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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 31 to 45.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pontualidade-japonesa-comecou-nos-tempos-modernos">
    <title>Pontualidade japonesa começou nos tempos modernos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pontualidade-japonesa-comecou-nos-tempos-modernos</link>
    <description>Antes da Era Meiji, japoneses e asiáticos eram os mais impontuais do planeta. Confira os vídeos mostrando curiosidades sobre o tempo, tema que norteou os debates da Intercontinental Academia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<p>Relacionado</p>
<p>Vídeos:</p>
<p><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-14-masashi-abe-and-discussion">History of Time and Calendar in Japan</a></i></p>
<p><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-14-yu-tahara">Circadian Clock System in Peripheral Tissues of Mice</a></i></p>
<p><i><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-monday-march-14-ryota-akiyoshi">Truth and Time in Brouwer’s Intuitionism</a></i></i></p>
<p><i><br /></i></p>
<p><strong><i>Mais informações:</i></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Programação completa ICA - Nagoya</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica">Todas as notícias da Intercontinental Academia</a></strong><strong> </strong></p>
<p><strong>Site:</strong><strong> </strong></p>
<p><strong><i><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net</a></i></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Durante os workshops <i>In Search of Interdisciplinary Dialogue,</i> promovidos pelo Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, diversos especialistas se reuniram em Tóquio para discutir a interdisciplinaridade entre os saberes, no dia <strong>14</strong> <strong>de março.</strong> Além dos cientistas convidados, a segunda fase da<span> </span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya" target="_blank">Intercontinental Academia</a><span> (ICA)</span><span> reuniu, de </span><strong>6 a 18 de março</strong><span>, 13 jovens pesquisadores selecionados para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. O conteúdo das pesquisas subsidiará a criação de um Massive Open Online Course (Mooc), que será disponibilizado gratuitamente na plataforma Cousera.</span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/MASASHI-ABE.jpg" alt="Masashi Abe" class="image-inline" title="Masashi Abe" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Abe: "A pontualidade japonesa não se restringe apenas aos trens."</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre os palestrantes, o professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/masashi-abe" target="_self">Masashi Abe</a>, do Waseda Institute for Advanced Study (WIAS), abordou aspectos do calendário japonês e a relação desse povo com o tempo. <i>History of Time and Calendar in Japan</i> foi o título da palestra, que focou como a modernização do calendário transformou a cultura temporal no Japão e tornou aquele povo um dos mais pontuais do planeta.</p>
<p>Abe disse que os estrangeiros que visitam o Japão ficam muito impressionados como tudo por lá é pontual. De fato, isso é verdade. Para confirmar essa premissa, basta citar como exemplo a rede ferroviária de alta velocidade entre Tóquio e Osaka, a Shinkansen, conhecida como Trem Bala no Brasil. Apesar do território habitualmente maltratado por terremotos, o atraso médio desse meio de transporte é de 30 segundos, citou o professor.</p>
<p>“Mas a pontualidade não se restringe apenas aos trens. Os japoneses também são muito pontuais. As pessoas estão sempre preocupadas em não chegar atrasadas aos seus compromissos. Em geral, elas chegam 10 ou 15 minutos antes da hora marcada. Portanto, o tempo regula a vida do cidadão japonês moderno. Mas isso não foi sempre assim”, disse Abe.</p>
<p>No passado, os japoneses costumavam ser muito impontuais. Até o final do século 19, ou durante o Período Edo (1603 – 1868), muitos europeus visitavam o Japão e sempre reclamavam da impontualidade japonesa, contou.</p>
<p>Mas havia uma razão para isso. Os cidadãos comuns não tinham relógios mecânicos. Os relógios dos templos ou das torres tinham que bater 12 vezes ao dia para anunciar a hora. Nesses equipamentos, o tempo era medido através de relógios de incensos, nunca mecânicos. Trata-se de um tipo de relógio tradicionalmente usado na China e depois adotado no Japão e alguns países da Ásia. Era composto por incensos que queimavam a uma daterminada taxa de combustão que permitia ter uma ideia de minutos, horas ou dias.</p>
<p>No Período Edo, o dia e a noite eram seccionados em seis partes, sendo que à noite cada parte tinha uma duração diferente em relação ao dia. Além disso, a duração de cada parte de tempo também mudava em função das diferentes estações do ano. Não havia uma divisão precisa dos segundos e minutos. A menor unidade de tempo era o <i>shihamtoki</i>, que representava um quarto de uma sessão (<i>tokki)</i> ou, aproximadamente, 30 segundos, disse o professor.</p>
<p>Mas, em 1868, a família Tokugawa  Shogun perdeu o poder. Era o início da Era Meiji (1868-1912). O novo governo abandonou as tradições e deu início à modernização do Japão. Mudaram as roupas, o sistema educacional e o de saúde, as danças, as pinturas, a arquitetura, as comidas, refletindo em parte a cultura ocidental dos Estados Unidos e da Europa, disse.</p>
<p>Foi no ano de 1872 que os japoneses abandonaram o calendário tradicional e o antigo sistema de horas. A semana foi dividida em sete dias e o dia, em 24 horas. Também foram introduzidas as menores unidades de tempo, como minutos e segundos.</p>
<p>“A partir disso, através do sistema educacional, social e militar, os japoneses passaram a ser ter treinados para serem pontuais. Além disso, na Era Meiji, os cidadãos passaram a adotar relógios mecânicos”, disse.</p>
<p>O professor Abe também mostrou um breve histórico sobre os sistemas antigos usados num passado mais remoto. Foi durante Período Kofun (século 3 ao 7) que o calendário chinês foi introduzido no país.</p>
<p>Esse sistema já era utilizado na China desde o século 2 A.C. Em 554, um especialista Chinês foi enviado para introduzir o calendário entre os japoneses. Em 602, o calendário chinês passou a ser ensinado para crianças da elite japonesa. Em 604, esse sistema passou a ser utilizado em larga escala, introduzido pela imperatriz Suiko (554- 628). Em 660, o imperador Tenchi chegou a construir uma clepsidra, ou relógio de água. Mas até os tempos modernos, prevaleceu o sistema chinês.</p>
<p><span><strong>Relógio biológico e a relação com os genes</strong></span></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/yu-tahara" alt="Yu Tahara" class="image-inline" title="Yu Tahara" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Tahara pesquisa oscilações do relógio biológico por meio de metodologia não invasiva em ratos.</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Circadian Clock System in Peripheral Tissues of Mice</i> foi o tema apresentado pelo professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/yu-tahara" target="_self">Yu Tahara</a>, também da Waseda Institute of Advanced Studies. Tahara apresentou os resultados das pesquisas realizadas no laboratório coordenado pelo professor Shigenobu Shibata, do departamento de fisiologia e farmacologia da School of Advanced Science and Engineering, da Waseda University, de Tóquio.</p>
<p>Tahara estuda a expressão dos genes no relógio biológico de ratos. Estabeleceu uma metodologia de captação de imagens <i>in vivo</i> a partir da biolumenescência em tecidos geneticamente modificados. O uso de uma câmera especial de alta resolução permite captar imagens de diferentes tecidos e órgãos.</p>
<p>Seu grupo de pesquisa desenvolveu um protocolo de imagiologia que permite medir os ritmos biológicos facilmente, de forma não invasiva, e longitudinalmente, em ratinhos individuais. Assim, é possível detectar as oscilações circadianas (ou ritmo biológico) de tecidos como rim, fígado e glândula submandibular.</p>
<p>“Antes era preciso sacrificar os ratos após a injeção da luciferina, a fim de retirar os tecidos e realizar a análise. Agora isso não é mais necessário. O método também permite realizar estudos longitudinais”, disse. Luciferina é o substrato da luciferase, enzima capaz de catalisar reações biológicas, transformando energia química em energia luminosa. Dessa forma, é possível registrar as imagens do comportamento das células e tecidos de interesse.</p>
<p>O pesquisador conta que coloca os ratos num local escuro e injeta a enzima nos ratos a cada quatro horas durante o dia todo. Após 10 minutos de cada aplicação, fotografa os tecidos, obtendo uma série de imagens que indicam o aumento e a diminuição de biomassa em diferentes locais do corpo, conforme a luminosidade a que os ratos são submetidos.</p>
<p>Nesse estudo, verifica a importância da luz para o relógio biológico, ou, a incidência do que chamou de “entrainment”. O conceito diz respeito ao ajuste das fases do relógio biológico às diferentes condições ambientais para a sobrevivência do organismo.</p>
<p>O pesquisador também estuda a ação da insulina, da cafeína, do exercício físico e do estresse sobre o relógio circadiano. Os estudos com insulina são associados com a administração de óleo de peixe na alimentação dos ratos que, segundo o pesquisador, melhora a sensibilidade daquela substância metabólica.</p>
<p>A pesquisa revelou que a cafeína tem alto impacto sobre a modulação do relógio biológico, segundo o cientista. A administração de cafeína na parte da manhã não mostrou alteração do ciclo biológico dos ratos, em comparação com o grupo controle. Mas a ingestão à noite antes da hora de dormir prolongou o ciclo acordado, ou seja, provocou um atraso no relógio biológico. O cientista citou uma pesquisa mostrando que essa alteração também ocorre em humanos. “O café tem a capacidade de despertar e também de mudar o relógio circadiano. Portanto, a mensagem: é não beba café à noite antes de dormir”, brincou.</p>
<p>Os efeitos da alimentação sobre o relógio biológico compõem um ramo de estudo chamado de crono-nutrição. Segundo Tahara, as pesquisas sobre nutrição realizadas até o momento focavam o que e quanto deveríamos comer, ou seja, os itens necessários e a quantidade adequada de alimento para cada refeição. “Mas agora as novas pesquisas nos dizem quando comer, ou seja, o momento adequado para as refeições. Esta é a nova estratégia no que diz respeito a nutrição”, afirma.</p>
<p>Tahara estudou as mesmas variáveis levando em consideração o fator idade. Com a idade, houve um decrescimento do período de sono-REM. Os resultados apontam ainda que nenhum daqueles fatores influiu tanto no ritmo biológico de ratos idosos quanto a alimentação.</p>
<p><span><strong>Intuicionismo de Brouwer</strong></span></p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ryota-akiyoshi" alt="Ryota Akiyoshi" class="image-inline" title="Ryota Akiyoshi" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><b>Akyoshi falou da relação da  matemática com outros saberes, como a filosofia.</b></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A filosofia da matemática vista à luz das ideias do matemático holandês Luitzen Egbertus Jan Brouwer (1881-1966) foi o tema apresentado pelo professor <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/ryota-akiyoshi" target="_self">Ryota Akiyoshi</a>, da Waseda Institute for Advanced Study (WIAS).</p>
<p>Na palestra<i> Truth and Time in Brouwer’s Intuitionism,</i> Akiyoshi analisou a tensão entre o que é verdade matemática e o que é um construto da mente.  Explicou problemas conceituais sobre a lógica e filosofia e seus aspectos interdisciplinares.</p>
<p>Segundo o professor, o objeto da filosofia pode ser qualquer coisa, seja a linguagem, o conhecimento, a matemática, a física, a biologia e assim por diante. A matemática, portanto, ou a lógica, tem sido um tópico central na filosofia desde Aristóteles. Com o desenvolvimento da linguagem e, consequentemente, da matemática, a filosofia da matemática passa a se ocupar essencialmente sobre a origem dos objetos matemáticos.</p>
<p>O platonismo procura responder a essa questão mostrando que existe um mundo abstrato e imutável que contém todos os elementos matemáticos. Como pressuposto, todos os objetos matemáticos já existem, mas nem todos foram descobertos ainda. O papel do matemático seria então encontrar objetos que não foram ainda descobertos nesse mundo abstrato e imutável.</p>
<p>Por outro lado, parte da comunidade matemática não aceitava as ideias do platonismo e rompeu com a matemática clássica. O antagonismo a Platão foi chamado de construtivismo, sendo o intuicionismo a linha mais conhecida dessa corrente. Partiam do pressuposto de que um objeto matemático existiria a partir do momento em que o matemático conseguisse construí-lo na mente.</p>
<p>O professor Akiyoshi também mostrou alguns conceitos essenciais da lógica intuicionista, entre eles a sequência de escolhas, além da noção de sujeito criativo.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Abstraction</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biotecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-05-11T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-do-programa-ano-sabatico-de-2021-iniciam-suas-atividades-no-iea">
    <title>Pesquisadores do Programa Ano Sabático de 2021 iniciam suas atividades no IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-do-programa-ano-sabatico-de-2021-iniciam-suas-atividades-no-iea</link>
    <description>Sete professores da USP desenvolverão projetos de seis meses ou um ano.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Os sete professores da USP selecionados para participar do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> em 2021 iniciam em janeiro suas pesquisas no IEA. Entre os temas a serem estudados, estão ética em inteligências artificiais, influência dos ambientes no desenvolvimento de crianças, literatura marginal, questão de gênero no sistema judiciário, teatralidade colonial, terminologia da Covid-19 e desafios da prevenção desta doença entre jovens. Os projetos foram aprovados pelos membros do Conselho Deliberativo do IEA e divulgados no dia 6 de outubro de 2020, no Diário Oficial do Estado de São Paulo.</span></p>
<p dir="ltr">Foram selecionados docentes de cinco unidades diferentes da USP: Faculdade de Educação (FE), Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP), Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH); Escola de Comunicações e Artes (ECA) e Instituto de Psicologia (IP). Nesta edição, apenas um projeto terá duração de seis meses.</p>
<p><strong>Programa</strong></p>
<p dir="ltr">O programa tem apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa, que concede auxílio a cada participante. Os pesquisadores selecionados ficam dispensados de atividades didáticas e administrativas em suas unidades de origem para que possam se dedicar a pesquisas individuais interdisciplinares durante seis meses ou um ano.</p>
<p dir="ltr">Para participar das seleções anuais do programa, os professores devem estar enquadrados há sete anos no RDIDP (Regime de Dedicação Integral à Docência e Pesquisa). Cada participante deve realizar ao menos uma conferência pública por semestre de participação e produzir um artigo inédito e original ou outro produto acadêmico (livro, exposição, documentário em vídeo ou obra de arte, por exemplo).</p>
<h3><strong>Os escolhidos e seus projetos</strong></h3>
<p dir="ltr"><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Laura-Godinho-Lima_perfil.png" alt="Ana Laura Godinho Lima - Perfil" class="image-left" title="Ana Laura Godinho Lima - Perfil" />Ana Laura Godinho Lima (FE)</strong></i></p>
<p dir="ltr"><i> Projeto: Efeitos do ambiente no desenvolvimento psicológico e na educação: análise de discursos.</i></p>
<p dir="ltr"><i>Período: 1 ano</i></p>
<p dir="ltr">O objetivo geral do projeto é compreender de que forma diferentes áreas do conhecimento pensam o ambiente no desenvolvimento psicológico e pedagógico infantil, além de como esses saberes se articulam para promover adaptações dos espaços às necessidades das crianças, criando melhores condições para o desenvolvimento.</p>
<p><span>“Diversos especialistas, não só da psicologia, mas das outras áreas, descreveram os efeitos do ambiente no desenvolvimento dos indivíduos. Ambiente não é só o meio natural, mas todo o meio que circunda a criança, como ambiente afetivo, meio social e urbano”, comentou Ana Laura. Portanto, serão analisados discursos especializados da puericultura, educação, psicologia do desenvolvimento, psicanálise e arquitetura em relação ao ambiente e o desenvolvimento infantil.</span></p>
<p dir="ltr">O projeto também pretende realizar uma mesa redonda por semestre no IEA sobre o tema da pesquisa. Ao final da categorização dos discursos serão organizadas palestras na Faculdade de Educação e na Escola de Artes e Ciências Humanas sobre os resultados da investigação.</p>
<p dir="ltr">Ana Laura Godinho Lima é professora associada na Faculdade de Educação (FE), onde obteve os títulos de mestre, doutora e livre docente em pedagogia. Também é professora no programa de pós-graduação da Escola de Artes e Ciências Humanas (EACH). Atua nas áreas de psicologia da educação e história da educação, analisando discursos especializados da psicologia sobre a criança e sua educação a partir de uma perspectiva histórica.</p>
<p dir="ltr"><i><strong><br /><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Cristina-Godoy-Bernardo-de-Oliveira-Perfil.png" alt="Cristina Godoy Bernardo de Oliveira - Perfil" class="image-left" title="Cristina Godoy Bernardo de Oliveira - Perfil" />Cristina Godoy Bernardo de Oliveira (FDRP)</strong></i></p>
<p dir="ltr"><i>Projeto: Princípios Éticos e Normas Jurídicas para uma Inteligência Artificial (IA) de confiança</i></p>
<p dir="ltr"><i>Período: 1 ano</i></p>
<p dir="ltr">O objetivo do projeto é propor um Código de Ética brasileiro para o desenvolvimento das Inteligências Artificiais (IA). Dessa forma, Cristina pretende revisar todos os documentos internacionais a respeito da aplicação de IA e dos princípios éticos relacionados ao tema. Assim, serão encontrados parâmetros dos princípios, normas jurídicas e métodos para viabilizar um código de ética brasileiro sobre inteligências artificiais.</p>
<p><span>A principal questão a ser analisada, segundo Cristina, é se há necessidade de desenvolver princípios e regras específicos para o Brasil e suas peculiaridades políticas, sociais e econômicas. O projeto também é composto por análises dos métodos técnicos e não técnicos que garantem a confiabilidade de IA e sua aplicabilidade, agregando discussões com especialistas da ciência da computação.</span></p>
<p dir="ltr">Após as análises bibliográficas e a conclusão das teorias formuladas sobre a aplicação de inteligências artificiais confiáveis, serão analisadas as possibilidades do desenvolvimento econômico sustentável na promoção de IAs sem comprometer o Estado Democrático de Direito. “A questão é sobre se o direito deve ou não regulamentar [o desenvolvimento de IAs], porque há consequências. Se regulamentar muito pode travar o avanço tecnológico, mas precisamos primeiro ter ética comum”, afirma a pesquisadora.</p>
<p dir="ltr">O Código de Ética para o uso e aplicação de IAs será enviado aos poderes legislativos como proposta de adoção nacional ou estadual. Além disso, o projeto prevê a produção de um artigo científico; um livro sobre ética, direito e inteligência artificial; e, por fim, a organização de seminários e palestras.</p>
<p dir="ltr">Cristina é professora de filosofia do direito, inglês jurídico e instituições do direito na Faculdade de Direito de Ribeirão Preto. Atua como professora visitante na Universidade de Oxford, onde desenvolve pesquisas sobre propriedade intelectual. É líder do Grupo de Pesquisa Direito Ética e Inteligência Artificial da USP e coordenadora do Grupo de Estudos Direito e Tecnologia no polo do IEA em Ribeirão Preto. Suas pesquisas abordam temas relacionados com o idealismo germânico, soberania em Hegel, partidos políticos, racionalidade jurídica e direitos fundamentais.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><i><strong><i><strong><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Eliane-Robert-Moraes-Perfil.png" alt="Eliane Robert Moraes - Perfil" class="image-left" title="Eliane Robert Moraes - Perfil" /></strong></i>Eliane Robert Moraes</strong></i>(FFLCH)</strong></i></p>
<p dir="ltr"><i>Projeto: O Mangue: erótica das passagens, poética das margens</i></p>
<p dir="ltr"><i>Período: 1 ano</i></p>
<p dir="ltr">O projeto visa realizar uma densa interpretação do corpus literário do Mangue, antiga zona de prostituição carioca, consagrado pelo movimento modernista brasileiro. O objetivo de Eliane é concluir um livro sobre o tema da pesquisa e suas conclusões. A publicação será o primeiro estudo extenso e rigoroso sobre as representações literárias do Mangue.</p>
<p><span>Para tanto, serão analisadas as figuras e formas que constituem o tema como uma poética singular naliteratura do país, segundo Eliane. Também serão feitas relações dos objetos literários com a iconografia que as artes plásticas do período dedicam ao tema do Mangue, abordando os contextos históricos, geográficos e sociais das obras e autores.</span></p>
<div>
<p dir="ltr">Durante o ano, Eliane irá se debruçar sobre a seleção das obras analisadas e a redação do livro. Além disso, pretende realizar dois seminários internacionais no IEA em parceria como programa de pós-graduação de Literatura Brasileira da USP, um a cada semestre, e com a participação de pesquisadores do  Centro de Pesquisa de Países Lusófonos da Universidade de Sorbonne (Paris 3). Eventuais artigos podem ser publicados no processo, assim como a participação em congressos e colóquios para apresentar os resultados da pesquisa.</p>
<p dir="ltr">Eliane é professora de literatura brasileira na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e bolsa de produtividade no CNPq. É mestre e doutora em filosofia pela USP, com pós-doutorado na Universidade Paris Nanterre. Desenvolveu e coordenou projetos científicos em colaboração com as universidades francesas Paris 10 (Nanterre), Paris 8 (Vincennes Saint-Denis) e Paris 3 (Sorbonne Nouvelle). Realizou pesquisas sobre a relação entre estética e erótica, a literatura libertina do século 18, o surrealismo francês, erotismo moderno, entre outras. Atualmente se dedica a investigar figuras do excesso na prosa de ficção brasileira dos séculos 20 e 21.</p>
<p dir="ltr"><i><strong><br /><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Fabiana-Cristina-Severi-perfil-linkedin.jpg" alt="Fabiana Cristina Severi - Perfil" class="image-left" title="Fabiana Cristina Severi - Perfil" />Fabiana Cristina Severi (FDRP)</strong></i></p>
<p dir="ltr"><i>Projeto: Políticas e institucionalidades com enfoque em gênero no sistema de justiça brasileiro: mapeamento e análise em perspectiva interseccional</i></p>
<p dir="ltr"><i>Período: 1 ano</i></p>
<p dir="ltr">A proposta de Fabiana é entender como políticas e instituições de gênero no sistema judiciário têm melhorado o acesso das mulheres à justiça, principalmente mulheres em condição de vulnerabilidade social. “O olhar e a trajetória da pesquisa pensa essas questões a partir da demanda de mulheres subalternas e periféricas”, afirma a pesquisadora.</p>
<p dir="ltr">A forma como essas institucionalidades executam suas atividades, suas interações com outros segmentos do Estado e da sociedade civil, assim como o papel que possuem para incorporar uma perspectiva de gênero também são objetos de análise para entender como novas instituições internas do sistema melhoram o acesso das mulheres ao judiciário.</p>
<p dir="ltr">Dessa forma, as ações criadas no Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública serão identificadas e categorizadas, especialmente as que foram articuladas após a Lei Maria da Penha (LEI) na esfera federal. As análises serão realizadas a partir da coleta de dados e relatórios publicados pelos próprios órgãos e instituições. A pesquisa também fará questionários e entrevistas com integrantes das instituições encontradas.</p>
<p dir="ltr">O projeto engloba a produção de artigos científicos, um livro com os resultados encontrados, um debate aberto sobre a questão de gênero no acesso à justiça e um seminário voltado a representantes do sistema de justiça para a propagação dos conhecimentos adquiridos.</p>
<p dir="ltr">Severi é professora na Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) da USP. Suas pesquisas se relacionam aos temas: crítica jurídica e feminista, acesso à justiça para mulheres e teorias democráticas. É líder do Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Democracia e Desigualdades da USP, participante do Consórcio Lei Maria da Penha pelo fim da violência às mulheres baseada em gênero e membro do Grupo de Pesquisa nPeriferias do IEA.</p>
<p dir="ltr"><i><strong><br /></strong></i><dl class="image-left captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Ieda-Maria-Alves-Perfil.png/image" alt="Ieda Maria Alves - Perfil" title="Ieda Maria Alves - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Foto: FFLCH/USP</dd>
</dl><i><strong>Ieda Maria Alves (FFLCH)</strong></i></p>
<p dir="ltr"><i>Projeto: Estudo e divulgação da terminologia da Covid-19</i></p>
<p dir="ltr"><i>Período: 6 meses</i></p>
<p dir="ltr"><i> </i>O objetivo do projeto é detectar, estudar e divulgar a terminologia da pandemia de Covid-19, para facilitar a compreensão dos termos e informações relacionados à doença para o público não especialista. Por ser um novo termo, usado amplamente, serão observados materiais digitais em português brasileiro, em fontes oficiais e internacionais.</p>
<p dir="ltr">Após a coleta dos materiais, estes serão processados em um software especializado para que a pesquisa possa selecionar os possíveis termos a serem colocados no dicionário, entendendo também os contextos que foram usados. Depois, será realizada a elaboração das definições, com objetivo de tornar a linguagem médica mais acessível.</p>
<p>A divulgação pretendida pelo projeto será feita em uma plataforma digital e de livre acesso, pela publicação de artigos científicos e capítulos de livro, além de seminários e simpósios online abertos à comunidade externa. “Vamos precisar de assessoria médica de docentes da Faculdade de Medicina da USP em todas as fases de análise dos dados levantados”, afirmou a pesquisadora.</p>
</div>
<div>
<p dir="ltr">O projeto também vai contar com a participação do Projeto CoMet (Corpus Multilíngue para Ensino e Tradução) da FFLCH, responsável pela pesquisa de termos equivalentes em inglês que serão inseridos no projeto, e do Glossário Colaborativo COVID-19, colaboração com a Universidade Nova de Lisboa para pesquisa de variantes do termo em português europeu.</p>
<p dir="ltr">Ieda Maria Alves é professora titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas desde 2006, onde atua nas áreas de filologia e língua portuguesa, com a linha de pesquisa voltada para a lexicologia e a lexicografia. Ieda é chefe do Laboratório de Terminologia do Centro Interdepartamental de Tradução e Terminologia (CITRAT) da FFLCH e foi membro do Comitê Executivo da Rede Ibero-americana de Terminologia e membro diretora da Associação Internacional de Linguística do Português (AILP) de 2014 a 2017.</p>
<p dir="ltr"><i><strong><br /><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Sergio-Ricardo-de-Carvalho-Santos-Perfil.png" alt="Sérgio Ricardo de Carvalho Santos - Perfil" class="image-left" title="Sérgio Ricardo de Carvalho Santos - Perfil" />Sérgio Ricardo de Carvalho Santos (ECA)</strong></i></p>
<p dir="ltr"><i>Projeto: Formas da teatralidade colonial: interações cênicas entre jesuítas e tupinambás na América Portuguesa no século XVI</i></p>
<p dir="ltr"><i>Período: 1 ano</i></p>
<p dir="ltr">A pesquisa tem o intuito de descrever e analisar as tendências cênicas mais importantes praticadas pelos jesuítas na América Portuguesa no século 16, relacionando as modalidades de espetáculos com a formação espacial das vidas, cidades e aldeamentos indígenas. O principal objeto de estudo é entender a interação entre as formas europeias e as práticas indígenas retratadas em peças jesuíticas.</p>
<p dir="ltr">Sérgio realizará um estudo comparativo entre materiais da época, especialmente das obras que permitem relacionar o projeto missionário com a realidade dos povos indígenas, neste período de mudança das relações com o trabalho escravo. Dessa forma será possível analisar as interações entre os religiosos, poder militar, os colonos europeus, indígenas e africanos escravizados e os aldeões livres.</p>
<p dir="ltr">Ao final será elaborado o livro "A teatralidade na América Portuguesa no século XVI: interações cênicas  entre jesuítas e tupinambás." Paralelamente, está prevista a elaboração de quatro artigos, que servirão de base para a produção do livro. O projeto também pretende realizar dois minicursos, um a cada semestre, sobre os temas da pesquisa.</p>
<p dir="ltr">Sérgio de Carvalho é professor livre-docente da Escola de Comunicações e Artes (ECA), onde atua em pesquisas de teatro, dramaturgia e na relação entre teatro e sociedade. Possui mestrado em Artes Cênicas, doutorado em Literatura Brasileira e Livre-Docência em dramaturgia. Atualmente é diretor do Teatro da USP (TUSP) e vice-diretor do Centro Universitário Maria Antônia.</p>
<p dir="ltr"><i><strong><br /></strong></i><dl class="image-left captioned" style="width:180px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Vera-Silvia-Facciolla-Paiva-Perfil-Marcos-santos.png/image" alt="Vera Silvia Facciolla Paiva - Perfil" title="Vera Silvia Facciolla Paiva - Perfil" height="180" width="180" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:180px;">Foto: Marcos Santos/Jornal da USP</dd>
</dl><i><strong>Vera Silvia Facciolla Paiva (IP)</strong></i></p>
<p dir="ltr"><i>Projeto: Políticas de controle da Sars-Cov/Covid-19: o desafio da prevenção entre adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social</i></p>
<p dir="ltr"><i>Período: 1 ano</i></p>
<p dir="ltr">O objetivo desta pesquisa é acompanhar e refletir criticamente sobre as políticas de prevenção e controle da Covid-19 no segmento de jovens e adolescentes, tanto nos momentos de escolas fechadas quanto nos períodos de retorno às atividades e readaptação a elas.</p>
<p dir="ltr">Para isso, a pesquisadora pretende sistematizar o resultado de um estudo etnográfico preliminar realizado desde abril de 2020. Vera coordena um grupo no Núcleo de Estudo e Prevenção da Aids (Nepaids) da USP, que tem acompanhado virtualmente cerca de 40 adolescentes, além de alunos de graduação da universidade, para o acolhimento do sofrimento psicossocial.</p>
<p dir="ltr">Segundo Vera, a pandemia tem acentuado cada vez mais o campo da violação e negligência de direitos humanos, podendo produzir maior vulnerabilidade ao adoecimento. O projeto dará especial atenção à saúde mental, sexual e reprodutiva, assim como à prevenção da violência de gênero, especialmente em momentos de distanciamento físico de longa duração.</p>
<p dir="ltr">A discussão sobre essas políticas visa agregar pesquisadores de diversas áreas para debater os limites, dificuldades e possibilidades de sustentar a prevenção à covid-19 a longo prazo e seus impactos nos direitos humanos. “O que eu quero ressaltar é que a prevenção não se reduz à vacina”, afirmou Vera.</p>
<p dir="ltr">A pesquisadora pretende terminar de escrever um livro que vem trabalhando há anos. A obra vai tentar definir e exemplificar a produtividade da noção “Sofrimento Psicossocial”, abordando estudos da sexualidade, gênero e prevenção de doenças associados à desigualdade.</p>
<p dir="ltr">Além da publicação, o projeto também prevê debates sobre novos métodos e concepções para sustentar a prevenção e a resposta social que a pandemia demandou. Esses encontros ocorrerão em seminários e simpósios onlines bimestrais e, se possível, em evento semestral sediado no IEA.</p>
<p dir="ltr">Vera Paiva é professora titular no Instituto de Psicologia (IP), onde leciona psicologia social, e fundadora do Nepaids. Também é professora no programa de medicina preventiva da Faculdade de Medicina (FM) e orienta teses na Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP). Suas pesquisas envolvem temas de ciências sociais e humanas, saúde coletiva, políticas públicas, psicologia social, orientação e acolhimento.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Arquivo pessoal</span></p>
</div>
<div></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-01-11T16:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/filmagens-de-curso-sobre-o-tempo">
    <title>Pesquisadores da 1ª Intercontinental Academia iniciam filmagens de curso sobre o “tempo”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/filmagens-de-curso-sobre-o-tempo</link>
    <description>Cinco dos 13 jovens pesquisadores que participam do projeto ficarão imersos em base de pesquisa do IO-USP para gravar as aulas que irão compor o Massive Open Online Course (Mooc)</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/base-clarimundo-de-jesus-io-usp" alt="Base Clarimundo de Jesus - IO/USP" class="image-inline" title="Base Clarimundo de Jesus - IO/USP" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Base de pesquisa do IO-USP em Ubatuba</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Começaram nesta segunda-feira, 6 de março, as filmagens do curso online que os participantes da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) estão produzindo sobre o tema “tempo”. Em Ubatuba, na Base de Pesquisa “Clarimundo de Jesus” do Instituto Oceanográfico (IO) da USP, cinco jovens pesquisadores que integram o projeto ficarão imersos até o dia 10 de março para gravar as aulas das quatro seções que comporão o Massive Open Online Course (Mooc). Com um total de duas horas de duração, o curso deverá ficar hospedado na base da <a class="external-link" href="https://pt.coursera.org/">Coursera</a>.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/projetos/intercontinental-academia-filmagem-mooc-sobre-o-tempo" class="external-link">Fotos das filmagens do Mooc</a></p>
<p>1º encontro em São Paulo</p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-relatorio" class="external-link">Participantes da Intercontinental Academia apresentam resultados do encontro</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading">2º encontro em Nagoya</p>
<p class="documentFirstHeading kssattr-atfieldname-title kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-macro-title-field-view" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pesquisadores-detalham-curso-online-sobre-o-tempo" class="external-link">Pesquisadores da Intercontinental Academia detalham curso sobre o tempo</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" style="text-align: right; "><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Todas as notícias</a></i></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-mooc-ubatuba" alt="Gravação Mooc Ubatuba" class="image-inline" title="Gravação Mooc Ubatuba" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Bastidores da gravação do Mooc</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-mooc-ubatuba-2" alt="Gravação Mooc Ubatuba - 2" class="image-inline" title="Gravação Mooc Ubatuba - 2" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Nikki Moore se prepara para iniciar a filmagem</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os jovens pesquisadores estão sendo representados por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/david-gange">David Gange</a>, da University of Birmingham, Inglaterra; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a> e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, ambos da USP; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/nikki-moore">Nikki Moore</a>, da Rice University, Estados Unidos; e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, da University of Turku, Finlândia. Durante esta semana, eles terão a supervisão dos membros do Comitê Sênior da ICA <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/copy_of_martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP, e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/regina-markus">Regina Markus</a>, do Instituto de Biociências (IB) também da USP.</p>
<p>A ICA é um programa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">University-Based Institutes for Advanced Study</a> (Ubias), rede que congrega 36 institutos de estudos avançados de universidades de todos os continentes. O IEA-USP e o <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/">Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya</a> (IAR), no Japão, são os responsáveis pela primeira edição. O encontro em São Paulo aconteceu de 17 a 30 de abril de 2015, e a segunda fase, em Nagoya, de 6 a 18 de março do ano passado.</p>
<p>O projeto reúne 13 jovens pesquisadores de diferentes nacionalidades e áreas do conhecimento para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. Sua realização foi possível graças à parceria e apoio das Pró-Reitorias de Pesquisa da USP e da Universidade de Nagoya e do <a class="external-link" href="http://www.itaucultural.org.br/">Itaú Cultural</a>, que financia boa parte dos custos por meio do programa Redes Globais de Jovens Pesquisadores da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>.</p>
<p>Durante todas as etapas da ICA e mesmo após os encontros presenciais, os jovens trabalharam na criação do roteiro do Mooc e chegaram a Ubatuba com os textos prontos do que será filmado por uma produtora de vídeo. <span>Após as gravações, a expectativa é que o curso fique completamente pronto para ir ao ar em junho.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Imagens: Foto 1 - Divulgação IO-USP; Fotos 2 e 3: Richard Meckien - IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-03-06T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/pesquisa-internacional-ieas">
    <title>Pesquisa internacional expõe o panorama global dos institutos de estudos avançados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/pesquisa-internacional-ieas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Britta-Padberg_perfil.jpg" alt="Britta Padberg - Perfil" class="image-right" title="Britta Padberg - Perfil" />Após visitar, nos últimos anos, mais de 30 institutos de estudos avançados na Ásia, América Latina, Europa, Austrália e Estados Unidos — entre eles, o IEA-USP —, a pesquisadora alemã <a href="https://www.iea.usp.br/en/persons/researchers/britta-padberg" class="external-link">Britta Padberg</a> publicou em maio o artigo “<a class="external-link" href="https://sociologica.unibo.it/article/view/9839/10968">The Global Diversity of Institutes for Advanced Study</a>” na revista italiana <a class="external-link" href="https://sociologica.unibo.it">Sociologica</a>. Os institutos pesquisados são <span>vinculados à rede global </span><a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias</a>, atualmente coordenada pelo IEA.</p>
<p>Gestora do Centro para Pesquisa Interdisciplinar (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld desde 2008, Padberg tem formação em história e em antropologia biológica. Seus principais interesses de pesquisa estão relacionados à interdisciplinaridade e ao desenvolvimento das universidades e da ciência.</p>
<p>Conversando com diretores e colaboradores sobre as estratégias, missões e valores dos institutos, ela reuniu aspectos relacionados ao funcionamento e autonomia em relação às universidades onde estão sediados, além da contribuição destes espaços para a pesquisa. “Os institutos de estudos avançados têm desempenhado um papel notável no desenvolvimento das universidades e das ciências”, diz no artigo. Padberg ainda aborda os desafios futuros destes centros de pesquisa.</p>
<p>Em relação à América Latina, a pesquisadora reforçou que os institutos têm uma “responsabilidade especial” com o desenvolvimento político e social de seus países, com a democracia, e na mediação entre a ciência e a sociedade. Ao destacar o IEA como o maior e mais antigo instituto da região, Padberg citou o intuito traçado em sua fundação, em 1986, de ser um espaço de liberdade acadêmica e intelectual. “Com o fim da ditadura militar em 1985, as universidades buscavam um novo começo e esforçaram-se em desenvolver as relações internacionais na academia”, escreveu.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-06-08T20:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pela-fusao-de-saberes-e-uma-ciencia-mais-humana">
    <title>Pela fusão dos saberes e uma ciência mais humana</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pela-fusao-de-saberes-e-uma-ciencia-mais-humana</link>
    <description>Deixar de lado a arrogância e o ressentimento entre os campos disciplinares é a proposta de Till Roenneberg  para um salto qualitativo nas descobertas científicas.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/till-roenneberg-1" alt="Till Roenneberg" class="image-inline" title="Till Roenneberg" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>O cronobiólogo Till Roenneberg falou sobre interdisciplinaridade e humanidades, no dia 19 de julho</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Certas questões no ambiente acadêmico devem ser consideradas quando pensamos em promover a interdisciplinaridade. Há uma decisão política a ser tomada pelas agências de fomento. Financie aqueles que desejam trabalhar junto com quem não pertence às ciências naturais. Daí, então, teremos um novo mundo”.  O comentário do cronobiólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg </a>fechou a conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade,</i> promovida pelo IEA no dia <strong>19 de julho</strong>.</p>
<p>Com formação em medicina, biologia e estudos na área da física, Roenneberg mostra preocupação ao falar da falta de comunicação e de conhecimento mútuo entre as ciências naturais e as humanidades. “Todo o ressentimento e a arrogância entre os campos disciplinares só têm trazido confusão. Sabemos que devemos começar a conversar. A filosofia e a ciência estavam juntas no começo, mas depois se separaram. Precisamos voltar ao início, às perguntas básicas”, disse.</p>
<p>“Nós só nos conhecemos através da crítica dos outros. Então se nos livrarmos das ciências humanas, como muitas universidades estão fazendo, os cientistas naturais irão aumentar a ignorância sobre aquilo que estão fazendo”, afirmou.</p>
<p>Lamentou o fato de muitos humanistas não terem conhecimento sobre questões cruciais da biologia, como os avanços da biologia molecular e a evolução dos seres vivos, por exemplo. “Infelizmente, sem um conhecimento mínimo sobre a importância de tudo isso não dá para construir críticas a respeito. As ciências biológicas hoje dominam a ciência e, portanto, devemos entender esse campo se quisermos colocar seus cientistas no lugar onde deveriam estar”, disse.</p>
<p>“Precisamos das humanidades de volta ao barco ciência, mas não da forma como está acontecendo atualmente. Ela tem de ser mais comunicativa e mais crítica em relação às outras áreas”.</p>
<p>Professor e vice-presidente do Instituto de Psicologia Médica da Universidade Ludwig-Maximilians, Alemanha, Roenneberg diz que o termo interdisciplinaridade não tem sido usado adequadamente.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/atomium-de-bruxelas" alt="Atomium de Bruxelas" class="image-inline" title="Atomium de Bruxelas" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Atomium de Bruxelas. A estrutura é análoga à interdisciplinaridade praticada na ciência, diz cientista</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“A palavra me faz lembrar o Atomium de Bruxelas, em que as esferas estão ligadas umas as outras, mas nada acontece. É como se estivéssemos de mãos dadas, mas sem sairmos do lugar. Gosto de pensar em interdisciplinaridade quando penso no que as bactérias fazem. Elas trocam informações e de fato se contagiam. Temos de mudar essa palavra se esperamos algo mais da interdisciplinaridade. Temos de pensar numa fusão de conhecimento”, disse.</p>
<p>Mas a fusão de saberes que o biólogo propõe não significaria o abandono dos campos disciplinares. “Não é possível todos serem puramente interdisciplinares, pois isso resultaria em ciência ruim. Acredito que todos devem ter suas especialidades, mas também saber compreender e interagir com outros campos”, afirma.</p>
<p>Roenneberg é discípulo do físico, biólogo e fisiologista Jürgen Walther Ludwig Aschoff (1913 – 1998), um dos fundadores da cronobiologia, que estuda o ritmo circadiano, também chamado de relógio biológico ou ciclo circadiano. Trata-se do período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos. Portanto, é um ciclo influenciado pelas variações de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.</p>
<p>O conferencista passou duas semanas no Brasil desenvolvendo atividades relacionadas a uma pesquisa sobre a qualidade do sono em quilombolas. Os estudos deverão abranger comunidades remotas em diversos estados brasileiros. O objetivo é aprofundar os achados sobre a influência do ambiente externo e da luz artificial na qualidade do sono.</p>
<p>Segundo o cientista, o homem moderno vive com pouca luz durante o dia ao ficar trancado nos escritórios e exposto a muitos estímulos à noite devido à luz artificial. Isso não só altera a qualidade do sono, como produz o que ele chama de “jet lag social”, ou, um desgaste físico e mental provocado pelo desacordo entre o relógio biológico e o relógio social. <span>Os distúrbios do sono são responsáveis por grande parte das doenças da modernidade. “As pessoas fumam mais, bebem mais café, sofrem mais de depressão, de ansiedade, de problemas metabólicos e diabetes”, disse.</span></p>
<p> </p>
<p><strong>Sobre ciência, gênero e cérebro</strong></p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/publico-till-roenneberg" alt="Público Till Roenneberg" class="image-inline" title="Público Till Roenneberg" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Público presente na conferência <i>Por que a Ciência Precisa Ir Além da Interdisciplinaridade,</i> no IEA</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na conferência no IEA, Roenneberg retomou os temas que discutiu durante os workshops <i>In Search of Interdisciplinary Dialogue,</i> promovidos pelo Waseda Institute of Advanced Studies (WIAS), da Waseda University, Japão, realizados no dia <strong>14 de março</strong>, em Tóquio, durante a <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">segunda fase</a> da Intercontinental Academia.</p>
<p>Lembrou que independentemente da “caixa de conhecimento” ou área de que tratarmos, todo o empreendimento acadêmico diz respeito aos seres humanos. De um lado temos o Holocausto, a bomba atômica, Fukushima, os eventos terroristas de 2011, e de outro, a penicilina, a abolição da escravidão, a igualdade de direitos, as células fotovoltaicas, a imunização, enfim, coisas boas e ruins. “Então todos os produtos de cada uma das disciplinas que conhecemos terá impacto sobre os seres humanos. Por isso, a ciência precisa estar sempre atenta para o rumo que está tomando e parece que ultimamente não temos dada a devida atenção a isto”, disse.</p>
<p>Entender os fenômenos produzidos pela ciência requer um tipo de pensamento “fora da caixinha”, disse.  “O que existe de central em tudo o que fazemos é o nosso cérebro. Ele é o microscópio, o princípio do nosso pensamento. O mundo é cheio de dados e tudo é processado no nosso cérebro conforme nossas experiências pessoais”.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade" class="external-link">Vídeo </a>| <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/por-que-a-ciencia-precisa-ir-alem-da-interdisciplinaridade?b_start:int=0" class="external-link">Fotos</a></span></p>
<p>Notícias:<br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link"></a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/humanidades-pela-evolucao-dos-metodos-disciplinares" class="external-link">Humanidades pela evolução dos métodos disciplinares</a></p>
<p><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-till-roenneberg" class="external-link">Conferência da Intercontinental Academia trata da síndrome do jet lag social</a></span></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A reflexão sobre os rumos da ciência leva a um questionamento sobre os atores que comandam a ciência. O entendimento do mundo é feito pelo cérebro e a ciência é dominada por cérebros masculinos, lembrou.</p>
<p>A questão de gênero e equidade é pertinente porque toda a ciência, de modo geral, tem sido feita por homens, disse. “E homens gostam de brinquedos grandes e caros. Talvez isso explique nossa tendência a investir em máquinas grandes e caras. Mas desta forma iremos produzir cada vez mais dados que ainda não somos capazes de analisar adequadamente. Portanto, deveríamos investir em cérebros jovens capazes de inventar algoritmos e estratégias matemáticas inteligentes que nos permita analisar redes de genes, redes de células do cérebro ou outros elementos interativos. O cérebro é o instrumento mais interativo que existe”, disse.</p>
<p>Roenneberg comparou o comportamento do brasileiro com a atitude de cientistas que insistem em se manter em sua zona de conforto. “Não entendo porque esse enorme país se recusa a falar inglês. Fui a um grande banco e tive dificuldades porque nem o gerente falava inglês. Muitos até sabem, mas são tímidos, não querem sair da zona de conforto porque isso gera angustia. As pessoas em geral e os cientistas precisam sair da zona de conforto e ter coragem de cometer erros”, disse.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-22T20:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake">
    <title>Paulo Saldiva e Ary Plonski tomam posse em cerimônia no Tomie Ohtake</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/paulo-saldiva-e-ary-plonski-tomam-posse-em-cerimonia-no-tomie-ohtake</link>
    <description>Ao promover evento fora do ambiente acadêmico, nova diretoria do IEA pretende demonstrar a importância da relação entre universidade e sociedade. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-eleicoes-2016" alt="Debate eleições - 2016" class="image-inline" title="Debate eleições - 2016" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Saldiva e Plonski durante o debate em que apresentaram suas propostas para o IEA</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Uma cerimônia no Instituto Tomie Ohtake marcará a posse dos novos diretor e vice-diretor do IEA, os professores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, respectivamente. <strong>Restrito a convidados e a imprensa</strong>, o evento acontece no dia 29 de junho, às 20h, e terá a presença do reitor da USP, Marco Antônio Zago. A posse fora do ambiente universitário simboliza a importância que a nova gestão do IEA dará à relação com a sociedade, a qual, segundo os diretores, deve estar mais próxima do conhecimento produzido no ambiente acadêmico.<span> </span></p>
<p>Saldiva e Plonski foram designados pelo reitor em 12 de abril, após serem eleitos pelo Colégio Eleitoral do Instituto no dia 18 de fevereiro com 92 votos de um total de 101. De acordo com o <a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/projeto-de-gestao-2012-2017" class="external-link">projeto de gestão</a> entregue pela dupla, o IEA buscará, entre 2016-2020, “reforçar a sua tríplice função acadêmica de local de reflexão crítica, sensor de avanços na fronteira internacional do conhecimento e incubadora de ideias propositivas”.<span> </span></p>
<p><span><strong>Projeto de gestão</strong></span></p>
<p>Além da continuidade de programas de sucesso como o Ano Sabático no IEA, a nova gestão pretende, ao final de quatro anos, dobrar a produção de artigos científicos e aumentar em 30% o número de colaboradores internacionais e recursos obtidos com projetos de pesquisa. Também serão implementados quatro projetos especiais, além de outros que possam surgir ao longo dos quatro anos:<span> </span></p>
<p>1) <strong>Seminários Avançados de Formação de Lideranças Políticas</strong> – Inspirada no modelo da Harvard Kennedy School of Government, mas adequada à realidade brasileira, a proposta prevê que o IEA abrigue, inicialmente por um ano, pessoas com potencial expressivo de ocupar posições de liderança na sociedade, para um processo de semi-imersão. Neste período, elas serão expostas a diversas situações relacionadas à gestão de questões complexas e importantes para a formulação de políticas públicas. As atividades serão centradas em dois eixos: um com seminários e discussões quinzenais, onde serão discutidos os aspectos centrais da gestão democrática e princípios republicanos necessários para a consecução de Políticas de Estado exitosas; o outro, baseado no desenvolvimento de projetos temáticos específicos por parte dos participantes, nos quais o participante trabalharia com especialistas de diferentes áreas de conhecimento pertinentes ao tema. Os seminários serão liderados pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link">José Álvaro Moisés</a>, além de docentes da USP que funcionarão como tutores em temas de interesse dos participantes. No primeiro ano de atuação, espera-se receber 10 participantes entre alunos de doutorado, mestrado e de iniciação científica.<span> </span></p>
<p>2) <strong>Estudos sobre a urbanidade e qualidade de vida</strong> - Espaço de diálogo e convergência de grupos interessados na proposição de estudos científicos e pesquisas voltadas para a qualidade de vida dos habitantes das regiões metropolitanas, levando em consideração temas como acesso a serviços fundamentais, mobilidade, clima, matriz energética e uso e ocupação do solo. A proposta está alinhada a um movimento global que busca estreitar o relacionamento entre as universidades e as cidades onde estão localizadas. O núcleo será coordenado pelo professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências da USP, e prevê receber pós-doutores, alunos de doutorado e mestrado.<span> </span></p>
<p>3) <strong>Da transformação da Universidade à Universidade transformadora</strong> – Em formato de Observatório, o IEA deve consolidar iniciativas voltadas ao entendimento profundo dos processos e perspectivas de transformação da Universidade que prosperam no próprio Instituto ou em outros espaços da USP, como o da “Universidade em Movimento”, sempre em contato com grupos, entidades e redes, no Brasil e no exterior, que tenham objetivos convergentes. Além disso, o IEA também irá incubar iniciativas inovadoras de atuação da USP como universidade transformadora da sociedade. Espera-se, por exemplo, tornar o IEA um canal de conexão da USP com as Casas Legislativas (Assembleia Legislativa do Estado, Congresso Nacional e Câmaras de Vereadores dos municípios em que há campus), em harmonia com ações de articulação naturalmente exercidas pela Reitoria. O objetivo é contribuir para a qualificação da legislação sobre temas como saúde e educação, geração de trabalho e renda, saneamento e meio ambiente, energia e transportes, segurança pública e segurança alimentar, sustentabilidade e emancipação social, mediante internalização do conhecimento acadêmico abundante na USP, adequadamente transposto. Parceiros potenciais na Câmara dos Deputados são o Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica ou o Centro de Estudos e Debates Estratégicos, enquanto na Assembleia Legislativa o ponto focal pode ser o Instituto do Legislativo Paulista. A coordenação será do vice-diretor, Ary Plonski.<span> </span></p>
<p>4) <strong>Núcleo de estudo sobre novas metodologias de aprendizado voltadas ao ensino fundamental e médio</strong> – Inspirada no trabalho da extinta Funbec (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento do Ensino de Ciências), este núcleo buscará convergir educadores, professores, cientistas, alunos e game designers, entre outros, para desenvolver games educacionais e aula interativas voltados ao letramento e desenvolvimento do raciocínio lógico, na tentativa de recuperar o encantamento pela ciência e aumentar a eficácia do aprendizado dos jovens que, cada vez mais cedo, são expostos às mídias eletrônicas. A coordenação do projeto será de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/hamilton-brandao-varela-de-albuquerque" class="external-link">Hamilton Varela</a>, do Instituto de Química da USP-SC e presidente da Comissão de Pesquisa do IEA, com a participação de professores, alunos de doutorado e estudantes de iniciação científica.</p>
<p><strong>Perfis</strong></p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-saldiva" alt="Paulo Saldiva - Perfil" class="image-left" title="Paulo Saldiva - Perfil" />Paulo Saldiva </strong>é m<span>édico patologista e professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP. Foi vice-diretor do IEA até abril de 2016. Ele assumiu o cargo no final de fevereiro do ano passado, substituindo Carlos Roberto Ferreira Brandão, do Museu de Zoologia (MZ) da USP. Sua pesquisa se concentra nas áreas de patologia pulmonar, patologia ambiental e poluição atmosférica. Foi membro do Comitê da Organização Mundial de Saúde que estabeleceu os padrões de qualidade do ar e do Comitê da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da OMS que definiu o potencial carcinogênico da poluição atmosférica. De 2004 a 2014, integrou o Science Advisory Committee sobre poluição do ar da Harvard School of Public Health, da Harvard University, EUA. Como diretor do IEA, seu mandato terá duração de quatro anos.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/guilherme-ary-plonski-1" alt="Guilherme Ary Plonski - Perfil" class="image-left" title="Guilherme Ary Plonski - Perfil" />Guilherme Ary Plonski</strong><span>, que ocupará o cargo de vice também por quatro anos, é engenheiro e professor do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica (Poli), ambas da USP. Foi diretor superintendente (2001-2006) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) e presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Integra a Junta de Governadores do Technion – Israel Institute of Technology. De dezembro de 2012 a abril deste ano, foi membro do Conselho Deliberativo do IEA, deixando seu segundo mandato como conselheiro para assumir a vice-diretoria do IEA.</span></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><span><strong>Informações para a imprensa:</strong><br /></span><span>Fernanda Rezende<br />ferezende@usp.br<br />11 3091-1681 </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eleições IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-27T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/beneficios-e-desafios-da-intercontinental-academia">
    <title>Participantes avaliam a Intercontinental Academia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/beneficios-e-desafios-da-intercontinental-academia</link>
    <description>No sexto dia (11 de março) da Fase Nagoya da Intercontinental Academia, os jovens pesquisadores participantes reuniram-se em um painel de avaliação do andamento dos trabalhos e de prospecção dos resultados a serem alcançados.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/painel-de-avaliacao-com-os-participantes-da-intercontinental-academia" alt="Painel de avaliação com os participantes da Intercontinental Academia" class="image-inline" title="Painel de avaliação com os participantes da Intercontinental Academia" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Participantes destacaram aspectos positivos do projeto e apresentaram sugestões para as próximas edições</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O ineditismo de integrar uma atividade interdisciplinar em que além de discussões há também um produto concreto a ser produzido foi um dos principais desafios da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a>, conforme manifestações dos participantes no painel de avaliação do projeto durante a Fase Nagoya, no dia 11 de março.</p>
<p>A necessidade de se habituar a 13 diferentes linguagens acadêmicas, correspondentes às áreas de especialização dos participantes, foi outra das condições destacadas. Todavia, os desafios não constituem empecilhos para os ganhos que o projeto proporcionará, segundo os pesquisadores.</p>
<p>Alguns deles disseram já terem se beneficiado por participar da Intercontinental Academia, pois passaram a adotar uma nova postura com seus alunos, procurando incorporar as visões de outras áreas a problemas usuais e novos de suas disciplinas.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>FASE SÃO PAULO DA INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><strong>Apresentação do Relatório Final — 29 de abril de 2015</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-relatorio" class="external-link">Participantes da Intercontinental Academia apresentam resultados do encontro</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A expectativa geral é que o Mooc (Massive Open Online Course) sobre o tempo a ser produzido e o documentário em vídeo do projeto despertem o interesse de estudantes, pesquisadores e instituições em organizar e participar de atividades interdisciplinares parecidas.</p>
<p>Durante o painel também foram apresentadas várias sugestões para aprimoramento de futuras edições da Intercontinental Academia. Entre elas figuram a importância de obter maior equilíbrio entre os gêneros, áreas de especialização e representatividade dos continentes e a organização de atividades conjuntas dos participantes e pesquisadores seniores (coordenadores e conferencistas).</p>
<p>Primeiro a falar, <span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a>, da USP, disse que as grandes questões, como o tempo, são muito importantes para discussões e experimentos como a Intercontinental Academia. "É bom ser relativamente jovem, mas quando estamos na faixa dos 30 anos já amadurecemos um pouco e acabamos perdendo o vínculo com essas grandes questões".</span></p>
<p><span>Ele também destacou a conveniência de o grupo contar com pessoas de formação mais eclética e capazes de estabelecer pontes entres os participantes. Almeida considera os filósofos os melhores para desempenhar esse papel. Disse ter aprendido isso na prática graças à convivência com o representante da Universidade de Turku, o filósofo finlandês <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, e com outros dois integrantes "com inclinações filosóficas": o neurocientista <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/andre-mascioli-cravo">André Cravo Mascioli</a>, da UFABC, e a arquiteta e historiadora da arte <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/nikki-moore">Nikki Moore</a>, da Rice University, EUA.</span></p>
<p><strong>Ensino</strong></p>
<p>O oceanógrafo alemão <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/marius-muller">Marius Müller</a>, pesquisador em pós-doutorado na USP, afirmou que um dos resultados que já está experimentando é ter passado a tratar de novas questões com seus alunos sem deixar de lados outras opiniões e sem esquecer a visão de outras disciplinas. Müller considera que o projeto estimula a pensar a pesquisa como um processo aplicável a vários campos, “algo que os cientistas naturais tendem a esquecer, dada a ênfase na obtenção de resultados presente no meio acadêmico”.</p>
<p>O biólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/norihito-nakamichi">Norihito Nakamishi</a>, da Universidade de Nagoya, também disse ter beneficiado em suas atividades docentes. "No meu caso, isso não representa um grande incremento para a pesquisa, mas é uma grande contribuição para minha atuação como professor."</p>
<p><strong>Comunicação</strong></p>
<p>O matemático <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/adriano-de-cezaro">Adriano De Cezaro</a>, da UFRGS, ressaltou o aprimoramento comunicacional de quem participa de um projeto desse tipo: "Aqui temos 13 diferentes 'línguas' [as linguagens das disciplinas] e aprendê-las é uma coisa extraordinária". A especialista em narrativa medieval <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/eva-von-contzen">Eva von Contzen</a>, da Universidade Ruhr de Bochum, Alemanha, também considera a comunicação como uma das peças-chave da Intercontinental Academia:  "Aprendemos a nos comunicar uns com os outros, a ouvir outras 'línguas', não só de outras disciplinas, mas também de outras culturas".</p>
<p>O que facilitou a comunicação foi a possibilidade de os pesquisadores passarem um bom tempo juntos, segundo Arstile. Para ele, isso foi o diferencial em relação a outros projetos interdisciplinares em que participou e que não tiveram muito sucesso.</p>
<p><strong>Interdisciplinaridade</strong></p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/boris-roman-gibhardt">Boris Roman Gibhardt</a>, do Centro de Pesquisas Interdisciplinares da Universidade de Bielefeld, Alemanha, disse que a ênfase do projeto na interdisciplinaridade é importante, mas não o suficiente. "Deveríamos ter ambições maiores, preocuparmo-nos com o pensamento crítico, por exemplo", afirmou.</p>
<p>Para ele, a Academia Intercontinental é um grande projeto, mas não é algo de longo prazo: "Na vida acadêmica não há muito interesse em apoiar a interdisciplinaridade, a não ser que seja em projetos específicos. Isso é um problema. Nas humanidades, as disciplinas foram estabelecidas no começo do século 19. Devemos questionar se elas ainda estão atuais. Só haverá interdisciplinaridade quando as disciplinas se dissolverem."</p>
<p>A interdisciplinaridade é um desafio, mas a perspectiva dela é importante para pesquisadores e estudantes, segundo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/kazuhisa-takeda">Kazuhisa Takeda</a>, da Universidade Waseda, apoiadora do projeto. Ele disse que compartilhou a experiência de participar da Fase São Paulo com os alunos e observou como esse tipo de abordagem é atraente para os jovens. "Talvez os jovens pesquisadores possam continuar esse tipo de abordagem e atrair novos estudantes para isso no futuro."</p>
<p><strong>Reflexos acadêmicos</strong></p>
<p>Eva, mediadora do painel, disse que o projeto apresentou dois problemas comuns na vida acadêmica: a desproporção entre gêneros no grupo, com apenas duas mulheres entre os 13 participantes, e a hierarquização entre pesquisadores juniores (os 13 participantes) e seniores (coordenadores e conferencistas).</p>
<p>Mascioli acrescentou outros dois aspectos que emularam a rotina acadêmica: muitos workshops em vez de mais tempo para trabalhar e a necessidade de haver algum produto final. "Mas aqui temos a liberdade de questionar essas coisas, o que não acorre na academia e em outras experiências que tenho participado".</p>
<p><strong>Mooc</strong></p>
<p>Por outro lado, Mascioli considera importante que o projeto tenha a produção de um Mooc como atividade prática, pois "fazer um curso introdutório é bom para adequarmos o discurso a um nível compreensível a todos". Arstila também valorizou a produção do curso como forma de criação de um compromisso entre os participantes".</p>
<p><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, da USP, disse ter apoiado o Mooc desde o começo, "não porque é algo novo, mas sim porque é algo moderno, um bom meio de nos comunicarmos e um ótimo exercício". Além disso, ele considera que a sociedade merecer ter acesso a um produto assim em troca do "investimento que fez para estarmos em lugares extraordinários com pessoas extraordinárias". Ele acredita que o Mooc possa estimular muitos jovens a tentar cursar uma universidade.</p>
<p>Três outras mudanças foram sugeridas no painel: Nikki propôs que em futuras edições cada participante tenha a oportunidade de apresentar um trabalho no início, para que todos se conheçam melhor e possam ser questionados pelos pesquisadores seniores; Arstila disse que talvez os trabalhos fossem mais produtivos se o número das disciplinas envolvidas fosse menor; Nakaya sugeriu que os conferencistas sejam orientados a fazer apresentações acessíveis a todos pesquisadores de todas as áreas.</p>
<p><strong>Comentários</strong></p>
<p>No final do painel, as intervenções dos participantes foram comentadas por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg</a>, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_eliezer-rabinovici">Eliezer Rabinovici</a> e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/martin-grossmann">Martin Grossmann</a>, integrantes do Comitê Sênior, e por <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/general-secretary">Carsten Dose</a>, secretário geral do projeto.</p>
<p>Roenneberg manifestou sua admiração pelo empenho dos participantes e concordou que durante as imersões em São Paulo e Nagoya, dada a necessidade de construção do cenário científico (workshops e conferências) para a concepção do Mooc, sobrou pouco tempo para o trabalho diretamente ligado à produção do curso. A dificuldade, disse, é como conseguir tempo para fazer esse trabalho ao mesmo tempo em que os participantes voltam às suas atividades acadêmicas normais.</p>
<p>O mérito do projeto, segundo Rabinovici, foi oferecer aos participantes ciência de qualidade e a possibilidade de criação de uma rede. "Não sei o quanto os vínculos criados são fortes e duradouros, mas a possibilidade de que que durem alguns anos é valiosa. O projeto a ser desenvolvido [Mooc] poderá ter sucesso ou não, mas funcionará com um teste do contato dos participantes com ciência de qualidade e do processamento disso em suas mentes."</p>
<p>Ele considerou o desequilíbrio entre os gêneros um problema importante a ser equacionado no futuro, mas frisou com o processo de seleção dos participantes foi árduo, admitindo, porém, que poderiam ter sido feitos esforços adicionais para que mais mulheres se inscrevessem no processo seletivo.</p>
<p>Dose informou que o feedback dos participantes dessa primeira edição da Academia Intercontinental e da primeira parte (em Jerusalém, Israel) da <a class="external-link" href="https://scholars.huji.ac.il/iahd">segunda edição</a> (sobre dignidade humana) será parte importante da discussão de diretores de IEAs vinculados à Ubias em junho, na Universidade de Birmingham, Reino Unido.</p>
<p><strong>Tema</strong></p>
<p>Ele considerou curioso os participantes terem comentado quase todos os aspectos do projeto menos o tema central, o tempo. Para ele, isso demonstrou que o tema escolhido foi um desafio intelectual adequado para o trabalho.</p>
<p>Quis saber que tema alternativo poderia ter sido escolhido, algo que contemplasse um dos grandes problemas da sociedade, como alguns dos participantes comentaram. Também perguntou sobre um outro resultado do projeto que tomara conhecimento, a proposta de alguns dos participantes de criação de um site em conjunto e acessível a um público amplo.</p>
<p>De Cezaro respondeu que poucos temas são tão abrangentes quanto o tempo. Para ele, discutir o tempo em sociedades específicas seria mais aplicável, porém, restritivo. Quanto à utilidade para a sociedade, disse que ela também ocorre com o tema escolhido, ainda que na forma de puro conhecimento.</p>
<p>Eva informou que parte do grupo pretende desenvolver um projeto paralelo, decorrente das conexões estabelecidas no projeto: "A ideia é fazer um site que funcione como uma plataforma para a publicação de conteúdos em vários formatos, entre os quais o acadêmico e o da arte, produzidos por pessoas ligadas aos IEAs da Ubias, com cada atualização dedicada a um tópico diferente".</p>
<p>No final do painel, Grossmann disse que desde o início da formulação do projeto a ideia foi investir no risco e que a única preocupação no que se refere à seleção dos 13 participantes foi a qualidade do trabalho que desenvolvem. O desafio agora, segundo ele, é a continuidade da rede de cooperação entre os pesquisadores e, quanto a isso, "a criação de um site conjunto é uma grande notícia".</p>
<p><strong>Pensamento crítico</strong></p>
<p>Grossmann solicitou que Gibhardt falasse mais sobre sua defesa de uma maior preocupação em produzir pensamento crítico. O representante da Universidade de Bielefeld respondeu que isso é uma questão especial para as humanidades: "Elas podem contribuir com o futuro da academia por meio especialmente do pensamento crítico. Devemos ser mais intelectuais e tentar desenvolver ideias em diversos contextos, no contexto político, da sociedade, desenvolver as ideias certas, nos lugares certos, nos momentos certos. Isso seria mais importante do que desenvolver um Mooc, um livro ou algo similar. A minha ideia tem a ver com educação, que não é um produto específico, é invisível. É idealismo, eu sei, mas acho que se trata de uma questão de atitude".</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-05-07T13:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/desafios-sociedade-fronteiras">
    <title>Os Desafios da Sociedade Não Têm Fronteiras: Impacto da Pesquisa Acadêmica Interdisciplinar em Políticas Públicas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/desafios-sociedade-fronteiras</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><strong>Sessão pública virtual de defesa da tese de doutorado</strong></p>
<p>O impacto da pesquisa na sociedade é um tema que vem sendo amplamente discutido na última década com a preocupação, já de longa data, com o retorno social do financiamento público da ciência e em virtude da apreensão quanto à inclusão desse tipo de impacto para avaliação da pesquisa e direcionamento do financiamento. Para o âmbito de políticas públicas, especificamente, a questão do impacto está relacionada ao movimento de uso de evidências para informar políticas públicas (<i>evidence-informed policy making</i>). De modo geral, nas discussões sobre impacto da pesquisa na sociedade, a pesquisa interdisciplinar ganha destaque pelo seu potencial de resolver problemas complexos. Alguns autores afirmam que ela possui maior impacto quando comparado à pesquisa realizada em contexto disciplinar. Nesse sentido, o objetivo principal dessa pesquisa foi caracterizar o impacto da pesquisa acadêmica realizada em grupos interdisciplinares para políticas públicas no contexto brasileiro. Para tanto, realizou-se um estudo de natureza qualitativa utilizando o método de estudo de casos múltiplos com seis grupos de pesquisa e estudo do IEA-USP.</p>
<p>Os grupos e os integrantes selecionados para entrevista foram escolhidos com base em dois aspectos: 1) diversidade de áreas do conhecimento (baseada na formação e atuação dos membros); 2) presença de membros do âmbito de políticas públicas. Foram realizadas 30 entrevistas com membros desses grupos, bem como coleta de dados documentais sobre os grupos e seus integrantes, buscando indicativos do impacto dos grupos em políticas públicas, da coprodução de conhecimento e do modo de geração de conhecimento interdisciplinar. Para a caracterização do impacto, utilizou-se como base o modelo conceitual proposto por Weiss (1979), o qual propõe uma representação do uso da pesquisa considerando três categorias: conceitual, instrumental e simbólico. Os principais resultados dessa pesquisa podem ser categorizados em três dimensões principais: 1) maior presença do impacto conceitual em todos os grupos; 2) impactos instrumentais estão mais presentes nos grupos com maior diversidade de disciplinas em sua composição e que coproduzem conhecimento com atores do âmbito de políticas públicas; 3) impacto depende das percepções dos pesquisadores sobre o diálogo com o âmbito de políticas públicas e a percepção da contribuição da pesquisa para essa esfera.</p>
<p><strong>Expositora / Doutoranda</strong></p>
<p><a class="external-link" href="http://lattes.cnpq.br/2942097441112172">Luisa Veras de Sandes-Guimarães</a> (FEA-USP)</p>
<p><span><strong>Orientador</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (EP, FEA e IEA-USP)</p>
<p><span><strong>Comissão</strong></span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/raquel-velho-cv" class="internal-link">Raquel Velho</a> (RPI)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-balbachevsky" class="external-link">Elizabeth Balbachevsky</a> (FFLCH e Nupps - USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva?searchterm=saldiva" class="external-link">Paulo Hilario Nascimento Saldiva</a> (FM e IEA - USP)</p>
<h3 class="visualClear">Transmissão</h3>
<p class="visualClear"><a class="external-link" href="https://youtu.be/mUqHfOyd7hY" target="_blank">youtu.be/mUqHfOyd7hY</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-04-22T18:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade">
    <title>Os desafios à interdisciplinaridade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade</link>
    <description>O sociólogo Peter Weingart, do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Bielefeld, Alemanha, fez a conferência "Interdisciplinaridade e a Nova Governança das Universidades" no dia 28 de julho.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/peter-weingart-1" alt="Peter Weingart" class="image-inline" title="Peter Weingart" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O sociólogo alemão Peter Weingart defende a reestruturação<br />organizacional das universidades como condição<br /> essencial para o sucesso das pesquisas interdisciplinares</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Algumas universidades no exterior têm adotado novas configurações organizacionais para atender às peculiaridades da pesquisa interdisciplinar. Mais do que necessária, essa reestruturação é condição essencial para que se concretize o modelo interdisciplinar, segundo o sociólogo alemão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a>.</p>
<p>Ele é conselheiro e já foi diretor do <a class="external-link" href="https://www.uni-bielefeld.de/ZIF">Centro de Pesquisa Interdisciplinar</a><span> (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld, Alemanha. O ZiF é um dos parceiros do IEA na rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias</a> (University-Based Institutes for Advanced Study).</span></p>
<p>Para ele, além da adoção de novas formas de organização de pesquisadores, disciplinas e unidades de ensino e pesquisa, a interdisciplinaridade exige uma sólida base epistemológica: “Sem as boas razões internas ao desenvolvimento da ciência e sem a disposição de tratar de problemas externos às áreas específicas, ela não é bem-sucedida”.</p>
<p>Weingart fez essas observações na conferência<i> Interdisciplinaridade e Nova Governança das Universidades</i>, que proferiu no IEA no dia 28 de julho.</p>
<p>Para o sociólogo, “a interdisciplinaridade está na moda no mundo acadêmico há mais de 20 anos, com as agências de fomento à pesquisa de cada país promovendo-a com uma meta a ser alcançada, mas, até recentemente, o termo era vazio de significado”.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong> INTERDISCIPLINARIDADE E NOVA GOVERNANÇA DAS UNIVERSIDADES</strong></p>
<p><strong>Multimídia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/2015/peterweingart" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/interdisciplinaridade-e-a-nova-governanca-das-universidades-28-de-julho-de-2015" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Texto de referência</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/interdisciplinarity-and-the-new-governance-of-universities" class="external-link">Interdisciplinarity and the New Governance of Universities</a>, de Peter Weingart</li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-aborda-estrutura-organizacional-interdisciplinar-nas-universidades-1" class="external-link">Conferência aborda estrutura organizacional interdisciplinar das universidades</a>"</li>
</ul>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/o-futuro-da-universidades" class="external-link">O FUTURO DAS UNIVERSIDADES</a></p>
<p><span>Debate com reitores e ex-reitores de universidades públicas realizado em 24 de abril de 2015, durante a </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia<br /><br /></a></p>
<hr />
<p><strong><br />LEIA MAIS SOBRE:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-sobre-universidades/" class="external-link">Universidades</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-sobre-a-rede-ubias/" class="external-link">Rede Ubias</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/Sala-verde/" class="external-link">Sala Verde</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Tipos e formas de realização</strong></p>
<p><strong> </strong>Weingart disse que no período em que dirigiu o ZiF (1989 a 1994), o centro classificava as relações interdisciplinares em dois tipos: as pequenas, quando, por exemplo, matemáticos e físicos se unem, pois “eles conseguem se entender com certa facilidade”; e as grandes, como no caso em que um biólogo e um sociólogo discutem os fundamentos biológicos da cultura, tendo de superar diferenças maiores entre as disciplinas.</p>
<p>Ele vê também duas maneiras na forma como a interdisciplinaridade se realiza. Uma delas é a combinação de disciplinas, resultando em uma área como biofísica. “No entanto, não leva muito tempo para que a nova área se torne uma especialização, com a mesma dinâmica e formato tradicionais das disciplinas: proteção ‘territorial’, demarcação em relação a áreas externas e internalização da comunicação, caracterizada pela interação entre pares com ideias e posturas semelhantes.”</p>
<p>A outra forma de concretização da interdisciplinaridade é “a orientada por uma demanda externa às disciplinas, geralmente política”. Um exemplo disso é a pesquisa ambiental, segundo Weigart, que “até hoje não teve êxito em se tornar uma disciplina, pois é constituída por um conglomerado de diferentes disciplinas que cooperam entre si”.</p>
<p>De acordo com o sociólogo, esses dois tipos de interdisciplinaridade podem enfrentar resistências nas universidades, pois enfrentam departamentos bem estabelecidos e com os quais competem por verbas. “Os departamentos são grupos de interesse e, evidentemente, os mais fortes alegam que apenas eles são capazes de julgar a qualidade e a competência dos pesquisadores ingressantes nas unidades e institutos das universidades.”</p>
<p><strong>Experiências</strong></p>
<p>Weingart citou a <a class="external-link" href="https://www.uni-siegen.de/start/index.html.en?lang=en">Universidade de Siegen</a>, do interior da Alemanha, como exemplo de universidade que quer se distanciar do modelo departamental, em busca da interdisciplinaridade. Ele reconhece, no entanto, que o exemplo não é tão persuasivo, por se tratar de uma universidade pequena e de pouco expressão.</p>
<p>“A universidade reagrupou seus 12 antigos departamentos em quatro escolas, que, apesar da manutenção da estrutura de disciplinas, trabalham em função de temas surgidos externamente a elas.”</p>
<p>Um exemplo mais radical citado por Weingart é o da <a class="external-link" href="http://www.asu.edu/">Universidade Estadual do Arizona</a>, nos Estados Unidos: “Como a universidade não consegue alcançar o grupo de elite das instituições americanas, o reitor Michael Crow resolveu seguir um caminho diferente e adotou uma estratégia que ele chama de ‘empreendedorismo científico’: dissolveu todos os departamentos e criou uma mistura entre as áreas completamente nova, interdisciplinar”.</p>
<p><strong>Demanda pública</strong></p>
<p><strong> </strong>Weingart ressaltou que a euforia pela pesquisa interdisciplinar pode ser justificada também politicamente, com a pesquisa sendo responsiva a questões externas à universidade, atendendo às demandas públicas e prestando contas aos contribuintes. “É melhor que a ciência faça coisas que são valorizadas pela sociedade do que fazer apenas aquilo que é valorizado pelos cientistas”, completou.</p>
<p>Mesmo com todas as transformações em direção a interdisciplinaridade, ele alerta que “a democratização da ciência não é algo que vai abolir a especialização que temos visto ocorrer nos últimos dois séculos.</p>
<p>“A evolução da ciência depende de uma especialização cada vez maior, de uma penetração cada vez maior, de um aprofundamento em terrenos não explorados, mas a pergunta que devemos fazer é se as disciplinas no modelo como elas foram criadas no início do século 19 marcam o fim de sua história ou se é possível que algo diferente as substitua.”</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conferencia-de-peter-weingart" alt="Conferência de Peter Weingart" class="image-inline" title="Conferência de Peter Weingart" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>As ideias apresentadas por Peter Weingart<br />suscitaram diversas perguntas do público</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>DEBATE</h3>
<p>As afirmações de Weingart provocaram várias perguntas do público presente na Sala de Evento do IEA ou que assistiram a conferência pela internet.</p>
<p>O debate foi iniciado com pergunta do diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, que quis saber a opinião do sociólogo sobre o papel dos institutos de estudos avançados na ampliação da interdisciplinaridade nas universidades.</p>
<p>Weingart disse que há vários entendimentos sobre o que os IEAs devem fazer e um deles é de que esse tipo de instituto deve se basear na reunião de mentes brilhantes. Para ele, na atualidade ninguém acredita mais que isso seja suficiente: “É ótimo ter essas pessoas trabalhando num mesmo local, mas isso funciona até certo ponto, além de ser uma solução luxuosa, só para quem têm uma verba elevada; se não tiver esse dinheiro, o melhor é pensar em soluções sistêmicas”.</p>
<p>Na opinião dele, o primeiro passo para o estabelecimento de um IEA é garantir que ele tenha orçamento e postos de pesquisa próprios, podendo contratar quem desejar. Em termos de atuação, ele acredita que os institutos desse tipo devam identificar temas que não podem ser estudados nos departamentos e também refletir sobre as relações da produção científica com outras esferas da vida social.</p>
<p>O diretor do Instituto de Biociências (IB) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/gilberto-fernando-xavier" class="external-link">Gilberto Fernando Xavier</a>, perguntou a Weingart se a dificuldade para o estabelecimento de grupos interdisciplinares num ambiente competitivo não seria mais um problema sociológico do que organizacional, “pois para a criação de um grupo assim é preciso haver confiança e uma atitude cooperativa entre as pessoas”.</p>
<p>Weingart respondeu que essa dificuldade não é tanto um problema sociológico, mas sim psicológico: “Muitos acadêmicos têm medo e buscam segurança; pessoas assim não são bons parceiros nesses grupos, que exigem pesquisadores resilientes o suficiente para sentar com alguém e fazer perguntas bobas, por saberem que as perguntas bobas precisam ser feitas, que eles precisam aprender, começar do zero”.</p>
<p>Carlos Graeff Teixeira, da Faculdade de Biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, enviou pergunta por email na qual indagou como os administradores de universidades podem identificar programas sociais relevantes e se são necessários grupos especiais para realizar essa tarefa.</p>
<p>Segundo Weingart, não há uma receita para identificar problemas da sociedade que mereçam ser pesquisados, mas criar grupos de cientistas sociais dedicados a esse trabalho ou procurar informações em outros locais que se preocupem com isso pode ser um caminho.</p>
<p>Leandro Giatti, da Faculdade de Saúde Pública, disse que vivemos em meio a incertezas e os especialistas não possuem todas as respostas. Ele  perguntou a Weingart se não seria o caso de a sociedade ter maior participação nas discussões empreendidas por cientistas sobre questões sobre as quais pairam muitas incertezas.</p>
<p>De acordo com Weingart, é preciso se distanciar do modelo em que um político pergunta algo para um cientista informado sobre todas as evidências e a questão está resolvida: “Sabemos que os definidores de políticas públicas são muito oportunistas com as evidências científicas, aceitam o que gostam e descartam o resto; e não há como eliminarmos a insegurança do processo, sobrando a alternativa de instituir mecanismos que reduzam os riscos de receber informações ou permitam o adiamento de decisões, em observância ao princípio de precaução”.</p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências (IB), questionou Weingart se os sistemas da universidade não precisam de grupos trabalhando de forma interdisciplinar, usando as ferramentas sistêmicas, e, ao mesmo tempo, pessoas fazendo ciência básica, isoladamente, e se não seria o caso de criar melhores conexões entre a ciência básica e a visão sistêmica.</p>
<p>Weingart disse que a noção de sistema é muito diferente em cada contexto e que um ponto em comum, pressuposto pelo trabalho interdisciplinar, estará num patamar acima duas ou três disciplinas conectadas, "será um conjunto de problemas que estão competindo entre si ou tentando se encaixar em achados presentes no que está acima das disciplinas".</p>
<p>Segundo Buckeridge, a USP possui os mecanismos para isso mas há o problema da linguagem entre diferentes áreas e a consequente necessidade de “tradutores” (não pessoas, mas mecanismos de facilitação do entendimento).</p>
<p>Weingart disse que a especialização é a base de referência e isso implica em linguagens altamente especializadas: “Seria impossível usar ‘tradutores’ que tornassem cada disciplina traduzível; o melhor seria que diferentes disciplinas atacassem um problema específico com a ajuda de um ‘tradutor””. <span>Buckeridge citou como exemplo desse trabalho de “tradução” os livros de divulgação científica que muitos cientistas americanos e britânicos produzem. Weingart concordou que esse é um dos mecanismos possíveis.</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/iea/estrutura/conselho-deliberativo-old2/ex-conselheiros-2/silvio-roberto-de-azevedo-salinas" class="external-link">Sílvio Salinas</a>, do Instituto de Física (IF) da USP e ex-conselheiro do IEA, manifestou que os departamentos da USP são fortes, bem estabelecidos e produtivos e que considera mais importante a preocupação com a formação abrangente dos graduandos.</p>
<p>Weingart respondeu que com o crescimento do conteúdo das disciplinas fica impossível saber de tudo. Na opinião do sociólogo, há uma tendência de crescimento dos currículos de todas as disciplinas, por isso “precisamos de um processo constante de repensar os currículos e decidir que competências são absolutamente cruciais e quais devem ser abandonadas".</p>
<p>Durante o debate, a diretora da Escola de Artes, Ciências  e Humanidades (EACH) da USP, Maria Cristina Motta de Toledo, que assistia o evento pela internet, encaminhou convite a Weingart para que numa próxima visita a São Paulo conhecesse a escola, que possui caráter interdisciplinar, não departamental, com cursos de graduação baseados em temas e atividades integrados e o primeiro ano funcionando como um ciclo básico comum a todos os cursos.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Administração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-07-30T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/a-ciencia-e-suas-fronteiras">
    <title>Os desafios à integração dos conhecimentos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/a-ciencia-e-suas-fronteiras</link>
    <description>Sérgio Paulo Rouanet fez a conferência "A Ciência e suas Fronteiras" no dia 17 de agosto. O evento foi uma atividade da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência e teve como debatedores Manuela Carneiro da Cunha, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Letícia Veras Costa Lotufo e Paulo Nussenzveig. A coordenação foi de Eugênio Bucci.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sergio-paulo-rouanet-17-08-2016" alt="Sérgio Paulo Rouanet - 17/08/2016" class="image-inline" title="Sérgio Paulo Rouanet - 17/08/2016" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Os participantes do evento (<i>a partir da esq.</i>): Paulo Nussenzveig, Leticia Veras Costa Lotufo, Eugênio Bucci, Sérgio Paulo Rouanet, Luiz Carlos Bresser Pereira e Manuela Carneiro da Cunha</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na busca da integração de saberes, contra a hiperespecialização, "a questão de maior interesse contemporâneo não é a das fronteiras intracientíficas em geral, mas sim entre as ciências humanas e as ciências naturais".</p>
<p>A opinião é do filósofo e sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sérgio Paulo Rouanet</a>, que fez no dia 17 de agosto a conferência <i>A Ciência e suas Fronteiras</i>, dentro da programação da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>.</p>
<p>Rounet também tratou das "fronteiras entre a ciência e suas 'margens': a religião, a moral e a política" e da universalidade do conhecimento, que "não está mais ameaçada por fronteiras epistemológicas, mas continua ameaçada por fronteiras geográficas".</p>
<p>As questões levantadas pelo conferencista foram discutidas por quatro pesquisadores: o <span class="external-link">economista </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-carlos-bresser-pereira-1" class="external-link">Luiz Carlos Bresser-Pereira</a>, professor da FGV-SP; a antropóloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-manuela-ligeti-carneiro-da-cunha" class="external-link">Manuela Carneiro da Cunha</a><span class="external-link">, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e da Universidade de Chicago, EUA; </span>o físico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-alberto-nussenzveig" class="external-link">Paulo Nussenzveig</a>, do Instituto de Física (IF); e a farmacologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/laticia-veras-costa-lotufo" class="external-link">Leticia Veras Costa Lotufo</a>, do Instituto de Ciências Biomédicas(ICB). A moderação foi do jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugênio Bucci</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e superintendente de Comunicação Social da universidade.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>A Ciência e<br />suas Fronteiras <br /><i>17 de agosto</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ciencias-e-suas-fronteiras" class="external-link">Rouanet defende a unicidade e a universalidade do conhecimento</a></li>
</ul>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/a-ciencia-e-suas-fronteiras" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/a-ciencia-e-suas-fronteiras-17-de-agosto-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<p> </p>
<p><strong>OUTROS EVENTOS</strong></p>
<p><strong>Prazer Desinteressado da Arte? De Kant à Cultura Pós-Aurática de Walter Benjamin<br /></strong><i><strong>15 de agosto</strong></i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/walter-benjamin-versus-max-weber" class="external-link">Rouanet analisa a concepção de modernidade de Walter Benjamin</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/prazer-desinteressado-da-arte" class="external-link">Rouanet e Barbara Freitag questionam o 'prazer desinteressado da arte'</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/o-prazer-desinteressado-da-arte-de-kant-a-cultura-pos-auratica-de-walter-benjamin" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/o-prazer-desinteressado-da-arte-de-kant-a-cultura-pos-auratica-de-walter-benjamin-15-de-agosto-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Arte, Artistas, Universidade<br /><i>15 de agosto </i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-lugar-paradoxal-do-artista-dentro-da-universidade" class="external-link">O lugar paradoxal do artista dentro da universidade</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/arte-artista-universidade" class="external-link">Vídeo</a></li>
</ul>
<p><strong>A Modernidade e suas Ambivalências<br /><i>17 de maio</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/rouanet-inaugura-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">A Modernidade e suas Ambivalências</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/a-modernidade-e-suas-ambivalencias-lancamento-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/a-modernidade-e-suas-ambivalencias-lancamento-da-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-17-de-maio-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Tradição</strong></p>
<p>Manuela Carneiro da Cunha disse que além das fronteiras citadas por Rouanet há uma quarta, entre a ciência e os sistemas de conhecimento tradicionais.</p>
<p>Segundo ela, a racionalidade defendida pelo Círculo de Viena influenciou a antropologia de modo desviante. "Procurou-se a racionalidade em sistemas adivinhatórios, por exemplo, e isso levou a um tipo de cientificismo na antropologia. Chegou-se ao ponto de tentar utilizar estatísticas para relacionar traços culturais."</p>
<p>Manuela considera um marco importante de mudança de atitude foi o fato de a Convenção sobre a Diversidade Biológica, estabelecida na ECO 92, ter introduzido a questão dos conhecimentos tradicionais.</p>
<p>A Plataforma Intergovernamental para a Biodiversidade e os Serviços Ecossistêmicos, criada em 2012, mudou completamente o rumo da questão, segundo ela, pois "quer não só levar em conta os conhecimentos tradicionais como também usar toda literatura chamada de 'cinzenta', por não ser sancionada pelos padrões científicos, avaliada por pares e consagrada em periódicos científicos".</p>
<p>Rouanet concordou com Manuela em relação à necessidade de desaparecer a intolerância da ciência em relação ao saber tradicional, mas ressaltou que "também deve desaparecer a intolerância dos que se consideram porta-vozes da tradição contra a cultura científica".</p>
<p>Para ele, às vezes há uma supervalorização da natureza e de aspectos culturais: "Não vejo nenhuma justificativa possível, mesmo numa moralidade mínima, para a mutilação clitoridiana em certas culturas. A supervalorização da tradição pode redundar em irracionalismo, e o culto do irracionalismo tem um nome: fascismo”.</p>
<p><strong>Interdisciplinaridade</strong></p>
<p>Rouanet disse que na tradição vitalista europeia (inspirada no filósofo alemão Wilhelm Diltrey) "existe uma diferença de princípio entre as ciências naturais, voltadas para a explicação empírica, e as ciências histórico-hermenêuticas, as ciências do espírito, voltadas para a interpretação, não para a explicação causal".</p>
<p>Na tradição positivista, ao contrário, as ciências humanas podem ter o mesmo status científico das ciências naturais, mas para isso "seus enunciados devem descrever regularidades causais, permitir previsões e ser validáveis empiricamente pela observação e pela experiência, em contextos que permitam a repetição e o controle por parte de outros investigadores", explicou Rouanet.</p>
<p>Ele comentou que para os positivistas e a fronteira real ocorre entre os enunciados das ciências sociais empíricas depuradas de todo julgamento de valor -- semelhantes às ciências naturais, por tanto -- e os enunciados supostamente científicos (na opinião deles) de disciplinas sociais que se permitam formular julgamentos de valor.</p>
<p>A oposição a essa restrição dos positivistas provém da chamada Escola de Frankfurt, ao comparar a teoria social tradicional com a teoria crítica, segundo Rouanet: ao tomar partido pela transformação de uma realidade humanamente insuportável, a teoria social crítica não perde sua cientificidade, "ao contrário, só nesse momento ela se torna verdadeira científica".</p>
<p>"Mas isso pressupõe justamente justamente a operação mais abominada pelos positivistas, a introdução expressa dos julgamentos de valor". Essa introdução só seria justificável, de acordo com Rouanet, com "a extinção do grande abismo entre fatos e normas, o que significa o fim do grande interdito positivista, que condena as proposições normativas e axiólogicas à esfera do incognoscível".</p>
<p>Rouanet explicou que, diante disso, os frankfurtianos teriam que demonstrar que essas proposições podem ser tão validáveis quanto as proposições descritivas das ciências naturais. "Esse foi o papel da teoria da ação comunicativa de Jürgen Habermas. Ele mostrou que as duas classes de proposições são validáveis em contextos argumentativos semelhantes:, os discursos."</p>
<p>Para Bresser-Pereira, a discussão sobre interdisciplinaridade deve considerar as diferenças entre as ciências: "Apesar de a distinção entre ciências naturais e ciências sociais ser fundamental, há uma distinção anterior, entre as ciências metodológicas [matemática, lógica, estatística e outras] e as ciências substantivas, compostas pelas naturais e sociais".</p>
<p>Ele ressaltou  que nas ciências metodológicas usa-se o método hipotético-dedutivo e nas ciências substantivas o método científico, no qual são observadas regularidades e tendências da realidade e elaboradas hipóteses, posteriormente desenvolvidas teoricamente e testadas.</p>
<p>De acordo com Bresser-Pereira, a "boa economia" é uma ciência substantiva, mas economia a neoclássica dominante não: "Ela adota o método hipotético-dedutivo das ciências metodológicas e ao transformar de ciência substantiva em ciência metodológica passa a ser axiomática, pura lógica, e tudo pode ser reduzido à matemática".</p>
<p>"Os pesquisadores que fazem isso com a economia tornam-se donos de uma ciência em prejuízo dos demais, que não têm condição de discutir porque não estudaram tanta matemática como esses economistas", disse.</p>
<p>Leticia Veras Costa Lotufo<span> exaltou os avanços significativos proporcionados pela especialização na biologia, mas lamentou a extinção da figura do cientista generalista.</span></p>
<p>A interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade são essenciais para a redução do distanciamento provocado pela especialização, segundo ela: "Não conseguimos fazer uma ciência de qualidade, evoluir nas nossas redes de pesquisa, se não incluirmos nas nossas equipes pessoas de outras disciplinas naturais e sociais". Citou como exemplo recente no Brasil de articulação de disciplinas a mobilização de instituições e pesquisadores de várias áreas em função das ameaças do zika vírus.</p>
<p>Paulo Nussenzveig citou o <a class="external-link" href="http://www.cecm.usp.br">curso de ciências moleculares</a> da USP como um exemplo de iniciativa de sucesso em termos interdisciplinares. Podem-se candidatar à seleção para o curso alunos matriculados em qualquer curso de graduação da Universidade. Nos dois anos iniciais, todos aprendem matemática, física, química, biologia e computação e começam a desenvolver um projeto de iniciação científica. Depois desse ciclo básico, cada aluno propõe ao coordenador uma grade das disciplinas (de graduação ou pós-graduação de qualquer curso da USP) que deseja frequentar. Para Nussenzveig, iniciativas assim são importantes porque "são os jovens que desenvolverão a interdisciplinaridade que precisamos".</p>
<p><strong>Valores</strong></p>
<p>No que se refere à relação com valores, Leticia disse que a ciência deveria caminhar muito bem ao lado da moral, "mas temos de considerar que a discordância é fundamental para a evolução do pensamento científico e a quebra de determinados paradigmas, seja uma discordância nos fatos que embasam uma teoria ou quanto aos limites de uma teoria ou ainda para identificar o que é suficiente para a quebra de uma conduta moral estabelecida".</p>
<p>No entanto, ao mesmo tempo que parece ter havido uma evolução grande nos aspectos morais da ciência, parece a comunidade científica deu um passo muito grande atrás na observância de regras básicas de convivência, de acordo com Leticia: "Aquilo que parecia estar indo muito bem, sem precisar estar escrito, de cinco anos para cá foi preciso ser formalizado pela Fapesp e pelo CNPq em códigos de ética para os cientistas, para a definição do que é ético em termos de autoria e no uso de recursos públicos para a pesquisa, além de ser preciso haver canais para a denúncia de fraudes e plágio".</p>
<p>Bresser-Pereira comentou que as ciências sociais dependem de interpretação e talvez façam parte de uma disciplina mais ampla, que são as humanidades. Para ele, elas são ciências muito modestas, com baixo poder de previsibilidade e profundamente influenciadas por valores e ideologias. "Por isso que os marxistas e a Escola de Frankfurt dizem que a distinção entre uma ciência social imbuída de valores e uma ciência social desvinculada de valores é essencial. Não crio que isso seja possível. É impossível fazer uma ciência social sem valores."</p>
<p>Ainda nessa discussão sobre a entre a ciência e a sociedade, Nussenzveig defendeu a atividade científica não depende essencialmente do Estado. Citou como exemplo de uma nova postura em relação a isso os novos rumos da Fundação Instituto de Física Teórica, que está ampliando sua sede com a construção de um centro científico e um teatro digital (e planetário) e reformando o antigo casarão que abrigava o instituto (que foi absorvido pela Unesp) para ser utilizado em projetos com jovens do ensino médio, especialmente os provenientes de escola públicas. Ele também mencionou a constituição de um instituto com verba doada por João e Branca Moreira Salles para financiamento privado de ciência.</p>
<p><strong>Globalização</strong></p>
<p>Em relação as fronteiras nacionais e culturais, Leticia disse que a evolução tecnológica é maravilhosa, mas traz questões que merecem muita reflexão, como no caso da globalização do sistema de educação:  "Até que ponto isso respeitas nossas fronteiras culturais e nosso conhecimento tradicional? Até que ponto não vamos massificar tudo e perder a riqueza da diversidade?"</p>
<p>"É absolutamente impossível fazer ciência social desligada da nação", afirmou Bresser Pereira. Como exemplo, citou a ciência política moderna: "Ela é fundamentalmente dominada pelos americanos e seu pressuposto fundamental, nunca explicitado com clareza, é que a sociedade e a política americanas são as ideias a as dos outros devem ser comparadas a elas. Mas hoje a democracia americana é uma desgraça, tão horrível quanto a nossa, e a democracia europeia é infinitamente superior".</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Fernanda Rezende/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Multidisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-25T12:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/orfandade-no-brasil-dialogos-interdisciplinares-em-direitos-e-politicas-publicas-para-a-infancia-19-e-20-02-2024">
    <title>Orfandade no Brasil: Diálogos Interdisciplinares em Direitos e Políticas Públicas para a Infância - 19 e 20/02/2024</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/orfandade-no-brasil-dialogos-interdisciplinares-em-direitos-e-politicas-publicas-para-a-infancia-19-e-20-02-2024</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infância</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-03-12T22:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/orfandade-no-brasil-dialogos-politicas-publicas">
    <title>Orfandade no Brasil: Diálogos Interdisciplinares em Direitos e Políticas Públicas para a Infância</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/orfandade-no-brasil-dialogos-politicas-publicas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Este evento abordará a complexidade da orfandade, agravada pela pandemia, com foco nos impactos físicos e mentais em crianças e adolescentes.</p>
<p>Será explorada a interseção de fatores como raça, gênero e desigualdades socioeconômicas, destacando a importância de uma perspectiva de direitos e políticas públicas.</p>
<p>O evento buscará uma compreensão holística da orfandade, ressaltando a essencialidade da interdisciplinaridade na abordagem do fenômeno.</p>
<p>Além disso, a temática do evento está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, convidando os participantes a contribuírem com perspectivas interdisciplinares na construção de soluções que promovam a justiça social na infância.</p>
<p><b>Coordenação:</b><i> </i><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/regina-szylit" class="external-link">Regina Szylit</a> (Programa Ano Sabático)</p>
<h3><b>Transmissão:</b></h3>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Infância</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pandemia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desigualdade</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-02-02T17:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2023">
    <title>Oito professores da USP são selecionados para o Programa Ano Sabático de 2023</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2023</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-8c026510-7fff-125b-9b8a-9819a9513fa3"> </span></p>
<p dir="ltr">O Conselho Deliberativo (CD) do IEA escolheu oito professores da USP para participar do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático</a> 2023. O resultado da chamada da mais recente edição foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na última quarta-feira, dia 28 de setembro. Criado em junho de 2015, a partir da publicação da <a href="http://www.leginf.usp.br/?resolucao=resolucao-no-7069-de-19-de-junho-de-2015"><span>Resolução 7.069</span></a>, o programa já recebeu mais de 50 participantes.</p>
<p dir="ltr"><span>Serão realizados projetos sobre os seguintes temas: humanidades digitais, democracia brasileira, teatralidade modernista, história da filosofia, estado plurinacional, produção imobiliária, luto e saúde planetária.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os selecionados são: Diana Gonçalves Vidal, da Faculdade de Educação (FE); </span><span>Esther Imperio Hamburger e Luiz Fernando Ramos, ambos da </span><span>Escola de Comunicações e Artes (ECA); </span><span>Marco Antonio de Ávila Zingano, da </span><span>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH); </span><span>Marcos Bernardino de Carvalho, da </span><span>Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH); </span><span>Paula Freire Santoro, da </span><span>Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU); </span><span>Regina Szylit e Renata Eloah de Lucena Ferreti-Rebustini, as duas da</span><span> Escola de Enfermagem (EE).</span></p>
<p dir="ltr"><span>O programa, com apoio da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP-USP), concede auxílio de até 12 mil reais a cada participante para auxiliar na execução da pesquisa. Para que possam se dedicar a pesquisas individuais interdisciplinares durante seis meses ou um ano, os selecionados ficam dispensados de atividades didáticas e administrativas em suas unidades de origem.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Podem participar das seleções anuais do programa os professores enquadrados há sete anos no Regime de Dedicação Integral à Docência e Pesquisa (RDIDP). Durante o sabático, cada participante deve realizar ao menos uma conferência pública por semestre de participação e produzir um artigo inédito e original ou outro produto acadêmico, como livro, exposição, documentário em vídeo ou obra de arte, por exemplo.</span><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A seguir, os escolhidos para 2023 e seus projetos de pesquisa com respectivos períodos de duração</span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Diana-Goncalves-Vidal-perfil.png" alt="Diana Gonçalves Vidal - Perfil" class="image-left" title="Diana Gonçalves Vidal - Perfil" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/diana-goncalves-vidal" class="external-link">Diana Gonçalves Vidal</a> </strong>(FE)</p>
<p dir="ltr">Projeto: <i>e-História da educação: uma abordagem crítica das humanidades digitais</i></p>
<p dir="ltr"><span>Período: 1 ano</span></p>
<p dir="ltr"><span>A investigação tem por propósito aprofundar a reflexão sobre as humanidades </span><span>digitais, em particular dirigindo o enfoque para a história da educação. Para tanto, </span><span>pretende coligir a produção acadêmica nacional e internacional sobre a temática, considerando que este campo transdisciplinar em desenvolvimento agrega dispositivos e perspectivas analíticas das ciências humanas e sociais, enquanto mobiliza as ferramentas e abordagens abertas pela tecnologia digital.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Nesse sentido, propõe socializar a pesquisa por meio de minicurso, conferências, podcasts e organização de um seminário internacional, além da criação de um grupo de pesquisa, envolvendo pesquisadores nacionais e estrangeiros, provenientes de campos disciplinares distintos, mas com preocupações correlatas aos objetivos principais da investigação. O projeto visa dar continuidade à pesquisa iniciada com apoio do Edital de Apoio a Projetos Integrados de Pesquisa em Áreas Estratégicas (PIPAE) da PRP-USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Diana Vidal é </span><span>professora titular em História da Educação da FE-USP. Foi diretora do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP) entre os anos de 2018 e 2022. Atua principalmente com os seguintes temas: história transnacional da educação, cultura escolar, escola nova, práticas escolares de leitura e escrita, historiografia e circulação internacional de modelos e práticas pedagógicas. Publicou em 2013 seu primeiro livro infantil, intitulado </span><span>Flora</span><span>. Em 2015, saiu sua segunda publicação para crianças: </span><span>Memel</span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Esther-Imperio-Hamburger-Perfil.png" alt="Esther Império Hamburger - Perfil" class="image-left" title="Esther Império Hamburger - Perfil" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/esther-imperio-hamburguer" class="external-link">Esther Imperio Hamburger</a> </strong>(ECA)</p>
<p dir="ltr">Projeto: <i>Memória, Audiovisual e Democracia no Brasil Contemporâneo</i></p>
<p dir="ltr"><span>Período: 1 ano</span></p>
<p dir="ltr"><span>O projeto pretende discutir a crise da democracia brasileira a partir de um mapeamento da circulação de imagens sonoras, no cinema, na televisão e nas mídias digitais. Recorta o tema das desigualdades a partir dos anos 1980 como eixo transversal. “Rastreio obras audiovisuais que estenderam a amplitude da democracia brasileira ao introduzir questões éticas e estéticas sobre como filmar a desigualdade e a discriminação de classe, cor e gênero sem contribuir para reforçar a discriminação”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A contribuição de cineastas femininas, até o momento insuficientemente reconhecidas, é o objeto da pesquisa proposta. “</span><span>Resgatar essas contribuições femininas é uma forma de contribuir para reforçá-las como alternativa a discursos de ódio que, em bunkers virtuais, ameaçam as possibilidades de ‘viver junto’”. A pesquisadora também pretende se concentrar na </span><span>redação de um ensaio a ser publicado em forma de livro a partir de artigos sobre obras específicas que expressam o debate existente sobre como filmar e encarar as desigualdades sociais presentes na geografia e nas paisagens urbanas, arquitetônicas e humanas em perspectiva interseccional. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Esther Hamburger é professora titular de História do Cinema e do Audiovisual e de Projeto do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA-USP. Atua na confluência da Crítica e dos Estudos de Cinema e Televisão e Antropologia, na abordagem de temas como desigualdades sociais, relações de gênero e raça no cinema, na televisão e nas mídias digitais contemporâneas e na história recente. Foi diretora do CINUSP Paulo Emílio de 2010 até 2014. Atualmente é coordenadora do Laboratório de Investigação e Crítica Audiovisual (LAICA) </span><span>e presidente da Associação Cultural Kinoforum.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-fernando-ramos-perfil" alt="Luiz Fernando Ramos - Perfil" class="image-left" title="Luiz Fernando Ramos - Perfil" />Luiz Fernando Ramos</strong> (ECA)</p>
<p dir="ltr">Projeto: <i>Quatro ensaios sobre a teatralidade encapsulada na cena modernista brasileira:</i><i><span> </span><span>A teatralidade modernista em Mário de Andrade; A dramaturgia moderna- contemporânea de Oswald de Andrade; A Performatividade antropológica de Flávio de Carvalho; A crítica teatral modernista de Alcântara Machado.</span></i></p>
<p dir="ltr"><span>Período: 6 meses</span></p>
<p dir="ltr"><span>A proposta desenvolve-se </span><span>em torno da cena modernista brasileira, pensada em sua virtualidade nas décadas de 1920 e 1930 e a partir das viagens à Europa de nomes cruciais do modernismo no Brasil: Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Flávio de Carvalho e Antônio de Alcântara Machado. Parte de</span><span> projeto em curso iniciado em 2020 no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) intitulado </span><span>Uma virtual Cena Modernista: três viajantes na Europa das vanguardas</span><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em novo recorte, propõe-se a análise fina dos textos dramáticos e paratextos teatrais destes quatro escritores de distintas perspectivas, o foco é nas raízes e nos processos de consolidação da própria ideia de um teatro moderno no Brasil. “São textos dramáticos de naturezas diversas, mas que agregam em si traços notáveis de potencial teatralidade modernista”. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Luiz Fernando Ramos é professor titular e atual chefe do Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP. E</span><span>ncenador, dramaturgo e documentarista é um dos coordenadores da coleção </span><span>Artes Performativas e Filosofia</span><span> da editora Annablume. Foi crítico de teatro do jornal </span><span>Folha de S.Paulo,</span><span> entre os anos de 2008 e 2013. De 2018 a 2019 foi representante (suplente) dos professores associados da USP no Conselho Universitário (CO). É consultor </span><span>ad hoc</span><span> do CNPq, da Capes e da Fapesp.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Marco-Antonio-de-Avila-Zingano-Perfil.png" alt="Marco Antonio de Ávila Zingano - Perfil" class="image-left" title="Marco Antonio de Ávila Zingano - Perfil" />Marco Antonio de Ávila Zingano </strong>(FFLCH)</p>
<p dir="ltr"><span>Projeto:</span><span> </span><span><i>Racionalidade Prática em Aristóteles</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>Período: 1 ano</span></p>
<p dir="ltr"><span>O projeto está centrado em torno de estudos sobre a racionalidade prática em Aristóteles. Em termos concretos, propõe-se fazer uma tradução comentada do livro </span><span>Tratado da Prudência</span><span>, clássico nomeado como o </span><span>Livro VI da Ética Nicomaqueia</span><span>, o tratado aristotélico sobre a prudência, que é a virtude intelectual que opera no interior da virtude moral. </span></p>
<p dir="ltr"><span>“A Ética Nicomaqueia não somente é uma das principais obras de Aristóteles, como é uma das obras centrais na história da filosofia. É possivelmente o texto mais comentado de Aristóteles ao longo dos séculos”, argumenta. “Ademais de seu interesse histórico, tornou-se um texto de referência na filosofia moral contemporânea”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Simultaneamente, serão organizados dois seminários, um em cada semestre, sobre problemas ligados à racionalidade prática, envolvendo professores de outras instituições, nacionais e internacionais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Marco Antonio Zingano é professor titular do Departamento de Filosofia da FFLCH-USP. Em 2005, apresentou sua tese de livre docência </span><span>Estudo de Ética Antiga</span><span>. Tem um pós-doutorado pela Universidade de Oxford e um outro pela </span><span>Ecole Normale Supérieure Rue D'ulm Paris.</span><span> Fez doutorado em filosofia pela Ecole des Hautes Études en Sciences Socialies (EHESS). É mestre em filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), instituição na qual também se graduou em filosofia.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Marcos-Bernardino-de-Carvalho-Perfil.png" alt="Marcos Bernardino de Carvalho - Perfil" class="image-left" title="Marcos Bernardino de Carvalho - Perfil" />Marcos Bernardino de Carvalho</strong> (EACH)</p>
<p dir="ltr">Projeto: <i>Bem viver, Estado Plurinacional e os novos horizontes biocivilizatórios</i></p>
<p dir="ltr"><span>Período: 1 ano</span></p>
<p dir="ltr"><span>O projeto tem como meta produzir um estado da arte da situação dos Estados Plurinacionais na América Latina, além de investigar, dentre setores de formação de opinião e lideranças de movimentos sociais, a recepção e compreensão dessa ideia, buscando verificar a noção que o público-alvo tem sobre a questão, bem como a importância e o significado que lhe atribuem para a realidade brasileira e latino-americana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O intuito é realizar um mapeamento do estágio atual e das perspectivas de implantação da plurinacionalidade nos países e nas pautas dos movimentos sociais e dos formadores de opinião da América Latina. Entre os objetivos específicos, cogita-se divulgar a ideia, a importância e o papel dos Estados Plurinacionais, especialmente, para facear a crise socioambiental entre multiplicadores de opinião crítica, no âmbito das universidades públicas brasileiras.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Carvalho </span><span>é professor associado vinculado ao curso de Gestão Ambiental e ao Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política – ProMuSPP da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH-USP), além do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana (FFLCH-USP). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Fundamentos Teóricos da Geografia, atuando principalmente nos seguintes temas: geografia, abordagens integradas (socioambientais), ensino de geografia, sociedade/meio ambiente, epistemologia e história da ciência geográfica e das ciências sociais.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paula-freire-santoro-perfil" alt="Paula Freire Santoro - Perfil" class="image-left" title="Paula Freire Santoro - Perfil" />Paula Freire Santoro</strong> (FAU)</p>
<p dir="ltr">Projeto: <i>A diversidade da produção imobiliária e a regulação dos eixos de estruturação urbana no Plano Diretor Estratégico de São Paulo 2014</i></p>
<p dir="ltr"><span>Período: 6 meses</span></p>
<p dir="ltr"><span>A pesquisa intenciona analisar a produção imobiliária em São Paulo antes e após a aprovação do Plano Diretor Estratégico 2014, sem estudá-la como objeto em si, mas aferindo como se relaciona com a regulação urbana: seus objetivos, índices e instrumentos. E aprofundar seus efeitos em termos de enfrentamento do quadro de necessidades habitacionais do município através, por exemplo, do estímulo à alteração de modo de mobilidade dos transportes individuais motorizados (carro e moto) para os coletivos. </span></p>
<p dir="ltr"><span>“Este projeto parte de uma investigação mais ampla que tem observado as dinâmicas imobiliárias de forma integrada à regulação urbana, e pretende fazer um recorte dentro deste escopo com o objetivo de compreender estas dinâmicas no entorno dos principais eixos de mobilidade urbana da cidade”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Paula Santoro leciona </span><span>nas disciplinas de Planejamento Urbano do Departamento de Projeto da FAU. Arquiteta urbanista, trabalhou, em 2009, na cooperação brasileira com o Governo de Moçambique para elaboração da Política Nacional de Habitação. Atua principalmente nos seguintes temas: plano diretor, planejamento territorial, meio ambiente, urbanismo, plano urbano, gestão social da valorização da terra, gênero, interseccionalidades, mobilidade urbana, espaço público/comum.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/regina_szylit-perfil.png" alt="Regina Szylit - Perfil" class="image-left" title="Regina Szylit - Perfil" />Regina Szylit</strong> (EE)</p>
<p dir="ltr">Projeto: <i>Uma Chamada à Ação: Acolhimento às Crianças Enlutadas na Era da </i><span><i>Covid (ACEEC)</i></span></p>
<p dir="ltr"><span>Período: 6 meses</span></p>
<p dir="ltr"><span>O objetivo do estudo é desenvolver um consenso sobre recomendações de melhores práticas no acolhimento às crianças enlutadas e suas famílias, embasados em princípios, nas estruturas e nos processos para a prevenção do luto complicado na era da Covid-19. </span><span>Durante a pandemia, mais de cento e treze mil menores de idade perderam os pais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Se considerarmos as crianças e adolescentes que tinham os avós como principal cuidador, esse número é ainda maior. O luto se tornou uma pandemia dentro da pandemia da Covid. Hoje temos cerca de 0,95 milhão de pessoas enlutadas. Embora o verdadeiro impacto do Covid-19 ainda seja desconhecido, níveis consideráveis de luto continuam crescendo”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Está prevista a organização de seminários, simpósios e elaboração de trabalhos científicos. Os resultados serão entregues em formato de publicações: dois artigos científicos e um material direcionado às diferentes instituições que será disponibilizado online gratuitamente.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Regina Szylit é professora titular do </span><span>Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Psiquiátrica</span><span> e atual diretora da EE. </span><span>Em 2021, recebeu o título de fellow (membro) da Academia Americana de Enfermagem (American Academy of Nursing – FAAN), tendo sido a segunda brasileira nomeada. Fundadora da Red Internacional de Enfermería en Cuidados Paliativos/ Enf Americas OPS. Dedica-se à produção de conhecimentos relativos às áreas de enfermagem da família, morte e luto, cuidados paliativos e métodos qualitativos de pesquisa.</span></p>
<p dir="ltr"><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/renata-eloah-de-lucena-ferretti-rebustini-perfil" alt="Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini - Perfil" class="image-left" title="Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini - Perfil" />Renata Eloah de Lucena Ferreti-Rebustini</strong> (EE)</p>
<p dir="ltr">Projeto: <i>Envelhecimento sustentável e saúde planetária: construção de um instrumento de medida e de um sistema de mensuração</i></p>
<p dir="ltr"><span>Período: 6 meses </span></p>
<p dir="ltr"><span>O projeto pretende construir um índice de avaliação de estratégias de envelhecimento sustentável para a saúde planetária </span><span>e um sistema informatizado híbrido para a operacionalização desse índice. </span><span>Para tanto, propõe indicadores para servir de apoio ao monitoramento da implementação de estratégias que favoreçam políticas de sustentabilidade para a preservação da saúde do planeta, destacando seu impacto social.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“De fato, há evidências de que as alterações no meio ambiente podem comprometer a saúde humana, favorecendo a ocorrência </span><span>de diversas alterações no sistema orgânico que vão desde alterações nutricionais, doenças respiratórias, cardíacas e até demência. Essas alterações podem ser ainda mais impactantes quando ocorrem em pessoas mais vulneráveis, como os idosos”.</span></p>
<p dir="ltr">A investigação já se encontra em andamento desde janeiro de 2021 junto ao <a class="external-link" href="http://saudeplanetaria.iea.usp.br/">Grupo de Estudos Saúde Planetária: Uma Abordagem Transdisciplinar para a Sustentabilidade do Planeta Integrada à Saúde Humana</a> (IEA-USP), coordenado pelo professor Antônio Mauro Saraiva (Poli-USP). Está prevista a organização de um simpósio internacional sobre o tema com participação de colaboradores do Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Itália e França.</p>
<p dir="ltr"><span>Renata Rebustini </span><span>é professora associada do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica e presidente da comissão de pesquisa da EE, na qual também é líder do Grupo de Pesquisa em Enfermagem em Terapia Intensiva. Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) é pesquisadora do Laboratório de Métodos Psicométricos e Experimentais da Universidade de Quebec, no Canadá. Tem experiência na área com ênfase em Enfermagem Gerontológica e Enfermagem em Cardiologia, Terapia Intensiva e Psicometria.</span></p>
<div class="box-newsfoto" style="text-align: justify; ">Fotos (a partir do alto): Cecília Bastos/Jornal da USP, ECA-USP, Plataforma Lattes, FFLCH/USP, FFLCH/USP, Leonor Calasans/IEA-USP, Jornal da USP, Ricardo Matos Castellani</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Leandra Rajczuk Martins</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-10-04T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mercado-de-servicos-ambientais-atores-sociais-e-legislacao-em-debate">
    <title>O mercado de serviços ambientais, seus atores e legislação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mercado-de-servicos-ambientais-atores-sociais-e-legislacao-em-debate</link>
    <description>Conceito da compensação financeira por serviços prestados ao ambiente está relativamente disseminado, mas a falta de arcabouço legal ainda emperra projetos. Tema será debatido no dia 3 de agosto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><i><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/polinizador" alt="Polinizador" class="image-right" title="Polinizador" />Roda de Conversa sobre Serviços Ecossistêmicos e Comunidades</i> é o título da atividade proposta pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/territorialidade">Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidades e Sociedade (IEA)</a>, com apoio do <a href="http://www.idsbrasil.org/" target="_blank">Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS)</a> e do <a href="http://www.forest-trends.org/" target="_blank">Forest Trends</a>. Marcado para o dia <strong>3 de agosto</strong>, das <strong>9h às 12h30</strong>, na antiga Sala do Conselho Universitário da USP, o debate é gratuito, terá transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> online e receberá <a href="http://goo.gl/forms/KnNEtEvuOBJJpp5T2" target="_blank">inscrições prévias </a> até o dia 2 de agosto.</p>
<p>O encontro com especialistas pretende não só levantar questões sobre as experiências brasileiras de pagamento por serviços ecossistêmicos, como também debater o papel das comunidades locais e tradicionais e também a falta de um arcabouço legal e institucional que dê suporte à implementação desse mecanismo no Brasil. Confira programação abaixo.</p>
<p>Pagamentos por serviços ecossistêmicos têm atraído um interesse cada vez maior por constituir um mecanismo capaz de traduzir as externalidades do mercado que impactam o ambiente. O instrumento é uma tentativa de solucionar os problemas ambientais usando a lógica do mercado. Assim, é um mecanismo que visa à criação de um mercado novo, baseado no fornecimento de produtos e processos da natureza.</p>
<p>Os serviços ecossistêmicos consistem no fluxo de materiais, energia e informação dos estoques de capital natural, combinados com os serviços e capitais industriais e humanos, para a produção do bem-estar da humanidade. Tais produtos e serviços incluem o fornecimento de alimentos, fibras e energia, a purificação da água e do ar, a geração de nutrientes do solo, a polinização, o equilíbrio hídrico, a biodiversidade e muitos outros.</p>
<p>Em alguns casos, esse mecanismo tem se mostrado eficaz na conservação e restauração da natureza porque supera as obrigações administrativas e os instrumentos legais tradicionais de comando e controle previstos na Constituição.</p>
<p>Trata-se de uma ferramenta de incentivo financeiro real para determinados atores sociais prestarem serviços ambientais. Os agentes antrópicos, ou seja, pequenos produtores locais e tradicionais, podem atuar em projetos múltiplos de pagamento por serviços ecossistêmicos. Ou, ainda, em projetos delineados conforme as características dos serviços, tais como a provisão de carbono, equilíbrio hídrico ou a biodiversidade, por exemplo.</p>
<p><strong>Legislação</strong></p>
<p><span>O conceito de pagamento por serviços ecossistêmicos está relativamente disseminado no Brasil e encontra-se inserido em diversos programas setoriais, como na cobrança pelo uso da água, no Fundo Nacional de Mudanças do Clima, no Programa de Preços Mínimos para Produtos da Bidiversidade, entre outros.</span></p>
<p>Porém, a efetiva implementação do mecanismo ainda enfrenta desafios. A regulamentação legal internacional e nacional ainda é insuficiente para dar base aos critérios de precificação estabelecidos nesse novo mercado. As regras do jogo, responsabilidades e direitos ainda dependem de um arcabouço legal. Diversos projetos de lei sobre pagamentos por serviços ambientais tramitam no Congresso Nacional mas ainda não receberam nenhum parecer do Governo Federal.</p>
<p>No primeiro semestre de 2016, por exemplo, não houve avanço relevante no andamento de dois projetos de lei (PL 792/07 e 312/15) que tramitam na Câmara dos Deputados e que tratam do estabelecimento de uma política e de um sistema nacional de pagamentos por serviços ambientais.</p>
<p>José Roberto Borges, diretor da Iniciativa Comunidades e Mercados, da organização não governamental Forest Trends, analisa a matriz brasileira de pagamento de serviços ecossistêmicos e a atuação das comunidades locais e tradicionais.</p>
<p>Na segunda roda de conversa, diversos especialistas abordam as experiências e propostas de instrumentos para fortalecer e salvaguardar direitos, eficácia ambiental e equidade social na aplicação dos incentivos econômicos para conservação, sustentabilidade e restauração ambiental.</p>
<p> </p>
<h3><strong>Programação</strong></h3>
<p><strong>9h</strong> - Abertura</p>
<p><strong>9h20</strong> - 1ª Roda: a Matriz Brasileira de Pagamentos por Serviços Ambientais e o fortalecimento de comunidades locais e tradicionais.</p>
<p>José Roberto Borges (Forest Trends)</p>
<p><span><strong>Mediação:</strong><span> </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-de-lima-caldas" class="external-link">Eduardo Caldas</a></span></p>
<p><strong>11h</strong> - 2ª Roda: Experiências e propostas de instrumentos para fortalecer e salvaguardar direitos, eficácia ambiental e equidade social na aplicação de incentivos econômicos para conservação, sustentabilidade e restauração ambiental.</p>
<p>Roberta Ramos (Grupo de Trabalho Amazônico); Carolina Jorge Santos (Programa Nascentes); Roberto Resende (Iniciativa Verde); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/ana-maria-de-oliveira-nusdeo" class="external-link">Ana Maria de Oliveira Nusdeo</a> (FD-USP); João Campari (The Nature Conservancy); <a class="external-link" href="http://Paulo Santos de Almeida">Paulo Santos de Almeida</a> (Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP).</p>
<p><strong>Mediação:</strong><span> </span>Eduardo Caldas</p>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Roda de Conversa sobre Serviços Ecossistêmicos e Comunidades</strong><br /></i><i>3 de agosto, das 9h às 12h30<br /></i><span>Antiga Sala do Conselho Universitário da USP, Rua Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br /></span><span>Evento gratuito, com </span><a href="http://goo.gl/forms/KnNEtEvuOBJJpp5T2" target="_blank">inscrições prévias </a><span> até o dia 2 de agosto<br /></span><span>Informações com Sandra Sedini - </span><i>email sedini@usp.br, telefone (11) 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/roda-de-conversa-1" class="external-link">Página do evento<br /><br /></a></i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>
<p><i> </i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ciências Ambientais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecossistemas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Políticas Públicas, Territorialidade e Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-07-19T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/no-grupo-discute-a-usp-no-seculo-21">
    <title>Novo grupo apresentará propostas para a USP do século 21</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/no-grupo-discute-a-usp-no-seculo-21</link>
    <description>Grupo de Estudos A USP diante dos Desafios do Século 21 foi criado em 2017, sob a coordenação de Luiz Bevilacqua, professor visitante do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/reitoria" alt="Reitoria" class="image-inline" title="Reitoria" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Cursos de graduação da USP devem passar por transição acadêmica e organizacional, segundo grupo de estudos</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“O avanço do conhecimento acelerou-se de tal forma nas últimas décadas que gerou um verdadeiro choque cultural: toma-se consciência do seu impacto depois que ele já aconteceu e passou”, afirma o coordenador do Grupo de Estudos <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/a-usp-diante-dos-desafios-do-seculo-21" class="external-link">A USP diante dos Desafios do Século 21</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, professor visitante do IEA e ex-reitor da UFABC.</p>
<p>Ele considera que nunca houve uma época como a atual. "Não há experiência anterior, não existem modelos nem soluções prontas e únicas.” E a universidade não está imune a esse processo: “Por ser uma instituição tradicionalmente conservadora, está sujeita a graves estados de perplexidade, que bloqueiam as ações necessárias para sobreviver a essa onda de choque”.</p>
<p>Agir adequadamente é uma necessidade incontestável, segundo Bevilacqua. “Dadas as incertezas do futuro, a melhor estratégia é afrouxar as amarras, flexibilizar e ampliar o espectro das influências na identidade da universidade.”</p>
<p>Para sobreviver ao choque cultural, é indispensável assumir riscos, afirma o pesquisador. “É dentro desse quadro que pretendemos propor algumas mudanças facilitadoras da passagem pela turbulência dos nossos tempos.” Criado no final de 2007, o grupo está tendo o cuidado de se limitar a propostas plausíveis (“mas não inconsequentes”), consciente do “conservadorismo que aprisiona as universidades brasileiras”, segundo Bevilacqua.</p>
<p>Em sua availação, é essencial a reforma dos cursos de graduação: “Precisam passar por uma transição acadêmica e organizacional. A ideia é que eles sejam ministrados em centros interdisciplinares, novas unidades estruturadas a partir de eixos temáticos resultantes da convergência e articulação das disciplinas clássicas.</p>
<p>Para o grupo, a pós-graduação e a pesquisa já absorvem sem graves dificuldades as várias formas de convergência disciplinar, mas a organização da graduação “permanece petrificada na forma de departamentos que frequentemente não mais respondem aos desafios atuais”. O objetivo é propor ações que possibilitem a reestruturação acadêmica e administrativa da USP, para que ela faça frente às demandas do ensino superior deste século.</p>
<p>“É preciso reorganizar os temas principais, mostrando a inter-relação entre eles conquistada com o recente desenvolvimento científico e tecnológico.” Além disso, a graduação deve ser voltada à formação de pessoas “com independência intelectual e baixa aversão a riscos, para que a universidade seja um lugar onde predomine o aprender sobre o ensinar”.</p>
<p>Essas mudanças não devem atender apenas às necessidades de reestruturação da administração acadêmica para fins de formação profissional. O grupo vê essa reforma da graduação como um dos componentes de um amplo quadro de mudanças pelas quais as universidades brasileiras devem passar, para sobreviver às mudanças radicais em curso e continuar a contribuir com o desenvolvimento do país.</p>
<p>A partir da identificação dos obstáculos que dificultam a reforma da instituição, a intenção dos pesquisadores é encontrar as soluções com maior viabilidade - e menor resistência interna - que possam eliminá-los ou contorná-los. As propostas serão discutidas com diversos setores da Universidade e encaminhadas às instâncias pertinentes da Universidade.</p>
<p>O trabalho vem sendo desenvolvido em seis módulos:</p>
<ul>
<li>Contexto cultural do século 21: a era da onda do choque cultural</li>
<li>Contexto internacional – Impacto no Ensino Superior</li>
<li>Aspectos históricos da universidade brasileira</li>
<li>A universidade brasileira diante dos desafios do século 21</li>
<li>Pontos críticos da universidade brasileira e da USP em particular.</li>
<li>Propostas desejáveis, plausíveis e viáveis</li>
</ul>
<p> </p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-bevilacqua-5" alt="Luiz Bevilacqua - 5" class="image-inline" title="Luiz Bevilacqua - 5" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Luiz Bevilacqua: "Na universidade, o aprender deve prevalecer sobre o ensinar"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Além de Bevilacqua, participam do grupo os professores: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, da Faculdade de Saúde Pública e professor em ano sabático no IEA em 2017; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/caio-dantas" class="external-link">Carlos Alberto Barbosa Dantas</a>, do Instituto de Matemática e Estatística e professor sênior do IEA; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-balbachevsky" class="external-link">Elizabeth Balbachevsky</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugênio Bucci</a>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e ex-conselheiro do IEA; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, vice-diretor do IEA e professor da Escola Politécnica e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade; Henrique von Dreifus, também do Instituto de Matemática e Estatística; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a>, ex-reitor da UFBA e da UFSB; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, diretor do IEA e professor da Faculdade de Medicina da USP; e Roseli de Deus Lopes, da Escola Politécnica.</p>
<p><strong>Contexto internacional</strong></p>
<p>Segundo o coordenador, embora o mundo acadêmico seja um dos principais responsáveis pela revolução cultural propiciada pelas tecnologias digitais, as universidades não se transformam na mesma velocidade de mudança acelerada do contexto contemporâneo.</p>
<p>“Apenas três décadas separam a invenção da web e o uso praticamente universal da comunicação digital”. De acordo com ele, a velocidade da transformação revela que não se trata de mais um processo evolucionário comum, mas sim de uma “onda de choque”, com a descontinuidade como resultante.</p>
<p>“Está claro que não estamos diante de uma evolução rápida, mas de um salto para o futuro, no qual as transformações socioculturais também se processam rapidamente, o que torna as universidades também sujeitas a uma descontinuidade.”</p>
<p>Outro aspecto de alcance mundial a ser considerado é a dinâmica globalização-polarização da atualidade, que “afeta sobre maneira a evolução dos rumos científico, tecnológico, social e artístico”, afirma Bevilacqua.</p>
<p>Ele destaca que os principais blocos econômicos têm promovido inovações no ensino superior, visando a manter sua liderança na produção científica e tecnológica. “A União Europeia implementa, desde 1999, um modelo comum de arquitetura curricular, criando uma rede de cooperação entre os países que veio a ser conhecida com Processo de Bolonha. O governo e as organizações científicas americanas lançaram recentemente várias iniciativas de reforma universitária profunda, em especial nas universidades de pesquisa. É preciso também considerar os desafios que as redes de universidades transnacionais trazem para sistemas nacionais de ensino superior de países como o Brasil.”</p>
<p>O enorme contingente de brasileiros em busca do acesso à educação superior torna o país alvo de iniciativas que tratam o ensino superior como oportunidade de negócios, afirma. “Isso faz com que a educação se torne uma questão estratégica nacional da maior relevância. Esse quadro tem de ser levado em consideração no planejamento dos rumos do ensino universitário, com a academia assumindo um papel mais proativo, em vez de responsivo.”</p>
<p>O grupo acredita que a internacionalização em marcha no setor influenciará a interação com o setor empresarial em geral e industrial em particular, forçando a universidade a sair de seus muros e discutir com o governo e o meio empresarial as prioridades da política de desenvolvimento nacional.</p>
<p>A USP precisa também estar mais presente em posições decisórias em instituições e organizações internacionais de educação, além de oferecer mais programas capazes de atrair estudantes de todo o mundo, defendem os pesquisadores. Essa presença deve estar acompanhada de compromissos de maior porte para a ampliação do intercâmbio técnico, científico e social e a mobilidade de recursos humanos, e isso “exige uma mudança de atitude que nem sempre é considerada”.</p>
<p>“A mobilidade externa de docentes e estudantes está se intensificando. Para que o processo seja eficaz, é preciso estimular também a mobilidade interna, ainda incipiente em nossas universidades.”</p>
<p><strong>Projetos desafiadores</strong></p>
<p>As universidades brasileiras evoluíram mais depressa que o setor industrial e esse descompasso provoca um desequilíbrio entre oferta e demanda de pessoal qualificado, particularmente de mestres e doutores, ressalta o coordenador. “É urgente, portanto, a revisão da política de desenvolvimento econômico-industrial do Estado, de modo a permitir que se atinjam avanços tecnológicos originais e abram-se novos horizontes para os egressos da pós-graduação.”</p>
<p>Em sua opinião, a USP deve questionar os rumos das políticas de desenvolvimento estadual e federal, que atualmente dificultam a colocação de seus egressos: “Deve se aproximar de órgãos representativos do setor empresarial, de representantes dos Poderes Legislativo e Executivo no sentido de formular políticas públicas que estimulem o desenvolvimento nacional a partir de grandes projetos desafiadores”.</p>
<p>“A USP precisa se envolver nessa dimensão de política de desenvolvimento para sua própria sobrevivência e para o bem de seus estudantes.” Ele frisa que é preciso também seguir essa linha de ação em relação às ciências sociais e humanas, com o estímulo a projetos culturais.</p>
<p>A classificação das universidades por desempenho como referência para prioridades e investimentos é outra questão a ser analisada. Isso não pode ser feito sem uma crítica cuidadosa dos critérios de avaliação, segundo Bevilacqua.</p>
<p>“A USP deve interagir com o Estado para discutir esses critérios e padrões de medida de desempenho. Além disso, ao analisar os procedimentos das diversas agências, verificar como eles interferem em sua política interna.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): Jornal da USP; Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupos de Estudo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-04-19T15:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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