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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial">
    <title>Seminário debateu diretrizes que subsidiaram projeto de lei sobre inteligência artificial</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial</link>
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:550px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-do-seminario-desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial-24-4-23/image" alt="Mesa do seminário 'Desafios Regulatórios da Inteligência Artificial' - 24/4/23" title="Mesa do seminário 'Desafios Regulatórios da Inteligência Artificial' - 24/4/23" height="312" width="550" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:550px;">A partir da esquerda, quatro dos expositores do seminário: o advogado Luiz Fernando Martins Castro, o professor Virgílio Almeida, o senador Eduardo Gomes e o advogado Maximiliano Martinhão; os outros expositores foram a professora Laura Schertel Mendes (por videoconferência) e o advogado Fabrício da Mota Alves</dd>
</dl></p>
<p>O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou no dia 3 de maio o <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/157233">Projeto de Lei 2.338/23</a>, que dispõe sobre a regulação do desenvolvimento e uso da inteligência artificial (IA). A elaboração da proposta foi subsidiada por relatório de comissão de juristas especialmente instituída em fevereiro de 2022 para analisar os aspectos referentes ao estabelecimento de princípios, regras, diretrizes e fundamentos para a regulação da IA no Brasil</p>
<p>No dia 24 de abril, diante da iminente formalização do projeto de lei, a <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/catedra-oscar-sala">Cátedra Oscar Sala</a> realizou o seminário Desafios Regulatórios da Inteligência Artificial, com a participação de integrantes da comissão de juristas, pesquisadores e representantes do Executivo e do Legislativo.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Seminário <strong>Desafios Regulatórios da Inteligência Artificial</strong><br />24/5/2023</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/desafios-regulatorios-da-inteligencia-artificial-24-04-2023" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong> </strong></p>
<hr noshade="noshade" size="2" width="100%" />
<p><strong><br />Outros eventos</strong></p>
<p>Seminário <strong>Regulação da IA no Brasil: Estamos em um Bom Caminho?</strong><br />25/4/2023</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/regulacao-da-ia-no-brasil-estamos-em-um-bom-caminho-1" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p>Seminário <strong>ChatGPT: Potencial, Limites e Implicações para a Universidade</strong><br />21/3/2023</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/chatgpt-potencial-limites-e-implicacoes-para-a-universidade-parte-1-de-2" class="external-link">Vídeo 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/chatgpt-potencial-limites-e-implicacoes-para-a-universidade-parte-2-de-2" class="external-link">Vídeo 2</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2023/chatgpt-potencial-limites-e-implicacoes-para-a-universidade-21-03-2023" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os expositores foram o cientista da computação <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida">Virgílio Almeida</a>, titular da cátedra e professor da UFMG, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laura-schertel-mendes">Laura Schertel Mendes</a>, professora da UnB e professora visitante da Universidade Goethe de Frankfurt, Alemanha, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maximiliano-martinhao">Maximiliano Martinhão</a>, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, o advogado <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabricio-da-mota-alves">Fabricio da Mota Alves</a>, do Serur Advogados, e o senador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-gomes">Eduardo Gomes</a> (PL-TO). A moderação foi do advogado <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-fernando-martins-castro">Luiz Fernando Martins Castro</a>, coordenador-adjunto da Cátedra Oscar Sala.</p>
<p>A Cátedra Oscar Sala é fruto de convênio entre a USP e o <a href="https://www.cgi.br/" target="_blank">Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)</a> operacionalizado pelo IEA e pelo <a href="https://www.nic.br/" target="_blank">Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)</a>, braço executivo do CGI.br. No seminário, Martinhão falou sobre iniciativas em apoio à pesquisa em IA apoiadas pelo CGI.br.</p>
<p><strong>Princípios éticos</strong></p>
<p>Na abertura do encontor, Virgílio Almeida disse que a percepção geral da capacidade dos algoritmos de influenciar aspectos relevantes da vida de todos, e mesmo de atentar contra direitos fundamentais, resultou na tomada de consciência de que é preciso adotar princípios éticos em relação à IA e estabelecer limites para seu emprego.</p>
<p>Vários países, afirmou, deram início a discussões acadêmicas, técnicas e legislativas para “identificar a melhor forma de enfrentar a questão, propondo modelos regulatórios que preservem direitos fundamentais, mas que não inibam o desenvolvimento tecnológico e econômico desejado com o amplo uso da IA”.</p>
<p>Ele destacou a perplexidade de setores da sociedade ao vislumbrar os possíveis impactos da artificial generativa, cujo exemplo de maior repercussão na atualidade é o modelo de linguagem ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, aberto ao público em novembro.</p>
<p>Almeida enfatizou que a legislação sobre propriedade intelectual precisa ser observada no uso de novas ferramentas de IA, e “os advogados são essenciais nessa discussão”. Mas há também questões éticas, tecnológicas e sociais, cujo debate precisa contar com a participação das comunidades que serão impactadas, tecnólogos, eticistas, acadêmicos interdisciplinares e outros especialistas, completou</p>
<p>Ele citou algumas das dificuldades para a análise de possíveis impactos dos sistemas de IA. É o caso dos mecanismos de explicabilidade das decisões tomadas por eles, que apresentam desafios tecnológicos ainda não resolvidos e exigem a participação de uma comunidade maior na sua resolução. Também não está especificado claramente o que pode ser feito em relação à transparência dos algoritmos, afirmou. Segundo Almeida, os procedimentos de estimativa de risco também exigem formulação e regulação.</p>
<p><strong>Pilares</strong></p>
<p>Assim como outros expositores, ele concentrou sua exposição nas propostas presentes no relatório da comissão de juristas que assessorou a Presidência do Senado. De acordo com Almeida, a proposta baseia-se em três pilares:</p>
<ul>
<li>garantia de um rol de direitos às pessoas afetadas pelos sistemas de IA;</li>
<li>gradação do nível de riscos impostos pelos esses sistemas;</li>
<li>estabelecimento de medidas de governança aplicáveis às empresas que forneçam ou operem sistemas de IA.</li>
</ul>
<p>Almeida vê várias oportunidades na disponibilidade pública de ferramentas como o ChatGPT. Uma delas é o fato de que haverá cada vez mais necessidade de o ser humano atuar com robôs: “Ao criar um documento ou um vídeo, as pessoas vão interagir não com um ser humano, mas sim com uma máquina.”</p>
<p>A preocupação maior, disse, é a ampliação do alcance da desinformação e a sofisticação na sua produção, e como isso vai alterar o cenário da sociedade. Outra preocupação relevante é o impacto dessas tecnologias no emprego. “O Brasil tem 1,5 milhões de atendentes de telemarketing, que são majoritariamente mulheres em seu primeiro emprego. Ferramentas como o ChatGPT poderão fazer o trabalho delas a um custo muito baixo”, afirmou.</p>
<p>Diferentemente dos algoritmos utilizados por grandes provedores como Google, Facebook e Amazon, sistemas generativos como o ChatGPT não são construídos para um contexto ou condições de uso específicos e sua abertura e facilidade de controle permitem uma escala de uso sem precedentes. Diante disso, “o enfoque de regulação orientada a risco pode não se aplicar”, disse.</p>
<p>Essas características desafiam a abordagem por risco em pelo menos três pontos, de acordo com ele:</p>
<ul>
<li>a não definição sobre a viabilidade de classificar sistemas de IA generativos como de alto risco ou de sem risco;</li>
<li>a imprevisibilidade de riscos futuros;</li>
<li>as preocupações em torno dos arranjos privados sobre riscos, arranjos realizados entre o provedor e os usuários (“Esse contrato vai ser um objeto-chave nas discussões”).</li>
</ul>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/virgilio-almeida-24-4-23/image" alt="Virgilio Almeida - 24/4/23" title="Virgilio Almeida - 24/4/23" height="330" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Vírgílio Almeida: ‘’É preciso propor modelos regulatórios que preservem direitos fundamentais, mas que não inibam o desenvolvimento tecnológico e econômico’’</dd>
</dl></p>
<p><strong>Adoção de incentivos</strong></p>
<p>Para ele, o ponto central é incentivar que desde o início de sua concepção essas ferramentas considerem riscos e impactos, porque serão usadas de várias maneiras. “É necessário então considerar a adoção de incentivos, para incentivar outro tipo de comportamento”, disse.</p>
<p>“Uma das consequências do carácter geral dos modelos de IA generativa é que a finalidade pretendida e as condições de uso são definidas na relação contratual entre quem o desenvolveu e o usuário. Mas hoje em dia isso é vago e não está previsto na proposta de lei.”</p>
<p>Nas suas conclusões, Almeida enfatizou a necessidade de ampliação do debate sobre a regulação da IA no Brasil, envolvendo diferentes setores da sociedade em arranjos multissetoriais: governo, setor privado (fornecedores e usuários), sociedade civil, academia (ciência e tecnologia) e outros agentes.</p>
<p>É preciso também, disse, avaliar as possíveis relações entre a proposta de regulação da IA e a proposta da Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet (Projeto de Lei 2.360/20), em tramitação no Congresso Nacional. “Afinal, os algoritmos de moderação, que fazem parte da proposta dessa lei, vão ser afetados pelas questões relacionadas com a regulação da IA. E novos algoritmos vão surgir para tentar identificar textos, vídeos e outras coisas geradas por IA”.</p>
<p>Segundo Almeida, outro ponto a ser analisado, é o impacto de sistemas como o ChatGPT na difusão de desinformação e na moderação de conteúdo. “As discussões sobre essa questão não vão ocorrer de forma estanques. Em algum momento terão de ser incorporadas à discussão da IA generativa.”</p>
<p><strong>Relatório</strong></p>
<p>Coube a <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laura-schertel-mendes">Laura Schertel Mendes</a> apresentar uma síntese do <a href="https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento/download/777129a2-e659-4053-bf2e-e4b53edc3a04">relatório</a> produzido pela comissão de juristas para subsidiar a elaboração do PL 2.338/23. A comissão contou com 18 membros e foi presidida pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela foi a relatora do documento, que possui 909 páginas.</p>
<p>“Foram dez meses de trabalho intenso e com todas as decisões tomados por unanimidade”, afirmou Mendes. A comissão funcionou entre fevereiro e dezembro de 2022, com a participação de mais de 60 especialistas em 11 audiências públicas e uma conferência internacional. Mais de 100 contribuições escritas foram entregues à comissão.</p>
<p>Ao justificar a importância de um amplo debate sobre a IA, ela afirmou que “os sistemas não são tão inteligentes como se espera e não são tão artificiais como se imagina. Eles necessitam de muitos recursos materiais, energia e intervenção do ser humano desde o começo, na escolha das bases de dados, na definição de tags, na interpretação de resultados, do input ao output, passando pelo modelo”.</p>
<p>Em relação aos desafios no desenvolvimento da IA, ela fez referência a dois aspectos mencionados no livro “Fairness and Machine Learning” (<a href="https://fairmlbook.org/">https://fairmlbook.org</a>), de 2019, escrito por Solon Barocas, Moritz Hardt e Arvind Narayanan.</p>
<p><strong>Exemplos e evidências</strong></p>
<p>O primeiro aspecto é quanto ao uso de exemplos: “Os modelos aprendem por meio deles, assim, a primeira grande questão é que precisamos alimentá-los com bons exemplos. Além disso, é preciso ter uma quantidade de exemplos grande o suficiente para atingir o máximo de padrões, que precisam ser diversificados, mostrando os dados corretos em suas diferentes formas de aparição”.</p>
<p>O segundo aspecto referido no livro citado por Mendes é que a tomada de decisão é baseada em evidências e tão confiável quanto as evidências em que ela se baseia. Então, “precisamos de uma alta qualidade de exemplos diversos, para que não tenhamos uma narrativa única do mundo ou apenas do Norte global”.</p>
<p>“Apesar de baseados em evidências, isso não significa que os exemplos levarão a decisões precisas, confiáveis ou justas. É preciso fazer a regulação desde o início, desde a criação do modelo, da coleta dos dados e exemplos até o momento da aplicação do modelo.” O objetivo deve ser propiciar correção, justiça, não discriminação, transparência e credibilidade, disse.</p>
<p>Mendes comentou a carta aberta “<a href="https://futureoflife.org/open-letter/pause-giant-ai-experiments/">Pause the Giant AI Experiments</a>” (interrompam os experimentos de IA de grande porte), divulgada pelo <a class="external-link" href="https://futureoflife.org/">Instituto Futuro da Vida</a> em 22 de abril e já com mais de 27 mil assinaturas, entre as quais as de empresários do mundo tecnológico, pesquisadores de IA e personalidades da cultura, como Elon Musk (dono do Twitter e outras empresas e ex-integrante da OpenAI), Yoshua Bengio (cientista da computação vencedor do Prêmio Turing), Steve Wozniak (cofundador da Apple) e Yuval Noah Harari (autor de “Homo Sapiens”).  A carta insta os laboratórios de IA a paralisarem imediatamente e por ao menos seis meses o treinamento de sistemas de IA mais potentes do que o GPT-4, versão atual do sistema generativo da OpenAI.</p>
<p><strong>Riscos triviais</strong></p>
<p>Segundo ela, mais do que os riscos que sempre abundaram na ficção científica, com robôs controlando o mundo, por exemplo, “hoje deve-se pensar em riscos mais triviais, que podem sim afetar a Humanidade”. É preciso garantir que esses sistemas “funcionem de acordo com nossas expectativas, produzindo dados corretos e de forma segura, como toda inovação responsável”.</p>
<p>O que a proposta de regulação pleiteia são padrões mínimos de segurança, qualidade de dados, transparência e garantia dos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, disse. “Sabemos que os sistemas falham, então, se falham, precisam de intervenção humana. Embora os sistemas sejam muito complexos, os pleitos da proposta são extremamente simples.”</p>
<p>Apesar de várias normas, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Marco Civil da Internet, o fato é que as leis atuais ainda não dão conta dos desafios colocados pela IA, afirmou. “A LGPD aplica-se apenas a dados pessoais e não seria possível aplicá-la, pois os sistemas generativos podem ser alimentados por outros dados, além dos pessoais.”</p>
<p><strong>Pilares da proposta</strong></p>
<p>Os dois principais objetivos da proposta são, segundo Mendes, estabelecer e garantir direitos para todos os afetados e, ao mesmo tempo, estabelecer um sistema de governança com regras claras e padrões mínimos, garantindo a segurança jurídica para que os sistemas de IA possam se desenvolver. A proposta possui cinco pilares:</p>
<ul>
<li>Princípios</li>
<li>Direitos</li>
<li>Categorização de risco</li>
<li>Medidas de governança</li>
<li>Supervisão e responsabilização</li>
</ul>
<p>Em relação aos princípios, há inclusive aspectos baseados em documentos internacionais, como os de autoria da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Unesco.</p>
<p>Eles incluem: não discriminação; transparência e explicabilidade; confiabilidade dos sistemas da IA; devido processo legal e contestabilidade; participação humana no ciclo de IA e supervisão humana eficaz; responsabilidade e atribuição de responsabilidade a uma pessoa, jurídica ou natural; prevenção e mitigação de riscos sistêmicos.</p>
<p>Uma grande diferença da proposta brasileira, disse, é o capítulo sobre direitos. “Seria impossível pensar em legislação de IA sem atribuir direitos às pessoas afetadas e retirando o Judiciário de sistema de aplicação da lei, que é o que acontece quando não há direitos estabelecidos.”</p>
<p>Entre os direitos definidos na proposta estão: o de receber informações prévias sobre interações com sistemas de IA; direito à explicação; direito de impugnar decisões que produzam efeitos jurídicos ou impactem significativamente os interesses da parte afetada; direito à determinação e participação humana nas decisões de IA, levando em consideração o contexto e o estado da arte do desenvolvimento tecnológica; direito à não discriminação; e direito à privacidade e proteção de dados pessoais.</p>
<p>Quanto à categorização de risco, ela remeteu às preocupações manifestadas por Virgílio de Almeida, no início do seminário.</p>
<p>Mendes informou que o art. 13 do anteprojeto de lei diz que, antes de ser colocado no mercado, todo sistema precisa passar por uma avaliação preliminar. “Essa não é a avaliação de risco. A avaliação de risco só vai ser necessária depois da avaliação preliminar e se o sistema for considerado de alto risco.”</p>
<p>Em relação às medidas de segurança, Mendes explicou que elas tratam de procedimentos a serem cumpridos, em especial pelos provedores de sistemas de alto risco, “embora também haja algumas medidas que se aplicam de forma horizontal a qualquer sistema”.</p>
<p><strong>Medidas de governança</strong></p>
<p>O quarto pilar da proposta são as medidas de governança aplicáveis a sistemas de alto risco. São elas, segundo Mendes:</p>
<ul>
<li>documentação;</li>
<li>utilização de ferramentas de registro automático do funcionamento do sistema, de forma a permitir a avaliação da sua precisão e robustez;</li>
<li>realização de testes para avaliar os níveis adequados de confiabilidade, de acordo com o setor e o tipo de aplicação do sistema, incluindo testes de robustez, exatidão, precisão e abrangência;</li>
<li>medidas de gerenciamento de dados para mitigar e prevenir vieses discriminatórios;</li>
<li>adoção de medidas técnicas para possibilitar a explicabilidade.</li>
</ul>
<p>Sobre a supervisão e responsabilização, ela ressaltou que todo sistema exige sanções previstas num arcabouço de supervisão. Destacou que a comissão propôs nas audiências públicas a criação de um órgão de supervisão, que funcionaria sobretudo como um aparato de coordenação.</p>
<p>“Sabemos que as agências reguladoras exercem um papel importante nesse papel, caso da Anatel e da Anel, entre outras. No entanto, a única forma de garantir direitos, como padrões e interpretação harmônica da legislação, seria garantir a existência de um órgão que coordenasse toda a aplicação da lei.”</p>
<p>A comissão também previu um artigo aplicável a sistemas generativos como o ChatGPT, que são definidos como de propósito geral. São considerados desse tipo aqueles utilizados nas seguintes situações:</p>
<ul>
<li>aplicação como dispositivos de segurança na gestão e no funcionamento de infraestruturas críticas, tais como controle de trânsito e redes de abastecimento de água e eletricidade;</li>
<li>educação e formação profissional, incluindo sistemas de determinação de acesso a instituições de ensino e de formação profissional ou para avaliação e monitoramento de estudantes;</li>
<li>área de emprego, gestão de trabalhadores e acesso ao emprego por conta própria, recrutamento, avaliação de candidatos e de desempenho, promoções etc.;</li>
<li>acesso a serviços públicos essenciais, incluindo elegibilidade de pessoas a serviços de assistência e de seguridade;</li>
<li>avaliação da capacidade de endividamento das pessoas naturais ou estabelecimento de sua classificação de crédito;</li>
<li>envio ou estabelecimento de prioridade para serviços de resposta a emergências, incluindo bombeiros e assistência médica;</li>
<li>administração da justiça, incluindo sistemas que auxiliem autoridades judiciárias na investigação dos fatos e na aplicação da lei.</li>
</ul>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eduardo-gomes-24-4-23" alt="Eduardo Gomes - 24/4/23" class="image-left" title="Eduardo Gomes - 24/4/23" /></p>
<p><strong>Impacto eleitoral</strong></p>
<p>Como exemplo de preocupação com possíveis efeitos negativos do uso de sistema de IA, o senador Eduardo Gomes, umas das lideranças na discussão sobre a temática no Congresso Nacional, manifestou que, sem o devido controle, uma ferramenta desse tipo “pode interferir fortemente num resultado eleitoral”.</p>
<p>“Um candidato que tem uma certa base eleitoral e uma certa bandeira política pode ter sua proposta de candidatura atacada 48 horas antes da eleição. Não haverá nada no mundo que o livre da derrota.”</p>
<p>Para ele, “é muito ampla a possibilidade de benefícios ou de estragos - no caso de falta de controle - que a IA pode trazer”.</p>
<p>Quanto ao encaminhamento da discussão e avaliação da regulação da IA no Congresso Nacional, disse que o Legislativo não pode errar, ainda que trabalhe numa velocidade diferente da de outros fóruns. “A coisa mais difícil no Congresso é fazer uso da simplicidade para formular legislação. O Congresso avança muito quando aprova bons projetos, mas avança muito mais quando deixa de aprovar projetos ruins.”</p>
<p>Para ele, a lei sobre IA terá de ter "uma base muito forte, ser muito simples e ter a possibilidade de regulamentação periódica ou alguma coisa que fortaleça a autoridade ou até a instrução do que estamos discutindo, que é a utilização de dados confiáveis e não confiáveis”.</p>
<p>Gomes destacou a ligação do tema com outras questões legislativas, como o Projeto de Lei sobre fake news (PL 2.630/20). Adiantou que o Senado analisa a criação de uma Comissão sobre Comunicação e Direito Digital, que deverá analisar a proposta de regulação da IA. “O Congresso precisa se debruçar sobre o tema, pois não está evidente a estrutura de fiscalização e regulação” exigida pela área.</p>
<p>O trabalho da comissão de juristas foi destacado por Gomes, que frisou a necessidade de que a proposta seja enriquecida com contribuições de outros agentes da sociedade que têm solicitado participação, segundo o senador.</p>
<p>Maximiliano Martinhão, que além de integrante do Ministério das Comunicações é também membro do CGI.br, disse que o tema da IA nunca esteve tão presente em diferentes áreas do governo quanto na atual gestão federal, “o que denota seu impacto”.</p>
<p>Para ele, os casos de racismo, deep fake, processos de seleção discriminatórios, produção e difusão de discursos de ódio, interação inadequada com crianças e outros mal usos da IA “não permitem uma postural liberal, que deixe a tecnologia avançar para depois regulá-la quando extremamente necessário”.</p>
<p><strong>Pesquisa no Brasil</strong></p>
<p>Ao falar sobre a capacitação brasileira em IA, Martinhão citou algumas discussões promovidas pelo CGI.br. A primeira foi no Instituto Alan Turing, em Londres, Reino Unido, em 2019. “Foi gratificante saber que o pessoal do instituto reconhece que a pesquisa brasileira na área está no nível mundial em termos de competência e capacidade”, disse. Existe no mundo uma corrida para liderar aspectos cruciais da IA, o que trará “vantagens comparativas para os líderes e impacto na soberania de muitos países”, afirmou.</p>
<p>Ele comentou duas outras parcerias do CGI.br. Uma delas foi com a USP e a Unesco num evento regional sobre IA, em 2019. Outra foi estabelecida com a Fapesp e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e possibilitou a criação de seis Centros de Tecnologia Aplicada em Inteligência Artificial.</p>
<p>Com previsão de 5 anos de atuação, os centros foram contratados com investimento total (público e privado) no valor de R$ 20 milhões. Eles estão situados no campus da USP em São Carlos (saúde, educação, meio ambiente e cidades inteligentes), na Unicamp (diagnóstico médico), no Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo (indústria), na UFMG (saúde e epidemias), no Senai Cemat (indústria 4.0) e na UFC (internet das coisas em prevenção e tratamento de doenças).</p>
<p>Ele lembrou que desde de 2021 o governo federal conta com a <a href="https://www.gov.br/mcti/pt-br/acompanhe-o-mcti/transformacaodigital/arquivosinteligenciaartificial/ebia-documento_referencia_4-979_2021.pdf">Estratégia Brasil em Inteligência Artificial (Ebia),</a> cujo objetivo é “potencializar o desenvolvimento e a utilização da tecnologia com vistas a promover o avanço científico e solucionar problemas concretos, identificando áreas prioritárias nas quais há maior potencial de obtenção de benefícios”, de acordo com a apresentação do documento. O mais interessante, disse Martinhão, é que o documento traz eixos transversais, como as questões de governança, necessidade de legislação e cooperação internacional.</p>
<p>Ele frisou que a IA tem sido tratada no mundo a partir de alguns princípios. “Na OCDE, a prerrogativa é o respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito. Na União Europeia, recentemente, a discussão deu-se quanto a accountability e explicabilidade.” Em relação a isso, lembrou que um dos países europeus [Itália] impôs recentemente restrições ao ChatGPT por não explicitar como trata dados pessoais.</p>
<p>Martinhão também comentou a carta aberta do Instituto Futuro da Vida em defesa da moratória por seis meses no desenvolvimento de ferramentas de IA de grande porte, como o GPT-4: “A medida não parece excessiva diante de possíveis riscos. Precisamos ter uma avaliação prévia antes da continuidade dos projetos, para dimensionar quais são os riscos e consequências da implementação dessas ferramentas”.</p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/maximiliano-martinhao-24-4-23" alt="Maximiliano Martinhão - 24/4/23" class="image-right" title="Maximiliano Martinhão - 24/4/23" /></p>
<p><strong>Área regulatória</strong></p>
<p>Servidor de carreira Anatel, uma agência reguladora, ele afirmou que a área regulatória não existe para ser o calo do setor privado, mas sim para defender os interesses de toda a sociedade. “Por isso é preciso entender que uma tecnologia traz uma série de consequências, podendo levar ao monopólio, prejudicando a concorrência e a livre iniciativa, e considerar que o mercado nem sempre consegue se autorregular”, disse.</p>
<p>“A sociedade deve atentar para fato de que podem acontecer práticas predatórias, barreiras de entrada, aquisição de concorrentes, manipulação de algoritmos, concentração de dados em determinada organização e acentuação de desigualdades sociais”, afirmou.</p>
<p>Segundo ele, mais de 10% dos domicílios brasileiros ainda não tem acesso à internet. “O mesmo pode acontecer com a inteligência artificial, com um custo de US$ 20 por mês para desfrutar de mais recursos de uma plataforma. As pessoas pagam em média R$ 17,00 para carregar o celular pré-pago, como iriam pagar R$ 100,00 num serviço de IA?”</p>
<p>Ao final das exposições, Virgílio Almeida reforçou o alerta sobre dois pontos. O primeiro refere-se às big techs: “O que antevemos é uma concentração maior de poder, e completamente fora do Brasil. Não temos infraestrutura computacional e de dados para processamento dessas questões. Não temos uma política pública para organizar os dados brasileiros, armazenados em bancos do IBGE, do Sistema Único de Saúde e de outros organismos”.</p>
<p>O segundo ponto ressaltado por ele é a necessidade de atenção para o impacto da IA no emprego: “Não podemos caminhar numa direção que não ajude a elevar o nível de emprego e a torná-lo o mais qualificado possível”.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência da Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Legislação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>C&amp;T</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-05-08T14:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/seguranca-cibernetica">
    <title>Segurança Cibernética no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/seguranca-cibernetica</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-4c7307f5-7fff-bb1d-c13a-5300c264ed60"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span id="docs-internal-guid-12aca0cb-7fff-6617-bdbd-2cfdab0eac59"><span><b>Encontro Inaugural da <span id="docs-internal-guid-ac9b494e-7fff-d44c-d796-2e5b85dfeea8"><span>Série “Desafios e Oportunidades ao Aperfeiçoamento da Estratégia Nacional de Segurança Cibernética no Brasil"</span></span></b></span></span></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span id="docs-internal-guid-12aca0cb-7fff-6617-bdbd-2cfdab0eac59"><span> </span></span>O advento das tecnologias da informação e da comunicação ao centro do ordenamento econômico e social tem originado expressivos aumentos de produtividade e de bem-estar às organizações e sociedades aptas a absorverem e a se adaptarem com maior velocidade e alcance às ferramentas disponíveis. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Esta revolução tecno-científica rumo à transformação digital ampla e ubíqua possibilita crescente interconexão em escala planetária, permitindo, ao mesmo tempo, a absorção de ganhos decorrentes da globalização comercial e financeira. Por outro lado, descortinam-se modalidades de aproveitamento malicioso e ilegal de sensibilidades já existentes, assim como de inéditas vulnerabilidades, típicas das novas plataformas digitais, que representam sérios riscos aos setores público e privado e aos indivíduos em geral.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">No caso específico do Brasil, quão preparada se acha a sociedade nacional para enfrentar essas novas ameaças?</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">Quais são os desafios a superar e as oportunidades existentes para se edificar um ambiente cibernético seguro em nosso País?</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; ">O evento conjunto do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (GACInt) do Instituto de Relações Internacionais (IRI) e do Instituto de Estudos Avançados (IEA), ambos da Universidade de São Paulo (USP), contará com a participação de experientes operadores dos setores público e privado, o que ensejará uma análise abrangente da questão da segurança cibernética no Brasil.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><b><span id="docs-internal-guid-50da569e-7fff-e352-950d-98ee475a5419">Coordenação e Recepção:</span></b></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span id="docs-internal-guid-50da569e-7fff-e352-950d-98ee475a5419"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alberto-pfeifer-filho" class="external-link">Alberto Pfeifer</a> (GACInt, IRI-USP)</span><b><span id="docs-internal-guid-50da569e-7fff-e352-950d-98ee475a5419"><br /></span></b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span id="docs-internal-guid-50da569e-7fff-e352-950d-98ee475a5419"><b>Abertura: </b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span id="docs-internal-guid-50da569e-7fff-e352-950d-98ee475a5419"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/moacyr-martucci-junior" class="external-link">Moacyr Martucci Jr</a>. (IRI-USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski </a>(IEA-USP)</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><b>Introdução: </b></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-troncon-filho" class="external-link">Roberto Troncon Filho</a> (GACInt DSI e Santander, delegado aposentado da Polícia Federal)</p>
<p style="text-align: left; "><span id="docs-internal-guid-ff878a21-7fff-76df-5129-93082ec44b54"> </span></p>
<p style="text-align: left; "><b>Exposição:</b></p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alvaro-teofilo" class="external-link">Álvaro Teófilo</a> (Chefe de Segurança da Informação, Banco Santander Brasil)</p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cassiana-carvalho" class="external-link">Cassiana de Carvalho </a>(Chefe da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal-DRCC, DPF)</p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-cunha-mattos" class="external-link">Fernando da Cunha Mattos</a> (General de Divisão R1, Comando de Defesa Cibernética, ComDCiber, Exército Brasileiro)</p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maickel-trinks" class="external-link"><span><span><span>Maickel Trinks</span></span></span></a> (Servidor publico federal vinculado à Presidência da República)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Proteção de dados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IRI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologias de Informação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-07-28T17:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-edicao-da-semana-franco-uspiana-comeca-no-dia-18-de-setembro">
    <title>Segunda edição da Semana Franco-Uspiana começa no dia 18 de setembro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/segunda-edicao-da-semana-franco-uspiana-comeca-no-dia-18-de-setembro</link>
    <description>Eventos criarão oportunidades para novos projetos franco-brasileiros</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a57b3a80-7fff-8de7-15d7-05bb7366612d"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Semana-Franco-Uspiana-2023.jpg" alt="Semana Franco Uspiana - 2023" class="image-left" title="Semana Franco Uspiana - 2023" />Uma série de conferências e cursos, todos gratuitos, integrarão a “II Semana Franco-Uspiana”, que acontece entre os dias 18 e 22 de setembro em diversas unidades e campi da Universidade de São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As atividades abordarão temas como o centenário de nascimento do escritor e jornalista Gilles Lapouge, as Amazônias, a história do livro e a diversidade no campo da ciência, tecnologia e inovação, celebrando os laços de amizade, acadêmicos e científicos existentes entre a França e a USP.</span></p>
<p dir="ltr">Veja a programação <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ii-semana-franco-uspiana" class="external-link">completa</a>.</p>
<p dir="ltr"><span>O objetivo da “II Semana” é criar um espaço no qual pesquisadores possam expor seus trabalhos, informar a sociedade sobre a importância da cooperação científica no plano internacional e criar oportunidades para novos laços e projetos franco-brasileiros.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A cooperação entre as instituições científicas francesas e a USP é uma realidade desde a fundação da universidade paulista, em 1934. De acordo com os organizadores, a programação visa ressaltar a importância e longevidade dessa relação, assim como seu dinamismo. Em 2023, a criação do Institut Pasteur de São Paulo e a inauguração no próximo outubro do Centre International de Recherche (IRC) du CNRS na USP são frutos desse relacionamento.</span></p>
<p dir="ltr">A <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ii-semana-franco-uspiana-cientifica-1"><span>abertura oficial</span></a>, no dia 18, terá a presença de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr" class="external-link">Carlos Gilberto Carlotti Jr.</a>, reitor da USP, e François Legué, conselheiro para a cooperação e a ação cultural da Embaixada da França no Brasil. O evento acontece às 9h30, no auditório Auditório István Jancsó, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Para participar é necessária inscrição prévia.</p>
<p dir="ltr"><span>A II Semana Franco-Uspiana é realizada pela Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (AUCANI), pelo Consulado Geral da França em São Paulo e pelo Instituto de Estudos Avançados. Também tem o apoio da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM/USP), Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e Institut des Amériques (IdA).</span></p>
<p dir="ltr"><span>Confira os eventos da “II Semana” organizados no IEA:</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Exposição “Gilles Lapouge, um Barqueiro entre a França e o Brasil”</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Nascido em Digne-les-Bains e formado em História e Geografia, Gilles Lapouge foi indicado pelo historiador francês Fernand Braudel a Júlio de Mesquita Filho para o posto de correspondente internacional no jornal O Estado de S. Paulo. Trabalhou por quase 70 anos no jornal paulista, onde escreveu cerca de 11 mil títulos que, segundo os organizadores da exposição, “traçaram páginas relevantes da história do jornalismo”.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ii-semana-franco-uspiana-cientifica-2"><span>“Gilles Lapouge, 100 Anos – Um Barqueiro entre a França e o Brasil”</span></a><span> rende homenagem ao escritor, falecido em 31 de julho de 2020. A exposição acontece no saguão do IEA entre os dias 18 de setembro e 20 de outubro, de segunda a sexta das 8h às 18h. Uma mesa-redonda no dia 18 de setembro marca a abertura da exposição, às 14h30, na Sala Alfredo Bosi do IEA.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Curso “História do Livro e da Edição”</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O impacto do desenvolvimento da impressão é extremamente amplo: prenuncia o nascimento de uma cultura impressa, estabelece as condições de possibilidades de mídia, tem implicações na história das línguas, das ciências, da educação, das artes gráficas, e também no plano espiritual.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O objetivo deste curso é trazer as reflexões e estudos mais atuais sobre a História do Livro e da Edição, com ênfase no estudo de caso de Imitatio Christi, além de estudar a problemática das bibliotecas públicas tendo como ponto de partida a Biblioteca Mazarine, a mais antiga biblioteca pública da França.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Este curso acontecerá em duas sessões de duas horas, no dia 19 de setembro na Sala Alfredo Bosi, no IEA. Para participar se inscreva previamente no sistema Apolo. Saiba mais no </span><span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/ii-semana-franco-uspiana-cientifica-5" class="external-link">link</a></span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Colóquio “As Amazônias, Destinos Compartilhados”</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O objetivo do colóquio é promover um fórum de exposição de pesquisas, debates e organizar equipes de trabalho que abordem as questões relacionadas à Amazônia de um ponto de vista transnacional e transdisciplinar.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A proposição de uma jornada voltada para os povos, o clima, as águas, a paisagem, a economia, a política e as questões de segurança, além de outros temas guarda uma relação forte com projetos de cooperação entre brasileiros e franceses na Universidade de São Paulo. Logo, a temática é duplamente importante, ou seja, contempla os objetivos da agenda “franco-uspiana” e a necessidade de debates e equipes de pesquisa para o conhecimento e o enfrentamento dos problemas que atingem essa região.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O colóquio acontecerá no dia 20 de setembro na Sala Alfredo Bosi. Para participar se inscreva previamente no </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ii-semana-franco-uspiana-cientifica-6"><span>link</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Conferência “Equidade, Diversidade e Inclusão em Ciência, Tecnologia e Inovação”</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Este evento tem como objetivo discutir os desafios das instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação e a implementação de políticas voltadas para ampliar a equidade, a diversidade e a inclusão. Na primeira parte do evento, haverá uma discussão ampla sobre o tema, com representantes de instituições de CT&amp;I, do Brasil e da França. Na segunda, haverá a apresentação do relatório do projeto Gender STI.</span></p>
<p><span>A conferência acontecerá no dia 22 de setembro, às 14h30, na Sala Alfredo Bosi, com inscrição prévia. Saiba mais no </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ii-semana-franco-uspiana-cientifica-12"><span>link</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>France</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-01T15:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-as-eleicoes-2024">
    <title>Revista Estudos Avançados aponta prioridades para próxima gestão da cidade de São Paulo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-e-as-eleicoes-2024</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="MsoNormal"><a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-111" alt="Capa da revista Estudos Avançados 111" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 111" /></a>Em meio à campanha eleitoral para as eleições municipais deste ano, quando se espera que os candidatos apresentem uma agenda propositiva, a revista <a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a> traz em sua <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">edição 111</a> [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/nova-edicao-da-revista-estudos-avancados#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo] um amplo leque de análises e propostas sobre os principais problemas da cidade de São Paulo, de forma a contribuir com o debate público sobre as prioridades a serem enfrentadas pela próxima gestão do município.</p>
<p class="MsoNormal">O editor da publicação, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-franca-adorno-de-abreu" class="external-link">Sérgio Adorno</a>, frisa que, numa cidade onde se estabelecem complexas redes de relações sociais e institucionais, "o principal desafio à governança reside justamente em promover desenvolvimento sustentável com equidade e justiça social, com respeito ao ambiente, com participação dos mais distintos grupos sociais na tomada de decisões que afetam a vida de maior número de pessoas e com promoção da cultura de respeito aos direitos humanos".</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Versões online<br />e impressa<br /> da edição</i></h3>
<p><i>Os artigos da versão online integral da edição 111 da revista Estudos Avançados podem ser baixados gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2024.v38n111/">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. A versão impressa estará disponível em meados de setembro, ao preço de R$ 40,00. Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer uma assinatura anual (três edições por R$ 100,00) devem enviar mensagem para <a class="mail-link" href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="MsoNormal">Esses desafios orientaram a composição do dossiê "Eleições Municipais em São Paulo: Problemas e Desafios", com 15 artigos de autoria de 40 pesquisadores de diversas instituições em áreas como urbanismo, saúde pública, educação, sociologia, economia, administração e gestão de políticas públicas.</p>
<p class="MsoNormal">Um fator fundamental para que as demandas da população paulistana sejam atendidas - desde que as decisões políticas sejam tomadas e os procedimentos estabelecidos - é a destinação adequada dos recursos orçamentários.  Essa é a preocupação do artigo que abre o dossiê: a “Governança do Orçamento de São Paulo Revisitada pós 2014 – Da Escassez à Sobra de Recursos”, de Ursula Dias Peres, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) da USP.</p>
<p class="MsoNormal">Ela defende “a necessidade de maior pressão e controle” para o uso eficaz dos recursos orçamentários. Isso é importante, segundo ela, para que não se repita o ocorrido entre 2018 e 2022, quando um conjunto de fatores levou ao acúmulo de saldo em caixa de mais de R$ 20 bilhões, que “ficaram parados, apesar das demandas não atendidas da população”.</p>
<p class="MsoNormal">O trabalho é resultado da análise de um conjunto de dados de receitas, despesas e estrutura de pessoal, coletados para o período de 2003 e 2023, além de entrevistas com atores-chave da governança orçamentária. Peres explica os fatores que levaram ao superavit do município e indica os caminhos para que a governança do orçamento paulistano deixe de ser caracterizada por um “aumento importante na discricionariedade política do chefe do Executivo”.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Segurança, saúde e educação</strong></p>
<p class="MsoNormal">Recente <a class="external-link" href="https://media.folha.uol.com.br/datafolha/2024/08/26/sjyawxgnru8ey8wqcfznc6lnc3yl-zuzv5qvwqk8-bc.pdf">pesquisa do Datafolha</a> indica que 20% dos paulistanos apontam a segurança como sua principal preocupação, com saúde e educação aparecendo empatadas em segundo lugar, citadas como principal problema por 18% da amostra consultada. A relevância assumida pela segurança com tema nas eleições paulistanas é contemplada pelo dossiê em artigo de quatro pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Eles refletem sobre o deslocamento dessa agenda, “transferida de uma pauta predominante estadual para parte central das estratégias eleitorais à prefeitura da cidade”.</p>
<p class="MsoNormal">A hipótese desenvolvida pelos pesquisadores é que os homicídios gozaram do status de “principal problema de segurança pública da cidade entre anos 1990 e 2000”, contudo “há uma mudança de cenário com sua redução. A centralidade passou a ser a cracolândia e o intensivo aumento dos crimes patrimoniais, sobretudo os furtos e roubos de celular. Fatores que levaram à “construção de um cenário agudo de medo e insegurança na população paulistana”.</p>
<p class="MsoNormal">No entanto, eles alertam que “decifrar a esfinge da segurança pública” na cidade de São Paulo e em outros municípios do país “ainda é um desafio arriscado e violento para parcelas significativas da população, ainda mais em um tempo social de ‘guerra cultural’”. A incógnita decorre da dúvida de se “o novo protagonismo dos municípios na segurança pública será acompanhado por reformas na arquitetura institucional e nas culturas organizacionais das forças de segurança pública e/ou se é só uma forma de dissipar demandas e pressões sociais por justiça social, prevenção da violência e cidadania”.</p>
<p class="MsoNormal">Os desafios da saúde pública são o tema de artigo de seis pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Eles consideram que a multiplicidade de prestadores de serviços de saúde que atuam sob contrato com a gestão municipal gera dificuldades nos processos de regulação estatal. “É imperativo aprimorar tais processos regulatórios da relação público-privada para garantir a intencionalidade e o controle público do sistema de saúde”, afirmam.</p>
<p class="MsoNormal">Os autores defendem também o reforço das estruturas de governança, especialmente em relação ao governo estadual, que tem, ao contrário do que ocorre na maioria dos estados brasileiros, uma “capacidade instalada de serviços de saúde numerosa e estratégica”.</p>
<p class="MsoNormal">Fechando a trinca das principais preocupações dos paulistanos, a questão educacional na cidade é abordada a partir dos desafios para o munícipio e o estado decorrentes da relação entre o envelhecimento da população e a educação de jovens e adultos (EJA). O artigo de Marcelo Dante Pereira, da Rede Municipal de Ensino, e Maria Clara Di Pierro, professora sênior da Faculdade de Educação da USP, é fruto de um diagnóstico demográfico e educacional da população idosa do município e um estudo de caso comparativo nas redes estadual e municipal de educação da cidade.</p>
<p class="MsoNormal">Os autores elencam quatro recomendações para a futura gestão da cidade. A primeira delas é fortalecimento da oferta pública de EJA para atender a demanda potencial de idosos com baixa escolaridade, especialmente na periferia. Essa oferta deve ser acompanhada de processos de orientação para a adaptação escolar das pessoas idosas, que sentem muitos impactos ao retornar à EJA. A terceira recomendação é para que as redes de ensino busquem apoio técnico consultivo para a elaboração de orientações normativas e para a realização de formações continuadas com temáticas que tratem da superação do ageísmo e da promoção de práticas educacionais com pessoas idosas.</p>
<p class="MsoNormal">Finalmente, recomendam a produção de políticas intersetoriais envolvendo as secretarias de Educação e outras, estaduais e municipais, e os Conselhos Estaduais e Municipais da Pessoa idosa, de forma a favorecer a busca ativa por pessoas idosas com baixa escolaridade, além de incluir a temática do envelhecimento nas formações continuadas de docentes e técnicos.</p>
<p class="MsoNormal"><span><strong>Emprego e mobilidade</strong></span></p>
<p class="MsoNormal">Apesar da recente redução no índice de desemprego, a oferta de trabalho e sua qualidade permanecem uma preocupação relevante para parte importante dos paulistanos, sobretudo diante das transformações econômicas da cidade. Essas questões estão presentes em análise do mercado de trabalho no município na última década por pesquisadores do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, Cebrap e UFABC. Eles destacam como as tendências de força de trabalho, desocupação, padrão ocupacional e rendimento se refletem sobre a desigualdade de renda e a pobreza.</p>
<p class="MsoNormal">O texto discute o período recente, com base nos dados de 2012 a 2023 da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), do IBGE. São abordadas as principais convergências e divergências em termos de polarização ocupacional, distribuição de renda e pobreza nos cenários paulistano e nacional, apresentando também algumas dinâmicas relativas à interseccionalidade de raça e gênero.</p>
<p class="MsoNormal">Segundo os pesquisadores, tudo indica que o mercado de trabalho paulistano tende a se tornar mais desigual e polarizado, diminuindo seu papel de núcleo das transformações sociais do país, “mesmo quando combinava ‘crescimento e pobreza’”. Diante desse cenário, apontam dois vetores estratégicos para novas oportunidades: incorporar a inclusão social como meta, inclusive pela sua capacidade geradora de empregos e de renda, por meio da expansão das políticas públicas (saúde, educação e assistência social); e apostar em novos conglomerados produtivos, fundados na alta produtividade e no potencial de emprego, tendo em vista o ainda existente diferencial da cidade no plano nacional”.</p>
<p class="MsoNormal">“Essas ações de liderança tecnológica em novos setores e segmentos – num contexto de “nova industrialização” tal como propugnado pelo governo federal – poderiam ser desenvolvidas inclusive no sentido de reverter a atual hierarquia espacial da cidade”, concluem.</p>
<p class="MsoNormal">Associados em grande parte à questão do mercado de trabalho estão os problemas de mobilidade na cidade, onde grande parte da população mora longe dos locais de trabalho. “Não são poucos os problemas econômicos, políticos, sociais afeitos aos transportes e mobilidade urbana que estarão à espera do próximo prefeito eleito da cidade de São Paulo, e vão exigir coragem para inovar”, afirmam os três pesquisadores da UFABC na sinopse de seu texto sobre as transformações necessárias da mobilidade urbana paulistana.</p>
<p class="MsoNormal">Eles consideram essencial a implementação de uma “política heterodoxa” para transformar o cenário atual da mobilidade urbana em São Paulo. Entre as mudanças que defendem, destacam “as mais abrangentes e sistêmicas, propostas pela coalizão Mobilidade Triplo Zero – tarifa zero, zero emissão e zero morte no trânsito”.  Os pesquisadores citam outra proposta da coalização: a criação de um Sistema Único de Mobilidade (SUM), com gestão interfederativa, fundamentado em princípios como equidade, acessibilidade e sustentabilidade.</p>
<p class="MsoNormal">Eles defendem também o “rompimento efetivo com o modelo tarifários dos transportes coletivos, já inovado no município de São Paulo com a Tarifa Zero”.  Associam essa ação com a urgência de repensar o financiamento do setor, “considerando a distribuição justa de recursos e superando desafios políticos e tecnológicos para alcançar uma mobilidade mais justa e sustentável”.</p>
<p class="MsoNormal"><strong>Habitação e zoneamento</strong></p>
<p class="MsoNormal">Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, ex-vereador e ex-secretário de Cultura da cidade de São Paulo, é o autor do artigo “O Adensamento Populacional É Necessário, mas Verticalização Precisa Ter Limites e Respeitar a Memória e o Ambiente de São Paulo. O texto reflete sobre a regulação do uso e ocupação do solo em São Paulo, tendo como referência as diretrizes do Plano Diretor Estratégico e a implementação dos instrumentos previstos por ele, além da necessidade de ajuste da legislação complementar.</p>
<p class="MsoNormal">O artigo procura mostra que o adensamento populacional de São Paulo é absolutamente necessário para dar conta das necessidades habitacionais atuais e futura da Região Metropolitana, mas que a verticalização e as transformações imobiliárias indispensáveis para alojar mais gente no mesmo espaço precisam ter limites e não podem destruir referências culturais, ambientais e urbanas da cidade.</p>
<p class="MsoNormal">Outros artigos do dossiê sobre uso e ocupação do solo da cidade discutem a gestão de instrumentos de planejamento territorial a partir da ideia de projeto urbano como novo patamar da prevalência do zoneamento, a predominância de um urbanismo corporativo em detrimento de outro redistributivo e cooperativo e o papel da urbanização na história e suas transformações contemporâneas.</p>
<p class="MsoNormal">O dossiê se completa com trabalhos sobre sustentabilidade, redução de desigualdades, com redução das desigualdades, a situação financeira dos idosos, a desestatização do Vale do Anhangabaú e os padrões da distribuição espacial dos votos para vereadores paulistanos nas eleições de 2020.</p>
<h3><strong>Impactos da Inteligência artificial</strong></h3>
<p class="MsoNormal">O segundo conjunto de textos traz cinco dos trabalhos apresentados no 1º Seminário Internacional Inteligência Artificial: Democracia e Impactos Sociais, realizado pelo Centro de Inteligência Artificial, parceria da USP com a Fapesp e a IBM. Um dos artigos apresenta ferramentas desenvolvidas por pesquisadores e profissionais de computação, engenharia e matemática para o processamento de documentos políticos públicos para tornar as informações mais acessíveis aos cidadãos.</p>
<p class="MsoNormal">Em outro trabalho, de autoria de pesquisadores de computação e direito, é proposto um caminho para um novo paradigma de uso justo e ético da inteligência artificial (IA) na moderação de conteúdo na internet, e no qual o Estado e as plataformas têm papel relevante. Segundo os autores, esse caminho passa pela adoção de IA explicável associada a critérios transparentes e legítimos definidos pela sociedade.</p>
<p class="MsoNormal">Três profissionais especialistas em ciência da computação apresentam em seu artigo um projeto destinado a revisar várias bases de dados de treinamento e testes com o propósito de mitigar e minorar os vieses pessoais em um modelo multimodal de classificação de categorias urbano-sociais. Na fundamentação do projeto, eles se valeram de referenciais teóricos da linguística discursiva, da construção da moralidade e das abordagens analíticas sobre viés/variância. Isso permitiu, afirmam, que o trabalho pudesse atingir assertivamente o objetivo da mitigação de bias, o qual, "mesmo sendo uma tarefa laboriosa, é de pauta algorítmica-social para manter a pluralidade e robustez em dados públicos".</p>
<p class="MsoNormal">A partir de estudos da recente promoção dos Big Data e da IA para a produção de estatísticas oficiais das Nações Unidas, dois pesquisadores da UFC apresentam em seu texto uma análise de algumas transformações nas estatísticas públicas produzidas pelos institutos nacionais de estatística pelo mundo. A análise deu-se por meio de pesquisa empírica fundamentada em contribuições teóricas da sociologia da quantificação e dos estudos de ciência e tecnologia.</p>
<p>O uso da IA no setor privado também é abordado pelo conjunto de textos. Pesquisadores da área de administração examinam as decisões tomadas ou apoiadas pela IA em organizações. O artigo resume uma pesquisa com base em dados secundários, analisando 128 casos de uso da IA buscando entender como ela tem contribuído na tomada de decisões organizacionais. De acordo com os autores, foi possível identificar maior representatividade de adoção da IA nas áreas de operações e marketing, predominantemente no nível de decisão operacional e como apoio às tomadas de decisão.</p>
<h3><a name="sumario"></a>Sumário de Estudos Avançados 111</h3>
<div id="_mcePaste"><strong>Eleições Municipais em São Paulo: P</strong><strong>roblemas e Desafios</strong></div>
<ul>
<li>Governança do Orçamento de São Paulo Revisitada pós 2014. Da Escassez à Sobra de Recursos - <i>Ursula Dias Peres</i></li>
<li>Desafios na Gestão Municipal do Sistema Único de Saúde no Município de São Paulo - <i>Aylene Bousquat et al.</i></li>
<li>Polarização, Desigualdade e Pobreza: Dilemas e Desafios do Mercado de Trabalho na Cidade de São Paulo - <i>Alexandre de Freitas Barbosa, Ian Prates, Ângela Cristina Tepassê e Levi Cristiano Oliveira</i></li>
<li>Desafios da Educação de Jovens e Adultos no Contexto do Envelhecimento da População Paulistana - <i>Marcelo Dante Pereira e Maria Clara Di Pierro</i></li>
<li>A Financeirização da Velhice e a Convergência entre Estado e Mercado - <i>Guita Grin Debert e Jorge Félix</i></li>
<li>Freio de Arrumação para a Mobilidade Urbana Paulistana - <i>Silvana Zioni, Thiago Von Zeidler Gomes e Priscila da Mota Moraes</i></li>
<li>O Adensamento Populacional é Necessário, mas Verticalização Precisa Ter Limites e Respeitar a Memória e o Ambiente de São Paulo - <i>Nabil Bonduki</i></li>
<li>A Metrópole Paulistana no Século 21: Gestão de Instrumentos Urbanísticos e Desafios de Aproximação do Território - <i>Sarah Feldman</i></li>
<li>São Paulo Metrópole: Sustentabilidade com Redução das Desigualdades, um Processo Unitário - <i>Claudio Salvadori Dedecca e Cassiano José Bezerra Marques Trovão</i></li>
<li>Urbanismo Corporativo / Urbanismo Cooperativo: uma Gestão Responsável em São Paulo é Possível? - <i>Nadia Somekh, Bruna Fregonezi e Guilherme Del’Arco</i></li>
<li>A Economia Política da Urbanização: uma Reinterpretação à Luz das Eleições Municipais - <i>Ricardo Carlos Gaspar</i></li>
<li>Percepção Crítica sobre a Desestatização do Vale do Anhangabaú a partir de 2021 - <i>André Biselli Sauaia e Anália Amorim</i></li>
<li>Medo, Violência e Política na Cidade de São Paulo: A Quem Cabe Decifrar a Esfinge da Segurança Pública? - <i>Renato Sérgio de Lima, Guaracy Mingardi, David Marques e Thais Carvalho</i></li>
<li>Desafios da Gestão Municipal para Redução das Desigualdades na Cidade de São Paulo - <i>Jorge Abrahão e Igor Pantoja</i></li>
<li>Padrões Espaciais de Votação nas Eleições para a Câmara Municipal de São Paulo: Um Estudo a partir das Eleições de 2020 - <i>Lucas Gelape, Joyce Luz e Débora Thomé</i></li>
</ul>
<p id="content"><strong>Inteligência Artificial: Democracia e Impactos Sociais</strong></p>
<ul>
<li>Tomada de Decisão nas Organizações: O Que Muda com a Inteligência Artificial? - <i>Abraham Sin Oih Yu et al</i>.</li>
<li>Estatísticas Públicas, Big Data e Inteligência Artificial: O caso da Plataforma Global da ONU - <i>Oscar Arruda d’Alva e Edemilson Paraná</i></li>
<li>Mitigação de Viés de Datasets Multimodais em um Classificador de Categorias Urbano-Sociais - <i>Luciano C. Lugli, Daniel Abujabra Merege e Rafael Pillon Almeida</i></li>
<li>Inteligência Artificial Explicável para Atenuar a falta de Transparência e a Legitimidade na Moderação da Internet - <i>Thomas Palmeira Ferraz et al</i>.</li>
<li>Democracia Aumentada: Inteligência Artificial como Ferramenta de Combate à Desinformação - <i>Alexandre Alcoforado et al.</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>São Paulo (Cidade)</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades inteligentes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Administração Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-29T11:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-90">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' destaca prioridade da inovação para o Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-90</link>
    <description>Revista "Estudos Avançados" 90, lançada no início de setembro, traz dossiê sobre inovação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-90-1" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 90" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 90" />Os diversos aspectos da inovação são tema do dossiê principal da edição 90 da revista "Estudos Avançados", lançada no início de setembro. Os textos abordam desde questões conceituais até o uso das práticas de inovação em apoio à sustentabilidade ou na gestão púbica. Os 10 artigos são de autoria de acadêmicos brasileiros e estrangeiros, integrantes de organismos governamentais e representantes da indústria (<i>veja no <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-90#sumario" class="external-link">sumário</a> da edição abaixo</i>). Os artigos já estão <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0103-401420170002&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">disponíveis na SciELO</a>.</p>
<p>De acordo com o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, "o tema não poderia ser mais oportuno, considerando a necessidade de atualização em vários setores produtivos que estacionaram o Brasil em virtude da quase completa ausência de uma interação consistente entre governo, universidade e indústria". Ele ressalta que os cortes orçamentários recentes tendem a agravar a situação e "tornam problemática essa integração, que, no entanto, seria vital para retomar o projeto de desenvolvimento sustentável em nível nacional".</p>
<p>A elaboração do dossiê foi coordenada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, vice-diretor do IEA e professor da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade (FEA) e da Escola Politécnica (Poli) das USP. No artigo de abertura ("Inovação em Transformação"), Plonski fala sobre a concepção da ideia de inovação enquanto resultado e respectivo processo, sua abrangência e a complexidade para criar novas realidades, ação que considera definidora da inovação.</p>
<p>Plonski afirma que a inovação é, ao mesmo tempo, uma ideia transformadora e em transformação, com a perspectiva de seu futuro status estar associado as seguintes características:</p>
<ul>
<li>tratar-se de um conceito duradouro;</li>
<li>ser entendida como um gênero, com espécies distintas, tais como a tecnológica, social, educacional, jurídica e até a filosófica;</li>
<li>ser objeto de ações para inseri-la nas políticas públicas;</li>
<li>estar sujeita a regulação para mitigação de eventuais efeitos deletérios, o que será feito também pelo desenvolvimento de novas inovações corretivas;</li>
<li>participar de associações simbióticas com outros movimentos, como os de sustentabilidade ambiental e do empreendedorismo;</li>
<li>o fortalecimento dos ecossistemas de inovação, uma vez que ela é sensível ao contexto;</li>
<li>ser objeto de uma ação adicional das universidades, que passariam a organizar intelectualmente o complexo território da inovação e a multiplicidade de transformações por ela ensejadas.</li>
</ul>
<p> </p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p>EVENTOS</p>
<p><strong>A Nova Lei da Inovação: Expectativas, Perspectivas e Iniciativas</strong><br />4 de abril de 2016</p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-lei-da-inovacao" class="external-link">Inovação agora tem lei abrangente e consensual</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/a-nova-lei-da-inovacao-expectativas-perspectivas-e-iniciativas?searchterm=lei+da+inova%C3%A7%C3%A3o" class="external-link">Vídeo</a><span> | </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2016/a-nova-lei-da-inovacao-expectativas-perspectivas-e-iniciativas-4-de-abril-de-2106" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br />
<p><span><strong>Ciência &amp; Indústria - Construindo Novos Caminhos em Tempos Desafiadores</strong></span></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/cooperacao-academia-industria" class="external-link">Workshop identifica obstáculos e caminhos para a cooperação academia-indústria</a></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-i" class="external-link">1</a><span> - </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-ii" class="external-link">2</a></li>
<li><span><a class="external-link" href="http://http//www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-19-de-junho-de-2017">Fotos</a></span></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><span><strong>Interdisciplinaridade em Inovação e Universidades de Excelência<br /></strong></span><span>15 de maio de 2017</span></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/universidades-de-excelencia" class="external-link">Encontro analisa interdisciplinaridade e inovação em universidades de excelência</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-1" class="external-link">1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-2" class="external-link">2</a> -<br /><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-3" class="external-link">3</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-4" class="external-link">4</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-5" class="external-link">5</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-15-de-maio-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><span><strong>Apoiando a Inovação na Indústria: O Papel da Embrapii no Fomento à Inovação no Brasil</strong></span></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/apoiando-a-inovacao-nas-industrias-o-papel-da-embrapii-no-fomento-a-inovacao-no-brasil" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/apoiando-a-inovacao-nas-industrias-o-papel-da-embrapii-no-fomento-a-inovacao-no-brasil-inscricoes-encerradas-21-de-marco-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Hélice Tríplice</strong></p>
<p>A interação universidade-indústria-governo mencionada por Bosi é um dos assuntos em destaque no dossiê Chamada de Hélice Tríplice pelos especialistas, essa articulação é tema do artigo de Henry Etzkowitz, <span>da Universidade de Londres, Reino Unido, </span><span>e Chunyan Zhou, da Universidade Shenyang, China, respectivamente, presidente e diretora do Instituto Internacional Hélice Tríplice.</span></p>
<p>Essa interação deve ser estimulada por uma articulação entre o governo com a iniciativa privada voltada para "enfrentar os desafios tecnológicos que sacodem as economias mundo afora", segundo os sociólogos <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, pesquisador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/observatorio-inovacao-competitividade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade/NAP</a> do IEA, e Zil Miranda, especialista em desenvolvimento industrial da Diretoria de Inovação da Confederação Nacional da Indústria. Para eles, em momentos de crise como a atual situação brasileira é que os países e empresas mais precisam aumentar seu investimento em inovação. Não bastam investimento: "É urgente a definição de estratégias de longa duração para que o país recupere protagonismo internacional e se destaque por sua inteligência e capacidade de fazer CT&amp;I de alta qualidade".</p>
<p>O deputado federal licenciado <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/siba-machado" class="external-link">Sibá Machado</a> (PT-AC), atualmente secretário de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis do Acre, relata em seu artigo os esforços empreendidos nos últimos dez anos por pesquisadores, parlamentares, empresas e governos federais e estaduais para promover as alterações legislativas que levaram ao estabelecimento do novo Marco Legal de CT&amp;I do país.</p>
<p><strong>Mario de Andrade</strong></p>
<p><span>O segundo conjunto de textos da edição é dedicado ao escritor Mário da Andrade. São </span><span>colaborações produzidas ou estimuladas no âmbito do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP</span><span>.</span></p>
<p><span>Parte da produção crítica do escritor é analisada em três artigos. Ricardo Gaiotto de Moraes trata da crítica à poesia de Manuel Bandeira feita por Andrade e Sérgio Buarque de Holanda. </span><span>Marcelo Maraninche relacionar as anotações de Andrade sobre os poetas românticos brasileiros com alguns de seus projetos, vínculo que leva o autor de "Macunaíma" a assumir o lirismo romântico como expressão autêntica, "ainda que problemática", da temática brasileira. </span><span>Ligia Kimori escreve sobre os estudos de Andrade sobre os parnasianos brasileiros.</span></p>
<p><span>Dois artigos exploram as relações do escritor com a música. Ligia Fonseca Ferreira apresenta a visão que ele tinha da música, músicos e críticos musicais franceses. Eduardo Tadafumi Sato escreve sobre a influência da obra do compositor alemão Richard Wagner no início da carreira intelectual do escritor paulista. </span><span>A seção também traz uma análise dos 12 "Poemas da Negra" de Andrade feita por Angela Teodoro Grillo. </span></p>
<p><strong>Antonio Candido</strong></p>
<p><span>Ainda no âmbito literário, "Estudos Avançados" homenageia o crítico e professor de teoria literária</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-candido-de-mello-e-souza" class="external-link">Antonio Candido</a><span>, professor emérito da </span><span>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas FFLCH da USP e professor honorário do IEA,</span><span> </span><span>morto em 12 de maio.</span></p>
<p><span>No artigo</span><span> </span><span>"Mediação Não É Conciliação. Sobre um Legado da Obra de Antonio Candido", </span><span>Bosi sublinha que a crítica literária produzida por Candido é marcada pela mediação, que constrói uma terceira linguagem capaz de traduzir os significantes de uma posição "dando-lhes outra dimensão semântica", em vez de adotar o discurso "eclético e confuso da conciliação". Segundo o editor da revista, a mediação também estava presente na militância política de Candido, na qual "não havia a preocupação de conciliar teoricamente posições filosóficas contrastantes".</span></p>
<p>O outro texto da homenagem é "Antonio Candido e a Academia Brasileira de Letras", do ensaísta Alberto Venancio Filho, membro da instituição. Ele relata o relacionamento de mútua admiração entre a ABL e Candido e as recusas deste em se candidatar a uma cadeira por que "não tinha espírito associativo".</p>
<p><strong>Música caipira</strong></p>
<p>A cultura popular brasileira de origem rural está representada na seção "Música Caipira", que abre com o artigo "Caipira: Cultura, Resistência e Enraizamento", de Ivan Vilela, músico, compositor e professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. No artigo, Vilela escreve sobre o surgimento da música caipira como expressão da cultura popular brasileira e como ela, a partir do momento que foi gravada em disco e divulgada no rádio, "ajudou no processo de reenraizamento dos migrantes caipiras da Grande São Paulo".</p>
<p>A seção conta com outros três artigos: Rafael Marin da Silva Garcia descreve os primeiros registros da moda de viola coletados no início do século 20, os dilemas decorrentes de seu registro em disco a partir de 1929 e as contradições sobre a perpetuação do gênero. As transformações ao longo do tempo do fandango de chilenas, tipo de bailado de uma região de interior de São Paulo, são o tema de Bruno de Souza Sanches. Eduardo Vicente trata da trajetória da gravadora Chantecler, que teve um papel relevante no registro e difusão da música regional brasileira, especialmente da música sertaneja de São Paulo.</p>
<p><span>A edição se completa com a seção "Resenhas". Ana Luiz Martins escreve sobre "Imigração Japonesa nas Revistas Ilustradas - Preconceito Político e Imaginário Social (1897-1945)", de Márcia Yumi Takeuchi; Deni Alfaro Rubbo trata de "Caio Prado Júnior, uma Biografia Política", de Luiz Bernardo Pericás; e Daniel Bitter discorre sobre "Porous City: A Cultural History of Rio de Janeiro", de Bruno Carvalho.</span></p>
<p style="padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 90, 388 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a revista ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">edilma@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675. </i></strong></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a>SUMÁRIO DO Nº 90</h3>
<p><strong>Inovação</strong></p>
<ul>
<li>Inovação em Transformação - <i>Guilherme Ary Plonski</i></li>
<li>Hélice Tríplice: Inovação e Empreendedorismo Universidade-Indústria-Governo - <i>Henry Etzkowitz e Chunyan Zhou</i></li>
<li>Políticas de Inovação em Nova Chave - <i>Glauco Arbix e Zil Miranda</i></li>
<li>A inovação, o Desenvolvimento e o Papel da Universidade - <i>Jorge Audy</i></li>
<li>Interação Academia-Indústria. Relato da Experiência da Vale - <i>Luiz Eugenio A. M. Mello e Edgar Sardinha Sepúlveda</i></li>
<li>P&amp;D versus Inovação - <i>Jarbas Caiado de Castro Neto</i></li>
<li>Inovação Tecnológica para a Sustentabilidade: Aprendizados de Sucessos e Fracassos - <i>Vanessa Pinsky e Isak Kruglianskas</i></li>
<li>Práticas Intraempreendedoras na Gestão Pública: Estudo de Caso na Embrapa - <i>Édis Mafra Lapolli e Roberto Kern Gomes</i></li>
<li>Radar da Inovação – O Que os Governos Precisam Enxergar - <i>Roberto Agune e José Antônio Carlos</i></li>
<li>Sob os Olhares de Janus, o Foco É no Conhecimento - <i>Sibá Machado</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Mário de Andrade</strong></span></p>
<ul>
<li>A Poesia de Manuel Bandeira: A Crítica de Mário de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda - <i>Ricardo Gaiotto de Moraes</i></li>
<li>Aspectos da Marginália de Mário de Andrade na Poesia do Romantismo Brasileiro - <i>Marcelo Maraninchi</i></li>
<li>Os “Poemas da Negra”, uma Leitura a Contrapelo da “Poesia do Senhor do Engenho” - <i>Angela Teodoro Grillo</i></li>
<li>A Lição dos Mestres: Os Parnasianos na Biblioteca de Mário de Andrade - <i>Ligia Kimori</i></li>
<li>Músicas, Músicos e Crítica Musical Francesa em Mário de Andrade - <i>Ligia Fonseca Ferreira e Ligia Kimori</i></li>
<li>Mário de Andrade e Richard Wagner na Aurora do Modernismo Paulista - <i>Eduardo Tadafumi Sa</i>to</li>
</ul>
<p><strong>Música caipira</strong></p>
<ul>
<li>Caipira: Cultura, Resistência e Enraizamento - <i>Ivan Vilela</i></li>
<li>Um Paradoxo entre o Existir e o Resistir: A Moda de Viola através dos Tempos - <i>Rafael Marin da Silva Garcia</i></li>
<li>O Fandango de Chilenas e suas Transformações no Tempo - <i>Bruno de Souza Sanches</i></li>
<li>A Gravadora Chantecler e a Música Regional do Brasil - <i>Eduardo Vicente</i></li>
</ul>
<p><strong> Antonio Candido</strong></p>
<ul>
<li>Mediação Não É Conciliação. Sobre um Legado da Obra de Antonio Candido - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Antonio Candido e a Academia Brasileira de Letras - <i>Alberto Venancio Filho</i></li>
</ul>
<p><strong> Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Revistas Ilustradas: Fonte para Revisão sobre Preconceito e Imaginário Social na Imigração Japonesa - <i>Ana Luiza Martins</i></li>
<li>Heresias do Marxismo Brasileiro: A Agonia de Caio Prado Júnior - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>Rio de Janeiro. Explorações sobre uma Cidade Porosa - <i>Daniel Bitter</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-05T15:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-90">
    <title>Revista 'Estudos Avançados' destaca prioridade da inovação para o Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-90</link>
    <description>Revista "Estudos Avançados" 90, lançada no início de setembro, traz dossiê sobre inovação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-90-1" style="float: right; " title="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 90" class="image-inline" alt="Capa da revista &quot;Estudos Avançados&quot; 90" />Os diversos aspectos da inovação são tema do dossiê principal da edição 90 da revista "Estudos Avançados", lançada no início de setembro. Os textos abordam desde questões conceituais até o uso das práticas de inovação em apoio à sustentabilidade ou na gestão púbica. Os 10 artigos são de autoria de acadêmicos brasileiros e estrangeiros, integrantes de organismos governamentais e representantes da indústria (<i>veja no <a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/revista-estudos-avancados-90#sumario" class="external-link">sumário</a> da edição abaixo</i>).</p>
<p>De acordo com o editor da revista, <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, "o tema não poderia ser mais oportuno, considerando a necessidade de atualização em vários setores produtivos que estacionaram o Brasil em virtude da quase completa ausência de uma interação consistente entre governo, universidade e indústria". Ele ressalta que os cortes orçamentários recentes tendem a agravar a situação e "tornam problemática essa integração, que, no entanto, seria vital para retomar o projeto de desenvolvimento sustentável em nível nacional".</p>
<p>A elaboração do dossiê foi coordenada por <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, vice-diretor do IEA e professor da Faculdade de Economia Administração e Contabilidade (FEA) e da Escola Politécnica (Poli) das USP. No artigo de abertura ("Inovação em Transformação"), Plonski fala sobre a concepção da ideia de inovação enquanto resultado e respectivo processo, sua abrangência e a complexidade para criar novas realidades, ação que considera definidora da inovação.</p>
<p>Plonski afirma que a inovação é, ao mesmo tempo, uma ideia transformadora e em transformação, com a perspectiva de seu futuro status estar associado as seguintes características:</p>
<ul>
<li>tratar-se de um conceito duradouro;</li>
<li>ser entendida como um gênero, com espécies distintas, tais como a tecnológica, social, educacional, jurídica e até a filosófica;</li>
<li>ser objeto de ações para inseri-la nas políticas públicas;</li>
<li>estar sujeita a regulação para mitigação de eventuais efeitos deletérios, o que será feito também pelo desenvolvimento de novas inovações corretivas;</li>
<li>participar de associações simbióticas com outros movimentos, como os de sustentabilidade ambiental e do empreendedorismo;</li>
<li>o fortalecimento dos ecossistemas de inovação, uma vez que ela é sensível ao contexto;</li>
<li>ser objeto de uma ação adicional das universidades, que passariam a organizar intelectualmente o complexo território da inovação e a multiplicidade de transformações por ela ensejadas.</li>
</ul>
<p> </p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p>EVENTOS</p>
<p><strong>A Nova Lei da Inovação: Expectativas, Perspectivas e Iniciativas</strong><br />4 de abril de 2016</p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/seminario-lei-da-inovacao" class="external-link">Inovação agora tem lei abrangente e consensual</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2016/a-nova-lei-da-inovacao-expectativas-perspectivas-e-iniciativas?searchterm=lei+da+inova%C3%A7%C3%A3o" class="external-link">Vídeo</a><span> | </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/foto/eventos-2016/a-nova-lei-da-inovacao-expectativas-perspectivas-e-iniciativas-4-de-abril-de-2106" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<br />
<p><span><strong>Ciência &amp; Indústria - Construindo Novos Caminhos em Tempos Desafiadores</strong></span></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/cooperacao-academia-industria" class="external-link">Workshop identifica obstáculos e caminhos para a cooperação academia-indústria</a></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-i" class="external-link">1</a><span> - </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-parte-ii" class="external-link">2</a></li>
<li><span><a class="external-link" href="http://http//www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/ciencia-industria-2013-construindo-novos-caminhos-em-tempos-desafiadores-19-de-junho-de-2017">Fotos</a></span></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><span><strong>Interdisciplinaridade em Inovação e Universidades de Excelência<br /></strong></span><span>15 de maio de 2017</span></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/lancamentos/universidades-de-excelencia" class="external-link">Encontro analisa interdisciplinaridade e inovação em universidades de excelência</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li>Vídeos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-1" class="external-link">1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-2" class="external-link">2</a> -<br /><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-3" class="external-link">3</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-4" class="external-link">4</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-mesa-5" class="external-link">5</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/foto/eventos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-15-de-maio-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><span><strong>Apoiando a Inovação na Indústria: O Papel da Embrapii no Fomento à Inovação no Brasil</strong></span></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/video/videos-2017/apoiando-a-inovacao-nas-industrias-o-papel-da-embrapii-no-fomento-a-inovacao-no-brasil" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/revista/midiateca/foto/eventos-2017/apoiando-a-inovacao-nas-industrias-o-papel-da-embrapii-no-fomento-a-inovacao-no-brasil-inscricoes-encerradas-21-de-marco-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Hélice Tríplice</strong></p>
<p>A interação universidade-indústria-governo mencionada por Bosi é um dos assuntos em destaque no dossiê Chamada de Hélice Tríplice pelos especialistas, essa articulação é tema do artigo de Henry Etzkowitz, <span>da Universidade de Londres, Reino Unido, </span><span>e Chunyan Zhou, da Universidade Shenyang, China, respectivamente, presidente e diretora do Instituto Internacional Hélice Tríplice.</span></p>
<p>Essa interação deve ser estimulada por uma articulação entre o governo com a iniciativa privada voltada para "enfrentar os desafios tecnológicos que sacodem as economias mundo afora", segundo os sociólogos <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoag/glauco-arbix" class="external-link">Glauco Arbix</a>, pesquisador do <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pesquisa/grupos/observatorio-inovacao-competitividade" class="external-link">Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade/NAP</a> do IEA, e Zil Miranda, especialista em desenvolvimento industrial da Diretoria de Inovação da Confederação Nacional da Indústria. Para eles, em momentos de crise como a atual situação brasileira é que os países e empresas mais precisam aumentar seu investimento em inovação. Não bastam investimento: "É urgente a definição de estratégias de longa duração para que o país recupere protagonismo internacional e se destaque por sua inteligência e capacidade de fazer CT&amp;I de alta qualidade".</p>
<p>O deputado federal licenciado <a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoas/siba-machado" class="external-link">Sibá Machado</a> (PT-AC), atualmente secretário de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis do Acre, relata em seu artigo os esforços empreendidos nos últimos dez anos por pesquisadores, parlamentares, empresas e governos federais e estaduais para promover as alterações legislativas que levaram ao estabelecimento do novo Marco Legal de CT&amp;I do país.</p>
<p><strong>Mario de Andrade</strong></p>
<p><span>O segundo conjunto de textos da edição é dedicado ao escritor Mário da Andrade. São </span><span>colaborações produzidas ou estimuladas no âmbito do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP</span><span>.</span></p>
<p><span>Parte da produção crítica do escritor é analisada em três artigos. Ricardo Gaiotto de Moraes trata da crítica à poesia de Manuel Bandeira feita por Andrade e Sérgio Buarque de Holanda. </span><span>Marcelo Maraninche relacionar as anotações de Andrade sobre os poetas românticos brasileiros com alguns de seus projetos, vínculo que leva o autor de "Macunaíma" a assumir o lirismo romântico como expressão autêntica, "ainda que problemática", da temática brasileira. </span><span>Ligia Kimori escreve sobre os estudos de Andrade sobre os parnasianos brasileiros.</span></p>
<p><span>Dois artigos exploram as relações do escritor com a música. Ligia Fonseca Ferreira apresenta a visão que ele tinha da música, músicos e críticos musicais franceses. Eduardo Tadafumi Sato escreve sobre a influência da obra do compositor alemão Richard Wagner no início da carreira intelectual do escritor paulista. </span><span>A seção também traz uma análise dos 12 "Poemas da Negra" de Andrade feita por Angela Teodoro Grillo. </span></p>
<p><strong>Antonio Candido</strong></p>
<p><span>Ainda no âmbito literário, "Estudos Avançados" homenageia o crítico e professor de teoria literária</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/revista/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-candido-de-mello-e-souza" class="external-link">Antonio Candido</a><span>, professor emérito da </span><span>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas FFLCH da USP e professor honorário do IEA,</span><span> </span><span>morto em 12 de maio.</span></p>
<p><span>No artigo</span><span> </span><span>"Mediação Não É Conciliação. Sobre um Legado da Obra de Antonio Candido", </span><span>Bosi sublinha que a crítica literária produzida por Candido é marcada pela mediação, que constrói uma terceira linguagem capaz de traduzir os significantes de uma posição "dando-lhes outra dimensão semântica", em vez de adotar o discurso "eclético e confuso da conciliação". Segundo o editor da revista, a mediação também estava presente na militância política de Candido, na qual "não havia a preocupação de conciliar teoricamente posições filosóficas contrastantes".</span></p>
<p>O outro texto da homenagem é "Antonio Candido e a Academia Brasileira de Letras", do ensaísta Alberto Venancio Filho, membro da instituição. Ele relata o relacionamento de mútua admiração entre a ABL e Candido e as recusas deste em se candidatar a uma cadeira por que "não tinha espírito associativo".</p>
<p><strong>Música caipira</strong></p>
<p>A cultura popular brasileira de origem rural está representada na seção "Música Caipira", que abre com o artigo "Caipira: Cultura, Resistência e Enraizamento", de Ivan Vilela, músico, compositor e professor do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. No artigo, Vilela escreve sobre o surgimento da música caipira como expressão da cultura popular brasileira e como ela, a partir do momento que foi gravada em disco e divulgada no rádio, "ajudou no processo de reenraizamento dos migrantes caipiras da Grande São Paulo".</p>
<p>A seção conta com outros três artigos: Rafael Marin da Silva Garcia descreve os primeiros registros da moda de viola coletados no início do século 20, os dilemas decorrentes de seu registro em disco a partir de 1929 e as contradições sobre a perpetuação do gênero. As transformações ao longo do tempo do fandango de chilenas, tipo de bailado de uma região de interior de São Paulo, são o tema de Bruno de Souza Sanches. Eduardo Vicente trata da trajetória da gravadora Chantecler, que teve um papel relevante no registro e difusão da música regional brasileira, especialmente da música sertaneja de São Paulo.</p>
<p><span>A edição se completa com a seção "Resenhas". Ana Luiz Martins escreve sobre "Imigração Japonesa nas Revistas Ilustradas - Preconceito Político e Imaginário Social (1897-1945)", de Márcia Yumi Takeuchi; Deni Alfaro Rubbo trata de "Caio Prado Júnior, uma Biografia Política", de Luiz Bernardo Pericás; e Daniel Bitter discorre sobre "Porous City: A Cultural History of Rio de Janeiro", de Bruno Carvalho.</span></p>
<p style="padding-left: 30px; "><strong><i>Revista "Estudos Avançados" 90, 388 páginas, R$ 30,00 (assinatura anual com três edições: R$ 80,00). Informações sobre como assinar a revista ou adquirir exemplares avulsos: <a href="https://www.iea.usp.br/revista/revista">www.iea.usp.br/revista</a> ou com Edilma Martins (<a href="mailto:edilma@usp.br">estavan@usp.br</a>), tel. (11) 3091-1675. </i></strong></p>
<hr />
<p> </p>
<h3><a name="sumario"></a>SUMÁRIO DO Nº 90</h3>
<p><strong>Inovação</strong></p>
<ul>
<li>Inovação em Transformação - <i>Guilherme Ary Plonski</i></li>
<li>Hélice Tríplice: Inovação e Empreendedorismo Universidade-Indústria-Governo - <i>Henry Etzkowitz e Chunyan Zhou</i></li>
<li>Políticas de Inovação em Nova Chave - <i>Glauco Arbix e Zil Miranda</i></li>
<li>A inovação, o Desenvolvimento e o Papel da Universidade - <i>Jorge Audy</i></li>
<li>Interação Academia-Indústria. Relato da Experiência da Vale - <i>Luiz Eugenio A. M. Mello e Edgar Sardinha Sepúlveda</i></li>
<li>P&amp;D versus Inovação - <i>Jarbas Caiado de Castro Neto</i></li>
<li>Inovação Tecnológica para a Sustentabilidade: Aprendizados de Sucessos e Fracassos - <i>Vanessa Pinsky e Isak Kruglianskas</i></li>
<li>Práticas Intraempreendedoras na Gestão Pública: Estudo de Caso na Embrapa - <i>Édis Mafra Lapolli e Roberto Kern Gomes</i></li>
<li>Radar da Inovação – O Que os Governos Precisam Enxergar - <i>Roberto Agune e José Antônio Carlos</i></li>
<li>Sob os Olhares de Janus, o Foco É no Conhecimento - <i>Sibá Machado</i></li>
</ul>
<p><span><strong>Mário de Andrade</strong></span></p>
<ul>
<li>A Poesia de Manuel Bandeira: A Crítica de Mário de Andrade e Sérgio Buarque de Holanda - <i>Ricardo Gaiotto de Moraes</i></li>
<li>Aspectos da Marginália de Mário de Andrade na Poesia do Romantismo Brasileiro - <i>Marcelo Maraninchi</i></li>
<li>Os “Poemas da Negra”, uma Leitura a Contrapelo da “Poesia do Senhor do Engenho” - <i>Angela Teodoro Grillo</i></li>
<li>A Lição dos Mestres: Os Parnasianos na Biblioteca de Mário de Andrade - <i>Ligia Kimori</i></li>
<li>Músicas, Músicos e Crítica Musical Francesa em Mário de Andrade - <i>Ligia Fonseca Ferreira e Ligia Kimori</i></li>
<li>Mário de Andrade e Richard Wagner na Aurora do Modernismo Paulista - <i>Eduardo Tadafumi Sa</i>to</li>
</ul>
<p><strong>Música caipira</strong></p>
<ul>
<li>Caipira: Cultura, Resistência e Enraizamento - <i>Ivan Vilela</i></li>
<li>Um Paradoxo entre o Existir e o Resistir: A Moda de Viola através dos Tempos - <i>Rafael Marin da Silva Garcia</i></li>
<li>O Fandango de Chilenas e suas Transformações no Tempo - <i>Bruno de Souza Sanches</i></li>
<li>A Gravadora Chantecler e a Música Regional do Brasil - <i>Eduardo Vicente</i></li>
</ul>
<p><strong> Antonio Candido</strong></p>
<ul>
<li>Mediação Não É Conciliação. Sobre um Legado da Obra de Antonio Candido - <i>Alfredo Bosi</i></li>
<li>Antonio Candido e a Academia Brasileira de Letras - <i>Alberto Venancio Filho</i></li>
</ul>
<p><strong> Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Revistas Ilustradas: Fonte para Revisão sobre Preconceito e Imaginário Social na Imigração Japonesa - <i>Ana Luiza Martins</i></li>
<li>Heresias do Marxismo Brasileiro: A Agonia de Caio Prado Júnior - <i>Deni Alfaro Rubbo</i></li>
<li>Rio de Janeiro. Explorações sobre uma Cidade Porosa - <i>Daniel Bitter</i></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-05T15:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/relacoes-internacionais-5g-brasil">
    <title>Relações Internacionais e a Implantação de 5G no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/relacoes-internacionais-5g-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A Escola Politécnica, o Instituto de Estudos Avançados e o Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo organizam o ciclo <b>A Implantação de 5G no Brasil</b> com o objetivo de oferecer à sociedade brasileira subsídios para a implementação desta nova tecnologia.</p>
<p>Esta iniciativa integra o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/projetos-institucionais/think-tank-em-implantacao-de-5g-no-brasil">Think Tank USP em Implantação de 5G no Brasil</a>, um fórum permanente de discussão sobre a implantação da tecnologia de comunicações de quinta geração – 5G envolvendo a sociedade civil, o governo e a academia. No terceiro encontro do ciclo foram discutidos os Aspectos Sociais da Implantação de 5G no Brasil.</p>
<p>Esta quinta mesa da série objetiva discutir as <b>Relações Internacionais e a Implantação de 5G no Brasil, discutindo </b>a influência das relações internacionais e da diplomacia científica e da inovação na adoção e implantação do 5G no Brasil.</p>
<p><b>Debatedores:</b></p>
<p><b></b><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-oliveira" class="external-link">Carlos Oliveira</a> (Delegação da União Europeia em Brasília)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/stefan-salej" class="external-link">Stefan Bogdan Baremboim Salej</a> (Cluster 5G BR)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bertha-de-melo-gadelha-abreu" class="external-link">Bertha de Melo Gadelha Abreu</a> (Ministério das Comunicações do Brasil)</p>
<p><b>Moderadora:</b></p>
<p><b></b><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/janina-onuki" class="external-link">Janina Onuki </a>(IRI USP)</p>
<p><b>Relatora:</b></p>
<p><b></b><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gabriela-gomes-coelho-ferreira" class="external-link">Gabriela Gomes Coelho Ferreira</a> (IRI USP)</p>
<h3>Transmissão</h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IRI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>5G</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-07-02T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/eixos-tematicos-futuro-mobilidade">
    <title>Programa Eixos Temáticos da USP - Energia: Qual o Futuro da Mobilidade?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/eixos-tematicos-futuro-mobilidade</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>É amplamente conhecida a necessidade de redução das emissões de carbono na matriz energética mundial, visando à mitigação das mudanças climáticas.</p>
<p>O setor de transportes é reconhecidamente o maior emissor de gases de efeito estufa, sendo urgente a necessidade de sua descarbonização.</p>
<p>Neste sentido, esse encontro pretende discutir as perspectivas para a mobilidade com baixo teor de carbono no Brasil, considerando as diferentes opções, como veículos elétricos, híbridos, veículos a biocombustíveis e hidrogênio, entre outras.</p>
<p>Dois importantes especialistas vão discutir este tema, neste webinar organizado no contexto do <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eixos-tematicos-da-usp-para-contribuir-com-a-formulacao-de-politicas-publicas" class="external-link">Programa Eixos Temáticos da USP</a>.</p>
<p><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/david-zylbersztajn" class="external-link">David Zylbersztajn</a> (PUC-RJ/MBE Energia)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adalberto-maluf" class="external-link">Adalberto Maluf</a> (ABVE/BYD)</p>
<p><b>Moderação:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/suani-coelho" class="external-link">Suani Coelho</a><b> </b>(IEE/USP)</p>
<p><b>Coordenação: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-cardoso">José Roberto Cardoso</a> (EP/USP)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS07 - Energia Acessível e Limpa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eixos Temáticos USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-15T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/eixos-tematicos-mercado-gas">
    <title>Programa Eixos Temáticos da USP - Energia: Perspectivas do  Mercado de Gás</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/eixos-tematicos-mercado-gas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O gás natural tem sido apontado como um energético  de transição em virtude de suas menores emissões de carbono  comparativamente aos demais combustíveis fósseis. Sendo assim, é  relevante entender a inserção do gás na matriz energética e suas  principais regulamentações que possibilitem um ambiente adequado ao  investimento. <span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"></span> <span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p>Nesse  workshop, que integra o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eixos-tematicos-da-usp-para-contribuir-com-a-formulacao-de-politicas-publicas" class="external-link">Programa Eixos Temáticos da USP</a>, discutiremos, dessa forma, os principais aspectos do mercado  de gás, considerando a <a class="external-link" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2021/Lei/L14134.htm">Nova Lei do Gás brasileira (Lei 14.134/2021)</a>, e os reflexos de sua  aplicação no cenário nacional de oferta e demanda. Através de  questionamentos sobre o quanto a legislação pode promover o  desenvolvimento do mercado de gás, os palestrantes apresentarão suas  visões acerca de como instrumentos e conceitos integrantes da Nova Lei  podem servir para o incremento da segurança jurídica e para aumento de  investimentos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"></span> <span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"></span> <span style="text-decoration: underline;"></span></p>
<p><b>Exposição:<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/felipe-feres" class="external-link">Felipe Feres</a> (Mattos Filho)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gustavo-mano" class="external-link">Gustavo Mano</a> (GD Consultoria)</p>
<p><b>Moderação:<span style="text-decoration: underline;"></span><span style="text-decoration: underline;"></span></b></p>
<ul>
</ul>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hirdan-katarina-de-medeiros-costa" class="external-link">Hirdan Katarina de Medeiros Costa</a> (IEE-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mauricio-parra" class="external-link">Maurício Parra</a> (IEE-USP)</p>
<p><b>Coordenação: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-cardoso">José Roberto Cardoso</a> (EP/USP)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"></span> <span style="text-decoration: underline;"></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS07 - Energia Acessível e Limpa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eixos Temáticos USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-11-09T10:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/eixos-tematicos-energia-nuclear">
    <title>Programa Eixos Temáticos da USP - Energia: Energia Nuclear é Verde? Perspectivas da Utilização Nuclear no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/eixos-tematicos-energia-nuclear</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Desde a sua descoberta na década de 1930 a fissão nuclear evoluiu para uma tecnologia estabelecida e disseminada em vários países.</p>
<p>O uso pacífico da energia nuclear, consagrado por tratados internacionais no âmbito das Nações Unidas, tem o potencial de auxiliar a humanidade para enfrentar seus maiores desafios de desenvolvimento sustentável.</p>
<p>O uso de reatores nucleares, entretanto, não se limita à produção de energia elétrica, sendo fundamental por exemplo para produção de radiofármacos  que contribuem com a promoção da saúde e do bem estar das populações.</p>
<p>O Brasil tem uma história consolidada no desenvolvimento da tecnologia nuclear, que é mais visível nos dois grandes reatores da <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Central_Nuclear_Almirante_%C3%81lvaro_Alberto">Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto</a>, mas que também é disseminada em reatores de pesquisa distribuídos pelo território nacional.</p>
<p>O presente workshop integra o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eixos-tematicos-da-usp-para-contribuir-com-a-formulacao-de-politicas-publicas" class="external-link">Programa Eixos Temáticos da USP</a> e irá discutir as perspectivas futuras de uso da tecnologia nuclear no Brasil, tanto para a produção de energia elétrica, quanto para outras finalidades.</p>
<p><b>Abertura:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski">Guilherme Ary Plonski </a>(EP e IEA)</p>
<p><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-gomes-da-silva" class="external-link">Marcelo Gomes</a> (Eletronuclear)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-moreira">João Moreira</a> (UFABC)</p>
<p><b>Moderação:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudio-geraldo-schon">Cláudio Geraldo Schön</a><b> </b>(EP/USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wilson-aparecido-parejo-calvo" class="external-link">Wilson Aparecido Parejo Calvo</a> (IPEN)</p>
<p><b>Coordenação: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-cardoso">José Roberto Cardoso</a> (EP/USP)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS07 - Energia Acessível e Limpa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eixos Temáticos USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-09-15T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/eixos-tematicos-energia-solar-fotovoltaica">
    <title>Programa Eixos Temáticos da USP - Energia: A Inserção da Energia Solar Fotovoltaica na Matriz Elétrica Brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/eixos-tematicos-energia-solar-fotovoltaica</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Devido a uma série de vantagens, a energia na sua forma de manifestação elétrica tornou-se praticamente imprescindível para a sociedade moderna. Portanto, entende-se que a produção de eletricidade proveniente de fontes com baixo impacto ambiental deve ser inserida de forma expressiva na matriz energética brasileira.</p>
<p>A conversão direta da radiação solar em eletricidade é, sem dúvida, uma das alternativas com grande potencial de contribuição. Contudo, níveis expressivos de participação de fontes não despacháveis, como no caso da energia solar fotovoltaica, exigem estudos e esforços técnicos e regulatórios associados com a estabilidade dos sistemas elétricos.</p>
<p>Adiciona-se a esta condição de contorno a necessidade de desenvolvimento das aplicações da energia solar fotovoltaica em áreas não atendidas pelas redes de distribuição de energia elétrica.</p>
<p>Para essa discussão, que faz parte do <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eixos-tematicos-da-usp-para-contribuir-com-a-formulacao-de-politicas-publicas" class="external-link">Programa Eixos Temáticos da USP, </a>convidamos dois especialistas: um deles ligado a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), entidade que atua como promotora do setor solar fotovoltaico brasileiro e outro um Analista da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), que trabalha desenvolvendo estudos econômicos e regulatórios na área de recursos energéticos distribuídos e energia solar.</p>
<p><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodrigo-lopes-sauaia" class="external-link">Rodrigo Lopes Sauaia</a> (ABSOLAR)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gabriel-konzen" class="external-link">Gabriel Konzen</a> (EPE)</p>
<p><b>Moderação:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roberto-zilles" class="external-link">Roberto Zilles</a> (IEE/USP)</p>
<p style="text-align: left; "><b>Coordenação: </b></p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-cardoso" class="external-link">José Roberto Cardoso</a> (EP/USP)<i> </i></p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ODS07 - Energia Acessível e Limpa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Energia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eixos Temáticos USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-31T12:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/i-seminario-ia-cos">
    <title>Primeiro Seminário de IA Responsável da Cátedra Oscar Sala</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/i-seminario-ia-cos</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr" id="docs-internal-guid-7dcceeb6-7fff-b9e8-f346-51184aa457c2" style="text-align: left; "><span>O  segundo ano da titularidade do </span><span>professor </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida" class="external-link">Virgílio Almeida</a><span> na Cátedra Oscar Sala (COS)</span><span> se iniciou com a participação de mais de 80 pesquisadores, todos focados no debate sobre IA Responsável. Informações detalhadas sobre os grupos de pesquisa e suas produções estão disponíveis em <a class="external-link" href="https://iaresponsavel.iea.usp.br/">IA Responsável</a>.</span><span> O evento visa integrar os pesquisadores ao explorar suas áreas de interesse dentro do contexto da inteligência artificial.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Durante o seminário, serão apresentados os resultados das interações dos pesquisadores, incluindo estudos, discussões em encontros virtuais e a escrita conjunta de documentos. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>As mesas temáticas apresentarão os capítulos do livro *IA Responsável*, ainda em fase de organização, além de contar com a participação de convidados especiais, como Rafael Grohman (Universidade de Toronto), Cristian Perrone (Centro de Estudos em Tecnologia e Sociedade da Argentina), Tainá Junquilho (Senado Federal), Bruna Martins dos Santos (Fórum de Governança da Internet da ONU) e Márcio Biczyk do Amaral (Faculdade de Medicina da USP).</span></p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-10-07T12:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/super-intelligent-machines">
    <title>Por Que não Deveríamos Querer Ser "Pets" de Máquinas Superinteligentes</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/super-intelligent-machines</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/en/events/why-we-shouldn2019t-want-to-be-the-pets-of-super-intelligent-machines" class="external-link"><b>Click here for the English version</b></a></p>
<p dir="ltr"><span>Quando questionado sobre o futuro relacionamento da humanidade com os computadores, <a class="external-link" href="https://en.wikipedia.org/wiki/Marvin_Minsky">Marvin Minsk</a> deu a famosa resposta: “Se tivermos sorte, eles podem decidir nos manter como animais de estimação”. Várias autoridades eminentes continuam a argumentar que existe um perigo real de que máquinas “superinteligentes” escravizem – talvez até destruam – a humanidade. Poderíamos pensar em seguida que deveríamos abandonar a busca pela IA. Em vez disso, a maioria daqueles que afirmam estar preocupados com a ameaça existencial representada pela IA não se preocupam com o que chamam de “problema da IA amigável”. Grosso modo, esta é a questão de como podemos garantir que as IA que se desenvolverão a partir da primeira IA que criarmos permanecerão simpáticas à humanidade e continuarão a servir, ou pelo menos a ter em conta, os nossos interesses</span></p>
<p dir="ltr"><span>Esta palestra se baseará na filosofia “neo-republicana” de <a class="external-link" href="https://en.wikipedia.org/wiki/Philip_Pettit">Philip Pettit</a> para argumentar que resolver o problema da IA Amigável não mudaria o fato de que o advento da IA superinteligente seria desastroso para a humanidade, em virtude de nos tornar escravos de máquinas. Uma ideia fundamental da tradição republicana é que a liberdade exige um certo tipo de igualdade, o que claramente falta entre os animais de estimação e os seus donos. A benevolência não é suficiente. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Enquanto a IA tiver o poder de interferir nas escolhas da humanidade, e a capacidade de o fazer sem referência aos nossos interesses, então dominar-nos-á e, portanto, tornar-nos-á não-livres. Os animais de estimação de donos gentis ainda são animais de estimação, o que não é um status que a humanidade deveria adotar. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Se realmente pensamos que existe o risco de que a pesquisa em IA conduza ao surgimento de uma superinteligência, então precisamos repensar se é de fato sábio desenvolver a IA.</span></p>
<p class="MsoNormal"><b>Abertura e comentários:</b> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/virgilio-almeida" class="external-link">Virgílio Almeida</a><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/titular-catedra/titular-da-catedra" class="external-link"> </a>(titular da Cátedra Oscar Sala)</p>
<p class="MsoNormal"><b>Exposição:</b> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rob-sparrow" class="external-link">Robert Sparrow</a> (Monash University)</p>
<p class="MsoNormal"><b>Moderação:</b> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elen-nas" class="external-link">Elen Nas</a><span> (IEA-USP)</span></p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>
<div>
<div id="_mcePaste">
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<div>
<div style="text-align: right; "></div>
</div>
</div>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-08T12:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/politicas-para-cti-agenda-2023">
    <title>Políticas para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil são avaliadas por pesquisadores no IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/politicas-para-cti-agenda-2023</link>
    <description>O ciclo de eventos é a primeira etapa do projeto Agenda 2023 e resultará em documento a ser enviado ao candidato à presidência eleito em 2022</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-9b4d4d5b-7fff-bc92-2432-024585798f37"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Com a rápida movimentação da comunidade científica para conter o coronavírus, a área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&amp;I) demonstrou o seu valor em todo o mundo durante a pandemia. No Brasil, entretanto, ela convive com problemas crônicos. Cortes nos orçamentos destinados à pesquisa e políticas públicas com abordagens imprecisas e sem foco são alguns deles. Essa é a avaliação dos organizadores do </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/agenda-2023-um-novo-capitulo-para-a-ct-i-no-brasil"><span>ciclo de eventos Agenda 2023</span></a><span>, realizados no IEA entre abril e junho de 2022.</span></p>
<p dir="ltr">Os eventos representam a primeira etapa do projeto Agenda 2023. "O próximo passo é realizar debates com representantes das candidaturas ao Poder Executivo e, ao final, produzir um documento, a ser enviado ao candidato eleito", afirma <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-monteiro" class="external-link">Vitor Monteiro</a>, pesquisador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/nucleos-de-apoio-a-pesquisa/observatorio-inovacao-competitividade"><span>Núcleo de Apoio à Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade</span></a> (NAP-OIC). O <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/agenda-2023-candidaturas-presidenciais" class="external-link">evento com as candidaturas</a> ocorrerá no dia <strong>30 de agosto, das 10h às 12h</strong>, em formato virtual, no canal do IEA.</p>
<p dir="ltr"><span>O ciclo, com seis painéis, foi organizado pelo grupo de pesquisa em parceria com o </span><a href="https://cebrap.org.br/institucional/"><span>Centro Brasileiro de Análise e Planejamento</span></a><span> (CEBRAP), e dirigido por Monteiro e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carolina-mota-mourao"><span>Carolina Mota Mourão</span></a><span>, pesquisadores do núcleo jurídico do NAP-OIC, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodrigo-brandao"><span>Rodrigo Brandão</span></a><span>, um dos coordenadores do grupo. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Leia mais sobre cada um dos encontros: </span></p>
<ul>
<li><span><a class="anchor-link" href="#políticas-de-CTI">Reconstruindo as Políticas Brasileiras de CT&amp;I: Por onde Começar?</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/politicas-para-cti-agenda-2023#investimento" class="external-link">Política Econômica para o Desenvolvimento da CT&amp;I: Entre Desafios Orçamentários e a Necessidade de Investimento</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/politicas-para-ciencia-tecnologia-inovacao-agenda-2023#baixo-carbono" class="external-link">Qual é o Papel da CT&amp;I na Construção de uma Economia de Baixo Carbono?</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/politicas-para-ciencia-tecnologia-inovacao-agenda-2023#saúde" class="external-link">Quais são os caminhos para potencializar o papel do SUS como catalisador de CT&amp;I?</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/politicas-para-ciencia-tecnologia-inovacao-agenda-2023#educação" class="external-link">O que precisa ser feito para que o sistema brasileiro de ensino forme pessoas preparadas para promover a CT&amp;I no país?</a></span></li>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/politicas-para-ciencia-tecnologia-inovacao-agenda-2023#perspectivas" class="external-link">Balanço e Perspectivas para os Instrumentos de Fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação<br /><br /></a></span></li>
</ul>
<div><span><span id="docs-internal-guid-f343c4ee-7fff-08c6-29fe-35637a93a3a7">
<p dir="ltr"><span><strong><a name="políticas-de-CTI"></a>Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação</strong></span></p>
<p dir="ltr">O evento <i>Reconstruindo as Políticas Brasileiras de CT&amp;I: Por onde Começar?</i>, realizado no dia 1º de abril, explorou o novo ciclo tecnológico que questiona a maneira como produzimos ciência, as práticas das empresas, estratégias e, sobretudo, como os países pensam o próprio desenvolvimento.</p>
<p dir="ltr"><span>Países avançados e emergentes priorizam agendas para a construção de uma economia de baixo carbono – mais sustentável – e se preparam para uma nova sociedade digital. "São dois pontos que não podem faltar em nenhuma estratégia de desenvolvimento nacional, porque eles dão a base para diminuir pobreza e desigualdade social", afirmou Glauco Arbix. O professor do Departamento de Sociologia da USP foi expositor deste primeiro evento ao lado de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-eugenio-mello"><span>Luiz Eugênio Mello</span></a><span>, professor titular de Fisiologia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). </span></p>
<p dir="ltr"><span>Saber aproveitar oportunidades é essencial nesse momento, mas o Brasil parece estar indo em sentido contrário e tem se distanciado dos países que produzem ciência de fronteira, avaliou Arbix. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Somando isso à situação nacional, com o acirramento das desigualdades e a ausência de uma agenda de governo, ele citou comportamentos que contribuem para o atraso e devem ser evitados. São eles: a perda de oportunidades abertas pelo novo ciclo tecnológico; o corte de investimentos em CT&amp;I; a desvinculação da inovação à pesquisa científica; o ataque às universidades; a manutenção de amarras burocráticas; e a aprovação de documentos sem diagnósticos precisos, sem determinação de metas e sem prioridades claras.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Com a perspectiva de que sem estabilidade, sem ampliação contínua dos investimentos e sem diversificação de fontes, o Sistema Nacional de CT&amp;I se tornará disfuncional, Arbix sugeriu ainda oito ações a serem tomadas para que se possa elevar o patamar de CT&amp;I no Brasil em 10 anos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com ele, seria preciso definir o digital e a sustentabilidade como eixos estruturantes; disseminar o uso de encomendas tecnológicas e fazer da inovação uma das missões das universidades. Além disso, interromper a regressão atual no financiamento à CT&amp;I e articular um pacto de longa duração para garantir investimentos, tendo como meta atingir a marca de 2% do PIB aplicado em Pesquisa e Desenvolvimento (P&amp;D) em 10 anos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também apontou a necessidade de aumentar a cooperação entre empresa e academia, ampliando a criação de laboratórios multi-usuários e multi-institucionais e remodelar o atual sistema de CT&amp;I, diminuindo a burocracia, fortalecendo as agências de fomento e definindo a política nacional com foco, prioridades e projetos de alto impacto orientados para resultados, a partir de novas lógicas de definição da demanda.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ainda, acredita ser preciso superar o esgotamento do sistema de financiamento e criar um Fundo Nacional de Inovação com base em novas fontes de receita, além do </span><span>Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (</span><span>FNDCT). Também apontou a necessidade de facilitar a entrada de novas instituições no apoio à inovação, bem como criar mecanismos de governança do Sistema de CT&amp;I, reformulando o Conselho Nacional de C&amp;T para que possa definir diretrizes e programas relevantes e alocar grandes investimentos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>"No Brasil, nós demoramos muito tempo pra ter uma interação entre a academia e o setor empresarial". Para Luiz Eugênio Mello, esse é um dos desafios a serem trabalhados pela política. Citou como exemplo a Fapesp que, até 1988, tinha seu foco no “desenvolvimento científico” de São Paulo e, após a data, passou a avançar em direção ao campo "científico e tecnológico". Mencionou, ainda, a importância da relação entre pesquisa orientada para solução de problemas e da pesquisa orientada para satisfação de curiosidade. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Para mudar a visão atual da sociedade sobre CT&amp;I, Mello sugeriu endereçar a CT&amp;I para agendas que emanem iniciativas da sociedade e agendas que respondam a interesses e necessidades dos administradores públicos. </span></p>
<p dir="ltr"><span>"Nós vivemos uma regressão muito grande, e a CT&amp;I no Brasil só sobrevive por conta da resistência que os pesquisadores e cientistas conseguem desenvolver, e porque as universidades brasileiras, segregadas e acusadas injustamente, conseguem resistir e insistem em fazer ciência mesmo com os ataques do governo federal, que são muitos e constantes", afirmou Arbix.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A priorização das políticas de CT&amp;I pelo próximo governo federal, orientado pelas demandas da sociedade, será essencial para que o país produza conhecimento da melhor qualidade, mais rápido e de maior impacto tecnológico, econômico e social, concluiu o painel. Para que a CT&amp;I se fixe como ação de Estado, não de governo, também se considerou necessário reativar um fórum de governança como o Conselho Nacional de Tecnologia.</span></p>
<p dir="ltr"><span><a name="investimento"></a>O evento teve moderação de Carolina Mota Mourão, Vitor Monteiro e Rodrigo Brandão.</span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-a86aa96c-7fff-f5e1-a0e7-3089aa1688a5">
<p dir="ltr"><span><strong>Investimentos em CT&amp;I e política econômica</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Após apresentar uma visão geral sobre o sistema orçamentário e fiscal no evento </span><span><i>Política Econômica para o Desenvolvimento da CT&amp;I</i></span><span>, do dia 12 de abril, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/felipe-salto"><span>Felipe Salto</span></a><span>, </span><span>mestre em Administração Pública e Governo,</span><span> destacou que o país precisa seguir um caminho que permita "recuperar a capacidade do Estado de planejar os investimentos e os gastos a médio e longo prazo", um elemento chave de qualquer política de CT&amp;I. Os limites fiscais do país, contudo, impõem desafios para os gastos necessários na área, e Salto propôs repensar o modelo de teto de gastos em vigor atualmente. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Foi sugerida pelo conferencista a criação de uma comissão de produtividade (composta por membros do governo, da academia e da sociedade civil) que produziria dados com solidez econométrica e estatística, capazes de apontar parâmetros da qualidade do gasto público.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Sob os parâmetros da relevância da restrição fiscal e da consequente escassez de recursos orçamentários, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernanda-de-negri"><span>Fernanda De Negri</span></a><span>, </span><span>pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)</span><span>, destacou a importância da definição de uma política de CT&amp;I com estratégia e foco. "A gente não vai conseguir fazer tudo, a gente não vai conseguir ser competitivo em tudo, precisamos ter alguns focos consistentes a longo prazo”, afirmou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O desmantelamento da política de CT&amp;I nacional, tanto em nível orçamentário quanto em relação a indicadores, foi dimensionada em números. A exportação de alta tecnologia e a participação de setores mais intensivos em tecnologia vem diminuindo em relação ao PIB.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para sair dessa situação, a pesquisadora indicou cinco áreas necessárias para o Brasil e que poderiam ter uma política de inovação: mudanças climáticas, tecnologias em saúde, inteligência artificial e big data, tecnologias agrícolas e Amazônia. Também apontou a necessidade de priorizar a melhoria no desenho de políticas e dos investimentos públicos em C&amp;T, com o aprimoramento dos indicadores da atividade de CT&amp;I. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Por não terem sido bem desenhadas e/ou não terem sido objeto de reformulação, algumas políticas acabaram por custar muito, sem efetivamente incentivar a inovação, como as  políticas fiscais da Lei de Informática e da Lei do Bem, lembrou Negri. Ela realçou fatores exógenos que apresentam impactos determinantes às políticas de inovação, como o sistema tributário, o ambiente de negócios e o estímulo à concorrência.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Com perguntas como “Para que CT&amp;I?”, “O que é o Sistema de CT&amp;I?”, “Quanto custa CT&amp;I?” e “Quem paga a CT&amp;I”, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-henrique-de-brito-cruz"><span>Carlos Henrique de Brito Cruz</span></a><span>, </span><span>vice-presidente sênior de Redes de Pesquisa da Elsevier,</span><span> refletiu sobre “Que meta poderia haver no Brasil?”, pensando no papel das empresas e do governo no financiamento à P&amp;D. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Após analisar dados de 2018, Cruz pontuou que, se for feita uma meta de que em 2028 o Brasil chegará a 2,5% do PIB investidos em P&amp;D, significa que as empresas estarão contribuindo com seu dinheiro de 1.2% a 1.6% do PIB , e o governo, de 0.7% a 1.1%. De acordo com ele, é necessário que a política econômica brasileira crie um ambiente "onde a empresa precise fazer pesquisa" – não por causa de incentivo, mas porque ela vai se beneficiar e obter mais mercado. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Destacando a necessidade de P&amp;D em universidades para haver base e pessoas, e PD&amp;I em empresas e no governo, para haver benefícios, Cruz questionou como seria possível organizar um local onde as pessoas responsáveis pelo orçamento de C&amp;T definam temas prioritários à transformação do país e como organizar o governo, em suas diversas unidades federativas, para criar convergências nacionais no tema de CT&amp;I. </span></p>
<p dir="ltr"><span><a name="baixo-carbono"></a>O evento teve moderação de Rodrigo Brandão</span><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/igor-bueno"><span>Igor Bueno</span></a><span> e Vitor Monteiro, do OIC-IEA</span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-f1aafa26-7fff-03db-8731-9830767421db">
<p dir="ltr"><span><strong>Construindo uma economia de baixo carbono</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Em anos recentes, diversos acontecimentos demonstraram os impactos da redução do orçamento nacional de CT&amp;I sobre a preservação dos biomas brasileiros, como o apagão de dados sobre desmatamento, decorrente do subfinanciamento ao INPE e a órgãos ambientais, e a a falta de financiamento para pesquisas sobre desenvolvimento econômico sustentável e para o desenvolvimento de tecnologias verdes e mercados de baixo carbono.</span></p>
<p dir="ltr"><span>No evento </span><span><i>Qual é o Papel da CT&amp;I na Construção de uma Economia de Baixo Carbono?</i></span><span>, realizado no dia 26 de abril, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/natalie-unterstell"><span>Natalie Unterstell</span></a><span>, do Instituto Talanoa, e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miriam-garcia"><span>Miriam Garcia</span></a><span>, da CDP (</span><span>Carbon Disclosure Project</span><span>) Latin America, debateram os caminhos que o governo federal deve seguir para se projetar como um participante relevante na corrida climática global, além do papel dos investimentos públicos e privados em CT&amp;I nessa estratégia.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Com a maior concentração de dióxido de carbono (CO2) em 2 milhões de anos, segundo estudo de 2019 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o planeta já enfrenta um aquecimento de 1.1ºC em relação ao período pré-industrial. Parece pouco, mas de acordo com uma </span><a href="https://coastal.climatecentral.org/"><span>ferramenta do Climate Central</span></a><span>, apresentada por Unterstell, a elevação da temperatura média da superfície terrestre em mais 2ºC poderia ter consequências catastróficas. Cidades como Nova York, por exemplo, ficariam inundadas neste cenário.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Por isso, a descarbonização se tornou um tema central da governança climática global. Em 2015, nenhum dos grandes setores da economia global tinha tecnologias competitivas e de baixo custo para mudar a equação climática, uma questão essencialmente econômica, afirmou a expositora. </span><span>Em 5-6 anos, </span><span>houve uma forte mudança no setor elétrico, com a difusão de tecnologias como a solar e a elétrica, e a criação de baterias.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Dado o desafio de retomar o crescimento econômico do Brasil com o menor aumento possível de emissões, Garcia apontou dois cenários para lidar com a situação. Um </span><span>cenário de retomada e transição justa envolveria três medidas centrais: precificar as emissões de carbono; reduzir o desmatamento; e aumentar os índices de restauração florestal em 4 milhões de hectares. Já em um cenário de retomada, transição justa e zero desmatamento, o país alcançaria o desmatamento zero na Amazônia e na mata atlântica até 2030, </span><span>atingindo 82% de redução de emissões até 2050.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Daqui até 2050, para alcançar o cenário Net Zero para todos os Gases de Efeito Estufa (GEE), será necessário evitar o lançamento de aproximadamente 21 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera a nível nacional, apontou Garcia com base no relatório "Como viabilizar um Brasil neutro em gases de efeito estufa até 2050? Caminhos de descarbonização da economia brasileira", do CDP. O estudo foi elaborado pelo laboratório Cenergia, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</span></p>
<p dir="ltr"><span>Conforme o estudo, no setor de Agropecuária, Floresta e Outros Usos do Solo (AFOLU), considera-se necessário recuperar as pastagens degradadas e diminuir áreas de solo degradado. No de energia, investir em fontes renováveis e utilizar biocombustíveis celulósicos. Entre as indústrias, focar na siderurgia com uso do carvão vegetal de origem renovável e aumentar o uso da biomassa. No setor de transporte, eletrificar veículos leves e usar biocombustíveis e, no de resíduos, zerar o uso de aterros sanitários e implementar a queima em </span><span>flare </span><span>em aterros.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para Unterstell, o desmatamento zero não é mais um tema marginal nas campanhas eleitorais. Pensando nas eleições de 2022, ela acredita que a primeira ação a ser feita a partir de janeiro de 2023 deve ser uma medida provisória que restabeleça a institucionalidade do combate ao desmatamento no país. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento teve moderação dos membros do OIC </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rodrigo-brandao"><span>Rodrigo Brandão</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gabriel-maia"><span>Gabriel Maia</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><a name="saúde"></a>A cobertura completa pode ser lida </span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/caminhos-para-a-construcao-de-uma-economia-de-baixo-carbono-no-brasil"><span>aqui</span></a><span>. </span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-7b8b2dcd-7fff-73e0-e815-7872423360cf">
<p dir="ltr"><span><strong>A saúde no ecossistema de CT&amp;I</strong></span></p>
<p dir="ltr">A partir de uma leitura focada em resultados de estudos realizados pelo grupo de Economia da Inovação (IE/UFRJ) para indústria farmacêutica produtora de medicamentos, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/julia-paranhos"><span>Julia Paranhos</span></a> concentrou-se, inicialmente, no exame do contexto desta indústria, bem como no histórico e diagnóstico das políticas direcionadas a ela no evento <i>Quais são os caminhos para potencializar o papel do SUS como catalisador de CT&amp;I?</i>, realizado em 11 de maio.</p>
<p dir="ltr"><span>A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ressaltou especificidades do sistema de saúde do Brasil, com destaque para a própria existência de um sistema de oferta gratuita de serviços de saúde para a população. Com um cenário de importante demanda de medicamentos, precisamos entender nossas vulnerabilidades no sistema de produção e inovação, que ainda é representado por uma enorme dependência externa, tanto produtiva quanto tecnológica, afirmou.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As políticas implementadas entre 2003 e 2016 tiveram uma importância significativa no fortalecimento das empresas farmacêuticas nacionais. Estas foram destacadas por Paranhos devido às suas exportações para a América Latina, excelência no processo de fabricação (com certificados de boas práticas) e capacidade de gerar empregos qualificados, ainda que limitados. Nesse papel de estímulo, o Estado teve sucesso na concessão de instrumentos de oferta, crédito (Finep e BNDES), subvenção (Finep), e de demanda e compras públicas (PDPs).</span></p>
<p dir="ltr"><span>"Pensar o sistema de inovação de produção em saúde sem pensar em serviços seria como pensar o automobilismo sem pensar nos carros", afirmou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gadelha"><span>Carlos Gadelha</span></a><span>, pesquisador </span><span>do Departamento de Administração e Planejamento em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</span><span> </span><span>Gadelha apontou que é por meio dos serviços que chegam itens como medicamento, vacina, equipamentos, reagentes, etc. "Estamos falando de um sistema produtivo que envolve cerca de 10% do PIB."</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ele destacou a reativação do Complexo Econômico-industrial da Saúde (CEIS) como um vetor de desenvolvimento para o Brasil, e acredita que a saúde pode ser uma porta de entrada do país na 4ª Revolução Tecnológica, devido a sua capacidade de unir transformações econômicas, produtiva e da CT&amp;I a aspectos políticos, sociais, ambientais e da vida. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Os desafios para isso, contudo, também devem ser encarados. Atualmente, 10 países concentram 88% de todas as patentes em saúde, sendo que 5 países dominam o patenteamento em inteligência artificial, evidenciando uma concentração de propriedade intelectual no setor de saúde.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Pensando nas políticas de saúde a serem implementadas pelo próximo governo federal, outros pontos ainda foram destacados. Ele mencionou questões táticas, como o resgate da institucionalização, com o restabelecimento do GECIS; retomada de políticas explícitas de longo prazo, em matéria industrial e de C&amp;T; políticas industriais implícitas, como os desafios regulatórios que geram barreiras à inovação; políticas de internacionalização com países da América Latina; e a capacidade de produção de insumos farmacêuticos (IFAs) estratégicos. Iniciativas para </span><span>startups</span><span> de biotecnologia – para além das TICs para saúde – também foram mencionadas por Gadelha.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Focado em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o Inova HC foi tema da exposição de </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-bego"><span>Marco Bego</span></a><span>. O projeto, definido como um catalisador de inovação em saúde, conecta recursos e empreendedores para gerar soluções que tornem a jornada do atendimento mais intuitiva e eficiente. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><span>hub</span><span> de inovação atua em três frentes: inovação aberta, construindo a base de relacionamento com </span><span>stakeholders</span><span>; empreendedorismo, apoiando startups no relacionamento com stakeholders e financiadores; e projetos, acompanhando, validando e desenvolvendo projetos.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Tais iniciativas são analisadas em várias dimensões, como jornada do paciente; infraestrutura física e tecnológica; protocolos de relacionamento; aspectos financeiros; avaliação e gestão de impacto; parcerias e papéis; e regulação.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento afirmou a importância de uma nova agenda para a saúde que articule produção, inovação, conhecimento e crescimento do PIB com direitos sociais, meio ambiente e cidadania, fazendo da saúde o "motor do desenvolvimento do país no século 21".</span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento teve moderação de</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gabriel-romitelli"><span>Gabriel Romitelli</span></a><span>, Igor Bueno e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-carolina-foss"><span>Maria Carolina Foss</span></a><span>, membros do núcleo jurídico do OIC-IEA.<a name="educação"></a></span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-6c923937-7fff-46e9-93fa-01b55aad941e">
<p dir="ltr"><span><strong>Educação como ferramenta</strong></span></p>
<p dir="ltr">A cada 100 estudantes do ensino superior – público e particular – 59 desistem. O dado foi registrado pelo INEP por meio de um mapeamento dos alunos ingressantes em 2020, e mostra a defasagem na formação superior do país. O dado foi apontado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mozart-neves"><span>Mozart Neves Ramos</span></a>, professor emérito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no evento <i>O que precisa ser feito para que o sistema brasileiro de ensino forme pessoas preparadas para promover a CT&amp;I no país?</i>, realizado no dia 10 de junho.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-balbachevsky"><span>Elizabeth Balbachevsky</span></a><span>, do </span><span>Departamento de Ciência Política da USP, </span><span>deu início às exposições abordando as conexões entre educação, ciência e trabalho, tema relevante por sua conexão com o combate à desigualdade. Destacou a importância de pensar como direcionar o problema da desigualdade social por meio da educação com o fim de gerar mobilidade social, um fenômeno que ocorre quando "uma pessoa ou um pequeno grupo de pessoas se movem dentro da escala social".</span></p>
<p dir="ltr"><span>Por um lado, a educação tem um valor substantivo – cria competências e habilidades e forma pessoas com um "impacto substantivo" – e, por outro, apresenta um valor posicional – com uma hierarquia associada a diplomas e credenciais que representam um valor diferente a depender das instituições.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A professora propôs a discussão da educação em seu valor substantivo, com base nas expectativas do mercado de trabalho em relação à formação de habilidades e competências valorizadas. Para tratar do assunto, foram comparados dois modelos de mobilidade social pelo ensino.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em primeiro lugar, o modelo do capitalismo tradicional (liberal) representado por uma figura de duto em que as pessoas seguem por vários níveis educacionais até chegar ao nível superior, aquele que confere ao indivíduo as credenciais valorizadas no mercado. Em segundo lugar, o modelo do capitalismo coordenado (binário), no qual os estudantes são divididos em duas trajetórias de formação, uma voltada para o acesso à universidade e outra para o campo técnico-tecnológico avançado. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Balbachevsky lembrou que a formação técnica-tecnológica no modelo brasileiro é estigmatizada em prol do ensino superior. "A função social do ensino superior na nossa sociedade é produzir diploma, e diploma que tenha uma profissão reconhecida." Em sua percepção, o Brasil estaria mais próximo do modelo do capitalismo tradicional e as políticas recentes de acesso à universidade não foram suficientes para alterar o cenário.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Neste contexto, em que todo progresso humano está relacionado ao avanço do conhecimento pela ciência e no qual “informação” e “conhecimento” são componentes do patrimônio das nações, o Brasil passa por "um grave decréscimo no interesse dos estudantes pelo ensino superior, refletido no número de matrículas para fazer o ENEM", apontou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/glaucius-oliva"><span>Glaucius Oliva</span></a><span>. </span></p>
<p dir="ltr"><span>A necessidade de uma revolução na educação é inegável, sobretudo em termos de qualidade, afirmou o professor. Alguns dos principais desafios do ensino de graduação e pós-graduação no Brasil destacados por ele são a reformulação da estrutura curricular e pedagógica, o estímulo ao protagonismo do estudante, maior transversalidade dos cursos, custeio de bolsa de estudos e alinhamento dos cursos com opções de carreira.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Além do desafio de ingressar no ensino superior, o Brasil enfrenta a dificuldade de oferecer uma educação de base de boa qualidade para todos, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mozart-neves"><span>Ramos</span></a><span>. Ele apontou que o avanço na escolaridade deve visar, além dos anos de estudo, seu impacto na riqueza e, portanto, no PIB per capita.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Essa escolaridade deve promover o acesso, a permanência, o aprendizado e a conclusão na idade certa e, para isso, deve ser integral, desenvolvendo plenamente a pessoa para a cidadania e o trabalho. A cultura brasileira enraizou a ideia de que a defasagem do ensino só será solucionada com o acesso das pessoas ao ensino superior, mas há uma parcela de jovens que nem sequer têm esse acesso e, quando tem, entram no mercado de trabalho desqualificados devido a própria qualidade da instituição de ensino.</span></p>
<p dir="ltr"><span>"A internet banda larga não é luxo, é o caderno e o lápis do século 21", afirmou o professor. Ramos enxerga a necessidade de introduzir inovação e tecnologia nos anos iniciais da educação, aproveitando a cultura digital dos estudantes, e afirmou que a alfabetização é pressuposto para desenvolver o ensino. Para conferir seu aprendizado, as aulas precisam ser instigantes aos alunos, defendeu. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento teve moderação de </span><span>Carolina Mota Mourão, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gabriel-romitelli"><span>Gabriel Romitelli</span></a><span>, Igor Bueno e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vinicius-gregorio-de-souza"><span>Vinícius Gregório de Souza</span></a><span>, do OIC-IEA.</span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-9d401f79-7fff-e0aa-27ff-a23e46ac8cf0">
<p dir="ltr"><span><strong><a name="perspectivas"></a>Balanço e perspectivas</strong></span></p>
<p dir="ltr">Para pensar o futuro do manejo dos instrumentos de fomento à inovação no país, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-rauen"><span>André Rauen</span></a>, doutor em política científica e tecnológica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), deu início à exposição no evento<i> Balanço e Perspectivas, Instrumentos de Fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação</i>, no dia 24 de junho, destacando a importância de uma política de inovação e financiamento orientado a missões, substituindo um recorte setorial.</p>
<p dir="ltr"><span>Ele reiterou o impacto do ambiente de negócio nas políticas de inovação, como aspectos tributários, capacidade de competição das empresas e a possibilidade de atrair e reter profissionais talentosos. "Se a gente quer aumentar a taxa de inovação no Brasil, tem que melhorar o ambiente de negócios; tem que ser fácil de fazer inovação, o custo de oportunidade precisa baixar", afirmou. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Nas últimas décadas, houve um desgaste das políticas de CT&amp;I e pouco espaço fiscal para gastos públicos. Os instrumentos de estímulo à inovação, como o sandbox regulatório, as isenções fiscais e as compras públicas dependem da qualificação de agentes públicos e agentes de estado para serem manejados, apontou Rauen.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A necessidade de um maior protagonismo estatal para enfrentar problemas complexos e transnacionais, em especial os desafios que colocam em risco o futuro da humanidade, como as mudanças climáticas, foi destacada por Rauen e por </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-americo-pacheco"><span>Carlos Américo Pacheco</span></a><span>, </span><span>professor do Instituto de Economia e do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Com suas mudanças recentes na </span><span>National Science Foundation</span><span> e a criação de instituições como a ARPA-H, dedicada à saúde, e a ARPA-C, dedicada às questões climáticas, os Estados Unidos foram usados como exemplo de uma atuação estatal orientada a estimular a inovação com foco em problemas específicos. Pacheco mencionou que houve um "enorme ativismo estatal" brasileiro nos últimos anos, mas sem eficácia em termos de mobilização do setor privado.</span></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/diogo-rosenthal-coutinho"><span>Diogo Rosenthal Coutinho</span></a><span>, professor da Faculdade de Direito da USP, retomou a premissa de que o governo precisa querer fazer uma política de CT&amp;I efetiva e valorizar o sistema nacional. Para isso, terão que ser enfrentados questões jurídicas e institucionais que comprometem a efetividade dessas políticas, como gargalos de coordenação, de sinergias público-privadas, de incorporação de aprendizados recentes – conferindo capacidade de incorporar conhecimento e aprendizado ao longo do caminho – e de seletividade – corrigindo um problema crônico no país de dispersão de recursos e dificuldade em definir focos, agendas e objetivos prioritários.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Para que haja efetividade nas iniciativas discutidas, Coutinho enxerga a necessidade de um esforço multidisciplinar e ativação das capacidades estatais, pois não nos faltam instrumentos. Com uma legislação completa, sobretudo depois da edição de leis federais voltadas para a inovação, precisamos que essas leis sejam adequadamente mobilizadas e implementadas, o que depende da capacidade de gestão, afirmou. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Um novo governo que queira revitalizar a inovação como centro de uma agenda de desenvolvimento econômico deverá seguir um rumo claro, que não é trivial. Por isso a necessidade de apresentar pessoas que compreendam o assunto em cargos chave do "topo do Executivo". </span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento teve moderação de</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-gomes-dos-santos"><span>Fabio Gomes dos Santos</span></a><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-carolina-foss"><span>Maria Carolina Foss</span></a><span> e Vinicius Gregório de Souza, do OIC-IEA.</span></p>
<div><span><br /></span></div>
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</span></span></div>
</span></span></div>
</span></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência e Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-26T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/plonski-inovausp">
    <title>Plonski é nomeado vice-coordenador do Centro de Inovação da USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/plonski-inovausp</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-ary-plonski-2018" alt="Guilherme Ary Plonski - 2018" class="image-inline" title="Guilherme Ary Plonski - 2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Guilherme Ary Plonski</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O vice-diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, foi nomeado pelo reitor, Vahan Agopyan, vice-coordenador "pro tempore" do Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (InovaUSP) a partir de 1º de fevereiro.</p>
<p>O centro tem o objetivo de reunir e integrar laboratórios e outras iniciativas em um ambiente multidisciplinar voltado à pesquisa e inovação, privilegiando a relação com os setores produtivos externos, público e privado, e com instituições com objetivos similares, nacionais e estrangeiras.</p>
<p>Inicialmente, o InovaUSP congrega quatro núcleos de pesquisa multidisciplinares: Plataforma Pasteur-USP, Laboratório de Games e Soluções Digitais (Pateo), Interdisciplinary Research for Innovative Solutions Initiative (Iris) e Synthetic &amp; Systems Biology (S²B).</p>
<p>Professor da Escola Politécnica (Poli) e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), Plonski tem atuado intensamente ao longo da sua carreira em pesquisas e em instituições dedicadas a políticas de ciência, tecnologia e inovação. É coordenador científico do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica (PGT) da USP e diretor da Associação Latino-Ibero-Americana de Gestão da Tecnologia (Altec). Foi diretor superintendente do Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo e <span style="text-align: justify; ">presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec)</span>.</p>
<p><span style="text-align: justify; ">Plonski participa de vários colegiados superiores de instituições e entidades. É conselheiro da Associação Internacional de Parques de Ciência e Áreas de Inovação e integra a </span>Junta de Governadores do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion) e o Conselho Acadêmico do Espaço de Estudos Avançados da Universidade da Costa Rica (Ucrea).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-01-22T14:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
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