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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 11 to 25.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/matthew-kleban-ica">
    <title>Matthew Kleban discute a flecha do tempo e a evolução do Universo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/matthew-kleban-ica</link>
    <description>O físico teórico Matthew Kleban foi o primeiro conferencista do eixo tempo Tempo da Intercontinental Academia, no dia 20 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/matthew-kleban/@@images/1b7871bb-5778-4a1c-b855-03c3f83f8566.jpeg" alt="Matthew Kleban" class="image-inline" title="Matthew Kleban" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O físico teórico Matthew Kleban, da New York University</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A primeira conferência da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia (ICA)</a> <span>sobre o eixo temático Tempo, no dia 21, discutiu o que se sabe da história e do possível futuro do Universo e o conceito de "flecha do tempo", que prevê apenas uma direção para o transcorrer do tempo, considerando que o passado e o futuro são diferentes, concepção intimamente ligada à cosmologia.</span></p>
<p><span>O conferencista foi o físico teórico </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/matthew-kleban">Matthew Kleban</a><span>, da New York University, Estados Unidos, que se dedica ao estudo da teoria das cordas e à história do início do Universo.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA<br /><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de<br />Matthew Kleban</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-matthew-kleban" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/eliezer-rabinovici-ica" class="external-link">As tentativas da física de contruir o tempo</a>"</li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
<strong><i></i></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Ele comentou que, ao contrário do suposto na flecha do tempo, há leis físicas que preveem uma dupla direção, com uma simetria entre passado e futuro, mas ressaltou que essa ideia ainda é muito confusa para os físicos.</span></p>
<p><strong><span>Entropia</span></strong><span></span></p>
<p><span>Segundo ele, se isso for correto, a diferença entre passado e futuro deve estar relacionada "a um aspecto 'ambiental', um acidente da história, como a diferença entre as Américas do Norte e do Sul, mas universal, aplicável em qualquer lugar e em qualquer momento".</span></p>
<p><span>Quando a entropia ('desordem') é pequena ela tende a aumentar e a direção do seu crescimento define o futuro, disse Kleban. Dessa forma a entropia, que era muito pequena no início do Universo, é o fator "ambiental" para a diferença entre o passado e o futuro. "Todavia, nada impede que a flecha do tempo tenha um movimento reverso em razão de algum outro aspecto 'ambiental'".</span></p>
<p><strong><span>Cosmologia</span></strong><span></span></p>
<p><span>Ao falar da cosmologia, ele primeiro definiu o que é essa ciência: "O ramo da astrofísica que estuda a estrutura do Universo nas maiores escalas acessíveis; isso inclui o estudo do nascimento, da morte (ou do futuro) e da evolução do Universo ao longo do tempo".</span></p>
<p><span>Entretanto, como o Universo tem 14 bilhões de anos, só podemos ver uma parte dele, ainda que vastíssima, correspondente à distância percorrida pela luz nesses 14 bilhões de anos, comentou. "Ao observar o passado, vemos que o Universo era mais quente e opaco há 14 bilhões de anos, por isso não podemos ver (ao menos diretamente) seu nascimento".</span></p>
<p><span>Na sequência de sua apresentação, Kleban tratou do conteúdo atual do Universo. Disse que existem cerca de 100 bilhões de galáxias, cada uma com centenas de bilhões de estrelas; na Via Láctea, há em torno de 300 bilhões de estrelas e seu centro é ocupado por um gigantesco buraco negro, chamado Sagittarius A*, com massa equivalente a 4 milhões de sóis, mas com raio (previsto em teoria) de apenas 17 vezes o tamanho do Sol. O sistema solar também orbita o centro da galáxia, mas sua orbita dura 200 milhões de anos.</span></p>
<p><strong><span>A Lei de Hubble</span></strong><span></span></p>
<p><span>Esse painel sobre as galáxias no Universo foi utilizado por Kleban para introduzir seus comentários sobre a expansão do Universo. O personagem central no caso foi o astrônomo americano Edwin Hubble (1989-1953), que nos anos 20 possuía um telescópio capaz de observar cerca de 50 galáxias (o Telescópio Hubble, em órbita na Terra há 25 anos, permite observar 10 mil galáxias ao apontar para uma fração de 10 milionésimos do céu).</span></p>
<p><span>Kleban explicou que Hubble notou algo estranho nas galáxias: quanto mais longe uma galáxia estava, mais rápido ela se afastava da Terra. Essa observação levou à chamada Lei de Hubble: v = Hd, onde H é uma constante com unidades 1/tempo. Com essa lei foi possível calcular quando todo o conteúdo do Universo estava junto: há 14 bilhões de anos.</span></p>
<p><span>Em seguida, Kleban inverteu a flecha do tempo, como se a história do Universo caminhasse para trás, desde quando as galáxias eram apenas gás, passando pelo aquecimento cada vez maior, a opacidade, a nucleossíntese de prótons e nêutrons de hélio e lítio, a inflação (quando o volume do Universo cresceu de forma extraordinária em uma fração ínfima de segundo), até chegar à chamada singularidade, "onde até mesmo a simples especulação desmorona".</span></p>
<p><span>Ele ressaltou que cada uma dessas fases do Universo produziu enorme entropia e que mesmo atualmente ela está crescendo. "A vida pode ser vista como um processo que acelera a produção de entropia, assim como estrelas e buracos negros fazem isso ainda mais."</span></p>
<p><span>As observações de Hubble sobre a expansão do Universo criaram um profunda e estranha ideia: algo como se a Terra fosse o centro do qual tudo se afasta, uma espécie de retomada do geocentrismo de Ptolomeu.</span></p>
<p><strong><span>Relatividade</span></strong><span></span></p>
<p><span>Kleban explicou que em 1916, dez anos antes das observações de Hubble, Albert Einstein (1879-1955) criara a teoria da relatividade geral, uma sequência da teoria especial da relatividade (1905), que unificara tempo e espaço (e energia e momento). "Na teoria da relatividade de Einstein, o tempo é relativo, transcorre mais devagar para um objeto se movendo em alta velocidade ou imerso num campo gravitacional. Mas mesmo na relatividade o tempo não transcorre de forma inversa".</span></p>
<p><span>Segundo Kleban, a relatividade geral é uma teoria da gravidade e também uma reformulação radical da natureza do espaço e do tempo, que se tornam intimamente conectados e dinâmicos. Assim, a aparente força da gravidade deixa de ser uma força comum, tornando-se algo como uma "pseudoforça" ou "força fictícia".</span></p>
<p><span>Após detalhar algumas implicações disso, inclusive a curvatura do espaço-tempo, Kleban explicou porque a Lei de Hubble funciona: "É por que o Universo está se expandindo, e isso apresenta implicações para o passado e o futuro."</span></p>
<p><span>No caso do futuro, alguns acreditam que a expansão continuará infinitamente, com a velocidade diminuindo gradativamente, mas sem parar. Nessa hipótese, explicou o conferencista, as estrelas acabariam por queimar todo seu combustível e o Universo se tornaria frio e morto, mas isso provavelmente não seria o fim, que ocorreria mais tarde.</span></p>
<p><span>Outros pesquisadores pensam que a expansão atingirá um nível máximo e depois o Universo se contrairá. Após um tempo finito, a densidade será infinita, numa singularidade que é chamada de Big Crunch (grande esmagamento).</span></p>
<p><span>Há também quem considere a possibilidade de uma situação limítrofe entre as duas hipóteses.</span></p>
<p><span>No entanto, explicou Kleban, há duas surpresas relacionadas a essas hipóteses: a primeira é que nos últimos bilhões de anos a expansão do universo tem se acelerado, devido à energia escura. A segunda é que a velocidade dessa expansão parece estar muito próxima da velocidade da situação limítrofe. Isso significa, segundo Kleban, que o Universo continuará a se expandir para sempre, mas sem atingir zero grau nem uma verdadeira morte quente.</span></p>
<p><strong><span>Multiverso</span></strong><span></span></p>
<p><span>E quanto ao início de tudo, o Big Bang? Kleban disse que "algumas adições bem-intencionadas às leis físicas podem afetar dramaticamente a natureza do Big Bang e remover a singularidade, sem alterar nenhum experimento realizado na Terra".</span></p>
<p><span>Um de seus maiores interesses é o chamado "multiverso" da teoria das cordas. "Na teoria das cordas, o Big Bang não foi uma singularidade nem o início do tempo. Foi o nascimento de uma 'bolha' de uma nova 'fase'". O multiverso comportaria o surgimento de inúmeras bolhas.</span></p>
<p><span>Com a teoria das cordas, é possível entender o que havia antes do Big Bang e o que existe "fora do Universo" (na verdade, fora da bolha visível onde a parte observável está inserida), de acordo com Kleban. Entretanto, ele ressalvou que a teoria não funciona em Big Crunches (devido à flecha do tempo, na verdade) por ela previstos. "A teoria também não funciona em situações de baixa entropia."</span></p>
<p><span>Concluindo, Kleban disse que para ele a ideia mais atraente é a de um Universo em média sem tempo, com quase todo o tempo em equilíbrio com uma entropia quase máxima, havendo raras flutuações da entropia para baixo, o que produz uma flecha do tempo local. No entanto, "essa ideia parece não funcionar, mas predizer milagres".</span></p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Sandra Sedini/IEA-USP</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-23T17:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/jovem-pesquisador-da-intercontinental-academia-e-eleito-membro-da-abc">
    <title>Jovem pesquisador da Intercontinental Academia é eleito membro da ABC</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/jovem-pesquisador-da-intercontinental-academia-e-eleito-membro-da-abc</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/helder-nakaya-1" alt="Helder Nakaya - Perfil" class="image-left" title="Helder Nakaya - Perfil" /><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, um dos 13 jovens pesquisadores da primeira <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/home-sao-paulo">Intercontinental Academia</a> (ICA), foi eleito membro afiliado da <a class="external-link" href="http://www.abc.org.br/rubrique.php3?id_rubrique=1&amp;recalcul=oui">Academia Brasileira de Ciências</a>. A categoria, criada em 2007, reúne pesquisadores de excelência com menos de 40 anos para mandatos de cinco anos de duração. <a class="external-link" href="http://www.abc.org.br/article.php3?id_article=8255">Os escolhidos</a> são jovens que atuam em “áreas de fronteira e têm demonstrado, por seus trabalhos, um grande potencial científico”. Nakaya integrará, <span>até 2020,</span> o grupo da região de São Paulo ao lado de mais quatro pesquisadores.</p>
<p>Bacharel em ciências biológicas e com doutorado em bioquímica e biologia molecular, ambos pela USP, Nakaya fez pós-doutorado de 2008 a 2011 na Emory University, em Atlanta (EUA), onde pesquisou o mecanismo de atuação de vacinas em células do sistema imune com técnicas em larga escala. Após a conclusão, tornou-se professor assistente do Departamento de Patologia da Emory University, utilizando a biologia de sistemas para prever e entender a resposta imune a diferentes vacinas. Dois anos depois, foi contratado como docente do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas do Instituto de Ciências Farmacêuticas da USP.</p>
<p>Em 2014, Nakaya foi um dos escolhidos para participar da primeira edição da Intercontinental Academia, que tem como tema o 'tempo'. Realizada de 19 a 29 de abril de 2015 em São Paulo e de 6 a 18 de março de 2016 em Nagoya, no Japão, a ICA é uma iniciativa da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">rede Ubias</a> (University-Based Institutes for Advanced Study), que reúne 36 institutos de estudos avançados baseados em universidades de todos os continentes. Esta edição foi organizada pelo IEA-USP e pelo Instituto para Estudos Avançados da Universidade de Nagoya. Em março de 2017, os jovens se reunirão novamente em São Paulo para concluir um Mooc (Massive Open Online Course) sobre o tempo, principal produto da ICA.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
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    <dc:date>2016-12-06T13:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/intercontinental-academia-17-de-abril-de-2015">
    <title>Intercontinental Academia: Abertura - 17 de abril de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/intercontinental-academia-17-de-abril-de-2015</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Glocal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-20T21:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-video-da-fase-nagoya-da-intercontinental-academia">
    <title>Intercontinental Academia lança documentário da fase Nagoya da edição sobre o 'tempo'</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/lancado-video-da-fase-nagoya-da-intercontinental-academia</link>
    <description>Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya lança vídeo da fase japonesa da primeira edição da Intercontinental Academia, realizada em parceria com o IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><a class="external-link" href="http://ica.usp.br/nagoya/nagoya"><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/video-da-fase-nagoya-da-intercontinental-academia-sobre-o-tempo" style="float: right; " title="Vídeo da fase Nagoya da Intercontinental Academia sobre o &quot;tempo&quot;" class="image-inline" alt="Vídeo da fase Nagoya da Intercontinental Academia sobre o &quot;tempo&quot;" /></a>O <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/nagoya">documentário da fase Nagoya</a> da primeira edição da <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a> foi publicado recentemente no site do projeto.</p>
<p>As fases de imersão dos 13 jovens pesquisadores participantes aconteceram em abril de 2015, no IEA, e em maio de 2016, no <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/">Instituto de Pesquisa Avançada</a> (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya, quando se pesquisou o tema "tempo" sob diversas perspectivas da ciência. O <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/media-center/videos/intercontinental-academnia-first-phase-documentary">documentário da fase São Paulo</a> também está disponível no site. Ainda será lançado um terceiro filme que compila as duas edições.</p>
<p>Com 12 minutos de duração, o vídeo de Nagoya apresenta depoimentos da maioria dos jovens pesquisadores sobre a importância do diálogo interdisciplinar a respeito dos conceitos de "tempo". Eles também falam da produção de um Mooc (Massive Open Online Course) sobre o tempo como produto final da iniciativa. Os outros depoimentos são de Hisanori Shinohara, diretor do IAR, e Martin Grossmann, diretor do IEA quando da fase São Paulo do projeto, ambos integrantes do Comitê Sênior dessa primeira edição do projeto.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/terceira-edicao-da-intercontinental-academia-tera-representante-do-iea" class="external-link">3ª Edição da Intercontinental Academia terá pesquisadora indicada pelo IEA</a></li>
</ul>
<hr />
<p><i> <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link"><br />Leia outras notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Edições</strong></p>
<p>A Intercontinental Academia é uma iniciativa da rede de <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Institutos de Estudos Avançados Baseados em Universidades</a> (Ubias, na sigla em inglês). A parceria entre o IEA e o IAR para a inauguração do projeto teve patrocínio do Itaú Cultural e apoio de cinco instituições: Fapesp, CNPq, Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Freiburg (Alemanha), Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Waseda (Japão) e Centro de Estudos Avançados da Universidade Ludwig-Maximilians de Munique (Alemanha). A edição também contou com a Coursera (onde o Mooc sobre o tempo estará disponível em breve) como parceira.</p>
<p>Atualmente o projeto está nos preparativos finais para o início da terceira edição, cujo tema é "Leis: Rigidez e Dinâmica", com períodos de imersão em março de 2018, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade Tecnológica de Nanyang, Cingapura, e em março de 2019, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Birmingham, Reino Unido.</p>
<p>A segunda edição teve como tema "Dignidade Humana" e aconteceu em março de 2016, no Instituto de Estudos Avançados de Israel da Universidade Hebraica de Jerusalém, Israel, e em agosto do mesmo ano, no Centro de Pesquisa Interdisciplinar da Universidade de Bielefeld, Alemanha.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-01T15:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/mooc-sobre-o-tempo">
    <title>Intercontinental Academia lança curso online sobre o tempo</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/mooc-sobre-o-tempo</link>
    <description>Curso online "Off the Clock: The Many Faces of Time", produzido por participantes da primeira Intercontinental Academia, será lançado no dia 14 de abril, na plataforma Coursera.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logo-ica-e-ubias/@@images/6fedeccc-f587-4c04-ae90-cb8f5378139c.jpeg" alt="Logo ICA e Ubias" class="image-right" title="Logo ICA e Ubias" />O IEA e o <a class="external-link" href="http://www.iar.nagoya-u.ac.jp/eng/">Instituto de Pesquisa Avançada (IAR)</a> da Universidade de Nagoya lançam no <strong>dia 14 de abril</strong> o curso <i><a class="external-link" href="https://www.coursera.org/learn/offtheclock?utm_campaign=opencourse.qDaZPFzDEeq2MgoCzrWDhw.launch&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=other">Off the Clock: The Many Faces of Time</a></i>, um massive open online course (Mooc) que ficará disponível na plataforma <a class="external-link" href="https://www.coursera.org">Coursera</a>.</p>
<p>O lançamento ocorrerá durante a 6ª Conferência de Diretores da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias (University-Based Institutes for Advanced Study)</a>, rede internacional de institutos de estudos avançados vinculados a universidades de todos os continentes. A disponibilização online do curso será possível graças à <a class="external-link" href="https://www.coursera.org/usp">parceria</a> entre a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP e a Coursera.</p>
<p>O Mooc é resultante dos debates empreendidos por 13 jovens pesquisadores de várias áreas e diversos países participantes da primeira edição da <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Intercontinental Academia (ICA)</a>, em 2015 e 2016. Organizada pelo IEA e pelo IAR de Nagoya, a edição teve por tema o “Tempo”.</p>
<p>A ICA é um projeto da Ubias no qual dois institutos de estudos avançados de diferentes continentes organizam períodos de imersão em conferências e debates sobre um tema interdisciplinar. A quarta edição será realizada este ano, com o tema “Inteligência e Inteligência Artificial”.</p>
<p><strong>Faces do tempo</strong></p>
<p>O objetivo do curso é apresentar um panorama abrangente das principais formulações sobre o tempo nas ciências, na filosofia e nas artes. As questões discutidas vão do tempo dinâmico ou estático dos pré-socráticos à fenomenologia de Heidegger, da discussão sobre a flecha do tempo em direção ao futuro à inexistência do conceito de tempo na gravidade quântica, do tempo geológico aos ciclos circadianos que controlam o organismo humano.</p>
<p>Durantes os períodos de imersão no IEA (abril de 2015) e no IAR (março de 2016), os participantes da ICA tiveram a oportunidade de participar de dezenas de conferências de pesquisadores seniores sobre a concepção e importância do tempo em antropologia, filosofia, física, neurobiologia, cronobiologia, psicanálise, ciências ambientais e outras áreas.</p>
<p>Para que uma síntese dos debates suscitados por essas conferências e por reuniões de trabalho pudesse atingir um público amplo, os pesquisadores foram encarregados de produzir o Mooc agora disponível na Coursera.</p>
<p>O diretor do IEA à época da ICA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, também integrante do Comitê Sênior do projeto, lembra que a ideia de produção do Mooc partiu do cronobiologista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/till-roennenberg" class="external-link">Till Roenneberg</a>, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha, em reunião do Comitê Sênior da primeira ICA no Instituto de Estudos Avançados de Freiburg, Alemanha, em setembro de 2014.</p>
<p>Constituído de 17 aulas em vídeo divididas em quatro módulos, com duração total de 5 horas e meia, o curso foi produzido por seis dos 13 jovens pesquisadores participantes da ICA.</p>
<p>A coordenação de conteúdo foi de <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/nikki-moore">Nikki Moore</a>, da <span>Wake Forest University</span>, EUA, <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/marius-muller">Marius Müller</a>, da Universidade Federal de Pernambuco, e <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/valtteri-arstila">Valtteri Arstila</a>, da Universidade de Turku, Finlândia. Também participaram como criadores e expositores <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a>, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP, <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/david-gange">David Gange</a>, da Universidade de Birmingham, Reino Unido, e <a class="external-link" href="http://ica.usp.br/people/helder-nakaya">Helder Nakaya</a>, do Instituto de Biociências (IB) da USP.</p>
<p>As filmagens do Mooc, sob a direção audiovisual de Priscila Lima, aconteceram em Ubatuba (SP), em março de 2017, na Base de Pesquisa Clarimundo de Jesus do Instituto Oceanográfico (IO) da USP.</p>
<p>Segundo Grossmann, o Mooc atendeu aos objetivos da ICA, uma vez que “as expectativas em relação aos resultados eram bastante amplas e não muito bem definidas”.</p>
<p>Ele considera que o Mooc se tornou ainda mais relevante em função das exigências da atualidade: “A posição dos professores, que ainda atribuem aos Moocs um papel secundário na educação, tende a mudar diante da realidade do ensino online durante a pandemia”.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gravacao-do-mooc-off-the-clock/image" alt="Gravação do Mooc 'Off the Clock'" title="Gravação do Mooc 'Off the Clock'" height="400" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Preparativos para gravação de uma das aulas do Mooc</dd>
</dl>Grossmann afirmou que considerava o formato dos Moocs bastante limitado, por procurarem reproduzir a fórmula da sala de aula, "mas o resultado atingido pelo trabalho dos pesquisadores me surpreendeu.”</p>
<p>Para ele, o Mooc é um curso introdutório interdisciplinar sobre o tempo e, logicamente, influenciado pelo universo cultural e científico dos jovens pesquisadores da ICA. “Não há a ambição de dar conta dos temas de forma mais assertiva.”</p>
<p>Ele considera difícil definir o público do Mooc. Acredita que o curso vai atrair pós-graduandos de diferentes áreas, além de graduandos “inquietos, com necessidade de se aventurar em diferentes campos”.</p>
<p>De acordo com Grossmann, o Mooc também deixa como legado a confirmação de que a Ubias pode trabalhar com iniciativas desse tipo e propor outras similares futuramente.</p>
<p><strong>Experiência dos participantes</strong></p>
<p>Dois dos seis pesquisadores envolvidos na produção do Mooc, Eduardo Almeida e Marius Müller, atuarão como coordenadores pedagógicos do curso na Coursera.</p>
<p>Almeida classifica como “incrível” a experiência de produzir o curso, por ter exigido “a conciliação de visões, conhecimentos e interpretações de áreas tão distintas como literatura, matemática, história, psicologia, biologia, física, bioinformática, artes e filosofia, em uma discussão que fizesse um mínimo de sentido para todos os envolvidos”.</p>
<p>Para Müller, foi um processo<i> </i>difícil, “não apenas em relação ao tema, mas também quanto à interação intercultural”. Apesar das dificuldades, ele considera que o trabalho “foi uma grande aprendizagem e bem gratificante”.</p>
<p>A escolha do tema “Tempo” foi uma vantagem, segundo Almeida, “por ser uma dimensão da existência que perpassa qualquer área do conhecimento e é desafiadora em todas as disciplinas”.</p>
<p>Duas dificuldades se destacaram na execução do trabalho, em sua opinião. Uma delas é o fato de quanto maior a especialização em uma área acadêmica mais difícil a compreensão das perspectivas (base conceitual, aspectos problemáticos, questões teóricas, história) das demais áreas, apesar de “a filosofia às vezes atuar como uma ponte entre algumas dessas ilhas de conhecimento”.</p>
<p>Outra dificuldade são as diferenças entre linguagens de áreas distintas (“mesmo com o inglês como idioma de comunicação”), que “tornam a compreensão dos próprios conceitos muito difícil”. Para ele, isso se dá pela adoção de jargões típicos das disciplinas “e, creio, até mesmo por modos de pensar e argumentar que diferem entre pessoas que representam essas áreas”.</p>
<p>Todos os temas abordados pelo Mooc foram desafiadores, disse. Em seu caso, foram especialmente desafiadores os temas que não integram sua atuação como cientista da área biológica. “A discussão sobre a natureza física do tempo é difícil porque a base matemática ou a própria abstração das teorias são contraintuitivas à primeira vista; a perspectiva do tempo em uma obra de arte segue princípios ainda mais distintos daqueles que tenho como razoáveis para minha perspectiva como cientista.”</p>
<p>Ele relatou que sua participação na ICA e na produção do Mooc causou um misto de curiosidade e ceticismo (“creio que algo enigmático até”) entre seus colegas de departamento, por ser algo diferente da atuação usual dos pesquisadores.</p>
<p>“Fiz um seminário sobre o tema no departamento e vários colegas tiveram curiosidade em saber um pouco mais. Na época, o Mooc ainda não havia sido concluído. Será interessante descobrir se o curso poderá gerar reflexões interessantes nos colegas que o assistirem.”</p>
<p>Almeida afirmou que o Mooc foi sua primeira experiência em divulgação científica numa escala de maior porte, pois sua atividade comum na área se dá por meio de palestras, cursos de extensão e pequenas feiras. Müller também disse já ter feito divulgação científica, “mas a produção de um Mooc foi bem específica e, no total, uma experiência valiosa”.</p>
<p>Segundo Almeida, as discussões entre os participantes da produção do Mooc evidenciaram a sensação de que todos tiveram suas atividades acadêmicas influenciadas pelo trabalho.</p>
<p>Em seu caso, disse que ficou mais cético quanto a algumas certezas e mais atento às perspectivas que disciplinas variadas trazem sobre alguns assuntos. Também acredita ter se tornado mais cuidadoso quanto à comunicação de ideias e à capacidade de falar para um público maior do que seu círculo mais próximo.</p>
<p>Para Müller, a participação na ICA e na produção do Mooc influenciou sua mente acadêmica e “abriu o interesse em trabalhar e atuar em diferentes áreas acadêmicas no futuro”.</p>
<p>A ICA sobre o “Tempo” e a produção do Mooc foram patrocinados pelo Itaú Cultural (no âmbito da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>), com apoio de Fapesp, CNPq, Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, Frias (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Freiburg, Alemanha), Wias (Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Waseda, Japão) e CAS-LMU (Centro de Estudos Avançados da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha).</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>curso</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-03-26T21:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/destaques-da-intercontinental-academia-17-a-29-de-abril-de-2015">
    <title>Intercontinental Academia - Destaques: 17 a 29 de abril de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/destaques-da-intercontinental-academia-17-a-29-de-abril-de-2015</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-05T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/apresentacao-da-conclusao-do-encontro">
    <title>Intercontinental Academia - Apresentaçao da Conclusão do Encontro - 29 de abril de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/apresentacao-da-conclusao-do-encontro</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-20T17:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia">
    <title>Intercontinental Academia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A Academia Intercontinental é um projeto de cooperação acadêmica internacional, interdisciplinar e singular no universo científico. Gerado no âmbito da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">rede UBIAS</a> -- formada por 34 Institutos de Estudos Avançados baseados em Universidades --, reúne dois institutos de dois continentes para desenvolverem, ao longo de dois workshops interdisciplinares, uma pesquisa conjunta centrada num tópico temático transversal (conceito 2+2+2).</p>
<p>Na edição inaugural do projeto, o IEA-USP é responsável pela realização do primeiro workshop (eixo Pan-Americano) da Academia; o IAR-Nagoya, pela realização do segundo workshop (eixo Leste-Oriental).</p>
<p>Pela proposta, jovens cientistas e pesquisadores seniores de várias partes do mundo e de diferentes áreas do saber se reúnem para debater o <strong>tempo</strong> sob diferentes ópticas a fim de produzir conhecimento descompartimentado e interdisciplinar. O ineditismo do formato se deve ao fato de a reunião aproximar renomados cientistas de novos expoentes das ciências que foram selecionados por vários institutos de estudos avançados do mundo pelo protagonismo que exercem em suas áreas.</p>
<p>A grande contribuição dos participantes ocorrerá com a dinâmica entre eles, na troca de conhecimento e experiências durante os 12 dias em que estarão em interação. Dentre os resultados, destacamos a preparação de conteúdo inédito para um <i>Massive Open Online Course (MOOC)</i> sobre tempo.</p>
<p>Oportunamente, neste espaço especialmente pensado para a interdisciplinaridade, uma discussão sobre <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro" class="external-link">o futuro da universidade</a> será feita pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, no período da manhã, e por reitores no período da tarde.</p>
<p>Mais informações sobre a iniciativa, os participantes e conferencistas estão disponíveis no <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">site do projeto</a>.</p>
<p><b>Saiba mais:</b></p>
<p><a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Site do projeto</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Notícias sobre a Intercontinental Academia</a></p>
<p><span>Programação ICA</span></p>
<p><strong>17 de abril</strong></p>
<p>19h - Coquetel e abertura (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>
<p>com ministro Renato Janine Ribeiro (Educação), José E. Krieger (Pró-Reitor de Pesquisa da USP), Hernan Chaimovich (CNPq), Martin Grossmann (IEA-USP)</p>
<p>Local: Faculdade de Medicina da USP</p>
<p><strong>18 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Roteiro científico-cultural: A USP e a São Paulo modernista</p>
<p>com Martin Grossmann, Paulo Saldiva e Hugo Segawa</p>
<p>Itinerário: Parque da Independência (Museu Paulista e Museu de Zoologia) &gt; Parque Dom Pedro II &gt; Palácio das Indústrias &gt; Praça da República &gt; Teatro Municipal &gt; Copam &gt;  Centro Universitário Maria Antonia, com audição musical coordenada pelo prof. Eduardo Monteiro &gt; Escola de Arquitetura e Urbanismo (FAU Maranhão) &gt; Faculdade de Medicina &gt; Avenida Paulista &gt; Avenida 23 de Maio &gt; Museu de Arte Contemporânea (Parque Ibirapuera), performance do grupo NuSom, coordenada pelo Prof Fernando Iazzetta.</p>
<p><strong>19 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Roteiro científico-cultural “Centralidades ↔ Periferias” (parte 1)</p>
<p>com Ana Lydia Sawaya, Fernando Aith, Sylvia Dantas e Suzana Pasternak</p>
<p>Itinerário: centro da cidade/Pateo do Collegio/Faculdade de Direito da USP &gt; Praça Kantuta (bairro Canindé) &gt; bairro Pacaembu &gt; bairro Vila Medeiros.</p>
<p>12h – Almoço no restaurante Mocotó</p>
<p>com Rodrigo de Oliveira</p>
<p>14h – Roteiro científico-cultural “Centralidades ↔ Periferias” (parte 2)</p>
<p>com Ana Lydia Sawaya, Fernando Aith, Sylvia Dantas e Suzana Pasternak</p>
<p>Itinerário: USP Leste &gt; bairro Jardim Matarazzo &gt; CREN (Centro de Recuperação e Educação Nutricional)</p>
<p><strong>20 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Aula magna José Goldemberg</p>
<p>Tema: Os 80 anos da Universidade de São Paulo: uma análise crítica</p>
<p>10h30 – Conferência de Matthew Kleban</p>
<p>Tema: <i>Cosmic History and Time’s Arrow</i></p>
<p>14h – Conferência com Laymert Garcia dos Santos</p>
<p><span>Tema: </span><span style="text-align: center; "><i>Myth and Technoscience in Transcultural Amazonas</i></span></p>
<p>16h – Conferência com René Nome</p>
<p>Tema: <span style="text-align: center; "><i>Playing with Time in Chemistry</i></span></p>
<p>18h – Conferência com Eliezer Rabinovici</p>
<p>Tema: <i>Constructing Time in Physics - Attempts</i></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>21 de abril</strong></p>
<p>9h30 – Conferência com Sami Pihlström</p>
<p>Tema: <i>Time and Eternity</i></p>
<p>11h – Conferência com Carolina Escobar</p>
<p>Tema: <i>Adjustment to temporal cycles and the dangers of disrupted biological rhythms</i></p>
<p>14h – Conferência com Ruud Buijs</p>
<p>Tema: <i>The timing of brain and body physiology</i></p>
<p>16h – Conferência com Hideyo Kunieda</p>
<p>Tema: <i>Time in Astronomy</i></p>
<p>18h – Conferência com Till Roenneberg</p>
<p><strong>22 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Conferência com Tiago Quental and Luiz Gylvan Meira Filho. Mediação: Vera Imperatriz Fonseca<br /><i>Earth's time and the Anthropocene</i></p>
<p>Tema de Tiago Quental: <i>The dynamics and drivers of biodiversity in geological time</i><br />Tema de Luiz Gylvan Meira Filho - <i>Time scales of and climate change</i></p>
<p>10h30 – Conferência com Karl-Heinz Kohl</p>
<p>Tema: <i>Concepts of time across the cultures: an anthropological view</i></p>
<p>14h – Resumo e fechamento do dia anterior</p>
<p>16h - Conferência com o <i>Course Success Team</i> da Coursera</p>
<p>18h – Conferência com Takao Kondo</p>
<p>Tema: <i>Circadian clock: Chronometry of living organism to live on the Earth</i></p>
<p><strong>23 de abril</strong></p>
<p><span>Dia de descanso com atividades socioculturais</span></p>
<p><strong>24 de abril</strong></p>
<p>10h – Workshop com o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>
<p>Tema: A Universidade do Futuro</p>
<p>15h – O Futuro da Universidade</p>
<p>com Marco A. Zago, Carlos Vogt, Naomar de Almeida Filho,Luiz Bevilacqua, John Heath, Klaus Capelle. Debatedores: Helena B. Nader e Marcelo Knobel</p>
<p>18h – Relatoria de Marcelo Knobel</p>
<p><span><strong>25 de abril</strong></span></p>
<p>8h30 – Conferência com Leopold Nosek</p>
<p>Tema: <i>Time and subjectivity</i></p>
<p>10h30 – Plenária</p>
<p>14h - Conferência com Till Roenneberg sobre sua experiência com o Coursera no curso "<a class="external-link" href="https://www.coursera.org/course/circaclock" target="_blank">Ritmo circadianos: como o relógio biológico rege a vida</a>"</p>
<p>16h – Levantamento de questões</p>
<p>18h – Conferência com Vera Lucia Imperatiz-Fonseca</p>
<p><strong>26 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Levantamento de problemas</p>
<p>14h – Plenária</p>
<p>18h – Conferência com Regina P. Markus</p>
<p><strong>27 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Modelando um <i>MOOC </i>sobre o "tempo"</p>
<p>14h - Modelos e propostas</p>
<p>18h – Conferência com Massimo Canevacci</p>
<p>Tema: <i>The ethnographic experiences of digital cultures and the syncretic mix of spacetimes</i></p>
<p><strong>28 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Apresentação dos trabalhos dos dias anteriores</p>
<p>14h – Plenária</p>
<p>18h – Conferência com o Comitê Científico da ICA</p>
<p><strong>29 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Conclusão</p>
<p>14h - Tempo livre</p>
<p>19h – Jantar de encerramento com Neka Menna Barreto (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-13T20:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-goldemberg">
    <title>Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-goldemberg</link>
    <description>O físico José Goldemberg, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, fez a conferência inaugural da Intercontinental Academia no dia 20 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-goldemberg-ica/@@images/b3abeee2-c7d5-4e17-b4f4-9b5c21586533.jpeg" alt="José Goldemberg - ICA" class="image-inline" title="José Goldemberg - ICA" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O físico José Goldemberg, ex-reitor da USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>O físico<span> </span></span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/jose-goldemberg"><span>José Goldemberg</span></a><span>, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, foi o primeiro conferencista a se apresentar na<span> </span></span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><span>Intercontinental Academia (ICA)</span></a><span>, na manhã do dia 20. Ele falou sobre a história da Universidade, como ela se insere no panorama do ensino e pesquisa internacionais e sobre os desafios que enfrenta.</span></p>
<p><span>A conferência fez parte da programação complementar da ICA dedicada à discussão sobre o futuro das universidades. O tema também será objeto de análise no dia 24, quando haverá um encontro, de manhã, com o ministro da Educação,<span> </span></span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro"><span>Renato Janine Ribeiro</span></a><span>, e um seminário à tarde com reitores de universidades públicas paulistas e federais.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático:<br />Universidade</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />José Goldemberg</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-master-class-with-jose-goldemberg" class="external-link">Vídeo </a>/ <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/media-center/photos/master-class-with-jose-goldemberg">Fotos</a></span></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-das-universidades" class="external-link">Reitores debatem as mudanças e novas atribuições previstas para as universidades</a>"</span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></strong></i></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports"><i>Relatos Críticos</i></a></strong></p>
<ul>
</ul>
<p><strong><strong><i>Mais informações<br /><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a></i></strong></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Goldemberg lembrou que as universidades surgiram tarde no Brasil, em parte como consequência das restrições impostas pela Coroa portuguesa no período colonial. Acrescentou que, ao contrário de outras universidades centenárias, que se desenvolveram naturalmente, a USP foi criada de forma planejada, num momento em que a industrialização tinha um forte impulso em São Paulo e havia a necessidade de reestruturação do sistema educacional e de ampliar a formação de mão de obra qualificada.</span></p>
<p><span>Segundo ele, a criação da USP em 1934 foi beneficiada pelo fato de haver muitos intelectuais insatisfeitos com os rumos políticos da Europa no período. "Eles foram convencidos a participar da estruturação da universidade, que surgiu a partir da reunião de escolas já existentes, como as de direito, medicina e engenharia, às quais foram adicionadas outras faculdades."</span></p>
<p><span>Para Goldemberg, dois fatos tiveram especial relevância para o sucesso da iniciativa: a adoção da dedicação integral dos docentes e o financiamento completo da Universidade pelo governo estadual.</span></p>
<p><strong><span>80 anos</span></strong><span></span></p>
<p><span>Em 2014, Goldemberg presidiu a comissão que coordenou as atividades comemorativas dos 80 anos da USP. Um de seus trabalhos foi organizar um volume sobre a efeméride e para isso enviou um questionário aos 52 diretores de unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados e museus. Uma das perguntas era sobre o que unidade havia feito ao longo de sua história como contribuição para a sociedade. Segundo ele, uma parcela dos diretores não soube responder a essa questão, o que demonstra, em sua opinião, como o papel da Universidade ainda carece de definição para muitos pesquisadores.</span></p>
<p><span>O ex-reitor disse que a USP consome 5% da arrecadação dos tributos estaduais, o que equivale a cerca de US$ 2 bilhões, e o custo médio mensal por aluno é de US$ 2 mil. "Mesmo havendo bons cursos e outros não tão bons, apesar dos recursos investidos", ele considera que o financiamento total da Universidade pelo Estado pode ser um bom exemplo para os países em desenvolvimento.</span></p>
<p><span>No que se refere às comparações internacionais, Goldemberg prefere se basear no ranking do Times Higher Education, onde a USP apareceu na faixa das 201 a 225 mais bem avaliadas. Ele observou que essa colocação não é algo extraordinário, mas, "considerando-se o número de países das universidades mais bem colocadas que a USP, verifica-se que há 150 países no mundo que não possuem uma universidade como ela, o que não é pouca coisa".</span></p>
<p><span>Para o físico, a posição da USP no ranking demonstra que ela possui capacidade de formar pessoal bem informado sobre o que acontece no mundo, sobre que tecnologias estão sendo testadas e quais precisam ser desenvolvidas.</span></p>
<p><span>Goldemberg exemplificou isso com o papel desempenhado por algumas escolas, como no caso do desenvolvimento das pesquisas sobre o etanol capitaneado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, "o que possibilitou que hoje metade da gasolina necessária ao país possa ser substituída pelo etanol de cana-de-açúcar".</span></p>
<p><span>Durante sua exposição, Goldemberg apresentou gráficos sobre a produção científica brasileira e da USP. A constatação é de que a quantidade de<span> </span>papers publicados no exterior tem aumentado. "Isso poderia ser um ótimo indicador do crescimento da produção, no entanto, o impacto dos artigos ainda é baixo: pouco mais de 0,6 para o Brasil e pouco mais de 0,7 para a USP, tomando-se como referência o índice 1 como média internacional" (avaliada pelo número de citações que um artigo recebe).</span></p>
<p><span>Ele lembrou que além das contribuições das ciências naturais aplicadas e das engenharias é preciso ressaltar uma série de contribuições de outra natureza relevantes para a sociedade, as quais não são devidamente computadas nas avaliações. Citou como exemplo a produção dos docentes da Faculdade de Direito, que são referência em muitos julgamentos e pareceres, e com papel decisivo na elaboração de propostas que se transformaram em leis, como no caso do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).</span></p>
<p><span>Outra atuação de destaque da Universidade, no seu entender, é o papel desempenhado por vários docentes em atividades de natureza política, institucional e social, como no caso da criação de partidos políticos, na participação do primeiro escalão governamental federal, estadual e municipal, inclusive como chefes do Executivo, e em iniciativas especiais, como aconteceu na Comissão da Verdade, destinada a esclarecer os crimes cometidos pela ditadura militar.</span></p>
<p><span>Ao finalizar, Goldemberg fez uma analogia entre a proposta acadêmica da ICA, interdisciplinar e interativa, com o papel do IEA, criado durante sua gestão na Reitoria da USP: "O IEA foi criado como estímulo à interação entre os vários grupos da Universidade, de todas as áreas científicas".</span></p>
<p><span><strong>Debate</strong></span></p>
<p>Durante o debate que se seguiu, o biólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a><span>, um dos jovens pesquisadores participantes, perguntou a Goldemberg se ao participar de projetos como a ICA, interdisciplinares e de difícil avaliação pelos procedimentos usuais para isso, um jovem pesquisador não estaria nadando contra a corrente, pois acabaria produzindo menos em sua área de pesquisa. A resposta de Goldemberg foi sucinta e objetiva: "Não concordo. O contato com pesquisadores de outras áreas leva a maior criatividade na área específica de cada um".</span></p>
<p>Perguntado pela fisiologista <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/carolina-escobar">Carolina Escobar</a><span> sobre que estratégia seria possível adotar para estimular docentes com baixa produção a produzirem mais, Goldemberg disse que geralmente as normais administrativas não possibilitam a demissão dessas pessoas e que, portanto, cabe às chefias de departamento ser mais atuantes nas exigências de produtividade.</span></p>
<p>À pergunta do estatístico Caio Dantas, ex-pró-reitor de Graduação da USP e atualmente pesquisador do IEA, sobre como avaliar os docentes sem grande produção de papers<i>,</i> mas com papel bastante ativo no estímulo ao trabalho de grupos de pesquisa e ao desenvolvimento de estudantes, Goldemberg disse que um dos caminhos seria a instituição de prêmios, assim como acontece em outras áreas do saber, como as artes.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, diretor do IEA quis saber o que Goldemberg recomendaria aos jovens pesquisadores participantes da ICA. A resposta veio numa única palavra: "Agressividade".</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-21T20:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-em-saude-podem-melhorar-a-partir-de-inovacoes-metodologicas-na-captura-de-dados">
    <title>Estudos em saúde podem melhorar com inovações na captura de dados</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/estudos-em-saude-podem-melhorar-a-partir-de-inovacoes-metodologicas-na-captura-de-dados</link>
    <description>Em encontro realizado no IEA, Christopher Small, geofísico da Universidade de Columbia, e Marcos Rosa, geógrafo da FFLCH-USP, apresentaram pesquisas sobre a morfologia urbana.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/remote-sensing-mesa" alt="Remote Sensing - mesa" class="image-inline" title="Remote Sensing - mesa" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Da esquerda para direita: Marcos Rosa, Ligia Barrozo, Reinaldo Machado e Christopher Small durante a conferência</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Extensos quarteirões, edifícios altos, áreas verdes. Todos estes são aspectos urbanos comuns no ambiente da cidade que podem afetar a saúde dos moradores de diversas maneiras.</p>
<p dir="ltr">Na conferência <i>Remote Sensing, Urban Morphology and Studies on Health</i>, realizada no dia 2 de junho, no IEA, foram apresentados dados e inovações metodológicas na captura de informações a partir de imagens de satélite em áreas urbanas, os quais  podem contribuir para entender como a morfologia urbana afeta a saúde humana. O encontro foi organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/usp-cidades-globais" class="external-link">Programa USP Cidades Globais</a> e pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-de-estudo/espaco-urbano-e-saude" class="external-link">Grupo de Estudos Espaço Urbano e Saúde</a>, ambos do IEA.</p>
<p dir="ltr">Ao abordar o crescimento vertical tridimensional, relativo a grandes edifícios, o geofísico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/christopher-small" class="external-link">Christopher Small</a>, da Universidade de Columbia, EUA, comentou o efeito que essas construções têm na transferência de energia, no fluxo de energia solar que envolve a cidade e como isso pode afetar o microclima. Seu trabalho relaciona a morfologia urbana e a reflexão da energia solar com variações na temperatura do ar.</p>
<p dir="ltr">O pesquisador apresentou imagens de satélite da Grande São Paulo em diferentes datas: 1975, 2000 e 2017. Elas evidenciam o crescimento urbano e destacam as áreas com maior número de construções. As diferentes tonalidades de cores nas imagens representam a quantidade de luz solar refletida na área observada.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/remote-sensing-urban-morphology-and-studies-on-health" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/remote-sensing-urban-morphology-and-studies-on-health-02-de-junho-de-2017" class="external-link">Fotos</a></p>
<p>Eventos semelhantes:</p>
<p class="documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/use-of-geographic-methods-to-characterize-social-inequalities" class="external-link">Use of Geographic Methods to Characterize Social Inequalities</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/reflexao-solar-1975" alt="Reflexão solar 1975" class="image-inline" title="Reflexão solar 1975" /></th>
</tr>
<tr>
<td><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/reflexao-solar-2017" alt="Reflexão solar 2017" class="image-inline" title="Reflexão solar 2017" /></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>A intensidade da cor rosa mostra a quantidade de luz solar refletida na Grande São Paulo em 1975 e 2017, respectivamente</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">De acordo com Small, o crescimento vertical aumenta a quantidade de sombra e, consequentemente, afeta a temperatura, mesmo que seja uma alteração aparentemente pequena, como expandir uma casa de um andar para dois.</p>
<p dir="ltr">Costuma-se pensar que as áreas com mais vegetação sejam mais frias, mas, comparando a imagem que mostra os reflexos da luz solar com outra que mostra a temperatura, Small evidencia que a área mais fria é a região onde existem mais sombras. “A mesma quantidade de energia solar está indo para os dois lugares, mas se uma sombra for projetada de um prédio alto, ela cobrirá outros prédios. Esses prédios não serão iluminados”, explica o pesquisador.  Segundo Small, isso altera o fluxo de energia, já que a luz solar será absorvida pela lateral do prédio ou entrará no prédio maior, sendo irradiada metros acima da superfície do solo. Assim, uma vez que a superfície do solo não é aquecida o suficiente no período da tarde, ele não é capaz de manter calor na parte da noite.</p>
<p dir="ltr">Estudos como este podem contribuir para as pesquisas relacionadas à saúde. Segundo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-vizeu-barrozo" class="external-link">Ligia Vizeu Barrozo</a>, coordenadora do grupo de estudos e professora do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, já existem dados ligando a temperatura do ar e o microclima a algumas doenças infecciosas na cidade. É o caso das epidemias de dengue, por exemplo, identificadas principalmente nas partes mais quentes da área urbana de São Paulo.</p>
<p dir="ltr">Outros estudos mostram que algumas doenças respiratórias estão associadas às populações mais vulneráveis, como idosos e crianças. “Também existem estudos tentando descobrir como a morfologia urbana pode promover ou inibir a prática de atividades físicas e como isso afeta pessoas com hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e obesidade”, completou Barrozo.</p>
<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/christopher-small" alt="Christopher Small" class="image-inline" title="Christopher Small" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Christopher Small comentou o efeito das construções na temperatura do ar</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">Small comenta que no ambiente construído, ou seja, o ambiente urbano, há a possibilidade de utilização de modelos de construções que gerem menos impactos para o ambiente como um todo e até favoreçam a saúde humana: “Se levarmos em consideração o efeito das sombras e da iluminação solar, conseguiremos, por exemplo, construir ou reconstruir prédios com dispositivos capazes de capturar a radiação em uma parte do ano e refleti-la em outros meses. Isso pode fazer diferença”, exemplificou.</p>
<h3>Inovações metodológicas</h3>
<p dir="ltr">Estudos mais detalhados da morfologia urbana estão mais fáceis de serem realizados graças a novas formas de pesquisa. O cloud process methodology – metodologia que utiliza o armazenamento de dados em nuvem – é uma delas.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marcos-reis-rosa" class="external-link">Marcos Reis Rosa</a>, geógrafo da FFLCH, explica que, na metodologia tradicional é preciso escolher uma área, selecionar os dados das imagens, baixá-las, calibrar corretamente todos os parâmetros, fazer processos digitais e classificar imagem a imagem para, só então, ter o produto final. No sistema de armazenamento em nuvem, os passos são os mesmos, porém, é possível programar todos eles no começo da pesquisa. Logo que se obtém os resultados, já é possível iniciar um novo processo, simplesmente alterando os parâmetros, locais e datas. “O pesquisador pode focar seu tempo em analisar as informações e em buscar novos parâmetros”, explicou Rosa.</p>
<p dir="ltr">Exemplo de plataforma que oferece tais possibilidades é o Google Earth. Utilizando processamento de nuvem, ele possui um catálogo de dados de diversas imagens de satélite, além de ferramentas para analisar todos esses dados.</p>
<p dir="ltr">De acordo com o pesquisador, outras vantagens do processamento em nuvem incluem a facilidade em produzir imagens sem nuvens do céu, durante vários dias em um mesmo horário, e, também, facilidade em produzir índices usando todas as imagens de um espaço de tempo específico ou até mesmo de um ano todo.</p>
<p dir="ltr">As falas de Rosa e Small foram comentadas por <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/reinal-perez-machado/view" class="external-link">Reinaldo Pérez Machado</a>, do Departamento de Geografia FFLCH.</p>
<p dir="ltr"><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans - IEA/USP. Mapas: Arquivo - Christopher Small</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Urbanismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geografia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Espaço Urbano e Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa USP Cidades Globais</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-07-12T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tempo-preciso">
    <title>Em busca do tempo preciso</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tempo-preciso</link>
    <description>Masao Takamoto, pesquisador do Laboratório de Metrologia Quântica, do Japão, fez exposição sobre os relógios atômicos de grade ótica durante o Workshop de Física da Fase Nagoya da Intercontinental Academia, no dia 9 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/masao-takamoto" alt="Masao Takamoto" class="image-inline" title="Masao Takamoto" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Masao Takamoto, pesquisador do Laboratório de Metrologia Quântica, Japão<br /></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um quintilionésimo de segundo. Com esse grau de precisão, um relógio atrasaria ou adiantaria no máximo um segundo num período de 30 bilhões de anos, mais de duas vezes a idade do Universo. <span>Um candidato a esse grau de exatidão é um novo tipo de relógio atômico em desenvolvimento desde 2003. Seu nome é relógio de grade ótica.</span></p>
<p>O estado da arte na construção desse tipo de relógio foi apresentado <span>por </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/masao-takamoto">Masao Takamoto</a><span>, pesquisador do </span><a class="external-link" href="http://www.riken.jp/en/research/labs/chief/qtm_metrol/">Laboratório de Metrologia Quântica</a><span> do Instituto de Pesquisa em Física e Química (Riken, na sigla transliterada do japonês), </span><span>no Workshop de Física da </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya">Fase Nagoya da Intercontinental Academia</a><span> </span><span>, no dia 9 de março.</span></p>
<p><span>Na conferência </span><i>Metrologia de Precisão com Relógios de Grade Ótica</i>,<span> Takamoto destacou que os relógios atômicos são referência para medições precisas com 15 dígitos (1 quadrilionésimo de segundo) e ressaltou sua importância para setores de infraestrutura, já que permitem maior acurácia em serviços como os Sistemas de Posicionamento Global (GPS)  e a sincronização de redes de alta velocidade. Acrescentou que eles também são muito importantes nas medições em experimentos físicos, como na </span><span>espectroscopia de precisão na física quântica.</span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>O TEMPO NA RELATIVIDADE</strong></p>
<p><strong>Conferência de Naoshi Sugiyama — 9 de março de 2016</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/a-relatividade-do-tempo" class="external-link">A relatividade do tempo</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-intercontinental-academia" class="external-link">Leia mais notícias sobre a Intercontinental Academia</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O padrão internacional de duração do segundo é definido desde 1967 por relógios atômicos de césio. O Tempo Atômico Internacional (TAI) é estabelecido pela média entre relógios desse tipo interligados. Segundo Takamoto, os melhores resultados em termos de precisão até agora foram obtidos pelos relógios de césio do <a class="external-link" href="https://syrte.obspm.fr/spip/?lang=fr">Syrte</a> (Sistema de Referência Tempo-Espaço), da França, e do <a class="external-link" href="http://www.nist.gov/">Nist</a> (National Institute of Standards and Technology), dos EUA, que atingiram 3 décimos de quadrilionésimo de segundo (3 x 10<sup>-16</sup><span> s).</span></p>
<p><span>A busca de precisão ainda maior e maior estabilidade motivou os pesquisadores a projetar relógios atômicos óticos. Há dois tipos deles candidatos a ocupar o papel de referência na medição do segundo, conforme Takamoto:</span></p>
<ul>
<li>relógio de íon-único preso num campo elétrico (proposto por <span>Hans Dehmelt</span> em 1982), com capacidade de atingir precisão de 10<sup>-18</sup> s;</li>
<li>relógio de grade ótica (proposto por Hidetoshi Katori em 2001), no qual o potencial da grade ótica confina cerca de 1 milhão de átomos em "armadilhas" separadas; é capaz de atingir a precisão de 10<sup>-18</sup> s e sua estabilidade é proporcionada pela simulação de 1 milhão de relógios de íon-único em paralelo.</li>
</ul>
<p>O Riken e o <a class="external-link" href="http://www.amo.t.u-tokyo.ac.jp/e_index.html">Laboratório Katori</a> da Escola de Engenharia da Universidade de Tóquio desenvolvem relógios de grade ótica. Takamoto é pesquisador do primeiro e diretor assistente de pesquisa do segundo.</p>
<p><span> </span>A primeira demonstração de relógio de grade ótica aconteceu em 2003. Em 2005, foi medida a frequência absoluta de um deles. Em 2006, a medição da frequência foi feita por três grupos: Syrte, <a class="external-link" href="http://jila.colorado.edu/research/precision-measurement/precision-time-transfer">Jila</a><a class="external-link" href="http://jila.colorado.edu/"> </a>(nos Estados Unidos) e <a class="external-link" href="https://www.nmij.jp/english/">Instituto Nacional de Metrologia do Japão</a>. A partir desses resultados, foi proposta uma nova definição para o segundo, afirmou Takamoto.</p>
<p><span>Em 2008 e 2009 foram feitos experimentos de medição da frequência absoluta do relógio de grade ótica de estrôncio usando fibra ótica entre Tóquio e Tsukuba (distância real de 50 km; 120 km por fibra ótica). "</span><span>Esse e outros experimentos internacionais mostraram uma concordância excelente entre os relógios, com grau de precisão próximo de 6 x 10</span><sup>-16</sup><span> s", afirmou Takamoto.</span></p>
<ul>
</ul>
<p><span>Em setembro de 2006, o Comitê Consultivo Internacional para Tempo e Frequência (CCTF, na sigla em inglês) adotou quatro tipos de relógios óticos como “representações secundárias do segundo”, de acordo com o pesquisador: o de </span><span>grade ótica de estrôncio e os de íon-único de estrôncio, mercúrio e itérbio.</span></p>
<p>A <a class="external-link" href="http://www.bipm.org/metrology/time-frequency/">Área de Tempo e Frequência</a> do Escritório Internacional de Pesos e Medidas (BIPM, na sigla em francês), responsável pelo TAI, discutirá critérios para a redefinição do segundo nos próximos 5 a 10 anos, informou Takamoto. Os relógios atômicos candidatos a servir de referência deverão:</p>
<ul>
<li>estar completamente descritos e com a pesquisa sobre eles "saturada";</li>
<li>ser desenvolvidos por vários grupos e laboratórios;</li>
<li>poder ser comercializados, de preferência.</li>
</ul>
<p><span>O elemento químico e o esquema do relógio serão escolhidos a partir da performance dos vários tipos existentes.</span></p>
<p><span>No entanto, depois que o segundo for redefinido por meio de um relógio com grau de precisão de 10</span><sup>-18</sup><span> s, será preciso encontrar um meio para compartilhar o tempo com 18 dígitos sob a influência do potencial gravitacional na Terra: "</span><span>De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, o tempo anda mais rápido em lugares mais altos. </span><span>A diferença de altura de um 1 cm faz diferença entre dois relógios de 10</span><sup>-18 </sup><span>s. </span><span>Isso é um problema do ponto de vista do estabelecimento de um padrão."</span></p>
<p>Entre as aplicações que esse tipo de relógio permitirá com extrema precisão, Takamoto citou:</p>
<ul>
<li>produção de prova precisa para o potencial gravitacional por meio da Teoria da Relatividade Geral;</li>
<li>demonstração da geodésia relativística pela comparação entre relógios conectados por fibra ótica muito longa;</li>
<li><span>mapeamento de geopotencial para a busca de recursos minerais;</span></li>
<li><span>monitoramento da variação no tempo do potencial gravitacional devido aos efeitos das marés</span></li>
<li><span>detecção de movimentos da crosta terrestre e da atividade vulcânica</span></li>
</ul>
<p><span> </span><span>Para o uso na medição do potencial gravitacional, as pesquisas buscam o desenvolvimento de </span><span>relógios transportáveis com operação estável de longo prazo e de relógios</span><span> </span><span>com fibra de cristal fotônico de núcleo oco.</span></p>
<p><span> </span><span>Atualmente, nove países possuem relógios de grade ótica: o Japão possui os de estrôncio, itérbio, mercúrio e cádmio; os Estados Unidos e a Itália possuem os de estrôncio e itérbio; a França conta com os de estrôncio e mercúrio; a Alemanha possui os de estrôncio e magnésio; </span><span>Reino Unido e China têm apenas o de estrôncio; e </span><span>Coreia e Austrália apenas o de itérbio.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Física</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-24T12:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-takao-kondo">
    <title>Desvendando o relógio biológico de seres unicelulares</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-takao-kondo</link>
    <description>Em conferência da Intercontinental Academia (ICA) sobre o eixo temático "tempo", o biólogo japonês Takao Kondo apresentou resultados de seus estudos sobre os ritmos circadianos de cianobactérias. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/destaques-da-intercontinental-academia-17-a-29-de-abril-de-2015/22-abril-conferencias-02.jpg/@@images/5f72b5f7-920c-409c-a9e4-88143c92d726.jpeg" alt="Conferência com Takao Kondo - 22 de abril de 2015" class="image-inline" title="Conferência com Takao Kondo - 22 de abril de 2015" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O biólogo Takao Kondo, da Universidade de Nagoya</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os processos biológicos da maior parte dos seres vivos são regidos pelo chamado relógio circadiano, uma espécie de cronômetro natural que ajusta os ritmos vitais internos aos ritmos ambientais externos, regulando a atividade metabólica celular de acordo com os ciclos claro/escuro. Sincronizado com o período temporal de 24 horas, esse relógio é o que leva uma pessoa a sentir sono à noite e a ficar desperta de dia ou a ter jet lag quando atravessa fusos horários numa viagem.</p>
<p>Embora o funcionamento do relógio circadiano em seres complexos, de estrutura pluricelular, seja objeto de pesquisas há muito tempo, os estudos sobre os ritmos biológicos de microrganismos ainda é recente. Em conferência da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) sobre o eixo temático "tempo", no dia 22 de abril, <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/takao-kondo">Takao Kondo</a> falou sobre os progressos que vem fazendo na área a partir de experimentos com procariontes — organismos unicelulares desprovidos de algumas organelas e de membrana nuclear.</p>
<p>Kondo é professor de ciências biológicas da Universidade de Nagoya, no Japão, e membro do <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/nagoya-iar-scientific-committee">Comitê Científico</a> do Instituto de Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) para a ICA. Ele é conhecido por ter sido o primeiro cientista a reconstituir um relógio circadiano <i>in vitro</i>, lançando as bases para inúmeras descobertas sobre a base molecular dos ritmos biológicos.</p>
<p>Na conferência, Kondo apresentou os resultados dos experimentos que conduziu para demonstrar a ocorrência de relógios circadianos na cianobactéria<i> Synechococcus elongatus —</i> bactéria fotossintética unicelular, semelhante a uma alga azul-esverdeada, que está na base da cadeia alimentar em ambientes marinhos. De acordo com o professor, "as cianobactérias são os organismos mais simples que possuem ritmos circadianos".</p>
<p><strong>QUESTÃO DE GENÉTICA</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático: Tempo</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />Takao Kondo</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-takao-kondo" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a><br /><br /> </li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/teoria-sobre-relacao-entre-hormonio-do-sono-e-defesa-do-organismo-e-tema-da-conferencia-de-regina-markus" class="external-link">Teoria sobre a relação entre hormônio do sono e defesa do organismo é tema da conferência de Regina Markus</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O grande passo de Kondo foi identificar um grupo de genes, conhecido por kaiABC, que controla o relógio circadiano da <i>Synechococcus</i>. O professor explicou que os ciclos de fosforilação e desfosforilação do trio de proteínas codificadas pelos genes Kai — KaiA, KaiB e KaiC — atuam como reguladores do mecanismo bioquímico de cronometragem dos ritmos diários da cianobactéria.</p>
<p>Fosforilação é o processo metabólico de adição de um grupo fosfato, doado por um ATP (molécula responsável pelo armazenamento de energia), a uma proteína. A desfosforilação, por sua vez, consiste na remoção de um grupo fosfato.</p>
<p>Essa dinâmica de adição e remoção de fosfato, catalisada pelas enzimas fosfatase e quinase, inibe ou ativa a expressão de um gene, isto é, sua codificação em uma proteína. Por isso, constitui um dos principais mecanismos de regulação proteica.</p>
<p>A descoberta do papel dos genes Kai no metabolismo da <i>Synechococcus</i> abriu caminho para a reconstituição do relógio circadiano da cianobactéria <i>in vitro</i>. Para isso, Kondo misturou o trio de proteínas Kai com uma molécula de ATP num tubo de ensaio.</p>
<p>A incubação comprovou a hipótese de que, na presença desses quatro elementos, os ciclos de 24 horas da cianobactéria ocorrem autonomamente, mesmo na ausência de "pistas temporais" externas, como é o caso da alternação luz/escuro.</p>
<p>O experimento demonstrou que os processos de fosforilação e desfosforilação das três proteínas Kai estão interligados e geram um ciclo encadeado de ativação e inativação proteica. Kondo observou que a oscilação da expressão gênica dessas proteínas atua como o marcador temporal do relógio circadiano da<i> Synechococcus</i>, sendo "o estado de fosforilação da KaiC o componente central desse sistema".</p>
<p>Segundo o professor, os ritmos circadianos gerados pela oscilação da KaiC atuam como um temporizador molecular, regulando todo o metabolismo da cianobactéria.</p>
<p><strong>RELÓGIO MECÂNICO</strong></p>
<p>Kondo comparou os ciclos circadianos da <i>Synechococcu </i>a um<i> </i>sistema de cronometragem mecânico: "O relógio de proteína Kai é desenhado como um relógio de pêndulo".</p>
<p>De acordo com ele, a oscilação entre o ciclo de fosforilação da KaiC e a expressão gênica de KaiA e KaiB assemelha-se ao mecanismo de um pêndulo: assim como o escapo transmite a marcação de tempo aos ponteiros, os pulsos gerados pelas proteínas Kai transmitem os sinais temporais para a célula, fazendo o ajuste fino dos processos vitais que dependem da sincronização com fatores externos.</p>
<p>Ele chamou atenção para a precisão dos ritmos biológicos da cianobactéria. "A Natureza imita a arte. O relógio circadiano de proteína Kai parece feito por um relojoeiro", concluiu.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-08T20:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-till-roenneberg">
    <title>Conferência da Intercontinental Academia trata da síndrome do jet lag social </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-till-roenneberg</link>
    <description>O cronobiologista Till Roenneberg, pesquisador que identificou a síndrome, falou sobre causas e efeitos do descompasso entre o relógio biológico e o relógio social.  </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/destaques-da-intercontinental-academia-17-a-29-de-abril-de-2015/21-abril-conferencias-05.jpg/@@images/d3f41dbe-64fe-437b-851b-db5ab0e581f2.jpeg" alt="Conferência com Till Roenneberg - 21 de abril d 2015" class="image-inline" title="Conferência com Till Roenneberg - 21 de abril d 2015" /><br /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O cronobiologista Till Roenneberg,<br />da Universidade Ludwig-Maximilian</strong>s</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O estilo de vida moderno tem levado muitos indivíduos a desenvolverem o que o cronobiologista <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/copy_of_till-roenneberg">Till Roenneberg</a>, professor e vice-presidente do Instituto de Psicologia Médica da Universidade Ludwig-Maximilians, Alemanha, define como síndrome do "jet lag social" — desgaste físico e mental provocado pelo desacordo entre o relógio biológico, responsável por regular as atividades fisiológicas do organismo, e o relógio social, que determina os compromissos diários pessoais e de trabalho.</p>
<p>Roenneberg falou sobre as sobre causas e os efeitos da síndrome na conferência <i>Comportamento Circadiano e Sono no Mundo Real</i>, realizada no dia 21 de abril como parte da programação da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia</a> (ICA) no eixo temático "Tempo".</p>
<p>De acordo com o professor, o jet lag social pode ser definido como um descompasso entre os ritmos corporais internos do corpo e os ritmos ambientais externos. É muito semelhante ao que acontece quando um viajante atravessa vários fusos horários em pouco tempo: a mudança repentina faz com que o relógio biológico, ajustado ao horário do lugar de procedência, entre em conflito com o relógio local.</p>
<p>Mas, diferentemente do jet lag aéreo, cujos efeitos são transitórios, o jet lag social tem caráter crônico: os indivíduos são forçados a lutar sistematicamente contra o relógio biológico para dar conta das demandas do dia a dia, que se acumulam diante de jornadas de trabalho cada vez maiores e das dificuldades em conciliar agenda profissional e vida pessoal.</p>
<p>"Tudo no nosso corpo é controlado, organizado pelo sistema circadiano. E o sistema circadiano não é organizado pelo relógio social, mas pelo relógio do sol, da luz/escuridão. Então sempre haverá discrepância entre o que a sociedade quer que nós façamos e o que, sob as condições da vida moderna, nosso corpo quer que nós façamos", observou Roenneberg.</p>
<p>A solução para compensar essa discrepância entre ritmos biológicos e ritmos sociais é estender o período de atividade e reduzir o período de descanso. Segundo o cronobiologista, pessoas que sofrem de jet lag social em geral acordam cedo e permanecem ativos até tarde da noite para dar conta dos compromissos diários. No final, a conta não fecha: dormem menos que oito horas por dia e, por isso, vivem cronicamente com o sono atrasado.</p>
<p>É possível mensurar esse saldo negativo de sono comparando o padrão do comportamento circadiano durante os dias de trabalho, regidos pelo relógio social, e os dias livres, regidos pelo relógio biológico. "Se medirmos a diferença entre os dois padrões, teremos uma medida quantificável que nós chamamos de jet lag social", explicou o professor.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL ACADEMIA</strong></p>
<p><strong><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de<br />Till Roenneberg</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-till-roenneberg" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/desvendando-o-relogio-biologico-de-seres-unicelulares" class="external-link">Desvendando o relógio biológico de seres unicelulares</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>MALES DA MODERNIDADE</strong></p>
<p>Esse saldo negativo de sono está na raiz de inúmeros males da sociedade moderna, sobretudo daqueles relacionados com problemas metabólicos. "Quanto maior o jet lag social, maior a probabilidade de se tornar obeso, de desenvolver diabetes, de usar drogas, de fumar para aliviar o estresse, de ingerir álcool para cair no sono quando ainda não se está pronto para dormir", advertiu Roenneberg.</p>
<p>As implicações do jet lag social se estendem, ainda, para o domínio do comportamento. De acordo com o cronobiologista, uma das primeiras qualidades que desaparecem em quem dorme pouco é a competência social: "Você se torna um real psicopata se não dorme o bastante."</p>
<p>Para o professor, o desenvolvimento da síndrome do jet lag social está ligado à ideia de que o sono nos impede de sermos mais produtivos: "As pessoas costumam dormir uma hora a menos para ficarem ativas por uma hora a mais. Mas dormir não é deixar de ficar ativo, mas preparar o corpo e a mente para a atividade".</p>
<p>Ele explicou que há uma matemática simples por trás dessa afirmação: "Se um indivíduo dorme uma hora a menos, privando-se de 1/8 do período de sono, ele ganha apenas 1/16 em termos de atividade. Por outro lado, a eficiência é reduzida em torno de 1/20".</p>
<p>O resultado disso, destacou o cronobiologista, é um ciclo vicioso, que já se tornou endêmico nos Estados Unidos. "Você perde eficiência, então tem que trabalhar mais e mais; para trabalhar mais, tem que dormir menos; e, por dormir menos, perde eficiência."</p>
<p>Na avaliação dele, o uso difundido do despertador é prova de que em geral as pessoas dormem menos que deveriam. "Qual a questão fundamental em relação ao uso do despertador? Nós não concluímos nosso período biológico de sono! Caso contrário, não precisaríamos de ajuda para acordar", advertiu. "Temos que mudar nossa atitude em relação ao sono", completou.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><br />CRONOTIPOS</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Além de impulsionar o desenvolvimento do jet lag social, o estilo de vida moderno também contribui para a expressão extremada dos chamados cronotipos — classificação dos indivíduos segundo as preferências do organismo em relação aos horários para executar atividades diárias, como dormir, acordar, fazer exercícios físicos e exercitar a mente.</p>
<p>Há dois cronotipos principais: o matutino, referente a pessoas que dormem e acordam cedo, reservando o período da noite para o sono; e o vespertino, relativo a pessoas que preferem dormir e acordar tarde, mesmo que isso signifique dedicar parte do dia ao sono.</p>
<p>Roenneberg afirmou que o comportamento circadiano desses dois cronotipos estão cada vez mais distantes devido a mudanças no padrão de exposição à luz natural ocasionadas pela modernidade.</p>
<p>Segundo o cronobiologista, ao longo da evolução, nosso relógio biológico foi sincronizado com um ciclo claro/escuro regulado pela exposição à luz solar: "O ambiente no qual fomos sincronizados nos últimos milhares de anos era de muita luz durante o dia e nenhuma luz durante a noite. Os cronotipos matutino e vespertino existiam, mas a distância entre eles não era significativa."</p>
<p>Entretanto, a difusão da iluminação elétrica e dos hábitos de vida moderno vêm impondo níveis diferenciados de exposição à luz solar e à luz artificial. Com efeito, os sinais de luminosidade que ajudam a sincronizar os ritmos corporais internos com os ritmos ambientais externos estão sendo reduzidos ao mínimo.</p>
<p>O professor usou a própria dinâmica da ICA como exemplo: de dia, horário em que normalmente as pessoas deveriam se expor ao sol, os participantes ficavam confinados em ambientes internos, com pouca claridade natural; à noite, por outro lado, momento em que o organismo deveria estar no escuro, expunham-se de forma prolongada à luz artificial. "Estamos escurecendo o dia e clareando a noite. E essa luz está nos fazendo cada vez mais vespertinos", destacou.</p>
<p>De acordo com ele, dificilmente a exposição à luz artificial durante a noite faria um fazendeiro se tornar mais vespertino. Isso porque, ao trabalhar em ambientes externos, sob o sol, ele sinalizaria para o relógio biológico que a luz solar, mais forte e natural, é a claridade real. "E é o contraste claro/escuro que sincroniza os relógios biológicos de modo que as pessoas durma entre 22h e 6h", disse.</p>
<p>Na opinião de Roenneberg, os indivíduos vespertinos não sofrem de algum tipo de patologia, ao contrário do que se costuma pensar. "Não há periodicidade inata do relógio circadiano", afirmou, ponderando que dormir e acordar mais tarde trata-se de "uma reação natural ao ambiente em que estamos vivendo, uma forma normal de o relógio circadiano sincronizar um organismo que não está sendo exposto a luminosidade suficiente".</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-05-18T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-sami-pihlstrom">
    <title>Conferência da Intercontinental Academia propõe reflexão filosófica sobre tempo e eternidade </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-sami-pihlstrom</link>
    <description>O filósofo Sami Pihlström, diretor do Collegium Helsinque de Estudos Avançados, na Finlândia, tratou da metafísica do tempo e da temporalidade. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sami-pihlstrom-via-video-conferencia/@@images/160f523d-e96d-4bef-b4e4-04cdd96df4bc.jpeg" alt="Sami Pihlström via videoconferência" class="image-inline" title="Sami Pihlström via videoconferência" /><br /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O filósofo Sami Pihlström, durante a videoconferência que fez a partir do Collegium Helsinque de Estudos Avançados, Finlândia</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em videoconferência da <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a> (ICA) realizada no dia 20, <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/sami-pihlstrom">Sami Pihlström</a>, professor de filosofia da religião na Universidade de Helsinque, na Finlândia, abordou as noções de tempo e eternidade na perspectiva filosófica.</p>
<p>Pihlström, que é também diretor do Collegium Helsinque de Estudos Avançados da Universidade, dedicou sua exposição mais a suscitar tópicos de reflexão para os <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/candidates">participantes da ICA</a> que a oferecer respostas. Ele deu início a sua fala levantando dois problemas filosóficos centrais sobre a metafísica do tempo e da temporalidade: "O que é o tempo? O tempo é fundamentalmente real ou é apenas uma forma do homem categorizar a realidade?"</p>
<p>De acordo com o conferencista, essas questões conduzem a duas grandes concepções do tempo: a do realismo, que vê o tempo como "uma característica básica do universo espaço-temporal", dotada de uma verdade objetiva; e a do idealismo transcendental kantiano (elaborado pelo filósofo alemão Immanuel Kant), segundo a qual o tempo é uma construção subjetiva das faculdades cognitivas humanas, derivada da intuição.</p>
<p>Essas concepções, por sua vez, trazem à tona o embate entre realismo X antirrealismo no que diz respeito à existência de "valores-verdade objetivos e independentes da mente" subjacentes às afirmações históricas. Na avaliação de Pihlström, essas duas correntes filosóficas têm posições opostas: enquanto a primeira afirma que o passado é objetivamente determinado, a segunda nega a existência de uma realidade objetiva em qualquer dimensão temporal.</p>
<p><strong>ETERNIDADE</strong></p>
<p>A segunda parte da exposição de Pihlström concentrou-se na reflexão sobre a relevância e a coerência científica e filosófica do conceito de eternidade. "Existe ou pode existir alguma coisa eterna?", indagou.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINETAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><strong><i>Eixo temático: Tempo</i></strong></p>
<p><strong>Conferência de Sami Pihlström</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-talk-with-sami-pihlstrom" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/conferencias" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<br />
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-leopold-nosek" class="external-link">A relação entre a consciência do eu e a percepção do tempo</a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo o conferencista, os filósofos antigos, como Platão e Aristóteles, sustentavam que o mundo natural tinha uma existência eterna; o monoteísmo judaico-cristão, por outro lado, crê que o mundo tal como o conhecemos tem um início (o tempo da criação) e um fim (o tempo do apocalipse).</p>
<p>Mas, embora acreditem na finitude do mundo, afirmou Pihlström, o judaísmo, o cristianismo e outras religiões creem na vida eterna, vista "como uma continuação infinita da existência corpórea ou incorpórea, provavelmente de uma forma muito diferente da existência terrena".</p>
<p>Para ele, a ideia de vida eterna remete ao que o filósofo inglês Bernard Williams denominou "tédio da imortalidade" — um estado de profunda desmotivação diante da infinitude do tempo. Isso porque, sem restrições temporais, os seres imortais poderiam fazer qualquer coisa a qualquer momento, o que os levariam a adiar indefinidamente as ações. "Não haveria motivação para nada", enfatizou.</p>
<p><strong>ATEMPORALIDADE</strong></p>
<p>Por outro lado, ressaltou Pihlström, a concepção de eternidade pode ser interpretada não como a existência imortal num tempo infinito, mas como atemporalidade. De acordo com ele, "a própria vida pode ser vista como uma subespécie da eternidade, ainda que não se acredite em qualquer extensão infinita da existência temporal".</p>
<p>O conferencista ponderou que, neste caso, a vida eterna corresponderia a viver o momento presente, tal como propõe o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein na obra "Tractatus Logico-Philosophicus". "Infelizmente, essa ideia pode ser facilmente banalizada na literatura de autoajuda e na cultura popular", avaliou.</p>
<p>Em alusão à filosofia da religião inspirada nas ideias de Wittgenstein, da qual o filósofo britânico Dewi Zephaniah Phillips é o principal expoente, Pihlström disse que a preocupação religiosa, sobretudo a cristã, com a questão da imortalidade/eternidade começa com a afirmação radical da própria finitude e imortalidade humana. "Somente desistindo da busca pela continuidade infinita da vida pode-se adotar a perspectiva da eternidade que uma ética adequada para a vida exige", concluiu.</p>
<p style="text-align: right; "><strong><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Religiões</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Abstração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Filosofia</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-29T21:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/como-chegamos-as-notacoes-de-anos-meses-horas-e-dias">
    <title>Como chegamos às notações de anos, meses, horas e dias</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/como-chegamos-as-notacoes-de-anos-meses-horas-e-dias</link>
    <description>A prudência nos registros e na articulação do tempo era algo indispensável na criação de narrativas históricas, numa época em que não havia um calendário unificado.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Y-Suto.jpg" alt="Yoshiyuki Suto" class="image-inline" title="Yoshiyuki Suto" /></th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><strong>Yoshiyuki Suto, da <span>Nagoya City University.</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O mundo helenístico, tido como a era mais antiga de globalização na história da humanidade, foi abordado na conferência <i>Articulating Time in the Hellenistic World</i>, ministrada pelo professor de história antiga e docente do Centro do Patrimônio Cultural e de Textos da Nagoya University, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/yoshiyuki-suto" target="_self">Yoshiyuki Suto</a>.</p>
<p>Foi durante o florescimento de uma sociedade multicultural que se impôs a necessidade de sincronizar calendários, bem como padronizar registros documentais e a datação de eventos históricos. “O ajuste do tempo esteve estreitamente relacionado com o senso de estabilidade social”, disse Suto, durante a  <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya" target="_blank">Intercontinental Academia</a> (ICA).</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3><strong>Relacionado</strong></h3>
<p><strong>Vídeo:</strong></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/media-center/videos/intercontinental-academnia-second-phase-nagoya-thursday-march-10-lecture-by-yoshiyuki-suto">Articulating Time in the Hellenistic World</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong><i>Mais informações:</i></strong><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/programme" target="_blank">Programação completa Fase Nagoya</a></strong><strong> </strong></p>
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<p>Realizada de <strong>6 a 18 de março</strong> em Nagoya, Japão, a segunda fase da ICA reuniu cientistas de diversas áreas e 13 jovens pesquisadores selecionados para desenvolver estudos sobre o tema “tempo”. O conteúdo das pesquisas subsidiará os estudos dos jovens participantes da ICA na criação de um Massive Open Online Course (Mooc).</p>
<p>Suto participou das exposições do dia 10 de março, dedicadas à área de Humanidades e Ciência Sociais. Nesse dia também participaram <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/yasuhira-kanayama" target="_self">Yasuhira Kanayama</a>, da Nagoya City University, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/copy_of_sami-pihlstrom" target="_self">Sami Pihlström</a>, da University of Helsinki, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/chun-chieh-huang" target="_self">Chun-chieh Huang</a>, da National Taiwan University, <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/kirill-ole-thompson" target="_self">Kirill O. Thompson</a>, da National Taiwan University. As mesas foram presididas por <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/nagoya/people/takaho-ando-2" target="_self">Takaho Ando</a>, Chubu University.</p>
<p>“Convencionamos usar unidades de tempo como horas, minutos, segundos, dias, para expressar o tempo. Mas nem sempre paramos para pensar sobre a origem desses marcadores”, disse Suto.</p>
<p>A partir da observação das estrelas, os egípcios foram os primeiros a contar períodos anuais e também pioneiros em criar 12 subdivisões de tempo baseadas nas estações. O historiador e geógrafo grego Heródoto escreveu no ano 3 a.C. sobre essa habilidade dos chamados “mestres do tempo”.</p>
<p>“Seus cálculos são mais precisos que os dos gregos; os gregos adicionaram um mês intercalar a cada dois anos, de modo que as estações coincidissem. Mas os egípcios contaram 30 dias para cada um dos 12 meses, adicionando cinco dias ao total de cada ano e, assim, o círculo completo das estações coincide com o calendário”, escreveu Heródoto.</p>
<p>Estudioso da Grécia e Egito antigos, o palestrante vem se especializando na história do Egito sob o domínio ptolomaico. “Chama a atenção não apenas os conhecimentos avançados dos egípcios, mas também a característica única daquele momento. Durante o helenismo aconteceu a primeira era da globalização na história da humanidade.  A criação dos enormes impérios e a divisão em grandes reinos caracteriza um momento totalmente diferente do anterior”, lembrou.</p>
<p>Durante esse período, marcado pelas expedições de Alexandre, o Grande, para a Ásia, ou pela primeira invasão de Roma na Grécia do Leste, bem como pela difusão da língua grega, os anúncios públicos e eventos históricos precisavam ser registrados, muitas vezes, em mais de um tipo de grafia ou língua e com os calendários adotados por diferentes povos, disse Suto.</p>
<p>Eram comuns documentos públicos referenciando reinados, bispados e outros fatos históricos, e trazendo notações de calendários sumério e egípcio, ou grego e egípcio, por exemplo, para que não houvesse engano sobre a data ou o fato que se queria retratar.</p>
<p>Assim, a sincronização do tempo se impunha. Para datar documentos, alguns pontos de referência importantes foram usados, como a Guerra de Troia, o Dilúvio de Deucalião (o Noé grego), ou o Retorno dos Heráclidas. Uma série cronológica mais explícita foi criada a partir dos Jogos Olímpicos de Atenas.  “O novo benchmark era baseado na lista dos vencedores olímpicos”, disse Suto.</p>
<p>Para mostrar como evoluiu a sincronização do tempo entre os diferentes povos da antiguidade, Suto introduziu dois conceitos básicos relacionados ao tempo na história. O primeiro conceito contrapõe tempo progressivo e tempo recorrente, sendo o primeiro ligado a uma cadeia linear de eventos entre o passado, o presente e o futuro; o outro, marcado por um ciclo de eventos repetidos de períodos em períodos, como as colheitas, as celebrações e assim por diante, disse.</p>
<p>O segundo conceito de tempo contrapõe tempo natural e tempo humano, sendo o primeiro relacionado aos fenômenos astronômicos e da natureza e o outro, às articulações culturais e à própria interpretação do tempo natural.</p>
<p>Mesmo nas sociedades antigas, o tempo natural coincidia com as celebrações e necessidades humanas como colheita e plantio, por exemplo. Mas foi durante o período helenístico que ocorreu a definição do começo e do fim de unidades cronológicas básicas, bem como a sincronização dos diversos tempos humanos e a formas de denotar o tempo humano na vida diária, disse.</p>
<p>Não havia uma forma de articular uma unidade de tempo que compreendesse mais de um ano. Além disso, havia dificuldades de diferenciar um ano do outro num tempo cronologicamente progressivo. Inicialmente, a forma que os antigos encontraram de fazer isso foi dando a determinado ano o nome de um magistrado ou de um padre eleito. “Isso certamente evitou muitas confusões, mas não era prático, pois essas referências não davam uma noção de sequência relativa em relação aos fatos”, contou.</p>
<p>Mas essa notação felizmente progrediu nos reinos helenísticos e em especial no Egito ptolomaico, o mais próspero e duradouro dos reinos helenísticos. Um sistema alternativo se tornou mais conhecido, que  convencionou contar o ano a partir da sucessão do trono de cada rei. Por exemplo, o ano da coroação de Ptolomeu I (305-4 AC) ficou chamado de Ano I de Ptolomeu do Egito.</p>
<p>O estabelecimento do conceito de anos regulares não apenas contribuiu para a identificação de um determinado ano, mas também para a articulação de períodos mais longos. “Permitiu articular o tempo progressivo com o respectivo período dominado por cada rei”, disse.</p>
<p>Isso ficou demonstrado na lista de reis grafada sobre um longo papiro, com os nomes de 300 reis. O documento, intitulado <i>Turin Royal Canon</i>, data da época de Ramses II e traz o exato período de duração de cada reino. Mas não se sabe por que, trata-se da única lista de reis do período faraônico.</p>
<p><span>Ptolomeu II, co-regente do pai, Ptolomeu I Sóter, introduziu mudanças no calendário de então. Tentou prolongar o ano de seu reinado, considerando o período que foi co-regente. “A razão disso é desconhecida, mas acredita-se que foi uma tentativa de prolongar também a sua autoridade sobre os legisladores de outros reinados”, disse Suto.</span></p>
<p>Afinal, o sistema de anos regulares contados a partir do ano em que um novo rei sucedia o anterior  resultou numa forma conveniente de determinar o início e o final de cada período, disse Suto.</p>
<p>A característica marcante da fase helenística, portanto, não foi só a integração estrutural e cultural do reino. Houve também a importante sincronização do tempo que, em períodos anteriores, era localmente separado nas diversas partes do reino, disse.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sylvia Miguel</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Humanidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Astronomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Sociais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-03-22T19:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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