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Gabor Sonkoly, da EHESS-Paris, discute patrimônio urbano, autenticidade e identidade cultural

por Fernanda Rezende - publicado 28/05/2026 14:55 - última modificação 28/05/2026 16:03

Nos dias 1º, 3, 11 e 15 de junho, o “Ciclo Gábor Sonkoly” terá encontros dedicados à reflexão sobre patrimônio cultural, urbanismo, memória histórica e os desafios contemporâneos da preservação cultural.

Gábor Sonkoly - 28/05/2026
O historiador húngaro Gábor Sonkoly, pesquisador da École des Hautes Études en Sciences Sociales
O Instituto de Estudos Avançados promoverá, às 10h dos dias 1º, 3, 11 e 15 de junho, o “Ciclo Gábor Sonkoly”, uma série de encontros dedicada à reflexão sobre patrimônio cultural, urbanismo, memória histórica e os desafios contemporâneos da preservação cultural. Os participantes discutirão a evolução dos conceitos de patrimônio urbano, autenticidade e identidade cultural entre os séculos 19 e 21. Abertos ao público mediante inscrição prévia em cada atividade, os eventos acontecerão na Sala Alfredo Bosi, com transmissão ao vivo pelo canal do IEA no YouTube.

O historiador húngaro Gabor Sonkoly, professor da École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), em Paris, é reconhecido internacionalmente por suas pesquisas em história urbana, patrimônio cultural e memória europeia. Sua produção acadêmica aborda especialmente os processos de construção das identidades urbanas e as transformações das políticas de preservação cultural na Europa contemporânea. Em todos os dias, a moderação e os comentários serão de Marisa Midori Deaecto, da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP) e IEA, e Renato Cymbalista, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP).

A programação tem início em 1º de junho, com a conferência “Uma História do Patrimônio Urbano na Europa, 1850–2025”, na qual Sonkoly traçará a história das cidades históricas europeias, desde seu reconhecimento até o turismo excessivo. O debate será conduzido por Danielle Dias, da Escola da Cidade.

No dia 3 de junho, acontece o debate “Regimes de Patrimônio Cultural e Autenticidade”, dedicado à evolução do conceito de patrimônio cultural e autenticidade desde o século 18 até os dias atuais. A proposta é analisar como o patrimônio passou da construção de identidades nacionais ao reconhecimento do patrimônio universal e imaterial, chegando às atuais interpretações que entendem a autenticidade como uma construção social e política. Clarissa Gagliardi, do Centro de Preservação Cultural (CPC-USP), fará a moderação.

O ciclo continua em 11 de junho com a mesa “Reconstrução de Centros Históricos na Europa Central: Democratização ou Populismo”, voltada à discussão das transformações recentes nas políticas de preservação do patrimônio na Europa Central. Sonkoly analisará como cidades como Varsóvia, Berlim e Budapeste passaram da reconstrução baseada em padrões internacionais para novas tendências de reconstruções históricas em larga escala e questionamentos sobre a proteção de monumentos. A moderação será de Deborah Neves, da Unifesp.

Encerrando a programação, no dia 15 de junho acontece o seminário “Patrimônio como Instrumento de Soft Power”, que analisará como o patrimônio cultural passou, desde o século 19, de instrumento de afirmação nacional e internacional para um espaço de disputas políticas no século 21. Os partcipantes discutirão de que forma monumentos, museus e patrimônios mundiais têm sido usados em conflitos nacionais e internacionais, refletindo interesses políticos e identitários contemporâneos. Moderado por David Ribeiro, do Museu Paulista USP, o debate também discutirá perspectivas internacionais para a preservação cultural em contextos de crise e transformação social.