Projeto RUA lança livro sobre gerenciamento de riscos diante de eventos climáticos extremos
O projeto RUA – Resiliência Urbana em Ação lança no dia 23 de abril, às 8h30, e-book homônimo sobre o desenvolvimento de estratégias para ampliação da capacidade das cidades brasileiras de enfrentar eventos climáticos extremos por meio de governança colaborativa, ciência aplicada e participação social.
Com o subtítulo "Estratégias para o Gerenciamento de Riscos Associados a Eventos Climáticos Extremos" e 97 páginas, o livro está disponível gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP.
A coordenadora da publicação e do projeto é Tatiana Tucunduva Philippi Cortese, pesquisadora colaboradora do IEA, doutora em saúde pública pela USP e professora de pós-graduação na Universidade Nove de Julho e na Escola de Direito de São Paulo da FGV. Além dela, contribuem com o livro outros 13 pesquisadores de várias instituições.
Sete do autores apresentarão os resultados do projeto durante o encontro de lançamento do e-book, que será realizado na Sala Alfredo Bosi, sede do IEA (rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Unversitária, São Paulo, SP). Haverá transmissão ao vivo do evento pelo canal do Instituto no YouTube.
Encontros técnicos
O livro descreve cinco encontros técnicos interinstitucionais realizados entre maio de 2024 e março de 2025, baseados em metodologias participativas e análise de dados. O caso da tragédia de São Sebastião, ocorrida em 2023, é utilizado como estudo empírico central para mapear fragilidades, boas práticas e fluxos de atuação na gestão de desastres.
A estrutura da obra segue as fases definidas pelo Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015–2030 (SFDRR, na sigla em inglês), um dos principais acordos internacionais sobre o tema. As cinco etapas estabelecidas pelo marco são: resposta, recuperação, reabilitação, reconstrução e prevenção. Elas também orientam as atividades do projeto RUA.
Ao longo do livro, os autores destacam a importância da integração entre órgãos públicos, academia, setor privado e comunidades como eixo central da resiliência urbana. Na parte final, a obra sistematiza achados transversais, desafios persistentes e recomendações práticas, culminando em uma chamada coletiva à ação em favor de cidades mais preparadas, justas e sustentáveis.