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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 141 to 155.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/um-panorama-da-energia-no-brasil">
    <title>Os desafios da produção de energia no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/um-panorama-da-energia-no-brasil</link>
    <description>Dossiê da edição nº 59 da "Estudos Avançados" aborda controvérsias ligadas à dinamização do setor energético brasileiro. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev59.jpg" alt="caparev59.jpg" class="image-right" title="caparev59.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Nesse momento em que se discutem mudanças na matriz energética do país, a revista "Estudos Avançados" apresenta em sua edição nº 59 um dossiê dedicado aos problemas brasileiro no setor.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os textos tratam da geração de eletricidade por usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares, produção de biocombustíveis, gás natural, uso racional de energia, mudanças energéticas no século 21, impactos sociais e ambientais das várias opções energéticas e riscos das usinas nucleares.</p>
<p style="text-align: justify; ">De acordo com Marco Antônio Coelho, editor executivo da revista, uma das conclusões a que se chega diante dos aspectos e divergências levantados no dossiê é a da urgência de uma "participação maior no debate daqueles que podem influir nos rumos do país, sobretudo integrantes do Congresso Nacional, dos meios acadêmicos, da imprensa e de organizaçãos não-governamentais".</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo Coelho, os textos revelam a extensão, o emaranhado e a profundidade das contradições decorrentes da necessidade de desenvolvimento da produção de energia no Brasil: "São conflitos que aparecem em pronunciamentos de figuras de destaque do governo federal e que ganham repercussão pública graças à disputa acirrada entre grupos de pressão (<em>lobbies)</em> que atuam nos bastidores e na mídia".</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê não procura apresentar soluções para os problemas energéticos brasileiros, mas sim contribuir com a reflexão da sociedade sobre os melhores caminhos para o país enfrentar esse desafio. Essa é a razão de a revista apresentar artigos com pontos de vista divergentes sobre os principais nós do Brasil no setor.</p>
<p style="text-align: justify; ">Uma primeira divergência presente no dossiê é a existência de opiniões diferentes sobre as previsões a respeito da demanda de energia nos próximos anos, o que implica obviamente em propostas diversas a respeito das decisões a serem adotadas. Alguns artigos destacam que, em geral, iniciativas para incremento da produção de energia provocam problemas ambientais, "por isso é fundamental a busca de soluções que sejam as menos nocivas", comenta Coelho. Um dos textos que ressaltam esse aspecto é o de Carlos Vainer sobre "As Questões Sociais e Ambientais na Utilização de Recursos Hidráulicos".</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/torrealtatensao.jpg" alt="torrealtatensao.jpg" class="image-left" title="torrealtatensao.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Os textos de José Roberto Pereira Novaes e Guilherme Dias tratam, respectivamente, das condições de trabalho nos canaviais e da possibilidade de prejuizo à produção de alimentos, "aspectos geralmente negligenciados nas análises divulgadas na mídia sobre a importância da produção do etanol e outros biocombustíveis".</p>
<p style="text-align: justify; ">Coelho destaca que há uma campanha estridente para o governo aplicar imediatamente uma massa de recursos financeiros elevados na construção de usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares e em oleodutos, gasodutos e outras obras: "A justificativa apresentada é a de uma ameaça de apagão a curto prazo. Por outro lado, deixam-se de lado advertências para a necessidade de uma política energética racional, eficiente e competitiva, alerta feito em documento da ONG WWF-Brasil, elaborado por um conjunto de especialistas da Unicamp. O documento afirma que a adoção das recomendações que sugere significaria uma economia de 33 bilhões de reais na conta nacional de eletricidade nos próximos 13 anos".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os textos que tratam da utilização da energia nuclear apresentam uma clara discordância. Carlos Alvim, Carley Martins e outros são favoráveis. José Goldemberg, Luiz Pinguelli Rosa e Ignacy Sachs, contrários. Há inclusive um relato sobre a decisão sueca de gradualmente reduzir o número de suas usinas nucleares, que chegaram a responder por 50% da energia elétrica consumida no país.</p>
<p style="text-align: justify; ">Quanto ao setor hidrelétrico, Coelho comenta que "o governo federal anuncia diversos projetos para a construção de hidrelétricas na bacia do rio Amazonas. Todavia, os problemas decorrentes da construção de Tucuruí, Samuel, Balbina e outras usinas indicam que a exploração da hidroenergia na região exige o respeito aos processos ecológicos, hidrossociais e hidrotécnicos da Amazônia". Essa análise é feita em artigo de José Galizia Tundisi.</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê também discute a situação em outras bacias, onde projetos de usinas são motivo de conflitos em razão de possíveis problemas sociais e ambientes, como é o caso da bacia do rio São Francisco e na do Ribeira do Iguape. Segundo Coelho, esse conflitos "contrariam o parecer daqueles que apontam a possibilidade de aumento imediato na produção das centrais já instaladas e de instalação de pequenas centrais em paralelo a outras iniciativas energéticas, como o uso de biocombustíveis".</p>
<p style="text-align: justify; ">Um exemplo desse tipo desse tipo de situação é lembrado por Célio Bermann em seu artigo: a oposição da população do Vale do Ribeira, em São Paulo, desde os anos 90 ao projeto do Grupo Votorantim de construir uma grande usina em área da Serra do Mar, para utilização da energia na produção de alumínio.  Coelho destaca que esse conflito alerta para uma questão que exige um exame cauteloso: "Em que medida é justificável ampliar o uso de recursos hidráulicos e energéticos em setores industriais que consomem intensamente energia com o propósito de exportar <em>commodities</em>, como sucede em Tucuruí?"</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto:  <a href="http://www.flickr.com/photos/siebe/" target="_blank">Siebe</a> </span></p>
<div style="text-align: justify; "><em><br /></em></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2007-03-28T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2006/lancamento-da-edicao-58-da-revista-estudos-avancados-dossie-guimaraes-rosa-18-de-dezembro-de-2006">
    <title>Lançamento da Edição 58 da Revista "Estudos Avançados" - Dossiê Guimarães Rosa - 18 de dezembro de 2006</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2006/lancamento-da-edicao-58-da-revista-estudos-avancados-dossie-guimaraes-rosa-18-de-dezembro-de-2006</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2006-12-18T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-impacto-da-paisagem-e-da-gente-do-sertao-em-guimaraes-rosa">
    <title>O impacto da paisagem e da gente do sertão em Guimarães Rosa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-impacto-da-paisagem-e-da-gente-do-sertao-em-guimaraes-rosa</link>
    <description>Em comemoração aos 50 anos de publicação de "Grande Sertão: Veredas", a revista "Estudos Avançados" traz um dossiê sobre as influências sofridas e exercidas por Guimarães Rosa em sua obra. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:270px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rosa6.jpg/image" alt="rosa6.jpg" title="rosa6.jpg" height="328" width="270" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:270px;">Guimarães Rosa em 1952, durante viagem de acompanhamento de boiada pelo interior de Minas Gerais Foto de Eugênio Silva para a revista 'O Cruzeiro'</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">A edição nº 58 da revista "Estudos Avançados" tem como destaque o dossiê "Guimarães Rosa", comemorativo dos 50 anos anos da publicação da primeira edição de "Grande Sertão: Veredas" e é acompanhada de CD musical produzido por Ivan Vilela.</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê não é voltado à análise crítica da obra de Rosa. Os artigos tratam dos cenários e da gente do sertão presentes nos trabalhos do escritor e das manifestações culturais da atualidade inspiradas em seus livros.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os participantes do dossiê são Marily da Cunha Bezerra, Dieter Heidemann, Marco Antônio Coelho, Carlos Rodigues Brandão, Dario Luis Borelli, Wagner Dias, Ivan Vilela, Waldecy Tenório e Suzi Frankl Sperber.</p>
<p style="text-align: justify; ">A cultura italiana também está presente na edição, com a publicação da última entrevista concedida pelo pensador Norberto Bobbio (1909-2004), de artigos de Luciano Canfora e Pedro Garcez Ghirardi e de reproduções de pinturas de Giorgio Morandi (1890-1964) que integram o acervo do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP.</p>
<p style="text-align: justify; ">A origem do Universo é tema de artigo do astrofísico João Steiner, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP e diretor do IEA. O bioantropólogo Walter Neves, do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da USP, escreve sobre a origem do homem.</p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/caparev58.jpg" alt="caparev58.jpg" class="image-left" title="caparev58.jpg" />A revista traz também artigo do neurocientista Iván Izquierdo e colaboradores sobre "A Arte de Esquecer" (tema de conferência de Izquierdo no IEA) e a íntegra da exposição do epidemiologista Marcus Barros, presidente do Ibama, no seminário "Tristes Trópicos ou Terras de Boa Esperança?" [<i>Assista aos vídeos das conferências de <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2006/a-arte-de-esquecer" class="external-link">Izquierdo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2006/tristes-tropicos-ou-terras-de-boa-esperanca-video-1" class="external-link">Barros</a> na Midiateca Online</i>].</p>
<p style="text-align: justify; ">Outra seção da revista contém a primeira parte dos trabalhos apresentados na oficina "Diagnóstico e Soluções dos Problemas Alimentares e Nutricionais no Brasil — Formando Parcerias", realizada pelo Grupo de Estudos sobre Nutrição e Pobreza em agosto de 2005. A edição é completada pela seção "Resenhas".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>MÚSICA</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">O CD que acompanha a edição contém canções, faixas instrumentais e outros trabalhos sonoros inspirados na obra de Guimarães Rosa e nas paisagens e gente dos sertões. Traz também Antonio Candido interpretando os versos da "Canção de Siruiz" a partir de uma melodia que conheceu na infância e José Mindlin lendo o trecho final de "Grande Sertão: Veredas".</p>
<p style="text-align: justify; ">Os autores das canções e peças instrumentais são Renato Andrade, Ivan Vilela, Rodrigo Delage, Wagner Dias, Julio de Paula, Tavinho Moura, Wagner Dias e Paulo Freire. Todos participam da interpretação das composições, junto com outros instrumentistas e cantores, como os dos grupos Estúrdio Quarteto e Nhambuzim, além de Pena Branca, Mario Manga, Carlinhos Ferreira e vários outros. Há também duas faixas de domínio público e uma narrativa de José Maria Gonçalves, por ele apresentada (<i>leia a ficha do CD abaixo)</i>. A produção do CD foi possível graças a patrocínio da Petrobras.</p>
<p style="text-align: justify; "><i>O nº 58 de "Estudos Avançados" tem 348 páginas. O preço do exemplar é R$ 30,00 e a assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Para saber mais sobre outras edições e sobre como adquirir exemplares e assinaturas, entre em contato com Edilma Martins —<a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a> —, telefone (11) 3091-1675, ou consulte <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a>. A coleção completa da revista está acessível em formato digital na biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library Online), <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issues&amp;pid=0103-4014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">www.scielo.br</a>.</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2006-11-20T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2006/lancamento-da-edicao-57-da-revista-estudos-avancados-dossie-migracao-23-de-agosto-de-2006">
    <title>Lançamento da Edição 57 da Revista "Estudos Avançados" - Dossiê Migração - 23 de agosto de 2006</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2006/lancamento-da-edicao-57-da-revista-estudos-avancados-dossie-migracao-23-de-agosto-de-2006</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2006-08-23T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/migracoes-a-globalizacao-forcada">
    <title>Migrações: a globalização forçada</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/migracoes-a-globalizacao-forcada</link>
    <description>Número 57 da revista "Estudos Avançados" reúne 18 artigos sobre movimentos migratórios internos e externos, com foco na realidade brasileira. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa57b.jpg" alt="capa57b.jpg" class="image-left" title="capa57b.jpg" />"O Brasil, que foi, há um século, um típico país de imigração, tornou-se, a partir de 1980, aproximadamente, um exportador de mão-de-obra, ou seja, um país de emigração", comenta Alfredo Bosi, editor da revista <strong>Estudos Avançados</strong>, que tem na edição nº 57 o dossiê "Migração", com 18 artigos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em 2003, o Ministério das Relações Exteriores estimava em 1,9 milhão o número de brasileiros vivendo no exterior. A essa realidade de âmbito internacional, somam-se os movimentos migratórios internos. Para Bosi, os efeitos causados por tão grande êxodo não são apenas de ordem econômica: "Problemas de identidade cultural e de comportamento afloram em todos os pólos visados pelas migrações".</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê contempla diversos aspectos dessa "globalização forçada, que evidencia agudos desequilíbrios regionais", como destaca o editor. A necessidade de articulação de políticas de migração internacional com esforços para o desenvolvimento econômico e social dos países envolvidos, os impactos da imigração para os EUA e França nos processos políticos e sociais dos dois países e os efeitos (negativos e positivos) da remessa de dinheiro para a economia dos países de origem dos imigrantes são alguns dos aspectos de caráter internacional analisados no dossiê.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em relação ao Brasil, o conjunto de textos trata das relações migratórias com o Japão, da emigração para Portugal, da organização dos brasileiros em Boston, EUA, e de questões ligadas aos países sul-americanos: situação social dos brasileiros e descendentes no Paraguai; mobilidade de populações na tríplice fronteira de Brasil, Peru e Colômbia e nas fronteiras Brasil-Guiana e Brasil-Venezuela; e o processo de inserção de bolivianos na cidade de São Paulo. Também é abordado o desafio para quantificar e traçar o percurso da imigração palestina na América Latina.</p>
<p style="text-align: justify; ">Quanto às migrações internas, o dossiê traz artigos sobre o processo de urbanização no Brasil na segunda metade do século 20, a concentração nas grandes cidades e metrópoles e a queda de afluxo de imigrantes para estas nas duas últimas décadas, origens e destinos dos fluxos migratórios de acordo com a escolaridade dos migrantes e a emigração de nordestinos para Roraima.</p>
<p style="text-align: justify; ">O nº 57 de "Estudos Avançados" tem 422 páginas. O preço do exemplar é R$ 30,00 e a assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Para saber mais sobre outras edições e sobre como adquirir exemplares e assinaturas, entre em contato com Edilma Martins (<a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1675, ou consulte <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a>. A coleção completa da revista está acessível em formato digital na biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library Online), <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issues&amp;pid=0103-4014&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">www.scielo.br</a>.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2006/lancamento-da-edicao-no-57-da-revista-estudos-avancados" class="external-link">ASSISTA AQUI AO VÍDEO DO EVENTO</a></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Migração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Demografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2006-08-07T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-cenarios-para-o-brasil-do-futuro">
    <title>Cenários para o Brasil do futuro </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-cenarios-para-o-brasil-do-futuro</link>
    <description>Dossiê "Brasil: O País no Futuro - 2022", da edição 56 da "Estudos Avançados", traz diagnósticos em áreas essenciais para o desenvolvimento do país nos próximos anos. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa56b.jpg" alt="capa56b.jpg" class="image-right" title="capa56b.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Um país capaz de estabilizar o regime democrático, ampliar a fiscalização popular das decisões políticas, voltar a crescer a taxas históricas (pré-anos 1980), enfrentar com sucesso as disparidades regionais e de renda, investir na educação e no desenvolvimento tecnológico, tornar suas cidades mais organizadas e seguras e de exercer influência mundial, sobretudo na América Latina, sempre lidando de forma eficaz e criativa com os desafios ambientais e os efeitos políticos e econômicos da globalização. Esse é o cenário desejado para o Brasil nos próximos 16 anos. Mas como identificar os pontos críticos que dificultam o caminho para que esse cenário se concretize?</p>
<p style="text-align: justify; ">Com esse fim, o IEA criou em 2005 o projeto "Brasil: O País no Futuro — 2022". A primeira atividade da iniciativa foi um ciclo de seminários em agosto e setembro para a produção de diagnósticos em áreas essenciais ao desenvolvimento do País.</p>
<p style="text-align: justify; ">As exposições do ciclo foram editadas e agora estarão disponíveis em dossiê do nº 56 da revista <strong>Estudos Avançados</strong>. O dossiê conta também com apresentação escrita por Alexandre Polesi, secretário executivo do projeto, e artigo sobre a metodologia Delphi empregada no tratamento de dados obtidos em consultas a especialistas, produzido por James Wright, coordenador metodológico do projeto, com assistência de Renata Spers.</p>
<p style="text-align: justify; ">Os seminários de 2005 e os respectivos textos do dossiê são:</p>
<p><strong>Instituições Políticas</strong><span style="text-align: justify; "> — expositor: Bolívar Lamounier; debatedores: Gildo Marçal Brandão, Rogério Arantes, Brasílio Sallum Jr. e Antônio Octávio Cintra;</span></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Texto</strong> — "O Futuro da Democracia: Cenários Político-Institucionais até 2022" — Amaury de Souza e Bolívar Lamounier;</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Relações Internacionais e Território</strong> — expositor: Sebastião Velasco e Cruz; debatedores: Ricardo Sennes, Oliveiros Ferreira, Antônio Carlos Robert de Moraes, Nina Ranieri e Sérgio Fausto;<br /><strong>Texto</strong> — "O Brasil no Mundo: Conjecturas e Cenários" — Sebastião Velasco e Cruz e Ricardo Sennes;</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Segurança Pública e Desenvolvimento Urbano</strong> — expositor: Luiz Eduardo Soares; debatedores: Regina Meyer, Eduardo Marques e Bruno Paes Manso;<br /><strong>Texto</strong> — "Segurança Pública: Presente e Futuro" — Luiz Eduardo Soares;</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Economia e Seguridade</strong> — expositor: Guilherme Dias; debatedores: Hélio Zylberstajn, Leda Paulani e Paulo Furquim de Azevedo;<br /><strong>Texto</strong> — "Brasil: O Futuro da Economia" — Guilherme Leite da Silva Dias;</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Conhecimento</strong> — expositor: João Steiner; debatedores: Simon Schwartzman, Angela Uller e Naércio Aquino Menezes Filho;<br /><strong>Texto</strong> — "Gargalos para o Brasil no Futuro" — João Steiner</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Meio Ambiente</strong> — expositor: Eneas Salati; debatedores: Pedro Leite da Silva Dias e Jacques Marcovitch;<br /><strong>Texto</strong> — "Temas Ambientais Relevantes" — Eneas Salati, Ângelo Augusto dos Santos e Israel Klabin<i>.</i></p>
<p style="text-align: justify; ">A próxima fase do projeto, em 2006, compreenderá a realização de uma segunda pesquisa Delphi, que permitirá a atualização dos cenários desenhados no final de 2004 —durante a participação do grupo de pesquisa do IEA no projeto Brasil 3 Tempos, do governo federal — e a preparação de uma base de dados de um programa sistemático e permanente de prospecção de cenários. O projeto "Brasil: O País no Futuro — 2022" tem coordenação geral de Geraldo Forbes, pesquisador visitante do IEA.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>ÁGUAS DO SÃO FRANCISCO</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Outro destaque do nº 56 é a discussão sobre o projeto de transposição das águas do rio São Francisco. Participam Dom Luiz Cappio, bisco de Barra (BA), que em 2005 fez uma greve de fome de 12 dias contra o projeto, e o governador do Ceará, Lúcio Alcântara, defensor da proposta.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cappioalcantara.jpg/image" alt="cappioalcantara.jpg" title="cappioalcantara.jpg" height="175" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Dom Luiz Cappio e Lúcio Alcântara</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Em entrevista concedida a Marco Antônio Coelho, editor executivo da revista, e Paulo Nogueira Batista Jr., professor da FGV-SP, Dom Cappio fala de sua formação intelectual e religiosa, seu envolvimento com os problemas enfrentados pela população que vive às margens do São Francisco e do porquê de sua decisão de fazer a greve de fome, de como ela se desenrolou e da abertura do diálogo com o governo federal. <i>(Assista ao vídeo com uma seleção dos principais trechos da <a href="http://wms.emm.usp.br:7070/iea/iea060115a.wmv">entrevista</a>.)</i></p>
<p style="text-align: justify; ">Dom Cappio considera o rio São Francisco "a mãe e o pai de todo o povo, de onde tiram o peixe para comer, a água para beber e molhar suas plantações — principalmente em suas ilhas e áreas de vazantes. Mesmo não sendo o maior rio brasileiro em volume d'água, talvez seja o mais importante do País, porque é a condição de vida da população. Sempre dizemos: rio São Francisco vivo, povo vivo; rio São Francisco doente e morto, população doente e morta".</p>
<p style="text-align: justify; ">Para ele, esse componente ecológico se reflete numa intenção social e antropológica: "Um rio com toda sua riqueza passa a ser importante na vida de um povo e na sua maneira de se organizar".</p>
<p style="text-align: justify; ">Por sua vez, o governador do Ceará critica em seu artigo os opositores ao projeto de transposição que alegam riscos de males ecológicos e econômicos ao País. Alcântara diz que esses opositores desconsideram que já estão em andamento ações de controle da erosão na bacia do rio; monitoramente da qualidade da água; reflorestamento das nascentes, margens e áreas degradadas na bacia; e estudos para a conformação do leito navegável.</p>
<p style="text-align: justify; ">"Hoje sabemos que é possível erguer obras estruturantes fundamentais de forma planejada, responsável e conseqüente, evitando desperdícios de verba pública, estorvos para a população e danos ao meio ambiente."</p>
<p style="text-align: justify; ">Alcântara afirma que, com a transposição, "alguns açudes estratégicos poderiam multiplicar a sua vazão regularizada, sendo que apenas nos anos críticos de estiagem a transposição ocorreria nos limites máximos". Além disso, avalia que a execução do projeto permitiria a expansão da irrigação no Vale do São Francisco em 800 mil hectares nos próximos anos, o que significaria "maior produtividades agrícola, incentivo à fruticultura, criação de novos empregos e geração de renda para milhares de famílias, especialmente na região do semi-árido, a mais penalizada pelas estiagens e pelo descaso público".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>OUTRAS SEÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Estudos Avançados</strong> nº 56 tem também as seções "Políticas Públicas: Nova Abordagem", "Universidade", "Cultura e Sociedade", "Resenhas" (inaugurada nesta edição) e uma homenagem a Gilda de Mello e Souza, morta em dezembro de 2005.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Mauro Bellesa/IEA-USP e Governo do Ceará</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2006-04-03T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2006/entrevista-com-dom-capio-15-de-janeiro-de-2006">
    <title>Entrevista com Dom Luiz Cappio - 15 de janeiro de 2006</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2006/entrevista-com-dom-capio-15-de-janeiro-de-2006</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2006-01-15T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/america-latina-integracao-democracia-conflitos-e-cultura">
    <title>América Latina: integração, democracia, conflitos e cultura</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/america-latina-integracao-democracia-conflitos-e-cultura</link>
    <description>A edição nº 50 também privilegia as temáticas “Questão Energética”, “Florestan Fernandes”, “Polêmicas”, “Caminhos da Crítica” e “Memórias”.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/meninasrev55.jpg" alt="meninasrev55.jpg" class="image-inline" title="meninasrev55.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Várias faces da história, da atualidade e dos desafios da América Latina compõem o dossiê que a revista <strong>Estudos Avançados</strong> publica em sua edição nº 55, lançada em dezembro de 2005. De autoria de  pesquisadores brasileiros e estrangeiros, os artigos tratam de  processos de integração, transformações políticas, conflitos armados,  produção e tráfico de drogas, soberania alimentar, literatura e artes  visuais.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>INTEGRAÇÃO </strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Três  artigos discutem aspectos da integração da América do Sul: “Brasil,  Argentina e América do Sul”, de Paulo Nogueira Batista Jr.; “O Mercosul e  a Penhora da Casa”, de Ricardo Seitenfus; e “Rumo para a Construção de  uma Agenda para as Políticas Ativas de Mercado de Trabalho no Mercosul”,  de Maria Cristina Cacciamali.</p>
<p style="text-align: justify; ">Batista  Jr. destaca que na maior parte da América do Sul “instalou-se, ou  começou a instalar-se, um saudável ceticismo em relação a conselhos  externos e supostos consensos econômicos internacionais”. Ele vê um  avanço gradual da integração do Mercosul com o resto da América do Sul e  países em desenvolvimento de outras regiões e considera a aliança  estratégica entre o Brasil e a Argentina o elemento central para os  esforços de integração. Seitenfus traça um panorama das dificuldades  encontradas pelo Mercosul desde sua criação em 1991 e as questões que  agora se colocam diante da perspectiva de constituição da Comunidade  Sul-Americana de Nações (Casa). Cacciamali analisa as políticas de  mercado de trabalho nos países do Mersosul, ressaltando as dificuldades  na articulação das ações e das políticas de trabalho com políticas de  investimento em geral e de desenvolvimento local.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>POLÍTICA </strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Em  “Venezuela: Mudanças Políticas na Era Chávez”, Rafael Duarte Villa  apresenta um estudo sobre os fatores da mudança político institucional  venezuelana em quatro momentos: durante o auge e a queda do Pacto de  Punto Fijo (1958-1989), o início do fenômeno chavista e suas  características, a polarização social e política com Chávez e a  Venezuela pós-referendo presidencial.</p>
<p style="text-align: justify; ">Aníbal  Quijano participa com o artigo “Dom Quixote e os Moinhos de Vento na  América Latina”, onde discute a formação do subcontinente e seu papel e  lugar na configuração da colonialidade do poder como padrão do poder  mundialmente dominante e na emergência da Europa Ocidental como centro  de controle desse padrão.</p>
<p style="text-align: justify; ">As  conseqüências que a crise vivida pela Argentina em 2001 e início de  2002 trouxe para o sistema partidário do país são tratadas por Edgardo  Mocca no texto “O Futuro Incerto dos Partidos Políticos Argentinos”. Ele  analisa por que, ao contrário dos prognósticos, os partidos não  implodiram sob os efeitos do múltiplo desmoronamento e reflete sobre as  mudanças graduais surgidas na cena política argentina.</p>
<p style="text-align: justify; ">O  conflito armado na Colômbia envolvendo Estado, guerrilha e  paramilitares e sua influência decisiva no incremento da produção e  tráfico de drogas são o tema de León Valencia no artigo “Drogas,  Conflito e os EUA – A Colômbia no Início do Século”. Valencia defende  que o melhor caminho para o fim do conflito armado – e, por conseguinte,  da violência, corrupção e outros males causados pelas drogas – é a  negociação política e a inclusão social de amplos setores camponeses e  urbanos.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em  “Mística Revolucionária: José Carlos Mariátegui e a Religião”, Michel  Lövy analisa a visão de mundo romântico-revolucionária do escritor  peruano. Lövy destaca que a contribuição mais original e inovadora de  Mariátegui à reflexão marxista sobre a religião é sua hipótese sobre a  dimensão religiosa do socialismo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em  “Das Montanhas Mexicanas ao Ciberespaço”, Pedro Ortiz discute as  estratégias políticas e de comunicação (inclusive via Internet) do  Exército Zapatista de Libertação Nacional, do Estado de Chiapas, México.  Ortiz as considera diferenciais importantes em relação a outras  experiências guerrilheiras na América Latina.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>CULTURA </strong></p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa55.jpg" alt="capa55.jpg" class="image-left" title="capa55.jpg" />Na  área cultural, o dossiê traz o artigo “José Maria Arguedas aquém da  Literatura”, de Marcos Piason Natali, que discorre sobre a teoria da  representação do escritor peruano. De acordo com Natali, o que se vê em  Arguedas é a tentativa de ritualização da literatura e a defesa de algo  que poderia ser chamado de um direito a não ser literatura.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Transeuntes”  apresenta reproduções de dez obras da exposição realizada no Museu de  Arte Contemporânea da USP de setembro a novembro de 2005, acompanhadas  de texto de Elza Ajzenberg, curadora da exposição, que teve como  referência a obra do artista chileno Nemésio Antunes.</p>
<p style="text-align: justify; ">O  dossiê conta também com artigo de Jacques Chonchol sobre “A Soberania  Alimentar”. O autor enfoca os principais problemas da situação alimentar  no mundo, inclusive na América Latina. Segundo ele, devido às mudanças  na estrutura do mercado, está ocorrendo uma forte tendência à  concentração e internacionalização da produção na América Latina, com o  conseqüente desaparecimento da soberania alimentar.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Os outros temas da edição </strong></p>
<p style="text-align: justify; ">A  edição nº 55 traz ainda cinco blocos temáticos: “Questão Energética”,  “Florestan Fernandes”, “Polêmicas”, “Caminhos da Crítica” e “Memórias”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ignacy  Sachs participa do bloco sobre energia com o texto “Da Civilização do  Petróleo a uma Nova Civilização Verde”. Para Sachs, a substituição do  petróleo por biocombustíveis deve ser acompanhada de medidas para maior  eficiência e conservação energética, promoção do desenvolvimento  sustentável e geração de empregos. José Goldemberg e José Roberto  Moreira participam com “Política Energética no Brasil”, onde ressaltam a  importância do planejamento governamental para o setor, em função dos  grandes investimentos necessários e pelo fato de grande parte da  produção estar nas mãos da iniciativa privada.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Florestan  Fernandes: Revisitado” é o título do artigo de Bárbara Freitag, que  descreve a biografia intelectual do sociólogo em três etapas: “fase  científico-acadêmica” (1941-1968), “fase político-revolucionária”  (1970-1986) e “fase solitário-militante” (1986-1995). O outro artigo é  de autoria de Gabriel Cohn: “Florestan Fernandes e o Radicalismo Plebeu  em Sociologia”, no qual ele discute o programa de trabalho desenvolvido  por Florestan ao longo de sua carreira.</p>
<p style="text-align: justify; ">No  bloco “Polêmicas”, Dante Gallian contribui com o artigo “Por detrás do  Último Ato da Ciência-Espetáculo: as Células-Tronco Embrionárias”, onde  procura discutir o tema à luz de considerações científicas, filosóficas e  éticas. Hernan Chaimovich participa com o texto “Biosseguridade”, no  qual descreve o estado do debate internacional sobre a questão,  inclusive sobre o bioterrorismo, e conclama a USP a um posicionamento  público mais enfático sobre o tema. A terceira polêmica é apresentada  por Nílson José Machado em “A Maioria sempre Tem Razão – Ou não”, onde  examina as circunstâncias em que o recurso à regra da maioria é um  procedimento adequado ou não.</p>
<p style="text-align: justify; ">“Caminhos  da Crítica” reúne os depoimentos dados por Benedito Nunes, Eduardo  Portela, Alfredo Bosi e Leyla Perrone-Moisés no III Ciclo de  Conferências “Caminhos do Crítico”, organizado pela Academia Brasileira  de Letras em maio de 2005. Nunes fala do entrelaçamento em sua carreira  da crítica filosófica com a crítica literária. Portela contrasta sua  trajetória intelectual com as tendências críticas da segunda metade do  século 20. Bosi resume seu itinerário como historiador da literatura  brasileira, teórico de poesia e estudioso da formação cultural  brasileira. Perrone-Moisés apresenta seu percurso como crítica, iniciado  na imprensa paulista, e sua carreira acadêmica no Brasil e no Exterior.</p>
<p style="text-align: justify; ">A  edição se completa com o bloco “Memórias”. Em “A Voga do Biografismo  Nativo”, Walnice Nogueira Galvão reflete sobre a tendência cada vez mais  forte de um novo biografismo no País, escrito por brasileiros e sobre  brasileiros. Fernando Frochtengarten analisa, em “A Memória Oral no  Mundo Contemporâneo”, as condições psicossociais que levam ao decaimento  da memória e as circunstâncias que promovem sua revalorização.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Codo</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Memória</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Demografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Argentina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crime Organizado</dc:subject>
    
    <dc:date>2005-12-10T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-53-repensa-a-amazonia">
    <title>'Estudos Avançados' 53 repensa a Amazônia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-53-repensa-a-amazonia</link>
    <description>O dossiê da edição reúne 19 textos sobre o tema, incluindo entrevistas com Aziz Ab'Sáber e Warwick Estêvam Kerr, estudiosos dos problemas ds região amazônica. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/amazonia.jpg" alt="Amazônia" class="image-right" title="Amazônia" />Os dois primeiros números de 2005 da revista "Estudos Avançados" dividirão um extenso dossiê sobre a Amazônia. De acordo com Alfredo Bosi, editor da publicação, o objetivo é atualizar e complementar os dados publicados nos dossiês dos números 45 e 46 da revista, de 2002. Além de questões ambientais, serão incluídos temas como agricultura, saúde, pesquisa, história e arte. Há também a intenção de contribuir com o debate de vários aspectos de extrema atualidade aos quais a região está ligada, como é o caso das mudanças climáticas globais.</span></p>
<p style="text-align: justify; "><span><span>As duas partes do dossiê terão a mesma diversidade de assuntos. Uma vez definida a amplidão temática do dossiê, foi feita uma chamada pública de artigos. Segundo Bosi, a chamada originou uma quantidade de artigos maior do que a esperada, o que tem exigido um trabalho criterioso de triagem e avaliação por pareceristas. Os artigos aprovados serão somados a entrevistas especialmente pautadas e textos com publicação já agendada pela revista. A primeira parte do dossiê já foi publicada no nº 53</span><span>.</span></span></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Geopolítica</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos textos da primeira parte é a íntegra da conferência que a geógrafa Bertha Becker, da UFRJ, fez no IEA em 2004 sobre "Geopolítica na Amazônia". Para ela, o desafio atual é mudar o padrão de desenvolvimento da região, que alcançou o auge nos anos de 60 a 80 e cujo paradigma era a chamada economia de fronteira, baseada na contínua incorporação de terra e de recursos naturais, percebidos como infinitos: "Sustar esse padrão é um imperativo internacional, nacional e também regional". Becker considera que já há na região resistências à apropriação indiscriminada de seus recursos e atores que lutam pelos seus direitos, "um fato novo, porque até então as forças exógenas ocupavam a região livremente, embora com sérios conflitos".</p>
<p style="text-align: justify; ">Becker comenta que o Brasil já efetuou três grandes revoluções tecnológicas: exploração do petróleo em águas profundas, a produção de combustível a partir da cana-de-açúcar e a correção dos solos do cerrado que permitiu a expansão da soja. Agora chegou a vez de "implementar uma revolução científico-tecnológica na Amazônia, estabelecendo cadeias tecnoprodutivas com base na biodiversidade, desde as comunidades da floresta até os centros de tecnologia avançada. Esse é um desafio fundamental hoje, que será ainda maior com a integração da Amazônia sul-americana".</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Novos eixos</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">"Situação da Amazônia no Brasil e no Continente" é o título de outro artigo incluído na edição nº 53, de autoria do também geógrafo Hervé Théry, diretor de pesquisa do CNRS (França) e pesquisador associado do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB. Segundo ele, a situação econômica e estratégica da Amazônia começou a mudar com a abertura das rodovias nos anos 60 e continuou com a melhoria das hidrovias e das redes de telecomunicação: "Passou-se de um espaço reticular a outro, da Amazônia estruturada em função das vias navegáveis, drenando os fluxos para o Leste, a uma região dominada pelas estradas que levam ao Sul-Sudeste". De acordo com o pesquisador, os "nós" dessas duas redes, as cidades que polarizam o espaço, não são os mesmos, o que levou à decadência de algumas e à ascensão de outras, uma redistribuição que alterou profundamente as hierarquias urbanas da região.</p>
<p style="text-align: justify; ">Do ponto de vista continental, entre os fatores mais susceptíveis de produzir efeitos profundos na região, um dos mais potentes é a abertura de ligações com os países vizinhos, até então praticamente impossíveis, avalia Théry. Além disso, com a constituição de vários eixos cruzando a região, "a Amazônia torna-se o centro do continente, em vez de ser a periferia dos países que a compõem, mesmo não sendo a parte do continente onde passam os fluxos mais densos, os quais passam mais ao sul".</p>
<p style="text-align: justify; ">O fundador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o biólogo e geneticista Warwick Kerr, é um dos entrevistados do dossiê. Aos 82 anos e ainda se dedicando à pesquisa (sobre apicultura e frutas), agora na Universidade Federal de Uberlândia, Kerr narra fatos marcantes de sua carreira, discute política científica e tecnológica e opina sobre os problemas da Amazônia. Ele foi presidentee da SBPC e o primeiro diretor científico da Fapesp. Atuou em diversas universidades brasileiras e estrangeiras, tendo se aposentado na USP como professor titular em 1981.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>Vida urbana</strong></p>
<p style="text-align: justify; ">O escritor Márcio Souza, autor da tetralogia "Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro", participa do dossiê com um instigante artigo intitulado "Afinal, Quem é o Mais Moderno". Nele, o escritor afirma: "O certo é que se o extrativismo na Amazônia não está morto, deve ser definitivamente erradicado por qualquer plano que respeite o processo histórico e a vontade regional. Mesmo porque a Amazônia não deve ser reserva de nada, nem celeiro, nem estoque genético ou espaço do rústico para deleite dos turistas pós-industriais".</p>
<p style="text-align: justify; ">Ao relatar a história da região, Souza lembra que em 1822 a Amazônia não fazia parte do Brasil e sequer tinha esse nome, "na verdade, os portugueses construíram duas colônias na América do Sul". E entre 1823 e 1840, "a região norte sofre a intervenção política e militar do Império do Brasil, perde suas lideranças históricas e deixa de ser uma administração colonial autônoma para se transformar numa fronteira econômica".</p>
<p style="text-align: justify; ">Souza comenta que os nativos da Amazônia sempre se espantam ao ver que, talvez para melhor vendê-la e explorá-la, ainda apresentam sua região como habitada essencialmente por tribos indígenas, "quando existem há muito tempo cidades, uma verdadeira vida urbana, e uma população culta que teceu laços estreitos com o mundo desde o século 19. Aliás, nisso residem as maiores possibilidades de resistência e de sobrevivência da região".</p>
<p style="text-align: justify; ">Entre os textos integrantes do dossiê estão um conto e um poema de Milton Hatoum, autor de "Relato de um Certo Oriente" e "Dois Irmãos", e uma entrevista com o geógrafo Aziz Ab'Sáber, professor emérito da FFLCH/USP, professor honorário do IEA e um dos maiores especialistas na Amazônia.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    <dc:date>2005-03-22T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-52-da-revista-estudos-avancados-dossie-religioes-do-brasil-16-de-dezembro-de-2004">
    <title>Lançamento da Edição 52 da Revista "Estudos Avançados" - Dossiê Religiões do Brasil - 16 de dezembro de 2004</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-52-da-revista-estudos-avancados-dossie-religioes-do-brasil-16-de-dezembro-de-2004</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-12-16T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-mudancas-na-religiosidade-brasileira">
    <title>As mudanças na religiosidade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-mudancas-na-religiosidade-brasileira</link>
    <description>"Estudos Avançados" nº 52 traça um painel das transformações do perfil religioso do Brasil e analisa o lugar das religiões na sociedade do país. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Entre 1970 e 2000, o percentual da população católica do país caiu de 91,8% para 73,9%, de acordo com os Censos Demográficos. No mesmo período, os evangélicos (de missão e pentecostais) passaram de 5,2% para 15,6%. Outras religiões passaram de 2,5% para 3,2% e os sem religião subiram de 0,8% para 7,4%.</p>
<p style="text-align: justify; ">O processo de diversificação religiosa no País nas últimas décadas está relacionado a três elementos fundamentais da dinâmica da ocupação do território brasileiro: a preexistência de espaços não-católicos ligados à história do povoamento; o avanço de frentes pioneiras, onde os pastores pentecostais encontram terreno favorável junto a uma população migrante desenraizada; e a urbanização acelerada que favorece o surgimento de novas religiões, ou a difusão de religiões vindas do exterior.</p>
<p style="text-align: justify; ">Essa análise está em texto de Cesar Romero Jacob, Dora Rodrigues Hees, Philippe Waniez e Violette Brustlein no dossiê "Religiões no Brasil", da edição nº 52 da revista "Estudos Avançados", lançado em dezembro. O dossiê traz um panorama das transformações no perfil religioso do país nas últimas décadas e da influência dos vários credos na sociedade brasileira, inclusive na política. <span>A edição tem 400 páginas e custa R$ 27,00.</span></p>
<p style="text-align: justify; ">As mudanças no perfil tradicional da religiosidade também é discutida por Antônio Flávio Pierucci, no artigo "'Bye Bye, Brasil' - O Declínio das Religiões Tradicionais no Censo 2000", onde identifica mudanças sociais aceleradas no campo das religiões e o declínio demográfico de três delas: catolicismo, luteranismo e umbanda. O exame das crenças, envolvimento e poderes religiosos de um grande centro brasileiro está em "Dimensões Básicas da Religiosidade Belo-Horizontina", de Alexandre Cardoso, a partir de levantamento feito em 2002 na região metropolitana da capital mineira.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jesus.jpg" alt="jesus.jpg" class="image-left" title="jesus.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; "><strong>CATOLICISMO<br /></strong>Luiz Alberto Gómez de Souza faz um balanço da Igreja Católica no Brasil nas últimas décadas no texto "As Várias Faces da Igreja Católica". Nele, o autor sublinha as diversidades e tensões internas da Igreja e assinala a presença ativa desta na vida pública brasileira, inclusive na cena política. Quanto ao presente, Souza considera ainda relevantes as ações das pastorais sociais e das Comunidades Eclesiais de Base. Ele destaca também uma crise da Igreja em relação a temas como a mulher, sexualidade e celibato. Finaliza discutindo a proposta em pauta de preparação de um futuro concílio. O papel político da Igreja Católica também é tratado por Dermi Azevedo. No texto "A Igreja Católica e seu Papel Político no Brasil", ele debate o relacionamento da CNBB com o Estado e com a sociedade civil.</p>
<p style="text-align: justify; ">Em "A Renovação Carismática Católica - Algumas Observações", Edênio Valle examina esse movimento católico a partir de uma perspectiva sociopsicológica. Ele apresenta as fontes, desenvolvimento e cenários atuais da RCC e reflete sobre como ela realiza as funções básicas da religião.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>EVANGÉLICOS<br /></strong>A Igreja Universal do Reino de Deus é tema de dois artigos do dossiê. Em "Expansão Pentecostal no Brasil: O Caso da Igreja Universal", Ricardo Mariano trata do crescimento pentecostal em geral no País, detendo-se no caso da Igreja Universal. Sobre ela, prioriza a análise da organização eclesiástica, do trabalho pastoral, da capacidade de arrecadação e administração de recursos, do evangelismo eletrônico, da oferta de serviços mágico-religiosos e do sincretismo deliberado com a religiosidade popular. Ari Pedro Oro, por sua vez, no artigo "A Presença Religiosa Brasileira no Exterior: O Caso da Igreja Universal do Reino de Deus", analisa a dimensão transnacional da Universal, presente em 80 países. A análise se detém em três países em que ela obteve sucesso (Argentina, Portugal e África do Sul) e em três outros em que ela encontra obstáculos (Uruguai, México e França).</p>
<p style="text-align: justify; ">José Jeremias de Oliveira Filho traça um histórico da Igreja Adventista do Sétimo Dia desde seu surgimento como seita na primeira metade do século 19. O painel está no texto "Formação Histórica do Movimento Adventista", onde o autor também trata da presença dos adventistas no Brasil entre o final do Império e início da República, com as mesmas características iniciais do movimento, mas gerando inúmeras seitas.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>AFRO-BRASILEIRAS</strong><br />"O Candomblé da Bahia na Década de 1930", de Vivaldo da Costa Lima, resgata a atuação de duas personalidades eminentes do candomblé baiano: o babalaô Martiniano Eliseu do Bonfim e a ialorixá Eugênia Ana dos Santos, a famosa Aninha, do Centro Cruz Santa do Axé do Apo Afonja. Através do acompanhamento dos números dos censos, Reginaldo Prandi, em "O Brasil com Axé: Candomblé e Umbanda no Mercado Religioso", procura dimensionar o número de seguidores das religiões afro-brasileiras e examinar algumas de suas características, como cor e escolaridade, em busca de alguma explicação sobre as mudanças pelas quais vêm passando essas religiões.</p>
<p style="text-align: justify; ">Oswaldo Elias Xidieh, no artigo "A Difícil Viagem de Retorno à Aldeia", trata do movimento migratório no interior do Estado de São Paulo. O autor destaca que parte desses andantes buscava ajuda na umbanda, nem sempre se convertendo, outros se apegavam aos sindicatos de trabalhadores rurais, outros ainda se aproximavam de remificações mais abertas da Igreja Protestante.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong><strong>ESPIRITISMO, XAMANISMO E BUDISMO</strong><br /></strong>"Narrativas Biográficas: A Construção da Identidade Espírita no Brasil e sua Fragmentação", de Sandra Jacqueline Stoll, faz uso das biografias de dois médiuns brasileiros para rever as relações construídas pelo espiritismo no campo religioso brasileiro. O catolicismo ocupa lugar central nessas relações: no caso de Chico Xavier, como matriz da reinterpretação da doutrina espírita; no caso de Luiz Antonio Gasparetto, como alvo de crítica.</p>
<p style="text-align: justify; ">A religiosidade indígena também está presente no dossiê, através do artigo "Pajés e Feiticeiros", de Carmen Junqueira. A autora estuda a relação entre pajelança e feitiçaria, atividades sociais que se opõem na cultura Kamaiurá. São examinados os procedimentos que acompanham doença e morte, ambos fatores de desordem no cotidiano da aldeia.</p>
<p style="text-align: justify; ">Embora a mídia com freqüência afirme que o budismo é uma das religiões que mais cresce no Brasil, os dados das pesquisas recentes, inclusive dos censos, indicam exatamente o contrário. No artigo "O Dharma Verde-Amarelo Mal-Sucedido — Um Esboço da Acanhada Situação do Budismo", Frank Usarski confronta essa imagem pública exagerada com a realidade empírica e discute de maneira sistemática os problemas e desafios principais com os quais o budismo brasileiro contemporâneo é confrontado.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>OUTROS TEMAS</strong><br />Em "Religião, Estado e Modernidade: Notas a Propósito de Fatos Provisórios", Emerson Giumbelli propõe um debate sobre Estado e religião a partir de alguns ideais vinculados à modernidade, com ênfase na relação entre religião e escola. Giumbelli analisa textos que tratam da situação na França, que proibiu o uso do véu muçulmano em escolas públicas, e no Brasil, onde discute-se a introdução do ensino religioso nas escolas públicas nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.</p>
<p style="text-align: justify; ">O crescimento acentuado do número de brasileiros sem religião, sobretudo jovens de 15 a 24 anos, tem chamado a atenção dos estudiosos. No texto "O Jovens 'Sem Religião': Ventos Secularizantes, "Espírito de Época" e Novos Sincretismos — Notas Preliminares", Regina Novaes aponta para a conjugação e a convivência entre: o ideário secularizante (presente entre ateus e agnósticos), o "espírito de Época" (presente entre aqueles que acreditam em Deus mas rejeitam instituições religiosas ou transitam entre pertencimentos institucionais) e, finalmente, as novas modalidades sincréticas (favorecidas pela perda da hegemonia do catolicismo e pela globalização do campo religioso).</p>
<p style="text-align: justify; ">No artigo "A Propósito de um Texto de Habermas: A Herança Brasileira de um Dilema da Civilização Ocidental", Eduardo Cruz parte das idéias expressas por Jürgen Habermas em artigo sobre os acontecimentos de 2001. Segundo Cruz, Habermas fala do diálogo entre fé e saber apenas para o plano moral. Segundo Cruz, é preciso considerar também o aspecto cognitivo da religão e defende, no caso brasileiro, um esforço comum em face de ameaças como o criacionismo e em prol de uma educação que desenvolva a cidadania e o conhecimento são.</p>
<p style="text-align: justify; ">Antônio Gouvêa Medonça, no artigo "A Experiência Religiosa e a Institucionalização da Religião", discute o duplo caminho, de ida e volta, entre a experiência religiosa psicológica e a religião institucionalizada ou igreja, no caso do Cristianismo. Para ele, esse percurso "apresenta o sagrado como constituinte ou constituído e é, ao mesmo tempo, conservador e transformador da religião".</p>
<p style="text-align: justify; ">Para o autor de "Fronteiras da Fé — Alguns Sistemas de Sentido, Crenças e Religiões no Brasil de Hoje", Carlos Rodrigues Brandão, "para além da religião, o tempo cultural em que vivemos e para onde nos dirigimos inclui cada vez mais um número maior de estilos de espiritualidades, de outros sistemas de sentido, de combinações pessoais de saberes e valores que não apenas permitem, mas obrigam a própria pessoa-religiosa a interações de sentido, a integrações de escolhas, a indeterminações de seu próprio destino como um indivíduo e uma identidade".</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê traz como fecho a íntegra da conferência que o cardeal d. Paulo Evaristo Arns fez no IEA no dia 19 de outubro sobre o tema "A Paz entre as Religiões". Segundo o cardeal Arns, é preciso que as religões criem um clima de paz mundial: "Até agora pouco se apelou para o mundo das religiões, e menos ainda para a ação da juventude, nesta nova fase de enfrentamento do problema que se torna cada vez mais angustiante".</p>
<p style="text-align: justify; ">A edição se completa com mais duas seções: "Entrevista" transcreve os trechos principais de depoimento de Igacy Sachs sobre sua carreira aos editores da revista; em "Cinema", Walnice Nogueira Galvão contribui com o texto "Metamorfoses do Sertão", onde trata da presença de tipos emblemáticos do interior brasileiro nas telas.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-11-14T02:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-50-da-revista-estudos-avancados-reforma-da-justica-21-de-setembro-de-2004">
    <title>Lançamento da Edição 51 da Revista "Estudos Avançados" - Reforma da Justiça - 21 de setembro de 2004</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-50-da-revista-estudos-avancados-reforma-da-justica-21-de-setembro-de-2004</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-09-21T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-judiciario-em-questao">
    <title>O Judiciário em questão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-judiciario-em-questao</link>
    <description>Edição nº 51 da "Estudos Avançados" discute propostas e iniciativas para a reforma da Justiça no Brasil. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa50.jpg" alt="capa50.jpg" class="image-right" title="capa50.jpg" />"O Judiciário brasileiro, diferentemente do que ocorria no passado, está na berlinda e não apresenta mais condições de impedir mudanças. Reformas virão e outras já estão em curso, algumas mais e outras menos visíveis, alterando a identidade e o perfil de uma instituição que sempre teve na tradição uma garantia segura contra as inovações." O comentário é da cientista política Maria Tereza Sadek, autora do artigo "Judiciário: Mudanças e Reformas", presente no dossiê "Reforma da Justiça", do nº 51 da revista "Estudos Avançados", lançado em setembro.</p>
<p style="text-align: justify; ">Para outro colaborador do dossiê, o jurista Hélio Bicudo, o problema do acesso à Justiça é uma questão fundamental quando se deseja promover uma reforma do Poder Judiciário: "Acredito que os próprios Poderes Judiciários dos estados poderiam adotar determinadas medidas, até mesmo administrativas, para diminuir a distância entre o cidadão e o juiz". Além de Sadek e Bicudo, participam do dossiê José Eduardo Faria, Paulo Bonavides, Fábio Konder Comparato, Luís Francisco Carvalho Filho, Oscar Vilhena Vieira, Valter Uzzo e Virgínia Feix, além de entrevista com Dyrceu Cintra Jr.</p>
<p style="text-align: justify; "><strong>OUTROS TEMAS</strong><br />A edição tem mais três blocos temáticos. "Ciências da Vida" trata dos aspectos científicos, filosóficos, éticos e antropológicos das pesquisas com clonagem terapêutica e células-tronco embrionárias, incluindo as conferências feitas no IEA por Mayana Zatz e Anne Fagot-Largeault e textos de Marco Segre e Dráuzio Varela. Em "Trabalho e Emprego", o trabalho cooperativo, as novas oportunidades geradoras de empregos urbanos e rurais e iniciativas para jovens são debatidas em artigos de Paul Singer, Ignacy Sachs, José Eli da Veiga e José Luiz Ricca. No bloco "Leitores de Machado de Assis", Hélio de Seixas Guimarães, João Roberto Faria, Sergio Paulo Rouanet e Alfredo Bosi analisam aspectos da obra de Machado de Assis e alguns trabalhos críticos sobre ela.</p>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Emprego</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Justiça</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-09-09T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-condicao-do-negro-no-brasil">
    <title>A condição do negro no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-condicao-do-negro-no-brasil</link>
    <description>Dossiê da "Estudos Avançados" 50 analisa as lutas e contribuições dos negros brasileiros a partir de uma perspectiva multidisciplinar. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:200px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ianni.jpg/image" alt="ianni.jpg" title="ianni.jpg" height="196" width="200" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:200px;">Octavio Ianni é um dos participantes do dossiê</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">Com 29 textos, de 31 autores, o dossiê "O Negro no Brasil", do nº 50 da revista "Estudos Avançados", apresenta um extenso e diversificado painel com análises e dados socioeconômicos, históricos, culturais e genéticos sobre a população negra brasileira. As lutas contra a discriminação e as medidas de ação afirmativa também são debatidas. O lançamento da edição aconteceu no dia 13 de maio, na Sala do Conselho Universitário da USP, com palestra de Arany Santana, secretária de Reparação de Salvador, e participação de José de Souza Martins (FFLCH/USP), que prestou homenagem à memória do sociólogo Octavio Ianni, recentemente falecido e colaborador do dossiê. O conjunto de textos é aberto com uma das últimas entrevistas concedidas por Ianni, seguida de seu artigo "Dialética das Relações Socias".</p>
<p style="text-align: justify; ">Um principais colaboradores de Roger Bastide e Florestan Fernandes, Ianni participou ativamente da chamada escola de sociologia paulista, que traçou um novo panorama analítico sobre a situação do negro e o preconceito racial no País. De acordo com Ianni, havia na ideologia brasileira e no ambiente cultural acadêmico um certo compromisso com a tese da democracia racial: "Com os trabalhos de Roger Bastide e Florestan Fernandes é que foi revelada a realidade do preconceito racial de par em par com o preconceito de classe".</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/teatroexpnegro.jpg" alt="teatroexpnegro.jpg" class="image-left" title="teatroexpnegro.jpg" /></p>
<p style="text-align: justify; ">Um dos temas polêmicos da atualidade é o da implantação de cotas para negros em universidades públicas. Para o sociólogo, "numa primeira avaliação, o estabelecimento de cotas aparececomo uma conquisa positiva; mas, simultaneamente, é a reiteração de uma sociedade injusta, fundada no preconceito".</p>
<p style="text-align: justify; ">O antropólogo Luís Roberto Cardoso de Oliveira, da Unicamp, diz em seu artigo que é positiva a adoção de um percentual mínimo de alunos negros em todos os cursos (e não cotas correspondentes à participação dos negros na composição da sociedade) pelo "potencial transformador" da medida no plano simbólico, como instrumento de combate ao racismo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ivonne Maggie e Peter Fry, professores de antropologia da UFRJ, tratam em seu artigo sobre a adoção – via lei estadual – de cotas na Uerj e na Uenf em 2001. O artigo analisa as cartas de leitores sobre a medida legal enviadas ao jornal "O Globo" em 2001 e 2002: "Os leitores que as escreveram sugerem que a introdução de cotas raciais talvez não alcance o que pretende e terá efeitos que irão muito além das finalidades explícitas nos pronunciamentos dos governantes, em particular uma bipolarização racial e um aumento de tensão inter-racial, sobretudo nas camadas menos favorecidas da população".</p>
<p style="text-align: justify; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa51.jpg" alt="capa51.jpg" class="image-right" title="capa51.jpg" />Os geneticistas Sérgio Danilo Junho Pena (UFMG) e Maria Catira Bortolini (UFRS) colaboram indiretamente com o debate por meio de artigo sobre a contribuição africana no genoma dos brasileiros. Segundos eles, 30% dos brasileiros autoclassificados como brancos e 80% dos negros apresentam linhagens maternas características da África subsaariana. Em razão disso, estimam que pelo menos 89 milhões de brasileiros são afrodescendentes. Números mais expressivos surgem ao serem utilizadas determinadas técnicas de pesquisa genética: cerca de 146 milhões de brasileiros (86% da população) apresentam mais de 10% de contribuição africana em seu genoma.</p>
<p style="text-align: justify; ">Outra parte do dossiê reúne cinco entrevistas que o editor executivo Marco Antônio Coelho realizou com pesquisadores baianos. Um deles é o antropólogo Júlio Santana Braga, professor da UFBa e uma das personalidades mais expressivas do candomblé em Salvador. Os outros entrevistados são o antropólogo Jocélio Teles, diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao) da UFBa; o geógrafo Waldir Freitas Oliveira; Arany Santana, secretária da Reparação de Salvador; e Sérgio Passarinho, da Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Econômico da Bahia.</p>
<p style="text-align: justify; ">O dossiê traz também textos de Domício Proença Filho e Alfredo Bosi sobre os negros na literatura, de Abdias Nascimento sobre o teatro experimental do negro, do Emanoel Araújo sobre os negros e as artes plásticas e de Bruno Zeni sobre o rap em São Paulo, entrevista com Kabengele Munanga e artigo de Alberto da Costa e Silva sobre o comércio de exemplares do Alcorão entre os negros muçulmanos no Rio de Janeiro durante o século 19.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-05-15T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-57-da-revista-estudos-avancados-dossie-o-negro-no-brasil-13-de-maio-de-2004-de-agosto-de-2006">
    <title>Lançamento da Edição 50 da Revista "Estudos Avançados" - Dossiê O Negro no Brasil - 13 de maio de 2004</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2004/lancamento-da-edicao-57-da-revista-estudos-avancados-dossie-o-negro-no-brasil-13-de-maio-de-2004-de-agosto-de-2006</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2004-05-13T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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