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Seminário destaca importância das experiências inovadoras em educação básica

por Mauro Bellesa - publicado 05/02/2018 14:55 - última modificação 08/02/2018 09:44

O Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira realiza no dia 12 de março, das 9 às 17h, o seminário Escolas e Experiências: O Que se Pode Admirar, apesar de Tudo?
EMEF Desembargador Amorim Lima
EMEF Desembargador Amorim Lima, no bairro do Butantã, em São Paulo, reconhecida pelo Ministério da Educação como um dos exemplos de inovação e criatividade na educação básica

Apesar das inúmeras dificuldades do ensino básico brasileiro, existem diversas escolas públicas e privadas, laicas e confessionais, de boa qualidade, bem como excelentes iniciativas no campo da educação não formal, como a oferecida por museus e centros de ciências, culturais e poliesportivos.

É para tratar da importância desses exemplos que o Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira realiza o seminário Escolas e Experiências: O Que se Pode Admirar, Apesar de Tudo? no dia 12 de março, das 9 às 17h, no Auditório IEA (antiga Sala do Conselho Universitário), com transmissão ao vivo pela Internet.

O encontro encerra o ciclo com cinco seminários iniciado em agosto de 2017 para discutir os desafios reais da educação no país: a formação e as condições de trabalho do magistério, os critérios de qualidade, as tecnologias e o marco legal.

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O objetivo central do seminário é conhecer as experiências inovadoras, os desafios por elas enfrentados e debater as transformações necessárias para que elas deixem de ser minoria na educação pública brasileira. De acordo com o grupo, o que todas essas iniciativas têm em comum é que criam novos conceitos, processos, estruturas e metodologias que reconhecem os interesses e a criatividade dos estudantes; fortalecem a participação e, consequentemente, a responsabilidade, de estudantes, professores, funcionários e famílias; e criam ambientes onde prevalecem a colaboração, a empatia, a transparência e a descentralização.

Os pesquisadores ressaltam que é preciso "superar o problema aparente - causado pela divulgação dos resultados de avaliações periódicas, realizadas por diversas instâncias, nacionais e internacionais - de que o sistema educacional brasileiro é um completo fracasso". Para o grupo, a generalização decorrente dos indicadores divulgados faz com que "a aparência seja a de terra arrasada: não existiriam boas escolas, ou seu número seria quase desprezível; e não é o que efetivamente ocorre".

Em sua opinião, ao conferir mais destaque ao desempenho negativo, os programas governamentais "buscam homogeneizações e simplificações, em vez de aumentar a potência dos múltiplos exemplos de experiências boas, inovadoras e criativas, que precisam ser reconhecidos e amplificados", nos diferentes níveis de ensino.

"O problema real a ser enfrentado é, portanto, encontrar caminhos e estratégias para que as boas organizações sejam reconhecidas, articuladas e, além de inspirar outras escolas e programas, possam oferecer subsídios para que se eliminem as barreiras a sua multiplicação, transformando as condições de trabalho do magistério e demais profissionais envolvidos, o marco legal que regulamenta a educação básica no país, os critérios de qualidade e os instrumentos para sua verificação."


Escolas e Experiências Inovadoras: O Que se Pode Admirar, apesar de Tudo?
12 de março, das 9 às 17h
Auditório IEA (antiga Sala do Conselho Universitário), Rua do Anfiteatro, 513, Cidade Universitária, São Paulo
Evento gratuito - Inscrição prévia para participação presencial - Transmissão ao vivo pela internet
Mais informações: Cláudia Regina Pereira (clauregi@usp.br), telefone: (11) 3091-1686
Página do evento

Foto: EMEF Desembargador Amorim Lima