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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 41 to 55.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-trabalho-1">
    <title>Uberização: A Era do Trabalhador Just-in-time</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-trabalho-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Este é o primeiro de uma série de diálogos temáticos com a sociedade coordenado pelo pesquisador colaborador René Mendes, que desenvolve, no IEA, o projeto <strong><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/pesquisadores-colaboradores/pesquisadores-colaboradores#renemendes" class="external-link">Impactos das novas morfologias do trabalho contemporâneo sobre o  viver, o adoecer e o morrer de trabalhadores e trabalhadoras</a></strong>, cujos justificativa, objetivos, metodologia e produtos esperados serão apresentados de forma sumária na abertura do evento.</p>
<p>Como exemplo desta complexa problemática da atualidade, a pesquisadora Ludmila Costhek Abilio irá focar o tema da <strong>“Uberização: a era do trabalhador <i>just-in-time</i>”</strong>. A uberização do trabalho nomeia uma nova forma de controle, gerenciamento e organização do trabalho. Pode também ser compreendida como uma tendência global de transformação do trabalhador em um trabalhador <i>just-in-time</i>, que está desprovido de direitos e proteções sociais, que arca com riscos e custos, que não tem qualquer garantia sobre sua remuneração e está disponível ao trabalho, sendo utilizado como um fator de produção. Assim, são urgentemente necessários espaços para refletir a relação entre Estado e inovações tecnológicas e características estruturais do mercado de trabalho brasileiro que estão se generalizando com a uberização. <span> </span><span> </span></p>
<p><span> </span><span> </span></p>
<p><strong>Exposição</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/ludmila-abilio" class="external-link">Ludmila Abílio</a> (CESIT Unicamp)<span> </span></p>
<p><span> </span><span> </span></p>
<p><strong>Coordenação</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rene-mendes" class="external-link">René Mendes</a> (IEA-USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Colaboradores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Globalização</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ser Humano</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-11-05T13:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tres-novos-grupos-se-integram-a-estrutura-de-pesquisa-do-iea-1">
    <title>Três novos grupos se integram à estrutura de pesquisa do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tres-novos-grupos-se-integram-a-estrutura-de-pesquisa-do-iea-1</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p class="normal">O IEA conta agora com dois novos grupos de pesquisa e um novo grupo de estudo. Nas duas últimas reuniões do Conselho Deliberativo (CD), foram aprovadas as propostas de criação do Grupo de Pesquisa sobre a Qualidade da Democracia, do Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado  e do Grupo de Estudo A Evolução das Universidades: Desafios Contemporâneos.</p>
<p class="normal"><strong>Qualidade da Democracia</strong></p>
<p class="normal">No momento em que o Brasil completa 25 anos de ciclos eleitorais seguindo as regras constitucionais de alternância do poder, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-pesquisa/qualidade-da-democracia" class="external-link">Grupo de Pesquisa sobre a Qualidade da Democracia</a> se propõe a pensar o regime democrático brasileiro a partir de uma perspectiva qualitativa, atentando para problemas que ainda se fazem presentes, como práticas de abuso de poder, corrupção e deficiências na fiscalização dos governos.</p>
<p class="normal">Segundo a proposta apresentada ao CD, o objetivo do Grupo é "examinar as condições em que as instituições de representação, a participação política dos cidadãos e a cultura política que prevalece na sociedade interagem no processo de funcionamento do regime democrático e, em especial, no que se refere as suas promessas relativas aos princípios de liberdade e igualdade política".</p>
<p class="normal">Coordenado por José Álvaro Moisés, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)  e diretor científico do Núcleo de Pesquisas de Políticas Públicas (<a href="http://nupps.usp.br/">NUPPs</a>) da USP, o grupo conduzirá suas atividades com base no projeto "Brasil, 25 anos de Democracia – Avaliação Crítica: Instituições de Representação, Sociedade Civil/Cultura Política e Políticas Pública", tendo como uma de suas principais ferramentas o blog <a href="http://qualidadedademocracia.com.br./">Qualidade da Democracia</a>, lançado em 2012.</p>
<p class="normal">De acordo com os proponentes, é importante problematizar o tema porque "a perspectiva da qualidade da democracia, impondo exigências de mensuração dos mecanismos de responsabilização vertical, societal e horizontal, da participação política dos cidadãos e da responsividade de governos pressupõe o rigor analítico próprio do debate público e dos métodos de conhecimento científico".</p>
<p class="normal">Os integrantes do grupo (e também do blog) são Cícero Araújo, Elizabeth Balbachevsky, Cláudio Couto, Maria Celina D’Araujo, Eunice Durham, Fernando Figueiras, Eduardo Graeff, Marcus André Melo, Carlos Melo, Nuno Coimbra Mesquita, José Álvaro Moisés, Rachel Meneguello, Marco Aurélio Nogueira, Edison Nunes, Eduardo Portella, Nina Ranieri, Lucio Rennó, Leôncio Rodrigues, Brasilio Salum, Helena Sampaio, Lourdes Sola, Francisco Weffort,</p>
<p class="normal"><strong>Fórum Permanente</strong></p>
<p class="normal">Coordenador por Martin Grossmann, diretor do IEA, o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-pesquisa/forum-permanente" class="external-link">Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</a> dará continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido pelo <a href="http://www.forumpermanente.org/">Fórum Permanente</a> na organização de eventos, textos críticos, publicações e outras formas de produção e circulação de conhecimentos relacionados ao universo da arte contemporânea.</p>
<p class="normal">Desde que foi lançado, em 2003, o Fórum vem atuando como uma plataforma de intercâmbio de saberes e de discussão de temas ligados ao sistema artístico-cultural. Nos seus dez anos de existência, já promoveu mais de 150 eventos presenciais envolvendo articuladores nacionais e internacionais do eixo da arte e da cultura.</p>
<p class="normal">A ideia é que, inserido no ambiente acadêmico do IEA, o Fórum amplie seu potencial mediador e interdisciplinar, possibilitando a "criação e a consolidação de um observatório crítico das produções artísticas e criativas na cultura bem como das políticas publicas nesta esfera", contribuindo assim para o "amadurecimento do contexto político-cultural das artes visuais em nosso país", conforme destaca a proposta apresentada ao CD.</p>
<p class="normal">Ao se caracterizar como grupo de pesquisa do IEA, o Fórum pretende também expandir seu campo de investigação — até agora focado principalmente na crise das instituições de arte brasileiras —, para abranger de forma mais aprofundada as reflexões transdisciplinares sobre produção artística, curadoria e circuitos mercadológicos das produções culturais.</p>
<p class="normal">Entre as atividades previstas pelo grupo, estão seminários, workshops e debates sobre curadoria e outras formas de mediação, museus e o sistema da arte, além de eventos relacionados aos lançamentos trimestrais da revista digital "<a href="http://www.forumpermanente.org/revista">Periódico Permanente</a>".</p>
<p class="normal">Os integrantes do grupo são Ricardo Basbaum, María Inigo Clavo, Isis Baldini Elias, Marcia Ferran, Raquel Garbelotti, Martin Grossmann, Graziela Kunsch, Afonso Luz, Gilberto Mariotti, Lucia Maciel Barbosa de Oliveira, Teresa Cristina Toledo de Paula, Felipe Prando, Liliana Sousa e Silva, David Sperling e Ana Maria Tavares.</p>
<p class="normal"><strong>Evolução das universidade</strong></p>
<p class="normal">O <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupos-de-estudo/a-evolucao-das-universidades-desafios-contemporaneos" class="external-link">Grupo de Estudo A Evolução das Universidades: Desafios Contemporâneos</a> inaugura um novo formato de organização de pesquisadores no IEA, que permite acolher projetos embrionários ou exploratórios de novas temáticas interdisciplinares.</p>
<p class="normal">Sob coordenação de Carlos Alberto Barbosa Dantas, professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, o novo grupo de estudo se concentrará no impacto das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) no sistema de ensino superior, com foco nas transformações recentes pelas quais as universidades vêm passando no campo da pesquisa, do ensino e da extensão.</p>
<p class="normal">O grupo abordará o caráter paradoxal das TICs nas universidades: se, por um lado, abriram novas possibilidades de acesso à informação, por outro, levaram à mercantilização do ensino superior ao favorecerem o surgimento de universidades privadas de baixa qualidade.</p>
<p class="normal">Além disso, fará um paralelo entre o sistema universitário brasileiro e o sistema dos EUA e de países da Europa Ocidental, América Latina e da Ásia, levando em consideração aspectos como a relação universidade-sociedade e as condições sócio-históricas de criação das instituições de ensino superior.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Fórum Permanente: Sistema Cultural entre o Público e o Privado</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Novos Grupos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Estudo A Evolução da Universidade: Desafios Contemporâneos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arte</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2013-05-20T14:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/trajetorias-historico-jesuitas">
    <title>Trajetórias Histórico-Educacionais nos Territórios Jesuítas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/trajetorias-historico-jesuitas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Cristiano Casalini apresenta seu trabalho como investigador do Institute for Advanced Jesuit Studies/Boston College, interrogando o significado, os projetos e a missão do empreendimento historiográfico em torno da Companhia de Jesus de hoje. A live propõe discussões sobre perspectivas e campos de investigação, projetos e organização do trabalho historiográfico no Instituto, linhas e possibilidades editoriais e fontes para pesquisa.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Cláudia Regina</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-04-27T19:20:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/the-cultural-basis-of-food-and-gut-microbiome-23-06-2025">
    <title> The Cultural Basis of Food and Gut Microbiome - 23/06/2025</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2025-1/the-cultural-basis-of-food-and-gut-microbiome-23-06-2025</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Alimentos, Nutrição e Saúde Mental</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Alimentos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2025-07-01T13:11:21Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/tecnologias-em-saude-perspectivas-interdisciplinares">
    <title>Tecnologias em Saúde: Perspectivas Interdisciplinares</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/tecnologias-em-saude-perspectivas-interdisciplinares</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Em várias situações de saúde pública nos deparamos com a necessidade de abordagens interdisciplinares raramente encontradas.</p>
<p>No próximo dia 26, um encontro reunindo a Faculdade de Medicina, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, a FEA, o PGT – Núcleo de Política e Gestão Tecnológica e o IEA – Instituto de Estudos Avançados da USP apresentarão uma parceria para trabalhar, de forma conjunta, os conhecimentos de Economia, Gestão da Inovação e Avaliação de Tecnologias em Saúde.</p>
<p>No evento, os parceiros, a partir de suas perspectivas, discutirão um caso real e proporão uma estratégia de estudos interdisciplinares para encaminhar soluções concretas e indicar caminhos visando aumentar a eficácia e a qualidade da saúde no Brasil.</p>
<p> </p>
<p><strong>Coordenação</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/claudia-pavani" class="external-link">Claudia Pavani</a> (NPGT FEA USP)</p>
<p><strong>Debatedores</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alessandro-goncalves-campolina" class="external-link">Alessandro Campolina </a> (ICESP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-carlos-coelho-campino" class="external-link">Antonio Carlos Coelho Campino</a> (FEA USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/diogo-rosenthal-coutinho" class="external-link">Diogo Coutinho</a><span> (FD e NAP OIC do IEA USP)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a> (FEA e IEA USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/maria-novaes" class="external-link">Maria Novaes</a> (FM USP)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inovação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biomedicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biotecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Economia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direito</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>IEA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-16T19:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/strategic-workshop-traz-ministro-e-secretarios-para-tratar-da-industria-4.0">
    <title>Strategic Workshop traz ministro e secretários para tratar da Indústria 4.0</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/strategic-workshop-traz-ministro-e-secretarios-para-tratar-da-industria-4.0</link>
    <description>Durante todo os dia de 30 de agosto os participantes discutirão os diversos aspectos relacionados à indústria, saúde e agricultura no cenário de Internet of Things (IoT, ou internet das coisas).</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/industria-4.0-1" alt="Indústria 4.0" class="image-right" title="Indústria 4.0" />A série de eventos <i>Strategic Workshops, </i>promovida pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) com apoio do IEA, trará secretários de estado e o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, para o seminário <i>Iniciativas 4.0 – Aplicações de Internet das Coisas no Agronegócio, Saúde e Indústria</i>, que acontece no dia <strong>30 de agosto, das 9h às 17h3</strong><strong>0</strong>, no auditório István Jancsó, da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. A participação exige <a class="external-link" href="http://sasi40.org/index.php/inscreva-se/">inscrição prévia</a>.</p>
<p>Os <i>Strategic Workshops </i>têm como objetivo organizar a pesquisa na universidade, priorizando temas de reconhecida excelência ou com grande potencial. Partem da demanda de grupos de pesquisa da USP. Neste caso, a proposta surgiu do Grupo de Automação e Elétrica em Sistemas Industriais (Gaesi) da Escola Politécnica, que assume a organização do evento em parceria com a PRP. O Gaesi tem como linha de pesquisa a gestão em automação e tecnologia da informação.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>
<h3>Relacionado</h3>
<p>Notícia:</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/manufatura-avancada" class="external-link">As diretrizes para o desenvolvimento da manufatura avançada no Brasil</a></p>
</th>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No encontro do dia 30, os participantes discutirão os diversos aspectos relacionados à indústria, saúde e agricultura no cenário de Internet of Things (IoT, ou internet das coisas). Além disso, serão apresentadas as soluções já aplicadas no Brasil e em outros países pelas empresas dos setores de engenharia de automação e sistemas de informação, como produtos e serviços que auxiliam as empresas a se prepararem para a quarta revolução industrial ou indústria 4.0. O objetivo é promover a integração e a troca de experiências entre as agências governamentais, academia e empresas de forma a acelerar a inserção do Brasil nesta nova realidade global.</p>
<p>Para mais informações, visite o <a class="external-link" href="http://sasi40.org/">site do evento</a>.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: By Mixabest - Treball propi, CC BY-SA 3.0</span></p>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3></h3>
<h3>Programação</h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>8h30 – 9h00</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p>Cadastramento</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>9h00 – 10h15</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Abertura – Desafios da Sociedade   4.0</strong></p>
<p><i>A quarta revolução industrial está sendo iniciada, graças à eliminação dos limites entre o mundo digital, o mundo físico (as coisas) e o mundo biológico (os seres humanos). Na abertura, os temas abordados procurarão responder à pergunta: Quais tecnologias viabilizam a sociedade 4.0 e o que é preciso para adotá-las no Brasil?</i></p>
<p>– Ministro Marcos Pereira Douglas Gomes (Ministério da Indústria,   Comércio Exterior e Serviços)<br /> – Prof. Dr. José E. Krieger (PRP/USP)<br /> – Daniel Marteleto Godinho (Secretário de Comércio Exterior)<br /> – Jhonatan Almada (Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do MA)<br /> – Arnaldo Jardim (Secretário de Agricultura de SP)<br /> – Wallace Moreira Bastos (Subsecretário de Assuntos Administrativos do   Ministério dos Transportes)<br /> – Prof. Dr. Marcos Buckeridge (Presidente da ACIESP)<br /> – Prof. Dr. Guilherme Ary Plonski (Vice-Diretor IEA/USP)<br /> – Prof. Dr. Giovanni Guido Cerri (Presidente do Conselho Diretor do INRAD   HC-FMUSP)<br /> – Prof. Dr. Eduardo Mario Dias (Professor Titular da POLI-USP e Coordenador   do GAESI)<br /> – Péricles Pessoa Salazar (Presidente Executivo da ABRAFRIGO)<br /> – Carlos Augusto de Azevedo (Presidente INMETRO)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>10h15 – 10h30</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Intervalo</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>10h30 – 12h00</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Módulo I: Tecnologia Aplicada à   Desburocratização do Comércio Exterior</strong></p>
<p><i>As propostas do governo e da academia para colaborar com a desburocratização, sendo o Porto Azul a principal iniciativa. Serão abordadas as tecnologias e as ações-chave do Estado, das empresas e da academia para viabilizar a desburocratização.</i></p>
<p>Mediadores: Prof. Eduardo Dias e Prof. Antonio Massola<br /> – Daniel M. Godinho (Secretário de Comércio Exterior)<br /> – Jhonatan Almada (Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do MA)<br /> – Wallace Bastos (Subsecretário do Ministério dos Transportes)<br /> – Claudio Antonio Cavol (Presidente do Sindicato das Empresas de Transportes   Rodoviários de Cargas<br /> do Mato Grosso do Sul)<br /> – Júlio Resende (Presidente da Origine Group)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>12h00 – 14h00</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Almoço</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>14h00 – 15h30</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Módulo II: Internet of Things (IoT)   aplicada ao Agronegócio, Indústria e Saúde</strong></p>
<p><i>Este módulo é crucial para o diagnóstico e discussão das demandas do agronegócio e da saúde para melhorar a eficiência e reduzir os custos internos e externos das organizações nesses segmentos. O objetivo é chegar a respostas sobre como cadeias logísticas e processos de inovação mais inteligentes podem dar conta de avanços significativos nas áreas da saúde e do agronegócio.</i></p>
<p>Mediadores: Prof. Eduardo Dias e Prof. Antonio Massola<br /> – Luis Eduardo Pacifici Rangel (Secretário de Defesa Agropecuária do   Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)<br /> – Orlando Melo de Castro (Coordenador Agência Paulista de   Tecnologia dos Agronegócios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento   de São Paulo)<br /> – Alexandro Souza (Gerente de Automação – DuPont Pioneer)<br /> – Carlos Eduardo Gouvêa (Diretor Presidente da ABIIS)<br /> – Patrícia Marrone (Sócia- Diretora na Websetorial Consultoria Econômica)<br /> – Márcia Martini Bueno (Diretora Relações Institucionais – Libbs   Farmacêutica Ltda.)<br /> – Eng.º Antonio José Rodrigues Pereira (Superintendente do HC-FMUSP)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>15h30 – 15h45</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Intervalo</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>15h45 – 17h00</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Módulo III: Indústria 4.0,   Infraestrutura e o Parque Tecnológico</strong></p>
<p><i>Este módulo é focado na indústria, que é o ponto central em torno do qual todas as mudanças nas verticais da sociedade 4.0 se organizam. Segundo a CNI, o Brasil não vem acompanhando o processo de modernização em curso na velocidade necessária. O debate irá explorar as transformações que a IoT vai provocar nas fábricas, sobretudo devido à customização em massa; os novos desafios a serem superados para que as indústrias brasileiras participem de um novo paradigma de cadeias globais de suprimento; as aplicações-chave comuns ao agronegócio, saúde e indústria para aumentar a eficiência e reduzir o custo de importações e exportações e como o  Parque Tecnológico da USP pode ajudar. </i></p>
<p>Mediadores: Prof. Eduardo Dias e Prof. Antonio Massola</p>
<p>-Carlos Augusto de Azevedo (Presidente INMETRO)<br /> -João Carlos Parkinson (Coordenador-Geral de Assuntos Econômicos da América   do Sul)<br /> -Prof. Dr. Edison Monteiro (Governança Sustentável da Infraestrutura)<br /> -Vinicius Cardoso De Barros Fornari (Especialista em Política e Indústria na   DDI-CNI)<br /> -Dr. Vidal Melo (Coordenador Técnico GAESI-POLI/USP)<br /> -Elcio Brito da Silva (CTO da SPI Integradora e Pesquisador do   GAESI-POLI/USP)<br /> -José Borges (Diretor de Estrat., Inteligência de Mercado e Business   Excellence da Siemens)<br /> -Rodrigo Damiano (Diretor da PWC)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="149">
<p><strong>17h00 – 17h30</strong></p>
</td>
<td width="750">
<p><strong>Encerramento</strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Política de CT&amp;I</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Engenharia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pró-Reitoria de Pequisa da Universidade de São Paulo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Exatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Indústria</dc:subject>
    
    <dc:date>2016-08-23T18:25:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/stem-cells-the-potential-the-complications-and-the-future-29-de-setembro-de-2015">
    <title>Stem Cells: the Potential, the Complications and the Future - 29 de setembro de 2015</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2015/stem-cells-the-potential-the-complications-and-the-future-29-de-setembro-de-2015</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biotecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Biologia</dc:subject>
    
    <dc:date>2015-10-26T13:39:30Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/sobre-a-necessidade-da-pesquisa-multiestrategica-tecnociencia-comercialmente-orientada-e-a-necessidade-de-pesquisa-multiestrategica-10-de-abril-de-2018">
    <title>Sobre a Necessidade da Pesquisa Multiestratégica - Tecnociência Comercialmente Orientada e a Necessidade de Pesquisa Multiestratégica - 10 de abril de 2018</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2018/sobre-a-necessidade-da-pesquisa-multiestrategica-tecnociencia-comercialmente-orientada-e-a-necessidade-de-pesquisa-multiestrategica-10-de-abril-de-2018</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Filosofia da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Agroecologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Filosofia, História e Sociologia da Ciência e da Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-04-10T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/sharing-paths">
    <title>Sharing Paths: Building an International Academic Career as a Young Researcher in  Entrepreneurship and Innovation</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/sharing-paths</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Como construir uma carreira internacional em Empreendedorismo e Inovação?</p>
<p>Nesta informal conversa, dois promissores jovens pesquisadores da Jönköping International Business School (JIBS, Suécia), compartilham das suas pesquisas, experiências, frustrações e aprendizados na jornada de construir suas identidades como pesquisadores nesses dois campos.</p>
<p><span><strong>Exposição:</strong></span></p>
<p><span>Magdalena Markowska, <span>Jönköping International Business School (JIBS)</span></span></p>
<p><span><span>Henry Lopez-Vega,</span> <span>Jönköping International Business School (JIBS)</span></span></p>
<p><strong>Moderação:</strong></p>
<div><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/leonardo-gomes" class="external-link">Leonardo Gomes</a> (OIC e FEA USP)</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Empreendedorismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência e Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>CT&amp;I</dc:subject>
    
    <dc:date>2019-12-02T18:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/podcasts-cooperacao-franca-brasil">
    <title>Série de podcasts trata da cooperação científica entre França e Brasil</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/podcasts-cooperacao-franca-brasil</link>
    <description>Consulado Geral da França em São Paulo  e o Polo Brasil (sediado no IEA) do Instituto das Américas (IdA) lançam série de podcasts e vídeos sobre cooperação científica franco-brasileira.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/christine-douxami/image" alt="Christine Douxami" title="Christine Douxami" height="362" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">A antropóloga da arte Christine Douxami, convidada do primeiro episódio, durante trabalho de campo no Brasil</dd>
</dl></p>
<p>O público não especializado agora tem acesso a informações sobre pesquisas realizadas no âmbito de projetos de cooperação científica entre a França e o Brasil, que passam a ser divulgadas numa série de podcasts e vídeos produzidos por parceria entre o <a class="external-link" href="https://saopaulo.consulfrance.org/-Portugues-">Consulado Geral da França em São Paulo (CGF)</a> e o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/institut-des-ameriques" class="external-link">Polo Brasil</a> (sediado no IEA) do <a class="external-link" href="https://institutdesameriques.fr/pt">Instituto das Américas (IdA)</a>, uma rede com cerca de 50 instituições francesas de ensino e pesquisa.</p>
<p>A série “<a class="external-link" href="https://anchor.fm/entre-frana-e-brasil">Entre França e Brasil: atualidades da cooperação científica</a>” é quinzenal . O <a class="external-link" href="https://open.spotify.com/episode/6PAnp9lFzS6G80nJQB6Wr7">primeiro episódio</a>, já disponível, tem participação da antropóloga da arte Christine Douxami, professora de estudos teatrais na Universidade de Franche-Comté.</p>
<p>No podcast, Christine fala sobre o teatro feito por atores negros no Brasil, festas populares, a profissão de antropólogo e seu campo de pesquisa. No momento, ela realiza pesquisa de campo no Brasil apoiada pela representação no país de outra instituição francesa, o <a class="external-link" href="https://en.ird.fr/">Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD)</a>.</p>
<p>A produção da série é da MS Produção Sonora. A apresentadora é Nadège Mézié, adida para Ciência e a Tecnologia do CGF.</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: arquivo pessoal de Christine Deuxami</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Parcerias internacionais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>França</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação científica</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Brasil do Instituto das Américas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-04-07T15:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sergio-pena-faz-conferencia">
    <title>Sérgio Pena faz conferência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sergio-pena-faz-conferencia</link>
    <description>O geneticista Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fará a conferência "Estrutura e Formação Genética do Povo Brasileiro" no dia 11 de agosto, às 17h, no Auditório do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-left captioned" style="width:350px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sergiodanilopena1.jpg/image" alt="sergiodanilopena1.jpg" title="sergiodanilopena1.jpg" height="195" width="350" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:350px;">O geneticista Sérgio Danilo Pena, da UFMG</dd>
</dl></p>
<p style="text-align: justify; ">"No Brasil, não se pode prever individualmente a cor das pessoas a partir de sua ancestralidade genômica, nem o contrário. Os brasileiros devem ser avaliados numa base individual como 190 milhões de seres humanos, e não como membros de grupos de cores." A afirmação é do geneticista Sérgio Danilo Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que fará a conferência "Estrutura e Formação Genética do Povo Brasileiro" no dia 11 de agosto, às 17h, no Auditório do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. A conferência integra o Ciclo Ciência Avançada, comemorativo dos 25 anos do IEA e do qual já participaram o neurocientista Miguel Nicolelis, o astrofísico João Steiner e a linguista Eleonora Cavalcante Albano.</p>
<p style="text-align: justify; ">Pena chama de "ancestroma brasileiro" a totalidade das características genéticas das três principais populações constituintes do povo brasileiro: ameríndios, europeus e africanos. Na conferência, explicará o uso de diferentes ferramentas moleculares para caracterizar tal ancestroma.</p>
<p style="text-align: justify; ">Segundo ele, estudos iniciais com marcadores de cromossomo Y e DNA mitocondrial mostraram um padrão de elevados níveis de mistura genética de reprodução direcional entre homens europeus e mulheres ameríndias e africanas. "Em seguida, analisados diferentes tipos de polimorfismos genômicos correlacionando ancestralidade e cor nos brasileiros, esses marcadores confirmaram níveis extensos de mistura genômica, mas também evidenciaram uma forte marca da onda maciça de imigração europeia nos séculos 19 e 20." De acordo com Pena, a alta variabilidade individual observada sugere que cada brasileiro tem uma proporção singular das ancestralidades ameríndia, europeia e africana em seu genoma.</p>
<p style="text-align: justify; ">Médico formado pela Faculdade de Medicina da UFMG, Pena fez o doutorado no Departamento de Genética Humana da Universidade de Manitoba, Canadá, e o pós-doutorado no Instituto Nacional de Pesquisa Médica em Mill Hill, Londres, Reino Unido. Atualmente é professor titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia e diretor do Laboratório de Genômica Clínica da UFMG. É também diretor científico do Gene — Núcleo de Genética Médica de Minas Gerais e da Gene-Genealógica Central de GenoTipagem de Animais.</p>
<p style="text-align: justify; ">Membro titular da Academia Brasileira de Ciências e da Academy of Sciences of the Developing World (TWAS), Pena presidiu a Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular, o Programa Latino-Americano do Genoma Humano e o Comitê Sul-Americano do Projeto de Diversidade Genômica Humana. A ênfase em seu trabalho é em genética humana e médica, atuando principalmente em diversidade genômica e evolução humana, formação e estrutura da população brasileira, estrutura populacional do <i>Trypanosoma cruzi</i> (parasita causador da doença de Chagas),  desenvolvimento de testes baseados na PCR (reação em cadeia da polimerase) para diagnóstico de doenças humanas e aplicação da genômica de nova geração em medicina clínica.</p>
<p style="text-align: justify; "><b>Local: </b>Auditório Luiz Rachid Trabulsi, ICB-USP, Av. Prof. Lineu Prestes, 2.415, Cidade Universitária, São Paulo.<br /><b>Informações: </b>com Sandra Sedini (<a href="mailto:sedini@usp.br">sedini@usp.br)</a>, telefone (11) 3091-1678.</p>
<div style="text-align: right; "><span><span><b> 
<table class="grid listing">
<tbody>
<tr>
<td>
<div><i><b>RELACIONADO</b></i></div>
<p><i>Leio o <a class="external-link" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142004000100004&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt"><b>artigo</b></a></i><i>, de Sérgio Danilo Pena e Maria Cátira Bortolini, publicado na edição nº 50 (jan.-abr./2004) da revista "Estudos Avançados"</i>.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2011/ciclo-ciencia-avancada-4a-conferencia" class="external-link"><b>ASSISTA AO VÍDEO DO EVENTO</b></a>.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</b></span></span><span>Foto: UFMG</span></div>
<div style="text-align: right; "><br /><span> </span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Flávia Dourado</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Genética</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    <dc:date>2011-07-30T03:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-sobre-machado-de-assis-encerra-periodo-de-rouanet-em-catedra">
    <title>Seminário sobre Machado de Assis conclui período de Rouanet em cátedra</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-sobre-machado-de-assis-encerra-periodo-de-rouanet-em-catedra</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/sergio-paulo-rouanet-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Sergio Paulo Rouanet - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Sergio Paulo Rouanet - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sérgio Paulo Rouanet</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A partir de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", publicado em livro em 1881, Machado de Assis adotou um padrão peculiar para a construção de seus romances, valendo-se de recursos utilizados sobretudo pelos chamados escritores humoristas ingleses, especialmente Lawrence Sterne (1713-1768), autor de "A Vida e as Opiniões de Tristam Shandy".</p>
<p>Para o filósofo, cientista político e ensaísta <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sergio-paulo-rouanet" class="external-link">Sérgio Paulo Rouanet</a>, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), os procedimentos adotados pelo Bruxo do Cosme Velho configuram o que ele chama de "forma shandiana", constituída por quatro elementos: hipertrofia da subjetividade; fragmentação e digressividade do texto; paradoxos espaço-temporais; e mescla de riso e melancolia.</p>
<p>A forma shandiana foi o tema central de mesa-redonda no dia 16 de março que marcou o encerramento do período de Rouanet como primeiro titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a>, convênio entre o IEA e o Itaú Cultural. Ele foi sucedido pelo gestor cultural e designer gráfico <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-ohtake" class="external-link">Ricardo Ohtake</a>, que tomou <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-e-o-novo-titular-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">posse na cátedra</a> em cerimônia na Sala do Conselho Universitário no dia 17 de março.</p>
<p>A escolha do tema foi uma forma de contemplar mais um dos diversos objetos de investigação de Rouanet. Nas conferências e seminários anteriores organizados pela cátedra, ele discutiu as ambivalências da modernidade; o prazer desinteressado da arte; as fronteiras da ciência; a arte e o artista na universidade; e as relações entre cinema e psicanálise.</p>
<p>Outro tema do encontro foi a vasta correspondência machadiana com escritores, políticos, amigos, familiares e desconhecidos. Entre os muitos correspondentes figuravam Quintino Bocaiúva, Joaquim Nabuco, Salvador de Mendonça, Joaquim Serra e Mário de Alencar. As cartas foram organizados por Rouanet e pelas as pesquisadores da ABL Sílvia Eleutério e Irene Moutinho.  A ABL lançou os cinco volumes entre 2008 e 2016.</p>
<p>Além de Rouanet e Sílvia Eleutério, foram expositores no seminário o crítico literário <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alfredo-bosi" class="external-link">Alfredo Bosi</a>, emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, membro da ABL e editor da revista "<a href="https://www.iea.usp.br/revista" class="external-link">Estudos Avançados</a>", e o professor de literatura brasileira <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoah/helio-de-seixas-guimaraes" class="external-link">Hélio de Seixas Guimarães</a>, da FFLCH-USP e editor da revista eletrônica "<a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedras-e-convenios-atuais/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Machado de Assis em Linha</a>".</p>
<table class="tabela-esquerda-400">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/martin-grossmann-e-paulo-saldiva-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Martin Grossmann e Paulo Saldiva - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Martin Grossmann e Paulo Saldiva - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Martin Grossmann (<i>à esq.</i>), ex-diretor do IEA e coordenador da Cátedra Olavo Setubal, e Paulo Saldiva, atual diretor do Instituto, abriram o seminário</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Na abertura do evento, o coordenador da cátedra, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann" class="external-link">Martin Grossmann</a>, ex-diretor do IEA, e o atual diretor do Instituto, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-saldiva" class="external-link">Paulo Saldiva</a>, falaram da importância da cátedra tanto por ser a primeira a incluir a arte em sua temática quanto pelo ineditismo da parceria com uma instituição cultural privada. Grossmann destacou também a escolha de Rouanet para ser o primeiro titular do posto, dada sua competência para tratar de temas fundamentais para a reflexão sobre arte, cultura e ciência.</p>
<p><strong>Mestre universal</strong></p>
<p>Em sua breve exposição, Rouanet disse que a forma shandiana tem Sterne como patricarca, sendo cultivada também pelos franceses Denis Diderot (1713-1784) e Xavier de Maistre (1763-1852) e pelo português Almeida Garrett (1799-1854), entre outros. Aliás, Sterne e De Maistre são citados como influência literária pelo narrador Brás Cubas na mensagem ao leitor de suas memórias póstumas, e Machado, no prólogo à terceira edição, cita Garrett.</p>
<p>Rouanet observou, no entanto, que o estudo da forma shandiana não trata apenas da influência daqueles escritores sobre Machado, mas também da análise de como o escritor fluminense se relaciona com o conjunto da cultural internacional, em especial com a literatura.</p>
<p>Para ele, foi Machado quem consolidou o modelo da forma shandiana, tornando-o uma ferramenta para a compreensão crítica das obras de diversos autores. "Trata-se do caso pouco comum de um influenciado que influencia a compreensão crítica de quem o influenciou."</p>
<p>É por isso que Rouanet considera Machado um integrante da literatura universal e "não um mestre na periferia, como disse o crítico Roberto Schwarz" [autor de "Um Mestre na Periferia do Capitalismo" (1990)].</p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Mesa-Redonda sobre Machado de Assis - Encerramento da Titularidade de Sergio Paulo Rouanet na Cátedra Olavo Setúbal</strong></p>
<p>NOTÍCIA</p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-na-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Machado de Assis é tema de Rouanet em sua despedida da Cátedra Olavo Setubal</a></li>
</ul>
<p><strong>MIDIATECA</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/mesa-redonda-sobre-machado-de-assis-encerramento-da-1a-gestao-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/mesa-redonda-sobre-machado-de-assis-encerramento-da-1a-gestao-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
<p><strong>ARTIGO</strong></p>
<ul>
<li>"<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/vulnerabilidade-rouanet" class="external-link">Contribuição para a Dialética da Volubilidade</a>", de Sérgio Paulo Rouante ("Revista USP nº 9, março-maio de 1991)</li>
<li>"<a class="external-link" href="http://machadodeassis.net/download/numero01/num01artigo04.pdf">O Impacto da Obra de Machado de Assis sobre as Concepções do Romance</a>", de Hélio Guimarães (revista eletrônica "Machado de Assis em Linha", ano 1, nº 1, junho de 2008)</li>
</ul>
<p><strong>Posse de Ricardo Ohtake na Cátedra Olavo Setubal</strong></p>
<p><strong>NOTÍCIAS</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-na-catedra-olavo-setubal" class="external-link">Ricardo Ohtake assume a Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/ricardo-ohtake-e-o-novo-titular-da-catedra-olavo-setubal" class="external-link">As Perspectivas da Cultura sob o Olhar de Ricardo Ohtake</a></li>
</ul>
<p><strong>MIDIATECA</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2017/posse-ricardo-ohtake-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia" class="external-link">Vídeo</a> | <a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2017/posse-ricardo-ohtake-catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia-17-de-marco-de-2017" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Originalidade</strong></p>
<p>Em sua participação, Bosi relacionou as características da forma shandiana com a impropriedade das análises de críticos que veem em Machado uma preponderância da crítica social.</p>
<p>Para ele, Rouanet é um crítico literário original por duas razões: 1) capacidade de ler o texto literário num regime transversal, cruzando disciplinas como a hermenêutica, a psicanálise e a crítica dialética da cultura; 2) a convicta afirmação de uma literatura universal, "na acepção goethiana do conceito" [Goethe opunha-se às restrições nacionalistas do romantismo alemão e via toda produção literária como um bem da humanidade].</p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alfredo-bosi-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Alfredo Bosi - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Alfredo Bosi - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Alfredo Bosi</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Bosi afirmou que sempre o impressionou a capacidade de Rouanet de aproximar "amistosamente" a literatura universal e a literatura brasileira, "um método nem sempre seguido por quem estuda a literatura brasileira, pois há a tendência explicável de acentuar as características nacionais, que é também um caminho válido".</p>
<p>Ele disse que essa postura de Rouanet "relativista e nuança certa obsessiva reiteração do par centro-periferia tomados como opostos radicais, reiteração que continua sendo o prato forte de uma leitura estritamente sociológica do texto ficcional".</p>
<p>"É preciso ter cuidado para não criar pseudoconceitos quando passamos da empiria para o conceito universal. A empiria nos ensina que há experiência nacional e periférica que temos de aprofundar, mas o conceito de periferia pode ser extrapolado a tal ponto que pode gerar a ideia de absoluto: existiriam algo absolutamente centro e algo absolutamente periférico, como se fossem duas substâncias intocáveis."</p>
<p>Na opinião de Bosi, no entanto, a história vem mostrando são as interações, os conflitos, as razões, as divergências, enfim, o relacionamento dessas instâncias. "Com isso, fica relativizado o par centro/periferia, que para muitos é uma espécie de muleta que acaba explicando todos os fenômenos literários ligados ao Brasil ou às nações ex-coloniais."</p>
<p>Ele recomenda aos interessados na questão a leitura do ensaio "Elogio do Incesto" de Rouanet, publicado na coletânea "Pensamento Brasileiro", editada pela Embaixada do Brasil na Itália. Nele, o autor traça um quadro dos vários momentos da história intelectual brasileira em que surge "um discurso nacionalista que acusa todas as instituições brasileiras de imitação toscas e indevidas das instituições dos países hegemônicos do Ocidente".</p>
<p>O desdém pela suposta “macaqueação” vai repetir-se em discursos autoritários de direita e de esquerda, segundo Bosi. "Em todas as formulações, sobrevivem as acusações de 'transoceanismo cultural' (expressão de  Capistrano de Abreu), de farsa, repetidas à saciedade pela crítica universitária e seus filamentos jornalísticos."</p>
<p>O ensaio de Rouanet mostra os riscos que podem resultar do fechamento de uma cultura em seu próprio espaço ideológico, afirmou. Ao contrário, à medida que "se deixasse permear pelos ideais universalistas da ilustração e da defesa dos direitos do homem, essa cultura poderia tornar-se mais progressista e mais democrática".</p>
<p>A identificação do uso de forma shandiana por Machado "só é possível ao acreditarmos que a cultura ocidental não é feita de elementos estanques, mas que um grande escritor brasileiro pode retomar a seu modo procedimentos estilísticos que foram inicialmente usados por um escritor inglês do final do século 18", argumentou Bosi.</p>
<p>A crítica tipicamente nacionalista sempre teve muita dificuldade em aceitar isso, de acordo com ele: "Como é possível que o maior escritor brasileiro tenha aplicado em seu primeiro grande romance justamente um esquema de procedimentos estilísticos integrantes de uma tradição europeia?".</p>
<p>Para Bosi, a interação entre "Memórias Póstumas" e "Tristam Shandy" proposta por Rouanet é "renovadora na história de crítica machadiana".</p>
<p>Ele retomou os quatro aspectos da forma shandiana, exemplificando sua aplicação por Machado. No caso da presença enfática do narrador, disse que este interfere, interpreta, está sempre se manifestando, exprimindo seus sentimentos, mostrando enfaticamente que é o autor do narrador. Quanto à técnica de composição livre, explicou que há um jogo, com a colocação dos capítulos fora da ordem cronológica, "desnorteando um pouco o leitor, produzindo um texto fragmentado que, no entanto, possui 'janelas' pelas quais podemos observar a narrativa"; o uso arbitrário do tempo e do espaço, por sua vez, "se concentra na ideia, (ausente em Sterne, mas avançada por Machado) de que a verdadeira vida começa depois da morte".</p>
<p><strong>Riso e melancolia</strong></p>
<p>Bosi dedicou mais tempo ao comentário sobre a quarta característica da forma shandiana: a interpenetração de riso e melancolia. Lembrou que o narrador de "Memórias Póstumas", ao descrever seu processo de escrita no prólogo do romance, fala que usou a "pena da galhofa e a tinta da melancolia".</p>
<p>Esse processo também pode ser aplicado às relações entre texto e contexto, segundo Bosi. "Em 'Memórias Póstumas', a galhofa tem uma função sutilmente crítica, pois compreende uma sátira aos costumes e à mentalidade dominante no tecido social fluminense da época".</p>
<p>Entretanto, Bosi considera que se a obra só contivesse esse traço de crítica social e ideológica não ficaria patente ou demonstrada a tinta da melancolia, que "não está necessariamente ligada à crítica social e pode ser de pessimismo, a exemplo do velho moralismo francês dos séculos 17 e 18, em que os costumes são descritos com muita agudeza, mas colocados num contexto universal".</p>
<p>Para Bosi, "essa tinta de melancolia dá uma dimensão moral transnacional ao romance, ainda que desenvolvida a partir da dimensão local, que é realista, primeiro estímulo do autor para fazer a crítica social".</p>
<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/helio-guimaraes-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Hélio Guimarães - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Hélio Guimarães - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Hélio Guimaraes</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Guimarães falou sobre a produção de Rouanet a respeito de Machado e sobre a avaliação de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" pela crítica desde sua publicação parcelada pela "Revista Brasileira" em 1880.</p>
<p>Ele lembrou que o primeiro texto sobre Machado de Rouanet foi “<a href="https://www.iea.usp.br/noticias/documentos/vulnerabilidade-rouanet" class="external-link">Contribuição para a Dialética da Volubilidade</a>”, no nº 9 da "Revista USP", em 1991, e depois incluído no livro “Mal-Estar da Modernidade”, em 1993.</p>
<p>"Em 1995, ele publicou na sétima fase da “Revista Brasileira” o artigo “Machado de Assis e a Estética da Fragmentação”, no qual já se aproximava de aspectos da escrita machadiana como a fragmentação e a digressão, que seriam centrais na em sua grande obra sobre o escritor “Riso e Melancolia”, de 2007."</p>
<p>De acordo com Guimarães, “Riso e Melancolia” trata de forma mais bem-acabada uma questão que há muito rondava os estudos sobre Machado: a relação de escritor brasileiros com os escritores de língua inglesa, especialmente com os humoristas, e mais especificamente com a prosa de Sterne.</p>
<p><strong>Recepção da crítica</strong></p>
<p>Guimarães apresentou uma retrospectiva sintética das reações da crítica à forma shandiana adotada por Machado. "A primeira recepção positiva foi do jornalista Artur Barreiras, ainda em 1880, quando o romance estava saindo em partes na 'Revista Brasileira'."</p>
<p>Mas ele foi uma exceção, segundo Guimarães. "O restante da crítica questionou a ousadia de Machado em utilizar como referência autores que não pertenciam à tradição francesa. Sílvio Romero acusou Machado de “macaqueação” de Sterne e isso foi tão marcante que, quase 60 anos depois, Mário de Andrade usou o mesmo termo para criticar a relação de Machado com a tradição inglesa."</p>
<p>Outro que viu de forma positiva a relação de Machado com os ingleses foi Alcides Maia, "no primeiro estudo de folego dedicado a Machado depois de sua morte". No entanto, foi Eugênio Gomes que produziu a obra mais abrangente sobre essa relação, de acordo com Guimarães. Para ele, o estudo de Rouanet se alinha a essa tradição crítica valorizadora do diálogo com os ingleses.</p>
<p>"Mais do que mostrar influências, Rouanet mostra afinidades internas e inverte completamente a ideia da macaqueação. Como Bosi disse, não é uma ideia de submissão ao modelo estrangeiro, mas uma ideia de participação na tradição de autores de vários lugares."</p>
<p><strong>Corrrespondência</strong></p>
<table class="tabela-esquerda-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/silvia-eleuterio-catedra-olavo-setubal-16-3-2017-1" alt="Sílvia Eleutério - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" class="image-inline" title="Sílvia Eleutério - Cátedra Olavo Setubal - 16/3/2017" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Sílvia Eleutério</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Outra contribuição decisiva de Rouanet, de acordo com Guimarães, foi a organização, com Sílvia Eleutéria e Irene Moutinho, da correspondência de Machado, trabalho que "modificou bastante a visão que se tinha até agora sobre as cartas escritas e recebidas pelo escritor".</p>
<p>Ele comentou que o crítico Augusto Meyer disse que a correspondência de Machado era um “monumento de insignificância”.  Para Guimarães, é verdade que boa parte das cartas é protocolar, sobre questões do dia, respondendo sucintamente a perguntas ou cedendo a insistências do interlocutor, mas "ainda que sejam poucas as cartas relevantes quando analisadas individualmente, o conjunto delas representam um documento inigualável sobre o homem e sobre o escritor".</p>
<p>Sílvia informou que os cinco volumes da correspondência de Machado contêm 1.178 itens, incluindo cartas enviadas e recebidas, cartas abertas, bilhetes, memorandos e outros documento do trabalho do escritor no serviço público. Ela explicou que o projeto teve início em 2006 e o critério de organização foi o da ordem cronológica, sugerido por Rouanet para que fosse possível "acompanhar o fluxo da comunicação de Machado".</p>
<p>"Há muitas lacunas. Uma carta vai para um interlocutor e a resposta não vem. Ás vezes, entre o envio de uma carta e a resposta do interlocutor, várias outras cartas se interpõem. E convém lembrar que naquela época uma carta da Europa demorava quase um mês para chegar."</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Literatura</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crítica Literária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    <dc:date>2017-04-06T15:35:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/o-acervo-de-miguel-covian">
    <title>Seminário relembra trajetória do fisiologista Miguel Covian na FMRP</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/o-acervo-de-miguel-covian</link>
    <description>O seminário "Miguel Covian: Uma Concepção de Universidade para os Dias Atuais" será realizado no dia 10 de setembro, no IEA.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/miguel-covian" alt="Miguel Covian" class="image-inline" title="Miguel Covian" /></th>
</tr>
<tr>
<td><strong>O fisiologista Miguel Covian</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Um dos incentivadores da criação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, onde fundou o Departamento de Fisiologia, o cientista argentino naturalizado brasileiro Miguel Rolando Covian (1913-1992) terá sua atuação acadêmica recordada no encontro <i>Miguel Covian: Uma Concepção de Universidade para os Tempos Atuais</i>, no <strong>dia 10 de setembro</strong>.</p>
<p>Serão apresentados um relato histórico sobre a atuação de Covian na FMRP-USP, sua experiência universitária com mestres e discípulos, além da importância e valor cientifico e histórico da sua coleção, com destaque para a correspondência entre Covian e seu mestre, o argentino Bernardo Houssay, primeiro ganhador do Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia (1947) da América Latina. Os dois mantiveram correspondência quase diária, só interrompida com a morte de Houssay em 1971.</p>
<p>O evento é organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos/grupo-de-pesquisa-tempo-memoria-e-pertencimento" class="external-link">Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</a>, coordenado pela professora sênior do IEA <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marina-massimi">Marina Massimi</a>. A participação é aberta ao público e gratuita, mas requer <a href="http://encurtador.com.br/htBS7" target="_blank">inscrição prévia</a>. Não é preciso se inscrever para acompanhar o encontro <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet.</p>
<p><strong>Acervo</strong></p>
<p>A partir do testamento de Covian, em que determinou a doação de sua biblioteca e arquivo para o Departamento de Fisiologia da FMRP-USP, nasceu a iniciativa de organização do Museu Histórico da faculdade e, especialmente, do acervo do fisiologista, sob a responsabilidade da professora <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/anette-hoffmann">Anette Hoffmann</a> (uma das expositoras do seminário). O acervo é formado por biblioteca (cerca de 1.000 volumes), correspondência (1813 cartas), discos em vinil (música erudita e folclórica), publicações pessoais (livros e separatas) e fotografias.</p>
<h3>Programação</h3>
<table class="invisible">
<tbody>
<tr>
<td><strong>9h</strong></td>
<td><strong>Abertura</strong><br />Marina Massimi (IEA)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>9h15</strong></td>
<td><strong>Miguel Covian: Contextualização e Relato</strong><br />Expositora: Anette Hoffmann (FMRP-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h15</strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>10h30</strong></td>
<td><strong>A Experiência Universitária de Miguel Rolando Covian: Mestres e Discípulos</strong><br /><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marta-edna-holanda-diogenes-yazlle">Marta Edna Holanda Diógenes Yazlle</a> (FMRP-USP) e, em depoimento gravado, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-antunes-rodrigues">José Antunes Rodrigues</a> (FMRP-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>12h</strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h</strong></td>
<td><strong>A Experiência Universitária de Miguel Rolando Covian: Mestres e Discípulos</strong><br />Expositores: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-silveira-menna-barreto">Luis Menna Barreto</a> (EACH-USP) e Marina Massimi (IEA/USP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>14h30</strong></td>
<td>
<p><strong>Coleção Covian, sua Importância e Valor Cientifico e Histórico<br /></strong>Expositores: Anette Hoffmann (FMRP/USP), Marina Massimi(IEA/USP) e, em depoimento gravado, Eneida Nogueira Damasceno (FMRP-USP)<br />Comentaristas: <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-mota">André Mota</a> (Museu-FM/USP); <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/gildo-magalhaes-dos-santos">Gildo Magalhães dos Santos Filho</a> (FFLCH-USP e IEA) e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-bevilacqua">Luiz Bevilacqua</a> (IEA)</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h30</strong></td>
<td><i>Intervalo</i></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>16h45</strong></td>
<td><strong>As Cartas entre Houssay e Covian</strong> - Anette Hoffmann (FMRP-USP)</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>17h45</strong></td>
<td><strong>Encerramento - </strong>Marina Massimi (IEA)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>
<hr />
<p><i><strong>Miguel Covian: Uma Concepção de Universidade para os Tempos Atuais</strong><br />10 de setembro, das 9 às 18h<br />Sala Alfredo Bosi, rua da Praça do Relógio, 109, térreo, Cidade Universitária, São Paulo<br />Evento gratuito e aberto a todos os interessados, mediante <a class="external-link" href="http://encurtador.com.br/htBS7" target="_blank">inscrição prévia</a></i><i><br /></i><i><i><i>Para assistir <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pela internet não é preciso se inscrever</i></i><br /></i><i>Mais informações: com Cláudia Regina Pereira (<a class="mail-link" href="mailto:clauregi@usp.br">clauregi@usp.br</a>), telefone (11) 3091-1686</i><a class="fn email" href="mailto:eventosprp@usp.br" style="text-align: right; "><br /></a><i> </i><i><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/miguel-covian-" class="external-link">Página do evento</a></i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: FMRP-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>História da Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Medicina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-08-21T16:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-propoe-repensar-a-divisao-das-grandes-areas-do-conhecimento">
    <title>Seminário propõe repensar a divisão das grandes áreas do conhecimento</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/seminario-propoe-repensar-a-divisao-das-grandes-areas-do-conhecimento</link>
    <description>Para o organizador do evento, o músico e professor Rubens Russomanno Ricciardi, a divisão cristalizada do conhecimento em Ciências Exatas, Biológicas e Humanas tem levado a resultados acadêmicos menos fecundos que o desejado, prejudicando o planejamento e a realização das atividades de ensino, pesquisa e extensão. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A divisão do conhecimento em três grandes áreas será tema de um encontro que pretende questionar tal separação e propor um novo formato para ser utilizado nas universidades brasileiras. O seminário <i>(Re)discussão Sobre as Grandes Áreas do Conhecimento</i> acontece no dia <strong>13 de abril, às 14h</strong>, na Sala Alfredo Bosi, no IEA, com transmissão <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">ao vivo</a> pelo site do IEA.</p>
<p><span>Para o organizador do evento, o músico e professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/rubens-russomanno-ricciardi" class="external-link">Rubens Russomanno Ricciardi</a>, da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto, a divisão cristalizada do conhecimento em Ciências Exatas, Biológicas e Humanas tem levado, não raramente, a resultados acadêmicos menos fecundos que o desejado, prejudicando o planejamento e a realização das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Além disso, acrescenta, torna ineficiente, em alguns casos, os processos de contratação e avaliação dos docentes, incluindo-se a estrutura dos cursos.</span></p>
<p><span>O seminário discutirá as essências das Ciências da Natureza (considerando-se a física, a química e a biologia em suas relações indissociáveis, bem como demais grandes áreas, desde a engenharia até às ciências médicas, em seu evidente carácter teórico-empírico-matemático de pesquisa), dos Estudos Culturais (considerando-se a datação e o relativismo próprio dos estudos antropológico-sociológicos envolvendo as culturas humanas) e, por fim, dos Conhecimentos Artísticos (com suas condições diferenciadas de poíesis, práxis e theoria).</span></p>
<p><span>Os participantes tentarão responder às seguintes perguntas:</span></p>
<p><span>•      Podemos dissociar por natureza as questões biológicas das questões ditas das ciências exatas? Existe alguma forma de biologia livre da química e da física? Qual o sentido das ciências exatas?</span></p>
<p>•      Até que ponto é válida a concepção de uma grande área de humanidades, com artes e filosofia compreendidas entre os bens culturais? Qual o sentido das ciências humanas ou humanidades?</p>
<p><span>Além de Ricciardi, estarão presentes os expositores:</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alexandre-da-silva-costa">Alexandre da Silva Costa</a><span> (UFF)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andre-luiz-giovanini-micheletti">André Luis Giovanini Micheletti</a> (FFCLRP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/andrea-cavicchioli">Andrea Cavicchiolli</a> (EACH)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cristiano-roque-antunes-barreira">Cristiano Roque Antunes Barreira</a> (EEFERP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/diego-antonio-falceta-goncalves">Diego Antonio Falceta Gonçalves</a> (EACH e FUVEST)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dorothea-hofmann">Dorothea Hofmann</a> (Escola Superior de Música e Teatro de Munique)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eliseu-martins" class="external-link">Eliseu Martins</a> (FEA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/flavio-alicino-bockmann">Flávio Alicino Bockmann</a> (FFCLRP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fritz-huguenin">Fritz Cavalcante Huguenin</a> (FFCLRP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/geraldine-goes-bosco">Geraldine Góes Bosco</a> (FFCLRP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/icleia-thiesen">Icléia Thiesen</a> (UNI-RIO)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoai/ignacio-maria-poveda-velasco">Ignacio Maria Poveda Velasco</a> (FD e SG USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/joao-anzanello-carrascoza">João Anzanello Carrascoza</a> (ECA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jorge-de-almeida">Jorge de Almeida</a> (FFLCH)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lidia-cristina">Lídia Cristina da Silva Teles</a> (FOB)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucas-eduardo-da-silva-galon">Lucas Eduardo da Silva Galon</a> (FFCLRP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-afonso-montanha" class="external-link">Luiz Afonso "Montanha"</a><span> (ECA)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-claudio-mubarac" class="external-link">Luiz Claudio Mubarac</a><span> (ECA)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/martin-grossmann">Martin Grossmann</a> (ECA e IEA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/paulo-veiga" class="external-link">Paulo Veiga</a><span> (FFCLRP)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoar/ricardo-bologna" class="external-link">Ricardo Bologna</a><span> (ECA)</span> (ECA)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/thomas-augusto-santoro-haddad">Thomás Augusto Santoro Haddad</a><span> (EACH)</span></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoat/tito-jose-bonagamba">Tito José Bonagamba</a> (IFSC)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/viviane-abreu-nunes-cerqueira-dantas">Viviane Abreu Nunes Cerqueira Dantas</a> (EACH)</p>
<p> </p>
<hr />
<p class="documentFirstHeading"><i><strong>(Re)discussão Sobre as Grandes Áreas do Conhecimento</strong><br />13 de abril, 14h<br />Gratuito, sem inscrição prévia<br />Sala Alfredo Bosi - Rua Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária, São Paulo<br />Transmissão ao vivo: <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo" class="external-link">www.iea.usp.br/aovivo</a><br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/re-discussao-epistemologica" class="external-link">Página do evento</a></i></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Exatas</dc:subject>
    
    <dc:date>2018-03-29T14:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/autonomia-universitaria">
    <title>Seminário debate relevância, compromissos e futuro da autonomia universitária</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/autonomia-universitaria</link>
    <description>2º seminário do Ciclo Nacional de Seminários "Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País" realizou-se no dia 28 de agosto no IEA, numa organização do Instituto e da Reitoria da USP.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:600px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/abertura-do-2o-seminario-do-ciclo-nacional-autonomia-universitaria/image" alt="Abertura do 2º seminário do Ciclo Nacional Autonomia Universitária" title="Abertura do 2º seminário do Ciclo Nacional Autonomia Universitária" height="400" width="600" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:600px;">A abertura do seminário teve a participação de (a partir da esquerda) José Goldemberg (online), Guilherme Ary Plonski, Marco Antonio Zago, Vahan Agopyan, Carlos Gilberto Carlotti Jr, e Roseli de Deus Lopes</dd>
</dl></p>
<p>Por ser fundamental para a plena realização das atividades acadêmicas, a autonomia universitária acaba  desempenhando também um papel relevante para o desenvolvimento socioeconômico e cultural, dado o impacto das universidades nas sociedades em que estão inseridas. A autonomia, no entanto, não é soberania e reveste os gestores acadêmicos de um rigoroso compromisso com uso eficaz dos recursos públicos para que a missão das universidades seja cumprida e as demandas da sociedade atendidas.</p>
<p>Esses aspectos foram enfatizados no segundo seminário do Ciclo Nacional "Autonomia Universitária: Fator de Desenvolvimento do País", no dia 28 de agosto, organizado pela Reitoria da USP e pelo IEA, com apoio da Fundaçã de Apoio à USP.</p>
<p>Além dos reitores <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-gilberto-carlotti-jr" class="external-link">Carlos Gilberto Carlotti Jr.</a> (USP), <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-meirelles" class="external-link">Antonio Meirelles</a> (Unicamp) e  <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pasqual-barretti" class="external-link">Pasqual Barretti</a> (Unesp) e da vice-reitora da Udesc, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/clerilei-aparecida-bier" class="external-link">Clerilei Aparecida Bier</a>,  também participaram: ex-reitores e professores da USP, Unicamp, Unifesp, UnB, UFPE, UFPA, UFG; o presidente da Fapesp, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/marco-antonio-zago" class="external-link">Marco Antonio Zago</a>; o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do estado de São Paulo, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vahan-agopyan" class="external-link">Vahan Agopyan</a>; dois ex-secretários estaduais; e representantes do setor empresarial e da sociedade civil [<i>veja os nomes de todos os participantes na <a href="https://www.iea.usp.br/eventos/ciclo-autonomia-universitaria-2#programacao" class="external-link">programação</a></i>]</p>
<table class="tabela-esquerda-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>A proposta do Cruesp de 8,63% para USP, Unicamp e Unesp</i></h3>
<p><i>Um dos pontos de destaque do seminário foi a apresentação da proposta do Cruesp de percentual da futura arrecadação tributária do estado, em função da reforma tributária, a ser destinado à USP, Unicamp e Unesp. Coube ao presidente do Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo conselho para elaborar a proposta, o professor <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sebastiao-neto-ribeiro-guedes" class="external-link">Sebastião Guedes</a> , da Unesp, explicar aspectos essenciais da reforma tributária, o desenvolvimento do estudo pelo GT e os impactos da reforma no crescimento econômico do estado e no próprio financiamento das universidades.</i></p>
<p><i>Ele explicou que a reforma tributária deve continuar em regulamentação até 2025 e que ela se baseou em três princípios: simplificação tributária, eliminando impostos e acabando com normativas estaduais, como as tarifas diferenciadas de ICMS dos estados; manutenção da carga tributária sobre o consumo; e nenhum ente federativo perder arrecadação.</i></p>
<p><i>Cinco tributos atuais, ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins, serão unificados no IVA (Imposto de Valor Agregado), a ser cobrado no consumo (destino), não na origem (produção), "o que terá impacto em São Paulo, um grande produtor", afirmou Guedes. O IVA será dividido em CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), parcela destinada ao governo federal, e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), parcela a ser compartilhada por estados e municípios.</i></p>
<p><i>A proposta do Cruesp é que 8,63% da receita tributária liquida da parcela do IBS destinada ao estado financiem as universidades estaduais paulistas. O conselho também recomenda que esse percentual seja inscrito na Constituição estadual, pois "isso diminuiria muito o poder discricionário do governo para diminuir a receita das universidades; o plano B seria inscrever o percentual no Decreto 29.598/89", disse.</i></p>
<p><i>Guedes explicou que em 2026 haverá uma fase de teste de implantação do IVA, com uma alíquota de 1%, com 0,9% (CBS) indo para a União e 0,1% (IBS) para estados e municípios. "Em 2027, começará a aplicação real da reforma, primeiro com o CBS e a extinção de Cofins, IPI e PIS. O IBS só começa a ser implantado em 2029, substituindo paulatinamente o ICMS e o ISS. Só em 2033 o IBS estará plenamente instituído. No entanto, apenas em 2070 a reforma estará de fato concluída, pois há uma série de normas estaduais, isenções e convênios que irão durar até lá".</i></p>
<p><i>Guedes explicou que a proposta do Cruesp resultou de um modelo computável de equilíbrio geral dos dados das contas nacionais de 2019, o qual foi calibrado para poder analisar o período 2013-2022 e o provável efeito da taxa média de arrecadação do futuro IBS.</i></p>
<p><i>O modelo mostrou que a reforma tributária é boa para o crescimento econômico, com um aumento de 4,2% do PIB, afirmou. No entanto, explicou, a reforma é boa para o PIB paulista, mas ruim para a arrecadação, com o total do IBS caindo 2,92%. "Essa perda seria compensada não só pelos fundos de compensação, mas também pela dinâmica do estado, com os fatores de produção capital e trabalho compensando a queda.", afirmou.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3>Relacionado</h3>
<p><strong>Midiateca</strong></p>
<ul>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2024/ciclo-nacional-de-seminarios-autonomia-universitaria-fator-de-desenvolvimento-do-pais-2o-encontro" class="external-link">Vídeo do seminário</a></li>
<li><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2024/ciclo-nacional-de-seminarios-autonomia-universitaria-fator-de-desenvolvimento-do-pais-2o-encontro-28-08-2024" class="external-link">Fotos</a></li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As amarras legais e administrativas que ainda dificultam o exercício da autonomia e as tentativas de limitá-la ou até eliminá-la nas últimas décadas também foram discutidas. A amplitude dos debates e posicionamentos ficou demonstrada com a inclusão de expositores com visão crítica sobre a autonomia, tanto sobre sua relevância para o bom desempenho de universidades quanto sobre sua capacidade de responder às demandas da sociedade, caso não seja acompanhada de transformações estruturais.</p>
<p>Uma exposição pontual relevante para o futuro da autonomia paulista foi a do presidente do Grupo de Trabalho do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) [<i>leia ao lado</i>]. Ele apresentou detalhes do estudo que definiu a proposta de destinação de 8,63% da arrecadação líquida destinada ao estado do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributo que substituirá o ICMS, atual fonte dos recursos das universidades, em função da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional.</p>
<p><strong>Ciclo</strong></p>
<p>Na abertura do encontro, um dos coordenadores, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/guilherme-ary-plonski" class="external-link">Guilherme Ary Plonski</a>, professor sênior e ex-diretor do IEA, disse que a semente para a organização do ciclo de seminários foi a publicação do livro "<a class="external-link" href="https://www.udesc.br/autonomia/livro">Autonomia Universitária: Fundamento e Desafios</a>" pela Universidade do Estado  de Santa Catarina (Udesc). A obra está sendo lançada nos cinco seminários previstos para o ciclo. O primeiro foi organizado pela Udesc na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, no dia 12 de junho [<i><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/autonomia-universitaria#florianopolis" class="external-link">leia abaixo</a></i>]. Os próximos serão realizados no Recife (PE), Belém (PA) e Goiânia (GO).</p>
<p>A ideia de produzir o ciclo, com um seminário por região do país, foi de seu outro organizador, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/arlindo-philippi-junior" class="external-link">Arlindo Philippi Junior</a>, da Faculdade de Saúde Pública da USP e atual chefe do Gabinete da Reitoria da USP, informou Plonski. Depois dos cinco seminários, deverá ocorrer um encontro na Câmara dos Deputados e ser editado um livro com os resultados.</p>
<p>O seminário na USP procurou apresentar um olhar qualificado sobre a experiência da autonomia paulista com depoimentos de alguns dos participantes essenciais de sua implantação em 1989 e olhar para os caminhos prováveis para ela sob as perspectivas jurídica e financeira, afirmou Plonski: "A reforma tributária requer a construção de uma autonomia 2.0, esforço no qual estão empenhadas as três universidades estaduais paulistas e em especial os seus reitores".</p>
<p><strong>Histórico</strong></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-goldemberg" class="external-link">José Goldemberg</a>, ex-ministro da Educação e reitor da USP quando da promulgação do <a class="external-link" href="https://leginf.usp.br/?historica=decreto-no-29-598-de-2-de-fevereiro-de-1989#:~:text=Disp%C3%B5e%20sobre%20provid%C3%AAncias%20visando%20a%20autonomia%20universit%C3%A1ria.">Decreto 29.598/86</a>, que estabeleceu a autonomia das universidades estaduais paulistas, afirmou em sua participação online que o decreto "significou a coroação de um processo de eliminação, a partir de 1986, de alguns obstáculos criados pelo regime autoritário às universidades públicas". O primeiro foi a eliminação da lista sêxtupla de nomes para a escolha de reitores, estabelecida por decreto do governo Geisel para facilitar a inclusão dos nomes dos favoritos dos militares. "Logo após tomar posse como reitor, recorri com sucesso ao Supremo Tribunal Federal para questionar a aplicação desse decreto à USP", disse.</p>
<p>O passo seguinte, foi a participação ativa dele e de outros gestores e parlamentares nas discussão que levaram a Constituinte a incluir o artigo 207 na <a class="external-link" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm">Constituição Federal</a>, de forma a "garantir de forma clara e inequívoca a autonomia das universidades públicas".</p>
<p>A seguir houve o trabalho de convencer o governador Quércia de que a autonomia das universidades paulistas daria "um atestado de maioridade aos reitores e reduziria o envolvimento do governador no microgerenciamento das universidades", relatou.</p>
<p>Goldemberg disse que quando foi ministro da Educação, em 1993, tentou convencer o governo da importância da adoção da autonomia nas universidades federais, mas não houve concordância, sob a "alegação que elas ainda não estavam maduras o suficiente para seguir esse caminho, o que infelizmente vi confirmado em vários casos nas minhas atividades como ministro".</p>
<p>No caso da USP, afirmou que os procedimentos para o uso dos recursos definidos pelo Decreto 29.598/86 foram aperfeiçoados durante a gestão do reitor Marco Antonio Zago. Destacou, no entanto, que a autonomia vai além da responsabilidade fiscal e que os dirigentes não podem nunca perder de vista "os objetivos maiores da universidade, estabelecidos de maneira clara no <a class="external-link" href="https://leginf.usp.br/?historica=decreto-n-o-6-283-de-25-de-janeiro-de-1934">decreto de criação da USP</a>, com o desenvolvimento da cultura filosófica, científica, literária e artística, que constituem as base da liberdade e grandeza de um povo".</p>
<p>O processo que levou à autonomia das estaduais paulistas também foi o tema de um dos painéis do seminário, com a participação de <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-gonzaga-belluzzo" class="external-link">Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo</a>, professor emérito da Unicamp e então secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do estado, <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/frederico-mazzucchelli" class="external-link">Frederico Mazzucchelli</a> , secretário de Economia e Planejamento à época, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-vogt" class="external-link">Carlos Vogt</a>, vice-reitor da Unicamp no período e ex-secretário de Ensino Superior.</p>
<table class="tabela-direita-400-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<h3><i>Além da autonomia</i></h3>
<p><i>Questões adicionais e até polêmicas sobre a importância e limitações da autonomia universitária e sobre ações complementares que deveriam acompanhá-la foram discutidas em duas palestras e um painel. Os palestrantes foram Cristovam Buarque, ex-reitor da UnB, ex-ministro da Educação e ex-senador, e Simon Schwartzman, um dos participantes do antigo Núcleo de Pesquisa sobre o Ensino Superior (Nupes) da USP, criado em 1989, e ex-presidente da Fundação IBGE. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-fernando-perez" class="external-link">José Fernando Perez</a>, presidente da Recepta Biofarma e ex-diretor científico da Fapesp, e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eduardo-saron" class="external-link">Eduardo Saron</a>, presidente da Fundação Itaú, foram os expositores do painel "O Olhar dos Parceiros", representando, respectivamente, o setor empresarial e a sociedade civil.</i></p>
<p><i>Para Buarque, a autonomia universitária precisa ser requalificada: "É preciso definir o porquê, o para quê e o como. O como tem sido muito discutido", disse. Ele ressaltou a distinção entre alforria e abolicionismo nas discussões antiescravagistas do século 19 para afirmar que "algumas universidades concedem alforria para alguns pobres" - referindo-se a políticas de inclusão - mas "não estão sendo instituições abolicionistas da pobreza, redutoras da desigualdade e promotoras de desenvolvimento sustentável".</i></p>
<p><i>Ele considera que as universidades precisam pensar em fontes alternativas de renda, inclusive vendendo serviços e recebendo doações sem condicionamentos, e ampliar a eficiência ("há margem para aumentá-la e reduzir custos"). "A autonomia só será garantida se a universidade prestar os serviços de interesse da sociedade, tendo legitimidade além de legalidade", disse.</i></p>
<p><i>Para ele, a autonomia deve estar a serviço de um novo humanismo: "Precisamos trazer a filosofia para todas as áreas. Os filósofos vão ficar contra, mas são eles que nos inspiram. Precisamos espalhar na universidade o sentimento de crise do paradigma".</i></p>
<p><i>Em sua palestra, Schwartzman disse que a reforma universitária de 1968 foi uma tentativa de trazer o modelo da universidade de pesquisa estadunidense em contraposição à ênfase na formação profissional. "Essa contradição existe até hoje, com 90% da universidade dedicada à formação qualificada e certificação profissional. Isso se reflete na autonomia". Segundo ele, o país tem hoje o maior percentual do mundo de estudantes no ensino superior privado, 76%. No estado de São Paulo, apenas 10% dos estudantes estão em instituições públicas.</i></p>
<p><i>Ele destacou a pluralidade de modelos de instituições acadêmicas nos países ricos, onde 50% das pessoas têm acesso a esse tipo de formação, disse. A discussão deve ir muito além da autonomia, afirmou. "Ela é muito importante, porque não se consegue gerir essa pluralidade sem autonomia, sem uma estrutura de tomada de decisões." No entanto, disse ter dúvidas se o sucesso das universidades estaduais paulistas deve ser atribuído à autonomia. "Talvez elas pudessem ter esse mesmo resultado sem a autonomia financeira".</i></p>
<p><i>Schwartzman considera irracional o percentual fixo de repasse de recursos em São Paulo. Para ele, deveria haver uma negociação ano a ano em função de resultados, compromisso de formar um certo número de pessoas, fortalecer a pesquisas em determinadas áreas, por exemplo.</i></p>
<p><i>"O reitor da USP comentou sobre a dificuldade para usar o dinheiro, contratar professores. Autonomia efetiva significa flexibilidade para os gastos. Se não houver isso, não é autonomia, é estabilidade orçamentária.", afirmou. Essa flexibilidade exigiria transformações internas, mudança na legislação e um sistema de controle baseado num sistema de avaliação, disse.</i></p>
<p><i>Ele também defendeu para as universidades públicas, entre outros aspectos, um sistema efetivo de autonomia na gestão de pessoal, escolha de dirigentes oriundos de outras instituições, acompanhamento público dos resultados e pluralidade de fontes de financiamento (federal, estadual, privado e internacional).</i></p>
<p><i>Para Perez, a responsabilidade decorrente da autonomia torna central a prestação de contas e passa pela revisão dos mecanismos de governança da universidade. "Por que o reitor da USP precisa ser da USP? Na Universidade da Califórnia, o reitor é buscado por um comitê", exemplificou. Também citou o caso das organizações sociais, como o Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), cujo diretor é escolhido por uma comissão.</i></p>
<p><i>Ele questionou também a concepção de que a universidade atualmente seja um fator de desenvolvimento: "Somos 2% da produção científica mundial, mas não somos 2% na Nature, na Science. Precisamos dar um salto, que requer uma mudança na governança".</i></p>
<p><i>A exemplo de Buarque e Schwartzman, Perez também defendeu a diversificação das fontes de financiamento e o exemplo novamente foi a Universidade da California, "onde se vê muitos prédios de parcerias de longo prazo com empresas". Ele criticou ainda o fato de haver uma "recusa sistemática" em discutir a questão do pagamento pelo ensino recebido: "Existem mecanismos democráticos que não limitam o acesso de ninguém", afirmou, citando que na Austrália e na Nova Zelândia o ex-aluno paga no imposto de renda, de acordo com os resultados de sua carreira profissional.</i></p>
<p><i>Para Saron, é preciso que a universidade discuta o mestrado e o doutorado profissionalizantes, de forma a fornecer pessoal qualificados para empresas. "Só 2% dos doutores atuam em empresas no Brasil, percentual que é de 17% nos Estados Unidos e 10% na Europa. Isso é uma tragédia. Denota o distanciamento da universidade do fazer brasileiro e o preconceito das empresas com a formação acadêmica."</i></p>
<p><i>O modelo brasileiro de mestrados acadêmicos se autorreferencia, em vez de produzir mestre ligados à pesquisa aplicada, disse. "Esse caminho não fez tão bem para o país, sobretudo em função do que a inovação requer."</i></p>
<p><i>Para ele, as empresas também precisam reconhecer o papel de mestres e doutores, "e se alguém tem capacidade de persuasão do empresariado é a universidade". Saron disse que a autonomia é muito importante para garantir o vigor da universidade, "mas é preciso pensá-la sob a perspectiva da interconectividade".</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Belluzzo contou que estava na casa da economista Maria da Conceição Tavares, na companhia de Celso Furtado, quando o governador Orestes Quércia ligou e lhe disse: "Você precisa vir aqui para encaminhar a autonomia financeira das universidades". Sua resposta foi: "O senhor não gosta de ver os reitores indo aí com o pires na mão?". Em seguida, ele e Mazzucchelli participaram da elaboração do Decreto 29.598/86.</p>
<p>Mazzucchelli disse que a concessão da autonomia foi politicamente determinada. "As circunstâncias políticas atuais são muito precárias. O Brasil piorou e a autonomia corre risco", alertou. Ele contou que estava no carro numa viajem com Quércia quando este bateu na sua perna e lhe disse: "Esse pessoal da universidade não gosta muito de mim, né?". Ele ficava incomodado com a ideia de que toda hora iria haver greve nas universidades, com os reitores indo reclamar por recursos, disse. "Ele era do PMDB. Nós éramos da ala comunista do partido. Havia surgido o PSDB, com o afastamento de gente do PMDB. O PT estava ativo. Aí ele me disse: 'E se a gente desse o dinheiro deles?'. Belluzzo foi o primeiro a pegar a ideia, mas não foi uma coisa fácil", relatou Mazzucchelli, apontando apoiadores e contestadores da autonomia tanto no Executivo quando no Legislativo da época. Belluzzo acrescentou que até entre pessoas das universidades havia reticências: "Uma delas me disse: 'Você quer trazer as greves para baixo das reitorias?'".</p>
<p>Vogt também comentou o momento político que propiciou a autonomia. "Com a promulgação da Constituição de 88 e a mudança do percentual da Fapesp de 0,5 para 1% da arrecadação foi criado um ambiente propício para a autonomia. E havia aliados fundamentais no governo. Houve também uma ação coordenada dos três reitores. Foi o gesto de política pública em relação ao ensino superior mais importante na história da universidade no país", afirmou.</p>
<p>Ele lembrou de "momentos críticos" para a autonomia. Um deles, disse, foi em 1995, quando o então governador Luiz Antônio Fleury Filho aumentou o percentual de 8,4% para 9,57%. Lembrou também dos debates sobre a divisão dos recursos, "uma questão superada". Outra dificuldade apontada por ele foi a criação, em 2007, pelo governador José Serra, da secretaria de Ensino Superior, subordinando as universidades a ela. "Foram dois meses de greve, de movimento. Eu era presidente da Fapesp e fui convidado a assumir a secretaria. Acabamos convencendo o governador que a autonomia das universidades não podia ser tocada pelas políticas que ele queria para a gestão do estado". Acabou saindo um decreto declaratório, redigido por ele e Belluzzo no Palácio dos Bandeirantes, e tudo continuou como antes, afirmou.</p>
<p>Vogt falou também da tentativa recente do governo de incluir a Univesp e as Faculdade de Medicina de Marília e de São José do Rio Preto no percentual destinados à USP, Unicamp e Unesp. "Graças às ações do Cruesp, houve um recuo. Mas precisamos desconfiar desse recuo, porque ele foi muito fácil. Ele se dá no contexto da mudança do sistema tributário do país. Vai-se aproveitar desse contexto para mais uma investida contra a autonomia", disse.</p>
<p><strong>Panorama jurídico</strong></p>
<p>A trajetória da autonomia universitária no contexto jurídico federal e estadual foi abordada em outro painel do encontro. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nina-beatriz-stocco-ranieri" class="external-link">Nina Ranieri</a>, conselheira do IEA, professora da Faculdade de Direito da USP e ex-secretária adjunta de Ensino Superior do estado de São Paulo, disse que, do ponto de vista jurídico, a autonomia universitária não é uma novidade, com sua presunção remontando a <a class="external-link" href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1960-1969/lei-4024-20-dezembro-1961-353722-publicacaooriginal-1-pl.html">Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1961</a>, sendo constitucionalizada em 1988 e depois tendo uma avanço jurídico muito grande na <a class="external-link" href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1996/lei-9394-20-dezembro-1996-362578-publicacaooriginal-1-pl.html">LDB de 1996</a></p>
<p>Ranieri considera que há três fases distintas no processo a partir da Constituição Federal: de 1988 a 1996, que ela chama de fase de "Âmbito"; de 1997 a 2013, definida como de "Limites"; e de 2013 até o momento, que ela caracteriza como de "Controle".</p>
<p><dl class="image-left captioned" style="width:250px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/nina-ranieri-28-8-24/image" alt="Nina Ranieri - 28/8/24" title="Nina Ranieri - 28/8/24" height="300" width="250" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:250px;">Ranieri: ''O ideal é que seja criado o estatuto jurídico especial para as universidades''</dd>
</dl>Na primeira fase, ela vê as universidades experimentando o âmbito da autonomia e o sistema jurídico procurando entendê-la. Na segunda, a autonomia é vista além da parte orçamentária e as universidades exploram até onde ela pode chegar, "mas em 2013 muda o cenário econômico e isso traz consequências". Na terceira fase, a atual, discutem-se controles a serem aplicados à autonomia.</p>
<p>A fase do Âmbito foi a menos complexa, segundo Ranieri. "A jurisprudência vai interpretar restritivamente o teor da autonomia. Alguns magistrados disseram que não mudou nada com sua introdução. Uma série de decisões do STF afirmaram que autonomia não é soberania. Algo óbvio, senão a universidade seria um Estado."</p>
<p>A fase dos Limites foi mais complexa, segundo ela, em função de dois movimentos. Um foi muito particular de São Paulo, com o aumento da arrecadação e consequentemente dos repasses às universidades. "Esse é o momento em que elas se expandem, com o aumento de vagas e de unidades. Outro movimento ocorre em função da própria LDB, que estabelece prerrogativas de autonomia e prevê a instituição de um estatuto jurídico especial para as universidades, algo que até hoje não existiu. Nesse período, "há autonomia, mas com uma série de travas para exercê-la", afirmou.</p>
<p>A fase atual, de Controle, é a de prestação de contas, com a universidade sendo cobrada a "atender o que lhe é demandado, apresentar seu orçamento com transparência, seu plano de ação, seu programa". Com a crise econômica de 2013 e problemas de gestão que atingem a universidade, surgem exigências e questões diversas, entre as quais a prestação de contas, a criação de ouvidorias, controles internos, atendimento à Lei de Acesso à Informação, dúvidas entre o que é público e privado, o atendimento de demandas sociais e conformidade exigidas pelos tribunais de contas, disse Ranieri.</p>
<p>Para ela, esse panorama contou com os avanços jurídicos muito palpáveis da LDB de 1996. "O ideal é que seja criado o estatuto jurídico especial para as universidades. Isso permitiria que elas saíssem da vala comum da administração pública", afirmou.</p>
<p>Marco Antonio Zago ressalvou que a autonomia garantida pelo art. 207 da Constituição Federal não é cumprida integralmente, mas que a situação já foi pior no passado: "A história das universidades no mundo é a história de sua luta pela liberdade, pois a autonomia é encarada com resistência, repulsa ou mesmo afronta por governantes autoritários".</p>
<p>Ele afirmou que graças à autonomia, o estado de São Paulo tem uma posição proeminente no panorama científico e tecnológico do país, "uma posição que excede em muito a sua dimensão econômica e populacional". Disse também que os governantes precisam entender que universidades boas custam caro, mas esse custo fica bem mais barato do que os prejuízos causados pela dependência tecnológica resultante de educação claudicante e falta de liderança".</p>
<p>Vahan Agopyan comentou que antes da autonomia, a USP já era uma universidade de renome, mas "esbarrava nas incertezas de seu equilíbrio financeiro", com dificuldades até para conseguir material de laboratório e manutenção dos equipamentos e atividades.</p>
<p>Ele disse que mesmo com a autonomia não foi simples cuidar das contas da universidades e que houve reitores que precisaram fazer empréstimos bancários para honrar a folha de salários. De qualquer forma, "se não tivéssemos a autonomia não teria sido possível enfrentar as dificuldades que a gestão Zago se defrontou em seu início".</p>
<p>"Sou um reitor que é constantemente pressionado para que estejamos entre as 50 melhores universidade do mundo. É nesse contexto que quero comentar a questão da autonomia", disse o reitor Carlos Gilberto Carlotti Jr. Ressaltou que autonomia não significa que se tem dinheiro para fazer o que se quer e que ela impõe um responsablidade muito grande. "Em dois anos e meio de gestão, já passei por três fases da arrecadação do ICMS: elevação, queda e estabilidade", afirmou.</p>
<p>Carlotti Jr. apresentou um panorama sintético de empecilhos à autonomia que ainda perduram ou podem retornar. Um deles é o teto salarial limitado ao salário do governador. "Eu era diretor de unidade e não recebia nada por isso, pois o salário batia no teto". Isso foi superado quando o ministro Dias Toffoli estendeu o teto vigente nas universidades federais a todas as universidades estaduais, "mas a qualquer momento o teto pelo salário do governador pode voltar", disse.</p>
<p>Os órgãos do governo e de controle não veem com bons olhos a autonomia, na opinião do reitor. "Temos de explicar o custo por aluno, por exemplo, pois fazem uma divisão simples do orçamento pelo total de alunos e nos comparam com outras instituições que não têm o que mantemos na USP."</p>
<p>O desafio atual é a mudança na arrecadação do estado, com a introdução de um novo imposto. "Precisamos encontrar um índice que mantenha o financiamento atual e é da sociedade que conseguiremos o apoio para isso. Ela vai pressionar quem dirige o estado a manter nossa universidade."</p>
<p>Ele comentou que há problemas também em pelo menos duas situações: "Somos cobrados a ter o desempenho de universidades estrangeiras, mas precisamos ter maior flexibilidade para contratar professores estrangeiros". Considerando que professores europeus recebem salários por nove meses, a proposta seria contratá-los alguns deles por três meses, no entanto, "não se pode colocar no edital que ele tenha vínculo no exterior", afirmou.</p>
<p>Há outras dificuldades para a contratação de docentes. "Gostaria de gente ligada ao setor produtivo na Escola Politécnica, pessoas com projeção de destaque em empresas, mas não posso contratar. Não conseguimos contratar uma pessoa jovem, com currículo menor. Ao passo que as universidades norte-americanas estão contratando professores com 31 a 33 anos, a média dá USP já está em 40 anos, isso aliado ao fato de que estamos formando doutores com 38 anos."</p>
<p>Outra mudança importante a ser obtida é quanto ao uso do dinheiro, disse Carlotti Jr. "Se a lei de licitações anterior era ruim, a nova [<a class="external-link" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14133.htm">14.133/21</a>] é muito pior. Preciso saber este ano se precisarei comprar um palito de fósforo no ano que vem. Estou com dois anos e meio de gestão e até agora não conseguir recuperar o telhado do prédio da Engenharia Civil", exemplificou.</p>
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<h2><strong><a name="florianopolis"></a>Os resultados do seminário de Florianópolis</strong></h2>
<p><dl class="image-right captioned" style="width:500px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/abertura-do-1o-seminario-do-ciclo-nacional-autonomia-universitaria/image" alt="Abertura do 1º seminário do Ciclo Nacional Autonomia Universitária" title="Abertura do 1º seminário do Ciclo Nacional Autonomia Universitária" height="341" width="500" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:500px;">Os participantes da mesa de abertura do seminário (a partir da esq.): Irineu Manoel de Souza, reitor da UFSC; José Fernando Fragalli, reitor da Udesc; a deputada Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Educação da Alesc; e Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e ex-reitor da UnB</dd>
</dl>Este ano, a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) comemora 33 anos de sua autonomia, estabelecida de forma automática com a repetição na Constituição do estado do preceito estabelecido no art. 207 da Constituição Federal. No entanto, a questão nunca foi regulamentada por uma lei orgânica, disse a vice-reitora da Udesc, Clerilei Aparecida Bier.</p>
<p>Antes de apresentar as conclusões do primeiro seminário do ciclo, realizado pela Udesc na Assembleia Legislatica de Santa Catarina, em Florianópolis, no dia 12 de junho, ela apresentou um histórico dos percalços da autonomia da universidade. Disse que a partir de 2016, com a crise econômica e a redução da arrecadação do estado, o governo começou a intervir na autonomia financeira da universidade, reduzindo recursos e demandando redução de gastos. "Nos últimos dias do governo anterior, a autonomia para contratação de professores foi sendo retirada, e no governo atual não há a possibilidade de decidir sobre concursos de professores efetivos, professres substitutos e gestão de horas extras."</p>
<p>Segundo Bier, a última tentativa de regulamentar a autonomia ocorreu em 2016: "A proposta encaminhada ao governo ficou parada na Procuradoria Geral do estado. O argumento foi de que, se fosse concedida a regulamentação, a autonomia poderia ser exercida de forma irresponsável na concessão de aumentos salariais e contratação de professores."</p>
<p>Ela afirmou que há seis anos não há reajuste salarial, que ficou sob a responsabilidade dos gestores do estado. "No final do ano passado, o atual reitor, <span style="text-align: justify; ">José Fernando Fragalli, e eu resolvemos iniciar uma campanha pela restauração de nossa autonomia", disse.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">A realização do primeiro seminário do ciclo foi muito importante, um marco em termos de repercussão política no Legislativo e no Executivo do estado, afirmou. A repercussão interna também foi positiva: "Conseguimos que uma proposta de lei orgânica para regulamentação da autonomia fosse endossada pelo Conselho Universitária por aclamação." </span><span style="text-align: justify; ">A proposta foi encaminhada ao Grupo Gestor do governo e as tratativas no Legislativo estão em andamento, segundo Bier.</span></p>
<p><span style="text-align: justify; ">Também foi possível à universidade articular uma estratégia política com secretários e com o governador para pelo menos decidir sobre a contratação de professores substitutos e horas extras, "Foi uma pequena conquista, mas só foi possível devido à força do seminário", disse.</span></p>
<p style="text-align: right; "><span style="text-align: justify; "><i><span class="discreet">Fotos (a partir do alto): 1 e 2, Leonor Calasans/IEA-USP; 3, Solon Soares/Agência Alesc</span></i></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
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      <dc:subject>Educação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ensino Superior</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Autonomia universitária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Universidade</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-09-09T18:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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