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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
  <link>https://www.iea.usp.br</link>

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            These are the search results for the query, showing results 141 to 155.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/como-a-usp-divulga-sua-pesquisa">
    <title>Como a USP Divulga sua Produção em Ciência, Inovação e Tecnologia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/como-a-usp-divulga-sua-pesquisa</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p style="text-align: left; "><span>Somente em 2014, o banco de Teses e Dissertações da USP registrou 5.393 pesquisas. A Universidade de São Paulo é responsável por aproximadamente 25% da produção científica do Brasil, segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).</span></p>
<p style="text-align: left; ">Nesse encontro, serão discutidos como esses conhecimentos são repassados à sociedade e como ampliar a divulgação da pesquisa produzida na USP.</p>
<h3 style="text-align: left; ">Moderação:</h3>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mario-sergio-salerno" class="external-link">Mario Sérgio Salerno</a></p>
<h3 style="text-align: left; ">Debatedoras:</h3>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/monica-teixeira" class="external-link">Mônica Teixeira</a></p>
<p style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/herika-dias" class="external-link">Hérika Dias</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-23T14:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade">
    <title>Os desafios à interdisciplinaridade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/desafios-a-interdisciplinaridade</link>
    <description>O sociólogo Peter Weingart, do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Bielefeld, Alemanha, fez a conferência "Interdisciplinaridade e a Nova Governança das Universidades" no dia 28 de julho.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/peter-weingart-1" alt="Peter Weingart" class="image-inline" title="Peter Weingart" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O sociólogo alemão Peter Weingart defende a reestruturação<br />organizacional das universidades como condição<br /> essencial para o sucesso das pesquisas interdisciplinares</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Algumas universidades no exterior têm adotado novas configurações organizacionais para atender às peculiaridades da pesquisa interdisciplinar. Mais do que necessária, essa reestruturação é condição essencial para que se concretize o modelo interdisciplinar, segundo o sociólogo alemão <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a>.</p>
<p>Ele é conselheiro e já foi diretor do <a class="external-link" href="https://www.uni-bielefeld.de/ZIF">Centro de Pesquisa Interdisciplinar</a><span> (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld, Alemanha. O ZiF é um dos parceiros do IEA na rede <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">Ubias</a> (University-Based Institutes for Advanced Study).</span></p>
<p>Para ele, além da adoção de novas formas de organização de pesquisadores, disciplinas e unidades de ensino e pesquisa, a interdisciplinaridade exige uma sólida base epistemológica: “Sem as boas razões internas ao desenvolvimento da ciência e sem a disposição de tratar de problemas externos às áreas específicas, ela não é bem-sucedida”.</p>
<p>Weingart fez essas observações na conferência<i> Interdisciplinaridade e Nova Governança das Universidades</i>, que proferiu no IEA no dia 28 de julho.</p>
<p>Para o sociólogo, “a interdisciplinaridade está na moda no mundo acadêmico há mais de 20 anos, com as agências de fomento à pesquisa de cada país promovendo-a com uma meta a ser alcançada, mas, até recentemente, o termo era vazio de significado”.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong> INTERDISCIPLINARIDADE E NOVA GOVERNANÇA DAS UNIVERSIDADES</strong></p>
<p><strong>Multimídia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/2015/peterweingart" class="external-link">Vídeo</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/interdisciplinaridade-e-a-nova-governanca-das-universidades-28-de-julho-de-2015" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Texto de referência</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/interdisciplinarity-and-the-new-governance-of-universities" class="external-link">Interdisciplinarity and the New Governance of Universities</a>, de Peter Weingart</li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-aborda-estrutura-organizacional-interdisciplinar-nas-universidades-1" class="external-link">Conferência aborda estrutura organizacional interdisciplinar das universidades</a>"</li>
</ul>
<p> </p>
<hr />
<p> </p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/o-futuro-da-universidades" class="external-link">O FUTURO DAS UNIVERSIDADES</a></p>
<p><span>Debate com reitores e ex-reitores de universidades públicas realizado em 24 de abril de 2015, durante a </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia<br /><br /></a></p>
<hr />
<p><strong><br />LEIA MAIS SOBRE:</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-sobre-universidades/" class="external-link">Universidades</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-sobre-a-rede-ubias/" class="external-link">Rede Ubias</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/Sala-verde/" class="external-link">Sala Verde</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Tipos e formas de realização</strong></p>
<p><strong> </strong>Weingart disse que no período em que dirigiu o ZiF (1989 a 1994), o centro classificava as relações interdisciplinares em dois tipos: as pequenas, quando, por exemplo, matemáticos e físicos se unem, pois “eles conseguem se entender com certa facilidade”; e as grandes, como no caso em que um biólogo e um sociólogo discutem os fundamentos biológicos da cultura, tendo de superar diferenças maiores entre as disciplinas.</p>
<p>Ele vê também duas maneiras na forma como a interdisciplinaridade se realiza. Uma delas é a combinação de disciplinas, resultando em uma área como biofísica. “No entanto, não leva muito tempo para que a nova área se torne uma especialização, com a mesma dinâmica e formato tradicionais das disciplinas: proteção ‘territorial’, demarcação em relação a áreas externas e internalização da comunicação, caracterizada pela interação entre pares com ideias e posturas semelhantes.”</p>
<p>A outra forma de concretização da interdisciplinaridade é “a orientada por uma demanda externa às disciplinas, geralmente política”. Um exemplo disso é a pesquisa ambiental, segundo Weigart, que “até hoje não teve êxito em se tornar uma disciplina, pois é constituída por um conglomerado de diferentes disciplinas que cooperam entre si”.</p>
<p>De acordo com o sociólogo, esses dois tipos de interdisciplinaridade podem enfrentar resistências nas universidades, pois enfrentam departamentos bem estabelecidos e com os quais competem por verbas. “Os departamentos são grupos de interesse e, evidentemente, os mais fortes alegam que apenas eles são capazes de julgar a qualidade e a competência dos pesquisadores ingressantes nas unidades e institutos das universidades.”</p>
<p><strong>Experiências</strong></p>
<p>Weingart citou a <a class="external-link" href="https://www.uni-siegen.de/start/index.html.en?lang=en">Universidade de Siegen</a>, do interior da Alemanha, como exemplo de universidade que quer se distanciar do modelo departamental, em busca da interdisciplinaridade. Ele reconhece, no entanto, que o exemplo não é tão persuasivo, por se tratar de uma universidade pequena e de pouco expressão.</p>
<p>“A universidade reagrupou seus 12 antigos departamentos em quatro escolas, que, apesar da manutenção da estrutura de disciplinas, trabalham em função de temas surgidos externamente a elas.”</p>
<p>Um exemplo mais radical citado por Weingart é o da <a class="external-link" href="http://www.asu.edu/">Universidade Estadual do Arizona</a>, nos Estados Unidos: “Como a universidade não consegue alcançar o grupo de elite das instituições americanas, o reitor Michael Crow resolveu seguir um caminho diferente e adotou uma estratégia que ele chama de ‘empreendedorismo científico’: dissolveu todos os departamentos e criou uma mistura entre as áreas completamente nova, interdisciplinar”.</p>
<p><strong>Demanda pública</strong></p>
<p><strong> </strong>Weingart ressaltou que a euforia pela pesquisa interdisciplinar pode ser justificada também politicamente, com a pesquisa sendo responsiva a questões externas à universidade, atendendo às demandas públicas e prestando contas aos contribuintes. “É melhor que a ciência faça coisas que são valorizadas pela sociedade do que fazer apenas aquilo que é valorizado pelos cientistas”, completou.</p>
<p>Mesmo com todas as transformações em direção a interdisciplinaridade, ele alerta que “a democratização da ciência não é algo que vai abolir a especialização que temos visto ocorrer nos últimos dois séculos.</p>
<p>“A evolução da ciência depende de uma especialização cada vez maior, de uma penetração cada vez maior, de um aprofundamento em terrenos não explorados, mas a pergunta que devemos fazer é se as disciplinas no modelo como elas foram criadas no início do século 19 marcam o fim de sua história ou se é possível que algo diferente as substitua.”</p>
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/conferencia-de-peter-weingart" alt="Conferência de Peter Weingart" class="image-inline" title="Conferência de Peter Weingart" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>As ideias apresentadas por Peter Weingart<br />suscitaram diversas perguntas do público</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3>DEBATE</h3>
<p>As afirmações de Weingart provocaram várias perguntas do público presente na Sala de Evento do IEA ou que assistiram a conferência pela internet.</p>
<p>O debate foi iniciado com pergunta do diretor do IEA, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, que quis saber a opinião do sociólogo sobre o papel dos institutos de estudos avançados na ampliação da interdisciplinaridade nas universidades.</p>
<p>Weingart disse que há vários entendimentos sobre o que os IEAs devem fazer e um deles é de que esse tipo de instituto deve se basear na reunião de mentes brilhantes. Para ele, na atualidade ninguém acredita mais que isso seja suficiente: “É ótimo ter essas pessoas trabalhando num mesmo local, mas isso funciona até certo ponto, além de ser uma solução luxuosa, só para quem têm uma verba elevada; se não tiver esse dinheiro, o melhor é pensar em soluções sistêmicas”.</p>
<p>Na opinião dele, o primeiro passo para o estabelecimento de um IEA é garantir que ele tenha orçamento e postos de pesquisa próprios, podendo contratar quem desejar. Em termos de atuação, ele acredita que os institutos desse tipo devam identificar temas que não podem ser estudados nos departamentos e também refletir sobre as relações da produção científica com outras esferas da vida social.</p>
<p>O diretor do Instituto de Biociências (IB) da USP, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/gilberto-fernando-xavier" class="external-link">Gilberto Fernando Xavier</a>, perguntou a Weingart se a dificuldade para o estabelecimento de grupos interdisciplinares num ambiente competitivo não seria mais um problema sociológico do que organizacional, “pois para a criação de um grupo assim é preciso haver confiança e uma atitude cooperativa entre as pessoas”.</p>
<p>Weingart respondeu que essa dificuldade não é tanto um problema sociológico, mas sim psicológico: “Muitos acadêmicos têm medo e buscam segurança; pessoas assim não são bons parceiros nesses grupos, que exigem pesquisadores resilientes o suficiente para sentar com alguém e fazer perguntas bobas, por saberem que as perguntas bobas precisam ser feitas, que eles precisam aprender, começar do zero”.</p>
<p>Carlos Graeff Teixeira, da Faculdade de Biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, enviou pergunta por email na qual indagou como os administradores de universidades podem identificar programas sociais relevantes e se são necessários grupos especiais para realizar essa tarefa.</p>
<p>Segundo Weingart, não há uma receita para identificar problemas da sociedade que mereçam ser pesquisados, mas criar grupos de cientistas sociais dedicados a esse trabalho ou procurar informações em outros locais que se preocupem com isso pode ser um caminho.</p>
<p>Leandro Giatti, da Faculdade de Saúde Pública, disse que vivemos em meio a incertezas e os especialistas não possuem todas as respostas. Ele  perguntou a Weingart se não seria o caso de a sociedade ter maior participação nas discussões empreendidas por cientistas sobre questões sobre as quais pairam muitas incertezas.</p>
<p>De acordo com Weingart, é preciso se distanciar do modelo em que um político pergunta algo para um cientista informado sobre todas as evidências e a questão está resolvida: “Sabemos que os definidores de políticas públicas são muito oportunistas com as evidências científicas, aceitam o que gostam e descartam o resto; e não há como eliminarmos a insegurança do processo, sobrando a alternativa de instituir mecanismos que reduzam os riscos de receber informações ou permitam o adiamento de decisões, em observância ao princípio de precaução”.</p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/marcos-silveira-buckeridge" class="external-link">Marcos Buckeridge</a>, do Instituto de Biociências (IB), questionou Weingart se os sistemas da universidade não precisam de grupos trabalhando de forma interdisciplinar, usando as ferramentas sistêmicas, e, ao mesmo tempo, pessoas fazendo ciência básica, isoladamente, e se não seria o caso de criar melhores conexões entre a ciência básica e a visão sistêmica.</p>
<p>Weingart disse que a noção de sistema é muito diferente em cada contexto e que um ponto em comum, pressuposto pelo trabalho interdisciplinar, estará num patamar acima duas ou três disciplinas conectadas, "será um conjunto de problemas que estão competindo entre si ou tentando se encaixar em achados presentes no que está acima das disciplinas".</p>
<p>Segundo Buckeridge, a USP possui os mecanismos para isso mas há o problema da linguagem entre diferentes áreas e a consequente necessidade de “tradutores” (não pessoas, mas mecanismos de facilitação do entendimento).</p>
<p>Weingart disse que a especialização é a base de referência e isso implica em linguagens altamente especializadas: “Seria impossível usar ‘tradutores’ que tornassem cada disciplina traduzível; o melhor seria que diferentes disciplinas atacassem um problema específico com a ajuda de um ‘tradutor””. <span>Buckeridge citou como exemplo desse trabalho de “tradução” os livros de divulgação científica que muitos cientistas americanos e britânicos produzem. Weingart concordou que esse é um dos mecanismos possíveis.</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/iea/estrutura/conselho-deliberativo-old2/ex-conselheiros-2/silvio-roberto-de-azevedo-salinas" class="external-link">Sílvio Salinas</a>, do Instituto de Física (IF) da USP e ex-conselheiro do IEA, manifestou que os departamentos da USP são fortes, bem estabelecidos e produtivos e que considera mais importante a preocupação com a formação abrangente dos graduandos.</p>
<p>Weingart respondeu que com o crescimento do conteúdo das disciplinas fica impossível saber de tudo. Na opinião do sociólogo, há uma tendência de crescimento dos currículos de todas as disciplinas, por isso “precisamos de um processo constante de repensar os currículos e decidir que competências são absolutamente cruciais e quais devem ser abandonadas".</p>
<p>Durante o debate, a diretora da Escola de Artes, Ciências  e Humanidades (EACH) da USP, Maria Cristina Motta de Toledo, que assistia o evento pela internet, encaminhou convite a Weingart para que numa próxima visita a São Paulo conhecesse a escola, que possui caráter interdisciplinar, não departamental, com cursos de graduação baseados em temas e atividades integrados e o primeiro ano funcionando como um ciclo básico comum a todos os cursos.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calazans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Administração</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-07-30T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-aborda-estrutura-organizacional-interdisciplinar-nas-universidades-1">
    <title>Conferência aborda estrutura organizacional interdisciplinar nas universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-aborda-estrutura-organizacional-interdisciplinar-nas-universidades-1</link>
    <description>A exposição será do sociólogo Peter Weingart, professor da Universidade de Bielefeld, Alemanha; o evento acontece no dia 28 de julho, às 15h30, na Sala de Eventos do IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/peter-weingart" alt="Peter Weingart - Perfil" class="image-right" title="Peter Weingart - Perfil" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O sociólogo alemão<br />Peter Weingart</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><i>Interdisciplinaridade e a Nova Governança das Universidades</i> é o tema da conferência que o sociólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a>, professor da Universidade de Bielefeld, Alemanha, fará no dia <strong>28 de julho, às 15h30</strong>, na Sala de Eventos do IEA. A exposição será em inglês, com tradução simultânea, transmitida ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">web</a>.</p>
<p>Weingart falará sobre os desafios ao desenvolvimento de campos interdisciplinares nas universidades. Ele se concentrará em dois grandes obstáculos epistemológicos relacionados à natureza das disciplinas: formas profundamente institucionalizadas de produção do conhecimento; e estruturas organizacionais rígidas, fechadas em departamentos e faculdades.</p>
<p>Segundo o sociólogo, a interdisciplinaridade é encarada por acadêmicos e formuladores de políticas públicas como uma resposta à superespecialização da ciência. No entanto, muito pouco vem sendo feito em termos de alterações na organização das universidades ou na conduta real de pesquisadores e professores.</p>
<p>"Mas agora há sinais de que isso pode mudar", afirma, destacando que universidades deram início a iniciativas pioneiras de transformação da estrutura organizacional universitária, a fim de "facilitar e incentivar a troca intelectual e a cooperação através das fronteiras disciplinares".</p>
<p>Na exposição, Weingart irá discutir os alcances e limites dessas iniciativas. Para isso, apresentará casos de instituições universitárias empenhadas em modificar suas estruturas organizacionais como forma de otimizar a resposta aos novos problemas que se colocam à ciência e à sociedade.</p>
<p>Entre as questões a serem debatidas, estão: As tentativas de estabelecimento de novos campos interdisciplinares para além de departamentos e disciplinas serão bem sucedidas? O movimento em direção a estruturas organizacionais interdisciplinares nas universidades levará à substituição das disciplinas como forma dominante de produção de conhecimento?</p>
<p><strong>Conferencista</strong></p>
<p>Peter Weingart é professor emérito de sociologia, sociologia da ciência e política da ciência da Universidade de Bielefeld, Alemanha, onde também foi diretor do Centro de Pesquisa Interdisciplinar (ZiF, na sigla em alemão) e do Instituto para Pesquisa em Ciência e Tecnologia. Desenvolve estudos sobre a percepção pública da ciência e da tecnologia; as relações entre ciência, mídia e política; bibliometria, avaliação da pesquisa e criação de indicadores; dinâmica da produção de conhecimento; discurso político, científico e midiático acerca do aquecimento global; e sociedade do conhecimento.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Arquivo pessoal</span></p>
<p><strong><i> </i></strong></p>
<hr />
<p><strong><i>Interdisciplinaridade e a Nova Governança das Universidades<br /></i></strong>28 de julho, às 15h30<br />Sala de Eventos do IEA, rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo (<a href="https://www.iea.usp.br/iea/onde-estamos" class="external-link">localização</a>)<br />Evento gratuito, com inscrição prévia pelo e-mail marmac@usp.br — Transmissão ao vivo pela <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">web</a><br />Exposição em inglês, com tradução simultânea<br />Informações: Marisa Macedo, telefone (11) 3091-8677 ou e-mail marmac@usp.br<br />Ficha do evento: <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/conferencia-peter-weingart">www.iea.usp.br/eventos/conferencia-peter-weingart</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-07-07T17:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/conferencia-peter-weingart">
    <title>Interdisciplinaridade e a Nova Governança das Universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/conferencia-peter-weingart</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>As universidades são organizadas com base em suas disciplinas, de modo que a administração central é geralmente apenas um setor burocrático com pouco poder de tomada de decisão. Isso tornou difícil o acolhimento da pesquisa interdisciplinar. No entanto, o cenário da ciência está mudando. Campos interdisciplinares estão emergindo em um ritmo crescente e as universidades vêm sendo chamadas a assumir uma política mais "empreendedora". Alguns exemplos podem ser tomados como modelos desse desenvolvimento e de seus obstáculos.</span></p>
<div></div>
<h3><span>Expositor</span></h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/peter-weingart" class="external-link">Peter Weingart</a></p>
<p>Evento com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela web.<br /><span>Capacidade do auditório: 45 lugares</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Europa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinaridade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internacionalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-07-01T19:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-e-sabatinado-no-roda-viva">
    <title>Ministro da Educação é sabatinado no "Roda Viva"</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-e-sabatinado-no-roda-viva</link>
    <description>O ministro da Educação Renato Janine Ribeiro, ex-conselheiro do IEA e coordenador do Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela do Instituto, esteve no centro do programa "Roda Viva" desta semana. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/renato-janine-ribeiro" alt="Renato Janine Ribeiro" class="image-right" title="Renato Janine Ribeiro" /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, ministro da Educação, foi o convidado do programa de entrevistas "Roda Viva", da TV Cultura, exibido no dia 8 de junho, quando anunciou oficialmente que haverá uma nova chamada para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ainda neste ano (<a href="https://youtu.be/-Fu_Az62KMs">veja o vídeo</a>).</p>
<p>Janine, que é ex-conselheiro do IEA e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" class="external-link">Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</a> do Instituto, afirmou que o número de vagas ainda será definido, mas já se sabe que os critérios para concessão do benefício serão diferentes.</p>
<p>Um dos objetivos das mudanças, de acordo com ele, é garantir que o programa contribua para a inclusão social da população de baixa renda. "Vamos mexer na renda. Hoje, é de até 20 salários mínimos, então famílias com renda de R$ 14 mil podem participar."</p>
<p>Além disso, destacou que o Fies vai priorizar cursos em três áreas estratégicas para o país: formação de professores, engenharias e saúde. "Também vamos dar prioridade ao Norte e ao Nordeste e aos cursos de nota mais alta", observou.</p>
<p><strong>Pátria educadora</strong></p>
<p>Indagado sobre o sentido do slogan do governo federal "Pátria Educadora", Janine respondeu que a ideia não é se gabar por educar bem. "O governo sabe que há dados preocupantes na educação, que nós temos muito a fazer. O slogan não é ufanista, é um slogan de trabalho, que abrange muita coisa. Abrange a ideia de uma sociedade mais educada, uma sociedade que se eduque, que respeite mais o outro. É todo um projeto de civilização", disse.</p>
<p>Janine também comentou a redução de mais de R$ 9 bilhões no orçamento do Ministério da Educação (MEC): "O corte de verbas é real, não dá para fingir que não houve. O Brasil está com uma dificuldade econômica".</p>
<p>Para ele, o momento requer debate e reflexão: "Vamos aproveitar esse ano, de dificuldades orçamentárias, para discutir muito e aprimorar os instrumentos que nós temos", arrematou.</p>
<p>O ministro ponderou que é preciso lembrar das falhas da educação brasileira, mas sem esquecer dos inúmeros exemplos de ações efetivas. De acordo com ele, usar apenas adjetivos negativos para qualificar todo o sistema, sem reconhecer os progressos, inibe a ação.</p>
<p>"Por isso os indicadores são tão importantes. É importante você saber que escola está bem, que escola avançou, porque avançou, detectar onde está o problema e, onde há problemas, tentar resolvê-los".</p>
<p><strong>Ensino Médio</strong></p>
<p>Em relação à qualidade do ensino médio, Janine afirmou que é preciso conter a alta taxa de evasão de estudantes. "Temos que conquistar melhor os alunos, investir na educação continuada de professores e fortalecer o ensino."</p>
<p>Um dos caminhos para isso, destacou, é estimular atividades curriculares que envolvam professores de várias disciplinas: "Quando existe uma programação conjunta, o ensino médio avança mais".</p>
<p>Outra saída apontada por Janine para melhoria da qualidade do ensino foi a valorização dos professores. Para o ministro, isso passa pelo aumento dos salários — "tem que ser um compromisso da sociedade brasileira" —, mas não pela oferta de bônus por desempenho.</p>
<p>Na avaliação dele, esse tipo de medida pode criar uma competição destrutiva e dificultar o diálogo entre as diversas disciplinas na articulação de novos currículos. "O bônus por desempenho colide com a ideia de formar times, equipes de professores", afirmou, fazendo alusão à sua experiência como diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), cargo que ocupou de 2004 a 2008.</p>
<p>Ele enfatizou, ainda, a necessidade de discutir a carreira. "Qual o melhor modelo? Começar com um salário inicial baixo, com a expectativa de aposentadoria com um salário mais alto, ou oferecer um salário inicial mais alto, mesmo que no final não se tenha um aumento muito grande?"</p>
<p>Janine lembrou que a atuação do governo federal nessa esfera é limitada, uma vez que o ensino fundamental e médio é uma incumbência constitucional dos estados e municípios. "O governo federal tem que trabalhar muito na educação básica, mas não podemos substituir estados e municípios. Temos que trabalhar sempre alinhados com eles", explicou.</p>
<p><strong>Debate político</strong></p>
<p>Questionando sobre como a educação pode contribuir para a qualificação do debate político no Brasil, atualmente marcado pela polarização entre PT e PSDB, Janine destacou que nos últimos anos os ânimos ficaram muito exaltados e que essa radicalização pode ser combatida com a ajuda de uma formação voltada para o respeito à diferença.</p>
<p>"Precisamos diminuir o fogo dessa brasa. Isso é educação: respeitar o outro. Educação até no sentido das boas formas de tratar o outro", disse. "Precisamos nos desapaixonar um pouco. E penso que a educação pode ser uma área para isso", completou.</p>
<p><strong>Entrevistadores</strong></p>
<p>Liderada por Augusto Nunes, a bancada de entrevistadores desta edição do "Roda Viva" contou com a participação de Guiomar Namo de Mello, educadora e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo; Maria Helena Castro, socióloga e diretora-executiva da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade); João Gabriel de Lima, diretor de redação da revista <i>Época</i>; Fábio Takahashi, repórter do jornal <i>Folha de S. Paulo</i>; e Paulo Saldaña, repórter do jornal <i>O Estado de S. Paulo</i>.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Sandra Codo/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>O Comum</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-06-10T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-reitores">
    <title>Reitores debatem as mudanças e novas atribuições das universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-reitores</link>
    <description>Debate com vários dirigentes e ex-dirigentes de universidades no dia 24 de abril fez parte do Eito Temático Universidade da Intercontinental Academia.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/materia-reitores/@@images/46a365b1-7900-4535-a668-c53330f41421.jpeg" alt="O Futuro das Universidades" class="image-inline" title="O Futuro das Universidades" /><br /><span></span></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Reitores e ex-reitores de várias universidades<br />durante o debate na Intercontinental Academia</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As universidades do futuro serão variadas em suas ênfases de atuação, com algumas mais dedicadas ao ensino e outras à pesquisa. A interdisciplinaridade será o paradigma de ensino e pesquisa. Os professores não serão transmissores de conhecimento, mas tutores a orientar os estudantes no aprendizado. O uso das tecnologias de informação e comunicação será intenso. Haverá maior dedicação aos inúmeros problemas enfrentados pela sociedade.</p>
<p>Esse panorama prospectivo sintetiza o debate <i>O Futuro das Universidades</i>, realizado no dia 24 de abril como parte da programação do eixo temático Universidade da <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">Intercontinental Academia ICA)</a><span>.</span></p>
<p>Os expositores foram: <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/john-heath">John Heath</a><span>, pró-reitor de Patrimônio e Infraestrutura da University of Birmingham, Reino Unido; <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/naomar-de-almeida-filho">Naomar de Almeida Filho</a>, reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/luiz-bevilacqua">Luiz Bevilacqua</a><span>, ex-reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC); </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/klaus-capelle">Klaus Capelle</a><span>, reitor da UFABC; </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/carlos-vogt">Carlos Vogt</a><span>, presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp); e </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/marco-antonio-zago">Marco Antônio Zago</a><span>, reitor da USP.</span></p>
<p>Os debatedores do encontro foram Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), e <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/marcelo-knobel">Marcelo Knobel</a><span>, do Instituto de Física da Universidade de Campinas (Unicamp). A moderação foi da jornalista </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/sabine-righetti">Sabine Righetti</a><span>, especializada em política científica e tecnológica e jornalismo científico.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático:<br />Universidade</strong></i></p>
<p><strong>O Futuro das Universidades</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/the-future-of-the-universities" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/eixo-universidades" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>Notícias</strong></p>
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/universidade-do-futuro-e-tema-de-conferencia-com-ministro-da-educacao" class="external-link">Ensino superior deve se preocupar em aguçar mentes, diz ministro da Educação</a>"</span></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/goldemberg-ica" class="external-link">Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade<br /><br /></a></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Exposições</strong></p>
<p>Para John Heath, as tecnologias digitais, já acessíveis a parte considerável da população mundial, terão cada vez mais impacto nas formas de aprendizagem, possibilitando uma educação 24/7 (24 horas, sete dias por semana), além de afetarem significativamente a maneira de fazer pesquisa.</p>
<p>Ele informou que Birmingham já ministra aulas online com interação de alunos do Reino Unido, Estados Unidos, Hong Kong e Canadá, “numa experiência que os alunos consideram transformadora”.</p>
<p>A internacionalização do ensino, em seu entender, não levará a uma espécie de colonialismo educacional. Ao contrário, julga que a globalização acaba por reforçar a importância da diversidade e valorizar a cultura de cada local.</p>
<p>Para Naomar de Almeida Filho, deve-se pensar em futuros possíveis para as universidades, pois ele não acredita em um modelo único para elas.</p>
<p>Em sua opinião, o contexto político, econômico e social da atualidade leva à necessidade de eleger a centralidade do conhecimento como o principal ativo da sociedade.</p>
<p>Para ele, a contemporaneidade implica em aspectos epistemológicos, com o tempo sendo projetado para o futuro. “Passa-se a viver num ‘tempo-espaço líquido’ [baseado no conceito de “vida líquida”, precária e repleta de incertezas, do sociólogo Zygmunt Baumann], com enorme diversidade, a qual também causa fricções.”</p>
<p>Diante disso, ele ressaltou a pertinência atual do pensamento do filósofo Edgar Morin, para quem “a educação é a ‘força do futuro’, porque constitui um dos instrumentos mais poderosos para realizar a mudança”.</p>
<p>A exemplo do trivium e do quadrivium (conjunto de disciplinas) que definiam a educação na Idade Média, ele relaciona cinco características que considera fundamentais para a educação contemporânea: a comunicação (habilidade em utilizar as línguas francas); conectividade; capacitação para a interpretação; ensino/aprendizagem; e escuta.</p>
<p>Almeida Filho disse que é fundamental que a universidade seja descolonizada e seja recriada como vetor efetivo capaz de produzir transformação na região em que está inserida.</p>
<p>Ele considera que a desigualdade no Brasil é alimentada pela perversão da educação. “Dada a característica de taxação regressiva do sistema tributário, o Estado é financiado por quem tem menos benefícios. Assim, uma minoria privilegiada é subvencionada no ensino fundamental e médio e consegue ingressar nas instituições públicas de ensino superior, que são as de melhor qualidade.”</p>
<p>Quanto aos menos privilegiados, “se conseguem superar as dificuldades, quando vão estudar no ensino superior, têm de pagar”.  Ele reconhece que há vários mecanismos para facilitar o acesso dos jovens mais pobres à universidade, como o Prouni, o Fies e cotas, “no entanto, não se muda a estrutura do sistema”.</p>
<p>Assim como Almeida Filho, Luiz Bevilacqua destacou a complexidade das transformações pelas quais a sociedade passa. Ele chamou o período atual como uma época de “choque cultural” e fez uma analogia com o surf: “Uma onda na praia é, tecnicamente, uma onda de choque e nela não convém tentar nadar; é preciso ter um instrumento (a prancha) para surfá-la”.</p>
<p>Para ele, “a universidade no modelo atual está acabada, não tem mais chance de prosperar, e não há muito tempo para tomar as decisões adequadas”.</p>
<p>Bevilacqua também não acredita em um modelo único, mas sim em alguns princípios norteadores das transformações: a universidade deve ser sobretudo um lugar onde o aprender prevaleça diante do ensinar; a pesquisa deve ser feita para o avanço do conhecimento, não para o enriquecimento do currículo dos pesquisadores, invertendo-se assim o modelo atual, que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade; a interdisciplinaridade deve ser vista não como causa, mas como consequência da convergência de disciplinas.</p>
<p>Klaus Capelle, preferiu falar do futuro partindo da história das universidades, relacionando as atribuições que foram conferidas a ela no decorrer do tempo.</p>
<p>Ele lembrou que as raízes da universidade estão nas academias dos filósofos da antiguidade grega, passando pelas instituições controladas pela Igreja na Idade Média. Essas instituições dedicavam-se exclusivamente ao ensino. “A mudança significativa aconteceu há pouco mais de 200 anos, quando Alexander Von Humboldt, na Alemanha, propôs o modelo de universidade autônoma e com a incorporação da pesquisa.”</p>
<p>Capelle identificou a década de 70 como o período em que a manutenção da universidade pública passou a ser tão elevada que seus integrantes passaram a ter dificuldade para “justificar a existência delas perante a opinião pública ‘apenas’ com os benefícios resultantes do ensino e da pesquisa”. E foi assim, segundo ele, que há cerca de 10 anos fortaleceu-se o tripé de ação das universidades: ensino, pesquisa e extensão.</p>
<p>“No entanto, na atualidade, a sociedade cobra da universidade não só a dedicação ao ensino, pesquisa e extensão, mas também a uma série de outras finalidades, como a inclusão social, inovação tecnológica, empreendedorismo, internacionalização, educação a distância e sustentabilidade.”</p>
<p>Para Capelle, exige-se demais da universidade e há tempo de menos para realizar o solicitado. Mas ele acredita que a universidade manterá sua resiliência perante as novas demandas, graças ao desenvolvimento tecnológico e às transformações nas formas de organização do conhecimento.</p>
<p>No futuro, ele prevê algumas das mudanças que foram unanimidade no debate: o uso massivo de tecnologias de comunicação e informação, a interdisciplinaridade como um paradigma sólido (“sem eliminar a disciplinaridade”) e a especialização das instituições, pois nem todas as universidades poderão fazer de tudo.</p>
<p>Carlos Vogt disse que sociedade passou de uma cultura clássica de formação para outra de informação e constante transformação. “Mesmo que ainda não se dê conta, a universidade já está vivendo o futuro, o processo de permanente transformação”. Esse processo baseia-se, segundo ele, na “prancha” (mencionada antes por Bevilacqua) das tecnologias de informação e comunicação.</p>
<p>Ele mencionou as principais características da Univesp como exemplo do uso das novas tecnologias, que permitem que seus 3.500 ingressantes anuais façam um dos dois cursos de engenharia (produção e computação) ou uma das quatro licenciaturas (matemática, física, química e biologia) para a formação de professores de ensino médio.</p>
<p>Ao completar dois anos de curso, os alunos de Univesp já recebem um certificado de ensino superior. Se quiserem o diploma de engenheiro, devem cursar mais três anos; se desejarem fazer uma licenciatura, mais dois anos.</p>
<p>Como exemplo do uso da tecnologia para a formação dos alunos, Vogt citou o canal dedicado Univesp TV e o canal no YouTube, que já teve 30 milhões de acessos aos vídeos da instituição, segundo ele.</p>
<p>Retomando comentário feito por Capelle sobre a história das universidades, Marco Antonio Zago disse que antes a universidade era apenas a depositária do conhecimento, mas no entreguerras do século 20 consolidou-se o modelo proposto por Humboldt, com ensino e pesquisa.</p>
<p>Para Zago, continuam válidas as missões da universidade definidas pelo filósofo espanhol Ortega y Gasset (1885-1955) e pelo pensador alemão Karl Jaspers (1983-1969).</p>
<p>Ele citou o comentário feito por Ortega y Gasset no ensaio “Misión de la Universidad”, de 1929, sobre as finalidades da instituição: “Transmissão de cultura, ensino dedicado às profissões liberais, investigação científica e formação de novos homens de ciência”.</p>
<p>Citou também as palavras de Jaspers: “A universidade é uma escola de um tipo muito especial. Não deve ser vista apenas como um local de instrução; ao contrário, o estudante deve participar ativamente da pesquisa e, desta experiência, ele deve adquirir a disciplina intelectual e a educação que permanecerão com ele pelo resto de sua vida. Idealmente, os estudantes pensam de maneira independente, ouvem criticamente e são responsáveis perante si mesmos. Eles têm liberdade de aprender”.</p>
<p>Zago lembrou ainda as finalidades da USP de acordo com o Decreto nº 6.283, de 1934, que a criou:</p>
<p>“a) promover, pela pesquisa, o progresso da ciência;</p>
<p>b) transmitir pelo ensino, conhecimentos que enriqueçam ou desenvolvam o espírito, ou sejam úteis à vida;</p>
<p>c) formar especialistas em todos os ramos de cultura, e técnicos e profissionais em todas as profissões de base científica ou artística;</p>
<p>d) realizar a obra social de vulgarização das ciências, das letras e das artes, por meio de cursos sintéticos, conferências, palestras, difusão pelo rádio, filmes científicos e congêneres.”</p>
<p>Para ele, essas finalidades já continham o embrião do que a Universidade é hoje, quando se acrescenta uma nova: a relação da Universidade com a sociedade.</p>
<p>Em sua opinião, essa nova missão engloba aspectos como a formulação de propostas para a solução dos grandes problemas da sociedade, o fortalecimento do relacionamento com outras instituições e a preocupação com várias outras questões, como as ambientais, o crescimento e mudanças da população, a produção de alimentos e a portabilidade dos serviços de informação (ao demonstrar isso, Zago valeu-se de seu telefone celular para citar Ortega y Gasset, Jaspers e o decreto de criação da USP).</p>
<p>Uma questão específica que Zago julga merecer um debate intenso é a de como tratar de forma criativa o conflito entre a qualidade acadêmica e a universalização do acesso à universidade.</p>
<p><strong>Debate</strong></p>
<p>Helena Nader, uma das debatedoras, quis saber dos expositores como deveria ser a governança das universidades brasileiras, que “é distinta da exercida em qualquer dos países representados na Intercontinental Academia”. Ela disse também que a autonomia das universidades brasileiras “é prevista no papel, mas não existe de fato”.</p>
<p>Quanto à diversidade das universidades defendida pelos expositores, Helena indagou se uma universidade que não tenha pesquisa pode ser chamada de universidade.</p>
<p>Outro aspecto ressaltado por ela é como as universidades brasileiras lidarão com a globalização, “quando muitos modelos chegam do exterior e se impõem, inclusive por meio da pressão econômica”.</p>
<p>Marcelo Knobel, o outro debatedor, questionou os expositores sobre a importância dada ao ensino de graduação, que, em seu entender, “é pouco valorizado em relação à pesquisa”. Em segundo lugar, quis saber que recomendação eles dariam aos jovens pesquisadores participantes da Intercontinental Academia.</p>
<p>Respondendo aos debatedores, John Heath comentou que o ensino superior na Europa é um mercado livre, com variações: “Na Suíça é gratuito, no Reino Unido é muito caro”.</p>
<p>Quanto ao ensino de graduação, Heath preferiu destacar qual deve ser a função do professor: “Eles não são mais os proprietários do conhecimento, como os monges eram na Idade Média; a função moderna do professor não é mais ser uma autoridade, mas um moderador e orientador”.</p>
<p>No que se refere à gestão, Naomar de Almeida Filho disse que um dos dilemas da universidade é submeter sua governança ao escrutínio da sociedade e que a autonomia tem sido usada para a manutenção do “status quo”.</p>
<p>Ele acredita que se possa avançar nesse aspecto e exemplificou com a proposta da UFSBA, que prevê dois conselhos: o universitário, com preocupações acadêmicas; e o estratégico-social, com representantes da sociedade da região, como movimentos sociais, comunidades indígenas, organizações sindicais e outras instâncias de organização da população.</p>
<p>Para Vogt, o desafio é encontrar o ponto de equilíbrio entre generalidade e especialização. “Isso não se faz por dissecação das áreas, mas por agregação delas”. Para ele, essa agregação coloca para as instituições a questão da governança, “porque temos uma estrutura que era compatível com os anos 60 e hoje sabemos que os departamentos não acompanham a dinâmica dos grupos e da vida acadêmica”.</p>
<p>Ele afirmou que nos anos 90 tentou lidar com esse problema na Unicamp, mas a reação corporativista não permitiu que a discussão avançasse.</p>
<p>Esse desafio está associado a outro, segundo ele: “É preciso evitar a sindicalização do conhecimento”. Vogt disse que a razão sindical é importante, mas não pode se sobrepor à razão do conhecimento.</p>
<p>Por outro lado, afirmou que o que torna a universidade permanente, milenar, assim como acontece com instituições religiosas, é seu conservadorismo: “Queremos mudar, mas não a ponto da vertigem final”.</p>
<p>Quanto à importância do ensino de graduação, disse que ele é chave, pois “não dá para formar bons pesquisadores sem formar bons alunos de graduação em todas as áreas”.</p>
<p>Capelle, em resposta à pergunta sobre gestão, disse que um reitor de universidade federal no Brasil está numa posição única, é legitimado pela sua eleição, mas está sujeito a restrições internas e externas que o impedem de exercer plenamente a governança da instituição.</p>
<p>Sobre a graduação, considera errado pensá-la isoladamente. “A solução pensada na UFABC é sair do tripé ensino, pesquisa e extensão e partir para o emaranhado de atividades, com alunos de graduação dando aulas em cursos de extensão ou participando de pesquisa, por exemplo.”</p>
<p>Luiz Bevilacqua disse que a questão da governança das universidades no Brasil ainda é uma questão cultural e cada um tem uma proposta para aprimorá-la.</p>
<p>No que se refere à graduação, ele disse que o problema é que no Brasil temos a cultura do diploma e não da competência. “O modelo dos colleges<i> </i>e institutos de formação tecnológica é muito importante e ele não poda a criatividade dos alunos.”</p>
<p>Além disso, reforçou a opinião de outros expositores sobre a necessidade de outro modelo de relacionamento entre professores e alunos, no qual o aprendizado não se dá porque o professor ensina o aluno, mas sim porque lhe possibilita meios de aprender: “É preciso fazer com que os estudantes andem por suas próprias pernas”.</p>
<p>Zago respondeu a duas questões dos debatedores. Primeiro em relação ao perfil das universidades. Ele disse que não é verdade que todas as universidades devam fazer pesquisa: “Não há recursos para isso; e não é necessário que seja assim”. Segundo ele, nos Estados Unidos as universidades de pesquisa não chegam a 100, sendo diversas de primeira e segunda classe e muitas de classe inferior.</p>
<p>Em relação à USP, disse que seu gigantismo não permite que cresça mais ou que se pense em fazer propostas individualizadas para seus alunos. Quanto à graduação, disse que ela é muito importante para a USP, mas não tem sido valorizada adequadamente.</p>
<p>Como recomendação aos jovens pesquisadores da Intercontinental Academia em sua tarefa de produzir um Massive Open Online Course (Mooc) sobre o tempo, Zago sugeriu que eles se indagassem sobre o por quê de fazer isso e para quem fazê-lo, sem esquecer de pensar como o trabalho deve ser feito para que os interessados se beneficiem dos ensinamentos sobre o tempo que estarão no curso.</p>
<p>Na abertura do debate aos demais presentes, o biólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a>, um dos jovens pesquisadores da Intercontinental Academia, perguntou aos expositores de que maneira os jovens professores poderiam fazer a diferença na universidade do futuro.</p>
<p>Marcos Nogueira Martins, professor do Instituto de Física da USP, perguntou como fazer para colocar em patamares científicos mais elevados os alunos que chegam à universidade com baixa cultura científica.</p>
<p>Caio Dantas, ex-pró-reitor de Gradução da USP e atualmente pesquisador do IEA, perguntou a Naomar de Almeida Filho como é possível reformular a universidade em regiões muito conservadoras. A Carlos Vogt, perguntou como é possível lidar com o aspecto sindical das entidades acadêmicas.</p>
<p>Luiz Bevilacqua disse que não há problema nenhum em ampliar o tempo de permanência na universidade de alunos com pouca cultura científica. Acrescentou ainda, em relação às mudanças necessárias, que as universidades precisam aprender a dialogar com os parlamentares, uma vez que a ditadura militar acostumou todos a se dirigirem ao Poder Executivo.</p>
<p>Respondendo a Caio Dantas, Almeida Filho disse que uma das coisas que produz transformação são políticas públicas de inclusão social, dando voz à população, ainda que parte dela tenha uma mentalidade conservadora: “A universidade não pode ficar omissa, ela tem um papel civilizatório a desempenhar”.</p>
<p>Para ele, com o enorme relativismo da atualidade, alguns valores se perdem e a universidade perde seu vínculo com a sociedade. “A universidade se isolar é pior. Ela deve incluir na cultura aqueles que foram incluídos primeiro, e recentemente, na economia.”</p>
<p>Ela fez ainda comentários adicionais sobre a autonomia universitária: “É preciso pensar diferente sobre ela. O conceito de autonomia universitária prosperou no final do século 18, depois da Revolução Francesa, e no início do século 19, momento em que a universidade tinha perdido sua responsabilidade social”.</p>
<p>Quanto à atuação sindical de docentes e funcionários, disse que “a fratura do diálogo da universidade com a sociedade é que propícia os espaços para atuação sindical”.</p>
<p>Carlos Vogt acrescentou que o sindicalismo nas universidades é um dos temas-chave, “mas não se trata de impedir a sindicalização, mas de fortalecer a razão acadêmica, de termos projetos acadêmicos claros”.</p>
<p>Klaus Capelle finalizou o debate respondendo a duas das questões: quanto aos jovens professores, atribuiu a eles um papel fundamental nas universidades em processo de consolidação; em relação aos alunos menos preparados, enfatizou que nem sempre lhes falta talento e muitos se tornam casos de sucesso: “Devemos ajudar aqueles que queremos na universidade”.</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-US<i>P</i></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-27T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-renato-janine">
    <title>Ensino superior deve se preocupar em aguçar mentes, diz ministro da Educação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-renato-janine</link>
    <description>Em conferência da Intercontinental Academia, o ministro da Educação Renato Janine falou sobre a importância de universidades menos centradas no treinamento profissional e mais preocupadas com a formação de um repertório cultural amplo.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ministro-renato-janine-e-martin-grossmann" alt="Ministro Renato Janine e Martin Grossmann" class="image-inline" title="Ministro Renato Janine e Martin Grossmann" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O ministro Renato Janine Ribeiro na conversa<br />com os participantes da Intercontinental Academia</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na avaliação de <a href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/renato-janine-ribeiro" target="_blank">Renato Janine Ribeiro</a>, ministro da Educação, a universidade do futuro deve ser pensada não apenas em termos de treinamento em uma carreira específica, mas também de formação cultural abrangente, que amplie e diversifique a visão de mundo das pessoas. Ele falou sobre o tema em workshop com os<a href="http://www.ica.usp.br/people/candidates" target="_blank"> participantes</a> da <a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">Intercontinental Academia</a> (ICA), realizado na manhã dessa sexta-feira, 24.</p>
<p>Janine, que é também membro do <a href="http://www.ica.usp.br/people/iea-usp-scientific-committee" target="_blank">comitê científico do IEA para a ICA</a> e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" target="_blank">Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</a> do Instituto, ressaltou que sua exposição não consistia num discurso oficial, como ministro, mas num exercício utópico, com a proposta de refletir sobre o que a universidade pode se tornar nos próximos 40 ou 50 anos.</p>
<p>Para ele, a principal questão a ser considerada ao se imaginar a universidade do futuro é a necessidade de ir além da profissionalização: "É preciso pensar um sistema de ensino superior mais preocupado em aguçar mentes para compreender melhor a realidade."</p>
<p>A trajetória dos graduados em alguns dos cursos universitários mais concorridos do país seria prova da necessidade de mudanças. Segundo Janine, cerca de 20% dos diplomados em medicina não segue a carreira de médico. "Isso faz soar um sinal de alarme, pois o aluno dedica seis anos a um curso tão difícil e específico e depois deixa de lado", observou.</p>
<p>A situação é mais preocupante no curso de direito. O ministro afirmou que, embora os dados não sejam precisos, a maior parte dos formados não passa no exame da OAB e, portanto, não advoga. O padrão se repete no curso de administração e em vários outros.</p>
<p>"Estamos convencidos de que temos que mudar nossos currículos para oferecer cursos universitários mais amplos." O primeiro passo para isso, ponderou, é renovar as agendas das universidades e prepará-las para as transformações que estão em curso, dentre as quais destacou duas: a redução das desigualdades sociais e a elevação da longevidade.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA </strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático: Universidade</strong></i></p>
<p><strong>Workshop com<br />Renato Janine Ribeiro</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-workshop-with-brazilian-minister-of-education-renato-janine-ribeiro" class="external-link">Vídeo</a><span> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/eixo-universidades" class="external-link">Fotos</a><br /><br /></span></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/goldemberg-ica" class="external-link">Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade</a></span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><strong><i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">Mais notícias</a></i></strong></p>
<p><strong><i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports" target="_blank">Relatos críticos</a></i></strong></p>
<p><strong><i>Mais informações<br /></i><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><i>http://intercontinental-academia.ubias.net</i></a></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>IGUALDADE </strong></p>
<p>Recordando ideias do pensador francês Alexis de Tocqueville, "um observador sagaz do cenário político do século 19", Janine afirmou que caminhamos para um mundo cada vez mais igualitário, no qual a desigualdade social não desaparecerá, mas perderá suas antigas justificativas e conviverá com um avanço significativo dos direitos dos antigos excluídos.</p>
<p>"Analisando os últimos 250 anos, é possível notar que a igualdade de fato aumentou em termos de justiça social, liberdade e diversidade, com maior inclusão das mulheres e de outros grupos historicamente discriminados", destacou.</p>
<p>A mobilidade social observada no Brasil na última década seria exemplo disso. Janine lembrou a conhecida imagem da pirâmide e do losango social. Em 2005, a sociedade brasileira podia ser representada por uma pirâmide: a base era formada por 100 milhões de pessoas em condição de muita pobreza ou miséria, que integravam as classes D e E; a faixa intermediária, correspondente à classe C, contava com 50 milhões de pessoas; e no topo estavam os 40 milhões de privilegiados que compunham as classes A e B.</p>
<p>Em 2010, a pirâmide deu lugar a um losango: a base foi reduzida a 50 milhões de brasileiros; a faixa intermediária dobrou de tamanho, passando a abranger 100 milhões de pessoas; e o topo dos mais ricos ganhou corpo, subindo para 50 milhões. "Em cinco anos, 25% da população em situação de extrema pobreza ingressou na classe C, passando para o status de classe média baixa."</p>
<p>E se a sociedade está se tornando mais igualitária, ressaltou Janine, então a tendência é que o acesso à universidade se torne um direito universal. "Se chegarmos próximo de atender a todos os que desejam ter uma educação superior, a universidade terá que ser diferente: não será voltada para a formação profissional, mas para a oferta de uma cultura geral que dê sentido para a vida das pessoas", explicou. Ela fará parte da cidadania, expressando a formação necessária para que o indivíduo se realize pessoal e profissionalmente.</p>
<p>Na opinião do ministro, o Brasil já segue em direção ao amplo acesso ao ensino superior, embora ainda esteja longe do objetivo final. Ele citou alguns dados para embasar seu ponto de vista: em 1968, quando ingressou no curso de filosofia, as universidades contavam com 100 mil alunos. Em 2003, o número era de pouco mais que 3 milhões, e hoje já ultrapassou, com mais de 7 milhões, os 20% da população na faixa dos 20 anos. "E quando um país atinge os 15%, deixa de ser elitista em termos de acesso ao ensino superior. Atualmente, estamos na categoria dos já não elitistas. Falta muito, mas avançamos", observou.</p>
<p><strong>LONGEVIDADE</strong></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/Workshop%20Renato%20Janine%20Ribeiro-%20foto%20Marcos%20Santos.jpg/@@images/27bf82ad-4211-4fae-80ac-0e8e4e03efca.jpeg" alt="Workshop Renato Janine Ribeiro" class="image-right" title="Workshop Renato Janine Ribeiro" />A segunda transformação mencionada por Janine refere-se ao aumento exponencial da expectativa de vida da população. Segundo o ministro, caminhamos para um tempo em que viver 100 anos deixará de ser um fenômeno excepcional e se tornará algo comum. "Nesse novo mundo, as opções que você faz aos 20 anos não pode determinar os resultados que terá aos 60 anos", advertiu.<br /><br /> Para Janine, o aumento da longevidade traz à tona a questão da abertura a mudanças, as quais tendem a se tornar mais frequentes à medida que a idade avança. Isso porque uma população que vive mais permanece no mercado de trabalho por um período maior e tem mais tempo para mudar a trajetória profissional.</p>
<p>"Atualmente, achamos mais importante ser fiel à profissão que foi estudada que ser fiel ao parceiro. Mas estamos num mundo em que as mudanças acontecem e são normais. As pessoas vão mudar sua identidade várias vezes ao longo da vida, o que inclui mudar de profissão e de emprego", explicou.</p>
<p>Esse novo cenário que desponta no horizonte, afirmou o ministro, impõe um sistema universitário mais flexível, capaz de preparar os estudantes para transitar de uma área para outra, sem que isso seja visto como sinal de fracasso ou imaturidade. Ele questionou a mentalidade corrente que vê a desistência de um curso universitário como uma falha pessoal. "Por que? A vida continua. É preciso aceitar a ideia de mudança. O diploma universitário não pode ditar minha vida futura e não precisa ser um marco profissional definitivo."</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>PENSANDO UM NOVO MODELO</strong></p>
<p>Para explicar o modelo de universidade do futuro que tem em mente, Janine usou como exemplo o projeto de um curso experimental de graduação interdisciplinar em humanidades que desenvolveu para a USP, o qual não chegou a ser implementado.</p>
<p>O curo seria dividido em três semestres. No primeiro deles, as disciplinas girariam em torno da emergência da modernidade e discutiriam sobretudo o racionalismo, apoiando-se em autores como Descartes, Durkheim e Max Weber. Incluiriam, ainda, a perspectiva das artes visuais e da literatura, com a análise de romances centrados no herói problemático, como "Dom Quixote" e "Madame Bovary", que representam, disse ele, “a sombra, o lado sombrio, da modernidade”.</p>
<p>O segundo semestre traria disciplinas no eixo temático da antropologia e da antiguidade e faria um contraponto à modernidade. Já o terceiro englobaria disciplinas voltadas para a discussão da pós-modernidade, com foco no pensamento contemporâneo e na crítica aos modernos.</p>
<p>De acordo com Janine, o curso foi pensado com o objetivo de oferecer aos estudantes diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema: por exemplo, a sociologia está preocupada em estudar as falhas da modernidade; a antropologia é avessa à modernidade: não acredita no progresso e não hierarquiza as culturas; e a ciência política tende a crer que o mundo pode ser melhor se for mais racional, tal como pressupõem os modernos.</p>
<p>"Os cursos não seriam exposições de conteúdos, mas de diferentes óculos para enxergar os fenômenos sociais. O aluno aprenderia a analisar os fenômenos de acordo com a perspectiva mais apropriada. Não há uma lente universal."</p>
<p>O ministro disse que, assim como a universidade do futuro, o curso ampliaria a visão de mundo das pessoas. "Precisamos ser poliglotas culturais e científicos: precisamos conhecer as diferentes áreas e disciplinas e saber como integrá-las", ressaltou.</p>
<p>Além da conferência com Janine, a programação da ICA incluiu mais duas sessões sobre o eixo temático "Universidade": uma <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/goldemberg-ica" target="_blank">master class</a> sobre os 80 anos da USP com José Goldemberg, ex-reitor da Universidade, que aconteceu no dia 20; e um debate com reitores e especialistas em educação sobre o futuro da universidade, realizado na tarde desta sexta-feira.</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos:  Leonor Calazans/IEA-USP (no alto) e Marcos Santos/Jornal da USP </span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-26T14:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-discute-universidade-do-futuro-no-iea">
    <title>Ministro da Educação discute universidade do futuro no IEA-USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-discute-universidade-do-futuro-no-iea</link>
    <description>O encontro, fechado para convidados, compõe o eixo “Universidade” deste evento que se iniciou no dia 17 e que vai até 30 de abril. O objetivo é repensar o ensino superior.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-reune-reitores-para-debaterem-o-futuro-das-universidades" class="external-link">IEA-USP reúne reitores para debaterem o futuro das universidades</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/goldemberg-ica" class="external-link">Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O ministro da Educação, <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/renato-janine-ribeiro">Renato Janine Ribeiro</a>, participa na manhã desta sexta-feira, 24, de um workshop sobre a universidade do futuro com<a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/candidates"> os jovens cientistas</a> que integram a <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/">Intercontinental Academia</a>. Janine é membro do <a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/iea-usp-scientific-committee">comitê científico do IEA para a ICA</a> e coordenador do grupo de pesquisa <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" class="external-link">O Futuro nos Interpela do IEA-USP</a>. O encontro, fechado para convidados, compõe o eixo “Universidade” deste evento que se iniciou no dia 17 e que vai até 30 de abril.</p>
<p>Ainda na tarde desta sexta, às 15h, uma discussão sobre o futuro da universidade reunirá reitores e especialistas em educação. O<span> debate será moderado pela jornalista especializada em educação </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/sabine-righetti" target="_blank">Sabine Righetti</a><span> e terá a presença de </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/marco-antonio-zago" target="_blank">Marco Antônio Zago</a><span>, reitor da USP; </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/klaus-capelle" target="_blank">Klaus Capelle</a><span>, reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC); </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/naomar-de-almeida-filho" target="_blank">Naomar de Almeida Filho</a><span>, reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB); </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/carlos-vogt" target="_blank">Carlos Vogt</a><span>, presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP); </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/luiz-bevilacqua" target="_blank">Luiz Bevilacqua</a><span>, ex-reitor da UFABC, e </span><a class="external-link" href="http://www.ica.usp.br/people/speakers/john-heath" target="_blank">John Heath</a><span>, pró-reitor de Infraestrutura da Universidade de Birmingham.</span></p>
<p>O encontro com os reitores é aberto ao público, com necessidade de inscrição prévia pelo email <a href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a> (contato Claudia Regina). <span>A discussão será transmitida </span>ao vivo pelo site do IEA<span> e da </span><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net">Intercontinental Academia</a><span> (ICA).</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Intercontinental Academia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-24T13:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ica-goldemberg">
    <title>Goldemberg fala aos participantes da Intercontinental Academia sobre as contribuições da USP à sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ica-goldemberg</link>
    <description>O físico José Goldemberg, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, fez a conferência inaugural da Intercontinental Academia no dia 20 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-goldemberg-ica/@@images/b3abeee2-c7d5-4e17-b4f4-9b5c21586533.jpeg" alt="José Goldemberg - ICA" class="image-inline" title="José Goldemberg - ICA" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O físico José Goldemberg, ex-reitor da USP</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>O físico<span> </span></span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/jose-goldemberg"><span>José Goldemberg</span></a><span>, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, foi o primeiro conferencista a se apresentar na<span> </span></span><a href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank"><span>Intercontinental Academia (ICA)</span></a><span>, na manhã do dia 20. Ele falou sobre a história da Universidade, como ela se insere no panorama do ensino e pesquisa internacionais e sobre os desafios que enfrenta.</span></p>
<p><span>A conferência fez parte da programação complementar da ICA dedicada à discussão sobre o futuro das universidades. O tema também será objeto de análise no dia 24, quando haverá um encontro, de manhã, com o ministro da Educação,<span> </span></span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro"><span>Renato Janine Ribeiro</span></a><span>, e um seminário à tarde com reitores de universidades públicas paulistas e federais.</span></p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>INTERCONTINENTAL<br />ACADEMIA</strong></p>
<p><i><strong>Eixo temático:<br />Universidade</strong></i></p>
<p><strong>Conferência de<br />José Goldemberg</strong></p>
<ul>
<li><span><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2015/intercontinental-academia-master-class-with-jose-goldemberg" class="external-link">Vídeo </a>/ <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/media-center/photos/master-class-with-jose-goldemberg">Fotos</a></span></li>
</ul>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><span>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-das-universidades" class="external-link">Reitores debatem as mudanças e novas atribuições previstas para as universidades</a>"</span></li>
</ul>
<p style="text-align: right; "><i><strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias_ica" class="external-link">mais notícias</a></strong></i></p>
<p><strong><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/docs/reports"><i>Relatos Críticos</i></a></strong></p>
<ul>
</ul>
<p><strong><strong><i>Mais informações<br /><a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/" target="_blank">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a></i></strong></strong></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Goldemberg lembrou que as universidades surgiram tarde no Brasil, em parte como consequência das restrições impostas pela Coroa portuguesa no período colonial. Acrescentou que, ao contrário de outras universidades centenárias, que se desenvolveram naturalmente, a USP foi criada de forma planejada, num momento em que a industrialização tinha um forte impulso em São Paulo e havia a necessidade de reestruturação do sistema educacional e de ampliar a formação de mão de obra qualificada.</span></p>
<p><span>Segundo ele, a criação da USP em 1934 foi beneficiada pelo fato de haver muitos intelectuais insatisfeitos com os rumos políticos da Europa no período. "Eles foram convencidos a participar da estruturação da universidade, que surgiu a partir da reunião de escolas já existentes, como as de direito, medicina e engenharia, às quais foram adicionadas outras faculdades."</span></p>
<p><span>Para Goldemberg, dois fatos tiveram especial relevância para o sucesso da iniciativa: a adoção da dedicação integral dos docentes e o financiamento completo da Universidade pelo governo estadual.</span></p>
<p><strong><span>80 anos</span></strong><span></span></p>
<p><span>Em 2014, Goldemberg presidiu a comissão que coordenou as atividades comemorativas dos 80 anos da USP. Um de seus trabalhos foi organizar um volume sobre a efeméride e para isso enviou um questionário aos 52 diretores de unidades de ensino e pesquisa, institutos especializados e museus. Uma das perguntas era sobre o que unidade havia feito ao longo de sua história como contribuição para a sociedade. Segundo ele, uma parcela dos diretores não soube responder a essa questão, o que demonstra, em sua opinião, como o papel da Universidade ainda carece de definição para muitos pesquisadores.</span></p>
<p><span>O ex-reitor disse que a USP consome 5% da arrecadação dos tributos estaduais, o que equivale a cerca de US$ 2 bilhões, e o custo médio mensal por aluno é de US$ 2 mil. "Mesmo havendo bons cursos e outros não tão bons, apesar dos recursos investidos", ele considera que o financiamento total da Universidade pelo Estado pode ser um bom exemplo para os países em desenvolvimento.</span></p>
<p><span>No que se refere às comparações internacionais, Goldemberg prefere se basear no ranking do Times Higher Education, onde a USP apareceu na faixa das 201 a 225 mais bem avaliadas. Ele observou que essa colocação não é algo extraordinário, mas, "considerando-se o número de países das universidades mais bem colocadas que a USP, verifica-se que há 150 países no mundo que não possuem uma universidade como ela, o que não é pouca coisa".</span></p>
<p><span>Para o físico, a posição da USP no ranking demonstra que ela possui capacidade de formar pessoal bem informado sobre o que acontece no mundo, sobre que tecnologias estão sendo testadas e quais precisam ser desenvolvidas.</span></p>
<p><span>Goldemberg exemplificou isso com o papel desempenhado por algumas escolas, como no caso do desenvolvimento das pesquisas sobre o etanol capitaneado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, "o que possibilitou que hoje metade da gasolina necessária ao país possa ser substituída pelo etanol de cana-de-açúcar".</span></p>
<p><span>Durante sua exposição, Goldemberg apresentou gráficos sobre a produção científica brasileira e da USP. A constatação é de que a quantidade de<span> </span>papers publicados no exterior tem aumentado. "Isso poderia ser um ótimo indicador do crescimento da produção, no entanto, o impacto dos artigos ainda é baixo: pouco mais de 0,6 para o Brasil e pouco mais de 0,7 para a USP, tomando-se como referência o índice 1 como média internacional" (avaliada pelo número de citações que um artigo recebe).</span></p>
<p><span>Ele lembrou que além das contribuições das ciências naturais aplicadas e das engenharias é preciso ressaltar uma série de contribuições de outra natureza relevantes para a sociedade, as quais não são devidamente computadas nas avaliações. Citou como exemplo a produção dos docentes da Faculdade de Direito, que são referência em muitos julgamentos e pareceres, e com papel decisivo na elaboração de propostas que se transformaram em leis, como no caso do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90).</span></p>
<p><span>Outra atuação de destaque da Universidade, no seu entender, é o papel desempenhado por vários docentes em atividades de natureza política, institucional e social, como no caso da criação de partidos políticos, na participação do primeiro escalão governamental federal, estadual e municipal, inclusive como chefes do Executivo, e em iniciativas especiais, como aconteceu na Comissão da Verdade, destinada a esclarecer os crimes cometidos pela ditadura militar.</span></p>
<p><span>Ao finalizar, Goldemberg fez uma analogia entre a proposta acadêmica da ICA, interdisciplinar e interativa, com o papel do IEA, criado durante sua gestão na Reitoria da USP: "O IEA foi criado como estímulo à interação entre os vários grupos da Universidade, de todas as áreas científicas".</span></p>
<p><span><strong>Debate</strong></span></p>
<p>Durante o debate que se seguiu, o biólogo <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/candidates/eduardo-almeida">Eduardo Almeida</a><span>, um dos jovens pesquisadores participantes, perguntou a Goldemberg se ao participar de projetos como a ICA, interdisciplinares e de difícil avaliação pelos procedimentos usuais para isso, um jovem pesquisador não estaria nadando contra a corrente, pois acabaria produzindo menos em sua área de pesquisa. A resposta de Goldemberg foi sucinta e objetiva: "Não concordo. O contato com pesquisadores de outras áreas leva a maior criatividade na área específica de cada um".</span></p>
<p>Perguntado pela fisiologista <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/people/speakers/carolina-escobar">Carolina Escobar</a><span> sobre que estratégia seria possível adotar para estimular docentes com baixa produção a produzirem mais, Goldemberg disse que geralmente as normais administrativas não possibilitam a demissão dessas pessoas e que, portanto, cabe às chefias de departamento ser mais atuantes nas exigências de produtividade.</span></p>
<p>À pergunta do estatístico Caio Dantas, ex-pró-reitor de Graduação da USP e atualmente pesquisador do IEA, sobre como avaliar os docentes sem grande produção de papers<i>,</i> mas com papel bastante ativo no estímulo ao trabalho de grupos de pesquisa e ao desenvolvimento de estudantes, Goldemberg disse que um dos caminhos seria a instituição de prêmios, assim como acontece em outras áreas do saber, como as artes.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, diretor do IEA quis saber o que Goldemberg recomendaria aos jovens pesquisadores participantes da ICA. A resposta veio numa única palavra: "Agressividade".</p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calazans/IEA-USP</span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ubias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-21T20:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-participara-da-intercontinental-academia">
    <title>Ministro da Educação participará da Intercontinental Academia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ministro-da-educacao-participara-da-intercontinental-academia</link>
    <description>Renato Janine Ribeiro fará conferência no dia 24 de abril sobre o futuro da universidade. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/janine-ministro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro toma posse como ministro da Educação</a></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/renato-janine-ribeiro-ministro-da-educacao" class="external-link">Renato Janine Ribeiro é o terceiro integrante do IEA a assumir cargo no governo federal em 2015</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/renato-janine-ribeiro-1" alt="Renato Janine Ribeiro" class="image-left" title="Renato Janine Ribeiro" />Começa no dia 17 de abril o primeiro encontro de imersão da Intercontinental Academia (ICA). Além das atividades anteriormente previstas, a programação agora inclui, na manhã do dia 24, </span><span>um workshop sobre a universidade do futuro com Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação e membro do comitê científico do IEA para a ICA. Ele também participará da abertura do evento, ao lado do reitor da USP <span>Marco Antônio Zago, do pró-reitor de pesquisa da USP José E. Krieger, do presidente do CNPq Hernan Chaimovich, e do diretor do IEA Martin Grossmann</span>.</span></p>
<p>Tanto os encontros com Janine como as outras atividades científicas da ICA – como roteiros científico-culturais, conferências, debates etc. – serão abertos apenas para convidados. Haverá, no entanto, transmissão ao vivo pela internet das conferências.</p>
<p>O público poderá participar presencialmente, com inscrição prévia, apenas do debate com reitores sobre o futuro da universidade, que também acontecerá no dia <strong>24 de abril às 15 horas</strong>, na sala do Conselho Universitário da USP. As conferências serão em inglês, mas haverá tradução simultânea para este evento.</p>
<p>Para saber mais sobre a ICA, visite o site: <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">http://intercontinental-academia.ubias.net/</a></p>
<p>Veja abaixo a programação detalhada.</p>
<p><strong>Programação ICA</strong></p>
<p><strong>17 de abril</strong></p>
<p>19h - Coquetel e abertura (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>
<p>com ministro Renato Janine Ribeiro (Educação), José E. Krieger (Pró-Reitor de Pesquisa da USP), Hernan Chaimovich (CNPq), Martin Grossmann (IEA-USP)</p>
<p>Local: Faculdade de Medicina da USP</p>
<p><strong>18 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Roteiro científico-cultural: A USP e a São Paulo modernista</p>
<p>com Martin Grossmann, Paulo Saldiva e Hugo Segawa</p>
<p>Itinerário: Parque da Independência (Museu Paulista e Museu de Zoologia) &gt; Parque Dom Pedro II &gt; Palácio das Indústrias &gt; Praça da República &gt; Teatro Municipal &gt; Copam &gt;  Centro Universitário Maria Antonia, com audição musical coordenada pelo prof. Eduardo Monteiro &gt; Escola de Arquitetura e Urbanismo (FAU Maranhão) &gt; Faculdade de Medicina &gt; Avenida Paulista &gt; Avenida 23 de Maio &gt; Museu de Arte Contemporânea (Parque Ibirapuera), performance do grupo NuSom, coordenada pelo Prof Fernando Iazzetta.</p>
<p><strong>19 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Roteiro científico-cultural “Centralidades ↔ Periferias” (parte 1)</p>
<p>com Ana Lydia Sawaya, Fernando Aith, Sylvia Dantas e Suzana Pasternak</p>
<p>Itinerário: centro da cidade/Pateo do Collegio/Faculdade de Direito da USP &gt; Praça Kantuta (bairro Canindé) &gt; bairro Pacaembu &gt; bairro Vila Medeiros.</p>
<p>12h – Almoço no restaurante Mocotó</p>
<p>com Rodrigo de Oliveira</p>
<p>14h – Roteiro científico-cultural “Centralidades ↔ Periferias” (parte 2)</p>
<p>com Ana Lydia Sawaya, Fernando Aith, Sylvia Dantas e Suzana Pasternak</p>
<p>Itinerário: USP Leste &gt; bairro Jardim Matarazzo &gt; CREN (Centro de Recuperação e Educação Nutricional)</p>
<p><strong>20 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Aula magna José Goldemberg</p>
<p>Tema: Os 80 anos da Universidade de São Paulo: uma análise crítica</p>
<p>10h30 – Conferência de Matthew Kleban</p>
<p>Tema: <i>Cosmic History and Time’s Arrow</i></p>
<p>14h – Conferência com Laymert Garcia dos Santos</p>
<p>Tema: <span style="text-align: center; "><i>Myth and Technoscience in Transcultural Amazonas</i></span></p>
<p>16h – Conferência com René Nome</p>
<p>Tema: <span style="text-align: center; "><i>Playing with Time in Chemistry</i></span></p>
<p>18h – Conferência com Eliezer Rabinovici</p>
<p>Tema: <i>Constructing Time in Physics - Attempts</i></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>21 de abril</strong></p>
<p>9h30 – Conferência com Sami Pihlström</p>
<p>Tema: <i>Time and Eternity</i></p>
<p>11h – Conferência com Carolina Escobar</p>
<p>Tema: <i>Adjustment to temporal cycles and the dangers of disrupted biological rhythms</i></p>
<p>14h – Conferência com Ruud Buijs</p>
<p>Tema: <i>The timing of brain and body physiology</i></p>
<p>16h – Conferência com Hideyo Kunieda</p>
<p>Tema: <i>Time in Astronomy</i></p>
<p>18h – Conferência com Till Roenneberg</p>
<p>Tema: <span style="text-align: center; "><i>Circadian behaviour and sleep in the real world </i></span></p>
<p><strong>22 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Conferência com Tiago Quental and Luiz Gylvan Meira Filho. Mediação: Vera Imperatriz Fonseca<br /><i>Earth's time and the Anthropocene</i></p>
<p>Tema de Tiago Quental: <i>The dynamics and drivers of biodiversity in geological time</i><br />Tema de Luiz Gylvan Meira Filho - <i>Time scales of and climate change</i></p>
<p>10h30 – Conferência com Karl-Heinz Kohl</p>
<p>Tema: <i>Concepts of time across the cultures: an anthropological view</i></p>
<p>14h – Resumo e fechamento do dia anterior</p>
<p>16h - Conferência com o <i>Course Success Team</i> da Coursera</p>
<p>18h – Conferência com Takao Kondo</p>
<p>Tema: <i>Circadian clock: Chronometry of living organism to live on the Earth</i></p>
<p><strong>23 de abril</strong></p>
<p><span>Dia de descanso com atividades socioculturais</span></p>
<p><strong>24 de abril</strong></p>
<p>10h – Workshop com o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>
<p>Tema: A Universidade do Futuro</p>
<p>15h – O Futuro da Universidade</p>
<p>com Marco A. Zago, Carlos Vogt, Naomar de Almeida Filho,Luiz Bevilacqua, John Heath, Klaus Capelle. Debatedores: Helena B. Nader e Marcelo Knobel</p>
<p>18h – Relatoria de Marcelo Knobel</p>
<p><span>25 de abril</span></p>
<p>8h30 – Conferência com Leopold Nosek</p>
<p>Tema: <i>Time and subjectivity</i></p>
<p>10h30 – Plenária</p>
<p>14h - Conferência com Till Roenneberg sobre sua experiência com o Coursera no curso "<a class="external-link" href="https://www.coursera.org/course/circaclock" target="_blank">Ritmo circadianos: como o relógio biológico rege a vida</a>"</p>
<p>16h – Levantamento de questões</p>
<p>18h – Conferência com Vera Lucia Imperatiz-Fonseca</p>
<p><strong>26 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Levantamento de problemas</p>
<p>14h – Plenária</p>
<p>18h – Conferência com Regina P. Markus</p>
<p><strong>27 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Modelando um <i>MOOC </i>sobre o "tempo"</p>
<p><span>14h - Modelos e propostas</span></p>
<p>18h – Conferência com Massimo Canevacci</p>
<p>Tema: <i>The ethnographic experiences of digital cultures and the syncretic mix of spacetimes</i></p>
<p><strong>28 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Apresentação dos trabalhos dos dias anteriores</p>
<p>14h – Plenária</p>
<p>18h – Conferência com o Comitê Científico da ICA</p>
<p><strong>29 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Conclusão</p>
<p>14h - Tempo livre</p>
<p>19h – Jantar de encerramento com Neka Menna Barreto (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ICA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-10T19:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/janine-ministro">
    <title>Renato Janine Ribeiro toma posse como ministro da Educação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/janine-ministro</link>
    <description>O professor Renato Janine Ribeiro tomou posse como ministro da Educação no dia 6 de abril, em cerimônia no Palácio do Planalto.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/posse-de-renato-janine-ribeiro-como-ministro-da-educacao" alt="Posse de Renato Janine Ribeiro como ministro da Educação" class="image-inline" title="Posse de Renato Janine Ribeiro como ministro da Educação" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Renato Janine Ribeiro assina o termo de posse como ministro da Educação ao lado da presidente Dilma Rousseff</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda-feira, 6 de abril, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, ex-conselheiro do IEA e coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" class="external-link">Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</a> do Instituto, tomou posse como ministro da Educação (<i><a class="external-link" href="http://centraldemidia.mec.gov.br/index.php?option=com_hwdmediashare&amp;view=mediaitem&amp;id=9879&amp;filter_mediaType=4&amp;Itemid=444">assista ao discurso de posse</a></i>).</p>
<p>Diversas autoridades e representantes da área educacional do país prestigiaram a posse, comandada pela presidente Dilma Rousseff. O IEA foi representado por seu diretor, Martin Grossmann, e pelo professor visitante Massimo Canevacci, que estiveram também na transmissão do cargo na sede do Ministério da Educação.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Video</p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="http://centraldemidia.mec.gov.br/index.php?option=com_hwdmediashare&amp;view=mediaitem&amp;id=9879&amp;filter_mediaType=4&amp;Itemid=444">Discurso de posse</a></li>
<li><a class="external-link" href="http://centraldemidia.mec.gov.br/index.php?option=com_hwdmediashare&amp;view=mediaitem&amp;id=9876&amp;filter_mediaType=4&amp;Itemid=444">Depoimento de Antonio Candido à TV MEC sobre a posse do novo ministro</a></li>
</ul>
<p>Notícia</p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/renato-janine-ribeiro-ministro-da-educacao" class="external-link">Renato Janine Ribeiro é o terceiro integrante do IEA a assumir cargo no governo federal em 2015</a>"</li>
</ul>
<p>Entrevista</p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/04/1612643-ministro-quer-universidades-federais-mais-engajadas-no-ensino-basico.shtml">Ministro quer universidades federais engajadas no ensino básico</a>" — entrevista de Renato Janine Ribeiro à "Folha de S.Paulo" (6/4/2015)</li>
</ul>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Experiências inovadoras</strong></p>
<p>Para assessorá-lo no ministério em relação a experiências inovadoras na área da educação, Janine chamou outro membro do IEA, a socióloga <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/helena-singer" class="external-link">Helena Singer</a>, integrante do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela" class="external-link">Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</a>.</p>
<p><span>Em </span><a class="external-link" href="http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2015/04/1612643-ministro-quer-universidades-federais-mais-engajadas-no-ensino-basico.shtml">entrevista</a><span> ao jornalista Marcelo Leite publicada na edição desta segunda-feira, 6 de abril, no jornal "Folha de S.Paulo", Janine disse que convidou Helena "para alinhavar as experiências educacionais mais inovadoras que estão sendo feitas no Brasil e, a partir disso, abrir espaço para as mudanças de ensino, que não precisam ser já em grande escala". Segundo ele, serão testes, "para ver se funcionam em grande escala ou só em tamanho pequeno".</span></p>
<p><span>Helena é </span>doutora pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, com especialização em sociologia de conflitos pela University of Pennsylvania, Estados Unidos, e pós-doutorado pelo <span style="text-align: justify; ">Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Ensino e Diversidade da Unicamp. Além de ser membro do Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela, coordenado por Janine, Helena era até o momento diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz. Foi também membro fundadora do Instituto de Educação Democrática Politeia e do Núcleo de Psicopatologia, Políticas Públicas de Saúde Mental e Ações Comunicativas em Saúde Pública da USP. É autora de "República de Crianças: Sobre Experiências Escolares de Resistência" (2010) e "Discursos Desconcertados" (2003), entre outros livros e artigos sobre educação e direitos humanos publicados no Brasil e no exterior.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Roberto Stucker Filho/PR</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-04-06T18:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/renato-janine-ribeiro-ministro-da-educacao">
    <title>Renato Janine Ribeiro é o terceiro integrante do IEA a assumir cargo no governo federal em 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/renato-janine-ribeiro-ministro-da-educacao</link>
    <description>Renato Janine Ribeiro foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a pasta da Educação. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/modernidades-multiplas-e-as-metamorfoses-da-etica-do-trabalho-tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-04-de-agosto-de-2014/renato-janine-ribeiro-2/@@images/12980a00-171f-4b93-ae73-d77f874a5e7a.jpeg" alt="Renato Janine Ribeiro" class="image-inline" title="Renato Janine Ribeiro" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O filósofo Renato Janine Ribeiro,<br />novo ministro da Educação</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com a escolha da presidente Dilma Rousseff do filósofo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a> para ser o novo ministro da Educação, já são três os ex-integrantes do Conselho Deliberativo do IEA a assumirem cargos no governo federal neste início de 2015.</p>
<p>Os outros dois são o bioquímico Hernan Chaimovich, ex-vice diretor do Instituto, que assumiu a presidência do CNPq em fevereiro, e o zoólogo Carlos Roberto Ferreira Brandão, que era vice-diretor do IEA até janeiro, quando foi escolhido pelo ministro da Cultura para presidir o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).</p>
<p>Janine continua vinculado ao Instituto como coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-anteriores/o-futuro-nos-interpela" class="internal-link">Grupo de Pesquisa O Futuro Nos Interpela</a> do IEA e membro do Comitê Científico da <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia" class="external-link">Intercontinental Academia</a>, projeto do IEA e do Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya, Japão, que acontecerá de 17 a 29 de abril.</p>
<table class="tabela-esquerda-300-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Notícias sobre algumas das principais atividades do IEA com organização, coordenação ou participação de Renato Janine Ribeiro</strong></p>
<p><strong><i>Laboratório Sociedades Contemporâneas</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/manifestacoes-de-rua">As manifestações nas ruas em debate</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/movimento-de-movimentos?searchterm=manifesta%C3%A7%C3%B5es">Os significados e as consequências de um movimento de movimentos</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pensando-o-pais-diante-do-fracasso-na-copa-do-mundo">Pensando o Brasil depois do fracasso na Copa do Mundo</a></li>
</ul>
<p><strong><i><span>Ciclo Tardes Cariocas:</span><br /><span>A USP Ouve o Rio de Janeiro</span></i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-universidades-brasileiras-entre-o-tradicionalismo-e-a-vanguarda">As universidades brasileiras entre o tradicionalismo e a vanguarda</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/etica-no-trabalho">Alberto Cardoso analisa as metamorfoses da étida do trabalho no Brasil</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/seguranca-publica">Em busca de uma nova polícia, democrática e comprometida com a cidadania</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/familia-e-justica">Quando a privacidade da família chega à justiça</a></li>
</ul>
<p><strong><i>Internacional</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/copy_of_democraciabrasilindia.html">Encontro internacional discute a democracia na Índia e no Brasil</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/siria">A postura ética diante dos acontecimentos na Síria</a></li>
</ul>
<p><strong><i>USP</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/debate-reune-autores-do-manifesto-a-usp-precisa-mudar">Debate reúne autores de manifesto “A USP precisa mudar”</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/processo-eleitoral-usp">Duas propostas de alteração do processo eleitoral da USP</a></li>
</ul>
<p><i><strong>Cultura digital</strong></i></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/o-futuro-do-amor-na-era-das-tecnologias-do-futuro">O futuro do amor na era das tecnologias do futuro</a></li>
</ul>
<p><strong><i>Arte</i></strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/as-multiplas-facetas-da-arte-performativa-de-marina-abramovic">As múltiplas facetas da arte performática de Marina Abramovic</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>O novo ministro</strong></p>
<p>A indicação de Janine para titular da pasta de Educação foi elogiada por representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime)<strong>, </strong>da ONG Todos pela Educação e da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.</p>
<p>Também manifestaram apoio à decisão da presidente, entre outros, a diretora global de Educação do Banco Mundial, Claudia Costin, o sociólogo Simon Schwartzman, especialista em educação, e o vice-reitor da USP, Vahan Agopyan.</p>
<p><span>Agopyan disse ao portal G1 que "a USP se sente honrada pela indicação do professor Renato Janine Ribeiro como novo ministro da Educação; estamos certos que ele contribuirá, com sua formação e experiência ilibadas, para a melhoria da educação em nosso país"</span></p>
<p><span> </span>Janine, que tomará posse no ministério no dia 6 de abril, é professor titular de ética e filosofia política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, onde orienta pós-graduandos, <span>professor na Casa do Saber e membro do Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp e do Conselho Consultivo do Centro de Arte Contemporânea Inhotim.</span></p>
<p><span>Janine graduou-se em filosofia na FFLCH, fez o mestrado na Université Paris 1 Pantheon Sorbonne e o doutorado também na FFLCH. Realizou pesquisa de pós-doutorado na British Library, Reino Unido, e foi professor visitante da Columbia University, Estados Unidos. Suas pesquisas estão relacionadas com os temas: Thomas Hobbes, filosofia, democracia, política, teoria política, filosofia política, republicanismo, universidade, Brasil e Inglaterra.</span></p>
<p>Dois de seus nove livros são "A sociedade contra o Social: O Alto Custo da Vida Pública no Brasil" (2000) e "A Universidade e a Vida Atual — Fellini Não Via Filmes" (2003). Organizou 18 livros e escreveu 78 capítulos de livros, 81 artigos publicados em periódicos especializados. Janine contribui regularmente com jornais e revistas brasileiros, sendo colaborador semanal do jornal "Valor Econômico ".</p>
<p>Janine foi conselheiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (1993-1997) e da Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC) (1997-1999), do qual também foi secretário (1999-2001). Como diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) (2004-2008), Janine coordenou as avaliações trienais de mais de 2.500 cursos de mestrado e doutorado no Brasil em 2004 e em 2007.</p>
<p>Na USP, além de conselheiro do IEA (2011-2014), foi membro da  Comissão de Ética (2010-2012), representante dos professores titulares no Conselho Universitário (2009-2011) e presidente da Comissão de Cooperação Internacional da USP (1991-1994).</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Sandra Codo/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-28T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia">
    <title>Intercontinental Academia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A Academia Intercontinental é um projeto de cooperação acadêmica internacional, interdisciplinar e singular no universo científico. Gerado no âmbito da <a class="external-link" href="http://www.ubias.net/">rede UBIAS</a> -- formada por 34 Institutos de Estudos Avançados baseados em Universidades --, reúne dois institutos de dois continentes para desenvolverem, ao longo de dois workshops interdisciplinares, uma pesquisa conjunta centrada num tópico temático transversal (conceito 2+2+2).</p>
<p>Na edição inaugural do projeto, o IEA-USP é responsável pela realização do primeiro workshop (eixo Pan-Americano) da Academia; o IAR-Nagoya, pela realização do segundo workshop (eixo Leste-Oriental).</p>
<p>Pela proposta, jovens cientistas e pesquisadores seniores de várias partes do mundo e de diferentes áreas do saber se reúnem para debater o <strong>tempo</strong> sob diferentes ópticas a fim de produzir conhecimento descompartimentado e interdisciplinar. O ineditismo do formato se deve ao fato de a reunião aproximar renomados cientistas de novos expoentes das ciências que foram selecionados por vários institutos de estudos avançados do mundo pelo protagonismo que exercem em suas áreas.</p>
<p>A grande contribuição dos participantes ocorrerá com a dinâmica entre eles, na troca de conhecimento e experiências durante os 12 dias em que estarão em interação. Dentre os resultados, destacamos a preparação de conteúdo inédito para um <i>Massive Open Online Course (MOOC)</i> sobre tempo.</p>
<p>Oportunamente, neste espaço especialmente pensado para a interdisciplinaridade, uma discussão sobre <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro" class="external-link">o futuro da universidade</a> será feita pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, no período da manhã, e por reitores no período da tarde.</p>
<p>Mais informações sobre a iniciativa, os participantes e conferencistas estão disponíveis no <a class="external-link" href="http://intercontinental-academia.ubias.net/">site do projeto</a>.</p>
<p><b>Saiba mais:</b></p>
<p><a class="external-link" href="http://ica.usp.br/">Site do projeto</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/noticias-ica" class="external-link">Notícias sobre a Intercontinental Academia</a></p>
<p><span>Programação ICA</span></p>
<p><strong>17 de abril</strong></p>
<p>19h - Coquetel e abertura (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>
<p>com ministro Renato Janine Ribeiro (Educação), José E. Krieger (Pró-Reitor de Pesquisa da USP), Hernan Chaimovich (CNPq), Martin Grossmann (IEA-USP)</p>
<p>Local: Faculdade de Medicina da USP</p>
<p><strong>18 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Roteiro científico-cultural: A USP e a São Paulo modernista</p>
<p>com Martin Grossmann, Paulo Saldiva e Hugo Segawa</p>
<p>Itinerário: Parque da Independência (Museu Paulista e Museu de Zoologia) &gt; Parque Dom Pedro II &gt; Palácio das Indústrias &gt; Praça da República &gt; Teatro Municipal &gt; Copam &gt;  Centro Universitário Maria Antonia, com audição musical coordenada pelo prof. Eduardo Monteiro &gt; Escola de Arquitetura e Urbanismo (FAU Maranhão) &gt; Faculdade de Medicina &gt; Avenida Paulista &gt; Avenida 23 de Maio &gt; Museu de Arte Contemporânea (Parque Ibirapuera), performance do grupo NuSom, coordenada pelo Prof Fernando Iazzetta.</p>
<p><strong>19 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Roteiro científico-cultural “Centralidades ↔ Periferias” (parte 1)</p>
<p>com Ana Lydia Sawaya, Fernando Aith, Sylvia Dantas e Suzana Pasternak</p>
<p>Itinerário: centro da cidade/Pateo do Collegio/Faculdade de Direito da USP &gt; Praça Kantuta (bairro Canindé) &gt; bairro Pacaembu &gt; bairro Vila Medeiros.</p>
<p>12h – Almoço no restaurante Mocotó</p>
<p>com Rodrigo de Oliveira</p>
<p>14h – Roteiro científico-cultural “Centralidades ↔ Periferias” (parte 2)</p>
<p>com Ana Lydia Sawaya, Fernando Aith, Sylvia Dantas e Suzana Pasternak</p>
<p>Itinerário: USP Leste &gt; bairro Jardim Matarazzo &gt; CREN (Centro de Recuperação e Educação Nutricional)</p>
<p><strong>20 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Aula magna José Goldemberg</p>
<p>Tema: Os 80 anos da Universidade de São Paulo: uma análise crítica</p>
<p>10h30 – Conferência de Matthew Kleban</p>
<p>Tema: <i>Cosmic History and Time’s Arrow</i></p>
<p>14h – Conferência com Laymert Garcia dos Santos</p>
<p><span>Tema: </span><span style="text-align: center; "><i>Myth and Technoscience in Transcultural Amazonas</i></span></p>
<p>16h – Conferência com René Nome</p>
<p>Tema: <span style="text-align: center; "><i>Playing with Time in Chemistry</i></span></p>
<p>18h – Conferência com Eliezer Rabinovici</p>
<p>Tema: <i>Constructing Time in Physics - Attempts</i></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>21 de abril</strong></p>
<p>9h30 – Conferência com Sami Pihlström</p>
<p>Tema: <i>Time and Eternity</i></p>
<p>11h – Conferência com Carolina Escobar</p>
<p>Tema: <i>Adjustment to temporal cycles and the dangers of disrupted biological rhythms</i></p>
<p>14h – Conferência com Ruud Buijs</p>
<p>Tema: <i>The timing of brain and body physiology</i></p>
<p>16h – Conferência com Hideyo Kunieda</p>
<p>Tema: <i>Time in Astronomy</i></p>
<p>18h – Conferência com Till Roenneberg</p>
<p><strong>22 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Conferência com Tiago Quental and Luiz Gylvan Meira Filho. Mediação: Vera Imperatriz Fonseca<br /><i>Earth's time and the Anthropocene</i></p>
<p>Tema de Tiago Quental: <i>The dynamics and drivers of biodiversity in geological time</i><br />Tema de Luiz Gylvan Meira Filho - <i>Time scales of and climate change</i></p>
<p>10h30 – Conferência com Karl-Heinz Kohl</p>
<p>Tema: <i>Concepts of time across the cultures: an anthropological view</i></p>
<p>14h – Resumo e fechamento do dia anterior</p>
<p>16h - Conferência com o <i>Course Success Team</i> da Coursera</p>
<p>18h – Conferência com Takao Kondo</p>
<p>Tema: <i>Circadian clock: Chronometry of living organism to live on the Earth</i></p>
<p><strong>23 de abril</strong></p>
<p><span>Dia de descanso com atividades socioculturais</span></p>
<p><strong>24 de abril</strong></p>
<p>10h – Workshop com o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>
<p>Tema: A Universidade do Futuro</p>
<p>15h – O Futuro da Universidade</p>
<p>com Marco A. Zago, Carlos Vogt, Naomar de Almeida Filho,Luiz Bevilacqua, John Heath, Klaus Capelle. Debatedores: Helena B. Nader e Marcelo Knobel</p>
<p>18h – Relatoria de Marcelo Knobel</p>
<p><span><strong>25 de abril</strong></span></p>
<p>8h30 – Conferência com Leopold Nosek</p>
<p>Tema: <i>Time and subjectivity</i></p>
<p>10h30 – Plenária</p>
<p>14h - Conferência com Till Roenneberg sobre sua experiência com o Coursera no curso "<a class="external-link" href="https://www.coursera.org/course/circaclock" target="_blank">Ritmo circadianos: como o relógio biológico rege a vida</a>"</p>
<p>16h – Levantamento de questões</p>
<p>18h – Conferência com Vera Lucia Imperatiz-Fonseca</p>
<p><strong>26 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Levantamento de problemas</p>
<p>14h – Plenária</p>
<p>18h – Conferência com Regina P. Markus</p>
<p><strong>27 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Modelando um <i>MOOC </i>sobre o "tempo"</p>
<p>14h - Modelos e propostas</p>
<p>18h – Conferência com Massimo Canevacci</p>
<p>Tema: <i>The ethnographic experiences of digital cultures and the syncretic mix of spacetimes</i></p>
<p><strong>28 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Apresentação dos trabalhos dos dias anteriores</p>
<p>14h – Plenária</p>
<p>18h – Conferência com o Comitê Científico da ICA</p>
<p><strong>29 de abril</strong></p>
<p>8h30 – Conclusão</p>
<p>14h - Tempo livre</p>
<p>19h – Jantar de encerramento com Neka Menna Barreto (para participantes da ICA e pessoas convidadas)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Interdisciplinar</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tempo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-13T20:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro">
    <title>O Futuro das Universidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/universidade-futuro</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Inserido na programação da <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/intercontinental-academia" class="external-link">Academia Intercontinental</a>, o debate sobre o futuro das universidades irá reunir reitores, ex-reitores e especialistas em educação para discutir os desafios e as expectativas para o sistema de ensino superior, tomando como base suas experiências como gestores e os projetos que implementaram ou idealizaram em universidades.</p>
<h3>Expositores</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/carlos-alberto-vogt" class="external-link">Carlos Vogt</a> (UNIVESP e UNICAMP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/klaus-werner-capelle" class="external-link">Klaus Capelle</a> (UFABC)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a> (UFRJ e UFABC)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antonio Zago</a> (USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a> (UFSB e UFBA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/john-heath-1" class="external-link">John Heath</a> (Universidade de Birmighan)</p>
<h3>Debatedores</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/helena-bonciani-nader" class="external-link">Helena B. Nader</a> (Unifesp e SBPC)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/marcelo-knobel" class="external-link">Marcelo Knobel</a> (Unicamp)</p>
<h3>Moderadora</h3>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/sabine-righetti" class="external-link">Sabine Righetti</a> (Folha de São Paulo)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Rafael Borsanelli</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>ICA Universidades</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Academia Intercontinental</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-03-13T19:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/as-universidades-brasileiras-entre-o-tradicionalismo-e-a-vanguarda">
    <title>As universidades brasileiras entre o tradicionalismo e a vanguarda</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/as-universidades-brasileiras-entre-o-tradicionalismo-e-a-vanguarda</link>
    <description>Na quarta conferência do ciclo "Tardes Cariocas: A USP Ouve o Rio de Janeiro", Luiz Bevilacqua falou sobre os desafios das instituições nacionais de ensino superior e sobre o projeto-pedagógico inovador da UFABC.
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-bevilacqua-no-evento-tardes-cariocas" alt="Luiz Bevilacqua no evento Tardes Cariocas: Choque Cultural" class="image-left" title="Luiz Bevilacqua no evento Tardes Cariocas: Choque Cultural" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong>Luiz Bevilacqua: "A universidade não é o lugar onde prioritariamente se ensina, mas onde prioritariamente se aprende"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Há um descompasso entre o sistema de educação superior brasileiro e a nova dinâmica da produção do conhecimento científico e tecnológico. Esse foi o ponto de partida da exposição de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/luiz-bevilacqua">Luiz Bevilacqua</a>, professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na conferência <i>A Universidade em um Tempo de Choque Cultural, </i>realizada no dia 10 de outubro.</p>
<p>De acordo com o pesquisador do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, as universidades do país permanecem arraigadas a uma cultura de ensino defasada, que as impedem de acompanhar as mudanças em curso no âmbito da ciência e da tecnologia, bem como de formar profissionais preparados para um mercado de trabalho em transformação.</p>
<p>Idealizador da proposta que deu origem à área de pesquisa "Interdisciplinar" na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Bevilacqua presidiu o comitê que elaborou o projeto acadêmico-pedagógico da Universidade Federal do ABC (UFABC), da qual foi reitor pró-tempore.</p>
<p>Ocupou, ainda, uma série de cargos em instituições de educação e pesquisa, entre os quais o de secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); diretor das Unidades de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB); e integrante do comitê de fundação do Inter-American Institute for Global Change Research.</p>
<p>Organizado e moderado pelo filósofo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores-e-expositores/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, coordenador do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/o-futuro-nos-interpela">Grupo de Pesquisa O Futuro nos Interpela</a> do IEA, a conferência foi o quarto encontro do ciclo <i>Tardes Cariocas: A USP Ouve o Rio de Janeiro</i>, que visa a intensificar o diálogo entre pensadores da capital fluminense e da capital paulista no debate de questões sociais e vinculadas às relações humanas.</p>
<p><strong>CHOQUE CULTURAL</strong></p>
<p>Segundo Bevilacqua, as universidades brasileiras, em geral refratárias a reformulações no sistema de ensino, precisam abandonar o tradicionalismo e se adaptar à nova cultura de ensino e aprendizado que vem se configurado no universo da produção de conhecimento em função, sobretudo, dos progressos científicos e tecnológicos das últimas décadas.</p>
<p>"Nós estamos numa onda de choque cultural. Não é era do conhecimento, é mais do que isso. E numa onda, a gente não pode nadar, a gente tem que surfar, tem que ter outro modo de encarar o mundo. É preciso coragem e ousadia."</p>
<p>O professor atribui esse ritmo acelerado da ciência e da tecnologia a avanços em dois eixos que considera fundamentais para a evolução da universidade: aumento da capacidade de observação, proporcionada pelo desenvolvimento de instrumentos laboratoriais inovadores; e aumento da capacidade de cálculo, viabilizada por computadores de última geração.</p>
<p>De acordo com ele, a combinação desses dois fatores resultou no aparecimento de novas competências e deu origem a áreas do conhecimento que extrapolam as fronteiras disciplinares. "Surgiu a necessidade de rearrumação da ciência, do conhecimento e de suas aplicações em torno da interdisciplinaridade".</p>
<p>Diante desse novo contexto, afirmou, as universidades devem se esforçar para oferecer uma formação mais sintonizada tanto com as demandas de aprendizado dos estudantes quanto com as exigências do mercado de trabalho, procurando reorganizar o currículo de graduação a partir de duas diretrizes principais: implementação de uma matriz de ensino interdisciplinar; e redução da carga horária dos estudantes, "para que eles sejam capazes de ganhar autonomia  para trilhar os próprios caminhos".</p>
<p><strong>POR UM NOVO MODELO DE UNIVERSIDADE</strong></p>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/publico-no-evento-tardes-cariocas-choque-cultural" alt="Público no evento Tardes Cariocas: Choque Cultural" class="image-right" title="Público no evento Tardes Cariocas: Choque Cultural" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>O público levantou questões sobre <br />a internacionalização das universidades brasileiras</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Segundo o professor, a UFABC foi projetada tendo em vista a necessidade de se adaptar a esse novo contexto. O primeiro passo foi abandonar a tradicional divisão em departamentos e adotar um modelo de organização em torno de três centros interdisciplinares: 1) Centro de Ciências Naturais e Humanas; 2) Centro de Matemática, Computação e Cognição; e 3) Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas.</p>
<p>O conferencista lembrou que, embora a UFABC tenha base tecnológica e concentre-se nas engenharias e ciências da natureza, a abordagem interdisciplinar dos centros permite que seus estudantes adquiram também fundamentos das ciências humanas e sociais.</p>
<p>"Existe um princípio básico que é a competência, formação sólida dos estudantes, inclusive formação humanística. Acho que a universidade deve cobrir todo o espectro do conhecimento, do mais racional ao mais transcendental. Ninguém pode se formar sem conhecer o mundo em que está vivendo, então tem que saber filosofia e entender a sociedade", ressaltou.</p>
<p>A formação integral dos estudantes é garantida, ainda, por uma matriz curricular flexível, que inclui um ciclo básico de três anos, comum a todos que entram na UFABC, composto por 40% de disciplinas obrigatórias e 60% de disciplinas optativas e/ou eletivas.</p>
<p>Ao final deste triênio, o universitário recebe o título de bacharel em ciência e tecnologia. Pode, então, optar por ingressar no mercado de trabalho ou por permanecer na universidade e complementar os estudos com uma graduação em uma das engenharias ou um bacharelado em Física, Matemática, Biologia, Química, Ciências da Natureza, Ciências da Computação, entre outros. Uma terceira opção é partir do ciclo básico direto para a pós-graduação.</p>
<p>O estudante entra para a universidade — não entra para um curso específico —, e ao longo do percurso escolhe a profissão que mais lhe agrada. "Ao proporcionar uma formação científica e tecnológica, a UFABC dá oportunidade para que ele exerça seu direito de escolha. O estudante não pode ficar confinado a trilhos. Se errar na escolha, ele pode consertar", afirmou Bevliacqua.</p>
<p><strong>FORMAÇÃO CULTURAL</strong></p>
<p>Para Janine, um dos pontos que mais chama atenção na proposta do bacharelado interdisciplinar trienal da UFABC é a percepção de que o ensino superior deve se voltar não apenas para a profissionalização, mas também para a formação cultural dos estudantes. Isso significa eximir as universidades do compromisso exclusivo de conceder títulos que garantam uma reserva de mercado.</p>
<p>O filósofo ponderou que muitos estudantes não veem a formação universitária como uma via para obter um diploma que os habilitem a seguir determinada profissão, mas como um caminho para ampliar o reportório cultural, ascender no mercado de trabalho e melhorar a remuneração. "Por um lado, a regulamentação das profissões é uma conquista trabalhista, por outro, não corresponde mais à velocidade do conhecimento", observou.</p>
<p>A trajetória dos graduados em Direito é exemplo disso. Segundo Janine, cerca de 90% deles são reprovados no exame da OAB. "Ou seja, de todas as pessoas que passam pelas 1200 faculdades de direito do Brasil, somente 10% poderão advogar. Os outros 90% são recusados por deficiências na formação. Por outro lado, porém, mesmo quando não forma advogados, um curso de Direito melhora a formação do seu aluno e a sua remuneração."</p>
<p>Por isso, destacou, o ensino superior não deve ser visto apenas como uma forma de empregabilidade numa área específica, mas como uma formação ampla e inclusiva, que abre possibilidade para a pessoa ampliar sua cidadania. "Para melhorar a cultura, a empregabilidade, o salário e até a cidadania, é preciso estudar cinco anos de códigos, ou é possível haver um aprendizado mais cultural?", questionou.</p>
<p>Bevilacqua lembrou que a proposta da UFABC vai ao encontro das ideias de Janine: oferecer não apenas uma formação profissional visando a empregabilidade, mas promover inclusão social e introduzir os estudantes num ambiente civilizatório.</p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/luiz-bevilacqua-e-renato-janine-ribeiro-no-evento-tardes-cariocas" style="float: left; " title="Luiz Bevilacqua e Renato Janine Ribeiro no evento Tardes Cariocas: Choque Cultural" class="image-left" alt="Luiz Bevilacqua e Renato Janine Ribeiro no evento Tardes Cariocas: Choque Cultural" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong> Renato Janine destaca importância das <br />universidades na formação cultural dos estudantes</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>ENSINAR X APRENDER</strong></p>
<p>Para Bevilacqua, a fundação de uma universidade nesses moldes foi possível porque houve uma conjuntura favorável. Ao contrário do que ocorre em instituições já estabelecidas, onde inovações no sistema de ensino esbarram na resistência de professores, conselhos universitários e mesmo em regras previstas em estatutos, no caso da UFABC não havia uma estrutura burocrática ou um corpo docente impondo impeditivos.</p>
<p>Além disso, a UFABC foi fundada sobre alguns princípios básicos. De acordo com o professor, o primeiro deles consiste em combater a ideia de que o estudante aprende porque alguém ensina. "Não existe isso. Ele aprende porque estuda. A universidade não é o lugar onde prioritariamente se ensina, mas onde prioritariamente se aprende."</p>
<p>Bevilacqua defende a redução da carga horária de aulas presenciais tanto quanto possível, a fim de dar mais independência intelectual ao estudante e tempo para que estude por si só. De acordo com ele, a aula não é o momento de ensinar todo o conteúdo de uma disciplina, algo que seria desgastante e impossível, mas de dar acesso aos principais tópicos de um tema e tirar as dúvidas da classe.</p>
<p>"O aluno tem que ter iniciativa: buscar suas próprias soluções, procurar resolver os próprios problemas, andar com as próprias pernas, e não perguntar o professor como resolve isso", disse, ressaltando que uma das propostas da UFABC é justamente desenvolver o lado criativo e independente dos estudantes, preparando-os para enfrentar novos problemas.</p>
<p>“Estimulando nossos estudantes a serem ousados, a escolherem seus próprios caminhos, a descobrir, inventar, ter um pensamento crítico. E as universidades brasileiras precisam olhar isso de forma muito cuidadosa”, completou.</p>
<p><strong>EIXOS INTERDISCIPLINARES</strong></p>
<p>"Não se deve colocar vinho novo em vasos velhos." Para Bevilacqua, a frase sintetiza o segundo princípio que orientou a fundação da UFABC: a estruturação do projeto-pedagógico da universidade tendo em vista o novo contexto de produção do conhecimento, marcado pela interdisciplinaridade e pela interação cada vez maior entre ciência e tecnologia.</p>
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<h3><span style="text-align: justify; ">Relacionado</span></h3>
<p><strong>CICLO TARDES CARIOCAS:<br />A USP OUVE O<br />RIO DE JANEIRO</strong></p>
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<p><i><strong> A Universidade em um Tempo de Choque Cultura</strong>l<br /><br /></i><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-4o-encontro" class="external-link">Vídeo </a>/ <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-a-universidade-em-um-tempo-de-choque-culturaltardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-a-universidade-em-um-tempo-de-choque-cultural-10-de-outubro-de-2014" class="external-link">Fotos</a></p>
<p><strong>Notícia</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/novo-modelo-de-universidade/" class="external-link"><span class="external-link">Pensando um novo modelo de universidade</span></a></p>
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<p><i><strong>Modernidades Múltiplas e as Metamorfoses da Ética do Trabalho no Brasil</strong></i></p>
<p><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-3o-encontro" class="external-link">Vídeo</a><span style="text-align: justify; "> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/modernidades-multiplas-e-as-metamorfoses-da-etica-do-trabalho-tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-04-de-agosto-de-2014" class="external-link">Fotos</a></span></p>
<p><span style="text-align: justify; "><strong>Notícia</strong><br /></span><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/noticias/etica-no-trabalho" class="external-link">Adalberto Cardoso analisa as metamorfoses da ética do trabalho no Brasil</a></p>
<hr style="text-align: justify; " />
<p><i style="text-align: left; "><strong>Desmilitarizar as Polícias<br />e Revolucionar a<br />Arquitetura Institucional<br />da Segurança Pública:<br />uma Agenda Democrática<br />para o Brasil</strong></i></p>
<p><i style="text-align: left; "><strong> </strong></i><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-2o-encontro" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-desmilitarizar-as-policias-e-revolucionar-a-arquitetura-institucional-da-seguranca-publica-uma-agenda-democratica-para-o-brasil-13-de-maio-de-2014" class="external-link">Fotos</a></p>
<p style="text-align: justify; "><span style="text-align: left; "><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-desmilitarizar-as-policias-e-revolucionar-a-arquitetura-institucional-da-seguranca-publica-uma-agenda-democratica-para-o-brasil-13-de-maio-de-2014" class="external-link"></a></span><strong>Notícia </strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/policia" class="external-link">Em busca de uma <br /></a><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/policia" class="external-link">nova polícia, democrática<br /></a><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/policia" class="external-link">e comprometida com a<br /></a><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/policia" class="external-link">cidadania</a></p>
<p style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/policia" class="external-link"></a><strong>Referência</strong><br /><a class="external-link" href="http://www.senado.leg.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=114516" target="_blank">Proposta de Emenda<br /></a><a class="external-link" href="http://www.senado.leg.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=114516" target="_blank">Constitucional nº 51</a></p>
<hr style="text-align: justify; " />
<p style="text-align: justify; "><i><strong>A Vida Não é Justa</strong></i></p>
<p style="text-align: justify; "><i><strong> </strong></i><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-1o-encontro" class="external-link">Vídeo</a> / <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-a-vida-nao-e-justa-28-de-abril-de-2014" class="external-link">Fotos</a></p>
<p style="text-align: justify; "><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/tardes-cariocas-a-usp-ouve-o-rio-de-janeiro-a-vida-nao-e-justa-28-de-abril-de-2014" class="external-link"></a><strong>Notícia</strong><br /><a style="text-align: left; " href="https://www.iea.usp.br/noticias/familia-e-justica" class="external-link">Quando a privacidade da família chega à Justiça</a></p>
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<p>O conferencista destacou que, além de optar pela organização da UFABC em torno de três centros interdisciplinares, foi preciso adaptar a matriz curricular, organizando os cursos a partir de seis eixos atravessados por diversas disciplinas: 1) Estrutura da Matéria, 2) Energia; 3) Processos de Transformação; 4) Comunicação e Informação; 5) Representação e Simulação (modelagem matemática); e 6) Humanidade e Ciências Sociais Aplicadas.</p>
<p>Esses eixos substituíram as diretrizes clássicas das graduações de universidades brasileiras — física, biologia, química, cálculo. Foram abolidas, assim, as disciplinas específicas para cada curso, como uma termodinâmica para engenheiros, outras para físicos, químicos, biólogos. "Interdisciplinaridade é efeito, e não causa. Não pode ser algo artificial. Os problemas que estamos vivendo é que exigem a convergência de competências."</p>
<p>A ideia dos eixos foi reunir professores de diversas áreas e extrair os conteúdos mais importantes para um bacharelado interdisciplinar, tendo em vista que o ciclo básico é voltado para estudantes que ainda não fizeram opção por uma carreira em particular. "O estudante não entrou lá para fazer física, química ou engenharia, ele entrou para um bacharelado. É preciso dar o essencial, e não especializar desde o início", explicou Bevilacqua.</p>
<p>Segundo o conferencista, o mundo está mudando e caminhando em direção à interdisciplinaridade, mas as universidades permanecem paradas no tempo, adotando a mesma metodologia de ensino de décadas atrás. "Entrei na escola de engenharia civil em 1955. Tive Física 1, 2, 3 e 4, Cálculo 1, 2, 3 e 4, Química 1 e 2. Mais de 60 anos depois, o que nós temos? Física 1, 2, 3 e 4, Cálculo 1, 2, 3 e 4..."</p>
<p>A flexibilidade curricular da UFABC foi possibilitada, em grande medida, pela decisão de não oferecer cursos de graduação clássicos, como engenharia civil e mecânica, mas carreiras alternativas — caso das engenharias aeroespacial, biomédica, de materiais, e ambiental —, que ainda não são submetidas à rígida regulamentação do CREA e de outros conselhos profissionais.</p>
<p>Bevilacqua lembrou, ainda, que a interdisciplinaridade deve começar por concursos de professores para grandes áreas do conhecimento. De acordo com ele, o modelo de contratação adotado pelas universidades brasileiras, baseado na abertura de editais para disciplinas específicas, leva à superespecialização dos docentes e dificulta o intercâmbio entre eles.</p>
<p><strong>PROFESSORES-CONFERENCISTAS</strong></p>
<p>Ainda sobre aspectos da formação do corpo docente, Bevilacqua ressaltou as dificuldades impostas pelo regime de Dedicação Exclusiva (DE), que obriga os professores a cumprirem uma jornada de 40 horas semanais de trabalho, veta o exercício de outras atividades remuneradas públicas ou privadas e exige dedicação não só ao ensino, mas também à pesquisa.</p>
<p>"Há uma pressão muito grande para o professor estar na universidade e não ter outra atividade fora", disse, destacando que a formação universitária em determinadas carreiras, como medicina e engenharia, requer conhecimentos técnicos dominados por profissionais que exercem a profissão. "Quem vai ensinar a fazer ponte tem que saber fazer ponte. E para saber fazer ponte, tem que estar no mercado, construindo pontes."</p>
<p>A solução, de acordo com ele, é diversificar o perfil do corpo docente, incluindo professores que atuam no mercado de trabalho e que possam ministrar disciplinas da sua área de expertise focadas na prática, sem compromisso com o ensino integral e a pesquisa. Trata-se dos professores-conferencistas — "pessoas que venham para a universidade e transmitam sua experiência profissional. Não tem que ter dedicação exclusiva, porque assim ele desaprende. E não é lendo livro que se aprende essas coisas. Para a parte profissionalizante, a universidade tem que estar mais aberta."</p>
<p><strong>QUALIDADE X QUANTIDADE</strong></p>
<p>O terceiro princípio norteador do projeto da UFABC mencionado por Bevilacqua foi a estruturação de um plano de carreira docente voltado mais para a qualidade que para a quantidade das publicações. "Publicar não é uma atividade para engodar os currículos, mas para fazer avançar o conhecimento", analisou.</p>
<p>De acordo com conferencista, é preciso combater a política de vincular a progressão de carreira ao volume de publicações. A ideia é avaliar os professores não a partir do número total de livros e artigos publicados, mas dos dois ou três melhores trabalhos produzidos.</p>
<p>"No início, os mais pessimistas diziam que ia ser um desastre. Mas os dados mostram o contrário", disse, lembrando que os índices da Scimago (base de dados que mede o fator de impacto de periódicos e a produção científica de diversos países) "mostram que a produção da UFABC está ótima".</p>
<p>Afirmou, ainda, que a questão da produção acadêmica no Brasil passa pela valorização dos periódicos produzidos no país. Para ele, a própria comunidade acadêmica brasileira não dá o devido reconhecimento às revistas científicas nacionais, postura que estaria associada à cultura de desvalorização da ciência nacional como um todo.</p>
<p><strong>MOBILIDADE ESTUDANTIL</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Segundo Bevilacqua, um dos grandes objetivos do projeto da UFABC é encaminhar os bacharéis graduados no ciclo básico para outras universidades brasileiras ou estrangeiras. No entanto, a efetivação dessa mobilidade estudantil tem esbarrado na resistência das instituições de ensino superior nacionais, que dificultam o processo devido sobretudo a divergências na matriz curricular, relacionadas às ementas das disciplinas.</p>
<p>Além disso, o conferencista destacou o problema da diferença de qualidade entre as diversas universidades do país. Frequentemente, as mais conceituadas se recusam a receber estudantes de outras, consideradas inferiores.</p>
<p>Já a mobilidade externa, de acordo com ele, é mais fácil e já vem acontecendo, uma vez que as universidades estrangeiras são mais abertas ao intercâmbio de estudantes, particularmente as instituições de países signatários da Declaração de Bolonha, que estabeleceu um Espaço Europeu de Ensino Superior.</p>
<p>Por outro lado, a internacionalização — tema trazido à tona pelo público — continua sendo um desafio devido, sobretudo, à já mencionada cultura de desmerecimento da pesquisa nacional por parte dos próprios pesquisadores brasileiros. De acordo com Bevilacqua, os acadêmicos que atuam no país se colocam numa posição de inferioridade diante da comunidade científica internacional.</p>
<p>Para explicar o problema, ele utilizou uma metáfora entre a proposta de estabelecer uma parceria de cooperação internacional e um convite para jantar. "Convido vocês [pesquisadores estrangeiros] para jantar em minha casa. Eu preparo a comida? Não, peço que vocês tragam a comida porque a minha é ruim. Isso não é internacionalização, é subserviência", finalizou.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Sandra Codo/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Novos Grupos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-01-15T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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