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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 41 to 55.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-97">
    <title>Nova edição de “Estudos Avançados” trata de sustentabilidade urbana e estudos históricos sobre a escravidão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-97</link>
    <description>Número 97 da revista já está disponível para leitura online</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-1be4ea1e-7fff-6ebb-e277-b690106d350c"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/revista/edicoes/nova-capa-da-revista-do-iea-97" alt="Nova capa da revista do IEA 97" class="image-right" title="Nova capa da revista do IEA 97" />Discussões acerca da sustentabilidade e do planejamento das cidades brasileiras e estudos históricos sobre a escravidão, especialmente no Brasil colonial, são os principais temas da edição 97 da <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">revista “Estudos Avançados”</a>, lançada este mês. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível na SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">Os artigos do primeiro dossiê, dedicado aos estudos urbanos, têm a participação de diversos pesquisadores do <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>, sediado no IEA. Entre os temas, está uma análise dos padrões urbano-demográficos da capital paulista, com o objetivo, segundo os autores, de obter um melhor discernimento das singularidades da cidade. Um dos três pesquisadores que assinam o artigo é o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sergio Adorno</a>, que assina pela primeira vez a edição da revista, antes editada por <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/novo-editor-revista" class="external-link">Alfredo Bosi passa o cargo de editor da "Estudos Avançados" para Sergio Adorno</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-95" class="external-link">Futuro das universidades e degradação urbana e ambiental são temas de 'Estudos Avançados' 95</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo" class="external-link">Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>A sustentabilidade urbana é outro tema presente neste bloco, com artigos tratando de inovações e estratégias de financiamento e desenvolvimento da gestão de cidades. Em um deles, “Sustentabilidade urbana: dimensões conceituais e instrumentos legais de </span><span>implementação”, os autores refletem sobre as maneiras de implementar, nas cidades brasileiras, políticas públicas que sigam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) fixados pela Organização das Nações Unidas (ONU).</span></p>
<p dir="ltr">Há, ainda, artigos abordando florestas urbanas construídas pelo Estado e por ativistas e a tecnologia como aliada da sustentabilidade na solução de problemas do cotidiano e governança das cidades. <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, coordenador do USP Cidades Globais, colaborou na elaboração destes dois artigos e também no que aborda a implementação dos ODS.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Escravidão</strong></span></p>
<p dir="ltr">O segundo dossiê foi inspirado no seminário <i><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/escravidao-corpo-e-alma" class="external-link">Escravidão do Corpo e Escravidão da Alma: Igreja, Poder Político e Escravidão entre Atlântico e Mediterrâneo</a></i>, que ocorreu no IEA em abril e foi organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/grupos-de-pesquisa/grupo-de-pesquisa-tempo-memoria-e-pertencimento" class="external-link">Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</a>. Os artigos analisam a visão do missionário Padre Antonio Vieira sobre a escravidão e também a postura da Igreja Católica em relação à prática. Apesar de seu discurso redentor, a Igreja aceitou e integrou a escravidão em sua doutrina e em suas instituições, uma herança do Império Romano, onde foi constituída.</p>
<p dir="ltr">Um dos artigos, “Os índios, a Amazônia e os conceitos de escravidão e liberdade”, de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/camila-loureiro-dias" class="external-link">Camila Loureiro Dias</a>, procura mostrar uma abordagem mais ampla da noção de escravidão na história brasileira e salientar como houve, além do tráfico de africanos, outras formas coloniais de exploração — envolvendo, por exemplo, os índios da região amazônica.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Literatura, Atualidades e Resenhas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A maneira pela qual o escritor Carlos Drummond de Andrade responde, em alguma de suas criações, ao contexto repressivo da ditadura militar brasileira é o tema de um dos ensaios da seção “Literatura” do novo número. Segundo o autor, Fabio Cesar Alves, a análise procura demonstrar como o poeta se viu obrigado a tratar, de forma cifrada, do terrorismo de Estado e das forças políticas de meados dos anos 1970.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na seção “Atualidades”, uma das discussões aborda os atos infracionais de adolescentes sob uma perspectiva que envolveria uma possível busca por reconhecimento. Segundo os autores, Alysson Assunção Andrade e Jacqueline de Oliveira Moreira, o ato infracional na juventude pode ser alimentado por um circuito de segregação e busca, por vezes fracassada, de reconhecimento. Outro artigo trata do cyberbullying e suas consequências para a saúde pública e os mecanismos para prevenir essa prática.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A seção “Resenhas” conclui a nova edição, com textos tratando da inserção internacional da Rússia e seu presidente, Vladimir Putin, e da autoficção do escritor Caio Fernando Abreu, entre outros.</span></p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" nº 97</span></h3>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<div id="_mcePaste"><strong>USP Cidades Globais</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Os padrões urbano-demográficos da capital paulista - <span><i>Marcelo Batista Nery, Altay Alves Lino de Souza e Sergio Adorno</i></span></li>
<li>Indicadores de desigualdade para financiamento urbano de cidades saudáveis - <span><i>Carlos Leite, Claudia Acosta, Tereza Herling, Ligia Barrozo e Paulo Saldiva</i></span></li>
<li>Sustentabilidade urbana: dimensões conceituais e instrumentos legais de <span>implementação - </span><i><span>Debora Sotto, Djonathan Gomes Ribeiro, Alex Kenya Abiko, Carlos Alberto Cioce </span><span>Sampaio, Carlos Arturo Navas, Karin Regina de Castro Marins, Maria do Carmo </span><span>Martins Sobral, Arlindo Philippi Jr. e Marcos Silveira Buckeridge</span></i></li>
<li>Um novo ecossistema: florestas urbanas construídas pelo Estado e pelos ativistas - <i><span>Erica Moniz Ferreira da Silva, Fabiano Bender, Márcio Luiz da Silva de Monaco, </span><span>Ana Katherine Smith, Paola Silva, Marcos Silveira Buckeridge, Paula Maria Elbl e </span><span>Giuliano Maselli Locosselli</span></i></li>
<li>Potencial do planejamento estratégico de longo prazo para o desenvolvimento das <span>cidades brasileiras - </span><span><i>Miguel Luiz Bucalem</i></span></li>
<li>Inovação urbana e recursos humanos para gestão de cidades sustentáveis - <i><span>Cláudia Terezinha Kniess, Alexandre de Oliveira e Aguiar, Diego de Melo Conti e </span><span>Arlindo Philippi Jr.</span></i></li>
<li>Tecnologias e sustentabilidade nas cidades - <i><span>Tatiana Tucunduva Philippi Cortese, Sonia Viggiani Coutinho, Maria da Penha </span><span>Vasconcellos e Marcos Silveira Buckeridge</span></i></li>
</ul>
</div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Escravidão do corpo e da alma</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>A escravidão nos sermões do Padre Antonio Vieira - <span><i>Alcir Pécora</i></span></li>
<li>Vieira em movimento: subjacências da distinção entre tapuias, tupis e negros - <span><i>Carlos Zeron</i></span></li>
<li>Escravidão do corpo e da alma em sermões brasileiros do século XVI ao XV - <span><i>Marina Massimi</i></span></li>
<li>Confraternidades negras na América portuguesa do setecentos - <span><i>Caio C. Boschi</i></span></li>
<li>Os índios, a Amazônia e os conceitos de escravidão e liberdade - <span><i>Camila Loureiro Dias</i></span></li>
<li>Infiéis em casa. Jesuítas e escravos muçulmanos (Nápoles e Espanha, século XVII) - <span><i>Emanuele Colombo</i></span></li>
</ul>
</div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Literatura</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Um país dentro da casa: o caráter político do espaço doméstico em três romances <span>brasileiros - </span><span><i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></span></li>
<li>“Em cinza enxovalhada”: Drummond e a ditadura militar - <span><i>Fabio Cesar Alves</i></span></li>
<li>O decoro de uma cortesã - <span><i>Eliane Robert Moraes</i></span></li>
<li>A escrita como cena substitutiva da Pólis : memória, silêncio e testemunho em <span>Salinas Fortes - </span><span><i>Gilmário Guerreiro da Costa</i></span></li>
<li>Marx e a literatura em O capital - <span><i>Sandra Soares Della Fonte</i></span></li>
</ul>
</div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Atualidades</strong></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>A família e o direito humano à alimentação adequada e saudável - <i><span>Ana Lydia Sawaya, Anna Maria Peliano, Maria Paula de Albuquerque </span><span>e Semíramis Martins Álvares Domene</span></i></li>
<li>Reconhecimento e ato infracional na adolescência: reflexões iniciais - <span><i>Alysson Assunção Andrade e Jacqueline de Oliveira Moreira</i></span></li>
<li>Cyberbullying : família, escola e tecnologia como stakeholders - <span><i>Jorge Shiguemitsu Fujita e Vanessa Ruffa</i></span></li>
</ul>
</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Resenhas</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Putin e a inserção internacional da Rússia - <span><i>Lenina Pomeranz</i></span></li>
<li>Memórias do Cárcere no livro e na tela: <span>arte versus ditadura - </span><span><i>Erwin Torralbo Gimenez</i></span></li>
<li>Um olhar sobre a autoficção de Caio Fernando Abreu - <span><i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></span></li>
<li>As múltiplas dimensões do poético - <span><i>Eduardo Veras</i></span></li>
<li><span>Uma “sociologia enraizada” do mistério - </span><span><i>Caio Moraes Reis</i></span></li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-12-05T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-97">
    <title>Nova edição de “Estudos Avançados” trata de sustentabilidade urbana e estudos históricos sobre a escravidão</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-97</link>
    <description>Número 97 da revista já está disponível para leitura online</description>
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<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/revista/edicoes/nova-capa-da-revista-do-iea-97" alt="Nova capa da revista do IEA 97" class="image-right" title="Nova capa da revista do IEA 97" />Discussões acerca da sustentabilidade e do planejamento das cidades brasileiras e estudos históricos sobre a escravidão, especialmente no Brasil colonial, são os principais temas da edição 97 da <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">revista “Estudos Avançados”</a>, lançada este mês. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponível na SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">Os artigos do primeiro dossiê, dedicado aos estudos urbanos, têm a participação de diversos pesquisadores do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>, sediado no IEA. Entre os temas, está uma análise dos padrões urbano-demográficos da capital paulista, com o objetivo, segundo os autores, de obter um melhor discernimento das singularidades da cidade. Um dos três pesquisadores que assinam o artigo é o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, que assina pela primeira vez a edição da revista, antes editada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-editor-revista" class="external-link">Alfredo Bosi passa o cargo de editor da "Estudos Avançados" para Sergio Adorno</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95" class="external-link">Futuro das universidades e degradação urbana e ambiental são temas de 'Estudos Avançados' 95</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo" class="external-link">Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>A sustentabilidade urbana é outro tema presente neste bloco, com artigos tratando de inovações e estratégias de financiamento e desenvolvimento da gestão de cidades. Em um deles, “Sustentabilidade urbana: dimensões conceituais e instrumentos legais de </span><span>implementação”, os autores refletem sobre as maneiras de implementar, nas cidades brasileiras, políticas públicas que sigam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) fixados pela Organização das Nações Unidas (ONU).</span></p>
<p dir="ltr">Há, ainda, artigos abordando florestas urbanas construídas pelo Estado e por ativistas e a tecnologia como aliada da sustentabilidade na solução de problemas do cotidiano e governança das cidades. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, coordenador do USP Cidades Globais, colaborou na elaboração destes dois artigos e também no que aborda a implementação dos ODS.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Escravidão</strong></span></p>
<p dir="ltr">O segundo dossiê foi inspirado no seminário <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/escravidao-corpo-e-alma" class="external-link">Escravidão do Corpo e Escravidão da Alma: Igreja, Poder Político e Escravidão entre Atlântico e Mediterrâneo</a></i>, que ocorreu no IEA em abril e foi organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/grupo-de-pesquisa-tempo-memoria-e-pertencimento" class="external-link">Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</a>. Os artigos analisam a visão do missionário Padre Antonio Vieira sobre a escravidão e também a postura da Igreja Católica em relação à prática. Apesar de seu discurso redentor, a Igreja aceitou e integrou a escravidão em sua doutrina e em suas instituições, uma herança do Império Romano, onde foi constituída.</p>
<p dir="ltr">Um dos artigos, “Os índios, a Amazônia e os conceitos de escravidão e liberdade”, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/camila-loureiro-dias" class="external-link">Camila Loureiro Dias</a>, procura mostrar uma abordagem mais ampla da noção de escravidão na história brasileira e salientar como houve, além do tráfico de africanos, outras formas coloniais de exploração — envolvendo, por exemplo, os índios da região amazônica.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Literatura, Atualidades e Resenhas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A maneira pela qual o escritor Carlos Drummond de Andrade responde, em alguma de suas criações, ao contexto repressivo da ditadura militar brasileira é o tema de um dos ensaios da seção “Literatura” do novo número. Segundo o autor, Fabio Cesar Alves, a análise procura demonstrar como o poeta se viu obrigado a tratar, de forma cifrada, do terrorismo de Estado e das forças políticas de meados dos anos 1970.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na seção “Atualidades”, uma das discussões aborda os atos infracionais de adolescentes sob uma perspectiva que envolveria uma possível busca por reconhecimento. Segundo os autores, Alysson Assunção Andrade e Jacqueline de Oliveira Moreira, o ato infracional na juventude pode ser alimentado por um circuito de segregação e busca, por vezes fracassada, de reconhecimento. Outro artigo trata do cyberbullying e suas consequências para a saúde pública e os mecanismos para prevenir essa prática.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A seção “Resenhas” conclui a nova edição, com textos tratando da inserção internacional da Rússia e seu presidente, Vladimir Putin, e da autoficção do escritor Caio Fernando Abreu, entre outros.</span></p>
<h3><span>Sumário "Estudos Avançados" nº 97</span></h3>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<div id="_mcePaste"><strong>USP Cidades Globais</strong></div>
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<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Os padrões urbano-demográficos da capital paulista - <span><i>Marcelo Batista Nery, Altay Alves Lino de Souza e Sergio Adorno</i></span></li>
<li>Indicadores de desigualdade para financiamento urbano de cidades saudáveis - <span><i>Carlos Leite, Claudia Acosta, Tereza Herling, Ligia Barrozo e Paulo Saldiva</i></span></li>
<li>Sustentabilidade urbana: dimensões conceituais e instrumentos legais de <span>implementação - </span><i><span>Debora Sotto, Djonathan Gomes Ribeiro, Alex Kenya Abiko, Carlos Alberto Cioce </span><span>Sampaio, Carlos Arturo Navas, Karin Regina de Castro Marins, Maria do Carmo </span><span>Martins Sobral, Arlindo Philippi Jr. e Marcos Silveira Buckeridge</span></i></li>
<li>Um novo ecossistema: florestas urbanas construídas pelo Estado e pelos ativistas - <i><span>Erica Moniz Ferreira da Silva, Fabiano Bender, Márcio Luiz da Silva de Monaco, </span><span>Ana Katherine Smith, Paola Silva, Marcos Silveira Buckeridge, Paula Maria Elbl e </span><span>Giuliano Maselli Locosselli</span></i></li>
<li>Potencial do planejamento estratégico de longo prazo para o desenvolvimento das <span>cidades brasileiras - </span><span><i>Miguel Luiz Bucalem</i></span></li>
<li>Inovação urbana e recursos humanos para gestão de cidades sustentáveis - <i><span>Cláudia Terezinha Kniess, Alexandre de Oliveira e Aguiar, Diego de Melo Conti e </span><span>Arlindo Philippi Jr.</span></i></li>
<li>Tecnologias e sustentabilidade nas cidades - <i><span>Tatiana Tucunduva Philippi Cortese, Sonia Viggiani Coutinho, Maria da Penha </span><span>Vasconcellos e Marcos Silveira Buckeridge</span></i></li>
</ul>
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<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Escravidão do corpo e da alma</strong></div>
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<ul>
<li>A escravidão nos sermões do Padre Antonio Vieira - <span><i>Alcir Pécora</i></span></li>
<li>Vieira em movimento: subjacências da distinção entre tapuias, tupis e negros - <span><i>Carlos Zeron</i></span></li>
<li>Escravidão do corpo e da alma em sermões brasileiros do século XVI ao XV - <span><i>Marina Massimi</i></span></li>
<li>Confraternidades negras na América portuguesa do setecentos - <span><i>Caio C. Boschi</i></span></li>
<li>Os índios, a Amazônia e os conceitos de escravidão e liberdade - <span><i>Camila Loureiro Dias</i></span></li>
<li>Infiéis em casa. Jesuítas e escravos muçulmanos (Nápoles e Espanha, século XVII) - <span><i>Emanuele Colombo</i></span></li>
</ul>
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<div id="_mcePaste"><strong>Literatura</strong></div>
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<ul>
<li>Um país dentro da casa: o caráter político do espaço doméstico em três romances <span>brasileiros - </span><span><i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></span></li>
<li>“Em cinza enxovalhada”: Drummond e a ditadura militar - <span><i>Fabio Cesar Alves</i></span></li>
<li>O decoro de uma cortesã - <span><i>Eliane Robert Moraes</i></span></li>
<li>A escrita como cena substitutiva da Pólis : memória, silêncio e testemunho em <span>Salinas Fortes - </span><span><i>Gilmário Guerreiro da Costa</i></span></li>
<li>Marx e a literatura em O capital - <span><i>Sandra Soares Della Fonte</i></span></li>
</ul>
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<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Atualidades</strong></div>
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<ul>
<li>A família e o direito humano à alimentação adequada e saudável - <i><span>Ana Lydia Sawaya, Anna Maria Peliano, Maria Paula de Albuquerque </span><span>e Semíramis Martins Álvares Domene</span></i></li>
<li>Reconhecimento e ato infracional na adolescência: reflexões iniciais - <span><i>Alysson Assunção Andrade e Jacqueline de Oliveira Moreira</i></span></li>
<li>Cyberbullying : família, escola e tecnologia como stakeholders - <span><i>Jorge Shiguemitsu Fujita e Vanessa Ruffa</i></span></li>
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<div><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><strong>Resenhas</strong></div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">
<ul>
<li>Putin e a inserção internacional da Rússia - <span><i>Lenina Pomeranz</i></span></li>
<li>Memórias do Cárcere no livro e na tela: <span>arte versus ditadura - </span><span><i>Erwin Torralbo Gimenez</i></span></li>
<li>Um olhar sobre a autoficção de Caio Fernando Abreu - <span><i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></span></li>
<li>As múltiplas dimensões do poético - <span><i>Eduardo Veras</i></span></li>
<li><span>Uma “sociologia enraizada” do mistério - </span><span><i>Caio Moraes Reis</i></span></li>
</ul>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Escravidão</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-12-05T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-editor-revista">
    <title>Alfredo Bosi passa o cargo de editor da "Estudos Avançados" para Sergio Adorno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novo-editor-revista</link>
    <description>Professor de literatura e crítico literário, Bosi assumiu a publicação no início de 1989 e ajudou a torná-la uma das revistas mais acessadas da SciELO. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Após 30 anos à frente da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, o professor de literatura e crítico literário <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> passa o cargo de editor da publicação para o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>. Professor titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência (NEV), também da USP, Adorno é membro do Conselho Deliberativo do IEA.</p>
<p>Criada em dezembro de 1987, a "Estudos Avançados" está em sua <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo" class="external-link">96ª edição</a>, a última assinada por Bosi. Ele assumiu o quadrimestral no número 5 e, em três décadas, foi fundamental para manter a revista entre as líderes de acesso na plataforma SciELO. Com mais de 4 milhões de <span>acessos no último ano, o </span><span>periódico tem como marca a publicação de artigos com proposições para políticas públicas, e a consolidação e publicação de dossiês, que cobrem um espectro amplo de temas específicos de diversas áreas do conhecimento.</span></p>
<p><span><br /></span></p>
<p><span><strong><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-3/image" alt="Alfredo Bosi 1" title="Alfredo Bosi 1" height="300" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Alfredo Bosi, editor da revista Estudos Avançados de 1989 a 2019</dd>
</dl>Alfredo Bosi</strong></span></p>
<p><span><span>Considerado um dos maiores críticos literários do Brasil, Bosi é professor titular aposentado de literatura brasileira na USP, ensaísta e integrante da Academia Brasileira de Letras. </span></span><span>Sua carreira acadêmica desenvolveu-se integralmente na Universidade de São Paulo, onde ingressou na então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras em 1955, graduando-se em letras neolatinas. Ele se tornou docente em 1958, doutor em literatura italiana em 1964, livre docente em 1970 e professor titular em literatura brasileira em 1985, condição na qual se aposentou em 2006. </span></p>
<p><span> </span><span>Na USP, além de pesquisador e professor, Bosi foi diretor (1998 a 2001) e vice-diretor (1987 a 1997) do IEA. Nesse instituto, do qual é professor honorário, coordenou cátedras, grupos e comissões. </span></p>
<p><span>Alfredo Bosi realizou pesquisas nos Estados Unidos, como </span><i>fellow</i><span> da John Simon Guggenhein Memorial Foundation (EUA) em 1986, e na França, onde foi pesquisador do Institut des Textes et des Manuscrits Modernes (França) durante três meses em 1990. Ocupou a Cátedra Brasileira de Ciências Sociais Sérgio Buarque de Holanda da Maison des Sciences de l’Homme em 2003 e foi professor convidado da École des Hautes Études en Sciences Sociales em 1993, 1996 e 1999.</span></p>
<p><span><br /></span></p>
<p><span><strong><dl class="image-right captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sergio-adorno-2/image" alt="Sérgio Adorno 1" title="Sérgio Adorno 1" height="300" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">Sérgio Adorno, que assume a edição da Estudos Avançados</dd>
</dl>Sérgio Adorno</strong></span></p>
<p><span>Graduado em ciências sociais pela USP, com doutorado em sociologia pela mesma universidade e pós-doutorado pelo Centre de Recherches Sociologiques sur le Droit et les Institutions Pénales, na França, Sérgio Adorno é professor titular em sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (<span>FFLCH)</span> da USP, da qual foi diretor de 2012 a 2016, e coordenador científico do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP desde 1990.</span></p>
<p>Na Capes, foi representante de área de Ciências Humanas/Sociologia (2004-2010), membro do Conselho Técnico-Científico (2004-2010) e do Conselho Superior (2007-2010); no CNPq, integrou o Conselho Deliberativo (2016-2019) como membro titular. Em 2008, foi homenageado na classe de comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.</p>
<p>Adorno coordenou a Cátedra Unesco de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância, sediada no IEA até 2015, e integrou o Conselho Editorial da Revista USP de 2010 a 2016. Também f<span>oi presidente da Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação (ANDHEP), de 2002 a 2008. </span></p>
<p><span> Seus temas de pesquisa são violência, direitos humanos, criminalidade urbana, controle social e conflitos sociais.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revistas IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-10T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tinta-negra-papel-branco">
    <title>Seminário analisa caráter emancipatório da escrita afrodescendente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tinta-negra-papel-branco</link>
    <description>O seminário "Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação" (8 de outubro, das 10 às 16h) discutirá artigos do dossiê homônimo publicado na edição 96 da revista "Estudos Avançados", lançada em agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-de-comissao-de-libertos-a-ruy-barbosa/image" alt="Carta da Comissão de Libertos a Rui Barbosa" title="Carta da Comissão de Libertos a Rui Barbosa" height="586" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Carta da Comissão de Libertos a Rui Barbosa, 19 de abril de 1989</dd>
</dl>O dossiê <i>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</i>, publicado na edição 96 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", lançada em agosto, será discutido pelos autores dos artigos em seminário homônimo no dia <strong>8 de outubro, das 10 às 16h</strong>. [<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/tinta-negra-papel-branco#programacao" class="external-link">Veja a programação abaixo.</a>] Para participar, é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdsvZkKTSBLfUH9fwssW0MvR1trep411pFXv6ruwOd7JN2-hg/viewform" target="_blank">inscrição prévia online</a>.</p>
<p>De acordo com a coordenadora do dossiê, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-helena-pereira-toledo-machado" class="external-link">Helena Pereira Toledo Machado</a>, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP participante do Programa Ano Sabático do IEA, o conjunto de textos procura analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação.</p>
<p>"O objetivo é propor abordagens que nos permitam ler essa escrita, ressaltando tanto seu contexto de produção quanto sua visceral ligação com o processo de construção de uma poderosa voz narrativa ao mesmo tempo coletiva e individual."</p>
<p>Embora se acredite que a sociedade brasileira, pouco letrada no geral, apenas raramente produziu escritos pessoais e relatos de vida do punho de pessoas comuns, muito menos ainda de escravos, libertandos, libertos e pessoas negras livres, atualmente se constata outra realidade, segundo Machado. "Embora escassos, já foram localizados muitos textos de autoria de homens e mulheres afrodescendentes, que documentam a existência de vozes narrativas inéditas."</p>
<p>Machado explica que a imagem de tinta negra aspergida sobre uma folha de papel branco, presente no título do dossiê e do seminário, foi utilizada pelo crítico Christopher Hager ao analisar a escrita de escravos e escravas dos Estados Unidos. "Tal representação alude a complexos processos sociais vivenciados por homens e mulheres negros para se apropriar da escrita, confrontando o mundo letrado com novas vozes narrativas; nesse contexto, o escrever surge impregnado da experiência de exclusão e de sua negação, tornando-se, assim, um ato de emancipação", afirma Machado.</p>
<h3><a name="programacao"></a>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-fonseca-ferreira" class="external-link">Lígia Fonseca Ferreira</a> (IEA e Unifesp) e Maria Helena Pereira Toledo Machado (IEA e FFLCH-USP)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>10h30</strong></strong></td>
<td>
<p><strong>Mesa 1 - Tinta Negra, Papel Branco: Literaturas de Emancipação</strong></p>
<ul>
<li>Lima Barreto e a Escrita de Si<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lilia-katri-moritz-schwarcz" class="external-link">Lilia Schwarcz</a> (FFLCH-USP e Universidade de Princeton, EUA)</i></li>
<li>
<p>Luiz Gama Autor, Leitor, Editor: Revisitando as Primeiras Trovas Burlescas de 1859 e 1861<br /><i>Lígia Fonseca Ferreira (IEA e Unifesp)</i></p>
</li>
<li>
<p>Maria Firmina dos Reis: Escrita Íntima na Construção do Si Mesmo<br /><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado (IEA e FFLCH-USP)</i></p>
</li>
</ul>
<p>Debatedor: <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helio-de-seixas-guimaraes" class="external-link">Hélio de Seixas Guimarães</a> (FFLCH-USP)</i><br />Coordenador: <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/flavio-dos-santos-gomes" class="external-link">Flávio dos Santos Gomes</a> (UFRJ e UFBA)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>12h30</strong></strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>14h</strong></strong></td>
<td>
<p><strong>Mesa 2 - Tinta Negra, Papel Branco: Escritos Insubordinados</strong></p>
<ul>
<li>Escritos Insubordinados: Letramento, Textos e Subtextos entre Escravizados e Libertos no Brasil da Escravidão e da Pós-Abolição<br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/iamara-da-silva-viana" class="external-link"><i>Iamara da Silva Viana</i></a><i> (PUC-RJ e UFRJ), </i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-ribeiro-neto" class="external-link">Alexandre Ribeiro Neto</a><i> (Uerj) e Flávio dos Santos Gomes (USP e UFRJ)</i></li>
<li>Duas Harriets Contam Suas Histórias: Narrativas de Mulheres Escravizadas nos Estados Unidos do Século 19<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marilia-bueno-de-araujo-ariza" class="external-link">Marília Bueno de Araújo Ariza</a> (UnB)</i></li>
<li>Frederick Douglass: O Olhar de um Abolicionista Negro Estadunidense sobre Escravidão e Liberdade no Brasil<br /><i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-da-cruz-brito" class="external-link">Luciana da Cruz Brito</a> (UFRB)</i></li>
</ul>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<p>Debatedor: <i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mario-medeiros" class="external-link">Mário Medeiros</a> (Unicamp)</i><br />Coordenadora: <i>Maria Helena Pereira Toledo Machado (IEA e FFLCH-USP)</i></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong><strong>16h</strong></strong></td>
<td><strong><strong>Encerramento</strong></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<hr />
<p><i><i><strong>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</strong></i><br /></i><i>8 de outubro, das 10 às 16h<br /></i><i>IEA, Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público (com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdsvZkKTSBLfUH9fwssW0MvR1trep411pFXv6ruwOd7JN2-hg/viewform" target="_blank">inscrição prévia online</a>) - Para assistir à </i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">transmissão ao vivo</a><i> pela internet não é preciso se inscrever<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/tinta-negra-papel-branco" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto:: Iamara da Silva Viana</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-24T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo">
    <title>Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo</link>
    <description>Nova edição da publicação traz também artigos em homenagem aos 270 anos de Goethe</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Adaptado de Claudia Costa, do Jornal da USP</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-96" alt="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" class="image-right" title="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" />“Violência é um conceito escorregadio. Em seu núcleo mais antigo e amplamente partilhado, significa violação da integridade física de um indivíduo ou grupo. O uso da palavra geralmente representa o sentido de uma agressão a alguém. Mas com o tempo foi ganhando significado mais abrangente e dependente de uma disputa de legitimação.” Esse é um trecho de artigo assinado pelo professor Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado no dossiê <em>Medo da Violência</em>, que integra o novo número da revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação quadrimestral do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov">disponível na SciELO</a>.</p>
<p>A América Latina, informa o professor, tem menos de 10% da população mundial, mas produz um terço dos homicídios do mundo. “Segundo as Nações Unidas, 14 dos 20 países mais perigosos do mundo estão na América Latina e no Caribe. Em 2017, 65 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. A polícia brasileira mata mais que qualquer outra polícia do mundo, mas também morre mais que em qualquer outra parte”, relata. O autor ainda afirma que a violência difusa no Brasil vem aumentando há pelo menos quatro décadas, diferentemente do que ocorre no México e na Colômbia, onde há cartéis de cocaína e outras drogas ilícitas. Segundo ele, os homicídios crescem em toda a América Latina, com a única exceção – por enquanto – do Chile. “Até Argentina e Uruguai, que tinham as taxas mais baixas de homicídios até dez anos atrás, já apresentam sensível crescimento da violência”, continua.</p>
<p>Mas quais sentimentos contemporâneos nossas cidades suscitam?, pergunta o professor Claudio Beato, coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Eles mesclam-se além do triste espetáculo da miséria de nossas gigantescas favelas com o medo que é onipresente na vida dos habitantes das grandes cidades latino-americanas.” Segundo o autor, a distopia latino-americana descreve cidades violentas, palco de falhas socioeconômicas e institucionais que se sobrepõem. “Compreender essa conjunção de sentimentos e fatos é o desafio a que gerações de analistas, estudiosos, escritores e cientistas têm se dedicado ao longo de décadas”, constata.</p>
<p>O ensaio da professora Alba Zalluar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, parte da ideia de que a negação do medo afeta a construção e a eficácia das políticas públicas de segurança. No artigo de Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há dados e informações compiladas da organização que dirige, além de pesquisas de outras organizações, mostrando que o Brasil não conseguiu reduzir a violência. “A partir dos anos 1980, a taxa de homicídios cresceu em média 20% ao ano e, desde 2014, convivemos com um patamar com cerca de 60 mil mortes violentas intencionais anuais (uma taxa nacional de 28 mortes para cada 100 mil habitantes)”, compara.</p>
<p>Recentemente, “nas eleições gerais de 2018 – e para surpresa de inúmeros analistas políticos – , o Brasil presenciou a emergência de uma nova conjuntura política, na qual discursos de dramatização da violência, de apologia da guerra contra o crime, de endurecimento das práticas penais e das políticas de segurança pública e de desvalorização dos direitos humanos se intensificaram e ganharam inédita audiência, ao propiciarem a eleição de inúmeros políticos em todo o País, em diferentes níveis e inclusive da Presidência da República, claramente comprometidos com diferentes formas de punitivismo e de populismo penal”, afirmam Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez – respectivamente, doutorando e professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP -, no artigo “Humanização das prisões e pânicos morais”, que encerra o dossiê.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/goethe/image" alt="Goethe" title="Goethe" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Goethe em seu quarto de trabalho, ditando ao secretário e escrevente Johann August John. Quadro a óleo de Johann Joseph Schmeller – Foto: Reprodução/Revista Estudos Avançados</dd>
</dl>270 anos de Goethe</strong></p>
<p>Comemorando os 270 anos de nascimento do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), artigos sobre sua vida e obra ganham as páginas da revista. A literalidade da autobiografia de Goethe é tema de Helmut Galle, professor de Literatura Alemã do Departamento de Letras Modernas da FFLCH. <em>De Minha Vida: Poesia e Verdade</em> foi iniciada quando o escritor tinha 60 anos e publicada em quatro partes (1811, 1812, 1814 e, postumamente, em 1833). Segundo o professor, ela se localiza entre os protótipos do gênero, servindo de modelo para centenas de autobiografias posteriores. O professor comenta que é louvável que a antiga tradução brasileira de Leonel Valandro (Goethe, 1971), esgotada há décadas, tenha sido substituída por uma sólida edição em capa dura e com uma nova tradução, realizada por Mauricio Mendonça Cardozo. Segundo Galle, foram acrescentadas notas explicativas que facilitam a leitura dessa obra, que contém centenas de referências a acontecimentos históricos remotos e pessoas hoje em dia desconhecidas.</p>
<p>A correspondência de Goethe – estimada em mais de 20 mil cartas escritas, das quais 15 mil estão depositadas no Arquivo Goethe e Schiller de Weimar, e 25 mil recebidas – é objeto do artigo de Marcus Vinícius Mazzari, professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH. Seus escritos científicos, ou estudos da natureza, são assunto de Magali Moura, professora associada de Língua e Literatura Alemã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Já seus poemas são analisados por João Barrento, que estudou Filosofia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Portugal, e também traduz alguns deles em um anexo da revista.</p>
<p>Outro artigo trata da obra <em>Fausto</em>, em que Goethe empreendeu, de forma ousada, a tentativa de tornar completos os seus textos, mas só conseguiu publicar o drama de maneira fragmentária, como conta Michael Jaeger, professor da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, acrescentando que somente uma edição póstuma uniu todas as partes. “A primeira edição crítica completa do <em>Fausto</em> foi preparada sob a direção de Anne Bohnenkamp e, em 2018, apresentada pela Casa de Goethe em Frankfurt”, complementa.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:446px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-goethe/image" alt="Carta Goethe" title="Carta Goethe" height="500" width="446" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:446px;">Carta de Goethe (17 de junho de 1777) em que comunica a morte de sua irmã Cornelia (1750-1777) à condessa Auguste von Stolberg (1753-1835) – Extraída de Goetheana. A Centenary Portfolio of Forty-three Facsimiles. William A. Speck Collection, Yale University Library. New Haven, 1932</dd>
</dl>Ainda no dossiê, está presente texto de Daniel Martineschen, doutor em Literatura e Tradução pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e responsável pela tradução de <em>West-Östlicher Divan</em>, que ganhou o título brasileiro de <em>Divã Ocidental-Oriental</em>, lançado pela Editora Estação Liberdade neste ano, exatamente quando se completam 200 anos de sua publicação original. Já o artigo “Goethe e sua ‘rede brasileira’”, de Sylk Schneider, curador e estudioso de romanística, geografia e economia em universidades da Alemanha e do Brasil, relata a proximidade do escritor alemão com o Brasil. Segundo ele, “praticamente não existe outro país não europeu com o qual Goethe tenha se relacionado tão intensamente quanto o Brasil”.</p>
<p> </p>
<p>A revista <em>Estudos Avançados</em> também traz o dossiê <em>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</em>, que, segundo a organizadora e professora Maria Helena Machado, tem como objetivo “analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação”. Os artigos tratam de escritores negros, como Maria Firmina dos Reis, Luiz Gama e Lima Barreto. Há também textos sobre o letramento de escravos, relatos de mulheres negras escravizadas e sobre Frederick Douglass, um abolicionista negro estaduniense que, após conquistar a liberdade, se tornou editor, orador, palestrante, escritor, diplomata e articulista político.</p>
<p><span>Há ainda a seção Atualidades, abordando dois temas emergentes: o conceito de golpe de Estado, com a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República, e invasão de privacidade e exploração de dados pessoais por empresas tecnológicas. Outra seção, Presenças, traz textos sobre dois especialistas, da cultura, Sérgio Milliet, e da agroecologia, Ana Maria Primavesi. A seção Poesia Contemporânea inclui uma coletânea organizada por Alberto Martins.</span></p>
<h3>Sumário 'Estudos Avançados' n° 96</h3>
<p><b>Violência</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Os medos na política de segurança pública - </span><i>Alba Zaluar</i></li>
<li><span>Alguns aspectos analíticos nas pesquisas </span><span>da violência na América Latina - </span><i>Michel Misse</i></li>
<li><span>O rebanho de Hobbes - </span><i>Claudio Beato</i></li>
<li><span>Segurança pública como simulacro </span><span>de democracia no Brasil - </span><i>Renato Sérgio de Lima</i></li>
<li><span>Humanização das prisões e pânicos morais: notas sobre as “Serpentes Negras” - </span><i>Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Tinta negra, papel branco: escritas afrodescendentes e emancipação</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Maria Firmina dos Reis: escrita íntima </span><span>na construção do si mesmo - </span><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado</i></li>
<li><span>Luiz Gama autor, leitor, editor: revisitando </span><span>as </span><i>Primeiras Trovas Burlescas </i><span>de 1859 e 1861 - </span><i>Ligia Fonseca Ferreira</i><span> </span></li>
<li>Lima Barreto e a escrita de si - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li><span>Escritos insubordinados entre escravizados </span><span>e libertos no Brasil - </span><i>Iamara da Silva Viana, </i><i>Alexandre Ribeiro Neto e Flávio Gomes</i></li>
<li><span>Narrativas de mulheres escravizadas </span><span>nos Estados Unidos do século XIX - </span><i>Maria Clara Carneiro Sampaio </i><i>e Marília B. A. Ariza</i></li>
<li><span>O Brasil por Frederick Douglass: </span><span>impressões sobre escravidão </span><span>e relações raciais no Império - </span><i>Luciana da Cruz Brito</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Goethe</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>“O humano que jamais nos abandona”: </span><span>A obra epistolar de Goethe - </span><i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li><i>De minha vida: Poesia e verdade</i><span> – sobre </span><span>a literariedade da autobiografia de Goethe - </span><i>Helmut Galle</i></li>
<li><span>Uma confissão em fragmentos: Goethe, </span><span>Fausto e o peregrino - </span><i>Michael Jaeger</i></li>
<li><span>O Brasil no divã - </span><i>Daniel Martineschen</i></li>
<li><span>Poesia. A glorificação do sensível - </span><i>João Barrento</i></li>
<li><span>A ciência de Goethe: </span><span>Em busca da imagem do vivente - </span><i>Magali Moura</i></li>
<li><span>Goethe e sua “rede brasileira”: </span><span>o Brasil visto de Weimar - </span><i>Sylk Schneider</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Atualidades</b><span> </span></p>
<ul>
<li>Golpe de Estado: entre o nome e a coisa - <i>Marcos Napolitano</i><span> </span></li>
<li>Dados, vícios e concorrência: repensando <span>o jogo das economias digitais - </span><i>Rafael A. F. Zanatta e Ricardo Abramovay</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Presenças</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Internacionalização da Arquitetura </span><span>e da Crítica de Arte: Sérgio Milliet - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>A extraordinária história de vida </span><span>de Ana Maria Primavesi - </span><i>Virgínia Mendonça Knabben</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Poesia contemporânea</b></p>
<ul>
<li><span>Dez poetas, dezenas de vozes - </span><i>Alberto Martins</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p>
<hr />
</p>
<p><strong>Revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, volume 33, número 96, maio-agosto 2019, 500 páginas. A versão on-line da publicação pode ser acessada <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov" rel="noopener" target="_blank">neste link</a>. </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-21T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo">
    <title>Revista “Estudos Avançados” resgata Goethe e aborda violência no Brasil e AL</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-201cestudos-avancados201d-aborda-violencia-no-brasil-e-no-mundo</link>
    <description>Nova edição da publicação traz também artigos em homenagem aos 270 anos de Goethe</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Adaptado de Claudia Costa, do Jornal da USP</i></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-no-96" alt="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" class="image-right" title="Capa da Revista estudos avançados Nº 96" />“Violência é um conceito escorregadio. Em seu núcleo mais antigo e amplamente partilhado, significa violação da integridade física de um indivíduo ou grupo. O uso da palavra geralmente representa o sentido de uma agressão a alguém. Mas com o tempo foi ganhando significado mais abrangente e dependente de uma disputa de legitimação.” Esse é um trecho de artigo assinado pelo professor Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado no dossiê <em>Medo da Violência</em>, que integra o novo número da revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação quadrimestral do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. A versão online já está <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov">disponível na SciELO</a>.</p>
<p>A América Latina, informa o professor, tem menos de 10% da população mundial, mas produz um terço dos homicídios do mundo. “Segundo as Nações Unidas, 14 dos 20 países mais perigosos do mundo estão na América Latina e no Caribe. Em 2017, 65 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. A polícia brasileira mata mais que qualquer outra polícia do mundo, mas também morre mais que em qualquer outra parte”, relata. O autor ainda afirma que a violência difusa no Brasil vem aumentando há pelo menos quatro décadas, diferentemente do que ocorre no México e na Colômbia, onde há cartéis de cocaína e outras drogas ilícitas. Segundo ele, os homicídios crescem em toda a América Latina, com a única exceção – por enquanto – do Chile. “Até Argentina e Uruguai, que tinham as taxas mais baixas de homicídios até dez anos atrás, já apresentam sensível crescimento da violência”, continua.</p>
<p>Mas quais sentimentos contemporâneos nossas cidades suscitam?, pergunta o professor Claudio Beato, coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Violência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Eles mesclam-se além do triste espetáculo da miséria de nossas gigantescas favelas com o medo que é onipresente na vida dos habitantes das grandes cidades latino-americanas.” Segundo o autor, a distopia latino-americana descreve cidades violentas, palco de falhas socioeconômicas e institucionais que se sobrepõem. “Compreender essa conjunção de sentimentos e fatos é o desafio a que gerações de analistas, estudiosos, escritores e cientistas têm se dedicado ao longo de décadas”, constata.</p>
<p>O ensaio da professora Alba Zalluar, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, parte da ideia de que a negação do medo afeta a construção e a eficácia das políticas públicas de segurança. No artigo de Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há dados e informações compiladas da organização que dirige, além de pesquisas de outras organizações, mostrando que o Brasil não conseguiu reduzir a violência. “A partir dos anos 1980, a taxa de homicídios cresceu em média 20% ao ano e, desde 2014, convivemos com um patamar com cerca de 60 mil mortes violentas intencionais anuais (uma taxa nacional de 28 mortes para cada 100 mil habitantes)”, compara.</p>
<p>Recentemente, “nas eleições gerais de 2018 – e para surpresa de inúmeros analistas políticos – , o Brasil presenciou a emergência de uma nova conjuntura política, na qual discursos de dramatização da violência, de apologia da guerra contra o crime, de endurecimento das práticas penais e das políticas de segurança pública e de desvalorização dos direitos humanos se intensificaram e ganharam inédita audiência, ao propiciarem a eleição de inúmeros políticos em todo o País, em diferentes níveis e inclusive da Presidência da República, claramente comprometidos com diferentes formas de punitivismo e de populismo penal”, afirmam Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez – respectivamente, doutorando e professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP -, no artigo “Humanização das prisões e pânicos morais”, que encerra o dossiê.</p>
<p><strong><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/goethe/image" alt="Goethe" title="Goethe" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Goethe em seu quarto de trabalho, ditando ao secretário e escrevente Johann August John. Quadro a óleo de Johann Joseph Schmeller – Foto: Reprodução/Revista Estudos Avançados</dd>
</dl>270 anos de Goethe</strong></p>
<p>Comemorando os 270 anos de nascimento do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), artigos sobre sua vida e obra ganham as páginas da revista. A literalidade da autobiografia de Goethe é tema de Helmut Galle, professor de Literatura Alemã do Departamento de Letras Modernas da FFLCH. <em>De Minha Vida: Poesia e Verdade</em> foi iniciada quando o escritor tinha 60 anos e publicada em quatro partes (1811, 1812, 1814 e, postumamente, em 1833). Segundo o professor, ela se localiza entre os protótipos do gênero, servindo de modelo para centenas de autobiografias posteriores. O professor comenta que é louvável que a antiga tradução brasileira de Leonel Valandro (Goethe, 1971), esgotada há décadas, tenha sido substituída por uma sólida edição em capa dura e com uma nova tradução, realizada por Mauricio Mendonça Cardozo. Segundo Galle, foram acrescentadas notas explicativas que facilitam a leitura dessa obra, que contém centenas de referências a acontecimentos históricos remotos e pessoas hoje em dia desconhecidas.</p>
<p>A correspondência de Goethe – estimada em mais de 20 mil cartas escritas, das quais 15 mil estão depositadas no Arquivo Goethe e Schiller de Weimar, e 25 mil recebidas – é objeto do artigo de Marcus Vinícius Mazzari, professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH. Seus escritos científicos, ou estudos da natureza, são assunto de Magali Moura, professora associada de Língua e Literatura Alemã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Já seus poemas são analisados por João Barrento, que estudou Filosofia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em Portugal, e também traduz alguns deles em um anexo da revista.</p>
<p>Outro artigo trata da obra <em>Fausto</em>, em que Goethe empreendeu, de forma ousada, a tentativa de tornar completos os seus textos, mas só conseguiu publicar o drama de maneira fragmentária, como conta Michael Jaeger, professor da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, acrescentando que somente uma edição póstuma uniu todas as partes. “A primeira edição crítica completa do <em>Fausto</em> foi preparada sob a direção de Anne Bohnenkamp e, em 2018, apresentada pela Casa de Goethe em Frankfurt”, complementa.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:446px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carta-goethe/image" alt="Carta Goethe" title="Carta Goethe" height="500" width="446" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:446px;">Carta de Goethe (17 de junho de 1777) em que comunica a morte de sua irmã Cornelia (1750-1777) à condessa Auguste von Stolberg (1753-1835) – Extraída de Goetheana. A Centenary Portfolio of Forty-three Facsimiles. William A. Speck Collection, Yale University Library. New Haven, 1932</dd>
</dl>Ainda no dossiê, está presente texto de Daniel Martineschen, doutor em Literatura e Tradução pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e responsável pela tradução de <em>West-Östlicher Divan</em>, que ganhou o título brasileiro de <em>Divã Ocidental-Oriental</em>, lançado pela Editora Estação Liberdade neste ano, exatamente quando se completam 200 anos de sua publicação original. Já o artigo “Goethe e sua ‘rede brasileira’”, de Sylk Schneider, curador e estudioso de romanística, geografia e economia em universidades da Alemanha e do Brasil, relata a proximidade do escritor alemão com o Brasil. Segundo ele, “praticamente não existe outro país não europeu com o qual Goethe tenha se relacionado tão intensamente quanto o Brasil”.</p>
<p> </p>
<p>A revista <em>Estudos Avançados</em> também traz o dossiê <em>Tinta Negra, Papel Branco: Escritas Afrodescendentes e Emancipação</em>, que, segundo a organizadora e professora Maria Helena Machado, tem como objetivo “analisar os parâmetros da narração da história pessoal como estratégia de apropriação do si mesmo e ainda como paradigma da emancipação”. Os artigos tratam de escritores negros, como Maria Firmina dos Reis, Luiz Gama e Lima Barreto. Há também textos sobre o letramento de escravos, relatos de mulheres negras escravizadas e sobre Frederick Douglass, um abolicionista negro estaduniense que, após conquistar a liberdade, se tornou editor, orador, palestrante, escritor, diplomata e articulista político.</p>
<p><span>Há ainda a seção Atualidades, abordando dois temas emergentes: o conceito de golpe de Estado, com a saída de Dilma Rousseff da Presidência da República, e invasão de privacidade e exploração de dados pessoais por empresas tecnológicas. Outra seção, Presenças, traz textos sobre dois especialistas, da cultura, Sérgio Milliet, e da agroecologia, Ana Maria Primavesi. A seção Poesia Contemporânea inclui uma coletânea organizada por Alberto Martins.</span></p>
<h3>Sumário 'Estudos Avançados' n° 96</h3>
<p><b>Violência</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Os medos na política de segurança pública - </span><i>Alba Zaluar</i></li>
<li><span>Alguns aspectos analíticos nas pesquisas </span><span>da violência na América Latina - </span><i>Michel Misse</i></li>
<li><span>O rebanho de Hobbes - </span><i>Claudio Beato</i></li>
<li><span>Segurança pública como simulacro </span><span>de democracia no Brasil - </span><i>Renato Sérgio de Lima</i></li>
<li><span>Humanização das prisões e pânicos morais: notas sobre as “Serpentes Negras” - </span><i>Gustavo Lucas Higa e Marcos César Alvarez</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Tinta negra, papel branco: escritas afrodescendentes e emancipação</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Maria Firmina dos Reis: escrita íntima </span><span>na construção do si mesmo - </span><i>Maria Helena Pereira Toledo Machado</i></li>
<li><span>Luiz Gama autor, leitor, editor: revisitando </span><span>as </span><i>Primeiras Trovas Burlescas </i><span>de 1859 e 1861 - </span><i>Ligia Fonseca Ferreira</i><span> </span></li>
<li>Lima Barreto e a escrita de si - <i>Lilia Moritz Schwarcz</i></li>
<li><span>Escritos insubordinados entre escravizados </span><span>e libertos no Brasil - </span><i>Iamara da Silva Viana, </i><i>Alexandre Ribeiro Neto e Flávio Gomes</i></li>
<li><span>Narrativas de mulheres escravizadas </span><span>nos Estados Unidos do século XIX - </span><i>Maria Clara Carneiro Sampaio </i><i>e Marília B. A. Ariza</i></li>
<li><span>O Brasil por Frederick Douglass: </span><span>impressões sobre escravidão </span><span>e relações raciais no Império - </span><i>Luciana da Cruz Brito</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Goethe</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>“O humano que jamais nos abandona”: </span><span>A obra epistolar de Goethe - </span><i>Marcus Vinicius Mazzari</i></li>
<li><i>De minha vida: Poesia e verdade</i><span> – sobre </span><span>a literariedade da autobiografia de Goethe - </span><i>Helmut Galle</i></li>
<li><span>Uma confissão em fragmentos: Goethe, </span><span>Fausto e o peregrino - </span><i>Michael Jaeger</i></li>
<li><span>O Brasil no divã - </span><i>Daniel Martineschen</i></li>
<li><span>Poesia. A glorificação do sensível - </span><i>João Barrento</i></li>
<li><span>A ciência de Goethe: </span><span>Em busca da imagem do vivente - </span><i>Magali Moura</i></li>
<li><span>Goethe e sua “rede brasileira”: </span><span>o Brasil visto de Weimar - </span><i>Sylk Schneider</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b> </b></p>
<p><b>Atualidades</b><span> </span></p>
<ul>
<li>Golpe de Estado: entre o nome e a coisa - <i>Marcos Napolitano</i><span> </span></li>
<li>Dados, vícios e concorrência: repensando <span>o jogo das economias digitais - </span><i>Rafael A. F. Zanatta e Ricardo Abramovay</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Presenças</b><b> </b></p>
<ul>
<li><span>Internacionalização da Arquitetura </span><span>e da Crítica de Arte: Sérgio Milliet - </span><i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li><span>A extraordinária história de vida </span><span>de Ana Maria Primavesi - </span><i>Virgínia Mendonça Knabben</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p><b>Poesia contemporânea</b></p>
<ul>
<li><span>Dez poetas, dezenas de vozes - </span><i>Alberto Martins</i></li>
</ul>
<p> </p>
<p>
<hr />
</p>
<p><strong>Revista <em>Estudos Avançados</em>, publicação do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, volume 33, número 96, maio-agosto 2019, 500 páginas. A versão on-line da publicação pode ser acessada <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190002&amp;lng=pt&amp;nrm=isov" rel="noopener" target="_blank">neste link</a>. </strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-21T18:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-95">
    <title>Futuro das universidades e degradação urbana e ambiental são temas de 'Estudos Avançados' 95</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-95</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revistas-estudos-avancados-95" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 95" class="image-right" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 95" /></p>
<p>Além de perspectivas para as universidades e questões urbanas e ambientais, a edição 95 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, lançada este mês, também debate a judicialização da saúde e o princípio de precaução. Segundo o editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, “o primado atual da tecnologia é um dos temas transversais que aproximam artigos sobre objetos tão variados”. [Veja o <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/estudos-avancados-95#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo.]</p>
<p>Complementam o número resenhas de oito livros sobre artes visuais, literatura, ciência política, economia e globalização. [A versão digital da edição já pode ser lida no site da <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>.]</p>
<p>A seção de abertura do número, dedicada à universidade, traz artigo do ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a> sobre três aspectos: o projeto Desempenho Acadêmico e Avaliações, por ele coordenado; as transformações por que passam as instituições acadêmicas; a contestação de propostas que no seu entender descaracterizariam as universidades públicas, como a implantação do pagamento de mensalidades.</p>
<p>A necessidade de adaptação das universidades a uma nova realidade dominada pelas redes de informação é analisada por <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, <span>professor visitante do IEA em 2017 e 2018, </span>no artigo “O Último Trem para Alexandria”.</p>
<p>Os artigos da seção especificamente voltados à USP tratam dos estudos feitos por seus pesquisadores sobre a instituição (“Desequilíbrio Financeiro, Missões da Universidade e Avaliação – Autorreflexão na USP”, de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ribeiro-terra" class="external-link">Ricardo Terra</a>) e como a ideia e o projeto de universidade aparecia no discurso e nas ações de intelectuais paulistas e estrangeiros no início dos anos 30 (“A Intelectualidade Paulista, o Manifesto dos Pioneiros e a Universidade de São Paulo em sua Primeira ‘Missão’”, de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/carlota-boto" class="external-link">Carlota Boto</a>).</p>
<p><strong>Cidades e Ambiente</strong></p>
<p>A degradação urbanística de grandes cidades e o desmatamento de vastas regiões do país são dois dos temas discutidos na seção “Cidade e Ambiente”. Bosi destaca o conflito entre os defensores de um estilo de moradia mais humano e a “violenta deterioração do espaço de que são exemplos e vítimas os bairros de baixa classe média e as favelas na periferia das grandes cidades”, questão discutida nos artigos “Fim das Utopias, A Cidade de São Paulo e a Discussão do Urbanismo Contemporâneo”, do urbanista Antonio Claudio Pinto da Fonseca e do historiador <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoac/carlos-guilherme-santos-seroa-da-mota" class="external-link">Carlos Guilherme Mota</a>, e “A Conflagração do Espaço: A Tensa Relação Porto-Cidade no Planejamento Urbano", de João Mendes Rocha, especialista em políticas públicas e gestão governamental.</p>
<p>Nos textos sobre ambientalismo, o editor sublinha a preocupação com “interesses econômicos que promovem o desmatamento selvagem”, lembrando que, “depois de um curto período de relativo controle, volta a ameaça antiecológica que atinge regiões inteiras da Amazônia e do Nordeste”. O tema está presente nos artigos “Territórios e Alianças Políticas do Pós-Ambientalismo”, de especialistas de várias instituições, e “Características e Procedência da Lenha Usada na Cocção no Brasil”, da química Adriana Gioda.</p>
<p>As duas outras seções de artigos são “Saúde”, com dois textos, e “O Princípio de Precaução, com três colaborações. Na primeira, são debatidas duas questões: as orientações do Conselho Nacional de Justiça para a ação de profissionais do direito na efetivação do direito à saúde e as técnicas de coaching de bem-estar na mudança de estilo de vida no sistema público de saúde.</p>
<p>No artigo "A Adoção de Medidas de Precaução diante dos Riscos no Uso das Inovações Tecnocientíficas", o filósofo Hugh Lacey, ex-professor visitante do IEA, onde integra o <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/grupos-de-pesquisa/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a>, discute as responsabilidades de cientistas e instituições na condução da pesquisa necessária para informar as medidas de precaução. O texto de Lacey é acompanhado de dois artigos de outros pesquisadores: um revisa o princípio de precaução no ordenamento jurídico brasileiro ante acordos internacionais; o outro discute os principais argumentos  envolvidos no debate sobre a cientificidade do princípio de equivalência substancial, que afirma serem os organismos geneticamente modificados, popularmente conhecidos como transgênicos, quimicamente equivalentes aos organismos selecionados pelas técnicas tradicionais de melhoramento e, assim, não necessitariam de estudos toxicológicos adicionais.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>95</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2019), 328 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br </a><strong>e telefone (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><i><strong><br /></strong></i></p>
<h3>
<hr />
<a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Editorial</strong></p>
<ul>
<li>Cidade e Ambiente - <i>Alfredo Bosi</i></li>
</ul>
<p><strong>Universidade</strong></p>
<ul>
<li>A Universidade em 2022 - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>A Intelectualidade Paulista, o <i>Manifesto dos Pioneiros</i> e a Universidade de São Paulo em sua Primeira 'Missão' (1932-1934) - <i>Carlota Boto</i></li>
<li>Desequilíbrio Financeiro, Missões da Universidade e Avaliação - Autorreflexão na USP - <i>Ricardo Terra</i></li>
<li>O Último Trem para Alexandria - <i>Luiz Bevilacqua</i></li>
</ul>
<p><strong>Cidadania e Ambiente</strong></p>
<ul>
<li>Territórios e Alianças Políticas do Pós-Ambientalismo - <i>Roberto Araújo, Ima Célia Guimarães Vieira, Peter Mann de Toledo, Andréa dos Santos Coelho, Eloi Dalla-Nora e Felipe Milanez</i></li>
<li>A Conflagração do Espaço: Uma Tensa Relação Porto-Cidade no Planejamento Urbano - <i>João Mendes Rocha</i></li>
<li>Aspectos de Regulação Internacional do Petróleo: O Caso Brasil - <i>Thais da Silva Chedid e Edmilson Moutinho dos Santos</i></li>
<li>Características e Procedência da Lenha Usada na Cocção no Brasil - <i>Adriana Gioda</i></li>
<li>Tecnologia <i>Blockchain</i>: Inovação em Pagamentos por Serviços Ambientais - <i>Ranulfo Paiva Sobrinho, Junior Ruiz Garcia, Alexandre Gori Maia e Ademar Ribeiro Romero</i></li>
<li>A Cidade no Pensamento Brasileiro do Século 16 ao século 20 - <i>Candido Malta Campos</i></li>
<li>Fim das Utopias? A Cidade de São Paulo e a Discussão do Urbanismo Contemporâneo - <i>Antonio Claudio Pinto da Fonseca e Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li>Sociedade Sensoriada: A Sociedade da Transformação Digital - <i>Marcos Cesar Weiss</i></li>
</ul>
<p><strong>Saúde</strong></p>
<ul>
<li>Judicialização da Saúde e Medicalização: Uma Análise das Orientações do Conselho Nacional de Justiça - <i>Aline Marques, Carlos Rocha, Felipe Asensi e Diego Machado Monnerat</i></li>
<li>Técnicas de <i>Coaching</i> de Bem-Estar na Mudança do Estilo de Vida no Sistema Público de Saúde - <i>Luciana Oquendo Pereira-Lancha, Danielle Kallas, Paula Helena Dayan e Antonio Herbert Lancha Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>O Princípio de Precaução</strong></p>
<ul>
<li>Adoção de Medidas de Precaução Diante dos Riscos no Uso das Inovações Tecnocientíficas - Hugh <i>Lacey</i></li>
<li>(In)eficácia do Princípio de Precaução no Brasil - <i>Fernanda Viegas Reiochardt e Mayara Regina Araújo dos Santos</i></li>
<li>Transgênicos e o Princípio de Equivalência Substancial - <i>Luciana Zaterka</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Raymundo Faoro: Intérprete do Brasil em Ação - <i>Leonardo Octavio Belinelli de Brito</i></li>
<li>Bresser-Pereira e a Teoria do Novo Desenvolvimentismo - <i>André Roncaglia de Carvalho</i></li>
<li>O <i>Futuro Passado</i> de uma Experiência: O Lulismo na Encruzilhada - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>Histórias Afro-Atlânticas - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Poesia Brasileira do Século 18 ao 21 - <i>Flávia Amparo</i></li>
<li>Carta de Rubens Borba de Moraes ao Livreiro Português António Tavares de Carvalho - <i>Marcos Antonio de Moraes</i></li>
<li>Julião Machado: A Arte Gráfica Exalando a Tinta da Impressão - <i>Ana Luiza Martins</i></li>
<li>A Longa Jornada da Ordem Global: Entre Redes e Hierarquias - <i>José Augusto Ribas Miranda</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-10T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95">
    <title>Futuro das universidades e degradação urbana e ambiental são temas de 'Estudos Avançados' 95</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revistas-estudos-avancados-95" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 95" class="image-right" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 95" /></p>
<p>Além de perspectivas para as universidades e questões urbanas e ambientais, a edição 95 da revista “<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>”, lançada este mês, também debate a judicialização da saúde e o princípio de precaução. Segundo o editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, “o primado atual da tecnologia é um dos temas transversais que aproximam artigos sobre objetos tão variados”. [Veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-avancados-95#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo.]</p>
<p>Complementam o número resenhas de oito livros sobre artes visuais, literatura, ciência política, economia e globalização. [A versão digital da edição já pode ser lida no site da <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420190001&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">SciELO</a>.]</p>
<p>A seção de abertura do número, dedicada à universidade, traz artigo do ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a> sobre três aspectos: o projeto Desempenho Acadêmico e Avaliações, por ele coordenado; as transformações por que passam as instituições acadêmicas; a contestação de propostas que no seu entender descaracterizariam as universidades públicas, como a implantação do pagamento de mensalidades.</p>
<p>A necessidade de adaptação das universidades a uma nova realidade dominada pelas redes de informação é analisada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, <span>professor visitante do IEA em 2017 e 2018, </span>no artigo “O Último Trem para Alexandria”.</p>
<p>Os artigos da seção especificamente voltados à USP tratam dos estudos feitos por seus pesquisadores sobre a instituição (“Desequilíbrio Financeiro, Missões da Universidade e Avaliação – Autorreflexão na USP”, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ribeiro-terra" class="external-link">Ricardo Terra</a>) e como a ideia e o projeto de universidade aparecia no discurso e nas ações de intelectuais paulistas e estrangeiros no início dos anos 30 (“A Intelectualidade Paulista, o Manifesto dos Pioneiros e a Universidade de São Paulo em sua Primeira ‘Missão’”, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlota-boto" class="external-link">Carlota Boto</a>).</p>
<p><strong>Cidades e Ambiente</strong></p>
<p>A degradação urbanística de grandes cidades e o desmatamento de vastas regiões do país são dois dos temas discutidos na seção “Cidade e Ambiente”. Bosi destaca o conflito entre os defensores de um estilo de moradia mais humano e a “violenta deterioração do espaço de que são exemplos e vítimas os bairros de baixa classe média e as favelas na periferia das grandes cidades”, questão discutida nos artigos “Fim das Utopias, A Cidade de São Paulo e a Discussão do Urbanismo Contemporâneo”, do urbanista Antonio Claudio Pinto da Fonseca e do historiador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-guilherme-santos-seroa-da-mota" class="external-link">Carlos Guilherme Mota</a>, e “A Conflagração do Espaço: A Tensa Relação Porto-Cidade no Planejamento Urbano", de João Mendes Rocha, especialista em políticas públicas e gestão governamental.</p>
<p>Nos textos sobre ambientalismo, o editor sublinha a preocupação com “interesses econômicos que promovem o desmatamento selvagem”, lembrando que, “depois de um curto período de relativo controle, volta a ameaça antiecológica que atinge regiões inteiras da Amazônia e do Nordeste”. O tema está presente nos artigos “Territórios e Alianças Políticas do Pós-Ambientalismo”, de especialistas de várias instituições, e “Características e Procedência da Lenha Usada na Cocção no Brasil”, da química Adriana Gioda.</p>
<p>As duas outras seções de artigos são “Saúde”, com dois textos, e “O Princípio de Precaução, com três colaborações. Na primeira, são debatidas duas questões: as orientações do Conselho Nacional de Justiça para a ação de profissionais do direito na efetivação do direito à saúde e as técnicas de coaching de bem-estar na mudança de estilo de vida no sistema público de saúde.</p>
<p>No artigo "A Adoção de Medidas de Precaução diante dos Riscos no Uso das Inovações Tecnocientíficas", o filósofo Hugh Lacey, ex-professor visitante do IEA, onde integra o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-pesquisa/filosofia" class="external-link">Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</a>, discute as responsabilidades de cientistas e instituições na condução da pesquisa necessária para informar as medidas de precaução. O texto de Lacey é acompanhado de dois artigos de outros pesquisadores: um revisa o princípio de precaução no ordenamento jurídico brasileiro ante acordos internacionais; o outro discute os principais argumentos  envolvidos no debate sobre a cientificidade do princípio de equivalência substancial, que afirma serem os organismos geneticamente modificados, popularmente conhecidos como transgênicos, quimicamente equivalentes aos organismos selecionados pelas técnicas tradicionais de melhoramento e, assim, não necessitariam de estudos toxicológicos adicionais.</p>
<p><strong><i>"Estudos Avançados" </i></strong><strong><i>95</i></strong><strong><i> (janeiro-abril/2019), 328 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Mais Informações: </i></strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br </a><strong>e telefone (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><i><strong><br /></strong></i></p>
<h3>
<hr />
<a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Editorial</strong></p>
<ul>
<li>Cidade e Ambiente - <i>Alfredo Bosi</i></li>
</ul>
<p><strong>Universidade</strong></p>
<ul>
<li>A Universidade em 2022 - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>A Intelectualidade Paulista, o <i>Manifesto dos Pioneiros</i> e a Universidade de São Paulo em sua Primeira 'Missão' (1932-1934) - <i>Carlota Boto</i></li>
<li>Desequilíbrio Financeiro, Missões da Universidade e Avaliação - Autorreflexão na USP - <i>Ricardo Terra</i></li>
<li>O Último Trem para Alexandria - <i>Luiz Bevilacqua</i></li>
</ul>
<p><strong>Cidadania e Ambiente</strong></p>
<ul>
<li>Territórios e Alianças Políticas do Pós-Ambientalismo - <i>Roberto Araújo, Ima Célia Guimarães Vieira, Peter Mann de Toledo, Andréa dos Santos Coelho, Eloi Dalla-Nora e Felipe Milanez</i></li>
<li>A Conflagração do Espaço: Uma Tensa Relação Porto-Cidade no Planejamento Urbano - <i>João Mendes Rocha</i></li>
<li>Aspectos de Regulação Internacional do Petróleo: O Caso Brasil - <i>Thais da Silva Chedid e Edmilson Moutinho dos Santos</i></li>
<li>Características e Procedência da Lenha Usada na Cocção no Brasil - <i>Adriana Gioda</i></li>
<li>Tecnologia <i>Blockchain</i>: Inovação em Pagamentos por Serviços Ambientais - <i>Ranulfo Paiva Sobrinho, Junior Ruiz Garcia, Alexandre Gori Maia e Ademar Ribeiro Romero</i></li>
<li>A Cidade no Pensamento Brasileiro do Século 16 ao século 20 - <i>Candido Malta Campos</i></li>
<li>Fim das Utopias? A Cidade de São Paulo e a Discussão do Urbanismo Contemporâneo - <i>Antonio Claudio Pinto da Fonseca e Carlos Guilherme Mota</i></li>
<li>Sociedade Sensoriada: A Sociedade da Transformação Digital - <i>Marcos Cesar Weiss</i></li>
</ul>
<p><strong>Saúde</strong></p>
<ul>
<li>Judicialização da Saúde e Medicalização: Uma Análise das Orientações do Conselho Nacional de Justiça - <i>Aline Marques, Carlos Rocha, Felipe Asensi e Diego Machado Monnerat</i></li>
<li>Técnicas de <i>Coaching</i> de Bem-Estar na Mudança do Estilo de Vida no Sistema Público de Saúde - <i>Luciana Oquendo Pereira-Lancha, Danielle Kallas, Paula Helena Dayan e Antonio Herbert Lancha Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>O Princípio de Precaução</strong></p>
<ul>
<li>Adoção de Medidas de Precaução Diante dos Riscos no Uso das Inovações Tecnocientíficas - Hugh <i>Lacey</i></li>
<li>(In)eficácia do Princípio de Precaução no Brasil - <i>Fernanda Viegas Reiochardt e Mayara Regina Araújo dos Santos</i></li>
<li>Transgênicos e o Princípio de Equivalência Substancial - <i>Luciana Zaterka</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Raymundo Faoro: Intérprete do Brasil em Ação - <i>Leonardo Octavio Belinelli de Brito</i></li>
<li>Bresser-Pereira e a Teoria do Novo Desenvolvimentismo - <i>André Roncaglia de Carvalho</i></li>
<li>O <i>Futuro Passado</i> de uma Experiência: O Lulismo na Encruzilhada - <i>Fabio Mascaro Querido</i></li>
<li>Histórias Afro-Atlânticas - <i>Ricardo Ohtake</i></li>
<li>Poesia Brasileira do Século 18 ao 21 - <i>Flávia Amparo</i></li>
<li>Carta de Rubens Borba de Moraes ao Livreiro Português António Tavares de Carvalho - <i>Marcos Antonio de Moraes</i></li>
<li>Julião Machado: A Arte Gráfica Exalando a Tinta da Impressão - <i>Ana Luiza Martins</i></li>
<li>A Longa Jornada da Ordem Global: Entre Redes e Hierarquias - <i>José Augusto Ribas Miranda</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-10T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista94">
    <title>‘Estudos Avançados’ dedica dossiê ao ensino de ciências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista94</link>
    <description>A edição 94 da revista "Estudos Avançados" (setembro-dezembro/2018) dedica seu dossiê ao ensino de ciências no Brasil.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-94" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 94" class="image-right" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 94" />O ensino de ciências naturais, matemática e engenharia é o tema do dossiê da edição 94 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", já disponível em versão impressa <span>(440 págs., R$ 30,00) </span>e <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">digital</a> no site da SciELO (Scientific Electronic Library Online).</p>
<p>O conjunto de textos segue o projeto da revista em aprofundar o conhecimento sobre o ensino médio e o superior tanto das humanidades (tema da <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">edição anterior</a>) quanto das ciências naturais e da matemática. De acordo com o editor de "Estudos Avançados", Alfredo Bosi, "a complexidade das questões sobre o que e como ensinar resulta evidente" ao examinar os textos publicados.</p>
<p>O dossiê conta com 21 artigos e a participação de 44 pesquisadores [veja <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista94#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo]. Quinze textos estão subdivididos em minidossiês sobre química, geologia, matemática, biologia e física, elaborados com a colaboração, respectivamente, dos professores da USP Hernan Chaimovich, Umberto Cordani, Flavio Ulhoa Coelho, Marcos Buckeridge e Yvonne Mascarenhas. Há também um artigo sobre engenharia e cinco a respeito de questões gerais relativas ao ensino médio.</p>
<p>Nos textos gerais, os temas abordados são o papel dado às ciências naturais nas versões da Base Nacional Comum Curricular, o ensino via abordagem histórico-investigativa, o fim do modelo positivista na história das ciências, o uso de dispositivos móveis no aprendizado e o ensino médio como fecho de uma educação em crise.</p>
<p>Três artigos compõem o minidossiê sobre o ensino de física. São analisados o ensino e a aprendizagem da disciplina no ensino médio e a formação de seus professores, inclusive a continuada, "ainda sem procedimentos adequados e eficazes", segundo os autores) . O conjunto é completado por uma análise crítica da atual realidade do ensino da física: "<span>em crise, desatualizado, minimizado, desvalorizado", de acordo com o autor.</span></p>
<p>No que se refere à biologia, o dossiê contém artigo sobre as potencialidades do ensino por investigação, de forma a torná-lo mais significativo para os estudantes. Para isso, os autores articulam aspectos do consenso construtivista com os eixos da alfabetização científica. O outro artigo sobre a disciplina trata das peculiaridades do ensino de botânica e da importância da contextualização para um ensino de boa qualidade.</p>
<p>Os princípios para um currículo de química, como ela tem sido abordada nos exames vestibulares da Fuvest nos últimos 38 e como se dá a formação de seus professores no Brasil e no mundo são os temas do minidossiê sobre a disciplina.</p>
<p>O ensino de geociências na universidade e a importância de expandir <span>a área nos cursos de formação e capacitação de professores para a educação básica são discutidos em dois artigos </span></p>
<p>Em relação à matemática, os artigos discutem o ensino da disciplina nos anos iniciais de aprendizado, a formação dos professores, os materiais curriculares, as correlações da história da álgebra e do pensamento algébrico com o ensino e, de forma complementar, como a etnomatemática pode contribuir para a justiça social e a sustentabilidade.</p>
<p>O texto sobre engenharia apresenta a engenharia da complexidade como proposta de abordagem da área, quer seja no trabalho de concepção ou no de operação e considerando os pressupostos do pensamento complexo elaborados pelo pensador francês Edgar Morin.</p>
<p><strong>Humanidades</strong></p>
<p>A edição traz também outros quatro textos, que complementam, de alguma forma, o dossiê “Ensino de Humanidades”, publicado na edição anterior. Dois deles são dedicados ao pensamento teórico e à passagem pelo IEA como professor visitante do sociólogo peruano Aníbal Quijano, morto em maio aos 90 anos.</p>
<p>O historiador Carlos Guilherme Mota, primeiro diretor do IEA, relata em seu artigo as motivações para que ele e Adriana Lopez escrevessem o livro “História do Brasil. Uma Interpretação”, lançado em 2008 e já em sua quinta edição.</p>
<p>O conjunto tem ainda texto de Gonzalo Aguillar Cavallo sobre o conhecimento indígena tradicional a respeito da preservação da natureza e do patrimônio ambiental.</p>
<p><strong>Homenagem</strong></p>
<p>A edição é dedicada ao físico nuclear Ernst Hamburger (1933-2018), “infatigável difusor da história e das ciências dentro e fora da USP”, segundo Bosi. Hamburger foi um dos criadores do Laboratório de Demonstrações do Instituto de Física (IF) da USP e diretor da Estação Ciência, projeto (ora em reformulação) da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.</p>
<p> </p>
<h3>
<hr />
<a name="sumario"></a>Sumário da edição 94</h3>
<p><strong>Editorial</strong></p>
<ul>
<li>Ensino de Ciências - <i>Alfredo Bos</i>i</li>
</ul>
<p><strong>Dossiê Ensino de Ciências</strong></p>
<ul>
<li><span>Ensino de Botânica: Conhecimento e Encantamento na Educação Científica - <i>Suzana Ursi, Pércia Paiva Barbosa, Paulo Takeo Sano </i>e<i> Flávio Augusto de Souza Berchez</i></span></li>
<li><span>Potencialidades do Ensino de Biologia por Investigação - <i>Daniela Lopes Scarpa </i>e<i> Natália Ferreira Campos</i></span></li>
<li><span>Ensino e Aprendizagem de Física no Ensino Médio e a Formação de Professores - <i>Anna Maria Pessoa de Carvalho </i>e<i> Lúcia Helena Sasseron</i></span></li>
<li><span>A Formação Continuada do Professor de Física - <i>Jesuína Lopes de Almeida Pacca </i>e<i> Alberto Villani</i></span></li>
<li><span>Uma Análise Crítica do Ensino de Física - <i>Marco Antonio Moreira</i></span></li>
<li><span>Dimensões a Considerar na Pesquisa com Dispositivos Móveis - <i>Marcelo Almeida Bairral</i></span></li>
<li><span>A Abordagem Histórico-Investigativo no Ensino de Ciências - <i>Renata F. M. Batista </i>e<i> Cibelle Cellestino</i></span></li>
<li><span>Ensino Médio - Etapa Conclusiva de uma Educação em Crise - <i>Luis Carlos de Menezes</i></span></li>
<li><span>Trajetória e Perspectivas para o Ensino de Matemática nos Anos Iniciais<i> - Cármen Lúcia Brancaglion </i>e<i> Adair Mendes Nacarato</i></span></li>
<li><span>Materiais Curriculares e Professores que Ensinam Matemática - <i>Jonei Cerqueira Barbosa</i> e <i>Andréia Maria Pereira de Oliveira</i></span></li>
<li><span>Conexões Extramatemáticas na Formação Inicial de Docentes - <i>Yuly Vanegas e Joaquín Giménez</i></span></li>
<li><span>A História da Álgebra e o Pensamento Algébrico: Correlações com o Ensino - <i>Flávio Ulhoa Coelho</i> e<i> Marcia Aguiar</i></span></li>
<li><span>Etnomatemática, Justiça Social e Sustentabilidade - <i>Ubiratan D'Ambrósio</i></span></li>
<li><span>Formação de Professores de Química no Brasil e no Mundo - <i>Carmen Fernandez</i></span></li>
<li><span>Princípios para o Currículo de um Curso de Química - <i>Flavio Antonio Maximiano</i></span></li>
<li><span>A Quimica no Vestibular Fuvest (1980-2018) - <i>Paulo Alves Porto</i></span></li>
<li><span>As Ciências da Natureza nas 1ª e 2ª Versões da Base Nacional Comum Curricular - <i>Maria Eunice Ribeiro Marcondes</i></span></li>
<li><span>A Arqueologia como Paradigma de Ciência Histórica e Interdisciplinar - <i>Astolfo Gomes de Mello Araujo</i></span></li>
<li><span>Ensino de Geociências na Universidade - <i>Umberto G. Cordani, Marcia Ernesto, Maria Assunção F. da Silva Dias, Elisabete de Santis B. G. Saraiva, Fernando F. de Alkmim, Carlos Alberto Mendonça</i> e <i>Rachel Albrecht</i></span></li>
<li><span>Perspectivas do Ensino de Geociências - <i>Marcia Ernesto, Umberto G. Cordani, Celso Dal Ré Carneiro, Maria Assunção F. da Silva Dias, Carlos Alberto Mendonça e Elisabete de Santis Braga</i></span></li>
<li><span>Por uma Dialética das Controvérsias: O Fim do Modelo Positivista na História das Ciências - <i>Gildo Magalhães</i></span></li>
<li><span>Engenharia da Complexidade em Edgar Morin - <i>José Roberto Castilho Piqueira</i></span></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Conhecimentos Ecológicos Indígenas e Recursos Naturais: A Descolonização Inacabada - <i>Gonzalo Aguilar Cavallo</i></li>
<li>Aníbal Quijano e a Racionalidade Alternativa na América Latina: Diálogos com Mariátegui - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>Aníbal Quijano (1930-2018), Institiuto de Estudos Avançados e o Contexgto Peruano - <i>Enrique Amayo Zevallos</i></li>
<li>Como e Por Que Escrevemos História do Brasil. Uma Interpretação - <i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
</ul>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>"Estudos Avançados" 94 (setembro-dezembro/2018), 440 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Mais informações: </strong><a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista" class="external-link">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br </a><strong>e telefone (11) 3091-1675.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-12-04T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista94">
    <title>‘Estudos Avançados’ dedica dossiê ao ensino de ciências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista94</link>
    <description>A edição 94 da revista "Estudos Avançados" (setembro-dezembro/2018) dedica seu dossiê ao ensino de ciências no Brasil.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-94" alt="Capa da revista 'Estudos Avançados' 94" class="image-right" title="Capa da revista 'Estudos Avançados' 94" />O ensino de ciências naturais, matemática e engenharia é o tema do dossiê da edição 94 da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", já disponível em versão impressa <span>(440 págs., R$ 30,00) </span>e <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">digital</a> no site da SciELO (Scientific Electronic Library Online).</p>
<p>O conjunto de textos segue o projeto da revista em aprofundar o conhecimento sobre o ensino médio e o superior tanto das humanidades (tema da <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">edição anterior</a>) quanto das ciências naturais e da matemática. De acordo com o editor de "Estudos Avançados", Alfredo Bosi, "a complexidade das questões sobre o que e como ensinar resulta evidente" ao examinar os textos publicados.</p>
<p>O dossiê conta com 21 artigos e a participação de 44 pesquisadores [veja <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista94#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo]. Quinze textos estão subdivididos em minidossiês sobre química, geologia, matemática, biologia e física, elaborados com a colaboração, respectivamente, dos professores da USP Hernan Chaimovich, Umberto Cordani, Flavio Ulhoa Coelho, Marcos Buckeridge e Yvonne Mascarenhas. Há também um artigo sobre engenharia e cinco a respeito de questões gerais relativas ao ensino médio.</p>
<p>Nos textos gerais, os temas abordados são o papel dado às ciências naturais nas versões da Base Nacional Comum Curricular, o ensino via abordagem histórico-investigativa, o fim do modelo positivista na história das ciências, o uso de dispositivos móveis no aprendizado e o ensino médio como fecho de uma educação em crise.</p>
<p>Três artigos compõem o minidossiê sobre o ensino de física. São analisados o ensino e a aprendizagem da disciplina no ensino médio e a formação de seus professores, inclusive a continuada, "ainda sem procedimentos adequados e eficazes", segundo os autores) . O conjunto é completado por uma análise crítica da atual realidade do ensino da física: "<span>em crise, desatualizado, minimizado, desvalorizado", de acordo com o autor.</span></p>
<p>No que se refere à biologia, o dossiê contém artigo sobre as potencialidades do ensino por investigação, de forma a torná-lo mais significativo para os estudantes. Para isso, os autores articulam aspectos do consenso construtivista com os eixos da alfabetização científica. O outro artigo sobre a disciplina trata das peculiaridades do ensino de botânica e da importância da contextualização para um ensino de boa qualidade.</p>
<p>Os princípios para um currículo de química, como ela tem sido abordada nos exames vestibulares da Fuvest nos últimos 38 e como se dá a formação de seus professores no Brasil e no mundo são os temas do minidossiê sobre a disciplina.</p>
<p>O ensino de geociências na universidade e a importância de expandir <span>a área nos cursos de formação e capacitação de professores para a educação básica são discutidos em dois artigos </span></p>
<p>Em relação à matemática, os artigos discutem o ensino da disciplina nos anos iniciais de aprendizado, a formação dos professores, os materiais curriculares, as correlações da história da álgebra e do pensamento algébrico com o ensino e, de forma complementar, como a etnomatemática pode contribuir para a justiça social e a sustentabilidade.</p>
<p>O texto sobre engenharia apresenta a engenharia da complexidade como proposta de abordagem da área, quer seja no trabalho de concepção ou no de operação e considerando os pressupostos do pensamento complexo elaborados pelo pensador francês Edgar Morin.</p>
<p><strong>Humanidades</strong></p>
<p>A edição traz também outros quatro textos, que complementam, de alguma forma, o dossiê “Ensino de Humanidades”, publicado na edição anterior. Dois deles são dedicados ao pensamento teórico e à passagem pelo IEA como professor visitante do sociólogo peruano Aníbal Quijano, morto em maio aos 90 anos.</p>
<p>O historiador Carlos Guilherme Mota, primeiro diretor do IEA, relata em seu artigo as motivações para que ele e Adriana Lopez escrevessem o livro “História do Brasil. Uma Interpretação”, lançado em 2008 e já em sua quinta edição.</p>
<p>O conjunto tem ainda texto de Gonzalo Aguillar Cavallo sobre o conhecimento indígena tradicional a respeito da preservação da natureza e do patrimônio ambiental.</p>
<p><strong>Homenagem</strong></p>
<p>A edição é dedicada ao físico nuclear Ernst Hamburger (1933-2018), “infatigável difusor da história e das ciências dentro e fora da USP”, segundo Bosi. Hamburger foi um dos criadores do Laboratório de Demonstrações do Instituto de Física (IF) da USP e diretor da Estação Ciência, projeto (ora em reformulação) da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.</p>
<p> </p>
<h3>
<hr />
<a name="sumario"></a>Sumário da edição 94</h3>
<p><strong>Editorial</strong></p>
<ul>
<li>Ensino de Ciências - <i>Alfredo Bos</i>i</li>
</ul>
<p><strong>Dossiê Ensino de Ciências</strong></p>
<ul>
<li><span>Ensino de Botânica: Conhecimento e Encantamento na Educação Científica - <i>Suzana Ursi, Pércia Paiva Barbosa, Paulo Takeo Sano </i>e<i> Flávio Augusto de Souza Berchez</i></span></li>
<li><span>Potencialidades do Ensino de Biologia por Investigação - <i>Daniela Lopes Scarpa </i>e<i> Natália Ferreira Campos</i></span></li>
<li><span>Ensino e Aprendizagem de Física no Ensino Médio e a Formação de Professores - <i>Anna Maria Pessoa de Carvalho </i>e<i> Lúcia Helena Sasseron</i></span></li>
<li><span>A Formação Continuada do Professor de Física - <i>Jesuína Lopes de Almeida Pacca </i>e<i> Alberto Villani</i></span></li>
<li><span>Uma Análise Crítica do Ensino de Física - <i>Marco Antonio Moreira</i></span></li>
<li><span>Dimensões a Considerar na Pesquisa com Dispositivos Móveis - <i>Marcelo Almeida Bairral</i></span></li>
<li><span>A Abordagem Histórico-Investigativo no Ensino de Ciências - <i>Renata F. M. Batista </i>e<i> Cibelle Cellestino</i></span></li>
<li><span>Ensino Médio - Etapa Conclusiva de uma Educação em Crise - <i>Luis Carlos de Menezes</i></span></li>
<li><span>Trajetória e Perspectivas para o Ensino de Matemática nos Anos Iniciais<i> - Cármen Lúcia Brancaglion </i>e<i> Adair Mendes Nacarato</i></span></li>
<li><span>Materiais Curriculares e Professores que Ensinam Matemática - <i>Jonei Cerqueira Barbosa</i> e <i>Andréia Maria Pereira de Oliveira</i></span></li>
<li><span>Conexões Extramatemáticas na Formação Inicial de Docentes - <i>Yuly Vanegas e Joaquín Giménez</i></span></li>
<li><span>A História da Álgebra e o Pensamento Algébrico: Correlações com o Ensino - <i>Flávio Ulhoa Coelho</i> e<i> Marcia Aguiar</i></span></li>
<li><span>Etnomatemática, Justiça Social e Sustentabilidade - <i>Ubiratan D'Ambrósio</i></span></li>
<li><span>Formação de Professores de Química no Brasil e no Mundo - <i>Carmen Fernandez</i></span></li>
<li><span>Princípios para o Currículo de um Curso de Química - <i>Flavio Antonio Maximiano</i></span></li>
<li><span>A Quimica no Vestibular Fuvest (1980-2018) - <i>Paulo Alves Porto</i></span></li>
<li><span>As Ciências da Natureza nas 1ª e 2ª Versões da Base Nacional Comum Curricular - <i>Maria Eunice Ribeiro Marcondes</i></span></li>
<li><span>A Arqueologia como Paradigma de Ciência Histórica e Interdisciplinar - <i>Astolfo Gomes de Mello Araujo</i></span></li>
<li><span>Ensino de Geociências na Universidade - <i>Umberto G. Cordani, Marcia Ernesto, Maria Assunção F. da Silva Dias, Elisabete de Santis B. G. Saraiva, Fernando F. de Alkmim, Carlos Alberto Mendonça</i> e <i>Rachel Albrecht</i></span></li>
<li><span>Perspectivas do Ensino de Geociências - <i>Marcia Ernesto, Umberto G. Cordani, Celso Dal Ré Carneiro, Maria Assunção F. da Silva Dias, Carlos Alberto Mendonça e Elisabete de Santis Braga</i></span></li>
<li><span>Por uma Dialética das Controvérsias: O Fim do Modelo Positivista na História das Ciências - <i>Gildo Magalhães</i></span></li>
<li><span>Engenharia da Complexidade em Edgar Morin - <i>José Roberto Castilho Piqueira</i></span></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Conhecimentos Ecológicos Indígenas e Recursos Naturais: A Descolonização Inacabada - <i>Gonzalo Aguilar Cavallo</i></li>
<li>Aníbal Quijano e a Racionalidade Alternativa na América Latina: Diálogos com Mariátegui - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>Aníbal Quijano (1930-2018), Institiuto de Estudos Avançados e o Contexgto Peruano - <i>Enrique Amayo Zevallos</i></li>
<li>Como e Por Que Escrevemos História do Brasil. Uma Interpretação - <i>Carlos Guilherme Mota</i></li>
</ul>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>"Estudos Avançados" 94 (setembro-dezembro/2018), 440 págs, R$ 30,00. A assinatura anual (três edições) custa R$ 80,00. Mais informações: </strong><a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">www.iea.usp.br/revista</a><strong>, </strong><a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br </a><strong>e telefone (11) 3091-1675.</strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Médio</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-12-04T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades">
    <title>Em sua 93ª edição, “Estudos Avançados” reflete sobre o ensino de humanidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades</link>
    <description>Além de dossiê sobre o ensino de humanidades, há artigos sobre vida urbana e saúde, arte e cultura e uma homenagem ao economista Paul Singer</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f9d48d4d-7fff-d22f-ce8f-49ea379f72fb"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-93/@@images/a264861c-632d-4ea5-9b50-5a6b15118a23.jpeg" alt="Capa Estudos Avançados 93" class="image-right" title="Capa Estudos Avançados 93" />A <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">93ª edição da revista “Estudos Avançados”</a> inaugura uma série de publicações focadas nos ensinos fundamental e médio. O dossiê principal deste número traz um conjunto de artigos sobre o ensino de humanidades, área do conhecimento escolhida para abrir a sequência. Além de ponderações sobre a conjuntura atual da educação brasileira, os textos apresentam reflexões sobre o ensino de filosofia, história, geografia, música, literatura e religião. A versão online da publicação está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">íntegra no SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">A revista traz ainda três outras seções, com temas diversos. Na primeira, Vida urbana e saúde, quatro artigos buscam compreender como atributos ambientais e comportamentais das grandes cidades afetam a vida de seus habitantes. O segundo conjunto de textos, Artes e cultura, traz discussões abrangentes sobre o ensino superior de artes e reflexões sobre importantes obras do século passado. Por fim, a última seção homenageia o economista Paul Singer, morto em abril deste ano, com uma grande e expressiva entrevista realizada em 2016. Veja o <a class="anchor-link" href="#Sumário">sumário</a> da revista.</p>
<p dir="ltr"><span>Para o editor da revista, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi"><span>Alfredo Bosi</span></a><span>, as humanidades enfrentam uma situação paradoxal. “Ao mesmo tempo, assistimos a uma reflexão sobre os novos métodos propostos pela pedagogia e pelas didáticas específicas que abrem novos rumos ao magistério e enfrentamos uma depreciação das mesmas humanidades pelo pensamento tecnicista que se generalizou em órgãos burocráticos dentro e fora da Universidade”, atenta. Ele acredita que a intensa demanda por especialização gerada pelas revoluções industrial e tecnológica prejudicou o equilíbrio entre as ciências humanas e biológicas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Este contexto, segundo Bosi, alimenta a necessidade de pensar o saber de modo holístico e problemático. Um ponto de partida, para ele, seria aplicar a filosofia como metodologia de de toda e qualquer modalidade do conhecimento. “O leitor encontrará artigos de docentes que vivem esse projeto tanto nas escolas públicas quanto em situações particulares, como é o caso do ensino de leitura junto a presidiários ou a tentativa bem-sucedida de introduzir o ensino de grego e latim para alunos do ensino fundamental”, comenta.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No editorial, Bosi dedica a 93ª edição da revista a Paul Singer e Paulo Freire, que, segundo ele, “levaram seus ideais democráticos ao cerne da economia e da pedagogia dos oprimidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê</strong></span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Ouça: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/atualidades/dossie-mostra-marginalizacao-do-ensino-de-humanidades/">Franklin Leopoldo e Silva, autor de um dos artigos da revista, em e<span>ntrevista ao programa de rádio Jornal da USP</span></a></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Entre 2012 e 2013, Ana Vieira Pereira participou de uma série de oficinas de escrita criativa e mediação de leitura no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. As experiências e os aprendizados de Pereira no período estão relatados no artigo </span><span><i>À margem — experiências de literatura com pessoas encarceradas</i></span><span>, que também compõe o dossiê principal. Segundo ela, o trabalho possibilitou a percepção da literatura e do contar da própria história como “mecanismos poderosos para a reorganização pessoal e a descoberta de novas formas dentro do campo da linguagem”.</span></p>
<p dir="ltr">No artigo<i> </i><i>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação</i>, Celso João Ferretti analisa criticamente a reforma promovida pelo Ministério da Educação em 2017. Os interesses políticos e econômicos da reestruturação, as disputas ideológicas que se apresentaram e os objetivos oficiais anunciados pelo governo Temer são alguns dos pontos tratados por Ferretti. Ele declara ainda ter conferido “especial atenção à flexibilização curricular e à concepção de qualidade da educação em que se baseia a reforma”.</p>
<p dir="ltr"><span>Paula da Cunha Corrêa, no artigo </span><span><i>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental</i></span><span>, apresenta uma exitosa experiência pedagógica conduzida a partir de 2013 na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima. Usando o método </span><span><i>Minimus</i></span><span>, criado pela britânica Barbara Bell, Corrêa organizou a implementação de cursos de línguas clássicas — latim e grego — para alunos dos 4º e 7º anos da escola localizada na capital paulista. Segundo ela, além do ensino das línguas, o projeto leva aos alunos “diversos aspectos da cultura clássica: mitologia, história, política, teatro, poesia, música, arte e arquitetura”. O “Projeto Minimus” está em vigor até hoje e busca novas escolas para expandir sua área de atuação.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Outros temas</strong></span></p>
<p dir="ltr">Os dois primeiros textos da seção Vida urbana e saúde apresentam as consequências da violência e da falta de saneamento básico para a saúde da população periférica. Os dois últimos apresentam críticas e comentários sobre o livro <i><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/problemas-das-metropoles-que-impactam-na-saude-sao-analisadas-em-novo-livro-de-paulo-saldiva" class="external-link">Vida Urbana e Saúde — Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles</a></i> (Editora Contexto, 2018), de autoria do médico e diretor do IEA-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span>A metrópole e a saúde de seus habitantes</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro"><span>Helena Ribeiro</span></a><span> descreve e analisa os temas gerais abordados na obra de Saldiva. Segundo ela, o livro mostra, com clareza, “os problemas que a urbanização tem trazido para a saúde física e mental” dos moradores da grandes cidades.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Já o articulista Fabio Angeoletto, no texto </span><span><i>Vida urbana e saúde</i></span><span>, ressalta que as problemáticas apresentadas por Saldiva não se resumem a São Paulo e outras metrópoles, mas a todas as cidades brasileiras. Para ele, a conclusão da leitura faz emergir uma mensagem clara, mas não explícita pelo autor: “As cidades, em sua complexidade, demandam planejamento, e as múltiplas formações acadêmicas e atores sociais precisam estar envolvidos nesse labor”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No corpo de sete autores da seção </span><span><i>Artes e cultura</i></span><span> há, entre outros, o ex-diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span>, e duas professoras uspianas participantes da primeira edição do </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/programa-ano-sabatico"><span>Programa Ano Sabático</span></a><span> do IEA, de 2016: </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoad/daria-gorete-jaremtchuk"><span>Dária Jaremtchuk</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira"><span>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</span></a><span>. Os trabalhos nesta edição representam parte dos resultados de suas pesquisas no Instituto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Jaremtchuk, no artigo </span><span><i>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra”</i></span><span>, discorre sobre o período de 10 anos que o pintor brasileiro passou nos Estados Unidos. Segundo ela, o tempo foi fundamental para que Nascimento reafirmasse “seu compromisso com a criação de obras alinhadas com a herança cultural africana”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span><i>Sobre conquistas e tensões</i></span><span>, por sua vez, Oliveira discute o surgimento de novas dinâmicas culturais ancoradas nas tecnologias de informação e comunicação. “O momento atual exige uma compreensão não simplificadora das inúmeras representações, contradições, vozes e dos silêncios que disputam a visibilidade na arena pública”, defende.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Paul Singer</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O último artigo da edição 93 da revista “Estudos Avançados” celebra o economista Paul Singer, que morreu no dia 16 de abril de 2018, aos 86 anos. Singer foi professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e integrante da primeira composição do Conselho Deliberativo (CD) do IEA, de 1987 a 1992. Nascido em Viena, capital da Áustria, foi o criador e maior defensor da “Economia Solidária”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo </span><span><i>Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática</i></span><span>, Cris Andrada e Egeu Esteves apresentam uma entrevista realizada com o economista no ano de 2016. Nela, Singer fala sobre sua migração para o Brasil, a juventude na São Paulo do pós-guerra, sua relação com o movimento sindical — com ênfase à participação na </span><span>Greve dos 300 mil</span><span> — e, notoriamente, sobre a Economia Solidária.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Poucos reúnem grandeza intelectual, humildade genuína e uma profunda coerência entre o que escreve e o que pratica, como ele”, escrevem os autores. “Paul Singer não apenas refletiu sobre as violências do mundo do trabalho, como se dedicou a fazê-lo junto de trabalhadores, ombro a ombro, anos a fio.”<br /><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><i><strong>Revista "Estudos Avançados" 93, 399 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><a name="Sumário"></a></p>
<h3>Sumário</h3>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Ensino de Humanidades</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Limites e possibilidades do ensino de filosofia - <i>Franklin Leopoldo e Silva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Prefácio para a reedição de Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire - <i>Celso de Rui Beiseigel</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação - <i>Celso João Ferretti</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Reflexões sobre o aprendizado formal em Humanidades com base no projeto “Práticas de leitura e escrita acadêmicas” - <i><span>Marcus Sacrini</span><span> e </span><span>Valéria De Marco</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Os preteridos e os preferidos: sinal dos tempos da educação - <i><span>Ausonia Donato</span><span> e </span><span>Monique Borba Cerqueira</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Autobiografias do começo de uma aula - <i>Marcos Natali</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Leitura e escrita literárias no âmbito escolar: situação e perspectivas - <i>Neide Luzia de Rezende</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>À margem – experiências de literatura com pessoas encarceradas - <i>Ana Vieira Pereira</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental - <i>Paula da Cunha Corrêa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Reflexões sobre o ensino de História - <i>Circe Fernandes Bittencourt</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de História e seus conteúdos - <i>Antonia Terra de Calazans Fernandes</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O ensino da Geografia como prática espacial de significação - <i>Rafael Straforini</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O Estado e a educação religiosa: observações a partir da psicologia - <i>Geraldo José de Paiva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Considerações sobre o ensino de música no Brasil - <i>Antonio Carlos Moraes Dias Carrasqueira</i></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Vida urbana e saúde</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> “Caminhos da reforma sanitária”, revisitado - <i>Amélia Cohn</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Violência em favelas e saúde - <i><span>Ana Lydia Sawaya</span><span>, </span><span>Maria Paula de Albuquerque</span><span> </span><span>e Semiramis Martins Álvares Domene</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> A metrópole e a saúde de seus habitantes - <i>Helena Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>•</strong> Vida urbana e saúde - <i>Fabio Angeoletto</i></p>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Artes e cultura</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra” - <i>Dária Jaremtchuk</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Sobre conquistas e tensões - <i>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Os gigantes da montanha e o semblante do real - <i>Martha Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Walter Zanini e a formação de um sistema de arte contemporânea no Brasil - <i>Isis Baldini, Martin Grossmann, Pamela Prado e Vinicius Spricigo</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de Artes Visuais na Universidade - <i>Ana Mae Barbosa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> O que se espera de uma escola de arte hoje? - <i>Martin Grossmann</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Bophana e a persistência da memória - <i>Paulo Roberto Ramos</i></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Paul Singer</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática - <i>Cris Andrada e Egeu Esteves</i></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades">
    <title>Em sua 93ª edição, “Estudos Avançados” reflete sobre o ensino de humanidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-sua-93a-edicao-201cestudos-avancados201d-reflete-sobre-o-ensino-de-humanidades</link>
    <description>Além de dossiê sobre o ensino de humanidades, há artigos sobre vida urbana e saúde, arte e cultura e uma homenagem ao economista Paul Singer</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f9d48d4d-7fff-d22f-ce8f-49ea379f72fb"> </span></p>
<p dir="ltr"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-93/@@images/a264861c-632d-4ea5-9b50-5a6b15118a23.jpeg" alt="Capa Estudos Avançados 93" class="image-right" title="Capa Estudos Avançados 93" />A <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">93ª edição da revista “Estudos Avançados”</a> inaugura uma série de publicações focadas nos ensinos fundamental e médio. O dossiê principal deste número traz um conjunto de artigos sobre o ensino de humanidades, área do conhecimento escolhida para abrir a sequência. Além de ponderações sobre a conjuntura atual da educação brasileira, os textos apresentam reflexões sobre o ensino de filosofia, história, geografia, música, literatura e religião. A versão online da publicação está disponível na <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420180002&amp;lng=en&amp;nrm=iso">íntegra no SciELO</a>.</p>
<p dir="ltr">A revista traz ainda três outras seções, com temas diversos. Na primeira, Vida urbana e saúde, quatro artigos buscam compreender como atributos ambientais e comportamentais das grandes cidades afetam a vida de seus habitantes. O segundo conjunto de textos, Artes e cultura, traz discussões abrangentes sobre o ensino superior de artes e reflexões sobre importantes obras do século passado. Por fim, a última seção homenageia o economista Paul Singer, morto em abril deste ano, com uma grande e expressiva entrevista realizada em 2016. Veja o <a class="anchor-link" href="#Sumário">sumário</a> da revista.</p>
<p dir="ltr"><span>Para o editor da revista, </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi"><span>Alfredo Bosi</span></a><span>, as humanidades enfrentam uma situação paradoxal. “Ao mesmo tempo, assistimos a uma reflexão sobre os novos métodos propostos pela pedagogia e pelas didáticas específicas que abrem novos rumos ao magistério e enfrentamos uma depreciação das mesmas humanidades pelo pensamento tecnicista que se generalizou em órgãos burocráticos dentro e fora da Universidade”, atenta. Ele acredita que a intensa demanda por especialização gerada pelas revoluções industrial e tecnológica prejudicou o equilíbrio entre as ciências humanas e biológicas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Este contexto, segundo Bosi, alimenta a necessidade de pensar o saber de modo holístico e problemático. Um ponto de partida, para ele, seria aplicar a filosofia como metodologia de de toda e qualquer modalidade do conhecimento. “O leitor encontrará artigos de docentes que vivem esse projeto tanto nas escolas públicas quanto em situações particulares, como é o caso do ensino de leitura junto a presidiários ou a tentativa bem-sucedida de introduzir o ensino de grego e latim para alunos do ensino fundamental”, comenta.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No editorial, Bosi dedica a 93ª edição da revista a Paul Singer e Paulo Freire, que, segundo ele, “levaram seus ideais democráticos ao cerne da economia e da pedagogia dos oprimidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Dossiê</strong></span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Ouça: <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/atualidades/dossie-mostra-marginalizacao-do-ensino-de-humanidades/">Franklin Leopoldo e Silva, autor de um dos artigos da revista, em e<span>ntrevista ao programa de rádio Jornal da USP</span></a></th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Entre 2012 e 2013, Ana Vieira Pereira participou de uma série de oficinas de escrita criativa e mediação de leitura no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. As experiências e os aprendizados de Pereira no período estão relatados no artigo </span><span><i>À margem — experiências de literatura com pessoas encarceradas</i></span><span>, que também compõe o dossiê principal. Segundo ela, o trabalho possibilitou a percepção da literatura e do contar da própria história como “mecanismos poderosos para a reorganização pessoal e a descoberta de novas formas dentro do campo da linguagem”.</span></p>
<p dir="ltr">No artigo<i> </i><i>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação</i>, Celso João Ferretti analisa criticamente a reforma promovida pelo Ministério da Educação em 2017. Os interesses políticos e econômicos da reestruturação, as disputas ideológicas que se apresentaram e os objetivos oficiais anunciados pelo governo Temer são alguns dos pontos tratados por Ferretti. Ele declara ainda ter conferido “especial atenção à flexibilização curricular e à concepção de qualidade da educação em que se baseia a reforma”.</p>
<p dir="ltr"><span>Paula da Cunha Corrêa, no artigo </span><span><i>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental</i></span><span>, apresenta uma exitosa experiência pedagógica conduzida a partir de 2013 na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Desembargador Amorim Lima. Usando o método </span><span><i>Minimus</i></span><span>, criado pela britânica Barbara Bell, Corrêa organizou a implementação de cursos de línguas clássicas — latim e grego — para alunos dos 4º e 7º anos da escola localizada na capital paulista. Segundo ela, além do ensino das línguas, o projeto leva aos alunos “diversos aspectos da cultura clássica: mitologia, história, política, teatro, poesia, música, arte e arquitetura”. O “Projeto Minimus” está em vigor até hoje e busca novas escolas para expandir sua área de atuação.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Outros temas</strong></span></p>
<p dir="ltr">Os dois primeiros textos da seção Vida urbana e saúde apresentam as consequências da violência e da falta de saneamento básico para a saúde da população periférica. Os dois últimos apresentam críticas e comentários sobre o livro <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/problemas-das-metropoles-que-impactam-na-saude-sao-analisadas-em-novo-livro-de-paulo-saldiva" class="external-link">Vida Urbana e Saúde — Os Desafios dos Habitantes das Metrópoles</a></i> (Editora Contexto, 2018), de autoria do médico e diretor do IEA-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span>A metrópole e a saúde de seus habitantes</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-ribeiro"><span>Helena Ribeiro</span></a><span> descreve e analisa os temas gerais abordados na obra de Saldiva. Segundo ela, o livro mostra, com clareza, “os problemas que a urbanização tem trazido para a saúde física e mental” dos moradores da grandes cidades.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Já o articulista Fabio Angeoletto, no texto </span><span><i>Vida urbana e saúde</i></span><span>, ressalta que as problemáticas apresentadas por Saldiva não se resumem a São Paulo e outras metrópoles, mas a todas as cidades brasileiras. Para ele, a conclusão da leitura faz emergir uma mensagem clara, mas não explícita pelo autor: “As cidades, em sua complexidade, demandam planejamento, e as múltiplas formações acadêmicas e atores sociais precisam estar envolvidos nesse labor”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No corpo de sete autores da seção </span><span><i>Artes e cultura</i></span><span> há, entre outros, o ex-diretor do IEA, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span>, e duas professoras uspianas participantes da primeira edição do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico"><span>Programa Ano Sabático</span></a><span> do IEA, de 2016: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daria-gorete-jaremtchuk"><span>Dária Jaremtchuk</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-maciel-barbosa-de-oliveira"><span>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</span></a><span>. Os trabalhos nesta edição representam parte dos resultados de suas pesquisas no Instituto.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Jaremtchuk, no artigo </span><span><i>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra”</i></span><span>, discorre sobre o período de 10 anos que o pintor brasileiro passou nos Estados Unidos. Segundo ela, o tempo foi fundamental para que Nascimento reafirmasse “seu compromisso com a criação de obras alinhadas com a herança cultural africana”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em </span><span><i>Sobre conquistas e tensões</i></span><span>, por sua vez, Oliveira discute o surgimento de novas dinâmicas culturais ancoradas nas tecnologias de informação e comunicação. “O momento atual exige uma compreensão não simplificadora das inúmeras representações, contradições, vozes e dos silêncios que disputam a visibilidade na arena pública”, defende.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Paul Singer</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O último artigo da edição 93 da revista “Estudos Avançados” celebra o economista Paul Singer, que morreu no dia 16 de abril de 2018, aos 86 anos. Singer foi professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e integrante da primeira composição do Conselho Deliberativo (CD) do IEA, de 1987 a 1992. Nascido em Viena, capital da Áustria, foi o criador e maior defensor da “Economia Solidária”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No artigo </span><span><i>Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática</i></span><span>, Cris Andrada e Egeu Esteves apresentam uma entrevista realizada com o economista no ano de 2016. Nela, Singer fala sobre sua migração para o Brasil, a juventude na São Paulo do pós-guerra, sua relação com o movimento sindical — com ênfase à participação na </span><span>Greve dos 300 mil</span><span> — e, notoriamente, sobre a Economia Solidária.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Poucos reúnem grandeza intelectual, humildade genuína e uma profunda coerência entre o que escreve e o que pratica, como ele”, escrevem os autores. “Paul Singer não apenas refletiu sobre as violências do mundo do trabalho, como se dedicou a fazê-lo junto de trabalhadores, ombro a ombro, anos a fio.”<br /><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<hr />
<p><i><strong>Revista "Estudos Avançados" 93, 399 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</strong></i></p>
<p><a name="Sumário"></a></p>
<h3>Sumário</h3>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Ensino de Humanidades</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Limites e possibilidades do ensino de filosofia - <i>Franklin Leopoldo e Silva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Prefácio para a reedição de Pedagogia do oprimido, de Paulo Freire - <i>Celso de Rui Beiseigel</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>A reforma do Ensino Médio e sua questionável concepção de qualidade da educação - <i>Celso João Ferretti</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Reflexões sobre o aprendizado formal em Humanidades com base no projeto “Práticas de leitura e escrita acadêmicas” - <i><span>Marcus Sacrini</span><span> e </span><span>Valéria De Marco</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Os preteridos e os preferidos: sinal dos tempos da educação - <i><span>Ausonia Donato</span><span> e </span><span>Monique Borba Cerqueira</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Autobiografias do começo de uma aula - <i>Marcos Natali</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Leitura e escrita literárias no âmbito escolar: situação e perspectivas - <i>Neide Luzia de Rezende</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>À margem – experiências de literatura com pessoas encarceradas - <i>Ana Vieira Pereira</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>• </strong>O latim e o grego em uma escola municipal de Ensino Fundamental - <i>Paula da Cunha Corrêa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Reflexões sobre o ensino de História - <i>Circe Fernandes Bittencourt</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de História e seus conteúdos - <i>Antonia Terra de Calazans Fernandes</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O ensino da Geografia como prática espacial de significação - <i>Rafael Straforini</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>O Estado e a educação religiosa: observações a partir da psicologia - <i>Geraldo José de Paiva</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Considerações sobre o ensino de música no Brasil - <i>Antonio Carlos Moraes Dias Carrasqueira</i></p>
<p dir="ltr"><span><i><br /></i></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Vida urbana e saúde</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> “Caminhos da reforma sanitária”, revisitado - <i>Amélia Cohn</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Violência em favelas e saúde - <i><span>Ana Lydia Sawaya</span><span>, </span><span>Maria Paula de Albuquerque</span><span> </span><span>e Semiramis Martins Álvares Domene</span></i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> A metrópole e a saúde de seus habitantes - <i>Helena Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>•</strong> Vida urbana e saúde - <i>Fabio Angeoletto</i></p>
<p> </p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Artes e cultura</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: um “pintor de arte negra” - <i>Dária Jaremtchuk</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Sobre conquistas e tensões - <i>Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira</i></p>
<p dir="ltr"><strong>• </strong>Os gigantes da montanha e o semblante do real - <i>Martha Ribeiro</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Walter Zanini e a formação de um sistema de arte contemporânea no Brasil - <i>Isis Baldini, Martin Grossmann, Pamela Prado e Vinicius Spricigo</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Ensino de Artes Visuais na Universidade - <i>Ana Mae Barbosa</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> O que se espera de uma escola de arte hoje? - <i>Martin Grossmann</i></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Bophana e a persistência da memória - <i>Paulo Roberto Ramos</i></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong><i>Paul Singer</i></strong></span></p>
<p dir="ltr"><strong>•</strong> Paul Singer: uma vida de luta e de trabalho pelo socialismo e pela participação democrática - <i>Cris Andrada e Egeu Esteves</i></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Edição 92 da revista 'Estudos Avançados' tem a política como tema principal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description>A edição 92 da revista "Estudos Avançados", lançada no final de abril, traz o dossiê "Política e Dinheiro".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-92/@@images/c271f0b2-1ca5-405d-9ac9-472dbcbf1556.jpeg" style="float: right; " title="Capa Estudos Avançados 92" class="image-inline" alt="Capa Estudos Avançados 92" />A política está presente em dois conjuntos de textos da edição 92 da revista “Estudos Avançados”, lançada no final de abril. Os dossiês trazem artigos sobre representação política, democracia representativa, fundamentos da sociedade brasileira, políticas públicas, atual fase do capitalismo, uso de recursos públicos e militância por justiça de dois personagens da história brasileira [<i>veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo</i>].</p>
<p>A edição é dedicada à memória da vereadora Marielle Franco, assassinada - assim como o motorista que a acompanhava, Anderson Gomes - no dia 14 de março, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, comenta que as medidas para a construção de uma legítima política democrática presentes no dossiê “Política e Dinheiro”, que abre a edição, constituem "uma equação complexa de várias incógnitas, cuja resolução não deve ser adiada indefinidamente". Entre as medidas, destaca-se a necessidade de "os partidos não serem meros rótulos ou soma de interesses, mas agremiações civis dotadas de valores e princípios coerentes".</p>
<p>Não basta isso, adverte Bosi: "É preciso livrar a nação dos fantasmas do passado colonial e escravista e, ao mesmo tempo, projetar um regime econômico que limite os abusos do capitalismo financeiro-rentista sem ceder ao estatismo dirigista".</p>
<p>A associação entre política e dinheiro não deve necessariamente levar a resultados funestos, mas, ao contrário, "aliar-se com vistas ao bem comum, como se demonstra no texto sobre gastos aplicados à melhora da saúde pública", afirma o editor.</p>
<p>No artigo de abertura do dossiê, "Como Salvar a Política?", <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a>, professor emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, defende dois conjuntos de propostas favorecedoras do surgimento de lideranças "capazes de apresentar resultados e contribuir para o bem-estar da comunidade".</p>
<p>O primeiro conjunto trata da governança dos partidos, da hipótese de uma reinvenção da mídia e do papel da academia como espaço de debate. O outro conjunto contempla o esperado "protagonismo da sociedade civil e possíveis contribuições para mudanças substantivas na agenda partidária e na política em sua percepção mais ampla".</p>
<p>Ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA, Marcovitch propõe que as instituições acadêmicas, meios de comunicação e organizações não-governamentais protagonizem ações para essa transformação, de forma a "salvar a política de seus descaminhos".</p>
<p>Segundo o economista <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a>, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, capitalismo financeiro-rentista é a denominação adequada para o caráter misto da organização social capitalista no pós-guerra, principalmente a partir dos anos 80. Trata-se de uma sociedade em que "os capitalistas são predominantemente rentistas, enquanto os altos tecnoburocratas são ou os mais altos executivos das companhias ou os financistas".</p>
<p>No artigo "Capitalismo Financeiro-Rentista", Bresser Pereira analisa o desenvolvimento dessa organização social no século 20 e conclui que "a nova importância dos rentistas e financistas representa uma grave armadilha para o capitalismo contemporâneo. Em sua opinião, embora as finanças tenham um papel importante a representar no financiamento do investimento, os financistas não estão interessados nesse papel. "Nem eles, nem os rentistas estão comprometidos com o crescimento do país ou com o bem-estar do povo; ambos representam mais um passivo do que um ativo social". O economista finaliza com uma pergunta para a qual diz não ter resposta: "Haverá no capitalismo e na democracia mecanismos endógenos capazes de mudar essa situação?".</p>
<p>A abordagem de <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-konder-comparato" class="external-link">Fábio Konder Comparato</a>, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, parte de elementos históricos da formação da Nação. No artigo "Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança?", ele comenta fatos do período colonial e do Império que, no seu entender, moldaram a sociedade brasileira. Esses "vícios congênitos" são, de acordo com Comparato: o predomínio absoluto do interesse privado sobre o bem público; o Brasil como destino de criminosos degradados por Portugal; o vício endêmico da corrupção por agentes públicos; e a dominação oligárquica.</p>
<p>Para o jurista, a história brasileira "não se repete, permanece sempre a mesma". Diante dessa realidade, ele finaliza com duas perguntas: "Resta ainda alguma esperança de que a soberania ou poder supremo venha no futuro a pertencer efetivamente, e não de maneira puramente simbólica, ao povo brasileiro? Quanto tempo haveremos de aguardar até que o conjunto dos cidadãos brasileiros, incluindo os mais pobres, passe a ser constituído por pessoas 'livres e iguais em dignidade e direitos', como proclama a Declaração Universal dos Direitos Humanos?".</p>
<p>O dossiê se encerra com a discussão de um exemplo prático sobre a importância de melhoria da gestão de recursos públicos em benefício da população. Em "Gastos Público com Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras", <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, professor titular de patologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do IEA, e Mariana Veras, especialista em políticas públicas e planejamento estratégico e pesquisadora no mesmo departamento, tratam do Sistema Único de Saúde (SUS) em seus quase 30 anos de funcionamento.</p>
<p>Os autores reconhecem que o sistema promoveu avanços no atendimento à população, mas também apresenta "mazelas de financiamento e má gestão". O artigo discute também os desafios futuros e princípios que devem nortear as ações para o país "alcançar um patamar mais eficiente na atenção à saúde".</p>
<p><strong>Outros temas</strong></p>
<p>Exemplos de democracia participativa e de práticas culturais são retratados em cinco textos do segundo bloco da edição, intitulado “Política”. Nele e em seção com mais dois artigos, há também contribuições que “aprofundam o significado das lutas de grandes militantes pela justiça, Tiradentes e Luiz Gama”, destaca o editor da publicação.</p>
<p>O terceiro conjunto de textos contém artigos sobre ficcionistas e poetas brasileiros. Além do poeta e ensaísta Augusto Meyer, são analisados aspectos da obra de ficcionistas e poetas modernos e contemporâneos (Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca e Raduan Nassar) e da narrativa romântica (José de Alencar).</p>
<p>A edição traz ainda artigos sobre as contradições da pesquisa e da pós-graduação no Brasil e sobre o Mosaico do Gurupi, a região mais ameada da Amazônia, além de quatro resenhas de livros recentemente publicados sobre o marxismo universitário paulista, Machado de Assis, Nise da Silveira e José Murilo de Carvalho.</p>
<p><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 92, 368 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Política e Dinheiro</strong></p>
<ul>
<li>Como Salvar a Política? - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>Capitalismo Financeiro-Rentista - <i>Luiz Carlos Bresser-Pereira</i></li>
<li>Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança? - <i>Fábio Konder Comparato</i></li>
<li>Gastos Públicos em Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras - <i>Paulo Hilário Nascimento Saldiva e Mariana Veras</i></li>
</ul>
<p><strong>Política</strong></p>
<ul>
<li>Democracia Participativa e Experimentalismo Democrático em Tempos Sombrios - <i>Murilo Gaspardo</i></li>
<li>O Momento Tancredo-Mitterrand - <i>Daniel Afonso da Silva</i></li>
<li>Movimentos Artísticos e Política Cultural - <i>Celso Frederico</i></li>
<li>Política Cultural e Trabalho nas Artes: O Percurso e o Lugar do Estado no Campo da Cultura - <i>Amanda Patrycia Coutinho de Cerqueira</i></li>
<li>O Código Tiradentes - <i>José Murilo de Carvalho</i></li>
</ul>
<p><strong>Luiz Gama</strong></p>
<ul>
<li>Luiz Gama - A Vida como Prova Inconcussa da História - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>"Um Retumbante Orfeu de Carapinha" no Centro de São Paulo: A Luta pela Construção do Monumento a Luiz Gama - <i>Lúcia Klück Stumpf e Júlio César de Oliveira Vellozo</i></li>
</ul>
<p><strong>Leitura de Ficção</strong></p>
<ul>
<li>Augusto Meyer: Crítica Machadiana e Memória - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Mário de Andrade Leitor de Goethe e as Formas do Amor em "Amar, Verbo Intransitivo" - <i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></li>
<li>Rubem Fonseca: Modaliadades de Encarceramento - <i>José Feres Sabino</i></li>
<li>Na Lavoura Arcaica - <i>Belinda Mandelbaum</i></li>
<li>De "Resíduo" a "Caso do Vestido": Formas da Memória entre o Contemporâneo e o Arcaico - <i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></li>
<li>Ecos da "Bíblia" em "Iracema", de José de Alencar - <i>Fernando Paixão</i></li>
<li>"A Paixão de Jesus" - <i>Machado de Assis</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Contradições na Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil - <i>Paulo César Soares</i></li>
<li>Desmatamento, Degradação e Violência no "Mosaico do Gurupi" - A Região Mais Ameaçada da Amazônia - <i>Danielle Celentano, Magda V. C. Miranda, Eloisa Neves Mendonça, Guillaume X. Rousseau, Francisca Helena Muniz, Vivian do Carmo Loch, István van Deursen Varga, Luciana Freitas, Patrícia Araújo, Igor da Silva Narvaes, Marcos Adami, Alessandra Rodrigues Gomes, Jane C. Rodrigues, Cláudia Kahwage, Marcos Pinheiro e Marlúcia B. Martins</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Veredas e Labirintos de uma História -  <i>Cecília Helena L. de Salles Oliveira</i></li>
<li>Sem Medo do Inconsciente - <i>Yudith Rosenbaum</i></li>
<li>Machado de Assis e sua Crítica - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Às Voltas com o Marxismo Universitário Paulista - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-04T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados">
    <title>Edição 92 da revista 'Estudos Avançados' tem a política como tema principal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/politica-e-tema-de-dossies-da-revista-estudos-avancados</link>
    <description>A edição 92 da revista "Estudos Avançados", lançada no final de abril, traz o dossiê "Política e Dinheiro".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-estudos-avancados-92/@@images/c271f0b2-1ca5-405d-9ac9-472dbcbf1556.jpeg" style="float: right; " title="Capa Estudos Avançados 92" class="image-inline" alt="Capa Estudos Avançados 92" />A política está presente em dois conjuntos de textos da edição 92 da revista “Estudos Avançados”, lançada no final de abril. Os dossiês trazem artigos sobre representação política, democracia representativa, fundamentos da sociedade brasileira, políticas públicas, atual fase do capitalismo, uso de recursos públicos e militância por justiça de dois personagens da história brasileira [<i>veja o <a class="anchor-link" href="#sumario">sumário</a> abaixo</i>].</p>
<p>A edição é dedicada à memória da vereadora Marielle Franco, assassinada - assim como o motorista que a acompanhava, Anderson Gomes - no dia 14 de março, no Rio de Janeiro.</p>
<p>O editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, comenta que as medidas para a construção de uma legítima política democrática presentes no dossiê “Política e Dinheiro”, que abre a edição, constituem "uma equação complexa de várias incógnitas, cuja resolução não deve ser adiada indefinidamente". Entre as medidas, destaca-se a necessidade de "os partidos não serem meros rótulos ou soma de interesses, mas agremiações civis dotadas de valores e princípios coerentes".</p>
<p>Não basta isso, adverte Bosi: "É preciso livrar a nação dos fantasmas do passado colonial e escravista e, ao mesmo tempo, projetar um regime econômico que limite os abusos do capitalismo financeiro-rentista sem ceder ao estatismo dirigista".</p>
<p>A associação entre política e dinheiro não deve necessariamente levar a resultados funestos, mas, ao contrário, "aliar-se com vistas ao bem comum, como se demonstra no texto sobre gastos aplicados à melhora da saúde pública", afirma o editor.</p>
<p>No artigo de abertura do dossiê, "Como Salvar a Política?", <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-marcovitch" class="external-link">Jacques Marcovitch</a>, professor emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, defende dois conjuntos de propostas favorecedoras do surgimento de lideranças "capazes de apresentar resultados e contribuir para o bem-estar da comunidade".</p>
<p>O primeiro conjunto trata da governança dos partidos, da hipótese de uma reinvenção da mídia e do papel da academia como espaço de debate. O outro conjunto contempla o esperado "protagonismo da sociedade civil e possíveis contribuições para mudanças substantivas na agenda partidária e na política em sua percepção mais ampla".</p>
<p>Ex-reitor da USP e ex-diretor do IEA, Marcovitch propõe que as instituições acadêmicas, meios de comunicação e organizações não-governamentais protagonizem ações para essa transformação, de forma a "salvar a política de seus descaminhos".</p>
<p>Segundo o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a>, professor emérito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, capitalismo financeiro-rentista é a denominação adequada para o caráter misto da organização social capitalista no pós-guerra, principalmente a partir dos anos 80. Trata-se de uma sociedade em que "os capitalistas são predominantemente rentistas, enquanto os altos tecnoburocratas são ou os mais altos executivos das companhias ou os financistas".</p>
<p>No artigo "Capitalismo Financeiro-Rentista", Bresser Pereira analisa o desenvolvimento dessa organização social no século 20 e conclui que "a nova importância dos rentistas e financistas representa uma grave armadilha para o capitalismo contemporâneo. Em sua opinião, embora as finanças tenham um papel importante a representar no financiamento do investimento, os financistas não estão interessados nesse papel. "Nem eles, nem os rentistas estão comprometidos com o crescimento do país ou com o bem-estar do povo; ambos representam mais um passivo do que um ativo social". O economista finaliza com uma pergunta para a qual diz não ter resposta: "Haverá no capitalismo e na democracia mecanismos endógenos capazes de mudar essa situação?".</p>
<p>A abordagem de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-konder-comparato" class="external-link">Fábio Konder Comparato</a>, professor emérito da Faculdade de Direito da USP, parte de elementos históricos da formação da Nação. No artigo "Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança?", ele comenta fatos do período colonial e do Império que, no seu entender, moldaram a sociedade brasileira. Esses "vícios congênitos" são, de acordo com Comparato: o predomínio absoluto do interesse privado sobre o bem público; o Brasil como destino de criminosos degradados por Portugal; o vício endêmico da corrupção por agentes públicos; e a dominação oligárquica.</p>
<p>Para o jurista, a história brasileira "não se repete, permanece sempre a mesma". Diante dessa realidade, ele finaliza com duas perguntas: "Resta ainda alguma esperança de que a soberania ou poder supremo venha no futuro a pertencer efetivamente, e não de maneira puramente simbólica, ao povo brasileiro? Quanto tempo haveremos de aguardar até que o conjunto dos cidadãos brasileiros, incluindo os mais pobres, passe a ser constituído por pessoas 'livres e iguais em dignidade e direitos', como proclama a Declaração Universal dos Direitos Humanos?".</p>
<p>O dossiê se encerra com a discussão de um exemplo prático sobre a importância de melhoria da gestão de recursos públicos em benefício da população. Em "Gastos Público com Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras", <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, professor titular de patologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do IEA, e Mariana Veras, especialista em políticas públicas e planejamento estratégico e pesquisadora no mesmo departamento, tratam do Sistema Único de Saúde (SUS) em seus quase 30 anos de funcionamento.</p>
<p>Os autores reconhecem que o sistema promoveu avanços no atendimento à população, mas também apresenta "mazelas de financiamento e má gestão". O artigo discute também os desafios futuros e princípios que devem nortear as ações para o país "alcançar um patamar mais eficiente na atenção à saúde".</p>
<p><strong>Outros temas</strong></p>
<p>Exemplos de democracia participativa e de práticas culturais são retratados em cinco textos do segundo bloco da edição, intitulado “Política”. Nele e em seção com mais dois artigos, há também contribuições que “aprofundam o significado das lutas de grandes militantes pela justiça, Tiradentes e Luiz Gama”, destaca o editor da publicação.</p>
<p>O terceiro conjunto de textos contém artigos sobre ficcionistas e poetas brasileiros. Além do poeta e ensaísta Augusto Meyer, são analisados aspectos da obra de ficcionistas e poetas modernos e contemporâneos (Mário de Andrade, Carlos Drummond de Andrade, Rubem Fonseca e Raduan Nassar) e da narrativa romântica (José de Alencar).</p>
<p>A edição traz ainda artigos sobre as contradições da pesquisa e da pós-graduação no Brasil e sobre o Mosaico do Gurupi, a região mais ameada da Amazônia, além de quatro resenhas de livros recentemente publicados sobre o marxismo universitário paulista, Machado de Assis, Nise da Silveira e José Murilo de Carvalho.</p>
<p><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 92, 368 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a publicação ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/<span class="highlightedSearchTerm">revista</span></a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675.</i></strong></p>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário</h3>
<p><strong>Política e Dinheiro</strong></p>
<ul>
<li>Como Salvar a Política? - <i>Jacques Marcovitch</i></li>
<li>Capitalismo Financeiro-Rentista - <i>Luiz Carlos Bresser-Pereira</i></li>
<li>Resta Ainda, Porventura, Alguma Esperança? - <i>Fábio Konder Comparato</i></li>
<li>Gastos Públicos em Saúde: Breve Histórico, Situação Atual e Perspectivas Futuras - <i>Paulo Hilário Nascimento Saldiva e Mariana Veras</i></li>
</ul>
<p><strong>Política</strong></p>
<ul>
<li>Democracia Participativa e Experimentalismo Democrático em Tempos Sombrios - <i>Murilo Gaspardo</i></li>
<li>O Momento Tancredo-Mitterrand - <i>Daniel Afonso da Silva</i></li>
<li>Movimentos Artísticos e Política Cultural - <i>Celso Frederico</i></li>
<li>Política Cultural e Trabalho nas Artes: O Percurso e o Lugar do Estado no Campo da Cultura - <i>Amanda Patrycia Coutinho de Cerqueira</i></li>
<li>O Código Tiradentes - <i>José Murilo de Carvalho</i></li>
</ul>
<p><strong>Luiz Gama</strong></p>
<ul>
<li>Luiz Gama - A Vida como Prova Inconcussa da História - <i>Diego A. Molina</i></li>
<li>"Um Retumbante Orfeu de Carapinha" no Centro de São Paulo: A Luta pela Construção do Monumento a Luiz Gama - <i>Lúcia Klück Stumpf e Júlio César de Oliveira Vellozo</i></li>
</ul>
<p><strong>Leitura de Ficção</strong></p>
<ul>
<li>Augusto Meyer: Crítica Machadiana e Memória - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Mário de Andrade Leitor de Goethe e as Formas do Amor em "Amar, Verbo Intransitivo" - <i>Cristiane Rodrigues de Souza</i></li>
<li>Rubem Fonseca: Modaliadades de Encarceramento - <i>José Feres Sabino</i></li>
<li>Na Lavoura Arcaica - <i>Belinda Mandelbaum</i></li>
<li>De "Resíduo" a "Caso do Vestido": Formas da Memória entre o Contemporâneo e o Arcaico - <i>Simone Rossinetti Rufinoni</i></li>
<li>Ecos da "Bíblia" em "Iracema", de José de Alencar - <i>Fernando Paixão</i></li>
<li>"A Paixão de Jesus" - <i>Machado de Assis</i></li>
</ul>
<p><strong>Textos</strong></p>
<ul>
<li>Contradições na Pesquisa e Pós-Graduação no Brasil - <i>Paulo César Soares</i></li>
<li>Desmatamento, Degradação e Violência no "Mosaico do Gurupi" - A Região Mais Ameaçada da Amazônia - <i>Danielle Celentano, Magda V. C. Miranda, Eloisa Neves Mendonça, Guillaume X. Rousseau, Francisca Helena Muniz, Vivian do Carmo Loch, István van Deursen Varga, Luciana Freitas, Patrícia Araújo, Igor da Silva Narvaes, Marcos Adami, Alessandra Rodrigues Gomes, Jane C. Rodrigues, Cláudia Kahwage, Marcos Pinheiro e Marlúcia B. Martins</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Veredas e Labirintos de uma História -  <i>Cecília Helena L. de Salles Oliveira</i></li>
<li>Sem Medo do Inconsciente - <i>Yudith Rosenbaum</i></li>
<li>Machado de Assis e sua Crítica - <i>Pedro Meira Monteiro</i></li>
<li>Às Voltas com o Marxismo Universitário Paulista - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política Cultural</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-04T13:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/em-novo-livro-alfredo-bosi-analisa-a-obra-de-leonardo-da-vinci">
    <title>Em novo livro, Alfredo Bosi analisa a obra de Leonardo da Vinci</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/em-novo-livro-alfredo-bosi-analisa-a-obra-de-leonardo-da-vinci</link>
    <description>Editor da Revista "Estudos Avançados", Bosi lança livro pela Edusp, no qual destaca a singularidade do pensamento leonardino</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Por <span class="author_name author vcard">Roberto C. G. Castro, do Jornal da USP</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/santa-ceia" alt="A Última ceia " class="image-inline" title="A Última ceia " /></th>
</tr>
<tr>
<td><b><span style="text-align: right; "><i>A Última Ceia</i></span><span style="text-align: right; ">, 1495-1498, têmpera sobre gesso - Foto: Reprodução</span></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><span class="wpsdc-drop-cap" style="float: left; "> </span></span>O processo criativo de Leonardo da Vinci (1452-1519) se inicia com o olhar “ingênuo” sobre a natureza, passa pelo estudo rigoroso das imagens vistas e termina com as projeções do artista, que cria novas formas a partir da análise dessas imagens. Essa descrição dos fundamentos da arte do mestre renascentista está no livro "<em>Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci"<i> </i>(Editora da USP (Edusp), 88 páginas, R$ 34)</em>, que o editor da Revista "Estudos Avançados", Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a> acaba de publicar.</p>
<p>Com 88 páginas, a nova obra de Bosi tem o mérito de destacar a singularidade do pensamento leonardiano, como aponta o professor Lorenzo Mammi, da FFLCH, que assina o texto da contracapa do livro. Segundo Mammi, esse pensamento inclui uma concepção da natureza como uma totalidade orgânica em transformação contínua e, portanto, o interesse por tudo o que é instável, a busca de uma nova relação entre experiência, imaginação e fazer – segundo a qual conhecer a natureza é também recriá-la, no pensamento e na obra – e, finalmente, uma escrita que privilegia a anotação pontual, o aforismo, o provérbio e o ditado popular, em que melhor se manifesta a instabilidade do mundo e do destino. “Bosi mostra como a pintura de Leonardo, que abole os contornos marcados do primeiro Renascimento em prol de uma transição contínua entre atmosfera e corpos, é consequência necessária dessa concepção”, escreve Mammi.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-virgem-e-o-menino-com-santa2019ana-1503-1519" alt="A Virgem e o Menino com Santa’Ana - 1503-1519" class="image-inline" title="A Virgem e o Menino com Santa’Ana - 1503-1519" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b><em>A Virgem e o Menino com Santa’Ana</em><span>, 1503-1519, óleo sobre madeira – Foto: Reprodução</span></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi cita pinturas de Leonardo como exemplos que confirmam sua visão sobre o artista. “Nas obras da maturidade o artista consumou a sua técnica de paisagista inovador. As pinceladas vão-se fazendo cada vez mais sutis, os lineamentos mais esbatidos, e a cor adquire uma tal diafaneidade que torna quase aéreos os elementos que, pela sua natureza de chão e de pedra, deveriam parecer mais compactos”, escreve o professor. “Os cimos enevoados que se dissolvem no horizonte de <em>A Virgem e o Menino com Santa’Ana</em> (talvez lembrança dos Alpes dolomíticos contemplados nos seus anos milaneses) e a visão cósmica suspensa no tempo que envolve a figura da Mona Lisa são imagens afins ao conceito leonardesco de natureza. A clássica e toscana representação de um mundo finito cede à expressão moderna do desejo de infinito.”</p>
<p>Em Leonardo da Vinci, há uma “feliz simbiose” entre o naturalismo renascente e o neoplatonismo dominante na corte florentina dos Médicis”, como analisa o professor em entrevista ao <strong>Jornal da USP</strong>.</p>
<p>Bosi nota que, nos escritos de Leonardo, encontram-se vestígios de um platonismo difuso. Exemplo disso é o louvor incondicional que o artista faz das matemáticas, sustenta o professor, citando alguns aforismos do artista: “Não me leia, nos meus princípios, quem não é matemático” e “Nenhuma humana investigação se pode considerar verdadeira ciência se não passa pelas demonstrações matemáticas”.</p>
<p>Entretanto, o professor percebe também as diferenças entre o gênio renascentista e o fundador da Academia. Essas diferenças se impõem quando se trata de considerar o mundo orgânico que Leonardo estuda e desenha, infere Bosi. “Os corpos vivos com suas formas e atos específicos são situados pelo neoplatonismo tradicional em um plano inferior, sujeito à divisão, à dor e à morte. Em Leonardo, ao contrário, tem-se a valorização artística e científica dessa mesma natureza.”</p>
<p>A pintura <em>Virgem dos Rochedos</em>, com sua estranha paisagem no fundo da tela, pode ser a chave para a interpretação do pensamento e da obra de Leonardo da Vinci. “Sob penhascos bojudos e terrosos ladeados por uma folhagem castanho-ouro o artista pintou uma caverna cujas bocas irregulares deixam ver estalagmites alvas como geleiras”, descreve o professor.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-livro-alfredo-bosi-arte-e-conhecimento-em-leonardo-da-vinci" alt="Capa Livro  Alfredo Bosi - Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci" class="image-inline" title="Capa Livro  Alfredo Bosi - Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci" /></th>
</tr>
<tr>
<td><span><b>O novo livro de Alfredo Bosi – Foto: Reprodução</b></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi lembra que, no livro VII da <em>República</em>, Platão conta o mito da caverna. Nele, a caverna é uma metáfora de sentido epistemológico, o lugar onde não se pode conhecer a verdade.  Mas, para o artista renascentista, ela assume outro caráter, como analisa Bosi: “Leonardo artista quer ver o que se oculta nas entranhas da caverna, para descrever e desenhar os subterrâneos da existência, assim como Leonardo cientista quer entender a fundo os processos que resultaram naquelas formas, naqueles traços que velam milênios de metamorfoses. Olhar para saber, saber para desenhar, desenhar para pintar, pintar para criar”.</p>
<p><span><strong>O gênio que se dizia “homem sem letras”</strong></span></p>
<p>O contato de Alfredo Bosi com a obra de Leonardo da Vinci é antigo. Em 1961, em sua primeira viagem a Florença, na Itália, o professor assistiu a cursos ministrados por Cesare Luporini – filósofo italiano que havia sido aluno de Martin Heidegger em Freiburg – sobre as relações entre a obra literária de Leonardo e a paixão do artista pelo corpo humano e pela matéria em geral. “Esse veio naturalista do artista resultou em um grande número de desenhos anatômicos e cósmicos, que reapareceriam, sublimados e estilizados, nas telas e afrescos que criou”, explica Bosi. “Havia, portanto, uma simbiose feliz do naturalismo renascente e o neoplatonismo dominante na corte florentina dos Médicis.”</p>
<p> </p>
<p>Ao retornar ao Brasil, Bosi se dedicou a outros autores italianos – especialmente Pirandello e Leopardi. Ele só voltou a se debruçar sobre o pensamento de Leonardo da Vinci em 1994, quando proferiu uma conferência no ciclo <em>Arte e Pensamento</em>, organizado por Adauto Novaes. “Foi então que li, encantado, a obra literária desse gênio que se dizia ‘homem sem letras’ para distinguir-se dos eruditos verbosos do seu tempo.”</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-2" alt="Alfredo Bosi" class="image-inline" title="Alfredo Bosi" /></th>
</tr>
<tr>
<td><b>Alfredo Bosi, editor da "Estudos Avançados"</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Bosi, a conferência foi a “matriz” de "<em>Arte e Conhecimento em Leonardo da Vinci</em><em>"</em>, agora lançado pela Editora da USP (Edusp). “De algum modo, retomei meu interesse pela cultura italiana, de que me afastara profissionalmente desde que comecei a ministrar cursos de Literatura Brasileira, a partir da década de 70.”</p>
<p>O professor cita ainda outro momento decisivo para voltar a se ocupar com o artista renascentista: a sua visita, em 1992, ao Clos-Lucé, em Amboise, na França, o castelo onde Leonardo da Vinci viveu seus últimos anos, graças ao mecenato do rei de França, Francisco I. Essa visita é descrita por Bosi nas últimas páginas de seu livro. “Visitei, o coração batendo forte, a casa de Clos Lucé, em Amboise”, escreve o professor. “Tudo está conservado com zelo comovente: o dormitório amplo, a capela onde rezava Ana de Bretanha, a cozinha com lareira e a passagem subterrânea que dava para o castelo.”</p>
<p><span>Diante da pergunta sobre o que mais o impressiona em Leonardo da Vinci, Bosi fica em dúvida. “É difícil dizer”, ele afirma. “Talvez a fusão de pensamento e criação artística, que torna Leonardo cada vez mais atual. Talvez o ‘obstinado rigor’, seu lema, que Valéry tanto admirava. Talvez a expressividade gestual dos apóstolos na </span><em>Última Ceia</em><span>, que Goethe interpretou agudamente ao contemplar em Milão essa obra ímpar. E, por que não?, a graça das fábulas em que os animais se aproximam tanto dos seres humanos.”</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-07T13:41:03Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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