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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 151 to 165.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pro-reitores-atividades-usp">
    <title>Em entrevistas, pró-reitores explicam como a USP tem trabalhado para manter atividades à distância durante quarentena</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pro-reitores-atividades-usp</link>
    <description>Aulas, cursos e pesquisa continuam mesmo com o confinamento ocasionado pela pandemia do coronavírus</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Com o estado de São Paulo em quarentena por conta da pandemia do coronavírus, a USP tem feito o possível para se adaptar e garantir que aulas e atividades relacionadas a ensino, cultura e extensão continuem à distância. Pesquisadores que buscam contribuir no combate à doença também têm recebido apoio institucional para continuar trabalhando — seja no diagnóstico, na pesquisa de vacinas ou na produção de medicamentos.<br /><br />O <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/editorias/radio-usp/jornal-da-usp-no-ar/">Jornal da USP no Ar</a>, uma parceria da <a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/">Rádio USP</a>, do IEA e da Faculdade de Medicina da USP, entrevistou os pró-reitores da Universidade para entender quais são as medidas adotadas e como suas áreas têm atuado para enfrentar os desafios impostos pela pandemia. São eles: Edmund Baracat, pró-reitor de <a class="external-link" href="https://www.prg.usp.br/">Graduação</a>; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr" class="external-link">Carlos Gilberto Carlotti Júnior</a>, pró-reitor de <a class="external-link" href="http://www.prpg.usp.br/index.php/pt-br/">Pós-Graduação</a>; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sylvio-canuto" class="external-link">Sylvio Accioly Canuto</a>, pró-reitor de <a class="external-link" href="https://prp.usp.br/">Pesquisa</a>; e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-aparecida-andrade-moreira-machado" class="external-link">Maria Aparecida de Andrade Moreira Machado</a>, pró-reitora de <a class="external-link" href="https://prceu.usp.br/">Cultura e Extensão Universitária</a>.<br /><br />Acesse as entrevistas:<br /><br /></p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/universidade/usp-oferece-subsidios-a-estudantes-sem-equipamentos-para-atividades-a-distancia/">USP oferece subsídios para que estudantes mantenham atividades a distância</a></li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/universidade/combate-a-covid-19-ganha-relevancia-na-producao-cientifica-da-usp/">Combate à Covid-19 ganha relevância na produção científica da USP</a></li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/universidade/usp-fortalece-atividades-online-de-pos-graduacao/">USP fortalece atividades on-line de pós-graduação</a></li>
</ul>
<p> </p>
<ul>
<li><a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/universidade/pro-reitoria-de-cultura-e-extensao-se-adapta-aos-novos-tempos-de-pandemia/">Pró-Reitoria de Cultura e Extensão se adapta aos novos tempos de pandemia</a></li>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Nelson Niero Neto</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pró-Reitoria de Pós-Graduação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pró-Reitoria de Pequisa da Universidade de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Epidemias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-04-15T20:54:41Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-com-angel-gurria">
    <title>Em conferência com Angel Gurría, USP e OCDE iniciam aproximação para intercâmbio de conhecimentos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conferencia-com-angel-gurria</link>
    <description>Secretário-geral da Organização falará sobre a importância do conhecimento na reconfiguração do mundo a partir de agora.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><dl class="image-right captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/300x300-Angel-Gurria-Herve-Cortinat-Flickr.png/image" alt="Angel Gurria" title="Angel Gurria" height="300" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, fará conferência em evento do IEA</dd>
</dl>Angel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), será o conferencista principal no evento online “OCDE e USP: Reconfigurando o mundo a partir do conhecimento”, que acontece no dia </span><strong>6 de maio, das 13h às 14h30</strong><span>. O encontro marcará o início de uma aproximação formal entre o organismo internacional e a Universidade. A transmissão acontecerá pelo site do IEA: </span><a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" target="_blank">www.iea.usp.br/aovivo</a><span>.</span></p>
<div>Também participarão o embaixador Carlos Márcio Cozendey, representante do Brasil perante a OCDE; o reitor da USP Vahan Agopyan; o diretor do IEA Guilherme Ary Plonski; e o pesquisador do IEA Alberto Pfeifer, coordenador geral do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional (GACInt) do IRI-USP.<br /><br />À frente da OCDE desde 2006, Gurría deixará a organização no final de maio e, ainda este ano, se tornará pesquisador no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. Nesta conferência, ele fará uma reflexão sobre os caminhos possíveis para uma sociedade global impactada por processos transformacionais de escala planetária, como a pandemia de Covid-19, as mudanças climáticas e o uso de tecnologias da informação.<br /><br />“No ensejo da trajetória de acessão do Brasil, o evento inicia a sistematização do relacionamento entre USP e OCDE, com vistas a compreender o funcionamento da Organização e facilitar o acesso às metodologias e recursos disponíveis”, avalia Pfeifer. Segundo ele, a aproximação formal também irá propiciar oportunidades de intercâmbios entre os especialistas da OCDE e a sociedade brasileira em geral e a comunidade USP, em particular.</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-05-03T11:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2005/eleicoes-na-universidade-08-de-marco-de-2005">
    <title>Eleições na Universidade - 08 de março de 2005</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2005/eleicoes-na-universidade-08-de-marco-de-2005</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    <dc:date>2005-03-08T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/eda-tassara-recebe-titulo-de-professora-emerita-do-instituto-de-psicologia-da-usp">
    <title>Eda Tassara recebe título de Professora Emérita do Instituto de Psicologia da USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/eda-tassara-recebe-titulo-de-professora-emerita-do-instituto-de-psicologia-da-usp</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eda-tassara-perfil" alt="Eda Tassara - Perfil" class="image-inline" title="Eda Tassara - Perfil" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><b>Eda Tassara</b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span>Física e doutora em Psicologia pela USP, Eda Tassara receberá o título de Professora Emérita do Instituto de Psicologia (IP) da USP no próximo dia 7 de fevereiro. O título é concedido a docentes já aposentados que contribuíram de forma notável nas atividades acadêmicas da Universidade, tanto no ensino quanto na pesquisa. A cerimônia acontece às 15 horas, no próprio Instituto de Psicologia.</span></p>
<p dir="ltr">Coordenadora do Grupo de Pesquisa Política Ambiental do IEA, Tassara se formou em física, também pela USP, em 1963. Mestre, Doutora e Livre Docente em psicologia pela USP, foi professora visitante em três universidades europeias: no Departamento de Física da Universidade de Pisa, Itália; do Laboratoire de Psychologie Environnementale (LPE) da Universidade de Paris V, França; e do Centre de Recherches Historiques da Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (EHESS) de Paris.</p>
<p dir="ltr">Atualmente, ela é professora titular do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do IP-USP e Presidente da Comissão Estadual de São Paulo do Instituto Brasileiro de Educação Ciência e Cultura  IBECC-Unesco).</p>
<p dir="ltr" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans / IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Sayão</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Psicologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Política Ambiental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-02-05T16:22:09Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usp-diante-do-espelho">
    <title>Documento ressalta urgência para mudanças nas universidades brasileiras</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usp-diante-do-espelho</link>
    <description>O seminário "A Universidade diante do Espelho", realizado no dia 10 de outubro, marcou o lançamento do relatório "USP: Proposta de Agenda para o Futuro", produzido pelo Grupo de Trabalho A USP diante dos Desafios do Século 21".</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-usp-diante-do-espelho-painel-1" alt="A USP diante do Espelho - Painel 1" class="image-inline" title="A USP diante do Espelho - Painel 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Painel 1 - Transformações Contemporâneas do Ensino Superior - com (<i>a partir da esq.</i>) Naomar de Almeida Filho, Luiz Bevilacqua, Soraya Smaili, Elizabeth Balbachevsky e José Goldemberg</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ouvir a sociedade e procurar atender às suas demandas, internacionalizar-se efetivamente - não só com intercâmbio de estudantes -, redução e flexibilização curricular, desburocratização, buscas de novas fontes de recursos, atingir a todos que queiram ter formação superior, contar com modelos diferenciados. Esses são alguns dos principais desafios da universidade brasileira diante do ritmo cada vez mais acelerado das transformações sociais e na produção de conhecimento.</p>
<p>Mais que desafios, essas questões talvez sejam imperativos para a universidade continuar a desempenhar o papel de principal agente de produção de conhecimento e formação de cientistas e profissionais.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, professor visitante do IEA e ex-reitor da UFABC, costuma usar uma metáfora esportiva para definir as exigências do momento: "Uma onda que quebra na praia é uma onda de choque. As transformações no mundo e no conhecimento estão produzindo uma onda de choque para a universidade e numa onda dessas não adianta nadar: é preciso surfar, e para isso a universidade tem de escolher a prancha mais adequada".</p>
<p>Bevilacqua e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/naomar-de-almeida-filho" class="external-link">Naomar de Almeida Filho</a>, ex-reitor da UFBA e da UFSB, apresentaram no dia 10 de outubro, durante o encontro "A USP diante do Espelho", propostas sobre o que deve ser feito para essa onda ser surfada a contento. Os dois integram o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programas-e-projetos-atuais/a-usp-diante-dos-desafios-do-seculo-21" class="external-link">Grupo de Trabalho A USP diante dos Desafios do Século 21</a>, que produziu o documento "<a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/usp-proposta-de-agenda-para-o-futuro" class="external-link">USP: Propostas de Agenda para o Futuro</a>", lançado no evento.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Documento</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/publicacoes/textos/usp-proposta-de-agenda-para-o-futuro" class="external-link">USP: Proposta de Agenda para o Futuro</a></li>
</ul>
<p>Artigo</p>
<ul>
<li>"<a class="external-link" href="https://jornal.usp.br/artigos/a-universidade-alem-do-espelho/">A Universidade além do espelho</a>"<br />Por Eugênio Bucci (publicado no "Jornal da USP" no dia 24 de outubro de 2018)</li>
</ul>
<p>Notícias</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/no-grupo-discute-a-usp-no-seculo-21" class="external-link">Novo grupo apresentará propostas para a USP do século 21</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/especialistas-debatem-propostas-para-renovacao-das-universidades" class="external-link">Grupo do IEA lança relatório com propostas para a renovação das universidades</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/a-universidade-diante-do-espelho" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/a-universidade-diante-do-espelho-10-de-outubro-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Discussão pública</strong></p>
<p>Presente nos nomes do grupo de trabalho, do documento e do evento, a USP é tomada como referência, mas as propostas se dirigem a todas as universidades brasileiras. O trabalho é uma espécie de "livro verde" (relatório com apresentação de propostas para discussão pública) para a área no país. Bevilacqua ressaltou que não há solução única para as universidades, por isso o documento está aberto a sugestões e modificações.</p>
<p>As principais propostas para a USP contidas no trabalho são: criar um bacharelado interdisciplinar em ciências; organizar novas unidades acadêmicas na forma de centros interdisciplinares; adotar iniciativas que permitam a melhoria do ensino médio, como a criação de uma Academia Juvenil; liderar a criação do Brazil Ranking of World Universities, uma classificação internacional de universidades de pesquisa com critérios ajustados à realidade e interesses do Brasil e outros países do Hemisfério Sul; assumir papel significativo na reformulação necessária de critérios do CNPq, Capes e outras agências de fomento; e criar um Fórum Permanente de Educação, Ciência e Tecnologias com a participação de representantes da indústria e dos Poderes Executivo e Legislativo.</p>
<p>O grupo propõe duas ações específicas para o IEA nesse processo de transformação:  a criação de cursos de verão sobre temas amplos relativos à realidade nacional, mas de interesse acadêmico geral, e de cátedras de estudos estrangeiros, em cooperação com o Instituto de Relações Internacionais, com ênfase nas cadeias de ensino dos países e regiões com quem a USP mantém maior intercâmbio.</p>
<p>Além de Bevilacqua e Almeida Filho, também participam do grupo de trabalho responsável pelo documento outros oito pesquisadores da USP envolvidos com o debate sobre o ensino superior brasileiro: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Jr.</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/caio-dantas" class="external-link">Caio Dantas</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/elizabeth-balbachevsky" class="external-link">Elizabeth Balbachevsky</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugenio Bucci</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski </a>(vice-diretor do IEA), Henrique von Dreifus, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a> (diretor do IEA) e Roseli de Deus Lopes.</p>
<p>O encontro teve quatro horas de intenso debate, com a presença de representantes da USP, Unesp, Unifesp, UFABC e outras instituições. As discussões ressaltaram a importância de várias das propostas e de como as transformações na USP podem repercutir no resto do país em função do papel de liderança da universidade. Houve questionamentos também, como a afirmação de que várias das medidas propostas já estão em curso na USP, a necessidade de as humanidades terem maior espaço na reflexão sobre as mudanças e a defesa de que outras universidades também sejam protagonistas na elaboração de propostas.</p>
<p>O primeiro painel foi dedicado às "Transformações Contemporâneas do Ensino Superior" e abordou três aspectos: autonomia e internacionalização; modelos de formação; e desafios do século 21. O segundo teve o tema "Pontos Críticos, Desafios e Propostas para a USP", com análises sobre: avaliação e excelência; conexões com a sociedade; e a universidade no mundo digital.</p>
<p><strong>Comentários</strong></p>
<p>Além de Bevilacqua e Almeida Filho como expositores, o encontro teve a participação de sete comentaristas: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-goldemberg" class="external-link">José Goldemberg </a>, ex-ministro da Educação e ex-reitor da USP; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/soraya-soubhi-smaili" class="external-link">Soraya Smaili </a>, reitora da Unifesp; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/renato-janine-ribeiro" class="external-link">Renato Janine Ribeiro</a>, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e ex-ministro da Educação; <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/simon-schwartzman" class="external-link">Simon Schwartzman</a>, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Ites); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adelaide-alario" class="external-link">Adelaide Faljoni-Alario</a>, da UFABC e coordenadora-adjunta da Área Interdisciplinar da Capes; Elizabeth Balbachevsky, da FFLCH-USP; e Eugenio Bucci, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Elizabeth e Bucci também participaram da produção do relatório.</p>
<p>No que se refere a USP, Goldemberg afirmou faltar no documento a concepção de que o avanço depende da melhoria dos pesquisadores e consequente incremento da produção científica de impacto. Disse que a universidade brasileira é vista como fornecedora de suprimentos: "Ela recebe pouca demanda em geral e a demanda industrial é baixíssima." Ele discorda da reivindicação de mais recursos, algo "impatriótico diante das necessidades de outras áreas, como saúde e segurança pública". A internacionalização, em seu entender, é natural "quando se é bom e se descobre algo importante".</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/a-usp-diante-do-espelho-painel-2" alt="A USP diante do Espelho - Painel 2" class="image-inline" title="A USP diante do Espelho - Painel 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Painel 2 - Pontos Críticos, Desafios e Propostas para a USP -, com (<i>a partir da esq.</i>) Luiz Bevilacqua, Adelaide Faljoni-Alario, Renato Janine Ribeiro, Eugênio Bucci e Simon Schwartzman</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Elizabeth destacou que a internacionalização é central para uma universidade, mas deve ser mais do que enviar e receber alunos. "O ponto central é a mescla com redes globais de produção e circulação de conhecimento."</p>
<p>Outro aspecto enfatizado por ela é a necessidade de "ceder parte da autonomia e aceitar uma cogovernança externa". Para isso, ela propõe a incorporação de um board of trustees [conselho de gestão] que represente setores da sociedade interessados na atuação da universidade. Destaca, no entanto, que esse board "não pode ser só consultivo, mas ter a capacidade de orientar os rumos da universidade, caso contrário a lógica corporativa se torna dominante".</p>
<p>Para Schwartzman não se deve levar em consideração apenas as universidades de pesquisa como a USP. "Deve-se falar em sistema de ensino superior, que inclui também outros tipos de instituições de ensino, o ensino a distância e outras atividades." Ele considera que faltou ao documento uma reflexão sobre o papel da USP nesse contexto. "Falou-se da Maria Antonia [sede da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de 1949 a 1968], mas ninguém mais é Maria Antonia no mundo. Uma universidade moderna tem escolas pesadas de engenharia, tecnologia etc." E indagou sobre qual deve ser o papel da USP: "Ela é fundamentalmente de pesquisa ou faz também outras coisas?".</p>
<p>"O negócio de uma instituição universitária é o talento", afirmou Schwartzman. Para fazer uma política direcionado pelo talento "é preciso pagar o que o mercado internacional paga". Não se deve esquecer, comentou, que universidades como a USP integram o serviço público, "o que torna a política de pessoal extremamente rígida, com um sistema arcaico de seleção via concurso". Defendeu a adoção de um sistema misto de contratação de pesquisadores, ao qual seria acrescentada a atuação de comitês de busca.</p>
<p><strong>Humanidades</strong></p>
<p>Bucci questionou se "o paradigma da ciência resolve a questão da universidade". Para ele, é preciso uma instância que reflita sobre a ciência. "Esse lugar talvez seja a filosofia. Ela deve ser incluída quando discutimos indicadores e qualidade da universidade."</p>
<p>As relações entre ciência e democracia também foram lembradas por ele: "Nosso documento faz menção às pretensões da China em assumir a liderança científica. A ciência é compatível com um regime não democrático? A conduta e o debate científicos prosperam sem democracia?".</p>
<p>Janine disse que a pergunta de Bucci sobre o papel a ser cobrado da filosofia leva à questão das diferenças próprias das humanidades. "Quando se vê um documento como esse, o caminho para as ciências e engenharias está mais ou menos definido, só faltam ajustes. Mas quando colocamos a questão das ciências humanas, fica complicado." Para ele, a internacionalização das humanidades é algo mais trabalhoso. "Nelas, não se escreve um paper com 850 palavras. E há o problema da produção na língua local."</p>
<p>Janine comentou também que "falta atrevimento" à comunidade de ciências humanas, com a carência de perguntas globalizantes para aglutinar pesquisadores. Um exemplo de trabalho com questões desse tipo seria, em sua opinião, investigar como a educação pode ser usada para a redução da desigualdade.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Trabalho A USP diante dos Desafios do Século 21</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-10-11T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2022/diversity-mental-health-and-affirmative-action-in-universities-16-08-2022">
    <title>Diversity, Mental Health and Affirmative Action in Universities - 16/08/2022</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2022/diversity-mental-health-and-affirmative-action-in-universities-16-08-2022</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa nPeriferias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Igualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Diversidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-08-17T16:06:26Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/diversity-mental-health-affirmative-action">
    <title>Diversity, Mental Health and Affirmative Action in Universities</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/diversity-mental-health-affirmative-action</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span class="markedContent" id="page172R_mcid19"><span dir="ltr">As ações afirmativas são uma forma rápida e eficiente de promover a igualdade e o acesso a oportunidades em </span><span dir="ltr">países com populações historicamente marginalizadas, contribuindo para o fortalecimento dos direitos civis e </span><span dir="ltr">da democracia na medida em que favorecem a retirada destas populações da situação de exclusão social e </span><span dir="ltr">subcidadania em que estavam inseridas. </span></span></p>
<p><span class="markedContent" id="page172R_mcid19"><span dir="ltr">Este seminário pretende discutir a relevância das ações afirmativas </span><span dir="ltr">como ferramenta de promoção da diversidade nas universidades e os desafios envolvidos na governança </span><span dir="ltr">universitária para proteção da saúde mental e promoção do sucesso acadêmico de estudantes pertencentes a </span><span dir="ltr">populações historicamente marginalizadas que ingressam nas universidades.</span></span></p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Fapesp</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Diversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Igualdade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa nPeriferias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-07-18T13:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/quem-somos/a-usp/discurso-de-posse-marco-antonio-zago-reitor">
    <title>Discurso de posse de Marco Antonio Zago como reitor da USP, em 25 de janeiro de 2014</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/slides/pasta-azizsalem-nao-apagar/iea181224/iea/quem-somos/a-usp/discurso-de-posse-marco-antonio-zago-reitor</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Senhor governador, senhor vice-reitor, membros do colendo  Conselho Universitário, autoridades, senhoras e senhores,</span></p>
<p>A Universidade de São Paulo completa hoje 80 anos, se  considerado o decreto de sua organização formal de 25 de janeiro de 1934. Suas  origens, no entanto, são centenárias e remontam à criação da Faculdade de  Direito em 1827, seguida das cinco outras escolas profissionais que, aglutinadas  com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, instituída pelo mesmo decreto,  constituíram o núcleo inicial da USP.</p>
<p>Uma característica surpreendentemente moderna daquela  universidade nascente era a diversidade intrínseca de sua missão. Devia ser, ao  mesmo tempo, escola de formação profissional de elevada qualidade; instituto de  pesquisa de ciências, letras e filosofia; local de formação das lideranças  intelectuais, e de criação, compreensão e transmissão da cultura.</p>
<p>E essa universidade, assim constituída, revelou-se um projeto  político e estratégico bem sucedido, ao qual vieram agregar-se as outras duas  universidades estaduais paulistas (UNICAMP e UNESP), os institutos de pesquisa  como Butantã, IPT, IPEN e IAC, o Centro Paula Souza e a UNIVESP, como  instrumentos de uma política que colocou o Estado de São Paulo em posição de  liderança no país, na produção intelectual e na formação de pessoal qualificado  de nível superior.</p>
<p>As universidades existem para prover educação superior de  excelência às novas gerações e para promover a pesquisa, entendida no sentido  mais amplo, ou seja, a investigação experimental e tecnológica, a pesquisa dos  problemas humanos como o exame das questões econômicas, políticas e sociais, as  dimensões acadêmicas ligadas às manifestações culturais e artísticas, entre  outras, estendendo seus resultados à sociedade.</p>
<p>Uma universidade de alto padrão acadêmico não pode, no  entanto, tratar suas duas missões tradicionais, o ensino e a produção  intelectual, como dois compartimentos estanques, mas devem ser desenvolvidos de  forma articulada: não é possível ser forte em pesquisa e fraco no ensino.  Somente a existência de grupos de pesquisa e laboratórios de excelência, por  exemplo, garante o desenvolvimento de cursos de pós-graduação, caso contrário, a  formação pós-graduada seria uma atividade vazia.</p>
<p>Nas palavras de Karl Jaspers, “<em>a universidade é uma  escola, mas de um tipo muito especial. Não deve ser vista apenas como um local  de instrução; pelo contrário, o estudante deve participar ativamente da pesquisa  e, desta experiência, ele deve adquirir a disciplina intelectual e a educação  que permanecerão com ele pelo resto de sua vida. Idealmente, os estudantes  pensam de maneira independente, ouvem criticamente e são responsáveis perante si  mesmos. Eles têm liberdade de aprender.</em>”</p>
<p>Pela natureza de sua missão e de seus interesses, as  universidades são entidades que transcendem as fronteiras nacionais. Tratam de  questões que são valorizadas em todas as culturas, em todas as nações e nas mais  diferentes épocas. Basta olharmos para as universidades nascentes na Europa  medieval, quando os jovens das mais diversas origens nacionais buscavam Bolonha,  Paris, Coimbra ou Oxford. Mas, é preciso ressaltar que, da mesma forma que  ocorria na Idade Média, não se alcançará a internacionalização por meios  burocráticos ou artificiais. Somente universidades reconhecidas como centros de  conhecimento atrairão os jovens de nosso mundo globalizado.</p>
<p>Adicionalmente às suas duas missões clássicas, ensino  superior e pesquisa, a última década fortaleceu o reconhecimento da chamada  “terceira missão” das universidades, que inclui todas as relações das  universidades com seus parceiros não-acadêmicos. Divergindo da característica  transnacional do ensino e da pesquisa universitários, a terceira missão  fortalece o vínculo com as comunidades locais e regionais, expostas hoje a  mudanças rápidas ou inesperadas, como a globalização, mudanças climáticas,  incertezas econômicas e rápidas transformações tecnológicas.  A USP deve  contribuir para com o poder público para responder aos difíceis problemas  derivados da concentração populacional em grandes metrópoles, da mudança rápida  do perfil etário e de consumo da sociedade, bem como da crescente substituição  da economia baseada em mão de obra e riquezas naturais por uma sociedade de  informação e do conhecimento. O mundo de hoje exige das universidades ações que  vão além de seus muros.</p>
<p>Como afirmamos em nosso programa, a relevância das  universidades brasileiras será determinada pela sua capacidade de responder  criativamente aos desafios dos problemas emergentes no cenário atual: a expansão  dos fenômenos da cultura, o crescimento de reivindicações de acesso ao  conhecimento e à herança cultural da sociedade, a exigência de que as  instituições, sobretudo as públicas, atendam aos anseios dos atores sociais  diferenciados, a necessidade de ampliar a inclusão social, a habilidade de  sincronizar-se aos movimentos do conjunto da sociedade, a capacidade de  transformar conhecimento em inovação, tanto no setor produtivo como para as  políticas públicas.</p>
<p>A USP não se furtará às suas responsabilidades. Mas, há que  reconhecer que ela encontra-se hoje sob fortes pressões originadas de fora e de  dentro dela mesma. Ameaças e pressões, por si só, não são intrinsecamente  negativas, pois podem representar oportunidades de mudanças e de construção de  maior coesão.</p>
<p>Mas, a quais ameaças e pressões a USP está sujeita? De um  lado, ela precisa reagir vigorosamente à expectativa da sociedade, legítima, de  uma resposta às crescentes demandas sociais. De outro lado, passamos por um  desequilíbrio financeiro que pode pôr em risco nossa autonomia.</p>
<p>Mas, a mais grave das ameaças é a corrosão do tecido mesmo da  universidade, tanto por movimentos de protesto, que se têm transformado em  agressões ao patrimônio e às pessoas, como pela intolerância ao diálogo, que  ameaça transformar a universidade em um túmulo de ideias.</p>
<p>Temos que reagir, temos que enfrentar esses desafios, de três  formas distintas:</p>
<p>Primeiramente, aumentando a contribuição da USP para a  sociedade paulista; nós precisamos fazer mais e melhor. Temos que melhorar a  qualidade e reduzir a evasão de nossos cursos de graduação. Precisamos reavaliar  o sistema de acesso e acompanhar com atenção o progresso da inclusão social e  racial, construindo as intervenções que forem necessárias.</p>
<p>A USP Leste e o <em>campus</em> de Lorena serão dois motivos  adicionais de orgulho da USP, e devem ter impacto positivo nas regiões onde  estão implantados, da mesma forma que tiveram nossos <em>campi </em>de Ribeirão  Preto, de São Carlos, de Piracicaba, de Bauru e de Pirassununga. Precisamos  ampliar nossa relação com os setores produtivos e governamentais, participar da  articulação e implantação dos parques tecnológicos.</p>
<p>Em segundo lugar, vamos modificar radicalmente a gestão de  recursos financeiros, reformar e modernizar a administração para valorizar as  atividades-fim. Não é possível que uma simples mudança num curso de graduação  exija interminável ritual de discussões e aprovações, que pouco ou nada  contribuem para melhorar a qualidade das decisões.</p>
<p>A gestão comedida de recursos financeiros restritos nos  obrigará à sobriedade administrativa e à avaliação conjunta das nossas  prioridades, privilegiando a promoção de atividades acadêmicas e de recursos  humanos em relação à expansão de obras físicas.</p>
<p>Finalmente, temos compromisso com a revisão da governança da  universidade, que passa por uma crise nas suas formas de legitimação e de  gestão. Por isso, assumimos o compromisso de repactuar as relações no âmbito da  universidade, de forma a aumentar a agregação interna, trazendo o diálogo, e não  mais o confronto, para o centro da vida universitária, numa forma de  democratização que avance muito além do mecanismo de escolha do Reitor.  Uma  democratização que reverta a desconcentração do poder que caracterizou as  sucessivas gestões recentes, e que inclua o compartilhamento de  responsabilidades entre a Reitoria e as unidades acadêmicas, maior transparência  na gestão do orçamento e restabelecimento do papel central dos órgãos  colegiados.</p>
<p>Mas, não resta qualquer dúvida de que a nossa mais urgente  tarefa, que será um encargo permanente de todos, a partir de amanhã, é a  reconstrução das relações entre estudantes e professores, em todas as suas  dimensões. Esta será a base da mudança que ocorrerá na USP. Não podemos  esquecer, nunca, que somos, acima de tudo, educadores, e seremos julgamos pelo  êxito que alcançarmos nessa missão. Os jovens que formaremos vão atestar se a  USP, quando se aproxima de seu centenário, está realmente cumprindo sua missão,  como sonharam seus fundadores.</p>
<p>Para isso, eu os convoco a todos, estudantes, docentes e  servidores, para respondermos em conjunto aos desafios que se nos apresentam,  nas palavras poéticas de João Cabral de Melo Neto:</p>
<p><em>Um galo sozinho não tece uma manhã:</em></p>
<p><em>ele precisará sempre de outros galos. </em></p>
<p><em>De um que apanhe esse grito que ele</em></p>
<p><em>e o lance a outro; de um outro galo</em></p>
<p><em>que apanhe o grito de um galo antes </em></p>
<p><em>e o lance a outro; e de outros galos</em></p>
<p><em>que com muitos outros galos se cruzem</em></p>
<p><em> os fios de sol de seus gritos de  galo,</em></p>
<p><em> para que a manhã, desde uma teia  tênue,</em></p>
<p><em> se vá tecendo, entre todos os galos.</em></p>
<p><span>A campanha acabou, os rituais da transmissão do cargo  esgotaram-se neste momento. Somos agora aliados pela mesma causa. Permitam-me  evocar, pela última vez, o lema que nos moveu nesta campanha em prol da  universidade: agora somos </span><strong>Todos pela USP!</strong><strong> Todos pela  USP!</strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-01-27T16:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
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    <title>Discurso de posse de Marco Antonio Zago como reitor da USP, em 25 de janeiro de 2014</title>
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<p>A Universidade de São Paulo completa hoje 80 anos, se  considerado o decreto de sua organização formal de 25 de janeiro de 1934. Suas  origens, no entanto, são centenárias e remontam à criação da Faculdade de  Direito em 1827, seguida das cinco outras escolas profissionais que, aglutinadas  com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, instituída pelo mesmo decreto,  constituíram o núcleo inicial da USP.</p>
<p>Uma característica surpreendentemente moderna daquela  universidade nascente era a diversidade intrínseca de sua missão. Devia ser, ao  mesmo tempo, escola de formação profissional de elevada qualidade; instituto de  pesquisa de ciências, letras e filosofia; local de formação das lideranças  intelectuais, e de criação, compreensão e transmissão da cultura.</p>
<p>E essa universidade, assim constituída, revelou-se um projeto  político e estratégico bem sucedido, ao qual vieram agregar-se as outras duas  universidades estaduais paulistas (UNICAMP e UNESP), os institutos de pesquisa  como Butantã, IPT, IPEN e IAC, o Centro Paula Souza e a UNIVESP, como  instrumentos de uma política que colocou o Estado de São Paulo em posição de  liderança no país, na produção intelectual e na formação de pessoal qualificado  de nível superior.</p>
<p>As universidades existem para prover educação superior de  excelência às novas gerações e para promover a pesquisa, entendida no sentido  mais amplo, ou seja, a investigação experimental e tecnológica, a pesquisa dos  problemas humanos como o exame das questões econômicas, políticas e sociais, as  dimensões acadêmicas ligadas às manifestações culturais e artísticas, entre  outras, estendendo seus resultados à sociedade.</p>
<p>Uma universidade de alto padrão acadêmico não pode, no  entanto, tratar suas duas missões tradicionais, o ensino e a produção  intelectual, como dois compartimentos estanques, mas devem ser desenvolvidos de  forma articulada: não é possível ser forte em pesquisa e fraco no ensino.  Somente a existência de grupos de pesquisa e laboratórios de excelência, por  exemplo, garante o desenvolvimento de cursos de pós-graduação, caso contrário, a  formação pós-graduada seria uma atividade vazia.</p>
<p>Nas palavras de Karl Jaspers, “<em>a universidade é uma  escola, mas de um tipo muito especial. Não deve ser vista apenas como um local  de instrução; pelo contrário, o estudante deve participar ativamente da pesquisa  e, desta experiência, ele deve adquirir a disciplina intelectual e a educação  que permanecerão com ele pelo resto de sua vida. Idealmente, os estudantes  pensam de maneira independente, ouvem criticamente e são responsáveis perante si  mesmos. Eles têm liberdade de aprender.</em>”</p>
<p>Pela natureza de sua missão e de seus interesses, as  universidades são entidades que transcendem as fronteiras nacionais. Tratam de  questões que são valorizadas em todas as culturas, em todas as nações e nas mais  diferentes épocas. Basta olharmos para as universidades nascentes na Europa  medieval, quando os jovens das mais diversas origens nacionais buscavam Bolonha,  Paris, Coimbra ou Oxford. Mas, é preciso ressaltar que, da mesma forma que  ocorria na Idade Média, não se alcançará a internacionalização por meios  burocráticos ou artificiais. Somente universidades reconhecidas como centros de  conhecimento atrairão os jovens de nosso mundo globalizado.</p>
<p>Adicionalmente às suas duas missões clássicas, ensino  superior e pesquisa, a última década fortaleceu o reconhecimento da chamada  “terceira missão” das universidades, que inclui todas as relações das  universidades com seus parceiros não-acadêmicos. Divergindo da característica  transnacional do ensino e da pesquisa universitários, a terceira missão  fortalece o vínculo com as comunidades locais e regionais, expostas hoje a  mudanças rápidas ou inesperadas, como a globalização, mudanças climáticas,  incertezas econômicas e rápidas transformações tecnológicas.  A USP deve  contribuir para com o poder público para responder aos difíceis problemas  derivados da concentração populacional em grandes metrópoles, da mudança rápida  do perfil etário e de consumo da sociedade, bem como da crescente substituição  da economia baseada em mão de obra e riquezas naturais por uma sociedade de  informação e do conhecimento. O mundo de hoje exige das universidades ações que  vão além de seus muros.</p>
<p>Como afirmamos em nosso programa, a relevância das  universidades brasileiras será determinada pela sua capacidade de responder  criativamente aos desafios dos problemas emergentes no cenário atual: a expansão  dos fenômenos da cultura, o crescimento de reivindicações de acesso ao  conhecimento e à herança cultural da sociedade, a exigência de que as  instituições, sobretudo as públicas, atendam aos anseios dos atores sociais  diferenciados, a necessidade de ampliar a inclusão social, a habilidade de  sincronizar-se aos movimentos do conjunto da sociedade, a capacidade de  transformar conhecimento em inovação, tanto no setor produtivo como para as  políticas públicas.</p>
<p>A USP não se furtará às suas responsabilidades. Mas, há que  reconhecer que ela encontra-se hoje sob fortes pressões originadas de fora e de  dentro dela mesma. Ameaças e pressões, por si só, não são intrinsecamente  negativas, pois podem representar oportunidades de mudanças e de construção de  maior coesão.</p>
<p>Mas, a quais ameaças e pressões a USP está sujeita? De um  lado, ela precisa reagir vigorosamente à expectativa da sociedade, legítima, de  uma resposta às crescentes demandas sociais. De outro lado, passamos por um  desequilíbrio financeiro que pode pôr em risco nossa autonomia.</p>
<p>Mas, a mais grave das ameaças é a corrosão do tecido mesmo da  universidade, tanto por movimentos de protesto, que se têm transformado em  agressões ao patrimônio e às pessoas, como pela intolerância ao diálogo, que  ameaça transformar a universidade em um túmulo de ideias.</p>
<p>Temos que reagir, temos que enfrentar esses desafios, de três  formas distintas:</p>
<p>Primeiramente, aumentando a contribuição da USP para a  sociedade paulista; nós precisamos fazer mais e melhor. Temos que melhorar a  qualidade e reduzir a evasão de nossos cursos de graduação. Precisamos reavaliar  o sistema de acesso e acompanhar com atenção o progresso da inclusão social e  racial, construindo as intervenções que forem necessárias.</p>
<p>A USP Leste e o <em>campus</em> de Lorena serão dois motivos  adicionais de orgulho da USP, e devem ter impacto positivo nas regiões onde  estão implantados, da mesma forma que tiveram nossos <em>campi </em>de Ribeirão  Preto, de São Carlos, de Piracicaba, de Bauru e de Pirassununga. Precisamos  ampliar nossa relação com os setores produtivos e governamentais, participar da  articulação e implantação dos parques tecnológicos.</p>
<p>Em segundo lugar, vamos modificar radicalmente a gestão de  recursos financeiros, reformar e modernizar a administração para valorizar as  atividades-fim. Não é possível que uma simples mudança num curso de graduação  exija interminável ritual de discussões e aprovações, que pouco ou nada  contribuem para melhorar a qualidade das decisões.</p>
<p>A gestão comedida de recursos financeiros restritos nos  obrigará à sobriedade administrativa e à avaliação conjunta das nossas  prioridades, privilegiando a promoção de atividades acadêmicas e de recursos  humanos em relação à expansão de obras físicas.</p>
<p>Finalmente, temos compromisso com a revisão da governança da  universidade, que passa por uma crise nas suas formas de legitimação e de  gestão. Por isso, assumimos o compromisso de repactuar as relações no âmbito da  universidade, de forma a aumentar a agregação interna, trazendo o diálogo, e não  mais o confronto, para o centro da vida universitária, numa forma de  democratização que avance muito além do mecanismo de escolha do Reitor.  Uma  democratização que reverta a desconcentração do poder que caracterizou as  sucessivas gestões recentes, e que inclua o compartilhamento de  responsabilidades entre a Reitoria e as unidades acadêmicas, maior transparência  na gestão do orçamento e restabelecimento do papel central dos órgãos  colegiados.</p>
<p>Mas, não resta qualquer dúvida de que a nossa mais urgente  tarefa, que será um encargo permanente de todos, a partir de amanhã, é a  reconstrução das relações entre estudantes e professores, em todas as suas  dimensões. Esta será a base da mudança que ocorrerá na USP. Não podemos  esquecer, nunca, que somos, acima de tudo, educadores, e seremos julgamos pelo  êxito que alcançarmos nessa missão. Os jovens que formaremos vão atestar se a  USP, quando se aproxima de seu centenário, está realmente cumprindo sua missão,  como sonharam seus fundadores.</p>
<p>Para isso, eu os convoco a todos, estudantes, docentes e  servidores, para respondermos em conjunto aos desafios que se nos apresentam,  nas palavras poéticas de João Cabral de Melo Neto:</p>
<p><em>Um galo sozinho não tece uma manhã:</em></p>
<p><em>ele precisará sempre de outros galos. </em></p>
<p><em>De um que apanhe esse grito que ele</em></p>
<p><em>e o lance a outro; de um outro galo</em></p>
<p><em>que apanhe o grito de um galo antes </em></p>
<p><em>e o lance a outro; e de outros galos</em></p>
<p><em>que com muitos outros galos se cruzem</em></p>
<p><em> os fios de sol de seus gritos de  galo,</em></p>
<p><em> para que a manhã, desde uma teia  tênue,</em></p>
<p><em> se vá tecendo, entre todos os galos.</em></p>
<p><span>A campanha acabou, os rituais da transmissão do cargo  esgotaram-se neste momento. Somos agora aliados pela mesma causa. Permitam-me  evocar, pela última vez, o lema que nos moveu nesta campanha em prol da  universidade: agora somos </span><strong>Todos pela USP!</strong><strong> Todos pela  USP!</strong></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/diretores-dos-ieas-de-princeton-e-jerusalem-visitam-o-instituto">
    <title>Diretores dos IEAs de Princeton e Jerusalém visitam o Instituto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/diretores-dos-ieas-de-princeton-e-jerusalem-visitam-o-instituto</link>
    <description>Em evento no dia 24 de março, Peter Goddard e Eliezer Rabinovici explicaram o funcionamento de suas instituições e responderam perguntas dos participantes.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/diretores-ieas" alt="Diretores IEAS" class="image-right" title="Diretores IEAS" />Peter Goddard, diretor do <a class="external-link" href="http://www.ias.edu/"><span class="external-link">Institute for Advanced Study</span></a>, de Princeton, EUA, e Eliezer Rabinovici, diretor do <a class="external-link" href="http://www.as.huji.ac.il/"><span class="external-link"><span>Israel Institute for Advanced Studies of Jerusalem</span></span></a>, visitaram o IEA no dia 24 de março.</p>
<div>
<div align="left">
<p align="left">Foram recebidos por Adnei Melges de Andrade, vice-reitor executivo de Relações Internacionais da USP, César Ades, diretor do IEA, coordenadores de grupos de pesquisa do Instituto e de seu Polo de São Carlos e por outros convidados.</p>
<p style="text-align: justify; ">Goddard e Rabinovici detalharam o funcionamento de suas instituições e responderam a perguntas dos participantes do encontro. Rabinovici informou haver a possibilidade de intercâmbio entre seu instituto e o IEA.</p>
</div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institucional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sala Verde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conferencistas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-03-28T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/reflexoes-sobre-a-crise-da-usp">
    <title>Debate destaca medidas estruturais para a superação da crise da USP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/reflexoes-sobre-a-crise-da-usp</link>
    <description>Participantes do encontro discutiram propostas para a Universidade e para todo o conjunto de instituições de ensino superior do Estado de São Paulo. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: right; ">
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/debate-reflexoes-sobre-a-crise-da-usp" style="float: right; " title="Debate &quot;Reflexões sobre a Crise da USP" class="image-inline" alt="Debate &quot;Reflexões sobre a Crise da USP" /><br /><span style="text-align: right; "><strong>Objetivo do encontro foi promover uma discussão prospectiva sobre a Universidade</strong></span></p>
<h3 style="text-align: left; ">Relacionado</h3>
<ul style="text-align: left; ">
<li><strong><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2014/reflexoes-sobre-a-crise-da-usp" class="external-link">Vídeo</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2014/reflexoes-sobre-a-crise-da-usp-02-de-outubro-de-2014" class="external-link">fotos</a> do evento</strong></li>
</ul>
<ul style="text-align: left; ">
<li><strong>Textos de Referência</strong><a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp/desafios-institucionais-2014/um-plano-diretor-para-o-ensino-superior-publico-do-estado-de-sao-paulo" class="internal-link"><br /></a><a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp/desafios-institucionais-2014/um-plano-diretor-para-o-ensino-superior-publico-do-estado-de-sao-paulo" class="external-link">"Um Plano Diretor para o Ensino Superior Público do Estado de São Paulo"</a>, de Renato Hyuda de Luna Pedrosa (IMECC-Unicamp)<br /><a class="external-link" href="http://qualidadedademocracia.com.br/2014/08/06/a-crise-financeira-da-usp-e-a-greve/" target="_blank">"A Crise Financeira da USP e a Greve"</a>, de Eunice Durham (FFLCH, NUPPs e IEA)</li>
</ul>
<ul style="text-align: left; ">
<li><strong>Dossiê Desafios </strong><strong><strong>Institucionais da USP</strong><a href="https://www.iea.usp.br/iea/quem-somos/a-usp/desafios-institucionais-2014/dossie" class="external-link"><br />Links</a></strong> para as versões online de artigos, editoriais e reportagens de vários veículos de comunicação e também para os sites do Cruesp, da Sala de Imprensa da Reitoria da USP e das entidades representativas da comunidade uspiana</li>
<li><strong>Notícia<br /></strong><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/usp" class="external-link">"Núcleo de Políticas Públicas e IEA analisam desafios realçados pela crise da USP"</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A USP precisa repactuar seus vínculos com a sociedade paulista para que a definição do que ela é e quais objetivos deve perseguir atenda aos anseios da população.</p>
<p>Esse compromisso institucional, porém, deve integrar as diretrizes de um plano diretor que articule todas as instituições acadêmicas do Estado, sejam elas federais, estaduais ou municipais, públicas ou privadas.</p>
<p>Além disso, deve ser avaliada a criação de um conselho orientador composto de membros externos à USP.</p>
<p>Essas medidas devem ser acompanhadas de mudanças nas instâncias de representação na Universidade, descentralização das decisões, diversificação de critérios de avaliação de acordo com as áreas de saber, avaliação criteriosa projetos, cursos, docentes, estudantes e funcionários e estímulo permanente ao diálogo entre os vários segmentos da comunidade uspiana.</p>
<p>Essas foram as principais ideias com apoio preponderante entre os debatedores do encontro "Reflexões sobre a Crise da USP", promovido pelo Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (Nupps) e pelo IEA no dia 3 de outubro.</p>
<p>Os debatedores foram <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/carlos-henrique-de-brito-cruz">Carlos Henrique de Brito Cruz</a> (diretor científico da Fapesp), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pesquisadores/jose-alvaro-moises">José Álvaro Moisés</a> (FFLCH, NUPPs e IEA), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/jose-arthur-giannotti">José Arthur Giannotti</a> (FFLCH e Cebrap), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/jose-eduardo-krieger">José Eduardo Krieger</a> (pró-reitor de Pesquisa da USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/jose-goldemberg">José Goldemberg</a> (IEE, IEA e ex-reitor da USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/elizabeth-balbachevsky">Elizabeth Balbachevsky</a> (FFLCH, NUPPs e IEA), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/eunice-ribeiro-durham">Eunice Durham</a> (FFLCH, NUPPs e IEA) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/expositores/martin-grossmann">Martin Grossmann</a> (diretor do IEA).</p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/eunice-durham-1" alt="Eunice Durham" class="image-inline" title="Eunice Durham" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong>Eunice Durham</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/elizabeth-balbachevsky-1" alt="Elizabeth Balbachevsky" class="image-inline" title="Elizabeth Balbachevsky" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Elizabeth Balbachevsky</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na abertura da discussão, José Álvaro Moisés, coordenador do Nupps e do debate, disse que as questões ressaltadas recentemente pela crise financeira – e a consequente greve de quatro meses de parte dos funcionários e docentes  – remetem a questões de fundo que têm dificultado à USP enfrentar as transformações na sociedade: "A hora é de uma reflexão aprofundada, menos conjuntural e mais prospectiva, mais voltada para o longo prazo".</p>
<p>Segundo Eunice Durham, a Universidade sofre do defeito de modelo único. "A contratação de um professor de piano deve obedecer a critérios diferentes da contratação de um professor de física e, além disso, universidade deve ter flexibilidade para contratar um poeta, por exemplo".</p>
<p>Ela considera que as formas de representação devem ser revistas, inclusive com "a eliminação da superposição de conselhos nos processos de tomada de decisão e a redução de números de conselheiros, que deveriam ser um por unidade". Também defendeu a revisão da estrutura hierárquica, a descentralização decisória e a melhoria da qualificação de funcionários para atividades de apoio à pesquisa (correspondência estrangeira, produção de relatórios e prestação de contas de projetos).</p>
<p>Para Elizabeth Balbachevsky, há uma crise de perfis de governança nas universidade latino-americanas, "que estão bastante arcaicas, refletem um modelo de universidade que não existe mais, insulada da sociedade". Na opinião da pesquisadora, hoje a universidade deve estar no centro da economia, "ela foi tragada para o centro da produção, mesmo na China". Elizabeth chamou o modelo brasileiro de universidade pública de "delegação cega", na qual "o Estado entrega os recursos e considera que, seja o que for que a Universidade faça, é do interesse do Estado, e essa não é mais a realidade em nenhum  lugar do mundo".</p>
<p>Ela afirmou que o modelo de autonomia existente "cria dinâmicas centrífugas, em concordância com os interesses dos <i>stakeholders </i>internos". Elizabeth defende adoção de um canal estável de negociação na forma de um conselho de orientação, citando como exemplo o Board of Trustees da University of California, nos EUA: "O <i>board</i> é um espaço de negociação entre os interesses da universidade e os interesses da sociedade".</p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-arthur-giannotti" alt="José Arthur Giannotti" class="image-inline" title="José Arthur Giannotti" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong>José Arthur Giannotti</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-henrique-de-brito-cruz-1" alt="Carlos Henrique de Brito Cruz" class="image-inline" title="Carlos Henrique de Brito Cruz" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Carlos Henrique de Brito Cruz</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>José Arthur Giannotti disse que em primeiro lugar a Universidade deve definir para o que ela serve e quais são seus objetivos. Em segundo lugar, defendeu a elaboração de uma política do governo para o ensino superior: "A autonomia foi um logro, do tipo '<i>dou o dinheiro e não me venha mais encher a paciência</i>'; precisamos de uma política de longo prazo".</p>
<p>Ele defendeu também a implantação de mais mecanismos de avaliação em todos os níveis: de professores e projetos a funcionários e estudantes. Além disso, lamentou o fato de "as relações pessoais na universidade estarem se tornando delinquentes, com a dissolução do direito ao pensamento diferente".</p>
<p>Para Carlos Henrique de Brito Cruz, que disse participar do debate como docente de uma universidade pública e não como diretor científico da Fapesp, é importante ressaltar que as três universidades do Estado apresentam enormes realizações na sua trajetória. "Sem elas, São Paulo e o Brasil seriam muito piores". Por isso e por terem potencial para mais contribuições, "às vezes as três são colocadas sob uma expectativa ideal que elas não possuem, e isso gera uma enorme pressão".</p>
<p>Ele destacou que, especialmente depois da autonomia, não se pensou mais em repactuar o que a sociedade deve esperar dessas instituições e, além disso, autonomia é diferente de independência. Brito Cruz defende que se promova uma reorganização do ensino superior no Estado de São Paulo, a exemplo do que foi feito no início dos anos 60 na Califórnia, sob a liderança do então reitor da University of California, quando as demandas eram similares às atuais no cenário paulista. Ele defende que a rede federal e o sistema privado de São Paulo sejam ampliados, que as universidades estaduais e as Fatecs viabilizem formas de colaboração mútua, bem como a articulação das instituições municipais com todo o sistema.</p>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-eduardo-krieger-1" alt="José Eduardo Krieger" class="image-inline" title="José Eduardo Krieger" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>José Eduardo Krieger</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-goldemberg-2" alt="José Goldemberg" class="image-inline" title="José Goldemberg" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong>José Goldemberg</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>José Eduardo Krieger, que também frisou que suas manifestações no debate eram pessoais e não representavam necessariamente as opiniões da Administração da Universidade, disse que, ao se começar a falar em crise, não sabia se sentia orgulho ou vergonha, "pois o país possui mais de 100 instituições de ensino superior e uma delas, a USP, produz 23% de todas as pesquisas realizadas. Isso é motivo de orgulho e ao mesmo tempo representa algo anacrônico", considerando-se o sistema de ensino superior do país.</p>
<p>Krieger indagou como é possível que a USP apareça em primeiro no país em qualquer tipo de indicador e ao mesmo tempo seja considerada em crise. Para ele, a resposta está no fato de a Universidade ter se tornado um ambiente hostil à divergência e nas dificuldades que ela tem para tornar públicas suas realizações.</p>
<p>José Goldemberg, que preside a Comissão Coordenadora das Comemorações dos 80 anos da USP, considerou que as dificuldades da USP devem-se ao fato de ela ser uma universidade de primeiro mundo, com um custo de US$ 20 mil por aluno, mas estar incrustada num país do terceiro mundo. Ele disse que "é preciso ter a coragem de pensar na criação de um conselho externo, iniciativa que poderia começar a abrir um campo de discussão". Além disso, acredita que a formulação de um plano diretor para o ensino superior estadual "protegeria a universidade de demandas políticas".</p>
<p>Quanto às dificuldades que a Universidade apresenta para reconhecer e publicizar suas realizações, relatou que fez uma experiência na comissão: enviou uma carta aos diretores de todas as unidades na qual solicitava que enviassem um texto com 10 páginas sobre as contribuições de sua unidade para a pesquisa e para a formulação de políticas públicas. "O resultado foi que 10% deles não tinham a menor ideia do que acontecia em suas unidades".</p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/martin-grossmann-4" alt="Martin Grossmann" class="image-inline" title="Martin Grossmann" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left; "><strong>Martin Grossmann</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-alvaro-moises-2" alt="José Álvaro Moisés" class="image-inline" title="José Álvaro Moisés" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>José Álvaro Moisés</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto à repactuação dos objetivos da USP com a sociedade, Martin Grossmann comentou que a Universidade tem dificuldade de ouvir a sociedade e ser ouvida por ela: "Os contribuintes sabem que a USP existe, mas não sabem o que ela faz". Para ele, isso reflete o fato de a instituição ser um enclave de primeiro mundo.</p>
<p>Grossmann sublinhou que um plano diretor para o ensino superior em São Paulo deve ser desenvolvido como política de Estado, não de governo. Lamentou que a formulação dessa política não tenha sido uma preocupação quando da concessão da autonomia às universidades estaduais paulistas. Criticou também o fato de não haver representantes da sociedade civil na maioria dos conselhos, "nem sequer de representantes dos artistas nos museus".</p>
<p>No encerramento das exposições, José Álvaro Moisés ressaltou que a relação da Universidade com a sociedade e com o governo é uma questão central a ser aprimorada. Também destacou a importância da formulação de um plano diretor para o ensino superior estadual, bem como de reformas na governança e da busca de fontes alternativas de recursos. Outro aspecto enfatizado por Moisés é a necessidade de melhoria da convivência entre os vários segmentos da comunidade uspiana, para que o compartilhamento de experiências beneficie a todos.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Sandra Codo/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Transformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2014-11-05T17:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/debate-aborda-desafios-da-autonomia-universitaria">
    <title>Debate aborda desafios da autonomia universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/debate-aborda-desafios-da-autonomia-universitaria</link>
    <description>Evento no IEA-RP também terá lançamento de livro sobre o tema</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Cartazautonomia.png/@@images/e5c449d4-498b-492e-8f1d-989c28faa82e.png" alt="" class="image-left" title="" />Definir um modelo organizacional adequado para enfrentar os desafios do século XXI tem sido uma preocupação crescente dentro da universidade pública paulista. Para isso, é preciso também fazer uma reflexão sobre o Decreto 29.598, que implementou a autonomia da instituição em 1989, e o contexto em que ele entrou em vigor. Com o objetivo de contribuir com essa discussão, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão (IEA-RP) da USP promove no dia 10 de agosto, a partir das 14h30, no Espaço de Eventos do IEA-RP, o debate <i>Os desafios da autonomia universitária: história recente da USP</i>.</div>
<p> </p>
<div>O evento terá a presença de José Roberto Drugowich de Felicio, professor titular aposentado da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFLCRP) da USP, chefe de gabinete da reitoria da USP por duas vezes  e diretor do CNPq de 2004 a 2010, e do ex-secretário de Estado Adjunto e chefe de Gabinete nas Secretarias de Estado da Agricultura e de Ciência e Tecnologia de São Paulo e ex-presidente da Fundação Prefeito Faria Lima (Cepam) Paulo de Tarso Artencio Muzy.</div>
<p> </p>
<div>Na ocasião, serão realizados ainda o lançamento local e uma sessão de autógrafos do livro <i>Os desafios da autonomia universitária: história recente da USP</i>, de autoria de Drugowich e Muzy, que avalia os efeitos do Decreto 29.598 e trata de temas como a gratuidade, o processo de nomeação de dirigentes, a flexibilidade dos contratos de trabalho, a avaliação, a representação externa e a prestação de contas. As análises são feitas com base em entrevistas com professores, ex-reitores e ex-pró-reitores de universidades paulistas.</div>
<p> </p>
<div>Mais informações: iearp@usp.br ou (16) 3315 0368.</div>
<div><br /> 
<hr />
</div>
<div><span style="float: none; list-style-type: none; text-align: left; "><strong>Os desafios da autonomia universitária: história recente da USP</strong><br /><i>10 de agosto, 14h30<br />Espaço de Eventos do IEA-RP<br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdF-FwnsDarFm0QoFZ1KgkhIQqYQDPmqAgkcgSzdF5WylQRbw/viewform">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/os-desafios-da-autonomia-universitaria-historia-recente-da-usp" class="external-link">Página do evento</a></i><br /></span></div>
<div><i> </i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/os-desafios-da-autonomia-universitaria-historia-recente-da-usp" class="external-link"></a></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-07-17T16:23:13Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/curso-floresta-dos-saberes-reuniu-mulheres-indigenas-para-discutir-a-representatividade-de-seus-povos">
    <title>Curso Floresta dos Saberes reuniu mulheres indígenas para discutir a representatividade de seus povos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/curso-floresta-dos-saberes-reuniu-mulheres-indigenas-para-discutir-a-representatividade-de-seus-povos</link>
    <description>Parte do programa “Caminhos da Cutia”, a atividade tratou da visibilidade da causa indígena e uma maior presença nas universidades</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f1eb2dd8-7fff-f949-72fd-dddb597ae0f0"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/floresta-dos-saberes-mesa-4/image" alt="Floresta dos Saberes - Mesa 4" title="Floresta dos Saberes - Mesa 4" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Da esquerda para a direita, Geni Daniela Núñez Longhini, Rutian Pataxó, Márcia Mura e Jera Guarani | Foto: Leonor Calasans - IEA/USP</dd>
</dl>De acordo com a lei </span><a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2008/lei-11645-10-marco-2008-572787-publicacaooriginal-96087-pl.html"><span>11.465/08</span></a><span>, os estabelecimentos de ensino fundamental e de médio, públicos e privados, são obrigados a incluir a história e cultura afro-brasileira e indígena em seus currículos. A legislação está em vigor desde 2008, porém segundo as palestrantes do curso </span><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/cursos/floresta-saberes"><span>“Floresta dos Saberes: a Diversidade de Existências e Territórios das Mulheres Indígenas”</span></a><span>, esses saberes indígenas milenares ainda não são bem representados na academia. A partir de relatos sobre suas próprias trajetórias, as convidadas questionaram a falta de visibilidade desses saberes nas escolas e universidades. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Realizado de 2 a 4 de setembro pela </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia"><span>Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</span></a><span> (IEA), a atividade reuniu mulheres indígenas de diferentes etnias, atuações e gerações, para discutir a visibilidade dos povos indígenas no âmbito político, científico e artístico. Elas apresentaram um panorama das dificuldades enfrentadas por elas e seus territórios na luta pela resistência indígena, além de debates e exposições sobre machismo, noção de território, racismo, meio ambiente e maternidade. </span><span>Todas as aulas foram gravadas e estão disponíveis no canal do </span><a href="https://www.youtube.com/@IEAUSPSP"><span>YouTube do IEA</span></a><span>. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>O curso foi dividido em seis aulas e integrou as atividades do programa “</span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia/caminhos-da-cutia-territorios-e-saberes-das-mulheres-indigenas"><span>Caminho da Cutia: Territórios e Saberes das Mulheres Indígenas</span></a><span>”. Proposta pelas catedráticas </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arissana-pataxo-braz"><span>Arissana Pataxó</span></a><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/francy-baniwa"><span>Francy Baniwa</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sandra-benites"><span>Sandra Benites</span></a><span>, a programação foi pensada para “contribuir para o reconhecimento da diversidade dos saberes de mulheres indígenas”. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>“Ainda que o protagonismo seja de mulheres indígenas, suas contribuições não se encerram no debate sobre mulheres, uma vez que suas preocupações políticas envolvem sempre seus povos como um todo, das crianças aos mais velhos, dos jovens aos adultos, dos homens às mulheres, dos rios às florestas”, explicam as organizadoras. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><strong>A arte indígena </strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/floresta-dos-saberes-mesa-1/image" alt="Floresta dos Saberes - Mesa 1 " title="Floresta dos Saberes - Mesa 1 " height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Graça Grauna, online, apresentou a partir de suas obras a problemática da falta de representatividade indígena na literatura. | Foto: Leonor Calasans - IEA/USP</dd>
</dl>A primeira aula do curso </span><a href="https://youtu.be/BBZ64FBfmkA?si=-HoTKqcGStGSsqgH"><span>“Traçando as artes: mulheres indígenas e suas expressões artísticas”</span></a><span> apresentou as trajetórias artísticas das convidadas Graça Graúna, escritora e professora adjunta na Universidade de Pernambuco (UPE); e Patrícia Para Yxapy, professora, roteirista, curadora e realizadora audiovisual indígena de etnia Mbyá Guarani.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Com a exposição de algumas obras de sua autoria e leitura de trechos, Graça falou sobre a falta de representatividade da arte e cultura indígena na literatura, e a importância da escrita para resgatar as tradições e a ancestralidade. “Eu não aceitava a nossa inexistência nos livros didáticos”, declara Graça. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>A partir da apresentação de seu livro “Contrapontos da Literatura Indígena Contemporânea”, a escritora contou que durante o mestrado tentou falar sobre literatura indígena, porém foi impedida pela falta de representação no meio acadêmico. “A pesquisa ainda está muito construída nos moldes acadêmicos”, o que, segundo ela, dificulta a expansão dos saberes indígenas. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>A cineasta Patrícia explicou que o audiovisual é uma forma de resistência e registro da vida indígena, de seus pensamentos, costumes e modos de ver a vida. “Assim que a gente terminou o primeiro filme, eu entendi a importância dessa ferramenta de trabalho e de luta para nós.”</span></p>
<p style="text-align: left; "><span><strong>Política e movimento indígena</strong></span><span> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><a href="https://youtu.be/zC-XuiaHGsw?si=xnmIUj_wjW9pRC1A"><span>“Gestando políticas: liderança, política e movimento indígena”</span></a><span> foi a segunda aula do curso, que teve a presença das convidadas Catarina Tupi Guarani, liderança indígena, artesã e educadora formada em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP); Beatriz Pankararu, representante da Reserva Indígena Filhos Dessa Terra, em Guarulhos, artista visual e ativista; e Eliane Potiguara, primeira autora de literatura indígena no Brasil e doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ). </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Neste encontro, as expositoras contaram suas trajetórias políticas e discutiram sobre a importância dos movimentos indígenas na política brasileira e na luta pela inclusão da literatura indígena nas escolas. “Sem luta a gente não consegue nada”, declarou a educadora Catarina Tupi. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para a professora Eliane Potiguara, as estratégias políticas nas escolas brasileiras poderiam incluir os pensadores indígenas, que, segundo ela, não são valorizados. Ela defendeu a aproximação desses pensadores com os programas escolares para inserir a literatura indígena nas escolas. “Gestão política é trazer os professores indígenas para dentro das escolas junto com os professores.” </span><span><span> </span></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>“Eu dentro da escola também sou política”, declarou Beatriz Pankararu. A ativista contou como foi sua trajetória nos estudos, e os problemas que ela viu na educação oferecida em seu território: “Naquele momento, eu com 14 anos entendi que aquela educação não iria abrir as portas pra mim da forma como esperava”. Ela conta que terminou os estudos em São Paulo, por conta da falta de acesso à informação em sua aldeia. Ainda criança, Beatriz lecionou na escola indígena para ajudar na falta de professores e atraso na educação. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Além disso, ela comentou sobre a falta de professores e acervos indígenas nas escolas regulares. “O que mais me chateia, enquanto professora e indígena, é não poder trabalhar as questões indígenas e afro-brasileiras nas escolas”. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Sobre isso, a catedrática Francy Baniwa acrescentou a importância dessa representatividade nos acervos das universidades. “Hoje não há mais essa desculpa de que não há produções indígenas. Temos teses, dissertações, TCCs e publicações de livros.”</span></p>
<p style="text-align: left; "><span><strong>A saúde da mulher indígena </strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>A terceira aula do curso tratou sobre a noção de corpo como território, as inter-relações entre as violências sofridas pela Terra e as violências sofridas pelas mulheres indígenas, a questão da saúde da mulher e possíveis formas de cuidados tradicionais dos povos.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Com o título </span><a href="https://youtu.be/anD7ySdeLR8?si=bQ-cU6rMNTGn6jUm"><span>“Redes de amparo: saúde da mulher”</span></a><span>, a aula reuniu as convidadas Kellen Kaiowá, bióloga e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Cinthia Guajajara, especialista em Direitos Indígenas, coordenadora da Articulação das Mulheres Indígenas do Maranhão (Anima), presidente do Conselho de Educação Escolar Indígena do Maranhão (CEEI - MA); e Eufelia Tariano, pesquisadora, enfermeira e especialista em saúde indígena. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Neste encontro, as especialistas falaram sobre a questão da cura indígena e a problematização da academia não reconhecer esses saberes milenares. Kellen contou que gostaria de abordar em suas pesquisas a cura indígena, porém teve entraves por conta dos padrões acadêmicos. “Muitas vezes dentro do laboratório é difícil, a área biológica é cansativa.” </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Especialista em medicinas indígenas, Cinthia falou da importância da preservação da natureza e do reconhecimento do canto como cura tradicional. “Os conhecimentos indígenas também são ciência, é isso que estamos passando para a juventude”, acrescentou. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Sobre a questão da violência contra a mulher indígena, as convidadas falaram sobre a relação entre território e corpo e a dificuldade de lidar com essas violências dentro dos territórios. “Território é nosso corpo e espírito, tem que respeitar esse território”, explicou Cinthia. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para Eufelia, as violências se relacionam com os preconceitos e estereótipos que, ainda hoje, os povos indígenas sofrem. A enfermeira também defendeu a ideia de que a proteção e apoio para mulheres e crianças indígenas é uma questão de saúde pública.</span></p>
<p style="text-align: left; "><span><strong>Representatividade no meio acadêmico e nas lideranças</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B1VUSLzQpP8"><span>“As tecituras das mulheres indígenas na universidade”</span></a><span> foi o tema da quarta aula do Floresta dos Saberes. Participaram as convidadas Rutian Pataxó, ouvidora adjunta da Defensoria Pública da Bahia e especialista em Direitos Humanos; Márcia Mura, escritora, articuladora política e cultural, educadora, percorre o território Mura e outros lugares com a pedagogia da afirmação indígena; e Jera Guarani, liderança indígena comunitária na aldeia guarani mbya Kalipety (SP).<dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/floresta-dos-saberes-catarina-tupi-guarani/image" alt="Floresta dos  Saberes - Catarina Tupi Guarani" title="Floresta dos  Saberes - Catarina Tupi Guarani" height="333" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Além das exposições, os encontros tiveram apresentações de cantos e rezas tradicionais | Foto: Leonor Calasans - IEA/USP</dd>
</dl></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Neste encontro, as pesquisadoras falaram sobre as dificuldades de ser mulher indígena dentro das universidades, os entraves nos currículos e ementas dos cursos e a importância de figuras femininas nas posições de liderança nos territórios. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>“Antes de existir feminismo, nossas antepassadas já estavam na luta”, declarou Márcia Mura. Ela contou que, a partir da história oral e saberes de seus antepassados, construiu sua carreira no meio acadêmico. “Custa muito caro pra gente estar nessa academia, não é fácil. Eu não desisti porque eu sabia que a minha tese de doutorado, assim como a minha dissertação, não era um trabalho meu, mas sim algo coletivo.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>“Era uma grande humilhação, só porque a gente era indígena”, declarou Rutian Pataxó ao se referir a sua experiência dentro da universidade. Ela contou como era ser indígena e militante na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e discutiu sobre a importância das cotas e incentivos indígenas para incluir diferentes povos e saberes no meio acadêmico. “Se a gente não tivesse entrado na UFBA, talvez ela nunca seria a referência de políticas afirmativas para povos indígenas que é hoje.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span>Sobre o movimento de lideranças indígenas, Jera explicou que o aumento do número de mulheres líderes em seu território guarani diminuiu os casos de violência. Ela também contou sua trajetória com a liderança comunitária e as dificuldades que teve ao propor mudanças para seu povo. “Já fui xingada de vários nomes e jeitos na aldeia, e algumas pessoas da liderança querem ir para a ‘porrada’ por isso, mas eu tento lembrar e fortalecer a ideia de que se a gente se comportar assim vamos estar fazendo a mesma coisa que os caciques, cabos e capitães faziam aqui.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span><span> </span></p>
<p style="text-align: left; "><span><strong>Luta pelas línguas indígenas e território</strong></span></p>
<p style="text-align: left; "><span>No último dia do curso, o encontro </span><a href="https://youtu.be/h4HBAFv66mU?si=NZgYMfr3-pcCT5v7">“Ecossistema de línguas indígenas”</a><span> tratou do impacto da destruição do meio ambiente no “ecossistema” de línguas originárias, com a exposição de diversas iniciativas que visam à preservação das línguas nativas como um resgate de suas ancestralidades. A aula contou com a presença das pesquisadoras Altaci Corrêa Rubim, </span><span>pesquisadora e ativista, ela foi a primeira professora indígena a ingressar no corpo docente da Universidade de Brasília (UnB); Sueli Maxakali, professora, cineasta e liderança indígena; e Anari Pataxó, membro do Grupo de Pesquisadores Pataxó Atxohã.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>“A concepção da língua índigena é espírito, e sendo espírito ela não morre”, declarou a fundadora do centro de língua materna de Manaus, Altaci. Ela falou sobre sua trajetória como pesquisadora e a dificuldade que tinha para entender as apresentações e textos obrigatórios do programa. “Eram todos em inglês ou francês”. Para a pesquisadora, é necessário reconhecer a língua de sinais indígenas e o português falado por eles. “Precisamos salvar as línguas indígenas para o bem de todos.”</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Anari Pataxó questionou a existência de cursos de letras focados apenas em línguas estrangeiras: “Estamos no século 21, já passando para o 22, e ainda não foi criado um curso de letras focado em línguas indígenas. Isso é vergonhoso porque as línguas indígenas são parte das línguas brasileiras”.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>As pesquisadoras também relacionaram a preservação desse “ecossistema de línguas” com a preservação do meio ambiente e dos ensinamentos indígenas, que, segundo elas, podem ser a solução para a crise climática atual. “Nossa trajetória é gigante, de sobrevivência, de resistência, de luto e de luta, para hoje estarmos falando aqui pro mundo que nós precisamos salvaguardar as línguas indígenas para o bem de todos”, acrescentou Altaci. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span><span> </span></span></p>
<p style="text-align: left; "><span>Organizado pelo IEA em parceria com a Fundação Itaú, o curso Floresta dos Saberes foi </span><a href="https://youtu.be/hdpcD9Bu4xc?si=FlT85AZ3Dz-Bd3Cy"><span>encerrado</span></a><span> com um momento de partilha coletiva e apresentação de relatos críticos e considerações feitas por estudantes de pós-graduação sobre o programa. </span><span>A catedrática Sandra Benites explicou que a meta do evento é se tornar um programa da Cátedra e uma prática presente na universidade. </span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Lívia Uchoa </dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-09-18T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/criacao-de-uma-rede-de-iniciativas-de-ciencia">
    <title>Criação de uma rede de iniciativas pela ciência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/criacao-de-uma-rede-de-iniciativas-de-ciencia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>O objetivo do encontro é reunir projetos do campus da USP Ribeirão Preto que organizem, desenvolvam ou apoiem a ciência por meio da divulgação, ensino ou outras formas de popularização dos conceitos e fundamentos científicos, assim como as pesquisas e o processo de construção do conhecimento produzido na academia.</p>
<p>A partir deste primeiro encontro, será possível conhecer diferentes propostas e discutir estratégias para que os projetos ganhem mais visibilidade, ampliem suas redes de contato e possam atingir seus públicos com mais efetividade.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-09-13T18:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/conversa-thiago-herick-de-sa">
    <title>Conversa com Dr. Thiago Hérick de Sá </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/conversa-thiago-herick-de-sa</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Esta conversa tem como objetivo fornecer aos universitários e pesquisadores em início de carreira uma visão geral sobre as trajetórias de carreira internacional, incluindo aquelas na Organização Mundial da Saúde e nas Nações Unidas. O convidado para este bate-papo, com formação e pós-graduação pela Universidade de São Paulo, trabalha na Organização Mundial da Saúde em Genebra desde 2017 e trará perspectivas sobre as escolhas feitas ao longo de sua formação acadêmica e trajetória profissional. O Dr. Thiago Hérick de Sá deverá falar também sobre o dia a dia do seu trabalho, suas funções atuais, os benefícios e desafios de seguir esta carreira, as expectativas e avaliação de seu desempenho e maneiras de identificar e se candidatar para posições tanto em ensino e pesquisa quanto em organismos internacionais.</p>
<p><span>Esse evento oferecerá um panorama sobre as possibilidades do apoio da AUCANI/USP e esclarecerá dúvidas de alunos interessados.</span></p>
<p><strong>Expositor:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thiago-herick-de-sa" class="external-link">Thiago Hérick de Sá</a> (<span>Organização Mundial da Saúde, Department of Environment, Climate Change and Health)</span></p>
<p><strong>Participação: </strong><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-muniz-oliva-filho" class="external-link">Sérgio Muniz Oliva Filho</a> <span>(AUCANI/USP) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arielly-tomazia-costa" class="external-link">Arielly Tomazia Costa</a> (pós-graduanda FFLCH/USP)</span></p>
<p><span><strong>Mediação:</strong> <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ligia-vizeu-barrozo" class="external-link">Ligia Vizeu Barrozo</a> (FFLCH e IEA/USP)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo Espaço Urbano e Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-02-18T14:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
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