Você está aqui: Página Inicial / NOTÍCIAS / Rede IEA

Rede IEA

por Aziz Salem - publicado 08/08/2016 14:40 - última modificação 14/01/2020 11:32

Curta-metragem baseado no projeto Amazônia 4.0 vence prêmio de melhor documentário em festival europeu

por Letícia Martins Tanaka - publicado 18/05/2021 17:39 - última modificação 18/05/2021 17:39

O filme Amazônia 4.0 - The Reset Begins, inspirado no projeto homônimo desenvolvido pelo climatologista e pesquisador sênior do IEA, Carlos Nobre, ganhou o prêmio de melhor documentário em competição mensal do Europe Film Festival UK. A obra tem 25 minutos de duração e pode ser assistido gratuitamente no link. O festival é composto por seletivas mensais em que o júri analisa curtas e longas-metragens. Na competição de abril, a produção venceu como Melhor Documentário na categoria Prêmio Especial do Júri e se qualificou para participar da principal cerimônia do festival, realizada anualmente.

O projeto Amazônia 4.0 propõe um novo modelo de desenvolvimento econômico e social que tem a manutenção da floresta como base de produção, articulando o uso de novas tecnologias, potencial biológico e conhecimento tradicional. “Nosso papel é tornar a Amazônia a primeira potência socioambiental da biodiversidade. Os povos indígenas vivem há 12 mil anos na Amazônia com a floresta em pé e promovendo o bem-estar a partir dos recursos da floresta. Temos, então, que criar algo novo, como combinar os conhecimentos tradicionais com os modernos conhecimentos científicos e desenvolver essa nova bioeconomia”, afirma Nobre.

Lançado no Dia da Terra, 22 de abril, o documentário foi dirigido por Alan Teixeira e produzido pelos executivos Ricardo Assumpção e Ione Anderson, respectivamente CEO e COO da Plataforma Grape ESG. A produção visa aumentar a conscientização do público nacional e internacional sobre as principais questões em torno da sustentabilidade da Amazônia, bem como discutir as dificuldades enfrentadas pelos povos tradicionais da floresta e as populações urbanas locais.

No curta, o climatologista apresenta explicações sobre a origem das políticas de desmatamento, as ameaças que a floresta enfrenta e as possibilidades para reverter a situação. Didaticamente, Nobre também comenta sobre os perigos de savanização das florestas tropicais, afirma ser possível zerar o desmatamento e conclui: “Uma bioeconomia que mantenha as florestas, os rios e a biodiversidade, com justiça social e com sustentabilidade é totalmente possível de ser implementada na Amazônia.”

O filme é permeado por imagens da Amazônia e junta as falas de Nobre com depoimentos de outros especialistas, como Nicole Schwab, codiretora da plataforma para acelerar soluções baseadas na natureza do Fórum Econômico Mundial; Mercedes Bustamante, professora da UNB eleita membro da Academia de Ciências dos EUA; Luiz Fernando Furlan,  ex-ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e o CEO da Grape ESG.

Luís Carlos de Menezes lança o livro "Educar para o Imponderável"

por Nelson Niero Neto - publicado 15/04/2021 17:50 - última modificação 15/04/2021 17:48

Coordenador acadêmico da Cátedra de Educação Básica, o professor Luís Carlos de Menezes está lançando neste mês seu novo livro, Educar para o Imponderável — Uma Ética da Aventura. Na obra, Menezes trata questões que, na sua compreensão, levam a condição humana a um impasse: a exclusão social, a degradação ambiental e a violência sectária agravadas por populismos autoritários.

Percorrendo a história e a evolução da espécie humana, ele vislumbra uma ética para educar jovens diante de um futuro imponderável, para que tenham consciência de sua condição como integrantes ativos da biosfera, não apenas seus moradores, e como protagonistas da história, não seus meros observadores.

Até o final de abril, o livro pode ser comprado pelo preço promocional de R$ 39,00. Acesse este link para adquirir a obra.

Unicamp, Unesp, Ministério Público e grupo do IEA realizam curso multidimensional de direitos humanos

por Letícia Martins Tanaka - publicado 12/04/2021 14:35 - última modificação 26/04/2021 17:33

 Paulo Endo - PerfilO Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos, Democracia e Memória (GPDH) do IEA é um dos realizadores do “Curso Internacional de Direitos Humanos: uma Abordagem Multidimensional", que acontece até o dia 16 de abril. A formação foi elaborada em conjunto com a Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DeDH) da Unicamp, Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais (IPPRI) da Unesp e o Ministério Público do Trabalho da 15a Região.

Em duas semanas de aula, o curso objetiva proporcionar uma compreensão ampla, multifacetada e interdisciplinar dos direitos humanos, de modo a oferecer aos participantes formação abrangente e referências atuais que sirvam para orientar sua atuação judicial e extrajudicial na defesa, reparação e promoção dos direitos humanos.

Com uma perspectiva relacional entre direito, política e sociedade, a formação assume um ponto de vista histórico e político para apresentar a criação das instituições e normativas institucionais, desenvolvendo uma abordagem sociocultural a fim de discutir problemas relacionados aos direitos humanos que se colocam no cotidiano de juristas e outros atores. Assim, propõe-se a analisar as relações entre direito internacional e interno, as complementaridades e tensões entre normas jurídicas e práticas sociais, assim como as formas de interação entre agentes e destinatários nas políticas de promoção.

Para os organizadores do curso, a defesa, proteção e promoção dos direitos humanos supõem a transversalidade de diversos temas, campos e problemas sociais desde a Conferência de Viena de 1993,  através dos princípios da indivisibilidade, interdependência e inter-relação de todos os direitos humanos, bem como de sua complementaridade com a democracia e desenvolvimento.

Eles argumentam que formação em direitos humanos deve ter caráter multidisciplinar. "Isso é especialmente relevante para o cenário atual em que enfrentamos desafios inéditos de caráter sistêmico, postos pela crise do capitalismo financeiro, crise ecológica global, epidemias e pandemias, problemas urbanísticos, além da ascensão de movimentos abertamente autoritários e contrários aos direitos humanos, tanto no plano internacional quanto nacional”, afirmam os organizadores. Para eles, em uma sociedade desigual, que preserva insulamento burocrático no Estado e padrões culturais autoritários, a promoção e implementação dos direitos humanos enfrenta grandes dificuldades para sua efetiva realização.

Livro "Afetando Tecnologias, Maquinando Inteligências" é lançado em versão digital e aberta

por Nelson Niero Neto - publicado 05/04/2021 16:36 - última modificação 05/04/2021 16:36

Capa do Livro Afetando Tecnologias, Maquinando InteligênciasDesdobramento de uma conferência realizada com apoio do IEA no início de 2020, o livro Afetando Tecnologias, Maquinando Inteligências foi lançado em versão online e gratuita. Realizado por um grupo de cerca de 20 pesquisadores, o livro tem textos e exercícios experimentais envolvendo tecnologia e Inteligência Artificial a partir de perspectivas do Sul Global, feminista, decolonial, ou antirracista.

Segundo os organizadores, o livro foi pensado para ser, “concomitantemente, um registro histórico de um poderoso encontro entre pesquisadores internacionais que pensam o campo tecnológico sob um ponto de vista crítico; e um material em português e em inglês que supra parte da falta de bibliografia sobre o tema para além do discurso hegemônico do Norte Global”.

Clique aqui para acessar gratuitamente a obra.

Yvonne Mascarenhas receberá prêmio da Sociedade Brasileira de Física por suas contribuições acadêmicas

por Nelson Niero Neto - publicado 02/03/2021 16:40 - última modificação 02/03/2021 16:40

Yvonne Mascarenhas - PerfilA pesquisadora Yvonne Mascarenhas receberá neste ano o prêmio Joaquim da Costa Ribeiro, concedido pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) aos que contribuíram, ao longo da carreira, para a Física da Matéria Condensada e de Materiais no Brasil. Ela é a primeira mulher a receber a homenagem. O prêmio será entregue durante o Encontro de Outono da Sociedade Brasileira de Física, programado para ocorrer em junho.

Com mais de 60 anos de trajetória acadêmica, Yvonne é professora aposentada do Instituto de Física de São Carlos, onde também foi diretora. Na última década, passou a se dedicar à difusão científica voltada para o apoio ao ensino fundamental e médio. No IEA, foi vice-coordenadora do Polo São Carlos, que ajudou a criar, e hoje é professora honorária e pesquisadora colaboradora da Cátedra de Educação Básica.

Em seu site, a SBF destacou as contribuições de Yvonne como pesquisadora, orientadora acadêmica e gestora de instituições de pesquisa e ensino de Física e Química. Leia mais clicando aqui.

Lançada versão digital do livro 'Crises da Democracia'

por Mauro Bellesa - publicado 28/07/2020 21:15 - última modificação 28/07/2020 21:27

Capa do livro 'Crises da Democracia'

O livro "Crises da Democracia: O Papel do Congresso, dos Deputados e dos Partidos", organizado pelo cientista político José Álvaro Moisés, professor sênior do IEA, agora está disponível também em formato e-book.

Os artigos da obra são resultado de pesquisa realizada pelo Núcleo de Pesquisa de Política Pública (NUPPs) da USP. Vários dos autores integram também o Grupo de Pesquisa Qualidade da Democracia do IEA.

Relacionado

Notícia

Vídeos

Seminário Crises da Democracia: O Papel do Congresso, dos Deputados e dos Partidos

De acordo com Moisés, o regime democrático ainda não está plenamente consolidado no país, mantendo "déficits e distorções importantes que tornam seu desempenho objeto de críticas cada vez mais severas dos brasileiros".

O livro analisa esses déficits e distorções a partir da avaliação do desempenho dos parlamentares brasileiros e dos principais partidos políticos no período entre 1995 e 2010, explica o organizador.

"A capacidade dos representantes eleitos de desempenharem o seu papel na produção de leis e políticas públicas e de fiscalizar e controlar o Executivo é examinada com base em sua atuação concreta, como no caso das parlamentares brasileiras."

Quanto aos partidos, a desconfiança pública de que são objeto é analisada a partir de sua "incapacidade de efetivamente servirem como canais de mediação das preferências dos eleitores no sistema político", afirma Moisés.

Com 227 páginas, o e-book pode ser adquirido no site da Editora Appris ao preço de R$ 25,00 (a versão impressa, lançada em outubro, custa R$ 57,00).

Pesquisa internacional expõe o panorama global dos institutos de estudos avançados

por Nelson Niero Neto - publicado 08/06/2020 17:35 - última modificação 10/06/2020 10:29

Britta Padberg - PerfilApós visitar, nos últimos anos, mais de 30 institutos de estudos avançados na Ásia, América Latina, Europa, Austrália e Estados Unidos — entre eles, o IEA-USP —, a pesquisadora alemã Britta Padberg publicou em maio o artigo “The Global Diversity of Institutes for Advanced Study” na revista italiana Sociologica. Os institutos pesquisados são vinculados à rede global Ubias, atualmente coordenada pelo IEA.

Gestora do Centro para Pesquisa Interdisciplinar (ZiF, na sigla em alemão) da Universidade de Bielefeld desde 2008, Padberg tem formação em história e em antropologia biológica. Seus principais interesses de pesquisa estão relacionados à interdisciplinaridade e ao desenvolvimento das universidades e da ciência.

Conversando com diretores e colaboradores sobre as estratégias, missões e valores dos institutos, ela reuniu aspectos relacionados ao funcionamento e autonomia em relação às universidades onde estão sediados, além da contribuição destes espaços para a pesquisa. “Os institutos de estudos avançados têm desempenhado um papel notável no desenvolvimento das universidades e das ciências”, diz no artigo. Padberg ainda aborda os desafios futuros destes centros de pesquisa.

Em relação à América Latina, a pesquisadora reforçou que os institutos têm uma “responsabilidade especial” com o desenvolvimento político e social de seus países, com a democracia, e na mediação entre a ciência e a sociedade. Ao destacar o IEA como o maior e mais antigo instituto da região, Padberg citou o intuito traçado em sua fundação, em 1986, de ser um espaço de liberdade acadêmica e intelectual. “Com o fim da ditadura militar em 1985, as universidades buscavam um novo começo e esforçaram-se em desenvolver as relações internacionais na academia”, escreveu.

Revista 'Khronos' recebe até 30 de junho artigos sobre relações entre ficção científica e C&T

por Mauro Bellesa - publicado 27/04/2020 18:35 - última modificação 17/09/2021 09:19

Ilustração de Henri de Montaut para "Da Terra à Lua" - 1972
O projétil de ''Da Terra à Lua'' (1865) de Júlio Verne em gravura de Henri de Montaut para a edição ilustrada de 1872

Pesquisadores interessados em participar do dossiê "Ficção Científica e a História da Ciência e da Técnica" da 9ª edição da "Khronos – Revista de História da Ciência" têm até 30 de junho para submeter seus trabalhos.

A revista é uma publicação semestral do Centro Interunidades de História da Ciência (CHC) da USP. Para o dossiê, os editores esperam receber trabalhos históricos sobre as formas da relação entre ficção, ciência e técnica.

O cadastro na área da revista no Portal de Revistas da USP e posterior acesso, por meio de login e senha, são obrigatórios para a submissão de trabalhos, bem como para acompanhar o processo de avaliação do artigo.

A contribuição deve ser original e inédita e não pode estar sendo avaliada por outra revista para publicação. Se esse for o caso, o autor deve justificar a situação.

Todas as informações sobre as normas para submissão de artigos, inclusive sobre formatação e padrões de redação, referências bibliográficas e questões de direito autoral estão em www.revistas.usp.br/khronos/about/submissions#onlineSubmissions.

Revista

A revista "Khronos" trata de história e epistemologia das ciências naturais, da vida, humanas, técnicas e áreas correlatas. A perspectiva é interdisciplinar e visa a estimular as possibilidades interpretativas dos processos de conhecimento científico e técnico em seus contextos históricos.

São publicados resultados de pesquisas originais relativas a temas da Antiguidade ao século 21. A revista também abre espaço para textos de memórias de cientistas ou de instituições, bem como traduções inéditas, resenhas, notícias de projetos de pesquisa e outros assuntos de interesse para historiadores.

Centro

Criado em 1988, o CHC tem como objetivo o desenvolvimento de atividades de pesquisa nas áreas de história das ciências, técnicas e tecnologias. Seu Conselho Deliberativo é formado por representantes docentes e discentes de unidades e grupos de pesquisa da USP.

O atual diretor do centro é o historiador Gildo Magalhães dos Santos Filho, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e coordenador do Grupo de Pesquisa Khronos de História da Ciência, Epistemologia e Medicina do IEA

Imagem: Domínio público, Wikipedia

Pesquisadores do IEA farão parte da nova diretoria da Aciesp

por Nelson Niero Neto - publicado 11/03/2020 17:10 - última modificação 29/04/2020 11:09

Nova diretoria Aciesp
Em sentido horário, Hamilton Varela, Fernando Queiroz Cunha, Paulo Artaxo e Guilherme Ary Plonski | Fotos: Leonor Calasans/IEA-USP
Quatro pesquisadores do IEA — Guilherme Ary Plonski, Paulo Artaxo, Fernando Queiroz Cunha e Hamilton Varela — farão parte da nova diretoria da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp), que toma posse no dia 18 de março, às 17h, na sala do Conselho Universitário da USP.

A cerimônia terá uma homenagem ao professor Carlos Henrique de Brito Cruz pelo seu trabalho realizado como diretor científico da Fapesp. Para participar, é necessário confirmar presença neste link.

Eleito diretor do IEA no dia 10 de março, na chapa formada com Roseli de Deus Lopes, Guilherme Ary Plonski é vice-diretor do Instituto e integrou seu Conselho Deliberativo por dois mandatos. É professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e da Escola Politécnica (Poli) e já presidiu o Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), entre outras atuações na universidade.

Paulo Artaxo, que toma posse como vice-presidente da Aciesp, é professor do Instituto de Física (IF), integrante do Grupo de Pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do IEA e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Reconhecido pela comunidade científica por suas pesquisas sobre meio ambiente e mudanças climáticas, Artaxo é membro permanente do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

Fernando Queiroz Cunha, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), e Hamilton Varela, do Instituto de Química de São Carlos, se tornaram membros da Aciesp juntos, em 2015. Naquele momento, Cunha era coordenador do polo do IEA de Ribeirão Preto e Varela, vice. Atualmente, Cunha é integrante do Conselho Consultivo do polo.

Érica Peçanha recebe prêmio por pesquisa sobre a produção cultural das periferias paulistanas

por Nelson Niero Neto - publicado 11/03/2020 14:33 - última modificação 11/03/2020 14:33

Érica Peçanha do Nascimento - PerfilA antropóloga Érica Peçanha recebeu, no dia 10 de março, o Prêmio Cooperifa de Cultura Periférica pela sua contribuição como pesquisadora da produção cultural das periferias paulistanas. Peçanha é autora do livro "Vozes Marginais na Literatura", sobre a projeção de escritores da periferia no cenário literário contemporâneo, e coautora de "Polifonias Marginais”, que apresenta entrevistas com produtores literários negros e periféricos.

Atualmente, ela é pesquisadora de pós-doutorado no IEA e supervisora do Projeto Democracia, Artes e Saberes Plurais, iniciativa da Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência.