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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 51 to 65.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/o-que-sao-fake-news-11-de-outubro-de-2019">
    <title>O que São Fake News? - 11 de outubro de 2019</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Imprensa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-10-11T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/como-identificar-uma-fake-news">
    <title>Criador do E-farsas fala sobre como identificar fake news</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/como-identificar-uma-fake-news</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-ae5c5417f305468e9b89ceaa255b13c7 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-ae5c5417f305468e9b89ceaa255b13c7">
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/fake-news-1" alt="Fake news" class="image-right" title="Fake news" />O criador do <a class="external-link" href="http://www.e-farsas.com/" target="_blank">E-farsas</a>, primeiro site dedicado à checagem de fatos em atividade no Brasil, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilmar-lopes" class="external-link">Gilmar Lopes</a> será o expositor do encontro <i>O Que São Fake News?</i>, no <strong>dia 11 de outubro, às 14h</strong>, quinto do ciclo <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-ignorancia" class="external-link">O Que a Ignorância Tem a Nos Ensinar?</a></i>, organizado pelo IEA e o <a class="external-link" href="https://iqc.org.br/">Instituto Questão de Ciência (IQC)</a>.</p>
<p>O evento é gratuito e aberto ao público, mediante <a class="external-link" href="https://forms.gle/k7DrdeyC8NZq9n2P8" target="_blank">inscrição prévia online</a>. Para acompanhar a transmissão  <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo </a>pela internet não é preciso se inscrever.</p>
<p>Com a experiência acumulada de 17 anos em identificar e desmentir as notícias falsas que circulam na web<a class="external-link" href="https://forms.gle/k7DrdeyC8NZq9n2P8" target="_blank">.</a> Lopes falará sobre as características das fake news e as ferramentas disponíveis na própria internet para identificá-las. Ele também apresentará exemplos de boatos eletrônicos e discutirá as consequências do compartilhamento de fake news.</p>
<p>O diretor de Comunicação do IQC, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-orsi" class="external-link">Carlos Orsi</a> será o mediador do encontro. Para ele, as pessoas encontram dificuldade real em analisar cada uma das inúmeras informações recebidas via redes sociais:  "Seja por falta de tempo, ignorância ou por má-fé, muita gente acaba optando por apenas repassar determinadas notícias antes de verificar o que é verdade e o que é mentira".</p>
</div>
<hr />
<p><i><i><strong>O Que São Fake News?</strong></i><br /></i><i>11 de outubro, 14h<br /></i><i>IEA, Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto ao público (com <a class="external-link" href="https://forms.gle/k7DrdeyC8NZq9n2P8" target="_blank">inscrição prévia online</a>) - Para assistir à </i><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><i>transmissão ao vivo</i></a><i> pela internet não é preciso se inscrever.<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-ignorancia-5" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Ilustração: <a class="external-link" href="https://www.flickr.com/photos/bitsfrombytes/30658824128">Mike Cobertt/Flickr</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ignorância</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Redes Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-25T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/imprensa-livre-poder-transparencia">
    <title>A imprensa livre entre o poder, a transparência e o coração do público</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/imprensa-livre-poder-transparencia</link>
    <description>Em encontro organizado em parceria com a Superintendência de Comunicação Social, jornalistas discutem os rumos do jornalismo e da democracia</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/liberdade-de-imprensa-mesa-1/image" alt="Liberdade de imprensa - Mesa 1" title="Liberdade de imprensa - Mesa 1" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O primeiro painel, intitulado Há democracia sem imprensa livre?, com Pedro Varoni, Luiz Roberto Serrano, Marina Amaral e Carlos Eduardo Lins da Silva</dd>
</dl></p>
<p><i><strong>Por Marcello Rollemberg, do <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/cultura/a-imprensa-livre-entre-o-poder-a-transparencia-e-o-coracao-do-publico/">Jornal da USP</a></strong></i><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/cultura/a-imprensa-livre-entre-o-poder-a-transparencia-e-o-coracao-do-publico/"><br /></a><br />Um dos pilares do Estado democrático de direito é uma imprensa livre, independente e combativa. Não é à toa que, sistematicamente, vê-se a imprensa ser demonizada por governos com tendências autoritárias irrefreáveis – mesmo quando chegam ao poder pela via democrática <span>–</span>, elegendo o jornalismo e jornalistas como os inimigos públicos número um, aqueles que trabalham para desorientar um país, seja ele de qual latitude for. Basta publicar algo que não interessa aos poderosos de plantão. “Toda imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”, ensinou Millôr Fernandes. Mas muita gente não pensa assim. E ataca o mensageiro. <br /><br />Justamente para trazer à reflexão o papel da imprensa hoje no Brasil, e ajudar a mapear seus caminhos – desde um novo modelo de negócio até formas de cativar um leitor cada mais exigente e desconfiado -, a Superintendência de Comunicação Social (SCS) e o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP organizaram o seminário <em>Liberdade de Imprensa e Democracia</em>, que aconteceu no dia 19 e contou com a participação de seis jornalistas convidados. “A criação da imprensa inaugura a polêmica, inaugura o conflito. E sempre houve tentativas de calar a imprensa, já que é constitutivo dos governos o desejo de censurar a imprensa, em menor ou maior grau, dependendo dos dispositivos constitucionais”, afirmou o diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, na abertura do encontro. E ele tocou ainda em um outro ponto essencial nos tempos atuais, quando se confunde acesso à informação, muitas vezes de forma excessiva, com a aquisição de conhecimento. “Achava-se que, com o acesso total à informação, a ignorância iria acabar, mas ela veio com força total. Sem uma imprensa livre, vamos nos perder no mar da ignorância.”</p>
<p>“A ideia deste seminário surgiu em função da hostilidade à imprensa manifestada por autoridades federais e autoridades de outros escalões”, esclareceu o jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-roberto-serrano" class="external-link">Luiz Roberto Serrano</a>, superintendente de Comunicação Social. “Hostilidade que se amplia para outros setores, atingindo as manifestações culturais, especialmente no cinema e teatro. Até as universidades são alvos. Temos convivido com ataques pessoais a jornalistas, às suas vidas pessoais. Assistimos também a tentativas de cerceamento econômico a grandes veículos”, afirmou ele, antes de passar a palavra aos convidados.<br /><br /><strong>Futuro da imprensa e da democracia</strong><br /><br />O encontro foi dividido em duas mesas, com três expositores se apresentando por vez, com a mediação de Serrano. No primeiro painel, intitulado <em>Há democracia sem imprensa livre?</em>, se apresentaram o jornalista, professor e colunista da Rádio USP <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-eduardo-lins-da-silva" class="external-link">Carlos Eduardo Lins da Silva</a>, a jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marina-amaral" class="external-link">Marina Amaral</a>, uma das fundadoras da Agência Pública, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-varoni" class="external-link">Pedro Varoni</a>, diretor editorial do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo e editor responsável pelo Observatório da Imprensa, criado justamente por Alberto Dines, que nos anos 1970 teve que deixar a direção do <em>Jornal do Brasil</em> por pressão do governo militar.<br /><br />Lins da Silva começou sua fala com uma dúvida que fazia eco ao tema do encontro. “Hoje, não sabemos o que será da imprensa e da democracia diante do mundo que estamos vendo.” E foi adiante: “A situação americana serve como balizamento, já que entre 2008 e 2017 o número de jornalistas empregados nos Estados Unidos caiu pela metade. Isso mostra como os jornalistas estão perdendo espaço”, afirmou ele, mostrando ainda um outro dado americano: 20 anos atrás, o número de relações públicas era o dobro do número de jornalistas. Hoje, a proporção é de seis RPs para um jornalista.<br /><br /><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/visao-geral-liberdade-de-imprensa/image" alt="Visão geral - Liberdade de imprensa" title="Visão geral - Liberdade de imprensa" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O painel Os desafios do presente e do futuro</dd>
</dl><span></span>Ele também salientou que, muitas vezes, o problema está dentro da profissão, com a tendência dos jornalistas se considerarem vítimas, por exemplo. Mas não só isso – a postura profissional também foi colocada na berlinda por ele.“A vitimização da imprensa não é boa para seu desenvolvimento. Muitas vezes, jornalistas são arrogantes, estão distanciados de seu público e falam de uma forma que a sociedade não consegue apreender”, afirmou. “Precisamos ter autocrítica.”<br /><br /><span>Outro ponto que o professor e colunista da Rádio USP frisou foi com relação aos governos de viés autoritário que querem calar a imprensa e como isso pode ser combatido. “Quem está hoje no poder no Brasil quer destruir a independência da imprensa. Vemos isso acontecer também nos Estados Unidos, Venezuela e Hungria, por exemplo, seja de formas legais ou paralegais. Mas, para combater ações assim, precisamos cativar nosso público. Temos que mostrar ao público que há saída”, afirmou. “Sem imprensa independente, não há democracia saudável.”<br /><br /></span><span>Já Marina Amaral enveredou por um outro caminho, não menos importante: como fazer chegar a notícia ao maior número possível de leitores. “O compartilhamento da informação pode ser uma grande arma para mudar a situação atual, já que a ideia de exclusividade está cada vez menos forte”, garantiu ela. O que Marina quer dizer com isso é que, ao ter uma informação nas mãos, uma agência de notícias como a dela deve disponibilizar para o máximo de publicações que puder, já que isso seria uma garantia de que a informação chegaria ao grande público. A ideia do furo – a chamada informação exclusiva -, tão cultuada anos atrás, pode estar com seus dias contados. Porque o que interessa, de fato, é combater com a verdade os ataques que a imprensa vem sofrendo e ampliar o escopo de vozes que falam com a sociedade. “Quando o governo brasileiro persegue a imprensa, ele persegue e ataca a verdade. Precisamos olhar de outra maneira nossa forma de fazer jornalismo.”<br /><br /></span><span>Essa outra “forma de fazer jornalismo” foi, de algumas maneiras, objeto da fala de Pedro Varoni, do Observatório da Imprensa. Afinal, tanto o observatório quanto o Projor, também dirigido por Varoni, se notabilizaram por fazer uma análise sistemática e acurada do papel social e informativo da imprensa. “Liberdade de imprensa e democracia sempre fizeram parte do nosso foco. Fazemos uma curadoria de crítica à imprensa, em um contraponto ao que mais vemos hoje, que é crítica à mídia vinda das redes sociais. Por isso temos o projeto de um ‘Atlas da Notícia’, já que que identificamos que 70 milhões de brasileiros vivem em um ‘deserto de notícia’, ou seja, as notícias não chegam a essas pessoas”, contou ele, emendando com uma possível solução para esse deserto noticioso. “O jornalismo local pode proporcionar um vínculo maior com o processo democrático. Por isso é importante reforçar o jornalismo local para as comunidades pequenas.”</span></p>
<p><br /><span><strong>Credibilidade e transparência</strong><br /><br /></span><span>Durante o debate e perguntas que se seguiram a essa mesa, um ponto foi comum nas falas: a questão da credibilidade. Carlos Eduardo Lins da Silva, por exemplo, chamou a atenção para o fato de que o furo jornalístico virou </span><em>commoditie</em><span>, e ao se ter pressa em publicar, pode-se errar, e isso mexe com a credibilidade que o leitor pode ter.</span></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/pedro-varoni-liberdade-de-imprensa/image" alt="João Gabriel de Lima - Liberdade de Imprensa" title="João Gabriel de Lima - Liberdade de Imprensa" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">O editor-executivo do Estadão, João Gabriel de Lima</dd>
</dl>Foi justamente com relação a essa “credibilidade jornalística” que trafegou a fala de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-gabriel-de-lima" class="external-link">João Gabriel de Lima</a>, editor-executivo de <em>O Estado de S. Paulo</em>. Ao lado de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vinicius-mota" class="external-link">Vinicius Mota</a>, secretário de Redação do jornal <em>Folha de S. Paulo</em>, e de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugênio Bucci</a>, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e ex-diretor da Radiobrás, eles formaram a mesa que tratou sobre <em>Os desafios do presente e do futuro</em> do jornalismo.<br /><br /><span>“O jornalismo nunca está do lado do poder. Se isso acontece, alguma coisa está errada”, afirmou Lima, iniciando sua fala para, a seguir, chegar ao ponto de tangência das falas anteriores: “As fontes de informação se multiplicaram e muitas vezes são usadas para atacar a imprensa. Faz parte do processo democrático. Porém, muitos governantes usam as redes sociais para minar a credibilidade do jornalismo”. Segundo ele, isso faria parte de uma estratégia articulada. “A ideia é dizer, ou insinuar, que quando a imprensa ataca membros do governo, ela teria uma agenda oculta político-partidária. Quando se publica algo que desagrada o governo, isso não seria informação, e sim oposição. E mina-se a credibilidade dessa forma.”</span></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/liberdade-de-imprensa-vinicius-mota/image" alt=" Vinicius Mota - Liberdade de Imprensa" title=" Vinicius Mota - Liberdade de Imprensa" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">O secretário de Redação da Folha de S. Paulo, Vinicius Mota </dd>
</dl></p>
<p>Para o editor-executivo do <em>Estadão</em>, há um antídoto para isso: transparência. “Temos que deixar claro para o leitor qual é a missão do jornalismo, sem partidarismos, sem sectarismo, e como nossas reportagens são feitas. Temos que ser mais honestos com nossos leitores. Assim, podemos manter nossa credibilidade.”</p>
<p>Nessa esteira de credibilidade e transparência, Vinicius Mota, da <em>Folha</em>, apresentou uma série de reportagens de seu jornal que sofreram ameaças de censura. “Estamos em uma sociedade de superpoderosos, como a Presidência da República, o Congresso, o STF. O jornalismo não tem esse poder, mas precisamos manter nossa independência, mesmo sofrendo com as ‘sutilezas do poder’”, argumentou ele. Essa “sutileza”, na verdade, seria um eufemismo para o nome que ela tem, de fato: censura. “É como se perguntássemos: quem fiscaliza o fiscal?”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eugenio-bucci-liberdade-de-imprensa/image" alt="Eugênio Bucci - Liberdade de Imprensa" title="Eugênio Bucci - Liberdade de Imprensa" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Eugênio Bucci, professor da ECA-USP</dd>
</dl></p>
<p>A fala de Eugênio Bucci, da ECA, foi como um amálgama das falas anteriores. Ele traçou um fio condutor apresentando os desafios do jornalismo hoje. “Devemos vencer o preconceito, justificado, sobre financiamento público para o jornalismo. Por outro lado, devemos manter nossa independência, e seguir no caminho da transparência e do esclarecimento”, afirmou. “O jornalismo precisa levar mais em conta a função do esclarecimento, que tem a ver com educação, com a formação tanto de novos leitores como de novos cidadãos. Mas tudo isso ainda está por ser feito”, ponderou.</p>
<p>Para Bucci, diferentemente do que muitos podem pensar, o grande desafio para o jornalismo não é a tecnologia. “A tecnologia é um desafio desde sempre, mas  não é esse o problema. Nossa grande crise é uma crise de pensamento, como se a imprensa tivesse desaprendido a pensar, se vendo como linha de montagem de publicação de notícias, não como manancial de pensadores”, acredita ele. “Dessa forma, o jornalista no Brasil acaba sendo uma espécie de ‘profeta do senso comum’, sem reflexão, e isso pode acabar desaguando no autoritarismo”, afirmou. “Se o discurso do governo não pertence ao campo democrático, não há ponto de equilíbrio, não há equidistância entre o jornalismo e a democracia e o que está fora do campo democrático. Só o pensamento livre pode nos levar a defender as causas democráticas que se opõem ao autoritarismo.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Imprensa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-23T19:22:12Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/liberdade-de-imprensa-e-democracia-19-de-setembro-de-2019">
    <title>Liberdade de Imprensa e Democracia - 19 de setembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/liberdade-de-imprensa-e-democracia-19-de-setembro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-19T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/liberdade-de-imprensa">
    <title>Liberdade de Imprensa e Democracia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/liberdade-de-imprensa</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span style="text-align: justify; ">Com o objetivo de debater sobre a liberdade de imprensa, hoje, no Brasil, o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA) e a Superintendência de Comunicação Social da USP (SCS) promoverão no próximo dia 19 de setembro de 2019 o seminário “Liberdade de Imprensa e Democracia”, no qual serão debatidos dois temas: “Há democracia sem imprensa livre?” e “Os desafios do presente e do futuro”.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">A mediação será do professor <span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-roberto-serrano" class="external-link">Luiz Roberto Serrano</a>, superintendente de Comunicação Social, USP.</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-09T20:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/guerras-hibridas-uso-maligno-do-conhecimento-3-e-4-de-setembro-de-2019">
    <title>Guerras Híbridas: Uso Maligno do Conhecimento - 3 e 4 de setembro de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/guerras-hibridas-uso-maligno-do-conhecimento-3-e-4-de-setembro-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Lógica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poder</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-03T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/guerras-hibridas">
    <title>Guerras Híbridas:  Uso Maligno do Conhecimento</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/guerras-hibridas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A expressão <strong>Guerras Híbridas </strong>sugere significados associados a estratégias bélico-militares não materializadas em armamentos e batalhas. Sua arma prevalente é a retórica desestabilizadora de identidades pregressas amalgamadas nas memórias históricas compartilhadas pelos elos sociais de transmissão intergeracional.</p>
<p>Operando por relações lógicas paradoxais entre verdade e informação, oculta o domínio do conhecimento por uma instância inteligente visando o domínio do processo mundial de contrução do futuro.</p>
<p>Se a estratégia de militarização da ciência, processada ao término da Segunda Grande Guerra Mundial nos Estados Unidos, permitiu a sinergia ciência, sistemas de informação, militarismo e grande indústria que se reificou na instrumentalização da tecno-eletrônica sob domínio de um projeto político que se globalizou, a <strong>Guerra Híbrida</strong> inaugura um novo momento desta escalada de uso político oculto do acervo total do conhecimento erudito. Sua novidade perversa consiste na aplicação de análises apoiadas no conhecimento gerado nas ditas ciências humanas ou do espírito para ações de intervenção política não esclarecida, com resultados perturbadores do equilíbrio decisório mundial em função do acesso privilegiado dessas instâncias inteligentes aos arquivos de <i>big data</i>. Este embate vem transformando, em uma licença poética e metafórica, operadores iluministas da ciência, da filosofia e da lógica, em alcaguetes ingênuos oferecendo elementos para o uso maligno, obscurantista, do conhecimento gerado por sua produção científica e filosófica.</p>
<p>O presente seminário visa provocar reflexões sobre essa complexa questão. O que fazer?</p>
<p><strong>Propositora e Conferencista:</strong></p>
<div><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eda-terezinha-de-oliveira-tassara" class="external-link">Eda Tassara</a> (Professora Emérita  do IP USP e Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Política Ambiental do IEA)</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Lógica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poder</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-19T18:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/divulgacao-cientifica-nas-redes-sociais-para-melhorar-o-dialogo-entre-ciencia-e-sociedade-14-de-agosto-de-2019">
    <title>Divulgação Científica nas Redes Sociais para Melhorar o Diálogo entre Ciência e Sociedade - 14 de agosto de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/divulgacao-cientifica-nas-redes-sociais-para-melhorar-o-dialogo-entre-ciencia-e-sociedade-14-de-agosto-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-14T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/divulgacao-cientifica-">
    <title>Divulgação Científica nas Redes Sociais para Melhorar o Diálogo entre Ciência e Sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/divulgacao-cientifica-</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>As redes sociais ampliaram as possibilidades de comunicação e aproximaram ciência da sociedade. Não é preciso ser divulgador científico para comunicar melhor aos pares, tomadores de decisão e público em geral. O Brasil como 15<sup><span style="text-decoration: underline;">o</span></sup> país produtor de artigos científicos e primeiro da América Latina, com 95% de sua pesquisa desenvolvida dentro de instituições públicas, tem o dever de informar, dialogar e engajar os brasileiros para a relevância de ciência e tecnologia para nossas vidas cotidianas, desenvolvimento do país e também sobre suas limitações, desafios e demandas. Em meio a crescente onda de fake news, a comunidade acadêmica precisa se engajar nas redes sociais e tomá-las como canal relevante de comunicação e parte de sua tarefa profissional cotidiana.</p>
<p>Expositora:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/germana-fernandes-barata" class="external-link">Germana Barata</a> (LABJOR-UNICAMP)</p>
<p>Moderador:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gildo-magalhaes-dos-santos" class="external-link">Gildo Magalhães dos Santos</a> (FFLCH e IEA/USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-07-31T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/coletivos-culturais-perifericos">
    <title>Dennis de Oliveira analisa coletivos culturais periféricos da cidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/coletivos-culturais-perifericos</link>
    <description>Dennis de Oliveira, professor do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP, participa da edição 2019 do Programa Ano Sabático com o projeto "Periferias Insurgentes: Os Coletivos de Cultura e Comunicação nas Periferias da Cidade de São Paulo".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/dennis-de-oliveira-2018/image" alt="Dennis de Oliveira - 2018" title="Dennis de Oliveira - 2018" height="330" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Dennis de Oliveira: ''Coletivos expressam uma crítica ao modelo dominante e potencializam propostas de outras sociabilidades''</dd>
</dl></p>
<p>Baseados principalmente em vínculos comunitários e experiências de resistência política às opressões sociais que ocorrem nas periferias, os coletivos culturais periféricos "reinventam formas de organização produtiva, constituindo arranjos locais a partir de outras lógicas, distintas do paradigma produtivo neoliberal", segundo o professor Dennis de Oliveira, do Departamento de Jornalismo e Editora da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, participante do Programa Ano Sabático do IEA em 2019.</p>
<p>De julho a dezembro, ele desenvolve no Instituto o projeto "Periferias Insurgentes: Os Coletivos de Cultura e Comunicação nas Periferias da Cidade de São Paulo", no qual fará um mapeamento da atuação desses coletivos e analisará três aspectos:</p>
<ul>
<li>as experiências dos coletivos em relação ao papel dos processos comunicativos como eixos norteadores das suas perspectivas de organização;</li>
<li>os processos de ressignificação dos territórios periféricos a partir da ação dos coletivos;</li>
<li>as relações institucionais mantidas pelos coletivos com organismos governamentais, empresas, universidades e outras instituições.</li>
</ul>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Perfil</i></strong></p>
<p><i>Com formação acadêmica pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP da graduação em jornalismo à livre-docência em jornalismo, informação e sociedades, Dennis de Oliveira ingressou como docente no Departamento de Jornalismo e Editora da ECA em 2003, tendo sido diretor do departamento de 2014 a 2018 . Além de lecionar na graduação em jornalismo, também é docente e orientador do Programa  de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam) da ECA-USP e do Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP.</i></p>
<p><i>Na USP, é também coordenador científico do Núcleo de Apoio à Pesquisa Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc). Foi docente e orientador na área de Direitos Humanos do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Direito (FD) da USP.</i></p>
<p><i>Oliveira lecionou também na Universidade Metodista de Piracicaba, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Anhembi Morumbi, Faculdade de Valinhos e no Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). </i></p>
<p><i>Ele é autor de três livros, 15 capítulos de livros e 25 artigos em periódicos científicos.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Programa Ano Sabático 2019</strong></p>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/os-projetos-dos-professores-sabaticos-de-2019" class="external-link">Programa Ano Sabático escolhe 7 pesquisadores para 2019</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-investiga-como-paises-do-brics-utilizaram-a-copa-do-mundo-para-aumentar-sua-influencia-global" class="external-link">Pesquisa estuda uso da Copa do Mundo por 3 Brics com o intuito de aumentar sua influência global</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/educacao-cientifica-na-sociedade-de-risco" class="external-link">Conscientização sobre riscos globais deve ser componente da educação científica, diz pesquisador</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/combate-a-corrupcao" class="external-link">Cientista político examina mais de 3 mil operações de combate à corrupçãoFederal</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/abordagens-evolucionistas-da-cultura" class="external-link">Nova área científica trata da transmissão cultural do ponto de vista evolucionista</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para ele, os coletivos culturais periféricos se constituem em uma forma de organização que expressa uma crítica ao modelo dominante e potencializa propostas de outras sociabilidades." Suas motivações, organização e realizações compõem o que é chamado de "cultura popular potencialmente contra-hegemônica, principalmente porque reposiciona e dá visibilidade a sujeitos historicamente apartados da esfera pública política", afirma Oliveira.</p>
<p>A delimitação do universo de estudo aos coletivos financiados por programas de fomento governamentais deve-se ao interesse de Oliveira em investigar as tensões, conflitos e negociações que ocorrem no processo de relacionamento entre as experiências organizativas dos coletivos e as estruturais institucionais do Estado.</p>
<p>"Entendemos que as potencialidades expressas nessas experiencias não são isentas de conflitos permanentes, de mecanismos de cooptação e resistência."</p>
<p>No que se refere ao impacto local dos coletivos, os territórios onde estão inseridos são ressignificados, "deixando de ser apenas lugares com carências e transformando-se em locus de potências, dando voz aos sujeitos desses territórios e dando visibilidade às suas ações", afirma Oliveira.</p>
<p>Quanto ao papel os processos comunicativos como norteadores da organização dos coletivos, ele explica que isso se deve ao fato de a organização ser baseada nos fluxos de informação e comunicação, "recuperando a experiencia histórica de redes sociais (que é diferente de plataformas de redes) existentes nas tradições das culturas populares". A apropriação das tecnologias das plataformas de redes sociais existentes atualmente potencializa essa experiencia organizativa, de acordo com o pesquisador.</p>
<p>Em relação à inserção de artistas e produtores dos coletivos no mercado cultural predominante na sociedade, Oliveira trabalha com a hipótese de que essa inserção é produto de tensionamento de significação, "pois o mercado cultural predominante tem um lógica e objetivos distintos dos sentidos dados pelas práticas culturais periféricas".</p>
<p>"Há que se observar como essa inserção mantém ou esvazia sentidos de cada uma das estruturas, lembrando sempre que a concepção de cultura do mercado é hegemônica. Para tanto, temos reconstruído o conceito de 'transformismo' de Gramsci, quando o pensador italiano tratava de cooptações de lideranças operarias dentro do aparelho de Estado."</p>
<p>Mas, à medida que a cultura hegemônica se realiza dentro da indústria cultural, até que ponto a inserção de artistas e produtores dos coletivos neste mercado cultural hegemônico não aponta para um "transformismo cultural"? Oliveira responde que não possui a priori uma posição fechada sobre isso, dado o dinamismo dos processos culturais, "mais complexos que as estruturas institucionais do Estado stricto-sensu", que foram a base da construção deste conceito em Gramsci". Ele pretende desenvolver essa questão na pesquisa.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: "Jornal da USP"</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-07-25T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/democracia-e-cidadania-passam-pela-comunicacao-publica">
    <title>Democracia e cidadania passam pela comunicação pública</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/democracia-e-cidadania-passam-pela-comunicacao-publica</link>
    <description>Docente da Unesp Bauru discute o tema no USP Analisa desta semana</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/coletiva_planalto_edit.jpg/@@images/86764724-53c6-4581-b5fc-de93f1ca5ede.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Em uma democracia, é fundamental que as pessoas tenham acesso à informação para exercer, de fato, sua cidadania. Por isso, a comunicação pública – ou seja, aquela que aborda a gestão de políticas públicas com impacto direto nas áreas de saúde, educação e assistência social, entre outras – tem um papel muito importante em nossa sociedade. Para abordar como essa comunicação vem sendo feita atualmente, o USP Analisa desta semana recebe o professor do Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp Bauru Danilo Rothberg.</p>
<p>Ele explica que a comunicação pública ainda não é bem compreendida pelos governantes, o que gera escassez de informação e, consequentemente, prejudica a própria democracia. “Muitas vezes, nós não sabemos como é gerida a escola, o posto de saúde, as políticas de transporte urbano e, inclusive, o atendimento do direito à água. A escassez de informação proveniente dos meios de comunicação pública enfraquece a democracia porque não favorece a percepção de que nós vivemos em um regime democrático. Se as políticas públicas não parecem estar sob nosso controle, nós não reconhecemos que estamos em uma democracia”.</p>
<p>Rothberg discute ainda um assunto bastante polêmico, que é interpretado de forma equivocada por boa parte do público: a regulação da mídia. “Em um país com histórico de ditadura, a regulação parece censura. Mas o que ocorre é exatamente o contrário. O que se tem na ausência de um regime regulatório é o predomínio de interesses econômicos – e os interesses econômicos acabam funcionando como uma espécie de censura porque a liberdade de imprensa não pode ser apenas exercida como liberdade de empresa. Se a regulação não existe, as empresas estão livres para fazer o que sempre quiseram e acabam impondo uma espécie de óptica específica de interesses de negócios. A regulação de mídia tem exatamente o objetivo de preservar a liberdade de expressão ao buscar a possibilidade de que diversas vozes estejam presentes nas mídias”, afirma ele.</p>
<p>A entrevista vai ao ar nesta quarta (26), às 18h05, com reapresentação no domingo (30), às 11h30. Durante o mês de julho, o programa vai reapresentar os principais temas abordados no primeiro semestre de 2019.</p>
<p>O <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-06-26T15:15:05Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/prgorama-do-iea-sobre-cidades-globais-inicia-participacao-diaria-na-radio-usp">
    <title>USP Cidades Globais inicia quadro semanal em programa de rádio</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/prgorama-do-iea-sobre-cidades-globais-inicia-participacao-diaria-na-radio-usp</link>
    <description>Programa USP Cidades Globais inicia quadro semanal "UrbanSus" no "Jornal da USP no Ar", transmitido pela Rádio USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcos-buckeridge-2017" alt="Marcos Buckeridge - 2017" class="image-inline" title="Marcos Buckeridge - 2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O biólogo Marcos Buckeridge é o apresentador do quadro "UrbanSus" no "Jornal da USP no Ar"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Destacar para o público a importância da adoção das diretrizes de desenvolvimento sustentável para a melhoria da qualidade de vida nas cidades é a preocupação do quadro "UrbanSus", transmitido às segundas-feiras, às 8h30, durante o "</span><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/jornal-da-usp-no-ar/">Jornal da USP no Ar</a><span>", programa da Rádio USP.</span></p>
<p dir="ltr">O apresentador do quadro é o professor do Instituto de Biociências da USP <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, que coordena no IEA o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>, do qual o projeto UrbanSus faz parte. Na primeira edição, no dia 27 de agosto, Buckridge entrevistou o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, da Faculdade de Saúde da USP e também integrante do projeto [<i><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/atualidades/sustentabilidade-leva-a-maximizacao-de-resultados-com-gasto-menor/">clique aqui</a> para ler mais e ouvir a gravação</i>].</p>
<p dir="ltr"><span>O projeto UrbanSus dedica-se ao debate de ideias sobre sustentabilidade urbana através de propostas relacionadas com os <a class="external-link" href="https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/">17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU</a>.  Na entrevista, Philippi Jr. definiu o desenvolvimento sustentável como o conjunto formado por </span><span>equilíbrio ambiental, viabilidade econômica e justiça social em todas as atividades humanas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Buckeridge explicou que os 17 ODS foram criados pela ONU a partir da análise de estratégias já utilizadas e que obtiveram sucesso no mundo quanto à sustentabilidade. Philippi Jr., comentou que eles estão relacionados com o cotidiano das pessoas, cidades e estados e envolvem temas sobre erradicação da pobreza, segurança alimentar e relação com a agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução de desigualdades, disponibilidade de água e saneamento básico, crescimento econômico inclusivo e outros aspectos. </span></p>
<p dir="ltr">No entanto, para os objetivos serem atingidos é preciso uma articulação entre os setores de serviço e produção dentro dos municípios e, posteriormente, a construção de uma relação com outros municípios no entorno, com o próprio estado e governo federal, ressaltaram os pesquisadores.</p>
<p dir="ltr">Transmitido de segunda a sexta-feira das 7h30 às 9h30, com apresentação da jornalista Roxane Ré, o "<i>Jornal da USP no Ar</i> " busca aprofundar o debate sobre relevantes da agenda nacional e internacional. O programa é produzido por parceria entre o IEA, a Faculdade de Medicina e a Rádio USP.</p>
<p dir="ltr">Em São Paulo, a Rádio USP é sintonizada em FM 93,7; em Ribeirão Preto a sintonia é em FM 10,9. A rádio  também pode ser ouvida pela internet em <a href="http://www.jornal.usp.br/" rel="noopener" target="_blank">www.jornal.usp.br</a> ou por meio do aplicativo Jornal da USP para celular, disponível na <a class="external-link" href="https://itunes.apple.com/br/app/jornal-da-usp/id1130323461?mt=8">App Store</a> e na <a class="external-link" href="https://play.google.com/store/apps/details?id=br.usp.jornal_da_usp">Google play</a>.</p>
<p dir="ltr"><i>Com informações da Rádio USP</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-29T15:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-a-prevencao-primaria-de-uso-de-canabinoides">
    <title>Os desafios à prevenção primária do uso de maconha e canabinoides</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-a-prevencao-primaria-de-uso-de-canabinoides</link>
    <description>Strategic Workshop no dia 18 de maio discutiu a "Pesquisa Sobre Prevenção Primária do Uso de Substâncias Psicoativas: Foco nos Canabinóides".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/valentim-gentil-filho-18-5-2018" alt="Valentim Gentil Filho - 18/5/2018" class="image-inline" title="Valentim Gentil Filho - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Para Valentim Gentil Filho, o principal problema são os canabinoides, não o uso da maconha </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nem por meio da genética é possível identificar até o momento os indivíduos mais vulnerais aos canabinoides, segundo o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valentim-gentil-filho" class="external-link">Valentim Gentil Filho</a>, professor da Faculdade de Medicina da USP (USP). Até mesmo as pesquisas sobre o uso da maconha não conseguiram até agora comprovar o risco de psicose, apesar de terem sido iniciadas em 1969, quando 50 mil jovens suecos passaram a ser acompanhados, afirmou.</p>
<p>"Constatou-se que os usuários de maconha entre eles tinham risco quatro vezes maior de ser internados em hospitais por psicose. Mas aquela maconha não é a mesma de agora. O estudo foi replicado em dez países, mas não foi estabelecida uma relação de causa e efeito."</p>
<p>Gentil Filho coordenou o encontro <i>Pesquisa Sobre Prevenção Primária do Uso de Substâncias Psicoativas: Foco nos Canabinoides</i>, realizado no dia 18 de maio pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP e pelo IEA, com apoio da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>O workshop teve como expositores médicos, psicólogos, especialistas em comunicação e cientistas sociais. O público diversificado que acompanhou o evento contou também com a presença de representantes do Ministério Público, que participaram ativamente dos debates. As discussões foram divididas em três mesas: Relevância do Uso e Abuso dos Canabinoides Naturais e Sintéticos; A Prevenção Primária Pode Ser Efetiva?; Desafios na Comunicação Academia-Sociedade.</p>
<p><strong>Ignorância</strong></p>
<p>Ainda no balanço dos debates ao final do encontro, Gentil Filho disse que workshop cumpriu sua função ao suscitar vários tópicos para futuras pesquisas. “As discussões podem instrumentalizar debates, mas não é esse o objetivo principal, sobretudo porque vimos que o que temos é uma quantidade inacreditável de ignorância, coisas ultrarrelevantes que não sabemos explicar e por isso o workshop foi realizado”.</p>
<p>Os pesquisadores não possuem provas sobre as consequências do uso da maconha nos últimos 50 anos, afirmou o psiquiatra, que lançou duas perguntas aos presentes: "Quanto tempo vamos levar para alertar a sociedade sobre os riscos que a geração atual de jovens está correndo? Quantas gerações terão de aguardar para se protegerem da ameaça de um horizonte cada vez mais negro, não só em relação à maconha?"</p>
<p>Nem entre os pesquisadores há uma linguagem comum que não restrinja a discussão ao uso da maconha enquanto erva, segundo ele: "A maconha é o menos preocupante. O problema é o uso do THC [tetrahidrocanabinol, principal princípio ativo da planta], de outros canabinoides naturais que não sabemos o que causam e dos canabinoides sintéticos."</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Participantes</i></h3>
<p><strong><i>Mesa 1 - <strong><i>Relevância do Uso e Abuso dos Canabinóides Naturais e Sintéticos</i></strong></i></strong></p>
<p><i>Expositores: o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ronaldo-laranjeira">Ronaldo Laranjeira</a>, professor da Unifesp; a psicóloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-alice-fontes">Maria Alice Fontes</a>, da Clínica Plenamente; o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-nicastri">Sérgio Nicastri</a>, professor FMUSP; e o farmacologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rafael-guimaraes-dos-santos">Rafael Guimarães dos Santos</a>, pós-doutorando da Universidade de Medicina de Ribeirão Preto (UMRP) da USP. A psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-scivoletto">Sandra Scivoletto</a>, da FMUSP, coordenou a mesa.</i></p>
<p><strong><i>Mesa 2 - <strong><i>A Prevenção Primária Pode Ser Efetiva?</i></strong></i></strong></p>
<p><i>Coordenada pelo psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-messas">Guilherme Messas</a>, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a mesa teve a participação da epidemiologista<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaz/zila-sanchez">Zilá Sanchez</a>, da Unifesp, e dos psiquiatras: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leon-de-souza-lobo-garcia">Leon de Souza Lobo Garcia</a>, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-cecilia-marques">Ana Cecília Marques</a>, do Projeto Periscópio, da cidade de Tarumã, SP; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-malbergier">André Malbergier</a>, da FMUSP.</i></p>
<p><strong><i>Mesa 3  - <strong>Desafios na Comunicação Academia-Sociedade</strong></i></strong></p>
<p><i>Expositores: o jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci">Eugênio Bucci</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP; o antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-fiore">Mauricio Fiore</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; o pediatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-paulo-lotufo">João Paulo Becker Lotufo</a>, do Hospital Universitário (HU) da USP; a jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/monica-teixeira">Monica Teixeira</a>, do Núcleo de Divulgação Científica da USP; o jornalista e economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz">Gilson Schwartz</a>, da ECA-USP. A coordenação foi do psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniel-barros">Daniel Barros</a>, da FMUSP.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Mercado, uso e abuso</strong></p>
<p>Na primeira mesa, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira comentou a evolução do mercado da maconha no Brasil e no mundo. De acordo com ele, o <a href="https://inpad.org.br/">2º Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas</a>, realizado em 2012, apontou a existência de 8 milhões de pessoas que já tinham consumido maconha, com 3,4 milhões tendo consumido a droga no período de um ano anterior à pesquisa e 1,3 milhão sendo dependentes. O primeiro uso foi antes dos 18 anos para 62% dos entrevistados. “Esses números são os melhores que temos atualmente, mas já estão defasados, pois acho que a nova geração de adolescentes tem consumido muito mais a droga.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-bloco-a" class="external-link">Mesa 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-bloco-b" class="external-link">Mesa 2</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-bloco-c" class="external-link">Mesa 3</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-18-de-maio-de-2018?b_start:int=12" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em termos de percentuais da população, o país não está entre os principais consumidores, apresentado 3% da população como usuários no último ano pré-pesquisa, ao passo que nos Canadá, Nova Zelândia e EUA os percentuais são, respectivamente, 13%, 12% e 10%, acrescentou.</p>
<p>“O mercado de maconha é muito mais vibrante e dinâmico nos EUA. Nos estados onde o uso recreativo foi legalizado, virou algo comparável só ao que aconteceu com o tabaco. É como se houvesse uma agroindústria da maconha, com diversas variedades. No Colorado, 50% do consumo se dá por meio de produtos comestíveis, entre eles cremes e barras de chocolate, balas e gomas de mascar. Há também os cigarros eletrônicos com 100% de THC."</p>
<p><strong>Prejuízo à memória</strong></p>
<p>As pesquisas indicam que ao se falar dos efeitos neuropsicológicos da maconha ao longo da vida do usuário há diversas funções cognitivas em jogo, disse a psicóloga Maria Alice Fontes</p>
<p>Uma revisão sistemática de 105 artigos científicos feita por uma pesquisadora australiana indicou que a memória é o domínio neurológico mais comprometido pelo uso da droga, informou. “Em adolescentes e adultos jovens, há recuperação da memória depois de quatro a oito meses de abstinência; no caso de adultos com uso prolongado, é preciso um ano de abstinência para que isso ocorra.”</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-sobre-canabinoides-mesa-1-18-5-2018" alt="Workshop sobre canabinoides - Mesa 1 - 18/5/2018" class="image-inline" title="Workshop sobre canabinoides - Mesa 1 - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A primeira mesa tratou do mercado da maconha, uso e abuso da maconha</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ela apontou também outros efeitos do uso da droga indicados em estudo que realizou: redução de 6 a 8 pontos no quociente de inteligência (QI), o que “não significa muito para pessoas com QI elevado, mas pode prejudicar pessoas com QI padrão no seu desempenho escolar”.</p>
<p>Entre os efeitos agudos da droga, Maria Alice relacionou prejuízo da memória, diminuição da atenção, redução da coordenação motora, pânico, prazer, euforia e percepção sensorial ampliada da droga. Já entre os efeitos de longo prazo estão problemas de memória, redução do QI e dificuldade de planejamento.</p>
<p><strong>Psicose</strong></p>
<p>O psiquiatra Sérgio Nicastri comentou que os relatos de deterioração mental pelo uso da maconha existem desde o século 19 e no início do século 20 chegou-se a falar de “psicose canábica”. “Nem todos desenvolvem psicose. Há pessoas mais vulneráveis. Quanto maior o uso, maior a probabilidade de desenvolvimento da doença.”</p>
<p>Segundo ele, 10% dos usuários desenvolvem dependência e ficam sujeitos a esse risco. “No entanto, o discurso da legalização da maconha passa a sensação de que seu uso é seguro.”</p>
<p>O crescente mercado de uso de medicamentos derivados de canabinoides foi o tema da exposição do farmacologista Rafael Guimarães dos Santos. “São mais de 100 canabinoides e vários deles com possível uso, mas ainda somos ignorantes em relação a eles.”</p>
<p>Ele afirmou que o primeiro estudo de aplicação de um canabinoide para tratamento da epilepsia foi feito no Brasil nos anos 80. “Mas o canabidiol [CBD] não é uma bala mágica, pois apresenta efeitos adversos, relevantes em número de ocorrências, não de gravidade”, como convulsões e prejuízo às enzimas hepáticas. Guimarães também alertou que os efeitos adversos são parecidos no uso medicinal e recreativo da maconha.</p>
<p>Maria Alice afirmou que o risco de dependência, “um dos argumentos mais forte para tentar convencer os adolescentes a não usar a droga”, é de conhecimentos deles e não funciona como inibidor do uso. Para Sandra Scivoletto, moderadora da mesa, há dificuldade está em como formular as informações científicas sobre a dependência de forma atraente para os jovens.</p>
<p>Sandra levantou a dúvida se os especialistas não estariam exagerando sobre os efeitos danosos da maconha e, em razão disso, perdendo credibilidade. Laranjeira posicionou-se totalmente contrário a uma atenuação do discurso, “porque a maconha está ficando cada vez mais forte: O skunk [híbrido de duas espécies de Cannabis com concentração de 20% de THC] já era considerado pesado na Holanda, mas agora há cigarros eletrônicos com 100% de THC”.</p>
<p><strong>Legislação</strong></p>
<p>A questão da legislação de combate às drogas também foi discutida no debate que se seguiu às exposições da primeira mesa. Um membro do Ministério Público na plateia afirmou ser "uma tragédia o que acontece no Brasil, com adolescentes da periferia sendo presos por estarem com pequena quantidade de drogas e encarcerados em situação dramática em presídios dominados pelo crime organizado".</p>
<p>Para Laranjeira, o Supremo Tribunal Federal “não entende nada de política de drogas” e não deveria ser permitido a ele que mudasse a legislação. “O local de mudança é o Congresso Nacional, onde há um projeto de lei para normatizar um pouco melhor a política sobre o consumo de drogas.” Ele disse que "ninguém defende que o usuário seja preso, mas é preciso inovar" e citou a chamada justiça terapêutica nos EUA, "que desviou milhões de pessoas do sistema prisional ao longo dos anos”.</p>
<p>Ao interesse no mercado da maconha pela indústria de tabaco e farmacêutica mencionado por membro da plateia, Rafael Santos respondeu que "a indústria está fazendo o que sempre faz: buscar lucros". Ele ressalvou, no entanto, alguns fatores positivos nos estados americanos onde a maconha é permitida: “O uso de outras drogas, como opioides e antidepressivos, tem diminuído. E em clínicas para dependentes de heroína, o uso da maconha tem resultado na redução em 30% no uso de opiáceos”.</p>
<p><strong>Prevenção primária</strong></p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-sobre-canabinoides-mesa-2-18-5-2018" alt="Workshop sobre canabinoides - Mesa 2 - 18/5/2018" class="image-inline" title="Workshop sobre canabinoides - Mesa 2 - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>As dificuldades para a prevenção primária foram discutidas por quatro especialistas na segunda mesa</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na segunda mesa, dedicada os problemas da prevenção primária, a epidemiologista Zilá Sanchez afirmou que mesmo a definição de prevenção primária é controversa. "A Organização Mundial da Saúde (OMS) a define como prevenção do primeiro uso ou de retardo na sua ocorrência, ao passo que há pesquisadores para os quais ela deve ser voltada ao uso abusivo da droga."</p>
<p>O que se sabe de políticas públicas atualmente é baseado na política contra o uso do tabaco, segundo ela, que prefere o conceito da OMS. No entanto, "a prevenção primária funciona, pelo que indicam estudos robustos e meta-análises, podemos afirmar". O efeito é pequeno quando ela é baseada apenas em atividades e material de esclarecimento, explicou. “Programas familiares são mais eficazes do que os escolares.”</p>
<p>O debate hoje na área de prevenção é, de acordo com ela, como disseminar e sustentar os programas e como evitar conflitos de interesse entre os que os aplicam e avaliam.</p>
<p><strong>Aspectos éticos</strong></p>
<p>Para o psiquiatra Leon de Souza Lobo Garcia, a prevenção primária tem de atingir o objetivo de evitar ou retardar o uso da maconha, mão não pode ser feita a qualquer custo. “É preciso considerar os aspectos éticos e não estigmatizar os usuários.” A prevenção é prejudicada também por questões políticas, dadas “as dificuldades para implementar políticas para milhões de pessoas sem validação social de sua importância”. Ressaltou ainda que a prevenção não pode ser discutida sem uma discussão sobre o combate à disseminação da droga, pois “a política de guerra às drogas não ajuda na prevenção”.</p>
<p>Garcia propõe que as universidades desenvolvam programas de prevenção que já nasçam interdisciplinares. “Os psicólogos e psiquiatras não podem desenvolver algo e simplesmente repassar aos educadores.”</p>
<p>O psiquiatra André Malbergier disse que o monitoramento do adolescente é o mais eficaz, mas é preciso também o monitorar da família. No nível da comunidade, “a escola é um local muito interessante para se atuar’.</p>
<p>Todavia, os levantamentos epidemiológicos parecem ainda não refletir o que acontece nos três níveis: indivíduo, família e comunidade, de acordo com o pesquisador. Ele afirmou que os programas de pequeno porte têm tido resultados positivos, mas é um desafio expandi-los para o país.</p>
<p>Resultados positivos na prevenção ao uso de drogas começam a aparecer no exterior, declarou. "A exceção é a maconha, que apresenta aumento do consumo nos Estados Unidos".</p>
<p><strong>Experiência</strong></p>
<p>A mesa teve ainda a apresentação de uma experiência concreta de programa preventivo: o <a href="https://www.taruma.sp.gov.br/periscopio">Projeto Periscópio</a>, iniciado há 11 anos em Tarumã,  cidade com 13 mil habitantes no região oeste do Estado de São Paulo. Segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, responsável pela implantação do programa, a iniciativa já foi institucionalizada por lei, tornando-se a política municipal para álcool, tabaco e demais drogas.</p>
<p>Em sua primeira fase, o projeto adotou a prevenção universal (dirigida à toda a população), com levantamento domiciliar, advocacy e capacitação de pessoas, segundo ela. A partir dos indicadores levantados, as equipes envolvidas desenharam as políticas adequadas à cidade. “Agora estamos numa fase de avaliação da efetividade do projeto por uma equipe independente.”</p>
<p>Para Ana Cecília, o importante é que "a política sobre drogas saia da gaveta, seja integral e garanta a prevenção, o tratamento e a oferta, com os fatores de risco sendo verificados nos planos do indivíduo, da comunidade e da família.”</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-sobre-canabinoides-mesa-3-18-5-2018" alt="Workshop sobre canabinoides - Mesa 3 - 18/5/2018" class="image-inline" title="Workshop sobre canabinoides - Mesa 3 - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A maconha como parte do imaginário da atualidade foi uma das questões debatidas na terceira mesa</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Comunicação academia-sociedade</strong></p>
<p>O workshop foi encerrado com uma mesa dedicada às dificuldades em levar as informações científicas sobre as consequências do uso de drogas à população, especialmente ao jovens.</p>
<p>De acordo com a jornalista Mônica Teixeira, a própria amplitude da prescrição de medicamentos psicoativos a adolescentes e mesmo a idosos dificulta a argumentação contra as drogas ilícitas, especialmente a maconha.</p>
<p>A polarização do debate também é prejudicial. “Não se trata de conversar sobre o assunto e chegar a uma espécie de consenso. O que a gente vê nos youtubers e comentários nas redes sociais é uma divisão entre gente pró uso e outros que dizem que a maconha ‘mata neurônios’ e outras coisas.”</p>
<p>Para ela, o fato de a ciência estar no polo dos contrários ao uso “não propicia uma boa conversa” a respeito do assunto. Por sua vez, “os jornalistas geralmente estão do lado de que o uso é benigno, pois esta é uma crença presente na sociedade”, mas, diante de um especialista, “admitem o pressuposto médico de que é errado fumar maconha”. Isso não ajuda a informar o que se sabe efetivamente, segundo Mônica.</p>
<p><strong>Imaginário</strong></p>
<p>O jornalista e economista Gilson Schwartz lembrou a afirmação do filósofo francês Gilbert Simondon (1924-1989) de que “não há vida sem imagem” para discutir a construção do imaginário da atualidade, caracterizado pela “pressão capitalista para que sejamos criativos, inovadores”.</p>
<p>Essa questão e o envolvimento de Gilson com a pesquisa sobre cultural digital, há mais de 20 anos, o levaram estudar a produção do valor na atualidade. “Na nossa sociedade o valor é algo mais nebuloso, não provém do trabalho ou da utilidade do bem. É constituído por uma série de atributos e técnicas extraordinárias para viciar o usuário da internet numa certa capacidade de gerar um fluxo de informações, aprisioná-lo num mecanismo de marketing que o faz pensar que é criativo.”</p>
<p>Segundo ele, um fenômeno que despontou há uns oito anos nesse panorama é a cultura de games, com “uma lógica de atenção e de aceleração de um tempo que gira em falso, um passatempo que gera adição em jogar e estimula estar nas redes sociais”.</p>
<p>Uma estratégia é utilizar a própria cultura dos games para lidar com isso. Com esse intuito, Schwartz participa de dois projetos internacionais: o <a href="https://www.projetobeok.net/">BeOK</a> e o Purposyum of Justice Challengers. O primeiro propiciou a produção de um aplicativo para celulares a respeito de dependência química. O segundo é uma iniciativa do <a href="https://www.unodc.org/">Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Undoc)</a> e prevê a criação cooperada de um jogo de tabuleiro sobre drogas, criminalidade e estado de direito, entre outros temas.</p>
<p>O jornalista Eugênio Bucci também tratou da produção de imaginário, na qual “a droga faz parte do espetáculo”. Para ele, a cultura contemporânea leva à construção de “nexos de tal maneira enrijecidos que efetivamente prendem o adolescente, comprometendo seu desenvolvimento subjetivo e sua emancipação”.</p>
<p>A hipótese de Bucci é que “as drogas e a rebeldia associada a seu uso e comercialização monopolizaram a passagem ritual” do adolescente à vida adulta, “e isso tem a ver com o ordenamento do espetáculo” da vida social.</p>
<p>Ele associa essa desenrolar na vida dos jovens à trajetória do herói, que em algum momento “se liberta do jugo do pai” e isso produz um enfrentamento. Bucci é favorável à total descriminalização das drogas: “Não acho que seja ruim usar droga. O problema é que seja o único caminho que resta ao jovem para se afirmar na transição para a vida adulta”.</p>
<p><strong>Questão política</strong></p>
<p>Retomando a questão sobre as dificuldades do debate comentadas por Mônica, o antropólogo Maurício Fiori disse que a diferença política não precisa se expressar numa polarização estereotipada. “O debate é político e ideológico, mas não quer dizer que seja simplista.”</p>
<p>Fiori considera que a maconha vive seu ápice cultural e a sociedade terá de lidar com esse fenômeno. Para ele, é errado pensar que o uso de certas drogas seja algo natural na cultura indígena, por exemplo, e errado fora dela, concepção de algumas pessoas citada na primeira mesa. “Não há algo que possa estar fora da cultura. As drogas não podem ser retiradas dessa dimensão e da sua questão moral. A Marcha da Maconha é uma disputa cultural.”</p>
<p>A mesa teve também a apresentação de duas iniciativas de difusão de informações, ambas com a participação do pediatra João Carlos Becker Lotufo. Uma delas foi um projeto desenvolvido pelo Hospital Universitário em dez escolas de ensino básico próximas à USP.</p>
<p>De acordo com as entrevistas, o uso de drogas pelos estudantes antes dos 17 anos constatado foi de: 60% para álcool, 25% para tabaco, 20% para maconha e 6% para crack. Ao serem perguntados qual droga consideravam que fazia menos mal, os estudantes disseram ser a maconha, com o álcool aparecendo em segundo lugar. Essas respostas demonstram que "a maconha é hoje o tabaco dos anos 50, 60”, afirmou Lotufo.</p>
<p>A outra iniciativa elaborada por seu grupo foi a proposta de um “aconselhamento breve” as famílias por parte dos pediatras. “Eles perguntam sobre os riscos de consumo de drogas a que a família está sujeita e desenvolvem o assunto." A orientação está sendo encampada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, informou. A proposta inclui também material impresso para orientação das famílias e do ambiente escolar, inclusive material específico para o ensino médio sobre o uso de maconha, álcool e narguilé.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Fernanda Rezende/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Strategic Workshops</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicine</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-25T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/consequencias-das-fake-news-sao-tema-do-usp-analisa">
    <title>Consequências das fake news são tema do USP Analisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/consequencias-das-fake-news-sao-tema-do-usp-analisa</link>
    <description>Para professor, rápida disseminação está ligada a identificação com conteúdos e urgência da rede na formação de opiniões</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/dsc8985.jpg/@@images/45bf4be0-b8bd-4a9c-860c-dd8c27b11efa.jpeg" alt="DSC8985.jpg" class="image-left" title="DSC8985.jpg" />Diariamente, estamos expostos a uma quantidade incalculável de informações na internet. Diante de tanto conteúdo, como identificar os que realmente são verdadeiros e não cair na armadilha das famosas fake news (em português, notícias falsas)? Para discutir esse assunto, o USP Analisa recebe nesta semana o professor especialista em mídias digitais Eduardo Soares.</p>
<p> </p>
<p>Ele explica que as fake news surgiram com o intuito de atrair cliques dos internautas para conteúdos monetizados, ou seja, que revertem dinheiro ao autor cada vez que alguém o acessa. Posteriormente, o objetivo passou a ser a crença das pessoas naquela informação e, por meio disso, sua disseminação.</p>
<p> </p>
<p>Para Soares, as fake news se espalham rapidamente porque a própria rede incentiva as pessoas a terem uma opinião instantânea sobre os assuntos em discussão. “Eu compartilho essa informação porque muitas vezes é o que eu penso e gostaria que fosse verdade. Potencializado pela dinâmica das redes sociais, que é algo muito rápido e se dissemina numa fração de segundos, eu capto essa informação e já quero passar para a frente, sem um mínimo de interpretação. Podemos dizer, por isso, que as fake news são o mal do século”, diz.</p>
<p> </p>
<p>O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (11), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (16), às 21h, e no domingo (20), às 11h30. O <a class="external-link" href="http://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-10T18:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-apresenta-a-contribuicao-do-filosofo-martin-buber-para-atividades-clinicas-e-de-pesquisa">
    <title>Conferência apresenta a contribuição do filósofo Martin Buber para atividades clínicas e de pesquisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-apresenta-a-contribuicao-do-filosofo-martin-buber-para-atividades-clinicas-e-de-pesquisa</link>
    <description>O austríaco naturalizado israelita Martin Buber (1878 - 1965) foi, entre muitos outros ofícios, um renomado filósofo, teólogo e escritor. Se debruçou sobre a importância subjetiva das relações humanas, principalmente da comunicação e do diálogo. A contribuição de suas conclusões para as atividades clínicas e de pesquisa será analisada na conferência Diálogo e Intersubjetividade em Clínica: Contribuições da Filosofia de Martin Buber.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-bbd2aaf4-bb4b-3379-ccd5-36b21ac1ac33"> </span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Martin_Buber.jpg" alt="Martin Buber" class="image-inline" title="Martin Buber" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Martin Buber, filósofo que inspirou o livro de José Maurício de Carvalho</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">O austríaco naturalizado israelita Martin Buber (1878 - 1965) foi, entre muitos outros ofícios, um renomado filósofo, teólogo e escritor. Se debruçou sobre a importância subjetiva das relações humanas, principalmente da comunicação e do diálogo. A contribuição de suas conclusões para as atividades clínicas e de pesquisa será analisada na conferência <i>Diálogo e Intersubjetividade em Clínica: Contribuições da Filosofia de Martin Buber</i>, que acontece no dia <strong>21 de maio, às 14h</strong>, no IEA. O evento é gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web, e não requer inscrição prévia.</p>
<p>O conferencista será o psicólogo professor titular aposentado <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-mauricio-de-carvalho" class="external-link">José Maurício de Carvalho</a>, da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ). Carvalho apresentará o livro <a class="external-link" href="http://editorafiloczar.com/martin-buber-a-filosofia-e-outros-escritos-sobre-o-dialogo-e-a-intersubjetividade.html">Martin Buber, a filosofia e outros escritos sobre o diálogo e a intersubjetividade</a> (<a class="external-link" href="http://editorafiloczar.com/">Editora FiloCzar</a>, 2017), de sua autoria. Participarão também, como debatedores, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/newton-aquiles-von-zuben" class="external-link">Newton Aquiles Von Zuben</a>, pesquisador da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, diretor do IEA. O encontro é organizado pela Editora FiloCzar, em parceria com o IEA.<br /><br class="kix-line-break" />O livro de Carvalho percorre toda a obra de Buber, dando destaque aos conceitos mais importantes desenvolvidos pelo filósofo, como o de intersubjetividade: para ele, todo homem nasce com a capacidade de se interrelacionar com seus semelhantes. Buber acreditava que saber se relacionar é mais importante do que ser individualmente bem-sucedido.<br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" />As conclusões do filósofo israelita foram aplicadas em áreas diversas do conhecimento, como teologia, pedagogia e psicologia. Segundo o professor José Maurício de Carvalho, o sentido de alteridade proposto por Buber, bem como a importância das relações dialógicas, trouxe “significativas contribuições para a reflexão dos profissionais e pesquisadores que se dedicam a questões humanas”.</p>
<hr />
<div id="_mcePaste"><strong><i>Diálogo e Intersubjetividade em Clínica: Contribuições da Filosofia de Martin Buber</i></strong></div>
<div id="_mcePaste"><i>21 de maio, 14h</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Sem necessidade de inscrição</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Mais informações: Sandra Sedini (sedini@usp.br); telefone: (11) 3091-1678</i></div>
<div id="_mcePaste"><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/dialogo-e-intersubjetividade-martin-buber" class="external-link">Página do evento</a></i></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-04-12T19:33:51Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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