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História

por Marilda Gifalli - publicado 12/09/2013 12:00 - última modificação 05/02/2019 09:42

Carlos Guilherme Mota - primeira sede do IEA - 1986
Carlos Guilherme Mota, primeiro diretor do IEA, em 1986, quando da adaptação do espaço para a primeira sede do Instituto

Origens

Em 1979, a Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) passou a defender a criação de um instituto de estudos avançados. Durante sete anos essa ideia esteve presente em vários fóruns de debate, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o 2º Congresso da USP, realizado em 1984, e a discussão dos programas dos candidatos a reitor em 1985.

Em fevereiro de 1986, o então reitor José Goldemberg adotou uma medida concreta visando à instalação do Instituto. Para tanto, ele instituiu um grupo de estudos incumbido de definir o que seria essa nova unidade acadêmica. Participaram do grupo os professores Alberto Carvalho da Silva (1916-2002), Alberto Luiz da Rocha Barros (1930-1969), Roberto Leal Lobo da Silva Filho e Carlos Guilherme Mota. Em julho do mesmo ano, o professor Gerhard Malnic assumiu o lugar de Lobo, que assumira a vice-reitoria da USP.

Para estabelecer as diretrizes iniciais de funcionamento do IEA, o grupo utilizou como exemplo instituições congêneres do exterior e consultou cientistas e intelectuais brasileiros e estrangeiros. (Veja o relatório do grupo.)

Em entrevista concedida em 1994, Rocha Barros afirmou que o modelo inicial para a formulação do IEA era o Institute for Advanced Study de Princeton, nos Estados Unidos, cuja criação atendeu, entre outros objetivos, à necessidade de abrigar Albert Einstein e outros cientistas europeus perseguidos pelos nazistas.

“Afinal, vários professores da USP haviam sido aposentados compulsoriamente pelos Atos Institucionais n°s l e 5, como Alberto Carvalho da Silva, Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso. Através do Instituto seria possível reintegrá-los à vida acadêmica de maneira adequada. Depois, dada a preocupação de que o IEA fosse um canal de comunicação entre a Universidade e a sociedade, surgiu a ideia de conjugar o modelo de Princeton com o do Collège de France, famoso por suas conferências e seminários públicos."

Também foram considerados os modelos do Wissenschaftskolleg zu Berlin, do Colegio de México, da École Pratique des Hautes Études de Paris e de instituições americanas como o National Humanities Center, da Carolina do Norte, o Humanities Center da Universidade de Stanford e o Woodrow Wilson Center, de Washington.

Criação

A conferência Existe um Pensamento Político Brasileiro?, proferida pelo jurista, historiador e ensaísta Raymundo Faoro em 25 de agosto de 1986, deu início às atividades do IEA, antes mesmo de sua oficialização como instituto especializado no organograma da Universidade.

A oficialização ocorreu em 29 de outubro de 1986, por meio de resolução do reitor José Goldemberg. No evento de inauguração das novas instalações do Instituto em janeiro de 2018, Goldemberg enfatizou a vocação do IEA para ser um lugar de aproximação das pessoas: “Quando o Instituto foi criado, também foi criado o Clube dos Professores. O objetivo era aproximar as pessoas. Era muito difícil conversar com os outros em razão da geografia diferenciada da USP em relação a universidades mais compactas, como a de Princeton, nos Estados Unidos”.

Instalação do primeiro Conselho Deliberativo - 10/4/1987
O então reitor José Goldemberg presidiu a instalação do primeiro Conselho Deliberativo do Instituto, em 10 de abril de 1987

Para primeiro diretor foi escolhido o historiador Carlos Guilherme Mota, titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Além de Mota, fizeram parte da primeira composição do Conselho Deliberativo os professores: Gerhard Malnic (vice-diretor), Alfredo Bosi, Herch Moysés Nussenzveig, José Galizia Tundisi e Paul Singer.

Mota dirigiu o Instituto por dois anos, sendo sucedido pelo administrador Jacques Marcovitch, titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Em julho de 1994, na gestão do terceiro diretor, o geólogo Umberto Cordani, titular do Instituto de Geociências (IGc), foi baixado o primeiro Regimento do Instituto.

Diretrizes

Cinco diretrizes orientam os rumos do IEA desde sua criação. Duas são de natureza metodológica e programática: a ênfase na interdisciplinaridade nos estudos sobre ciências naturais, ciências sociais, humanidades e artes e a preocupação em contribuir com a formulação de políticas púbicas em todas as áreas relevantes para o desenvolvimento econômico, social e cultural do país.

Raymundo Faoro - 25/8/1986
Raymundo Faoro
Hans-Joachim Koellreuter
Hans-Joachim Koellreuter

As outras três são voltadas à gestão do corpo de pesquisadores e suas atividades, mas desempenham papel primordial para a consecução dos objetivos presentes nas duas diretrizes acadêmicas: o Instituto não possui corpo fixo de pesquisadores, não ministra cursos de graduação ou pós-graduação e é aberto a participação de especialistas e pensadores sem titulação acadêmica.

Essa última característica permitiu que o IEA fosse inaugurado com conferência de Raymundo Faoro, que gostava de se definir como “um simples advogado”. Possibilitou também que o poeta, ensaísta e tradutor José Paulo Paes fosse professor visitante, para traduzir uma coletânea de poemas de William Carlos Williams, ou que o compositor e maestro Hans-Joaquim Koellreutter ministrasse, em duas ocasiões, um curso livre sobre estética contemporânea, ou ainda que ator Paulo Autran, o bibliófilo José Mindlin e o fotógrafo Sebastião Salgado fossem conferencistas convidados.

Temas iniciais

Em sua trajetória de mais de três décadas, foram inúmeros os temas e atividades das equipes de pesquisa do Instituto. Inicialmente, os pesquisadores estavam agrupados em áreas de concentração (Assuntos Internacionais; Política e Economia; História das Ideologias e Mentalidades; Lógica e Teoria da Ciência; Biologia Molecular; Ciências Ambientais; Política Científica e Tecnológica) e em grupos específicos, como Museus e Universidade, Estudos sobre o Tempo e Economia da Biotecnologia.

As áreas e grupos realizavam seminários internos, publicavam artigos na revista “Estudos Avançados”, lançada em 1987, e preprints e outros textos em cadernos da “Coleção Documentos”, criada em 1989. Os eventos públicos dessas equipes eram acompanhados da “Conferência do Mês”, ocasião em que o Instituto recebia uma grande personalidade do mundo acadêmico ou cultural.

Esses primeiros anos do IEA são marcados pela presença de diversos renomados cientistas e intelectuais como professores visitantes e conferencistas. Entre eles estiveram Jürgen Habermas, John Kenneth Galbraith, Antonio Candido, Cristopher Hill, Johanna Döbeireiner, Alain Touraine, Warren Dean, Richard Morse, Michel Vovelle, Bernard Feld, Paulo Autran, Abel Aganbeguian, Kenneth Maxwell e Jacob Gorender.

Em paralelo aos trabalhos de áreas de concentração e grupos, a primeira metade dos anos 90 presenciou a realização de projetos especiais. Um dos mais significativos foi o Projeto Floram, lançado na edição 9 da revista “Estudos Avançados”, em 1990. Liderado pelo geógrafo Aziz Ab’Sáber, o projeto previa o florestamento (com fins ambientais, sociais e econômicos) de 2,3% do território do país. Essa ação seria uma contribuição do Brasil a um esforço mundial para sequestro do excesso de CO2 presente na atmosfera, de forma a retardar por 50 anos o efeito estufa, período em que seriam desenvolvidas tecnologias de energia limpa e renovável em substituição aos combustíveis fósseis.

Programas Mobilizadores

É desse período também a instituição de Programas Mobilizadores, dedicados a temas essências para o desenvolvimento do país. O Fórum Capital-Trabalho reuniu pela primeira vez representantes das principais centrais sindicais, entre as quais a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central Geral dos Trabalhadores (CGT), e entidades patronais, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE), para a discussão sobre os pontos de consenso e as divergências entre os dois setores.

O programa Revisão Constitucional 1993 elaborou um conjunto de propostas encaminhado ao Congresso Nacional por ocasião da revisão da Constituição de 1988. Outros programas de destaque foram: Educação para a Cidadania; Segurança Alimentar; A Integração Regional e o Mercosul, desenvolvido em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada); e Parlamentarismo, Presidencialismo e Democracia.

Cátedras

Ao longo de sua história, o IEA tem procurado criar fórmulas organização de pesquisadores e estruturação de projetos que propiciem maior apoio à pesquisa interdisciplinar e ao intercâmbio de ideias. Com esse objetivo o Instituto passou a sediar cátedras e acordos de cooperação estabelecidos por meio de convênio por tempo determinado entre a USP e instituições nacionais e estrangeiras.

A primeira cátedra foi a Cátedra Jaime Cortesão, fruto de convênio com o governo português e dedicada ao estudo das relações entre Brasil e Portugal. Seguiram-se a Simón Bolívar (em parceria com a Fundação Memorial da América Latina), a Claude Lévy-Strauss (com o Collège de France), a de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância (com a Unesco), Lucas Nogueira Garcez (com a Cesp), Carl Friedrich Phillip von Martius (com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico e a Fapesp), a Mário Schenberg (com o Ministério da Ciência e Tecnologia) e a Nicolau Copérnico (com a Universidade de Lodz, da Polônia).

Atualmente o IEA sedia a Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência (parceria com o Itaú Cultural) e a Cátedra Bernardo O’Higgins (com a Universidade da Fronteira, do Chile), e possui um acordo de cooperação com o Institut des Amériques, da França.

Projetos

Dos anos 90 até agora, a par das atividades de diversos grupos de pesquisa, grupo de estudos, cátedras e programas, o IEA também desenvolveu projetos específicos destinado à consolidação dos resultados em livros, anais e outros produtos. Exemplo deles foi a participação, em 2003/2004, no projeto Brasil Três Tempos, iniciativa do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência da República. O objetivo foi estabelecer metas a serem atingidas pelo país em 2007, 2015 e 2022.

Dois projetos destinaram-se a produção de livros compreensivos sobre suas temáticas: a primeira edição de “Águas Doces no Brasil: Capital Ecológico, Uso e Conservação”, organizado por Aldo Rebouças, José Galizia Tundisi, Benedito Braga, foi lançada em 1999 (em 2015, foi publicada a 4ª edição); “Ensino Superior: Conceito e Dinâmica”, de 2006, foi coordenado por João Steiner e Gerhard Malnic.

No final dos anos 80, o IEA já tratara de questões de política urbana por meio dos trabalhos desenvolvidos pelo Grupo de Estudos Urbanos, um dos primeiros criados no Instituto. Em 2000, o tema voltou, mas com outro enfoque.

Se o Grupo de Estudos Urbanos teve na análise de uma questão supramunicipal (a possibilidade de os estados organizarem municípios em microrregiões facultada pela Constituição Federal) uma de suas principais contribuições, o Grupo de Estudos sobre Subprefeituras e Conselhos de Representantes para a Cidade de São Paulo, formalizado em junho de 2000, tratou de questões inframunicipais.

O produto dos estudos e seminários desse grupo resultou em dois anteprojetos de leis: um encaminhado à prefeita eleita naquele ano, Marta Suplicy, para que apresentasse proposta de criação de 13 subprefeituras; outro foi apresentado à Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, para que os legisladores começassem a discutir a instalação de conselhos de representantes nas subprefeituras.

Outra atividade de destaque no início do século 21 foi a participação do IEA, por meio do Grupo de Pesquisa em Ciências Ambientais, na organização das quatro primeiras Conferências Regionais de Mudanças Globais, entre 2003 e 2011. Entre os parceiros na organização dessas conferências estiveram a Academia Brasileira de Ciências, a Sociedade Brasileira de Meteorologia, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, a Rede Clima e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Para Mudanças Climáticas.

Conexões

Além de manter ligações com instituições de grande prestígio e que de certa forma inspiraram algumas de suas características, como o Collège de France e o Colegio de México, o IEA também se preocupou em acompanhar as experiências de outros institutos de estudos avançados – nacionais e estrangeiros – e interagir com eles.

Isso é o que levou o Instituto a aceitar prontamente em 2010 o convite do Instituto Freiburg de Estudos Avançados, da Universidade de Freiburg, Alemanha, para participar de um encontro de IEAs dos cinco continentes.  Nesse encontro foi criada a rede Ubias (University-Based Institutes for Advanced Study, da qual o Instituto integra o Comitê Diretivo desde a fundação.

No âmbito da Ubias, o IEA foi um dos organizadores da primeira Intercontinental Academia, tendo como parceiro o Instituto de Pesquisa Avançada (IAR, na sigla em inglês) da Universidade de Nagoya, Japão. Esse projeto da Ubias destina-se a articular dois IEAs de continentes diferentes na exploração interdisciplinar de um tema suscetível de análise sob diversos ângulos científicos e culturais. A dinâmica do projeto envolve a participação de um grupo de jovens pesquisadores de diversos países indicados pelos institutos integrantes da Ubias e um núcleo de pesquisadores seniores.

O IEA e o IAR tiveram por tema o Tempo. A primeira imersão de duas semanas dos pesquisadores ocorreu em São Paulo, em abril de 2015; a segunda aconteceu no IAR, em Nagoya, em março de 2016. Dos trabalhos dos jovens pesquisadores resultou um Mooc (Massive Online Open Course) sobre o Tempo.

Em 2011, o IEA organizou o primeiro encontro de IEAs brasileiros, que discutiram suas características, interesses, financiamento e inserção nas universidades a que pertencem. O segundo encontro foi realizado em 2013 no Instituto Latino-Americano de Estudos Avançados (Ilea) da UFRGS. Na ocasião, foi proposta a criação de um Fórum dos IEA, ideia concretizada no terceiro encontro, ocorrido no Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares (Ieat), da UFMG, com a participação do IEA-USP, Ilea, Ieat, Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE) da UFRJ,  Instituto de Estudos da América Latina (Ieal) da UFPE, Instituto Mercosul de Estudos Avançados (Imea) da Unila e Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Ceam) da UnB.

Atualidade

Nesta segunda década do século, em paralelo ao acompanhamento das principais questões científicas e culturais da atualidade, o IEA tem se dedicado a novas abordagens e/ou novos temas sobre questões permanentes de sua agenda: uso sustentável de recursos naturais, educação (básica e superior) e urbanismo (políticas urbanas e melhoria da vida nas cidades).

Essas preocupações levaram à produção de três trabalhos em 2018: o “Livro Branco da Água – A Crise Hídrica na Região Metropolitana de São Paulo em 2013-2015:  Origens, Impactos e Soluções”, resultado de parceria entre o programa USP Cidades Globais e o Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade, e dois relatórios: “Diagnóstico e Propostas para a Educação Básica Brasileira”, produzido pelo Grupo de Estudos Educação Básica Pública Brasileira: Dificuldades Aparentes, Desafios Reais, e “USP: Proposta de Agenda para o Futuro”, elaborado pelo  Grupo de Trabalho A USP diante dos Desafios do Século 21.

Além de participar da elaboração do “Livro Branco da Água”, o Programa USP Cidades Globais realizou uma série de atividades sobre cidades inteligentes, gestão pública, efeitos das mudanças climáticas, poluição atmosférica, mobilidade, planejamento urbano e arborização. Outros aspectos relacionados com as grandes aglomerações urbanas foram tratados pelos grupos de estudos sobre: Teoria Urbana Crítica; Agricultura Urbana; Políticas Públicas para a Metrópole Contemporânea; e Espaço Urbano e Saúde.

Revista

Lançada em 1987, a revista quadrimestral “Estudos Avançados” tem-se dedicado a publicação de dossiês sobre temas científicos, culturais e relacionados com políticas públicas, além de artigos diversos e resenhas de lançamentos editoriais.

Alguns dos temas de dossiês publicados são meio ambiente, educação básica, sustentabilidade, lutas das mulheres, saúde pública, política, racismo, economia, ensino superior, história, literatura, energia, urbanismo e religiões.

O professor de literatura, crítico e ensaísta Alfredo Bosi, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e membro da Academia Brasileira de Letras é seu editor desde 1989.

Em 2004, os leitores passaram a ter acesso livre a versões digitais da revista na Scientific Electronic Library Online (SciELO). Alguns anos depois, todos as edições anteriores também foram digitalizadas e inseridas na SciELO, na qual também estão disponíveis versões em inglês dos dossiês da revista. Em 2006, a publicação passou a ser indexada pelo Scopus, o maior banco de dados de abstracts e citações, produzido pela editora de periódicos científicos Elsevier.

O ingresso na SciELO possibilitou que conteúdo de “Estudos Avançados” ficasse disponível a milhões de estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e ao público em geral. Ao longo dos anos, a revista tem sido uma daquelas com maior número de acessos a artigos entre todos as publicações presentes naquela biblioteca digital.

Recursos

Além de dotação própria no orçamento anual da USP, o IEA tem tido a colaboração de diversos patrocinadores externos, que reconhecem a importância do Instituto para a o desenvolvimento científico e cultural do país. Esse apoio tem resultado em bolsas para pesquisadores e no custeio de despesas de eventos, transporte, hospedagem, publicações de livros, produção de vídeos e aquisição de equipamentos.

Estão ou já figuraram entre os patrocinados: Fapesp, CNPq, Capes, Finep, Fundação Rockfeller, o Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (Pnud), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Fundação Vitae, Itaú Cultural, Itaú Social, empresas públicas e privadas brasileiras e representações diplomáticas no Brasil.