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O papel da cultura na formação de São Paulo, segundo os diretores do Masp e Itaú Cultural

por Fernanda Rezende - publicado 05/09/2017 13:50 - última modificação 12/09/2017 14:24

Heitor Martins, do Masp, e Eduardo Saron, do Itaú Cultural, estarão em encontro promovido pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência no dia 19 de setembro, às 19h, no Itaú Cultural
Fachada Itaú Cultural - 1
Itaú Cultural, que abrigará o encontro do dia 19 de setembro

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A cultura teve papel decisivo na formação e desenvolvimento de São Paulo. Ao longo dos anos, a cidade ganhou destaque no cenário internacional das artes, seja pela realização de grandes eventos, pela criação de calendário e circuito específicos ou pela recepção de grandes exposições e artistas a museus e galerias. Longe de ter apenas caráter educativo, a cultura assumiu na capital uma importante função na economia.

Para entender como se deu a consolidação e o reconhecimento dessa identidade de São Paulo como núcleo cultural, o ciclo Cultura, Institucionalidade e Gestão, promovido pela Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, reúne os dirigentes das instituições culturais que são centrais na estrutura que São Paulo tem hoje.

No dia 19 de setembro, às 19h, o encontro Instituições Culturais 2: Masp, Bienal e Itaú Cultural dará voz a Heitor Martins, diretor presidente do Masp, e Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, parceiro do IEA na Cátedra e que sediará o evento. A mediação de Ricardo Ohtake, presidente do Instituto Tomie Ohtake e titular da cátedra. O primeiro encontro sobre o tema, no dia 22 de agosto, já reuniu o diretor regional do Sesc-São Paulo, Danilo Miranda, e o diretor do Museu Afro Brasil, Emanoel Araújo.

Como explica o coordenador acadêmico da cátedra, Martin Grossmann, o papel da cultura em uma cidade do porte de São Paulo ganhou destaque em particular pela consolidação de algumas instituições culturais, apoiadas por políticas públicas e privadas voltadas à cultura.

“Este encontro reunirá dirigentes que estão à frente de instituições culturais que são exemplares na condução de uma política cultural apoiada por instituições privadas. Heitor Martins além de ser presidente do Masp, liderou a Fundação Bienal de São Paulo, onde comandou uma operação que trouxe de volta o equilíbrio financeiro e institucional dessa que é uma das mais importantes bienais de arte do mundo”, explica Grossmann.

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Já Eduardo Saron irá representar uma instituição que hoje não só desenvolve uma intensa programação cultural como também promove formação continuada na esfera da gestão cultural e apoia importantes equipamentos culturais no Brasil, como Inhotim. Juntos, Martins e Saron irão expor seus projetos de gestão, as dificuldades que enfrentaram e enfrentam, e os desafios para os próximos anos.

A partir do dia 26 de setembro, a programação do ciclo promovido pela cátedra se dedica a importantes dirigentes culturais no pós-guerra. O primeiro evento terá o músico pernambucano Antônio Nóbrega e a artista plástica paulista Regina Silveira. Nóbrega irá discorrer sobre o perfil de Ariano Suassuna como gestor cultural, enquanto Regina falará sobre Walter Zanini, primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, onde será o debate.

“A maturidade e a potência da atual estrutura cultural da cidade de São Paulo se devem não só às políticas públicas e privadas como também a personalidades que se dedicaram integralmente à criação e consolidação de equipamentos culturais, como museus, bibliotecas e a Bienal. Eles são pioneiros e originais em seus projetos, e suas ações têm sido modelares no processo de descentralização da cultura, o que ocorre no Brasil desde o início do século”, diz Grossmann.