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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-marcelo-viana">
    <title>‘Ciência é um direito do cidadão’: Marcelo Viana encerra sua titularidade na Cátedra Otavio Frias Filho</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-marcelo-viana</link>
    <description>Conferência de encerramento do Ciclo 2024-2025 da titularidade de Marcelo Viana na Cátedra Otavio Frias Filho no dia 25 de fevereiro 2026. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marcelo-viana-conferencia-no-iea/image" alt="Marcelo Viana - Conferência no IEA " title="Marcelo Viana - Conferência no IEA " height="400" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Marcelo Viana apresenta coletânea de palestras que ocorreram ao longo do Ciclo 2024-2025 da sua titularidade na Cátedra Otavio Frias Filho</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr">“Qualquer nação que pretenda ser próspera precisa atentar para o avanço da matemática”. Em um mundo onde decisões fundamentais são tomadas por algoritmos, a falta de domínio da matemática torna-se uma forma de exclusão de poder. A defesa é de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcelo-viana" class="external-link">Marcelo Viana</a>, para quem o conhecimento das exatas é "empoderamento". Sem ele, acredita, o brasileiro perde o controle sobre as ferramentas que definem sua vida social e econômica.</p>
<p dir="ltr">O titular da <a href="https://www.iea.usp.br/home-por/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-otavio-frias-filho" class="external-link">Cátedra Otavio Frias Filho de Estudos em Comunicação, Democracia e Diversidade</a> apresentou suas ideias em <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=PCi0-xwNpXI">conferência</a> no dia 25 de fevereiro, na sede do IEA-USP. O <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/matematica-ciencia-sociedade" class="external-link">evento</a> marcou o encerramento do Ciclo 2024-2025, com atividades voltadas à Comunicação, Democracia e Diversidade. A cátedra é uma parceria do IEA com o jornal Folha de S.Paulo.</p>
<p dir="ltr">Durante a apresentação <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=PCi0-xwNpXI">"Matemática, Ciência e Sociedade"</a>, o matemático fez uma retrospectiva das principais palestras do ciclo, focadas no papel fundamental da ciência como motor de desenvolvimento econômico e social do Brasil.</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td><span id="docs-internal-guid-d2c42278-7fff-0923-5189-4eb902b9ecac">
<h3 dir="ltr">Entrevista com Marcelo Viana</h3>
<p dir="ltr"><span>O matemático explica que a ciência dos números pode parecer assustadora à primeira vista, mas essa trilha não é um caminho sem saída. Autor de títulos que levam a matemática aos leitores mais refratários, Marcelo busca descomplicar e adaptar o conhecimento de forma simples e até mesmo lúdica.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Confira a entrevista concedida por Marcelo Viana ao </span><span>IEA</span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><strong>Existe um certo estigma sobre a matemática ser uma disciplina muito rejeitada pelos alunos. Por que isso acontece?</strong></p>
<p dir="ltr"><span>A matemática já é uma disciplina complicada em outros países. No nosso país é mais sério porque os problemas gerais se acoplam com questões de subdesenvolvimento econômico, cultural. É uma disciplina difícil de ensinar, porque é o limite dos conhecimentos abstratos. É muito importante que o professor seja capaz de relacionar aquilo que é ensinado na aula de matemática com algo que a criança possa entender mais à sua espera, da sua experiência, da sua vivência. E isso não é impossível, mas é difícil. Eu considero a profissão do professor de matemática mais difícil do mundo, mas ao mesmo tempo está ligado com nós. Como vemos o gosto pelo amor, pela matemática e pela ciência fora da sala de aula por meio dos veículos de comunicação, por meio de ações como essa que a cátedra proporciona</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Se o sr. tivesse a caneta na mão para melhorar o ensino da matemática no Brasil, o que faria?</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>A resolução desse e desse quadro passa por políticas públicas, passa por investimentos em infra políticas públicas, passa por definir prioridades e passa por, de alguma forma, engajar a sociedade, convencer a sociedade de que isso é uma missão, uma prioridade estratégica de país, pelos impactos que tem em termos de desenvolvimento, mas também em termos de completar o exercício da cidadania. Matemática é uma condição de cidadania. E nós temos todos a capacidade de ter o acesso ao conhecimento matemático. É importante e ainda mais importante nos dias de hoje, em que a matemática está literalmente tomando decisões por todos nós.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Como encontramos esse tratamento à matemática nas suas obras?</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>Eu comecei a escrever na Folha de S.Paulo com um objetivo e continuo escrevendo com o objetivo de ajudar a facilitar melhorar a relação que as pessoas têm com a matemática. Aquela pessoa que acha que detesta, pessoas que têm uma má experiência escolar ou na família, tentar mostrar para essa pessoa que vale a pena dar uma segunda chance à matemática. Porque não é esse bicho de sete cabeças. E também não tento ensinar matemática, não é objetivo, não é educacional. O objetivo é de ajudar a facilitar o relacionamento. E eu acho que isso é muito importante e funciona e funciona nas pessoas. Quando dão uma segunda chance à matemática, elas respondem bem.</span></p>
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Ele defendeu que a matemática não se resume a fórmulas e números, mas é um exercício de cidadania e empoderamento, uma vez que decisões fundamentais da vida moderna são tomadas por algoritmos. “Matemática é poder. Se você dispõe desse conhecimento, você controla. Se você não dispõe desse poder, é usado contra você".</p>
<p dir="ltr">Viana comentou sobre a relação entre a matemática e seu retorno econômico. Segundo o <a href="https://s3.sa-east-1.amazonaws.com/prd.editor.fundacaoitau.org.br/public/otherfile/289/file/7ec418ce6d3b3aefd6c0d9a365ac9521.pdf">relatório “Contribuição dos trabalhos intensivos em Matemática para a economia brasileira” (Fundação Itaú, 2024)</a>, as atividades ligadas à matemática foram responsáveis por 4,6% do PIB brasileiro em 2022. Mesmo assim, na sua visão, essa marca ainda é baixa, quando comparada a outros países – como França, cuja participação da Matemática no PIB 2019 foi de 18%, contra apenas 4,8% no Brasil no mesmo ano.</p>
<p dir="ltr">Esse retorno é quantificado com base em rendimentos efetivos do trabalho, ou seja, quanto melhor a capacitação e desempenho de quem trabalha com matemática, maior será esse retorno à economia brasileira. Porém, quanto à formação do profissional brasileiro e seu impacto no desenvolvimento do país, Marcelo chama atenção para a baixa concentração de estudantes das áreas de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, na sigla em inglês), quando comparada a países em forte crescimento, como a China. “Temos uma estrutura completamente diferente de um país que está dando muito certo”.</p>
<p dir="ltr">Segundo dados do IBGE apresentados na tarde, as matrículas em STEM no Brasil representam apenas 13%. Já a China possui a metade de seus estudantes universitários na área e forma 1,3 milhão de engenheiros por ano – pouco mais do que o Brasil tem em números absolutos: 1,2 milhão. “Eles estão produzindo um Brasil [de engenheiros] por ano”.</p>
<p dir="ltr">Uma forma de aliviar este cenário seria a familiarização do ensino das exatas a aqueles que fogem da matemática. Segundo Viana, iniciativas como as olimpíadas de conhecimento se mostram diferenciais para engajar o público mais jovem, servindo como iniciação à área.</p>
<p dir="ltr">Além da matemática, segundo Marcelo, essa transformação pode passar por outras áreas do conhecimento, unidas em prol do desenvolvimento econômico e social brasileiro. Por isso, o ciclo trouxe discussões estratégicas sobre inteligência artificial, gestão hídrica, inovação industrial e transição energética.</p>
<h3>O evento</h3>
<p dir="ltr">Participaram representantes do jornalismo, atuantes em diversos setores da profissão, como no noticiário diário, pesquisa e ensino. Também estiveram presentes autoridades representantes da USP, como a vice-reitora Liedi Légi Bariani Bernucci, e Roseli de Deus Lopes, diretora do IEA.</p>
<p dir="ltr">O projeto é fruto de uma parceria entre o IEA e a Folha, inaugurado em 2021, no centenário do jornal. A secretária de redação da Folha, Ana Estela de Sousa Pinto, e o editor-executivo, Vinicius Mota, também acompanharam o evento.</p>
<p dir="ltr">Vinicius foi coordenador durante o período de trabalhos da cátedra. Ao IEA, Mota avalia que a participação na cátedra atingiu as expectativas. “Para nós, foi uma experiência muito valorosa”, afirma.</p>
<p dir="ltr">André Chaves de Melo Silva, professor livre-docente da USP e coordenador da cátedra, também esteve presente no evento. Chaves destacou a importância da contribuição de Viana. “Pudemos aprender muito ao longo deste período, bem como com os conferencistas que colaboraram conosco dividindo seus conhecimentos e trazendo questões fundamentais para as nossas reflexões e pesquisas".</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Jônatas Fuentes/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Jônatas Fuentes</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Otavio Frias Filho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-02T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/curso-de-extensao-economia-cultura-e-poder-na-internet">
    <title>IEA abre inscrições para curso de extensão sobre economia, cultura e poder na internet</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/curso-de-extensao-economia-cultura-e-poder-na-internet</link>
    <description>Aulas acontecerão entre 11 de março e 1º de julho de 2026, às quartas-feiras, das 9h às 12h, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A disciplina de pós-graduação <strong>“Economia, Cultura e Poder na Internet”</strong> agora também será ofertada como curso de extensão para pessoas externas à USP. As aulas acontecerão entre <strong>11 de março e 1º de julho de 2026</strong>, às quartas-feiras, das <strong>9h às 12h</strong>, no Auditório do IEA, na Cidade Universitária, em São Paulo. São <strong>40 vagas</strong> destinadas a profissionais, pesquisadores e demais interessados nos impactos sociais, econômicos e políticos da internet. As inscrições vão até o meio-dia de 20 de fevereiro, <a class="external-link" href="https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterCurso?cod_curso=370400022&amp;cod_edicao=26001&amp;numseqofeedi=1">neste link</a>, com confirmação da matrícula a partir de 2 de março.</p>
<p>Coordenado por Pablo Ortellado (EACH-USP e IEA-USP) e Luiz Fernando Martins Castro (NIC.br), o curso tem como objetivo apresentar uma análise crítica e interdisciplinar das transformações promovidas pelo ambiente digital. A programação aborda desde os fundamentos técnicos e a história da internet até temas contemporâneos como economia de dados, governança digital, inteligência artificial, regulação jurídica, polarização política nas redes sociais e os efeitos culturais das tecnologias digitais.</p>
<p>O curso é uma realização da Cátedra Oscar Sala, parceria do IEA com o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). O objetivo é qualificar o debate acadêmico e público sobre as dimensões técnicas, econômicas, políticas, jurídicas e culturais da internet, contribuindo também para a formulação de políticas públicas na área.</p>
<p>Para aprovação, os participantes deverão cumprir frequência mínima de 75% e apresentar um trabalho final em formato de artigo voltado ao público amplo.</p>
<p>Mais informações e inscrições estão disponíveis <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/economia-cultura-poder-internet" class="external-link">aqui</a>.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-02-13T16:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/geoeconomia">
    <title>Os desafios do Brasil no contexto da geoeconomia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/geoeconomia</link>
    <description>O seminário “O Brasil na Nova Era da Geoeconomia: Como se Situar, como Responder?” ocorreu no dia 7 de agosto, numa iniciativa do Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/participantes-do-seminario-o-brasil-na-nova-era-da-geoeconomia/image" alt="Participantes do seminário &quot;O Brasil na Nova Era da Geoeconomia&quot;" title="Participantes do seminário &quot;O Brasil na Nova Era da Geoeconomia&quot;" height="384" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Os temas discutidos pelos expositores incluíram fragilidade das instituições internacionais, mudança do eixo econômico para a Ásia, transição demográfica, emergência climática, minerais estratégicos e impactos da inteligência artificial</dd>
</dl></p>
<p>Para os expositores do seminário “O Brasil na Nova Era da Geoeconomia: Como se Situar, como Responder?”, realizado no dia 7 de agosto, a situação do país é delicada quanto à sua inserção no sistema internacional. Entre os motivos apontados estão a falta de projeto sobre qual papel o Brasil quer ter no mundo e as carências em termos de políticas e organismos que promovam setores estratégicos, como o mineral.</p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/economia-politica-internacional-variedades-de-democracia-e-descarbonizacao">Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</a>, o encontro teve como expositores o economista <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-mendonca-de-barros" target="_blank">José Roberto Mendonça de Barros</a>, a cientista política <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lourdes-sola" target="_blank">Lourdes Sola</a>, o ex-ministro <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raul-jungmann" target="_blank">Raul Jungmann</a> e o diplomata <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-barbosa" target="_blank">Rubens Barbosa</a>. O moderador foi o cientista político <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-viola" target="_blank">Eduardo Viola</a>.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>Participantes</strong></h3>
<ul>
<li><strong>José Roberto Mendonça de Barros</strong> - economista, ex-professor da USP e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda; integrou conselhos de diversas empresas e instituições (atualmente participa do Conselho de Administração da Scicrop e do Conselho Consultivo do Scotiabank);</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Lourdes Sola</strong> - livre-docente em ciência política, ex-professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, professora sênior do IEA e coordenadora do grupo de pesquisa organizador do seminário;</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Raul Jungmann</strong> - conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), ex-ministro de quatro pastas (Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública) e ex-presidente do Ibama;</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Rubens Barbosa</strong> - diplomata, ex-embaixador do Brasil nos EUA e no Reino Unidos, integrante do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional (Gacint) da Instituto de Relações Internacionais da USP e presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice).</li>
<li><strong>Eduardo Viola (moderador) -</strong> cientista político, professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, pesquisador colaborador do IEA, professor titular aposentado da UnB e vice-coordenador do grupo de pesquisa organizador do seminário.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-borda-cinza">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center; "><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=mTcDYckooLo&amp;t=6496s"><i>Assista ao vídeo<br /> do seminário</i></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Diversos economistas, cientistas políticos e especialistas em relações internacionais afirmam que o mundo está vivendo a era da geoeconomia, caracterizada pela intersecção entre a lógica do conflito e os métodos do comércio, de acordo com definição do estrategista militar e historiador estadunidense Edward Luttwak, que propôs o termo em artigo de 1990.</p>
<p>Os impactos são globais, mas há desafios de governança democrática específicos ao Brasil e à América Latina, segundo os organizadores do seminário. O objetivo do encontro foi justamente analisar esses desafios e as estratégias possíveis para a inserção do país no cenário internacional.</p>
<p><strong>Panorama</strong></p>
<p>José Roberto Mendonça de Barros apontou cinco processos indutores de grandes transformações no panorama global e a interação entre eles. O primeiro deles é a mudança do papel da China na economia mundial ao longo das últimas décadas, passando de país que copiava produtos ocidentais para a posição de manufatura do mundo, sede do sistema industrial mais eficiente e competidor direto com os EUA.</p>
<p>No plano multilateral, indicou o envelhecimento e enrijecimento das instituições de governança global, como o Conselho de Segurança da ONU, o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Banco Mundial. “O espantoso desenvolvimento do mercado de capitais, que se tornou um mar de fluxo monetário, ocupou o espaço do FMI e do Banco Mundial.”</p>
<p>A economia e a geopolítica mundiais também já começam a sofrer o impacto de uma forte aceleração da transição demográfica, de acordo com o economista. “Entre os países com redução absoluta da população, a China toma a frente, com a perspectiva de redução dos 1,422 bilhão de habitantes que tinha em 2023 para 1,260 em 2025. O Japão deve perder 15% população, passando de 124 para 105 milhões. A população russa deve diminuir de 146 para 136 milhões. O oposto deve ocorrer nos EUA devido à imigração, passando de 343 para 380 milhões em 2050. A população brasileira já está crescendo de forma bastante modesta e estamos entrando no período mais avançado da transição.“</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-roberto-mendonca-de-barros/image" alt="José Roberto Mendonça de Barros - 7/8/25" title="José Roberto Mendonça de Barros - 7/8/25" height="500" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">José Roberto Mendonça de Barros</dd>
</dl></p>
<p>Uma das consequências desse quadro é o aumento considerável de países que podem ficar velhos antes de ficarem ricos, afirmou. E aí surge o problema da migração para os países mais ricos, que querem evitá-la, como os EUA e o Japão, disse.</p>
<p>Os outros dois aspectos citados por ele são a aceleração das mudanças climáticas e as mudanças tecnológicas lastreadas na inteligência artificial. No caso do clima, a prioridade é a transição energética, “mas ela está colocando seus próprios problemas, mostrando-se mais complicada do que se imaginava. A Europa, que mais avançou, está fragilizada pelos problemas econômicos”.</p>
<p>Ele disse que a China definiu em 2015 uma estratégia para reduzir duas de suas maiores dependências: alimentos e energia limpa. No caso dos alimentos, houve a migração para o fornecimento brasileiro. E o avanço consistente na transição energética concretizou-se na construção de 22 mil km de linhas de trens de alta velocidade e a disseminação dos carros elétricos, além do crescimento sem precedentes nas energias solar e eólica, apontou.</p>
<p>O atraso no mercado global de carbono também é um complicador para a transição demográfica, disse. No caso do Brasil, afirmou que o país aproveita pouco suas potencialidades para a transição energética.</p>
<p>Mendonça de Barros disse que há uma grande discussão se a IEA será tão transformadora quando seus entusiastas acreditam. “O volume de investimentos é fenomenal, mas ela ainda não desenvolveu ferramentas e modelos que transformem a produtividade. Vai acontecer, mas vai levar algum tempo.”</p>
<p>Aswath Damodaran, da Universidade de Nova York, um dos maiores especialistas em avaliação de empresas, teme que a IA tenha um desempenho similar ao que aconteceu com a internet em seu início, seja algo sem o qual não se consegue viver, mas que num primeiro momento não propiciou o salto de produtividade imaginado, porque não conseguiu se transformar em ferramentas úteis, afirmou o economista. Para Damodaran, se isso demorar a se dar com a IA, pode acontecer na bolsa americana a maior crise desde 2008, pois o valor das empresas da área representa 30% de todos os ganhos da bolsa nos últimos anos, medidos em trilhões de dólares, disse.</p>
<p><strong>Crise financeira</strong></p>
<p>No entanto, ele ressalva que os efeitos da evolução das cinco tendências globais que mencionou dependerão do futuro da economia americana sob o governo Trump. A tarifa média de importação dos EUA era de 2,5 a 3% e agora está próxima de 20%. Isso vai dar inflação, segundo 90% dos economistas, afirmou.  “Os indicadores são de que a inflação americana caminha para 4%. Se isso acontecer, teremos de conviver no ano que vem com taxa de juro maior, não menor. Em paralelo a isso, a atividade está caindo, sendo o mais provável, portanto, o fenômeno da estagflação. Se isso for verdade, o dólar tende a se desvalorizar num primeiro momento, caindo aqui para R$ 5,00, mas não passar disso.”</p>
<p>Com a probabilidade desse cenário, há o risco de uma crise financeira nos EUA parecida com a de 2008 nos próximos dois anos, disse. Contribui para isso o fato de o valor dos ativos na bolsa estar muito inflado, completou. “As criptomoedas jogarão um papel similar ao que os derivativos habitacionais desempenharam em 2008. O estoque delas já é de US$ 2 trilhões.”</p>
<p>Para Mendonça de Barros, só resta ao Brasil “reforçar as coisas em que somos bons, nossos fundamentos, pois somos pequenos nesse jogo”. É preciso “aumentar a resiliência da economia brasileira, porque ela vai balançar”.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rubem-barbosa/image" alt="Rubem Barbosa - 7/8/25" title="Rubem Barbosa - 7/8/25" height="500" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Rubens Barbosa</dd>
</dl></p>
<p>Além de pelo comportamento da economia, o papel do Brasil no mundo será definido por três outras questões, segundo Rubens Barbosa: a percepção externa sobre o país, implementação de objetivos a serem definidos e uma política externa acima de partidos e ideologia.</p>
<p>Barbosa indicou vários pontos a serem elevados em conta quando se pensa na inserção externa brasileira. Um deles é o quadro da economia global, que “deixou de ser uma economia liberal em função do enfraquecimento das instituições e passou a ser protecionista, sem regras, uma lei da selva”.</p>
<p>Outro é a mudança na ordem internacional, com novos polos de poder, mas sem uma organização geral: “Isso é muito delicado quando se pensa na inserção externa do país. O Brasil é uma potência média regional. O mundo mudou e o país está sem uma perspectiva de futuro, sem estratégia, sem excedente de poder para querer interferir em áreas fora do nosso alcance, como Ucrânia, Gaza e Irã”.</p>
<p>No campo econômico, a perda de espaço do Brasil no cenário internacional se deve à situação da economia, perda na participação das manufaturas nas exportações e atraso na inovação tecnológica. No caso do desgaste em termos de percepção externa, apontou a maneira como a pandemia foi conduzida, a política ambiental em relação à Amazônia, a insegurança jurídica, corrupção sistêmica e aumento da violência. Quanto à política externa, Barbosa disse que não temos uma definição clara dos interesses em relação aos principais parceiros, o que torna difícil a ação diplomática. “Desde o segundo mandato do presidente Lula há uma atuação ideológica nos organismos internacionais que compromete a ação diplomática em quase todas as áreas.”</p>
<p><strong>Riscos</strong></p>
<p>Ele relacionou os riscos a que o país está sujeito. Às elevadas tarifas de importação estabelecidas por Trump e à provável elevação da taxa de juro dos EUA, itens mencionados por Mendoça de Barros, acrescentou o menor crescimento da China e a concentração das exportações em poucos produtos para poucos mercados. Também citou os impactos diretos e indiretos das guerras, as ameaças de ataques cibernéticos e questões de natureza ambiental, como desastres e crimes ambientais na Amazônia, que levam a restrições a produtos não sustentáveis.</p>
<p>Para ele, o Brasil pode ter voz no mundo em áreas como segurança alimentar e transição energética, mas não está aproveitando as oportunidades. Quantos aos minérios estratégicos, disse faltar uma política específica para isso.</p>
<p>Uma inserção internacional adequada do país depende da superação de várias vulnerabilidades, disse. Algumas são estruturais, como educação, saúde e atraso tecnológico. Entre as conjunturais que afetam o setor produtivo relacionou baixa competitividade, custo brasil, ineficiência do governo, interferência estatal e baixa produtividade das empresas.</p>
<p>Barbosa criticou a dependência brasileira da Ásia: “50% das exportações vão para lá, dos quais, 70% vão para a China. Se sair um acordo comercial e a China concordar em aumentar a importação de produtos americanos para reduzir o superávit que possui, isso afetará o agronegócio brasileiro”.</p>
<p>Outra dificuldade brasileira apontada por ele é a não participação do país em cadeias produtivas, com exceção da Embraer e outras três ou quatro empresas. “Ninguém está pensando na criação de cadeias produtivas na América Latina.” Ele também disse que o Brasil não dá nenhuma prioridade para o setor de defesa.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/raul-jungmann-1/image" alt="Raul Jungmann - 7/8/25" title="Raul Jungmann - 7/8/25" height="500" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Raul Jungmann</dd>
</dl>Raul Jungman indicou três aspectos relacionados com o panorama geopolítico. O primeiro, em consonância com as opiniões de Mendonça de Barros e Barbosa, é a desordem progressiva na governança global. “A construção dessa governança foi liderada pelos EUA nos últimos 80 anos e eles mesmo estão liderando sua destruição, sem que nada seja colocado no lugar.”</p>
<p>O segundo é o atual processo de rearmamento, inclusive da Alemanha e do Japão, e com a Otan estabelecendo um acordo que prevê um crescimento de 5% no orçamento militar nos próximos dez anos, disse. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, 2024 foi o ano com mais conflitos nos últimos 70 anos, com 33 nações envolvidas em 61 conflitos, afirmou.</p>
<p>O terceiro fato é a emergência econômicas da Ásia a partir dos anos 90. “Atualmente, de 120 a 150 países tem a China como principal parceiro comercial.”</p>
<p>Para ele, o Brasil permanece na ordem ocidental, mas tem um pé muito firme nos Brics e em especial na China. “O Brics não questiona a ordem ocidental, procura se estruturar de forma paralela. Aí surge o conceito de Sul Global, com o qual tenho dificuldade em lidar, pois são países diferentes em termos culturais, linguísticos e geográficos. Me parece muito mais uma comunidade de propósito. O Brics tem futuro, mas ainda não tem robustez para se contrapor à governança ocidental, aos EUA”</p>
<p>Para Jungman, as atuais transformações geopolíticas surgiram a partir da pandemia de Covid-19, quando se percebeu a dependência de cadeias produtivas atreladas à Ásia. A necessidade de máscaras e respiradores foi um exemplo. O resultado foi a concepção de que certas cadeias de valor são estratégicas e precisam ser nacionalizadas, ou pelo menos é preciso ter o controle dos suprimentos que as abastecem, afirmou.</p>
<p><strong>Minerais</strong></p>
<p>É exatamente isso que a acontece com os minerais críticos e estratégicos, segundo ele. Alguns estão diretamente ligados à segurança alimentar, como o potássio e o fosfato, fundamentais para a produção de fertilizantes. “O Brasil é um gigante agrícola com pés de barro, pois importa 90% do potássio e 78% do fosfato”, afirmou.</p>
<p>Quanto às terras raras, explicou que não são terras, são rochas, e não são raras, sendo encontráveis em todo o planeta, com maior concentração na China. Seu processo de refino é muito difícil. São utilizadas em telefones celulares, televisores de tela plana, lâmpadas fluorescentes, turbinas eólicas, carros elétricos, lentes de alta refração, fios de fibra óptica, baterias de íon-lítio, ímãs permanentes e catalisadores para veículos. Também são essenciais e tecnologias de defesa, como mísseis teleguiados e sistemas de radar.</p>
<p>Jungman destacou que os minerais críticos e estratégicos estão na base da transição para uma economia de baixo carbono, com o seu uso em baterias, acumuladores e painéis solares, por exemplo.</p>
<p>“O Brasil tem grande potencial. Tem a maior reserva de nióbio, a segunda maior em terras raras e a terceira em grafite. Mas nos falta rumo. Não tempos uma política para esses minerais. Em mais 50 anos de existência, o Serviço Geológico do Brasil mapeou apenas 27% do território nacional. O Brasil não sabe o que tem em termos minerais, quanto mais em termos de minerais críticos e estratégicos.”</p>
<p>Outro problema do setor é a falta de financiamento, disse. “Em 2024, o setor financeiro investiu R$ 2,1 trilhões no setor privado, dos quais apenas R$ 19 bilhões foram destinados ao setor mineral. Na B3 [Bolsa de Valores de São Paulo] há quatro mineradoras, na bolsa de Toronto, Canadá, são 42.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lourdes-sola-1/image" alt="Lourdes Sola - 7/8/25" title="Lourdes Sola - 7/8/25" height="500" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Lourdes Sola</dd>
</dl>A partir das reflexões dos expositores anteriores, Lourdes Sola retomou o ponto central do seminário sob o ponto de vista da ciência política. Disse que o interesse sobre a geoeconomia foi motivado por uma discussão de tentativas de diagnóstico, pois é preciso dar conta de contradições, como a desconstrução empreendida por Trump e o incremento do comércio no âmbito da Ásia.</p>
<p>“Estamos numa situação em que a ciência política e outras ciências estão exigindo conceitos transversais que deem conta de uma situação multifacetada e com vários tipos de crise e, portanto, vários tipos de statemanship [habilidade política] para o Estado navegar.”</p>
<p>De acordo com a cientista política, as decisões e as perspectivas dos atores-chave nas economias nacionais passam pelos cálculos dos riscos políticos envolvidos nos investimentos e nas várias decisões. Isso requer um cálculo estratégico de longo prazo, não o de curto prazo, que está dominando, disse.</p>
<p>Uma das especificidades que atingem o Brasil no momento é a forma que a política está emaranhada com a economia no caso do ultimato de Trump, que envolve uma questão complexa em política: a soberania, afirmou.</p>
<p>“A relação com Trump, exige calibragens muito delicadas por parte do Estado, porque há interseções entre economia e defesa, economia e meio ambiente, regulação e liberdade de expressão. O conceito de rally ‘round the flag [reunião entorno da bandeira] é muito bonitinho, mas ineficaz, se esgota.”</p>
<p><strong>Diagnósticos</strong></p>
<p>Sola disse que em sua busca por mapas cognitivos sobre a atualidade se interessou por dois diagnósticos. Um é do gestor de investimentos estadunidense Ray Dalio, autor do livro “How Countries Go Broke: The Big Cicle” (como os países quebram: o grande ciclo), lançado em junho. O outro é do economista Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central. “O diagnóstico deles coloca a política de uma forma muito precisa. Em ambos há um elemento de insustentabilidade: assim como está não dá.”</p>
<p>Segundo ela, Dalio argumenta que os EUA precisam cortar sua dívida de US$ 36 trilhões, diante do risco de uma outra crise financeira. Mas há um impeditivo: o populismo de direita e de esquerda. Resolver esse problema passa por uma política de coalização doméstica, defende o investidor.</p>
<p>O diagnóstico de Campos Neto mostra uma configuração de fatores similar à apresentada por Dalio, mas indica como ponto central o fato de os gastos dos países centrais terem levado a uma situação em que os países mais vulneráveis terão de instaurar disciplinas sociais muito mais específicas e prudentes e identificar que coaliza precisam adotar, afirmou a pesquisadora.</p>
<p>Aos fatores enumerados pelo economista brasileiro, Sola acrescenta o quantitative easing (flexibilização quantitativa), política monetária em que o banco central de cada país compra ativos financeiros, como títulos públicos, para injetar liquidez na economia, reduzir juros de longo prazo e estimular o crescimento econômico.</p>
<p>“Sempre que há crise desse tipo, os países centrais se ajustam e transferem os custos para nós, países importantes, mas periféricos. Se estivermos desinteressados do contexto doméstico e internacional, estamos perdidos.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geoeconomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-19T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/brasil-na-era-da-geoeconomia">
    <title>Seminário analisará desafios e estratégias para o Brasil na era da geoeconomia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/brasil-na-era-da-geoeconomia</link>
    <description>O seminário “O Brasil na Nova Era da Geoeconomia: Como se Situar, como Responder?” será realizado no dia 7 de agosto, às 9h, no IEA, com organização do Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/planisferio-em-quebra-cabeca" alt="Planisfério em quebra-cabeça" class="image-right" title="Planisfério em quebra-cabeça" />Diversos economistas, cientistas políticos e especialistas em relações internacionais afirmam que o mundo está vivendo a era da geoeconomia, caracterizada pela intersecção entre a lógica do conflito e os métodos do comercio, de acordo com definição do estrategista militar e historiador estadunidense Edward Luttwak, que propôs o termo em artigo de 1990.</p>
<p>Os impactos são globais, mas há desafios de governança democrática específicos ao Brasil e à América Latina, segundo os organizadores do seminário “O Brasil na Nova Era da Geoeconomia: Como se Situar, como Responder?”, que será realizado no dia 7 de agosto, às 9h, no IEA. O encontro analisará tanto esses desafios quanto as estratégias para a inserção do país no cenário internacional. Os debatedores serão:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-mendonca-de-barros" target="_blank">José Roberto Mendonça de Barros</a>, economista, ex-professor da USP e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda; integrou conselhos de diversas empresas e instituições (atualmente participa do Conselho de Administração da Scicrop e do Conselho Consultivo do Scotiabank);</li>
<li><a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lourdes-sola" target="_blank">Lourdes Sola</a>, livre-docente em ciência política e ex-professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, professora sênior do IEA e coordenadora, no Instituto, do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/economia-politica-internacional-variedades-de-democracia-e-descarbonizacao">Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</a>;</li>
<li><a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raul-jungmann" target="_blank">Raul Jungmann</a>, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração; foi ministro de quatro pastas (Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública) e presidente do Ibama;</li>
<li><a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-barbosa" target="_blank">Rubens Barbosa</a>, diplomata, ex-embaixador do Brasil nos EUA e no Reino Unidos, integrante do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional (Gacint) da Instituto de Relações Internacionais da USP e presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice).</li>
</ul>
<p>O seminário é organizado pelo Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização e terá moderação do cientista político Eduardo Viola, vice-coordenador do grupo, pesquisador colaborador do IEA, professor titular aposentado da UnB e professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.</p>
<p>Para participar presencialmente, é preciso preencher <a href="http://forms.gle/ekSqToWLC9rmtmJo9" target="_blank">inscrição prévia online</a>. Quem não puder comparecer terá a oportunidade de assistir à transmissão ao vivo pelo canal do IEA no <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/@iea-usp">YouTube</a>.</p>
<p><strong>Nova era</strong></p>
<p>Sola e Vila afirmam que o impacto cumulativo dos choques que sucederam ao da crise global de 2008, incluindo a pandemia de Covid-19, tem sido interpretado como evidência da mudança sistêmica representada pela geoeconomia e sua conjunção entre interesses econômicos e de segurança e defesa.</p>
<p>“A questão de como navegar uma avalanche de riscos geopolíticos atravessa os cálculos de longo e de curto prazo nas decisões das instituições internacionais, nos cálculos dos governos nacionais e se apresenta como incontornável também para os conselhos administrativos das empresas do setor privado”, dizem.</p>
<p>Para eles, o panorama global está adquirindo contornos extremos, com o uso de interesses econômicos como parte de uma agenda de mudança nas ordens internacional, regional e nos realinhamentos políticos no plano nacional.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Ilustração: Pixabay</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geoeconomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sistema Internacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-04T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/transformacoes-do-sistema-internacional-em-2025-e-seu-impacto-no-brasil-22-05-2025">
    <title>Transformações do Sistema Internacional em 2025 e seu Impacto no Brasil - 22/05/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/transformacoes-do-sistema-internacional-em-2025-e-seu-impacto-no-brasil-22-05-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Crise Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cooperação Internacional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-07-02T13:54:06Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/conheca-simpacto">
    <title> Economia de Impacto: o Modelo do Simpacto no Fortalecimento do Ecossistema a Partir da Atuação da Sociedade Civil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/conheca-simpacto</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Você já ouviu falar na <a href="https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/enimpacto/sobre-a-enimpacto" target="_blank">ENIMPACTO</a>,  a Estratégia Nacional de Economia de Impacto? É uma política pública  criada em 2017 e que vem sendo continuamente atualizada e expandida. <br /><br />Seu  objetivo é fortalecer o ecossistema econômico e institucional  brasileiro em prol de negócios e investimentos que buscam equilibrar  resultados financeiros com a geração de impactos sociais e ambientais  positivos. Um resultado dessa estratégia foi a criação do <a href="https://www.gov.br/mdic/pt-br/assuntos/enimpacto/simpacto" target="_blank">SIMPACTO</a>, o Sistema Nacional de Economia de Impacto.<br /><br />Este  evento é um convite para aprender sobre esse campo, que vem ganhando  força no Brasil e no mundo. Nesta ocasião, o prof. Aron Belinky –  pesquisador e consultor especialista nesse tema – apresentará os  principais componentes dessa iniciativa e discutirá o papel estratégico  do GAS — Grupo de Articulação pró-Simpacto — na construção de políticas  públicas e na articulação de atores do ecossistema. <br /><br />A atividade  busca aproximar estudantes, pesquisadores e empreendedores de uma agenda  inovadora, incentivando novas conexões, projetos e colaborações. <br /><br />O evento tem ligação direta com temas como justiça social, meio ambiente, negócios sustentáveis, inovação e políticas públicas.</p>
<p><b>Abertura:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/roseli-de-deus-lopes" class="external-link">Roseli de Deus Lopes</a> (diretora do IEA)</p>
<p><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/aron-belinky" class="external-link">Aron Belinky</a> (ABC Associados)</p>
<p><b>Moderação: </b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-ramirez-brinez" class="external-link">Claudia Ramirez Brinez</a> (GEVA)</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento pelo <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/@iea-usp" target="_blank">canal do YouTube do IEA</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-06-06T16:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/transformacoes-sistema-internacional-2025">
    <title>Transformações do Sistema Internacional em 2025 e seu Impacto no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/transformacoes-sistema-internacional-2025</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O ano de 2025 tende a ser o ano de mais profundas transformações no sistema internacional, desde o fim da Guerra Fria e da dissolução da União Soviética (1989-1991). Eventualmente, poderá ser a maior mudança sistêmica desde 1945.</p>
<p>Algumas dessas transformações são produtos de mudanças cumulativas, desde crise global de 2008, como a pandemia de Covid 19 (2020-21) e a invasão da Ucrânia pela Rússia, culminando na guerra em curso a partir de 2022.</p>
<p>A vitória eleitoral de Donald Trump, nos Estados Unidos, por uma pequena margem (1,5% do voto popular), deu início a uma ofensiva radical do Presidente, similar em termos da escala (mas não de substância) de transformações à  de Franklin Roosevelt, em 1933 – e legitimada por uma grande margem de votos.</p>
<p>As políticas de Trump visam destruir a democracia liberal americana e o que resta da ordem internacional liberal, liderada pelos EUA desde 1945, ao mesmo tempo, em que buscam conter a ascensão da China.</p>
<p><b>Exposição:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-ricupero" class="external-link">Rubens Ricupero</a> (embaixador)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/feliciano-de-sa-guimaraes" class="external-link">Feliciano Guimarães</a> (IRI-USP e CEBRI)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-casaroes" class="external-link">Guilherme Casarões</a> (FGV-EAESP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-viola" class="external-link">Eduardo Viola</a> (IEA e FGV-RI)</p>
<p><b>Moderação:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lourdes-sola" class="external-link">Lourdes Sola</a> (IEA)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento pelo <b><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/@iea-usp" target="_blank">canal do YouTube do IEA</a> (*)</b></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2025-05-06T19:40:00Z</dc:date>
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  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/politica-nacional-de-economia-popular-e-solidaria-01-10-2024">
    <title>Política Nacional de Economia Popular e Solidária - 01/10/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/politica-nacional-de-economia-popular-e-solidaria-01-10-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Observatório dos Impactos das Novas Morfologias do Trabalho sobre a Vida e Saúde da Classe Trabalhado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-02-03T17:13:53Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/geopolitica-multipolar-e-a-atuacao-brasileira">
    <title>Em um mundo multipolarizado, especialistas questionam o modelo de política externa do Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/geopolitica-multipolar-e-a-atuacao-brasileira</link>
    <description>Encontro reuniu pesquisadores em relações internacionais para analisar a atual posição brasileira na geopolítica global</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-ba026b1d-7fff-b3e5-9c95-894c470d7d96"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Com a intensificação das tensões no Oriente Médio, a invasão da Rússia na Ucrânia, crises climáticas e sanitárias como a pandemia do Covid-19, a ascensão comercial da China, expansão do Brics e crise nas democracias, a geopolítica global foi impactada, o que gerou o questionamento em especialistas: neste atual cenário, o modelo tradicional de política externa brasileira ainda funciona?<br /></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>O tema foi discutido no encontro “</span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/geopolitica-global-lugar-brasil"><span>A Nova Geopolítica Global e o Lugar do Brasil</span></a><span>”, no dia 2 de outubro, no IEA, quando pesquisadores também analisaram as vantagens e desvantagens do sistema multipolar e da presença brasileira em grupos econômicos.</span></p>
<p style="text-align: left; "><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-nova-geopolitica/image" alt="A Nova Geopolítica" title="A Nova Geopolítica" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Da esquerda para a direita, Cristane Lucena, Eduardo Viola, Lourdes Sola, Oliver Stuenkel e Matias Spektor | Foto: Leonor Calasans - IEA/USP</dd>
</dl></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Participaram </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristiane-lucena"><span>Cristiane Lucena</span></a><span>, professora do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (IRI-USP); </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisadores-colaboradores/eduardo-jose-viola"><span>Eduardo Viola</span></a><span>, professor sênior e pesquisador associado no IEA;</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/matias-spektor"><span>Matias Spektor</span></a><span>, </span><span>fundador e professor da Escola de Relações Internacionais da Faculdade Getúlio Vargas (FGV); </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lourdes-sola"><span>Lourdes Sola</span></a><span>, professora sênior do IEA, vinculada ao Departamento de Ciência Política; e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/olivier-stuenkel"><span>Oliver Stuenkel</span></a><span>, professor de Relações Internacionais na FGV.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>A partir da </span><span>análise da história</span><span> da política externa brasileira e seus princípios, os palestrantes apresentaram o atual panorama da geopolítica global e os desafios do Brasil nesse contexto. Cristiane explicou que o cenário contemporâneo da geopolítica é baseado na ordem liberal internacional, institucionalizada após a </span><a href="https://querobolsa.com.br/enem/historia-geral/segunda-guerra-mundial#:~:text=Finalmente%2C%20em%20abril%20de%201945,vencedores%20da%20Segunda%20Guerra%20Mundial."><span>Segunda Guerra Mundial</span></a><span> pelos países vencedores (Inglaterra, Estados Unidos, União Soviética e França), com foco no princípio do </span><a href="https://www.iberdrola.com/compromisso-social/o-que-e-multilateralismo#:~:text=Se%20o%20unilateralismo%20acontece%20quando,civil%20ou%20o%20setor%20privado."><span>multilateralismo</span></a><span>. Para ela, “é uma geopolítica de bastante ruído”. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Em comparação com esses países da ordem, Spektor disse que o Brasil é considerado um “</span><span>latecomer”</span><span>, ou seja, atrasado. O pesquisador explicou que o atual modelo de política externa brasileiro foi idealizado pelo advogado, sociólogo e cientista social </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_Jaguaribe"><span>Hélio Jaguaribe</span></a><span>. O projeto foi criado com base no nacionalismo e autonomia de alinhamentos em geral, o que, segundo Spektor, </span><span>“permite ao Brasil modelar dois tipos de autonomismo: o autonomismo de esquerda e o de direita. Esse feitio não acontece em nenhum outro país da América Latina”.</span></p>
<p><span><strong>Geopolítica contemporânea e o Brasil</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Para o pesquisador Eduardo Viola, o mundo está vivendo uma bipolaridade na multipolaridade, marcado pela divisão entre as democracias ocidentais e asiáticas e as autocracias. “Nós temos a aliança das democracias ocidentais, OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte], e asiáticas – Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Filipinas, Austrália, Nova Zelândia e Israel – de um lado. Do outro lado, o bloco das autocracias, cada vez mais interdependentes – China, Rússia, Irã e Coreia do Norte –, que não constituem uma aliança formal.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Esse sistema multipolar, segundo Spektor, é considerado o pior sistema pela literatura de relações internacionais por ser altamente instável. O pesquisador explicou que esse cenário trouxe questionamentos sobre a atual política externa do Brasil. “Esse arcabouço serve ao Brasil na multipolaridade? A minha resposta é não. É impossível você se manter em cima do muro em um ambiente multipolar, como estamos vendo, não estamos conseguindo.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Viola declarou que a melhor opção para a política externa brasileira seria o não alinhamento, com certa inclinação pelo bloco das democracias ocidentais, historicamente próximas ao Brasil. Em relação ao governo atual, ele afirmou que a “política externa do governo Lula tem certa inclinação pelo bloco das autocracias”.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>“O Brasil tem buscado, em vários sentidos, traçar ou articular algum tipo de multi-alinhamento, por exemplo apoiando resoluções das Nações Unidas altamente críticas à Rússia, mas ao mesmo tempo, no ano passado, sendo o principal comprador de diesel russo e aceitando feliz da vida o fertilizante russo à um grande desconto”, declarou Oliver Stuenkel. Para o professor, o multi-alinhamento brasileiro ainda não teve custos reais para o Brasil, o que pode mudar com a possível reeleição de Donald Trump nos Estados Unidos.</span></p>
<p><span><strong>Política anti-China e o Brics+</strong></span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-e43529f9-7fff-5617-eae4-d9a8a0a8dafd"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Com a ascensão da China como potência econômica, os palestrantes também trataram da relação do Brasil com o país, e a propaganda anti-China defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. “Existe um consenso, talvez maior do parece, entre a esquerda e a direita brasileira, porque durante o governo Bolsonaro a relação entre a China e o Brasil não sofreu de fato. O comércio cresceu e a China, apesar de alguns incômodos, também aprendeu que talvez não seja tão relevante o que o candidato diz durante a campanha, porque em alguns quesitos centrais o Bolsonaro se recusou a se alinhar com os Estados Unidos”, explicou Stuenkel. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Para os palestrantes, apesar do Brasil ser um grande exportador de alimentos, minérios e energia, ele ainda depende economicamente da China. Spektor explicou que essa posição contrária de Bolsonaro, durante sua campanha, atraiu eleitores, porém não se concretizou por conta dessa dependência estrutural.</span></p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/brics/image" alt="Brics" title="Brics" height="333" width="500" style="text-align: justify; " /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Reunião do Brics no Sandton Convention Centre, em Joanesburgo | Foto: Ricardo Stuckert/PR</dd>
</dl></p>
<p><span id="docs-internal-guid-cdb50a90-7fff-8ee2-0469-2096e6095ba8"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Sobre a atuação brasileira no Brics, </span><a href="https://www.politize.com.br/expansao-do-brics/"><span>expandido em 2023</span></a><span>, Stuenkel afirmou que o Brasil “tem tido um papel moderador”, com uma posição favorável ao multi-alinhamento. Segundo ele, o grupo é positivo para as relações Brasil-Ásia:</span><span> </span><span>“O Brasil ganha ao fazer parte do Brics a possibilidade de, em parte, recuperar esse grande déficit de ignorância em relação à Ásia, o que ajuda o Brasil a articular uma estratégia um pouco mais sofisticada em relação à ascensão asiática”. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Já para Viola, a permanência do Brasil no grupo é cada vez mais problemática, por conta da hegemonia chinesa, o predomínio dos regimes autocráticos e das economias intensivas no uso de carbono, como Rússia, Irã, China, África do Sul, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.</span></p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Organizado pelo </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/economia-politica-internacional-variedades-de-democracia-e-descarbonizacao">Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</a><span>, o encontro foi transmitido ao vivo e está disponível na midiateca do IEA. Clique </span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/a-nova-geopolitica-global-e-o-lugar-do-brasil">aqui</a><span> para assistir ao evento completo.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Lívia Uchoa </dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brics</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-10-10T20:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/politica-nacional-economia-popular-solidaria-brasil">
    <title>Política Nacional de Economia Popular e Solidária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/politica-nacional-economia-popular-solidaria-brasil</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Na lógica estruturante do <strong>“Observatório dos Impactos das Novas Morfologias do Trabalho sobre a Vida e Saúde da Classe Trabalhadora</strong>”, há espaço privilegiado para a busca, a ‘observação’, a análise crítica e reflexão, e principalmente, para a promoção de ‘respostas’ e ‘contrapontos’ à lógica hegemônica que está na raiz das atuais transformações do mundo do trabalho. O <strong>“Observatório</strong>” foi criado sob a égide da esperança (e certeza) de que ‘<strong>um outro mundo do trabalho é possível’</strong>, que, aliás, vem sendo construído no Brasil e em muitos outros lugares, com experiências inovadoras e resultados animadores, que precisam ser mais bem conhecidos. <br /><br />Neste contrafluxo, a <strong>“economia popular e solidária”</strong> pode ser compreendida como uma matriz estruturante de muitas destas transformações contra hegemônicas em curso, na medida em que seu alcance inclui atividades de organização da produção e da comercialização de bens e de serviços, da distribuição, do consumo e do crédito, observados os princípios da autogestão, do comércio justo e solidário, da cooperação e da solidariedade, a gestão democrática e participativa, a distribuição equitativa das riquezas produzidas coletivamente, o desenvolvimento local, regional e territorial integrado e sustentável, o respeito aos ecossistemas, a preservação do meio ambiente e a valorização do ser humano, do trabalho e da cultura. Ela vem sendo construída no campo e nas cidades, geralmente por meio de organizações coletivas de trabalhadores: associações e grupos de produtores; cooperativas de agricultura familiar; cooperativas de coleta e reciclagem; empresas recuperadas assumidas pelos trabalhadores; redes de produção, comercialização e consumo; bancos comunitários; cooperativas de crédito; clubes de trocas; entre outras.</p>
<p>Este <strong>8º Seminário Interdisciplinar</strong> promovido pelo <strong>“Observatório” </strong>no IEA/USP visa aumentar a visibilidade destes processos em curso, refletindo e debatendo suas enormes potencialidades, mas também os seus limites, em busca de caminhos alternativos para vencer os obstáculos ideológicos, políticos, institucionais, tecnológicos e organizacionais.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-09-19T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ciclo-de-seminarios-discutira-a-autonomia-financeira-das-universidades">
    <title>Lideranças nacionais do ensino superior discutem autonomia universitária no IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ciclo-de-seminarios-discutira-a-autonomia-financeira-das-universidades</link>
    <description>A segunda edição do Ciclo Nacional de Seminários "Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País" acontecerá no dia 28 de agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-725cff49-7fff-8054-50fd-96d9276083fb"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>O segundo encontro do Ciclo Nacional de Seminários “Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País” acontecerá no dia 28 de agosto no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). Organizada por <span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi J</a>r., chefe de gabinete na Reitoria da USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, professor sênior do IEA, esta edição do ciclo pretende impulsionar um movimento acadêmico pluri-institucional em torno da autonomia universitária plena.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Dentre os confirmados estão: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr" class="external-link">Carlos Gilberto Carlotti Jr.</a></span><span>, reitor da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antonio Zago</a>, presidente da Fapesp; os reitores da Unesp e Unicamp <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pasqual-barretti" class="external-link">Pasqual Barretti</a><span> </span> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-meirelles" class="external-link">Antonio Meirelles</a>; e o político e ex-reitor da UnB <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristovam-buarque" class="external-link">Cristovam Buarque</a>.</span><span> Veja a </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-autonomia-universitaria-2"><span>programação</span></a><span> completa. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Segundo Philippi Jr. e Plonski, poucas universidades públicas brasileiras têm completa autonomia financeira, o que revela a necessidade de discutir essa questão em todas as regiões do país. “</span><span>As universidades estaduais paulistas (USP, Unicamp e Unesp) alcançaram a autonomia plena em 1989, há exatos 35 anos. A Universidade do Estado de Santa Catarina a obteve em 1991”, destacam. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span><dl class="image-left captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/autonomia-universitaria/image" alt="Autonomia Universitária" title="Autonomia Universitária" height="270" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Os próximos seminários do ciclo serão realizados em Recife, Belém e Goiânia | Foto: Leonor Calasans - IEA/USP</dd>
</dl>Um dos temas que será discutido é o possível impacto da atual reforma tributária, que, segundo os organizadores, traz novo fator apreensão, particularmente pelas mudanças que suscita em bases de cálculo consagradas. O seminário também apresentará as conclusões da primeira edição do ciclo, realizada em junho de 2023 na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, e possíveis caminhos para alcançar a autonomia universitária. </span></p>
<p style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span> </span><span>Com apoio da Fusp (Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo), </span><span>o evento é público e gratuito, com </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo"><span>transmissão</span></a><span> ao vivo pelo canal do IEA. Ao final, haverá o lançamento do </span><a href="https://www.udesc.br/arquivos/udesc/id_cpmenu/17730/Livro_AUTONOMIA_UNIVERSITA_RIA___FUNDAMENTOS_E_REALIDADE_17110436384343_17730.pdf"><span>livro</span></a><span> “Autonomia Universitária: fundamentos e realidade”, organizado pelos professores Rogério Braz da Silva, Peter Johann Bürger e Sandra Ramalho de Oliveira.</span></p>
<p style="text-align: left; "><span><br /></span></p>
<p><span> </span></p>
<hr />
<p><strong><i>Ciclo Nacional de Seminários "Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País" (2° encontro)</i></strong></p>
<p><span id="docs-internal-guid-8ebb6aed-7fff-4d6f-5f8d-c87144c90319"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><i>28 de agosto, das 8h30 às 17h30<br /></i></span><i>Local: Sala Alfredo Bosi, Rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Transmissão ao vivo em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a><br /></i><i>Evento gratuito e aberto ao público, sem necessidade de inscrição</i></p>
<p><span> </span></p>
<p><span id="docs-internal-guid-b5da1bba-7fff-80af-38bb-d0bfe52f2c32"> </span></p>
<h1 dir="ltr" style="text-align: justify; "></h1>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Lívia Uchoa </dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-08-21T17:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/dialogos-urbanos-engels-e-lefebvre-um-fio-historico-da-producao-do-espaco-1o-04-2024">
    <title>Diálogos Urbanos: Engels e Lefebvre, um Fio Histórico da Produção do Espaço - 1º/04/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/dialogos-urbanos-engels-e-lefebvre-um-fio-historico-da-producao-do-espaco-1o-04-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudos Teoria Urbana Crítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-07-10T14:17:16Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/a-inteligencia-artificial-no-mundo-do-trabalho-impactos-inquietudes-e-desafios-parte-1-26-03-2024-1">
    <title>A Inteligência Artificial no Mundo do Trabalho: Impactos, Inquietudes e Desafios (Parte 1) - 26/03/2024 </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/a-inteligencia-artificial-no-mundo-do-trabalho-impactos-inquietudes-e-desafios-parte-1-26-03-2024-1</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Capitalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Observatório dos Impactos das Novas Morfologias do Trabalho sobre a Vida e Saúde da Classe Trabalhador</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-04-02T17:36:48Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/democracy-in-latin-america-regression-or-resilience-13-03-2024">
    <title>Democracy in Latin America: Regression or Resilience? - 13/03/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/democracy-in-latin-america-regression-or-resilience-13-03-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comércio Exterior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Econômica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-18T20:53:33Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/50-anos-mito-desenvolvimento-celso-furtado">
    <title>Os 50 Anos do Ensaio “O Mito do Desenvolvimento Econômico”, de Celso Furtado</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/50-anos-mito-desenvolvimento-celso-furtado</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O ensaio de <span><a class="external-link" href="https://www.academia.org.br/academicos/celso-furtado/biografia">Celso Furtado</a></span> <i>“O Mito do Desenvolvimento Econômico”</i> foi publicado em 1974 e logo traduzido em várias línguas, com considerável repercussão. Redigido durante o ano letivo 1973-1974, passado em Cambridge, resultou do exame de relatório que vinha fazendo imenso barulho, havia dois anos: <a class="external-link" href="https://en.wikipedia.org/wiki/The_Limits_to_Growth"><i>Limits to Growth</i> </a>(1972).</p>
<p>Em seu livro de 1991, <b><i>Os Ares do Mundo</i></b>, Furtado lembra que os autores haviam se colocado a seguinte questão: “<i>o que acontecerá se o desenvolvimento econômico, objetivo que buscam todos os povos, vier a ser efetivamente alcançado, ou seja, caso as formas de vida dos povos ricos vierem a ser universalizadas</i>”? (p. 192)</p>
<p>Pareceu-lhe evidente que seria tal a pressão exercida sobre os recursos não-renováveis, a poluição do meio ambiente seria de tal ordem, ou o custo do controle dessa poluição tão elevado, que o sistema econômico mundial entraria inevitavelmente em colapso. “<i>Logo percebi que esse era um raciocínio falacioso, ...</i>” (idem, 193).</p>
<p><b>Nove análises</b></p>
<p>No último quarto de século, a visão de Furtado sobre tal “mito” ou “falácia” mereceu ao menos sete análises em artigos acadêmicos (<span style="text-decoration: underline;">obtenha o PDF clicando no título</span>).</p>
<p>Em 2003, Clovis Cavalcanti publicou <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/2003-cavalcanti/" class="external-link">“Meio ambiente, Celso Furtado e o desenvolvimento como falácia”</a></i>, cuja primeira versão, algo distinta, havia sido publicada dois anos antes, como avisa a primeira nota de rodapé.</p>
<p>Em 2011, Julia Mello de Queiroz voltou ao mesmo tema em <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/2011-queiroz/" class="external-link"><i>“Desenvolvimento econômico, inovação e meio ambiente: a busca por uma convergência no debate”</i></a>, desta vez bem mais preocupada com o “estruturalismo” ou “teoria estruturalista”.</p>
<p>Em 2019, Henrique Ferreira de Souza e Anderson Henrique dos Santos Araújo trataram da questão em âmbito mais geral: <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/2019-souza-et/" class="external-link">“Desenvolvimento e meio ambiente: as contribuições de Celso Furtado”</a></i>. Também enfatizaram as “condicionantes estruturais” e o “pensamento estruturalista”.</p>
<p>Ainda em 2019, Renato Nataniel Wasques, Walter Luiz dos Santos Júnior e Danilo Duarte Brandão em <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/2019-wasques-et-furtado-e-ma/" class="external-link">"As idéias de Celso Furtado sobre a questão ambiental"</a></i> foram bem mais longe ao defenderem a tese de que Furtado teria sido “pioneiro” ao antecipar as relações “estritas” entre economia e ecologia, num momento em que tal discussão ainda seria “incipiente”.</p>
<p>Em 2021, Alexandre Macchione Saes e José Alex Rego Soares fizeram curta referência ao tema em artigo sobre <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/2021-saes-et-furtado-e-ma/" class="external-link">“Ideias e método de Celso Furtado para pensar o século XXI”</a></i>. Dizem que “o contínuo esforço de revisão de suas próprias teses e formulações, (...) como também a atenção para as novas agendas de pesquisa e de intervenção política, tal como a questão ambiental desde o grupo de Roma até a Rio 1992, ilustram a atualização do pensamento de Furtado a cada novo contexto” (p. 219).</p>
<p>Também em 2021, Márcia Cristina Silva Paixão (UFPB) e Jorge Madeira<br />Nogueira (UnB) publicaram capítulo intitulado “Celso Furtado: Lições aos<br />ambientalistas e aos dependentistas contemporâneos”, no livro <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/celso-furtado-100-anos-3/" class="external-link"><i><span>"Celso Furtado 100 Anos</span> </i>– </a><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/celso-furtado-100-anos-3/" class="external-link">Coletânea de ensaios em sua homenagem"</a> </i>(UFPB).</p>
<p>Em 2023, Alexandre Macchione Saes começou a aprofundar a análise desta “atenção” de Furtado à “agenda”, ou “questão”, “ambiental”. Em comunicação a congresso, com o título <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/2023-saes-ecoeco-furtado-e-ma/" class="external-link">“Celso Furtado e a ressignificação do meio ambiente”</a></i>, deu início à reflexão apresentada, meses antes, em <a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=Gz6vynsrS6U">seminário online</a></p>
<p>Outros dois textos que – infelizmente -, não estão disponíveis online, também merecem muita atenção:</p>
<p>Em 2005, Carlos Mallorquin analisou o ensaio <i>“O Mito”</i> nas páginas 253-258 de seu livro <i><b>"Celso Furtado: Um Retrato Intelectual"</b></i>, com apresentação de Carlos Lessa (ed. Contraponto). Nessas seis páginas, a ênfase é para a relação do autor com a teoria weberiana.</p>
<p>Em 2007, Eleutério F. S. Prado publicou <i><b>“A garganta mitológica da teoria econômica”</b>,</i> como 18º capítulo (p. 395-408) da coletânea Celso Furtado e o Século XXI, organizada por João Saboia e Fernando J. Cardim de Carvalho (ed. UFRJ e Manole). Para o autor, “O pensamento que se opõe ao mito e que busca dele se apartar recai em formulações mitológicas” (p.406).</p>
<p><b>Dois problemas</b></p>
<p>Nisso tudo há, ao menos, dois problemas que exigem muita atenção e que justificam a iniciativa desta conversa online do IEA/USP.</p>
<p>Primeiro, o fato de ser anti-evolucionária a imputação de que o desenvolvimento econômico seria mito ou falácia. Tal afirmação só se sustenta se apoiada na ideia restrita e mecânica de que não existem outras vias de desenvolvimento econômico, diferentes da experiência de um punhado de nações do atual “Norte Global”, especialmente nas primeiras sete décadas o século XX. Ou, nas palavras de Furtado: “<i>se a formas de vida dos povos ricos vierem a ser universalizadas</i>”</p>
<p>Daí a importância de uma reavaliação da dita “teoria estruturalista” à luz dos posteriores avanços do pensamento econômico. Especialmente os realizados por adeptos de abordagens institucionais, evolucionárias e complexas.</p>
<p>O segundo problema é que, ao contrário do que insinuam as referidas seis contribuições acadêmicas, por trinta anos - entre 1974 e seu falecimento, em 2004 -, Furtado evitou, de forma sistemática, escrever qualquer coisa sobre desdobramentos da celeuma provocada pelo relatório <b><i>Limits to Growth</i></b> (1972).</p>
<p>Em seus inúmeros escritos, preferiu manter distância das intensas discussões sobre o “ecodesenvolvimento”. Slogan proposto pelo habilidoso articulador <a class="external-link" href="https://en.wikipedia.org/wiki/Maurice_Strong">Maurice Strong</a> (1929-2015), que - no período 1972-1987 - foi ardorosamente promovido por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/ignacy-sachs" class="external-link">Ignacy Sachs</a> (1927-2023), falecido em agosto do ano passado.</p>
<p>O mesmo aconteceu no processo de legitimação do ideal de “desenvolvimento sustentável”, que cada vez mais se consolida como a primeira utopia do Antropoceno. Até aviso em contrário, por doze anos - desde a Rio-92 até sua morte -, Furtado nem chegou a empregar o adjetivo ‘sustentável’ ou o substantivo ‘sustentabilidade’.</p>
<p>De maneira bem informal, ele se pronunciou sobre a “questão ambiental”, em março de 1991. Foi em conversa gravada por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristovam-buarque" class="external-link">Cristovam Buarque</a>, transcrita e comentada no livro <b><i>Foto de uma conversa</i></b> (Paz e Terra, 2007). Mesmo assim, em raros momentos, que surgem nas páginas 57-59 e 78-79. “Se deixarmos que continue o atual processo civilizatório, o planeta se destrói” (57).</p>
<p>Frase muito infeliz, que transfere ao “planeta” o que realmente tem a ver com a ‘vida’ (essência de sua delicada biosfera) e que usa o pronome “se”, como se o problema pudesse ser de hipotética autodestruição planetária.</p>
<p>Mais de um ano depois de tal conversa informal, já às vésperas da grande conferência do Rio, Furtado incluiu no livro <b><i>Brasil: a construção interrompida </i></b>(1992), um quarto capítulo intitulado “Nova concepção do desenvolvimento”. Nele, surge um alerta sobre a “<i>fatura ecológica</i> a ser paga pelos países que, ocupando posições de poder, se beneficiaram da formidável destruição de recursos não renováveis (...)” (p.77).</p>
<p>Volta à mesma tese – <i>ipsis litteris</i> -, seis anos depois, em capítulo sobre o que deveria ser uma “nova concepção do desenvolvimento”. A ideia de “fatura ecológica” a ser paga tão somente por um pequeno grupo de países, que teriam sido os únicos responsáveis por formidável destruição de recursos naturais, reaparece na página 65 de <b><i>O Capitalismo Global </i></b>(1998).</p>
<p>Claro, Furtado não foi o único economista de sua geração a esquivar-se de tais debates ou desviar da relação que existe entre seu ingrediente essencial - o ‘crescimento econômico’ – e seu principal limite, a ‘natureza’. Vários dos assim chamados “economistas do desenvolvimento” parecem ter preferido idêntico ‘afastamento’ da questão. Caso, por exemplo, do tão aclamado <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Hirschman">Albert Hirschman</a> (1915-2012). Pode não ter sido idêntico ao de <a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Amartya_Sen">Amartya Sen</a>, mas é mínimo o que existe sobre a questão em sua vastíssima obra escrita.</p>
<p><b>Um objetivo</b></p>
<p>No essencial, o que se pretende com este evento é só uma coisa: verificar até que ponto os participantes poderão trazer evidências contrárias a tão desfavorável apresentação das ideias de Furtado sobre a dita “questão ambiental”, assim como ao caráter apologético da parca literatura acadêmica já disponível.</p>
<p><b>Participantes:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-de-freitas-barbosa" class="external-link">Alexandre de Freitas Barbosa</a> (IEB-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-macchione-saes" class="external-link">Alexandre Macchione Saes</a> (BBM-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristovam-buarque" class="external-link">Cristovam Buarque</a> (político)</p>
<p><b>Coordenação e Mediação:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a> (Programa Professor Sênior)</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-05T13:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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