Coordenação: Nísia Trindade Lima
Convidado: André Botelho
O encontro teve como objetivo a discussão e a problematização do conceito de aprendizado social, com base na contribuição do sociólogo Klaus Eder. Também foi abordada a contribuição dessa perspectiva teórica para a análise das relações entre pensamento social, repertórios sociais, aprendizados e políticas públicas, com destaque para a proposta do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Igualdade e Aprendizado Social.
Estes encontros integram a disciplina de pós-graduação “Territórios: diversidades, desigualdades e aprendizados sociais”, iniciativa da Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, oferecida no primeiro semestre de 2026. Fruto de um programa interdisciplinar concebido e coordenado pelos catedráticos que lideram a titularidade 2025-2026 – Alemberg Quindins, Fernando José de Almeida e Nísia Trindade Lima –, propõe uma reflexão interdisciplinar sobre os territórios como espaços de vida, memória, identidades, aprendizagens e inovações sociais.
Debate centrado no fortalecimento de soluções técnicas e institucionais capazes de incorporar o conhecimento científico ao planejamento, à gestão pública e aos investimentos necessários para aumentar a resiliência dos serviços de saneamento no estado de São Paulo. Foram abordados temas como governança, saúde pública, justiça socioambiental, inovação e o uso de soluções híbridas que combinem infraestrutura tradicional e soluções baseadas na natureza. A atividade deu início a realização voltada à pesquisa aplicada e à cooperação institucional para enfrentar desafios estratégicos do saneamento frente à crise climática.
O 21º seminário interdisciplinar mensal do Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora discutiu a identificação precoce de fatos portadores de futuro (sinais ainda pouco visíveis, mas com grande potencial de impacto social). Isso foi feito a partir de análise de conjuntura e do mapeamento de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que podem afetar a vida, a saúde e os direitos da classe trabalhadora. O encontro avaliou riscos e oportunidades dessas propostas legislativas e a construção de estratégias de incidência no processo legislativo, seja para o enfrentamento, seja para o aperfeiçoamento ou a formulação de contrapropostas mais avançadas, comprometidas com a dignidade, a saúde e a valorização do trabalho.
Ao longo da titularidade de Marcelo Vianna na Cátedra Otavio Frias Filho, diversos especialistas se debruçaram sobre o tema do papel da ciência para o desenvolvimento de pontos de vista diversos. Na conferência, Vianna fez um balanço dessas considerações e buscou engajar os participantes nesse debate.
O Mediterrâneo Oriental, ponto de encontro entre África, Ásia e Europa, foi um corredor-chave para migrações de hominíneos, com os Balcãs desempenhando papel central como rota migratória e refúgio glacial dentro da Área de Evolução do Mediterrâneo Oriental, cuja dinâmica ambiental influenciou o registro fóssil. Apesar de historicamente pouco explorada, a arqueologia paleolítica da região tem ganhado destaque no século 21, evidenciando sua importância para o estudo da evolução humana, tema central das pesquisas de Mirjana Roksandic, professora da Universidade de Winnipeg, dedicadas às migrações humanas e à adaptação a mudanças climáticas e sociais. Neste encontro, o assunto foi discutido por ela e pelo paleoantropólogo Walter Neves, professor sênior do IEA.
Coordenação: Nísia Trindade Lima
Convidados: Valcler Rangel e Eliana Sousa Silva
O encontro teve como objetivo apresentar e discutir a agenda dos territórios saudáveis e sustentáveis, experiência em rede, coordenada pela Fiocruz. Foram analisadas as relações entre políticas públicas e experiências inovadoras em territórios, a exemplo da efetivada pela Redes da Maré, segundo uma perspectiva relacional e de mão dupla. Não se tratou de pensar exclusivamente na implementação de políticas públicas em territórios, e sim de problematizar sua formulação e os alcances e limites da participação social.
Estes encontros integram a disciplina de pós-graduação “Territórios: diversidades, desigualdades e aprendizados sociais”, iniciativa da Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, oferecida no primeiro semestre de 2026. Fruto de um programa interdisciplinar concebido e coordenado pelos catedráticos que lideram a titularidade 2025-2026 – Alemberg Quindins, Fernando José de Almeida e Nísia Trindade Lima –, propõe uma reflexão interdisciplinar sobre os territórios como espaços de vida, memória, identidades, aprendizagens e inovações sociais.
Engenharia para paz é um campo transdisciplinar emergente na educação e na pesquisa que enfatiza o papel significativo da inovação e da tecnologia na prevenção e resolução de conflitos, possibilitando assim a consolidação de pontes entre ciência, cultura e paz rumo a um futuro sustentável para a humanidade e o meio-ambiente. Dentro desse contexto, este encontro com lideranças femininas teve por objetivo motivar as atuais e futuras gerações para que se chegue ao equilíbrio de gênero na sociedade brasileira e mundial.
O evento discutiu o livro "Mistérios dos Acasos, Doutrina da Ocasião", escrito por Alcir Pécora e publicado pela Universidade de Coimbra (Portugal) em 2025. A obra apresenta um estudo aprofundado sobre a sermonística de padre Antonio Vieira, com especial enfoque na sua crítica ao maquiavelismo e na sua defesa de uma política indissociável da ética cristã.
Encontro de abertura do ciclo "Territórios: Diversidades, Desigualdades e Aprendizados Sociais", organizado pela Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação. Os catedráticos trataram da proposta geral do ciclo e seus objetivos, compartilharam suas trajetórias e apresentaram três experiências ligadas a seu projeto conjunto na cátedra: o Cariri, a Fundação Oswaldo Cruz e os Centros Educacionais Unificados (CEUs). Os encontros do ciclo integram a disciplina homônima oferecida pela cátedra e pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP.
O evento marcou o lançamento do livro "Cidadãos de 'Ordenada República': Lições da Experiência Guarani-Jesuíta nas Reduções", escrito por Marina Massimi e publicado pela Editora Ideias & Letras.
A obra resgata a história dos saberes psicológicos nos Trinta Povos das Missões desenvolvida por missionários jesuítas e povos guaranis entre 1609 e 1780, num amplo território que abarcava áreas dos atuais Paraguai, Argentina, Bolívia, Uruguai e sul do Brasil (RS, PR e SC).
O seminário tratou de um dos desafios mais críticos da revolução tecnológica contemporânea: a construção de confiança em sistemas de IA. Em sua exposição, David Levi, da Universidade Stanford, EUA, explorou por que mecanismos humanos de confiança falham quando aplicados a sistemas algorítmicos e discutiu como o design desses sistemas explora essas vulnerabilidades cognitivas. Além disso, abordou o dilema do “gêmeo digital” e suas implicações para delegação de autoridade e atribuição de responsabilidade. Por fim, comentou a necessidade de transformação na governança de IA, de modo a monitorar padrões e documentar incidentes.
O Centro de Estudos Judaicos da USP (CEJ-USP) e o IEA promoveram o evento “Entre Esperança e Utopia: Homenagem a Michael Löwy - 50 Anos de Reflexões sobre a Herança Cultural e Histórica do Judaísmo”, dedicado a celebrar cinco décadas da produção intelectual de um dos principais intérpretes críticos do pensamento judaico na contemporaneidade. Na primeira sessão, Michael Löwy ministrou a conferência “Franz Kafka e o Judaísmo”, na qual abordou a relação singular de Kafka com a tradição judaica, destacando, em meio ao contexto do antissemitismo europeu, seu interesse por uma espiritualidade entendida como “religião da liberdade”.
Na segunda sessão, uma mesa-redonda reuniu o homenageado e convidados para discutir sua trajetória intelectual e sua contribuição para a reflexão crítica sobre o judaísmo e seus horizontes emancipatórios.
O seminário discutiu a expansão das plataformas digitais como um dos fenômenos centrais das transformações sociotécnicas da economia capitalista contemporânea. Mais do que os casos já conhecidos da chamada uberização do trabalho, o debate buscou mostrar como a plataformização se estende a diversos setores da atividade econômica, reorganizando a produção, a circulação de mercadorias e as formas de gestão, coordenação e controle laboral à distância, sem romper com as bases históricas do modo de produção capitalista. A partir dos resultados de um amplo mapeamento de plataformas digitais atuantes em diferentes áreas, inicialmente apresentado no 48º Encontro Anual da Anpocs, o encontro aprofundou a reflexão sobre os impactos dessas transformações no mundo do trabalho. O debate abordou temas como a divisão sociotécnica do trabalho, a gestão algorítmica, as novas modalidades de acumulação e a reprodução do capital na era da tecnoprodutividade digital, reunindo pesquisadores, sindicalistas, estudantes e outras pessoas interessadas nas mudanças contemporâneas do trabalho.
A proposta do evento foi refletir sobre os desafios da equidade no cuidado em saúde mental a partir da interseccionalidade, considerando marcadores como raça, gênero, classe, idade e território, que influenciam o acesso aos serviços e o exercício de direitos.
Além disso, analisou como a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) tem respondido a essas demandas e quais propostas podem construir respostas integradas e efetivas. Também foi destacada a relação entre saúde mental e direitos humanos, enfatizando a autonomia dos usuários, o cuidado antimanicomial, o combate ao estigma e a participação social, com o objetivo de fortalecer práticas éticas e inclusivas e reafirmar o compromisso com uma sociedade mais justa, humana e democrática.
O evento refletiu sobre intercâmbios linguísticos e culturais entre Brasil-França a partir da prática da tradução.
Com base na experiência de mais de trinta anos como tradutor, pesquisador e professor de literatura francesa no Brasil, Marcelo Jacques de Moraes (UFRJ) discutiu o movimento de traduzir, retraduzir, retrotraduzir e até “destraduzir” como um processo que revela a dinâmica e a instabilidade de línguas em contato.
O encontro abordou temas como a tradução evidencia tensões, aproximações e deslocamentos entre idiomas e culturas, mostrando que as línguas não permanecem estáticas ou isoladas.
Coordenação: Nísia Trindade Lima
Convidados: Lidiane Malanquini e Sérgio Adorno
O encontro teve por objetivo analisar uma das políticas públicas mais desafiadoras na sociedade brasileira contemporânea: a política pública de segurança. Foram discutidas as razões para seu fracasso e sua importância na construção de uma sociedade democrática. Os temas da violência, da sociabilidade e da participação comunitária na proposta de novas diretrizes para a política de segurança foram analisados considerando experiências vividas nos territórios em situação de vulnerabilidade social.
Estes encontros integram a disciplina de pós-graduação “Territórios: diversidades, desigualdades e aprendizados sociais”, iniciativa da Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, oferecida no primeiro semestre de 2026. Fruto de um programa interdisciplinar concebido e coordenado pelos catedráticos que lideram a titularidade 2025-2026 – Alemberg Quindins, Fernando José de Almeida e Nísia Trindade Lima –, propõe uma reflexão interdisciplinar sobre os territórios como espaços de vida, memória, identidades, aprendizagens e inovações sociais.
Coordenação: Nísia Trindade Lima
Convidadas: Deisy Ventura e Rossana Rocha Reis
O encontro teve por objetivo discutir, com base na experiência da pandemia de Covid 19 em territórios vistos como em situação de vulnerabilidade, a importância da memória coletiva nos processos de aprendizado social. Ao mobilizar experiências como a das mulheres de Jardim Colombo, em Paraisópolis-SP, foram discutidas suas potencialidades e limites, ao mesmo tempo em que se apresentaram elementos para a proposição de uma política de memória da pandemia.
Estes encontros integram a disciplina de pós-graduação “Territórios: diversidades, desigualdades e aprendizados sociais”, iniciativa da Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, oferecida no primeiro semestre de 2026. Fruto de um programa interdisciplinar concebido e coordenado pelos catedráticos que lideram a titularidade 2025-2026 – Alemberg Quindins, Fernando José de Almeida e Nísia Trindade Lima –, propõe uma reflexão interdisciplinar sobre os territórios como espaços de vida, memória, identidades, aprendizagens e inovações sociais.
A produção acadêmica contemporânea tem acumulado evidências consistentes de que o adoecimento mental relacionado ao trabalho não pode ser compreendido como fenômeno individual, tampouco circunscrito ao campo estritamente clínico. Trata-se de um processo socialmente determinado, profundamente vinculado às formas históricas e contemporâneas de organização e gestão do trabalho. A intensificação produtiva, a precarização dos vínculos, a flexibilização de direitos e a ampliação de mecanismos de controle e vigilância configuram um cenário que incide diretamente sobre a subjetividade, as relações sociais e as condições de vida dos trabalhadores.
No âmbito da Saúde do Trabalhador, pesquisas têm demonstrado que o sofrimento psíquico, os transtornos mentais comuns, a depressão, a ansiedade e a síndrome de burnout estão associados a contextos organizacionais marcados por alta demanda, baixo controle sobre o processo de trabalho, reduzido suporte institucional, conflitos éticos e insegurança laboral. A lógica da produtividade e da gestão por resultados, predominante no mundo contemporâneo do trabalho, tende a individualizar o sofrimento, deslocando para o trabalhador a responsabilidade por processos cuja origem é estrutural. Tal deslocamento contribui para obscurecer as determinações sociais do adoecimento e reforça abordagens medicalizantes que fragmentam o problema.
Mais do que discutir sintomas, o Seminário pretende contribuir para a consolidação de um campo de investigação que analise causas estruturais. Mais do que individualizar o sofrimento, busca situá-lo nas dinâmicas sociais, políticas e econômicas que o produzem. E mais do que registrar problemas, almeja fortalecer uma produção acadêmica comprometida com a construção de alternativas institucionais e coletivas voltadas à promoção de condições dignas de trabalho e à proteção efetiva da saúde mental.
É nesse contexto que o 23º Seminário Interdisciplinar promovido pelo Observatório do Trabalho e da Classe Trabalhadora, no IEA/USP, tem por objetivo impulsionar a produção acadêmica crítica e socialmente engajada sobre a relação entre organização do trabalho e adoecimento mental, promovendo um debate interdisciplinar que articule teoria, pesquisa empírica e experiência social, de modo a fortalecer agendas de investigação, publicações científicas e projetos de extensão comprometidos com a transformação das condições de trabalho.
O termo “EMPREGO VERDE” surgiu em 2009 em força conjunta do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e da OIT – Organização Internacional do Trabalho, que o define como "os trabalhos de agricultura, atividades de fabricação, pesquisa e desenvolvimento, administração e serviço que contribuem de forma considerável para preservar ou restaurar a qualidade do meio ambiente". Pela estimativa da OIT, até 2030 serão criados 15 milhões de empregos verdes na América Latina. Este conceito resume a transformação das economias, das empresas, dos ambientes de trabalho em direção a uma economia sustentável que proporcione um trabalho digno com baixo consumo de carbono. As discussões sobre o meio ambiente e a sustentabilidade se tornam cada vez mais necessárias diante da crise ambiental mundial e, dentre elas, a mudança dos meios de produção atuais para meios de produção focados na redução dos danos ao meio ambiente. Lançado em 2018 pela UNESCO, o paradigma das Cidades MIL sugere que as inovações integradas às cidades devem estar direcionadas para a melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos, pautando-se por princípios éticos e sustentáveis, e orientadas pelo pensamento crítico. Assim vemos que o emprego verde vem ao encontro do enfoque das Cidades Mil, pois são aqueles destinados a proteger e promover o meio ambiente, levando em consideração o seu impacto sobre a saúde dos cidadãos. A presente palestra propõe a utilização da metodologia do Sistema dos 13 indicadores e 252 métricas das Cidades MIL (Chibás-Ortiz et al, 2021) para avaliar o desempenho das cidades de Brasília, Lisboa e Santiago no que diz respeito à criação dos empregos verdes sob a perspectiva do paradigma das Cidades MIL.
Neste videocast, o pesquisador Lucas Vilalta recebe o professor da UFPE, Filipe Campello, para uma discussão profunda sobre como a técnica deixou de ser apenas um conjunto de ferramentas para se tornar uma dimensão central da existência humana.
A conversa parte da premissa de que, embora a intuição nos ajude a entender ferramentas clássicas como o martelo ou o microscópio, as tecnologias do século XXI — como a Inteligência Artificial e o processamento massivo de dados — exigem um novo vocabulário filosófico.
O workshop propõe a filosofia da tecnologia como uma bússola indispensável para navegar na complexidade das crises contemporâneas. Ao questionar se as IAs são de fato "inteligentes" e como os dados codificam a realidade, o videocast busca traduzir o fenômeno técnico para além do senso comum, oferecendo ferramentas críticas para transformar nossa relação com o mundo mediado pela tecnologia.
O ciclo de seminários "À procura da ordem oculta: Política e informação no debate sócio-histórico contemporâneo. Do sequestro do conhecimento ao sequestro das multidões", sob curadoria da Profa. Emérita Eda Tassara, propõe uma reflexão crítica sobre os 45 anos da obra intitulada Teoria da Ação Comunicativa, de Jürgen Habermas. Partindo do ideal habermasiano de democracia deliberativa e autorreflexão como motores da emancipação humana, o projeto confronta esse paradigma com as distorções da contemporaneidade.
A proposta investiga a crise da racionalidade moderna, marcada pela dissociação entre o tecnicismo e o bem-estar social. Em foco, está o fenômeno do "sequestro do conhecimento" e das multidões, onde a transparência comunicativa teorizada no século XX dá lugar ao domínio de algoritmos, plataformas privadas e dispositivos de pura mobilização emocional, conforme as provocações recentes de Muniz Sodré. Sob o formato de um "Laboratório sem fronteiras", o ciclo busca identificar as ordens ocultas que regem o debate sócio-histórico atual, promovendo um espaço de resistência intelectual e ética para repensar a relação entre política, informação e conhecimento na sociedade digital.
Objetivos
Analisar o legado de Habermas: reavaliar a validade da "Teoria da Ação Comunicativa" frente aos desafios da contemporaneidade e do avanço tecnológico.
Investigar o impacto algorítmico: discutir como as plataformas digitais e algoritmos privados alteram a racionalidade e a transparência no debate público.
Debater o sequestro do conhecimento: explorar os mecanismos sócio-históricos que levam à manipulação das multidões e à fragmentação da informação.
Fomentar a interdisciplinaridade (Barthes, 1984/2004): articular conhecimentos de política, ética e ciência através do formato "Laboratório sem fronteiras".
Promover a emancipação humana: resgatar a autorreflexão e a racionalidade como requisitos fundamentais para a justiça social e para a razoabilidade das reivindicações na contemporaneidade.
O encontro teve por objetivo conhecer a Arqueologia Social Inclusiva, a partir da Arqueologia Social na América Latina (ASAL), entendendo como a arqueologia pode ser ciência e ação social ao mesmo tempo. Vimos como o patrimônio (material e imaterial) pode fortalecer identidade, pertencimento, justiça territorial e desenvolvimento, com participação ativa das comunidades. Como exemplo prático, foi analisada a proposta de Rosiane Limaverde, ligada ao Bem Viver, e a experiência da Fundação Casa Grande, onde crianças e jovens protagonizam processos educativos, de memória e de preservação.
Estes encontros integram a disciplina de pós-graduação “Territórios: diversidades, desigualdades e aprendizados sociais”, iniciativa da Cátedra Olavo Setubal – Transversalidades: Arte, Cultura, Ciência e Educação e da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP, oferecida no primeiro semestre de 2026. Fruto de um programa interdisciplinar concebido e coordenado pelos catedráticos que lideram a titularidade 2025-2026 – Alemberg Quindins, Fernando José de Almeida e Nísia Trindade Lima –, propõe uma reflexão interdisciplinar sobre os territórios como espaços de vida, memória, identidades, aprendizagens e inovações sociais.