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Foz do rio Amazonas

por Fernanda Rezende - publicado 26/09/2025 11:25 - última modificação 26/09/2025 11:37

Relatório

"Foz do rio Amazonas - Cenários Estratégicos para a Ampliação do Conhecimento Científico e Proteção da Biodiversidade":
Português
Inglês
Espanhol

Release para a imprensa

Integrantes do
Grupo de Trabalho

Seminários:

23 de maio de 2024, no Museu Goeldi

10 de outubro de 2024, no IEA

Em 2024, o Museu Paraense Emílio Goeldi e o IEA-USP decidiram fazer algo especial: unir quem vive do mar com quem o estuda. Assim nasceu o Grupo de Trabalho de Proteção da Biodiversidade da Foz do Amazonas, oficializado pela Portaria MPEG nº. 378.

Esse time reúne 21 especialistas de universidades, secretarias de meio ambiente, institutos de pesquisa, ONGs e associações de pescadores, representando os três Estados que abraçam o mar amazônico: Amapá, Pará e Maranhão.

O grupo não queria apenas publicar relatórios — a missão era criar um plano de ação. Para isso, organizaram dois seminários em 2024, intitulados “A Foz do Amazonas: pesquisa, conservação e futuro”. Assistiram ao primeiro seminário, realizado em Belém, mais de 400 pessoas. Já o segundo, realizado no IEA-USP, teve público superior a mil pessoas.

Participaram desses encontros cientistas, pescadores, gestores, lideranças comunitárias e o público geral, trocando ideias, histórias e café quente. Enquanto pesquisadores mostravam imagens de satélite, pescadores compartilhavam seus cadernos de anotações sobre as marés. Empresários discorreram sobre energia offshore enquanto quilombolas trouxeram a sabedoria de quem vive dos manguezais há gerações.

Dessas conversas nasceu o documento Foz do rio Amazonas - Cenários Estratégicos para a Ampliação do Conhecimento Científico e Proteção da Biodiversidade. O objetivo é transformar conhecimento espalhado em um roteiro compartilhado, garantindo que o mar que sustenta o mundo também continue a sustentar as comunidades que dependem dele.

Capa do Relatório Foz do rio AmazonasO texto responde à necessidade de intensificar os cuidados com a região diante da possibilidade de exploração de petróleo no local. São propostas duas frentes de ação específicas:

criação do Instituto Nacional da Foz do Rio Amazonas (INFA), voltado à produção e articulação do conhecimento científico sobre essa ecorregião;

implantação de um Mosaico de Áreas Protegidas Marinhas, um conjunto de áreas com diferentes níveis de uso: 1. Corredores Ecológicos - Áreas para proteção da fauna ameaçada; 2. Áreas de Desenvolvimento Sustentável - Espaços para uso organizado e sustentável dos recursos; 3. Áreas de Proteção Integral - Zonas de refúgio para a vida silvestre, em harmonia com atividades econômicas importantes para a região.

Além dessas iniciativas, o grupo de trabalho propõe outras 18 grandes estratégias que visam integrar conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e inclusão social. Entre os pontos mais relevantes, estão o fortalecimento da pesquisa em rede entre instituições da região norte; a criação de sistemas para mapear áreas sensíveis e monitorar a biodiversidade; o envolvimento direto de comunidades tradicionais na gestão de áreas protegidas; e a promoção de um modelo econômico sustentável, com base na Economia Azul.