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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 10.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/terras-raras">
    <title>Workshop discute a pesquisa e produção de terras-raras no Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/terras-raras</link>
    <description>O workshop "Terras-Raras: Cenário Brasileiro, Pesquisa Básica e Oportunidades" será realizado no dia 29 de junho, das 9 às 18h, na Agência USP de Inovação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<div class="kssattr-target-parent-fieldname-text-ad3fede5706440619178baa35ca8155c kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-text " id="parent-fieldname-text-ad3fede5706440619178baa35ca8155c">
<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/terras-raras" alt="Terras raras" class="image-inline" title="Terras raras" /></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: right; "><strong>Terras-raras: elementos químicos estratégicos</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da USP, com apoio do IEA e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp), realiza no dia <strong>29 de junho</strong>, das <strong>9h às 18h</strong>, o workshop <i>Terras-Raras: Cenário Brasileiro, Pesquisa Básica e Oportunidades</i>. O evento integra a série Strategic Workshops da PRP e será realizado na Agência USP de Inovação, que fica na avenida Torres de Oliveira, 76, Jaguaré, próximo à Cidade Universitária, São Paulo.</p>
<p><span><strong>Contexto</strong></span></p>
<p>O Brasil ocupa uma posição de destaque em relação às terras-raras, elementos químicos com <span>aplicações diversificadas em áreas estratégicas como saúde, energia, meio ambiente e telecomunicações</span><span>. Isso se deve ao fato de o país possuir grandes reservas de terras-raras e por já ter dominado os processos para sua extração, purificação e separação.</span></p>
<p><span>O país também conta com </span><span>reconhecimento internacional na formação de recursos humanos altamente qualificados na área, apresentando uma das maiores produções científicas sobre o tema.</span></p>
<p><span>No entanto, o mercado mundial é dominado pela China<span>—</span> detentora das maiores reservas mundiais <span>—</span>, que constantemente restringe as exportações. Essa situação levou a comunidade científica, a iniciativa privada e o governo brasileiro a discutir a retomada da produção de terras-raras no país.</span></p>
<p>Dado esse panorama nacional e internacional, torna-se necessário um amplo debate a respeito da pesquisa e produção das terras-raras no Brasil. O objetivo do workshop organizado pela PRP é contribuir com essa discussão.</p>
<p><span>De acordo com os organizadores, o evento tratará do cenário brasileiro, do estado da arte e dos novos desafios para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação no campo das terras-raras.</span></p>
<div>
<div>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Nanotecnologia: Cenário Atual, Inovação e Marco Regulatório <strong>— </strong>Evento da série Strategic Workshops</strong><strong><br />— 12 de maio de 2016</strong></p>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/nanotecnologia-cenario-atual-inovacao-e-marco-regulatorio-parte-i" class="external-link">Vídeo 1</a> - <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2016/nanotecnologia-cenario-atual-inovacao-e-marco-regulatorio-parte-ii" class="external-link">Vídeo 2</a> </li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/2016/nanotecnologia-cenario-atual-inovacao-e-marco-regulatorio-12-de-maio-de-2016" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p> </p>
<p><i> </i></p>
<hr />
<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-recursos-naturais" class="external-link">Leia mais notícias sobre a recursos naturais</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<p>O workshop é organizado por <span>Rogéria Rocha Gonçalves, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP; Sidney José Lima Ribeiro, do Instituto de Química da Unesp; e Hamilton Varela, da PRP-USP. Rogéria e Ribeiro também são os coordenadores do evento.</span></p>
</div>
<div>
<h3><span>Programação</span></h3>
</div>
<div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-apoio-ad3fede5706440619178baa35ca8155c kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-apoio " id="parent-fieldname-apoio-ad3fede5706440619178baa35ca8155c">
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>9h30</strong></td>
<td>
<p><strong>Abertura</strong></p>
<p>José Eduardo Krieger (pró-reitor de Pesquisa da USP), Paulo Saldiva (diretor do IEA) e Marcos Buckeridge (presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h</strong></td>
<td>
<p><strong>Bloco 1<strong>–</strong> Cenário Brasileiro: Da Extração à Pesquisa Básica e Inovação de Compostos de Terras-Raras</strong></p>
<p><i>Expositores:</i> Osvaldo Antonio Serra, Marisa Nascimento, Sidney José Lima Ribeiro, João Batista Ferreira Neto<br /><i>Mediador:</i> Rogério Rocha Gonçalves</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td>
<p><strong>Bloco 2</strong> <strong>– Ciência Básica: Síntese e Propriedades</strong></p>
<p><i>Expositores:</i> Lucas Carvalho Veloso Rodrigues, José Mauricio Almeida Caiut, Maria Claudia França da Cunha Felinto e Tomaz Catunda<br /><i>Mediador:</i> Sidney José  Lima Ribeiro</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>15h50</strong></td>
<td>
<p><strong>Bloco 3 – Ciência Aplicada</strong></p>
<p>Expositores: Hermi Felinto de Brito, Sonia Licia Baldochi, Marcelo Geraldo Destro, Hidetoshi Takiishi e Hugo Ricardo Zshommler Sandim<br />M<i>ediador: </i>Osvaldo Antonio Serra</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</div>
</div>
<div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-programacao-ad3fede5706440619178baa35ca8155c kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-programacao "></div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-programacao-ad3fede5706440619178baa35ca8155c kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-programacao ">
<div class="kssattr-atfieldname-programacao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-programacao-dcc5a0900b224cb2b64a35726b16445c"><strong><i> 
<hr />
Terras-Raras: Cenário Brasileiro, Pesquisa Básica e Oportunidades</i><br />Evento da série Strategic Workshops da USP</strong></div>
<div class="kssattr-atfieldname-programacao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-programacao-dcc5a0900b224cb2b64a35726b16445c"><i>29 de junho, das 9 às 18h</i></div>
<div class="kssattr-atfieldname-programacao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-programacao-dcc5a0900b224cb2b64a35726b16445c"><i>Agência USP de Inovação, avenida Torres de Oliveira, 76, Jaguaré, São Paulo</i></div>
<div class="kssattr-atfieldname-programacao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-programacao-dcc5a0900b224cb2b64a35726b16445c"><i>Evento público, gratuito e com <a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br" target="_blank">inscrição prévia</a></i></div>
<div class="kssattr-atfieldname-programacao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-programacao-dcc5a0900b224cb2b64a35726b16445c"><i>Informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br</a>), telefone (11) 3818-4011, ramal 4242</i></div>
<div class="kssattr-atfieldname-programacao kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-macro-rich-field-view kssattr-target-parent-fieldname-programacao-dcc5a0900b224cb2b64a35726b16445c" style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Peggy Greb/USDA</span></div>
</div>
<div class="kssattr-target-parent-fieldname-programacao-ad3fede5706440619178baa35ca8155c kssattr-macro-rich-field-view kssattr-templateId-widgets/rich kssattr-atfieldname-programacao "></div>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Recursos Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>ACIESP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pró-Reitoria de Pequisa da Universidade de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-06-22T17:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sistema-terra">
    <title>Sistema Terra: uma forma integrada de estudar as mudanças ambientais e suas consequências</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sistema-terra</link>
    <description>No evento "Conversa sobe o Sistema Terra", no dia 10 de abril, Carlos Nobre, do Inpe, respondeu a questões que lhe foram apresentadas por José Eli da Veiga, do IEE-USP, e pelo público (presente e online).</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-nobre-e-jose-eli-de-veiga-10-4-2018" alt="Carlos Nobre e José Eli de Veiga - 10/4/2018" class="image-inline" title="Carlos Nobre e José Eli de Veiga - 10/4/2018" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Carlos Nobre (<i>à esq.</i>) respondeu a perguntas de José Eli da Veiga e do público</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>"Os diagnósticos estão feitos. É nos prognósticos que podemos avançar, sobretudo em relação aos grandes riscos". A afirmação taxativa é do cientista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-afonso-nobre" class="external-link">Carlos Nobre</a>, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao falar sobre a prioridade a ser dada nos estudos a respeito das transformações ambientais globais. Ele foi o expositor/entrevistado no evento <i>Conversa sobre o Sistema Terra</i>, realizado no IEA no dia 10 de abril.</p>
<p>Nobre disse que uma das áreas de pesquisa mais importantes atualmente é a da previsão de possíveis pontos de ruptura, a partir dos quais não haveria mais volta. Entre eles, mencionou o aquecimento das águas do Oceano Ártico a um nível que liberaria a imensa quantidade de metano preso no seu fundo, o derretimento completo da geleira da Groenlândia ou ainda, do ponto de vista social, uma migração incontrolável de centenas de milhões de pessoas em função de uma aguda crise ambiental.</p>
<p>Todavia, de acordo com especialistas como Nobre, já não é concebível que os estudos se deem de forma isolada, considerando separadamente aspectos climáticos, biodiversidade e impactos sociais. Por isso a abordagem atual vez todos esses fatores inter-relacionados no que que os pesquisadores chama de Sistema Terra.</p>
<p>O organizador do encontro, o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a>, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, destacou que Nobre é um dos principais especialistas mundiais em transformações ambientais globais, ex-diretor do IGBP (Programa Internacional Geosfera-Biosfera) e pesquisador empenhado nessa concepção integradora, tendo criado no Inpe um curso de pós-gradução em ciências do Sistema Terrestre.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Conversa sobre<br />o Sistema Terra</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/carlos-nobre-tratara-dos-avancos-na-pesquisa-sobre-o-sistema-terra" class="external-link">Carlos Nobre trata dos avanços na pesquisa sobre o Sistema Terra</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/conversa-sobre-o-sistema-terra" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/conversa-sobre-o-sistema-terra-10-de-abril-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<i>Leia mais notícias sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-recursos-naturais" class="external-link">recursos naturais</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-biodiversidade" class="external-link">biodiversidade</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-clima" class="external-link">clima</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-meio-ambiente" class="external-link">meio ambiente</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Na época em que ele estava terminando o doutorado no MIT [Massachusetts Institute of Tecnology, EUA], no início dos anos 80, as esferas geológica e biológica ainda eram tratadas separadamente no IGBP, mas a ideia de Sistema Terra já germinava no programa.” Quando Nobre dirigiu o o Comitê Científico do programa, de 2005 a 2011, a questão adquiriu mais força, afirmou Veiga.</p>
<p>Atualmente, o conceito de Sistema Terra é muito familiar entre pesquisadores de geociências e astronomia, “mas nas áreas de biologia e humanidades ninguém sabe o que é”, disse Veiga. Por isso o evento foi organizado, para colaborar com a aproximação de outras áreas à temática. “É um imenso desafio incluir a 'humanosfera' no sistema.”</p>
<p>Segundo Nobre, um dos resultados diretos da nova abordagem foi o estabelecimento dos <a class="external-link" href="http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/politica-externa/desenvolvimento-sustentavel-e-meio-ambiente/134-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-ods">17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</a> pela ONU em setembro de 2015. “Muito do direcionamento para aonde tudo caminha tem a ver com as respostas que daremos às questões do desenvolvimento sustentável", disse o pesquisador. Para ele as palavras "sustentável" e "felicidade" passarão a ser indissociáveis nas próximas décadas.</p>
<p><strong>O alerta do El Niño</strong></p>
<p>Historiando o processo que levou à concepção do Sistema Terra, ele disse que um primeiro aspecto de alerta importante foi quando os cientistas começaram a compreender o El Niño, “primeiro fenômeno de escala planetária”, no final dos anos 70. "O El Niño de 82/83 determinou o grande interesse mundial surgido na época sobre como os oceanos e a atmosfera estão intimamente acoplados."</p>
<p>Em 85, surgiu um programa mundial de pesquisa climática a partir das preocupações da Organização Meteorológica (OMM), da Unesco (no que se refere à hidrologia) e do Conselho Internacional para a Ciência (Icsu, na sigla em inglês), comentou Nobre. “A preocupação nos anos 80 era com a modificação da composição da atmosfera.” Em 1987 acontecerem mais duas coisas importantes: o relatório "Nosso Futuro Comum, elaborado pela Comissão Brundtland, da ONU, “talvez o documento mais importante do final do século 20, e que deu origem a todos os movimentos por sustentabilidade posteriores"; e a criação do IGBP ("como não havia nele a dimensão da biodiversidade, foi criado o Programa Diversitas em 1991").</p>
<p>O IBGP e o Diversitas, mais o WCRP (Programa Mundial para a Pesquisa sobre o Clima) e o IHDP (International Human Dimensions Program) funcionaram isoladamente até o início dos anos 2000, "quando se percebeu que não falavam de coisas diferentes e não fazia muito sentido mantê-las independentes; foi assim que surgiu em 2009 a ideia de criar um programa integrativo: o <a class="external-link" href="http://www.futureearth.org/">Future Earth</a> [Futuro da Terra], que englobou o IGBP, o Diversitas e o IHDP".</p>
<p>De acordo com Nobre, o Futuro da Terra não incluiu o WCRP, pois a Assembleia Geral da ONU não aprovou sua extinção, dados os impactos das mudanças climáticas em diversos aspectos da vida dos países mais afetados. “É uma pena, era melhor que tivesse surgido um grande programa integrativo de todas as áreas. Mas estamos esperançosos que isso seja atingido a partir da posse, em setembro, do novo cientista-chefe da Organização Meteorológica Mundial, o professor Pavel Kabat, um grande amigo do Brasil.”</p>
<p><strong>Antropoceno</strong></p>
<p>Nobre também comentou a definição da atualidade como um novo período geológico, o Antropoceno. Em sua opinião, não há a menor dúvida de que a ação humana se tornou uma força com magnitude igual à das forças telúricas, geradoras de mudanças fundamentais no planeta, as quais delimitam os períodos geológicos.</p>
<p>Afirmou que não é a primeira vez que a ação de uma espécie define um novo quadro planetário: "Isso aconteceu na época em que a vida se concentrava nas cianobactérias, surgidas há 3,6 bilhões de anos. Com capacidade de realizar fotossíntese, elas retiraram gás carbônico da atmosfera e o transferiram para o oceano.  “Isso foi fundamental para que houvesse mais oxigênio disponível - uma vez que o gás carbônico respondia por 80% da atmosfera até então -, surgisse um clima mais propenso à vida, com temperatura mais baixa, água líquida e atmosfera propícia.”</p>
<p>Mas não é apenas a ação de uma espécie que caracteriza o Antropoceno, segundo ele. "A velocidade do processo é um elemento novo. Enquanto as cianobactérias levaram 1,6 bilhão de anos para promover as mudanças, as ações humanas em alguns séculos transformaram o clima de forma radical. Não há exemplos recentes de uma transformação tão rápida. Houve transformações localizadas rápidas, mas nada parecido ao que está acontecendo em escala mundial."</p>
<p>Sobre a criação do Futuro da Terra, ele disse que a motivação foi relativamente "mundana, pequena". Os quatro programas continuavam a existir e buscavam recursos nas mesmas fontes. "As agências de financiamento dos Estados Unidos, Reino Unido e alguns outros países resolveram que não financiariam quatro programas diferentes fazendo a mesma coisa."</p>
<p>Ele respondeu a pergunta de Veiga sobre por que o Sistema Terra não foi incluído no Futuro da Terra. Disse que os envolvidos na formulação do novo programa consideraram ser difícil transmitir para a sociedade que o sistema não era voltado especificamente às geociências. “Quando se fala de Sistema Terra, as pessoas remetem diretamente às geociências, inclusive por que o nome delas em inglês é earth sciences.”</p>
<p>"Quando falamos de Sistema Terra, dizemos que é um sistema complexo no qual inserimos o ser humano como mais uma das espécies interagindo. Essa ideia ficou um pouco confusa para ser transmitida a todos e a discussão não avançou muito."</p>
<p>Um exemplo disso deu-se quando da criação do curso de pós-graduação em ciência do Sistema Terrestre: "Os alunos chegavam confusos, não entendiam claramente, pois pensavam em ciências ambientais, biogeofísica e biogeoquímica. Internamente, no Inpe, foi difícil criar um curso interdisciplinar assim. Pela primeira vez foram contratados um sociólogo e dois antropólogos".</p>
<p>Quanto à validade atual das <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/eventos-procedimentos-e-normas/materiais-de-referencia/global-change-newsletter-no-50-de-junho-de-2002-p-9-box-1" class="external-link">questões</a> elaboradas em 2002 pelo <a class="external-link" href="http://gaim.unh.edu/">Gaim</a> (Análise, Integração e Modelagem Globais), um grupo de trabalho do IGDPS, motivo de pergunta de Veiga, Nobre disse que algumas questões já não se colocam mais da maneira que foram colocadas na época, "mas o espírito delas permanece". Outras questões são "mais normativas e filosóficas e continuam válidas".</p>
<p>Nobre fazia parte do Gaim na época da formulação das questões. Afirmou que a ideia era criar diversos programas de pesquisa com raízes muito fortes na biogeofísica e na biogeoquímica. "Havia gente de várias disciplinas, mas pouca gente de ciências sociais."</p>
<p><strong>Pontos de ruptura</strong></p>
<p>“O Gaim foi o primeiro grupo a dizer que podem ocorrer pontos de ruptura irreversíveis do Sistema Terra", segundo ele. Se o estado crítico da interação entre atmosfera e oceano se romper, não haverá volta, afirmou.  disse. “A Terra só passa por períodos glaciais por que existe o congelamento do Oceano Ártico. Se isso acabar, não haverá mais glaciação"</p>
<p>Ainda em relação ao Oceano Ártico, disse que se houver um aquecimento que libere todo o metano presente no seu fundo, isso ocorrerá em poucas décadas, com o efeito de duplicar ou quadruplicar o efeito estufa. No entanto, ninguém é capaz de dizer quando haverá esse risco, explicou. “Sabe-se que um aquecimento de 2º fará a geleira da Groenlândia derreter, mas ninguém sabe se em alguns séculos ou em mais de mil anos."</p>
<p>Pedro Leite Dias, diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, manifestou a preocupação sobre o processo de tomada de decisões com impacto na evolução do planeta, principalmente quando a percepção do clima não corresponde ao que se sabe que vai acontecer no futuro.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua" class="external-link">Luiz Bevilacqua</a>, professor visitante do IEA, também quis saber a opinião de Nobre sobre a dificuldade de convencer os tomadores de decisão sobre a urgência na adoção das medidas necessárias. “A velocidade dos fenômenos está acelerando e vão acabar gerando uma onda de choque. No entanto, quando percebemos que que estamos no limite de algo, ele já é iminente.”</p>
<p>Para Nobre, a percepção de risco não tem uma definição científica, “é um valor que atribuímos a alguma coisa que não queremos perder”. Ele fez um paralelo entre a percepção de risco em relação à saúde e a mudanças climáticas. “Quando há risco para a saúde humana, a percepção de risco é alta, com prevalência do princípio de precaução. No caso do clima, a sociedade não consegue enxergar os riscos da mesma forma.”</p>
<p>No entanto, Nobre considera que de 2007 para cá, a percepção de riscos em função das mudanças climáticas aumentou. Uma explicação para isso, "talvez simplista", é o aumento do número de eventos naturais extremos, como os quatro furacões de categorias 4 e 5 na última temporada no Caribe, devido ao aumento da temperatura do oceano.</p>
<p>Ele ponderou que os pesquisadores não previram que o gelo do Ártico passasse a derreter de forma tão rápida, nem o aumento no número de furacões. “Pensávamos que essas coisas aconteceriam bem mais para a frente.”</p>
<p>Em relação à tomada de decisão, Nobre destacou o ocorrido na Cúpula de Paris em 2015. Para ele, foi algo histórico, pois não havia a expectativa de que o limite de aumento de temperatura fosse estabelecido em 1,5º C. "Houve pressão diplomática, pois com 2º C de aumento, muitos países-ilhas desapareceriam e, além disso, com 1,5º C, a geleira da Groenlândia seria mantida.  O que se passou foi que houve uma jogada inteligente da diplomacia francesa, com os presidentes, primeiros-ministros e reis chegando para o encontro no primeiro dia e já definindo o que seria adotado."</p>
<p><strong>Riscos sociais</strong></p>
<p>Solicitado por um pesquisador que assistia o evento pela internet a dar um exemplo de ponto de ruptura na área social, Nobre comentou que isso poderia acontecer em relação a refugiados ambientais. "Uma crise ambiental poderia levar centenas de milhões de pessoas a querem migrar para outra região, o que só poderia ser barrado por um genocídio. É um assunto muito sério e há muita gente estudando essa possibilidade.”</p>
<p>Ele comentou que a interação com as ciências humanas aumentou muito, mas vê dificuldades para a geração de representações sobre alguns elementos dos sistemas sociais, como a democracia e a religião: "São elementos centrais muito importantes e cujas interações são difíceis de entender.  Temos dificuldades em compreender fatores como o sistema de decisão numa sociedade e a influência de líderes religiosos sobre elas, por exemplo."</p>
<p>Em complemento às observações de Nobre e finalizando o encontro, Veiga disse que é um grande desafio relacionar quatro processos muito diversos: a vida, analisada a partir da teoria darwiniana; a parte não orgânica do planeta; a natureza humana; e o processo civilizatório. "Ainda estamos longe da transdisciplinaridade necessária para dar conta disso."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-04-13T16:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/antropoceno">
    <title> Seminário discute as características do Antropoceno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/antropoceno</link>
    <description>"Conversa sobre o Antropoceno" é o tema do seminário que acontece no dia 24 de abril,às 14h, na Sala Alfredo Bosi do IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/chamine" alt="Chaminé" class="image-inline" title="Chaminé" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Impacto das ações humanas no ambiente determina uma nova época geológica: o Antropoceno</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A geoquímica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sonia-maria-barros-de-oliveira">Sonia Maria Barros de Oliveira</a>, professora do Instituto de Geociências (IGc) da USP, e o jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/reinaldo-jose-lopes">Reinaldo José Lopes</a>, editor de Ciência do jornal "Folha de S.Paulo", serão os expositores no seminário <i>Conversa sobre o Antropoceno</i>, no <strong>dia 24 de abril, às 14h</strong>, na Sala Alfredo Bosi do IEA. O evento será aberto ao público, gratuito, sem inscrição e com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p>O coordenador do seminário, o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga">José Eli da Veiga</a>, professor sênior do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, destaca que o termo Antropoceno para designar a época atual passou a ser de uso corrente a partir da virada do século graças ao cientista holandês Paul J. Crutzen, prêmio Nobel de química em 1995 por descobertas atmosféricas.</p>
<p>O objetivo de Crutzen foi diferenciar a nova fase do planeta daquela do Holoceno, iniciada há mais de 11 mil anos, quando do começo do processo civilizatório. A nova época tem como marca distintiva a forte participação humana como força ambiental, capaz de produzir profundas alterações climáticas no planeta.</p>
<p>"Em 2000, num importante encontro científico em Cuernavaca, no México, depois de ouvir repetidas menções de paleontólogos ao Holoceno, Crutzen balbuciou o termo Antropoceno em irritado repente. O rótulo já tinha sido usado informalmente 20 anos antes pelo biólogo americano Eugene F. Stoermer a partir da compreensão possibilitada por vários precursores, entre os quais o geoquímico russo Vladimir I. Vernadsky, que no início do século 20 renovara a visão da biosfera."</p>
<p>No Holoceno, surgiram práticas agropecuárias que aos poucos viabilizaram a minimização de sistemas extrativistas, dependentes de coleta, caça e pesca. "Esse longo processo agora entre em etapa das mais enigmáticas, principalmente por causa da inteligência artificial, chamada por alguns de 'inteligência cognitiva'", explica Veiga.</p>
<p>A passagem do Holoceno ao Antropoceno ainda foi oficializada pela comunidade científica. É possível que isso ocorra no próximo congresso mundial de geologia, em 2020. "O argumento dos que se opõem à denominação parece bem fraco, pois apenas alegam que os registros estratigráficos disponíveis ainda não se tornaram suficientemente robustos."</p>
<p>Veiga ressalta, no entanto, que os argumentos favoráveis à proposta de Crutzen são suficientemente heterogêneos para que mereçam um exame mais atento dos pesquisadores, "particularmente daqueles que também estudam a já trintenária utopia do 'desenvolvimento sustentável' e/ou seu resultante novo valor, a 'sustentabilidade'".</p>
<hr />
<p><i><strong>Conversa sobre o Antropoceno<br /></strong>24 de abril, às 15h<br />Sala Alfredo Bosi, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e sem necessidade de inscrição - Transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet<br />Mais informações: Sandra Sedini (<a class="mail-link" href="mailto:http://www.iea.usp.br/eventos/antropoceno">sedini@usp.br</a>), telefone: 3091-1678<br /></i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/antropoceno" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: <a class="external-link" href="https://www.pexels.com/">Pexels</a></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-08T16:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/geoeconomia">
    <title>Os desafios do Brasil no contexto da geoeconomia</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/geoeconomia</link>
    <description>O seminário “O Brasil na Nova Era da Geoeconomia: Como se Situar, como Responder?” ocorreu no dia 7 de agosto, numa iniciativa do Grupo de Pesquisa Economia Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/participantes-do-seminario-o-brasil-na-nova-era-da-geoeconomia/image" alt="Participantes do seminário &quot;O Brasil na Nova Era da Geoeconomia&quot;" title="Participantes do seminário &quot;O Brasil na Nova Era da Geoeconomia&quot;" height="384" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">Os temas discutidos pelos expositores incluíram fragilidade das instituições internacionais, mudança do eixo econômico para a Ásia, transição demográfica, emergência climática, minerais estratégicos e impactos da inteligência artificial</dd>
</dl></p>
<p>Para os expositores do seminário “O Brasil na Nova Era da Geoeconomia: Como se Situar, como Responder?”, realizado no dia 7 de agosto, a situação do país é delicada quanto à sua inserção no sistema internacional. Entre os motivos apontados estão a falta de projeto sobre qual papel o Brasil quer ter no mundo e as carências em termos de políticas e organismos que promovam setores estratégicos, como o mineral.</p>
<p>Organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/economia-politica-internacional-variedades-de-democracia-e-descarbonizacao">Grupo de Pesquisa Economia<i> </i>Política Internacional, Variedades de Democracia e Descarbonização</a>, o encontro teve como expositores o economista <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-roberto-mendonca-de-barros" target="_blank">José Roberto Mendonça de Barros</a>, a cientista política <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lourdes-sola" target="_blank">Lourdes Sola</a>, o ex-ministro <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/raul-jungmann" target="_blank">Raul Jungmann</a> e o diplomata <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-barbosa" target="_blank">Rubens Barbosa</a>. O moderador foi o cientista político <a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-viola" target="_blank">Eduardo Viola</a>.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><strong>Participantes</strong></h3>
<ul>
<li><strong>José Roberto Mendonça de Barros</strong> - economista, ex-professor da USP e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda; integrou conselhos de diversas empresas e instituições (atualmente participa do Conselho de Administração da Scicrop e do Conselho Consultivo do Scotiabank);</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Lourdes Sola</strong> - livre-docente em ciência política, ex-professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, professora sênior do IEA e coordenadora do grupo de pesquisa organizador do seminário;</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Raul Jungmann</strong> - conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), ex-ministro de quatro pastas (Política Fundiária, Desenvolvimento Agrário, Defesa e Segurança Pública) e ex-presidente do Ibama;</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Rubens Barbosa</strong> - diplomata, ex-embaixador do Brasil nos EUA e no Reino Unidos, integrante do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional (Gacint) da Instituto de Relações Internacionais da USP e presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice).</li>
<li><strong>Eduardo Viola (moderador) -</strong> cientista político, professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, pesquisador colaborador do IEA, professor titular aposentado da UnB e vice-coordenador do grupo de pesquisa organizador do seminário.</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-esquerda-borda-cinza">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center; "><a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=mTcDYckooLo&amp;t=6496s"><i>Assista ao vídeo<br /> do seminário</i></a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Diversos economistas, cientistas políticos e especialistas em relações internacionais afirmam que o mundo está vivendo a era da geoeconomia, caracterizada pela intersecção entre a lógica do conflito e os métodos do comércio, de acordo com definição do estrategista militar e historiador estadunidense Edward Luttwak, que propôs o termo em artigo de 1990.</p>
<p>Os impactos são globais, mas há desafios de governança democrática específicos ao Brasil e à América Latina, segundo os organizadores do seminário. O objetivo do encontro foi justamente analisar esses desafios e as estratégias possíveis para a inserção do país no cenário internacional.</p>
<p><strong>Panorama</strong></p>
<p>José Roberto Mendonça de Barros apontou cinco processos indutores de grandes transformações no panorama global e a interação entre eles. O primeiro deles é a mudança do papel da China na economia mundial ao longo das últimas décadas, passando de país que copiava produtos ocidentais para a posição de manufatura do mundo, sede do sistema industrial mais eficiente e competidor direto com os EUA.</p>
<p>No plano multilateral, indicou o envelhecimento e enrijecimento das instituições de governança global, como o Conselho de Segurança da ONU, o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Banco Mundial. “O espantoso desenvolvimento do mercado de capitais, que se tornou um mar de fluxo monetário, ocupou o espaço do FMI e do Banco Mundial.”</p>
<p>A economia e a geopolítica mundiais também já começam a sofrer o impacto de uma forte aceleração da transição demográfica, de acordo com o economista. “Entre os países com redução absoluta da população, a China toma a frente, com a perspectiva de redução dos 1,422 bilhão de habitantes que tinha em 2023 para 1,260 em 2025. O Japão deve perder 15% população, passando de 124 para 105 milhões. A população russa deve diminuir de 146 para 136 milhões. O oposto deve ocorrer nos EUA devido à imigração, passando de 343 para 380 milhões em 2050. A população brasileira já está crescendo de forma bastante modesta e estamos entrando no período mais avançado da transição.“</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-roberto-mendonca-de-barros/image" alt="José Roberto Mendonça de Barros - 7/8/25" title="José Roberto Mendonça de Barros - 7/8/25" height="500" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">José Roberto Mendonça de Barros</dd>
</dl></p>
<p>Uma das consequências desse quadro é o aumento considerável de países que podem ficar velhos antes de ficarem ricos, afirmou. E aí surge o problema da migração para os países mais ricos, que querem evitá-la, como os EUA e o Japão, disse.</p>
<p>Os outros dois aspectos citados por ele são a aceleração das mudanças climáticas e as mudanças tecnológicas lastreadas na inteligência artificial. No caso do clima, a prioridade é a transição energética, “mas ela está colocando seus próprios problemas, mostrando-se mais complicada do que se imaginava. A Europa, que mais avançou, está fragilizada pelos problemas econômicos”.</p>
<p>Ele disse que a China definiu em 2015 uma estratégia para reduzir duas de suas maiores dependências: alimentos e energia limpa. No caso dos alimentos, houve a migração para o fornecimento brasileiro. E o avanço consistente na transição energética concretizou-se na construção de 22 mil km de linhas de trens de alta velocidade e a disseminação dos carros elétricos, além do crescimento sem precedentes nas energias solar e eólica, apontou.</p>
<p>O atraso no mercado global de carbono também é um complicador para a transição demográfica, disse. No caso do Brasil, afirmou que o país aproveita pouco suas potencialidades para a transição energética.</p>
<p>Mendonça de Barros disse que há uma grande discussão se a IEA será tão transformadora quando seus entusiastas acreditam. “O volume de investimentos é fenomenal, mas ela ainda não desenvolveu ferramentas e modelos que transformem a produtividade. Vai acontecer, mas vai levar algum tempo.”</p>
<p>Aswath Damodaran, da Universidade de Nova York, um dos maiores especialistas em avaliação de empresas, teme que a IA tenha um desempenho similar ao que aconteceu com a internet em seu início, seja algo sem o qual não se consegue viver, mas que num primeiro momento não propiciou o salto de produtividade imaginado, porque não conseguiu se transformar em ferramentas úteis, afirmou o economista. Para Damodaran, se isso demorar a se dar com a IA, pode acontecer na bolsa americana a maior crise desde 2008, pois o valor das empresas da área representa 30% de todos os ganhos da bolsa nos últimos anos, medidos em trilhões de dólares, disse.</p>
<p><strong>Crise financeira</strong></p>
<p>No entanto, ele ressalva que os efeitos da evolução das cinco tendências globais que mencionou dependerão do futuro da economia americana sob o governo Trump. A tarifa média de importação dos EUA era de 2,5 a 3% e agora está próxima de 20%. Isso vai dar inflação, segundo 90% dos economistas, afirmou.  “Os indicadores são de que a inflação americana caminha para 4%. Se isso acontecer, teremos de conviver no ano que vem com taxa de juro maior, não menor. Em paralelo a isso, a atividade está caindo, sendo o mais provável, portanto, o fenômeno da estagflação. Se isso for verdade, o dólar tende a se desvalorizar num primeiro momento, caindo aqui para R$ 5,00, mas não passar disso.”</p>
<p>Com a probabilidade desse cenário, há o risco de uma crise financeira nos EUA parecida com a de 2008 nos próximos dois anos, disse. Contribui para isso o fato de o valor dos ativos na bolsa estar muito inflado, completou. “As criptomoedas jogarão um papel similar ao que os derivativos habitacionais desempenharam em 2008. O estoque delas já é de US$ 2 trilhões.”</p>
<p>Para Mendonça de Barros, só resta ao Brasil “reforçar as coisas em que somos bons, nossos fundamentos, pois somos pequenos nesse jogo”. É preciso “aumentar a resiliência da economia brasileira, porque ela vai balançar”.</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rubem-barbosa/image" alt="Rubem Barbosa - 7/8/25" title="Rubem Barbosa - 7/8/25" height="500" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Rubens Barbosa</dd>
</dl></p>
<p>Além de pelo comportamento da economia, o papel do Brasil no mundo será definido por três outras questões, segundo Rubens Barbosa: a percepção externa sobre o país, implementação de objetivos a serem definidos e uma política externa acima de partidos e ideologia.</p>
<p>Barbosa indicou vários pontos a serem elevados em conta quando se pensa na inserção externa brasileira. Um deles é o quadro da economia global, que “deixou de ser uma economia liberal em função do enfraquecimento das instituições e passou a ser protecionista, sem regras, uma lei da selva”.</p>
<p>Outro é a mudança na ordem internacional, com novos polos de poder, mas sem uma organização geral: “Isso é muito delicado quando se pensa na inserção externa do país. O Brasil é uma potência média regional. O mundo mudou e o país está sem uma perspectiva de futuro, sem estratégia, sem excedente de poder para querer interferir em áreas fora do nosso alcance, como Ucrânia, Gaza e Irã”.</p>
<p>No campo econômico, a perda de espaço do Brasil no cenário internacional se deve à situação da economia, perda na participação das manufaturas nas exportações e atraso na inovação tecnológica. No caso do desgaste em termos de percepção externa, apontou a maneira como a pandemia foi conduzida, a política ambiental em relação à Amazônia, a insegurança jurídica, corrupção sistêmica e aumento da violência. Quanto à política externa, Barbosa disse que não temos uma definição clara dos interesses em relação aos principais parceiros, o que torna difícil a ação diplomática. “Desde o segundo mandato do presidente Lula há uma atuação ideológica nos organismos internacionais que compromete a ação diplomática em quase todas as áreas.”</p>
<p><strong>Riscos</strong></p>
<p>Ele relacionou os riscos a que o país está sujeito. Às elevadas tarifas de importação estabelecidas por Trump e à provável elevação da taxa de juro dos EUA, itens mencionados por Mendoça de Barros, acrescentou o menor crescimento da China e a concentração das exportações em poucos produtos para poucos mercados. Também citou os impactos diretos e indiretos das guerras, as ameaças de ataques cibernéticos e questões de natureza ambiental, como desastres e crimes ambientais na Amazônia, que levam a restrições a produtos não sustentáveis.</p>
<p>Para ele, o Brasil pode ter voz no mundo em áreas como segurança alimentar e transição energética, mas não está aproveitando as oportunidades. Quantos aos minérios estratégicos, disse faltar uma política específica para isso.</p>
<p>Uma inserção internacional adequada do país depende da superação de várias vulnerabilidades, disse. Algumas são estruturais, como educação, saúde e atraso tecnológico. Entre as conjunturais que afetam o setor produtivo relacionou baixa competitividade, custo brasil, ineficiência do governo, interferência estatal e baixa produtividade das empresas.</p>
<p>Barbosa criticou a dependência brasileira da Ásia: “50% das exportações vão para lá, dos quais, 70% vão para a China. Se sair um acordo comercial e a China concordar em aumentar a importação de produtos americanos para reduzir o superávit que possui, isso afetará o agronegócio brasileiro”.</p>
<p>Outra dificuldade brasileira apontada por ele é a não participação do país em cadeias produtivas, com exceção da Embraer e outras três ou quatro empresas. “Ninguém está pensando na criação de cadeias produtivas na América Latina.” Ele também disse que o Brasil não dá nenhuma prioridade para o setor de defesa.</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/raul-jungmann-1/image" alt="Raul Jungmann - 7/8/25" title="Raul Jungmann - 7/8/25" height="500" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Raul Jungmann</dd>
</dl>Raul Jungman indicou três aspectos relacionados com o panorama geopolítico. O primeiro, em consonância com as opiniões de Mendonça de Barros e Barbosa, é a desordem progressiva na governança global. “A construção dessa governança foi liderada pelos EUA nos últimos 80 anos e eles mesmo estão liderando sua destruição, sem que nada seja colocado no lugar.”</p>
<p>O segundo é o atual processo de rearmamento, inclusive da Alemanha e do Japão, e com a Otan estabelecendo um acordo que prevê um crescimento de 5% no orçamento militar nos próximos dez anos, disse. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, 2024 foi o ano com mais conflitos nos últimos 70 anos, com 33 nações envolvidas em 61 conflitos, afirmou.</p>
<p>O terceiro fato é a emergência econômicas da Ásia a partir dos anos 90. “Atualmente, de 120 a 150 países tem a China como principal parceiro comercial.”</p>
<p>Para ele, o Brasil permanece na ordem ocidental, mas tem um pé muito firme nos Brics e em especial na China. “O Brics não questiona a ordem ocidental, procura se estruturar de forma paralela. Aí surge o conceito de Sul Global, com o qual tenho dificuldade em lidar, pois são países diferentes em termos culturais, linguísticos e geográficos. Me parece muito mais uma comunidade de propósito. O Brics tem futuro, mas ainda não tem robustez para se contrapor à governança ocidental, aos EUA”</p>
<p>Para Jungman, as atuais transformações geopolíticas surgiram a partir da pandemia de Covid-19, quando se percebeu a dependência de cadeias produtivas atreladas à Ásia. A necessidade de máscaras e respiradores foi um exemplo. O resultado foi a concepção de que certas cadeias de valor são estratégicas e precisam ser nacionalizadas, ou pelo menos é preciso ter o controle dos suprimentos que as abastecem, afirmou.</p>
<p><strong>Minerais</strong></p>
<p>É exatamente isso que a acontece com os minerais críticos e estratégicos, segundo ele. Alguns estão diretamente ligados à segurança alimentar, como o potássio e o fosfato, fundamentais para a produção de fertilizantes. “O Brasil é um gigante agrícola com pés de barro, pois importa 90% do potássio e 78% do fosfato”, afirmou.</p>
<p>Quanto às terras raras, explicou que não são terras, são rochas, e não são raras, sendo encontráveis em todo o planeta, com maior concentração na China. Seu processo de refino é muito difícil. São utilizadas em telefones celulares, televisores de tela plana, lâmpadas fluorescentes, turbinas eólicas, carros elétricos, lentes de alta refração, fios de fibra óptica, baterias de íon-lítio, ímãs permanentes e catalisadores para veículos. Também são essenciais e tecnologias de defesa, como mísseis teleguiados e sistemas de radar.</p>
<p>Jungman destacou que os minerais críticos e estratégicos estão na base da transição para uma economia de baixo carbono, com o seu uso em baterias, acumuladores e painéis solares, por exemplo.</p>
<p>“O Brasil tem grande potencial. Tem a maior reserva de nióbio, a segunda maior em terras raras e a terceira em grafite. Mas nos falta rumo. Não tempos uma política para esses minerais. Em mais 50 anos de existência, o Serviço Geológico do Brasil mapeou apenas 27% do território nacional. O Brasil não sabe o que tem em termos minerais, quanto mais em termos de minerais críticos e estratégicos.”</p>
<p>Outro problema do setor é a falta de financiamento, disse. “Em 2024, o setor financeiro investiu R$ 2,1 trilhões no setor privado, dos quais apenas R$ 19 bilhões foram destinados ao setor mineral. Na B3 [Bolsa de Valores de São Paulo] há quatro mineradoras, na bolsa de Toronto, Canadá, são 42.”</p>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/lourdes-sola-1/image" alt="Lourdes Sola - 7/8/25" title="Lourdes Sola - 7/8/25" height="500" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Lourdes Sola</dd>
</dl>A partir das reflexões dos expositores anteriores, Lourdes Sola retomou o ponto central do seminário sob o ponto de vista da ciência política. Disse que o interesse sobre a geoeconomia foi motivado por uma discussão de tentativas de diagnóstico, pois é preciso dar conta de contradições, como a desconstrução empreendida por Trump e o incremento do comércio no âmbito da Ásia.</p>
<p>“Estamos numa situação em que a ciência política e outras ciências estão exigindo conceitos transversais que deem conta de uma situação multifacetada e com vários tipos de crise e, portanto, vários tipos de statemanship [habilidade política] para o Estado navegar.”</p>
<p>De acordo com a cientista política, as decisões e as perspectivas dos atores-chave nas economias nacionais passam pelos cálculos dos riscos políticos envolvidos nos investimentos e nas várias decisões. Isso requer um cálculo estratégico de longo prazo, não o de curto prazo, que está dominando, disse.</p>
<p>Uma das especificidades que atingem o Brasil no momento é a forma que a política está emaranhada com a economia no caso do ultimato de Trump, que envolve uma questão complexa em política: a soberania, afirmou.</p>
<p>“A relação com Trump, exige calibragens muito delicadas por parte do Estado, porque há interseções entre economia e defesa, economia e meio ambiente, regulação e liberdade de expressão. O conceito de rally ‘round the flag [reunião entorno da bandeira] é muito bonitinho, mas ineficaz, se esgota.”</p>
<p><strong>Diagnósticos</strong></p>
<p>Sola disse que em sua busca por mapas cognitivos sobre a atualidade se interessou por dois diagnósticos. Um é do gestor de investimentos estadunidense Ray Dalio, autor do livro “How Countries Go Broke: The Big Cicle” (como os países quebram: o grande ciclo), lançado em junho. O outro é do economista Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central. “O diagnóstico deles coloca a política de uma forma muito precisa. Em ambos há um elemento de insustentabilidade: assim como está não dá.”</p>
<p>Segundo ela, Dalio argumenta que os EUA precisam cortar sua dívida de US$ 36 trilhões, diante do risco de uma outra crise financeira. Mas há um impeditivo: o populismo de direita e de esquerda. Resolver esse problema passa por uma política de coalização doméstica, defende o investidor.</p>
<p>O diagnóstico de Campos Neto mostra uma configuração de fatores similar à apresentada por Dalio, mas indica como ponto central o fato de os gastos dos países centrais terem levado a uma situação em que os países mais vulneráveis terão de instaurar disciplinas sociais muito mais específicas e prudentes e identificar que coaliza precisam adotar, afirmou a pesquisadora.</p>
<p>Aos fatores enumerados pelo economista brasileiro, Sola acrescenta o quantitative easing (flexibilização quantitativa), política monetária em que o banco central de cada país compra ativos financeiros, como títulos públicos, para injetar liquidez na economia, reduzir juros de longo prazo e estimular o crescimento econômico.</p>
<p>“Sempre que há crise desse tipo, os países centrais se ajustam e transferem os custos para nós, países importantes, mas periféricos. Se estivermos desinteressados do contexto doméstico e internacional, estamos perdidos.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geoeconomia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Relações Internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geopolítica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-08-19T13:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/conversa-sobre-o-antropoceno">
    <title>Os critérios para a definição da nova época geológica, o Antropoceno</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/conversa-sobre-o-antropoceno</link>
    <description>Sonia Maria Barros de Oliveira (IGc-USP), Reinaldo José Lopes ("Folha de S.Paulo") e José Eli da Veiga (IEE-USP) foram os debatedores do encontro "Conversa sobre o Antropoceno", realizado no dia 24 de abril.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sonia-maria-barros-de-oliveira" alt="Sonia Maria Barros de Oliveira" class="image-inline" title="Sonia Maria Barros de Oliveira" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong><span>Sonia Maria Barros de Oliveira: "Os tecnofósseis caracterizariam a passagem para a nova época"</span></strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>De acordo com a geoquímica <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sonia-maria-barros-de-oliveira">Sonia Maria Barros de Oliveira</a>, do Instituto de Geociências (IGc) da USP, já estão bem adiantados os trabalhos da <a href="http://www.stratigraphy.org/">Comissão Internacional de Estratigrafia</a>, organismo da União Internacional de Ciências Geológicas, para a definição de uma nova época da Terra, o Antropoceno, resultante do impacto das ações humanas no planeta. A decisão final será tomada em 2020, durante o <a class="external-link" href="http://www.36igc.org/">Congresso Internacional de Geologia</a> em Nova Delhi, Índia.</p>
<p>Sonia fez a exposição central do encontro <i>Conversa sobre o Antropoceno</i>, no dia 24 de abril. Debateram com ela o jornalista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/reinaldo-jose-lopes" class="external-link">Reinaldo José Lopes</a>, da "Folha de S.Paulo", e o economista <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-eli-da-veiga" class="external-link">José Eli da Veiga</a>, do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, que coordenou o evento. O encontrou tratou dos critérios para a definição da nova época geológica a partir dos pressupostos das ciências naturais, sem deixar de lado considerações vinculadas à ciências sociais.</p>
<p>Logo no inicio, Veiga alertou que não é possível discutir o Antropoceno sem levar em considerar o debate sobre o Sistema Terra [discutido por Carlos Nobre, do Inpe, em <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/conversa-sobre-o-sistema-terra" class="external-link">encontro</a> no dia 10 de abril], cuja formulação "foi bastante influenciada pela hipótese Gaia". Proposta pelo cientista britânico James Lovelock em 1979, essa hipótese considera o planeta um único organismo vivo.</p>
<p>O termo “Antropoceno” já era utilizado de forma não rigorosa há algum tempo, mas “só pegou mesmo a partir do momento que foi utilizado por Paul Crutzen", segundo Sonia. Ganhador do Prêmio Nobel de Química de 1995, Crutzen utilizou o termo em encontro do IGBP (Programa Internacional Geosfera-Biosfera) em Cuernavaca, México, em 2000.</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Conversa sobre o Antropoceno</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/antropoceno" class="external-link">Seminário discute as características do Antropoceno</a></li>
<li><a class="external-link" href="http://darwinedeus.blogfolha.uol.com.br/2018/05/01/pros-e-contras-da-definicao-do-antropoceno-a-era-do-homem/">Prós e contras da definição do Antropoceno, a Era do Homem</a><br />Post no blog "Darwin e Deus", de Reinaldo José Lopes</li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/conversa-sobre-o-antropoceno" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/conversa-sobre-o-antropoceno-24-de-abril-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><br /><strong>Conversa sobre </strong><strong>o Sistema Terra</strong></p>
<p><strong>Notícia</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/carlos-nobre-tratara-dos-avancos-na-pesquisa-sobre-o-sistema-terra" class="external-link">Carlos Nobre trata dos avanços na pesquisa sobre o Sistema Terra</a></li>
</ul>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2018/conversa-sobre-o-sistema-terra" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/conversa-sobre-o-sistema-terra-10-de-abril-de-2018" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<hr />
<i>Leia mais notícias sobre <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-recursos-naturais" class="external-link">recursos naturais</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-biodiversidade" class="external-link">biodiversidade</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-clima" class="external-link">clima</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/colecoes/noticias-sobre-meio-ambiente" class="external-link">meio ambiente</a></i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>“Em janeiro de 2002, ele publicou o artigo ‘<a href="https://www.nature.com/articles/415023a">Geology of Makind’</a> na revista 'Nature’.  Nele, Crutzen defendeu que o começo da Revolução Industrial, nas últimas décadas do século 18, seja considerado o marco do início do Antropoceno.”</p>
<p>Sonia destacou que a espécie humana interfere na natureza desde seu surgimento há cerca de 200 mil anos, mas, até o fim da última era glacial, há 12 mil anos, quando se inicia o Holoceno, a população do planeta era muito pequena e “esteve à beira da extinção muitas vezes”.</p>
<p>A população só se estabilizou com o início do Holoceno. “Começou  a sedentarização, houve a invenção da agricultura e o aumento da população. A partir desse momento a intervenção na natureza começa a se tornar mais evidente.”</p>
<p>Segundo Sonia, naquela época, a população do planeta era de um milhão de habitantes. “Em 1500, era de 450 milhões. O crescimento se expande fortemente a partir dos anos 50 e hoje somos 7,6 bilhões de habitantes.” A curva do consumo de energia doméstica cresceu em paralelo à curva do crescimento populacional, “mudando a participação dos gases de efeito estufa na atmosfera”.</p>
<p>Duas questões se colocam para definição da nova época geológica, explicou: se os depósitos geológicos mostram uma assinatura realmente distinta daquela do Holoceno; e a partir de quando esses sinais são marcantes ao ponto de se poder dizer que a Terra está em outra época de sua história. “É preciso saber se os fósseis são diferentes e se as assinaturas geoquímicas das rochas são diferentes antes e depois do limite definido.”</p>
<p>Em sua opinião, os tecnofósseis presentes nos estratos caracterizariam a passagem para a nova época: “Os três principais são o alumínio metálico – antes havia apenas o alumínio associado ao oxigênio -, plástico e concreto”. Sonia elenca também como fatores relevantes a presença de partículas carbonáceas no solo, resultantes da queima de combustíveis fósseis, e a descontinuidade na biodiversidade, com a extinção de várias espécies.</p>
<p>“A partir do século 20, a taxa de extinção tornou-se muito elevada. Na história da Terra, já houve cinco grandes extinções, que marcaram mudanças de períodos. Agora estaria acontecendo a sexta grande extinção de espécies, com grande mudança no conteúdo fossilífero”.</p>
<p>Em relação à emissão de CO<sup>2</sup> pela queima de combustíveis fósseis, Sonia afirmou que é também a partir dos anos 50 que isso cresce vertiginosamente. “Antes, a maior contribuição para as emissões de CO2 vinha das queimadas; hoje elas respondem por apenas 10% das emissões.”</p>
<p>Outra alteração nos solos é a associada à interferência humana nos ciclos do fósforo e do nitrogênio, utilizados na produção de fertilizantes. "Em paralelo ao crescimento da população aumenta, o uso de fertilizantes torna-se intensivo para a produção de comida. A partir dos anos 50, há grande produção de fósforo a partir de rochas fosfáticas.”</p>
<p>Ainda quanto à formação de rochas, outra peculiaridade a ser utilizada na definição do Antropoceno é a mudança no regime de sedimentação na foz dos rios. Essa alteração é resultado da enorme quantidade de barragens para a produção de energia e abastecimento de água, com impacto direto na composição das rochas sedimentares na foz dos rios.</p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/reinaldo-jose-lopes" alt="Reinaldo José Lopes" class="image-inline" title="Reinaldo José Lopes" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>R</strong><strong>einaldo José Lopes disse que alguns geólogos veem interferência política na ciência nas discussões sobre o Antropoceno</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Há também um marcador geoquímico nas rochas devido aos testes nucleares na atmosfera, realizadas até os anos 60, com pico de ocorrência em 1962. “Esses testes deixaram uma assinatura isotópica de carbono-14 e plutônio-238 nas rochas.”</p>
<p>Apesar de Crutzen ter proposto o início da Revolução Industrial como início do Antropoceno e haver que defendem o início do uso do fogo ou a invenção da agricultura foi inventada como pontos iniciais, a discussão hoje converge para um período bem mais próximo da atualidade, segundo Sonia.</p>
<p>“Quem decidirá é a Comissão Internacional de Estratigrafia, que vem trabalhando nisso há bastante tempo, colecionando argumentos que convergem para a datação do início do Antropoceno em meados do século 20.”</p>
<p>A proposta da comissão é que o Antropoceno seja definido como uma época do período Quaternário (iniciado a 2,6 milhões de anos) da era Cenozoica (iniciada há 65 milhões de anos milhões de anos, depois da extinção dos dinossauros).</p>
<p>Nos comentários à exposição de Sonia, Reinaldo José Lopes disse ter sentido falta de menção à produtividade primária [taxa de produção de compostos orgânicos por um ecossistema durante determinado período de tempo] como indicador da nova época geológica, pois “há humanidade está consumindo cada vez mais biomassa”.</p>
<p>Ele introduziu no debate duas questões relacionadas com aspectos políticos. A primeira é o fato de alguns geólogos consideraram haver “uma mistura de política com ciência” nas discussões sobre o Antropoceno. “Para eles, ao ser comparada com outras transições, a mudança para a nova época não seria tão clara e estariam sendo introduzidos alguns juízos de valor, com considerável impacto político.”</p>
<p>A outra questão tem a ver com "um refluxo generalizado no Ocidente" em relação às mudanças no planeta provocadas pela atividade humana. “Com Trump na presidência dos EUA e a chamada ‘direita avessa aos dados’, as preocupações ambientais são associadas à esquerda.” Ele acredita que os opositores à imputação das mudanças ao ser humano ficarão ainda mais “barulhentos” a partir do estabelecimento do Antropoceno.</p>
<p>Na fase da discussão entre os debatedores e respostas as perguntas do público (presencial e online), José Eli da Veiga afirmou que já há uma apropriação da ideia do Antropoceno por diversas áreas não relacionadas com as ciências naturais. “Há livros com títulos como ‘Aprender a Morrer no Antropoceno’ [Learning to Die in the Anthropocene, de <span>Roy Scranton]</span> e ‘O Amor no Antropoceno’ ['Love in the Anthropocene', de <span>Bonnie Nadzam e Dale Jamieson]</span>. No entanto, ao falar para públicos mais amplos, tenho a sensação de estar falando grego. A familiaridade que as pessoas têm com os tempos geológicos é muito inferior ao que se imagina.”</p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/jose-eli-da-veiga-1" alt="José Eli da Veiga" class="image-inline" title="José Eli da Veiga" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>José Eli da Veiga: "Estamos muito mais nas mãos do acaso do que gostaríamos"</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto à objeção de alguns geólogos que veem a definição do Antropoceno como uma questão influenciada por ideias políticas, conforme comentário de Lopes, Veiga disse que isso era observável no em 2016. “Alguns desses geocientistas até publicaram artigos em jornais e conseguiram que não houvesse uma decisão. Mas agora essas manifestações são bem mais reduzidas."</p>
<p>Para Sonia, “as mudanças climáticas são uma questão de fato, mas se há Antropoceno é uma questão de convenção”. Quem acha que não deve ser definida uma nova época geológica pode ter argumentos de outra natureza, diferentes dos argumentos negacionistas utilizados pelos que se opõem à ideia de a humanidade ser a causadora das mudanças climáticas, ponderou a pesquisadora.</p>
<p>A não definição da nova época em 2016 deveu-se muito mais à falta de condições técnicas do que ao conhecimento já existente, de acordo com a pesquisadora. “Para formalizar uma unidade de tempo geológico são necessárias muitas condições técnicas, a descrição de muitas seções estratigráficas e identificação de marcadores de excelência.”</p>
<p>Veiga disse que o que importa é verificar quando a intervenção humana passou a ter escala e velocidade que colocam em risco os ciclos mencionados por Sonia. “O fato de o ser humano ter interferido em um ou outro ecossistema é irrelevante.”</p>
<p>Ele ressaltou que os impactos ambientais da agricultura só foram marcantes depois da síntese da amônia, no início do século 20. “Antes a atividade agrícola era até amigável com o meio ambiente.”</p>
<p>A alteração no ciclo do nitrogênio tem também imenso impacto na esterilização de grandes áreas dos oceanos, segundo Veiga, por causa da eutrofização [concentração excessiva de matéria orgânica]. "Isso tornou a foz do rio Mississippi uma imensa zona morta.”</p>
<p>E como enfrentar o Antropoceno? Para Sonia, a humanidade está feliz no Antropoceno: “Nunca fomos tão alimentados e ricos como nessa nova época, nunca a vida foi tão próspera, apesar de 1 bilhão de pessoas ainda passar fome. A população mundial deve se estabilizar em torno de 10 bilhões de pessoas em meados do século. A questão é como administrar com mais sabedoria os recursos naturais para não construir nossa própria aniquilação".</p>
<p>Para Veiga, o principal é não dar prioridade à questão demográfica e imaginar que a solução seja encontrar algum método de controle da população. “Se acreditarmos na possibilidade de usar o progresso tecnológico para resolver os problemas, então entraremos num cenário otimista. Mas o grau de confiança nos cenários é irrisório. Estamos muito mais nas mãos do acaso do que gostaríamos.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-05-02T19:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/mudancas-climaticas-desafios-e-possibilidades">
    <title>Mudanças climáticas: desafios e possibilidades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/mudancas-climaticas-desafios-e-possibilidades</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p> </p>
<div style="text-align: justify; "><span>O palestrante será o professor do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP Paulo Artaxo, que discorrerá sobre o impacto das mudanças climáticas na vida dos seres humanos e nos ecossistemas terrestres.</span></div>
<div style="text-align: justify; "><span><br /></span></div>
<div style="text-align: justify; "><span>Artaxo analisará de que forma as alterações ocorridas no clima nos últimos 200 anos, causadas basicamente pelas atividades humanas, interferiram no equilíbrio dos ecossistemas e as consequências disso para o futuro do planeta.</span></div>
<div style="text-align: justify; "><span><br /></span></div>
<div style="text-align: justify; "><span>Será debatido também a necessidade de repensar os padrões de consumo da sociedade e a governança necessária para implementar medidas em nível mundial para estabilizar o clima global.</span></div>
<p> </p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-25T15:08:32Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/evento-discute-consequencias-das-mudancas-climaticas">
    <title>Evento discute consequências das mudanças climáticas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/evento-discute-consequencias-das-mudancas-climaticas</link>
    <description>Conferência realizada pelo IEA-RP traz docente do IF-USP Paulo Artaxo para abordar formas de estabilizar o clima global</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/CartazMudanasClimticas3.png/@@images/d6e2e840-a8cf-47ff-9e38-d7c80a44811a.png" alt="" class="image-left" title="" />As mudanças climáticas impactam a vida dos seres humanos e de diversos ecossistemas terrestres. Para discutir esse tema, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP realiza no dia 2 de outubro, a partir das 15h, no Salão de Eventos do Centro de Tecnologia da Informação de Ribeirão Preto (CeTI-RP) da USP a conferência <i>Mudanças Climáticas: desafios e possibilidades</i>.<span> </span></p>
<p>O docente do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP Paulo Artaxo vai abordar de que forma as alterações ocorridas no clima nos últimos 200 anos, causadas basicamente pela queima de combustíveis fósseis intensificada pela Revolução Industrial, interferiram no equilíbrio dos ecossistemas e as consequências disso para o futuro do planeta. Ele vai discutir também a necessidade de repensar os padrões de consumo da sociedade e a governança para implementar medidas em nível mundial para estabilizar o clima global.<span> </span></p>
<p>Paulo Artaxo é graduado em Física, mestre em física nuclear e doutor em física atmosférica, todos pela Universidade de São Paulo (USP). Realizou quatro pós-doutorados em Harvard, na NASA e nas Universidades de Antuérpia (Bélgica) e Lund (Suécia). Trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos e poluição do ar urbana, entre outros temas. É membro da equipe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2007.<span> </span></p>
<p>As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas neste link. Mais informações: (16) 3315 0368 ou jhenrique@usp.br.</p>
<p> </p>
<hr />
<p><b>Mudanças Climáticas: desafios e possibilidades</b><br /><i>2 de outubro, 15h<br />Anfiteatro Prof. Dr. Ivo Torres, Bloco A (FEA-RP/USP)<br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfMeigVOvKRZ5UVoOhEctku_nk39Qhd7872me80pRkQFB7uxA/viewform">Inscrições gratuitas</a><br />Informações: jhenrique@usp.br ou (16) 3315 0368<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/mudancas-climaticas-desafios-e-possibilidades" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Meio Ambiente</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Clima</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-09-25T15:21:50Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/conversa-sobre-o-antropoceno-24-de-abril-de-2018">
    <title>Conversa sobre o Antropoceno - 24 de abril de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/conversa-sobre-o-antropoceno-24-de-abril-de-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>História da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geociência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ecologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-04-24T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/ciencia-do-petroleo-e-tema-de-evento-na-usp-ribeirao-preto">
    <title>Ciência do Petróleo é tema de evento na USP Ribeirão Preto</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/ciencia-do-petroleo-e-tema-de-evento-na-usp-ribeirao-preto</link>
    <description>Evento terá presença de especialistas de universidades e do setor petrolífero para discutir importância dessa indústria no desenvolvimento do País</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p id="docs-internal-guid-31314294-7fff-37d4-3bc8-8fc4d12b6724" dir="ltr" style="text-align: left; "><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Cartazpetrleo12.png/@@images/638b28fb-9495-4088-8c9a-3db0c3c7b374.png" alt="" class="image-left" title="" />Fundamental para o desenvolvimento da indústria petrolífera, a Ciência do Petróleo oferece conhecimento, não apenas para a exploração desse produto, como também para seu uso de forma ambientalmente segura e economicamente viável.</span><span><br /></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Para aproximar essa indústria e grupos que desenvolvem pesquisa na área dentro da Universidade, o Laboratório de Espectroscopia de Alta Resolução por Ressonância Magnética Nuclear (LEAR), do Instituto de Física de São Carlos – USP, e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, promovem, nos dias 26 e 27 de novembro, no Espaço de Eventos do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP, o Workshop “Ciência do Petróleo – Meios Porosos”.</span><span><br /></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>No evento, especialistas ligados à USP, Unicamp, Unesp, Unifesp, UFPA, Cenpes/Petrobras, IBM, Wikki Brasil, Bruker do Brasil e Oxiteno, entre outras instituições e empresas, discutirão temas científicos de relevo nas áreas de Geologia, Geofísica, Física, Matemática, Química, Engenharia, Biologia e Computação para a Indústria do Petróleo, com destaque para Rochas Reservatório e Meios Porosos em geral.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Serão também abordados tópicos relacionados com a história e a importância das Indústrias do Petróleo e Petroquímica no Brasil, a presença da Petrobrás na USP, bem como os benefícios da pesquisa já desenvolvida para outras áreas, como Engenharia Civil, Odontologia e Medicina.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Na abertura do Workshop, será proposta a realização de uma Conferência USP/Petrobras, com o intuito de estimular um movimento de colaboração multidisciplinar entre as duas instituições, através da integração dos Grupos de Pesquisa da USP e Gerências do Cenpes. Será destacada a importância dos recursos da Petrobras/ANP que são investidos na USP para estudos de interesse da empresa, envolvendo estruturação do parque de instrumentos científicos, consolidação de infraestrutura e realização de construções, que afetam a Universidade como um todo, incluindo linhas de pesquisa não diretamente ligadas à Indústria do Petróleo.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>O Workshop será coordenado pelo professor Tito J. Bonagamba (Instituto de Física de São Carlos – USP).<br />Apoio: IEARP/USP, IFSC/USP, FFCLRP/USP, SUPERA Parque, Bruker do Brasil e AUREMN.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span> </span><span>As inscrições são gratuitas e podem ser feitas </span><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfCuqNOyx1G6VveQTcohUOPQWG_eIMwGXVVsf8drQBIJP3SXw/viewform"><span>neste link</span></a><span>. Para acessar a proposta na íntegra do workshop e sua programação completa, </span><span><a class="external-link" href="https://drive.google.com/file/d/17Ok3LXXx2kGej6Zs-EHzzoFMTJQBQkOW/view">clique aqui</a></span><span>.</span><br style="text-align: left; " /></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Mais informações: iearp@usp.br ou (16) 3315 0368.</span><span><br /></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span> </span></p>
<hr />
<p><strong>Ciência do Petróleo – Meios Porosos<br /></strong><i>26 e 27 de novembro<br />Espaço de Eventos do IEA-RP<br /><a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfCuqNOyx1G6VveQTcohUOPQWG_eIMwGXVVsf8drQBIJP3SXw/viewform">Inscrições gratuitas</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-do-petroleo-2013-meios-porosos" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Geologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Petróleo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-11-13T14:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciencia-do-petroleo-2013-meios-porosos">
    <title>Ciência do Petróleo – Meios Porosos</title>
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<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>Serão abordados ainda tópicos relacionados à história e à importância das indústrias do petróleo e petroquímica no Brasil, a presença da Petrobrás na USP, bem como os frutos da pesquisa realizada nessa área para outras, como Engenharia Civil, Odontologia e Medicina.</span></p>]]></content:encoded>
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