr, </span><span>Raquel Breitenbach e Janaína Balk Brandão</span></i></li>
</ul>
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<p><strong><span> </span><span>Cidades e Tecnologias</span></strong></p>
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<li><span>Adaptação às Mudanças Climáticas e Prevenção </span><span>a Desastres na Cidade de São Paulo - </span><i><span>Ana Maria de Oliveira Nusdeo, Andresa </span><span>Tatiana da Silva e Fernanda dos Santos Rotta</span></i></li>
<li><span>A Governança das Águas no Brasil: Q</span><span>ual o Papel dos Municípios? - </span><i><span>Valérie Nicollier, Asher Kiperstok </span><span>e Marcos Eduardo Cordeiro Bernardes</span></i></li>
<li><span>Soluções Baseadas na Natureza em Projetos </span><span>de Revitalização de Brownfields Urbanos: N</span><span>ovos Paradigmas para Problemas Urbanos - </span><i><span>Evandro Nogueira Kaam </span><span>e Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo</span></i></li>
<li><span>Sobre Foucault e o Urbanismo Brasileiro: U</span><span>ma Genealogia do Planejamento </span><span>(c. 1850s-1945) - </span><span><i>Joel Outtes</i></span></li>
<li><span>Cidades Cognitivas: Utopia Tecnológica </span><span>ou Revolução Urbana? - </span><span><i>Marcio Lobo Netto e João Francisco Justo</i></span></li>
<li><span>Intraempreendedorismo e Inovação </span><span>em Organizações Públicas: C</span><span>aso do Censo no Brasil - </span><i><span>Roberto Kern Gomes </span><span>e Magnus Luiz Emmendoerfer</span></i></li>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Nutrição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Nutrição e Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-10-23T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-108">
    <title>Precarização do trabalho e pensamento de Bosi são temas de Estudos Avançados 108</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-108</link>
    <description>Edição 108 da revista Estudos Avançadas traz o dossiê Trabalho e Exclusão e um conjunto de textos sobre o crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-108" alt="Capa de Estudos Avançados 108" class="image-right" title="Capa de Estudos Avançados 108" />As novas exigências profissionais e ocupacionais, a precarização do emprego e a supressão de direitos e garantias são os temas centrais do dossiê Trabalho e Exclusão do número 108 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n108/">versão digital </a>já está disponível, gratuitamente, na Scientific Electronic Library Online (SciELO). A versão impressa já está disponível para venda e entrega aos assinantes.</p>
<p>A edição traz também um conjunto de 11 textos sobre a atividade como crítico literário e pensador engajado de  <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> (1936-2021), que foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, membro da Academia Brasileira de Letras, diretor do IEA e editor da própria Estudos Avançados durante 30 anos.</p>
<p><strong>Paradoxo </strong></p>
<p>O editor da revista, Sergio Adorno, ressalta no editorial que, “de modo paralelo e paradoxal, as formas avançadas de organização do trabalho, representadas pela complexa digitalização da produção industrial, se articulam e convivem com a reinvenção da escravidão, que se acreditava banida com a emergência da sociedade moderna”.</p>
<p>Um exemplo da dinâmica como essa prática odiosa transcorre é relatado em artigo com os principais resultados de pesquisa sobre o trabalho escravo contemporâneo realizada em Açailândia, no Maranhão, a partir das narrativas de trabalhadores resgatados nessa condição.</p>
<p>Outra questão de extrema relevância abordada no dossiê é a análise das discussões que levaram à ratificação pelo Brasil, em 2018, da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do estabelecimento de condições dignas de trabalho para empregados domésticos, categoria que reúne mais de 7 milhões de trabalhadores no país.</p>
<p>Dois artigos tratam de impactos socioeconômicos de obras de infraestrutura e de distorções de cadeia produtiva. O primeiro caso é discutido em estudo sobre a adequação de moradores de uma praia no litoral do Pará à construção de uma rodovia no local. Outro artigo trata da manutenção de injustiças na cadeia de produção da castanha do Pará em quilombos na região de Alto Trombetas (PA).</p>
<p><strong>Literatura e sociedade</strong></p>
<p>Os ensaios sobre Bosi examinam especialmente aspectos de seu trabalho como crítico literário, articulados com preocupações sociais e políticas que sempre estiveram presente em sua trajetória. Não poderia ser diferente a composição de um dossiê sobre “um destacado humanista, [que] denunciou a violência e o uso abusivo do poder para buscar saídas que reconciliassem o conflito, próprio das relações humanas, com a solidariedade inerente à vida dos homens e mulheres comuns”, nas palavras de Adorno.</p>
<p>Ele destaca três conceitos presentes em trabalhos de Bosi discutidos no dossiê: resistência, ideologia e dialética. O primeiro é enfocado a partir de análise do poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e das reflexões de Bosi desde os anos 70, quando escreveu o ensaio “Poesia e Resistência”.</p>
<p>A questão é retomada em trabalho que articula literatura e cinema, valendo-se de filmes de Roberto Rosselini e Pier Paolo Pasolini, e está também em ensaio sobre o candomblé presente tanto no romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, quanto na adaptação cinematográfica da obra por Nelson Pereira dos Santos.</p>
<p>Traços da personalidade de Bosi e de sua paixão pela poesia são lembrados em texto que comenta seu livro “O Ser e o Tempo da Poesia”. Há também a identificação de uma abordagem psicanalítica do crítico em sua análise de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis.</p>
<p>As reflexões de Bosi e de outros críticos subsidiam trabalho sobre a posição crítica de Graciliano Ramos em relação ao chamado Romance de 30, conjunto de obras literárias produzido na segunda faze do Modernismo, entre 1930 e 1945.</p>
<p>O sentido e o funcionamento do conceito de dialética expresso por Bosi no livro “Dialética da Colonização” são discutidos em denso artigo que articula vários aspectos, como a recepção da obra pelo crítico Roberto Schwartz e “certa afinidade de interesses e procedimentos” com a espectropoética, abordagem filosófica e crítica desenvolvida por Jacques Derrida.</p>
<p>Outros ensaios tratam de trabalhos de Bosi sobre o conto como forma literária e sobre o posicionamento do poeta, enquanto intelectual, perante a guerra, tendo como referência o poema “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, e “España, Aparta de Mí esse Cáliz”, de César Vallejo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>A edição traz ainda resenhas de cinco livros: “Dar Corpo ao Impossível: O Sentido da Dialética a partir de Theodor Adorno” (Autêntica, 2019), de Vladimir Safatle; “Aspectos do Novo Radicalismo de Direita” (Editora Unesp, 2020), de Theodor Adorno; “Teatro Legislativo” (Editora 34, 2020), de Augusto Boal; “Imaginação como Presença: O Corpo e seus Afetos na Experiência Literária”, (Editora UFPR, 2020), de Lígia Gonçalves Diniz; e “Conversa Comigo” (Penalux, 2019), de Ricardo Ramos Filho.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 108 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
</h3>
<h3><strong>Sumário</strong></h3>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Trabalho e Exclusão</strong></p>
<ul>
<li>Nas Teias da Escravidão: As Percepções de Trabalhadores Resgatados de Situações de Trabalho Escravo no Maranhão - <i>Luciano Rodrigues Costa, Alessandra Gomes Mendes Tostes, Ana Pereira dos Santos </i><i>e Bráulio Figueiredo Alves da Silva</i></li>
<li>Memórias da Construção da Rodovia PA-458 de Bragança para Ajuruteua, Nordeste do Pará, Costa Amazônica Brasileira - <i>Zenúbia Oliveira Silva, Francisco Pereira de Oliveira e César Martins de Souza</i></li>
<li>Castanhais &amp; Quilombos do Alto Trombetas (PA): Uma Proposta de Justiça Socioambiental - <i>Felipe Souto Alves e Patrícia Chaves de Oliveira</i></li>
<li>A Convenção Nº189 da OIT: Notas sobre o Processo de Ratificação no Brasil - <i>Thays Monticelli e Alexandre Barbosa Fraga</i></li>
<li>Política Agrícola para o Agronegócio: Uso de Recursos Públicos em Benefício Indireto de Multinacionais Estrangeiras - <i>Graciella Corcioli e Gabriel da Silva Medina</i></li>
<li>Indígenas do Deserto: Beduínos do Negev. Congresso em Beer Sheva, 2000: O Futuro dos Povos Indígenas - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<ul>
<li>Pacto Fáustico e Resistência no Poema “A Máquina do Mundo” - <i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li>Alfredo Bosi: Duas Aproximações - <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Traços da Psicanálise “em Duas Figuras Machadianas” - <i>Cleusa Rios P. Passos</i></li>
<li>Tempos de Insônia – Graciliano Ramos e as Inflexões do Romance em 30 - <i>Erwin Torralbo Gimenez</i></li>
<li>Poesia e Guerra: Ação e Melancolia em Vallejo e Drummond - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Diferentes Formas da Poesia Resistência - <i>Fernando Baião Viotti</i></li>
<li>Dialéticas e Políticas Alteritárias na "Dialética da Colonização"<i> - Ravel Giordano Paz</i></li>
<li>Alfredo Bosi e as Formas Breves - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>Cristianismo Libertário e Redenção em Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini - <i>Paulo Roberto Ramos</i></li>
<li>Aganju, Xangô, Alapalá. Racismo religioso, Resistência e Justiça em "<i>Tenda dos Milagres" </i>(o Romance e o Filme) - <i>Soleni Biscouto Fressato</i></li>
<li>Cinema de Mulheres como Resistência à Ditadura a partir de uma Fonte de Pesquisa - <i>Ana Maria Veiga</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Dialética e Ação Política: Sobre o "Dar Corpo ao Impossível" de Vladimir Safatle - <i>Ronaldo Tadeu de Souza</i></li>
<li>Adorno, o Fascismo e as Aporias da Razão - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>O Que Torna o Governo Representativo Democrático? - <i>Gustavo Hessmann Dalaqua</i></li>
<li>Reflexões a partir de Aspectos Heideggerianos do Ensaio de Lígia Gonçalves Diniz - <i>Rafael Fava Belúzio</i></li>
<li>A Compreensão Feita de Diálogos e Silêncios - <i>Ieda Lebensztayn</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-10T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108">
    <title>Precarização do trabalho e pensamento de Bosi são temas de Estudos Avançados 108</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-108</link>
    <description>Edição 108 da revista Estudos Avançadas traz o dossiê Trabalho e Exclusão e um conjunto de textos sobre o crítico e historiador da literatura Alfredo Bosi.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-estudos-avancados-108" alt="Capa de Estudos Avançados 108" class="image-right" title="Capa de Estudos Avançados 108" />As novas exigências profissionais e ocupacionais, a precarização do emprego e a supressão de direitos e garantias são os temas centrais do dossiê Trabalho e Exclusão do número 108 da revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>, cuja <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n108/">versão digital </a>já está disponível, gratuitamente, na Scientific Electronic Library Online (SciELO). A versão impressa já está disponível para venda e entrega aos assinantes.</p>
<p>A edição traz também um conjunto de 11 textos sobre a atividade como crítico literário e pensador engajado de  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> (1936-2021), que foi professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, membro da Academia Brasileira de Letras, diretor do IEA e editor da própria Estudos Avançados durante 30 anos.</p>
<p><strong>Paradoxo </strong></p>
<p>O editor da revista, Sergio Adorno, ressalta no editorial que, “de modo paralelo e paradoxal, as formas avançadas de organização do trabalho, representadas pela complexa digitalização da produção industrial, se articulam e convivem com a reinvenção da escravidão, que se acreditava banida com a emergência da sociedade moderna”.</p>
<p>Um exemplo da dinâmica como essa prática odiosa transcorre é relatado em artigo com os principais resultados de pesquisa sobre o trabalho escravo contemporâneo realizada em Açailândia, no Maranhão, a partir das narrativas de trabalhadores resgatados nessa condição.</p>
<p>Outra questão de extrema relevância abordada no dossiê é a análise das discussões que levaram à ratificação pelo Brasil, em 2018, da Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho, que trata do estabelecimento de condições dignas de trabalho para empregados domésticos, categoria que reúne mais de 7 milhões de trabalhadores no país.</p>
<p>Dois artigos tratam de impactos socioeconômicos de obras de infraestrutura e de distorções de cadeia produtiva. O primeiro caso é discutido em estudo sobre a adequação de moradores de uma praia no litoral do Pará à construção de uma rodovia no local. Outro artigo trata da manutenção de injustiças na cadeia de produção da castanha do Pará em quilombos na região de Alto Trombetas (PA).</p>
<p><strong>Literatura e sociedade</strong></p>
<p>Os ensaios sobre Bosi examinam especialmente aspectos de seu trabalho como crítico literário, articulados com preocupações sociais e políticas que sempre estiveram presente em sua trajetória. Não poderia ser diferente a composição de um dossiê sobre “um destacado humanista, [que] denunciou a violência e o uso abusivo do poder para buscar saídas que reconciliassem o conflito, próprio das relações humanas, com a solidariedade inerente à vida dos homens e mulheres comuns”, nas palavras de Adorno.</p>
<p>Ele destaca três conceitos presentes em trabalhos de Bosi discutidos no dossiê: resistência, ideologia e dialética. O primeiro é enfocado a partir de análise do poema “A Máquina do Mundo”, de Carlos Drummond de Andrade, e das reflexões de Bosi desde os anos 70, quando escreveu o ensaio “Poesia e Resistência”.</p>
<p>A questão é retomada em trabalho que articula literatura e cinema, valendo-se de filmes de Roberto Rosselini e Pier Paolo Pasolini, e está também em ensaio sobre o candomblé presente tanto no romance “Tenda dos Milagres”, de Jorge Amado, quanto na adaptação cinematográfica da obra por Nelson Pereira dos Santos.</p>
<p>Traços da personalidade de Bosi e de sua paixão pela poesia são lembrados em texto que comenta seu livro “O Ser e o Tempo da Poesia”. Há também a identificação de uma abordagem psicanalítica do crítico em sua análise de “Memorial de Aires”, de Machado de Assis.</p>
<p>As reflexões de Bosi e de outros críticos subsidiam trabalho sobre a posição crítica de Graciliano Ramos em relação ao chamado Romance de 30, conjunto de obras literárias produzido na segunda faze do Modernismo, entre 1930 e 1945.</p>
<p>O sentido e o funcionamento do conceito de dialética expresso por Bosi no livro “Dialética da Colonização” são discutidos em denso artigo que articula vários aspectos, como a recepção da obra pelo crítico Roberto Schwartz e “certa afinidade de interesses e procedimentos” com a espectropoética, abordagem filosófica e crítica desenvolvida por Jacques Derrida.</p>
<p>Outros ensaios tratam de trabalhos de Bosi sobre o conto como forma literária e sobre o posicionamento do poeta, enquanto intelectual, perante a guerra, tendo como referência o poema “A Rosa do Povo”, de Carlos Drummond de Andrade, e “España, Aparta de Mí esse Cáliz”, de César Vallejo.</p>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<p>A edição traz ainda resenhas de cinco livros: “Dar Corpo ao Impossível: O Sentido da Dialética a partir de Theodor Adorno” (Autêntica, 2019), de Vladimir Safatle; “Aspectos do Novo Radicalismo de Direita” (Editora Unesp, 2020), de Theodor Adorno; “Teatro Legislativo” (Editora 34, 2020), de Augusto Boal; “Imaginação como Presença: O Corpo e seus Afetos na Experiência Literária”, (Editora UFPR, 2020), de Lígia Gonçalves Diniz; e “Conversa Comigo” (Penalux, 2019), de Ricardo Ramos Filho.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 108 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
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<h3><strong>Sumário</strong></h3>
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<p><strong>Trabalho e Exclusão</strong></p>
<ul>
<li>Nas Teias da Escravidão: As Percepções de Trabalhadores Resgatados de Situações de Trabalho Escravo no Maranhão - <i>Luciano Rodrigues Costa, Alessandra Gomes Mendes Tostes, Ana Pereira dos Santos </i><i>e Bráulio Figueiredo Alves da Silva</i></li>
<li>Memórias da Construção da Rodovia PA-458 de Bragança para Ajuruteua, Nordeste do Pará, Costa Amazônica Brasileira - <i>Zenúbia Oliveira Silva, Francisco Pereira de Oliveira e César Martins de Souza</i></li>
<li>Castanhais &amp; Quilombos do Alto Trombetas (PA): Uma Proposta de Justiça Socioambiental - <i>Felipe Souto Alves e Patrícia Chaves de Oliveira</i></li>
<li>A Convenção Nº189 da OIT: Notas sobre o Processo de Ratificação no Brasil - <i>Thays Monticelli e Alexandre Barbosa Fraga</i></li>
<li>Política Agrícola para o Agronegócio: Uso de Recursos Públicos em Benefício Indireto de Multinacionais Estrangeiras - <i>Graciella Corcioli e Gabriel da Silva Medina</i></li>
<li>Indígenas do Deserto: Beduínos do Negev. Congresso em Beer Sheva, 2000: O Futuro dos Povos Indígenas - <i>Betty Mindlin</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
<p><strong>Alfredo Bosi</strong></p>
<ul>
<li>Pacto Fáustico e Resistência no Poema “A Máquina do Mundo” - <i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li>Alfredo Bosi: Duas Aproximações - <i>Alcides Villaça</i></li>
<li>Traços da Psicanálise “em Duas Figuras Machadianas” - <i>Cleusa Rios P. Passos</i></li>
<li>Tempos de Insônia – Graciliano Ramos e as Inflexões do Romance em 30 - <i>Erwin Torralbo Gimenez</i></li>
<li>Poesia e Guerra: Ação e Melancolia em Vallejo e Drummond - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Diferentes Formas da Poesia Resistência - <i>Fernando Baião Viotti</i></li>
<li>Dialéticas e Políticas Alteritárias na "Dialética da Colonização"<i> - Ravel Giordano Paz</i></li>
<li>Alfredo Bosi e as Formas Breves - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>Cristianismo Libertário e Redenção em Roberto Rossellini e Pier Paolo Pasolini - <i>Paulo Roberto Ramos</i></li>
<li>Aganju, Xangô, Alapalá. Racismo religioso, Resistência e Justiça em "<i>Tenda dos Milagres" </i>(o Romance e o Filme) - <i>Soleni Biscouto Fressato</i></li>
<li>Cinema de Mulheres como Resistência à Ditadura a partir de uma Fonte de Pesquisa - <i>Ana Maria Veiga</i></li>
</ul>
<p><i> </i></p>
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<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Dialética e Ação Política: Sobre o "Dar Corpo ao Impossível" de Vladimir Safatle - <i>Ronaldo Tadeu de Souza</i></li>
<li>Adorno, o Fascismo e as Aporias da Razão - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>O Que Torna o Governo Representativo Democrático? - <i>Gustavo Hessmann Dalaqua</i></li>
<li>Reflexões a partir de Aspectos Heideggerianos do Ensaio de Lígia Gonçalves Diniz - <i>Rafael Fava Belúzio</i></li>
<li>A Compreensão Feita de Diálogos e Silêncios - <i>Ieda Lebensztayn</i></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-07-10T15:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/professor-sergio-adorno-e-diplomado-na-academia-brasileira-de-ciencias">
    <title>Sérgio Adorno é diplomado na Academia Brasileira de Ciências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/professor-sergio-adorno-e-diplomado-na-academia-brasileira-de-ciencias</link>
    <description>Sociólogo foi eleito no dia primeiro de dezembro de 2022</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a79e049a-7fff-1d72-f97f-e4182d381ff0"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">A diretoria da Academia Brasileira de Ciências (ABC) entrega hoje, no dia 10 de maio, o diploma de membro titular ao professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da Revista Estudos Avançados e membro do Conselho Deliberativo (CD) do IEA. A entrega, que é a última etapa do processo eleitoral, acontece durante a Reunião Magna da Academia, no Museu do Amanhã.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/cartografia-de-direitos-humanos-de-sao-paulo-lancamento-04-de-novembro-de-2014/cartografiadh-12.jpg/@@images/28c48a80-0eeb-4e69-b1cb-36e85b44b920.jpeg" alt="Sergio Adorno" class="image-right" title="Sergio Adorno" />Ex-diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Sérgio Adorno tem larga experiência na área de sociologia, com ênfase em sociologia política, atuando principalmente nos seguintes temas: violência, direitos humanos, criminalidade urbana, controle social e conflitos sociais. Formado em ciências sociais pela USP, fez doutorado em sociologia pela mesma universidade e pós-doutorado pelo Centre de Recherches Sociologiques sur le Droit et les Institutions Pénales (CESDIP), na França. No CD do IEA, ocupa a cadeira de membro vinculado ou não à USP, escolhido pelos membros do conselho, e com mandato até junho de 2023.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>A Academia Brasileira de Ciências é uma entidade fundada em 1916 que tem como objetivo contribuir para o estudo de temas importantes para a sociedade e visa dar subsídios científicos para a formulação de políticas públicas. Além disso, a ABC tem foco na interação entre os cientistas brasileiros e de outras nações.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>O processo eleitoral para integrar a Academia começa com o período de indicações pelos atuais membros, não sendo possível se auto indicar. Em seguida, os candidatos são avaliados e, em assembleia, os titulares elegem os novos ingressantes. Membros titulares ocupam o cargo de maneira permanente.</span></p>
<div style="text-align: left; "><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Conselho Deliberativo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-05-10T20:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-107-infraestrutura-e-antonio-candido">
    <title>Nova edição de Estudos Avançados analisa desigualdades a partir de infraestruturas urbanas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-107-infraestrutura-e-antonio-candido</link>
    <description>Edição 107 da revista Estudos Avançados (jan-abr/23) dedica seu dossiê principal ao tema "Infraestruturas Urbanas". O número tem ainda as seções "Presenças", "Atualidades" e "Resenhas".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-107" alt="Capa da revista Estudos Avançados 107" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 107" />Carências que ressaltam desigualdades da Região Metropolitana do Rio Janeiro são tema do dossiê de abertura da edição 107 da revista Estudos Avançados, já com a versão digital disponível na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n107/">SciELO</a>. Com o título "Infraestruturas Urbanas", os cinco estudos do conjunto debatem tanto o próprio conceito de "virada infraestrutural" nos estudos urbanos nas últimas duas décadas quanto aspectos ligados à precariedade do acesso à água, à gestão de resíduos, à distribuição da rede elétrica e à vida social relacionada com uma ciclovia. As autoras são das áreas de sociologia, antropologia e urbanismo.</p>
<p>De acordo com o editor da revista, Sérgio Adorno, o dossiê explora as novas dimensões das desigualdades sociais, "assim como põe em relevo, uma vez mais, o estrangulamento das políticas urbanas implementadas por diferentes gestões governamentais".</p>
<p>O artigo de Mariana Cavalcanti e Marcella Araújo, ambas de Uerj, discute a "virada estrutural" a partir das teorias e temporalidades da urbanização das cidades brasileiras. O objetivo, dizem, é apresentar ao debate internacional uma "visão panorâmica de discussões teóricas produzidas no Brasil, a partir de pesquisas etnográficas que há cinquenta anos tematizam a produção cotidiana das cidades".</p>
<p>A importância da água na vida cotidiana de mulheres moradoras de favelas e ocupações da cidade do Rio de Janeiro é analisada no estudo de Camila Pierobon, do Cebrap, e Camila Fernandes, da UFRJ. Por meio de pequenos eventos domésticos, de diálogos com moradores daqueles locais ou de descrições etnográficas mais extensas, as pesquisadoras mostram como "a água carrega a força do ordinário e é um dos objetos que permitem ver a potência e a vulnerabilidade que a vida diária carrega em termos de gênero, classe e raça".</p>
<p>A partir das mudanças infraestruturais nas favelas da capital fluminense, a urbanista Francesca Piló, da Universidade de Utrecht, Países Baixos, examina em seu artigo como a configuração de redes de eletricidade colabora na formatação do tecido urbano carioca em suas formas materiais e tecnológicas, discurso simbólico e práticas cotidianas. O texto identifica três maneiras como essa contribuição ocorre: 1) reordenamento do espaço urbano; 2) fragmentação urbana; e 3) práticas cotidianas de manipulação dos medidores e ligação direta à rede ("gatos").</p>
<p>O trabalho da socióloga Maria Raquel Passos Lima, da Uerj, adota os espaços dos lixões e aterros de resíduos, normalmente invisibilizados e estigmatizados, como foco de análise privilegiado para pensar a produção da cidade. Ela introduz o conceito de "infraestruturas residuais" como estratégia para esse exame. A partir do caso do fechamento do aterro de resíduos do Jardim Gramacho, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ela aborda "um processo de mudança infraestrutural ou desfazer de uma infraestrutura". A parte etnográfica corresponde ao trabalho de campo realizado durante a pesquisa de doutorado, quando ela acompanhou as atividades dos catadores de recicláveis durante 14 meses.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/desabamento-da-ciclovia-tim-maia/image" alt="Desabamento da Ciclovia Tim Maia" title="Desabamento da Ciclovia Tim Maia" height="264" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Desmoronamento de parte da Ciclovia Tim Maia em abril de 2016</dd>
</dl></p>
<p>Os efeitos na vida social da implantação da Ciclovia Tim Maia, na zona sul do Rio de Janeiro, é o tema do artigo da antropóloga Julia O'Donnell. Ela recorda que o equipamento foi saudado na sua inauguração, em 2016, por oferecer, além de novas alternativas de mobilidade urbana, novos enquadramentos para a paisagem da orla oceânica, combinação que o tornava um "elemento central de um projeto mais amplo de cidade, que tinha na harmonização entre homem e natureza um de seus eixos principais". Ao acompanhar o processo de idealização, construção e inauguração do equipamento e de seus sucessivos colapsos, o trabalho tem a intenção de discutir como esse caso peculiar permite refletir sobre aspectos importantes das infraestruturas urbanas a partir da antropologia.</p>
<p>Os nove artigos da seção "Presenças", a segunda da edição, traz textos de temas variados relacionados a história, educação, cultura e história da ciência. No primeiro deles, Milena Fernandes de Oliveira, analisa a maneira pela qual se apresentou a relação entre economia e história na obra de Gilberto Freyre, particularmente em "Casa-Grande &amp; Senzala" e "Sobrados e Mucambos".</p>
<p>Victor Santos Vigneron de la Jousselandière procurar identificar em seu trabalho as tensões que atravessam a obra do crítico Paulo Emílio Salles Gomes num período marcado pela emergência de uma nova produção cinematográfica e pelas discussões em torno do desenvolvimento econômico do país. A referência é a conferência "Cinema Brasileiro e Realidade Social", escrita pelo crítico no início dos anos 1960. A relação entre cinema e literatura presente no filme "La Flor" (2018), do cineasta argentino Mariano Llinás, é explorada no texto de Rogério de Almeida e Cesar Zamberlan, que pretende compreender as perspectivas interpretativas que emergem do filme e os modo como se relacionam com os recursos literários e cinematográficos utilizados por Llinás.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/antonio-candido-2-2/image" alt="Antonio Candido - 2" title="Antonio Candido - 2" height="347" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">O crítico Antonio Candido (1918-1917), cuja obra é analisada sob o ponto de vista de sua importância para a educação</dd>
</dl>As obras do crítico literário Antonio Candido e do pensador marxista peruano José Carlos Mariátegui são os temas dos artigos de Márcia Machado e Deni Alfaro Rubbo, respectivamente. Para Machado, não é exagerado afirmar que Candido forneceu importantes contribuições, subsídios e ferramentas teóricas para repensar a forma como tem sido concebido o processo de formação e construídas historicamente a educação e a universidade no Brasil. O trabalho de Rubbo faz uma avaliação crítica do livro "In the Red Corner: The Marxism of José Carlos Mariátegui", do historiador Mike Gonzales, para observar os alcances e lacunas da obra a partir da comparação com outros trabalhos.</p>
<p>Três artigos tratam de obras literárias específicas. Edinael Sanches Rocha empreende uma análise estilística de "Meu Tio o Iauaretê", de Guimarães Rosa, e procura identificar na cultura dos povos originários dados que possam estabelecer nexos de sentido com o conto. O estudo de Luan Felipe de Souza Junqueira e Fabio Scorsolini-Comin reflete, a partir da psicanálise winnicottiana (de Donald Woods Winnicott, 1896-1971), sobre o processo de adoecimento psíquico da personagem Laura do conto "A Imitação da Rosa", de Clarice Lispector. O relacionamento entre os personagens Dom Quixote, Sancho Pança e Dulcineia é o tema do artigo de Maria Augusta da Costa Vieira, cujo objetivo é entender as razões que levam o leitor a "admirar e respeitar intensamente um personagem, que, na sua essência, é um louco arrematado".</p>
<p>O fecho da seção é um estudo de Heráclio Tavares sobre a dimensão não verbal da prática científica. Ele examina ideias de diferentes autores e rascunhos de artigos e inscrições do físico César Lattes em seus cadernos de laboratório. Lattes foi um dos principais responsáveis pela observação experimental do decaimento do méson pi no méson ni. Tavares explica que parte desse processo se deu através do desenvolvimento, pelo cientista, da habilidade visual de percepção das formas dos traços deixados pelas partículas nos detectores.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-torto-arado/image" alt="Capa de &quot;Torto Arado&quot;" title="Capa de &quot;Torto Arado&quot;" height="303" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">''Torto Arado'', um dos livros resenhados na edição</dd>
</dl></p>
<p>O editor da revista destaca a oportunidade do artigo do físico e ambientalista José Goldemberg a respeito dos 30 anos da Convenção do Clima, que abre a seção "Atualidades". Os outros estudos da seção são sobre: as diferenças enunciativo-discursivas nas manifestações de rua no Brasil em 1983-84 e 2013; o desafio de integração ambiental e social da humanidade primitiva e contemporânea; a contextualização histórica das relações entre consumo, capitalismo e paixões humanas que moldaram a cultura do consumo contemporânea; e os discursos presentes em artigos sobre tatuagens publicados em periódicos brasileiros entre 1990 e 2020.</p>
<p>A edição se encerra com seis resenhas de livros, entre os quais "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior, resenhado por Winifred Knox e Miridan Britto Falci. Os outros textos tratam de livros sobre o interesse de afrodescendentes estadunidenses em conhecer as fortes conexões da Bahia com a África, a história das relações literárias e culturais entre Brasil e França, as características do processo revolucionário soviético até o stalinismo, a tipologia dos romances de formação e o desenvolvimento da inteligência artificial na China.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 107 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
<br />Sumário</h3>
<p><strong>Infraestruturas urbanas</strong></p>
<li>Autoconstrução e Produção da Cidade: Outra Genealogia dos Estudos de Infraestruturas Urbanas - <i>Mariana Cavalcanti e Marcella Araujo</i></li>
<li>Cuidar do Outro, Cuidar da Água: Gênero e Raça na Produção da Cidade - <i>Camila Pierobon e Camila Fernandes</i></li>
<li>Da “Ciclovista” à “Ciclovia da Morte”: A Vida Social de uma Infraestrutura Urbana - <i>Julia O’Donnell</i></li>
<li>Infraestruturas Residuais: Colonialismos na Gestão de Resíduos e a Política Catadora - <i>Maria Raquel Passos Lima</i></li>
<li>O Tecido Tecno-Político do Rio de Janeiro: Reflexões sobre a Infraestrutura de Eletricidade - <i>Francesca Pilo’</i></li>
<p><strong>Presenças</strong></p>
<li>Sobre a Interpretação Econômica da História em Gilberto Freyre (1933-1956) - <i>Milena Fernandes de Oliveira</i></li>
<li>“Cinema Brasileiro e Realidade Social”, de Paulo Emílio Salles Gomes - <i>Victor Santos Vigneron de la Jousselandière</i></li>
<li>"La Flor", de Mariano Llinás: O Cinema Reencontra a Literatura - <i>Rogério de Almeida e Cesar Zamberlan</i></li>
<li>Literatura, Formação e Educação na Obra de Antonio Candido: A Humanização do Homem - <i>Márcia Machado</i></li>
<li>Iauaretê, mais além: Novas Relações entre a Cultura dos Povos Originários e “Meu Tio o Iauaretê”, de João Guimarães Rosa - <i>Edinael Sanches Rocha</i></li>
<li>A Indizível Luminosidade da Loucura em “A Imitação da Rosa” - <i>Luan Felipe de Souza Junqueira e Fabio Scorsolini-Comin</i></li>
<li>Dom Quixote, Sancho Pança e Dulcineia - <i>Maria Augusta da Costa Vieira</i></li>
<li>Mariátegui em Debate: Fantasmas Marxistas e Horizontes Críticos - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>O Conhecimento não Verbal na História das Ciências: O Saber-Fazer de César Lattes - <i>Heráclio Tavares</i></li>
<p><strong>Atualidades</strong></p>
<li>Trinta Anos da Convenção do Clima - <i>José Goldemberg</i></li>
<li>Tensão Pós-Moderna em Manifestações de Rua no Brasil: Notas Dialógicas acerca da Assinatura Política - <i>Anderson Salvaterra Magalhães</i></li>
<li>Uma Concepção Integrativa de Humanidade - <i>Julio Aurelio Vianna Lopes</i></li>
<li>Dilemas Éticos na Cultura do Consumo: Antropoceno, Psicanálise e Capitalismo como Modo de Operação das Paixões - <i>Isleide Arruda Fontenelle</i></li>
<li>Tatuagem: Um Mapa Rizomático de um Tema de Pesquisa - <i>Valéria Cazetta</i></li>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<li>A Bahia como Destino Africano - <i>Nathalia Silva</i></li>
<li>"Torto Arado"<i> </i>e o Brasil Profundo - <i>Winifred Knox e Miridan Britto Falci</i></li>
<li>Espaço Literário e Cultural Franco-Brasileiro - <i>Marise Hansen</i></li>
<li>De Lenin a Stalin: Permanências e Rupturas - <i>Lincoln Secco</i></li>
<li>Romance de Formação: As Múltiplas Variações de um Gênero - <i>Klaus Eggensperger</i> </li>
<li>A Inteligência Artificial na Divisão Leste-Oeste - <i>Isadora Maria Roseiro Ruiz e Cristina Godoy Bernardo de Oliveira</i></li>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Fernando Frasão/Agência Brasil; Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Honorários</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infraestrutura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-03-20T11:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-107-infraestrutura-e-antonio-candido">
    <title>Nova edição de Estudos Avançados analisa desigualdades a partir de infraestruturas urbanas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-107-infraestrutura-e-antonio-candido</link>
    <description>Edição 107 da revista Estudos Avançados (jan-abr/23) dedica seu dossiê principal ao tema "Infraestruturas Urbanas". O número tem ainda as seções "Presenças", "Atualidades" e "Resenhas".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-107" alt="Capa da revista Estudos Avançados 107" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 107" />Carências que ressaltam desigualdades da Região Metropolitana do Rio Janeiro são tema do dossiê de abertura da edição 107 da revista Estudos Avançados, já com a versão digital disponível na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2023.v37n107/">SciELO</a>. Com o título "Infraestruturas Urbanas", os cinco estudos do conjunto debatem tanto o próprio conceito de "virada infraestrutural" nos estudos urbanos nas últimas duas décadas quanto aspectos ligados à precariedade do acesso à água, à gestão de resíduos, à distribuição da rede elétrica e à vida social relacionada com uma ciclovia. As autoras são das áreas de sociologia, antropologia e urbanismo.</p>
<p>De acordo com o editor da revista, Sérgio Adorno, o dossiê explora as novas dimensões das desigualdades sociais, "assim como põe em relevo, uma vez mais, o estrangulamento das políticas urbanas implementadas por diferentes gestões governamentais".</p>
<p>O artigo de Mariana Cavalcanti e Marcella Araújo, ambas de Uerj, discute a "virada estrutural" a partir das teorias e temporalidades da urbanização das cidades brasileiras. O objetivo, dizem, é apresentar ao debate internacional uma "visão panorâmica de discussões teóricas produzidas no Brasil, a partir de pesquisas etnográficas que há cinquenta anos tematizam a produção cotidiana das cidades".</p>
<p>A importância da água na vida cotidiana de mulheres moradoras de favelas e ocupações da cidade do Rio de Janeiro é analisada no estudo de Camila Pierobon, do Cebrap, e Camila Fernandes, da UFRJ. Por meio de pequenos eventos domésticos, de diálogos com moradores daqueles locais ou de descrições etnográficas mais extensas, as pesquisadoras mostram como "a água carrega a força do ordinário e é um dos objetos que permitem ver a potência e a vulnerabilidade que a vida diária carrega em termos de gênero, classe e raça".</p>
<p>A partir das mudanças infraestruturais nas favelas da capital fluminense, a urbanista Francesca Piló, da Universidade de Utrecht, Países Baixos, examina em seu artigo como a configuração de redes de eletricidade colabora na formatação do tecido urbano carioca em suas formas materiais e tecnológicas, discurso simbólico e práticas cotidianas. O texto identifica três maneiras como essa contribuição ocorre: 1) reordenamento do espaço urbano; 2) fragmentação urbana; e 3) práticas cotidianas de manipulação dos medidores e ligação direta à rede ("gatos").</p>
<p>O trabalho da socióloga Maria Raquel Passos Lima, da Uerj, adota os espaços dos lixões e aterros de resíduos, normalmente invisibilizados e estigmatizados, como foco de análise privilegiado para pensar a produção da cidade. Ela introduz o conceito de "infraestruturas residuais" como estratégia para esse exame. A partir do caso do fechamento do aterro de resíduos do Jardim Gramacho, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, ela aborda "um processo de mudança infraestrutural ou desfazer de uma infraestrutura". A parte etnográfica corresponde ao trabalho de campo realizado durante a pesquisa de doutorado, quando ela acompanhou as atividades dos catadores de recicláveis durante 14 meses.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/desabamento-da-ciclovia-tim-maia/image" alt="Desabamento da Ciclovia Tim Maia" title="Desabamento da Ciclovia Tim Maia" height="264" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Desmoronamento de parte da Ciclovia Tim Maia em abril de 2016</dd>
</dl></p>
<p>Os efeitos na vida social da implantação da Ciclovia Tim Maia, na zona sul do Rio de Janeiro, é o tema do artigo da antropóloga Julia O'Donnell. Ela recorda que o equipamento foi saudado na sua inauguração, em 2016, por oferecer, além de novas alternativas de mobilidade urbana, novos enquadramentos para a paisagem da orla oceânica, combinação que o tornava um "elemento central de um projeto mais amplo de cidade, que tinha na harmonização entre homem e natureza um de seus eixos principais". Ao acompanhar o processo de idealização, construção e inauguração do equipamento e de seus sucessivos colapsos, o trabalho tem a intenção de discutir como esse caso peculiar permite refletir sobre aspectos importantes das infraestruturas urbanas a partir da antropologia.</p>
<p>Os nove artigos da seção "Presenças", a segunda da edição, traz textos de temas variados relacionados a história, educação, cultura e história da ciência. No primeiro deles, Milena Fernandes de Oliveira, analisa a maneira pela qual se apresentou a relação entre economia e história na obra de Gilberto Freyre, particularmente em "Casa-Grande &amp; Senzala" e "Sobrados e Mucambos".</p>
<p>Victor Santos Vigneron de la Jousselandière procurar identificar em seu trabalho as tensões que atravessam a obra do crítico Paulo Emílio Salles Gomes num período marcado pela emergência de uma nova produção cinematográfica e pelas discussões em torno do desenvolvimento econômico do país. A referência é a conferência "Cinema Brasileiro e Realidade Social", escrita pelo crítico no início dos anos 1960. A relação entre cinema e literatura presente no filme "La Flor" (2018), do cineasta argentino Mariano Llinás, é explorada no texto de Rogério de Almeida e Cesar Zamberlan, que pretende compreender as perspectivas interpretativas que emergem do filme e os modo como se relacionam com os recursos literários e cinematográficos utilizados por Llinás.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/antonio-candido-2-2/image" alt="Antonio Candido - 2" title="Antonio Candido - 2" height="347" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">O crítico Antonio Candido (1918-1917), cuja obra é analisada sob o ponto de vista de sua importância para a educação</dd>
</dl>As obras do crítico literário Antonio Candido e do pensador marxista peruano José Carlos Mariátegui são os temas dos artigos de Márcia Machado e Deni Alfaro Rubbo, respectivamente. Para Machado, não é exagerado afirmar que Candido forneceu importantes contribuições, subsídios e ferramentas teóricas para repensar a forma como tem sido concebido o processo de formação e construídas historicamente a educação e a universidade no Brasil. O trabalho de Rubbo faz uma avaliação crítica do livro "In the Red Corner: The Marxism of José Carlos Mariátegui", do historiador Mike Gonzales, para observar os alcances e lacunas da obra a partir da comparação com outros trabalhos.</p>
<p>Três artigos tratam de obras literárias específicas. Edinael Sanches Rocha empreende uma análise estilística de "Meu Tio o Iauaretê", de Guimarães Rosa, e procura identificar na cultura dos povos originários dados que possam estabelecer nexos de sentido com o conto. O estudo de Luan Felipe de Souza Junqueira e Fabio Scorsolini-Comin reflete, a partir da psicanálise winnicottiana (de Donald Woods Winnicott, 1896-1971), sobre o processo de adoecimento psíquico da personagem Laura do conto "A Imitação da Rosa", de Clarice Lispector. O relacionamento entre os personagens Dom Quixote, Sancho Pança e Dulcineia é o tema do artigo de Maria Augusta da Costa Vieira, cujo objetivo é entender as razões que levam o leitor a "admirar e respeitar intensamente um personagem, que, na sua essência, é um louco arrematado".</p>
<p>O fecho da seção é um estudo de Heráclio Tavares sobre a dimensão não verbal da prática científica. Ele examina ideias de diferentes autores e rascunhos de artigos e inscrições do físico César Lattes em seus cadernos de laboratório. Lattes foi um dos principais responsáveis pela observação experimental do decaimento do méson pi no méson ni. Tavares explica que parte desse processo se deu através do desenvolvimento, pelo cientista, da habilidade visual de percepção das formas dos traços deixados pelas partículas nos detectores.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-torto-arado/image" alt="Capa de &quot;Torto Arado&quot;" title="Capa de &quot;Torto Arado&quot;" height="303" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">''Torto Arado'', um dos livros resenhados na edição</dd>
</dl></p>
<p>O editor da revista destaca a oportunidade do artigo do físico e ambientalista José Goldemberg a respeito dos 30 anos da Convenção do Clima, que abre a seção "Atualidades". Os outros estudos da seção são sobre: as diferenças enunciativo-discursivas nas manifestações de rua no Brasil em 1983-84 e 2013; o desafio de integração ambiental e social da humanidade primitiva e contemporânea; a contextualização histórica das relações entre consumo, capitalismo e paixões humanas que moldaram a cultura do consumo contemporânea; e os discursos presentes em artigos sobre tatuagens publicados em periódicos brasileiros entre 1990 e 2020.</p>
<p>A edição se encerra com seis resenhas de livros, entre os quais "Torto Arado", de Itamar Vieira Junior, resenhado por Winifred Knox e Miridan Britto Falci. Os outros textos tratam de livros sobre o interesse de afrodescendentes estadunidenses em conhecer as fortes conexões da Bahia com a África, a história das relações literárias e culturais entre Brasil e França, as características do processo revolucionário soviético até o stalinismo, a tipologia dos romances de formação e o desenvolvimento da inteligência artificial na China.</p>
<p><strong><i>Os exemplares impressos da edição 107 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) devem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<h3>
<hr />
<br />Sumário</h3>
<p><strong>Infraestruturas urbanas</strong></p>
<li>Autoconstrução e Produção da Cidade: Outra Genealogia dos Estudos de Infraestruturas Urbanas - <i>Mariana Cavalcanti e Marcella Araujo</i></li>
<li>Cuidar do Outro, Cuidar da Água: Gênero e Raça na Produção da Cidade - <i>Camila Pierobon e Camila Fernandes</i></li>
<li>Da “Ciclovista” à “Ciclovia da Morte”: A Vida Social de uma Infraestrutura Urbana - <i>Julia O’Donnell</i></li>
<li>Infraestruturas Residuais: Colonialismos na Gestão de Resíduos e a Política Catadora - <i>Maria Raquel Passos Lima</i></li>
<li>O Tecido Tecno-Político do Rio de Janeiro: Reflexões sobre a Infraestrutura de Eletricidade - <i>Francesca Pilo’</i></li>
<p><strong>Presenças</strong></p>
<li>Sobre a Interpretação Econômica da História em Gilberto Freyre (1933-1956) - <i>Milena Fernandes de Oliveira</i></li>
<li>“Cinema Brasileiro e Realidade Social”, de Paulo Emílio Salles Gomes - <i>Victor Santos Vigneron de la Jousselandière</i></li>
<li>"La Flor", de Mariano Llinás: O Cinema Reencontra a Literatura - <i>Rogério de Almeida e Cesar Zamberlan</i></li>
<li>Literatura, Formação e Educação na Obra de Antonio Candido: A Humanização do Homem - <i>Márcia Machado</i></li>
<li>Iauaretê, mais além: Novas Relações entre a Cultura dos Povos Originários e “Meu Tio o Iauaretê”, de João Guimarães Rosa - <i>Edinael Sanches Rocha</i></li>
<li>A Indizível Luminosidade da Loucura em “A Imitação da Rosa” - <i>Luan Felipe de Souza Junqueira e Fabio Scorsolini-Comin</i></li>
<li>Dom Quixote, Sancho Pança e Dulcineia - <i>Maria Augusta da Costa Vieira</i></li>
<li>Mariátegui em Debate: Fantasmas Marxistas e Horizontes Críticos - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>O Conhecimento não Verbal na História das Ciências: O Saber-Fazer de César Lattes - <i>Heráclio Tavares</i></li>
<p><strong>Atualidades</strong></p>
<li>Trinta Anos da Convenção do Clima - <i>José Goldemberg</i></li>
<li>Tensão Pós-Moderna em Manifestações de Rua no Brasil: Notas Dialógicas acerca da Assinatura Política - <i>Anderson Salvaterra Magalhães</i></li>
<li>Uma Concepção Integrativa de Humanidade - <i>Julio Aurelio Vianna Lopes</i></li>
<li>Dilemas Éticos na Cultura do Consumo: Antropoceno, Psicanálise e Capitalismo como Modo de Operação das Paixões - <i>Isleide Arruda Fontenelle</i></li>
<li>Tatuagem: Um Mapa Rizomático de um Tema de Pesquisa - <i>Valéria Cazetta</i></li>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<li>A Bahia como Destino Africano - <i>Nathalia Silva</i></li>
<li>"Torto Arado"<i> </i>e o Brasil Profundo - <i>Winifred Knox e Miridan Britto Falci</i></li>
<li>Espaço Literário e Cultural Franco-Brasileiro - <i>Marise Hansen</i></li>
<li>De Lenin a Stalin: Permanências e Rupturas - <i>Lincoln Secco</i></li>
<li>Romance de Formação: As Múltiplas Variações de um Gênero - <i>Klaus Eggensperger</i> </li>
<li>A Inteligência Artificial na Divisão Leste-Oeste - <i>Isadora Maria Roseiro Ruiz e Cristina Godoy Bernardo de Oliveira</i></li>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Fernando Frasão/Agência Brasil; Mauro Bellesa/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Honorários</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infraestrutura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-03-20T11:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/eleicoes-brasileiras-e-governanca-florestal-sao-temas-da-edicao-106-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Eleições brasileiras e governança florestal são temas do número 106 da revista "Estudos Avançados"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/eleicoes-brasileiras-e-governanca-florestal-sao-temas-da-edicao-106-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a7225344-7fff-7568-60be-d8e2820ce029"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-106" alt="Capa da Revista Estudos Avançados no. 106" class="image-right" title="Capa da Revista Estudos Avançados no. 106" />Com destaque para as eleições no Brasil e o tema da governança florestal, a edição 106 da revista Estudos Avançados é lançada este mês, e sua versão digital está disponível na <a class="external-link" href="https://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420220003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">plataforma SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte, "Dossiê eleições", traz artigos que se baseiam em investigações no campo das ciências políticas para abordar a história eleitoral brasileira. "Os artigos exploram inquietações presentes na opinião pública, no debate midiático e na agenda de política, tanto nacional como regional e local", explica o editor Sérgio Adorno.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Três temas da maior relevância, segundo Adorno, estão presentes na edição: pesquisas eleitorais, programas das candidaturas e os fundamentos ideológicos do bolsonarismo. </span></p>
<p dir="ltr"><span>As tendências e desempenhos das pesquisas eleitorais foram analisadas por Fernando Meireles, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e Guilherme Russo, </span><span>lecturer </span><span>na Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em estimativas de pesquisas realizadas entre 2012 e 2020. Já Bruno Wilhelm Speck, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofa, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, no artigo "Partidos dominam registro de candidaturas, lideranças conectam melhor com o eleitorado", avaliou que lideranças políticas são capazes de fidelizar os eleitores mais do que os partidos, a partir de dados sobre as eleições para prefeitos realizadas entre 2000 e 2020. Ainda, Lucio Rennó, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), analisou os componentes ideológicos do eleitor que apoia Jair Bolsonaro baseados em preferências sobre temas políticos no artigo "Bolsonarismo e as eleições de 2022".</span></p>
<p dir="ltr"><span>No texto "O Brasil é realmente um país polarizado? Análise das eleições presidenciais", Antonio Carlos Alkmim, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Sonia Luiza Terron, doutora em Ciência Política, usaram as oito eleições presidenciais brasileiras no período pós-ditadura militar como objeto de análise. "A polarização geográfica entre o primeiro e o segundo colocado é uma característica das eleições presidenciais brasileiras desde 1989 até 2018. Varia o sentido, a intensidade e a geografia do confronto, mas ela está presente em todas as eleições", apontam</span></p>
<p dir="ltr"><span>As reformas eleitorais enquanto reflexos do amadurecimento do sistema político brasileiro após a Constituição de 1988 foram abordadas por Arthur Fisch e Lara Mesquita, pesquisadores do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp) da FGV, que exploraram as mudanças no sistema proporcional e de financiamento eleitoral. Para eles, "é importante estar atento a tais mudanças para que o sistema evolua de forma a consolidar os ganhos da democracia".</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outras contribuições ainda abordaram as percepções dos eleitores brasileiros sobre os partidos políticos desde o processo de redemocratização e o financiamento de campanhas </span><span>e desempenho das mulheres nas eleições brasileiras.</span></p>
<p dir="ltr"><span>"Se, por um lado, recentes inovações legislativas têm produzido impactos positivos, por outro, ainda assim reações conservadoras têm mitigado conquistas e mantido representação predominantemente masculina", diz Sérgio Adorno sobre reformas e igualdade de gênero na arena eleitoral brasileira nas três últimas décadas.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Governança florestal</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o artigo que abre o segundo dossiê, governança florestal é um tema estratégico para a revista desde a </span><a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/1990.v4n9/"><span>publicação do número 9</span></a><span> sobre o Projeto Floram – Florestas para o Meio Ambiente (1990), liderado pelo professor Aziz Ab’Saber, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Seus artigos trazem subsídios para uma reflexão sobre o avanço no campo da governança florestal no Brasil e as perspectivas globais no campo da governança ambiental e climática feitas nesta edição.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para falar da legislação florestal brasileira, o artigo de Paulo Eduardo dos Santos Massoca, pesquisador associado ao Center for the Analysis of Social-Ecological Landscapes (Casel) da Universidade de Indiana, e de Eduardo Sonnewend Brondízio, do Departamento de Antropologia da Universidade de Indiana, parte de um exame das narrativas sobre os valores de árvores e florestas nas leis desde o século XVI – com sua recente revalorização e o conflito de interesses opostos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na sequência, o artigo "Fundamentalismo sectário impede o fortalecimento da economia da sociobiodiversidade", de Ricardo Abramovay, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, explora as raízes ideológicas e culturais dos incentivos à destruição florestal, e apresenta forças que buscam se contrapor às atuais políticas federais e iniciativas com o potencial de abrir caminho a uma economia da sociobiodiversidade florestal.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os demais artigos abordam temas como as reações e resistências lideradas por associações da sociedade civil e por força de coalizões e plataformas multissetoriais; inovações socioecológicas que conformam relações sociais que têm a comunidade local como protagonista; e uma análise dos destaques do Web-Seminário "Construindo Diálogos sobre Governança Florestal".</span></p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" nº 106</span></h3>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê Eleições</strong></span></p>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>O Brasil é realmente um país polarizado? Análise das eleições presidenciais de 1989 a 2018 - Antonio Carlos Alkmim e Sonia Luiza Terron</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Reformas eleitorais no Brasil contemporâneo: mudanças no sistema proporcional e de financiamento eleitoral -</span><span> Arthur Fisch e Lara Mesquista</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Para onde foram os partidos na opinião pública? As percepções sobre os partidos políticos na redemocratização no Brasil - </span><span>Rachel Meneguello e Oswaldo E. do Amaral</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Partidos dominam registro de candidaturas, lideranças conectam melhor com o eleitorado -</span><span> Bruno Wilhelm Speck</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Financiamento de campanhas e desempenho eleitoral das mulheres nas eleições brasileiras (1998-2020) - </span><span>Vitor de Moraes Peixoto, Larissa Martins Marques e Leandro Molhano Ribeiro</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Pesquisas eleitorais no Brasil: Tendências e desempenho - </span><span>Fernando Meireles e Guilherme Russo</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Esquerda, direita e eleições presidenciais no Brasil - </span><span>Gabriela Tarouco</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Bolsonarismo e as eleições de 2022 - </span><span>Lucio Rennó</span></p>
</li>
</ul>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span><strong>Governança Florestal</strong></span></p>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Governança florestal: três décadas de avanços - </span><span>Cristina Adams, Luciana Gomes de Araujo e Liviam E. Cordeiro-Beduschi</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Protegemos quando valorizamos: história da legislação florestal brasileira - </span><span>Paulo Eduardo dos Santos Massoca e Eduardo Sonnewend Brondízio</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Fundamentalismo sectário impede o fortalecimento da economia da sociobiodiversidade - </span><span>Ricardo Abramovay</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Experiências de governança da restauração de ecossistemas e paisagens no Brasil - </span><span>Robin L. Chazdon, Rafael B. Chaves, Miguel Calmon, Ludmila Pugliese de Siqueira e Rodrigo G. Prates Junqueira</span></p>
</li>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Casos brasileiros de Restauração Socioinovadora de Paisagens - </span><span>Aurélio Padovezi, Jordano Roma, Daniela Coura, Lucas Antunes da Silva, Marina Campos, Patrick Ayrivie de Assumpção e Laura Secco</span></p>
</li>
</ul>
<ul>
<li dir="ltr" style="list-style-type: disc; ">
<p dir="ltr"><span>Ação coletiva multinível e inovação socioecológica na governança florestal - </span><span>Liviam E. Cordeiro-Beduschi, Cristina Adams, Luciana Gomes de Araujo, Aurelio Padovezi, Jordano Roma Buzati, Marcus Vinícius Chamon Schmidt e Raquel Rodrigues dos Santos</span></p>
</li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Eleições</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-10-31T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/eleicoes-brasileiras-e-governanca-florestal-sao-temas-da-edicao-106-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Eleições brasileiras e governança florestal são temas do número 106 da revista "Estudos Avançados"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/eleicoes-brasileiras-e-governanca-florestal-sao-temas-da-edicao-106-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a7225344-7fff-7568-60be-d8e2820ce029"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-106" alt="Capa da Revista Estudos Avançados no. 106" class="image-right" title="Capa da Revista Estudos Avançados no. 106" />Com destaque para as eleições no Brasil e o tema da governança florestal, a edição 106 da revista Estudos Avançados é lançada este mês, e sua versão digital está disponível na <a class="external-link" href="https://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420220003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">plataforma SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte, "Dossiê eleições", traz artigos que se baseiam em investigações no campo das ciências políticas para abordar a história eleitoral brasileira. "Os artigos exploram inquietações presentes na opinião pública, no debate midiático e na agenda de política, tanto nacional como regional e local", explica o editor Sérgio Adorno.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Três temas da maior relevância, segundo Adorno, estão presentes na edição: pesquisas eleitorais, programas das candidaturas e os fundamentos ideológicos do bolsonarismo. </span></p>
<p dir="ltr"><span>As tendências e desempenhos das pesquisas eleitorais foram analisadas por Fernando Meireles, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), e Guilherme Russo, </span><span>lecturer </span><span>na Escola de Economia de São Paulo (EESP) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em estimativas de pesquisas realizadas entre 2012 e 2020. Já Bruno Wilhelm Speck, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofa, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, no artigo "Partidos dominam registro de candidaturas, lideranças conectam melhor com o eleitorado", avaliou que lideranças políticas são capazes de fidelizar os eleitores mais do que os partidos, a partir de dados sobre as eleições para prefeitos realizadas entre 2000 e 2020. Ainda, Lucio Rennó, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), analisou os componentes ideológicos do eleitor que apoia Jair Bolsonaro baseados em preferências sobre temas políticos no artigo "Bolsonarismo e as eleições de 2022".</span></p>
<p dir="ltr"><span>No texto "O Brasil é realmente um país polarizado? Análise das eleições presidenciais", Antonio Carlos Alkmim, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e Sonia Luiza Terron, doutora em Ciência Política, usaram as oito eleições presidenciais brasileiras no período pós-ditadura militar como objeto de análise. "A polarização geográfica entre o primeiro e o segundo colocado é uma característica das eleições presidenciais brasileiras desde 1989 até 2018. Varia o sentido, a intensidade e a geografia do confronto, mas ela está presente em todas as eleições", apontam</span></p>
<p dir="ltr"><span>As reformas eleitorais enquanto reflexos do amadurecimento do sistema político brasileiro após a Constituição de 1988 foram abordadas por Arthur Fisch e Lara Mesquita, pesquisadores do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp) da FGV, que exploraram as mudanças no sistema proporcional e de financiamento eleitoral. Para eles, "é importante estar atento a tais mudanças para que o sistema evolua de forma a consolidar os ganhos da democracia".</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outras contribuições ainda abordaram as percepções dos eleitores brasileiros sobre os partidos políticos desde o processo de redemocratização e o financiamento de campanhas </span><span>e desempenho das mulheres nas eleições brasileiras.</span></p>
<p dir="ltr"><span>"Se, por um lado, recentes inovações legislativas têm produzido impactos positivos, por outro, ainda assim reações conservadoras têm mitigado conquistas e mantido representação predominantemente masculina", diz Sérgio Adorno sobre reformas e igualdade de gênero na arena eleitoral brasileira nas três últimas décadas.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Governança florestal</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o artigo que abre o segundo dossiê, governança florestal é um tema estratégico para a revista desde a </span><a href="https://www.scielo.br/j/ea/i/1990.v4n9/"><span>publicação do número 9</span></a><span> sobre o Projeto Floram – Florestas para o Meio Ambiente (1990), liderado pelo professor Aziz Ab’Saber, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Seus artigos trazem subsídios para uma reflexão sobre o avanço no campo da governança florestal no Brasil e as perspectivas globais no campo da governança ambiental e climática feitas nesta edição.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para falar da legislação florestal brasileira, o artigo de Paulo Eduardo dos Santos Massoca, pesquisador associado ao Center for the Analysis of Social-Ecological Landscapes (Casel) da Universidade de Indiana, e de Eduardo Sonnewend Brondízio, do Departamento de Antropologia da Universidade de Indiana, parte de um exame das narrativas sobre os valores de árvores e florestas nas leis desde o século XVI – com sua recente revalorização e o conflito de interesses opostos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na sequência, o artigo "Fundamentalismo sectário impede o fortalecimento da economia da sociobiodiversidade", de Ricardo Abramovay, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, explora as raízes ideológicas e culturais dos incentivos à destruição florestal, e apresenta forças que buscam se contrapor às atuais políticas federais e iniciativas com o potencial de abrir caminho a uma economia da sociobiodiversidade florestal.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os demais artigos abordam temas como as reações e resistências lideradas por associações da sociedade civil e por força de coalizões e plataformas multissetoriais; inovações socioecológicas que conformam relações sociais que têm a comunidade local como protagonista; e uma análise dos destaques do Web-Seminário "Construindo Diálogos sobre Governança Florestal".</span></p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" nº 106</span></h3>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê Eleições</strong></span></p>
<ul>
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<p dir="ltr"><span>O Brasil é realmente um país polarizado? Análise das eleições presidenciais de 1989 a 2018 - Antonio Carlos Alkmim e Sonia Luiza Terron</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Reformas eleitorais no Brasil contemporâneo: mudanças no sistema proporcional e de financiamento eleitoral -</span><span> Arthur Fisch e Lara Mesquista</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Para onde foram os partidos na opinião pública? As percepções sobre os partidos políticos na redemocratização no Brasil - </span><span>Rachel Meneguello e Oswaldo E. do Amaral</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Partidos dominam registro de candidaturas, lideranças conectam melhor com o eleitorado -</span><span> Bruno Wilhelm Speck</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Financiamento de campanhas e desempenho eleitoral das mulheres nas eleições brasileiras (1998-2020) - </span><span>Vitor de Moraes Peixoto, Larissa Martins Marques e Leandro Molhano Ribeiro</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Pesquisas eleitorais no Brasil: Tendências e desempenho - </span><span>Fernando Meireles e Guilherme Russo</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Esquerda, direita e eleições presidenciais no Brasil - </span><span>Gabriela Tarouco</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Bolsonarismo e as eleições de 2022 - </span><span>Lucio Rennó</span></p>
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<p dir="ltr"><span><strong>Governança Florestal</strong></span></p>
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<p dir="ltr"><span>Governança florestal: três décadas de avanços - </span><span>Cristina Adams, Luciana Gomes de Araujo e Liviam E. Cordeiro-Beduschi</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Experiências de governança da restauração de ecossistemas e paisagens no Brasil - </span><span>Robin L. Chazdon, Rafael B. Chaves, Miguel Calmon, Ludmila Pugliese de Siqueira e Rodrigo G. Prates Junqueira</span></p>
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<p dir="ltr"><span>Casos brasileiros de Restauração Socioinovadora de Paisagens - </span><span>Aurélio Padovezi, Jordano Roma, Daniela Coura, Lucas Antunes da Silva, Marina Campos, Patrick Ayrivie de Assumpção e Laura Secco</span></p>
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</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Eleições</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-10-31T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-do-iea-carlos-nobre-conceicao-evaristo-e-sabaticos-integram-programacao-do-usp-pensa-brasil">
    <title>Revista "Estudos Avançados" e pesquisadores do IEA integram programação do USP Pensa Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-do-iea-carlos-nobre-conceicao-evaristo-e-sabaticos-integram-programacao-do-usp-pensa-brasil</link>
    <description>Atividades acontecem de 29 de agosto a 2 de setembro, no auditório István Jancsó, localizado na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A programação do <a class="external-link" href="https://www.pensabrasil.usp.br/site/capa">USP Pensa Brasil</a> terá participação de pesquisadores do IEA e dois eventos diretamente relacionados às pesquisas do Instituto. Todas as atividades acontecerão no auditório István Jancsó, localizado na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária.<span> </span></p>
<p>Às <strong>19h15 de 1° de setembro</strong>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisadores-colaboradores/carlos_afonso_nobre" class="external-link">Carlos Nobre</a>, pesquisador colaborador do IEA, fará a conferência “Antropoceno e o novo paradigma ambiental brasileiro”. No <strong>dia 2, às 20h30</strong>, a escritora <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/titulares-da-catedra" class="external-link">Conceição Evaristo</a>, titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, participará do debate que sucede a conferência “Impasses da cultura moderna no Brasil”.<span> </span></p>
<p>Também no <strong>dia 2, às 14h</strong>, <a href="https://www.iea.usp.br/iea/organizacao/diretoria" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, diretor do IEA, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, editor da revista <i>Estudos Avançados, </i>integrarão o painel "USP nos 200 anos da Independência e 100 anos da Semana de 22". As falas serão subsidiadas pelos números 104 (janeiro-abril, 2022) e 105 (maio-agosto, 2022) do periódico, que trouxeram os dossiês "<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-104-estudos-avancados?searchterm=modernismo">Centenário do modernismo</a>" e "<a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos">Bicentenário da Independência</a>".<span> </span></p>
<p>Adorno tratará do que se pretendeu quando a editoria dedicou uma edição ao "centenário de um dos mais importantes movimentos da cultura brasileira" (a Semana de 22), e reuniu, em outra, 12 contribuições inéditas abordando recortes temáticos variados da vida social e política da sociedade nacional, sob a rubrica "Bicentenário da Independência".<span> </span></p>
<p>Os professores Eduardo Jardim, da PUC-Rio, e Carlos Zeron, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, comentarão como se deu o trabalho de curadoria que realizaram nestes dois dossiês.<span> </span></p>
<p>De <strong>30 a 1° de setembro</strong>, os pesquisadores que participam do Programa Ano Sabático do IEA em 2022 coordenarão mesas temáticas nas "Jornadas Investigativas Contemporâneas". Conheça <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seminarios-sabaticos-2022" class="external-link">cada atividade</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-25T15:28:26Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-105">
    <title>Dossiê da nova edição de Estudos Avançados discute desafios e impasses do Brasil independente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-105</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-edicao-105-da-revista-estudos-avancados" alt="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" class="image-right" title="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" />A análise de temas relevantes da vida social e política brasileira nos últimos dois séculos é o aspecto central do dossiê "Bicentenário da Independência", presente no nº 105 da revista Estudos Avançados, publicação quadrimestral do IEA [v. <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-105#sumario" class="external-link">sumário</a>]. A versão online da edição já está disponível, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n105/">Scientific Electronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa será lançada em breve.</p>
<p><span>Apesar de o conjunto de textos não ter o propósito de rever a historiografia da Independência nem preencher lacunas apontadas por historiadores e outros cientistas sociais, aspectos desse tipo também estão presentes nos artigos, afirma o editor, o sociólogo Sérgio Adorno.</span></p>
<p><span> </span><span>A curadoria do dossiê é de três professores da USP: Carlos Zeron, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH); Alexandre Macchione Saes, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA); e Antônio David, da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Eles são autores do artigo de abertura "3 </span><span>vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano </span><span>em torno de 1822, 1922 e 2022", que questiona as revisões das ideias de soberania e modernização no ensaísmo e no pensamento histórico-econômico.</span></p>
<p>Duas indagações principais motivaram os curadores na composição do conjunto de textos: <span>O que singulariza as ideias de soberania e modernidade na sociedade brasileira? Como se materializou em ações, planos governamentais, políticas públicas, pensamento social, ciência, cultura e educação a dialética entre modernidade e tradição e quais seus desdobramentos?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A partir dessas questões, o dossiê explora "desafios e impasses sobretudo nas contribuições que focalizam paradoxos e antinomias do pensamento social no Brasil", explica o editor. Com essa perspectiva, os ensaios abordam "as tensões entre memória, política e escrita da história ao colocar em evidência diferentes narrativas sobre a Independência como fato e processo histórico". Um dos textos com essa preocupação é "Historiografia, Memória e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois", de Cecilia Helena de Salles Oliveira, do Museu Paulista da USP.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Nessa mesma linha, no artigo "Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Marcado com a Democracia", Andre Botelho, da UFRJ, e Grabriela Nunes Ferreira, da Unifesp, discutem momentos decisivos nos quais as relações entre Estado e sociedade foram problematizadas, pondo em destaque temas como centralização e descentralização política, a adequação das instituições políticas às características da sociedade e o enfrentamento da questão democrática, comenta Adorno.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Próximo à atualidade, "</span><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles", de </span><span>Camila Rocha, da FFLCH, e Jonas Medeiros, do Cebrap, aponta </span><span>como a "crise do pacto democrático de 1988 se originou </span><span>a partir de novas dinâmicas fomentadas pela própria esfera pública pós-burguesa </span><span>brasileira, a qual se desenvolveu em meio ao processo de redemocratização nacional".</span></p>
<p>Comentando a realidade brasileira dos últimos 20 anos, Kabengele Munanga, titular aposentado da FFLCH, reflete em seu ensaio sobre questões a respeito da diversidade. Ele aponta que os conflitos <span>se traduzem notadamente pelas práticas racistas e xenofóbicas que engendram a violação dos direitos humanos dos diferentes e as desigualdades sociais decorrentes. A questão que se coloca, afirma, </span><span>é como estabelecer a equidade e a igualdade de tratamento "sem antes reconhecer a existência coletiva dos portadores das diferenças e suas identidades".</span></p>
<p><span>O papel da ciência na constituição da Nação a contribuição das das artes na conformação dos chamados "modernismos tardios" são analisados nos artigos "As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro", de três pesquisadores da Fiocruz, e "O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970", Ivan Francisco Marques, da FFLCH.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Entre os textos que discutem a historiografia pós-Independência, o editor cita o "</span><span>estimulante </span><span>overview</span><i> </i><span>sobre obras de referência" presente na entrevista concedida aos curadores pelo historiador Carlos Guilherme Mota, titular aposentado da FFLCH, fundador e primeiro diretor do IEA. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O dossiê reúne ainda análises sobre fatos e processos sociais relevantes para a compreensão do Bicentenário. Entre eles, Adorno relaciona:</span></p>
<ul>
<li><span>a construção da esfera pública desde 1822 e suas crises atuais;</span></li>
<li><span>as dinâmicas sociais que estabelecem a existência de grupos armados com ambições hegemônicas sobre territórios, populações e mercados ilegais;</span></li>
<li><span> a destruição e degradação dos biomas nacionais acenando para uma catástrofe ambiental;</span></li>
<li><span>e os padrões de acumulação e segregação socioespacial em São Paulo, alavancados por operações imobiliárias de grande envergadura.</span></li>
</ul>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outro dossiê, "Clássicos da Educação", complementa a edição. De acordo com o editor, os artigos tratam dos problemas e dilemas da educação contemporânea a partir de um ângulo específico: "Livros e autores que, ao se tornarem 'clássicos' nesse campo, pautaram temas estratégicos para a compreensão das relações entre atores, bem como do cotidiano escolar, dos valores em mudança, dos desafios em períodos singulares como o de pandemias e sobretudo para a formulação de políticas públicas educacionais".</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Os textos analisam aspectos de obras de Israel  <span>Scheffler, Maria Helena Souza Patto, Pierre Bourdieu, Jean-Claude Passeron, José Mário Pires Azanha, John Goodlad, Michel Foucault, Herbert Spencer, Émile Durkheim e Roger Chartier. Os autores dos artigos são pesquisadores da Faculdade de Educação (FE) da USP, Instituto Universitário de Lisboa, Unifesp, UFRJ, Uerj e UFU.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 105 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<hr />
<p><a name="sumario"></a></p>
<h3><span>SUMÁRIO</span></h3>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Bicentenário da Independência</strong></span></p>
<ul>
<li><span>3 vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano em torno de 1822, 1922 e 2022 - </span><i>Antônio David, Alexandre Macchione Saes e Carlos A. de M. R. Zeron</i></li>
<li><span>Memória, Historiografia e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois - </span><i>Cecilia Helena de Salles Oliveira</i></li>
<li><span>Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Adiado com a Democracia - </span><i>André Botelho e Gabriela Nunes Ferreira</i></li>
<li><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles - </span><i>Camila Rocha e Jonas Medeiros</i></li>
<li><span>País do Futuro? Conflitos de Tempos e Historicidade no Brasil Contemporâneo - </span><i>Rodrigo Turin</i></li>
<li><span>Sobre Conceitos, Historiografia e Ideias “fora do Lugar” - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>O Mundo e a Diversidade: Questões em Debate - </span><i>Kabengele Munanga</i></li>
<li><span>Domínios Armados e seus Governos Criminais – Uma Abordagem não Fantasmagórica do “Crime Organizado” - </span><i>Jacqueline de Oliveira Muniz e Camila Nunes Dias</i></li>
<li><span>O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970 - </span><i>Ivan Francisco Marques</i></li>
<li><span>Brasil, 200 anos de Devastação: O Que Restará do País após 2022? - </span><i>Luiz Marques</i></li>
<li><span>São Paulo, Cem Anos de Máquina de Crescimento Urbano - </span><i>Mariana Fix e Pedro Fiori Arantes</i></li>
<li><span>As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro - </span><i>Nísia Trindade Lima, Dominichi Miranda de Sá, Ingrid Casazza e Carolina Arouca</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Clássicos da Educação</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Convergências: Pensar Ensino e Desigualdade com Scheffler, Patto, Bourdieu e Passeron - </span><i>Juliana de Souza Silva, Katiene Nogueira da Silva e Renata Marcílio Cândido</i></li>
<li><span>“Pensar com” José Mário Pires Azanha e a Elaboração do Porvir Educacional Brasileiro - </span><i>Patrícia Aparecida do Amparo, Ana Laura Godinho Lima e Denice Barbara Catani</i></li>
<li><span>Educação, Sociedade e Democracia: O Legado de John Goodlad - </span><i>Domingos Fernandes</i></li>
<li><span>Michel Foucault em (de)Formações: sobre Clássicos e Usos em História da Educação - </span><i>José Cláudio Sooma Silva e José Gonçalves Gondra</i></li>
<li><span>Ciência, Evolução e Educação em Herbert Spencer - </span><i>Décio Gatti Junior e Leonardo Batista dos Santos</i></li>
<li><span>Ensinar longe da Escola: Ensaio sobre as Representações em E. Durkheim e R. Chartier - </span><i>Roni Cleber Dias de Menezes e Vivian Batista da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-16T11:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105">
    <title>Dossiê da nova edição de Estudos Avançados discute desafios e impasses do Brasil independente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-edicao-105-da-revista-estudos-avancados" alt="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" class="image-right" title="Capa da edição 105 da revista Estudos Avançados" />A análise de temas relevantes da vida social e política brasileira nos últimos dois séculos é o aspecto central do dossiê "Bicentenário da Independência", presente no nº 105 da revista Estudos Avançados, publicação quadrimestral do IEA [v. <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-105#sumario" class="external-link">sumário</a>]. A versão online da edição já está disponível, gratuitamente, na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n105/">Scientific Electronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa será lançada em breve.</p>
<p><span>Apesar de o conjunto de textos não ter o propósito de rever a historiografia da Independência nem preencher lacunas apontadas por historiadores e outros cientistas sociais, aspectos desse tipo também estão presentes nos artigos, afirma o editor, o sociólogo Sérgio Adorno.</span></p>
<p><span> </span><span>A curadoria do dossiê é de três professores da USP: Carlos Zeron, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH); Alexandre Macchione Saes, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA); e Antônio David, da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Eles são autores do artigo de abertura "3 </span><span>vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano </span><span>em torno de 1822, 1922 e 2022", que questiona as revisões das ideias de soberania e modernização no ensaísmo e no pensamento histórico-econômico.</span></p>
<p>Duas indagações principais motivaram os curadores na composição do conjunto de textos: <span>O que singulariza as ideias de soberania e modernidade na sociedade brasileira? Como se materializou em ações, planos governamentais, políticas públicas, pensamento social, ciência, cultura e educação a dialética entre modernidade e tradição e quais seus desdobramentos?</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>A partir dessas questões, o dossiê explora "desafios e impasses sobretudo nas contribuições que focalizam paradoxos e antinomias do pensamento social no Brasil", explica o editor. Com essa perspectiva, os ensaios abordam "as tensões entre memória, política e escrita da história ao colocar em evidência diferentes narrativas sobre a Independência como fato e processo histórico". Um dos textos com essa preocupação é "Historiografia, Memória e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois", de Cecilia Helena de Salles Oliveira, do Museu Paulista da USP.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Nessa mesma linha, no artigo "Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Marcado com a Democracia", Andre Botelho, da UFRJ, e Grabriela Nunes Ferreira, da Unifesp, discutem momentos decisivos nos quais as relações entre Estado e sociedade foram problematizadas, pondo em destaque temas como centralização e descentralização política, a adequação das instituições políticas às características da sociedade e o enfrentamento da questão democrática, comenta Adorno.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Próximo à atualidade, "</span><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles", de </span><span>Camila Rocha, da FFLCH, e Jonas Medeiros, do Cebrap, aponta </span><span>como a "crise do pacto democrático de 1988 se originou </span><span>a partir de novas dinâmicas fomentadas pela própria esfera pública pós-burguesa </span><span>brasileira, a qual se desenvolveu em meio ao processo de redemocratização nacional".</span></p>
<p>Comentando a realidade brasileira dos últimos 20 anos, Kabengele Munanga, titular aposentado da FFLCH, reflete em seu ensaio sobre questões a respeito da diversidade. Ele aponta que os conflitos <span>se traduzem notadamente pelas práticas racistas e xenofóbicas que engendram a violação dos direitos humanos dos diferentes e as desigualdades sociais decorrentes. A questão que se coloca, afirma, </span><span>é como estabelecer a equidade e a igualdade de tratamento "sem antes reconhecer a existência coletiva dos portadores das diferenças e suas identidades".</span></p>
<p><span>O papel da ciência na constituição da Nação a contribuição das das artes na conformação dos chamados "modernismos tardios" são analisados nos artigos "As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro", de três pesquisadores da Fiocruz, e "O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970", Ivan Francisco Marques, da FFLCH.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Entre os textos que discutem a historiografia pós-Independência, o editor cita o "</span><span>estimulante </span><span>overview</span><i> </i><span>sobre obras de referência" presente na entrevista concedida aos curadores pelo historiador Carlos Guilherme Mota, titular aposentado da FFLCH, fundador e primeiro diretor do IEA. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span>O dossiê reúne ainda análises sobre fatos e processos sociais relevantes para a compreensão do Bicentenário. Entre eles, Adorno relaciona:</span></p>
<ul>
<li><span>a construção da esfera pública desde 1822 e suas crises atuais;</span></li>
<li><span>as dinâmicas sociais que estabelecem a existência de grupos armados com ambições hegemônicas sobre territórios, populações e mercados ilegais;</span></li>
<li><span> a destruição e degradação dos biomas nacionais acenando para uma catástrofe ambiental;</span></li>
<li><span>e os padrões de acumulação e segregação socioespacial em São Paulo, alavancados por operações imobiliárias de grande envergadura.</span></li>
</ul>
<p><strong>Educação</strong></p>
<p class="MsoNormal"><span>Outro dossiê, "Clássicos da Educação", complementa a edição. De acordo com o editor, os artigos tratam dos problemas e dilemas da educação contemporânea a partir de um ângulo específico: "Livros e autores que, ao se tornarem 'clássicos' nesse campo, pautaram temas estratégicos para a compreensão das relações entre atores, bem como do cotidiano escolar, dos valores em mudança, dos desafios em períodos singulares como o de pandemias e sobretudo para a formulação de políticas públicas educacionais".</span></p>
<p class="MsoNormal"><span>Os textos analisam aspectos de obras de Israel  <span>Scheffler, Maria Helena Souza Patto, Pierre Bourdieu, Jean-Claude Passeron, José Mário Pires Azanha, John Goodlad, Michel Foucault, Herbert Spencer, Émile Durkheim e Roger Chartier. Os autores dos artigos são pesquisadores da Faculdade de Educação (FE) da USP, Instituto Universitário de Lisboa, Unifesp, UFRJ, Uerj e UFU.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><strong><i>Versão impressa: os exemplares da edição 105 de "Estudos Avançados" estarão disponíveis em breve, ao preço de R$ 30,00. Os interessados em reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual da revista (três edições por R$ 90,00) podem enviar mensagem para </i></strong><a href="mailto:estavan@usp.br"><strong><i>estavan@usp.br</i></strong></a><strong><i>.</i></strong></p>
<p class="MsoNormal"><span> </span></p>
<hr />
<p><a name="sumario"></a></p>
<h3><span>SUMÁRIO</span></h3>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Bicentenário da Independência</strong></span></p>
<ul>
<li><span>3 vezes 22: Ideias de Brasil Moderno e Soberano em torno de 1822, 1922 e 2022 - </span><i>Antônio David, Alexandre Macchione Saes e Carlos A. de M. R. Zeron</i></li>
<li><span>Memória, Historiografia e Política: A Independência do Brasil, 200 Anos depois - </span><i>Cecilia Helena de Salles Oliveira</i></li>
<li><span>Estado e Sociedade no Brasil: Um Encontro Adiado com a Democracia - </span><i>André Botelho e Gabriela Nunes Ferreira</i></li>
<li><span>2022: O Pacto de 1988 sob a Espada de Dâmocles - </span><i>Camila Rocha e Jonas Medeiros</i></li>
<li><span>País do Futuro? Conflitos de Tempos e Historicidade no Brasil Contemporâneo - </span><i>Rodrigo Turin</i></li>
<li><span>Sobre Conceitos, Historiografia e Ideias “fora do Lugar” - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>O Mundo e a Diversidade: Questões em Debate - </span><i>Kabengele Munanga</i></li>
<li><span>Domínios Armados e seus Governos Criminais – Uma Abordagem não Fantasmagórica do “Crime Organizado” - </span><i>Jacqueline de Oliveira Muniz e Camila Nunes Dias</i></li>
<li><span>O Legado Modernista: Recepção e Desdobramentos nas Décadas de 1960 e 1970 - </span><i>Ivan Francisco Marques</i></li>
<li><span>Brasil, 200 anos de Devastação: O Que Restará do País após 2022? - </span><i>Luiz Marques</i></li>
<li><span>São Paulo, Cem Anos de Máquina de Crescimento Urbano - </span><i>Mariana Fix e Pedro Fiori Arantes</i></li>
<li><span>As Ciências na Formação do Brasil entre 1822 e 2022: História e Reflexões sobre o Futuro - </span><i>Nísia Trindade Lima, Dominichi Miranda de Sá, Ingrid Casazza e Carolina Arouca</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Clássicos da Educação</strong></span></p>
<ul>
<li><span>Convergências: Pensar Ensino e Desigualdade com Scheffler, Patto, Bourdieu e Passeron - </span><i>Juliana de Souza Silva, Katiene Nogueira da Silva e Renata Marcílio Cândido</i></li>
<li><span>“Pensar com” José Mário Pires Azanha e a Elaboração do Porvir Educacional Brasileiro - </span><i>Patrícia Aparecida do Amparo, Ana Laura Godinho Lima e Denice Barbara Catani</i></li>
<li><span>Educação, Sociedade e Democracia: O Legado de John Goodlad - </span><i>Domingos Fernandes</i></li>
<li><span>Michel Foucault em (de)Formações: sobre Clássicos e Usos em História da Educação - </span><i>José Cláudio Sooma Silva e José Gonçalves Gondra</i></li>
<li><span>Ciência, Evolução e Educação em Herbert Spencer - </span><i>Décio Gatti Junior e Leonardo Batista dos Santos</i></li>
<li><span>Ensinar longe da Escola: Ensaio sobre as Representações em E. Durkheim e R. Chartier - </span><i>Roni Cleber Dias de Menezes e Vivian Batista da Silva</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-05-16T11:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-104-estudos-avancados">
    <title>Centenário da Semana de Arte Moderna e pesquisa universitária são temas da nova "Estudos Avançados"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/edicao-104-estudos-avancados</link>
    <description>Lançada em fevereiro, a edição 104 da revista "Estudos Avançados" traz artigos sobre o centenário da Semana de Arte Moderna, o papel da pesquisa na universidade e os 60 anos da Fapesp</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f8c5253b-7fff-9de3-74c0-6f3c6ec213f4"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-revista-estudos-avancados-104" alt="Capa Revista Estudos Avançados - 104" class="image-right" title="Capa Revista Estudos Avançados - 104" />Lançada este mês, a edição 104 da <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">revista Estudos Avançados</a> traz como temas centrais o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o papel da pesquisa na universidade e a memória dos 60 anos de criação da Fapesp. A versão digital desta edição está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n104/">disponível na plataforma SciELO</a>.</p>
<p><span id="docs-internal-guid-fa1fdec9-7fff-3b88-fa95-03a83a5c0025"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O primeiro dossiê, dedicado à Semana de Arte Moderna, traz artigos que avaliam a atualidade desse movimento "complexo e plural" enquanto "um dos mais importantes movimentos da cultura brasileira", afirma o editor da revista, Sérgio Adorno. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre a Semana, "muito já se escreveu a respeito dos principais acontecimentos, de seus participantes, de suas motivações, de suas obras de referência, das polêmicas que a cercaram, de sua recepção ruidosa, de seu inconformismo com o tradicionalismo dominante nas artes". A edição, contudo, "não pretendeu repetir o que já se sabe, porém acrescentar novas contribuições", explica Adorno no editorial.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo "Apontamentos sobre o Modernismo", Eduardo Jardim expõe dois tempos distintos nos anos 1920 como duas formas de conceber o modernismo, entre a incorporação de linguagens modernas de influência europeia e a adoção de traços nacionais na arte produzida no país.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os mitos originários a respeito da redescoberta do Brasil e da retomada das raízes coloniais como feitos do modernismo são temas presentes no artigo "A reinvenção da Semana e o mito da descoberta do Brasil", de Rafael Cardoso. O autor também traz disputas críticas em torno da Semana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outras contribuições ainda exploram os feitos de Mário de Andrade no movimento, como seu modo de pensar a unidade brasileira e a diversidade dos "brasis". Nesse sentido, é analisado o projeto de país que apostava na mistura étnica e cultural por meio da arte e que, contemporaneamente, foi questionado devido à necessidade de determinar diferenças culturais para enfrentar desigualdades no país — conforme apontado no artigo "O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz?".</span></p>
<p dir="ltr"><span>O dossiê ainda tem artigos abordando aproximações e distanciamentos entre vanguardas argentinas e brasileiras nos anos 20 e a importância do vestuário para o modernismo brasileiro.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span id="docs-internal-guid-8d7e3d4b-7fff-0a20-271f-f3e201aa6e3f"><span><strong>Universidade de pesquisa</strong></span></span></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5f7e8116-7fff-85a1-5f48-67f4efd1b4d0"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os artigos do segundo dossiê abordam a contribuição das universidades e da pesquisa no desenvolvimento do país em diversas áreas, uma questão "atual e inesgotável" que "suscita polêmicas e posições divergentes", como afirma Adorno no editorial.</span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o artigo que abre o dossiê, "Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: duas faces da mesma moeda?", escrito por Simon Schwartzman</span><span>, </span><span>o perfil de distribuição dos pesquisadores e da pós-graduação no Brasil passou a acompanhar o perfil das matrículas nos cursos de graduação a partir dos anos 2000. Com uma análise das características do sistema e da ocupação dos estudantes da pós-graduação, o autor conclui que a expansão do sistema de pesquisa respondeu às demandas por titulação de professores do ensino superior em detrimento das prioridades de pesquisa do país.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O segundo artigo ("O abandono do 'espírito universitário' na construção da Cidade Universitária Armando de Sales Oliveira") traz a história da fundação e os fundamentos da Universidade de São Paulo e considera a ausência de um espírito universitário. O artigo aponta a falta de um ambiente integrador no projeto da Cidade Universitária ao não levar em conta o aspecto acadêmico na sua construção.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Encerrando o dossiê, o artigo "A Universidade como fonte confiável para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas" avalia a influência da USP nas políticas públicas. A análise parte da atuação da universidade durante a pandemia e sua produção científica em diversas áreas do conhecimento nesse período, que serviram de fonte para a implementação e avaliação de políticas públicas.</span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-db30883f-7fff-c7b4-e0eb-020344c686e2"><span><strong>Fapesp 60 anos</strong></span></span></span></div>
<div><span><span><span><strong><br /></strong></span></span></span></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-bf9aa453-7fff-fa28-9641-743727e96770">
<p dir="ltr"><span>Para rememorar os 60 anos de criação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a revista traz artigos que abordam o sólido papel da fundação na criação de estratégias decisivas para o desenvolvimento do país sustentado no conhecimento. Apesar de enfrentar ameaças repetidas ao seu patrimônio e orçamento, a fundação ganha destaque nos artigos por sua gestão orçamentária e administrativa e pela execução de suas atividades.<br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
</span>
<p> </p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" n<span>° </span>104</span></h3>
<span id="docs-internal-guid-a6e31ba2-7fff-aeb2-6e69-88e151f31c5e">
<p dir="ltr"><span><strong>100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922</strong></span></p>
</span></span> 
<ul>
<li><span>Apontamentos sobre o modernismo -</span><span> <i>Eduardo Jardim</i></span></li>
<li><span>A reinvenção da Semana e o mito da descoberta do Brasil - </span><span><i>Rafael Cardoso</i></span></li>
<li><span>O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz? - </span><span><i>Pedro Duarte</i></span></li>
<li><span>A memória da poesia modernista - </span><span><i>Eduardo Coelho</i></span></li>
<li><span>“Uma geração pode continuar a outra”: João Cabral de Melo Neto e o modernismo - </span><span><i>Ivan Francisco Marques</i></span></li>
<li><span>Mário de Andrade: diálogos epistolares com paranaenses e cearenses -</span><span> <i>Marcos Antônio de Moraes</i></span><span> e </span><span><i>Rodrigo de Albuquerque Marques</i></span></li>
<li><span>Outras vias entre as vanguardas brasileiras e argentinas nos anos 1920 - </span><span><i>Gênese Andrade</i></span></li>
<li><span>Natureza e modernismo: Mário de Andrade e Villa-Lobos antes da Semana - </span><span><i>Flávia Camargo Toni</i></span><span> e </span><span><i>Camila Fresca</i></span></li>
<li><span>O guarda-roupa modernista: a importância do vestuário para o modernismo brasileiro - </span><span><i>Carolina Casarin</i></span></li>
<li><span>Notas sobre etnografia em Mário de Andrade - </span><span><i>Carlos Sandroni</i></span></li>
</ul>
<span><span><span> 
<ul>
</ul>
<br />
<p dir="ltr"><span><strong>Universidade de pesquisa</strong></span></p>
</span></span></span> 
<ul>
<li><span>Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: duas faces da mesma moeda? - </span><span><i>Simon Schwartzman</i></span></li>
<li><span>O abandono do “espírito universitário” na construção da Cidade Universitária Armando de Sales Oliveira - </span><span><i>Caio Dantas</i></span></li>
<li><span>A Universidade como fonte confiável para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas - </span><span><i>Vahan Agopyan</i></span><span> e </span><span><i>Glauco Arbix</i></span></li>
</ul>
<span><span><span> 
<ul>
</ul>
<br />
<p dir="ltr"><span><strong>Fapesp 60 anos</strong></span></p>
</span></span></span> 
<ul>
<li><span>60 anos de Fapesp: Uma política de Estado para o desenvolvimento - </span><span><i>Marco A. Zago</i></span><span> e </span><span><i>José R. Drugowich de Felício</i></span></li>
<li><span>60 anos de apoio à ciência - </span><span><i>Jacques Marcovitch</i></span></li>
<li><span>Uma visão pessoal da Fapesp nos últimos 50 e poucos anos - </span><span><i>Hernán Chaimovich</i></span></li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-21T15:41:39Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/edicao-104-estudos-avancados">
    <title>Centenário da Semana de Arte Moderna e pesquisa universitária são temas da nova "Estudos Avançados"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/edicao-104-estudos-avancados</link>
    <description>Lançada em fevereiro, a edição 104 da revista "Estudos Avançados" traz artigos sobre o centenário da Semana de Arte Moderna, o papel da pesquisa na universidade e os 60 anos da Fapesp</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f8c5253b-7fff-9de3-74c0-6f3c6ec213f4"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-revista-estudos-avancados-104" alt="Capa Revista Estudos Avançados - 104" class="image-right" title="Capa Revista Estudos Avançados - 104" />Lançada este mês, a edição 104 da <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">revista Estudos Avançados</a> traz como temas centrais o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o papel da pesquisa na universidade e a memória dos 60 anos de criação da Fapesp. A versão digital desta edição está <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2022.v36n104/">disponível na plataforma SciELO</a>.</p>
<p><span id="docs-internal-guid-fa1fdec9-7fff-3b88-fa95-03a83a5c0025"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>O primeiro dossiê, dedicado à Semana de Arte Moderna, traz artigos que avaliam a atualidade desse movimento "complexo e plural" enquanto "um dos mais importantes movimentos da cultura brasileira", afirma o editor da revista, Sérgio Adorno. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Sobre a Semana, "muito já se escreveu a respeito dos principais acontecimentos, de seus participantes, de suas motivações, de suas obras de referência, das polêmicas que a cercaram, de sua recepção ruidosa, de seu inconformismo com o tradicionalismo dominante nas artes". A edição, contudo, "não pretendeu repetir o que já se sabe, porém acrescentar novas contribuições", explica Adorno no editorial.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo "Apontamentos sobre o Modernismo", Eduardo Jardim expõe dois tempos distintos nos anos 1920 como duas formas de conceber o modernismo, entre a incorporação de linguagens modernas de influência europeia e a adoção de traços nacionais na arte produzida no país.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os mitos originários a respeito da redescoberta do Brasil e da retomada das raízes coloniais como feitos do modernismo são temas presentes no artigo "A reinvenção da Semana e o mito da descoberta do Brasil", de Rafael Cardoso. O autor também traz disputas críticas em torno da Semana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Outras contribuições ainda exploram os feitos de Mário de Andrade no movimento, como seu modo de pensar a unidade brasileira e a diversidade dos "brasis". Nesse sentido, é analisado o projeto de país que apostava na mistura étnica e cultural por meio da arte e que, contemporaneamente, foi questionado devido à necessidade de determinar diferenças culturais para enfrentar desigualdades no país — conforme apontado no artigo "O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz?".</span></p>
<p dir="ltr"><span>O dossiê ainda tem artigos abordando aproximações e distanciamentos entre vanguardas argentinas e brasileiras nos anos 20 e a importância do vestuário para o modernismo brasileiro.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span id="docs-internal-guid-8d7e3d4b-7fff-0a20-271f-f3e201aa6e3f"><span><strong>Universidade de pesquisa</strong></span></span></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5f7e8116-7fff-85a1-5f48-67f4efd1b4d0"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os artigos do segundo dossiê abordam a contribuição das universidades e da pesquisa no desenvolvimento do país em diversas áreas, uma questão "atual e inesgotável" que "suscita polêmicas e posições divergentes", como afirma Adorno no editorial.</span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com o artigo que abre o dossiê, "Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: duas faces da mesma moeda?", escrito por Simon Schwartzman</span><span>, </span><span>o perfil de distribuição dos pesquisadores e da pós-graduação no Brasil passou a acompanhar o perfil das matrículas nos cursos de graduação a partir dos anos 2000. Com uma análise das características do sistema e da ocupação dos estudantes da pós-graduação, o autor conclui que a expansão do sistema de pesquisa respondeu às demandas por titulação de professores do ensino superior em detrimento das prioridades de pesquisa do país.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O segundo artigo ("O abandono do 'espírito universitário' na construção da Cidade Universitária Armando de Sales Oliveira") traz a história da fundação e os fundamentos da Universidade de São Paulo e considera a ausência de um espírito universitário. O artigo aponta a falta de um ambiente integrador no projeto da Cidade Universitária ao não levar em conta o aspecto acadêmico na sua construção.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Encerrando o dossiê, o artigo "A Universidade como fonte confiável para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas" avalia a influência da USP nas políticas públicas. A análise parte da atuação da universidade durante a pandemia e sua produção científica em diversas áreas do conhecimento nesse período, que serviram de fonte para a implementação e avaliação de políticas públicas.</span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-db30883f-7fff-c7b4-e0eb-020344c686e2"><span><strong>Fapesp 60 anos</strong></span></span></span></div>
<div><span><span><span><strong><br /></strong></span></span></span></div>
<div><span><span id="docs-internal-guid-bf9aa453-7fff-fa28-9641-743727e96770">
<p dir="ltr"><span>Para rememorar os 60 anos de criação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a revista traz artigos que abordam o sólido papel da fundação na criação de estratégias decisivas para o desenvolvimento do país sustentado no conhecimento. Apesar de enfrentar ameaças repetidas ao seu patrimônio e orçamento, a fundação ganha destaque nos artigos por sua gestão orçamentária e administrativa e pela execução de suas atividades.<br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
</span>
<p> </p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" n<span>° </span>104</span></h3>
<span id="docs-internal-guid-a6e31ba2-7fff-aeb2-6e69-88e151f31c5e">
<p dir="ltr"><span><strong>100 anos da Semana de Arte Moderna de 1922</strong></span></p>
</span></span> 
<ul>
<li><span>Apontamentos sobre o modernismo -</span><span> <i>Eduardo Jardim</i></span></li>
<li><span>A reinvenção da Semana e o mito da descoberta do Brasil - </span><span><i>Rafael Cardoso</i></span></li>
<li><span>O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz? - </span><span><i>Pedro Duarte</i></span></li>
<li><span>A memória da poesia modernista - </span><span><i>Eduardo Coelho</i></span></li>
<li><span>“Uma geração pode continuar a outra”: João Cabral de Melo Neto e o modernismo - </span><span><i>Ivan Francisco Marques</i></span></li>
<li><span>Mário de Andrade: diálogos epistolares com paranaenses e cearenses -</span><span> <i>Marcos Antônio de Moraes</i></span><span> e </span><span><i>Rodrigo de Albuquerque Marques</i></span></li>
<li><span>Outras vias entre as vanguardas brasileiras e argentinas nos anos 1920 - </span><span><i>Gênese Andrade</i></span></li>
<li><span>Natureza e modernismo: Mário de Andrade e Villa-Lobos antes da Semana - </span><span><i>Flávia Camargo Toni</i></span><span> e </span><span><i>Camila Fresca</i></span></li>
<li><span>O guarda-roupa modernista: a importância do vestuário para o modernismo brasileiro - </span><span><i>Carolina Casarin</i></span></li>
<li><span>Notas sobre etnografia em Mário de Andrade - </span><span><i>Carlos Sandroni</i></span></li>
</ul>
<span><span><span> 
<ul>
</ul>
<br />
<p dir="ltr"><span><strong>Universidade de pesquisa</strong></span></p>
</span></span></span> 
<ul>
<li><span>Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil: duas faces da mesma moeda? - </span><span><i>Simon Schwartzman</i></span></li>
<li><span>O abandono do “espírito universitário” na construção da Cidade Universitária Armando de Sales Oliveira - </span><span><i>Caio Dantas</i></span></li>
<li><span>A Universidade como fonte confiável para a formulação e o aperfeiçoamento de políticas públicas - </span><span><i>Vahan Agopyan</i></span><span> e </span><span><i>Glauco Arbix</i></span></li>
</ul>
<span><span><span> 
<ul>
</ul>
<br />
<p dir="ltr"><span><strong>Fapesp 60 anos</strong></span></p>
</span></span></span> 
<ul>
<li><span>60 anos de Fapesp: Uma política de Estado para o desenvolvimento - </span><span><i>Marco A. Zago</i></span><span> e </span><span><i>José R. Drugowich de Felício</i></span></li>
<li><span>60 anos de apoio à ciência - </span><span><i>Jacques Marcovitch</i></span></li>
<li><span>Uma visão pessoal da Fapesp nos últimos 50 e poucos anos - </span><span><i>Hernán Chaimovich</i></span></li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-21T15:41:39Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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