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  <title>Jovens Mulheres no Poder: Mulheres na Construção de Alternativas: Que Poder Queremos?</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/ivar-alberto-hartmann">
    <title>Ivar Alberto Hartmann </title>
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    <dc:publisher></dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
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    <dc:date>2026-04-07T18:15:23Z</dc:date>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciano-benetti-timm">
    <title>Luciano Benetti Timm</title>
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    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
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    <dc:date>2026-04-07T18:10:44Z</dc:date>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luciana-yeung">
    <title>Luciana Yeung</title>
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    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
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    <dc:date>2026-04-07T18:06:17Z</dc:date>
    <dc:type>Pessoa</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116">
    <title>Dossiê da edição 116 da revista Estudos Avançados examina faces da violência na sociedade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116</link>
    <description>Edição 116 da revista Estudos Avançados apresenta o dossiê "Violência, Dor e Sofrimento", além de três artigos sobre sociologia e quatro resenhas de livros.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-116" alt="Capa da revista Estudos Avançados 116" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 116" /></p>
<p>Num momento em que o governo dos Estados Unidos discute se classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas, algo que pode dar margem a violações da soberania brasileira, a <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/">edição 116 da revista Estudos Avançados</a>, lançada recentemente, abre seu dossiê “Violência, Dor e Sofrimento” com uma análise sobre a inadequação dessa classificação [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>O conjunto de textos também discute como o sistema prisional favorece os vínculos entre o PCC e quadrilhas independentes que cometem crimes violentos ao patrimônio. Ainda no âmbito da segurança pública, outro texto analisa como disputas entre grupos internos às polícias inviabilizam reformas substanciais na área.</p>
<p>Mas o dossiê não se restringe a análise da atuação e características de organizações criminosas e instituições policiais. O sociólogo Sérgio Adorno, editor da publicação, enfatiza que, além das formas usuais de violência associadas à delinquência e aos crimes contra a pessoa e o patrimônio, “o mundo globalizado tem experimentado exacerbação dos conflitos nas relações sociais e interpessoais, no mundo público e na vida privada, nas relações entre civis e nas políticas”. Essa é a razão da abrangência temática do dossiê.</p>
<p><strong>Crime organizado</strong></p>
<p>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo Moura Braga Cavalcante, ambos vinculados à Universidade Federal do Ceará, são os autores do artigo “Narcoterrorismo e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às Facções no Brasil”. A definição de narcoterrorismo opera sobretudo como categoria retórica e geopolítica, “sem consistência analítica”, afirmam. Para eles, o caso brasileiro mostra como grupos criminosos produzem formas de governança armada que não se confundem com terrorismo, exigindo distinções analíticas entre violência expressiva, captura institucional e mercados ilícitos.</p>
<p>A rotulagem de facções criminosas como “terroristas” apaga sua base social, sua inscrição prisional e seu caráter econômico, “substituindo a análise por uma gramática de guerra que autoriza políticas de exceção”, ponderam.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Digital e impressa</i></strong></p>
<p><i>A versão digital do número 116 da revista Estudos Avançados está disponível gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. Em breve será lançada a versão impressa (R$ 45,00).  Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer assinatura anual (três edições por R$ 150,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto ao narcoestado, consideram que o termo pode ter utilidade para descrever dinâmicas de captura institucional vinculadas a economias ilícitas, “desde que empregado de modo crítico, evitando generalizações que reforçam tutelas sobre países periféricos”. No caso brasileiro, avaliam que as dinâmicas envolvem menos captura vertical de instituições e mais infiltração capilar e fragmentada de atividades ilícitas, por meio de “combinações de omissão estratégica, corrupção localizada e interesses políticos imediatos”.</p>
<p>A relação do PCC com crimes violentos ao patrimônio, especificamente os grandes roubos a instituições financeiras em várias cidades do país, é analisada em artigo do sociólogo Leonardo José Ostronoff, da<i> </i>Universidade Federal de Santa Catarina. Esses roubos constituíram o que o jargão policial e a mídia passaram a chamar de “novo cangaço” ou “domínio de cidades”.</p>
<p>Por meio do exame de documentos, entrevistas e bibliografia, Ostronoff analisa o processo que, a partir do “novo cangaço”, típico de cidades pequenas, levou ao “domínio de cidades”, que atinge cidades médias e grandes e conta com grupos maiores, explosivos e armamento de maior poder de fogo. O trabalho de campo teve como referência a cidade de Curitiba, PR.</p>
<p>A conclusão é que esses crimes não são organizados institucionalmente pelo PCC, são operações de indivíduos independentes, apesar de alguns membros da facção atuarem nelas. As relações desses criminosos com a facção ocorrem devido ao controle que ela tem do sistema prisional. As redes formadas nos presídios possibilitam o recrutamento de criminosos especializados nas tarefas exigidas pelas ações, além do empréstimo de armas e acesso a explosivos, explica o autor.</p>
<p>Ainda no campo da segurança pública, Julia Maia Goldani, pesquisadora da Escola de Direito de São Paulo da FGV, escreve sobre as dinâmicas institucionais que “minam reformas democráticas nas polícias militares do Brasil pós-1988”. Ela vê uma lacuna na compreensão dos mecanismos que propiciam a resistência das polícias a mudanças institucionais.</p>
<p>Para discutir essa lacuna, Goldani analisa o ocorrido com a <a class="external-link" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114516">Proposta de Emenda Constitucional 51/2013</a>, cujo objetivo era uma reforma estrutural, e com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, exemplo de reforma incremental.</p>
<p>No caso da PEC 51/2013, ela comenta que a atuação das cúpulas de associações das diferentes categorias policiais resultou num impasse político no Congresso Nacional, com Presidência da República não interferindo para não assumir o custo político da iniciativa. O resultado foi o abandono da proposta. Já a implantação gradual de um policiamento democrático por meio das UPPs “esbarrou nos interesses de outros grupos dentro da corporação, que divergiam da visão de segurança pública proposta ou percebiam a mudança de paradigma como uma ameaça às suas posições e perspectivas dentro da organização”.</p>
<p><strong>Filosofia</strong></p>
<p>O dossiê conta ainda com duas traduções (acompanhadas de introduções dos tradutores): “O Sofrimento Não É Dor”, do filósofo francês Paul Ricoeur (1912-2005), traduzido por Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho, ambos professores da Faculdade de Educação da USP; e “Invisibilidade: Sobre a Epistemologia do Reconhecimento”, de Axel Honneth, traduzido por Arthur Meucci, da Universidade Federal de Viçosa.</p>
<p>O texto original de Ricoeur foi apresentado em colóquio da Associação Francesa de Psiquiatria em janeiro de 1992. De acordo com os tradutores, o filósofo adota como hipótese de trabalho a de que o sofrimento consiste na diminuição da potência de agir.</p>
<p>Axel Honneth propõe uma reformulação epistemológica da teoria do reconhecimento a partir da análise da invisibilidade social, inspirada no romance “O Homem Invisível”,<i> </i>de Ralph Ellison. Para Honneth, a invisibilidade não remete à ausência perceptiva literal, mas a uma forma simbólica de desrespeito: o ato de “olhar através” do outro nega-lhe reconhecimento como sujeito moral e social válido.</p>
<p><strong>Literatura e canção</strong></p>
<p>O retrato da violência feito em obras artísticas como contos e canções e até como ela foi facilitada pelos meios digitais são temas de três artigos. Em sua análise do livro de contos “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”, de Conceição Evaristo, Ianá de Souza Pereira, da Universidade Paulista, aponta que a obra deve ser entendida a partir de estruturas econômico-sociais, raciais e patriarcais que explicam o lugar social destinado às mulheres negras nas sociedades capitalistas. No livro, são elas que comunicam e refletem sobre a experiência de ser mulher e negra dentro do patriarcado de supremacia branca e capitalista. O objetivo do artigo é compor uma análise crítica do racismo e do patriarcado exposto pelo texto de Evaristo.</p>
<p>Adriano de Paula Rabelo, da Universidade Federal de Kazan, Rússia, compara como uma canção estadunidense e outra brasileira tratam de um tipo específico de violência urbana: o assassinato, por agentes do Estados e outras pessoas, de jovens levados ao crime pelas desigualdades sociais. As canções são “In the Ghetto”, de Mac Davis, gravada por Elvis Presley em 1969, e “O Meu Guri”, de Chico Buarque, gravada por ele em 1981.</p>
<p>Uma nova forma de violência contra a mulher surgiu com o mundo digital: os sites eróticos. No artigo “A Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura”, Priscila Gonçalves Magossi, doutora em comunicação e cultura, aponta que “os resultados revelam uma arquitetura de impunidade global sustentada por contratos ilegítimos e fake news que se apropriam de pautas progressistas”. Segundo a autora, os mandantes desse submundo atuam em vácuo jurídico total, impondo cláusulas que silenciam vítimas e violam direitos fundamentais. O combate a isso, diz, exige regulação transnacional, educação mediática crítica e políticas públicas que priorizem direitos humanos.</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>As marcas de um tipo brutal de violência, aquela vivida pelos sobreviventes das bomba atômicas lançada em Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos em 1945, são analisadas em texto de Cristiane Izumi Nakagawa, psicanalista e doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. O trabalho tem como base entrevista da autora com Keiko Ogura, uma hibakusha, como são chamados aqueles que sobreviveram à bomba, no caso dela, à lançada em Hiroshima. O objetivo foi fazer um exame psicológico dos testemunhos desses sobreviventes, com atenção especial a dois fenômenos psicológicos fundamentais para a compreensão dessas memórias: o trauma e o sentimento de culpa por ações ou omissões que causaram sofrimento a outras pessoas.</p>
<p>Mas a violência também suscita discussões sobre a postura institucional e do público em relação a ela. Isso é explorado em artigo sobre pesquisa e trabalho técnico desenvolvidos por parceria entre o Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina e o Instituto de Biociências, ambos da USP, sobre as cabeças decepadas de Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira (1910-1938), a Maria Bonita. A abordagem dos pesquisadores foi baseada na revisão historiográfica e na análise qualitativa de documentos históricos, entrevistas e reportagens. "Essa metodologia permitiu explorar as narrativas que envolvem o consumo do trágico e as controvérsias sobre a preservação e exposição desses vestígios, contribuindo para discussões mais aprofundadas sobre memória, identidade e práticas museológicas", afirmam os autores.</p>
<p><strong>SOCIOLOGIA</strong></p>
<p>Outros três textos da edição configuram um minidossiê dedicado à sociologia, com propostas para sua evolução, um debate sobre o papel dos autores clássicos no discurso sociológico e um ensaio sobre o livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, de Florestan Fernandes.</p>
<p>De acordo com Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp e da UFSCar, diante das mudanças aceleradas do mundo contemporâneo, "somos levados a crer que nossa missão é dar respostas aos problemas que nos afligem desde a esfera do cotidiano, dos mais longínquos e, até mesmo, dos desconhecidos". Seu artigo "Por uma Sociologia Provocadora (de Respostas)" é baseado em conferência que fez no 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, em julho de 2025. O objetivo do trabalho, afirma, "é contribuir para uma sociologia provocadora de respostas<i>, </i>na qual o fazer sociológico<i> </i>esteja em constante processo de diálogo crítico e autocrítico com as teorias e métodos adotados, e os pontos de observação da realidade social não sejam tomados como fixos, determinísticos, porém como moventes e probabilísticos".</p>
<p>Mas diante dessa necessidade de transformação da sociologia defendida por Moraes Silva, que papel fica reservado aos autores clássicos? É sobre isso que trata o texto "O Qque Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico", de Carlos Eduardo Sell, da UFSC. Ele examina a transformação do papel desses autores, com destaque para as implicações epistemológicas, metodológicas e pedagógicas disso. Sell identifica a emergência de um novo regime discursivo (heurística negativa) e de um consenso difuso que molda o etos científico contemporâneo. Na segunda parte do artigo, ele propõe uma heurística positiva de reflexão e ensino da teoria sociológica.</p>
<p>A seção é completada justamente com texto sobre a importância atual de um livro clássico de um dos expoentes da sociologia brasileira, Florestan Fernandes. Em 2025, seu livro "A Revolução Burguesa no Brasil" completou 50 anos da primeira edição. Para os autores do artigo, André Botelho e Antonio Brasil Jr., ambos da UFRJ, a obra está mais atual do que nunca, seja pelo ponto de vista teórico, que pode ser testado na concepção, na fatura do texto e na análise crítica forjadas a partir de uma abordagem sociológica peculiar, seja pela visão política das espirais da democracia no Brasil e no mundo.</p>
<p><strong>RESENHAS</strong></p>
<p>A seção “Resenhas” traz artigos sobre os livros “Des Électeurs Ordinaires: Enquête sur la Normalization de l’Extrême Droite” (Eleitores Comuns: Investigação sobre a Normalização da Extrema Direita), de Félicien Faury, ainda sem edição no Brasil; “Permanecer Bárbaro: Não Brancos contra o Império”, de Louisa Yousfi; “História da América Latina em 100 Fotografias”, de Paulo Antonio Paranaguá; e “Razão Desumana: Cultura e Informação na Era da Desinformação Inculta (e Sedutora)”, de Eugênio Bucci.</p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p> </p>
<p><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></p>
<p><strong>Violência, Dor e Sofrimento</strong></p>
<ul>
<li>Narcoterrorismo      e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às      Facções no Brasil – <i>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo      Moura Braga Cavalcante</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Centralidade da Prisão nas Relações entre Crimes Violentos ao Patrimônio e      o PCC – <i>Leonardo José Ostronoff</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Polícias      em Conflito: “Pluralismo Policial” e os Vetos a Reformas na Segurança      pública – <i>Júlia Maia Goldani</i></li>
</ul>
<ul>
<li>No      Gueto e na Favela: Duas Canções, Dois Retratos da Violência – <i>Adriano      de Paula Rabelo</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Um      Intérprete da Experiência Contemporânea: Paul Ricoeur e a Compreensão do      Sofrimento – <i>Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Invisibilidade Social como Desrespeito na Teoria do Reconhecimento de Axel      Honneth – <i>Arthur Meucci</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Trauma      e Culpa nos hibakusha: Um Estudo da Memória de Keiko Ogura – <i>Cristiane      Izumi Nakagawa</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Conceição      Evaristo e os Arredores de “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”<i> –      Ianá de Souza Pereira</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      “Mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: Considerações sobre a      Musealização do Trágico (1938-2023) – <i>Jô Veras Closs et al.</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura – <i>Priscila      Gonçalves Magossi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Esperançar      o Presente: Sobre Futuros Inéditos e Viáveis – <i>Bruno Souza Leal e      Ana Regina Rego</i></li>
</ul>
<p><strong>Sociologia</strong></p>
<ul>
<li>Por      uma Sociologia Provocadora (de Respostas) – <i>Maria Aparecida de      Moraes Silva</i></li>
</ul>
<ul>
<li>O      Que Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico      – <i>Carlos Eduardo Sell</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"A      Revolução Burguesa no Brasil": 50 anos de um Clássico Difícil – <i>André      Botelho e Antonio Brasil Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Sociologia      da Normalização Política: A Extrema-Direita na França – <i>Fabio      Mascaro Querido</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"Permanecer      Bárbaro"<i> </i>de Louisa Yousfi: Insurgências contra a      Domesticação Civilizatória – <i>Morgane Reina</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Propósito      e Valor dos Acervos Fotográficos ao redor do Mundo – Hoje e no Futuro      – <i>Sergio Burgi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Razão,      Técnica e (Des)Informação: Os Vetores das Crises Contemporâneas – <i>Tatiana      Dourado</i></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T17:03:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais/artigos-digitais/copy_of_sao-paulo-da-cidade-balneario-ao-sesc-interlagos">
    <title>Por que os parques naturais importam? Natureza, lazer, turismo sustentável e resiliência urbana frente às mudanças climáticas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/usp-cidades-globais/artigos-digitais/copy_of_sao-paulo-da-cidade-balneario-ao-sesc-interlagos</link>
    <description>Autoras: Grislayne Guedes Lopes da Silva e Debora Cordeiro Braga.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p align="right" class="MsoNormal" style="text-align:right; "><i>Grislayne Guedes Lopes da Silva<strong><sup>I</sup> </strong>e Debora Cordeiro Braga<sup><strong>II</strong></sup></i></p>
<p style="text-align: right; "><i>7 de abril de 2026</i></p>
<div>
<div id="edn2">
<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>O aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a consequente intensificação dos fenômenos associados às mudanças climáticas têm colocado as cidades no centro de um conjunto crescente de desafios relacionados ao planejamento territorial e à gestão pública (Begum et al., 2025; Dube, 2024). Fenômenos como enchentes, períodos prolongados de seca e ondas de calor têm se tornado mais frequentes e severos, ampliando as vulnerabilidades socioambientais e exigindo respostas estruturadas voltadas à adaptação e à resiliência urbana (Kabisch et al., 2017). Esse cenário gera riscos de degradação de ecossistemas, aumento de episódios de desastres, redução da segurança hídrica e alimentar, entre outros desafios, ocasionando impactos em diversos setores (Kabisch et al., 2017; Scott et al., 2019; Begum et al., 2025).</p>
<p>No contexto urbano brasileiro, tais desafios são agravados por processos de expansão desordenada de áreas urbanas, impermeabilização do solo, desmatamento e redução de áreas verdes, fatores que intensificam os impactos climáticos, como a formação de ilhas de calor e enchentes, e reduzem a capacidade adaptativa dos territórios (Kabisch et al., 2017; Sancho-Pivoto; Raimundo, 2022). Diante desse cenário, torna-se fundamental compreender que a natureza não deve ser tratada apenas como elemento afetado pela crise ambiental, mas como componente ativo das soluções, especificamente por meio das Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Essas estratégias utilizam a infraestrutura verde para proteger, gerir e restaurar ecossistemas, oferecendo uma defesa poderosa contra riscos climáticos e promovendo simultaneamente o bem-estar humano, a conservação da natureza e a proteção da biodiversidade (IUCN, 2020).</p>
<p>A consolidação de agendas globais voltadas ao desenvolvimento sustentável, como a Agenda 2030 (UN, 2015) e o Acordo de Paris (Brasil, 2017), reforça a necessidade de incorporar estratégias de mitigação e adaptação às políticas públicas em diferentes escalas. No Brasil, essa articulação ganha espaço por meio do Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima 2024-2035), instrumento central que orienta a política climática nacional e traduz os compromissos internacionais em metas e ações concretas para o país. Nesse sentido, a implementação dessas diretrizes depende fortemente da atuação dos governos locais, responsáveis por traduzir compromissos globais em ações territoriais. Há uma meta estabelecida pelo próprio Plano Clima de garantir que ao menos 35% dos municípios brasileiros tenham planos de adaptação até 2035 (MMA, MCTI, CC/PR, 2025).</p>
<p>Nesse cenário inserem-se as áreas protegidas, denominadas Unidades de Conservação (UCs) no Brasil, como é o caso dos parques naturais (Brasil, 2000), cuja relevância já era evidenciada desde o Relatório Brundtland, do fim da década de 1980, como fundamentais para garantir a proteção de ecossistemas nativos, a conservação da biodiversidade e a sustentabilidade dos sistemas naturais e sociais (UN, 1987), benefícios que, no atual Plano Clima do Brasil, são reafirmados como estratégicos para a resiliência dos biomas e a manutenção de serviços ecossistêmicos essenciais (MMA, MCTI, CC/PR, 2025). É nesse contexto que a existência de parques naturais em áreas urbanas pode ganhar centralidade. Esses espaços podem ser compreendidos como elementos estruturantes da infraestrutura verde, ao articularem conservação ambiental, bem-estar, lazer, turismo sustentável e estratégias de adaptação climática.</p>
<p>Assim, este ensaio propõe refletir sobre a seguinte questão: Qual a importância dos parques naturais para o desenvolvimento sustentável de cidades? A resposta está na sua capacidade de integrar as dimensões da sustentabilidade (ambiental, social, econômica e institucional), tornando-se fundamentais para a construção de cidades mais sustentáveis, resilientes e para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados a cidades sustentáveis e ação climática (UN, 2015).</p>
<p><strong>Os serviços ecossistêmicos que tornam os parques naturais essenciais</strong></p>
<p>A relevância dos parques naturais está diretamente associada à sua capacidade de fornecer serviços ecossistêmicos indispensáveis para o funcionamento equilibrado dos ambientes urbanos, definidos como os benefícios diretos ou indiretos que os seres humanos obtêm das funções e processos dos ecossistemas (IPCC, 2023; Silva et al., 2025; Xiao et al., 2025). Esses serviços costumam ser classificados como serviços de provisão (exemplos: alimentos, água e madeira), serviços de regulação e manutenção (exemplos: controle do clima, enchentes, secas e deslizamentos de encostas) e serviços culturais (exemplos: lazer, turismo, experiências espirituais) (Silva et al., 2025; Sancho-Pivoto et al., 2022).</p>
<p>Entre esses serviços destacam-se a regulação térmica, a melhoria da qualidade do ar, o controle do escoamento superficial e a conservação da biodiversidade (Kabisch et al., 2017; Yao et al., 2025). Esses espaços funcionam como áreas centrais de uma infraestrutura verde multifuncional e altamente interconectada, indispensável para o funcionamento equilibrado dos territórios (IPCC, 2023; Yao et al., 2025). Exemplo disso são os sete parques naturais municipais existentes dentro da cidade de São Paulo, próximos às áreas urbanas do município, que resguardam 30% de áreas remanescentes de vegetação nativa de Mata Atlântica (Prefeitura de São Paulo, 2025).</p>
<p>Em áreas urbanizadas, onde os processos naturais são frequentemente alterados pela ocupação humana, esses serviços assumem papel ainda mais crítico no enfrentamento de desafios associados às mudanças climáticas e à poluição atmosférica (Yao et al., 2025). A presença de áreas verdes, como os parques, contribui para reduzir impactos associados a eventos extremos, como inundações, ao mesmo tempo em que favorece o equilíbrio térmico por meio da mitigação das ilhas de calor e a estabilidade dos ecossistemas urbanos (Kabisch et al., 2017).  A estrutura da vegetação, incluindo a cobertura arbórea e a riqueza de espécies, é fator determinante para a eficácia desses serviços de regulação climática (Yao et al., 2025).</p>
<p>Além das funções ecológicas, os parques naturais também exercem papel significativo na conectividade ambiental, servindo como corredores que permitem a circulação de espécies e contribuem para a manutenção de ecossistemas fragmentados, especialmente em contextos de intensa pressão urbana (IPCC, 2023). A proteção dessas áreas é reconhecida mundialmente como a estratégia mais efetiva para a conservação a longo prazo da integridade dos habitats e da biodiversidade (Welch, 2005; Silva et al., 2025).</p>
<p>Outro aspecto central diz respeito aos benefícios não materiais, classificados como serviços ecossistêmicos culturais (Sancho-Pivoto et al., 2022). A vivência em ambientes naturais está relacionada à redução de estresse, melhoria da saúde, fortalecimento de vínculos sociais e do bem-estar em múltiplas dimensões: física (pela prática de exercícios), social (pelo fortalecimento de vínculos e coesão), espiritual (pela conexão com a natureza) e psicológica (Sancho-Pivoto; Raimundo, 2022). Pesquisas indicam que os benefícios mais valorizados pelos visitantes são de ordem psicológica e emocional, como a redução do estresse, o alívio da fadiga mental e a recuperação do equilíbrio psicofísico por meio de experiências como os "banhos de natureza" (Sancho-Pivoto et al., 2025).</p>
<p>Esse cenário evidencia a importância desses espaços para a qualidade de vida da população (Sancho-Pivoto; Raimundo, 2022). Além do bem-estar, os parques naturais promovem o turismo sustentável, que gera impactos positivos na economia local e empregos (Gan et al., 2025). O reconhecimento do valor dos parques naturais por parte da população local é primordial para fortalecer o sentimento de pertencimento e o engajamento social na proteção desses patrimônios naturais (Sancho-Pivoto et al., 2025).</p>
<p>Dessa forma, os parques naturais não apenas conservam recursos ambientais, mas também promovem bem-estar, lazer, turismo sustentável e educação ambiental, aproximando a sociedade da natureza. O reconhecimento desses espaços pelos gestores públicos é um fator primordial para fomentar a consciência ambiental, fortalecer o pertencimento e o engajamento público na proteção e valorização desses patrimônios naturais brasileiros.</p>
<p><strong>Parques naturais e seus benefícios no contexto das infraestruturas verdes e soluções baseadas na natureza</strong></p>
<p>A compreensão dos parques naturais como infraestrutura verde amplia significativamente sua relevância no planejamento urbano (IPCC, 2023). Esse conceito refere-se ao conjunto interconectado e estrategicamente planejado de sistemas ecológicos naturais e construídos, como parques e espaços verdes abertos, capazes de oferecer funções e serviços com múltiplos benefícios ambientais, sociais e econômicos (Kabisch et al., 2017).</p>
<p>Nesse sentido, esses espaços também podem ser interpretados como soluções baseadas na natureza (SbN), isto é, ações para proteger, gerir de forma sustentável e restaurar ecossistemas que desenvolvem processos naturais para enfrentar desafios contemporâneos, incluindo aqueles relacionados às mudanças climáticas (IUCN, 2020).</p>
<p>Os parques naturais, estabelecidos como UCs de Proteção Integral pelo Sistema Nacional de UCs – SNUC (Brasil, 2000), localizados próximos de áreas urbanas, exemplificam essa abordagem ao desempenharem funções como:</p>
<ul>
<li><strong>Moderação das temperaturas urbanas:</strong> por meio da evapotranspiração e do sombreamento, o que ajuda a reduzir o efeito das ilhas de calor (Kabisch et al., 2017);</li>
<li><strong>Aumento da infiltração hídrica:</strong> contribuindo para a regulação do ciclo da água e o controle de enchentes (Kabisch et al., 2017);</li>
<li><strong>Proteção de ecossistemas:</strong> garantindo a integridade dos biomas e o abrigo de espécies de fauna e flora (IUCN, 2020);</li>
<li><strong>Oferta de espaços para lazer, turismo e promoção da saúde:</strong> proporcionando relaxamento psicológico, alívio de estresse e oportunidades para atividade física (Kabisch et al., 2017).</li>
</ul>
<p>Essas funções evidenciam sua contribuição tanto para a mitigação (por meio do sequestro de carbono pela vegetação) quanto para a adaptação climática (reduzindo riscos de eventos extremos) (MMA, MCTI, CC/PR, 2025). Além disso, tem conexão direta com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima) (UN, 2015). Ao serem incorporados de forma estratégica ao planejamento urbano e à governança local, os parques deixam de ser tratados como espaços isolados e passam a integrar sistemas territoriais mais amplos, como infraestrutura verde, reforçando a capacidade das cidades de responder aos desafios ambientais de forma resiliente e sustentável (IPCC, 2023).</p>
<p><strong>Benefícios sociais, econômicos e turísticos dos parques naturais próximos às áreas urbanas</strong></p>
<p>Os parques naturais desempenham papel relevante na promoção de benefícios sociais e econômicos (Silva et al., 2025). Do ponto de vista social, esses espaços ampliam o acesso ao lazer e turismo, e contribuem diretamente para o bem-estar ao oferecerem ambientes seguros e acessíveis para convivência e recreação (Sancho-Pivoto; Raimundo, 2023).</p>
<p>Além disso, esses espaços favorecem processos de educação ambiental e fortalecem a identidade territorial, ao promover o sentimento de pertencimento e sensibilização da sociedade para a urgência da conservação da biodiversidade, reconhecendo e valorizando o patrimônio natural (Silva et al., 2025). Estudos indicam que a visitação a essas áreas contribui para a redução do estresse, melhora do humor e prevenção de doenças como hipertensão e ansiedade, funcionando como verdadeiras "academias ao ar livre” (Sancho-Pivoto et al., 2025). Assim, quanto mais próximas as áreas naturais estejam das áreas urbanas vulneráveis, maior será a possibilidade da democratização de lazer junto a comunidades marginalizadas e, ao mesmo tempo, ampliam-se as possibilidades de conscientização destes sobre a necessidade de conservação desses espaços (Krippendorf, 2000).</p>
<p>No campo econômico, os parques apresentam potencial significativo para o desenvolvimento do turismo sustentável (Silva et. al., 2023; Zhao et al., 2024). A valorização de recursos naturais como atrativos turísticos permite a geração de emprego e renda em áreas como de hospedagem, alimentação e condução de visitantes, ao mesmo tempo que incentiva práticas de baixo impacto ambiental (Begum et al., 2025; Chen et al., 2025). Quando estruturado de forma planejada, o turismo em áreas naturais pode contribuir para o fortalecimento de economias locais e para a diversificação das atividades produtivas, articulando conservação ambiental e desenvolvimento territorial (Silva et al., 2023; Zhao et al., 2024).</p>
<p>No Brasil, estima-se que cada real investido em parques pode gerar um retorno significativo para a economia regional por meio dos gastos dos visitantes (Sancho-Pivoto; Raimundo, 2022). Portanto, os parques naturais são espaços estratégicos para a integração entre bem-estar, lazer, turismo e resiliência urbana, devendo ser prioridade no planejamento público das cidades.</p>
<p><strong>Governança e políticas públicas para a valorização dos parques naturais</strong></p>
<p>Apesar de sua relevância, a incorporação dos parques naturais nas políticas públicas municipais ainda ocorre de maneira limitada. Na análise de 76 planos de governo de prefeitos eleitos, em 2024, de um total de 78 Estâncias Turísticas do estado de São Paulo (Lei nº 18.379/2025)<strong><sup>1</sup></strong>, constatou-se que a integração entre turismo, conservação ambiental e adaptação climática ainda se apresenta de forma incipiente no planejamento municipal. Embora o turismo seja amplamente reconhecido como um vetor de desenvolvimento econômico em 67 dos planos de governo analisados, observa-se que a articulação entre turismo, gestão de áreas naturais protegidas e estratégias de adaptação climática permanece ausente nos documentos analisados. Ainda que 38 planos façam referência a parques, trilhas ou áreas verdes no contexto do turismo ou do lazer, nenhum deles estabelece, de maneira explícita, a conexão entre esses espaços e estratégias voltadas à mitigação ou adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>Em diversos casos, os parques são tratados apenas como espaços de lazer, sem serem reconhecidos como elementos estratégicos para a resiliência urbana, para a educação ambiental e geração de emprego e renda. Essa abordagem reduz seu potencial no contexto das infraestruturas verdes e como soluções baseadas na natureza, além de os governantes municipais não considerarem os parques naturais para alavancar a atividade turística. Diante disso, torna-se essencial fortalecer os arranjos de governança, promovendo a integração entre diferentes atores e setores para o desenvolvimento de ações efetivas.</p>
<p>A implementação da Agenda 2030 em nível local depende da capacidade dos municípios de articular políticas públicas e incorporar diretrizes globais em seus instrumentos de planejamento, municipalizando os ODS de maneira efetiva (Foschi et al., 2025; Katsikis et al., 2025). Isso implica na identificação e mapeamento de áreas de vegetação nativa existentes passíveis de instituição como UCs, incluindo parques naturais, para conservação da biodiversidade, bem como a inclusão desses parques em planos diretores, planos de turismo, planos ambientais e demais instrumentos de gestão territorial, garantindo sua integração às estratégias de desenvolvimento sustentável. Mais do que reconhecer sua existência, é necessário reposicionar esses espaços como bens comuns estratégicos para o enfrentamento das mudanças climáticas.</p>
<p><strong>Considerações finais — Valorização dos parques naturais como bens comuns</strong></p>
<p>Diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, torna-se evidente que a adaptação das cidades passe, necessariamente, pela valorização da natureza no ambiente urbano. Os parques naturais próximos às áreas urbanas importam porque integram, de forma única, benefícios essenciais à sociedade: promovem o bem-estar, ampliam oportunidades de lazer e educação ambiental, impulsionam o turismo sustentável, geram emprego e renda e fortalecem a capacidade adaptativa da cidade, ou seja, a resiliência urbana frente às mudanças climáticas.</p>
<p>Considerando o que foi exposto, é possível afirmar que quando os parques naturais são reconhecidos no contexto das infraestruturas verdes e soluções baseadas na natureza, passam a ocupar um papel central no planejamento urbano e nas políticas públicas, contribuindo para a redução de vulnerabilidades e para a construção de cidades mais sustentáveis. No entanto, esse potencial só será plenamente alcançado a partir de ações bem planejadas, governança efetiva e integração entre políticas públicas. Isso exige compromisso institucional dos gestores públicos municipais, o que envolve decisões políticas e de planejamento qualificadas, e a capacidade de articulação entre diferentes setores e atores sociais, bem como participação ativa da comunidade na construção de cidades sustentáveis.</p>
<p>Mais do que espaços de conservação, lazer ou turismo, os parques naturais devem ser reconhecidos como bens comuns e como legados para as futuras gerações. Ao integrar essas soluções no planejamento, as cidades podem se tornar mais resilientes, sustentáveis e preparadas para enfrentar os desafios climáticos do futuro e aptas ao usufruto da comunidade local e de turistas. Nesse sentido, investir na criação, valorização e gestão adequada dos parques naturais é investir diretamente na qualidade de vida da sociedade e no futuro das cidades.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>BEGUM, R. A., RAIHAN, A., PEREIRA, J.J. et al. Impacts of economic growth, energy use, population, urbanisation, and tourism on CO2 emissions in Malaysia: an empirical analysis of ARDL approach. <strong>Environment, Development and Sustainability</strong>, 2025. <a href="https://doi.org/10.1007/s10668-025-06093-8">https://doi.org/10.1007/s10668-025-06093-8</a></p>
<p>Brasil. <strong>Decreto nº 9.073, de 5 de junho de 2017. </strong>Promulga o Acordo de Paris sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [...]. Brasília, DF: D.O.U de 06 jun. 2017, pág. nº 3.</p>
<p>Brasil. <strong>Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000.</strong> Regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Brasília, DF: DOU de 19 jul. 2000.</p>
<p>CHEN, X., YANG, S., YANG, Y., SHUAI, C., ZHAO, B. Low-carbon hospitality development: tracking the global carbon emission embodied in trade networks. <strong>Sustainable Development</strong>, v. 33, n. 5, p.7025-7037. <a href="https://doi.org/10.1002/sd.3509">https://doi.org/10.1002/sd.3509</a></p>
<p>DUBE, K. Evolving narratives in tourism and climate change research: trends, gaps, and future directions. <strong>Atmosphere</strong>, v. 15, n. 4, 2024. <a href="https://doi.org/10.3390/atmos15040455">https://doi.org/10.3390/atmos15040455</a></p>
<p>Foschi, E., Pennellini, S., Fochi, P. et al. Localizing the United Nations 2030 Agenda to leverage shared accountability through collaborative governance. <strong>Discover Sustainability</strong>, v. 6, n. 963, 2025. <a href="https://doi.org/10.1007/s43621-025-01765-x">https://doi.org/10.1007/s43621-025-01765-x</a></p>
<p>GAN, C.; WANG, K.; VODA, M. Does tourism development become an accelerator of low-carbon transition? The moderating role of digital economy and green finance. <strong>Journal of Environmental Management</strong>, v. 385, 125664, 2025. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jenvman.2025.125664">https://doi.org/10.1016/j.jenvman.2025.125664</a></p>
<p>IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change. <strong>Mudança do Clima 2023</strong>: Relatório Síntese. Contribuição dos Grupos de Trabalho I, II e III para o Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima. Genebra, Suíça: IPCC, 2023. DOI: 10.59327/IPCC/AR6-9789291691647. Disponível em: <a href="https://www.ipcc.ch/report/ar6/syr/">https://www.ipcc.ch/report/ar6/syr/</a>. Acesso em: 12 jan. 2026.</p>
<p>IUCN - International Union for Conservation of Nature. <strong>IUCN Global Standard for Nature-based Solutions</strong>: a user-friendly framework for the verification, design and scaling up of NbS. First edition. Gland, Switzerland: IUCN, 2020. <a href="https://doi.org/10.2305/IUCN.CH.2020.08.en">https://doi.org/10.2305/IUCN.CH.2020.08.en</a></p>
<p>KABISCH, N.; VAN DEN BOSCH, M.; LAFORTEZZA, R. The health benefits of nature-based solutions to urbanization challenges for children and the elderly: a systematic review. <strong>Environmental Research</strong>, v. 159, nov., p. 362–373, 2017. <a href="https://doi.org/10.1016/j.envres.2017.08.004">https://doi.org/10.1016/j.envres.2017.08.004</a></p>
<p>Katsikis, N., Saraceno, P. P., and Stamos, I. Spatializing the Sustainable Development Goals (SDGs): the role of urbanization in SDGs localization across spatial scales. <strong>Journal of Environmental Policy &amp; Planning</strong>, v. 28, n. 2, p. 247-267, 2025. <a href="https://doi.org/10.1080/1523908X.2025.2553014">https://doi.org/10.1080/1523908X.2025.2553014</a></p>
<p>KRIPPENDORF, Jost. <strong>Sociologia do Turismo</strong>. São Paulo: Aleph. 2000.</p>
<p>MMA - Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. MCTI - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. CC/PR - Casa Civil da Presidência da República. <strong>Plano Clima Adaptação – Sumário Executivo.</strong> Brasília/DF: MMA, MCTI, CC/PR, 2025. Disponível em: <a href="https://www.gov.br/mma/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/mudanca-do-clima/sumario-executivo-plano-clima.pdf">https://www.gov.br/mma/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/mudanca-do-clima/sumario-executivo-plano-clima.pdf</a>. Acesso: jan. 2026.</p>
<p>Prefeitura de São Paulo. <strong>Conceito de Unidades de Conservação: Parques Naturais Municipais</strong>. 02 dez. 2025. Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Disponível em: <a href="https://prefeitura.sp.gov.br/web/meio_ambiente/w/unid_de_conservacao/3339">https://prefeitura.sp.gov.br/web/meio_ambiente/w/unid_de_conservacao/3339</a>. Acesso: jan. 2026.</p>
<p>SANCHO-PIVOTO, A., RAIMUNDO, S., ALVES, A. F., e TONE, R. de L. A. Serviços ecossistêmicos culturais em áreas protegidas: uma revisão da literatura. <strong>CULTUR: Revista de Cultura e Turismo</strong>, v. 16, n. 1, abr. 2022. <a href="https://doi.org/10.36113/cultur.v16i1.3270">https://doi.org/10.36113/cultur.v16i1.3270</a></p>
<p>SANCHO-PIVOTO, A.; RAIMUNDO, S. As contribuições da visitação em parques para a saúde e bem-estar. <strong>Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo</strong>, São Paulo, v. 16, 2546, 2022. <a href="https://doi.org/10.7784/rbtur.v16.2546">https://doi.org/10.7784/rbtur.v16.2546</a></p>
<p>SANCHO-PIVOTO, A.; RAIMUNDO, S. Parque Estadual da Serra do Mar (SP), populações locais e serviços ecossistêmicos culturais<strong>. Geousp,</strong> São Paulo, v. 27, n. 2, e-196770, maio/ago. 2023.</p>
<p>SANCHO-PIVOTO, A.; RAIMUNDO, S.; SANTOS, G. E. O. Visitação a parques urbanos e as contribuições para a saúde e bem-estar<strong>. Ambiente &amp; Sociedade</strong>, São Paulo, v. 28, 2025. <a href="http://dx.doi.org/10.1590/1809-4422asoc00451vu28L2AO">http://dx.doi.org/10.1590/1809-4422asoc00451vu28L2AO</a></p>
<p>SÃO PAULO (Estado). <strong>Lei n° 18.379, 23 dezembro 2025</strong>. Altera a Lei n° 17.469, de 13 de dezembro de 2021, que promove alterações e consolida a legislação que classifica os Municípios Turísticos do Estado de São Paulo. DOE-SP, Executivo, 26 dez. 2025, p. 3.</p>
<p>SÃO PAULO (Estado). <strong>Lei nº 17.469, 13 dezembro 2021</strong>. Promove alterações e consolida a legislação que classifica os Municípios Turísticos do Estado de São Paulo. DOE-I, 14dez.2021, p.1.</p>
<p>SCOTT, D.; HALL, C. M.; GÖSSLING, S. Global tourism vulnerability to climate change. <strong>Annals of Tourism Research</strong>, v. 77, p. 49-61, 2019. <a href="https://doi.org/10.1016/j.annals.2019.05.007">https://doi.org/10.1016/j.annals.2019.05.007</a></p>
<p>SILVA, M. S. F. et al. Benefícios dos serviços ecossistêmicos culturais no Parque Nacional de Brasília. <strong>Revista Campo-Território</strong>, v. 20, n. 60, p. 127-149, nov. 2025. <a href="https://doi.org/10.14393/RCT206079797">https://doi.org/10.14393/RCT206079797</a></p>
<p>SILVA, S.; SILVA, L. F.; VIEIRA, A. Protected Areas and nature-based tourism: a 30-year bibliometric review. <strong>Sustainability</strong>, v. 15, n. 15, 11698, 2023. <a href="https://doi.org/10.3390/su151511698">https://doi.org/10.3390/su151511698</a></p>
<p>UN – United Nations. <strong>Report of the World Commission on Environment and Development: “Our Common Future”.</strong> UN. Secretary-General; World Commission on Environment and Development, 4 august 1987.</p>
<p>UN – United Nations. <strong>Transforming our world: the 2030 Agenda for Sustainable Development.</strong> Resolution adopted by the General Assembly on 25 September 2015. <a href="https://docs.un.org/en/A/RES/70/1">https://docs.un.org/en/A/RES/70/1</a></p>
<p>Welch, D. What should Protected Areas Managers do in the face of climate change? <strong>The George Wright Forum</strong>, v. 22, n. 1, pp. 75-93, 2005. <a href="https://www.jstor.org/stable/43597933">https://www.jstor.org/stable/43597933</a></p>
<p>XIAO, X. et al. Exploring tourists’ perceptions of ecosystem services in national parks to guide the optimization of management. <strong>Journal of Cleaner Production</strong>, v. 497, 145134, 2025. <a href="https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2025.145134">https://doi.org/10.1016/j.jclepro.2025.145134</a></p>
<p>YAO, Y. et al. Impact of urban green infrastructure on ecosystem services: a systematic review. <strong>Ecological Indicators</strong>, v. 178, 113885, 2025. <a href="https://doi.org/10.1016/j.ecolind.2025.113885">https://doi.org/10.1016/j.ecolind.2025.113885</a></p>
<p>ZHAO, X.; LI, T.; DUAN, X. Studying tourism development and its impact on carbon emissions. <strong>Scientific Reports</strong>, v. 14, 7463, 2024. <a href="https://doi.org/10.1038/s41598-024-58262-w">https://doi.org/10.1038/s41598-024-58262-w</a> <strong> </strong></p>
<p><strong>ODS relacionados</strong></p>
<ul>
<li>ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico</li>
<li>ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis</li>
<li>ODS 13 – Ação contra a Mudança Global do Clima</li>
<li>ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação</li>
</ul>
<p> </p>
<hr />
<p><span class="discreet"><sup><strong>I</strong> </sup>Pós-doutoranda do Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS USPCG) do Instituto de Estudos Avançados da USP. Doutora e mestre em turismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP.<br /><sup><strong>II</strong></sup> Professora associada do Curso de Turismo da Escola de Comunicações e Artes da USP e da Pós-Graduação em Turismo da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP. Supervisora do Eixo Turismo Sustentável do Centro de Síntese USP Cidades Globais (CS USPCG) do Instituto de Estudos Avançados da USP.<br /><strong><sup>1</sup></strong> Essa Lei nº 18.379/2025 classificou 8 novos municípios como Estâncias Turísticas junto aos 70 classificados na Lei nº 17.469/2021, totalizando 78 Estâncias Turísticas em dezembro de 2025. No entanto, não foi possível localizar os planos de governo de dois municípios que na época da coleta de dados estavam com candidatos eleitos sub judice.</span></p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
    <dc:date>2026-04-07T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/inteligencia-humana-inteligencia-artificial-e-os-sentidos-do-aprender-na-formacao-de-professores">
    <title>Inteligência Humana, Inteligência Artificial e os Sentidos do Aprender na Formação de Professores</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/inteligencia-humana-inteligencia-artificial-e-os-sentidos-do-aprender-na-formacao-de-professores</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<h3>Minicurso</h3>
<div id="_mcePaste">
<div id="_mcePaste">
<div id="_mcePaste">
<p><span id="docs-internal-guid-27a9964d-7fff-932f-9cd1-86d4b134a07b"><span>O minicurso aborda a constituição da inteligência humana em contextos educacionais marcados pela intensificação do uso da inteligência artificial, com o objetivo de analisar criticamente as relações entre inteligência humana e inteligência artificial no campo educacional, à luz da Psicologia Histórico-Cultural e do materialismo histórico-dialético. Discute a inteligência humana como processo social e mediado, articulando conceitos como funções psíquicas superiores, vivência (perejivanie), atividade pedagógica e sentido do aprender. Problematiza a inteligência artificial generativa como mediação tecnológica não neutra, cujos efeitos formativos dependem da organização do ensino e da mediação docente, focalizando implicações teóricas, pedagógicas e ético-políticas para a formação inicial e continuada de professores, reafirmando a centralidade do trabalho pedagógico na promoção de uma formação crítica, ética e socialmente referenciada.</span></span></p>
</div>
<div></div>
</div>
<div></div>
</div>
<p><strong>Expositoras:</strong></p>
<div class="gmail_default"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-helena-dos-santos-araujo" class="external-link">Cláudia Helena dos Santos Araújo</a> (CEB-IEA/USP)</div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-eliza-mattosinho" class="external-link"><span class="il">Maria</span><span> </span><span class="il">Eliza</span><span> Mattosinho Bernardes</span></a> (CEB-IEA/USP)</div>
<div class="gmail_default"><span><br /></span></div>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/c/C%C3%A1tedradeEduca%C3%A7%C3%A3oB%C3%A1sica" target="_blank">canal YouTube da Cátedra</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Isabella Giovannoni</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra de Educação Básica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T14:17:11Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-eugenia-de-carvalho-campos">
    <title>Ana Eugênia de Carvalho Campos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-eugenia-de-carvalho-campos</link>
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    <dc:publisher></dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
    <dc:date>2026-04-06T17:57:38Z</dc:date>
    <dc:type>Pessoa</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-marcelo-fernandes-abbud">
    <title>João Marcelo Fernandes Abbud</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-marcelo-fernandes-abbud</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher></dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
    <dc:date>2026-04-06T17:53:28Z</dc:date>
    <dc:type>Pessoa</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernanda-machiaveli-morao-de-oliveira">
    <title>Fernanda Machiaveli Morão de Oliveira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernanda-machiaveli-morao-de-oliveira</link>
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    <dc:publisher></dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
    <dc:date>2026-04-06T17:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pessoa</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-ferrari-emerich">
    <title>Bruno Ferrari Emerich</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-ferrari-emerich</link>
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    <dc:publisher></dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
    <dc:date>2026-04-06T17:39:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pessoa</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-martins">
    <title>Eduardo Martins</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-martins</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher></dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
    <dc:date>2026-04-06T17:33:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pessoa</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-barbieri">
    <title>Luis Barbieri</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luis-barbieri</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher></dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
    <dc:date>2026-04-06T17:27:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pessoa</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/frederic-goulet">
    <title>Frédéric Goulet</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/frederic-goulet</link>
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    <dc:publisher></dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
    <dc:date>2026-04-06T17:13:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pessoa</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristhiane-oliveira-da-graca-amancio">
    <title>Cristhiane Oliveira da Graça Amancio</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristhiane-oliveira-da-graca-amancio</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher></dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
    <dc:date>2026-04-06T17:04:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pessoa</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/regulacao-dos-bioinsumos">
    <title>A Regulação dos Bioinsumos: Um Caminho para Destravar a Transição do Sistema Alimentar </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/regulacao-dos-bioinsumos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O sistema agroalimentar global é marcado por uma concentração, que confere aos seus protagonistas um poder extraordinário. Transgenia, agrotóxicos, genética animal, fertilizantes sintéticos, máquinas, produtos farmacêuticos, comercialização, processamento, frigoríficos, varejo e distribuição: cada um desses segmentos é dominado por aquilo que a microeconomia contemporânea caracteriza como oligopólios.</p>
<p>A América Latina é hoje o maior mercado global de agroquímicos. Este grau de concentração nos atinge não só pela dependência de insumos importados, que caracteriza a agropecuária brasileira, mas, sobretudo, pelos bloqueios que esses gigantes corporativos frequentemente opõem a inovações capazes de questionar seus modelos de negócio.</p>
<p>Nesse contexto, o avanço dos bioinsumos torna-se fundamental, especialmente no Brasil, que ocupa posição de destaque global na busca por alternativas à adição química que caracteriza a agropecuária. Para que esse potencial se concretize, é fundamental que o registro da propriedade intelectual destes avanços científicos evite seu controle anti-concorrencial pelos gigantes corporativos.</p>
<p>É para discutir os caminhos pelos quais iniciativas descentralizadas de produção e uso de bioinsumos podem impulsionar a transição para um sistema agroalimentar saudável e sustentável que o INCT “Superar a Monotonia do Sistema Agroalimentar” e o Instituto Folio organizam esse seminário.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência e Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ínstitucional</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-06T16:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>




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