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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/veiculos-independentes-marcaram-a-ultima-decada-do-jornalismo-brasileiro">
    <title>Veículos independentes marcaram a última década do jornalismo brasileiro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/veiculos-independentes-marcaram-a-ultima-decada-do-jornalismo-brasileiro</link>
    <description>Em evento no IEA, jornalistas analisaram as mudanças na imprensa desde as Jornadas de Junho
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    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-f1d411d6-7fff-839e-a86b-e9695782664e"> </span></p>
<table class="tabela-esquerda-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/22-08-2023-mesa-2" alt="22/08/2023 - Mesa 2" class="image-inline" title="22/08/2023 - Mesa 2" /></th>
</tr>
<tr>
<td><i>Tiago Queiroz, Eugênio Bucci, Adriana Martinez e Daniel Bramatti</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>Algumas das mudanças que mudaram a cara do jornalismo na última década foram observáveis ainda no calor das manifestações de junho de 2013, consideradas por jornalistas e pesquisadores um marco para a área. Os grandes jornais foram repelidos, enquanto novos comunicadores ganharam destaque em meio aos </span><span><i>black blocs</i></span><span> e à repressão policial. </span></p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugênio Bucci</a>, jornalista e professor da Escola de Comunicações e Arte (ECA) da USP, exemplo do novo formato que surgiu à época é a Mídia Ninja, que chegou a ter trechos de suas captações usadas pelo Jornal Nacional: “Era uma observadora que chegava a lugares onde os repórteres convencionais não podiam chegar”, disse durante o evento “O Jornalismo Brasileiro na Última Década: Crise, Diversidade e Inovação”, realizado no dia 22 de agosto no IEA. O seminário foi organizado pelo Observatório da Imprensa, Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo e o Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade do IEA.</p>
<p>Na análise de Eugênio Bucci, “as jornadas de junho se bifurcaram” durante a última década. De um lado, se destacam iniciativas populares de inclusão e diversidade. Em outro caminho, os manifestantes apoiaram a eleição de Jair Bolsonaro e atuaram no dia 8 de janeiro, quase dez anos depois. Isso ficou nítido nas imagens de Brasília em 2016 na ocasião do impeachment de Dilma Rousseff, quando a Esplanada dos Ministérios estava dividida por um enorme muro com pessoas de vermelho de um lado e verde e amarelo de outro. “Ali já havia uma iconografia”, afirmou Bucci.</p>
<p>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/adriana-martinez" class="external-link">Adriana Garcia</a>, jornalista associada ao Projor - Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, o Brasil deixou de conciliar suas partes diferentes. “O país foi deixando de ser uma coisa e outra, e começou a ser uma coisa ou outra”, afirmou. Um dos elementos dessa radicalização, segundo a jornalista, foi o surgimento no Brasil do Facebook em 2008, quando “as pessoas passaram a ser dependentes de fontes de informação que não necessariamente têm protocolos de apuração”.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/daniel-bramatti" class="external-link">Daniel Bramatti</a>, editor do Estadão Verifica, destacou que existe um descrédito muito grande por parte de uma parcela da população em relação a jornais estabelecidos. “Eu trabalho todo dia com desinformação, é impressionante ver como tem gente que não vai se deixar convencer por qualquer fato se ele vier da Globo”, afirmou. Segundo Bramatti, esse é um caldo de cultura que foi capturado pela extrema-direita.</p>
<p>Sobre a relação entre a desinformação e as jornadas de junho, Bramatti defendeu que, mesmo existindo uma correlação entre os fenômenos, não é uma relação de causa e efeito.   “O impacto das jornadas de 2013 na imprensa é limitado diante dos demais fatores que tiveram impacto nas últimas décadas”, defendeu Bramatti. “Vejo que Junho foi um sintoma de algo que estava e continua acontecendo”.</p>
<p><span><strong>Caminho à esquerda</strong></span></p>
<table class="tabela-direita-300">
<tbody>
<tr>
<th><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/22082023-JORNALISMO-mesa-1.jpg" alt="22/08/2023 - Mesa 1" class="image-inline" title="22/08/2023 - Mesa 1" /></th>
</tr>
<tr>
<td><i>Ciça Cordeiro, Paulo Talarico, Sanara Santos e Antonio Junião</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No outro lado da encruzilhada a que se referiu Bucci estão veículos como a Ponte Jornalismo. Criada em 2014, tem a proposta de cobrir as violações de direitos humanos praticadas pelo Estado. Um de seus cofundadores, o ilustrador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/antonio-juniao" class="external-link">Antonio Junião</a> contou durante o encontro que não via as redações tradicionais cobrindo o tema sob a perspectiva das vítimas dessas violações. “Quando a Ponte nasceu essas pessoas não estavam sendo ouvidas.”</p>
<p><span>Junião afirmou que manchetes como “População ateia fogo em ônibus e atrapalha o trânsito” eram comuns na imprensa, mas isso mudou. Quando os jornalistas alternativos chegam ao local de algum protesto na periferia, a grande imprensa já está lá. Mas, para Junião, não houve uma tomada de consciência. A mudança ocorreu “porque a população passou a cobrar essa mudança”, defendeu.</span></p>
<p>Ele acredita que o perfil dos jornalistas da grande imprensa impede coberturas sob a perspectiva das periferias. “Eu sempre era o único negro nas redações”, disse. Segundo o <a href="https://perfildojornalista.paginas.ufsc.br/files/2022/06/RelatorioPesquisaPerfilJornalistas2022x2.pdf">Perfil do Jornalista Brasileiro</a>, em 2021 apenas 9,3% dos jornalistas se declararam pretos. “A maioria dos jornalistas da Ponte estava no jornalismo tradicional, mas cansaram de tentar mudar o sistema por dentro”, afirmou o ilustrador.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoas/sanara-santos" class="external-link">Sanara Santos</a>, jornalista do Laboratório Énois — entidade que está organizando um projeto de censo de diversidade nas redações do Brasil — afirmou que as pautas de inclusão ainda não estão enraizadas no mercado: “Esse debate existe pouco nas grandes redações, está mais presente nas pequenas iniciativas”. De acordo com ela, dos 106 veículos que aceitaram fazer parte do levantamento, apenas cinco são lidos como grandes redações.</p>
<p>A falta de diversidade e inclusão também se reflete na escolha das fontes jornalísticas, na avaliação de Santos. Ela contou que os estudos do Laboratório Énois detectaram, no jornalismo tradicional, a mesma fonte sendo repetidamente usada para determinado assunto por mais de uma década.</p>
<p>Outro tema tratado foi o capacitismo. <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/cica-cordeiro" class="external-link">Ciça Cordeiro</a>, jornalista do Talento Incluir, afirmou que os jornais usam termos inadequados e só costumam procurar pessoas com deficiência para falar de problemas como falta de acessibilidade. Para isso, o Talento Incluir lançou o “Guia de Comunicação Inclusiva Sobre Pessoas com Deficiência”, que aborda positivamente o universo de pessoas com deficiência.</p>
<p><span><strong>Financiamento</strong></span></p>
<p>Veículos independentes, como a Agência Mural e a Ponte Jornalismo, passam por desafios financeiros que os fazem buscar apoios pontuais de instituições. “São apoios que vêm, ficam por dois ou três anos e depois temos que correr atrás de novo”, disse Junião. “A Ponte cria novos modelos de negócios, mas o financiamento é um gargalo”.</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-castilho" class="external-link">Carlos Castilho</a>, jornalista e pesquisador do Observatório da Imprensa, afirmou que projetos jornalísticos orientados unicamente para a produção de notícias estão sofrendo uma queda gradual e contínua de receita financeira. Ele analisou que “a notícia está se transformando em uma commodity intercambiável com a publicidade”.</p>
<p dir="ltr"><span> </span></p>
<p><span>Castilho mostrou preocupação com a função social do jornalismo, por isso, defendeu que a questão financeira dos veículos é fundamentalmente política. Uma das soluções propostas por Castilho é a diversificação de receitas. “Criar certas fontes de receita que vão desde o </span><span><i>paywall</i></span><span>, até assinatura, eventos e prestação de serviços”, sugeriu.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Digital Culture</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Journalism</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-08-25T21:10:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/vacina-talks-discute-como-se-proteger-contra-fake-news">
    <title>Vacina Talks discute como se proteger contra fake news</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/vacina-talks-discute-como-se-proteger-contra-fake-news</link>
    <description>Evento é realizado pela União Pro-Vacina e pela Ilha do Conhecimento</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Adobe_Post_20210209_0926570.82229851028809461536x1536.png/@@images/7ccfad6f-1547-4abc-b9ca-c6315c5f8e6e.png" alt="" class="image-left" title="" />A <a href="https://sites.usp.br/iearp/uniao-pro-vacina">União Pró-Vacina</a> e a <a href="http://ilhadoconhecimento.com.br/">Ilha do Conhecimento</a> organizam no dia 11/02, às 19h, a live <b>Fake News espalham tanto quanto os vírus! Como se proteger?</b>. Essa é segunda edição do Vacina Talks, evento online que tem como objetivo esclarecer questões relacionadas às vacinas e combater as informações falsas que circulam atualmente na internet e nas redes sociais sobre esse tema.</p>
<p>O evento será transmitido pelos canais da <a href="https://youtu.be/p7ktKWLNqFQ">União Pró-Vacina</a> e da <a href="https://youtu.be/v6GtScsHe2I">USP no YouTube</a> e é aberto a todos os públicos. Não é necessário se inscrever para participar.</p>
<p>As participantes da live serão Mellanie Fontes-Dutra, biomédica e coordenadora da Rede Análise COVID 19; Luiza Caires, jornalista e editora de ciências do Jornal da USP; e Nathália Pereira, bióloga e membro da União Pró-Vacina. A moderação será realizada por Robson Amaral, membro da Ilha do Conhecimento, com o apoio da integrante da UPVacina Laila Blanc.</p>
<p><b>Sobre a União Pró-Vacina</b></p>
<p>A União Pró-Vacina tem como objetivo unir instituições acadêmicas e de pesquisa, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas, planejando e coordenando atividades conjuntas.</p>
<p>Atualmente, compõem a iniciativa o <a href="https://sites.usp.br/iearp/">Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo Ribeirão Preto da USP</a>, o <a href="http://ctcusp.org/">Centro de Terapia Celular (CTC)</a>, o <a href="http://crid.fmrp.usp.br/">Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID)</a>, a <a href="http://ilhadoconhecimento.com.br/">Ilha do Conhecimento</a>, a <a href="https://vidya-academics.webnode.com/">Vidya Academics</a>, o <a href="https://pt-br.facebook.com/gamingclubusprp/">Gaming Club da FEA-RP</a>, o <a href="https://iqc.org.br/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Instituto Questão de Ciência</a> e o <a href="http://prettymuchscience.com/" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Pretty Much Science</a>.</p>
<p>Saiba mais em: <a href="https://sites.usp.br/iearp/uniao-pro-vacina">sites.usp.br/iearp/uniao-pro-vacina</a></p>
<p> </p>
<hr />
<p><b>Fake News espalham tanto quanto os vírus! Como se proteger?</b><br /><i>11 de fevereiro, 19h<br /><a class="external-link" href="https://youtu.be/p7ktKWLNqFQ">Canal da União Pró-Vacina no YouTube</a><br />Evento on-line e sem inscrição<br /><a href="https://www.iea.usp.br/eventos/fake-news-espalham-tanto-quanto-os-virus-como-se-proteger" class="external-link">Página do evento</a><br /></i></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>União Pró-Vacina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Vacinas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-02-11T02:09:46Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/usuarios-espalham-desinformacao-de-forma-consciente-na-maioria-dos-casos">
    <title>Usuários espalham desinformação de forma consciente na maioria dos casos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/usuarios-espalham-desinformacao-de-forma-consciente-na-maioria-dos-casos</link>
    <description>Segundo entrevistada do USP Analisa, mesmo desconfiando da veracidade, público usa conteúdo falso para derrubar pessoas e pensamentos com os quais não concorda</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-733c48ad-7fff-553d-ae3b-4c7e17b063b5"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Designsemnome36.png/@@images/832dad75-44e2-4b8b-b746-2be3397a28d2.png" alt="" class="image-left" title="" />O formato em que a desinformação chega até os usuários de redes sociais contribui para sua credibilidade. Produções de qualidade em vídeos, trilhas sonoras e estética jornalística são comuns em grande parte dela. Mas mesmo que haja uma desconfiança de que aquele conteúdo seja falso, a disseminação desses conteúdos pelas pessoas comuns é, em sua maioria, consciente. É o que discute a jornalista, professora da Universidade Federal do Piauí e coordenadora da Rede Nacional de Combate à Desinformação, Ana Regina Rego, na segunda parte da entrevista que vai ao ar nesta semana no USP Analisa.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela cita uma pesquisa da Universidade de Regina, no Canadá, feita com habitantes dos Estados Unidos e Canadá no final de 2019, que apontou justamente isso. “As pessoas desconfiam que alguma coisa ali não está legal, não é verdadeira. Mas elas querem divulgar para compor uma onda maior, formar mais pessoas aliadas a seu pensamento e derrubar aquele político que você não concorda, derrubar aquele pensamento que é mais científico com o qual você não concorda. Então esse compartilhar sem pensar é entre aspas, porque há aí uma consciência que se diz inconsciente, mas é porque ela está em uma linha bem limítrofe que faz com que a pessoa pense: ‘eu sei que tem alguma coisa errada, mas eu quero que isso vá adiante’”, afirma Ana.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela destaca que falta um trabalho educativo com a população jovem, principalmente a faixa etária egressa de universidades, que, segundo pesquisa de uma empresa de cibersegurança divulgada em 2020, é a que mais compartilha fake news em seus perfis e comenta notícias sem checar.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“No projeto atual da educação brasileira, a ideia é que as humanidades deixem de ser cursos nas universidades públicas, quando a ideia principal é levar as ciências humanas sociais e sociais aplicadas, letras, linguística e artes também para dentro dos cursos de exatas, de ciências naturais, sobretudo disciplinas mais críticas como a Filosofia, a Sociologia e, dentro do processo comunicativo, essa necessidade de uma educação para a mídia. Acho que o Brasil ficou meio que na contramão desse processo porque a intenção é esvaziar o pensamento e formar o homem laboro, o homem para o trabalho. O homem que trabalha não é despertado para o pensar, ele trabalha, ganha seu dinheiro, bebe sua cerveja, come seu churrasco. E como ele não desenvolve o pensar, ele pode ser um terraplanista, um anticomunista, porque ele não consegue entender os extremos e as irregularidades que podem acontecer em cada uma dessas situações de vida política em sociedade”, explica a professora.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (2), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (6), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-06-09T19:30:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/upvacina-auxilia-articuladores-no-combate-a-desinformacao-sobre-vacinas">
    <title>UPVacina auxilia articuladores no combate à desinformação sobre vacinas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/upvacina-auxilia-articuladores-no-combate-a-desinformacao-sobre-vacinas</link>
    <description>Projeto participou de evento sobre o tema com profissionais da atenção básica promovido pela DRS-XIII em Ribeirão Preto </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-3667945f-7fff-1544-3c6a-73ea85d81baf"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/up1.png/@@images/1b052a6b-cd32-4a86-94af-3b70728719c5.png" alt="" class="image-left" title="" />A baixa cobertura vacinal para diversas doenças vem preocupando cada vez mais profissionais e órgãos públicos de saúde. Na região de Ribeirão Preto, a situação não é diferente e levou o </span><a href="http://www.saude.sp.gov.br/ses/institucional/departamentos-regionais-de-saude/drs-xiii-ribeirao-preto"><span>Departamento Regional de Saúde (DRS-XIII)</span></a><span> a promover um evento no início de agosto para discutir o tema e buscar formas de solucioná-lo. O encontro reuniu articuladores da Atenção Básica de 26 municípios da região e contou com a participação da </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/uniao-pro-vacina/"><span>União Pró-Vacina</span></a><span>, projeto ligado ao Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Durante sua palestra, a integrante da UPVacina, Nathália Pereira da Silva Leite, que também é mestranda do programa de pós-graduação em Imunologia Básica e Aplicada da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, fez uma contextualização geral sobre desinformação envolvendo vacinas, elencou os principais motivos desse fenômeno no Brasil e abordou estratégias de como combatê-lo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Mostrei aos articuladores como identificar as causas da desinformação, que no Brasil, de acordo com dados que elenquei em meu trabalho de conclusão de curso, têm respaldo principalmente na desconfiança sobre o processo de desenvolvimento e pesquisa das vacinas e no receio dos eventos adversos. Expliquei também como apresentar a informação de maneira correta e com argumentos adequados, a partir da identificação da causa dessa desinformação”, conta Nathália.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A pesquisadora trouxe ainda materiais desenvolvidos por outro integrante da UPVacina, o doutorando do Programa Interunidades de Biotecnologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP Wasim Syed, sobre a “anatomia” das </span><span>fake news</span><span>, ou seja, como essa desinformação costuma ser apresentada.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os articuladores da Atenção Básica que participaram do evento trouxeram casos rotineiros para debater. Segundo Nathália, o principal questionamento dos profissionais foi sobre o pouco tempo para se atualizar, enquanto surgem novas desinformações a todo momento. “A maioria dessas desinformações sempre é uma reciclagem da anterior. Além disso, muitas podem ser desmistificadas pelos profissionais utilizando seu próprio conhecimento científico, principalmente por eles já atuarem na área da saúde e geralmente terem uma visão mais crítica sobre assuntos que envolvem o tema”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A integrante da UPVacina destaca que ter um espaço como esse para discutir o combate à desinformação é muito importante porque, embora isso seja uma estratégia de saúde pública, o debate de uma forma mais ativa é pouco realizado nas instituições.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“A demanda do DRS-XIII mostra a preocupação com essa estratégia e o encontro que incluiu essa pauta é uma forma de estratégia para ajudar a mitigar o problema da queda na cobertura vacinal. Acredito que organizações como a UPVacina e como as próprias escolas são essenciais e complementares à essa gestão de saúde pública”, diz ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A diretora do DRS-XIII Adriana Ruzene considerou o evento bastante positivo. “Foi um encontro muito importante para conhecer os problemas relacionados à vacinação identificados pelos municípios e para que os profissionais e técnicos de saúde se atualizem sobre a sensibilização da população, visando diminuir o impacto das fake news e estimular estratégias da cobertura vacinal”.</span></p>
<p dir="ltr"><span><b>Sobre a UPVacina</b></span></p>
<p><span>A </span><a href="https://rp.iea.usp.br/projetos/uniao-pro-vacina/"><span>União Pró-Vacina</span></a><span> é uma iniciativa de extensão articulada pelo Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP em parceria com instituições científicas, acadêmicas e grupos de divulgação científica. O objetivo é unir Academia, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas, planejando e coordenando atividades conjuntas. </span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Vacinas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>União Pró-Vacina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-09-12T13:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/uniao-pro-vacina-produz-material-sobre-como-lidar-com-o-negacionismo-cientifico">
    <title>União Pró-Vacina produz material sobre como lidar com o negacionismo científico</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/uniao-pro-vacina-produz-material-sobre-como-lidar-com-o-negacionismo-cientifico</link>
    <description>Informações, que estão disponíveis no formato de postagens em redes sociais, são baseadas em documento da Organização Mundial da Saúde
</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-a0147d83-7fff-f9c1-989d-aaccc9fb298a"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/NegacionistasAntivaxmenor.png/@@images/ca298a8b-1713-4379-9556-6c9c1cb8369b.png" alt="" class="image-left" title="" />“Negacionistas científicos” parece um termo para descrever figuras distantes de nosso cotidiano, quase de um outro mundo. Mas essas pessoas que rejeitam conceitos provados pela ciência - muitas vezes há séculos - estão mais próximos do que imaginamos. Seja na convivência dos amigos, no grupo de WhatsApp da família e até mesmo entre autoridades, eles se fazem cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Afinal, é possível estabelecer um diálogo saudável com quem prefere fechar os olhos para o que é seguro em detrimento de ideologias pessoais e conspiracionistas?</span></p>
<p dir="ltr"><span>A União Pró-Vacina, por meio de um de seus integrantes, o grupo de divulgação científica da USP Ribeirão Preto Vidya Academics, mostra que sim. Eles criaram um material para mídias digitais com o objetivo de ajudar quem está disposto a se aventurar nessa desafiadora tarefa.</span></p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>O conteúdo do guia</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/NegacionistasAntivax4menor.png/@@images/d8f75790-d33c-4141-9ef3-49ed0a8593ec.png" alt="" class="image-right" title="" />O foco do material é o movimento antivacina, mas boa parte das dicas pode ser aproveitada para qualquer outro tópico, desde a pandemia de covid-19 até o aquecimento global. São </span><a href="https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1010322619391132&amp;id=512226969200702"><span>oito artes</span></a><span> para redes sociais que abordam como lidar com debatedores negacionistas, os principais comportamentos e estratégias que podem ser adotados e ainda dá dicas de como rebater argumentos mais frequentes usados pelos negacionistas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os tópicos foram reunidos a partir de um </span><a href="https://www.who.int/immunization/sage/meetings/2016/october/8_Best-practice-guidance-respond-vocal-vaccine-deniers-public.pdf"><span>guia em inglês de boas práticas para responder pessoas que são contra vacinas em público</span></a><span>, criado pela Organização Mundial da Saúde. Também foram utilizados como fontes artigos publicados nos periódicos </span><a href="https://www.researchgate.net/publication/318504887_Vaccine_Rejection_and_Hesitancy_A_Review_and_Call_to_Action"><span>Open Forum Infectious Diseases</span></a><span> e </span><a href="https://www.nature.com/articles/s41562-019-0632-4"><span>Nature</span></a><span> e na revista </span><a href="https://revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2020/02/27/atacando-ciencia-por-lucro-ou-diversao-armas-mais-comuns"><span>Questão de Ciência</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O material oferece ainda links para munir o debatedor com evidências científicas contra as idéias falsas defendidas pelos negacionistas. Entre eles, </span><a href="http://bit.ly/provaxinterativo"><span>outro material criado pela União Pró-Vacina</span></a><span>, um manual que responde às principais dúvidas, fake news e teorias conspiratórias envolvendo vacinas tradicionais e vacinas contra a covid-19.</span></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Lições contra o movimento antivacina</strong></span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/NegacionistasAntivax3menor.png/@@images/b8d51a1e-24db-4ab8-89d6-7b8b448e3303.png" alt="" class="image-left" title="" /></p>
<p dir="ltr"><span>O material destaca que existem três tipos de adeptos ao movimento antivacina: aqueles que rejeitam totalmente as vacinas e seguem convictos de sua opinião, mas que representam apenas uma minoria; os antivacina abertos, que acreditam nas teorias da conspiração, mas são mais propensos ao debate; e os indecisos, que aceitam a maioria das vacinas, porém ainda têm problemas com algumas.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Segundo a União Pró-Vacina, disponibilizar um material como este em português, de forma acessível nas mídias digitais, amplia as estratégias de discussão e disseminação de informações corretas sobre vacinas. “Como as informações corretas não chegam de forma orgânica, devido à politização do tema e ao crescimento de conteúdo antivacinas - e outros movimentos negacionistas -, é necessário que a comunidade científica saiba tomar espaço na discussão pública. Vale ressaltar que se abster do debate e ignorar questões relacionadas, especialmente quando se é cientista ou se reconhece os benefícios da ciência, não é o melhor caminho”, explica o estudante do curso de Farmácia da USP Ribeirão e integrante da União Pro-Vacina Wasim Syed.</span></p>
<p dir="ltr"><span><span><strong>Sobre a UPVacina</strong></span></span></p>
<p dir="ltr">A <a class="external-link" href="https://sites.usp.br/iearp/uniao-pro-vacina/">União Pró-Vacina</a> é uma iniciativa organizada pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo Ribeirão Preto da USP em parceria com o Centro de Terapia Celular (CTC), o Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), os projetos de divulgação científica Ilha do Conhecimento e Vidya Academics, e o Gaming Club da FEA-RP.</p>
<p dir="ltr"><span>O objetivo é unir instituições acadêmicas e de pesquisa, poder público, institutos e órgãos da sociedade civil para combater a desinformação sobre vacinas, planejando e coordenando atividades conjuntas que exploram as potencialidades de cada instituição participante.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Entre as ações estão: colaboração para elaboração e melhoria de políticas públicas; produção de material informativo; intervenções em escolas, espaços públicos e centros de saúde; eventos expositivos; combate às informações falsas e desenvolvimento de games.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Mais informações: </span><a href="https://www.facebook.com/upvacina"><span>facebook.com/upvacina</span></a><span>.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Vacinas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Pública</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>União Pró-Vacina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-09-23T18:30:52Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/usp-pensa-brasil-pp-estrategicas">
    <title>Políticas Públicas Estratégicas em Tempos de Turbulência</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/usp-pensa-brasil-pp-estrategicas</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span><b><span><a class="external-link" href="https://www.pensabrasil.usp.br/">USP Pensa Brasil 2025</a></span></b></span></p>
<p><span class="x1o7cslx x8viiok xpm28yp x10wh9bi x5n08af xo1l8bm xvs91rp x1i0vuye x1943h6x x1fgarty x1cpjm7i x1gmr53x xhkezso x1s928wv x1vvkbs x13faqbe x1fj9vlw xeuugli x193iq5w x15dsfln xyejjpt x1n2onr6 xryxfnj x1plvlek x1lliihq" dir="auto"><span class="x126k92a x1o7cslx x8viiok xpm28yp x10wh9bi x5n08af xo1l8bm xvs91rp x1i0vuye xt0psk2 x1vvkbs x13faqbe xeuugli x193iq5w">O BRASIL E A NOVA DESORDEM MUNDIAL é o tema geral do "USP Pensa Brasil" de 2025, que acontecerá entre os dias 29 de setembro e 3 de outubro, na Cidade Universitária, em São Paulo. <br /><br />Durante o evento, serão abordados assuntos que desafiam as estruturas democráticas e o equilíbrio global: a instabilidade econômica provocada pelo neoliberalismo, a crise da política de multilateralismo, o avanço das grandes empresas de tecnologia e da desinformação, a ascensão dos autoritarismos e o enfraquecimento da ciência.<br /><br />A edição do USP Pensa Brasil de 2025 propõe a seguinte reflexão: diante das incertezas do presente, devemos reformar as instituições atuais ou imaginar novas formas de cooperação e governança?</span></span></p>
<p><span class="x1o7cslx x8viiok xpm28yp x10wh9bi x5n08af xo1l8bm xvs91rp x1i0vuye x1943h6x x1fgarty x1cpjm7i x1gmr53x xhkezso x1s928wv x1vvkbs x13faqbe x1fj9vlw xeuugli x193iq5w x15dsfln xyejjpt x1n2onr6 xryxfnj x1plvlek x1lliihq" dir="auto"><span class="x126k92a x1o7cslx x8viiok xpm28yp x10wh9bi x5n08af xo1l8bm xvs91rp x1i0vuye xt0psk2 x1vvkbs x13faqbe xeuugli x193iq5w">A mesa </span></span><b>Políticas Públicas Estratégicas em Tempos de Turbulência </b>abordará os desafios e as oportunidades para a formulação de  políticas públicas eficazes em um contexto global e nacional  caracterizado pela instabilidade e pela crise de modelos tradicionais de  governança.</p>
<p>Num momento de turbulência econômica, política e social, o Brasil precisa dimensionar rotas internas que permitam caminhar para o futuro com segurança. Para isso, as políticas públicas são estratégicas. Nesta mesa, nossos convidados jogam luz sobre as políticas brasileiras em Energia, Indústria e Agricultura, três temas estratégicos para o país nas próximas décadas.</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Para acompanhar a transmissão on-line do evento é necessário efetuar a inscrição <a class="external-link" href="https://www.pensabrasil.usp.br/informativo/view?TIPO=14&amp;ID_INFORMATIVO=145"></a>(veja abaixo)</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Crise Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Pensa Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Eixos Temáticos USP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Conhecimento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Poder</dc:subject>
    
    <dc:date>2024-07-25T11:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologias-da-desinformacao-acendem-debate-a-respeito-dos-impactos-das-inteligencias-artificiais-na-sociedade">
    <title>Pesquisadores debatem uso da Inteligência Artificial nas estratégias de desinformação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/tecnologias-da-desinformacao-acendem-debate-a-respeito-dos-impactos-das-inteligencias-artificiais-na-sociedade</link>
    <description>O evento online “Estratégias Tecnológicas da Desinformação” debateu como os algoritmos e as ferramentas de Inteligência Artificial (IA) podem interferir diretamente no debate público e nas relações de poder através da disseminação de desinformação.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/participantes-do-evento-estrategias-tecnologicas-da-desinformacao/image" alt="Participantes do evento &quot;Estratégias Tecnológicas da Desinformação&quot;" title="Participantes do evento &quot;Estratégias Tecnológicas da Desinformação&quot;" height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">Participantes do evento Estratégias Tecnológicas da Desinformação.</dd>
</dl>Para <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nina-santos">Nina Santos</a>, pesquisadora em pós-doutorado no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital, há uma limitação na legislação sobre conteúdo digital que prevê a obrigação de apagar conteúdos que propagam desinformação nas redes. “O conteúdo ganha vida própria e, em certa medida, passa a independer da referência original. Isso faz com que a exclusão dessa referência original, seja pelo próprio autor, seja por medidas regulatórias, tenha impacto restrito.” Ou seja, o caráter multiplataforma da desinformação faz com que a mera exclusão dos conteúdos não impeça que eles continuem sendo compartilhados e reproduzidos.</p>
<p dir="ltr">Nina participou do evento online “Estratégias Tecnológicas da Desinformação”, realizado no dia 19 de agosto pelo <a href="http://c4ai.inova.usp.br/pt/aihumanity-pt/">C4AI / AI Humanity</a> e o <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/nucleos-de-apoio-a-pesquisa/observatorio-inovacao-competitividade">NAP Observatório da Inovação e Competitividade</a> do IEA. Ela e <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/miguel-lago">Miguel Lago</a>, professor da School of International and Public Affairs da Universidade de Columbia e da École d’Affaires Publiques de Sciences Po Paris, discutiram como o vasto conjunto de procedimentos incorporados às máquinas, aos algoritmos e às ferramentas de Inteligência Artificial (IA) – que, por meio das redes sociais, privilegiam o fluxo e a disseminação de conteúdos manipulados – podem interferir diretamente no debate público e nas relações de poder.</p>
<table class="tabela-esquerda-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Assista na íntegra</th>
</tr>
<tr>
<td><b><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w2A8x8zDk4Q">Vídeo do debate “Estratégias Tecnológicas da Desinformação”</a></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr">“A gente sabe que a inteligência artificial não é nem boa e nem ruim, a priori”, afirmou Lago a respeito de como o contexto social em que esta tecnologia se insere é determinante para avaliar o impacto da IA. No caso do Sul Global (e também em países como EUA e Reino Unido), o pesquisador argumenta que existe um contexto de produção de desinformação que abala a credibilidade e legitimidade das estruturas tradicionais de poder e autoridade.</p>
<p dir="ltr">Enquanto isso, explicou, as chamadas “Big Techs” – plataformas digitais onde estas redes de desinformação são criadas – permanecem insuficientes para moderar e regular o conteúdo no intuito de evitar a propagação de mentiras.</p>
<h3>Caminhos da desinformação</h3>
<p dir="ltr">“É uma parceria obscura entre máquina e sentimentos como desejo de vingança, ódio e ressentimentos. E isto é uma combinação explosiva, como já está demonstrado”, afirmou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci">Eugênio Bucci</a>, coordenador acadêmico da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-oscar-sala/">Cátedra Oscar Sala</a> e mediador do debate, ao tentar definir estas estratégias tecnológicas que propagam desinformação. Tais estratégias são o objeto de pesquisa da pesquisadora Nina Santos, que busca entender os pilares que sustentam a produção de desinformação.</p>
<p dir="ltr">Nina destacou três pontos cruciais para se entender o desenvolvimento das tecnologias da desinformação: a lógica opaca das plataformas, a volatilidade como estratégia de perenização do conteúdo e a monetização.</p>
<p dir="ltr">Primeiramente ela explica como as plataformas (do francês plate-forme; forma plana) não têm nada de plano ou transparente em sua formação, apesar de construírem um imaginário acerca de si próprias como um espaço aberto, neutro e igualitário. Justamente pela intermediação de algoritmos que definem o que cada usuário vai consumir nas redes sociais que essa ideia de “comunicação direta” estabelecida pelas plataformas não se concretiza na prática.</p>
<p dir="ltr">Para a pesquisadora, é fundamental questionar o que se esconde por trás desta ideia de plataforma digital: “As plataformas agem de acordo com lógicas e regras definidas de forma privada sobre as quais apenas podemos inferir determinados comportamentos, mas sem realmente compreender o que está por trás. A gente não tem acesso aos algoritmos em si, então isso cria uma privatização de regras muito importantes da definição do debate público”, afirmou.</p>
<p dir="ltr">A respeito da volatilidade dos conteúdos que visam desinformar, ela define que tais conteúdos, uma vez postados, ganham vida própria. “A volatilidade não é apenas uma característica, mas uma estratégia de perenização do conteúdo. Ou seja, é a partir de conteúdos voláteis e que somem rápido que muitas vezes os atores desinformativos conseguem fazer com que eles durem mais tempo na rede”, explicou.</p>
<p dir="ltr"><dl class="image-right captioned" style="width:452px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/grafico-a-respeito-da-propagacao-de-conteudos-de-desinformacao-de-acordo-com-a-data-de-publicacao/image" alt="Gráfico a respeito da propagação de conteúdos de desinformação de acordo com a data de publicação" title="Gráfico a respeito da propagação de conteúdos de desinformação de acordo com a data de publicação" height="260" width="452" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:452px;">Gráfico a respeito da propagação de conteúdos de desinformação de acordo com a data de publicação</dd>
</dl>Em resumo, os propagadores de desinformação se beneficiam da característica multiplataforma do ambiente digital, no qual os conteúdos circulam muito rapidamente entre diferentes plataformas, para escapar dos efeitos da moderação ou regulação. A facilidade de propagar desinformação promove uma estratégia de perenização destes conteúdos.</p>
<p dir="ltr">Como a referência original destas peças de desinformação comumente é apagada, Nina elucida que pode ser feita uma correlação entre o tempo que a postagem dura na rede e a qualidade dessa informação. Ela citou uma pesquisa realizada dentro da Universidade de Londres que revela que 29% dos links compartilhados no Twitter durante a campanha do Brexit desapareceram depois do referendo.</p>
<p dir="ltr">No Brasil, um estudo ainda em desenvolvimento do qual Nina participa junto com os pesquisadores Vitor Chagas e Luciana Marinho identifica que 42% dos links compartilhados em grupos bolsonaristas no WhatsApp sumiram da rede em um ano. Mas ela ressaltou: “Todos estes conteúdos estão longe de ter desaparecido das redes. O fato de não termos mais acesso aos links originais não significa que não estejam circulando em outras redes”.</p>
<p dir="ltr">A respeito da monetização destes conteúdos de desinformação, a pesquisadora pondera que este tema ainda é subexplorado no debate público e acadêmico. Isso porque a discussão costuma ser centralizada na circulação orgânica do conteúdo, ou seja, em como as pessoas repassam fake news, a falta de checagem antes de se compartilhar alguma informação e figuras públicas que intencionalmente propagam esse tipo de conteúdo.</p>
<p dir="ltr">“O papel da monetização, ou seja, da circulação não orgânica nas redes, é absolutamente central para a gente compreender este processo”, afirmou. As plataformas (como YouTube e TikTok) operam de modo a pagar produtores de conteúdo de acordo com a audiência e engajamento. Ou seja, priorizam vídeos que mais atraem a atenção das pessoas, o que acaba beneficiando estratégias de desinformação.</p>
<p dir="ltr">“O caráter de surpresa que os conteúdos desinformativos geram consegue atrair muito a atenção, aumentando o compartilhamento e o tempo que as pessoas passam lendo essa desinformação”, afirmou Nina para explicar porque a lógica de monetização beneficia os produtores com intenção de desinformar. Ela elogiou a decisão judicial do TSE que obrigou as redes sociais a suspenderem a monetização e os mecanismos de recomendação de conteúdos de contas que estão propagando informações falsas sobre eleições e a urna eleitoral.</p>
<h3><span id="docs-internal-guid-34f94069-7fff-468e-5764-145a807125fb">Os impactos das tecnologias da desinformação nos governos e na sociedade civil</span></h3>
<p dir="ltr">Para Miguel Lagos, as tecnologias de informação e a inteligência artificial já têm impacto no cotidiano das cidades, de forma negativa e positiva. Ele apresentou um relatório do Banco Mundial que afirma que a captação de informação através das smart cities vai reduzir o número de participação direta da população nas políticas públicas. Como existe uma vigilância e sistematização constante dos dados a respeito dos problemas de uma cidade, cada vez menos os governos precisarão consultar a opinião da população para promover políticas públicas.</p>
<p dir="ltr">Por outro lado, o pesquisador afirma que este relatório, de maneira contraditória, também indica que as inteligências artificiais podem beneficiar movimentos sociais e aumentar a participação das pessoas no ativismo político com a intenção de promover e modificar políticas públicas. “Dependendo do contexto em que a inteligência artificial é inserida e das relações sociais que a enquadram, ela pode ser benéfica ou extremamente problemática”, apontou Lago.</p>
<p dir="ltr">Ele também faz referência aos estudos de Paolo Gerbaudo, da King’s College, que argumenta que existe uma afinidade entre populismo e mídias sociais. Nas palavras do pesquisador: “Por um lado as mídias sociais favorecem a construção de uma ideia de que elas são a ‘voz legítima do povo’, e por outro lado existe a dinâmica de mobilização das redes sociais que favorece uma mobilização parecida com o populismo”.</p>
<p dir="ltr">Segundo Lagos, a falta de previsão e transparência da mídia tradicional na cobertura da crise econômica de 2008 levou à perda de confiança das populações dos países ocidentais nas grandes mídias. Em meio a esta crise de confiança, as redes sociais se tornaram, no imaginário popular, a “voz verdadeira do povo”, pois é o local onde todos podem se expressar legitimamente.</p>
<p dir="ltr">O professor também destaca os estudos de Luciano Floridi, da Universidade de Oxford, que defende a ideia de que entramos na hiper-história, onde todas as relações sociais sofreram importantes mutações: “Floride fala que no fundo não faz mais sentido a gente falar de uma distinção entre o offline e o online, porque cada vez mais existe uma mistura entre estes ambientes. E por conta dessa mistura perdemos a distinção daquilo que é realidade e virtualidade e passamos a confiar muito mais em perfis e pessoas do que em entidades e instituições”.</p>
<p dir="ltr">Para ele, a desinformação opera sob uma estratégia de destituição da legitimidade de qualquer autoridade e referência. Essa característica, explicou, está muito clara no discurso do presidente em relação à pandemia. “Não é à toa que Bolsonaro está promovendo desinformação em relação a fármacos que pudessem curar a Covid-19. Na minha opinião, a estratégia central é de deslegitimação da ciência como uma voz de autoridade.”</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Vinícius Lucena</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Big Data</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Observatório da Inovação e Competitividade - NAP</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-08-25T13:50:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/para-professor-e-preciso-diferenciar-desinformacao-e-informacao-criada-inadvertidamente">
    <title>Para professor, é preciso diferenciar desinformação e informação criada inadvertidamente</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/para-professor-e-preciso-diferenciar-desinformacao-e-informacao-criada-inadvertidamente</link>
    <description>Entrevistado do USP Analisa desta semana, Evandro Ruiz, da FFCLRP, discute também projeto que cria lei das fake news</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-9aa753ff-7fff-0f45-fb20-a225607422a4"> </span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/iphone642999_1920_edit.jpg/@@images/d0450611-f040-422c-b7f4-adc1506285bd.jpeg" alt="" class="image-left" title="" /><span> </span></p>
<p dir="ltr"><span>A avalanche de informações falsas que chega à população pelas redes sociais já era preocupante bem antes da pandemia de covid-19 enfrentada atualmente. No segundo programa especial sobre proteção de dados que o USP Analisa exibe nesta semana, o docente da  Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, Evandro Eduardo Seron Ruiz discute a desinformação a que estamos expostos e o projeto que cria a lei das fake news.</span></p>
<p dir="ltr">Ele explica que é preciso fazer uma diferenciação entre desinformação e as informações falsas repassadas por conta da ingenuidade de algumas pessoas. “Desinformação é a informação falsa criada com o objetivo de influenciar a opinião pública para desviar da verdade, é uma informação fabricada. Fake news está nesse universo da desinformação. Ela pode acontecer por ocultar fatos, colocar fatos no tempo que não é correto, alterar o contexto, manipular a informação pública. Há também uma palavra em inglês que muita gente está usando, que é a tal da <i>misinformation</i>. É a informação criada inadvertidamente. É a pessoa que foi ingênua, muitas vezes ignorante, por não saber aquele assunto e repassou a informação para uma outra pessoa”, diz.</p>
<p dir="ltr"><span>O professor analisa ainda o projeto que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, que foi aprovado pelo Senado em junho e aguarda votação na Câmara dos Deputados. “A gente não pode comparar essa lei, por exemplo, com o Marco Civil da Internet, importantíssimo para a presença da internet, para a liberdade de expressão que a gente tem hoje, que ficou cinco anos em discussão. O Marco é de 2014. A ideia na verdade já era discutir em 2007, se contar a época da ideia, foram sete anos de discussão. E hoje a gente está falando em um projeto de lei que teve dois meses de discussão e mesmo assim uma discussão em que, na minha opinião, a comunidade não participou de forma ampla”, alerta ele.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A segunda parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (19), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (23), a partir das 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de </span><span>streaming</span><span> </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/sinopses/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. <span>Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp" rel="noreferrer noopener" target="_blank">nosso canal no Telegram</a><span>.</span></span></p>
<p dir="ltr"><em>* Atualização: Em virtude de um problema técnico, esta edição do USP Analisa não foi ao ar no dia 19 de agosto e também não irá ao ar no dia 23, ficando disponível apenas nas plataformas de streaming. </em></p>
<p dir="ltr"><span><span><br /></span></span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Computação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-08-17T21:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/pablo-ortellado-e-jose-alvaro-moises-avaliam-conjunturas-que-levaram-aos-ataques-de-8-de-janeiro">
    <title>Pablo Ortellado e José Álvaro Moisés avaliam conjunturas que levaram aos ataques de 8 de janeiro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/pablo-ortellado-e-jose-alvaro-moises-avaliam-conjunturas-que-levaram-aos-ataques-de-8-de-janeiro</link>
    <description>Em evento realizado dia 27 de janeiro no IEA, os pesquisadores analisaram cenários sociais e políticos que permitiram a ascensão da extrema direita no país</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-6a174d9d-7fff-1af9-98ea-818c7d94047f"> </span></p>
<table class="tabela-direita-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Relacionado</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/midiateca/video/videos-2023/a-protecao-das-instituicoes-republicanas-os-atos-de-8-de-janeiro-seminario-ii" class="external-link">Vídeo do evento</a></p>
<p class="kssattr-macro-title-field-view kssattr-templateId-kss_generic_macros kssattr-atfieldname-title documentFirstHeading" id="parent-fieldname-title"><b>Notícia</b>: <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-em-gestao-de-crise-enxerga-premeditacao-na-data-do-ato-terrorista-em-brasilia" class="external-link">Especialista em gestão de crise vê premeditação na data do ato terrorista em Brasília</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; ">Os atos do dia 8 de janeiro fizeram parte de um contexto complexo no qual o Brasil e outras partes do mundo estão inseridos: a ascendência da extrema direita. Muitas análises sobre esse assunto passam pelas redes sociais. “Com certeza, existe uma dimensão comunicacional importante, isso parece óbvio”, afirmou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoap/pablo-ortellado" class="external-link">Pablo Ortellado</a>, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. Para ele, apesar do grande empenho acadêmico em relacionar a ascensão de grupos radicalizados aos novos meios de comunicação digitais, não existem evidências contundentes para se determinar uma relação de causa e efeito entre esses dois fenômenos. Ortellado não descarta que “talvez os processos de natureza política e social sejam mais importantes do que as condições comunicacionais”.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; ">Ao lado do cientista político <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jose-alvaro-moises" class="external-link">José Álvaro Moisés</a>, o filósofo participou do segundo seminário “A Proteção das Instituições Republicanas: Os Atos de 8 de Janeiro”, realizado no dia 27 de janeiro no IEA.</p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Uma das principais teses que relacionam as mídias sociais com a ascensão do populismo autoritário de direita é baseada no conceito de bolhas nas redes, que são um tipo de vícios dos algoritmos das redes sociais com tendência a mostrar somente opiniões e notícias que convergem com a visão de mundo do usuário. Acredita-se que as bolhas provoquem, a longo prazo, a radicalização desse usuário. Porém, Ortellado afirma que não existem evidências suficientes para comprovar essa tese. Pelo contrário: o nível de homogeneidade das relações fora da internet é muito semelhante aos de dentro das redes. “Fora das mídias sociais, nós mantemos relações sociais homogêneas de amigos, até mesmo geograficamente. Tendemos a morar em bairros com pessoas de perfis muito semelhantes aos nossos”, afirmou.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Outra tese é a de que as pessoas são levadas para esse campo ideológico pela desinformação, através de informações falsas. Mas, na análise de Ortellado, embora exista um crescimento de veículos hiper partidários, a mentira não é muito típica neles. Distorção, manchetes em desacordo com os textos ou notícias fora de contexto são muito mais importantes nesses veículos. Ele também argumentou que os veículos de comunicação e os partidos de esquerda tendem a valorizar o impacto das mentiras na formação desses novos grupos populistas. Para Ortellado, a imprensa o faz porque enfatiza a importância do próprio papel. Já a classe política é motivada a aumentar os efeitos da dinâmica comunicacional por não conseguir dar uma resposta à face política do problema. “Há muitos interesses concorrendo para a ideia de que estamos formando juízos políticos equivocados por estarmos consumindo mentiras”, analisou o professor.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>A dificuldade para se conseguir evidências do uso maligno da comunicação digital se dá pelo modelo criptográfico dos aplicativos de mensagens instantâneas, como </span><span>Whatsapp </span><span>e </span><span>Telegram</span><span>, hoje mais utilizados por grupos radicalizados do que redes como </span><span>Facebook</span><span>,</span><span> Instagram</span><span> e </span><span>Twitter</span><span>. Por isso, Pablo Ortellado defende que seja regulamentada por lei a rastreabilidade desses conteúdos, distinguindo a privacidade do ponto de vista regulatório da conversa individual e da comunicação de massa, a fim de se conseguir evidências para investigações policiais. “É uma lei muito controversa, mas necessária para enfrentar o problema da difusão de conteúdos maliciosos virais”, avaliou.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O que as evidências atuais apontam, segundo Ortellado, é que as pessoas estão consumindo mais informações distorcidas dentro de circuitos de produção que se empenham em adaptar o que está sendo produzido pelo jornalismo profissional e enquadram dentro de ideologias e narrativas partidárias. Também se observa a existência de grupos que perderam completamente contato com os veículos de imprensa tradicionais, o que, para o professor, afasta essas pessoas da verdade factual. Quando se consome tanto os veículos super-partidários quanto a imprensa tradicional, a segunda ajuda a corrigir distorções das primeiras. Mesmo considerando esses mecanismos, Pablo Ortellado acredita que não se deve abandonar a tese de que o problema é de natureza política e social.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Nesse sentido, José Álvaro Moisés, coordenador do Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia do IEA, afirmou que “o que nós estamos presenciando no Brasil não é um fenômeno estritamente local”. Ele nota que há uma crise internacional da democracia especialmente devido à ineficácia dos mecanismos de representação e o aumento da desigualdade social. “As pessoas que perderam renda, status ou posição foram se distanciando da democracia e deixando de se sentirem representadas”, analisou.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Para Ortellado, internacionalmente esses fenômenos têm em comum seu aspecto populista, ou seja, são baseados no antagonismo em relação às elites. “Em particular com as elites culturais e políticas, isso é relativamente comum entre os fenômenos e conseguimos mapear tanto nas retóricas dos presidentes quanto nas máquinas que estão a serviço deles”, apontou. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Moisés também vê como crucial para essa análise o entendimento dos agentes que usam os mecanismos da democracia para subvertê-la. “É preciso olhar para esses aspectos da crise da representação e como as lideranças se apresentam para responder a essa crise”. E completa: “Não existe democracia sem democratas”.</span></p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span><strong>O dia 8 de janeiro</strong></span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Ao mesmo tempo que o novo governo que se propõe, com pouco mais de 50% dos votos, a reconstruir o país após tudo que aconteceu no Brasil nos últimos quatro anos, na visão de Moisés, o país passou por uma ameaça extremamente séria de golpe de Estado por parte dos apoiadores do candidato que teve pouco mais de 49% dos votos. Os ataques às sedes dos Três Poderes republicanos em Brasília não foram atos isolados, em sua opinião, e sim um ponto de uma conjuntura delicada. “O Brasil é hoje uma sociedade literalmente dividida ao meio, e uma das duas metades é formada por segmentos golpistas que ameaçam a democracia”. </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>Por isso, a eleição e a posse do presidente Lula aconteceram entre graves desestabilidades. Além da contestação do resultado das eleições por parte do Partido Liberal (PL), sigla com maior número de representantes na Câmara dos Deputados, Moisés cita a tentativa de invasão do prédio da polícia federal no dia 12 de dezembro, dia da diplomação da chapa vencedora do pleito presidencial, quando radicais atearam fogo em ônibus e ameaçaram civis. Na véspera do Natal, houve a tentativa de causar uma explosão com bomba dentro de um caminhão pipa que carregava querosene. Por fim, o episódio de depredação aos prédios dos Três Poderes. “Não são pequenos atos e todos eles tinham uma conexão", afirmou.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span> O cientista político defendeu que o golpe contra a democracia no Brasil envolveu preparação, financiamento e cuidadoso planejamento. “Ainda não temos informações suficientes, mas teve civis, parlamentares e militares apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro”. Nesse contexto, Moisés avaliou que o governo Lula acertou em cheio ao não declarar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO), prevista no artigo 142 da Constituição brasileira. A intervenção na segurança do Distrito Federal foi suficiente para estancar a sangria da paralisia das forças policiais. Para ele, a declaração do presidente de que havia perdido a confiança em alguns militares soou como uma demonstração do governo de que está preparado para ir adiante no processo de responsabilização dos crimes cometidos.</span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: justify; "><span>O pesquisador avalia que o problema vem desde 2013. Na época das jornadas de junho, houve uma falha na resposta dos principais partidos – segundo ele, PT, PSDB, PMDB e DEM. Essa falha deixou um espaço que foi ocupado pela extrema-direita, principalmente no que diz respeito ao combate à corrupção, avalia Moisés. </span></p>
<div><span><br /></span></div>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Matheus Nistal</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Brazil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Brasil</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracy</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Humanas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Democracia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciência Política</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Algoritmo</dc:subject>
    
    <dc:date>2023-02-10T14:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/simbioses-humanos-tecnologias-ia">
    <title>Inteligência Artificial na Cultura e na Criatividade e/ou Riscos à Ética e à Democracia </title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/simbioses-humanos-tecnologias-ia</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>A recente expansão acelerada das mídias sociais e dos conteúdos gerados pelos usuários, que levaram à explosão de dados, está provocando um imenso impacto nas dinâmicas sociais, especialmente devido ao dilúvio das notícias falsas e desinformação com que as redes ficaram infectadas.</p>
<p>Os riscos à democracia que essa situação está trazendo é motivo de grande preocupação a todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, prezam o bem comum. Sabe-se que algoritmos de inteligência artificial (IA) estão funcionando como protagonistas desse dilúvio.</p>
<p>Ao mesmo tempo, entretanto, no Norte Global está havendo uma verdadeira corrida cultural para o uso da IA como aliada em todas as fases da cadeia cultural (criação, produção, disseminação e consumo), o que já se constitui como uma economia criativa crescente, funcionando à contrapelo da lógica perversa das big techs.</p>
<p>Em que medida iniciativas desse tipo são capazes de neutralizar a disseminação da desinformação?</p>
<p>Quais são os obstáculos para que iniciativas desse tipo sejam também desenvolvidas no Sul Global?</p>
<p style="text-align: right; "><i>(Lucia Santaella)</i></p>
<p><b>Cátedra Oscar Sala:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lucia-santaella">Lucia Santaella</a> (Catedrática)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci" class="external-link">Eugênio Bucci</a> (Coordenador Acadêmico)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/luiz-fernando-martins-castro" class="external-link">Luiz Fernando Martins Castro</a> (Coordenador Acadêmico-adjunto)</p>
<p><b>Debatedores:</b></p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoae/eugenio-bucci">Eugênio Bucci</a> (ECA e IEA USP)</p>
<p><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoag/giselle-beiguelman" class="external-link">Giselle Beiguelman</a> (FAU USP)</p>
<p class="adL"><b>Moderador:</b></p>
<p class="adL"><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/clayton-policarpo" class="external-link">Clayton Policarpo</a> (ECA USP e PUC SP)</p>
<h3><b>Transmissão</b></h3>
<p><b> </b></p>
<p>Acompanhe a transmissão do evento em <a href="https://www.iea.usp.br/aovivo">www.iea.usp.br/aovivo</a></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Sandra Sedini</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Tecnologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Oscar Sala</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-09-17T11:40:00Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-201cnucleo-de-popularizacao-dos-conhecimentos-sobre-evolucao-humana201d">
    <title>IEA terá “Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana”</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/iea-tera-201cnucleo-de-popularizacao-dos-conhecimentos-sobre-evolucao-humana201d</link>
    <description>Projeto será coordenado pelo professor sênior Walter Neves.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-left captioned" style="width:300px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/walter-neves-300x200/image" alt="Walter Neves - 300x200" title="Walter Neves - 300x200" height="200" width="300" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:300px;">Walter Neves, propositor e coordenador do Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana</dd>
</dl></p>
<p><span id="docs-internal-guid-5a83b5de-7fff-5be6-aca1-1942e6efb799"> </span></p>
<p dir="ltr">O Conselho Deliberativo do IEA aprovou no dia 15 de dezembro a criação do “<a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Popularização dos Conhecimentos sobre Evolução Humana</a>”. A proposta foi enviada pelo paleoantropólogo <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves?searchterm=Walter+ne"><span>Walter Neves</span></a>, professor sênior do Instituto. O objetivo é promover e divulgar amplamente para o grande público os conhecimentos que a ciência tem a respeito do percurso evolutivo humano.</p>
<p dir="ltr"><span>Segundo Neves, em um momento em que cresce a parcela da população que nega a Teoria da Evolução, cabe ao poder público disponibilizar informações e dados que mostrem o que a ciência tem a dizer sobre a nossa existência no planeta, “demonstrando que a evolução da linhagem humana pode ser perfeitamente explicada pelos mesmos processos naturais que deram origem às demais espécies”.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Abordando questões interdisciplinares da biologia evolutiva, da antropologia e da arqueologia, o novo núcleo, formado por pesquisadores e voluntários, irá realizar cursos semestrais sobre as discussões atuais em paleoantropologia, a origem da bipedia e a evolução da tecnologia da pedra lascada.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Também está entre as metas a realização da exposição permanente “A Arte na Evolução Humana”, assimcomo a promoção de pequenas mostras itinerantes sobre a história evolutiva dos hominínios, que poderão ser montadas em locais os mais diversos, dependendo da demanda.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Os eventos serão gratuitos, voltados para escolas do ensino básico e universidades, tanto públicas quanto privadas. </span><span>Instituições interessadas em fazer parcerias e ter acesso às atividades do núcleo devem entrar em contato com o IEA. O agendamento será feito de acordo com a disponibilidade dos integrantes da equipe e das exposições.</span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/logo-npceh" alt="Logo NPCEH" class="image-right" title="Logo NPCEH" /></p>
<p dir="ltr"><span>O núcleo é coordenado por Neves e tem como integrantes: </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoal/lia-queiroz-do-amaral?searchterm=Lia+Ama"><span>Lia Amaral</span></a><span>, professora do Instituto de Física da USP;</span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoam/mercedes-okumura?searchterm=Mercedes+Okumura"><span> Mercedes Okumura</span></a><span>, professora do Instituto de Biociências da USP; Fábio Parenti, professor da Universidade Federal do Paraná; Peter Moon, jornalista da Agência Brasileira de Divulgação Científica; Clóvis Monteiro, jornalista; Rogério Souza, da Academia Brasileira de História Natural; e os estudantes Lukas Blumrich e Andrews Nunes.</span></p>
<p dir="ltr">Por serem majoritariamente presenciais, as atividades do núcleo começarão apenas no segundo semestre de 2021. Entretanto, os agendamentos já terão início em abril, por meio do site do IEA.</p>
<div><span><br /></span></div>
<p> </p>
<hr />
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Cecília Bastos/USP Imagens</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Letícia Martins Tanaka</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropoceno</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Teoria da Evolução</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Naturais</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Primatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evolução humana</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleontologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-12-16T20:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/fake-news-origem-usos-atuais-e-regulamentacao">
    <title>Fake news: origem, usos atuais e regulamentação</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/fake-news-origem-usos-atuais-e-regulamentacao</link>
    <description>No evento "Desinformação, Desigualdades de Comunicação e Regulação", David Nemer falou sobre a trajetória das fake news e regulação da informação na internet</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-db24b66b-7fff-e796-6ee6-77b0ee6c2c7b"> </span></p>
<p dir="ltr" style="text-align: left; "><span>"Fake news" foi eleita a expressão do ano em 2017 pelo dicionário Collins, que a definiu como informações falsas que são disseminadas em forma de notícias, muitas vezes de maneira sensacionalista.</span></p>
<p dir="ltr">Cinco anos depois, o tema continua atual. Foi sobre isso que tratou <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/david-nemer"><span>David Nemer</span></a>, do departamento de Media Studies da Universidade de Virgínia, no seminário "<a class="external-link" href="https://www.youtube.com/watch?v=YEDYA35V2rQ">Desinformação, Desigualdades de Comunicação e Regulação</a>", realizado no dia 8 de abril. Ele expôs a trajetória das fake news e caminhos para regulação da informação na internet. O evento foi organizado pelo <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/jornalismo-direito-liberdade"><span>Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade</span></a>.</p>
<p dir="ltr"><span>Durante a corrida presidencial nos Estados Unidos em 2016, entre Hillary Clinton e Donald Trump, a maioria das pesquisas de intenção de voto divulgadas pelos jornais indicavam vantagem para a candidata. Contudo, Trump venceu a eleição. O ex-presidente passou então a utilizar o termo fake news para definir o trabalho de jornalistas e analistas da mídia no geral, normalizando a expressão entre seus apoiadores e ao redor do mundo. Mas notícias falsas surgiram muito antes desse período, algumas datadas do ano 44 a.C. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Enquanto fenômenos sociotécnicos – pois "reproduzem a inter-relação de aspectos sociais e tecnológicos" – as fake news têm sua disseminação favorecida por apelos emocionais. O termo está relacionado aos conceitos de desinformação e </span><span>misinformation</span><span>, apresentados pelo pesquisador. </span></p>
<p dir="ltr"><span>A desinformação tem a intenção clara de enganar através de narrativas manipuladas, já a </span><span>misinformation</span><span> ocorre quando informações inverídicas são disseminadas e causam desinformação, mesmo que não haja essa intenção. Até mesmo informações verdadeiras podem enganar se usadas fora de contexto. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Assim, as fake news são geralmente "materializadas em forma de propaganda intencionalmente projetada para enganar o leitor". O </span><span>Sensacionalista</span><span>, uma versão brasileira do site americano </span><span>The Onion</span><span>, pode ser considerado </span><span>misinformation</span><span>, pois não tem a intenção de desinformar, mas não publica informações verdadeiras.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Circulação de notícias falsas e a democracia</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/WEB-David-Nemer.png/image" alt="David Nemer - 08/04/2022" title="David Nemer - 08/04/2022" height="316" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">David Nemer, autor do livro ''Tecnologia do Oprimido: desigualdade e o mundano digital nas favelas do Brasil'' </dd>
</dl>Casos como Cambridge Analytica, movimento QAnon e Pizzagate nos EUA demonstram o impacto das tecnologias e das redes sociais na circulação de informação para efeitos políticos, como exemplificado por Nemer. Pesquisando o tema da viralização de conteúdos na internet, ele percebeu que conteúdos emotivos têm mais condição de viralizar do que conteúdos meramente informativos, principalmente se estimularem sentimentos como a raiva. "Fake news e discurso de ódio têm uma relação interdependente ou retroalimentadora. Ou seja, dependem um do outro para triunfar."</span></p>
<p dir="ltr"><span>Essa característica é muito presente no âmbito das disputas políticas. Em relação à última eleição presidencial, Nemer afirmou que não é possível dizer que Jair Bolsonaro foi eleito devido ao compartilhamento de fake news, muito presente no período, mas é certo que elas promoveram um campo fértil para a disseminação do ódio e para uma polarização "materializada em mentiras". </span></p>
<p dir="ltr"><span>Em sua pesquisa, ele estudou o "exército voluntário" do presidente em grupos de disseminação de fake news em redes sociais como WhatsApp e Facebook, criados em ano eleitoral. Segundo o pesquisador, após a eleição, os apoiadores se dividiram em grupos conforme as vertentes políticas que esperavam do presidente. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Nemer categorizou os apoiadores em: propagandistas, que reproduziam os grupos originais de propaganda e reforçavam o trabalho de assessoria e as mensagens da Secom; supremacistas sociais, que tinham o objetivo de alinhar as visões do presidente com a extrema direita, e não estavam interessados nos atos diários do governo; e insurgentes, que eram a favor do fechamento do Congresso e do retorno da ditadura militar.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Assim, o campo das redes sociais impõe uma lógica de distribuição que favorece a disseminação de fake news entre usuários, sendo plataformas de gestão de conteúdos, como afirmou </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/dennis-de-oliveira"><span>Dennis de Oliveira</span></a><span>, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e pesquisador do Programa Ano Sabático do IEA em 2019. Os controles de autorregulação das redes sociais são, para ele, o "ápice da destruição da esfera pública", pois refletem a privatização de uma norma que deveria surgir em âmbito público. </span></p>
<p dir="ltr"><span>No Brasil, o Marco Civil da Internet declara que as plataformas não são responsáveis pelo conteúdo compartilhado, mas o cidadão que se sentir ofendido por uma publicação pode pedir para retirar conteúdos da internet e, assim, a empresa de conteúdo se torna responsável caso se negue a retirar. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Oliveira lembrou que 58% da população brasileira acessa a internet exclusivamente por meio do celular, e que as empresas de telefonia móvel oferecem pacotes com acesso ilimitado às plataformas de rede social. Para o professor, esse modelo de negócios induz o público a enxergar a internet meramente como acesso a redes sociais, onde circulam as fake news.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Em 2015, o Facebook lançou os "artigos instantâneos", que diminuem o tempo de carregamento de notícias, permitem ao usuário uma leitura rápida sem sair da rede social e aumentam o engajamento e monetização das publicações. Essa ferramenta facilitou a divulgação de notícias, tanto falsas quanto verdadeiras, e elevou o número de usuários da internet que lê apenas títulos e manchetes, e não reportagens, como apontou Nemer. Ele reforçou que o funcionamento das redes sociais ainda é desconhecido, porque não temos acesso à "caixa preta" dos algoritmos. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Para o pesquisador, o letramento digital nas escolas é uma prática importante no sentido de reconhecer e interpretar conteúdos na internet. No entanto, ela não abarca preconceitos e discursos de ódio, fatores que impulsionam o compartilhamento de fake news e que não são acobertados pela "liberdade de expressão", uma vez que esta não é irrestrita. </span></p>
<p dir="ltr"><span>O evento foi mediado por </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoav/vitor-souza-lima-blotta"><span>Vitor Blotta</span></a><span>, professor da ECA e coordenador do Grupo de Pesquisa Jornalismo, Direito e Liberdade, do IEA.</span></p>
<div><span><br /></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Beatriz Herminio</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Internet</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Jornalismo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Redes Sociais</dc:subject>
    
    <dc:date>2022-04-12T14:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/eventos/fake-news-espalham-tanto-quanto-os-virus-como-se-proteger">
    <title>Fake News espalham tanto quanto os vírus! Como se proteger?</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/eventos/fake-news-espalham-tanto-quanto-os-virus-como-se-proteger</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>A </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/uniao-pro-vacina">União Pró-Vacina</a><span> e a </span><a href="http://ilhadoconhecimento.com.br/">Ilha do Conhecimento</a><span> organizam no dia 11/02, às 19h, a live ”Fake News espalham tanto quanto os vírus! Como se proteger?”. Essa é segunda edição do Vacina Talks, evento online que tem como objetivo esclarecer questões relacionadas às vacinas e combater as informações falsas que circulam atualmente na internet e nas redes sociais sobre esse tema.</span></p>
<p><span><b>Debatedores</b></span></p>
<p><span> Mellanie Fontes-Dutra (Rede Análise COVID 19)<br />Luiza Caires (Jornal da USP)<br />Nathália Pereira (União Pró-Vacina)</span></p>
<p><span><b><span>Moderação</span></b></span></p>
<p><span>Robson Amaral (Ilha do Conhecimento)</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Evento público</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento online</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Vacinas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-02-11T02:06:09Z</dc:date>
    <dc:type>Evento</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/desinformacao-sobre-vacina-da-covid-19-e-o-conteudo-com-mais-engajamento-sobre-o-tema-no-facebook-em-setembro">
    <title>Desinformação sobre vacina da covid-19 é o conteúdo com mais engajamento sobre o tema no Facebook em setembro</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/desinformacao-sobre-vacina-da-covid-19-e-o-conteudo-com-mais-engajamento-sobre-o-tema-no-facebook-em-setembro</link>
    <description>Levantamento da União Pró-Vacina mostra que, no Brasil, conteúdo com afirmações falsas foi o mais repercutido entre temas relacionados à vacinação nesse mês na rede social</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-8e0b6b4d-7fff-c2c8-a969-1f765a9a2744"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/fakenews4881488_1920.jpg/@@images/b4bf0433-3921-474f-9a93-d05a6c9cf3a4.jpeg" alt="" class="image-left" title="" />No mesmo mês em que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) </span><a href="https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=6290:organizacoes-pedem-aos-paises-medidas-mais-firmes-para-impedir-a-disseminacao-de-informacoes-falsas-durante-pandemia-da-covid-19&amp;Itemid=842"><span>cobraram de países medidas firmes para combater a disseminação de informações falsas sobre a covid-19</span></a><span> e que o mundo registrou </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-54326146"><span>um milhão de mortos pelo novo coronavírus</span></a><span>, um vídeo com diversas afirmações falsas sobre as vacinas desenvolvidas contra essa doença originou a desinformação com mais engajamento no Facebook no Brasil no mês de setembro.</span></p>
<p dir="ltr">A constatação foi feita em uma análise da <a class="external-link" href="https://sites.usp.br/iearp/uniao-pro-vacina/">União Pró-Vacina (UPVacina)</a> iniciativa que reúne instituições da USP Ribeirão Preto e outros setores da sociedade, para combater notícias falsas sobre vacinas e gerar conteúdo baseado em evidências científicas. Uma análise anterior,<a href="https://jornal.usp.br/ciencias/campanha-de-desinformacao-sobre-vacina-contra-covid-avanca-com-testes-no-brasil/"><span> veiculada no início de setembro no Jornal da USP</span></a>, já alertava que conteúdos que estavam restritos a grupos antivacina poderiam ganhar larga divulgação por meio de outras redes de desinformação, devido à alta demanda de informação por questões relacionadas à pandemia.</p>
<p dir="ltr"><span><strong>Conteúdo do vídeo</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_qHbdb3F0Y0"><span>vídeo de aproximadamente 13 minutos</span></a><span>, produzido pelo jornalista e funcionário concursado da Câmara dos Deputados Cláudio Lessa e publicado originalmente no YouTube no dia 8 de setembro, faz entre o 4º e o 10º minutos diversas afirmações falsas e alarmistas sobre a vacina de mRNA contra covid-19 baseadas em argumentos comprovadamente mentirosos e que circulam há tempos pelos grupos antivacina.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O primeiro deles é uma suposta interferência que elas poderiam causar no material genético de quem a recebe, gerando problemas de saúde “irreversíveis e incuráveis”. Segundo a microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência, Natália Pasternak, já existem vacinas de DNA, semelhantes às de mRNA, seguras e usadas no meio veterinário. Elas não causam mutação porque não se integram ao DNA do animal, apenas possuem fragmentos da sequência genética do vírus dentro de um DNA circular chamado plasmídeo.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“Essa informação genética é utilizada pela célula para produzir uma proteína do vírus de interesse, que será apresentada para o sistema imune. O sistema imune "enxerga" a proteína viral, monta uma resposta imune e memória imunológica. O mesmo princípio vale para a vacina de mRNA, que é de fato uma tecnologia nova, mas não teria como se integrar ao nosso genoma. É apenas informação genética do vírus, que será usada para produzir uma proteína”, diz ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O vídeo utiliza outras diversas afirmações falsas utilizadas pelos movimentos antivacina, como a presença de “nanopartículas de controle social” nos imunizantes, que permitiriam monitorar a vida pessoal de qualquer cidadão, e que tudo isso seria parte de um plano do empresário norte-americano Bill Gates para reduzir drasticamente a população mundial.</span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Artesnotciafalsa23.png/@@images/6257f28e-34d6-44f2-a9d5-7b91dd0d281a.png" alt="" class="image-left" title="" /></p>
<p dir="ltr"><span>“Esse tipo de desinformação sobre vacinas não parece vir do movimento antivacina clássico, que atribui falsamente casos de autismo às vacinas. Parece muito mais uma tentativa de grupos com uma agenda político-ideológica, que usam a temática sensível para disseminar teorias da conspiração sobre liberdades individuais. Há, inclusive, </span><a href="https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/questao-de-fato/2020/10/02/perguntas-e-respostas-sobre-vacinas-para-covid-19"><span>vídeos circulando com a notícia falsa de que vacinas são feitas em células de fetos abortados</span></a><span>. Esses conteúdos têm um potencial extremamente danoso para a sociedade, podendo abalar a credibilidade não somente das vacinas contra covid-19, mas de vacinas como um todo”, afirma Natália.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Diversas agências que checam a veracidade de informações divulgadas nas redes sociais, já </span><a href="https://projetocomprova.com.br/publica%C3%A7%C3%B5es/vacinas-contra-a-covid-19-nao-serao-capazes-de-provocar-danos-geneticos-nem-vao-monitorar-a-populacao/"><span>analisaram as informações do vídeo e também destacaram que são falsas</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>Repercussão</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span>O material ganhou destaque após a </span><a href="https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/23291/uma-catastrofica-analise-sobre-as-vacinas-contra-o-virus-chines-interferem-diretamente-no-material-genetico-veja-o-video"><span>publicação, no dia 24 de setembro, no site Jornal da Cidade Online</span></a><span>, que possui mais de 10 milhões de visitas por mês e é </span><a href="https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/05/21/alvo-de-cpi-site-de-fake-news-com-903-anunciantes-perde-apoio-com-campanha.htm"><span>alvo de investigações sobre fake news</span></a><span>. O responsável pelo portal, José Tolentino, também tem condenações, uma delas</span><span> expedida no dia 30 de março deste ano, <a href="https://www.conjur.com.br/dl/decisao-sirley.pdf">por difamar uma desembargadora do Rio de Janeiro em um de seus conteúdos</a></span><span>, e outra por </span><a href="https://www.conjur.com.br/2018-out-05/jornal-condenado-indenizar-desembargador-150-mil"><span>caluniar um desembargador do Rio de Janeiro em 2018</span></a><span>.</span></p>
<p><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Artengajecompart.png/@@images/ec3217ab-8198-442f-9503-2abf3aa40d78.png" alt="" class="image-right" title="" /><span id="docs-internal-guid-1560931b-7fff-dc4d-cfe5-7a576fcf72fb"> </span></p>
<p dir="ltr"><span>Outra grande ajuda para amplificar a desinformação foi a publicação, no dia 25 de setembro, do vídeo na página da deputada Bia Kicis (PSL) no Facebook. A deputada, que é </span><a href="https://apublica.org/2020/06/investigada-por-fake-news-kicis-contratou-servicos-de-midias-sociais-de-apoiadores-do-governo/"><span>investigada em inquérito do STF por disseminação de fake news</span></a><span>, não apenas publicou o vídeo como fez uma </span><a href="https://www.facebook.com/biakicisoficial/videos/626120458268932/"><span>edição, colocando sua própria logomarca</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Claudio Lessa, autor do vídeo original, também enfrenta processo pela divulgação de fake news ligadas à covid-19</span><a href="http://www.agenciacongresso.com.br/justica-condena-apresentador-da-tv-camara-por-fake-news-contra-governador/"><span> movido pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span><strong>A análise</strong></span></p>
<div><span><span id="docs-internal-guid-1560931b-7fff-dc4d-cfe5-7a576fcf72fb">
<p dir="ltr"><span>Os pesquisadores da UPVacina analisaram, em setembro, os links relacionados à temática de vacinas com o maior engajamento no Facebook e também os vídeos com maior número de visualizações no YouTube.</span></p>
</span></span><span><span>
<p dir="ltr"><span>Considerando a postagem na página de Bia Kicis e a matéria do Jornal da Cidade Online, as interações chegam a 232,3 mil, entre curtidas, comentários e compartilhamentos no Facebook. Ao analisarmos somente os compartilhamentos, ou seja, o quanto o conteúdo viralizou, o post e a matéria sobre o vídeo, juntos, foram compartilhados por 79,7 mil usuários, enquanto as outras sete notícias de maior engajamento no mesmo mês, em conjunto, tiveram 79,6 mil compartilhamentos.</span></p>
</span></span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Artevdeo.png/@@images/a7f09125-2129-45a8-b40d-bf53a4d301bb.png" alt="" class="image-left" title="" /><span id="docs-internal-guid-f63d1fbf-7fff-cb79-03de-d94f46adb3e1"> </span><span><span><span id="docs-internal-guid-1560931b-7fff-dc4d-cfe5-7a576fcf72fb">
<p dir="ltr">Até o dia 30 de setembro, mais de 180 mil pessoas haviam visualizado a peça no YouTube. Outras 350 mil viram a peça na página da deputada no Facebook. Se essas duas peças fossem apenas um vídeo no YouTube, teriam atingido um total de 530 mil visualizações, superando o vídeo mais visto nessa plataforma com conteúdo relacionado a vacinas no mês de setembro, que teve 500 mil visualizações.</p>
</span></span></span><span><span><span>
<p dir="ltr"><span><span><span id="docs-internal-guid-b997ec4f-7fff-a0f0-97b8-b2975dcd2e5c"><span>“Os dados levantados demonstram que a desinformação contra as vacinas para a covid-19, impulsionada pela demanda de conteúdos referentes à pandemia, extrapolou o nicho dos </span></span></span></span>grupos radicais que são contra as vacinas, atingindo agora novas proporções. Para se ter uma ideia, os grupos antivacina demorariam pelo menos 13 anos para conseguir essa quantidade de compartilhamento em suas publicações caso mantivessem<a href="https://sites.usp.br/iearp/campanha-de-desinformacao-sobre-vacina-contra-covid-19-avanca-com-testes-no-brasil/"> o ritmo de postagens da análise divulgada em agosto</a>. A tendência é que essas campanhas de desinformação continuem ocorrendo e cresçam com a proximidade do lançamento das vacinas”, comenta o analista de comunicação do Instituto de Estudos Avançados da USP João Rafael.</p>
</span></span></span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/Artecomparao.png/@@images/4dee09d9-2f18-4d0c-8119-a3bfd9fdb998.png" alt="" class="image-right" title="" /><span id="docs-internal-guid-f63d1fbf-7fff-cb79-03de-d94f46adb3e1"> </span><span><span><span><span id="docs-internal-guid-f63d1fbf-7fff-cb79-03de-d94f46adb3e1">
<p dir="ltr"><span>O Jornal da Cidade Online </span><a href="https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/23291/uma-catastrofica-analise-sobre-as-vacinas-contra-o-virus-chines-interferem-diretamente-no-material-genetico-veja-o-video"><span>atualizou o texto em seu site</span></a><span> no dia 29 de setembro, mas manteve o vídeo original produzido por Cláudio Lessa. Até a publicação desta matéria, a deputada Bia Kicis ainda não havia excluído a postagem, mesmo com a marcação de conteúdo falso feita pelo Facebook</span><span> também no dia 29. </span></p>
</span></span></span></span><span><span><span><span>
<p dir="ltr"><span>“Essas correções ou avisos de conteúdo falso, que são colocados vários dias após a publicação da desinformação, acabam tendo, na prática, pouca ou nenhuma efetividade, pois nesse tempo o conteúdo já foi amplamente disseminado entre os usuários das plataformas. É urgente que as grandes empresas de tecnologia reforcem suas políticas de combate à desinformação, principalmente no momento em que a sociedade enfrenta uma pandemia”, comenta João.</span></p>
</span></span></span></span><span><span><span><span>
<p dir="ltr"><span>No caso do vídeo original no YouTube, no período da análise, ele seguiu disponível sem o aviso que é colocado pela plataforma quando há abordagem de temas relacionados à covid-19. O conteúdo ainda é monetizado, ou seja, permite que o YouTube e o autor lucrem com propagandas de diversas empresas, entre elas oito grandes marcas de destaque no Brasil: Mercado Livre, Samsung, Carrefour, MRV, Bradesco, iFood, Gomes da Costa e Natura.</span></p>
</span></span></span></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Vacinas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Covid-19</dc:subject>
    
    <dc:date>2020-10-08T12:00:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/desinformacao-chega-de-forma-hibrida-a-sociedade">
    <title>Desinformação chega de forma híbrida à sociedade</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/desinformacao-chega-de-forma-hibrida-a-sociedade</link>
    <description>Entrevistada do USP Analisa, docente da UFPI explica que ela pode mesclar mentiras a fatos verdadeiros e informações descontextualizadas</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-594bc09a-7fff-74e7-e568-d969e5ad5269"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/polos/ribeirao-preto/noticias/MyPost.png/@@images/5bfb1926-84fc-4d1e-b215-d88e239f3d65.png" alt="" class="image-left" title="" />Fenômeno que vem tomando cada vez mais a comunicação e que ganhou força graças à popularização das redes sociais, a desinformação não apenas pode transformar mentiras em verdades como também pode até levar à morte, como se tem visto durante a pandemia de covid-19. Para falar sobre esse fenômeno e também sobre o importante trabalho da Rede Nacional de Combate à Desinformação, o USP Analisa exibe a partir desta semana uma entrevista em duas partes com a jornalista, professora da Universidade Federal do Piauí e coordenadora dessa rede, Ana Regina Rego.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Ela explica que sempre houve uma convivência entre jornalismo e desinformação ao longo dos dois últimos séculos. Esse processo, segundo a professora, está ligado a alguma crise política ou ruptura social e tende a criar polarização.</span></p>
<p dir="ltr"><span>“No atual momento, há um contexto mais complexo ainda porque nós temos a potencialização desse fenômeno exatamente porque existe uma BIOS virtual, nós vivemos imersos dentro de plataformas digitais. E essas plataformas digitais têm modelos de negócio cada vez mais apurados e estratégicos que privilegiam determinados tipos de narrativas que são mais visíveis e que portanto trazem mais rentabilidade para as próprias plataformas”, diz ela.</span></p>
<p dir="ltr"><span>De acordo com Ana, a desinformação chega como informação para a população, geralmente mesclando mentiras, fatos e informações descontextualizadas. Além disso, nem sempre as pessoas procuram sites de checagem para conferir a veracidade e preferem acreditar no conteúdo recebido.</span></p>
<p dir="ltr"><span>"Isso acontece porque nós temos princípios, valores, diferentes percepções e lastros com a experiência, ou seja, com o passado, com a ciência, com a história. Nós trabalhamos com uma percepção a partir de uma hermenêutica da consciência histórica. Essa hermenêutica da consciência histórica, ou seja, esse lastro que nós temos com o passado, nos possibilita uma processualidade crítica em relação àquilo que nós estamos recebendo. Quanto menor é esse nosso lastro com o passado, essa nossa educação para o tempo, para a história e para a memória, maior é a nossa abertura para recepção de narrativas que contestam a ciência”, afirma.</span></p>
<p dir="ltr"><span>A primeira parte da entrevista vai ao ar nesta quarta (2), a partir das 18h05, com reapresentação no domingo (6), às 11h30. O programa também pode ser ouvido pelas plataformas de áudio </span><a href="https://podcasts.apple.com/br/podcast/jornal-da-usp/id1451609458"><span>iTunes</span></a><span> e </span><a href="https://open.spotify.com/show/5YsTgKLnwJiGor1AqqxYpV"><span>Spotify</span></a><span>.</span></p>
<p><span>O </span><a href="https://sites.usp.br/iearp/usp-analisa/"><span>USP Analisa</span></a><span> é uma produção conjunta do Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP e da Rádio USP Ribeirão Preto. Para saber mais novidades sobre o programa e outras atividades do IEA-RP, inscreva-se em </span><a href="https://t.me/iearp"><span>nosso canal no Telegram</span></a><span>.</span></p>
<p> </p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Thais Cardoso</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>USP Analisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Desinformação</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Polo Ribeirão Preto</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Comunicação</dc:subject>
    
    <dc:date>2021-06-02T19:47:39Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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