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Rede IEA capa

por Aziz Salem - publicado 08/08/2016 14:40 - última modificação 15/12/2016 10:24

Walter Neves recebe medalha Imperator Augustus

por Fernanda Rezende - publicado 07/05/2019 15:40 - última modificação 07/05/2019 15:40

Walter Neves - PerfilWalter Neves, professor sênior do IEA, recebeu a medalha Imperator Augustus da Rede Internacional de Excelência Jurídica, núcleo Portugal. A honraria foi concedida em sessão solene no dia 4 de maio, em São Paulo, em reconhecimento pela contribuição de Neves à ciência e à humanidade.

Biólogo, arqueólogo e antropólogo, foi professor titular do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências (IB) da USP, onde fundou e coordenou o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos, único do gênero da América Latina. Neves foi responsável pelo estudo de "Luzia", considerado o esqueleto humano mais antigo das Américas. Seu modelo de dois componentes biológicos principais é frequentemente adotado para o entendimento da origem e dispersão dos humanos anatomicamente modernos no continente americano.

Ao longo de sua carreira, dedicou-se também (e com intensidade) à divulgação científica para o grande público, principalmente através de exposições museográficas, livros e artigos. Em 2013, implantou na Jordânia o projeto " Evolução biocultural hominínia no Vale do rio Zarqa, Jordânia: uma abordagem paleoantropológica", que tem como objetivo estudar os primeiros representantes do gênero Homo que deixaram a África por volta de 2 milhões de anos atrás.

Como professor sênior do IEA, Neves busca fortalecer a divulgação científica para além dos muros da Universidade e planeja introduzir o pensamento evolutivo humano nas áreas biomédicas, tanto na USP quanto em outras instituições universitárias. Ele também pretende se dedicar à propagação da teoria darwiniana da evolução humana para a comunidade por meio de exposições, artigos científicos, palestras e da institucionalização do projeto “Ciência na Rua”.

Vice-diretor do IEA é representante da USP em comissão da Capes

por Fernanda Rezende - publicado 17/04/2019 09:50 - última modificação 17/04/2019 17:43

Guilherme Ary PlonskiGuilherme Ary Plonski, vice-diretor do IEA, é o representante da USP na Comissão Especial formada pela Capes para acompanhar e monitorar a implantação do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG-2011-2020). Instituída pela Portaria n° 58 de 18 de março de 2019, a comissão é composta por outros 11 membros, incluindo Helena Nader, uma das titulares da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência, que representará a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os demais integrantes são Jorge Luís Nicolas Audy, da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RS), que presidirá a comissão; Adalberto Luis Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa); José Fernandes de Lima, da Universidade Federal de Sergipe (UFS); Lúcia Galvão de Albuquerque, da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp); Renato Machado Cotta, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Santuza Maria Ribeiro Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Adalberto Grassi Carvalho, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); Flavia Calé Silva, da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG); Luiz Roberto Liza Curi, do Conselho Nacional de Educação (CNE); Márcio de Castro Silva Filho, do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop).

Membros do IEA-USP participam de debate sobre os rumos da Indústria 4.0 no Brasil

por Victor Matioli - publicado 20/03/2019 17:15 - última modificação 20/03/2019 17:16

No dia 27 de março, Guilherme Ary Plonski, vice-diretor do IEA-USP, e Glauco Arbix, membro do Observatório de Inovação e Competitividade (OIC) do IEA, participarão de um debate sobre os rumos da Indústria 4.0 no Brasil. A mesa de discussão faz parte do Deloitte Industry Transformation Cycle, evento organizado pela consultoria Deloitte e que será realizado nos dias 26 e 27 de março, no Hotel Unique, em São Paulo.

Além Plonski — que será responsável por mediar a conversa — e Arbix, o debate Indústria 4.0 no Brasil – Como acelerar o passo para se ajustar ao movimento global contará com a participação de Paulo Eigi Miyagi, professor da Escola Politécnica (EP) da USP, Osvaldo Lahoz, professor do SENAI, Everton Salvo, diretor da Archer Daniels Midland Company (ADM), Luis Mamede, gerente de Automação Global da Oxiteno, Carlos Tunes, executivo da IBM, e Eduardo Raffaini, da Deloitte Brasil. O encontro será realizado das 14h às 16h, na Sala Mundaca do Hotel Unique. Mais informações estão disponíveis no site do evento.

 

USP quer fortalecer parcerias com universidades em Israel

por Victor Matioli - publicado 14/03/2019 13:25 - última modificação 14/03/2019 13:31

Por Adriana Cruz, do Jornal da USP

Missão acadêmica a Israel
Da esquerda para a direita: Dany Schmit, Guilherme Ary Plonski, Daniel Zajfman, Vahan Agopyan e Raul Machado Neto | Foto: Divulgação
Prospectar o desenvolvimento de novos projetos, fortalecer o relacionamento com instituições de ensino superior e identificar novas formas de avançar a atuação da USP no campo da inovação foram os principais objetivos da missão acadêmica a Israel, realizada pelo reitor da USP, Vahan Agopyan, entre os dias 4 e 10 de março.

Fizeram parte da delegação o presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Raul Machado Neto, e o vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEA), Guilherme Ary Plonski.

A primeira visita foi realizada ao Instituto Weizmann de Ciências, em Tel Aviv, onde os dirigentes da USP foram recebidos pelo presidente da instituição, Daniel Zajfman.  O objetivo do encontro foi discutir estratégias para ampliar a mobilidade acadêmica e os projetos de pesquisa conjuntos. Nos últimos cinco anos, segundo dados levantados pela Aucani, pesquisadores das duas instituições produziram 671 trabalhos em parceria.

Na cidade de Haifa, a delegação brasileira esteve no Instituto de Tecnologia de Israel (Technion), universidade com a qual a USP assinou um acordo de cooperação para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas e outras atividades acadêmicas e culturais, em fevereiro deste ano.

Na Universidade de Haifa foram discutidas novas possibilidades para o desenvolvimento de ações bilaterais. Também foi realizada uma visita à Universidade Hebraica de Jerusalém, com o mesmo objetivo.

A transformação econômica e social de uma região periférica pelo conhecimento e a construção de um ecossistema de inovação articulado, envolvendo universidade, parque tecnológico, instituições públicas nacionais e municipais e empresas privadas, foi vivenciada na visita a Bersebá, capital da região desértica do Neguev.

Além das universidades, o reitor da USP participou de reuniões com autoridades governamentais e representantes diplomáticos, entre eles, o vice-presidente do Conselho de Educação Superior, Ido Perlman; o embaixador do Brasil em Israel, Paulo César Meira de Vasconcellos; e o cientista-chefe do Ministério da Economia e Indústria e presidente da Agência de Inovação de Israel, Amiram Appelbaum.

“Nossas missões têm como principal propósito reforçar a cooperação acadêmica com instituições estratégicas. No caso específico de Israel, este é um dos países do mundo que mais investem em inovação, e suas universidades e institutos se destacam pelo desenvolvimento de pesquisas na fronteira do conhecimento”, destaca Vahan Agopyan.

Morre o ambientalista Paulo Nogueira-Neto, professor honorário do IEA

por Fernanda Rezende - publicado 26/02/2019 11:20 - última modificação 26/02/2019 11:47

Paulo Nogueira NetoO ambientalista Paulo Nogueira-Neto morreu aos 96 anos no dia 25 de fevereiro, em São Paulo, após ter falência múltipla dos órgãos.

Professor honorário do IEA e emérito da USP, foi secretário especial do Meio Ambiente do governo federal entre 1974 e 1986 (cargo hoje equivalente ao de ministro), responsável pela criação de estações ecológicas de preservação da natureza e também de muitas das principais leis de proteção do meio ambiente do país.

Formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da USP, em 1945, e em História Natural, na então Faculdade de Filosofia e Letras, também da USP, em 1959. Foi um dos fundadores do Departamento de Ecologia Geral do Instituto de Biociências (IB) da USP. É integrante da Academia Paulista de Letras desde 1991. Recebeu o Prêmio Paul Getty, em 1981.

Foi um dos formuladores do conceito de "desenvolvimento sustentável", termo assumido pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que passou a orientar diversas políticas mundialmente. Na ecologia, atuava principalmente nos seguintes temas: abelhas sem ferrão, comportamento, populações, sobrevivência e criação de abelhas. Na revista "Estudos Avançados", publicou em 1992 o artigo "A erradicação da miséria: um problema ambiental central".

Alfredo Bosi é homenageado em livro

por Victor Matioli - publicado 12/02/2019 12:15 - última modificação 13/03/2019 14:16

Capa Reflexão como resistência
Capa do livro “Reflexão como resistência”

Alfredo Bosi, editor da revista “Estudos Avançados” e ex-diretor do IEA-USP, é homenageado em um livro que reúne cartas, artigos e depoimentos que saúdam sua fértil trajetória dentro e fora da academia. “Reflexão como resistência”, editado e publicado pelas editoras Companhia das Letras e Edições Sesc São Paulo, foi lançado em dezembro de 2018 com o intuito de retribuir “às mais variadas formas de aprendizado” proporcionadas pelo convívio com Bosi, segundo os organizadores da obra. Bosi é considerado um dos principais críticos literários do Brasil.

Além de escritos, relatos e ensaios relevantes sobre a carreira de Bosi, os organizadores Augusto Massi, Erwin Torralbo Gimenez, Marcus Vinicius Mazzari e Murilo Marcondes de Moura reuniram no livro outras homenagens prestadas ao acadêmico, como a música “Saudade do Cinema Paradiso”, de Ivan Vilela, e o poema “Retrato”, de Ecléa Bosi, escritora e esposa do crítico, morta em 2017. Na apresentação da obra, os organizadores ressaltam o forte empenho de Ecléa para que o projeto se materializasse finalmente em um livro: “Esperamos ter honrado sua memória”.

“Reflexão como resistência” resgata discussões sobre a contribuição de Bosi para a crítica das obras de escritores como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Padre Antônio Vieira e Jorge de Lima, mas também exalta sua pujança intelectual ao discutir os ponderamentos filosóficos de autores como Giambattista Vico, Benedetto Croce e Antonio Gramsci. O livro traz ainda análises e comentários sobre uma das principais obras de Bosi, "Dialética da Colonização", de 1992, que foi amplamente elogiada pela academia e ganhou versões em inglês, francês e espanhol.

Em uma sessão chamada “Cartas na mesa”, os organizadores reuniram uma coletânea de correspondências recebidas por Bosi entre 1970 e 2012. Entre os notórios remetentes estão Otto Maria Carpeaux, Murilo Mendes, Sebastião Uchoa Leite, Dyonélio Machado, João Antônio, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, Darcy Ribeiro, Celso Furtado, Raduan Nassar e Antonio Candido.

Além de diretor (1998 a 2001) e vice-diretor (1987 a 1997) do IEA, Bosi é editor da revista do Instituto desde sua criação, em 1989. Ainda no IEA, ele coordenou o Programa Educação para a Cidadania (1991-1996), integrou a comissão coordenadora da Cátedra Simón Bolívar (convênio entre a USP e a Fundação Memorial da América Latina de 1992 a 1996), coordenou a Comissão de Defesa da Universidade Pública (1998) e a Cátedra Lévi-Strauss (convênio com o Collège de France, de 1998 a 2004).

Foto: Divulgação/Companhia das Letras

Nota de falecimento

por Fernanda Rezende - publicado 01/02/2019 14:10 - última modificação 05/02/2019 15:07

Morreu ontem, 31 de janeiro, no Rio de Janeiro o professor José Renato de Campos Araújo, professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP. Ele havia sido selecionado para participar do Programa Ano Sabático do IEA em 2019, com o projeto “Brasil Migrante: Fluxos Populacionais, Políticas Públicas e Estruturas Estatais”.

Na Each, Araújo foi coordenador do curso de Gestão de Políticas Públicas, atuou na Comissão de Graduação, na Congregação, foi representante dos professores doutores no Conselho Universitário, dentre outras importantes responsabilidades.

O IEA lamenta profundamente a morte de José Renato de Campos Araújo. A EACH decretou luto oficial de três dias. O velório será realizado neste sábado, no Cemitério da Vila Mariana, em São Paulo, até as 15h. Já o enterro ocorrerá no Cemitério São Paulo.

Ary Plonski participa de reunião com o ministro Marcos Pontes em Israel

por Victor Matioli - publicado 30/01/2019 11:50 - última modificação 04/02/2019 09:31

Ary Plonski - Israel
Da esquerda para a direita: Marcos Pontes, Maurício Pazini Brandão (Secretário de Tecnologias Aplicadas do MCTIC), Ary Plonski e Peretz Lavie

O vice-diretor do IEA-USP, Guilherme Ary Plonski, participou de uma reunião entre o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil, Marcos Pontes, sua comitiva e membros de três universidades israelenses. O encontro aconteceu em Israel, no dia 28 de janeiro, com representantes da Tel Aviv University, do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion) e do Weizmann Institute of Science. O intuito era trocar experiências e perspectivas sobre inovação, além de abrir caminho para cooperações acadêmicas entre Brasil e Israel.

No dia 13 de fevereiro, Plonski mediará uma conversa com Peretz Lavie, presidente do Technion, que vem ao IEA para falar sobre modelos de inovação e o exemplo bem-sucedido do Technion na área. Veja aqui mais informaçõe sobre o evento. Professor da Escola Politécnica (Poli) e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), o vice-diretor do IEA foi diretor superintendente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo e dedicou boa parte da sua carreira acadêmica ao desenvolvimento de políticas de ciência, tecnologia e inovação. Plonski também é membro da Junta de Governadores do Technion.

A comitiva do ministro deve permanecer em Israel até o dia 2 de fevereiro, para cumprir compromissos com autoridades de ciência, tecnologia e inovação do país. Segundo Pontes, um dos objetivos da viagem é conhecer tecnologias de dessalinização da água do mar que poderiam ser empregadas no Nordeste do Brasil. Ele busca ainda novas referências tecnológicas para as áreas cibernética e aeroespacial.

Foto: Odjair Baena/MCTIC

Plonski é nomeado vice-coordenador do Centro de Inovação da USP

por Mauro Bellesa - publicado 22/01/2019 12:55 - última modificação 01/02/2019 11:31

Guilherme Ary Plonski - 2018
Guilherme Ary Plonski

O vice-diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski, foi nomeado pelo reitor, Vahan Agopyan, vice-coordenador "pro tempore" do Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (InovaUSP) a partir de 1º de fevereiro.

O centro tem o objetivo de reunir e integrar laboratórios e outras iniciativas em um ambiente multidisciplinar voltado à pesquisa e inovação, privilegiando a relação com os setores produtivos externos, público e privado, e com instituições com objetivos similares, nacionais e estrangeiras.

Inicialmente, o InovaUSP congrega quatro núcleos de pesquisa multidisciplinares: Plataforma Pasteur-USP, Laboratório de Games e Soluções Digitais (Pateo), Interdisciplinary Research for Innovative Solutions Initiative (Iris) e Synthetic & Systems Biology (S²B).

Professor da Escola Politécnica (Poli) e da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), Plonski tem atuado intensamente ao longo da sua carreira em pesquisas e em instituições dedicadas a políticas de ciência, tecnologia e inovação. É coordenador científico do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica (PGT) da USP e diretor da Associação Latino-Ibero-Americana de Gestão da Tecnologia (Altec). Foi diretor superintendente do Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo e presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

Plonski participa de vários colegiados superiores de instituições e entidades. É conselheiro da Associação Internacional de Parques de Ciência e Áreas de Inovação e integra a Junta de Governadores do Instituto de Tecnologia de Israel (Technion) e o Conselho Acadêmico do Espaço de Estudos Avançados da Universidade da Costa Rica (Ucrea).

Em entrevista ao Estadão, Carlos Guilherme Mota fala sobre as perspectivas políticas para o Brasil

por Victor Matioli - publicado 21/01/2019 15:20 - última modificação 22/01/2019 14:00

Carlos Guilherme Mota - 16/2/2016

Carlos Guilherme Mota, primeiro diretor do IEA-USP, falou sobre o horizonte político brasileiro à coluna de Sônia Racy no jornal O Estado de S. Paulo. Na entrevista, publicada no dia 21 de janeiro, Mota reiterou a importância de instituições como o IEA para o avanço intelectual de questões sensíveis ao país, principalmente no atual “cenário de anacronismos” que o Brasil atravessa.

Questionado sobre os motivos que levaram Jair Bolsonaro à Presidência da República, o historiador culpou o esvaziamento ideológico dos partidos políticos. “Esqueceram, na classe política, que partidos têm de se basear num sistema de valores, num conjunto de ideias”, pontuou. Essa é, para ele, a principal justificativa para a derrocada do Partido dos Trabalhadores (PT), que “perdeu seus objetivos e aderiu aos vícios da política convencional”, abrindo espaço para o projeto de governo eleito em 2018.

Apesar do grande número de militares que compõem o primeiro escalão do atual governo, Mota não acredita que existam grandes paralelos entre o período atual e a ditadura militar (1964-1985). “Pode-se fazer alguma relação histórica”, disse. “Embora, é claro, sem os traços fortemente ditatoriais daquele período.” Os militares apresentam ainda um rigor incomum na política convencional e nos setores da esquerda, lembrou.

Ele entende, por outro lado, que há um certo anacronismo no governo Bolsonaro: “Somos agora um país que tem ideólogos, que tem guru”. Mota afirmou ainda que “soa ridículo” que um dos discípulos de Olavo de Carvalho, o guru em questão, ocupe a principal cadeira do Itamaraty. O historiador classificou o núcleo do atual comando político como “uma ordem autocrática com aparência democrática”. Sobre o futuro do Brasil, Mota foi breve: “O horizonte é de construção para longo prazo, e temos, nós brasileiros, de aprender essa lição”.

Veja a íntegra da entrevista aqui.

Foto: Leonor Calasans/IEA-USP