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Titulares da Cátedra Olavo Setubal

por Fernanda Rezende - publicado 02/08/2016 11:25 - última modificação 03/04/2019 12:14

Cabe ao titular orientar as atividades da cátedra durante um ano. Em 2019, pela primeira vez a Cátedra passou a ter dois titulares, um representando a arte e a cultura e outra, a ciência.

2019

Paulo Herkenhoff e Helena Nader:

Paulo Herkenhoff - Perfil

Paulo Herkenhoff costuma dizer que ingressou na área de curadoria "pelas bordas". Nos anos 70, trabalhava num escritório de advocacia e acabou participando da reorganização do Museu do Açude e do Museu Chácara do Céu, criados pela Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya em 1964 e 1972, respectivamente.

Na década seguinte, foi trabalhar na Funarte e viajou para diversas cidades do país. Ele destaca dois trabalhos que realizou na instituição: uma mostra em Curitiba, PR, com a participação de 250 artistas das Américas, e um projeto em Belém, PA, sobre a visualidade e a diversidade da Amazônia.

Um de seus trabalhos mais famosos foi a curadoria-geral da 24ª Bienal de São Paulo, a chamada "Bienal da Antropofagia", ocorrida em 1998. Para que a mostra tivesse um caráter historiográfico e crítico sobre a cidade de São Paulo, Herkenhoff considerou o Movimento Antropofágico como uma representação da cidade e uma resposta a ela. O objetivo foi lidar com o conceito de antropofagia como "processo de formação cultural com vistas à autonomia". Também merece destaque sua curadoria do pavilhão brasileiro na 47ª Bienal de Veneza, em 1997.

Outras posições na carreira Herkenhoff como curador e dirigente cultural foram as atividades como diretor do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, curador-chefe do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), curador da Fundação Eva Klabin Rappaport, curador adjunto no Departamento de Pintura e Escultura do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e diretor cultural do Museu de Arte do Rio (MAR).

No MoMA, em 2002, ele teve três meses para organizar a exposição "Tempo", na qual artistas de diversos países trataram das percepções fenomenológicas e ficcionais de aspectos temporais. A mostra foi apontada pelo jornal "The New York Times" como referência para os rumos a serem tomados pelo museu.

A produção bibliográfica de Herkenhoff inclui obras sobre vários artistas brasileiros, coleções, produção artística em períodos históricos e arte contemporânea no Brasil e na América Latina.

 

Helena NaderProfessora titular de biologia molecular na Unifesp, Helena Nader tem aliado suas atividades como docente e pesquisadora com a atuação como administradora acadêmica, dirigente de entidades científicas e assessora de agências de apoio à pesquisa.

Helena graduou-se em ciências biomédicas na Unifesp e fez licenciatura em biologia na USP. Realizou pesquisa de pós-doutorado na Universidade do Sul da Califórnia, EUA. É bolsista de produtividade do CNPq (nível 1A), membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) e participa da Academia Mundial de Ciências para o Avanço da Ciência nos Países em Desenvolvimento (TWAS, na sigla em inglês).

Ela é assessora de diversos periódicos nacionais e internacionais e foi pesquisadora visitante nos Estados Unidos (Escola de Medicina Loyola, em Chicago, e Centro de Ciência Celular William Alton Jones, em Lake Placid) e na Itália (Instituto de Pesquisa Química e Bioquímica Giacomo Ronzoni, em Milão, e Laboratórios de Pesquisa da Opocrin, em Modena).

Os focos principais de suas pesquisas são glicobiologia e biologia celular e molecular de proteoglicanos, em especial de heparina e heparam sulfato.  Seus trabalhos estão relacionados com o envolvimento desses compostos na hemostasia, no controle da divisão celular e na transformação celular.

Helena foi presidente por três mandatos (2011 a 2017) da SBPC, presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq), pró-reitora de Graduação e pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Unifesp, coordenadora do Comitê de Assessoramento em Biofísica, Farmacologia, Fisiologia e Neurociências (CABF) do CNPq, coordenadora adjunta da Área de Avaliação Biológicas II da Capes e membro da Coordenação de Biologia da Fapesp.

Entre as honrarias que recebeu estão a Ordem Nacional do Mérito Científico (na classe Comendador, em 2002, e na classe Grã-Cruz, em 2008), a Medalha Mérito Tamandaré da Marinha do Brasil, em 2013, e o Prêmio Scopus 2007, concedido pela Elsevier e Capes.

2018

Eliana Sousa Silva

Eliana Sousa Silva - PerfilAtivista social, cultural e educacional, Eliana Sousa Silva é diretora fundadora da Redes da Maré, entidade que reúne mais de 20 projetos vinculados a cinco eixos de atuação: Desenvolvimento Territorial; Educação; Arte e Cultura; Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça; Identidades, Memória e Comunicação.

Nordestina, mudou-se para o Rio de Janeiro com a família aos sete anos de idade, em 1969, quando se fixaram na favela Nova Holanda, na Maré. Lá, atuou como agente comunitário e criou a Associação de Moradores da Nova Holanda. Em 1997, Eliane e outros moradores da Maré iniciaram o processo que levaria à criação da organização não governamental Redes de Desenvolvimento da Maré, formalizada em 2007 com o nome Redes da Maré.

Eliana graduou-se em letras na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e obteve os títulos de mestre em educação e doutora em serviço social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Realizou pesquisa de pós-doutorado no Conselho de Pesquisa em Ciências Sociais (SSRC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos. Na UFRJ, ela também coordenou o curso de pós-graduação em segurança pública, destinados aos profissionais da área e dirigiu e ainda integra a equipe da Divisão de Integração Universidade Comunidade da UFRJ.

Veja o perfil completo de Eliana Sousa Silva e as atividades até agora coordenadas por ela.

2017

Ricardo Ohtake

Ricardo Ohtake - Perfil

Membro de uma das famílias mais importantes para a arte e a arquitetura do país, é filho da artista plástica Tomie Ohtake (1913-2015) e irmão do também arquiteto Ruy Ohtake.

Ricardo Ohtake é formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP e designer gráfico consagrado. Dirige o Instituto Tomie Ohtake desde sua criação, em 2001. Atualmente integra o Conselho Deliberativo do IEA. Também preside a Associação Brasileira de Entidades Culturais Não Lucrativas (Anec) e participa do projeto de sua família para a transformação da casa de Tomie Ohtake, no bairro Campo Belo, em São Paulo, num centro cultural dedicado às artes plásticas.

Ele foi secretário da Cultura do Estado de São Paulo, secretário do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo e diretor do Centro Cultural São Paulo, do Museu da Imagem e do Som e da Cinemateca Brasileira. Deu aula em diversas faculdades de arquitetura, comunicações e artes plásticas e foi curador da participação brasileira na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2010.

Veja o perfil completo de Ricardo Ohtake e as atividades que coordenou durante sua titularidade.

2016

Sérgio Paulo Rouanet

Sérgio Paulo Rouanet - Perfil

Secretário nacional de Cultura (1991-1992) e diplomata de carreira, foi embaixador do Brasil na Dinamarca e na República Tcheca. É o oitavo ocupante da Cadeira nº 13 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 23 de abril de 1992. Foi professor visitante na pós-graduação em sociologia da Universidade de Brasília (UnB), professor do Instituto Rio Branco e professor visitante da University of Oxford, no Reino Unido.

É graduado em ciências jurídicas e sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com pós-graduação em economia pela George Washington University, em ciências políticas pela Georgetown University, e em filosofia pela New York School for Social Research, as três nos Estados Unidos. Na USP, fez o doutorado em ciência política.

Veja o perfil completo de Sérgio Paulo Rouanet e as atividades que coordenou durante sua titularidade.