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Capa Revista Estudos Avançados v.30 n.86

Metrópole e saúde

Aspectos da vida nas grandes cidades 

O dossiê que abre este número de Estudos Avançados retoma uma das metas da revista: a combinação do estudo objetivo dos problemas da sociedade brasileira com propostas de políticas públicas coerentes e responsáveis. Como as nossas metrópoles e, em particular, a cidade de São Paulo e o seu entorno vêm enfrentando ou ignorando a relação orgânica entre doença e o atual estilo urbano de vida? Para responder a essa pergunta, a editoria contou com a valiosa colaboração do Prof. Paulo Saldiva, a quem agradecemos.  Veja abaixo alguns destaques.

Cidade saudável 

Metrópole e saúde

É proposta uma discussão das relações entre o ambiente construído e a saúde coletiva a partir dos cinco tópicos propostos por Y. Rydin et al. (2012): a) transporte, mobilidade e atividade física; b) produção urbana de alimento; c) ilhas urbanas de calor; d) conforto térmico e qualidade do ar de ambientes fechados (indoor); e e) saneamento. O desafio de moldar cidades que promovam a saúde de seus moradores é complexo e requer esforço multidisciplinar para muito além das competências atuais atribuídas ao setor de saúde no Brasil.


Saúde nas metrópoles

Doenças infecciosas

É discutida as tendências observadas na incidência de doenças infecciosas e na mortalidade a elas relacionada a partir do ano 2000 nas metrópoles. Os agravos infecciosos de interesse em nossa análise foram definidos a partir de sua magnitude em termos de morbidade e/ou mortalidade e incluem doenças virais (dengue e infecção por HIV/aids) e bacterianas (hanseníase, leptospirose e tuberculose). Analisou-se a série histórica entre 2001 e 2015 para dengue, leptospirose e hanseníase; de 2002 a 2014 para aids; e de 2001 a 2013 para tuberculose.


Moradia

Habitação e saúde

O artigo discute o conceito de moradia adequada, constatando que os indicadores utilizados no Brasil, embora adequados para o momento e o local, não cobrem todas as condições habitacionais para promover a saúde e o bem-estar dos moradores. Explicita a relação habitação-saúde através da análise de quatro dimensões: casa e doenças transmissíveis, casa e necessidades fisiológicas, casa e acidentes domésticos, casa e saúde mental.


Cobertura vegetal

Áreas verdes e saúde

A falta de planejamento no processo de urbanização das grandes metrópoles tem produzido numerosas externalidades negativas, entre elas a supressão de sua cobertura vegetal e de áreas verdes. Inúmeros benefícios têm sido reportados sobre como a presença da vegetação no meio ambiente urbano favorece fatores ambientais, sociais e econômicos, influenciando na saúde da população. O presente trabalho busca apresentar uma série de estudos com enfoque na associação entre áreas verdes e saúde e também uma sucinta reflexão sobre a importância do assunto no município de São Paulo.