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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 61 to 75.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/divulgacao-cientifica-">
    <title>Divulgação Científica nas Redes Sociais para Melhorar o Diálogo entre Ciência e Sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/divulgacao-cientifica-</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>As redes sociais ampliaram as possibilidades de comunicação e aproximaram ciência da sociedade. Não é preciso ser divulgador científico para comunicar melhor aos pares, tomadores de decisão e público em geral. O Brasil como 15<sup><span style="text-decoration: underline;">o</span></sup> país produtor de artigos científicos e primeiro da América Latina, com 95% de sua pesquisa desenvolvida dentro de instituições públicas, tem o dever de informar, dialogar e engajar os brasileiros para a relevância de ciência e tecnologia para nossas vidas cotidianas, desenvolvimento do país e também sobre suas limitações, desafios e demandas. Em meio a crescente onda de fake news, a comunidade acadêmica precisa se engajar nas redes sociais e tomá-las como canal relevante de comunicação e parte de sua tarefa profissional cotidiana.</p>
<p>Expositora:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/germana-fernandes-barata" class="external-link">Germana Barata</a> (LABJOR-UNICAMP)</p>
<p>Moderador:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gildo-magalhaes-dos-santos" class="external-link">Gildo Magalhães dos Santos</a> (FFLCH e IEA/USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Khronos: História da Ciência, Epistemologia e Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-07-31T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/coletivos-culturais-perifericos">
    <title>Dennis de Oliveira analisa coletivos culturais periféricos da cidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/coletivos-culturais-perifericos</link>
    <description>Dennis de Oliveira, professor do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP, participa da edição 2019 do Programa Ano Sabático com o projeto "Periferias Insurgentes: Os Coletivos de Cultura e Comunicação nas Periferias da Cidade de São Paulo".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/dennis-de-oliveira-2018/image" alt="Dennis de Oliveira - 2018" title="Dennis de Oliveira - 2018" height="330" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Dennis de Oliveira: ''Coletivos expressam uma crítica ao modelo dominante e potencializam propostas de outras sociabilidades''</dd>
</dl></p>
<p>Baseados principalmente em vínculos comunitários e experiências de resistência política às opressões sociais que ocorrem nas periferias, os coletivos culturais periféricos "reinventam formas de organização produtiva, constituindo arranjos locais a partir de outras lógicas, distintas do paradigma produtivo neoliberal", segundo o professor Dennis de Oliveira, do Departamento de Jornalismo e Editora da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, participante do Programa Ano Sabático do IEA em 2019.</p>
<p>De julho a dezembro, ele desenvolve no Instituto o projeto "Periferias Insurgentes: Os Coletivos de Cultura e Comunicação nas Periferias da Cidade de São Paulo", no qual fará um mapeamento da atuação desses coletivos e analisará três aspectos:</p>
<ul>
<li>as experiências dos coletivos em relação ao papel dos processos comunicativos como eixos norteadores das suas perspectivas de organização;</li>
<li>os processos de ressignificação dos territórios periféricos a partir da ação dos coletivos;</li>
<li>as relações institucionais mantidas pelos coletivos com organismos governamentais, empresas, universidades e outras instituições.</li>
</ul>
<table class="tabela-esquerda-300-cinza-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Perfil</i></strong></p>
<p><i>Com formação acadêmica pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP da graduação em jornalismo à livre-docência em jornalismo, informação e sociedades, Dennis de Oliveira ingressou como docente no Departamento de Jornalismo e Editora da ECA em 2003, tendo sido diretor do departamento de 2014 a 2018 . Além de lecionar na graduação em jornalismo, também é docente e orientador do Programa  de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam) da ECA-USP e do Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP.</i></p>
<p><i>Na USP, é também coordenador científico do Núcleo de Apoio à Pesquisa Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc). Foi docente e orientador na área de Direitos Humanos do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Direito (FD) da USP.</i></p>
<p><i>Oliveira lecionou também na Universidade Metodista de Piracicaba, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Anhembi Morumbi, Faculdade de Valinhos e no Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). </i></p>
<p><i>Ele é autor de três livros, 15 capítulos de livros e 25 artigos em periódicos científicos.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Programa Ano Sabático 2019</strong></p>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/os-projetos-dos-professores-sabaticos-de-2019" class="external-link">Programa Ano Sabático escolhe 7 pesquisadores para 2019</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisa-investiga-como-paises-do-brics-utilizaram-a-copa-do-mundo-para-aumentar-sua-influencia-global" class="external-link">Pesquisa estuda uso da Copa do Mundo por 3 Brics com o intuito de aumentar sua influência global</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/educacao-cientifica-na-sociedade-de-risco" class="external-link">Conscientização sobre riscos globais deve ser componente da educação científica, diz pesquisador</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/combate-a-corrupcao" class="external-link">Cientista político examina mais de 3 mil operações de combate à corrupçãoFederal</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/abordagens-evolucionistas-da-cultura" class="external-link">Nova área científica trata da transmissão cultural do ponto de vista evolucionista</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Para ele, os coletivos culturais periféricos se constituem em uma forma de organização que expressa uma crítica ao modelo dominante e potencializa propostas de outras sociabilidades." Suas motivações, organização e realizações compõem o que é chamado de "cultura popular potencialmente contra-hegemônica, principalmente porque reposiciona e dá visibilidade a sujeitos historicamente apartados da esfera pública política", afirma Oliveira.</p>
<p>A delimitação do universo de estudo aos coletivos financiados por programas de fomento governamentais deve-se ao interesse de Oliveira em investigar as tensões, conflitos e negociações que ocorrem no processo de relacionamento entre as experiências organizativas dos coletivos e as estruturais institucionais do Estado.</p>
<p>"Entendemos que as potencialidades expressas nessas experiencias não são isentas de conflitos permanentes, de mecanismos de cooptação e resistência."</p>
<p>No que se refere ao impacto local dos coletivos, os territórios onde estão inseridos são ressignificados, "deixando de ser apenas lugares com carências e transformando-se em locus de potências, dando voz aos sujeitos desses territórios e dando visibilidade às suas ações", afirma Oliveira.</p>
<p>Quanto ao papel os processos comunicativos como norteadores da organização dos coletivos, ele explica que isso se deve ao fato de a organização ser baseada nos fluxos de informação e comunicação, "recuperando a experiencia histórica de redes sociais (que é diferente de plataformas de redes) existentes nas tradições das culturas populares". A apropriação das tecnologias das plataformas de redes sociais existentes atualmente potencializa essa experiencia organizativa, de acordo com o pesquisador.</p>
<p>Em relação à inserção de artistas e produtores dos coletivos no mercado cultural predominante na sociedade, Oliveira trabalha com a hipótese de que essa inserção é produto de tensionamento de significação, "pois o mercado cultural predominante tem um lógica e objetivos distintos dos sentidos dados pelas práticas culturais periféricas".</p>
<p>"Há que se observar como essa inserção mantém ou esvazia sentidos de cada uma das estruturas, lembrando sempre que a concepção de cultura do mercado é hegemônica. Para tanto, temos reconstruído o conceito de 'transformismo' de Gramsci, quando o pensador italiano tratava de cooptações de lideranças operarias dentro do aparelho de Estado."</p>
<p>Mas, à medida que a cultura hegemônica se realiza dentro da indústria cultural, até que ponto a inserção de artistas e produtores dos coletivos neste mercado cultural hegemônico não aponta para um "transformismo cultural"? Oliveira responde que não possui a priori uma posição fechada sobre isso, dado o dinamismo dos processos culturais, "mais complexos que as estruturas institucionais do Estado stricto-sensu", que foram a base da construção deste conceito em Gramsci". Ele pretende desenvolver essa questão na pesquisa.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: "Jornal da USP"</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-07-25T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/democracia-e-cidadania-passam-pela-comunicacao-publica">
    <title>Democracia e cidadania passam pela comunicação pública</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/democracia-e-cidadania-passam-pela-comunicacao-publica</link>
    <description>Docente da Unesp Bauru discute o tema no USP Analisa desta semana</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/coletiva_planalto_edit.jpg/@@images/86764724-53c6-4581-b5fc-de93f1ca5ede.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />Em uma democracia, é fundamental que as pessoas tenham acesso à informação para exercer, de fato, sua cidadania. Por isso, a comunicação pública – ou seja, aquela que aborda a gestão de políticas públicas com impacto direto nas áreas de saúde, educação e assistência social, entre outras – tem um papel muito importante em nossa sociedade. Para abordar como essa comunicação vem sendo feita atualmente, o USP Analisa desta semana recebe o professor do Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Unesp Bauru Danilo Rothberg.</p>
<p>Ele explica que a comunicação pública ainda não é bem compreendida pelos governantes, o que gera escassez de informação e, consequentemente, prejudica a própria democracia. “Muitas vezes, nós não sabemos como é gerida a escola, o posto de saúde, as políticas de transporte urbano e, inclusive, o atendimento do direito à água. A escassez de informação proveniente dos meios de comunicação pública enfraquece a democracia porque não favorece a percepção de que nós vivemos em um regime democrático. Se as políticas públicas não parecem estar sob nosso controle, nós não reconhecemos que estamos em uma democracia”.</p>
<p>Rothberg discute ainda um assunto bastante polêmico, que é interpretado de forma equivocada por boa parte do público: a regulação da mídia. “Em um país com histórico de ditadura, a regulação parece censura. Mas o que ocorre é exatamente o contrário. O que se tem na ausência de um regime regulatório é o predomínio de interesses econômicos – e os interesses econômicos acabam funcionando como uma espécie de censura porque a liberdade de imprensa não pode ser apenas exercida como liberdade de empresa. Se a regulação não existe, as empresas estão livres para fazer o que sempre quiseram e acabam impondo uma espécie de óptica específica de interesses de negócios. A regulação de mídia tem exatamente o objetivo de preservar a liberdade de expressão ao buscar a possibilidade de que diversas vozes estejam presentes nas mídias”, afirma ele.</p>
<p>A entrevista vai ao ar nesta quarta (26), às 18h05, com reapresentação no domingo (30), às 11h30. Durante o mês de julho, o programa vai reapresentar os principais temas abordados no primeiro semestre de 2019.</p>
<p>O <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-06-26T15:15:05Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/prgorama-do-iea-sobre-cidades-globais-inicia-participacao-diaria-na-radio-usp">
    <title>USP Cidades Globais inicia quadro semanal em programa de rádio</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/prgorama-do-iea-sobre-cidades-globais-inicia-participacao-diaria-na-radio-usp</link>
    <description>Programa USP Cidades Globais inicia quadro semanal "UrbanSus" no "Jornal da USP no Ar", transmitido pela Rádio USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcos-buckeridge-2017" alt="Marcos Buckeridge - 2017" class="image-inline" title="Marcos Buckeridge - 2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O biólogo Marcos Buckeridge é o apresentador do quadro "UrbanSus" no "Jornal da USP no Ar"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Destacar para o público a importância da adoção das diretrizes de desenvolvimento sustentável para a melhoria da qualidade de vida nas cidades é a preocupação do quadro "UrbanSus", transmitido às segundas-feiras, às 8h30, durante o "</span><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/jornal-da-usp-no-ar/">Jornal da USP no Ar</a><span>", programa da Rádio USP.</span></p>
<p dir="ltr">O apresentador do quadro é o professor do Instituto de Biociências da USP <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, que coordena no IEA o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a>, do qual o projeto UrbanSus faz parte. Na primeira edição, no dia 27 de agosto, Buckridge entrevistou o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, da Faculdade de Saúde da USP e também integrante do projeto [<i><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/atualidades/sustentabilidade-leva-a-maximizacao-de-resultados-com-gasto-menor/">clique aqui</a> para ler mais e ouvir a gravação</i>].</p>
<p dir="ltr"><span>O projeto UrbanSus dedica-se ao debate de ideias sobre sustentabilidade urbana através de propostas relacionadas com os <a class="external-link" href="https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/">17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU</a>.  Na entrevista, Philippi Jr. definiu o desenvolvimento sustentável como o conjunto formado por </span><span>equilíbrio ambiental, viabilidade econômica e justiça social em todas as atividades humanas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Buckeridge explicou que os 17 ODS foram criados pela ONU a partir da análise de estratégias já utilizadas e que obtiveram sucesso no mundo quanto à sustentabilidade. Philippi Jr., comentou que eles estão relacionados com o cotidiano das pessoas, cidades e estados e envolvem temas sobre erradicação da pobreza, segurança alimentar e relação com a agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução de desigualdades, disponibilidade de água e saneamento básico, crescimento econômico inclusivo e outros aspectos. </span></p>
<p dir="ltr">No entanto, para os objetivos serem atingidos é preciso uma articulação entre os setores de serviço e produção dentro dos municípios e, posteriormente, a construção de uma relação com outros municípios no entorno, com o próprio estado e governo federal, ressaltaram os pesquisadores.</p>
<p dir="ltr">Transmitido de segunda a sexta-feira das 7h30 às 9h30, com apresentação da jornalista Roxane Ré, o "<i>Jornal da USP no Ar</i> " busca aprofundar o debate sobre relevantes da agenda nacional e internacional. O programa é produzido por parceria entre o IEA, a Faculdade de Medicina e a Rádio USP.</p>
<p dir="ltr">Em São Paulo, a Rádio USP é sintonizada em FM 93,7; em Ribeirão Preto a sintonia é em FM 10,9. A rádio  também pode ser ouvida pela internet em <a href="http://www.jornal.usp.br/" rel="noopener" target="_blank">www.jornal.usp.br</a> ou por meio do aplicativo Jornal da USP para celular, disponível na <a class="external-link" href="https://itunes.apple.com/br/app/jornal-da-usp/id1130323461?mt=8">App Store</a> e na <a class="external-link" href="https://play.google.com/store/apps/details?id=br.usp.jornal_da_usp">Google play</a>.</p>
<p dir="ltr"><i>Com informações da Rádio USP</i></p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-29T15:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-a-prevencao-primaria-de-uso-de-canabinoides">
    <title>Os desafios à prevenção primária do uso de maconha e canabinoides</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/os-desafios-a-prevencao-primaria-de-uso-de-canabinoides</link>
    <description>Strategic Workshop no dia 18 de maio discutiu a "Pesquisa Sobre Prevenção Primária do Uso de Substâncias Psicoativas: Foco nos Canabinóides".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/valentim-gentil-filho-18-5-2018" alt="Valentim Gentil Filho - 18/5/2018" class="image-inline" title="Valentim Gentil Filho - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Para Valentim Gentil Filho, o principal problema são os canabinoides, não o uso da maconha </strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nem por meio da genética é possível identificar até o momento os indivíduos mais vulnerais aos canabinoides, segundo o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valentim-gentil-filho" class="external-link">Valentim Gentil Filho</a>, professor da Faculdade de Medicina da USP (USP). Até mesmo as pesquisas sobre o uso da maconha não conseguiram até agora comprovar o risco de psicose, apesar de terem sido iniciadas em 1969, quando 50 mil jovens suecos passaram a ser acompanhados, afirmou.</p>
<p>"Constatou-se que os usuários de maconha entre eles tinham risco quatro vezes maior de ser internados em hospitais por psicose. Mas aquela maconha não é a mesma de agora. O estudo foi replicado em dez países, mas não foi estabelecida uma relação de causa e efeito."</p>
<p>Gentil Filho coordenou o encontro <i>Pesquisa Sobre Prevenção Primária do Uso de Substâncias Psicoativas: Foco nos Canabinoides</i>, realizado no dia 18 de maio pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP e pelo IEA, com apoio da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp).</p>
<p>O workshop teve como expositores médicos, psicólogos, especialistas em comunicação e cientistas sociais. O público diversificado que acompanhou o evento contou também com a presença de representantes do Ministério Público, que participaram ativamente dos debates. As discussões foram divididas em três mesas: Relevância do Uso e Abuso dos Canabinoides Naturais e Sintéticos; A Prevenção Primária Pode Ser Efetiva?; Desafios na Comunicação Academia-Sociedade.</p>
<p><strong>Ignorância</strong></p>
<p>Ainda no balanço dos debates ao final do encontro, Gentil Filho disse que workshop cumpriu sua função ao suscitar vários tópicos para futuras pesquisas. “As discussões podem instrumentalizar debates, mas não é esse o objetivo principal, sobretudo porque vimos que o que temos é uma quantidade inacreditável de ignorância, coisas ultrarrelevantes que não sabemos explicar e por isso o workshop foi realizado”.</p>
<p>Os pesquisadores não possuem provas sobre as consequências do uso da maconha nos últimos 50 anos, afirmou o psiquiatra, que lançou duas perguntas aos presentes: "Quanto tempo vamos levar para alertar a sociedade sobre os riscos que a geração atual de jovens está correndo? Quantas gerações terão de aguardar para se protegerem da ameaça de um horizonte cada vez mais negro, não só em relação à maconha?"</p>
<p>Nem entre os pesquisadores há uma linguagem comum que não restrinja a discussão ao uso da maconha enquanto erva, segundo ele: "A maconha é o menos preocupante. O problema é o uso do THC [tetrahidrocanabinol, principal princípio ativo da planta], de outros canabinoides naturais que não sabemos o que causam e dos canabinoides sintéticos."</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Participantes</i></h3>
<p><strong><i>Mesa 1 - <strong><i>Relevância do Uso e Abuso dos Canabinóides Naturais e Sintéticos</i></strong></i></strong></p>
<p><i>Expositores: o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ronaldo-laranjeira">Ronaldo Laranjeira</a>, professor da Unifesp; a psicóloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-alice-fontes">Maria Alice Fontes</a>, da Clínica Plenamente; o psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-nicastri">Sérgio Nicastri</a>, professor FMUSP; e o farmacologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rafael-guimaraes-dos-santos">Rafael Guimarães dos Santos</a>, pós-doutorando da Universidade de Medicina de Ribeirão Preto (UMRP) da USP. A psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-scivoletto">Sandra Scivoletto</a>, da FMUSP, coordenou a mesa.</i></p>
<p><strong><i>Mesa 2 - <strong><i>A Prevenção Primária Pode Ser Efetiva?</i></strong></i></strong></p>
<p><i>Coordenada pelo psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-messas">Guilherme Messas</a>, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, a mesa teve a participação da epidemiologista<strong> </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaz/zila-sanchez">Zilá Sanchez</a>, da Unifesp, e dos psiquiatras: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leon-de-souza-lobo-garcia">Leon de Souza Lobo Garcia</a>, do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-cecilia-marques">Ana Cecília Marques</a>, do Projeto Periscópio, da cidade de Tarumã, SP; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-malbergier">André Malbergier</a>, da FMUSP.</i></p>
<p><strong><i>Mesa 3  - <strong>Desafios na Comunicação Academia-Sociedade</strong></i></strong></p>
<p><i>Expositores: o jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci">Eugênio Bucci</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP; o antropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-fiore">Mauricio Fiore</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP; o pediatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-paulo-lotufo">João Paulo Becker Lotufo</a>, do Hospital Universitário (HU) da USP; a jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/monica-teixeira">Monica Teixeira</a>, do Núcleo de Divulgação Científica da USP; o jornalista e economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz">Gilson Schwartz</a>, da ECA-USP. A coordenação foi do psiquiatra <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniel-barros">Daniel Barros</a>, da FMUSP.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Mercado, uso e abuso</strong></p>
<p>Na primeira mesa, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira comentou a evolução do mercado da maconha no Brasil e no mundo. De acordo com ele, o <a href="https://inpad.org.br/">2º Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas</a>, realizado em 2012, apontou a existência de 8 milhões de pessoas que já tinham consumido maconha, com 3,4 milhões tendo consumido a droga no período de um ano anterior à pesquisa e 1,3 milhão sendo dependentes. O primeiro uso foi antes dos 18 anos para 62% dos entrevistados. “Esses números são os melhores que temos atualmente, mas já estão defasados, pois acho que a nova geração de adolescentes tem consumido muito mais a droga.”</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-bloco-a" class="external-link">Mesa 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-bloco-b" class="external-link">Mesa 2</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-bloco-c" class="external-link">Mesa 3</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/pesquisa-sobre-prevencao-primaria-do-uso-de-substancias-psicoativas-foco-nos-canabinoides-18-de-maio-de-2018?b_start:int=12" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em termos de percentuais da população, o país não está entre os principais consumidores, apresentado 3% da população como usuários no último ano pré-pesquisa, ao passo que nos Canadá, Nova Zelândia e EUA os percentuais são, respectivamente, 13%, 12% e 10%, acrescentou.</p>
<p>“O mercado de maconha é muito mais vibrante e dinâmico nos EUA. Nos estados onde o uso recreativo foi legalizado, virou algo comparável só ao que aconteceu com o tabaco. É como se houvesse uma agroindústria da maconha, com diversas variedades. No Colorado, 50% do consumo se dá por meio de produtos comestíveis, entre eles cremes e barras de chocolate, balas e gomas de mascar. Há também os cigarros eletrônicos com 100% de THC."</p>
<p><strong>Prejuízo à memória</strong></p>
<p>As pesquisas indicam que ao se falar dos efeitos neuropsicológicos da maconha ao longo da vida do usuário há diversas funções cognitivas em jogo, disse a psicóloga Maria Alice Fontes</p>
<p>Uma revisão sistemática de 105 artigos científicos feita por uma pesquisadora australiana indicou que a memória é o domínio neurológico mais comprometido pelo uso da droga, informou. “Em adolescentes e adultos jovens, há recuperação da memória depois de quatro a oito meses de abstinência; no caso de adultos com uso prolongado, é preciso um ano de abstinência para que isso ocorra.”</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-sobre-canabinoides-mesa-1-18-5-2018" alt="Workshop sobre canabinoides - Mesa 1 - 18/5/2018" class="image-inline" title="Workshop sobre canabinoides - Mesa 1 - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A primeira mesa tratou do mercado da maconha, uso e abuso da maconha</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ela apontou também outros efeitos do uso da droga indicados em estudo que realizou: redução de 6 a 8 pontos no quociente de inteligência (QI), o que “não significa muito para pessoas com QI elevado, mas pode prejudicar pessoas com QI padrão no seu desempenho escolar”.</p>
<p>Entre os efeitos agudos da droga, Maria Alice relacionou prejuízo da memória, diminuição da atenção, redução da coordenação motora, pânico, prazer, euforia e percepção sensorial ampliada da droga. Já entre os efeitos de longo prazo estão problemas de memória, redução do QI e dificuldade de planejamento.</p>
<p><strong>Psicose</strong></p>
<p>O psiquiatra Sérgio Nicastri comentou que os relatos de deterioração mental pelo uso da maconha existem desde o século 19 e no início do século 20 chegou-se a falar de “psicose canábica”. “Nem todos desenvolvem psicose. Há pessoas mais vulneráveis. Quanto maior o uso, maior a probabilidade de desenvolvimento da doença.”</p>
<p>Segundo ele, 10% dos usuários desenvolvem dependência e ficam sujeitos a esse risco. “No entanto, o discurso da legalização da maconha passa a sensação de que seu uso é seguro.”</p>
<p>O crescente mercado de uso de medicamentos derivados de canabinoides foi o tema da exposição do farmacologista Rafael Guimarães dos Santos. “São mais de 100 canabinoides e vários deles com possível uso, mas ainda somos ignorantes em relação a eles.”</p>
<p>Ele afirmou que o primeiro estudo de aplicação de um canabinoide para tratamento da epilepsia foi feito no Brasil nos anos 80. “Mas o canabidiol [CBD] não é uma bala mágica, pois apresenta efeitos adversos, relevantes em número de ocorrências, não de gravidade”, como convulsões e prejuízo às enzimas hepáticas. Guimarães também alertou que os efeitos adversos são parecidos no uso medicinal e recreativo da maconha.</p>
<p>Maria Alice afirmou que o risco de dependência, “um dos argumentos mais forte para tentar convencer os adolescentes a não usar a droga”, é de conhecimentos deles e não funciona como inibidor do uso. Para Sandra Scivoletto, moderadora da mesa, há dificuldade está em como formular as informações científicas sobre a dependência de forma atraente para os jovens.</p>
<p>Sandra levantou a dúvida se os especialistas não estariam exagerando sobre os efeitos danosos da maconha e, em razão disso, perdendo credibilidade. Laranjeira posicionou-se totalmente contrário a uma atenuação do discurso, “porque a maconha está ficando cada vez mais forte: O skunk [híbrido de duas espécies de Cannabis com concentração de 20% de THC] já era considerado pesado na Holanda, mas agora há cigarros eletrônicos com 100% de THC”.</p>
<p><strong>Legislação</strong></p>
<p>A questão da legislação de combate às drogas também foi discutida no debate que se seguiu às exposições da primeira mesa. Um membro do Ministério Público na plateia afirmou ser "uma tragédia o que acontece no Brasil, com adolescentes da periferia sendo presos por estarem com pequena quantidade de drogas e encarcerados em situação dramática em presídios dominados pelo crime organizado".</p>
<p>Para Laranjeira, o Supremo Tribunal Federal “não entende nada de política de drogas” e não deveria ser permitido a ele que mudasse a legislação. “O local de mudança é o Congresso Nacional, onde há um projeto de lei para normatizar um pouco melhor a política sobre o consumo de drogas.” Ele disse que "ninguém defende que o usuário seja preso, mas é preciso inovar" e citou a chamada justiça terapêutica nos EUA, "que desviou milhões de pessoas do sistema prisional ao longo dos anos”.</p>
<p>Ao interesse no mercado da maconha pela indústria de tabaco e farmacêutica mencionado por membro da plateia, Rafael Santos respondeu que "a indústria está fazendo o que sempre faz: buscar lucros". Ele ressalvou, no entanto, alguns fatores positivos nos estados americanos onde a maconha é permitida: “O uso de outras drogas, como opioides e antidepressivos, tem diminuído. E em clínicas para dependentes de heroína, o uso da maconha tem resultado na redução em 30% no uso de opiáceos”.</p>
<p><strong>Prevenção primária</strong></p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-sobre-canabinoides-mesa-2-18-5-2018" alt="Workshop sobre canabinoides - Mesa 2 - 18/5/2018" class="image-inline" title="Workshop sobre canabinoides - Mesa 2 - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>As dificuldades para a prevenção primária foram discutidas por quatro especialistas na segunda mesa</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na segunda mesa, dedicada os problemas da prevenção primária, a epidemiologista Zilá Sanchez afirmou que mesmo a definição de prevenção primária é controversa. "A Organização Mundial da Saúde (OMS) a define como prevenção do primeiro uso ou de retardo na sua ocorrência, ao passo que há pesquisadores para os quais ela deve ser voltada ao uso abusivo da droga."</p>
<p>O que se sabe de políticas públicas atualmente é baseado na política contra o uso do tabaco, segundo ela, que prefere o conceito da OMS. No entanto, "a prevenção primária funciona, pelo que indicam estudos robustos e meta-análises, podemos afirmar". O efeito é pequeno quando ela é baseada apenas em atividades e material de esclarecimento, explicou. “Programas familiares são mais eficazes do que os escolares.”</p>
<p>O debate hoje na área de prevenção é, de acordo com ela, como disseminar e sustentar os programas e como evitar conflitos de interesse entre os que os aplicam e avaliam.</p>
<p><strong>Aspectos éticos</strong></p>
<p>Para o psiquiatra Leon de Souza Lobo Garcia, a prevenção primária tem de atingir o objetivo de evitar ou retardar o uso da maconha, mão não pode ser feita a qualquer custo. “É preciso considerar os aspectos éticos e não estigmatizar os usuários.” A prevenção é prejudicada também por questões políticas, dadas “as dificuldades para implementar políticas para milhões de pessoas sem validação social de sua importância”. Ressaltou ainda que a prevenção não pode ser discutida sem uma discussão sobre o combate à disseminação da droga, pois “a política de guerra às drogas não ajuda na prevenção”.</p>
<p>Garcia propõe que as universidades desenvolvam programas de prevenção que já nasçam interdisciplinares. “Os psicólogos e psiquiatras não podem desenvolver algo e simplesmente repassar aos educadores.”</p>
<p>O psiquiatra André Malbergier disse que o monitoramento do adolescente é o mais eficaz, mas é preciso também o monitorar da família. No nível da comunidade, “a escola é um local muito interessante para se atuar’.</p>
<p>Todavia, os levantamentos epidemiológicos parecem ainda não refletir o que acontece nos três níveis: indivíduo, família e comunidade, de acordo com o pesquisador. Ele afirmou que os programas de pequeno porte têm tido resultados positivos, mas é um desafio expandi-los para o país.</p>
<p>Resultados positivos na prevenção ao uso de drogas começam a aparecer no exterior, declarou. "A exceção é a maconha, que apresenta aumento do consumo nos Estados Unidos".</p>
<p><strong>Experiência</strong></p>
<p>A mesa teve ainda a apresentação de uma experiência concreta de programa preventivo: o <a href="https://www.taruma.sp.gov.br/periscopio">Projeto Periscópio</a>, iniciado há 11 anos em Tarumã,  cidade com 13 mil habitantes no região oeste do Estado de São Paulo. Segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, responsável pela implantação do programa, a iniciativa já foi institucionalizada por lei, tornando-se a política municipal para álcool, tabaco e demais drogas.</p>
<p>Em sua primeira fase, o projeto adotou a prevenção universal (dirigida à toda a população), com levantamento domiciliar, advocacy e capacitação de pessoas, segundo ela. A partir dos indicadores levantados, as equipes envolvidas desenharam as políticas adequadas à cidade. “Agora estamos numa fase de avaliação da efetividade do projeto por uma equipe independente.”</p>
<p>Para Ana Cecília, o importante é que "a política sobre drogas saia da gaveta, seja integral e garanta a prevenção, o tratamento e a oferta, com os fatores de risco sendo verificados nos planos do indivíduo, da comunidade e da família.”</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/workshop-sobre-canabinoides-mesa-3-18-5-2018" alt="Workshop sobre canabinoides - Mesa 3 - 18/5/2018" class="image-inline" title="Workshop sobre canabinoides - Mesa 3 - 18/5/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A maconha como parte do imaginário da atualidade foi uma das questões debatidas na terceira mesa</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Comunicação academia-sociedade</strong></p>
<p>O workshop foi encerrado com uma mesa dedicada às dificuldades em levar as informações científicas sobre as consequências do uso de drogas à população, especialmente ao jovens.</p>
<p>De acordo com a jornalista Mônica Teixeira, a própria amplitude da prescrição de medicamentos psicoativos a adolescentes e mesmo a idosos dificulta a argumentação contra as drogas ilícitas, especialmente a maconha.</p>
<p>A polarização do debate também é prejudicial. “Não se trata de conversar sobre o assunto e chegar a uma espécie de consenso. O que a gente vê nos youtubers e comentários nas redes sociais é uma divisão entre gente pró uso e outros que dizem que a maconha ‘mata neurônios’ e outras coisas.”</p>
<p>Para ela, o fato de a ciência estar no polo dos contrários ao uso “não propicia uma boa conversa” a respeito do assunto. Por sua vez, “os jornalistas geralmente estão do lado de que o uso é benigno, pois esta é uma crença presente na sociedade”, mas, diante de um especialista, “admitem o pressuposto médico de que é errado fumar maconha”. Isso não ajuda a informar o que se sabe efetivamente, segundo Mônica.</p>
<p><strong>Imaginário</strong></p>
<p>O jornalista e economista Gilson Schwartz lembrou a afirmação do filósofo francês Gilbert Simondon (1924-1989) de que “não há vida sem imagem” para discutir a construção do imaginário da atualidade, caracterizado pela “pressão capitalista para que sejamos criativos, inovadores”.</p>
<p>Essa questão e o envolvimento de Gilson com a pesquisa sobre cultural digital, há mais de 20 anos, o levaram estudar a produção do valor na atualidade. “Na nossa sociedade o valor é algo mais nebuloso, não provém do trabalho ou da utilidade do bem. É constituído por uma série de atributos e técnicas extraordinárias para viciar o usuário da internet numa certa capacidade de gerar um fluxo de informações, aprisioná-lo num mecanismo de marketing que o faz pensar que é criativo.”</p>
<p>Segundo ele, um fenômeno que despontou há uns oito anos nesse panorama é a cultura de games, com “uma lógica de atenção e de aceleração de um tempo que gira em falso, um passatempo que gera adição em jogar e estimula estar nas redes sociais”.</p>
<p>Uma estratégia é utilizar a própria cultura dos games para lidar com isso. Com esse intuito, Schwartz participa de dois projetos internacionais: o <a href="https://www.projetobeok.net/">BeOK</a> e o Purposyum of Justice Challengers. O primeiro propiciou a produção de um aplicativo para celulares a respeito de dependência química. O segundo é uma iniciativa do <a href="https://www.unodc.org/">Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (Undoc)</a> e prevê a criação cooperada de um jogo de tabuleiro sobre drogas, criminalidade e estado de direito, entre outros temas.</p>
<p>O jornalista Eugênio Bucci também tratou da produção de imaginário, na qual “a droga faz parte do espetáculo”. Para ele, a cultura contemporânea leva à construção de “nexos de tal maneira enrijecidos que efetivamente prendem o adolescente, comprometendo seu desenvolvimento subjetivo e sua emancipação”.</p>
<p>A hipótese de Bucci é que “as drogas e a rebeldia associada a seu uso e comercialização monopolizaram a passagem ritual” do adolescente à vida adulta, “e isso tem a ver com o ordenamento do espetáculo” da vida social.</p>
<p>Ele associa essa desenrolar na vida dos jovens à trajetória do herói, que em algum momento “se liberta do jugo do pai” e isso produz um enfrentamento. Bucci é favorável à total descriminalização das drogas: “Não acho que seja ruim usar droga. O problema é que seja o único caminho que resta ao jovem para se afirmar na transição para a vida adulta”.</p>
<p><strong>Questão política</strong></p>
<p>Retomando a questão sobre as dificuldades do debate comentadas por Mônica, o antropólogo Maurício Fiori disse que a diferença política não precisa se expressar numa polarização estereotipada. “O debate é político e ideológico, mas não quer dizer que seja simplista.”</p>
<p>Fiori considera que a maconha vive seu ápice cultural e a sociedade terá de lidar com esse fenômeno. Para ele, é errado pensar que o uso de certas drogas seja algo natural na cultura indígena, por exemplo, e errado fora dela, concepção de algumas pessoas citada na primeira mesa. “Não há algo que possa estar fora da cultura. As drogas não podem ser retiradas dessa dimensão e da sua questão moral. A Marcha da Maconha é uma disputa cultural.”</p>
<p>A mesa teve também a apresentação de duas iniciativas de difusão de informações, ambas com a participação do pediatra João Carlos Becker Lotufo. Uma delas foi um projeto desenvolvido pelo Hospital Universitário em dez escolas de ensino básico próximas à USP.</p>
<p>De acordo com as entrevistas, o uso de drogas pelos estudantes antes dos 17 anos constatado foi de: 60% para álcool, 25% para tabaco, 20% para maconha e 6% para crack. Ao serem perguntados qual droga consideravam que fazia menos mal, os estudantes disseram ser a maconha, com o álcool aparecendo em segundo lugar. Essas respostas demonstram que "a maconha é hoje o tabaco dos anos 50, 60”, afirmou Lotufo.</p>
<p>A outra iniciativa elaborada por seu grupo foi a proposta de um “aconselhamento breve” as famílias por parte dos pediatras. “Eles perguntam sobre os riscos de consumo de drogas a que a família está sujeita e desenvolvem o assunto." A orientação está sendo encampada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, informou. A proposta inclui também material impresso para orientação das famílias e do ambiente escolar, inclusive material específico para o ensino médio sobre o uso de maconha, álcool e narguilé.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Fernanda Rezende/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Strategic Workshops</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicine</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-25T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/consequencias-das-fake-news-sao-tema-do-usp-analisa">
    <title>Consequências das fake news são tema do USP Analisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/consequencias-das-fake-news-sao-tema-do-usp-analisa</link>
    <description>Para professor, rápida disseminação está ligada a identificação com conteúdos e urgência da rede na formação de opiniões</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/dsc8985.jpg/@@images/45bf4be0-b8bd-4a9c-860c-dd8c27b11efa.jpeg" alt="DSC8985.jpg" class="image-left" title="DSC8985.jpg" />Diariamente, estamos expostos a uma quantidade incalculável de informações na internet. Diante de tanto conteúdo, como identificar os que realmente são verdadeiros e não cair na armadilha das famosas fake news (em português, notícias falsas)? Para discutir esse assunto, o USP Analisa recebe nesta semana o professor especialista em mídias digitais Eduardo Soares.</p>
<p> </p>
<p>Ele explica que as fake news surgiram com o intuito de atrair cliques dos internautas para conteúdos monetizados, ou seja, que revertem dinheiro ao autor cada vez que alguém o acessa. Posteriormente, o objetivo passou a ser a crença das pessoas naquela informação e, por meio disso, sua disseminação.</p>
<p> </p>
<p>Para Soares, as fake news se espalham rapidamente porque a própria rede incentiva as pessoas a terem uma opinião instantânea sobre os assuntos em discussão. “Eu compartilho essa informação porque muitas vezes é o que eu penso e gostaria que fosse verdade. Potencializado pela dinâmica das redes sociais, que é algo muito rápido e se dissemina numa fração de segundos, eu capto essa informação e já quero passar para a frente, sem um mínimo de interpretação. Podemos dizer, por isso, que as fake news são o mal do século”, diz.</p>
<p> </p>
<p>O programa vai ao ar na Rádio USP Ribeirão Preto nesta sexta (11), a partir das 12h, e na Rádio USP São Paulo na quarta (16), às 21h, e no domingo (20), às 11h30. O <a class="external-link" href="http://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/programas/usp-analisa/">USP Analisa</a> é uma produção conjunta da Rádio USP Ribeirão Preto (107,9 MHz) e do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-10T18:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-apresenta-a-contribuicao-do-filosofo-martin-buber-para-atividades-clinicas-e-de-pesquisa">
    <title>Conferência apresenta a contribuição do filósofo Martin Buber para atividades clínicas e de pesquisa</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-apresenta-a-contribuicao-do-filosofo-martin-buber-para-atividades-clinicas-e-de-pesquisa</link>
    <description>O austríaco naturalizado israelita Martin Buber (1878 - 1965) foi, entre muitos outros ofícios, um renomado filósofo, teólogo e escritor. Se debruçou sobre a importância subjetiva das relações humanas, principalmente da comunicação e do diálogo. A contribuição de suas conclusões para as atividades clínicas e de pesquisa será analisada na conferência Diálogo e Intersubjetividade em Clínica: Contribuições da Filosofia de Martin Buber.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-bbd2aaf4-bb4b-3379-ccd5-36b21ac1ac33"> </span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Martin_Buber.jpg" alt="Martin Buber" class="image-inline" title="Martin Buber" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Martin Buber, filósofo que inspirou o livro de José Maurício de Carvalho</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">O austríaco naturalizado israelita Martin Buber (1878 - 1965) foi, entre muitos outros ofícios, um renomado filósofo, teólogo e escritor. Se debruçou sobre a importância subjetiva das relações humanas, principalmente da comunicação e do diálogo. A contribuição de suas conclusões para as atividades clínicas e de pesquisa será analisada na conferência <i>Diálogo e Intersubjetividade em Clínica: Contribuições da Filosofia de Martin Buber</i>, que acontece no dia <strong>21 de maio, às 14h</strong>, no IEA. O evento é gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web, e não requer inscrição prévia.</p>
<p>O conferencista será o psicólogo professor titular aposentado <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-mauricio-de-carvalho" class="external-link">José Maurício de Carvalho</a>, da Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ). Carvalho apresentará o livro <a class="external-link" href="http://editorafiloczar.com/martin-buber-a-filosofia-e-outros-escritos-sobre-o-dialogo-e-a-intersubjetividade.html">Martin Buber, a filosofia e outros escritos sobre o diálogo e a intersubjetividade</a> (<a class="external-link" href="http://editorafiloczar.com/">Editora FiloCzar</a>, 2017), de sua autoria. Participarão também, como debatedores, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/newton-aquiles-von-zuben" class="external-link">Newton Aquiles Von Zuben</a>, pesquisador da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, diretor do IEA. O encontro é organizado pela Editora FiloCzar, em parceria com o IEA.<br /><br class="kix-line-break" />O livro de Carvalho percorre toda a obra de Buber, dando destaque aos conceitos mais importantes desenvolvidos pelo filósofo, como o de intersubjetividade: para ele, todo homem nasce com a capacidade de se interrelacionar com seus semelhantes. Buber acreditava que saber se relacionar é mais importante do que ser individualmente bem-sucedido.<br class="kix-line-break" /><br class="kix-line-break" />As conclusões do filósofo israelita foram aplicadas em áreas diversas do conhecimento, como teologia, pedagogia e psicologia. Segundo o professor José Maurício de Carvalho, o sentido de alteridade proposto por Buber, bem como a importância das relações dialógicas, trouxe “significativas contribuições para a reflexão dos profissionais e pesquisadores que se dedicam a questões humanas”.</p>
<hr />
<div id="_mcePaste"><strong><i>Diálogo e Intersubjetividade em Clínica: Contribuições da Filosofia de Martin Buber</i></strong></div>
<div id="_mcePaste"><i>21 de maio, 14h</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Auditório IEA, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Evento gratuito, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Sem necessidade de inscrição</i></div>
<div id="_mcePaste"><i>Mais informações: Sandra Sedini (sedini@usp.br); telefone: (11) 3091-1678</i></div>
<div id="_mcePaste"><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/dialogo-e-intersubjetividade-martin-buber" class="external-link">Página do evento</a></i></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-04-12T19:33:51Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/darvoz">
    <title>darVOZ, uma iniciativa para estimular a diversidade cultural e política na internet</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/darvoz</link>
    <description>Coletivo Darvoz estimula a produção colaborativa de conteúdos criativos e sua disseminação via internet, num movimento de resistência ao crescente controle da cultura digital por gigantes corporativos.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gilson-schwartz-2-2017" alt="Gilson Schwartz - 2/2017" class="image-inline" title="Gilson Schwartz - 2/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Gilson Schwartz, professor em período sabático no IEA em 2017, é um dos criadores do coletivo criativo darVOZ</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No início de 2017, ativistas de vários países preocupados com a concentração de riqueza e poder na internet organizaram-se num coletivo criativo destinado a estimular a produção colaborativa de conteúdos e sua disseminação via redes.</p>
<p>Chamado <a class="external-link" href="http://www.darvoz.org">darVOZ</a> (um trocadilho com Davos, nome da cidade sede do Fórum Econômico Mundial, que reúne anualmente a elite econômica internacional), o coletivo tem entre seus integrantes o economista e jornalista Gilson Schwartz, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e participante da edição 2017 do Programa Ano Sabático do IEA, além de David Bovill e outros ativistas britânicos, franceses e colombianos.</p>
<p>A participação na criação do darVOZ foi o cerne do projeto de Schwartz em seu período sabático no IEA no primeiro semestre do ano passado. Um dos resultados desse trabalho é o suporte do coletivo à quinta edição do <a class="external-link" href="https://www.improfest.com/">Improfest - Festival International de Improvisação e Arte Sonora</a>, aberto com a chamada darVOZ/Improfest, de 8 de fevereiro a 8 de março. O festival tem também o apoio da <a class="external-link" href="http://www.cidade.usp.br/">Cidade do Conhecimento</a> - grupo de pesquisa criado por Schwartz no IEA em 2001 e agora sediado na ECA-USP -, da organização londrina de ativistas políticos e tecnológicos <a class="external-link" href="https://www.nwspk.com/">Newspeak House</a> e da <a class="external-link" href="http://jornal.usp.br/radio/">Radio USP</a> .</p>
<p>O Improfest 2018 participa das comemorações do Dia Internacional do Rádio, definido pela Unesco como o dia 13 fevereiro. Na semana que antecede a data, a Radio USP (<span>em São Paulo, 93,7, e em Ribeirão Preto, 107,9) </span>transmitirá as contribuições sonoras (sons, mensagens, canções, poemas etc.) com 15 a 30 segundos enviadas ao site do festival. Cada participante pode enviar até três arquivos, com no máximo 4 MB e em qualquer formato de áudio. Também na Rádio USP, no dia 23 de fevereiro, o programa ao vivo "Diálogos USP" discutirá o tema "Diversidade de Vozes na Era da Internet", com a participação de Schwartz.</p>
<p>Outro projeto a que o pesquisador se dedica no momento é a efetivação do processo de design, desenvolvimento tecnológico e emissão de moedas criativas por meio do darVOZ. "A proposta é fazer uma invenção monetária criativa global e local que utilize o áudio como suporte de fundação de toda a plataforma de produção cultural, associando a criação e circulação de clipes de áudio à invenção e acumulação de 'tokens' registrados sobre uma infraestrutura do tipo 'holochain', que é uma forma sucedânea do 'blockchain' voltada à governança da digitalização monetária, financeira e creditícia na chamada 'internet das coisas'."</p>
<p>Segundo ele, projetos como o darVOZ e o Improfest buscam "recuperar o potencial tecnológico e criativo" da internet, ampliando sua diversidade cultural e política, "restringida atualmente pelo poder de de 5 ou 6 empresas que controlam quase tudo, desde a armazenagem e disseminação de conteúdos até o tráfego de informação por satélites e cabos submarinos".</p>
<p>Essa situação deve se agravar com o fim da neutralidade da internet - aprovado em dezembro pela Comissão Federal de Telecomunicações dos Estados Unidos -, permitindo que as empresas provedoras de acesso estabeleçam preços diferenciados de acordo com o site, conteúdo ou serviço de interesse do internauta.</p>
<p>O domínio econômico da internet por grandes conglomerados corporativos afetará não apenas as pessoas comuns no seu uso das redes, mas também o pequeno empreendedor tecnológico, que terá dificuldades em iniciar uma startup e consolidá-la como negócio, afirma Schwartz.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-07T16:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usp-cidades-globais-escolhe-logotipo-em-parceria-com-turma-de-publicidade-e-propaganda-da-eca">
    <title>USP Cidades Globais escolhe logotipo em parceria com turma de Publicidade e Propaganda da ECA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usp-cidades-globais-escolhe-logotipo-em-parceria-com-turma-de-publicidade-e-propaganda-da-eca</link>
    <description>Elementos de identidade visual escolhidos foram produzidos pela agência Tomada e competiram com o projeto de mais oito agências de alunos do terceiro ano do curso de Publicidade e Propaganda da ECA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f18ede28-8229-9330-b685-ca864413cfa2"> </span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logo-cidades-globais" alt="Logo Cidades Globais" class="image-inline" title="Logo Cidades Globais" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Logo vencedor foi produzido pela agência <i>Tomada,</i> composta por alunos do curso de Publicidade</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">O programa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">USP Cidades Globais</a> definiu o logotipo e os elementos da sua identidade visual. O conjunto vencedor foi escolhido entre projetos feitos por alunos do terceiro ano do curso de Publicidade e Propaganda da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O trabalho foi parte das atividades das disciplinas Programação Visual e Arte Publicitária, ambas ministradas pelo professor Heliodoro Teixeira Bastos Filho, conhecido como Dorinho.</p>
<p dir="ltr"><span>No início do ano, os alunos de duas turmas do curso foram divididos em nove grupos, cada um simulando o funcionamento de uma agência de publicidade. A tarefa era desenvolver ideias para a identidade visual do USP Cidades Globais. Os projetos foram apresentados pelas agências no último dia 30 de agosto, na Antiga Sala do Conselho Universitário da USP, e, em seguida, a coordenação e equipe executiva do USP Cidades Globais escolheram o projeto da agência </span><span><i>Tomada</i></span><span> como vencedor.</span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/identidade-visual-cidades-globais" alt="Identidade visual Cidades Globais" class="image-left" title="Identidade visual Cidades Globais" />Matheus Araújo, um dos integrantes da agência vencedora, explicou o conceito do logo: o círculo não se completando representa a abertura a novas possibilidades e os traços crescentes que formam o círculo resumem a ideia de um “crescimento gradual” do USP Cidades Globais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A ideia do grupo era “fazer algo que fosse mais genérico e atual, que pudesse representar as diversas vertentes de pesquisa do programa, evitando, por exemplo, fazer a imagem baseada apenas em prédios”, explicou. Além do logotipo, o projeto definiu a identidade visual para o site e as redes sociais e itens de papelaria.</span></p>
<p><span>A agência </span><span><i>Tomada</i></span><span> foi formada pelas alunas Beatriz Braga Moura, Caroline Oliveira, Júlia Tetsuya, Laura Hanek e Maria Cecília Martins, além de Matheus, já citado.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-14T21:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/aula-inaugural-do-curso-cultura-institucionalidade-e-gestao-8-de-setembro-de-2017">
    <title>Aula Inaugural do Curso: Cultura, Institucionalidade e Gestão - 8 de agosto de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/aula-inaugural-do-curso-cultura-institucionalidade-e-gestao-8-de-setembro-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-08T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/quem-tem-medo-dos-livros-17-de-agosto-de-2017">
    <title>Quem tem medo dos livros? - 17 de agosto de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/quem-tem-medo-dos-livros-17-de-agosto-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Imprensa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-08-17T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/quem-tem-medo-dos-livros">
    <title>Quem tem medo dos livros?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/quem-tem-medo-dos-livros</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>"Quem tem medo dos livros?" A esta pergunta, o escritor Marie-Joseph Chénie, imortal autor de <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Chant_du_d%C3%A9part"><i>Chant du départ</i></a>, respondeu: “É aos livros que devemos a Revolução”. É verdade, porém, que ele viveu o Terror de 1793 e que seu irmão André nele perdeu a vida.</p>
<p>Com esse mesmo <i>leitmotiv</i>, podemos lembrar a obra <i>Le Chrétien catholique inviolablement attaché à sa religion</i> (O cristão católico inviolavelmente atado à sua religião), escrita por um jesuíta suíço, o padre Nicolas de Diesbach, em 1771. Segundo sua concepção, o texto impresso se apresenta como uma arma terrível a serviço do Demônio. Tal perspectiva sobreviveu ao tempo e às revoluções, bastando lembrar que o <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Index_librorum_prohibitorum"><i>Index librorum prohibitorum</i></a> se manteve vivo desde a metade de 1559 até 1966; ou que o abade Louis Bethléem pôde publicar, na França, em 1904, seu famoso catálogo, <i>Romans à lire et romans à proscrire</i> (Romances para ler e romances para proscrever), título que se tornou livro de cabeceira de todos os educadores do mundo católico até 1945 e inspirou o abade Georges Sagehomme, a manter, de 1931 a 1956, um <i>Répertoire</i> que continha 16.700 autores e 70.000 romances ou peças de teatro. Ele perseguia o Mal por toda a parte em que se escondia e o enxergava evidentemente primeiro nos escritos dos autores ímpios.</p>
<p>Esses e outros exemplos nos conduz a inquirir sobre a relação entre o livro e o medo. A censura e o poder. Num só termo, a temática nos leva a refletir sobre o papel e o lugar do impresso nas sociedades contemporâneas, a partir de uma perspectiva histórica.</p>
<p>O conferencista <strong>Jean-Yves Mollier</strong> dedicou sua carreira à história do livro, da edição e das práticas de leitura na França do século XIX ao século XXI. Dentre seus livros, <a class="external-link" href="http://www.edusp.com.br/loja/produto/9788531412363"><i>O Dinheiro e as Letras (História do Capitalismo Editorial)</i></a>, publicado e traduzido em diversos países, inclusive no Brasil (Edusp, 2010), marcou toda uma geração de pesquisadores. Embora as questões econômicas que envolvem o universo da cultura não constituíssem uma temática totalmente inovadora, a obra abria um caminho novo no campo da economia do livro, ao analisar o desenvolvimento editorial da França, de 1830 a 1914 sob a ótica do mercado e do desenvolvimento do capitalismo editorial. Essa perspectiva permitiu ao autor ir além, no sentido de compreender os conglomerados midiáticos e o espaço dado ao livro impresso na economia contemporânea.</p>
<p>Paralelamente a essa temática, podemos salientar a importância dos livros <i><a class="external-link" href="http://www.editoraunifesp.com.br/produto/edicao+imprensa+e+poder+na+franca+no+seculo+xx.aspx">Imprensa e Poder na França do Século XX</a> </i>(Editora Unifesp, 2014) e <a class="external-link" href="https://www.atelie.com.br/livro/edicao-e-revolucao/"><i>Edição e Revolução</i></a>, organizado em colaboração com Marisa Midori Deaecto<i> </i>(Ateliê Editorial, 2013) no debate sobre o lugar do impresso na cena política contemporânea, o que nos leva a questionar sobre o poder dos livros. Nesse sentido, a questão “Quem tem medo dos livros?”, além de estimular algumas questões sobre o “medo”, propõe-se a colocar a mídia impressa – e, particularmente o livro – como um protagonista dessa história mais ampla de poder e censura.</p>
<p>O <strong>medo</strong> é o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/medo-tema-do-ano-ubias" class="external-link">tema do ano</a> escolhido pela <span style="text-align: start; float: none; ">rede internacional<span> </span></span><span class="external-link" style="text-align: start; ">Ubias (University-Based Institutes for Advanced Study)</span><span style="text-align: start; float: none; ">. Os institutos de estudos avançados integrantes da rede realizarão eventos para a discussão dos aspectos políticos, sociológicos, psicossociais, neurológicos, biológicos e culturais do medo</span><span class="highlightedSearchTerm" style="text-align: start; "></span><span style="text-align: start; float: none; ">.</span></p>
<p><strong>Conferencista</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-yves-mollier" class="external-link">Jean-Yves Mollier</a> (Universidade de Versalhes Saint Quentin en Yvelines)</p>
<p><strong>Coordenadora</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marisa-midori-deaecto" class="external-link">Marisa Midori Deaecto</a> (ECA e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Imprensa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-07-19T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/um-conceito-de-imprensa-para-os-cursos-de-jornalismo-24-de-maio-de-2017">
    <title>Um Conceito de Imprensa para os Cursos de Jornalismo - 24 de maio de 2017</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/um-conceito-de-imprensa-para-os-cursos-de-jornalismo-24-de-maio-de-2017</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Imprensa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-05-24T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-e-radio-usp-iniciam-dia-27-de-marco-novo-programa-de-radio">
    <title>Rádio USP e IEA iniciam novo programa dia 27 de março</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-e-radio-usp-iniciam-dia-27-de-marco-novo-programa-de-radio</link>
    <description>O programa Jornal da USP irá ao ar diariamente às 7h30, com duas horas de duração. A apresentação será de Roxane Ré.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Por </span>Diego C. Smirne, do Jornal da USP</p>
<p><span>O </span><strong>Jornal da USP</strong><span>, que por 30 anos foi impresso e em 2016 passou a ser exclusivamente digital, estará presente a partir da manhã de segunda-feira, dia 27, em uma nova plataforma: o rádio. Diariamente, das 7h30 às 9h30 da manhã, a experiente radialista Roxane Ré apresentará na Rádio USP FM (93,7 MHz em São Paulo e 107,9 MHz em Ribeirão Preto) o programa <em>Jornal da USP</em>, no qual receberá professores e pesquisadores da casa para tratar de temas do cotidiano e de pesquisas de ponta desenvolvidas na Universidade. Além disso, o programa terá também música, reportagens, quadros especiais e canais de participação dos ouvintes.</span><span><br /></span></p>
<p><span>Fruto de uma parceria entre o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e a Rádio USP, o programa tem a intenção de divulgar o pensamento dos professores e pesquisadores da Universidade a respeito de problemas e assuntos em voga na sociedade e apontar soluções ou, ao menos, orientar uma direção a ser seguida para chegar a elas. “Talvez em alguma situação consigamos chegar a resultados que gerem políticas públicas, e então podemos encaminhar a discussão a autoridades ou mesmo trazê-las para participar do programa e questioná-las. Queremos mostrar como a Universidade está em total conexão com a sociedade, aproximá-la das pessoas para quem trabalhamos”, diz Roxane. Ao final do programa, será feito um resumo do que foi discutido, apontando direções e possíveis retomadas do assunto em outras edições do jornal.</span><span><br /></span><span><br /></span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img alt="Roxane Ré - Foto: Marcos Santos/USP Imagens" class="wp-image-74655" height="315" src="http://jornal.usp.br/wp-content/uploads/20170324_00_Roxane.jpg" width="600" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>A apresentadora Roxane Ré - Foto: Marcos Santos/Jornal da USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Além da entrevista (ou debate, nas ocasiões em que houver mais de um convidado) sobre o tema central de cada edição, o <em>Jornal da USP</em> terá quadros como o #FicaADica, com dicas e sugestões de eventos, cursos e atividades na Universidade; USP em Movimento, o tradicional giro pelos campi com informações sobre o que acontece em cada um deles; uma conversa com a redação do site do </span><strong>Jornal da USP</strong><span>, dando informações sobre as principais matérias do dia; e uma coluna com Paulo Saldiva, professor da Faculdade de Medicina (FM) da USP e diretor do IEA, contando histórias da USP. “Esse quadro do Saldiva será muito interessante, porque ele vai falar sobre coisas que estão no dia a dia da sociedade e que nasceram aqui na Universidade, com nossos pesquisadores e professores.”</span></p>
<p> </p>
<p><span>“Falaremos, enfim, de política, cultura, meio ambiente, atualidades, saúde, tecnologia, tudo que for possível aprofundar. Vamos tentar passar para o programa a efervescência que temos aqui na USP, além de passar para as pessoas o que os nossos professores e pesquisadores têm a dizer sobre os assuntos que estudam todos os dias em profundidade.” A jornalista conta ainda que o<em> Jornal da USP</em> terá músicas e reportagens e que não deixará de tratar de assuntos que estejam fora do roteiro. “Se tivermos alguma notícia quente, importante acontecendo no momento em que fazemos um programa, ou uma votação ou julgamento importante mais tarde naquele dia, não abandonaremos a função jornalística de discutir e reportar esses fatos.” </span></p>
<p><span>Outro objetivo dos idealizadores do programa é que haja o máximo de participação da audiência, aliando as possibilidades oferecidas pelo rádio e pela internet. “O rádio está muito conectado à internet, com Whatsapp, podcasts que podem ser ouvidos a qualquer momento. Isso eu trago da minha experiência nas rádios comerciais. Então, temos no rádio a velocidade da internet, mas não queremos ter a superficialidade dela”, explica Roxane. </span><span><br /></span><span><br /></span><span>Para proporcionar essa participação, há os canais oficiais do </span><i>Jornal da USP</i><span> no Twitter (</span><a href="https://twitter.com/usponline?lang=pt-br"><span>@usponline</span></a><span>) e no Facebook (</span><a href="http://www.facebook.com/usponline"><span>www.facebook.com/usponline</span></a><span>), e também haverá programas com plateia, gravados fora do estúdio. “Pelo Twitter as pessoas poderão participar através da #jornaldausp; faremos também entradas ao vivo pelo Facebook para convidar os internautas a nos acompanhar, e planejamos fazer uma vez por mês um programa com plateia, provavelmente no auditório do IEA ou algum outro espaço da USP.”</span><span><br /></span><span><br /></span><span>Na primeira semana no ar, serão discutidos temas como a Operação Carne Fraca da Polícia Federal, uma série especial sobre desemprego, análises sobre a retomada da economia, pesquisas sobre rastreamento digital </span><span>–</span><span> e como novas tecnologias podem ser úteis ao sistema carcerário, melhorando e barateando o rastreamento de presos </span><span>–, um evento no IEA que ocorre na próxima terça-feira sobre as políticas do presidente norte-americano Donald Trump e como elas afetam o mundo, a América Latina e o Brasil, e, no programa de estreia, uma análise sobre o surto de febre amarela no País, com a participação do médico Drauzio Varella, que já foi vítima da doença.</span><span><br /></span><span><br /></span><span>O programa também marca a volta de Roxane Ré ao rádio após um ano afastada. Depois de quase 30 anos de jornalismo, passando por 15 anos na Rádio CBN e por quatro na Rádio Estadão, ela convida os ouvintes para essa nova experiência. “Estamos no horário nobre do radiojornalismo, o momento em que as pessoas estão no carro, no ônibus, no Metrô, indo para o trabalho ou para a faculdade, e podem nos acompanhar pelo rádio, pelo celular. Vamos trazer a excelência da USP para ser mais uma opção, ou a primeira opção para quem quer um programa de jornalismo com muita informação, discussão aprofundada e debates.”</span><span><br /></span><span><br /></span><span>O<em> Jornal da USP</em> entra no ar a partir de segunda-feira, dia 27, diariamente, das 7h30 às 9h30 da manhã, na Rádio USP FM em São Paulo (93,7 MHz) e em Ribeirão Preto (107,9 MHz).</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-24T19:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-diversas-possibilidades-da-mediacao-artistica">
    <title>As múltiplas possibilidades da mediação artística</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-diversas-possibilidades-da-mediacao-artistica</link>
    <description>Seminários realizados em quatro estados promovem intercâmbio profissional e diálogo com os públicos das artes</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i>Encontros Interestaduais de Mediação na Arte Contemporânea: A Atuação dos Públicos</i><span> foi um dos projetos selecionados no 12º edital do programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais. Proposto pelo</span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/forum-permanente" class="external-link"> Grupo de Pesquisa Fórum Permanente, </a><span>associado ao IEA desde 2013, o projeto buscou o intercâmbio entre profissionais do campo artístico e o diálogo com os públicos das artes.</span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mediacao-cultural-e-seus-processos-de-traducao201d" alt="Mediação Cultural Fórum Permanente - IEA" class="image-inline" title="Mediação Cultural Fórum Permanente - IEA" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Papel da tradução na mediação cultural foi tema de abertura, no IEA </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Abertas ao público, as oficinas aconteceram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal, entre julho e novembro de 2016. Com o aporte total de R$ 1,65 milhão para projetos culturais, ou R$ 75 mil para cada projeto, o programa do Fundo Nacional de Cultura do Ministério da Cultura visa, entre outros objetivos, à promoção do intercâmbio cultural entre os estados brasileiros e a valorização da diversidade, da experimentação e da transversalidade de linguagens artísticas, culturais e educacionais.</p>
<p>As reuniões iniciais de trabalho foram realizadas em São Paulo entre julho e setembro de 2016, quando também começaram as primeiras apresentações no IEA e no Instituto Tomie Ohtake. “Cultura e participação: a política cultural do Instituto Tomie Ohtake em mediação”; a “Mediação cultural e seus processos de tradução”, e o lançamento do <a class="external-link" href="http://www.forumpermanente.org/revista/numero-6-1/sumario">Periódico Permanente nº 6</a>, da <a class="external-link" href="http://www.forumpermanente.org">plataforma Fórum Permanente</a>, foram algumas das atividades realizadas na capital paulista.</p>
<p>A Casa Porto das Artes Plásticas, em Vitoria (ES), recebeu as atividades nos dias 19 e 20 de outubro, com uma programação voltada ao aprofundamento da questão do papel dos museus como mediadores institucionais da arte. Também no dia 20, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói (RJ) trouxe experiências sobre a educação artística em equipamentos culturais, reflexões sobre políticas curatoriais e o papel do artista entre o mercado e a academia.</p>
<p>Brasília fechou a programação, nos dias 23 e 24 de novembro, no Memorial Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB), focando a questão dos públicos e dos chamados “contrapúblicos”, além de experiências sobre apropriações de espaços culturais e artísticos.</p>
<p>Toda a<a class="external-link" href="http://www.forumpermanente.org/event_pres/encontros/encontros-de-mediacao-na-arte-contemporanea-a-atuacao-dos-publicos/encontros-de-mediacao-na-arte-contemporanea-a-atuacao-dos-publicos"> programação</a>, bem como os relatos críticos e os <a class="external-link" href="http://www.forumpermanente.org/event_pres/encontros/encontros-de-mediacao-na-arte-contemporanea-a-atuacao-dos-publicos/videos">vídeos</a> dos encontros estão postados no<a class="external-link" href="http://www.forumpermanente.org/"> site da plataforma Fórum Permanente.</a></p>
<p> </p>
<p><strong>Mesas redondas no IEA e no Tomie Ohtake<br /></strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mediacao-cultural-forum-permanente-ito" alt="Mediação Cultural Fórum Permanente - ITO" class="image-inline" title="Mediação Cultural Fórum Permanente - ITO" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>No Tomie Ohtake, política cultural de mediação da arte por meio da educação participativa</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No dia 13 de setembro, os convidados falaram da experiência com a tradução dos textos publicados no <a class="external-link" href="http://www.forumpermanente.org/revista/numero-6-1/sumario">Periódico Permanente nº 6</a>, lançado durante o debate no IEA-USP. Os mediadores-tradutores <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/lucas-oliveira">Lucas Oliveira</a>, (MASP), <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/monica-hoff">Mônica Hoff</a>, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/thais-olmos">Thais Olmos</a> (MASP) e <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/valquiria-prates">Valquiria Prates</a>, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), mostraram como os textos em questão contribuíram para suas pesquisas sobre prática em mediação. A mesa “Mediação Cultural e seus Processos de Tradução” contou com a participação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, coordenador do grupo de pesquisa no IEA e ex-diretor do Instituto; e <a href="https://www.iea.usp.br/en/research/research-groups/forum-permanente-cultural-system-between-public-and-private/members" class="internal-link">Cayo Honorato</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/diogo-de-moraes" class="external-link">Diogo de Moraes</a>, mediadores-editores desse número da revista.</p>
<p>Ao longo de três horas, algumas linhas centrais foram delineadas, como a questão conceitual da tradução, que trouxe à tona códigos e contextos-chave para a elaboração dos discursos de mediação. A perspectiva representativa evidenciou problemas de não-representatividade em narrativas institucionais. A questão pragmática, por sua vez, mostrou ações possíveis para a elaboração de contextos das práticas de mediação.</p>
<p>No dia 14, o tema “Cultura e participação: a política cultural do Instituto Tomie Ohtake em mediação” foi discutido por  <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/felipe-arruda">Felipe Arruda</a>, do Tomie Ohtake, <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/marcia-ferran-1">Marcia Ferran</a>, da Universidade Federal Fluminense (UFF), <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/diogo-de-moraes">Diogo de Moraes</a>, mestrando no programa de Poéticas Visuais da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e artista visual vinculado ao Sesc-SP, além de <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/gilberto-mariotti">Gilberto Mariotti</a>, do grupo Fórum Permanente e professor da Escola da Cidade.</p>
<p>Arruda mostrou, por exemplo, alguns critérios condutores das ações do núcleo de Cultura e Participação que ele dirige no instituto. Ação e pesquisa educativa são eixos centrais do núcleo, cujo trabalho não prescinde de um mapeamento de tipologias ou categorizações de público para o qual são pensados. Os programas seguem um modelo educativo, reconhecido como exemplar e de excelência pelos públicos produtores e consumidores de arte. O diretor descreveu ainda as linhas norteadoras dos projetos socioculturais, dos cursos e das premiações.</p>
<p> </p>
<p><strong>Os diálogos possíveis entre pessoas e espaços<br /></strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mediacao-cultural-forum-permanente-vitoria" alt="Mediação Cultural Fórum Permanente - Vitória" class="image-inline" title="Mediação Cultural Fórum Permanente - Vitória" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>A arquitetura na mediação da arte e a apropriação de espaços museológicos foram debatidos em Vitória</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O encontro em Vitória (ES), nos dias 19 e 20 de outubro, trouxe como eixo principal o relacionamento dos públicos de arte com os mais variados tipos de espaços artísticos, públicos ou privados, e museus. A Casa Porto das Artes Plásticas sediou os debates.</p>
<p>“As Inter(faces) da arquitetura e do espaço público – a arte e seus públicos” foi o tema coordenado no dia 19 por <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/raquel-de-oliveira-pedro-garbelotti">Raquel Garbelotti</a> e <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/yiftah-peled">Yiftah Peled</a>, do grupo de pesquisa Diálogos entre Sociologia e Arte (DISSOA), da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/vitor-cesar">Vitor César</a> (Grupo Inteiro, da Escola da Cidade, de São Paulo) e <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/raquel-de-oliveira-pedro-garbelotti">Raquel Garbelotti</a> (DAV/ UFES) foram os palestrantes. A mediação foi de Yiftah Peled e Diego Ryck.</p>
<p>Vitor César, que é designer gráfico, arquiteto e artista, contou que mescla esses campos em seus trabalhos artísticos e para exemplificar mostrou algumas exposições realizadas com o Grupo Inteiro, em São Paulo. A obra <a class="external-link" href="http://vitorcesar.org/novo/index.php/projeto/condutores/">“Condutores”</a>, exibida no MASP, por exemplo, foi uma instalação desse coletivo cultural. Formada por peças da estrutura interna de ônibus, uma arquibancada, um espaço de debate e também de um trepa-trepa, a exibição buscava refletir sobre as condutas do corpo humano na cidade, ou, como a arquitetura e os espaços podem delinear padrões de comportamento e conduta.</p>
<p>O tema “Museus como interface” foi discutido na mesa da tarde e teve como convidados <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/caue-alves">Cauê Alves</a> (MuBE),  <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/renan-andrade">Renan Andrade</a> (MAES),  <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/marcia-ferran-1">Marcia Ferran</a> (UFF). A mediação foi de Stela Maris Sanmartin, professora do departamento de Linguagens, Cultura e Educação da UFES, e Aline Dias, professora do departamento de Artes Visuais também na UFES.</p>
<p>Cauê Alves, por exemplo, falou da inserção do <a class="external-link" href="http://mube.art.br/">MuBE</a> no contexto atual da cidade de São Paulo, tendo em vista seu passado e projeto original. Denominado originalmente de Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, o espaço, inaugurado em 1995, está passando por uma fase de recuperação financeira e retomada dos conceitos que nortearam a sua criação, mostrou Cauê Alves.</p>
<p>“Muitos artistas estão empolgados com o fato do MuBE voltar a pertencer à cidade, já que o local vinha sendo mais conhecido pelos eventos que realizava do que propriamente como espaço de diálogo da arte brasileira com o público”, disse.</p>
<p>O resgate do projeto original vem sendo conduzido por um grupo de artistas, colecionadores de arte, curadores e empresários que se uniram para “devolver” o equipamento ao público, segundo Cauê Alves.</p>
<p>Encravado no bairro nobre dos Jardins, na capital paulista, o museu teria como destino “abrigar uma notícia de paisagem”, conforme a concepção do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Sua área expositiva interna, de 1.400 metros quadrados, é relativamente modesta comparada aos 7.000 metros quadrados da área expositiva externa, onde um jardim projetado por Burle Marx ganhou a presença das mesmas esculturas há quase 20 anos.</p>
<p>“A ideia é tornar itinerante a exposição dessas esculturas e assim abrir o jardim para outros artistas, privilegiando novamente a área externa e o retorno do sentido ecológico presente no projeto original”, disse Cauê.</p>
<p>No dia 20, foi apresentada a mesa redonda “Alternativas para mediação institucional em espaços independentes e agenciamentos do artista”, que teve como convidados <strong> </strong><a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/ricardo-basbaum">Ricardo Basbaum</a>, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Yiftah Peled (Contemporão e DAV-UFES), e a mediação de Raquel Garbelotti e Ricardo Maurício Gonzaga.</p>
<p> </p>
<p><strong>O público como ator da cena artística<br /></strong></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mediacao-cultural-forum-permanente-niteroi" alt="Mediação Cultural Fórum Permanente - Niterói" class="image-inline" title="Mediação Cultural Fórum Permanente - Niterói" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>As maneiras de olhar e de promover a mediação foi tema no MAC de Niterói </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os debates em Niterói (RJ), realizados no dia 20 de novembro no Museu de Arte Contemporânea (MAC), discutiram a “Mediação e a atuação dos públicos”. Nos circuitos relacionados às artes visuais, o termo mediação corresponde aos sujeitos que promovem a interface entre objetos de arte e seus públicos. Em geral, as ações desses sujeitos estão relacionadas às práticas e estratégias pedagógicas.</p>
<p>Também podem ser considerados elementos mediadores os textos críticos e curatoriais, notícias divulgadas pelos meios de comunicação, a museografia e a própria arquitetura dos espaços expositivos, entre outros. Nesse contexto, os pesquisadores e artistas convidados questionaram o sentido da arte, a participação e recepção da arte, os agenciadores, os tipos de mediações necessárias e possíveis, entre outras questões.</p>
<p><span>Três mesas redondas foram realizadas ao longo do dia. “Artistas, mediação e etceteras...” trouxe os relatos dos artistas nos papéis de mediadores e ativadores de arte e da cultura, em que usam como veículo a própria obra, a crítica e as experiências no campo da educação. Estiveram na primeira mesa </span><a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/raquel-de-oliveira-pedro-garbelotti">Raquel Garbelotti</a><span> (UFES), </span><a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/ricardo-basbaum">Ricardo Basbaum</a><span> (UERJ e UFF), a artista Bianca Bernardo e </span><a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/marcia-ferran-1">Marcia Ferran</a><span>.</span></p>
<p>Marcia Ferran contou que o título da mesa “Artistas, mediação e etcteras” foi inspirado no livro “Manual do artista-etc”, de Ricardo Basbaum, em que o autor pensa o transbordamento da figura do artista para além da função de produtor de objetos de arte, tornando-se agenciador, curador, crítico etc. A mesa reuniu artistas com práticas que convergem para o agenciamento, de forma que foi possível refletir a mediação como parte intrínseca do processo criativo e artístico. Sendo assim, a mediação da arte pode ser realizada pelo e/ou com os públicos, e não unidirecionalmente “para os públicos”, mostraram os debatedores.</p>
<p>Na segunda mesa, “Educação e brechas das instituições”, os expositores apontaram as diversas possibilidades dialógicas entre educação, museus e cultura. Foram abordados tópicos como a curadoria multiautoral e as experiências de gestores e curadores com a ativação da arte na educação básica. Participaram <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/jorge-menna-barreto">Jorge Menna Barreto</a>, professor da UERJ e integrante da 32ª Bienal de São Paulo, Janaína Melo (Educação MAR-RJ) e <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/adriana-russi">Adriana Russi</a> (UFF), além de <a class="internal-link" href="http://www.forumpermanente.org/convidados/felipe-arruda">Felipe Arruda</a>, d<span>iretor do núcleo de Cultura e Participação no Instituto Tomie Ohtake.</span></p>
<p>“Fórum do zero ao zero: perguntas geradoras de mundos possíveis”, mesa que encerrou esse encontro, debateu políticas curatoriais e suas relações com o público e a arte. Participaram <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/diana-kolker">Diana Kolker</a> e <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/karen-aquini">Karen Aquini</a>, ambas da Universidade Federal Fluminente (UFF), além de <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/luiz-guilherme-vergara">Luiz Guilherme Vergara</a>, professor da UFF.</p>
<p> </p>
<p><strong>Apropriação de saberes e políticas culturais<br /></strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mediacao-cultural-forum-permanente-brasilia" alt="Mediação cultural Fórum Permanente - Brasília" class="image-inline" title="Mediação cultural Fórum Permanente - Brasília" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Públicos e realidades sociais na interlocução artística foram temas em Brasília</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No dia 23 de novembro, o Memorial Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB) sediou o seminário “Público e mediação cultural”, que contou com duas mesas redondas. Na primeira, os convidados <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/diogo-de-moraes">Diogo de Moraes</a>, da USP, <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/graziela-kunsch">Graziela Kunsch</a>, da Vila Itororó-SP, e <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/ilana-seltzer-goldstein">Ilana Goldstein</a>, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), abordaram o tema “Públicos e contrapúblicos”, com mediação de <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/tatiana-fernandez">Tatiana Fernández</a>, da UnB. Wandré Silva, também da UnB, fez a relatoria crítica deste debate.</p>
<p>O tema “Projeto x apropriações: outros saberes, outras histórias” foi trabalhado na segunda mesa por <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/adriana-russi">Adriana Russi</a> (UFF), <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/cristiane-portela">Cristiane Portela</a>, professora do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) e da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF), <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/jose-jorge-de-carvalho">José Jorge de Carvalho</a> (Unb) e  <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/luiz-carlos-ferreira">Luiz Carlos Pinheiro Ferreira</a> (UnB). O relato crítico foi feito por <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/narla-skeff">Narla Skeff</a> (UnB).</p>
<p>A programação do dia 24 de novembro abriu com uma “mesa itinerante”, nucleada por <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/danilo-piermatei"> Danilo Piermatei</a>, <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/narla-skeff">Narla Skeff</a>, <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/wandre-silva">Wandré Silva</a> e <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/yuri-farias">Yuri Farias</a> , todos da UnB, que tratou do tema “Conversa pública – Entre passeios e ocupações”. A segunda mesa redonda tratou de “Criatividade x revolução: perspectivas artítico-educacionais”, com a participação de <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/stela-maris-sanmartin">Stela Sanmartin</a> (UFES), <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/felipe-canova-goncalves">Felipe Canova Gonçalves</a> (UnB) e <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/cayo-honorato-1">Cayo Honorato</a> (UnB). <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/danilo-piermatei">Danilo Piermatei</a> (UnB) ficou encarregado da relatoria crítica.</p>
<p>“Mediação cultural e políticas culturais” foi o tema da mesa de encerramento, com palestras de <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/lucia-maciel-oliveira">Lucia Maciel de Oliveira</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, pesquisadora participante do programa Ano Sabático do IEA e integrante do Grupo de Pesquisa Fórum Permanente do IEA, <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/monica-padilha-fonseca">Mônica Fonseca</a>, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia ligada ao Ministério da Cultura (Minc), e <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/renata-bittencourt">Renata Bittencourt</a>, da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC) do MinC. A mediação foi de <a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/therese-hofmann">Thérèse Hofmann</a> (UnB). Yuri Farias (UnB) foi o relator crítico.</p>
<p>“Como os equipamentos culturais são potencializadores de repertório? Qual a função desses equipamentos? Como eles se inserem nas dinâmicas culturais de forma a terem relevância?”. Essas perguntas, uma provocação e um convite à reflexão, foram feitas pela professora Lucia Maciel, logo após a exibição de seu filme-ensaio, com produção em andamento.</p>
<p>De caráter experimental, o filme é uma reflexão sobre as políticas culturais no Brasil e está relacionado às pesquisas que Lúcia Maciel vem empreendendo no IEA, no âmbito do programa Ano Sabático do IEA.</p>
<p>Intitulado “Dinâmicas, Flutuações e Pontos Cegos”, o filme busca evidenciar a falta de conexão e diálogo entre as políticas, as ações e os equipamentos culturais na cidade de São Paulo. Porém, suas inquietações de pesquisa podem se estender às políticas culturais em muitos outros centros urbanos, observou a professora.</p>
<p><span>Já </span><a href="http://www.forumpermanente.org/convidados/monica-padilha-fonseca">Mônica Fonseca</a><span>, do Ibram, falou do Programa Nacional de Educação Museal (PNEM) abordando as diretrizes de aproximação popular e participação dessa política pública nacional implementada em 2003. Seus objetivos são o de incentivar e fortalecer a educação em museus e subsidiar a atuação dos educadores dentro desses espaços. O próprio programa foi construído e sistematizado de forma participativa, mostrou Mônica.</span></p>
<p>Na terceira e última palestra da tarde, Renata Bittencourt, da SCDC/Minc, abordou a imagem do negro construída ao longo da história da arte e sua relação com olhares atuais e realidades sociais específicas. As representações, leituras e traduções em obras representando negros ou a partir de obras feitas por negros dentro da historia da arte evidenciam relações políticas, religiosas, de gênero e, finalmente, de poder, mostrou.</p>
<p>A problematização desse imaginário construído em torno do negro leva à reflexão sobre o que é um programa de Estado e um programa de governo, lembrou Renata. Ela enfatizou que a sociedade precisa de políticas públicas mais perenes e efetivas, não pautadas simplesmente por conjunturas políticas e agendas de “transições”.</p>
<p> </p>
<h3>DEPOIMENTOS</h3>
<p>“A temática e a diversidade de participantes enriqueceu muito o encontro. O formato dos debates permitiu a todos acompanhar bem as discussões e favoreceu as trocas não só entre os interlocutores como também com o público presente. Além disso, os registros estão disponíveis na plataforma do Fórum Permanente.<br /><span>Em Brasília, abordei o tema de minha pesquisa sobre coleções etnográficas, cujo objetivo é olhar criticamente para um público diferente que se relaciona com museus, que são os indígenas. Muitos deles são convidados para visitar a reservas técnicas de museus e com isso ajudam a pensar melhor a expografia e até os conteúdos das fichas catalográficas. Outras instituições trabalham a curadoria compartilhada com povos tradicionais. O resultado é um diálogo menos hierarquizado entre os espaços museológicos e esses produtores de saber tradicional. A valorização da cultura indígena, ao fim, é um ganho para toda a sociedade. Muitas instituições gostariam de intensificar essas iniciativas colaborativas e conferir maior protagonismo aos povos tradicionais. Infelizmente, há poucos profissionais e poucos bolsistas para esse trabalho”.<br /></span><strong>(</strong><strong>Adriana Russi Tavares de Mello - Universidade Federal Fluminense)</strong></p>
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<p><span>"As diferentes perspectivas dadas ao tema proposto permitiram alargar conceitos. A mediação artística foi abordada sob o ponto de vista artista/obra/público; artista/instituição; instituição/público; instituição/bairro/cidade e mediação como ação educativa.<br /></span><span>A diversidade de abordagens sobre mediação foi enriquecedora, como vimos em Vitória, onde um coletivo de artistas apresentou suas obras e discutiu a relação com o público e com as instituições culturais, evidenciando quanto o espaço pode influenciar na interação do público com a obra.<br /></span><span>Os encontros promoveram um importante intercâmbio cultural e seus resultados poderão ser acessados e difundidos amplamente pela web. Pessoalmente, pude trocar experiências com vários profissionais, abrindo a perspectiva de parcerias e novos projetos."<br /></span><strong>(</strong><strong>Stela Maris Sanmartin - Universidade Federal do Espírito Santo)</strong></p>
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<p><span>"Os</span><i> Encontros</i><span> serviram à oxigenação das reflexões em torno da mediação, com a contribuição de pesquisas e práticas de distintos agentes, com diferentes perspectivas, alimentando um processo essencial para a reinvenção das atuações nesse campo. Campo que está em constante disputa e revisão, no qual a atuação dos públicos é tema central, pois deve ser interesse primordial quando se pretende fomentar relações entre arte, cultura e pessoas".<br /></span><span><strong>(Felipe Arruda - Instituto Tomie Ohtake)</strong></span></p>
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<p>"Estimulante o encontro face a face e as pesquisas com resultados recentes (como a dos índios em Oriximná e aborígenes na Austrália). Diferentes contextos das capitais culturais foram revelados e problematizados. A disponibilização dos conteúdos dos debates online deixa lastro à resistência da diversidade cultural como campo para a mediação da arte. A participação do público reacende o embate entre o “comum” e o “disciplinar”, que abordei especificamente em minha fala no encontro em São Paulo, onde também expus elementos sobre o papel da arquitetura museal e os limites do monumental. O desejável agora é “regar” em curto prazo os diálogos <span>despertados </span><span>e as novas vozes</span><span> ouvidas.<br /></span><span>A expansão para cidades fora de São Paulo expande os temas já estruturados no Grupo de Pesquisa do Fórum Permanente. Artistas e não-artistas vêm se questionando sobre todo o sistema da arte e em especial sobre o papel dos museus na arte contemporânea, e assim teoria e prática se tocaram".<br /></span><span><strong>(Márcia Ferran - Universidade Federal Fluminense)</strong></span></p>
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<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: 1-Leonor Calasans/IEA; 2-Diego de Kerchove/Fórum Permanente; 3 e 5-Leonardo Assis/ Fórum Permanente; 4-marcosrg/Flicker</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arquitetura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pedagogia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Design</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-24T16:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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