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  <title>Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo</title>
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            These are the search results for the query, showing results 1 to 15.
        
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116">
    <title>Dossiê da edição 116 da revista Estudos Avançados examina faces da violência na sociedade brasileira</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116</link>
    <description>Edição 116 da revista Estudos Avançados apresenta o dossiê "Violência, Dor e Sofrimento", além de três artigos sobre sociologia e quatro resenhas de livros.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-da-revista-estudos-avancados-116" alt="Capa da revista Estudos Avançados 116" class="image-right" title="Capa da revista Estudos Avançados 116" /></p>
<p>Num momento em que o governo dos Estados Unidos discute se classifica o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações narcoterroristas, algo que pode dar margem a violações da soberania brasileira, a <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/">edição 116 da revista Estudos Avançados</a>, lançada recentemente, abre seu dossiê “Violência, Dor e Sofrimento” com uma análise sobre a inadequação dessa classificação [veja o <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/revista-estudos-avancados-116#sumario" class="external-link">sumário</a> abaixo].</p>
<p>O conjunto de textos também discute como o sistema prisional favorece os vínculos entre o PCC e quadrilhas independentes que cometem crimes violentos ao patrimônio. Ainda no âmbito da segurança pública, outro texto analisa como disputas entre grupos internos às polícias inviabilizam reformas substanciais na área.</p>
<p>Mas o dossiê não se restringe a análise da atuação e características de organizações criminosas e instituições policiais. O sociólogo Sérgio Adorno, editor da publicação, enfatiza que, além das formas usuais de violência associadas à delinquência e aos crimes contra a pessoa e o patrimônio, “o mundo globalizado tem experimentado exacerbação dos conflitos nas relações sociais e interpessoais, no mundo público e na vida privada, nas relações entre civis e nas políticas”. Essa é a razão da abrangência temática do dossiê.</p>
<p><strong>Crime organizado</strong></p>
<p>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo Moura Braga Cavalcante, ambos vinculados à Universidade Federal do Ceará, são os autores do artigo “Narcoterrorismo e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às Facções no Brasil”. A definição de narcoterrorismo opera sobretudo como categoria retórica e geopolítica, “sem consistência analítica”, afirmam. Para eles, o caso brasileiro mostra como grupos criminosos produzem formas de governança armada que não se confundem com terrorismo, exigindo distinções analíticas entre violência expressiva, captura institucional e mercados ilícitos.</p>
<p>A rotulagem de facções criminosas como “terroristas” apaga sua base social, sua inscrição prisional e seu caráter econômico, “substituindo a análise por uma gramática de guerra que autoriza políticas de exceção”, ponderam.</p>
<table class="tabela-esquerda-200-borda">
<tbody>
<tr>
<td>
<p><strong><i>Digital e impressa</i></strong></p>
<p><i>A versão digital do número 116 da revista Estudos Avançados está disponível gratuitamente na <a class="external-link" href="https://www.scielo.br/j/ea/i/2026.v40n116/" target="_blank">Scientific Eletronic Library Online (SciELO)</a>. Em breve será lançada a versão impressa (R$ 45,00).  Os interessados em comprar/reservar um exemplar ou fazer assinatura anual (três edições por R$ 150,00) devem enviar mensagem para <a href="mailto:estavan@usp.br">estavan@usp.br</a>.</i></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quanto ao narcoestado, consideram que o termo pode ter utilidade para descrever dinâmicas de captura institucional vinculadas a economias ilícitas, “desde que empregado de modo crítico, evitando generalizações que reforçam tutelas sobre países periféricos”. No caso brasileiro, avaliam que as dinâmicas envolvem menos captura vertical de instituições e mais infiltração capilar e fragmentada de atividades ilícitas, por meio de “combinações de omissão estratégica, corrupção localizada e interesses políticos imediatos”.</p>
<p>A relação do PCC com crimes violentos ao patrimônio, especificamente os grandes roubos a instituições financeiras em várias cidades do país, é analisada em artigo do sociólogo Leonardo José Ostronoff, da<i> </i>Universidade Federal de Santa Catarina. Esses roubos constituíram o que o jargão policial e a mídia passaram a chamar de “novo cangaço” ou “domínio de cidades”.</p>
<p>Por meio do exame de documentos, entrevistas e bibliografia, Ostronoff analisa o processo que, a partir do “novo cangaço”, típico de cidades pequenas, levou ao “domínio de cidades”, que atinge cidades médias e grandes e conta com grupos maiores, explosivos e armamento de maior poder de fogo. O trabalho de campo teve como referência a cidade de Curitiba, PR.</p>
<p>A conclusão é que esses crimes não são organizados institucionalmente pelo PCC, são operações de indivíduos independentes, apesar de alguns membros da facção atuarem nelas. As relações desses criminosos com a facção ocorrem devido ao controle que ela tem do sistema prisional. As redes formadas nos presídios possibilitam o recrutamento de criminosos especializados nas tarefas exigidas pelas ações, além do empréstimo de armas e acesso a explosivos, explica o autor.</p>
<p>Ainda no campo da segurança pública, Julia Maia Goldani, pesquisadora da Escola de Direito de São Paulo da FGV, escreve sobre as dinâmicas institucionais que “minam reformas democráticas nas polícias militares do Brasil pós-1988”. Ela vê uma lacuna na compreensão dos mecanismos que propiciam a resistência das polícias a mudanças institucionais.</p>
<p>Para discutir essa lacuna, Goldani analisa o ocorrido com a <a class="external-link" href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114516">Proposta de Emenda Constitucional 51/2013</a>, cujo objetivo era uma reforma estrutural, e com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio de Janeiro, exemplo de reforma incremental.</p>
<p>No caso da PEC 51/2013, ela comenta que a atuação das cúpulas de associações das diferentes categorias policiais resultou num impasse político no Congresso Nacional, com Presidência da República não interferindo para não assumir o custo político da iniciativa. O resultado foi o abandono da proposta. Já a implantação gradual de um policiamento democrático por meio das UPPs “esbarrou nos interesses de outros grupos dentro da corporação, que divergiam da visão de segurança pública proposta ou percebiam a mudança de paradigma como uma ameaça às suas posições e perspectivas dentro da organização”.</p>
<p><strong>Filosofia</strong></p>
<p>O dossiê conta ainda com duas traduções (acompanhadas de introduções dos tradutores): “O Sofrimento Não É Dor”, do filósofo francês Paul Ricoeur (1912-2005), traduzido por Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho, ambos professores da Faculdade de Educação da USP; e “Invisibilidade: Sobre a Epistemologia do Reconhecimento”, de Axel Honneth, traduzido por Arthur Meucci, da Universidade Federal de Viçosa.</p>
<p>O texto original de Ricoeur foi apresentado em colóquio da Associação Francesa de Psiquiatria em janeiro de 1992. De acordo com os tradutores, o filósofo adota como hipótese de trabalho a de que o sofrimento consiste na diminuição da potência de agir.</p>
<p>Axel Honneth propõe uma reformulação epistemológica da teoria do reconhecimento a partir da análise da invisibilidade social, inspirada no romance “O Homem Invisível”,<i> </i>de Ralph Ellison. Para Honneth, a invisibilidade não remete à ausência perceptiva literal, mas a uma forma simbólica de desrespeito: o ato de “olhar através” do outro nega-lhe reconhecimento como sujeito moral e social válido.</p>
<p><strong>Literatura e canção</strong></p>
<p>O retrato da violência feito em obras artísticas como contos e canções e até como ela foi facilitada pelos meios digitais são temas de três artigos. Em sua análise do livro de contos “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”, de Conceição Evaristo, Ianá de Souza Pereira, da Universidade Paulista, aponta que a obra deve ser entendida a partir de estruturas econômico-sociais, raciais e patriarcais que explicam o lugar social destinado às mulheres negras nas sociedades capitalistas. No livro, são elas que comunicam e refletem sobre a experiência de ser mulher e negra dentro do patriarcado de supremacia branca e capitalista. O objetivo do artigo é compor uma análise crítica do racismo e do patriarcado exposto pelo texto de Evaristo.</p>
<p>Adriano de Paula Rabelo, da Universidade Federal de Kazan, Rússia, compara como uma canção estadunidense e outra brasileira tratam de um tipo específico de violência urbana: o assassinato, por agentes do Estados e outras pessoas, de jovens levados ao crime pelas desigualdades sociais. As canções são “In the Ghetto”, de Mac Davis, gravada por Elvis Presley em 1969, e “O Meu Guri”, de Chico Buarque, gravada por ele em 1981.</p>
<p>Uma nova forma de violência contra a mulher surgiu com o mundo digital: os sites eróticos. No artigo “A Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura”, Priscila Gonçalves Magossi, doutora em comunicação e cultura, aponta que “os resultados revelam uma arquitetura de impunidade global sustentada por contratos ilegítimos e fake news que se apropriam de pautas progressistas”. Segundo a autora, os mandantes desse submundo atuam em vácuo jurídico total, impondo cláusulas que silenciam vítimas e violam direitos fundamentais. O combate a isso, diz, exige regulação transnacional, educação mediática crítica e políticas públicas que priorizem direitos humanos.</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>As marcas de um tipo brutal de violência, aquela vivida pelos sobreviventes das bomba atômicas lançada em Hiroshima e Nagasaki pelos Estados Unidos em 1945, são analisadas em texto de Cristiane Izumi Nakagawa, psicanalista e doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da USP. O trabalho tem como base entrevista da autora com Keiko Ogura, uma hibakusha, como são chamados aqueles que sobreviveram à bomba, no caso dela, à lançada em Hiroshima. O objetivo foi fazer um exame psicológico dos testemunhos desses sobreviventes, com atenção especial a dois fenômenos psicológicos fundamentais para a compreensão dessas memórias: o trauma e o sentimento de culpa por ações ou omissões que causaram sofrimento a outras pessoas.</p>
<p>Mas a violência também suscita discussões sobre a postura institucional e do público em relação a ela. Isso é explorado em artigo sobre pesquisa e trabalho técnico desenvolvidos por parceria entre o Departamento de Patologia e Medicina Legal da Faculdade de Medicina e o Instituto de Biociências, ambos da USP, sobre as cabeças decepadas de Virgulino Ferreira da Silva (1897-1938), o Lampião, e Maria Gomes de Oliveira (1910-1938), a Maria Bonita. A abordagem dos pesquisadores foi baseada na revisão historiográfica e na análise qualitativa de documentos históricos, entrevistas e reportagens. "Essa metodologia permitiu explorar as narrativas que envolvem o consumo do trágico e as controvérsias sobre a preservação e exposição desses vestígios, contribuindo para discussões mais aprofundadas sobre memória, identidade e práticas museológicas", afirmam os autores.</p>
<p><strong>SOCIOLOGIA</strong></p>
<p>Outros três textos da edição configuram um minidossiê dedicado à sociologia, com propostas para sua evolução, um debate sobre o papel dos autores clássicos no discurso sociológico e um ensaio sobre o livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, de Florestan Fernandes.</p>
<p>De acordo com Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp e da UFSCar, diante das mudanças aceleradas do mundo contemporâneo, "somos levados a crer que nossa missão é dar respostas aos problemas que nos afligem desde a esfera do cotidiano, dos mais longínquos e, até mesmo, dos desconhecidos". Seu artigo "Por uma Sociologia Provocadora (de Respostas)" é baseado em conferência que fez no 22º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia, em julho de 2025. O objetivo do trabalho, afirma, "é contribuir para uma sociologia provocadora de respostas<i>, </i>na qual o fazer sociológico<i> </i>esteja em constante processo de diálogo crítico e autocrítico com as teorias e métodos adotados, e os pontos de observação da realidade social não sejam tomados como fixos, determinísticos, porém como moventes e probabilísticos".</p>
<p>Mas diante dessa necessidade de transformação da sociologia defendida por Moraes Silva, que papel fica reservado aos autores clássicos? É sobre isso que trata o texto "O Qque Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico", de Carlos Eduardo Sell, da UFSC. Ele examina a transformação do papel desses autores, com destaque para as implicações epistemológicas, metodológicas e pedagógicas disso. Sell identifica a emergência de um novo regime discursivo (heurística negativa) e de um consenso difuso que molda o etos científico contemporâneo. Na segunda parte do artigo, ele propõe uma heurística positiva de reflexão e ensino da teoria sociológica.</p>
<p>A seção é completada justamente com texto sobre a importância atual de um livro clássico de um dos expoentes da sociologia brasileira, Florestan Fernandes. Em 2025, seu livro "A Revolução Burguesa no Brasil" completou 50 anos da primeira edição. Para os autores do artigo, André Botelho e Antonio Brasil Jr., ambos da UFRJ, a obra está mais atual do que nunca, seja pelo ponto de vista teórico, que pode ser testado na concepção, na fatura do texto e na análise crítica forjadas a partir de uma abordagem sociológica peculiar, seja pela visão política das espirais da democracia no Brasil e no mundo.</p>
<p><strong>RESENHAS</strong></p>
<p>A seção “Resenhas” traz artigos sobre os livros “Des Électeurs Ordinaires: Enquête sur la Normalization de l’Extrême Droite” (Eleitores Comuns: Investigação sobre a Normalização da Extrema Direita), de Félicien Faury, ainda sem edição no Brasil; “Permanecer Bárbaro: Não Brancos contra o Império”, de Louisa Yousfi; “História da América Latina em 100 Fotografias”, de Paulo Antonio Paranaguá; e “Razão Desumana: Cultura e Informação na Era da Desinformação Inculta (e Sedutora)”, de Eugênio Bucci.</p>
<hr align="center" size="2" width="100%" />
<p> </p>
<p><strong><a name="sumario"></a>Sumário</strong></p>
<p><strong>Violência, Dor e Sofrimento</strong></p>
<ul>
<li>Narcoterrorismo      e Narcoestado: Genealogias, Usos Políticos e Riscos Analíticos frente às      Facções no Brasil – <i>Francisco Thiago Rocha Vasconcelos e Ricardo      Moura Braga Cavalcante</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Centralidade da Prisão nas Relações entre Crimes Violentos ao Patrimônio e      o PCC – <i>Leonardo José Ostronoff</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Polícias      em Conflito: “Pluralismo Policial” e os Vetos a Reformas na Segurança      pública – <i>Júlia Maia Goldani</i></li>
</ul>
<ul>
<li>No      Gueto e na Favela: Duas Canções, Dois Retratos da Violência – <i>Adriano      de Paula Rabelo</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Um      Intérprete da Experiência Contemporânea: Paul Ricoeur e a Compreensão do      Sofrimento – <i>Caroline Fanizzi e José Sérgio Fonseca de Carvalho</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Invisibilidade Social como Desrespeito na Teoria do Reconhecimento de Axel      Honneth – <i>Arthur Meucci</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Trauma      e Culpa nos hibakusha: Um Estudo da Memória de Keiko Ogura – <i>Cristiane      Izumi Nakagawa</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Conceição      Evaristo e os Arredores de “Insubmissas Lágrimas de Mulheres”<i> –      Ianá de Souza Pereira</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      “Mortigrafia” de Lampião e Maria Bonita: Considerações sobre a      Musealização do Trágico (1938-2023) – <i>Jô Veras Closs et al.</i></li>
</ul>
<ul>
<li>A      Dialética do Visível e do Oculto na Cibercultura – <i>Priscila      Gonçalves Magossi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Esperançar      o Presente: Sobre Futuros Inéditos e Viáveis – <i>Bruno Souza Leal e      Ana Regina Rego</i></li>
</ul>
<p><strong>Sociologia</strong></p>
<ul>
<li>Por      uma Sociologia Provocadora (de Respostas) – <i>Maria Aparecida de      Moraes Silva</i></li>
</ul>
<ul>
<li>O      Que Fazer com os Clássicos da Sociologia? Diagnóstico e Prognóstico      – <i>Carlos Eduardo Sell</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"A      Revolução Burguesa no Brasil": 50 anos de um Clássico Difícil – <i>André      Botelho e Antonio Brasil Jr.</i></li>
</ul>
<p><strong>Resenhas</strong></p>
<ul>
<li>Sociologia      da Normalização Política: A Extrema-Direita na França – <i>Fabio      Mascaro Querido</i></li>
</ul>
<ul>
<li>"Permanecer      Bárbaro"<i> </i>de Louisa Yousfi: Insurgências contra a      Domesticação Civilizatória – <i>Morgane Reina</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Propósito      e Valor dos Acervos Fotográficos ao redor do Mundo – Hoje e no Futuro      – <i>Sergio Burgi</i></li>
</ul>
<ul>
<li>Razão,      Técnica e (Des)Informação: Os Vetores das Crises Contemporâneas – <i>Tatiana      Dourado</i></li>
</ul>
<ul>
</ul>
<ul>
</ul>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Publicações</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Violência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Revista Estudos Avançados</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Segurança Pública</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-07T17:03:31Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
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    <title>Matemática, Ciência e Sociedade - 25/02/2026</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Ciência</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Matemática</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Ciências Exatas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra Otavio Frias Filho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-04-02T21:58:32Z</dc:date>
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  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2026/lancamento-do-livro-cidadaos-de-ordenada-republica-licoes-da-experiencia-guarani-jesuita-nas-reducoes-13-03-2026">
    <title>Lançamento do Livro "Cidadãos de Ordenada República: Lições da Experiência Guarani-Jesuíta nas Reduções" - 13/03/2026</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Indígenas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Divulgação</dc:subject>
    
    
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      <dc:subject>Livros</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Grupo de Pesquisa Tempo, Memória e Pertencimento</dc:subject>
    
    
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    <title>Entre Esperança e Utopia: Homenagem a Michael Löwy - 50 Anos de Reflexões sobre a Herança Cultural e Histórica do Judaísmo - 25/03/2026</title>
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    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
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      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas</dc:subject>
    
    
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    <title>Papa nomeia Carlos Nobre para conselho de promoção do desenvolvimento humano</title>
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    <description>O cientista foi escolhido para a integrar o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, um departamento da Cúria Romana.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p dir="ltr"><span style="text-align: justify; "><dl class="image-right captioned" style="width:400px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/carlos-nobre-16-10-2025/image" alt="Carlos Nobre - 16/10/2025 " title="Carlos Nobre - 16/10/2025 " height="267" width="400" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:400px;">O cientista Carlos Nobre durante evento no IEA</dd>
</dl>O climatologista </span><a style="text-align: justify; " href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoac/carlos-afonso-nobre">Carlos Nobre</a><span style="text-align: justify; ">, professor visitante do IEA, onde é titular da <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-clima-e-sustentabilidade" class="external-link">Cátedra Clima &amp; Desenvolvimento</a> (parceira do Instituto com a Reitoria da USP), foi nomeado pelo papa Leão 14 nesta segunda-feira, 30 de março, para integrar o <a class="external-link" href="https://www.vatican.va/content/romancuria/pt/dicasteri/dicastero-per-il-servizio-dello-sviluppo-umano-integrale.index.html">Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral</a>, ao lado de outros dez membros, entre os quais, arcebispos, pesquisadores de teologia e especialistas em educação, psicologia e ecologia. Além de Nobre, mais dois latino-americanos foram nomeados.</span></p>
<p dir="ltr"><span style="text-align: justify; ">Criado em 2016, o d<span style="text-align: justify; ">icastério é</span> um departamento da Cúria Romana, governo central da Igreja Católica. De acordo com o site do organismo, sua missão é "promover a pessoa humana e a própria dignidade que lhe foi dada por Deus, os direitos humanos, a saúde, a justiça e a paz. Interessa-se principalmente pelas questões relativas à economia e ao trabalho, ao cuidado da criação e da terra como «casa comum», às migrações e às emergências humanitárias".</span></p>
<p dir="ltr">A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) saudou a nomeação de Nobre, destacando sua trajetória como referência mundial no estudo das mudanças climáticas, sobretudo no que se refere à Amazônia. Na saudação, a entidade diz que a escolha “é motivo de profundo orgulho para o Brasil e para toda a comunidade científica internacional. Sua dedicação em promover o cuidado com a Casa Comum, em sintonia com o magistério da Igreja, representa um testemunho eloquente de compromisso com a vida, a justiça e a dignidade humana”.</p>
<p dir="ltr"><span style="text-align: justify; ">A CNBB também recordou a participação do pesquisador no Sínodo da Amazônia, em 2019, "ocasião em que contribuiu significativamente para o fortalecimento do diálogo entre ciência e fé, ajudando a colocar a questão ambiental no centro das reflexões da Igreja".</span></p>
<p dir="ltr">Engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor em meteorologia pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets, EUA, Nobre desenvolveu quase toda sua carreira acadêmica no <span class="highlighted highlight">Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, onde se aposentou em 2012, passando a atuar como pesquisador no IEA.</span></p>
<p>Ele participou da equipe internacional de cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU). O painel e o ex-vice-presidente americano Al Gore receberam o Prêmio Nobel da Paz em 2007 pelo papel que tiveram em alertar sobre os riscos do aquecimento global e por lutarem pela preservação ambiental.</p>
<p>Em 2022, Nobre foi eleito membro da Royal Society, academia científica britânica. Dois anos depois, foi escolhido para ser um dos Guardiões Planetários, <span style="text-align: justify; "> iniciativa do empresário britânico Richard Branson (fundador do conglomerado Virgin) para congregar</span><span style="text-align: justify; "> pesquisadores e ativistas que atuam em estudos e análises sobre ação climática e proteção de comunidades vulneráveis</span>.</p>
<p><i>Com informações do Vatican News e da CNBB</i></p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra Clima &amp; Sustentabilidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Mudanças Climáticas</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Professores Visitantes</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>biodiversidade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Amazônia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-31T17:27:48Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2026/ia-e-confianca-24-03-2026">
    <title>IA e Confiança - 24/03/2026</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2026/ia-e-confianca-24-03-2026</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>IA</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-30T18:44:46Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/emergencia-saude-planetaria">
    <title>Disciplina de pós e curso "Emergência de Saúde Humana e Planetária" tem inscrições abertas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/emergencia-saude-planetaria</link>
    <description>Com 10 vagas para alunos de pós-graduação da USP, curso terá aulas online entre 8 de abril a 10 de junho, às quartas-feiras, das 19h às 21h. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span>Estão abertas as inscrições para a disciplina interinstitucional "Emergência de Saúde Humana e Planetária: estratégias de resiliência e sustentabilidade". O</span><span>fertada em conjunto pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), USP (via IEA), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), FeeVale e Universidade Federal de Goiás (UFG), irá apresentar conceitos de Saúde Planetária e discutir estratégias eficazes de resiliência e sustentabilidade. </span><span>O objetivo é capacitar pessoas a desenvolver ações para enfrentar a crise climática no Brasil, em sinergia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). <span>A atividade também poderá ser feita como </span><span>curso de extensão para alunos de graduação e outros públicos. </span></span></p>
<div class="gmail_default"><span>Com aulas online, oferece 10 vagas para alunos de pós-graduação da USP, que participarão como alunos especiais. Os encontros acontecerão de 8 de abril a 10 de junho, às quartas-feiras, das 19h às 21h (salvo indicação em contrário). Ao longo do curso, serão realizadas aulas expositivas, de forma síncrona, com especialistas internacionais e brasileiros sobre os temas propostos.<br /><br /></span></div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><span> </span><span>Para se inscrever na disciplina como aluno de pós, é necessário preencher o <a class="external-link" href="https://forms.gle/PjJLVzJNf49EEzVW7">formulário</a></span><span>. Já a</span><span> inscrição para o curso de extensão pode ser feita neste <a class="external-link" href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSehXveKb5xGymlGKQQDMiypCuw19uNM89x4cJsUy21jqq24rA/viewform?pli=1">link</a>.<br /><br /></span></div>
<div class="gmail_default"></div>
<div class="gmail_default"><span><span>O plano de ensino das aulas está disponível </span><a class="external-link" href="https://docs.google.com/document/d/1u2V3zW2dWRJJ7_LguN1fYlckN9unmycekT0PgROs8_Q/edit?tab=t.0">aqui</a><span>.</span></span></div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Fernanda Rezende</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Disciplina</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Planetária</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Saúde Planetária: Uma Abordagem Transdisciplinar para a Sustentabilidade do Planeta Integrada à Saúde Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-30T16:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2026/analise-da-conjuntura-e-das-pautas-no-congresso-nacional-que-podem-impactar-a-classe-trabalhadora-2026-24-02-2026">
    <title>Análise da Conjuntura e das Pautas no Congresso Nacional que Podem Impactar a Classe Trabalhadora (2026) - 24/02/2026</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/midiateca/foto/eventos-2026/analise-da-conjuntura-e-das-pautas-no-congresso-nacional-que-podem-impactar-a-classe-trabalhadora-2026-24-02-2026</link>
    <description></description>
    
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Maria Leonor de Calasans</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Emprego</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Direitos humanos</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Trabalho</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-26T19:24:44Z</dc:date>
    <dc:type>Pasta</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-de-stanford-defende-rigor-nos-codigos-de-conduta-e-pensamente-critico-para-confianca-na-ia">
    <title>Especialista de Stanford defende rigor nos códigos de conduta e pensamento crítico para lidar com a IA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/especialista-de-stanford-defende-rigor-nos-codigos-de-conduta-e-pensamente-critico-para-confianca-na-ia</link>
    <description>O pesquisador Davi Levi, do Instituto Stanford de Inteligência Artificial Centrada no Humano, da Universidade de Stanford, EUA, fez a conferência "IA e Confiança", no dia 24 de março.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><dl class="image-right captioned" style="width:450px;">
<dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/david-levi/image" alt="David Levi" title="David Levi" height="610" width="450" /></dt>
 <dd class="image-caption" style="width:450px;">David Levi, da Universidade Stanford, durante sua exposição no IEA</dd>
</dl></p>
<p>Ao consultar uma ferramenta de inteligência artificial, muita gente considera extremamente natural confiar na explicação ou orientação oferecida. O que muitos ignoram é o quanto essa confiabilidade advém não só da precisão da informação e dos resultados que ela produz, mas também de mecanismos de sedução da IA para a construção dessa percepção favorável a ela.</p>
<p>Explorar vieses cognitivos e tentar satisfazer características psicológicas como vaidade, aspiração e busca de relações empáticas são alguns dos principais mecanismos empregados pela IA.</p>
<p>Para tratar do melhor uso desses recursos por empresas e governos, seu impacto nas pessoas e dos caminhos para uma confiança legítima na IA, o IEA recebeu no dia 24 de março o pesquisador <a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoad/david-levi" class="external-link">David Levi</a>, do Instituto Stanford de Inteligência Artificial Centrada no Humano, da Universidade Stanford, EUA.</p>
<p>A conferência "IA e Confiança" foi organizada pela <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/ia-responsavel" class="external-link">Cátedra IA Responsável</a> (parceria da USP com o Google sediada no IEA), <a class="external-link" href="https://br.usembassy.gov/pt/u-s-consulate-general-in-sao-paulo-pt/">Consulado Geral dos EUA em São Paulo</a> e laboratório <a class="external-link" href="https://understandingai.iea.usp.br/">Undertanding Artificial Intelligence</a>, com apoio do <a class="external-link" href="https://ciaam.usp.br/pt/">Centro de Inteligência Artificial a Aprendizado de Máquina</a> da USP.</p>
<p>Levi disse que as pessoas tendem a ver os problemas da IA como meramente técnicos e acreditam que a evolução da tecnológica vai resolvê-los. Para ele, isso não vai acontecer. No entanto, afirmou, não há um chamado para ser feito o que é preciso para tornar a tecnologia honesta, pois isso demanda tempo, educação, criação de estruturas e questionamento crítico. “Queremos que a IA faça o que é preciso para nos satisfazer, não controlar o que queremos”, disse.</p>
<p>Ele considera a IA é muito boa para resolver problemas genéricos e nos quais o usuário tem salvaguardas realistas para avaliar a eficácia dos procedimentos recomendados durante o curso da resolução, como monitores e outras formas de acompanhamento e avaliação de resultados. No entanto, considera que ela não é tão boa para problemas específicos e complexos, para os quais há apenas uma solução.</p>
<p>Segundo ele, a capacidade de resolver problemas genéricos com solução factível, a possibilidade de o usuário se valer de salvaguardas realistas e uma comunicação empática torna a IA útil para empresas e governos.</p>
<p>Levi é gerente do Programa de Parcerias com a Indústria do instituto em que atua. Nessa posição, é ele quem fala com o mercado, tentando traduzir os estudos para que as empresas entendam o que torna mais fácil ou difícil a confiança das pessoas na IA.</p>
<p>Um dos casos que mencionou foi o de uma empresa que disse ter contratado um funcionário remoto para atuar com a equipe. Enquanto os funcionários achavam que era uma pessoa, sempre elogiavam a qualidade do trabalho dela. Quando souberam que o novo membro era uma IA, passaram a comentar os erros que ela cometia.</p>
<p>“Isso é um fenômeno psicológico conhecido. A gente concede um benefício às pessoas, procuramos chegar a um meio termo. Com as máquinas, não”. Por isso, uma mentalidade centrada no humano e nas questões mais profundas do ponto de vista psicológico é crucial, afirmou.</p>
<p>Se a IA se apresenta de modo antropomórfico para encorajar essa perspectiva é porque leva a melhores resultados, disse. A ideia é fazer o usuário encará-la como um colega de trabalhos, um assistente. Para isso, a ferramenta usa tom similar ao que as pessoas empregam em seus relacionamentos pessoais. “Há um viés de adulação. Se um usuário diz alguma coisa equivocada, a IA concorda, como se gostasse dele.”</p>
<p>Levi também comentou o caso dos gêmeos digitais. “É a simulação de uma pessoa, vai responder como você responderia. Deveríamos aceitar a existência de uma versão digital nossa? E a de uma pessoa que já morreu, seria aceitável?”, questionou. Quantos aos agentes de IA, ele considera que ninguém com menos de 18 anos deveria usá-los, pois o impacto na saúde mental é muito alto.</p>
<p>No âmbito da utilização empresarial da IA, disse que os códigos de conduta ainda são muito novos e sem o nível de rigor adequado. Para ele, deveria ser adotado um nível similar ao que foi aplicado a um professor nos EUA que editou genes de bebês para que fossem imunes ao HIV e foi preso.</p>
<p>Levi afirmou que as empresas estão tentando lidar com essas dificuldades: “Há empresas querendo implantar agentes de IA, mas acham que eles acabarão monitorando tudo que os funcionários fazem. Os trabalhadores vão aceitar isso? As tecnologias estão aqui, mas ainda não sabemos o que fazer com elas”.</p>
<p>Ele afirmou que o Brasil é um dos países com maior entusiasmo pela IA, com as pessoas assumindo riscos, testando as ferramentas. "Mas se houver escândalos, isso vai abalar o ânimo dos brasileiros com a IA”, ponderou.</p>
<p>Para ele, a confiança na IA é algo que deve ser ganho, rastreado e governado. Talvez a melhor estratégia para lidar com a IA seja o que Levi disse ao ser indagado, no final da exposição, sobre o uso dessa tecnologia pelos jovens: “Estamos sendo liberados de tarefas entediantes. Os jovens serão liberados para se voltar a novos pensamentos. É preciso estimulá-los a desenvolver os músculos mentais. Para isso, é precisamos criar meios de estimular o pensamento crítico.”</p>
<p style="text-align: right; "><span class="discreet">Foto: Leonor Calasans/IEA-USP</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Inteligência Artificial</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Understanding AI</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cátedra IA Responsável</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Evento</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Cultura Digital</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-25T19:15:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2026-projetos">
    <title>Participantes do Programa Ano Sabático iniciam atividades</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2026-projetos</link>
    <description>Os projetos dos docentes participantes do Programa Ano Sabático 2026.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Veja também</th>
</tr>
<tr>
<td><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2027-inscricoes" class="external-link">Inscrições para o Programa Ano Sabático de 2027</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A variedade temática dos projetos dos sete docentes da USP selecionados para a edição 2026 do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico" class="external-link">Programa Ano Sabático do IEA</a> oferece uma amostra da diversidade dos trabalhos desenvolvidos nas várias áreas acadêmicas da Universidade.</p>
<p>Os participantes já iniciaram seus trabalhos, cujos temas são: democracia contestatória; taxas de analfabetismo no Brasil e resultados dos métodos de alfabetização; padrões de interação entre flavivírus e o sistema imunológico humano diante das mudanças climáticas; impactos da crise climática no turismo; dispersão de sementes e biodiversidade; efeitos da inteligência artificial nas relações de trabalho; e métodos cerâmicos de antigas populações da Amazônica Central.</p>
<p>Os docentes integrantes da atual edição do programa são:</p>
<ul>
<li>Alberto      Ribeiro Gonçalves de Barros - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências      Humanas (FFLCH);</li>
<li>Daniel      Domingues dos Santos - Faculdade de Economia, Administração e      Contabilidade de Ribeirão Preto (Fearp);</li>
<li>Gustavo      Henrique Goulart Trossini - Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF);</li>
<li>Paulo      Roberto Guimarães Junior - Instituto de Biociências (IB);</li>
<li>Rita      de Cássia Ariza da Cruz - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências      Humanas (FFLCH);</li>
<li>Wilson      Aparecido Costa de Amorim - Faculdade de Economia, Administração,      Contabilidade e Atuária (FEA);</li>
<li>Ximena      Suarez Villagran - Museu de Arqueologia e Etnografia (MAE).</li>
</ul>
<p><strong>Programa</strong></p>
<p>O Programa Ano Sabático do IEA é uma parceria entre a Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação e o Instituto. A iniciativa foi criada em 2015 para “fomentar um ambiente adequado à reflexão, na medida em que libera os docentes da USP de seus encargos didáticos e administrativos para que possam participar integralmente de pesquisas individuais e interdisciplinares”. A permanência no IEA pode ser de seis meses a um ano.</p>
<p>Para participar, é necessário ter, no mínimo, sete anos de trabalho no Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP). Durante o período da pesquisa, os docentes são dispensados, sem prejuízo de vencimentos, do exercício de suas atividades, inclusive as didáticas, junto à unidade de origem [leia sobre a abertura de <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2027-inscricoes" class="external-link">inscrições para a edição 2027</a> do programa].</p>
<p><strong>PROJETOS</strong></p>
<dl class="captioned image-right"><i><strong><dt><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/alberto-ribeiro-goncalves-de-barros-perfil" title="Denise Scheepmaker - Perfil" height="180" width="180" alt="Denise Scheepmaker - Perfil" class="image-right" /></dt><dd class="image-caption"><br /></dd></strong></i></dl>
<p><i><strong>Alberto Ribeiro Gonçalves de Barros<br /></strong></i><i>O Modelo de Democracia Contestatória de Philip Pettit</i></p>
<p>Barros analisará se o modelo de democracia contestatória proposto pelo filósofo e teórico político irlandês Philip Pettit efetiva o ideal neorrepublicano de liberdade como ausência de dominação e se ele possibilita um verdadeiro controle popular sobre o governo, "princípios fundamentais de um regime democrático na perspectiva neorrepublicana", segundo o professor sabático.</p>
<p>As críticas e objeções ao modelo também serão discutidas. Também avaliará se essa concepção evita os inconvenientes apontados em outros modelos, em particular o procedimental e o deliberativo. Outra finalidade do projeto é discutir as contribuições e os limites do modelo no quadro das teorias contemporâneas de democracia.</p>
<p>Barros é professor do Departamento de Filosofia da USP, pela qual é mestre, doutor e livre docente em filosofia. Realizou pesquisas de pós-doutorado na Universidade de Londres, Reino Unido, e na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, França.</p>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/daniel-domingues-dos-santos-perfil-1" alt="Daniel Domingues dos Santos - perfil" class="image-right" title="Daniel Domingues dos Santos - perfil" />Daniel Domingues dos Santos</strong></i>
<p><i><strong>O Dilema Brasileiro da Alfabetização</strong></i></p>
<p>Durante sua estada no IEA, Santos analisará criticamente as estimativas de taxas de analfabetismo e sua evolução recente no Brasil, considerando os critérios de literacia, letramento, fluência leitora e alfabetização funcional. Também examinará as evidências sobre a efetividade de distintos métodos de alfabetização, com base principalmente em dados brasileiros.</p>
<p>Outro objetivo da pesquisa é examinar a evidência disponível sobre o período sensível no processo de desenvolvimento para que se alfabetize uma criança, e discutir quais deveriam ser as contribuições da educação infantil para este processo e os empecilhos no debate atual para que estas contribuições possam ser dadas.</p>
<p>Santos é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP. Graduação pela USP, tornou-se mestre e doutor em economia pela PUC-RJ e Universidade Chicago, EUA, respectivamente.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/gustavo-henrique-goulart-trossini-perfil" alt="Gustavo Henrique Goulart Trossini - perfil" class="image-right" title="Gustavo Henrique Goulart Trossini - perfil" />Gustavo Henrique Goulart Trossini</strong></i>
<p><i>Reconhecimento de padrões moleculares na resposta imune direcionada a flavivírus: uma abordagem populacional frente às mudanças climáticas</i></p>
<p>O objetivo geral do projeto de Trossini é investigar a coevolução entre flavivírus (transmitido por mosquitos e responsáveis por doenças como zika, dengue e febre amarela) e o sistema imunológico humano com base nas condições produzidas pelas mudanças climáticas.</p>
<p>Ele utilizará ferramentas computacionais avançadas para identificar e caracterizar epítopos virais imunodominantes. Esses epítopos são regiões na superfície de proteínas de um vírus reconhecidas pelo sistema imunológico. O foco desse trabalho são as implicações das mudanças climáticas na dinâmica das interações patógeno-hospedeiro. A intenção é contribuir para o desenvolvimento de vacinas e imunoterapias mais eficazes contra as doenças causadas por flavivírus.</p>
<p>Trossini graduou-se em farmácia pela UFMS e obteve os títulos de mestre e doutor (com período na Universidade do Novo México, EUA) em fármacos e medicamentos pela FCF-USP, onde realizou pesquisa de pós-doutorado e tornou-se docente.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/paulo-roberto-guimaraes-junior" alt="Paulo Roberto Guimarães Junior" class="image-right" title="Paulo Roberto Guimarães Junior" />Paulo Roberto Guimarães Junior</strong></i>
<p><i>Dispersão de Sementes por Animais: Interações-Chave para a Manutenção de Serviços Ecossistêmicos</i></p>
<p>O projeto de Guimarães Junior deverá consolidar um Centro Interinstitucional sobre Frugivoria e Dispersão de Sementes, criando uma rede de colaboração internacional de laboratórios que estudam as consequências da dispersão de sementes para padrões observados em diferentes escalas espaciais, temporais e organizacionais.</p>
<p>O trabalho também vai organizar e analisar bancos de dados para integrá-los a modelos matemáticos. Com isso, a expectativa é que surjam novas ideias e hipóteses sobre como processos ecológicos e evolutivos ligados à dispersão de sementes moldam a biodiversidade.</p>
<p>Essa integração de dados e teoria será usada para desenvolver hipóteses e modelos visando explorar as consequências da dispersão de sementes para a manutenção de serviços ecossistêmicos.</p>
<p>Guimarães Junior é professor titular do Departamento de Ecologia do ICB-USP. Obteve os títulos de mestre e doutor em ecologia pela Unicamp. Foi pesquisador associado na Universidade da Califórnia em Santa Cruz, EUA, e no Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/rita-de-cassia-ariza-da-cruz-perfil" alt="Rita de Cássia Ariza da Cruz - perfil" class="image-right" title="Rita de Cássia Ariza da Cruz - perfil" />Rita de Cássia Ariza da Cruz</strong></i>
<p><i>Crise Climática e Turismo: Impactos, Riscos Sociais e Adaptação</i></p>
<p>O projeto de Cruz pretende contribuir com a produção de conhecimento crítico sobre as relações entre turismo e crise climática. O caminho analítico escolhido baseia-se numa perspectiva dialética a partir da tríade crise climática-turismo-adaptação.</p>
<p>Dessa forma, ela pretende produzir uma leitura crítica sobre os casos ocorridos no século 21 envolvendo localidades brasileiras que têm o turismo como uma atividade econômica relevante.</p>
<p>Cruz é graduada em geografia pela FFLCH-USP, onde tornou-se mestre e doutora em geografia humana. Além de professora na área de geografia regional na mesma faculdade, é líder da Rede Internacional de Pesquisa Turismo e Dinâmicas Socioterritoriais Contemporâneas.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/wilson-aparecido-costa-de-amorim-perfil" alt="Wilson Aparecido Costa de Amorim - perfil" class="image-right" title="Wilson Aparecido Costa de Amorim - perfil" />Wilson Aparecido Costa de Amorim</strong></i>
<p><i>Inteligência Artificial e as Relações de Trabalho no Brasil: A Percepção de seus Atores Tomando por Base Setores Escolhidos</i></p>
<p>A partir do estudo dos setores bancário, de saúde e de tecnologias da informação, Amorim pretende identificar e analisar a visão de atores envolvidos com as relações de trabalho quanto à natureza da inteligência artificial e seus efeitos sobre a contratação do trabalho em seu âmbito coletivo, em termos do contexto, estrutura, processos e conteúdo de negociações.</p>
<p>Entre os objetivos específicos da pesquisa estão identificar e analisar iniciativas internacionais e nacionais de regulação dos efeitos da IA no campo das relações de trabalho e desenvolver parâmetros metodológicos básicos para o desenvolvimento ampliado de estudos semelhantes em outros setores.</p>
<p>Economista formado pela FEA-USP, onde tornou-se doutor e livre docente em administração, Amorim foi pesquisador do Consórcio Fudan de Universidades Latino-Americanas e da Universidade de Fudan, China. Ele integra a Rede Lusófona de Sociologia, Gestão e Economia e lidera o grupo de pesquisa Gestão de Pessoas e Gestão do Conhecimento nas Organizações.</p>
</div>
<div><i><strong><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/ximena-suarez-villagran-perfil" alt="Ximena Suarez Villagran - perfil" class="image-right" title="Ximena Suarez Villagran - perfil" />Ximena Suarez Villagran</strong></i>
<p><i>Contatos, Rupturas e Transições na Amazônia Central</i></p>
<p>Villagran utilizará uma abordagem petrográfica e microarqueológica para caracterizar a tecnologia das cerâmicas Açutuba (TPOA), Manacapuru (TBI), Paredão (TBI) e Guarita (TPA) recuperados dos sítios arqueológicos Hatahara e Açutuba escavados no âmbito do Projeto Amazônica Central, coordenado pelo arqueólogo e antropólogo Eduardo Góes Neves.</p>
<p>O objetivo principal será verificar se as diferenças nos critérios estilístico-decorativos também se expressam nos métodos de produção. Segundo a pesquisadora, "o estudo completo das matérias-primas (matriz argilosa, inclusões não plásticas, desengordurantes), a datação direta dos vasos e o estudo do uso cotidiano (por meio de análises de resíduos lipídicos) têm o potencial de revelar rupturas, continuidades e/ou inovações, permitindo uma compreensão mais aprofundada da complexidade cultural da região nos últimos 2000 anos".</p>
<p>Villagran é coordenadora do Laboratório de Microarqueologia do MAE-USP, onde é professora doutora. É graduada ciências antropológicas pela Universidade da República do Uruguai, com mestrado em arqueologia e doutorado em geociências pela USP. Realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Tübingen, Alemanha.</p>
</div>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-17T18:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/roblox-e-cidade-do-conhecimento-promovem-maratona-para-criacao-de-jogos">
    <title>Roblox e Cidade do Conhecimento promovem maratona para criação de jogos</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/roblox-e-cidade-do-conhecimento-promovem-maratona-para-criacao-de-jogos</link>
    <description>Jovens selecionados participarão das atividades entre os dias 23 de março e 8 de abril, no IEA</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Celebrando 25 anos na USP, o grupo “Cidade do Conhecimento” realizará uma maratona de criação de jogos no ambiente Roblox para <span>jovens com mais de 18 anos</span>. A “game jam” acontece presencialmente no IEA, com mentorias online, entre os dias 23 de março e 8 de abril. São 50 vagas para um público selecionado (seguindo <span>critérios de promoção da diversidade)</span> após as inscrições.</p>
<p>“Conexões positivas e bem-estar” é o tema geral da “game jam” que vai premiar com US$ 3 mil (cerca de R$ 15 mil) as melhores criações.  A iniciativa resulta de uma parceria coordenada por Gilson Schwartz, professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, criador da disciplina “Produção de Games” e presidente da “Games for Change América Latina”, uma entidade sem fins lucrativos voltada ao desenvolvimento de jogos de impacto socioambiental e cultural.</p>
<p>A jam é a primeira de uma programação extensa que acontece na rede-plataforma UAIFAI (Universos Abertos à Imaginação, à Fantasia e às Artes da Invenção), criada e coordenada por Schwartz no IEA.  “A Cidade do Conhecimento, criada no mesmo IEA-USP há 25 anos, ganha agora uma potência para escalar globalmente, depois de 15 anos de muito aprendizado com a rede internacional Games for Change, mais duas centenas de pessoas e instituições que colaboraram, no Brasil e no exterior, para o amadurecimento dessa proposta”, registra Schwartz.</p>
<p>A aceleração veio após a pandemia com o projeto-piloto “Quilombo Inteligente” (2023), selecionado pela Agência Universitária da Francofonia (AUF, mais de mil universidades em todo o mundo). Iniciando 2026 com a “Jam for Change” na plataforma Roblox, a Games for Change América Latina integra-se a um laboratório de pesquisa e extensão avançada coordenada a partir do IEA.</p>
<p>Para a comunidade que surgiu no projeto-piloto Quilombo Inteligente, nos últimos três anos, o processo evolui para a criação de um metaverso quilombola na UAIFAI. <span>Schwartz lembra que o Roblox tem </span>150 milhões de participantes diários, mais de 40 milhões com menos de 13 anos de idade e 44 milhões de jogos ou experiências disponíveis, sendo uma síntese entre plataforma e ecossistema. Para ele, a plataforma tem alto potencial de impacto transformador positivo. "Em parceria com a rede mundial 'Games for Change', nossa 'game jam' será uma oportunidade inédita de criação colaborativa. É uma iniciativa pioneira que acontecerá em abril apenas no Brasil, na Índia e na Coréia do Sul”, diz.</p>
<p>Criado em 1999 após concurso IEA, o grupo de pesquisa-ação “Cidade do Conhecimento” tornou-se, a partir de 2010, o polo de desenvolvimento da “Games for Change” na América Latina. No curso superior de audiovisual da ECA, a disciplina “Produção de Games” vai promover atividades voltadas à cultura “gamer” ao longo de todo o semestre, enquanto a disciplina “Introdução à Iconomia” abordará os impactos da internet na criação e destruição de valor, mercados e riqueza. Na pós-graduação, já está no ar uma nova disciplina, “Racismos e Fundamentalismos na Era da Iconomia”, realizada em parceria <span>com o “Museu das Favelas” e </span>com mais de 1.500 pessoas inscritas como ouvintes e 55 alunos regulares e especiais. Os participantes são de várias partes do Brasil e alguns do exterior.</p>
<p>Outra oportunidade de “maratonar” na criação de games será o “Student Challenge”, entre abril e maio, também uma parceria com a rede mundial “Games for Change”.  No final de maio, um terceiro desafio criativo será o jogo de cartas “Purposyum, Desafios da Justiça”, distribuído entre escolas públicas para um concurso de jogos analógicos e games em torno da campanha “educação para a justiça”.</p>
<p>"Purposyum” foi premiado pela United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) e sua primeira edição impressa, com 4,5 mil exemplares, foi produzida pela Reitoria da USP.  A iniciativa não se restringe à disciplina “Produção de Games” na ECA. Entre os integrantes da coordenação, Ricardo Nakamura, professor da Escola Politécnica (EP) e do curso de design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), ambas da USP, atuará como orientador e membro da Comissão Julgadora.</p>
<p><strong> Serviço</strong></p>
<p>Data: de 23 de março a 8 de abril (presencial com mentorias online)<br />Local: Instituto de Estudos Avançados, USP<br />Vagas: 50, selecionadas com foco em diversidade<br /><span>ROBLOX Jam for Change<br /></span><span>Inscrições pelo <a class="external-link" href="https://forms.gle/TmFRRH26TWsTUeMt5">formulário</a><br /></span><span>Games for Change América Latina:  https://gamesforchangelatam.blog/<br />Quilombo Inteligente:  sites.usp.br/quilombointeligente</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>admin</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-13T15:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2027-inscricoes">
    <title>Docentes da USP já podem se inscrever para seleção do Programa Ano Sabático 2027</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2027-inscricoes</link>
    <description>Abertura das inscrições para a seleção de docentes da USP para o Programa Ano Sabático 2027.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p>Estão abertas até 30 de junho as inscrições de docentes da USP interessados em participar da edição 2027 do <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico">Programa Ano Sabático</a>. Os candidatos devem ter no mínimo sete anos de efetivo exercício de suas funções em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP), completados até a data do início da pesquisa no Instituto.</p>
<p>A participação no programa deve ser de seis meses ou um ano. Durante o período, os selecionados ficarão dispensados de todas as atividades em sua unidade de origem, de maneira a poder atuar exclusivamente no IEA.</p>
<p>Os candidatos devem apresentar projeto de pesquisa interdisciplinar a ser desenvolvido na sede o IEA (São Paulo) ou nos Polos do Instituto em Ribeirão Preto ou São Carlos.</p>
<p>O auxílio semestral é de R$ 6 mil, concedido pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (parceira do IEA no programa) para despesas referentes ao projeto, tais como passagens aéreas, diárias, auxílio a pesquisadores e despesas com terceiros.</p>
<p>Durante sua atuação no programa, os selecionados deverão realizar ao menos uma conferência por semestre, bem como produzir um trabalho científico inédito e original ou outro produto (tais como livro ou obra de arte) indicado no projeto.</p>
<p>A inscrição deve ser feita via <strong><a href="https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd_rQzV2NRGvv_9T2S5yS7YHYZTsj8k-x7QxhxHXHsHr0QuyA/viewform?usp=publish-editor" target="_blank">formulário on-line</a> </strong>[é necessário fazer login com conta USP] até as 23h59 do dia 30 de junho, com o envio de súmula curricular (modelo <a href="http://fapesp.br/5266" target="_blank">fapesp.br/5266</a>), projeto de pesquisa (com objetivos, justificativa e plano de trabalho) e as concordâncias para sua participação emitidas pelo conselho de departamento (ou colegiado equivalente) e pela congregação (ou instância equivalente) da sua unidade [veja mais detalhes no <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/editalsabatico20262027_doe.pdf">edital completo</a>].</p>
<p>O resultado da seleção será divulgado em <strong>30 de setembro</strong>. Os selecionados deverão iniciar suas pesquisas até março do próximo ano. No caso de participação por seis meses com início no segundo semestre de 2027, as atividades devem começar até agosto.</p>
<p>Considerados os integrantes da 11ª edição (2026), que iniciaram suas pesquisas em janeiro, já são 76 os docentes da Universidade participantes do programa [veja quem são os participantes de cada ano: <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/conselho-deliberativo-escolhe-nomes-para-periodo-sabatico-no-iea">2016</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2017">2017</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabaticos">2018</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2019">2019</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-2020">2020</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2021">2021</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes-em-2022">2022</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-de-2023">2023</a>, <a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/programa-ano-sabatico/participantes/participantes-de-2024">2024</a>, <a href="http://www.iea.usp.br/noticias/programa-ano-sabatico-2025-tera-7-professores-de-diferentes-unidades-da-usp" target="_blank">2025</a> e <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/sabatico-2026-projetos" class="external-link">2026</a>].</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Programa Ano Sabático</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-12T16:55:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/humberto-gomes-ferraz-e-indicado-conselheiro-do-iea-pelo-reitor">
    <title>Humberto Gomes Ferraz é indicado pelo reitor como conselheiro do IEA</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/humberto-gomes-ferraz-e-indicado-conselheiro-do-iea-pelo-reitor</link>
    <description>Um dos criadores do Vonau Flash, Ferraz substitui Nina Ranieri no Conselho Deliberativo do IEA. </description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-645c8c7f-7fff-2409-4f75-fe623ad724e4"> </span></p>
<p dir="ltr"><span><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/humberto-gomes-ferraz" alt="Humberto Gomes Ferraz" class="image-right" title="Humberto Gomes Ferraz" />Humberto Gomes Ferraz, professor do Departamento de Farmácia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (FCF-USP), foi indicado pelo reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado para integrar o Conselho Deliberativo (CD) do IEA. Ele assumiu a posição ocupada por Nina Ranieri, da Faculdade de Direito (FD), na vaga destinada a docente da USP designado pelo reitor. A indicação aconteceu no dia 3 de março de 2026 e o mandato tem duração de dois anos. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Professor associado da FCF-USP, Ferraz é formado há 35 anos em farmácia e bioquímica pela Universidade Federal de Juiz de Fora UFJF, com mestrado e doutorado em fármacos pela Universidade de São Paulo. Começou a dar aulas em 1993 e tornou-se livre-docente pela USP em 2007, onde hoje é professor associado. Entre 2020 e 2024 foi diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Especialista em inovação da tecnologia farmacêutica, sua produção científica foca no desenvolvimento de formas sólidas de liberação imediata e prolongada. Na farmacotecnia, suas investigações visam o aperfeiçoamento da biodisponibilidade de ativos e a inovação em processos de engenharia voltados à escala industrial.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Como pesquisador, Humberto publicou diversos artigos em periódicos de destaque, como o International Journal of Pharmaceutics e Brazilian Journal of Pharmaceutical Sciences. Ele também é coordenador do Laboratório de Desenvolvimento e Inovação Farmacotécnica (DEINFAR), dedicado a estabelecer colaborações entre universidades e empresas, através da transferência tecnológica. </span></p>
<p dir="ltr"><span>Graças a essa proximidade com o setor produtivo, a atuação de Gomes é uma ponte fundamental entre a USP e o mercado brasileiro. Ele é um dos inventores do Vonau Flash (ondansetrona), um medicamento antiemético para náuseas e vômitos desenvolvido em parceria com a USP. Segundo dados da Agência USP de Inovação (AUSPIN) e da revista Exame, em 2018 essa única patente foi responsável por mais da metade (58%) de toda a receita de royalties que a USP recebeu por suas mais de 1.200 patentes ativas na época.</span></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Jônatas Fuentes</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Conselho Deliberativo</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Institutional</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-10T15:05:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/201cexplorando-o-passado-humano-depoimentos-e-aventuras-do-arqueologo-que-revelou-luzia-ao-mundo201d">
    <title>Em novo livro, Walter Neves apresenta um panorama de 45 anos de suas pesquisas</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/rede-iea/201cexplorando-o-passado-humano-depoimentos-e-aventuras-do-arqueologo-que-revelou-luzia-ao-mundo201d</link>
    <description></description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><img src="https://www.iea.usp.br/imagens/capa-do-livro-explorando-o-passado-humano" alt="Capa do livro &quot;Explorando o Passado Humano&quot;" class="image-right" title="Capa do livro &quot;Explorando o Passado Humano&quot;" /></p>
<p>É algo bastante raro que o público brasileiro interessado na evolução da ciência tenha a oportunidade de conhecer a autobiografia científica de um pesquisador do país. Mais raro ainda é quando a obra se revela, ao mesmo tempo, instrutiva, cientificamente rigorosa e de leitura envolvente.</p>
<p>Mas não se poderia esperar menos do antropólogo e arqueólogo <a href="https://www.iea.usp.br/noticias/pessoas/pasta-pessoaw/walter-neves" class="external-link">Walter Neves</a>, professor sênior do IEA, um cientista sempre comprometido com a divulgação científica ao longo de sua carreira.</p>
<p>O resultado é seu novo livro, <strong>“</strong><a class="external-link" href="https://www.finotracoeditora.com.br/explorando-o-passado-humano-depoimentos-e-aventuras-do-arqueologo-que-revelou-luzia-ao-mundo">Explorando o Passado Humano: Depoimentos e Aventuras do Arqueólogo que Revelou Luzia ao Mundo</a><strong>”</strong> (Fino Traço Editora, 168 páginas, R$ 58,50), lançado nesta sexta-feira, 6 de março.</p>
<p>Neves é popularmente conhecido como o “pai de Luzia”, por ter sido responsável pelo resgate (em 1995), estudo, datação e batismo do crânio humano de cerca de 11,5 mil anos que permanecia esquecido em um depósito do Museu Nacional, guardado em um simples saco de supermercado.</p>
<p>O fóssil havia sido descoberto em 1975 no sítio Lapa Vermelha IV, em Pedro Leopoldo (MG), pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, sendo posteriormente encaminhado ao museu.</p>
<p>“Explorando o Passado Humano” preenche lacunas importantes ao apresentar ao público em geral outras pesquisas paleoantropológicas de grande relevância realizadas por Neves e por seus parceiros e colaboradores no Brasil e no exterior.</p>
<p>No prefácio, Neves afirma que a ideia foi contar “causos”. A partir do relato dos projetos nas áreas de arqueologia e antropologia que desenvolveu nos últimos 45 anos, procurou apresentar conhecimentos dessas áreas ao leitor. Os projetos servem para ilustrar diversos conceitos fundamentais e revelar um pouco dos bastidores da pesquisa, inclusive destacando personagens anônimos que participaram dos trabalhos, para que não se percam na história. O tratamento é temático, e não cronológico, embora haja certa lógica temporal dentro de cada tema.</p>
<p>A obra, porém, não se restringe aos “causos”. Conhecido também por sua defesa incisiva de melhores condições para o trabalho científico no país, Neves dedica os dois primeiros capítulos às dificuldades existentes nas universidades e à obtenção de verbas para pesquisa.</p>
<p>Ele aponta três problemas nas universidades. Um deles é o fato de que “as atividades-meio [funcionários administrativos] predominam sobre as atividades-fim [professores e pesquisadores]”, com uma burocracia ineficiente e, em sua opinião, marcada por desvios de conduta. Em relação ao trabalho docente, Neves questiona a isonomia salarial entre professores no mesmo nível da carreira, o que, segundo ele, beneficia docentes com baixa produtividade científica e de ensino. Também critica o fato de a progressão na carreira não ser acompanhada pela concessão de maior estrutura de apoio: “Sempre digo que, se eu dispusesse de apenas uma secretária ou um auxiliar administrativo, teria produzido duas vezes mais do que produzi.”</p>
<p>No capítulo dedicado ao financiamento da pesquisa, Neves afirma que, apesar de tudo, o Brasil dispõe, no nível federal, de um sistema de ciência e tecnologia relativamente avançado para um país emergente. No entanto, esse sistema é afetado pela inconstância dos recursos, que variam de acordo com a importância atribuída à ciência e com as prioridades de cada governo. Somam-se a isso os cortes orçamentários estabelecidos pelo Congresso e a redução do fluxo contínuo de financiamento (modalidade em que o pesquisador pode submeter projetos a qualquer momento), muitas vezes substituído por editais esporádicos.</p>
<p>Quanto ao financiamento concedido pela Fapesp, Neves destaca a garantia orçamentária da fundação (1% da arrecadação do ICMS do estado de São Paulo), os procedimentos rigorosos de avaliação dos projetos e os complementos à verba básica aprovada, como a reserva técnica para infraestrutura e benefícios adicionais destinados ao custeio de viagens, participação em congressos e estágios de curta duração no exterior.</p>
<p>Ele lamenta, contudo, que, assim como as agências federais, a Fapesp não conceda recursos para apoio administrativo, pois pressupõe que essa estrutura seja fornecida pela instituição do pesquisador, o que, segundo ele, raramente ocorre de forma adequada. Neves também questiona o fato de as universidades paulistas ficarem com 20% dos recursos obtidos pelos projetos, sob o argumento de custear a infraestrutura institucional oferecida ao pesquisador, o que considera uma falácia.</p>
<p>Ainda assim, graças ao apoio da Fapesp, ele afirma que “qualquer pesquisador minimamente arejado”, vinculado a uma instituição de ensino e pesquisa paulista, “pode trabalhar como se estivesse no mundo desenvolvido”.</p>
<h3><strong>Os “causos”</strong></h3>
<p>Não cabe aqui detalhar os “causos” relatados nos demais 11 capítulos do livro, mas apenas indicar os principais objetivos e resultados das pesquisas. O leitor não familiarizado com o trabalho de Neves terá o privilégio de conhecê-los diretamente por meio de sua narrativa viva, clara e entusiasmada, descobrindo tanto a satisfação proporcionada pelas descobertas quanto as dificuldades e bastidores do trabalho científico.</p>
<p>Neves inicia o relato de sua trajetória profissional falando de sua adolescência como empregado da Rolls-Royce em São Bernardo do Campo e de seu ingresso, em 1978, como técnico de laboratório no antigo Instituto de Pré-História da USP, incorporado ao Museu de Arqueologia e Etnologia em 1989. Ali passou a se interessar por bioantropologia, arqueologia e divulgação científica.</p>
<p>Ainda nesse período, formou-se em biologia, tornou-se pesquisador, iniciou o mestrado em biologia evolutiva, realizou estágio na Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e deu início ao doutorado sobre os sambaquis do Paraná e de Santa Catarina.</p>
<p>Mesmo após ser demitido do Instituto de Pré-História em 1985 (“com o apoio, se não com o incentivo, dos corvos da instituição”, em suas palavras) por uma diretora que havia assumido o cargo seis meses antes, Neves conseguiu realizar um curto pós-doutorado em universidades dos Estados Unidos graças a uma liminar judicial. De volta ao Brasil, realizou arqueologia de contrato no rio Xingu e passou a atuar no Museu Paraense Emílio Goeldi.</p>
<p>O capítulo 4 detalha suas pesquisas em sambaquis no litoral sul do Brasil durante o doutorado, ainda como pesquisador do Instituto de Pré-História. O capítulo seguinte relata o trabalho de arqueologia de contrato realizado por ele e por Solange Caldarelli, também demitida do instituto, no rio Xingu, onde o governo federal pretendia construir duas grandes hidrelétricas — Kararaô e Babaquara —, o que exigia um amplo programa de salvamento arqueológico. O projeto, porém, foi cancelado quando o governo desistiu das obras diante de pressões nacionais e internacionais. Somente na década de 2010 seria construída a Usina de Belo Monte, sucessora do projeto de Kararaô.</p>
<p>Os trabalhos mais importantes desenvolvidos por Neves no período em que esteve vinculado ao Museu Paraense Emílio Goeldi, a partir de 1986, são descritos nos capítulos 6 a 8. Entre eles estão as escavações no sítio da Guerra de Canudos, realizadas a convite do reitor da Universidade Federal da Bahia; os projetos desenvolvidos com a arqueóloga Maria Antonieta Costa Junqueira sobre populações pré-históricas do Deserto de Atacama, no Chile; e um grande projeto de antropologia ecológica no município de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó.</p>
<p><strong>O povo de Luzia</strong></p>
<p>As pesquisas que levaram à datação do crânio de Luzia e à sua caracterização, por meio de estudos morfológicos, como paleoamericana (com traços semelhantes aos de africanos e aborígenes australianos) e não ameríndia (associada a traços mongoloides) são apresentadas no capítulo 9. Neves menciona também a identificação de características paleoamericanas em outros fósseis de Lagoa Santa e em diferentes regiões do Brasil e em outros países das Américas.</p>
<p>Ele discute ainda o Modelo de Duas Ondas Migratórias, que propôs com Hector Pucciarelli. Segundo essa hipótese, uma primeira onda migratória teria saído do centro-leste da Ásia e ingressado nas Américas, pelo Estreito de Bering, há cerca de 16 mil anos. Aproximadamente 4 mil anos depois, povos com características mongoloides teriam realizado a mesma travessia. Neves também comenta alguns dos questionamentos feitos a esse modelo.</p>
<p>“Quando Luzia estourou na imprensa e na comunidade acadêmica em 1998/1999, senti-me ainda mais premido a atacar o carste de Lagoa Santa por diversas frentes complementares: arqueologia, geocronologia, geomorfologia, sedimentologia, <em>site formation</em>, paleoambientes, prospecção de sítios fora das cavernas e paleontologia de megamamíferos, configurando-se no primeiro projeto verdadeiramente paleoantropológico brasileiro”, afirma no capítulo 10. Esse foi o projeto Origens, no qual ele e outros pesquisadores buscaram contextualizar a existência de Luzia e de seu povo.</p>
<p><strong>Pesquisas no exterior</strong></p>
<p>Os três últimos capítulos tratam de projetos realizados no exterior, na Geórgia, Jordânia e Romênia. Neves recorda que, até meados dos anos 1990, acreditava-se que o gênero <i>Homo</i> teria saído da África há cerca de 1 milhão de anos, após o desenvolvimento de ferramentas mais elaboradas. Essa ideia foi questionada quando três crânios datados de 1,8 milhão de anos foram descobertos em Dmanisi, na Geórgia, associados a uma indústria lítica simples, baseada em pequenas lascas de pedra.</p>
<p>Em 2002, Neves esteve em Dmanisi com Luís Beethoven Piló para examinar os crânios já encontrados e acabou ajudando na retirada do quarto exemplar (o quinto seria descoberto em 2005).</p>
<p>Quando retornou ao sítio em 2019, acompanhado de Clóvis Monteiro, o objetivo principal era ministrar um curso sobre evolução humana na escola de verão local. Aproveitou também para examinar réplicas dos crânios 4 e 5 e acompanhar o andamento das escavações.</p>
<p>Ele observou que o crânio 4 pertencia ao indivíduo mais senil que já havia analisado em sua carreira, com perda total dos dentes e forte reabsorção dos alvéolos dentários. Isso sugeriria algum grau de solidariedade social entre aqueles hominínios, já que o indivíduo teria dependido do grupo para se alimentar.</p>
<p>O crânio 5, por sua vez, revelou características bastante diferentes: grande robustez, mandíbula extremamente volumosa e tamanho cerebral reduzido. Apesar dessas diferenças, muitos pesquisadores insistem em classificá-los todos como <i>Homo erectus</i>. Neves discorda e propõe que os crânios 1 a 4 sejam classificados como <i>Homo caucasi</i>, uma forma intermediária entre <i>Homo habilis</i> e <i>Homo erectus</i>, enquanto o crânio 5 deveria ser chamado de <i>Homo georgicus</i>.</p>
<p>Em 2017, Neves aposentou-se como professor titular do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP. Mas não interrompeu suas atividades de pesquisa e divulgação científica. No ano seguinte ingressou no IEA como professor sênior, onde coordena o <a class="external-link" href="https://evolucaohumana.iea.usp.br/">Núcleo de Pesquisa e Disseminação em Evolução Humana</a>.</p>
<p>“Decidi que dali para frente passaria a me dedicar àquilo que tinha sido meu sonho desde criança: buscar nossos ancestrais de milhares ou milhões de anos no Velho Mundo. Ou seja, implantar no Brasil, de fato, uma tradição de pesquisas em paleoantropologia digna do nome”, afirma.</p>
<p>Entre esses projetos está o realizado no vale do rio Zarqa, na Jordânia, coordenado por ele e Fábio Parenti. Segundo Neves, os artefatos de pedra encontrados no local mostraram-se muito mais antigos do que se imaginava. As análises indicam que se tratam de instrumentos lascados por humanos presentes em uma formação geológica datada entre 2,5 e 1,9 milhões de anos, o que desafia a teoria dominante de que os hominínios teriam deixado a África apenas por volta de 1,8 milhão de anos.</p>
<p>Com base nessas evidências e nas descobertas de Dmanisi, Neves e seus colaboradores sugerem que não teria sido o <i>Homo erectus</i> o primeiro hominínio a sair da África, mas sim o <i>Homo habilis</i>.</p>
<p>O livro termina com um capítulo dedicado às pesquisas atuais de Neves na Romênia. Ele e outros pesquisadores brasileiros e romenos realizam escavações em cavernas localizadas em maciços calcários às margens do rio Vârghiș, na Transilvânia.</p>
<p>A motivação do projeto é o fato de que os Bálcãs provavelmente foram a porta de entrada do <i>Homo sapiens</i> na Europa e o local onde teria ocorrido o encontro com os neandertais. Como explica Neves, o objetivo é investigar essa relação em profundidade: “É essencial que se encontrem nos Bálcãs esqueletos neandertais. Essa é a principal razão de implantação do projeto.”</p>
<p>A narrativa termina em 2024, mas o trabalho prossegue. E, quando se fala de Walter Neves, pode-se apostar que novas pesquisas ainda virão, no Brasil e no exterior.</p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Mauro Bellesa</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Professores Seniores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Paleoantropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Arqueologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Pesquisadores</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Antropologia</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Núcleo de Pesquisa e Divulgação em Evolução Humana</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-06T21:16:33Z</dc:date>
    <dc:type>Página</dc:type>
  </item>


  <item rdf:about="https://www.iea.usp.br/noticias/playlist-coletanea-de-videos-sobre-territorialidade-e-transversalidades-ja-esta-disponivel-no-canal-do-iea">
    <title>Coletânea de vídeos sobre territorialidade e transversalidades já está no canal do IEA no YouTube</title>
    <link>https://www.iea.usp.br/noticias/playlist-coletanea-de-videos-sobre-territorialidade-e-transversalidades-ja-esta-disponivel-no-canal-do-iea</link>
    <description>IEA lança playlist sobre territorialidade e transversalidades no Brasil. Coletânea reúne trabalhos do Ciclo 2025-2026 dos catedráticos Nísia Trindade, Alemberg Quindins e Fernando José de Almeida, à frente da Cátedra Olavo Setubal.</description>
    <content:encoded xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"><![CDATA[<p><span id="docs-internal-guid-5f198cbd-7fff-d5a1-573d-0cca4771257d"> </span></p>
<table class="tabela-direita-200-borda">
<tbody>
<tr>
<th>Veja também</th>
</tr>
<tr>
<td>
<p><a class="external-link" href="http://www.youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0kd5kuH3Dt1X9kRQzr8CIB4y" style="text-align: center; ">Playlist "Caminhos da Cutia: Os Saberes das Mulheres Indígenas no Reflorestamento do Mundo</a></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p dir="ltr"><span>O IEA lançou a playlist </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0keznS00uZsPUriFvbw4bGIt&amp;si=ujJDXoxy6j842kDH"><span>Territórios: Diversidades, Desigualdades e Aprendizados Sociais</span></a><span> em seu </span><a href="https://www.youtube.com/@iea-usp"><span>canal no YouTube</span></a><span>. Já disponível para acesso por meio </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=PLzxGsRt_Q0keznS00uZsPUriFvbw4bGIt&amp;si=ujJDXoxy6j842kDH"><span>deste link</span></a><span>, o conjunto de vídeos consolida os trabalhos do Ciclo 2025-2026 da </span><a href="https://www.iea.usp.br/pesquisa/catedras-e-convenios/catedra-olavo-setubal-de-arte-cultura-e-ciencia"><span>Cátedra Olavo Setubal - Transversalidades</span></a><span>.</span></p>
<p dir="ltr"><span>Na coletânea, os catedráticos – a trinca </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoan/nisia-trindade-lima"><span>Nísia Trindade</span></a><span>, </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaa/alemberg-quindins"><span>Alemberg Quindins</span></a><span> e </span><a href="https://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaf/fernando-jose-de-almeida"><span>Fernando José de Almeida</span></a><span> – exploram a diversidade de conhecimentos territoriais em três regiões do Brasil. O projeto busca aproximar os pesquisadores das cidades, em contato com a população e suas instituições. Além da série sobre os territórios dos titulares, há vídeos de seminários e retrospectos da cerimônia de posse do trio. </span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span></p>
<p dir="ltr"><span>Durante os últimos 10 meses, Nísia, Alemberg e Fernando tiveram como objetivo principal desenvolver três projetos voltados aos estudos do programa Territórios: Diversidades, Desigualdades e Aprendizados Sociais.</span></p>
<p dir="ltr"><span>São eles: o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hx0m3wTXl0k"><span>Seminário Territórios Errantes: Diálogos Sobre Memória, Educação e Práticas Artísticas</span></a><span>; a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4lVDP7wZTsI"><span>Cátedra em Movimento</span></a><span>; além de </span><a href="https://www.iea.usp.br/noticias/disciplina-pos-cosacce-2026"><span>uma disciplina oferecida a alunos da pós-graduação</span></a><span>, que terá início no primeiro semestre de 2026. As aulas da disciplina serão transmitidas ao vivo pelo YouTube do IEA, sem emissão de certificados para quem acompanhar online.</span></p>
<p><span><strong>Projeto Cátedra em Movimento - Encontros Territoriais</strong></span></p>
<p dir="ltr"><span><span> </span></span><span>Além dos vídeos da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1vzQ2z2YIJ0"><span>cerimônia de posse</span></a><span> e do Seminário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hx0m3wTXl0k"><span>"Territórios Errantes: Diálogos Sobre Memória, Educação e Práticas Artísticas"</span></a><span> , a playlist traz os registros audiovisuais da Cátedra em Movimento.</span></p>
<p dir="ltr"><span>O projeto propõe-se a oferecer uma imersão dos catedráticos na sociedade civil. A série de três vídeos mostra os destaques das passagens de seus principais pontos de referência – os locais visitados são, principalmente, áreas relacionadas a cada um dos integrantes da trinca.</span></p>
<p dir="ltr"><span>As visitas começaram pelo Rio de Janeiro (RJ), na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – vinculada ao Ministério da Saúde e presidida por Nísia entre 2017 e 2021 – e em comunidades do entorno da instituição. Lá, a comitiva de pesquisadores pode entrar em contato com projetos desenvolvidos pela Fiocruz em parceria com iniciativas de locais como Maré e Manguinhos.</span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/bDy3ZnAY4fM?si=GnFteBaAB3LOxavi" title="YouTube video player" width="560"></iframe></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span>Já em Nova Olinda (CE), na Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri – cofundada pelo catedrático Alemberg Quindins –, a programação visou conhecer espaços e iniciativas culturais da região do Cariri, como o Museu do Ciclo do Couro e o Memorial do Mestre Espedito Seleiro.</span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/IZNVfym9mqM?si=RMl-ApVH-wL9qgzp" title="YouTube video player" width="560"></iframe></p>
<p dir="ltr"><span><br /></span></p>
<p dir="ltr"><span>Por fim, na visita realizada entre 22 e 23 de setembro de 2025 aos Centros Educacionais Unificados (CEUs) em São Paulo, os pesquisadores dialogam com gestores das instalações de incentivo à cultura e ao esporte – cuja implantação ocorreu durante a atuação de Fernando José de Almeida como secretário municipal de educação – para conhecer os impactos da iniciativa na população.</span></p>
<p><iframe frameborder="0" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/4lVDP7wZTsI?si=QR8Sr8jV3uL4kVhN" title="YouTube video player" width="560"></iframe></p>]]></content:encoded>
    <dc:publisher>No publisher</dc:publisher>
    <dc:creator>Jônatas Fuentes</dc:creator>
    <dc:rights></dc:rights>
    
      <dc:subject>Cátedra Olavo Setubal</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Periferias</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Sociedade</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>capa</dc:subject>
    
    
      <dc:subject>Território</dc:subject>
    
    <dc:date>2026-03-04T17:45:00Z</dc:date>
    <dc:type>Notícia</dc:type>
  </item>




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