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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 111 to 125.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise-30-de-agosto-de-2019">
    <title>Arte, Música, Física e Psicanálise - 30 de agosto de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/arte-musica-fisica-e-psicanalise-30-de-agosto-de-2019</link>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-03T18:46:30Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-6">
    <title>Arte, Música, Física e Psicanálise</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-6</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text" id="parent-fieldname-text-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4">
<p><strong>6° encontro </strong><strong>da</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link"><strong>Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</strong></a><strong> </strong>discutirá a interdisciplinaridade de conhecimentos, da física à biologia sintética, dos acordes musicais ao texto escrito, assim como suas relações intrínsecas com a psicanálise, que tem sua origem em Freud.</p>
<h3>Sobre a Jornada</h3>
A jornada de seminários compõe a disciplina<strong>"Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral"</strong>, oferecida pela <a href="http://www.prpg.usp.br/index.php/pt-br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a> da USP em associação à <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, uma parceria entre o IEA-USP e o Itaú Cultural.</div>
<div class="visualClear">
<p>O programa da disciplina foi formulado pelos dois titulares da Cátedra em 2019: o crítico, curador e historiador de arte Paulo Herkenhoff e a biomédica Helena Nader, professora da Unifesp. A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</p>
<p>No total, serão 19 aulas entre os meses de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, que irão reunir palestrantes e debatedores de diversas áreas do conhecimento e que são lideranças em suas áreas de atuação. Cada seminário terá um homenageado e abordará um tema específico.</p>
<p>Veja o <strong><a class="external-link" href="https://docs.google.com/document/d/e/2PACX-1vT4VZPz0femDuLIGBtEMzMX0EKz1H63807TYWYmo6wZnPBdDEMZ43c6xgf0pMB0l61ESa80DgK8OvRV/pub" target="_blank">programa completo</a></strong> (sujeito à alteração).</p>
</div>
<div>
<h3></h3>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-organizacao-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4 kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-organizacao" id="parent-fieldname-organizacao-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4">
<p><span style="text-align: justify; "><strong>Homenageada:</strong></span></p>
</div>
</div>
<p><span id="docs-internal-guid-7afb8902-7fff-a2a9-b1c3-ccf2e2a157aa"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong><a class="external-link" href="https://www.ufba.br/">Universidade Federal da Bahia</a></strong>: é reconhecida em seu papel inovador em favor da música moderna do século XX. A UFBA envolveu compositores da qualidade de Koellreutter, músico atonal e dodecafônico, e Widmer ao experimental Smetak, que influenciou Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé, inventor de instrumentos musicais ímpares.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong>Exposição:</strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoao/otavio-schipper" class="external-link">Otávio Schipper</a> (artista e físico)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-guerra-rolla" class="external-link">Vitor Guerra Rolla</a> (IMPA)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-iazzetta" class="external-link">Fernando Iazzetta</a> (ECA USP)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-miguel-wisnik" class="external-link">José Miguel Wisnik</a> (FFLCH USP)</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leopold-nosek" class="external-link">Leopold Nosek</a> (<span id="docs-internal-guid-385eed68-7fff-5d3f-eab7-ec1f6665095b"><span>Instituto de Psicanálise Durval Marcondes)</span></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>Coordenação:</strong></span></p>
<div><span style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-herkenhoff" class="external-link">Paulo Herkenhoff</a> <span>(Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura de Ciência do IEA)</span></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Música</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicanálise</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-16T14:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/arte-ciencia-e-tecnologia-juntas-uma-visao-inusitada-sobre-a-vida">
    <title>Arte, ciência e tecnologia juntas: uma visão inusitada sobre a vida</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/arte-ciencia-e-tecnologia-juntas-uma-visao-inusitada-sobre-a-vida</link>
    <description>No segundo dia da Intercontinental Academia, o microbiologista Hideo Iwasaki, da Waseda University, apresenta em Nagoya, Japão, trabalhos artísticos e científicos que fazem refletir sobre as concepções de vida.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Hideo%20Iwasaki.jpg" alt="Hideo Iwasaki" class="image-inline" title="Hideo Iwasaki" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Hideo Iwasaki apresenta trabalhos na fronteira entre ciência e arte durante workshop de biologia.</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A biologia sintética é uma nova abordagem para a bioengenharia. Envolve a modelagem e a construção de organismos em escala molecular, ou o redesenho de peças, dispositivos ou sistemas biológicos naturais. É uma tecnologia que busca objetivos específicos através de um design intencional. Em vez de pressões evolutivas, o mundo dos vivos se torna um produto de escolhas de design. Pelo rápido avanço, tem gerado expectativas de produzir novas aplicações biológicas na medicina, no agrobusiness, na genômica, em energia e outras áreas.</p>
<p>“É um campo que oferece uma nova visão sobre a forma de se relacionar com a vida. Seu rápido avanço tem resultado em muitos debates científicos e filosóficos, porque produz antecipações que levam a alguns exageros. Por isso, a biologia sintética provoca interesse em alguns designers e artistas interessados em biotecnologia”, disse o biólogo e artista Hideo Iwasaki, da Waseda University, no segundo dia da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Intercontinental Academia</a> (ICA), dedicado aos workshops de biologia.</p>
<p>A segunda fase da Intercontinental Academia acontece de <strong>6 a 18 de março</strong> em Nagoya, Japão. Quase um ano após o <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">encontro em São Paulo</a> organizado pelo IEA, 13 jovens pesquisadores estão prestes a concluir os estudos sobre o tema “tempo” e o conteúdo para um Massive Open Online Course (Mooc). Os workshops contam com exposições de cientistas de renome do mundo inteiro.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Hideo%20Iwasaki-2.jpg" alt="Hideo Iwasaki e Martin Grossmann" class="image-inline" title="Hideo Iwasaki e Martin Grossmann" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Grossmann e Iwasaki, em debate da Intercontinental Academia. </strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Martin Grossmann, ex-diretor do IEA e membro do Comitê Científico da ICA, presidiu os debates da apresentação de Iwasaki e chamou a atenção para a inusitada união entre biologia e arte. Não só por sua formação, Iwasaki surpreendeu pelo tema exposto, um misto de ciência, tecnologia e design.</p>
<p>Coordenador do Laboratory for Molecular Cell Network &amp; Biomedia Art, da Waseda University, Iwasaki falou do trabalho desenvolvido durante o <a class="external-link" href="http://www.syntheticaesthetics.org/">Synthetics Aesthetics</a>, um projeto experimental gerido pela University of Edinburgh e Stanford University, que reuniu, em 2010, os mais renomados biólogos sintéticos, artistas e cientistas sociais para explorar colaborações voltadas à concepção, compreensão e construção do mundo vivo.</p>
<p>Na ocasião, Iwasaki desenvolveu o projeto “Biogenic Timestamp” em parceria com Oron Catts, da Aalto University, de Helsinki, Finlândia. O trabalho foi definido pelo microbiologista como “uma crítica ao <i>hype</i> da biologia sintética, uma provocação sobre a ligação entre as escalas do tempo geológico e do biológico”.</p>
<p>A dupla trabalhou com cultura de tecidos a partir de cianobactérias, um grupo de bactérias que obtém energia por fotossíntese e está entre as formas mais primitivas de vida. A comunidade foi aplicada a uma placa de computador, que vem sofrendo a ação desses organismos até hoje. O trabalho foi exposto na Áustria e no Japão. Segundo os criadores, o experimento mostra que as bactérias são capazes de internalizar nossas tecnologias e criações e de modificá-las como bem entenderem.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Capa-Livro-SyntheticAesthetics.jpg" alt="Capa-Livro-SyntheticAesthetics.jpg" class="image-inline" title="Capa-Livro-SyntheticAesthetics.jpg" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Princípios de engenharia aplicados à complexidade dos sistemas vivos: a biologia transformada em um novo material de design</strong>.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outro projeto de Iwasaki, não menos surreal para os padrões ocidentais, é inspirado num costume relativamente antigo no Japão de criar monumentos em memória a animais, insetos, caramujos, plantas, objetos diversos e, até, ao espírito de espermas.</p>
<p>Iwasaki mostrou que em algumas instituições médicas e de pesquisa, como no Departamento de Ciências Humanas da Waseda University, há o estranho hábito de celebrações anuais realizadas em homenagem a animais usados em experimentos. Em zoológicos, há cerimônias fúnebres para animais que morreram. E em 1971, foi criado um monumento em homenagem ao espírito de espermas, mostrou.</p>
<p>Com tudo isso, Iwasaki pensou num memorial para células artificiais. “Sou um microbiologista, então posso, finalmente, orar por uma bactéria que usamos em experimentos”, comparou.</p>
<p>“The memorial service for synthetic cells” é o nome do trabalho tecno-artístico de Iwasaki e será exibido durante o Kenpoku Art Festival 2016, uma grande mostra que dialoga com natureza e arte, incorporando ciência e tecnologia. É realizado em seis cidades da região norte da Prefeitura de Ibaraki, Japão.</p>
<p>Segundo Iwasaki, o trabalho é cientificamente “estimulante, pois força a pensar o que é de fato a vida”. Os dois projetos que o cientista apresentou no workshop da Intercontinental Academia parecem lidar com coisas distintas. Mas, na verdade, lidam com a questão do tempo e como os humanos estão envolvidos com a vida, disse.</p>
<p>Citou um <i>paper</i> sobre a criação de uma célula bacteriana a partir de um genoma quimicamente sintetizado. “Muitos cientistas se dividem ao responder se é um organismo vivo, ou um tipo de vida sintético. Então, vejo que para esse tipo de julgamento é necessário o critério subjetivo de cada um sobre o que é a vida”, finalizou.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: IAR/Nagoya</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet"> syntheticaesthetics.org</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arquitetura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Estética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-15T20:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/architectures-knowledge">
    <title>Architectures of Knowledge: Interdisciplinary Research on Games, Virtuality and the Global Museum</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/architectures-knowledge</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Christian Stein, do Laboratório Interdisciplinar de Berlim, apresentará as pesquisas atuais sobre "Arquiteturas do Conhecimento", a principal área do <a class="external-link" href="https://www.interdisciplinary-laboratory.hu-berlin.de/en/bwg/"><i>Excellence Cluster Image Knowledge Gestaltung</i></a>. Como membro fundador do <i><a class="external-link" href="https://pt-br.facebook.com/gamelab.berlin/">gamelab.berlin</a></i>, mostrará projetos em andamento sobre 1. jogos como técnica cultural; 2. virtualidade; e 3. realidade virtual, além do uso de jogos e princípios do design de jogos em outros ambientes. <span>Como a ciência e a pesquisa precisam comunicar seus conhecimentos para um novo público, museus, exposições e laboratórios de ciência aberta estão se revelando<span> </span></span><i>playgrounds</i><span> promissores para experimentar novas formas de comunicação e traduções em novas mídias. </span>Ao abordar esses temas, Stein também citará a pesquisa em equipes altamente interdisciplinares e a própria interdisciplinaridade.</p>
<p><strong>Expositor</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christian-stein" class="external-link">Christian Stein</a> (Universidade Humboldt)</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/davi-noboru-nakano" class="external-link">Davi Nakano</a> (EP-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gilson-schwartz" class="external-link">Gilson Schwartz</a> (ECA-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giselle-beiguelman" class="external-link">Giselle Beiguelman</a> (FAU-USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-karman" class="external-link">Ricardo Karman</a> (Kompanhia do Centro da Terra)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/wilson-kazuo-mizutani" class="external-link">Wilson Mizutani</a> (IME-USP)</p>
<p><strong>Moderador</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a> (ECA e IEA - USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Museus</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-01-24T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia">
    <title>Agricultura urbana tem espaço na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/agricultura-urbana-tem-espaco-na-semana-nacional-de-ciencia-e-tecnologia</link>
    <description>Programação no dia 18 de outubro inclui troca de sementes e mudas além de debates e exposições</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/horta-do-centro-cultural/@@images/a385725c-32e6-4332-b31e-0f4039388533.jpeg" alt="Horta do Centro Cultural" class="image-inline" title="Horta do Centro Cultural" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Horta comunitária no Centro Cultural Vergueiro, em São Paulo</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/grupo-de-estudos-de-agricultura-urbana" class="external-link">Grupo de Estudos em Agricultura Urbana</a> (GEAU) do IEA realiza no dia <strong>18 de outubro</strong>, das <strong>10h às 18h30</strong>, o <i>Encontro de Agricultura Urbana da USP</i>. A programação integra a <a class="external-link" href="http://semanact.mcti.gov.br/">Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</a>, que este ano tem como mote “A Ciência Alimentando o Brasil”.</p>
<p>Além de debates e oficinas sobre aspectos variados envolvendo a produção de alimento em ambiente urbano, haverá <span>trocas de sementes e mudas, </span><span>uma feira de </span><span>produtos orgânicos e veganos e exibição de vídeos.</span></p>
<p><span>"Apresentaremos os trabalhos que os participantes do GEAU vêm conduzindo. Faremos um seminário também para discutir modos de produção sem agrotóxicos. Haverá ainda filmes, fotos e oficinas temáticas. Durante todo o encontro, teremos uma feira de alimentação orgânica", diz a professora</span><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thais-mauad" class="external-link">Thais Mauad</a><span>, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, coordenadora do GEAU.</span></p>
<p>“Panorama da Agricultura Urbana em São Paulo: as Contribuições do GEAU/IEA-USP” é o título da conferência de abertura ministrada por Mauad. N<span>a sequência, a vice-coordenadora do GEAU e professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/valeria-de-marcos" class="external-link">Valéria de Marcos</a><span>, fará o debate “Agricultura Urbana: afinal, o que é isso?”.</span></p>
<p>Outros debates contarão com a participação de diversos integrantes do GEAU, além de representantes da Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo.</p>
<p>O encontro ocupará um espaço no novo prédio do Centro de Difusão Internacional da USP, construído em frente à Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O endereço é avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.</p>
<p> </p>
<h3>Programação</h3>
<p><strong>Abertura </strong></p>
<p><strong>-10h - 12h30 - </strong>Panorama da agricultura urbana em São Paulo: as contribuições do GEAU/IEA</p>
<p>Panorama da agricultura urbana em São Paulo - Thais Mauad, profa. Dra. da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do GEAU.</p>
<p>Agricultura urbana: afinal, o que é isso? - Valeria de Marcos, profa. Dra. do departamento de Geografia da FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU.</p>
<p>Cooperapas, uma cooperativa de agricultores do município de São Paulo - Angélica Nakamura, mestranda em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>Agricultura urbana como ativismo - Gustavo Nagib, doutorando em Geografia Humana da FFLCH-USP.</p>
<p>A influência da poluição do ar nas hortas comunitárias urbanas - Luís Amato, doutorando em patologia da Faculdade de Medicina da USP.</p>
<p>Hortas, serviços ambientais e biodiversidade - Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP.</p>
<p>Redes, ideias e governança na agricultura urbana: os casos de São Paulo, Toronto e Montreal - Lya Porto, doutoranda da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Oficinas</strong></p>
<p><strong>13h-13h30</strong>: Abelhas sem ferrão e sua importância na agricultura urbana. Gerson Pinheiro, presidente e idealizador do SOS Abelhas sem Ferrão.</p>
<p><strong>13h30-14h:</strong> Vamos florir a USP? Oficina de bombas de sementes. Lara Freitas</p>
<p><strong>14h-16h:</strong> Conheça as PANCUSPs: As PANCS no espaço da USP. Guilherme Ranieri, mestrando do IEE-USP e membro do GEAU/IEA.</p>
<p><strong>Filmes</strong></p>
<p><strong>13h30:</strong> “Apart-Horta” (duração: 55 minutos). Com a presença da Diretora Cecilia Engels</p>
<p><strong>15h-16h</strong>: “Saindo da Caixinha” (duração: 25 minutos). Com roda de conversa com a profa. Dra. Cláudia Bógus, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.</p>
<p><strong>Encerramento</strong></p>
<p><strong>16h30-18h:</strong> Alternativas sustentáveis, justas e saudáveis para alimentar o mundo. Profa. Dra. Adelaide Cassia Nardocci (FSP-USP). Profa. Dra. Valeria de Marcos (FFLCH-USP e vice-coordenadora do GEAU). Rosana Fernandes, reitora da Escola Nacional Florestan Fernandes. Pedro Almeida, agricultor urbano da Associação de Agricultores da Zona Leste.</p>
<p><strong>Ato simbólico final - </strong><span>18h</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Marcos Santos/Jornal da USP</span></p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong> Encontro de Agricultura Urbana da USP - Semana Nacional de Ciência e Tecnologia</strong><br /></i><i><strong>Das 10h às 18h30 - </strong></i><i><strong>Centro de Difusão Internacional da USP<br /></strong></i><i><strong>Avenida professor Lúcio Martins Rodrigues, travessa 4, Cidade Universitária, Butantã, São Paulo.<br /><br /></strong></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo em Agricultura Urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agricultura urbana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Alimentar</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-10T20:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/abertas-as-inscricoes-para-o-programa-ano-sabatico-2019">
    <title>Abertas as inscrições para o Programa Ano Sabático de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/abertas-as-inscricoes-para-o-programa-ano-sabatico-2019</link>
    <description>Docentes da USP interessados em participar do Programa Ano Sabático 2019 do Instituto de Estudos Avançados (IEA) já podem enviar seus projetos de pesquisa e súmulas curriculares. Os candidatos têm até o dia 31 de julho para fazer as submissões.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/d.o.sabatico2019.pdf" class="external-link">Edital do programa</a></span></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/instrucoes-sabatico" class="external-link">Como encaminhar projeto</a></span></p>
<p><span><a class="external-link" href="http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-7069-de-19-de-junho-de-2015">Resolução nº 7.069</a></span></p>
<h3><span>Notícias</span></h3>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/realizacoes-primeira-turma-sabaticos" class="external-link">Professores em sabático terminam 1ª edição do programa com diversas realizações</a></span></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabaticos" class="external-link">Ano Sabático do IEA já tem pesquisadores definidos para 2018</a></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Docentes da USP interessados em participar do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/instrucoes-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático 2019</a> do Instituto de Estudos Avançados (IEA) já podem enviar seus projetos de pesquisa e súmulas curriculares. Os candidatos têm até o <strong>dia 31 de julho</strong> para fazer as submissões. Esta é a quarta edição do projeto, estabelecido em 2015 pela <a class="external-link" href="http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-7069-de-19-de-junho-de-2015">Resolução nº 7.069</a>. O programa permite que professores se afastem de suas funções (didáticas e administrativas) nas respectivas unidades e desenvolvam pesquisas individuais e interdisciplinares no IEA. Veja o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/d.o.sabatico2019.pdf" class="external-link">edital</a> completo.</p>
<div id="_mcePaste"><span><span> </span>O Conselho Deliberativo e a Comissão de Pesquisa do Instituto selecionarão até seis projetos por semestre, cada um deles com duração flexível de seis meses a um ano. As pesquisas poderão ser desenvolvidas tanto na sede do IEA, no campus da capital, quanto nos polos de Ribeirão Preto e São Carlos. A Pró-Reitoria de Pesquisa destinará R$ 6.000,00 por semestre para cada projeto aprovado.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><span><span> </span>Para se candidatar, o docente deve ter, no mínimo, 7 anos de efetivo exercício de suas funções em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP) até a data de início da pesquisa. Durante o período de desenvolvimento do projeto, os pesquisadores deverão realizar ao menos uma conferência por semestre de participação, bem como  produzir um artigo inédito e original ou outro produto, de escolha do candidato, aprovado em seu projeto.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><span><strong>Inscrição e padronização</strong></span></div>
<div id="_mcePaste"><span> </span>Para se inscrever, é necessário encaminhar, para o email <a class="mail-link" href="mailto:academicoiea@usp.br">academicoiea@usp.br</a>, um projeto interdisciplinar em qualquer área do conhecimento e justificar porque sua pesquisa deve ocorrer no IEA-USP. A análise das candidaturas levará em consideração, além dos projetos, as súmulas curriculares que também devem ser submetidas (veja detalhes no <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/d.o.sabatico2019.pdf" class="external-link">edital</a>).</div>
<div id="_mcePaste"><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><span><span> </span>Ademais, o concorrente deve apresentar uma demonstração de aprovação de sua participação no Programa por parte do Conselho de Departamento ou colegiado equivalente, bem como por parte da Congregação ou colegiado máximo de sua unidade/órgão.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><span><span> </span>Os projetos de pesquisa devem ter no máximo 12 páginas e as súmulas, no máximo quatro páginas. Ambos devem ser submetidos em formato A4, com margens esquerda e direita de 3 cm e margens superior e inferior de 2,0 cm. As fontes podem ser Arial, tamanho 10 ou Times New Roman, tamanho 11.</span></div>
<div id="_mcePaste"><span><br /></span></div>
<div id="_mcePaste"><span><strong>Edições anteriores</strong></span></div>
<div id="_mcePaste"><span> </span>Em 2018, a terceira turma do Programa Ano Sabático desenvolve suas atividades. Ao final deste ciclo, 20 professores já terão passado pelo projeto, deixando um frutífero legado para o IEA. Veja os docentes selecionados para a <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conselho-deliberativo-escolhe-nomes-para-periodo-sabatico-no-iea" class="external-link">primeira</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017" class="external-link">segunda</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabaticos" class="external-link">terceira</a> edições. Durante este ano, os pesquisadores sabáticos desenvolverão projetos nas áreas de arqueologia, direito, artes cênicas, economia, educação e história, além de traçar paralelos entres estas e outras áreas do conhecimento.</div>
<p> </p>
<div></div>
<div></div>
<div></div>
<div>
<div>
<table class="plain">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Atenção</h3>
<p><span>Inscrição: até 31 de julho de 2018</span></p>
<p><span> </span><span>Resultado: 2 de outubro de 2018</span></p>
<p><span>Junto ao projeto e à súmula, é preciso encaminhar as </span><strong><span>aprovações</span></strong><span> de participação do Conselho de Departamento ou colegiado equivalente, e da Congregação ou colegiado máximo da unidade/órgão. </span><strong><span><span>Portanto, a tramitação do pedido na unidade deve ser iniciada com a maior antecedência possível.</span></span></strong></p>
<p><span><span>Acesse as <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/instrucoes-sabatico" class="external-link">instruções</a> na página do programa e o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/d.o.sabatico2019.pdf" class="external-link">edital 2019</a> na íntegra.</span></span><strong><span><span><br /></span></span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Victor Matioli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-04-26T17:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-duas-culturas-60-anos">
    <title>A transdisciplinaridade 60 anos depois de ‘As Duas Culturas’ de C. P. Snow</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-duas-culturas-60-anos</link>
    <description>A conversa "Ciências e Humanidades Sessenta Anos depois", no dia 7 de maio, às 15h, discutirá o estágio atual da transdisciplinaridade, defendida por C. P. Snow em sua célebre conferência "As Duas Culturas", em 1959. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-de-the-two-cultures/image" alt="Capa de 'The Two Cultures&quot;" title="Capa de 'The Two Cultures&quot;" height="575" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A conferência de C. P. Snow foi publicada no mesmo ano, 1959, como  parte do livro ''The Two Cultures and the Scientific Revolution''</dd>
</dl></p>
<p>O sexagésimo aniversário da célebre conferência<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/The_Two_Cultures" target="_blank"> “Two Cultures”</a>, proferida pelo físico molecular e romancista britânico C. P. Snow (1905-1980) na Universidade de Cambridge, Reino Unido, "é uma excelente oportunidade para refletir sobre a transdisciplinaridade e as profícuas aproximações que ela pode promover entre ciências e humanidades", de acordo com <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga">José Eli da Veiga</a>, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP.</p>
<p>Essa reflexão será feita no dia <strong>7 de maio</strong> (data exata do aniversário da conferência de Snow), às 15h, na conversa <i>Ciências e Humanidades Sessenta Anos depois</i>, que terá como referência os benefícios da transdisciplinaridade na <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Earth_system_science" target="_blank">Earth system science</a> (ciência do sistema Terra) e na <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Sustainability_science" target="_blank">sustainability science</a> (ciência da sustentabilidade)<i>.</i></p>
<p>Os participantes serão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-abramovay">Ricardo Abramovay</a>, também professor sênior do IEE-USP, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sonia-maria-barros-de-oliveira">Sonia Maria Barros de Oliveira</a>, do Instituto de Geociências (IGc) da USP. A coordenação estará a cargo de Veiga.</p>
<p>A participação no encontro é gratuita, aberta a todos os interessados e não requer inscrição. Acompanhar o evento <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet também não requer inscrição.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/c-p-snow/image" alt="C. P. Snow" title="C. P. Snow" height="384" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">O físico molecular e romancista C. P. Snow </dd>
</dl></p>
<p><strong>Sustentabilidade</strong></p>
<p>Segundo Veiga, algo muito significativo parece estar ocorrendo com a ciência do sistema Terra, desde os anos 80, e emergência da ciência da sustentabilidade, desde a virada  do milênio. "Periódicos científicos e programas acadêmicos voltados a tais abordagens transdisciplinares têm se multiplicado desde a notável '<a href="http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Declaracao%20de%20Amsterda%CC%83%201975.pdf" target="_blank">Declaração de Amsterdã</a>', adotada em 2001 no congresso científico mundial <a class="external-link" href="https://link.springer.com/book/10.1007/978-3-642-19016-2">Challenges of a Changing Earth 2001</a>. E, desde o início de 2018, conta-se com o periódico de primeira linha '<a href="https://www.nature.com/natsustain/" target="_blank">Nature Sustainability</a>'."</p>
<p>Ele alerta, porém, que o desafio de qualquer abordagem transdisciplinar "esbarra em inúmeras formas da forte inércia da fragmentação das ciências, entre as quais se destaca o imenso distanciamento gerado/agravado no século passado entre as 'da natureza' e as 'humanas/sociais'. Daí a necessidade de avaliar "o quanto a mudança/transformação exigida por tal desafio poderá realmente se mostrar factível ao longo das próximas décadas (ou do século 21)".</p>
<p>Os participantes e o coordenador da conversa integraram durante muitos anos o <a class="external-link" href="http://www.iee.usp.br/pos/?q=pt-br/procam">Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental (Procam)</a> do IEE-USP. Veiga avalia que a referência apenas à ciência ambiental no título do programa deve-se ao fato de ele ter sido criado "em contexto histórico bem diverso, que precedeu a própria consagração do ideal de 'desenvolvimento sustentável', entre 1987 e 1992". Se não fosse assim, o nome do programa "certamente enfatizaria a ciência da sustentabilidade, como apropriadamente fez seu congênere na Each [Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP], criado mais de 20 anos depois, em 2011".</p>
<p><i><strong> </strong></i></p>
<hr />
<p><i><strong> Ciências e Humanidades Sessenta Anos depois<br /></strong></i><i>7 de maio, 15h<br /></i><i><i>Sala Alfredo Bosi, rua da Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br /></i></i><i><i>Evento público e gratuito; não é preciso se inscrever para acompanhá-lo presencialmente ou pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">internet<br /></a></i></i><i><i><i>Mais informações: com Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1678<br /></i></i></i><i><i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencias-e-humanidades" class="external-link">Página do evento</a></i></i></i></p>
<p> </p>
<p><i><i><i> </i></i></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): 1) arquivo IEA; 2) Universidade de Cambridge, Reino Unido</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-04-24T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/matematica-como-alegoria-e-expressao-da-linguagem">
    <title>A matemática como alegoria e estrutura da linguagem</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/matematica-como-alegoria-e-expressao-da-linguagem</link>
    <description>Escritores mostram que literatura e matemática se convergem em suas estruturas lógica e argumentativa </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<th>
<p style="text-align: center; "> </p>
<p style="text-align: center; "><i>“Vazio”</i></p>
<p style="text-align: center; "><i>Na Matemática<br />A existência do vazio/<br /></i><i>É trivial<br /></i><i>Na vida<br />O vazio da existência<br />É fatal.</i></p>
</th><th style="text-align: center; "><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mesa-literatura-e-matematica" alt="Mesa - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Mesa - Literatura e matemática" /></th> <th>
<p style="text-align: center; "> </p>
<p style="text-align: center; "><i>“Finito/infinito”</i></p>
<p style="text-align: center; "><i>O fim do que é finito<br />Não faz vilão, nem herói.<br /></i><i>O infinito, quando finda,<br />Dói.</i></p>
</th>
</tr>
<tr>
<td colspan="3"><strong>Escritores debatem a presença da matemática na literatura. A partir da esq: Nílson José Machado, Marco Lucchesi, Jacques Fux e Flavio Ulhoa Coelho</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Os versos acima, “brincadeiras com as palavras, em que o </span><i>twitter </i><span>é o mote e a matemática é o tema”, são definidos por seu autor e inventor como </span><i>mattemas</i><span>. “Não arrisco dizer que são poemas. São brincadeiras com a linguagem poética envolvendo um tema de matemática”, disse o escritor e professor da Faculdade de Educação (FE) da USP </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nilson-jose-machado" class="external-link">Nílson José Machado</a><span>, durante o encontro </span><i>Literatura e Matemática: Uma Conversa.</i></p>
<p><i> </i> Além de Machado, o debate realizado no dia <strong>27 de outubro</strong> no IEA reuniu outros dois premiados escritores, especialistas em convergir as letras e os números, o matemático <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jacques-fux" class="external-link">Jacques Fux</a> e o professor de literatura comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-lucchesi" class="external-link">Marco Américo Lucchesi</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/literatura-e-matematica-uma-conversa" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/literatura-e-matematica-uma-conversa-27-de-outubro-de-2016" class="external-link">Fotos</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A moderação e coordenação do encontro foi do professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/flavio-ulhoa-coelho">Flavio Ulhoa Coelho</a> (USP), do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Autor de diversos livros, Coelho é integrante do <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ano-sabatico-no-iea" class="external-link">Programa Ano Sabático </a>do IEA de 2016 e vem desenvolvendo a pesquisa “História do Pensamento Algébrico e seus Desdobramentos Didáticos”.</p>
<p>“Um aspecto importante da relação entre matemática e literatura é que são dois sistemas básicos de expressão e comunicação que a criança aprende mais ou menos na mesma época, indistintamente. Mas a criança perde essa noção inicial e começa a fazer distinção entre matemática e linguagem devido ao trabalho feito ao longo da escola. Precisamos colocar essa convergência desde o início da alfabetização. São dois sistemas que em todas as culturas e épocas têm apresentado paralelismos e complementaridade nas suas funções e metas. A lógica e a argumentação da linguagem, por exemplo, têm como fonte primária a matemática”, disse Machado.</p>
<p>A construção do imaginário e das estruturas de pensamento se alimenta da relação entre realidade e ficção e, da mesma forma, da matemática e da literatura. Assim, a relação entre matemática e literatura passa pela relação entre realidade e ficção, segundo Machado.</p>
<p>“Nada mais parecido à matemática do que contos de fadas. A similaridade é que são estruturas binárias. O conto de fada se constrói sobre a estrutura bem e mal, herói e bandido, certo e errado, bruxa e fada. A criança é ótima nessas questões de valores”, compara.</p>
<p>Mas o caráter binário é uma referência inicial e quem estuda a matemática vê que essa estrutura tem sido amplamente revista. A probabilidade e a lógica Fuzzy, por exemplo, são conceitos que mostram que, afinal, há outras construções lógicas. Na vida real, isso se repete, observa Machado.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nilson-jose-machado-1" alt="Nílson José Machado - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Nílson José Machado - Literatura e matemática" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>"A função do professor envolve a construção de significados por meio de narrativas multivárias", diz o professor Nílson</strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Então, saímos do conto de fadas e apresentamos às crianças os dilemas, situações que se bifurcam sem que se escolha um lado ou outro. A ultrapassagem dos dilemas nos leva a histórias multivárias, a muitas polarizações. Temos que partir para narrativas não binárias, pois isso é uma desgraça: por mais nítida que pareça uma situação política do bem e do mal, se reduzimos tudo ao bem e ao mal estamos infantilizando a discussão. E isso não é um xingamento. É a forma de pensar da criança. Mas a história real é muito mais complexa”, diz o professor.</p>
<p>Sobre a questão da construção dos sistemas lógicos e estruturas de pensamento, Machado lembrou uma palestra proferida em 1950 por Bertrand Russell (1872-1970), quando o matemático e filósofo ensinou que o professor tem basicamente duas funções. “A primeira é evitar que os alunos construam narrativas unárias, pois isso é a raiz dos dogmatismos, dos fanatismos. A segunda função é evitar que eles consolidem narrativas binárias, pois essas levam a posições do tipo quem não está comigo é meu inimigo. Então, a função do professor envolve a construção de significados por meio de narrativas multivárias”, conclui Machado.</p>
<p>Machado publica seus <i>mattemas </i>no seu blog <a href="http://www.nilsonjosemachado.net/">www.nilsonjosemachado.net</a>, onde é possível também conferir sua produção bibliográfica, conteúdos de aulas e depoimentos em vídeo, além das “Mil e uma”, sessão composta de textos de mil toques e uma ideia.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p> </p>
<p><strong><i>"Litterature sous contraintes"</i></strong></p>
<p><span>Graduado em matemática e com mestrado em computação, Jacques Fux foi seduzido desde cedo pela forma literária do argentino Jorge Luis Borges e do francês Georges Perec. “Eu lia Borges e Perec e pensava comigo ‘aqui tem matemática’, quando ainda nem sabia que eles faziam isso com sua literatura”, revela.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jacques-fux-literatura-e-matematica" alt="Jacques Fux - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Jacques Fux - Literatura e matemática" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"<i>Contrainte </i>é um limitante na criação literária que funciona muito bem para alguns autores", diz Fux</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O <i>hobby </i>virou investigação científica. Com seu doutorado sobre a matemática presente na literatura, Fux ganhou o prêmio Capes de Teses de 2011. Desse trabalho surgiu seu primeiro livro de crítica literária, “Literatura e matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o OuLiPo”, publicado pela Editora Perspectiva.</p>
<p>Encantado com a literatura experimental do OuLiPo (<i>Ouvroir de Littérature Potentielle</i>), chegou a participar de reuniões desse grupo, que foi criado em 1960 por nomes como Raymond Queneau, François Le Lionnais, Italo Calvino e Georges Perec, entre outros.</p>
<p>Essa corrente pratica uma literatura pautada por restrições - <i>litterature sous contraintes</i>, em francês. O termo foi traduzido para o português como "escrita constrangida".</p>
<p>Mais utilizada na poesia, a técnica consiste na imposição de regras ou determinados padrões durante o processo criativo. A leitura vira um quebra-cabeça, um jogo de adivinhações, com paradoxos, espelhamentos, palíndromos e outras artimanhas, já consagradas em autores como Júlio Verne, Edgar Allan Poe, Cervantes, Arnaut Daniel e outros contemporâneos.</p>
<p>“Le Grand Palindrome”, de Georges Perec, por exemplo, entrou no Guinness Book por ser o maior palíndromo do mundo. “O livro inteiro pode ser lido de traz para frente. E foi escrito na década de 1960, quando ainda nem se usava computador”, diz Fux.</p>
<p>Em 2013, a ficção “Antiterapias” (editora Scriptum) rendeu a Fux o Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria autor estreante. “Peguei a teoria desenvolvida no doutorado e joguei em ‘Antiterapias’. Eu me impus algumas regras, a exemplo de Borges e Perec. Uma delas foi compor cada capítulo com uma releitura de uma grande obra literária. O livro tem citações que vão se incorporando ao texto. Decidi que o personagem não teria nada de inédito em sua vida. Tudo o que lhe acontece já ocorreu na literatura. E as pessoas podem ou não descobrir as regras do livro. Engraçado que tem um professor em Belo horizonte que adora descobrir regras que não criei”, observa.</p>
<p>"Brochadas - Confissões Sexuais de um Jovem Escritor" (editora Rocco), de 2015, é o segundo livro de Fux, em que investiga a angústia que acompanha homens e mulheres sobre a perda de ereção. Sua pesquisa iniciou durante o pós-doutorado em literatura na Universidade de Harvard, Estados Unidos. Perguntava para colegas, via aplicativo whatsapp, “o que brocha você?”. O resultado foi uma “compilação empírica” intercalada a “dados históricos” sobre o tema.</p>
<p>Os constrangimentos literários, diz Fux, em geral não são evidentes, pois a leitura ficaria chata. É um jogo que se assemelha ao esconde-esconde. As regras criadas pelo autor são feitas para ficarem escondidas, mas também para serem descobertas. Na brincadeira infantil, há um sentimento de querer se esconder, mas não tanto a ponto de não ser encontrado; e nem tão pouco a ponto de ser achado primeiro, compara.</p>
<p>Alguns constrangimentos literários ganham traduções peculiares, exemplificou. “La Disparition”, de Georges Perec, é um livro de 340 páginas escrito sem o uso da letra “e”, a mais frequente no francês. Foi traduzido para o espanhol como “El Sequestro”, que suprime a vogal “a”, letra mais frequente nesse idioma.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/flavio-ulhoa-coelho-literatura-e-matematica" alt="Flavio Ulhoa Coelho - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Flavio Ulhoa Coelho - Literatura e matemática" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>"Há muito espaço para reflexões sobre o tema", diz professor Coelho</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo o professor Coelho, organizador e moderador do encontro, a procura por padrões é uma das características da matemática e nada impede que padrões também possam ser impostos na escrita de um texto literário, como faz o grupo OuLiPo, por exemplo. “É claro que a utilização de regras numéricas vem de muito antes da existência desse grupo criado na década de 1960. Há regras atrás dos sonetos, dos tankas, haikais e aldravias, só para citar alguns exemplos”, mostra.</p>
<p> </p>
<p><strong>Paixão pela matemática</strong></p>
<p>Poeta, escritor, romancista, ensaísta e tradutor, membro da Academia Brasileira de Letras (ABC) e também da <i>Accademia Lucchese delle Scienze, Lettere e Arti</i>, da Itália, o professor da UFRJ, Marco Lucchesi, se diz um apaixonado pela matemática. As criações literárias, para ele, devem ser “aventuras pautadas por uma grande disciplina”, que é a disciplina poética, explica.</p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/marco-lucchesi-literatura-e-matematica" alt="Marco Lucchesi - Literatura e matemática" class="image-inline" title="Marco Lucchesi - Literatura e matemática" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>"Deixei Tomás e abracei Agostinho, porque ele era poesia, o grande sopro”, diz Lucchesi </strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Aos 15 anos de idade, estudava lógica por paixão pessoal, que aconteceu por meio dos escritos de São Tomás de Aquino. “Mas a matemática e a escolástica não andavam bem uma com a outra, então deixei a escolástica. Deixei Tomás e abracei Agostinho, porque ele era poesia, o grande sopro”, diz.</p>
<p>A escolástica, corrente de pensamento que dominava as Universidades Medievais do século 12 ao 16, buscava conciliar a fé cristã com o pensamento racional da filosofia grega. Através do uso da dialética, buscava harmonizar a fé e a razão.  A “Summa Theologica”, de São Tomás de Aquino (1225-1274), é a obra máxima da escolástica. Enquanto Tomás de Aquino defendia a autonomia da razão sobre a fé, o teólogo e filósofo Agostinho de Hipona, ou Santo Agostinho (354 a 430), defendia a subordinação da razão em relação à fé.</p>
<p>A obra do filósofo, matemático e historiador alemão Oswald Arnold Gottfried Spengler (1880-1936) e a etnomatemática do brasileiro Ubiratan de Ambrósio, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), são algumas das inspirações para a literatura de Lucchesi.</p>
<p>O autor cita ainda a autobiografia “A mathematician's Apology”, do matemático inglês Godfrey Harold Hardy (1877-1947), sobre o valor da matemática pura e sua dimensão estética. “Um livro que me derrubou. Hardy conta suas considerações sobre o encontro com a civilização indiana, através do relacionamento profissional com o matemático indiano Srinivāsa Aiyangār Rāmānujan  (1887-1920)”, conta Lucchesi.</p>
<p style="text-align: justify; ">O romeno Solomon Marcus (1925-2016), especialista em análise matemática, publicou também artigos sobre diversos aspectos culturais, inlcuindo poética, linguística, semiótica, filosofia, história da ciência e educação. Para Lucchesi, Marcus lançou “a conversa, a centelha, o risco de superar a interdisciplinaridade, a vontade de comunicação poética”. As obras, conta o levou a ser "um curioso para o trabalho que envolve a matemática”.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo o moderador do encontro, o sucesso do debate poderá inspirar outros do gênero. "Há espaço para novas iniciativas e seguramente muito espaço para reflexão a respeito", conclui Coelho.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Leonor Calasans</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Lógica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-11-08T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-geografia-social-do-zika-virus-no-brasil">
    <title>A geografia social do Zika vírus no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-geografia-social-do-zika-virus-no-brasil</link>
    <description>Doenças causadas por mosquitos afetam desproporcionalmente a maioria desprivilegiada da população, mostra artigo de professor visitante do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jeffrey-lesser" alt="Jeffrey Lesser" class="image-inline" title="Jeffrey Lesser" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Jeffrey Lesser pesquisa saúde e história social nas metrópoles</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Considerado uma ameaça à saúde mundial, o Zika vírus pode ser mais um indicador das desigualdades que persistem no Brasil, já que seus impactos são maiores em áreas mais pobres. O tema é discutido no artigo <a href="http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/10714839.2016.1201268">The Social Geography of Zika in Brazil</a> (A geografia social do Zika vírus no Brasil), assinado pelo professor visitante do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/professores/professores-visitantes/jeffrey-lesser/perfil" class="external-link">Jeffrey Lesser</a>, da Emory University de Atlanta, Estados Unidos. Publicado no número 48 da revista norte-americana <a href="http://www.tandfonline.com/toc/rnac20/48/2">NACLA Report on the Americas</a>, o artigo tem co-autoria de Uriel Kitron, chefe do departamento de ciências ambientais da mesma universidade.</p>
<p>Em ano sabático pela Emory University, Lesser desenvolve no IEA a pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pessoas/projetos-lesser">Metrópoles, Migração e Mosquitos: Uma Historia de Saúde em São Paulo, Brasil</a>. No ano passado, lançou pela Editora Unesp o livro  "<a href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/9788539306121,a-invencao-da-brasilidade" target="_blank">A Invenção da Brasilidade</a>".</p>
<p>Abordagens da saúde pública no Brasil, as atitudes da população sobre as formas de conter o mosquito transmissor do Zika, as campanhas governamentais sobre o <i>Aedes aegypti</i> e as condições socioeconômicas das áreas que Lesser visitou para a pesquisa são alguns dos tópicos tratados no artigo. A análise combina métodos interdisciplinares do campo da história, antropologia e epidemiologia, conforme a proposta do projeto financiado em parte pela Emory University e em parte pelo IEA-USP.</p>
<p>Em março de 2016, quando São Paulo ainda sofria os impactos da seca mais crítica de sua história, Lesser visitou o distrito de Capão Redondo, na zona sul de São Paulo, acompanhado por agentes de saúde encarregados de orientar a população e de dedetizar possíveis focos do mosquito transmissor. Naquele período, grande parte da cidade era abastecida pelos caminhões-pipa. O problema é que a água armazenada pelas famílias em geral acabava se transformando em focos de reprodução da larva do mosquito, já que as condições de acondicionamento do líquido em geral eram muito precárias.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/mosquito-aedes-aegypti" alt="Mosquito Aedes Aegypti" class="image-inline" title="Mosquito Aedes Aegypti" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong><i>Aedes aegypti</i> não é o único vetor do Zika vírus, que causa a microcefalia em recém-nascidos</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Lesser, os moradores daquela comunidade, com rendimentos médios mensais de cerca de dois salários mínimos e meio, tinham poucos recursos para reparar as caixas d´água ou comprar equipamentos vedantes para os tanques de armazenamento. Numa região em que a maioria das construções civis fica semi-acabada e o acesso a serviços básicos como coleta de lixo e tratamento de esgoto é irregular ou inexistente, a população termina com um fardo desigual, muitas vezes maior do que pode suportar, mostra o artigo.</p>
<p>A mulher pobre e grávida, moradora de áreas onde há surto da febre causada pelo Zika, também é mais penalizada. Tanto em relação ao homem, quanto em relação à mulher que pode pagar assistência médica particular ou mesmo sair da área de risco enquanto estiver grávida. “Oficiais de saúde recomendam que mulheres em áreas de risco devem evitar a gravidez e evitar intercurso sexual, mas em geral ignoram o papel do homem nessa questão”, afirma o autor.</p>
<p>As campanhas governamentais, mostrando “mosquitos monstros” com presas e cara de mau, podem ser “resquícios” de materiais educacionais usados no século 19, analisa o autor. Esse tipo de imagem tem sido criticada por especialistas, diz Lesser, pois pode levar as pessoas a crerem que todo e qualquer tipo de mosquito pode ser um perigo iminente.</p>
<p>Além disso, a forma de conduzir as campanhas de contenção do mosquito assumem características amplamente paternalistas, como foram no passado. O uso de militares nas operações de saúde pública também traz desconfiança de uma parcela da população que está acostumada a lidar com a força policial especialmente em situações de confronto. Muitas pessoas acabam vendo os agentes de saúde como agentes sociais do estado incumbidos de controlar os indivíduos mais do que priorizar a saúde comunitária, mostra o autor.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-revolta-da-vacina-charge-de-leonidas" alt="A revolta da vacina - charge de Leonidas" class="image-inline" title="A revolta da vacina - charge de Leonidas" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>"A revolta da Vacina", charge de Leonidas publicada na revista O Malho, em 1904</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Tais abordagens das campanhas governamentais e das “brigadas” contra o mosquito lembram as práticas higienistas do século 19 e início do século 20, que levaram a episódios que culminaram de fato em confrontos, como a Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, no Rio de Janeiro, contra a vacinação obrigatória para varíola.</p>
<p><strong>Fatores cruciais para a transmissão</strong></p>
<p>A concentração de pessoas em áreas precárias, o planejamento de saúde pública feito por gestores sintonizados com políticas do século passado, e a distribuição irregular de água que torna os mais pobres dependentes de armazenamento em cisternas e caixas-d’água são três eixos cruciais do problema da transmissão do Zika evidenciados na pesquisa.</p>
<p>Esses fatores, conclui Lesser, mostram que a geografia da desigualdade no Brasil ainda persiste, tornando o pobre mais suscetível a um problema que não é novo, já que as epidemias causadas por mosquitos remontam ao tempo da descoberta da América.</p>
<p>No mesmo mês da publicação do artigo de Lesser, foi divulgada a descoberta de que o mosquito <i>Culex quinquefasciatus</i>, conhecido como muriçoca ou pernilongo doméstico, também pode transmitir o Zika vírus, causador da microcefalia e de malformações em bebês. A descoberta da bióloga Constância Ayres, da Fiocruz Pernambuco, tem o potencial de proporcionar um salto no conhecimento sobre o vírus e mudar radicalmente a estratégia brasileira de prevenção, uma vez que inexistem estratégias de controle do <i>Culex</i> no Brasil.</p>
<p>Ao contrário do <i>Aedes</i>, o pernilongo é mais ativo à noite, o que implicaria em campanhas de conscientização sobre o uso de repelentes e roupas compridas também nesse horário, especialmente por gestantes. Além disso, o pernilongo prefere colocar seus ovos em locais extremamente poluídos como esgotos, fossas e canaletas. Assim, as medidas de saneamento básico podem ser ainda mais urgentes para evitar a expansão de casos de Zika e microcefalia em bairros mais precários.</p>
<p>Ocupante da cátedra de Estudos Brasileiros na Emory, Lesser é autor de diversos livros lançados no Brasil, incluindo três premiados internacionalmente: "Uma Diáspora Descontente: Os Nipo-Brasileiros e os Significados da Militância Étnica, 1960-1980” (Paz e Terra, 2008), "<a href="http://editoraunesp.com.br/catalogo/8571393362,negociacao-da-identidade-nacional-a" target="_blank">A Negociação da Identidade Nacional: Imigrantes, Minorias e a Luta pela Etnicidade no Brasil</a>", (Editora Unesp, 2001) e "O Brasil e a Questão Judaica: Imigração, Diplomacia e Preconceito" (Imago Editora, 1995).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pobreza</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-27T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-essencia-e-a-diferenca-os-novos-avancos-da-psicologia-da-aculturacao">
    <title>A essência e a diferença: os novos avanços da psicologia da aculturação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-essencia-e-a-diferenca-os-novos-avancos-da-psicologia-da-aculturacao</link>
    <description>Pesquisadora do IEA e professora mexicana analisam aspectos da aculturação na América Latina</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-acculturation-psychology" alt="Capa do Livro Acculturation Psychology" class="image-inline" title="Capa do Livro Acculturation Psychology" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Capa do livro “The Cambridge Handbook of Acculturation Psycology”</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>A psicologia da aculturação, que estuda a interculturalidade de grupos e indivíduos submetidos a processos de aculturação, como migrantes, refugiados, indígenas, expatriados, estudantes e turistas, vem ganhando cada vez mais destaque no campo da psicologia transcultural. </span>Os processos de aculturação na América Latina são analisados pelas professoras <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvia-duarte-dantas?searchterm=sylvia+dantas" class="external-link">Sylvia Dantas</a>, coordenadora do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-pesquisa/dialogos-intelectuais" class="external-link">Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais </a>do IEA, e Alejandra del Carmen Dominguez Espinosa, da Universidade Iberoamericana da Cidade do México. O artigo, assinado em coautoria, está na segunda edição do livro “The Cambridge Handbook of Acculturation Psycology”.</p>
<p>Recém-lançado pela Cambridge University Press, o manual de 567 páginas reúne artigos organizados por David Sam e John W. Berry, dois dos maiores especialistas da área. O livro busca explorar o atual estado da arte e revê os vários contextos de aculturação e suas teorias centrais, trazendo amplo referencial teórico sobre grupos e indivíduos submetidos a processos de aculturação.</p>
<p>Segundo Dantas, a obra é considerada uma referência mundial para pesquisadores interessados nos conceitos e métodos relacionados a aculturação, identidade, integração, assimilação, marginalização e outros temas desse âmbito de estudos.</p>
<p>No capítulo “Acculturation in Central and South America”, as pesquisadoras dão um panorama geral sobre a demografia e os movimentos migratórios da América Latina. “Chamamos a atenção para o fato de que em toda a América ainda persiste o preconceito racial em relação aos indígenas e aos afrodescendentes. Abordamos a imigração e a colonização forçada que, tanto no Brasil quanto no México, produziram uma aculturação imposta, baseada no padrão estético europeu. Nesse sentido, a região possui desafios semelhantes no enfrentamento do preconceito e do racismo”, diz a professora Dantas.</p>
<p>O Brasil tem uma reputação de longa data em receber imigrantes. Ainda hoje representa a terra prometida para muitos estrangeiros. Nos últimos 10 anos, o número de imigrantes cresceu 160% no país, segundo dados da Polícia Federal.</p>
<p>Entre 1872 e 1972, as estatísticas mostram que aqui chegaram mais de 5 milhões de imigrantes vindos de países como Itália, Espanha, Portugal, Japão, Alemanha e muitos outros. Anteriormente, mantinha-se a migração forçada de afrodescendentes, que cessou apenas no final do século 19 com a abolição da escravatura, em 1888. Até 1850, cerca de 4 milhões de afrodescendentes foram trazidos para trabalhar como escravos nas lavouras de café e nos engenhos de cana, mostra o livro.</p>
<p>Mas após a abolição da escravatura, os donos de terra não aceitavam pagar pela mão de obra escrava, preferindo contratar o imigrante europeu, que então começava a compor a massa assalariada do país. O resultado foi que os nativos indígenas, assim como os negros, passaram por processos de aculturação forçada durante a colonização portuguesa, traz o livro.</p>
<p>Mas não se pode dizer que o processo de aculturação e integração do imigrante europeu – e também o dos haitianos e tantos outros estrangeiros que chegaram recentemente – tenha sido natural já que, devido a conjunturas de guerras e fome, abandonaram suas famílias e tradições em busca de oportunidades e de sobrevivência, observa Dantas.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sylvia-dantas-aculturacao" alt="Sylvia Dantas - Aculturação" class="image-inline" title="Sylvia Dantas - Aculturação" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Para Dantas, o preconceito e o racismo resultam de uma "colonização bem sucedida"</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A imposição de valores pela colonização deu tão certo que ainda hoje somos manipulados por ideias raciais. Continuamos sendo colonizados, mas hoje usamos outro termo. Podemos dizer que a globalização é uma nova forma de colonização. Não é difícil entender por que existem tantas manifestações racistas e tanta xenofobia contra imigrantes”, afirma Dantas.</p>
<p>O racismo se manifesta pela dificuldade de lidar com a diversidade, especialmente quando ela é expressa pelo fenótipo, como a cor da pele, afirma a professora. “O mundo propaga um padrão de beleza que é o europeu e com isso, vemos muitos brasileiros negando a própria nacionalidade, dizendo que são europeus”.</p>
<p>A partir do contato com uma cultura diversa – ou interculturalidade – deriva o conceito de aculturação, que é o processo pelo qual um grupo ou um indivíduo passa em decorrência do contato contínuo com outra cultura, explica Dantas. O que passa com o indivíduo internamente nesse processo de adaptação a uma nova cultura, a forma com que ele encara as mudanças e as diferenças culturais e o impacto que os novos códigos sociais, a língua e o ambiente causam na sua forma de lidar com a vida e o ambiente, é o campo de estudo desse ramo da psicologia, explica.</p>
<p>“Somos seres culturais e sociais e isso parece óbvio, mas muitas pessoas não se apercebem do fato de que elas têm um jeito de ser e de agir em função de sua própria cultura. Acreditam que o seu jeito é universal, o que em antropologia é chamado de etnocentrismo. Assim, o contato com a diferença muitas vezes leva à negação da outra cultura, ao xenofobismo, ao racismo e ao preconceito”, afirma.</p>
<p>O livro é dividido em quatro partes e dedica sua primeira sessão aos conceitos e teorias sobre aculturação e identidade. Na segunda, traz experiências de aculturação de grupos específicos, por exemplo, os indígenas da Austrália e Nova Zelândia e os refugiados e migrantes forçados de diversos países.</p>
<p>Os contextos sociais de aculturação em países como Canadá, Estados Unidos, Brasil, México, Israel, África do Sul e muitos outros está na terceira parte do livro. A coletânea termina com artigos sobre multiculturalismo, sobre o papel da família e da escola no processo de aculturação, sobre a diversidade cultural no ambiente de trabalho, além de aspectos relacionados à saúde e resiliência de pessoas que passam por choques culturais. Os organizadores, Sam e Berry, assinam o artigo de conclusão do livro, abordando estudos já realizados sobre o tema e estratégias para o futuro da psicologia da aculturação.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>América Latina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Diálogos Interculturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-10-20T18:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-contribuicao-da-boa-gestao-para-a-qualidade-de-vida-nas-cidades">
    <title>A contribuição da boa gestão para a qualidade de vida nas cidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-contribuicao-da-boa-gestao-para-a-qualidade-de-vida-nas-cidades</link>
    <description>Projeto de pesquisa resultará em livro voltado aos gestores municipais

</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/parque-ibirapuera" alt="Parque Ibirapuera" class="image-inline" title="Parque Ibirapuera" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Lazer no Parque Ibirapuera, em São Paulo </strong><strong><i>(Foto: Flávio V. Bueno/Wikimedia)</i></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O planejamento das políticas públicas, as diretrizes e os planos diretores das cidades sofrem de um mal enraizado na sociedade brasileira: o desvio das suas funções originais visando ao atendimento de interesses menores ou particulares no momento da sua implantação. Da mesma forma, a administração sofre desvios quando a gestão da coisa pública é distribuída entre partidos políticos. “Muitos problemas não são resolvidos por uma questão politiqueira e os entraves das cidades acabam virando plataforma política. Por isso não há interesse em resolvê-los. Estamos impregnados de politicagem. Trazemos exageradamente questões político-partidárias para a arena de discussão das políticas públicas”, afirma o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr</a>, que no <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/pesquisadores-em-2017" class="external-link">Programa Ano Sabático de 2017</a> no IEA desenvolve o <a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/projeto-arlindo-philippi-jr-sabatico-2017" class="external-link">projeto “Experimentações urbanas na perspectiva de novas ideias e soluções sustentáveis para cidades”</a>.</p>
<p>Do trabalho em andamento junto ao IEA resultarão proposições para gestores públicos e pesquisadores da questão urbana, na forma de um livro. O volume “Gestão Urbana e Sustentabilidade” deverá ser lançado no início de 2018 como parte da Coleção Ambiental da editora Manole, a qual Philippi Jr desenvolve há mais de 10 anos. A coleção inclui dezenas de títulos voltados à questão ambiental, social, desenvolvimento sustentável, recursos naturais e gestão pública. O presente volume contará com a contribuição de dezenas de especialistas em questões urbanas, desde habitação, saneamento, mobilidade, violência, gestão e entre outros temas.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/encontro-academico-interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia-15-de-maio-de-2017/arlindo-philippi-jr-abre-o-painel-2/@@images/7da0e9ec-b79d-48a3-b99b-499466163ce9.jpeg" alt="Arlindo Philippi Jr abre o Painel 2" class="image-inline" title="Arlindo Philippi Jr abre o Painel 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Arlindo Philippi Jr: "Muitos problemas não são resolvidos por uma questão politiqueira e os entraves das cidades acabam virando plataforma política" </strong><i>(Foto: Leonor Calasans)</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo Philippi Jr, a forma de gestão praticada nas cidades brasileiras se esgotou há muito tempo. “A cidade não entrega o que o cidadão precisa em termos de prestação de serviços, das formas de apropriação do território e outras questões. Em geral o planejamento inclui coisas boas e ideias bem colocadas, mas é subvertido em sua implantação, ao contemplar questões menores em detrimento do que seria melhor para o cidadão”, diz o professor.</p>
<p>A governabilidade das cidades também é falha, na opinião do pesquisador. “O enorme espectro político brasileiro entra em cena e o prefeito acaba distribuindo as funções de administração da cidade entre os partidos. Assim, termina usando pouco os conhecimentos sedimentados na própria estrutura do serviço público, que são os funcionários efetivos, os quais deveriam estar à frente da administração”, afirma.</p>
<p>Para ele, quando alguma inovação é apresentada na gestão pública, em geral é recebida com muitas críticas, mas cabe ao administrador demonstrar que as medidas irão proporcionar bem-estar aos cidadãos. “Quando eu estive prefeito do campus Butantã, recebemos muitas críticas com a implantação das faixas exclusivas de ônibus e de bicicletas. Mas através do site da Prefeitura fomos mostrando os motivos da mudança. Hoje a grande maioria das pessoas respeita essas faixas”, exemplifica.</p>
<p>A participação cidadã é outra questão importante para a boa administração pública, lembra o professor. “Não há solução para nada nem para a democracia se não houver a participação das pessoas. A participação cidadã pressupõe que o cidadão tem acesso às informações da gestão. O termo transparência tem sido usado como palavra de efeito e por isso precisamos lembrar que transparência na gestão pública significa disponibilizar dados e conhecimentos técnicos por meio de um sistema confiável”, enfatiza.</p>
<p>Os sistemas de informação são instrumentos fundamentais de gestão. Muitos foram criados e implantados, mas apresentam falhas porque muitas vezes não é interesse dos governantes informar os cidadãos, segundo o professor. Da mesma forma, indicadores de sustentabilidade e a comunicação efetiva dos fatos públicos são formas de promover a cidadania, lembra.</p>
<p>Segundo Philippi Jr, o livro, quando publicado, será encaminhado aos gestores das cidades na intenção de apresentar inovações e experimentos bem-sucedidos de gestão pública. Também poderá servir de base para a formação de profissionais que queiram atuar com a questão urbana, além de contribuir para o encaminhamento de novas pesquisas sobre os temas tratados.</p>
<p><span><strong>Atividades</strong></span></p>
<p>A realização de três seminários, além de uma reunião técnica, parcerias com novos grupos de pesquisa e a publicação de artigos acadêmicos são atividades incluídas nas metas do projeto “Experimentações urbanas na perspectiva de novas ideias e soluções sustentáveis para cidades”. Por meio do conjunto de experimentações, discussões e reflexões propostas, o estudo buscará contribuir com ideias e soluções que respondam às necessidades do cotidiano das pessoas no ambiente urbano em transformação, tendo em vista os princípios da sustentabilidade e da articulação interdisciplinar.</p>
<p>Dentre as atividades já realizadas estão os seminários <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/experimentacoes-urbanas-novas-ideias-e-solucoes" class="external-link"><i>Experimentações Urbanas, Novas Ideias e Soluções Sustentáveis para Cidades</i>,</a> em abril, <i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/interdisciplinaridade-e-inovacao-em-universidades-de-excelencia" class="external-link">Encontro Acadêmico Interdisciplinaridade e Inovação em Universidades de Excelência</a>,</i> em maio, e <i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/coloquio-nacional-gestao-empresarial-sustentabilidade" class="external-link">Colóquio Nacional Gestão Empresarial &amp; Sustentabilidade</a></i>, em junho.</p>
<p>O encontro sobre experimentações e soluções urbanas, realizado em abril, focou as visões de diversos segmentos e trouxe as experiências bem-sucedidas das cidades em campos como energia, mobilidade urbana, habitação, agricultura urbana e cultura inclusiva. “A cidade de São Paulo, por exemplo, tem um sistema de informações, a Prodam, em que é possível acompanhar as mais diversas demandas dos cidadãos. E os gestores podem se beneficiar desse banco de dados para melhorar a gestão”, exemplifica Philippi Jr.</p>
<p>Em maio, o <i>Encontro Acadêmico Interdisciplinaridade e Inovação em Universidades de Excelência</i>, trouxe pesquisadores das mais prestigiadas universidades e instituições de pesquisa brasileiras para tratar de temas da fronteira do conhecimento, que demandam a interface entre disciplinas para a resolução de problemas complexos.</p>
<p>“A prática da interdisciplinaridade no ensino, na pesquisa e na extensão demanda abordagens inovadoras. É uma forma de produção de conhecimento que implica trocas teóricas e metodológicas que fazem o profissional e o pesquisador sair de sua zona de conforto. Esse tipo de abordagem está cada vez mais disseminada no mundo e no Brasil há grupos excelentes trabalhando essa questão. Há inclusive universidades que foram criadas totalmente a partir dos pressupostos da interdisciplinaridade, como é o caso da Universidade Federal do ABC, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, da Universidade Federal do Sul da Bahia, da Universidade Federal da Fronteira Sul e outras”, afirma o professor, que já exerceu as funções de diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e foi Coordenador das áreas Interdisciplinar e de Ciências Ambientais da instituição.</p>
<p>A gestão empresarial tratada no colóquio realizado em junho diz respeito ao empreendedorismo e inovação, não necessariamente de empresas privadas. O empreendimento no caso pode se referir a empresas ou à gestão pública, explica Philippi. Reuniu entes públicos, privados e organizações da sociedade civil que mostraram modelos de gestão voltados às boas práticas, tendo por base a sustentabilidade.</p>
<p>Segundo o professor, o próximo passo será buscar a interação entre os diversos grupos de pesquisa do IEA que trabalham com temáticas ligadas à questão urbana.  “A ideia é juntar numa reunião inicial os coordenadores desses grupos de pesquisa, a fim de identificar objetivos e áreas de atuação em comum, além de novos campos de pesquisa e novas parcerias”, afirma. A perspectiva é realizar a reunião técnica em agosto, afirma.</p>
<p>O professor também participará do <i><a class="external-link" href="http://www.icuh2017.org/">14th International Conference on Urban Health</a></i>, que acontece entre os dias 24 e 28 de setembro em Coimbra, Portugal, também como atividade prevista em seu ano sabático no IEA. Philippi Jr participa no dia 25 de setembro da pré-conferência “Shaping policies to promote urban health equity: a socio-technical approach. Evidence from the EURO-HEALTHY case studies”, a convite da coordenação do projeto EURO-HEALTHY.</p>
<p>Organizado pela International Society for Urban Health Secretariat, pertencente à The New York Academy of Medicine, de Nova Iorque, o 14º encontro internacional da entidade terá como tema a “Equidade em Saúde: a Nova Agenda Urbana e as Metas do Desenvolvimento Sustentável”. A Sociedade Internacional de Saúde Urbana (ISUH, na sigla em inglês) é uma organização global criada em 2002, que reúne especialistas do meio acadêmico, governos, ONGs e empresas para melhorar a saúde das cidades.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Gestão pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidadania</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Governo</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-06-20T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d">
    <title>A complexidade do mundo diante de uma ciência “dogmática”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-complexidade-do-mundo-diante-de-uma-ciencia-201cdogmatica201d</link>
    <description>“Estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”. A visão de Till Roenneberg sobre os caminhos da ciência moderna será mostrada em conferência no dia 19 de julho. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/till-roenneberg" alt="Till Roenneberg " class="image-inline" title="Till Roenneberg " /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><span><strong>Na opinião do cronobiólogo Till Roenneberg, "es<span>tamos perdendo a visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”</span></strong></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Parecem estar querendo eliminar as Humanidades porque existe a ideia de que aparentemente esse campo não traz muito dinheiro nem muitos estudantes para as instituições. Esta é a pior direção que poderíamos tomar. Há uma crise na forma como lidamos com as Humanidades e devemos mudar isso”.</p>
<p>O enunciado do cronobiólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg</a> nucleou sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">conferência </a>sobre interdisciplinaridade, ministrada no Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, durante a programação da 1ª Intercontinental Academia (ICA). A interlocução entre os saberes, ou o que a academia chama de interdisciplinaridade, será também o tema debatido pelo cientista no dia <strong>19 de julho</strong>, na Sala de Eventos do IEA, <strong>a partir das</strong> <strong>10h</strong>.</p>
<p>Convidado pelo IEA para retomar o tema discutido na ICA, o cientista do Institute of Medical Psychology at Ludwig-Maximilians University (LMU), de Munique, Alemanha, irá ministrar a conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade. </i>O encontro é gratuito, requer <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrições</a> prévias e terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">Humanidades pela evolução dos métodos disciplinares</a></span></p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">Os desafios à interdisciplinaridade</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O IEA, um organismo interdisciplinar por excelência, vem rediscutindo a temática da interdisciplinaridade a partir de encontros com renomados especialistas. Num deles, o sociólogo alemão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a>, conselheiro e diretor do <a href="https://www.uni-bielefeld.de/ZIF" target="_blank">Centro de Pesquisa Interdisciplinar</a> (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld, Alemanha, mostrou que a concretização do modelo interdisciplinar só será efetivo a partir de uma reestruturação institucional nas instituições de ensino e pesquisa. Apesar de estar na moda na academia há mais de 20 anos, até há pouco tempo a interdisciplinaridade ainda era um conceito “vazio de significado”, disse durante sua <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade?searchterm=peter+wein" class="external-link">conferência </a>no IEA.</p>
<p>Na visão de Roenneberg, a ciência precisa mais do que interdisciplinaridade. “A ciência moderna utiliza métodos e critérios objetivos para encontrar as ‘verdadeiras’ causas por trás das associações que fazemos. Embora tenhamos feito grandes avanços ao explicar supostas redes causais, estamos perdendo a nossa visão crítica sobre a forma como fazemos ciência”, afirma.</p>
<p>Para o cientista, não são apenas dogmas biológicos ou teorias físicas, genes ou quarks que estão no centro dos esforços científicos. “Há apenas uma coisa em comum em toda descoberta científica: o nosso próprio cérebro, que é, basicamente, uma máquina de contar histórias”, diz o cronobiologista.</p>
<p>Nessa palestra, Roenneberg irá lembrar a necessidade que temos de fundir tantos cérebros diferentes quanto forem possíveis para darmos saltos ainda mais importantes nas descobertas da ciência moderna.</p>
<p> </p>
<p><span> </span></p>
<p><strong>O conferencista</strong></p>
<p>Till Roenneberg é professor de cronobiologia e vice-diretor do Institute of Medical Psychology da Ludwig-Maximilians University (LMU) em Munique, Alemanha. Ele investiga o impacto da luz nos ritmos circadianos humanos, dedicando-se especialmente a aspectos como cronotipos e “social jet lag” (expressão criada por ele para designar os efeitos da mudança  nos horários de sono nos dias de descanso em comparação com os dias de trabalho) e sua relação com benefícios para a saúde.</p>
<p>Roenneberg foi aluno da University College London, Reino Unido, e da LMU, onde começou estudando física, transferiu-se para o curso de medicina e por fim conclui o de biologia. Também na LMU, pesquisou os ritmos anuais do corpo em pós-doutorado coordenado por</p>
<p>Jurgen Aschoff (1913-1998), um dos fundadores da cronobiologia, e depois foi para a Harvard University, Estados Unidos, estudar as bases celulares dos relógios biológicos, sob a orientação de Woody Hastings.</p>
<p>O cientista é também diretor do Centre for Chronobiology da LMU, presidente do European Biological Rhythms Society , presidente World Federation of Societies for Chronobiology e membro da Senior Common Room do Brasenose College da University of Oxford. De 2005 a 2010, coordenou a rede europeia Euclock e a rede ClockWORK da Daimler and Benz Foundation. De 2010 a 2012, foi membro da Society for Research of Biological Rhythms.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Por que a ciência precisa ir além da interdisciplinaridade</strong><br /></i><i>19 de julho, as 10h às 12h00<br /></i><i>Sala de Evento do IEA. Rua da Biblioteca, 109, térreo, Butantã, São Paulo<br /><i><span>Evento gratuito, com <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/1lLRUGM9_8iMATGCSZorGFAgm-H-2m2HEaEagPnhARqo/viewform?c=0&amp;w=1">inscrição</a> prévia e transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link"><span>ao vivo</span>.</a><br /> Informações <a href="mailto:sedini@usp.br">Sandra Sedini</a>. Email <a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>. <strong>Telefone do Contato </strong>(11) 3091-1678<br /></span></i></i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade" class="external-link">Página do evento</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Valores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cognição</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-08T17:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/a-coelha-e-eu-arte-ciencia-e-tecnologia-29-de-agosto-de-2019">
    <title>A Coelha e Eu: Arte, Ciência e Tecnologia - 29 de agosto de 2019</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2019/a-coelha-e-eu-arte-ciencia-e-tecnologia-29-de-agosto-de-2019</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-29T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-5">
    <title>A Coelha e Eu: Arte, Ciência e Tecnologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia-5</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-atfieldname-text kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-text-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4" id="parent-fieldname-text-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4">
<p><strong><strong>5° encontro </strong>da<strong> <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link">Jornada Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral</a></strong><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/jornada-arte-e-ciencia" class="external-link"> </a></strong>discutirá inteligência artificial, as origens da cor-luz e a ética no universo da arte e da BioArt - manifestação artística inspirada na biologia que faz uso de moléculas, como proteínas e DNA, de células, até de organismos complexos, de invertebrados a vertebrados. O termo foi cunhado por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-kac" class="external-link">Eduardo Kac</a> em 1997 para referir-se à sua obra <a class="external-link" href="https://www.ekac.org/kactimbr.html">"Time Capsule"</a>, que utiliza biomateriais e tecnologias da imagem. A <a class="external-link" href="https://www.ekac.org/gfpgalaxia.html">coelha Alba ou GFP Bunny (Green Fluorescent Protein)</a> é uma obra de arte da engenharia genética. O gene da proteína fluorescente verde (GFP), inserido por transgenia na coelha, faz com que o animal fique verde quando exposto à luz fluorescente.</p>
<h3><span>Sobre a Jornada</span></h3>
<div>A jornada de seminários compõe a disciplina<strong> <strong>"Relações do Conhecimento entre Arte e Ciência: Gênero, Neocolonialismo e Espaço Sideral"</strong></strong>, oferecida pela <a href="http://www.prpg.usp.br/index.php/pt-br/" target="_blank">Pró-Reitoria de Pós-Graduação</a> da USP em associação à <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, uma parceria entre o IEA-USP e o Itaú Cultural.</div>
<p>O programa da disciplina foi formulado pelos dois titulares da Cátedra em 2019: o crítico, curador e historiador de arte Paulo Herkenhoff e a biomédica Helena Nader, professora da Unifesp. A intenção é promover uma discussão profunda sobre as inter-relações arte e ciência ao longo dos tempos, perpassando por aspectos como proeminência cultural de um país sobre outro, questões de gênero, de estilos e formatos.</p>
<p>No total, serão 19 aulas entre os meses de agosto e dezembro, sempre às quintas e sextas-feiras, das 14h às 17h, que irão reunir palestrantes e debatedores de diversas áreas do conhecimento e que são lideranças em suas áreas de atuação. Cada seminário terá um homenageado e abordará um tema específico.</p>
<p>Veja o <strong><a class="external-link" href="https://docs.google.com/document/d/e/2PACX-1vT4VZPz0femDuLIGBtEMzMX0EKz1H63807TYWYmo6wZnPBdDEMZ43c6xgf0pMB0l61ESa80DgK8OvRV/pub" target="_blank">programa completo</a></strong> (sujeito à alteração).</p>
</div>
<div>
<h3></h3>
<div class="kssattr-atfieldname-organizacao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-organizacao-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4" id="parent-fieldname-organizacao-d767705890804a7cabc654b20ed1cde4">
<p><span style="text-align: justify; "><strong>Homenageado:</strong></span></p>
</div>
</div>
<p><span id="docs-internal-guid-9d62a390-7fff-4539-fb00-8121da1025d7"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><strong><a class="external-link" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Schenberg">Mário Schenberg</a></strong> foi um eminente professor da USP, atuando nas áreas de Física, Astrofísica, Mecânica Quântica, Termodinâmica, além da Matemática. Seu olhar sensível se voltou para a aguda semiologia de Mira Schendel. Foi ativista político, perseguido pela Ditadura, enquanto era reconhecido internacionalmente como pesquisador.</p>
<div><span><strong>Exposição:</strong></span></div>
<div><span><strong><br /></strong></span></div>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoab/bruno-moreschi" class="external-link">Bruno Moreschi</a> (artista visual)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-kac" class="external-link">Eduardo Kac</a> (via skype)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fabio-gagliardi-cozman" class="external-link">Fabio Cozman</a> (EP USP</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-fernandez-cuzziol" class="external-link">Marcos Cuzziol</a> (Itaú Cultural)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vanderlei-salvador-bagnato" class="external-link">Vanderley Bagnato</a> (IFSC USP)</p>
<p><strong>Moderação:</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helena-bonciani-nader">Helena Nader </a><span>(Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura de Ciência do IEA)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
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      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-08-16T14:20:00Z</dc:date>
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    <title>A Ciência e suas Fronteiras - 17 de agosto de 2016</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-17T03:00:00Z</dc:date>
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