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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 61 to 75.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/livro-postumo-de-clarice-lispector-e-tema-de-exposicao">
    <title>Livro póstumo de Clarice Lispector é tema de exposição</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/livro-postumo-de-clarice-lispector-e-tema-de-exposicao</link>
    <description>“Escreverei em direção ao ar” pode ser visitada até 27 de março, no Espaço Cultural do IEA-RP</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-ebc2a7e9-7fff-4dcb-dfab-9ad89bf430d1"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Escrevereiemdireoaoar800x5301.png/@@images/a233f911-d490-4fd6-998c-e91f54de3e33.png" alt="" class="image-left" title="" />O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/cultural/"><span>Espaço Cultural do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP</span></a><span> recebe a partir do dia 11 de março a exposição “Escreverei em direção ao ar”, da artista e professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, Lucília Abrahão. As visitas são gratuitas e podem ser feitas até 27 de março, das 8h30 às 16h30.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As obras, produzidas antes e depois da pandemia de covid-19, utilizam técnicas mistas -  como giz, aquarela, esferográfica e acrílica - em diversas materialidades, como papel e tecido com diferentes texturas. Nelas, a artista traça e tensiona um diálogo com “Um sopro de vida – pulsações”, livro póstumo de Clarice Lispector, em especial com os efeitos de </span>(des)encontro, descoberta, enigma, amor e desejos inalcançados que o encontro do narrador com Ângela proporciona.</p>
<p dir="ltr"><span>Na abertura, que será realizada no dia 8 de março, a partir das 19h, a atriz Eme Barbassa fará uma leitura dramática de trechos da obra de Clarice Lispector. Na ocasião, os professores Soraya Maria Romano Pacífico, da FFCLRP-USP, e Fábio Scorsolini, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, que estudam a obra da autora, também participam de um debate sobre o tema. A coordenação e a expografia são assinadas pela artista visual Yolanda Cipriano. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Lucília Maria Abrahão e Sousa é graduada em Letras e atua como docente na FFCLRP-USP, onde dedica-se a estudar as relações entre psicanálise, sujeito e arte. Nos últimos vinte anos, frequentou os ateliês de pintura com Waldomiro Sant´Anna, de modelo vivo com Ênio Scheff, de pintura em porcelana com Adriana Amaral, de aquarela com Ubirajara Junior e de escultura no Atelier Emergências Poéticas com Guido Catalans. Participou de diversas exposições coletivas e individuais. Em 2023, recebeu o Prêmio Destaque na 48º Semana Cândido Portinari, em Brodowski. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O Espaço Cultural do IEA-RP fica localizado no campus da USP Ribeirão Preto, na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina. Mais informações sobre a exposição: iearp@usp.br.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literature</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-05T16:25:22Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/novas-titulares-catedra-olavo-setubal">
    <title>Semeando como as cutias: a posse de três mulheres indígenas na Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/novas-titulares-catedra-olavo-setubal</link>
    <description>As indígenas Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites tomaram posse como novas titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências no dia 1º de março, em cerimônia na Sala do Conselho Universitário.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/posse-de-indigenas-na-catedra-olavo-setubal-1o-3-24-1/image" alt="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 1" title="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 1" height="376" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A partir da esq., Francy Baniwa, Arissana Pataxó e  Sandra Benites</dd>
</dl></p>
<p>"Não estaremos sós. Seremos como as cutias fazendo caminhos e plantando sementes, como a da universidade indígena." Assim <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arissana-pataxo-braz">Arissana Pataxó</a> definiu como será a atuação dela, de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa">Francy Baniwa</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites">Sandra Benites</a> como titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria do IEA com a <a class="external-link" href="https://www.fundacaoitau.org.br/">Fundação Itaú</a>.</p>
<p><span>As três indígenas tomaram posse na cátedra em cerimônia no dia 1º de março, na Sala do Conselho Universitário, prestigiada por dirigentes da USP, do IEA  e da Fundação Itaú, além de representantes de outras instituições e integrantes de vários povos originários.</span></p>
<p><span>Na abertura da solenidade, o coordenador acadêmico da cátedra</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann">Martin Grossmann</a><span>, celebrou as contribuições da titular anterior, a escritora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo">Conceição Evaristo</a><span>, que não pode comparecer à cerimônia por questões pessoais. </span><span>Ele destacou os trabalhos desenvolvidos por Conceição para discussões teóricas sobre o conceito de escrevivência (criado por ela), inclusive na formação e orientação de um grupo de estudos sobre o tema com jovens pesquisadores.</span></p>
<p><span>Para ele, "a escrevivência constitui o kernel de uma nova episteme”. </span><span>Mudanças como essa nos modos de representação “precisam ser expandidas de modo multicultural, e a cátedra se insere nesse processo", afirmou.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-trinca-indigenas" class="external-link">Mulheres indígenas tomam posse em 1º de março como titulares da Cátedra Olavo Setubal</a><br /><i>20/2/24</i></li>
</ul>
<p><strong>Artigo</strong></p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="https://www.revista-pub.org/post/03032024">O Caminho da Cutia Chega à Academia</a>", de Elizabeth Harkot de La Taille (FFLCH-USP)<br /><i>Publicado em 3/3/24 na Revista PUB Diálogos Interdisciplinares, do Instituto Brasileiro de Advocacia Pública</i> </li>
</ul>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/noticias-1" class="external-link"><br />Leia outras notícias sobre a Cátedra Olavo Setubal</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Grossmann destacou o fato de a titular anterior e as novas serem educadoras que têm como referência suas territorialidades, a diversidade e as desigualdades do país. “As especificidades dos contextos, as tradições e cosmogonias importam e muito”, considerou.</p>
<p><strong>Inovação</strong></p>
<p>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonski</a>, disse que estamos num momento em que ocorre um movimento transformador na universidade e na sociedade brasileira. Ele associou a cátedra, os pesquisadores que a ocuparam e as instituições envolvidas a um espírito inovador próprio da juventude.</p>
<p>“A USP, que comemora 90 anos, é jovem no contexto da comunidade universitária global, que se aproxima de seu milênio de existência. A Fundação Itaú foi criada em 2019. A cátedra também é jovem. Sua atividade inaugural em 2015 foi o apoio à criação de uma rede global de jovens pesquisadores numa iniciativa com a Universidade de Nagoya, a Intercontinental Academia, no âmbito da <a href="http://www.ubias.net/">Ubias</a>, rede de institutos de estudos avançados vinculados a universidades nos cinco continentes.”</p>
<p>Para ele, a titularidade de jovens mulheres indígenas constitui-se em mais uma ação que valoriza a potência da juventude, assim como outras iniciativas promovidas por titulares anteriores, que favoreceram a formação de jovens em várias áreas.</p>
<p><strong>Ancestralidades</strong></p>
<p>O presidente da Fundação Itaú, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron">Eduardo Saron</a>, frisou que a cerimônia marcava a transição entre a ancestralidade afro-brasileira, representada pela atuação de Conceição Evaristo, e ancestralidade indígena, com as novas titulares.</p>
<p>Ele destacou o espírito público da parceria entre a fundação e e a USP. “Um espírito público tão necessário e tão ausente de algumas universidades e fundações empresariais. Nunca fomos tratados como patrocinadores. Sempre houve uma troca profunda. Pudemos oxigenar o IEA com uma certa ousadia e sermos oxigenados a cada caminho que a cátedra tomava.”</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/neca-setubal">Maria Alice Setubal</a>, filha de Olavo Setubal, participou da cerimônia representando a família do patrono da cátedra. Neca, como é mais conhecida, manifestou sua satisfação pelo fato de a cátedra abrigar titulares tão diversos ao longo desses seus dez anos de existência, associando isso à personalidade de seu pai, que “gostava de conversar com pessoas que pensassem diferente dele”.</p>
<p>Ao lembrar de titulares anteriores, ela citou o “trabalho incrível" feito por Conceição Evaristo com vários estudantes, dando continuidade ao engajamento de jovens realizado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliana-sousa-silva">Eliana Sousa Silva</a> durante sua <span>passagem pela cátedra, em 2018.</span></p>
<p>“Agora com as três indígenas, a cátedra dá mais um passo na sua articulação com a sociedade brasileira ao reconhecer a importância dos povos originários e a necessidade de salvaguardar a Amazônia e saberes culturais e artísticos.”</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/posse-de-indigenas-na-catedra-olavo-setubal-1o-3-24-2/image" alt="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 2" title="Posse de indígenas na Cátedra Olavo Setubal - 1º/3/24 - 2" height="291" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Participantes da cerimônia (a partir da esq.): Martin Grossmann, Maria Alice Setubal, Maria Arminda do Nascimento Arruda, Guilherme Ary Plonski, Eduardo Saron, Ana Maria Rabelo Gomes e, ao fundo, as três novas catedráticas</dd>
</dl></p>
<p><strong>Momento especial</strong></p>
<p><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-maria-rabelo-gomes">Ana Maria Rabelo Gomes</a><span>, da UFMG, paraninfa das novas titulares, a cátedra se encontra em um momento especial e singular de suas atividades, com três pesquisadoras indígenas sucedendo a uma escritora negra. “Mulheres negras e indígenas, silenciosas e silenciadas por tanto tempo, agora alcançam um público cada vez maior e diversificado.”</span></p>
<p><span>É recente a busca, em fontes documentais, de informações sobre o papel desempenhado pelas mulheres indígenas, segundo Ana Maria. Ela afirmou que esse papel vai bem além das diversas práticas na vida cotidiana, como na agricultura e nas ações de cura e cuidados com pessoas e animais, ampliando-se hoje com a presença de mulheres indígenas em diferentes posições públicas.</span></p>
<p>Ana Maria espera que a produção das três titulares venha a integrar o rol de colaborações para a elaboração da proposta de uma universidade indígena, iniciativa “assumida pelo ministro da Educação e prevista para implementação no atual mandato presidencial”.</p>
<p><strong>Resistência</strong></p>
<p>Foi com grande emoção que as novas titulares fizeram seus discursos de posse. Arissana Pataxó lembrou a luta de seu povo e de tantas outras etnias, que por tanto tempo resistiram. Agradeceu à luta de todos os povos pelo acesso dos indígenas ao ensino superior. A comparação que fez entre o trabalho disseminador que farão na cátedra com a atuação das cotias na natureza foi uma referência ao projeto que propuseram: <span>“</span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/caminhos-da-cutia-territorios-e-saberes-das-mulheres-indigenas/programa-caminho-da-cutia">Caminho da Cutia: Territórios e Saberes das Mulheres Indígenas</a><span>”.</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa">Francy Baniwa</a><span> lembrou a importância dos movimentos indígenas, seja no nível regional e comunidades que abarcam, seja em nível federal. Oriunda do Alto Rio Negro, no Amazonas, disse que está trazendo seu território para dentro da USP. "É um privilégio estarmos nessa casa e trazermos nosso conhecimento como mulheres indígenas. Queremos trazer nossas narrativas, nossa cosmologia, afirmar que temos uma ciência, nossa forma de pensar e repensar o mundo em que vivemos", disse.</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites">Sandra Benites</a>, que é diretora de Artes Visuais da Funarte, lembrou que sua participação na cátedra envolveu muito diálogo e superação de questões burocráticas. Ressaltou a longa caminhada das três até chegar na posição assumida na cátedra, "e para onde a gente vai sempre carregamos nossa comunidade, filhos, mães, nosso povo".</p>
<p>"Fiquei pensando que hoje é um dia especial para juntar o nosso mundo e o mundo dos juruas [termo usado pelos guaranis para se referir aos não indígenas]. E a universidade deveria se sentir privilegiada por nos receber aqui", afirmou.</p>
<p><strong>Renovação</strong></p>
<p>Em sua fala de encerramento da cerimônia, a vice-reitora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-arminda-nascimento-arruda">Maria Arminda do Nascimento Arruda</a> frisou que a Cátedra Olavo Setubal se insere no esforço da USP em promover a inclusão. Ela agradeceu a Conceição Evaristo pela contribuição durante sua titularidade e saudou as novas ocupantes da cátedra: "As três representam toda a história de todas as mulheres, não só as indígenas, e o percurso das mulheres na vida pública".</p>
<p>Para Maria Arminda, a USP se renova com experiências como a participação das novas titulares: "Cultura de fato pressupõe ousadia e a USP tem se renovado nesse sentido. Não formaremos as novas gerações se estivermos de costas para as culturas que são fundamentais na constituição de um cânone renovado da cultura e das ciências".</p>
<p>A vice-reitora disse que diante dos preparativos para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em novembro de 2025, em Belém (PA), "urge que tomemos medidas que valorizem o protagonismo e saberes dos povos originários, que foram ao longo do tempo os verdadeiros guardiões de nossa biodiversidade".</p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Fotos: Breno Rocha Queiroz/IEA-USP</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-04T19:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/viajante-bagagem-saramago-cronista">
    <title>O Viajante e sua Bagagem: José Saramago Cronista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/viajante-bagagem-saramago-cronista</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O ano de 2023 marca meio século da publicação de <i>A Bagagem do Viajante</i>, o livro de crônicas mais conhecido de José Saramago. Este seminário tem por objetivo comemorar essa data, em que especialistas apresentarão e discutirão toda a produção de cronista do mestre português, que inclui, além da obra citada, <i>Deste Mundo e do Outro</i> (1971), <i>Os Apontamentos</i> (1976), <i>Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido</i> (1979), <i>Moby Dick em Lisboa</i> (1996) e <i>Folhas Políticas</i> (1976-1998). Outras obras abordadas serão <i>Cadernos de Lanzarote </i>e<i> As Pequenas Memórias.</i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-27T13:05:14Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/natureza-cultura-andina-concepcoes-doutrinaria-jesuiticas">
    <title>Natureza, Cultura Andina e Concepções Doutrinárias Jesuíticas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/natureza-cultura-andina-concepcoes-doutrinaria-jesuiticas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O livro<strong> </strong>a ser apresentado, <strong><i>Naturaleza, cultura andina y concepciones doctrinales jesuíticas. Las iglesias del Lago Titicaca en Chucuito tardo colonial</i></strong>, reúne as pesquisas de tese de doutorado da Dra. Carla Maranguello, orientada pelo Prof. Ricardo González, e defendida em 2021 na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires.<strong></strong></p>
<p>Aborda o estudo de um corpus de igrejas coloniais erguidas entre meados do século XVII e meados do século XVIII, localizadas às margens sudoeste do Lago Titicaca, na província peruana de Chucuito, principalmente nas cidades de Juli, Pomata e Zepita. O principal interesse da obra reside na localização geográfica das igrejas e nas ligações com a ontologia animista, no uso do mundo natural em fontes doutrinárias, na iconografia fitomórfica e zoomórfica da ornamentação arquitetónica e nas particularidades da doutrinação jesuíta.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-20T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/posse-trinca-indigenas">
    <title>Mulheres indígenas tomam posse em 1º de março como titulares da Cátedra Olavo Setubal</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/posse-trinca-indigenas</link>
    <description>"Cerimônia de Posse das Lideranças Indígenas como Titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência" será realizada no dia 1º de março, às 10h, na Sala do Conselho Universitário.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:550px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/arissana-pataxo-francy-baniwa-e-sandra-benites-janeiro-2024/image" alt="Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites - janeiro/2024" title="Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites - janeiro/2024" height="388" width="550" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:550px;">As catedráticas de 2024 (a partir da esq.): Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites</dd>
</dl></p>
<p>As líderes indígenas Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites tomam posse no dia <strong>1º de março, às 10h</strong>, como novas titulares da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, parceria do IEA com o Itaú Cultural. A cerimônia (aberta ao público) será realizada na Sala do Conselho Universitário da USP e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet. Para acompanhar presencialmente, é necessário realizar <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd3dNL2Vgytotd3hOZd4d0GaJE9zqzrpHehSpG7iB0YLaBgqw/viewform">inscrição prévia</a>.</p>
<p>As três desenvolverão o programa de pesquisa “<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/caminhos-da-cutia-territorios-e-saberes-das-mulheres-indigenas/programa-caminho-da-cutia" class="external-link">Caminho da Cutia: Territórios e Saberes      das Mulheres Indígenas</a>”, que tratará dos conhecimentos e atividades das mulheres indígenas a partir de experiências em diversas áreas, do      trabalho das parteiras à produção de cerâmica, do cultivo de roças à      educação escolar, como também de suas atuações na política, na academia,      nas artes e em outras áreas.</p>
<p><span>A ideia é propiciar espaços, interações e      ações que contribuam para um diálogo frutífero entre a Universidade e os      povos indígenas, no que concerne aos conhecimentos propriamente ditos, mas      também aos modos de conhecer e de transmitir conhecimentos. Ao longo de      2024, as catedráticas pretendem proporcionar tanto o compartilhamento de      saberes e cosmovisões de suas próprias etnias com os não-indígenas, quanto também trocas e aproximações entre diferentes povos indígenas.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><span>Relacionado</span></h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cosacc-titulares2024" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal terá 3 mulheres indígenas como titulares em 2024</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><strong>Perfis</strong></span></p>
<p><span>Artista visual, professora e pesquisadora, </span>Arissana nasceu em Porto Seguro (BA) e integra a etnia pataxó. É <span>mestre em estudos étnicos e africanos pela UFBA, onde desenvolve pesquisa de doutorado em artes visuais, área de sua graduação na mesma universidade. Em seu trabalho artístico, trata da realidade indígena e de sua interação com outras realidades contemporâneas, fazendo uso de várias técnicas e suportes.  interação.</span></p>
<p>Francy Baniwa é <span>antropóloga, escritora, fotógrafa, cineasta e doutoranda em antropologia social na UFRJ, onde tornou-se mestre na mesma área, depois de graduar-se em sociologia pela Universidade Federal do Amazonas. </span><span>Ela faz parte da comunidade Wanaliana, </span><span>na Terra Indígena Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM), e têm atuado no movimento indígena da região há mais de 10 anos. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Doutoranda em antropologia na UFRJ, Sandra Benites é diretora de Artes Visuais da Funarte e atua como curadora de arte, educadora a ativista do povo guarani nhandeva. Natural da Terra indígena Porto Lindo, em Japorã (MS), tornou-se m</span><span>estre em antropologia social pelo programa de pós-graduação do Museu Nacional da UFRJ. Foi <span>curadora adjunta de Arte Brasileira no Museu de Arte de São Paulo </span><span style="text-align: justify; ">Assis Chateaubriand</span><span> (Masp).</span></span></p>
<p><span><strong>Despedida</strong></span></p>
<p>A cerimônia terá também discurso de despedida da escritora e educadora Conceição Evaristo, titular da cátedra em 2022 e 2023, e exposição da educadora <span>Ana Maria Rabelo Gomes, da UFMG, paraninfa das três novas titulares.</span></p>
<p><span>A abertura do evento terá falas institucionais de: Martin Grossmann, coordenador acadêmico da cátedra; Roseli de Deus Lopes, vice-diretora do IEA; Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú; Maria Alice Setubal, representante da família Setubal; e Maria Arminda do Nascimento Arruda, vice-reitora da USP. </span></p>
<p><i> </i></p>
<hr />
<p><i><strong>Cerimônia de Posse das Lideranças Indígenas como<br /></strong></i><i><strong>Titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência<br /></strong></i><i>1º de março, 10h<br /></i><i>Sala do Conselho Universitário, rua da Reitoria, 374, Cidade Universitária, São Paulo <br /></i><i>Participação presencial mediante <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd3dNL2Vgytotd3hOZd4d0GaJE9zqzrpHehSpG7iB0YLaBgqw/viewform">inscrição online prévia</a>. Transmissão ao vivo pela internet (não é preciso se inscrever)<br /></i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/posse-das-liderancas-indigenas-como-titulares-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Foto: Leonor Calasans, com edição de Tie Ito, ambas do IEA-USP</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-20T15:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-regeneracao-rios-urbanos">
    <title>UrbanSus - Cultura, Cuidado e Regeneração de Rios Urbanos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/urbansus-regeneracao-rios-urbanos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A regeneração de rios urbanos é um dos principais desafios para a saúde e o bem viver nas cidades globais e no campo. Em São Paulo, a maior parte dos diversos rios e córregos que deságuam nos rios Tietê e Pinheiros continua poluída, encoberta e esquecida. No entanto, desde a última década, uma série de movimentos e iniciativas na sociedade civil e na pesquisa acadêmica, bem como propostas de políticas públicas têm consolidado a pauta dos rios urbanos como central para a justiça ambiental, qualidade de vida e sustentabilidade em tempos de emergência climática.</p>
<p>A literatura científica sobre o tema tem apontado diversos processos bem-sucedidos de regeneração de rios em cidades globais como o Tâmisa, em Londres, o Sena, em Paris, o Cheonggyecheon, em Seul, entre vários outros, principalmente no Norte Global. Indicam também a importância da integração das políticas de saneamento básico com as de moradia, igualdade de gênero, educação ambiental, produção artística, participação e engajamento comunitário para uma nova cultura de cuidado das águas.</p>
<p>Nesse evento, reunimos pesquisadores, artistas e ativistas em torno de movimentos em São Paulo e no Brasil, fortalecendo as redes de cuidado e <i>advocacy</i> pela regeneração de rios urbanos.</p>
<p><strong>Coordenação: </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandro-soares-da-silva" class="external-link">Alessandro Soares da Silva</a> (EACH/IEA-USP); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/janina-onuki" class="external-link">Janina Onuki</a> (FFLCH/IEA-USP); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoak/kelly-agopyan" class="external-link">Kelly Komatsu Agopyan</a> (CS-USPCG-IEA); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-lombardi-filho" class="external-link">Pedro Lombardi Filho</a> (CS-USPCG-IEA); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pedro-roberto-jacobi" class="external-link">Pedro R. Jacobi</a> (IEE/IEA-USP); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vivian-blaso" class="external-link">Vivian Blaso</a> (CS-USPCG-IEA); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/victor-kinjo" class="external-link">Victor Kinjo</a> (CS-USPCG-IEA) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wanda-risso-gunther" class="external-link">Wanda Günther</a> (CS-USPCG-IEA)</p>
<p><strong>Organização: </strong> Kelly Komatsu Agopyan (CS-USPCG-IEA); Pedro Lombardi Filho (CS-USPCG-IEA); Vivian Blaso (CS-USPCG-IEA) e Victor Kinjo (CS-USPCG-IEA)</p>
<h3><strong>Transmissão:</strong></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>UrbanSus</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Centro de Síntese USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS05 - Igualdade de Gênero</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS10 - Redução das Desigualdades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poluição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS03 - Saúde e Bem-Estar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS11 - Cidades e Comunidades</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-19T15:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/exposicao-destaca-riqueza-da-arte-preta-no-interior-de-sp">
    <title>Exposição destaca riqueza da arte preta no interior de SP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/exposicao-destaca-riqueza-da-arte-preta-no-interior-de-sp</link>
    <description>Mostra "Auto Retrato, Alvo Retrato: Processos Presentes" pode ser visitada até 29 de fevereiro no Espaço Cultural do IEA-RP
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-61f49755-7fff-3434-048d-056ddbb6cfc1"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/autoretratositeinterna.png/@@images/df66495b-bd83-4742-8c5d-4811893ea978.png" alt="" class="image-left" title="" />O </span><a href="https://rp.iea.usp.br/cultural/"><span>Espaço Cultural do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP</span></a><span> recebe até o dia 29 de fevereiro o projeto "Auto Retrato, Alvo Retrato: Processos Presentes".</span></p>
<p dir="ltr"><span>A exposição, que já passou pelas cidades de Pradópolis, Guariba, Franca e Batatais, traz obras dos artistas Maria Helena Ramos e Jaime Domingos Cruz Macalé, que juntamente com os artistas e curadores Emaye Natalia Marques e Betto Souza, apresentarão 30 obras explorando temas como memórias, família, resistência e afetividade, destacando a riqueza da arte preta no interior de São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>"Auto Retrato, Alvo Retrato: Processos Presentes" é estruturada em dois eixos metafóricos que dão nome à exposição, refletindo sobre a importância de olhar para o passado para traçar nosso caminho. A exposição foi aprovada pelo edital Proac Nº 10/2022 – Artes Visuais / Circulação de Exposição.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A visitação é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta, das 8h30 às 16h30. O Espaço Cultural fica localizado no campus da USP Ribeirão Preto, na Rua Pedreira de Freitas, casa 20, próximo ao Prédio Central da Faculdade de Medicina.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações: </span><a href="mailto:iearp@usp.br"><span>iearp@usp.br</span></a><span> ou na </span><a href="https://www.instagram.com/autoretratoalvoretrato/"><span>página da mostra no Instagram</span></a><span>. </span></p>
<div><span><br /></span></div>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-16T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/auto-retrato-alvo-retrato-processos-presentes">
    <title>Auto Retrato, Alvo Retrato: Processos Presentes</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/exposicoes/auto-retrato-alvo-retrato-processos-presentes</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr">A exposição já passou pelas cidades de Pradópolis, Guariba, Franca e Batatais e traz obras dos artistas Maria Helena Ramos e Jaime Domingos Cruz Macalé, que juntamente com os artistas e curadores Emaye Natalia Marques e Betto Souza, apresentarão 30 obras explorando temas como memórias, família, resistência e afetividade, destacando a riqueza da arte preta no interior de São Paulo.</p>
<p dir="ltr">"Auto Retrato, Alvo Retrato: Processos Presentes" é estruturada em dois eixos metafóricos que dão nome à exposição, refletindo sobre a importância de olhar para o passado para traçar nosso caminho. A exposição foi aprovada pelo edital Proac Nº 10/2022 – Artes Visuais / Circulação de Exposição.</p>
<p dir="ltr">A visitação é gratuita e pode ser feita de segunda a sexta, das 8h30 às 16h30.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Exposição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Afro-Brasileiros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-16T13:34:58Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/cosacc-titulares2024">
    <title>Cátedra Olavo Setubal terá 3 mulheres indígenas como titulares em 2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/cosacc-titulares2024</link>
    <description>As artistas e ativistas indígenas Arissana "Pataxó" Braz, Francy Baniwa e Sandra Benites serão as titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência em 2024.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; ">O Comitê de Governança da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências escolheu para a titularidade de 2024 três mulheres indígenas que se destacam nas artes, educação, ecoagricultura, pesquisa antropológica e defesa da cultura e direitos dos povos indígenas. Arissana Pataxó, Francy Baniwa e Sandra Benites irão liderar o programa "<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/caminhos-da-cutia-territorios-e-saberes-das-mulheres-indigenas/programa-caminho-da-cutia" class="external-link">Caminho da Cutia: Territórios e Saberes das Mulheres Indígenas</a>". A tríade substituirá a escritora e professora Conceição Evaristo, titular em 2022 e 2023.</p>
<p style="text-align: left; "><span>A escolha das três revestiu-se de caráter comemorativo, uma vez que em abril terá início o 10º ano de existência da cátedra. O Comitê de Governança entende, em consenso, que essa titularidade terá "alta probabilidade de impacto, na universidade e na sociedade, ao ser formada por jovens lideranças femininas oriundas de povos originários - temática ainda não contemplada nas titularidades anteriores -, a partir da composição de um trio de mulheres indígenas de diferentes regiões do país".</span></p>
<p style="text-align: left; "><span>O diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski, e o coordenador acadêmico da cátedra, Martin Grossmann, integrantes do comitê, manifestaram que, "sempre em consonância com as políticas universitárias e dinâmicas sócio-culturais glocais", a titularidade das três precisará investir em diálogos, interações e ações que "contribuam para um frutífero diálogo e intercâmbio entre a Universidade e os saberes e cosmovisões de povos originários do Brasil".</span></p>
<p style="text-align: left; ">Os dois destacaram o entusiasmo dos dirigentes da cátedra com a titularidade deste ano, que "certamente trará à USP novos desafios e a possibilidade de qualificar ainda mais, interna e externamente, sua interação com a diversidade multicultural do Brasil".</p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/arissana-braz" alt="Arissana &quot;Pataxó&quot; Braz" class="image-right" title="Arissana &quot;Pataxó&quot; Braz" /></strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Arissana Pataxó</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Pertencente à etnia pataxó, Arissana nasceu em Porto Seguro (BA) e é artista visual, professora e pesquisadora.  É doutoranda em artes visuais na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde obteve o título de mestre em estudos étnicos e africanos e graduou-se em artes visuais.</p>
<p style="text-align: left; ">Sua produção artística está relacionada à sua convivência familiar, com seu povo e com outros povos indígenas. Ela utiliza várias técnicas e suportes para tratar da realidade indígena e de sua interação outras realidades contemporâneas.</p>
<p style="text-align: left; ">Arissana costuma dizer que suas primeiras referências artísticas surgiram a partir de memórias da infância "às margens do rio".  Aos 16 anos, mudou-se para a aldeia urbana de Coroa Vermelha.</p>
<p style="text-align: left; ">Ela realizou sua primeira exposição individual ("Sob Olhar Pataxó") em 2007, no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA. Desde então, participou de diversas exposições no Brasil, Portugal, Noruega, Reino Unido e Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: left; ">Arissana atua na educação escolar indígena desde 2002, colaborando também com a formação de professores e a produção de materiais didáticos. Ao longo de seus estudos, desenvolveu atividades de extensão de arte-educação com seu povo e outros povos indígenas da Bahia.</p>
<p><strong><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/francy-baniwa" alt="Francy Baniwa" class="image-left" title="Francy Baniwa" /></strong></strong></p>
<p style="text-align: left; "><strong>Francy Baniwa (Francineia Bitencourt Fontes)</strong></p>
<p style="text-align: left; ">Integrante da comunidade Wanaliana, na Terra Indígena Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira (AM), Francy é antropóloga, escritora, fotógrafa e cineasta. Atua há mais de uma década no movimento indígena do rio Negro.</p>
<p style="text-align: left; ">É doutoranda em antropologia social na UFRJ, onde obteve o título de mestre na mesma área. Graduou-se e licenciou-se em sociologia na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Em suas pesquisas, busca relacionar os saberes ancestrais de seu povo com as teorias acadêmicas. Dedica-se às áreas de etnologia indígena, mitologia, conhecimentos tradicionais, fotografia e audiovisual.</p>
<p style="text-align: left; ">Francy dirigiu o documentário "Kupixá Asui Peé Itá — A Roça e seus Caminhos", de 2020, e escreveu, em parceria com seu pai, Francisco Baniwa, o livro "Umbigo do Mundo" (2023), ilustrado por seu irmão, Frank Baniwa.</p>
<p style="text-align: left; ">Ela coordenou o Departamento de Mulheres Indígenas do Rio Negro da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro e o projeto "Vida e Arte das Mulheres Baniwa: Um Olhar de Dentro para Fora", no âmbito de acordo de cooperação técnica entre a Funai e a Unesco. O projeto foi retomado em 2023 com vista a qualificar as peças do primeiro acervo indígena da Funai, produzir uma exposição virtual e publicar um catálogo fotográfico e documentários sobre roça, cerâmica e tucum (artesanato com fibra de palmeira de mesmo nome nativa da Amazônia).</p>
<p style="text-align: left; ">No momento, Francy coordena também o projeto ecológico pioneiro Amaronai Itá – Kunhaitá Kitiwara, para a produção de absorventes de pano, com a finalidade de possibilitar dignidade mestrual e empoderamento das mulheres do território indígena alto-rio-negrino.</p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sandra-benites-2023" alt="Sandra Benites - 2023" class="image-right" title="Sandra Benites - 2023" />Sandra Benites</strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Nascida na Terra Indígena Porto Lindo, em Japorã (MS), Sandra é antropóloga, curadora de arte, educadora e ativista do povo guarani nhandeva. Atualmente é diretora de Artes Visuais da Fundação Nacional de Artes (Funarte).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Sandra obteve seu diploma no curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica da Universidade Federal de Santa Catarina. É mestra em Antropologia Social pelo programa de pós-graduação do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com trabalho em que confere protagonismo às histórias coletivas das mulheres indígenas, jogando luz sobre as narrativas e o modo de “caminhar no mundo” (guata) das mulheres Guarani Nhandewa. Desde 2019 vem desenvolvendo pesquisa de doutorado na UFRJ.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Foi professora de arte de ensino fundamental na comunidade guarani de Aracruz (ES), coordenadora pedagógica na Secretaria de Educação em Maricá (RJ) - assessorando escolas indígenas -, curadora adjunta de Arte Brasileira no Museu de Arte de São Paulo <span style="text-align: justify; ">Assis Chateaubriand</span> (Masp) - onde participou da exposição "Histórias Brasileiras" - e curadora do Museu de Culturas Indígenas de São Paulo.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Realizou a curadoria das exposições “Dja Guata Porã: Rio de Janeiro Indígena”, no Museu de Arte do Rio (MAR), e “Sawé”, organizada no Sesc Ipiranga, em São Paulo (SP). Também foi curadora, em parceria com a artista Salissa Rosa, da exposição "Nhe'ẽ Se", na Caixa Cultural de Brasília (DF).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Suas propostas curatoriais enfatizam cosmovisões indígenas e estão centradas no protagonismo das mulheres indígenas. Nas áreas de educação e pesquisa, dedica-se às problemáticas do ensino bilíngue indígena e à dificuldade desse ensino em abarcar as particularidades e identidade das comunidades guaranis. Benites também se destaca na defesa dos direitos dos indígenas, especialmente no que se refere à educação dos guaranis e à demarcação de seus territórios.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Ela lecionou em várias instituições americanas, entre as quais as Universidades de Indiana, Tufts e Harvard, e teve trabalhos publicados nos sites do Hammer Museum da Universidade da Califórnia em Los Angeles, do Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova York e do Peabody Museum da Universidade Harvard.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">No final de 2022 e início de 2023, ela e a artista Anita Ekman foram as curadoras da exposição "Ka'a Body: Cosmovision of the Rainforest", organizada por parceria entre as galerias Paradise Row, de Londres, e Radicants, de Paris. Nesse trabalho, elas examinaram como as mulheres na arte contemporânea indígena e brasileira estão transformando a imaginação global sobre as florestas e seus habitantes, humanos e não humanos.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Fotos (a partir do alto): Jussimar Guedes; Idjahure Terena; e Rodrigo Avelar</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-24T12:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-cortejo-ilu-oba-de-min-apresentacao-musical-com-larissa-luz-e-ilu-oba-de-min-15-12-2023">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência - Cortejo Ilu Obá De Min + Apresentação musical com Larissa Luz e Ilú Obá De Min - 15/12/2023 - Noite</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-cortejo-ilu-oba-de-min-apresentacao-musical-com-larissa-luz-e-ilu-oba-de-min-15-12-2023</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-03T16:38:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-15-12-2023">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência - 15/12/2023 </title>
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    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-01-02T18:54:15Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-de-conceicao-evaristo">
    <title>Conceição Evaristo funde Kwanzaa e escrevivência para propor outros mundos possíveis</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-de-conceicao-evaristo</link>
    <description>A escritora e educadora Conceição Evaristo fez a conferência "Escrevivência e Criação de Mundos Possíveis" na abertura do Festival Kwanzoo-Escrevivência, no dia 13 de dezembro, no Itaú Cultural.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-13-12-23/image" alt="Conceição Evaristo - 13/12/23" title="Conceição Evaristo - 13/12/23" height="517" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Conceição Evaristo: ''Só a reorganização da sociedade e de suas instituições possibilitará a destruição do racismo estrutural''</dd>
</dl></p>
<p><span>"Temos a intenção bastante explícita de empretecer espaços brancos com a nossa corporeidade preta em seus múltiplos sentidos. E assim redesenhamos nas linhas fixas das instituições por onde passamos, onde estamos, novos traços, novas marcas, para ajudar a compor o rosto multifacetado da nação brasileira."</span></p>
<p>Assim a escritora e educadora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo" class="external-link">Conceição Evaristo</a> ressaltou a importância da participação de mulheres negras e homens negros nas mais diferentes instituições do país. Ela fez essa afirmação na conferência <i>Escrevivência e Criação de Mundos Possíveis</i>, com a qual abriu o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia" class="external-link">Festival Kwanzaa-Escrevivência</a>, no dia 13 de dezembro.</p>
<p>Realizado de 13 a 15 de dezembro no Itaú Cultural (abertura) e em três lugares da USP - IEA; Escola de Arte, Ciência e Humanidades (Each); e Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) -, o festival celebrou as atividades ocorridas na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a> durante o um ano e meio em que Evaristo foi sua titular.</p>
<p>Nesse período, ela e os jovens pesquisadores participantes <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia" class="external-link">Grupo de Estudos Escrevivência: Corpu(s) Estéticos em Diferença</a> com certeza imprimiram "novos traços, novas marcas" nas linhas que definem a atuação do IEA, da própria USP e do Itaú Cultural, parceiros na implantação e funcionamento da cátedra. Aos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de estudos, somaram-se a criação de uma disciplina de pós-graduação, um curso de extensão para docentes de educação básica, seminários, palestras e participação em eventos diversos, sempre com a intenção de promover a reflexão sobre epistemologias afro-diaspóricas.</p>
<table class="tabela-direita-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Celebração, reflexão política, identidades e direitos humanos</h3>
<p>Na cerimônia de abertura do festival, o coordenador acadêmico da cátedra, Martin Grossmann, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, saudou a realização como um momento de reflexão crítica e política, além de seu aspecto de celebração: "Estamos festejando um ano e meio de intensas atividades de Conceição Evaristo, sempre com o suporte do jovem grupo de estudos, hoje com 13 integrantes, coordenados por ela e supervisionados por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/calila-das-merces-1" class="external-link">Calila das Mercês</a>. São jovens que devem se tornar líderes em suas áreas; uma das missões da cátedra é a formação de líderes".</p>
<p>O diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, comentou que a Kwanzaa, em sua comemoração anual de 26 de dezembro a 1º de janeiro, ocorre num momento de outras duas celebrações marcantes: o Natal, para os cristãos, e o Hanuká, para os judeus. "Uma das coisas que essas três celebrações têm em comum é o vínculo com a luz, com a luminosidade. E há o simbolismo a partir dos candelabros do Kwanzaa e do Hanuká". No primeiro caso, o candelabro Kinara contém sete velas associadas a igual número de princípios e dias de celebração. O candelabro Hanukiá, com nove velas, é utilizado nos oitos dias do Hanuká, que este ano transcorreu de 7 a 15 de dezembro, terminando exatamente no terceiro dia do festival organizado pela cátedra.</p>
<p>"As três festividades celebram identidades, especificidades e tradições. O Kwanzaa, um termo da lingua suaíli, tem o significado de primeiros frutos da colheita, e o Hanuká, num de seus dois sentidos, significa inauguração, reinauguração, novo começo. Junto com o Natal, as três celebrações, têm outro aspecto comum: marcar que todos somos seres humanos, com razões, emoções e intenções. Digo isso, porque no dia 10 de dezembro, comemorou-se outro fato marcante do mês e ligado às três comemorações: o 75º aniversário da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas", concluiu.</p>
<p>Também participaram da cerimônia de abertura do festival <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jader-rosa" class="external-link">Jader Rosa</a>, superintendente do <span>Itaú Cultural, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/patricia-maria-guedes-paiva" class="external-link">Patrícia Mota</a>, gerente de Educação do <span>Itaú Social.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A reivindicação da presença negra nas instituições é essencial diante do fato de que "desde a saga do trabalho escravo imposto aos nossos antepassados até hoje estamos na base da construção da riqueza material e imaterial do país, que também é nossa e da qual muito pouco usufruímos", afirmou Evaristo.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeo da conferência "<a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-13-de-dezembro" class="external-link">Escrevivência e Criação de Mundos Possíveis</a>", proferida por Conceição Evaristo na abertura do Festival Kwanzaa-Escrevivência</li>
<li>Vídeos dos dias <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-14-de-dezembro" class="external-link"><strong>14/dez</strong></a> e <strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa-escrevivencia-15-de-dezembro" class="external-link">15/dez</a> do festival</strong></li>
<li>Vídeo do <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/festival-kwanzaa" class="external-link">Espetáculo de Encerramento do Festival Kwanzaa-Escrevivência</a><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=6UrGqFmCNUQ"><br />1</a>5/12/2023</li>
</ul>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<h3><i> 
<hr />
</i></h3>
<h3><i>Esclarecimento</i></h3>
<p><i>Leia <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nota-de-esclarecimento-dezembro-2023" class="external-link">Nota de Esclarecimento</a> da Diretoria e da Ouvidoria do IEA sobre incidente </i><i>relatado por Conceição Evaristo no final de sua conferência. O fato envolveu </i><i>pessoa da equipe do Instituto e pesquisadores do grupo de estudos coordenado pela escritora.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Racismo estrutural</strong></p>
<p>"Sendo reconhecido que o preconceito e a discriminação racial estão consolidados na organização da sociedade brasileira, há de se buscar formas de desestruturar o racismo estrutural que caracteriza as instituições, o pensamento e o imaginário brasileiro em relação ao negro e, podemos dizer, em relação ao indígena", disse.</p>
<p>A seu ver, só a reorganização da sociedade e de suas instituições possibilitará a destruição do racismo estrutural. E essa reorganização "não se realiza nos discursos, por mais progressistas que sejam: é preciso que as palavras se concretizem na prática, no exercício cotidiano de quem tem o poder de decidir, de organizar, de distribuir, de escolher".</p>
<p>Ela destacou que as estruturas de uma sociedade não se organizam por geração espontânea, "embora perdurem como algo naturalizado, como um destino instituído desde sempre". Essa naturalização serve-se até de distorções, que procuram usar o racismo estrutural "como uma desculpa desonesta para não buscar mudanças efetivas nas bases com que se organizou e se mantém a sociedade brasileira", afirmou.</p>
<p>Amalgamar o Kwanzaa com sua pesquisa sobre a escrevivência, conceito criado por ela nos anos 90, foi "um gesto simbólico de retomada de uma dinâmica dos afro-americanos, que, como nós, afro-brasileiros, buscamos compreender e nos apropriar de valores africanos que a memória coletiva preservou na diáspora, apesar da violência da escravização".</p>
<p>"Pensar a escrevivência como suporte teórico, desenvolvendo pesquisa em vários campos de conhecimento, cujos objetos estão marcados pela experiência de sujeitos negros, na qual guardamos consciente ou inconscientemente uma memória negra relativa aos povos africanos e à diáspora negra nas Américas, é também promover em solo brasileiro o nosso Kwanzaa", disse.</p>
<p>A escrevivência é um conceito e uma prática de criação de discurso que hoje está apropriada por outras formas de conhecimento, além da produção literária, explicou. "É uma ideia que nasce sob a perspectiva de uma busca intelectual de uma mulher negra oriunda das classes populares".</p>
<p><strong>Origem</strong></p>
<p>Evaristo relatou que começou a usar o termo em 1995, quando redigia sua dissertação de mestrado “Literatura Negra: Uma Poética de Nossa Afro-Brasilidade”, defendida em 1996 na PUC-RJ (no segundo semestre de 2009, a revista Scripta, da PUC Minas, publicou <a href="https://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/4365">ensaio homônimo</a> em que ela retomou os temas abordados na dissertação).</p>
<p>Ela explicou que o trabalho consistia na produção de um panorama sobre a autoria negra de poesia a partir, principalmente, das publicações do grupo paulista <a href="https://www.quilombhoje.com.br/site/">QuilombHoje</a>, constituído por homens e mulheres em sua maioria negros, que em 1978 passou a publicar a série <a href="https://www.quilombhoje.com.br/site/cadernos-negros/">Cadernos Negros</a>, com contos e poesias de autores afrodescendentes.</p>
<p>"Comecei a observar que havia uma mesma dicção, uma fusão entre o eu poético, que se pronunciava como negro, e o sujeito autoral, homens negros e mulheres negras. O sujeito autoral se inscrevia no próprio poema, se via no próprio poema, vivia o próprio poema. Era como escreviver o corpo negro", observou.</p>
<p>Ela trabalhou com poemas das décadas de 70 e 80. Naquele momento era "muito necessário nos pronunciarmos como negros". Havia um movimento, principalmente da literatura, para "retirar certa carga negativa da palavra negro, que era usada para dizer dizer coisas como 'negro sujo, negro vagabundo'; quando queria brigar com um negro, o branco geralmente usava essa palavra".</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:384px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/revista/carolina-maria-de-jesus/image" alt="Carolina Maria de Jesus" title="Carolina Maria de Jesus" height="269" width="384" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:384px;">Carolina Maria de Jesus, referência como autora de escrevivência</dd>
</dl>"Tirar todo sentido negativo da palavra e positivá-la etnicamente fazia parte do projeto estético da construção de um texto. Por isso minha geração de poetas não usava a palavra preto. Preto era eufemismo. Então sempre usávamos a palavra negro, uma palavra que minha geração ainda usa.”</p>
<p>Evaristo disse que na ocasião nem tinha percebido que havia usado a palavra escrevivência. "Foi o professor Eduardo de Assis, da UFMG, que me apontou que eu usara a palavra na frase "A escrevivência do corpo negro é realizada não só pela apresentação física desse corpo em si.”</p>
<p>A catedrática afirmou que a produção literária de Carolina Maria de Jesus (1914-1977), principalmente "Quarto de Despejo", "Diário de Bibita", "Casa de Alvenaria" e os poemas, pode ser caracterizada como escrevivência.</p>
<p><strong>Língua portuguesa</strong></p>
<p>Ao tratar da influência dos negros e negras escravizados até mesmo na lingua portuguesa, Evaristo exibiu a foto de 1860 tirada por João Ferreira Villela onde aparecem o menino Augusto Gomes Leal e sua ama de leite Mônica. "As considerações feitas por Gilberto Freyre sobre o diferencial da língua portuguesa falada no Brasil apontam para o papel para isso desempenhado pelas línguas africanas e mães pretas no interior da casa grande." Ressalvou, no entanto, que a valorização dessa mãe preta em "Casa Grande &amp; Senzala" chega a tomar um ar romântico, como “se essa mãe preta tivesse escolhido aquele filho branco”.</p>
<p>Evaristo disse que a semântica do conceito de escrevivência vem daquela situação histórica, de mulheres negras escravizadas que tinham que contar estórias para adormecer as pessoas da casa grande: "Eram corpos inscritos na economia da produção, pois geravam lucro, na economia do prazer, pois eram tomadas pelo senhor quando ele quisesse, e na economia da educação, pois as crianças passavam muito mais tempo com essa mãe preta, aprendiam a falar com ela. Em Freyre, há uma metáfora muito bonita: era como se essa mulher pegasse a língua portuguesa, mastigasse e misturasse com sua própria dicção e colocasse essa língua mastigada na boca da criança".</p>
<p><strong>Estórias para incomodar</strong></p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:249px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/augusto-nunes-leal-com-a-ama-de-leite-monica/image" alt="Augusto Gomes Leal com a Ama de Leite Mônica" title="Augusto Gomes Leal com a Ama de Leite Mônica" height="400" width="249" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:249px;">Augusto Gomes Leal com a Ama de Leite Mônica (1860) - Cartão de visita do fotógrafo João Ferreira Villela</dd>
</dl></p>
<p>Mas o que a escrevivência tem a ver com isso? "Se essas mulheres eram obrigadas a contar estórias para adormecer as pessoas da casa grande, nossas estórias não são para niná-las, mas sim para incomodá-las em seus sonos injustos", pontuou.</p>
<p>A escritora ressalvou que a escrevivência não se confunde com a escrita narcísica, pois a primeira coisa que vem à mente ao falar desse tipo de escrita é o espelho de Narciso, que "não guarda nossa face, não reflete aquilo que somos, pelo contrário, expulsa nossa face. A beleza negra, o corpo negro, a dignidade negra não transparecem no espelho de Narciso. Para Narciso, nós não somos belos".</p>
<p>Ela tem proposto a busca de outros espelhos, como aqueles das narrativas míticas negras e africanas, caso dos espelhos de Oxum e de Iemanjá. "O de Oxum é aquele que nos confere dignidade, que permite que descubramos nossa beleza, que nos constrói, que nos acolhe. O espelho de Narciso aponta para uma passividade, de alguém que se perde em si, embevecido por sua imagem. O de Oxum é também uma arma, ela o leva para a luta. E ao contemplar o espelho, ela vê também os inimigos que estão atrás dela."</p>
<p>"Depois de construirmos nossa dignidade com o espelho de Oxum, temos o espelho de Iemanjá, aquela que cria, que cuida, que é exemplar no sentido de olhar para a comunidade. E nisso há outra diferença: a escrita de si, narcísica, é uma escrita que contempla, apresenta uma voz que se esgota em si mesma; a escrevivência é sempre eu/nós. Isso nos distancia da autoficção, da escrita narcísica, da escrita de si", disse.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"><i>Fotos (a partir do alto): Martin Grossmann/IEA-USP; domínio público; Coleção Francisco Rodrigues/Fundação Joaquim Nabuco</i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literature</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Racismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-12-19T12:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-discute-a-obra-de-jose-saramago-como-cronista">
    <title>Seminário analisará a obra de José Saramago como cronista</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/encontro-discute-a-obra-de-jose-saramago-como-cronista</link>
    <description>O IEA e a Fundação José Saramago realizam o seminário "O Viajante e sua Bagagem: José Saramago Cronista" no dia 4 de dezembro, a partir das 9h30, na Sala Alfredo Bosi, na sede do Instituto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-ee24b1d9773246119d9ee57ca1ddbcea kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-ee24b1d9773246119d9ee57ca1ddbcea">
<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/saramago-na-estacao-de-verona-italia/image" alt="Saramago na Estação de Verona, Itália" title="Saramago na Estação de Verona, Itália" height="559" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">O escritor José Saramago em viagem pela Itália nos anos 80</dd>
</dl></p>
<p>O ano de 2023 marca meio século da publicação de "A Bagagem do Viajante", o livro de crônicas mais conhecido do escritor português <a class="external-link" href="https://www.josesaramago.org/biografia/">José Saramago</a> (1922-2010), ganhador do <a class="external-link" href="https://www.nobelprize.org/prizes/literature/1998/8069-jose-saramago-1998/">Prêmio Nobel de Literatura</a> de 1998 e do <a class="external-link" href="http://https//www.gov.br/bn/pt-br/atuacao/cooperacao-e-difusao/premio-camoes-de-literatura">Prêmio Camões</a> de 1995, o mais prestigioso da literatura em língua portuguesa.</p>
<p>Para comemorar o cinquentenário do livro, o IEA e a <a class="external-link" href="http://www.josesaramago.org/" target="_blank">Fundação José Saramago</a> realizam o seminário <i>O Viajante e sua Bagagem: José Saramago Cronista</i>, no dia 4 de dezembro, a partir das 9h30, na Sala Alfredo Bosi, na sede do Instituto. O evento é público e gratuito e não requer inscrição.</p>
<p>No semnário, quatro especialistas apresentarão e discutirão toda a produção de cronista do mestre português, que inclui também os livros "Deste Mundo e do Outro" (1971), "Os Apontamentos" (1976), "Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido" (1979), "Moby Dick em Lisboa" (1996) e "Folhas Políticas" (1976-1998). Outras obras abordadas serão "Cadernos de Lanzarote" (1995) e "As Pequenas Memórias" (2006).</p>
<p>As exposições da manhã serão "Poética dos Cinco Sentidos - O Ouvido", com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/horacio-costa" class="external-link">Horácio Costa</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e "A Tentação Autobiográfica em José Saramago", com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aparecida-de-fatima-bueno" class="external-link">Fátima Bueno</a>, também da FFLCH-USP.</p>
<p>À tarde, outra professora FFLCH-USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-mara-antonietti-lopes" class="external-link">Tania</a><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tania-mara-antonietti-lopes" class="external-link"> Mara Antonietti Lopes</a>, falará sobre "O Insólito nas Crônicas de Saramago", Em seguida, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-pierre-chauvin-1" class="external-link">Jean Pierre Chauvin</a>, da Escola de Comunicações e Artes da USP, discutirá "A Crônica Engajada de José Saramago".</p>
<p>A coordenação do evento será do zoólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jaime-bertoluci" class="external-link">Jaime Bertoluci</a>, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP. Desde janeiro de 2019, ele desenvolve projeto sobre Saramago no IEA.</p>
</div>
<div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-organizacao-ee24b1d9773246119d9ee57ca1ddbcea kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-organizacao " id="parent-fieldname-organizacao-ee24b1d9773246119d9ee57ca1ddbcea">
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<i><strong> O Viajante e sua Bagagem: José Saramago Cronista</strong><br />4 de dezembro, das 9h30 às 16h<br />Sala Alfredo Bosi, Instituto de Estudos Avançados da USP, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento público e gratuito (não requer inscrição)<br />Mais informações: Com Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1686.<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/viajante-bagagem-saramago-cronista" class="external-link">Página do evento</a></i>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Foto: ©Arquivo FJS/Direitos Reservados</span></i></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores com vínculo subsidiário</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-30T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/artistas-praticam-201cjogo-de-cintura201d-para-esquivar-se-de-situacoes-previsiveis-diz-garcia-canclini">
    <title>Artistas praticam “jogo de cintura” para esquivar-se de situações previsíveis, diz García Canclini</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/artistas-praticam-201cjogo-de-cintura201d-para-esquivar-se-de-situacoes-previsiveis-diz-garcia-canclini</link>
    <description>Titular da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência de 2021-2022 debateu emergências culturais em seminário de lançamento de livro coordenado por ele</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-e2af2db5-7fff-81dd-a79b-51962af9f200"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nestor-canclini-25-10-2023/image" alt="Néstor Canclini - 25/10/2023" title="Néstor Canclini - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O antropólogo argentino Néstor García Canclini: pesquisa comparativa das instituições culturais tendo Brasil e México como ''marcos'' de referência. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>A noção de comunidade, um dos principais conceitos do livro “Emergências Culturais: Instituições, Criadores e Comunidades no Brasil e no México”, foi retomada pelo antropólogo argentino </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>Néstor García Canclini</span></a><span> durante o lançamento da publicação que coordena. O evento também teve a participação dos demais autores, gestores culturais, jornalistas e acadêmicos, e aconteceu no dia 25 de outubro no auditório do MAM (Museu de Arte Moderna). A obra, que aborda ainda os conceitos de instituições e criadores culturais, foi publicada no primeiro semestre deste ano pelo IEA e pela Edusp.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Na história, mas principalmente na antropologia, pensamos em comunidades locais, estabelecidas em um território específico”, contextualizou. “Existe uma dispersão que nos obrigou a refletir sobre em que sentido somos comunidade no mundo do </span><span><i>streaming</i></span><span>, da comunicação virtual e essa descentralização criou ainda mais instabilidade a uma atividade que por si só já é bastante instável”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Professor titular da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM), no México, e referência obrigatória nos estudos culturais na América Latina, Canclini afirmou que o processo de precarização na área começou, na verdade, antes da pandemia. Citou uma frase do sociólogo francês Pierre-Michel Menger – “o trabalho artístico está moldado pela incerteza” – para ilustrar as oscilações tão comuns no setor cultural. “Não sabemos onde vamos parar quando iniciamos uma experiência comunicacional ou estética”, dizendo que essa situação problemática “aproxima a precarização da emergência”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ele, para esquivar-se daquilo que é previsível, os artistas praticam o tempo todo o chamado “jogo de cintura”. Disse que a metáfora de raízes brasileiras serve de referência para outros países, significando “mover-se do previsível em direção a um espaço diferente”, o que “conecta de forma positiva ou de forma criativa a precariedade com a emergência”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O livro é resultado da pesquisa </span><span>“A Institucionalidade da Cultura e as Mudanças Socioculturais”, </span><span>realizada durante o biênio 2021-2022, na titularidade de Canclini na </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia"><span>Cátedra Olavo Setúbal de Arte, Cultura e Ciência</span></a><span>, parceria do </span><a href="https://www.itaucultural.org.br/"><span>Itaú Cultural</span></a><span> com o IEA.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/juan-ignacio-brizuela-25-10-2023/image" alt="Juan Ignacio Brizuela - 25/10/2023" title="Juan Ignacio Brizuela - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O pesquisador Juan Ignacio Brizuela usou a expressão ''fora do jogo'' para pensar as instituições culturais. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>Assinam a autoria do livro com Canclini os pesquisadores de pós-doutorado </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela"><span>Juan Ignacio Brizuela</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Sharine Machado C. Melo</span></a><span> ao lado da pesquisadora mexicana </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas"><span>Mariana Martínez Matadamas</span></a><span>. Os autores investigaram as transformações que, nos últimos anos, vêm afetando instituições culturais, artistas, trabalhadores da cultura e públicos, adensadas e agravadas pela pandemia de Covid-19.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Esse é o quinto volume da </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/publicacoes"><span>coleção de livros</span></a><span> da cátedra e o primeiro em parceria com a editora da USP”, informou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann"><span>Martin Grossmann</span></a><span> sobre a edição em português. O coordenador acadêmico da cátedra anunciou que a edição em espanhol, publicada pela editora Gedisa, também já está disponível para os países de língua hispânica da América Latina.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele destacou a importância do site </span><a href="https://www.canclinibrasil.iea.usp.br/"><span>“Diálogos com Canclini no Brasil”</span></a><span>, dedicado ao antropólogo e às publicações relacionadas ao projeto coordenado por ele na cátedra, além de reunir depoimentos de intelectuais brasileiros sobre sua obra para a reflexão do panorama da cultura no Brasil e na América Latina em geral.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Nesse sentido, disse que apesar das cátedras representarem uma tradição, “a cadeira do bispo”, elas vão muito além enquanto “instrumentos de vanguarda” porque trazem a possibilidade de inovação contínua em áreas fronteiriças do conhecimento.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Políticas Culturais</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Na abertura do evento, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-mode"><span>Luciana Modé</span></a><span>, coordenadora do Observatório Itaú Cultural,</span><span> antevendo recente decisão da Câmara dos Deputados, comentou sobre a expectativa dos agentes culturais pela prorrogação da Lei Paulo Gustavo. Em 30 de outubro, dia em que o ator completaria 45 anos, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei (nº 3.942) de 2023 foi aprovado por maioria absoluta no plenário. “Este projeto visa estender o prazo de execução dos recursos da Lei Paulo Gustavo até 30 de junho do ano que vem”, informou Luciana. Trata-se de significativa conquista, uma vez que os incentivos culturais estão garantidos até 2024. “É responsabilidade de nosso setor a execução apropriada, eficiente e democrática dos recursos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A Lei Paulo Gustavo prevê, entre outros pontos, o repasse federal de R$ 3,86 bilhões do Fundo Nacional de Cultura (FNC) a estados e municípios para fomento de atividades e produtos culturais, como forma de atenuar os efeitos econômicos e sociais da pandemia de Covid-19. Outro ponto é que os estados e municípios que receberem os recursos deverão comprometer-se a fortalecer os sistemas estaduais e municipais de cultura existentes ou, se inexistentes, implementá-los.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Canclini discorreu sobre os legados históricos que abriram caminhos para que a </span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm"><span>Lei emergencial Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020</span><span>)</span></a><span>, </span><span>que dispôs sobre ações emergenciais destinando R$ 3 bilhões para o setor cultural durante a pandemia de Covid-19, fosse implementada. “Trata-se de uma experiência de exceção na América Latina”, pontuou. “Houve um aumento do orçamento cultural no Brasil devido à Lei Aldir Blanc”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele destacou o papel fundamental da mobilização de artistas e gestores culturais por meio dessas “redes” criadas em plataformas digitais, única forma de se comunicar durante o isolamento. “Museus, bibliotecas e centros culturais estavam fechados e o público não podia ir às salas de cinema, de teatro, mas fez isso de forma virtual”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O antropólogo lembrou que no início do período de sua titularidade foi aberto um edital para escolha de dois pesquisadores em pós-doutorado com 41 candidatos inscritos. “Isso tem a ver com a atração que exerce a USP e o seu IEA, mas também podemos pensar que isso ocorreu como resultado da precarização trabalhista que afeta os pós-doutorandos da América Latina e de outros países da Europa e Estados Unidos”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>Canclini</span></a><span>, o elevado número de candidatos para apenas duas vagas que exigiam o título de doutor se relaciona ao desenvolvimento de sociedades neoliberais que “precarizam” a vida dos jovens das novas gerações, ressalvando que “já faz duas ou três gerações que isso acontece”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Brasil e México</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>García Canclini</span></a><span>, a proposta consistiu em fazer uma pesquisa comparativa das instituições culturais tendo o Brasil e o México, dois países gigantes, com políticas culturais de muitas décadas, bastante estruturadas, como marcos de referência latino-americana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“São poucos os trabalhos comparativos entre Brasil e México, que são os dois maiores países em termos populacionais e também com relação às suas atividades econômicas”, apontou. “No entanto, existe pouquíssima interconexão, mas, apesar disso, percebi que esse interesse recíproco tem crescido”, afirmou, dizendo que o Brasil tem demonstrado muito mais interesse pela América Latina que há 30 ou 40 anos. “O México também se abriu mais nas últimas décadas a outros países latino-americanos. Entretanto, no caso mexicano, há um foco mais com os Estados Unidos do que com a América Latina”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Contou que a pandemia acabou interferindo na metodologia da pesquisa. “Muitas das entrevistas com os atores culturais ocorreram de forma virtual, por aplicativos de videoconferência. Foi uma experiência etnográfica extraordinária”, considerou. </span><span>Também falou que foi possível consultar os dados estatísticos com facilidade porque os documentos estavam em rede.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo ele, os caminhos adotados na pandemia foram bastante distintos entre ambos países. Citou ainda um estudo comparativo feito pela Unesco (</span><span>Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) mostrando o que foi feito no primeiro ano da pandemia, em relação aos aumentos de emergência no orçamento de cultura nos países latino-americanos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“O Brasil ficou em primeiro lugar, com aumento de 143% do fundo dedicado à cultura em 2020”. Em seguida vêm Argentina (41%), Equador (24%) e Chile (15%). O México surgiu em décimo lugar com aumento de apenas 3%. “Como isso era possível em um país que estava sempre fazendo desenvolvimento comunitário e atendendo as necessidades locais, liderado até hoje por [Andrés Manuel] López Obrador?”, indagou. “Por outro lado, sabemos que o governo Bolsonaro não era favorável ao desenvolvimento cultural, então, como explicar o destaque do Brasil?”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nestor-garcia-canclini"><span>Canclini</span></a><span> explicou que no México a mobilização buscou reivindicar a dívida do estado com relação aos trabalhos não pagos de artistas visuais e populares, a exemplo dos músicos que tinham dado shows e outros espetáculos. Já no Brasil, “milhares de artistas e gestores culturais que se reuniram por meio das redes virtuais coletivas para ver onde podiam obter fundos sabiam que o melhor caminho não era o Governo Executivo, mas sim o Congresso, onde havia pluralidades e legisladores com disposição para colaborar”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O antropólogo também lembrou que, no primeiro ano da pandemia, foram perdidos, em média, mais de 800 mil postos e empregos na América Latina.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Pontos de cultura</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento teve um debate que, além de Canclini, contou com a participação do historiador e gestor cultural </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celio-turino"><span>Célio Turino</span></a><span>, a diretora fundadora do Núcleo Afro-Brasileiro de Teatro de Alagoinhas (Bahia) </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/onisaje"><span>Fernanda Onisajé</span></a><span> e a produtora cultural e escritora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valquiria-volpato"><span>Valquíria Volpato</span></a><span>, além de pesquisadores da cultura, demais autores do livro e entrevistados nas pesquisas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/celio-turino"><span>Turino</span></a><span>, o trabalho da cátedra vai contribuir muito para a compreensão de que Pontos de Cultura e Cultura Viva, assunto abordado por </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela"><span>Brizuela</span></a><span>, vão muito além de uma política pública, constituindo-se enquanto “filosofia” ou “compreensão de relações a partir do comunitário”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sharine-machado-25-10-2023/image" alt="Sharine Machado - 25/10/2023" title="Sharine Machado - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A pesquisadora Sharine Machado Melo analisou os processos que resultaram na promulgação da Lei Aldir Blanc. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>Da análise de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Melo</span></a><span> sobre a criação da </span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm"><span>Lei Aldir Blanc</span></a><span>, Turino explicou que o surgimento dos movimentos virtuais no Brasil logo no começo da pandemia, reunindo cerca de “40 mil” artistas, criadores, gestores e animadores culturais, ocorreram porque “junto com o conceito de cultura viva na primeira década do século 21, o país foi vanguarda mundial em cultura digital, “entendida não somente enquanto tecnologia mas como cultura a partir do software livre”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A dramaturga </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/onisaje"><span>Onisajé</span></a><span> (Fernanda Júlia), educadora e pesquisadora da cultura africana no Brasil com ênfase no Candomblé, falou sobre a importância do ponto de cultura na cidade de Alagoinhas. Além de diretora artística, Onisajé é</span><span> Yakekerê (mãe pequena, segunda sacerdotisa do terreiro) no Ilê Axé Oyá L´adê Inan, comunidade de terreiro local.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Um ponto de cultura é a possibilidade de manter acesa e em processo de radiação as nossas identidades múltiplas, contribuições, construções culturais que reverberam no modo como somos, pensamos, criamos e nos expressamos esteticamente”.</span><span> Usando a metáfora do farol como “fonte de luz reversa”, disse que, no interior do estado, </span><span>o ponto de cultura transforma “aquela localidade, aquele espaço, aquele recorte de território em um farol para a sua comunidade e que também recebe a luz daquela comunidade para dentro de si”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Gestora pública na área de cultura, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valquiria-volpato"><span>Valquíria Volpato</span></a><span> falou sobre a experiência vivida na cidade de Cachoeiro de Itapemirim (Espírito Santo) no começo do confinamento, às vésperas de lançamento de um edital que disponibilizaria R$ 650 mil por meio da Lei Rubem Braga, principal mecanismo de fomento a novos projetos artísticos e culturais do município. “O contingenciamento, as paralisações e tudo que sobreveio naquele momento foi tão drástico e dramático que fez tudo recuar”, relatou, recordando o fechamento inesperado de teatros e centros culturais.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valquiria-volpato"><span>Volpato</span></a><span> disse que foi a partir dos encontros promovidos pelo Fórum Nacional dos Conselhos que “viajou o Brasil” através da cadeira do seu quarto. “Foi tão bom e diferente fazer parte daquilo tudo”, descreveu. “ Por meio das pautas de gestão,era como se eu tivesse me transformado no que unia o cachoeirense artista com as pautas no Congresso”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela conta que as reuniões virtuais com outros gestores culturais produziram a sensação de “corrida contra o tempo”, em que era preciso simplificar o processo de captação de recursos para torná-lo “rápido, célere, descomplicado”, alcançando, assim, os mais atingidos.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Tensões e incertezas</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Dirigindo uma questão a </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Sharine Melo</span></a><span> sobre o papel das redes na pandemia, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-paula-sousa"><span>Ana Paula Sousa</span></a><span>, editora da versão impressa da revista Carta Capital e moderadora da roda de conversa, pediu que a pesquisadora comentasse o quanto a pandemia, com toda a sua “carga trágica”, acabou “favorecendo” a potência das redes virtuais.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sharine-machado-cabral-melo"><span>Melo</span></a><span> respondeu que as redes trouxeram uma possibilidade de “respiro” ou “iminência” de algo que está no limiar entre a “realidade” e o “possível”. Ela leu o poema “Bilhete para o Bivar”, de Roberto Piva, escrito que lhe serviu de ponto de partida para a pesquisa que deu origem ao ensaio “Pela Onda Luminosa: A Articulação em Rede a Favor da Lei Aldir Blanc no Contexto das Políticas Culturais Brasileiras”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/juan-ignacio-brizuela"><span>Juan Brizuela</span></a><span> explicou que a expressão “fora do jogo”, usada em seu texto</span><span> </span><span>“Fora de Jogo? Territórios Latinos-Americanos e Instituições Culturais no Brasil”, é uma referência à regra  “offside” ou posição de “impedimento” que se aplica no futebol, como também às instituições consideradas “fora do lugar”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Se extrapolarmos ao pensar as instituições culturais nos ‘interiores’ dos ‘interiores’ da América Latina, onde muitas vezes não há uma vivência cotidiana das entidades modernas clássicas existentes nas regiões metropolitanas, como museus, teatros, isso significa que não existe nenhuma institucionalidade da cultura nesses lugares?”, pergunta. “Hoje, em especial fora das regiões metropolitanas, instituições religiosas, por exemplo, são as principais formadoras de artistas e profissionais da cultura”, diz. “São mercados culturais muito potentes”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mariana-matadamas-25-10-2023/image" alt="Mariana Matadamas - 25/10/2023" title="Mariana Matadamas - 25/10/2023" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Para Mariana Martínez Matadamas resultados estabelecem ''diálogo'' entre experiências diferentes. Foto: Leonor Calasans</dd>
</dl>Para a antropóloga </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mariana-martinez-matadamas"><span>Mariana Martínez Matadamas</span></a><span>, uma das autoras do livro, os resultados das pesquisas tanto no Brasil quanto no México estabelecem “um diálogo” entre experiências diferentes que vem de “especificidades históricas”, mas que também falam de algumas vinculações próprias.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Uma surpresa importante foi descobrir a falta de informação sistematizada no México se comparado aos dados do sistema cultural no Brasil”, aponta. “O que a gente viu ao longo do trabalho é como as comunidades e grupos culturais encontraram espaço nas instituições e também geraram estratégias para modificar e transformar a maneira como se faz política”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A crítica de arte e editora </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paula-alzugaray"><span>Paula Alzugaray</span></a><span>, diretora de redação da revista de arte e cultura contemporânea seLecT_ceLesTe, apontou que uma das grandes contribuições da pesquisa é a “revisão das noções de comunidade, participação, instituição, criatividade, conferindo-lhes sentidos ampliados, flexibilizados e reelaborados”, que se aplicam “perfeitamente” às preocupações cotidiana de jornalistas, editores e trabalhadores da arte.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Esse livro, que trata das tensões e incertezas da vida laboral da cultura contemporânea latino-americana, tem uma ação propositiva muito salutar de investigar de que modo se articulam e se organizam as redes que buscam soluções e produzem transformações”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandro-azevedo"><span>Alessandro Azevedo</span></a><span>, coordenador da Representação Regional do Ministério da Cultura (MinC) em São Paulo, fez questão de se apresentar como um “trabalhador da cultura”, considerando que o evento representa a “reconstrução da institucionalidade da cultura”. Palhaço e ator de formação, ele comentou sobre algumas iniciativas atuais do MinC, como fomento a “pontões de cultura” e a regulamentação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo notícia veiculada no último dia 13 de novembro no portal do MinC, trata-se da “maior iniciativa direcionada ao setor cultural do Brasil”. O órgão vem realizando plantões tira-dúvidas três vezes por semana de maneira online. De acordo com informações da publicação, a PNAB pretende destinar, até 2027, R$ 15 bilhões a estados, municípios e Distrito Federal. </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandro-azevedo"><span>Azevedo</span></a><span> considera a </span><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/Lei/L14017.htm"><span>Lei Aldir Blanc</span></a><span> um “marco” de política pública da atuação em rede.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também participaram como comentaristas </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-lucia-pardo"><span>Ana Lúcia Pardo</span></a><span> (UERJ), </span><span>assessora da Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nando-zambia"><span>Nando Zâmbia</span></a><span> (UFBA), </span><span>coordenador da Dinamização de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e do Oyá L’adê Inan Ponto de Cultura na cidade de Alagoinhas, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniele-canedo"><span>Daniele Canedo</span></a><span> (UFRB), produtora e gestora cultural.</span></p>
<p><span>A artista, curadora e gestora de arte e cultura </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andreia-duarte"><span>Andreia Duarte</span></a><span>, </span><span>diretora da Outra Margem e do !PULSA! Movimento Arte Insurgente, abriu os trabalhos com um discurso performático, proferindo “somos cosmos em transformação e a arte é movimento para a vida”. </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-23T10:30:43Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia">
    <title>Festival Kwanzaa-Escrevivência, da resistência à celebração da cultura negra</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/festival-kwanzaa-escrevivencia</link>
    <description>A escritora e professora Conceição Evaristo e o Grupo de Estudos em Escrevivência organizam, de 13 a 15 de dezembro, o Festival Kwanzaa-Escrevivência, com atividades artístico-culturais em vários locais da cidade de São Paulo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/cartaz-do-festival-kwanzaa-escrevivencia" alt="Cartaz do Festival Kwanzaa-Escrevivência" class="image-right" title="Cartaz do Festival Kwanzaa-Escrevivência" />Para marcar as contribuições das pessoas negras na produção de conhecimentos e comemorar as realizações da titularidade da escritora e professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/conceicao-evaristo">Conceição Evaristo</a> no período 2022-2023 na <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, acontece, de <strong>13 a 15 de dezembro</strong>, o Festival Kwanzaa-Escrevivência, com atividades artístico-culturais em três regiões da cidade de São Paulo [veja a <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa#programacao">programação</a>].</p>
<p>Os eventos da programação do festival são públicos, gratuitos e contarão com tradução em libras. Para participar, os interessados deverão efetuar <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa" class="external-link">inscrição prévia em cada atividade</a>. Haverá oito rodas de conversas nos dias 14 e 15, todas com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<div class="kssattr-atfieldname-inscricao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-inscricao-224c6c749f8745f1b705aa6572190e46" id="parent-fieldname-inscricao-224c6c749f8745f1b705aa6572190e46">
<p><span>O festival tem como objetivo celebrar a relevância dos trabalhos acadêmicos e artísticos da escritora, que discutem a formação social brasileira em confluência com epistemologias de vários intelectuais, entre os quais Beatriz Nascimento, Lélia González, Lêda Maria Martins, Sueli Carneiro, Abdias do Nascimento, Eduardo Glissant e Franz Fanon.</span></p>
<p><span>A participação de Evaristo na cátedra pautou-se pela reflexão sobre</span><span> epistemologias afro-diaspóricas por meio de diversas atividades e ações, dentre as quais a criação do </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/escrevivencia" class="external-link">Grupo de Estudos Escrevivência: Corpu(s) Estéticos em Diferença</a><span>, uma disciplina de pós-graduação e um curso de extensão para docentes da educação básica, além de seminários, palestras e participação em eventos que tiveram como audiência tanto a comunidade uspiana quanto o público externo.</span></p>
</div>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conceicao-evaristo-2023-1/image" alt="Conceição Evaristo - 2023" title="Conceição Evaristo - 2023" height="381" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">A escritora Conceição Evaristo, titular da Cátedra Olavo Setubal e promotora do Festival Kwanzaa-Escrevivência</dd>
</dl></p>
<p><strong>Resistência e expressão</strong></p>
<p>Durante sua titularidade na cátedra, Evaristo expandiu, em parceria com o grupo de estudos que criou, o diálogo do conceito de escrevivência com diferentes áreas de conhecimento.</p>
<p>A intelectual explica que a escrevivência representa uma concepção teórica que busca trazer à luz as vivências tanto individuais quanto coletivas das comunidades negras na diáspora e das populações marginalizadas: “Ela se configura como um ato de resistência e expressão, destacando-se como uma ferramenta poderosa para reivindicar as identidades, memórias e histórias afro-diaspóricas, ressignificando imagens, como a da Mãe Preta, silenciadas historicamente nas sociedades”.</p>
<p>Dessa forma, em consonância com os sete princípios fundamentais do Kwanzaa (unidade, autodeterminação, trabalho coletivo e responsabilidade, economia cooperativa, propósito, criatividade e fé) e por meio da reflexão sobre a escrevivência, o festival busca celebrar a cultura negra, bem como “estimular formas coletivas de vida e resistência das comunidades negras em diáspora”.</p>
<p>Organizado pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciências, uma parceria entre o IEA e o Itaú Cultural, o festival conta também com o apoio da Fundação Itaú, Itaú Social, Fundação Tide Setubal, Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária e Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento da USP.</p>
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<h3><i><strong>Saiba mais sobre o Kwanzaa</strong></i></h3>
<p><i><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/frutas-e-velas-de-celebracao-do-kwanzaa/image" alt="Frutas e velas para a celebração do Kwanzaa" title="Frutas e velas para a celebração do Kwanzaa" height="457" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">As frutas representam os primeiros resultados da colheita e as velas, os sete princípios do Kwanzaa</dd>
</dl>O Kwanzaa é uma celebração cultural afro-americana surgida em 1966 por sugestão de Maulana Karenga, um professor de estudos negros atualmente vinculado à Universidade Estadual da Califórnia em Long Beach. Criada no atribulado contexto do movimento pelos direitos civis estadunidense, a festividade é comemorada principalmente nos Estados Unidos, de 26 de dezembro a 1º de janeiro.</i></p>
<p><i>Segundo Hernani Francisco da Silva, o Kwanzaa foi concebido como um ritual ligado à época de colheita. Durante a semana em que ele transcorre, os participantes se reúnem com familiares e amigos para trocar presentes à luz de uma série de velas nas cores preta, vermelha e verde, que simbolizam os sete valores fundamentais da vida familiar afro-americana, identificados por termos da língua suaíli: umoja (unidade), kujichagulia (autodeterminação), ujima (trabalho coletivo e responsabilidade), ujamaa (economia cooperativa), nia (propósito), kuumba (criatividade) e imani (fé).</i></p>
<p><i>Para Conceição Evaristo, comemorar o Kwanzaa no Brasil implica “celebrar as raízes africanas, estar em sintonia com a herança e ancestralidade trazidas pelos povos africanos e reforçar que, apesar dos desafios enfrentados pelas populações afro-brasileiras, a resiliência e a celebração das conquistas persistem como testemunhos poderosos de uma história rica e vibrante”. Para ela, a celebração fortalece os laços comunitários e inspira a continuidade do legado cultural, promovendo a conscientização.</i></p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p><strong><i>Festival Kwanzaa-Escrevivência</i></strong><i><br /> 13 a 15 de dezembro<br /> IEA, Each-USP e Itaú Cultural<br /> Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /> <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/festival-kwanzaa">Pagina do festival</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><i><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Leonor Calasans/IEA-USP e RDN Stock project/Pexels</span></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Negros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mulheres</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-11-17T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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