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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 111 to 125.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/vazamento-de-dados-e-tema-de-webinar-promovido-pelo-iea-rp">
    <title>Vazamento de dados é tema de webinar promovido pelo IEA-RP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/vazamento-de-dados-e-tema-de-webinar-promovido-pelo-iea-rp</link>
    <description>Evento é realizado pelo Grupo de Estudos Tech Law, ligado ao instituto, e será transmitido pelo YouTube</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a9b220ac-7fff-aa36-f162-89f3be80b620"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/VazamentodeDadosPessoais_menor.jpg/@@images/16afb438-bbdf-4c21-b3b6-71b001418da2.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />No início do ano, o Brasil assistiu ao maior vazamento de dados pessoais de toda a sua história. Mais de 223 milhões de brasileiros tiveram expostas informações que permitem diversas violações de direitos, como emissão de documentos falsos e tomada de empréstimos por terceiros. Para discutir essa questão, o Grupo de Estudos Tech Law do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP promove no dia </span><span><strong>10 de maio</strong></span><span>, a partir das </span><span><strong>18h30</strong></span><span>, o webinar </span><span><strong>Vazamento de dados pessoais: direitos dos titulares e medidas preventivas</strong></span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento será transmitido pelo </span><a href="https://www.youtube.com/IEAUSPRP/live"><span>canal do IEA-RP no YouTube</span></a><span>. A participação é gratuita e não é necessário fazer inscrição para assistir.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os palestrantes serão as professoras da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Cíntia Rosa Pereira de Lima e Cristina Godoy Bernardo de Oliveira e o professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP Evandro Eduardo Seron Ruiz. Eles vão apresentar casos de vazamento de dados pessoais, alertando sobre os principais direitos dos titulares, indicando recomendações e medidas preventivas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações sobre o evento: iearp@usp.br. Para conhecer o trabalho do Tech Law, acesse a </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/direito-e-tecnologia-tech-law/"><span>página do grupo</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Sobre os palestrantes</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Cristina Godoy Bernardo de Oliveira é bacharel e doutora em Direito pela USP. Atualmente é professora de Graduação e Pós Graduação da FDRP-USP. Integra ainda o Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (Tech Law) do IEA-RP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Cíntia Rosa Pereira de Lima é livre-docente em Direito Civil Existencial e Patrimonial pela FDRP-USP, onde é professora associada. Foi professora em Ano Sabático no IEA-RP e atualmente integra o Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (Tech Law) do instituto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Evandro Eduardo Seron Ruiz é professor associado do Departamento de Computação e Matemática da FFCLRP-USP, onde é orientador no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada. Foi professor em Ano Sabático no IEA-RP e atualmente integra o Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (Tech Law) do instituto.</span></p>
<p><span>Para receber as notícias dos eventos e atividades do IEA-RP, inscreva-se em nosso canal do Telegram: </span><a href="https://t.me/iearp"><span>https://t.me/iearp</span></a><span>.</span></p>
<p><span> </span></p>
<hr />
<p><strong>Vazamento de dados pessoais: direitos dos titulares e medidas preventivas</strong><br /><i>10 de maio, 18h30<br /><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/IEAUSPRP/live">Canal do IEA-RP no YouTube</a><br />Evento on-line, público e gratuito<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/vazamento-de-dados-pessoais-direitos-dos-titulares-e-medidas-preventivas" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-05-03T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/reforma-administrativa-traz-discussao-sobre-papel-do-estado">
    <title>Reforma administrativa traz discussão sobre papel do Estado</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/reforma-administrativa-traz-discussao-sobre-papel-do-estado</link>
    <description>Para professores da FDUSP e da FEA-RP, entrevistados do USP Analisa, questão está presente na reflexão sobre carreiras que permanecerão com estabilidade</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/copy_of_Designsemnome27.png/@@images/7f43fbbb-76b6-449e-8c02-950264cb7f55.png" alt="" class="image-left" title="" /></th>
</tr>
<tr>
<td><i><span class="discreet">Esplanada dos Ministérios em Brasília</span></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">A proposta de reforma administrativa que está em tramitação no Congresso Nacional traz, entre outros pontos, uma discussão sobre o papel do Estado. É o que apontam o professor da Faculdade de Direito da USP Fernando Menezes de Almeida e o professor da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP Luciano Nakabashi. Nesta semana, o USP Analisa exibe a segunda e última parte da entrevista com eles sobre esse tema.</p>
<p dir="ltr">Segundo Fernando, a reflexão está presente quando se analisa o que são carreiras típicas de Estado. De acordo com a proposta, apenas essas carreiras não poderão perder a estabilidade, ou seja, seus ocupantes não poderão ser dispensados como profissionais do setor privado. O professor explica que não existe um padrão jurídico que as definam.</p>
<p dir="ltr">“Eu tenderia a fazer uma leitura dessas carreiras não tentando padronizar por tipos, mas tentando enxergar o Estado real como ele é e verificando quais carreiras são necessárias para ele funcionar assim. Tanto carreiras ligadas a atividades finalísticas como também carreiras ligadas à atividade meio, desde que esses meios sejam típicos do Estado. Não dá para ter uma resposta a partir da simples expressão proposta na emenda”, diz.</p>
<p dir="ltr">Luciano destaca que, em Economia, existem justificativas para a existência do Estado e que suas atribuições basicamente são as não desempenhadas pelo setor privado. “A primeira que a gente coloca como papel fundamental do Estado é elaborar o conjunto de leis e fazer com que essas leis sejam válidas, através de um sistema judiciário ou um sistema de segurança. Então o Estado tem esse papel fundamental e ninguém vai fazer isso. Quando a gente pensa numa sociedade tão complexa quanto a nossa, com tantas pessoas, com tantas relações, você tem que ter um ente centralizador na questão da formulação e implementação dessas leis. Isso é típico do Estado”, afirma ele.</p>
<p dir="ltr">A entrevista vai ao ar nesta quarta (28), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (2), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio <a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458">iTunes</a> e <a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV">Spotify</a>.</p>
<p dir="ltr">O <a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em <a href="https://t.me/iearp">nosso canal no Telegram</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Administração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-28T04:53:56Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/vazamento-de-dados-pessoais-direitos-dos-titulares-e-medidas-preventivas">
    <title>Vazamento de dados pessoais: direitos dos titulares e medidas preventivas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/vazamento-de-dados-pessoais-direitos-dos-titulares-e-medidas-preventivas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-38fe184b-7fff-0373-e0b4-3c4ad87a1b0b"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>No início do ano, o Brasil assistiu ao maior vazamento de dados pessoais de toda a sua história. Mais de 223 milhões de brasileiros tiveram expostas informações que permitem diversas violações de direitos, como emissão de documentos falsos e tomada de empréstimos por terceiros. Para discutir essa questão, o Grupo de Estudos Tech Law do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP promove no dia </span><span>10 de maio</span><span>, a partir das </span><span>18h30</span><span>, o webinar </span><span><b>Vazamento de dados pessoais: direitos dos titulares e medidas preventivas</b></span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Debatedores</b></span></p>
<p dir="ltr"><span>Cíntia Rosa Pereira de Lima (FDRP-USP)<br />Cristina Godoy Bernardo de Oliveira (FDRP-USP)<br />Evandro Eduardo Seron Ruiz (FFCLRP-USP)</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-23T23:57:41Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/contexto-de-guerra-psicologica-marcou-criacao-da-lei-de-seguranca-nacional">
    <title>Contexto de guerra psicológica marcou criação da Lei de Segurança Nacional</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/contexto-de-guerra-psicologica-marcou-criacao-da-lei-de-seguranca-nacional</link>
    <description>Professor da FDRP explica inconsistências entre essa legislação e o estado democrático de direito
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-479899fa-7fff-ebfa-fc68-370c91ecb83a"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/planalto.png/@@images/adaf563c-6d91-404a-b7c1-7b0ba03392b8.png" alt="" class="image-left" title="" />Criada em 1983, a Lei de Segurança Nacional passou a ser intensamente utilizada para punir críticas ao governo de Jair Bolsonaro. Dados do jornal O Estado de São Paulo mostram que a abertura de inquéritos pela Polícia Federal com base na Lei 7.170/83 nos dois primeiros anos desse mandato cresceram 285% em relação ao mesmo período dos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. A Câmara dos Deputados, inclusive, discute atualmente mudanças nessa lei. Para entender o que é a Lei de Segurança Nacional e os riscos que ela representa à democracia, o USP Analisa conversa nesta semana com o professor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP, Nuno Coelho.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele explica que leis de segurança nacional existem em vários países e protegem bens jurídicos fundamentais para o regime democrático, como o próprio Estado, a soberania nacional e as instituições democráticas. “Trata-se de uma lei extremamente importante que é muito ligada à ideologia constitucional, à natureza do regime político que vige em um determinado momento. É claro que uma lei segurança nacional de um contexto nazista, fascista ou ditatorial de qualquer outra índole será diferente de uma lei que trate esse mesmo assunto no contexto democrático do estado de direito, da supremacia da Lei, das liberdades individuais de expressão, de crítica, que são essenciais para o funcionamento da democracia”, diz Nuno.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo o professor, a atual Lei de Segurança Nacional brasileira foi redigida no final da ditadura militar, em um contexto de Guerra Fria que ressaltava uma cultura de guerra psicológica, na qual o inimigo poderia ser simplesmente alguém que não concordasse com o regime vigente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Havia muita ênfase na doutrina da segurança nacional, da ideia de que a guerra tem como inimigo outro brasileiro. E os brasileiros que não concordavam com o regime de exceção, com a suspensão de direitos e com todas as mazelas que a ditadura militar implantada em 1964 trouxe, mazelas morais, mazelas políticas e desastre econômico, quem não concordasse com isso era então identificado como o inimigo interno. E contra inimigos internos se poderia lançar mão de ações legitimadas por leis dessa natureza que mantinham essas pessoas caladas, mantinham esses inimigos internos neutralizados”, diz ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A entrevista vai ao ar nesta quarta (14), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (18), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-14T20:54:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/unicamp-unesp-ministerio-publico-e-grupo-do-iea-realizam-curso-multidimensional-de-direitos-humanos">
    <title>Unicamp, Unesp, Ministério Público e grupo do IEA realizam curso multidimensional de direitos humanos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/unicamp-unesp-ministerio-publico-e-grupo-do-iea-realizam-curso-multidimensional-de-direitos-humanos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-65f8750b-7fff-f638-65d9-2965e63447c7"> </span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/copy_of__endo.jpg" alt=" Paulo Endo - Perfil" class="image-left" title=" Paulo Endo - Perfil" />O Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Democracia e Memória (GPDH) do IEA é um dos realizadores do “Curso Internacional de Direitos Humanos: uma Abordagem Multidimensional", que acontece até o dia 16 de abril. A formação foi elaborada em conjunto com a Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DeDH) da Unicamp, Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais (IPPRI) da Unesp e o Ministério Público do Trabalho da 15a Região.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span> </span>Em duas semanas de aula, o curso objetiva proporcionar uma compreensão ampla, multifacetada e interdisciplinar dos direitos humanos, de modo a oferecer aos participantes formação abrangente e referências atuais que sirvam para orientar sua atuação judicial e extrajudicial na defesa, reparação e promoção dos direitos humanos.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Com uma perspectiva relacional entre direito, política e sociedade, a formação assume um ponto de vista histórico e político para apresentar a criação das instituições e normativas institucionais, desenvolvendo uma abordagem sociocultural a fim de discutir problemas relacionados aos direitos humanos que se colocam no cotidiano de juristas e outros atores. Assim, propõe-se a analisar as relações entre direito internacional e interno, as complementaridades e tensões entre normas jurídicas e práticas sociais, assim como as formas de interação entre agentes e destinatários nas políticas de promoção. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para os organizadores do curso, a defesa, proteção e promoção dos direitos humanos supõem a transversalidade de diversos temas, campos e problemas sociais desde a Conferência de Viena de 1993,  através dos princípios da indivisibilidade, interdependência e inter-relação de todos os direitos humanos, bem como de sua complementaridade com a democracia e desenvolvimento.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Eles argumentam que formação em direitos humanos deve ter caráter multidisciplinar. "Isso é especialmente relevante para o cenário atual em que enfrentamos desafios inéditos de caráter sistêmico, postos pela crise do capitalismo financeiro, crise ecológica global, epidemias e pandemias, problemas urbanísticos, além da ascensão de movimentos abertamente autoritários e contrários aos direitos humanos, tanto no plano internacional quanto nacional”, afirmam os organizadores. Para eles, em uma sociedade desigual, que preserva insulamento burocrático no Estado e padrões culturais autoritários, a promoção e implementação dos direitos humanos enfrenta grandes dificuldades para sua efetiva realização.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Justiça</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Direitos Humanos, Democracia e Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-12T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/mulheres-no-mercado-de-trabalho">
    <title>Mulheres no Mercado de Trabalho: Desafios na Academia, na CT&amp;I e Durante a Pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/mulheres-no-mercado-de-trabalho</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Na semana em que se celebra o <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher">Dia Internacional da Mulher</a>, o IEA promoverá uma discussão para apresentar dados atualizados e discutir a presença feminina no mercado de trabalho.</p>
<p>É sabido que durante a pandemia, aumentou a taxa de desemprego entre as mulheres. De acordo com dados do <a class="external-link" href="https://covid19.ibge.gov.br/pnad-covid/">Pnad Covid </a>divulgados em 2020 pelo IBGE, em setembro do ano passado 16,9% das mulheres (contra 11,8% entre os homens) buscavam trabalho, enquanto em maio daquele ano o percentual era de 12,2% (contra 9,6% entre os homens).</p>
<p>Que fatores influenciaram nesse cenário?</p>
<p>O que fazer para reduzir as desigualdades acirradas no último ano?</p>
<p>Quais setores foram mais afetados?</p>
<p>Entre as mulheres, quais foram as mais atingidas?</p>
<p>Para responder a essas questões, o seminário reunirá pesquisadoras que vêm estudando a presença da mulher em diferentes áreas, como no mundo jurídico e na Ciência &amp; Tecnologia.</p>
<p>Também terá a participação de uma especialista em periferias, que mostrará como a pandemia vem afetando a população de baixa renda.</p>
<div class="visualClear"></div>
<p class="mceContentBody documentContent"><span><strong>Abertura:</strong></span></p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes" class="external-link">Roseli de Deus Lopes</a> (IEA USP)</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-balbachevsky" class="external-link">Elizabeth Balbachevsky</a> (IEA e NUPPS USP))</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>Exposição:</strong></p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gislene-aparecida-dos-santos" class="external-link">Gislene Aparecida dos Santos</a> (IEA e EACH USP)</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena Nader</a> (UNIFESP)</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nina-beatriz-stocco-ranieri" class="external-link">Nina Ranieri</a> (IEA e FD USP)</p>
<p class="mceContentBody documentContent"><strong>Moderação:</strong></p>
<p class="mceContentBody documentContent"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roxane-re" class="external-link">Roxane Ré</a> (Jornal da USP)</p>
<h3 class="visualClear">Transmissão</h3>
<div class="visualClear">Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Periferias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-03-08T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/para-docente-etica-empresarial-brasileira-ainda-tem-maturidade-muito-baixa">
    <title>Para docente, ética empresarial brasileira ainda tem maturidade muito baixa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/para-docente-etica-empresarial-brasileira-ainda-tem-maturidade-muito-baixa</link>
    <description>Professor da FDRP aborda escândalos de corrupção e desastres ambientais na segunda parte de entrevista sobre justiça de transição corporativa, exibida pelo USP Analisa
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-847b8945-7fff-66a3-9fda-eade34a3a31e"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/money1428587_1280.jpg/@@images/24b5b328-5425-465a-a885-6ad56614c812.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Embora a justiça de transição corporativa aborde a colaboração de empresas com regimes autoritários, também é possível traçar um paralelo dela com outras questões ligadas à responsabilidade corporativa, como o envolvimento em esquemas de corrupção, desastres ambientais ou casos de racismo. É o que explica o professor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Eduardo Saad Diniz na segunda parte da entrevista especial exibida nesta semana pelo USP Analisa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Eduardo, a ética empresarial no Brasil ainda tem uma maturidade muito baixa e a Operação Lava Jato, que investigou diversos esquemas de corrupção entre empresas e o poder público, não impactou sensivelmente nos padrões de governança das corporações.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Toda essa lógica de que a gente tem integridade nos negócios é um </span><span><i>law for sale</i></span><span>, quer dizer, uma grande indústria, um grande produto de marketing muito bem feito. São modelações abstratas, que não repercutem sensivelmente na forma como as empresas se relacionam conosco. Então por isso que eu digo, não é só o problema lá do regime autoritário não, existe uma grande continuidade da ausência de responsabilização e da ausência do reconhecimento do papel das empresas na sociedade brasileira”, diz ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele destaca que em casos recentes, fica clara também a ausência de responsabilidade penal dessas empresas. “O Brasil rapidamente enche os cárceres com a criminalidade de ruas e a gente vê escândalos corporativos que não chegam ao conhecimento do sistema de Justiça Criminal, que rapidamente são neutralizados. Veja, na [Operação] Carne Fraca, a gente viu uma empresa afetando diretamente nosso padrão de segurança alimentar e que facilmente virou um problema de corrupção de funcionário público, do fiscal. No dia seguinte, a imprensa estava toda neutralizada e o Presidente da República foi comer um churrasco, nessa lógica de neutralização moral do conflito. No caso das barragens [de Mariana e Brumadinho] eu não tenho uma neutralização moral, porque eu sei quem é que rompeu a barragem, eu sei quem foi o meu ofensor. A grande questão é que eu sou dependente dele, a vítima é obrigada a conviver com seu ofensor”, explica o professor.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A segunda parte da entrevista, que também marca o último programa da temporada 2020, vai ao ar nesta quarta (23), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (27), às 11h30. Ele também pode ser ouvido pelas plataformas de </span><span>streaming</span><span> </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Corrupção</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-22T14:24:40Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/colaboracao-de-empresas-em-regimes-autoritarios-e-alvo-da-justica-de-transicao-corporativa">
    <title>Colaboração de empresas em regimes autoritários é alvo da justiça de transição corporativa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/colaboracao-de-empresas-em-regimes-autoritarios-e-alvo-da-justica-de-transicao-corporativa</link>
    <description>Conceito, desenvolvido por docente da FDRP-USP, é discutido no USP Analisa sob perspectiva do acordo recente envolvendo a colaboração da Volkswagen na ditadura militar</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-460c2c63-7fff-7a15-1362-5c9aba44074a"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/vw1665127_1280.jpg/@@images/e232d4a7-239e-471d-b327-651e293996bb.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />A colaboração de grandes empresas com regimes autoritários, incluindo o reconhecimento desse papel por parte das corporações, tem sido objeto de estudos de pesquisadores há tempos. Uma das categorias que nasceu desses estudos, mais especificamente na USP Ribeirão Preto, é a justiça de transição corporativa. Para falar sobre esse tema e encerrar a temporada 2020, o USP Analisa exibe a partir desta semana uma entrevista em duas partes com o professor da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Eduardo Saad Diniz.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele explica que a justiça de transição corporativa nasce da proposição de uma nova geração de estudos, proposta por ele, que sistematiza o direito à memória, à verdade e à justiça, dando às vítimas a opção de levar o caso de responsabilização das empresas adiante ou apenas perdoar. Além, é claro, de desenvolver estratégias de reforma institucional em relação a um passado autoritário.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A transição diz respeito ao presente olhando para esse regime do passado que movia dinâmicas autoritárias ou uma cumplicidade mais direta com um regime autoritário. Tudo isso tem aquela finalidade pedagógica, preventiva, tentando fazer com que a cumplicidade com regimes autoritários seja algo que não se reponha historicamente”, diz Diniz.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele cita o exemplo recente da Volkswagen, que foi condenada a pagar 36,5 milhões em um acordo para reparar funcionários vítimas da ditadura militar brasileira, já que houve uma colaboração direta da empresa com o regime nesses casos. Apesar disso, a empresa não reconheceu sua cumplicidade publicamente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O acordo firmado é inovador, é alvissareiro por assim dizer. É importante que haja um acordo, só que esse acordo é muito pouco. Sobretudo porque em seu segundo considerando o acordo vai dizer: “sem reconhecer a responsabilidade da empresa, de seus dirigentes ou de qualquer de seus empregados e prepostos”. Como é que eu vou desenvolver transição sem reconhecer a minha responsabilidade por aquilo que foi feito, sem reconhecer a minha responsabilidade pela cumplicidade com as atrocidades, sem reconhecer que eu participei de todos aqueles processos de vitimização e sistemática violação de direitos humanos?”, questiona o docente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (16), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (20), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de </span><span>streaming</span><span> </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ditadura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-16T17:50:25Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/saude-planetaria-na-america-latina">
    <title>Saúde Planetária na América Latina: Hora de Agir!</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/saude-planetaria-na-america-latina</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Como construir pontes e redes de relacionamento em torno do conceito de Saúde Planetária para além das fronteiras geográficas e das barreiras culturais? Essa será uma das questões que vão nortear os debates do seminário “<strong>Saúde Planetária na América Latina: hora de agir!</strong>”.</p>
<p>O conceito de Saúde Planetária engloba temas como Covid-19 e crise climática; reúne, em sua essência, questões relativas à proteção à saúde e ao bem-estar humanos alinhada com a proteção aos sistemas naturais da Terra.</p>
<p>Vamos debater sobre sindemias e sistemas de saúde; relações dos ecossistemas marinhos e humanos; sistemas alimentares e muito mais. Haverá ainda o lançamento do Programa Embaixadores Brasil e do Clube dos Estudantes em Saúde Planetária, bem como apresentação dos trabalhos selecionados.</p>
<p>Este evento é preparatório do<a class="external-link" href="http://saudeplanetaria.iea.usp.br/pt/planetaryhealth2021/"> Planetary Health Annual Meeting 2021</a>, conferência internacional que será realizada pela primeira vez no Brasil, sediada na USP, entre 25 e 30 de abril de 2021.</p>
<h3>Transmissão:</h3>
<p><strong>Pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/saudeplanetaria">canal do youtube do Saúde Planetária</a>.</strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alimentos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Planetária: Uma Abordagem Transdisciplinar para a Sustentabilidade do Planeta Integrada à Saúde Humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Saúde Planetária</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-08T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-governanca-da-internet-em-questao-1">
    <title>A governança da internet em questão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-governanca-da-internet-em-questao-1</link>
    <description>Webinar "Os Desafios da Governança da Internet" realizou-se no dia 16 de novembro. A organização foi da Cátedra Oscar Sala. Vint Cerf, um dos criadores da internet, foi o expositor convidado.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/vint-cerf-16-11-2020/image" alt="Vint Cerf - 16/11/2020" title="Vint Cerf - 16/11/2020" height="338" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Vint Cerf, cocriador do protocolo TCP/IP, foi o expositor na primeira parte do webinar</dd>
</dl></p>
<p>Os impactos das tecnologias de informação e comunicação em todas as esferas da sociedade, a gigantesca quantidade de dados coletados, armazenados e em tráfego constante, o poder adquirido pelas grandes empresas de tecnologia digital, a violação de privacidade, a ação criminosa de hackers contra empresas e instituições e mesmo a difusão de desinformação e fake news pelas redes sociais acentuam a urgência da definição de modos de regulação da Internet, sem desvirtuar os princípios de sua criação e sua capacidade de contribuir com a melhoria da vida de todos.</p>
<p>A questão foi debatida exaustivamente no webinar <i>Os Desafios da Governança da Internet</i>, no dia 16 de novembro, organizado pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/catedra-oscar-sala" class="external-link">Cátedra Oscar Sala</a>, parceria do IEA com o  NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), braço executivo do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil).</p>
<p>A primeira parte do evento teve exposição do matemático americano <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vint-cerf">Vint Cerf</a>, um dos nomes emblemáticos dos projetos percursores e do desenvolvimento da internet. Criador (com Robert Kahn) do protocolo TCP/IP, ele é hoje vice-presidente do Google, onde atua como chefe evangelista da internet.</p>
<p>Em sua fala de introdução ao tema do webinar, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-fernando-martins-castro">Luiz Fernando Martins Castro</a>, do NIC.br, moderador do encontro, disse não haver regras precisas que deem corpo à internet, mas decisões e protocolos bilaterais que proporcionam a existência da rede, que, “para  funcionar bem, precisa de regras que assegurem sua interoperabilidade, estabilidade e resiliência”.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/vint-cerf" class="external-link">Vint Cerf, um dos criadores da internet, fala sobre os desafios da rede</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/os-desafios-da-governanca-da-internet" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>EVENTO INAUGURAL DA CÁTEDRA OSCAR SALA</strong></p>
<p><strong>Imprensa, Tecnologia e o Futuro do Jornalismo</strong><br /><i>9/10/2020</i></p>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/copy_of_jornalismo-e-novas-tecnologias" class="external-link">O jornalismo profissional em tempos de big techs e redes sociais</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/imprensa-e-tecnologia" class="external-link">Seminário sobre o futuro do jornalismo inagugura Cátedra Oscar Sala</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2020/imprensa-tecnologia-e-o-futuro-do-jornalismo" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Castro ponderou que não é correto imaginar que haja uma “autoridade central” gerenciadora da internet. “A governança pode ser compreendida como um conjunto de atividades realizadas por uma teia de agentes privados e públicos, nacionais e internacionais, que gerenciam e coordenam recursos técnicos, protocolos, processos, conteúdos, aplicativos e sistemas sobre os quais a rede está edificada.”</p>
<p>Nas duas primeiras décadas de funcionamento da internet comercial, a preocupação principal de técnicos e pesquisadores era como a engenharia garantiria a estabilidade da rede, afirmou. “Agora a preocupação expandiu-se para questões de ordem política e social e àquelas relacionadas com a vida cotidiana dos usuários.”</p>
<p>Ao apresentar Cerf, Castro destacou que a trajetória do matemático se confunde com a história da internet, citando algumas de suas principais contribuições para o desenvolvimento da rede, como a cocriação do TCP/IP, a fundação da <a class="external-link" href="https://www.internetsociety.org/">Internet Society</a> e a atuação como presidente do Conselho do <a class="external-link" href="https://www.icann.org/">Icann</a> (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers).</p>
<p>Cerf dividiu sua exposição em dos temas: governança técnica e políticas de governança da internet. No que se refere à governança técnica, falou especificamente sobre a evolução do processo nos Estados Unidos, desde a Arpanet. “Essa é a história americana e há várias outras histórias de cada país, de cada domínio.”</p>
<p><strong>Primórdios</strong></p>
<p>O TCP/IP foi especificado por ele e Robert Kahn no anos 70, quando ambos trabalhavam no Departamento de Defesa do governo americano, onde procuravam entender o projeto de pesquisa avançada Arpanet, percursor da internet, relatou. "Depois esse trabalho evoluiu para uma integração de sistemas móveis por rádio, um pacote de sistemas para satélites e a Arpanet, que era o sistema fixo."</p>
<p>“As três redes formavam o centro da internet e a interação entre as elas foi apresentada formalmente em 1977.” O trabalho prosseguiu para a implementação dos protocolos da melhor maneira possível e, em janeiro de 1983, "foi determinado que todos os computadores e redes que rodavam esses protocolos começassem a operar”.</p>
<p>Ele lembrou que já em 1979 a equipe Inter Control Center Communications Protocol (ICCP), dedicado ao controle da configuração da internet. O ICCP tornou-se depois o Architecture Board, que que deu origem a duas forças-tarefas existentes até hoje: a ITF, responsável pela padronização dos protocolos, e a IRTF, encarregada pela disseminação de novas ideias.</p>
<p>"Além disso, criamos outros grupos responsáveis pela governança técnica, entre os quais o grupo de servidores de rede, hoje com 12 participantes. O papel deles nada mais é do que publicar a raiz dos sistemas de domínio principais, como net.com, net.org e outros de ponta." Com a entrada de provedores de internet, foi preciso criar registros para eles, disse.</p>
<p>Em paralelo a esse processo, em 1988, foi criada uma organização privada para atribuir nomes e gerenciar domínios prioritários, além de alocar IPs para registros de internet locais, afirmou Cerf. Trata-se da <a href="https://www.iana.org/">Iana</a> (Internet Assigned Numbers Authority).</p>
<p>“Em 1992, ficou claro que era preciso obter recursos para gerir as forças tarefas, os endereços IP e os nomes de domínios e suas alocações. Assim, criamos a Internet Society.”</p>
<p>O Departamento de Energia e o Information Systems Security Officer (Isso) também participaram dessa estrutura de governança, segundo Cerf. "No governo, foi criado o Comitê de Rede Federal, vinculado a diversos organismos, entre os quais o Departamentos de Defesa, o Departamento de Energia e a Nasa."</p>
<p>Em meados da década de 90, essa estrutura evoluiu para a atribuição da responsabilidade sobre registros de nomes e números ao setor privado. Segundo Cerf, a criação da Icann, uma organização internacional independente, em 1998, foi articulada pelo Departamento de Telecomunicações e pelas agências nacionais de informação. Em 2016, a responsabilidade pelo registro de nomes e números foi integralmente repassada à Icann.</p>
<p><strong>Políticas multissetoriais</strong></p>
<p>Quanto à política de governança, Cerf afirmou que ela engloba uma série de organizações que colaboram entre si. “A Icann criou e adotou esse modelo multissetorial para o desenvolvimento das políticas.” Ele citou o CGI.br como exemplo de instituição bem sucedida nessa forma de atuação, por envolver a comunidade técnica, o governo, a sociedade civil e o setor privado. “Na prática, o CGI.br é um desenvolvedor de políticas multissetoriais.”</p>
<p>“A governança da internet cobre não apenas o lado técnico, mas também o outro lado da moeda, já que ela é uma plataforma amplamente neutra em relação a seus temas. Isso se aplica também a outras infraestruturas, como o sistema de transporte, de energia elétrica, sistemas de distribuição e telecomunicações. Todos são, de certa forma, neutros em sua infraestrutura e, portanto, podem ser usados e abusados.”</p>
<p>Segundo ele, o fato de a internet não reconhecer limites internacionais torna muito difícil lidar com os abusos. “Algumas pessoas podem não concordar com isso e dizer que os sistemas de domínio reconhecem fronteiras nacionais. No entanto, a estrutura de domínios não é específica a países por desenho, por concepção.”</p>
<p>Abusos podem ter origem num país e produzir vítimas em outro, e as jurisdições nacionais acabam criando problemas para aplicar restrições, disse, acrescentando que há ainda as variações sociais, culturais e jurídicas, do que é permitido ou não, de um país para outro.</p>
<p><strong>World Wide Web</strong></p>
<p>A partir do início dos anos 90, com a comercialização da web por empresas de comunicação, abriu-se um espaço muito mais vasto de aplicações da internet e um dos meios principais pelo qual a estrutura da internet é usada e abusada, disse. “Por isso há uma organização voltada ao lado técnico, o <a class="external-link" href="https://www.w3.org/">Consórcio da World Wide Web</a>, que trabalha com os protocolos para web, em paralelo com o trabalho da ITF na camada abaixo da estrutura da internet.”</p>
<p>Outras iniciativas institucionais citadas por Cerf foram a realização pela ONU da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação em 2003 e 2005 e, a partir de 2006, do <a class="external-link" href="https://www.intgovforum.org/multilingual/">Internet Governance Forum (IGF)</a>, “criado porque as pessoas não estavam muito certas de como a internet poderia ser apropriada e utilizada, e esse debate continua até hoje.”</p>
<p>Para ele, está claro que, em função dos conflitos transjurisdicionais, para conseguir qualquer efeito de guarda e proteção de dados na internet “teremos que chegar a algumas conclusões nas bases nacionais e internacionais, sejam elas bilaterais ou multilaterais.”</p>
<p>“Em 2018, a <a class="external-link" href="https://cyberstability.org/">Comissão Global</a><a class="external-link" href="https://cyberstability.org/"> para a Estabilidade do Ciberespaço </a>[GCSC, na sigla em inglês] publicou uma série de normas não obrigatórias que podem orientar a elaboração de futuros tratados. A primeira sugestão da comissão foi sobre o núcleo da internet: capacidades de fibra, roteadores, rádios ligados aos dispositivos moveis do sistema, servidores de wifi, de domínios de nome, firewalls. tudo que faz parte da estrutura básica, sugerindo que as bases globais se estruturem para lidar com esse reino mais público."</p>
<p>Segundo Cerf, a GCSC sugeriu essa norma porque "estamos nos tornando cada vez mais independentes dentro do sistema da internet devido à grande quantidade de atividades econômicas e de acesso à informação".  Tal estrutura não pode ser tratada de forma tão livre, afirmou. "A recomendação é que a estrutura e o núcleo público sejam protegidos para evitar ataques a instituições, levando em conta aquilo que é aceitável socialmente.”</p>
<p>Para Cerf, é preciso admitir que a estrutura é vulnerável e que os programadores não conseguem evitar erros. “Eles terão de pensar melhor sobre os bugs.” No âmbito da pesquisa, ele considera que é preciso desenvolver ambientes de programação que exponham mais cedo os bugs, de preferência que o próprio software os preveja logo.</p>
<p><strong>Política de governança</strong></p>
<p>Do ponto de vista da política de governança, “precisamos trabalhar mais do que fizemos e determinar se pode haver normas e tratados a serem negociados, para que abusadores sejam presos. Com esse fim, a cooperação precisa ultrapassar fronteiras, como no caso da Convenção de Budapeste [Convenção do Conselho da Europa contra a Criminalidade Cibernética], de dezembro de 2019”.</p>
<p>“É preciso chegar a um acordo comum sobre o que as pessoas esperam do ambiente online e sobre até que ponto concordamos que a internet tem uma capacidade positiva e poderosa para beneficiar os usuários.”</p>
<p>Outra diretriz política é garantir o acesso de todos à internet a baixo custo, de maneira segura e sustentável e com proteção à privacidade: “Conseguir isso depende da combinação de desenvolvimento de softwares, política e fiscalização de políticas.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/augusto-cesar-gadelha-vieira-16-11-2020/image" alt="Augusto César Gadelha Vieira - 16/11/2020" title="Augusto César Gadelha Vieira - 16/11/2020" height="299" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Augusto César Gadelha Vieira</dd>
</dl>No debate que se seguiu, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/augusto-cesar-gadelha-vieira">Augusto César Gadelha Vieira</a>, diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), perguntou a Cerf se não seria o caso de o mundo chegar a um acordo em relação à governança e como isso seria possível num cenário em que o Estado controla os indivíduos e as empresas tem uma presença tão forte na internet.</p>
<p>Seria ótimo se fosse possível usar a tecnologia para evitar o abuso, respondeu Cerf. “Já utilizamos criptografia e autenticações em duas etapas, por exemplo, mas não são uma solução para tudo. No caso dos bugs, os programadores têm de ter o peso moral sobre os ombros de não cometer erros e corrigi-los quando detectados.”</p>
<p>Para ele, é preciso que as pessoas que abusam saibam que ser forem pegas haverá consequências; mas há a questão de o cumprimento das leis ser fiscalizado. A ética é parte da solução, segundo Cerf. “Um grande acordo na sociedade sobre um conceito moral comum pode ter alguma influência."</p>
<p><strong>Soberania digital</strong></p>
<p>É necessário discutir a questão da soberania digital, afirmou. “A ideia é transmitir a mesma decisão que a Paz de Vestfália fez em 1648 [no fim da Guerra dos 30 Anos], de que havia uma autoridade suprema dentro do território." Ele citou o exemplo da lei de proteção de dados da União Europeia, referência para a adoção de normas similares no resto do mundo.</p>
<p>No caso dos problemas amplificados com as redes sociais (informação incorretas, fake news, rumores), Cerf disse que é muito difícil para um algoritmo determinar se algo é verdade: “É uma solução improvável para esse problema”. Na sua opinião, a culpa é do "loop de feedback inserido nas redes sociais", o qual premia comportamentos extremos, "porque o que eles buscam é atenção”.</p>
<p>“Essa é a razão de precisarmos de antropólogos, psicólogos, e sociólogos para nos ajudar nessas dinâmicas das redes sociais e encontrar uma maneira de nos contrapormos a elas.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/liane-margarida-rockenbach-tarouco-16-11-2020/image" alt="Liane Margarida Rockenbach Tarouco - 16/11/2020" title="Liane Margarida Rockenbach Tarouco - 16/11/2020" height="301" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Liane Margarida Rockenbach Tarouco</dd>
</dl></p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/liane-margarida-rockenbach-tarouco">Liane Margarida Rockenbach Tarouco</a>, da UFRGS, o problema não tem a ver com bugs criados por programadores e outros aspectos técnicos, “mas com quem adquire grande poder econômico e militar e quer dominar o mundo”. Ela se considera pessimista em relação “à ideia de tornar o mundo um lugar melhor apenas com a governança da internet”.</p>
<p><strong>Big techs</strong></p>
<p>Liane quis saber como Cerf vê uma possível solução para controlar grandes empresas, “que não são reguladores, mas definem suas próprias regras, favorecendo alguns e outros não”.</p>
<p>Algo que pode ajudar nesse sentido é maior transparência das operações das grandes empresas, sobre o que é feito e como é feito, segundo Cerf. "No Google, tentamos não dizer de forma detalhada como é o algoritmo pela simples questão que se o fizermos as pessoas usariam isso para reestruturar o sistema. A intenção de nossos algoritmos é apresentar qual é a informação mais útil para determinada busca. Procuramos incluir fontes de qualidade. Honestamente, não acho que haja viés na busca."</p>
<p>Segundo ele, o ranking dos links apresentados numa busca obedece a critérios como, por exemplo, a frequência com que um site é atualizado. “Temos um manual de 148 páginas aberto ao público, sobre como alguém deve avaliar seu site em termos de utilidade no sistema de ranking.”</p>
<p>É preciso criar mecanismos para combater o mau uso, com punições políticas e econômicas, a exemplo do que é feito para combater a proliferação de armas nucleares, afirmou. “Ainda não conseguimos definir os mecanismos corretos para impedir o mau uso da internet.”</p>
<p><strong>Autorregulação e regulação estatal</strong></p>
<p>Indagado por alguém do público online sobre a possibilidade autorregulação pelas empresas e sobre a supervisão e regulação por Estados e agências internacionais, Cerf disse que as empresas preferem a autorregulação, mas que ela não é suficiente, pelo fato de não ser uniforme.</p>
<p>“Isso é especialmente difícil para multinacionais como a minha e outras, já que estão lidando com 193 países, jurisdições e variações nos níveis de domínio para as diferentes autorregulações em cada um desses níveis.”</p>
<p>Ambas as regulações serão necessárias, de acordo com Cerf. “É preciso impedir que uma empresa se autorregule. A ameaça de outras regulações normalmente já é suficiente para que a empresa se comporte de maneira esperada. Se isso não acontecer, existe a possibilidade de impor leis. A adoção de uma nova lei, seja ela para ser cumprida ou não, é um serviço para os legisladores.”<strong> </strong></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/demi-getschko-16-11-2020/image" alt="Demi Getschko - 16/11/2020" title="Demi Getschko - 16/11/2020" height="313" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Demi Getschko</dd>
</dl><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/demi-getschko">Demi Getschko</a>, do CGI.br, perguntou sobre o quão otimista Cerf é sobre a manutenção de uma internet única e sobre como ele vê a utilização da inteligência artificial, principalmente do aprendizado de máquina, se isso é um benefício ou uma grande ameaça para a humanidade.</p>
<p>Cerf defendeu a unidade da internet e citou a computação na nuvem como algo muito importante que seria afetado por eventual fragmentação da rede.</p>
<p>“O compartilhamento de informação através das fronteiras é superimportante para empresas, cooperação científica e para implementar a computação na nuvem, uma ferramenta poderosa para oferecer às pessoas capacidade de processamento abrangente, algo essencial para pequenas empresas que estão crescendo e para que exista tráfego entre centros de dados."</p>
<p><strong>Aprendizado de maquina</strong></p>
<p>Disse ser preciso fazer uma distinção entre a inteligência artificial mais geral e o que tem sido implementado até o momento, o aprendizado de máquina, que é "uma habilidade mais específica, que possibilita que computadores façam coisas que antes só humanos podiam fazer, como traduzir idiomas e identificar células cancerígenas".</p>
<p>Entretanto, o aprendizado de máquina ainda apresenta pontos negativos, erros que não podem ser antecipados, como no caso de reconhecimento por imagens, caso haja pequenas alterações nelas, segundo Cerf.</p>
<p>Citou ainda o deep fake, no qual pessoas são inseridas numa situação em que nunca estiveram e dizendo coisas que não disseram. “Estamos enfrentando uma ampla gama de riscos em potencial e a população espera que os cientistas da computação resolvam esses problemas.”</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kimberly-anastacio">Kimberly Anastacio</a>, cientista política e doutoranda da American University, EUA, perguntou a Cerf sobre o papel da internet e dos organismos que a controlam na implementação de tecnologias apropriadas em face das das mudanças climáticas.</p>
<p>Para ele, a internet pode fazer parte das soluções ao permitir o compartilhamento de informações e modelos que permitam entender toda a dinâmica do aquecimento global e mitigar seus efeitos. “Dizem que a internet consome muita energia, no entanto, se fizermos o cálculo de todos os setores que consomem energia, ela não pode levar a culpa.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcio-nobre-migon-16-11-2020/image" alt="Márcio Nobre Migon - 16/11/2020" title="Márcio Nobre Migon - 16/11/2020" height="304" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Márcio Nobre Migon</dd>
</dl>Nas exposições posteriores ao debate com Cerf algumas questões voltaram a ser abordadas e novos temas foram acrescentados à discussão.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcio-nobre-migon">Márcio Nobre Migon</a>, coordenador do CGI.br, ressaltou o grande desafio geopolítico presente na evolução da internet. “Vemos países e organizações dentro deles, mais ou menos ligados ao poder constituído, que promovem um tráfego não desejado.”</p>
<p>Há margem para certo otimismo, de acordo com Migon, “pois os problemas que surgem na internet não são tão diferentes daqueles que surgem no mundo real, com todas as suas imperfeições, todos os seus desafios e toda as soluções que a engenharia humana foi capaz de produzir”.</p>
<p>No que se refere à autorregulação, ele destacou que ela passa pela governança corporativa e pelo papel dos acionistas no processo. A dificuldade está em saber “como é possível migrar dos interesses da governança corporativa, dos acionistas e dos stakeholders e tentar chegar numa governança da internet para fins de políticas públicas.”</p>
<p><strong>Perspectiva antropológica</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-souza-lima-blotta">Vitor Blotta</a>, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/jornalismo-direito-liberdade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade</a>, afirmou que a rede e seus espaços, algoritmos e dispositivos têm de ser vistos na perspectiva da antropologia, “como entidades que têm participação, agência e transformam as formas de nos relacionarmos”. Para ele, é preciso pensar numa governança ecológica, que englobe o indivíduo e as entidades não humanas, “ajudando a lidar com a rede e os espaços que ela cria”.</p>
<p>Em sua exposição Kimberly Anastacio concordou com Blotta de que ao abordar a governança da internet não se deve centrar tanto no indivíduo. “Nos estudos de ciência e tecnologia atuais é muito comum usarmos a teoria da ator-rede, do Bruno Latour [filósofo, antropólogo e sociólogo francês], procurando entender os atores humanos e também os não humanos quando se tenta entender qualquer objeto tecnológico, qualquer interação, qualquer cadeia de ações.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/kimberly-anastacio-16-11-2020/image" alt="Kimberly Anastacio - 16/11/2020" title="Kimberly Anastacio - 16/11/2020" height="279" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Kimberly Anastacio</dd>
</dl><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kimberly-anastacio"></a></p>
<p>Em relação aos impactos da tecnologia na sociedade, ela considera que os protestos contra o racismo nos Estados Unidos, os algoritmos e o reconhecimento facial demonstram como “a tecnologia é muitas vezes utilizada de forma que afeta mais alguns corpos e algumas experiências humanas; parece que essas coisas têm a ver mais com a camada de conteúdo, ferramentas e plataformas que usamos, mas na verdade são afetadas pela própria arquitetura da rede”.</p>
<p><strong>Legislação</strong></p>
<p>Ela vê dois desafios a serem enfrentados: o regulatório e o ambiental. Em relação ao primeiro, disse que há muita regulação privada, "mas está se tornando comum legisladores e gestores públicos tentarem solucionar problemas que vão da desinformação até crimes na internet”.</p>
<p>“Estou pesquisando todos os projetos de lei sobre desinformação desde as eleições de 2018. Há mais de 70 deles na Câmara de Deputados. É incrível a quantidade de propostas que tentam criminalizar o compartilhamento das fake news, deixando para as empresas a decisão do que seria fake news e como identificar a pessoa que está compartilhando para ela ser submetida a um processo criminal.”</p>
<p>Várias coisas podem ser feitas para evitar essas “soluções desastrosas”, disse. Entre elas, relacionou capacitar parlamentares, criar mais setores envolvidos com o tema no Congresso Nacional e destrinchar os motivos que levam os legisladores a propor essas soluções.</p>
<p>“Não é suficiente pensar numa solução tecnológica sem pensar, por exemplo, na erosão das instituições, que gera desconfiança sobre a mídia tradicional, sobre a ciência, sobre a democracia. Confiar numa solução tecnológica é tão inocente como imaginar que não há política por trás da infraestrutura tecnológica da internet.”</p>
<p>Quanto ao desafio ambiental, Kimberly disse que a intersecção entre meio ambiente e governança da internet deve ser mais abordada. "Sinto que isso está acontecendo. Se pensarmos em hardware, há muito tempo se discute obsolescência programada, lixo eletrônico, infraestrutura. O mais comum é falar em tornar os centros de dados mais verdes. No caso dos cabos submarinos, é preciso fazer estudos de impactos ambientais relevantes.”</p>
<p>Ao comentar a exposição de Kimberly, Castro disse que a internet não pode estar sujeita a legislações que datam dos séculos 18 e 19 nem aos antigos padrões de soberania nacional presentes no direito internacional.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-fernando-martins-castro-16-11-2020/image" alt="Luiz Fernando Martins Castro - 16/11/2020" title="Luiz Fernando Martins Castro - 16/11/2020" height="306" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Luiz Fernando Martins Castro</dd>
</dl></p>
<p>Na esfera legal, ele destacou os debates que ocorrem na <a href="https://www.internetjurisdiction.net/">Internet and Jurisdiction Policy Network</a>: “Não se discute a unificação do Direito. Sabemos que as convenções criminais, por exemplo, têm um alcance bastante limitado, por conta de sua operabilidade. A rede trata mais da interoperabilidade do Direito, não de querer um Direito harmônico. A ideia é que diferentes sistemas conversem e possam colaborar em demandas sobre práticas nefastas na rede.”</p>
<p>Para Liane, muitos projetos de lei sobre a internet, se aprovados, “afetariam incrivelmente a economia digital, e não se pode mais falar de economia digital, pois toda economia depende da internet, que até um artesão usa”.</p>
<p><strong>Pegada de carbono</strong></p>
<p>Voltando ao tema internet e meio ambiente, Liane comentou que reportagem de 2015 indicava que os centros de dados eram responsáveis por emissão de CO<sub>2</sub> similar à da indústria de aviação. “Cada busca no Google tem um custo de emissão, e são 3,5 bilhões de buscas diárias. O Google responde por 40% das emissões de CO2 relacionadas com a internet.”</p>
<p>Em relação ao consumo de energia, Getschko disse que pode ter emissão ou não de CO<sub>2</sub>, lembrando que a energia elétrica brasileira e majoritariamente produzida por fontes limpas, sobretudo usinas hidroelétricas. “Não há como evitar o gasto de energia. Mais importante do que economizar energia é usar energia limpa.”</p>
<p>Liane também lembrou que em 2014, nos 40 anos da definição do TCP/IP, Cerf escreveu com outros dois pesquisadores o artigo “<a class="external-link" href="https://research.google/pubs/pub45894/">Internet Governance is Our Shared Responsability</a>” (a governança da internet é uma responsabilidade que nós compartilhamos). “Nós quem? Quem é que define hoje as práticas? Há as grandes corporações que visam agressivamente o lucro e os países que aspiram avidamente ter poder sobre outros países.”, afirmou Liana, para quem a governança é uma esperança, apesar de se questionar se ela é materializável.</p>
<p>Vieira também tratou do protagonismo na governança: “Quem vai cuidar da governança da internet? Serão as grandes empresas? Os países mais poderosos? Será que a China e os EUA vão entrar num acordo sobre como fazer as coisas acontecerem ou vai ocorrer o que estamos vendo em relação ao 5G?</p>
<p>Lembrou que o tema tem sido amplamente discutido desde antes do primeiro Fórum de Governança da Internet, realizado em Atenas, em 2006. No ano seguinte, aconteceu o segundo fórum, no Rio de Janeiro, e cinco temas tiveram destaque, segundo Vieira: transparência, acesso, segurança, diversidade e recursos críticos da internet.</p>
<p>“Muitas questões sobre esses temas foram parcialmente resolvidas. Hoje, a grande questão é o que fazer com a quantidade imensa de dados, como preservar sua segurança e como lidar com a questão ambiental, uma vez que não se pode deixar de fazer internet e computação.”</p>
<p>Do ponto de vista de segurança, Getschko disse haver exemplos ótimos, como os honeypots [simulam sistemas com aplicativos e dados e funcionam como uma armadilha para atrair hackers, obtendo informações sobre eles e como operam]. “As ameaças são características do ser humano, não da rede. A rede deu chance para que isso aflorasse. É preciso um trabalho muito longo de educação e aculturamento, de que tudo tem consequência.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/vitor-blotta-16-11-2020/image" alt="Vitor Blotta - 16/11/2020" title="Vitor Blotta - 16/11/2020" height="301" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Vitor Blotta</dd>
</dl></p>
<p><strong>Espaço público</strong></p>
<p>Blotta enfatizou a importância da ideia de espaço público, do interesse público e das organizações voltadas ao interesse público, nacionais e internacionais, “que deveriam ocupar mais o espaço na governança da internet”.</p>
<p>“Estou falando no sentido normativo, onde os pesquisadores da área de teoria crítica veem alguma luz no fim do túnel. Se deixarmos para a autorregulação e a regulação estatal, a tendência é haver distorções, abusos e apropriações da dimensão pública.”</p>
<p>Para ele, é preciso fortalecer espaços e organizações como o CGI.br e as universidades e mobilizar entidades de interesse público para proteger o espaço intermediário entre empresas e governos.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-11-27T00:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-e-dedicado-a-temas-comuns-ao-direito-e-a-tecnologia-da-informacao">
    <title>Novo grupo é dedicado a temas comuns ao Direito e à Tecnologia da Informação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novo-grupo-de-estudos-e-dedicado-a-temas-comuns-ao-direito-e-a-tecnologia-da-informacao</link>
    <description>Criação do Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (Tech Law) no Polo Ribeirão Preto do IEA foi aprovada pelo Conselho Deliberativo em 24 de junho.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/teclado-com-martelo-de-juiz" alt="Teclado com martelo de juiz" class="image-right" title="Teclado com martelo de juiz" /></p>
<p>O estímulo aos estudos avançadas interdisciplinares que envolvam Direito e Tecnologia da Informação (TI) é o objetivo geral do Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (Tech Law), cuja criação, no Polo Ribeirão Preto do IEA, foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do Instituto em junho.</p>
<p>O grupo é constituído por professores e estudantes de Direito e Ciência da Computação. A coordenação é de dois professores da USP participantes do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> do IEA em 2020: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/evandro-eduardo-seron-ruiz" class="external-link">Evandro Eduardo Seron Ruiz</a>, do Departamento de Computação e Matemática da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) é o coordenador; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cintia-rosa-pereira-de-lima" class="external-link">Cíntia Rosa Pereira de Lima</a>, do Departamento de Direito Privado e Processo Civil da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP), é a vice-coordenadora.</p>
<p>Alguns dos objetivos específicos do grupo são:</p>
<ul>
<li>permitir estudos práticos sobre: anonimização e pseudoanonimização; inteligência artificial, ética e Direito; e análise sobre a (in)adequação dos termos e condições de uso; </li>
<li>oferecer subsídios à concretude de políticas públicas que serão encaminhados à Autoridade Nacional de Proteção de Dados Pessoais (ANPD) e ao Conselho Nacional de Proteção de Dados e da Privacidade, instituídos pela <a class="external-link" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/lei/l13853.htm">Lei n. 13.853/2019</a>; </li>
<li>promover eventos científicos sobre assuntos relacionados ao Direito e TI, a fim de contribuir para a formação de pesquisadores e outros profissionais; </li>
<li>preencher as lacunas doutrinárias - dadas as constantes mudanças tecnológicas - com a publicação de artigos científicos e um livro coletivo. </li>
</ul>
<p>Na proposta de criação do grupo, Ruiz e Cíntia Rosa destacam que a sociedade informacional é caracterizada pela aquisição<sub>, </sub>armazenamento, processamento e distribuição de informações por meio das TIs. Nesse processo, afirmam que “se destaca o papel da informação como riqueza (economia informacional) e como instrumento de poder”, conforme análise do sociólogo espanhol Manuel Castells.</p>
<p>“Dessa forma, diversos problemas sociais, jurídicos e tecnológicos envolvendo os avanços científicos merecem ser estudados de forma interdisciplinar, estabelecendo um diálogo constante entre o Direito e a Ciência da Computação.”</p>
<p>Como exemplo de questões a serem debatidas, citam “os dois pilares para o sistema protetivo aos dados pessoais" adotados pela <a class="external-link" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm">Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD)</a> [nº 13.709, promulgada em agosto de 2018]: o consentimento informado e a anonimização dos dados pessoais.</p>
<p>Para eles, é preciso considerar que esses termos não são conceitos estáticos, nem exclusivamente jurídicos: “Deve-se estimular a adoção da tecnologia para o consentimento seja realmente livre, informado e inequívoco”, ressalvam. A questão será analisada no segundo ano de atividades do grupo.</p>
<p>No primeiro ano de funcionamento, os estudos estarão centrados na anonimização e na pseudoanonimização. Os pesquisadores alertam que a LGPD contém “um conceito aberto sobre anonimização”, ao citar que devam ser utilizados “meios técnicos razoáveis” para a não associação de dados a pessoas. A definição do que seja razoável depende de uma pesquisa conjunta entre juristas e cientistas da computação, afirmam.</p>
<p>Os coordenadores do grupo já têm desenvolvido trabalhos científicos em conjunto sobre o tema, como o livro “Comentários à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais” (2020), coordenado por Cíntia Rosa e com artigo de Ruiz, e a organização do congresso internacional “Desafios da Autoridade de Proteção de Dados Pessoais, realizado em novembro de 2019, na FDRP.</p>
<p>Segundo eles, a criação do grupo consolidará as pesquisas iniciadas em conjunto por ambos, que pretendem publicar dois artigos científicos, um por ano de atividade do grupo, em periódico com fator de impacto relevante nas áreas estudadas pelo grupo. Também organização um livro coletivo interdisciplinar e editarão os anais de um congresso.</p>
<p>A perspectiva é que os demais pesquisadores vinculados ao grupo bem como estudantes de graduação e pós-graduação envolvidos com os trabalhos também publiquem artigos em periódicos de excelência nacionais e internacionais e apresentem resultados em eventos relevantes no Brasil e no exterior.</p>
<p>Para o primeiro ano de atividade, a coordenação definiu dois temas de estudos:</p>
<ul>
<li>2º<sup> </sup>semestre de 2020: “Anonimização, Pseudoanonimização e os Desafios em face das Possibilidades de Reidentificação”; </li>
<li>1º<sup> </sup>semestre de 2021: “Inteligência Artificial e Internet das Coisas: O Constante Dilema entre Avanço e a Proteção da Privacidade e dos Dados Pessoais”. </li>
</ul>
<p>O grupo realizará um workshop ou seminário aberto ao público ao final de cada um dos três semestres iniciais de atuação. No final do biênio, organizará um congresso nacional ou internacional, também aberto ao público, para ampla divulgação dos resultados dos estudos.</p>
<p>Além de Ruiz e Cíntia Rosa, o grupo tem outros 13 membros permanentes, professores da USP (FDRP, FFCLRP e Faculdade de Direito), Universidade de Edimburgo (Reino Unido), Universidade de Estudos de Bolonha (Itália), Universidade de Nice (França) e Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) e o gestor da empresa Codex Data – Soluções Digitais.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a href="https://www.pikist.com/free-photo-iqyft/pt">Pikist</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-07T14:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/webinar-discute-protecao-de-dados-durante-pandemia">
    <title>Webinar discute proteção de dados durante pandemia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/webinar-discute-protecao-de-dados-durante-pandemia</link>
    <description>Evento marca início das atividades de novo grupo do IEA-RP</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="has-text-align-left"><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/CartazseguranC3A7adados32.png/@@images/2fdeb6f6-6f28-4a54-95bf-5619b008c0ba.png" alt="" class="image-left" title="" />Com a pandemia de covid-19, diversas tecnologias de rastreamento passaram a ser usadas para monitorar a taxa de isolamento ou até alertar a possível proximidade com uma pessoa infectada. Porém, o compartilhamento de dados que elas permitem pode colocar em xeque os pilares da proteção de dados pessoais. Para debater os aspectos éticos e jurídicos dessa questão, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP realiza no dia 12 de agosto, a partir das 10h, o webinar <span><b>Proteção de dados na pandemia de covid-19</b></span>.</p>
<div class="wp-block-group">
<div class="wp-block-group__inner-container"></div>
</div>
<p>A participação é aberta a todo o público. A transmissão será feita pelo <a href="https://sites.usp.br/iearp/live/">canal do IEA-RP no YouTube</a>. Não serão emitidos certificados aos participantes.</p>
<p>O evento terá como palestrantes o professor da Universidade de Edimburgo Rafael Lima Sakr, as professoras da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP Cristina Godoy Bernardo de Oliveira e Cíntia Rosa Pereira de Lima e o professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP Evandro Eduardo Seron Ruiz.</p>
<p>Eles vão abordar temas como ética de Estado e desafios para a democracia, tecnologias de rastreamento pessoal, bases para o tratamento de dados e perigos do compartilhamento de dados pessoais durante a pandemia de covid-19.</p>
<p>O webinar também marcará o início das atividades do <a href="https://sites.usp.br/iearp/direito-e-tecnologia-tech-law/">Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (Tech Law) do IEA-RP</a>.</p>
<p>Mais informações: <a>iearp@usp.br</a></p>
<p><span><em>Sobre os palestrantes</em></span></p>
<p>Rafael Lima Sakr tem doutorado pela London School of Economics and Political Science, mestrado em Direito pela Columbia University Law School e graduação em Direito pela USP. É docente da Edinburgh School of Law e o foco de sua atuação é o papel do Direito e dos advogados na governança global, no regionalismo comercial e no desenvolvimento econômico.</p>
<p>Cristina Godoy Bernardo de Oliveira é bacharel e doutora em Direito pela USP. Atualmente é professora de Graduação e Pós Graduação da FDRP-USP. Integra ainda o Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (Tech Law) do IEA-RP.</p>
<p>Cíntia Rosa Pereira de Lima é livre-docente em Direito Civil Existencial e Patrimonial pela FDRP-USP, onde é professora associada. Foi professora em Ano Sabático no IEA-RP e atualmente integra o Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (Tech Law) do instituto.</p>
<p>Evandro Eduardo Seron Ruiz é professor associado do Departamento de Computação e Matemática da FFLCRP-USP, onde é orientador no Programa de Pós-Graduação em Computação Aplicada. Foi professor em Ano Sabático no IEA-RP e atualmente integra o Grupo de Estudos Direito e Tecnologia (Tech Law) do instituto.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><b>Proteção de dados na pandemia de covid-19</b><br /><i>12 de agosto, 10h<br /><a class="external-link" href="https://sites.usp.br/iearp/live/">Transmissão: canal do IEA-RP no YouTube</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/protecao-de-dados-na-pandemia-de-covid-19" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-03T19:44:19Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/protecao-de-dados-na-pandemia-de-covid-19">
    <title>Proteção de dados na pandemia de covid-19</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/protecao-de-dados-na-pandemia-de-covid-19</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O evento vai <span>abordar temas como ética de Estado e desafios para a democracia, tecnologias de rastreamento pessoal, bases para o tratamento de dados e perigos do compartilhamento de dados pessoais durante a pandemia de covid-19.</span></p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><span></span>Rafael Lima Sakr (<span>Universidade de Edimburgo)<br /></span><span>Cristina Godoy Bernardo de Oliveira (<span>Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP)</span><br />Cíntia Rosa Pereira de Lima (<span>Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da USP)<br /></span>Evandro Eduardo Seron Ruiz (<span>Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP<span>)</span></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-03T19:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-direito-cidade-vida-3">
    <title>Sobre o Trabalho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-direito-cidade-vida-3</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; ">No terceiro webinar do </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-de-debates-direito-a-" class="external-link">Ciclo de Debates: Direito à Cidade - Direito à Vida</a><span> pesquisadores discutirão a</span> centralidade do trabalho na vida, os efeitos da pandemia e os termos da precarização. O trabalho, ao destruir atividades econômicas e ao reforçar as atividades a distância, evidencia sua importância para toda sociedade uma vez que a renda do emprego e das diferentes ocupações são fundamentais para sustento das famílias.</p>
<p><span>No horizonte deste debate estão o futuro do trabalho, a divisão </span><span>do trabalho e a própria teoria do valor-trabalho frente ao Direito à Cidade e ao Direito à Vida.</span></p>
<p><span><strong>Palestrantes</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sayonara-grillo-coutinho-leonardo-da-silva" class="external-link">Sayonara  G.C. Leonardo da Silva</a> (UFRJ)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-antunes" class="external-link">Ricardo Antunes</a> (IFICH/UNICAMP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-cesar-xavier-pereira" class="external-link">Paulo Cesar Xavier Pereira</a> (FAU e IEA/USP)</p>
<p><strong>Mediadora</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cibele-saliba-rizek" class="external-link">Cibele Rizek</a> - (IAU e IEA/USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-07-20T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-cadernos-direito-2020">
    <title>Lançamento "Cadernos de Direito e Inovação" - Decreto Federal de Inovação: Novas Oportunidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/lancamento-cadernos-direito-2020</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<blockquote>
<blockquote>
<p>É com grande satisfação que o Núcleo Jurídico do Observatório de Inovação e Competitividade do IEA/USP apresenta a <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/cadernos-de-inovacao-volume-2-1" class="external-link">2ª edição dos seus Cadernos de Direito e Inovação</a>.</p>
<p>Nesta edição o foco é o <a class="external-link" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Decreto/D9283.htm">Decreto nº 9.283/18</a>, que instituiu nova regulamentação para a Lei Federal de Inovação (<a class="external-link" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.973.htm">Lei nº10.973/04</a>).</p>
</blockquote>
<p>Fruto de uma ampla chamada pública o trabalho reúne perspectivas jurídicas variadas, resultando em 17 contribuições dedicadas ao exame das oportunidades trazidas pelo Decreto quanto às possíveis interações entre entes públicos e privados.</p>
<p><span><strong>Participantes:</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leopoldo-gomes-muraro" class="external-link">Leopoldo Gomes Muraro</a> (UnB)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rafael-ramalho-dubeux" class="external-link">Rafael Dubeux</a> (UFPE)</p>
<p><span><strong>Moderação e Apresentação:</strong></span></p>
</blockquote>
<blockquote><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-gomes-dos-santos" class="external-link"> Fabio Gomes dos Santos</a> (OIC/IEA-USP)</blockquote>
<blockquote><br /><a class="external-link" href="http://iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gabriela-capobianco-palhares">Gabriela Capobianco Palhares</a> (OIC/IEA-USP)</blockquote>
<blockquote><br /></blockquote>
<h3>Transmissão:</h3>
<blockquote><span>Acompanhe o evento on-line em </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">iea.usp.br/aovivo</a></blockquote>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Janaina Abreu Oliveira</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-06-25T12:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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