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O Ambiente Escolar em Transformação

por Sandra Sedini - publicado 13/05/2021 10:20 - última modificação 17/08/2021 17:45

Detalhes do evento

Quando

de 16/08/2021 - 10:00
a 18/08/2021 - 17:00

Onde

On-line

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Como a escola pode ser transformada de modo a se tornar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das crianças e dos adolescentes? A pergunta atravessa os discursos especializados dedicados a pensar a educação e adquiriu renovado interesse em 2020, em razão da pandemia de COVID-19 que obrigou o fechamento das instalações escolares para deter o contágio. Na impossibilidade de frequentar o prédio escolar, recorreu-se às novas tecnologias na tentativa de dar alguma continuidade à escolarização dos alunos. Desde então impôs-se aos educadores e outros especialistas o questionamento acerca dos vínculos entre a escola e os espaços e os tempos a ela destinados.

Estruturada e disseminada internacionalmente a partir da passagem do século XIX para o século XX, a escola pública já passou por muitas transformações. Da escola isolada, funcionando na casa do próprio professor ou em instalações improvisadas, ao grupo escolar de aspecto monumental, edificado no centro das cidades mais importantes, e que se tornaram um dos símbolos das realizações da Primeira República, até escola de instalações mais simples e funcionais, por meio da qual se procurou responder à ampliação da população urbana, a qual se fez acompanhar pela demanda crescente por vagas, muitos desafios precisaram ser enfrentados no processo de democratização da educação pública. Ao longo do tempo, o ambiente das escolas também se viu profundamente transformado pela renovação das teorias pedagógicas, que passaram a atribuir importância cada vez maior à atividade e à autonomia dos alunos e pelo surgimento de novas tecnologias e técnicas de ensino. Com a difusão do ideário escolanovista, as escolas se tornaram mais horizontais e abertas ao espaço externo, as mesas e cadeiras, anteriormente fixadas no assoalho da sala de aula para garantir a ordem, foram substituídas por outras móveis, para permitir a realização de trabalho em grupos e outras atividades. Décadas mais tarde, em diversas escolas as salas de aula foram transformadas em salas ambiente, destinadas ao ensino de uma disciplina específica e caracterizadas de acordo com o conteúdo da matéria. Outras escolas experimentaram outros arranjos, como a derrubada das paredes divisórias entre as salas de aula e a organização das atividades de ensino em salões amplos, reunindo alunos de diferentes faixas etárias. As tecnologias audiovisuais, gradativamente incorporadas ao ensino, também impactaram o ambiente escolar, demandando inclusive adaptações ou instalações próprias, como laboratórios de informática e salas adaptadas à exibição de vídeos, instalação de equipamentos multimídia etc.

O objetivo deste evento é reunir pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento – educação, psicologia, psicanálise, medicina, geografia, arquitetura – profissionais e estudantes da educação básica, para refletir sobre a escola como ambiente destinado à formação das novas gerações na contemporaneidade. A partir de uma perspectiva interdisciplinar, pretende-se considerar os diferentes sentidos do termo ambiente, não apenas o ambiente natural e as condições do espaço físico ocupado pela escola, mas também a configuração social, histórica, política, tecnológica e ainda as relações afetivas que envolvem as crianças e os adolescentes em seu processo de escolarização.

Transmissão

Acompanhe a transmissão do evento em www.iea.usp.br/aovivo

Inscrições

Evento público e gratuito | Sem inscrição

Evento on-line | Não haverá certificação

Programação

16 de agosto

10h

Abertura

Ana Laura Godinho Lima (IEA e FE USP), Valéria Cazetta (IEA e EACH USP), Roseli de Deus Lopes (IEA USP)

10h30

Conferência de Abertura: História da escola e da cultura escolar

Carlota Boto (IEA e FE USP)

Comentários:

Naomar de Almeida Filho (IEA USP)

Intervalo

14h

Mesa 1 – A escola antes, durante e depois da pandemia: reflexões de profissionais e estudantes da educação básica

Anna Júlia Silva de Jesus e Beatris Garcia da Silva (ETEC Cepam e CNPq); Lara Marin (FE USP); Ingrid Rodrigues Gonçalves (ETEC Cepam)

Comentários:

Ingrid Rodrigues Gonçalves (ETEC Cepam)

17 de agosto

10h

Mesa 2 – O desenvolvimento humano, a formação da subjetividade e seus entraves no ambiente escolar

Cláudio Gonçalves Prado (UFU), Júlia Catani (FE USP) e Bruna Lavinas Jardim Falleiros (EACH USP)

Comentários:

Kátia Bautheney (FE USP/Sedes Sapientiae)

Intervalo

14h

A educação e a saúde da criança no ambiente da escola: considerações da pedagogia e da medicina

Ana Laura Godinho Lima (IEA e FE USP) e Maria Aparecida Affonso Moysés (FCM UNICAMP)

Comentários:

Daniel Revah (UNIFESP)

18 de agosto

10h

Mesa 4 – A escola como espaço e como lugar, a escola projetada: considerações da geografia e da arquitetura.

Valéria Cazetta (EACH USP); Bruno da Mata Farias (EACH USP); Ana Gabriela Godinho Lima (UPM)

Comentários:

Régia Cristina Oliveira (EACH USP)

Intervalo

14h

Conferência de Encerramento:

António Nóvoa (Universidade de Lisboa)

Comentários:

Natália de Lacerda Gil (UFRGS)